METODOLOGIA CIENTÍFICA PATRÍCIA ALVAREZ RUIZ

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1 METODOLOGIA CIENTÍFICA PATRÍCIA ALVAREZ RUIZ

2 ORGANIZAÇÃO DOS ESTUDOS PLANEJAMENTO PARA O ESTUDO Organização sistemática do tempo disponível para estudo em casa Levantamento do tempo disponível Determinar um horário e cumpri-lo rigorosamente manter ritmo de estudo Período de estudo superior a 2 horas intervalo de meia hora ESTRELA, 2001; SEVERINO, 2002

3 MÉTODOS E TÉCNICAS DE ESTUDO

4 MÉTODO DE ESTUDO 1. Leitura global do tema para obter visão geral sobre o vai ser estudado 2. Leitura compreensiva, que orienta a captação das idéias básicas do tema em estudo 3. Formulação de perguntas, que orienta a captação das idéias fundamentais 4. Expressar o aprendido, procurando apresentar o que foi estudado de forma coerente e com suas próprias palavras 5. Repassar coerentemente o aprendido, como forma de fixação e integração do conteúdo estudado, demonstrando espírito crítico NÉRICI, 1993

5 LEITURA

6 LEITURA LEITURA: interação entre autor, texto e leitor Relação do texto com o autor: o que o autor quis dizer? Relação do texto com outros textos: leitura comparativa Relação do texto com o leitor: o que você entendeu? Há diferentes tipos de leituras Texto diferentes exigem diferentes estratégias de leitura (ex. texto ficcional e texto científico)

7 LEITURA TIPOS DE LEITURA (MOLINA, 1992) 1. Leitura elementar: leitura básica ou inicial. Leitor que adquiriu rudimentos da arte de ler. 2. Leitura inspecional: caracteriza-se pelo tempo estabelecido para leitura. Arte de folhear sistematicamente. 3. Leitura analítica: minuciosa, completa, a melhor que o leitor é capaz de fazer. É ativa. Tem em vista o entendimento. 4. Leitura sinóptica: leitura comparativa de quem lê muitos livros, correlacionando-os. Nível ativo e laborioso da leitura.

8 LEITURA TIPOS DE LEITURA () 1. Skimming: captar a tendência geral da obra. Leitura superficial de títulos, subtítulos e alguns parágrafos. 2. De significado: visão geral do texto. Leitura rápida, sem se deter e retornar a parágrafos já lidos. 3. De estudo: ler, reler, anotar, resumir. 4. Crítica: reflexão, avaliação, comparação com o que se leu anteriormente. 5. Scanning: se procura certo tópico de uma obra.

9 LEITURA TIPOS DE LEITURA () Leitura informativa Obter informações que servirão de base para um trabalho científico 1. De reconhecimento: visão geral da obra. Verificar se encontrará as informações que necessita. 2. Seletiva: selecionar as informações necessárias. 3. Crítica: significado das informações. Reflexão. 4. Interpretativa: relacionar as afirmações do autor com os problemas para os quais se busca uma resposta.

10 LEITURA HABILIDADES EM LEITURA Identificação de palavras Vocabulário Compreensão Velocidade Habilidades de estudo Quanto mais se lê, mais apto se torna para a leitura!!! O aprendizado da leitura começa com uma palavra e um texto de cada vez, continua com uma palavra e um texto de cada vez, e o aprendizado jamais cessa. (SMITH, apud MOLINA, 1992)

11 LEITURA Assimilação OBJETIVOS DA LEITURA Busca de conhecimento Preparação intelectual para posicionamentos críticos Identificação da idéia principal Hierarquização das idéias secundárias

12 LEITURA ESTRATÉGIAS DE LEITURA PASSOS 1. Visão geral do texto 2. Questionamento despertado pelo texto 3. Estudo do vocabulário 4. Linguagem não verbal 5. Essência do texto 6. Síntese do texto 7. Avaliação MOLINA, 1992

13 LEITURA - ESTRATÉGIAS 1. VISÃO GERAL DO TEXTO Exame inicial do material de leitura. Elimina desperdício com leitura injustificável Verificar a estrutura do texto, título e subtítulo Observar grifos, itálico, tamanho e estilo dos caracteres, maiúsculas

14 Qual o assunto? O assunto interessa à pesquisa que está sendo realizada? O texto oferece alguma contribuição temática? Qual a ordem das idéias expostas? Quem é o autor? 1. VISÃO GERAL DO TEXTO Que objetivos tem em vista? O título é excessivamente amplo? LEITURA - ESTRATÉGIAS Há adjetivos restringindo a abordagem do texto?

15 LEITURA - ESTRATÉGIAS 2. QUESTIONAMENTO DESPERTADO PELO TEXTO Levantamento de perguntas, sem tentar respondê-las Começar transformando títulos e subtítulos em questões Ex.: Etiopatogênese das periodontites Qual é a etiologia das periodontites? Como se dá a patogênese das periodontites? Questionar é um hábito, e como tal deve ser cultivado (MOLINA, 1992, p. 36)

16 LEITURA - ESTRATÉGIAS 3. ESTUDO DO VOCABULÁRIO Um vocabulário desconhecido é sério empecilho para a aprendizagem 1. Não consultar o dicionário imediatamente Fazer esforço para compreender a palavra desconhecida dentro do contexto O próprio contexto oferece o significado através de uma definição Dedução através do contexto 2. Dicionário

17 LEITURA - ESTRATÉGIAS 4. LINGUAGEM NÃO VERBAL Ilustrações, quadros, gráficos, tabelas Observá-las com atenção para entendê-las

18 LEITURA - ESTRATÉGIAS 5. ESSÊNCIA DO TEXTO Busca do conteúdo profundo do texto Identificar as idéias principais do texto Elaboração de juízos avaliativos e críticos comparação de textos de autores diferentes Exigências: Apreender as principais proposições do autor Conhecer os argumentos do autor Identificar a tese do autor Avaliar as idéias expostas

19 5. ESSÊNCIA DO TEXTO Compreensão das idéias em cada parágrafo Sublinhar o texto Completude das idéias A avaliação de um texto compreende: Validade das idéias Correção dos argumentos Coerências dos argumentos e suficiências das provas Consecução dos objetivos prometidos LEITURA - ESTRATÉGIAS

20 6. SÍNTESE DO TEXTO Recriação do texto original Distinguir o essencial do não essencial Organização e hierarquização das idéias Feita oralmente e por escrito (resumo)... A exposição oral deve ser a oportunidade para que o leitor coloque em ordem suas idéias e teste esta ordenação ao passá-la para seus colegas (MOLINA, 1992, p. 51) Testar a retenção do texto estudado Treinar a linguagem oral LEITURA - ESTRATÉGIAS

21 7. ANÁLISE DO TEXTO Exercício da capacidade de raciocínio crítico Estudante autor de sua aprendizagem Não basta saber ler o texto, é preciso entendê-lo!!! Que perguntas permanecem sem resposta? Como o autor transmitiu as idéias? A linguagem direta ou indireta? Concordar ou discordar com o autor LEITURA - ESTRATÉGIAS Se o leitor entendeu realmente o texto, nada impede que ele concorde ou discorde do autor. Concordar sem entender é inépcia. Discordar sem entender é impertinência. (MOLINA, 1992, p. 56) é

22 LEITURA - ESTRATÉGIAS LEITOR COMPETENTE É autônomo na busca de novos conhecimentos Tem interesse em aprender Tem prazer em estudar O leitor competente é aquele que é capaz de antecipar suas próprias expectativas em relação ao conteúdo, compreende o conteúdo verbal e não verbal do texto, buscando, por seus próprios meios, sanar eventuais dificuldades de compreensão, analisar o texto em suas proposições básicas, sintetizá-lo e avaliá-lo (MOLINA, 1992, p. 61)

23 ANOTAÇÕES

24 ANOTAÇÕES Anotação é o processo de seleção de informações para posterior aproveitamento Deve permitir redação a partir dela Não deve ser tão sintética dificulta o entendimento ou não pode ser convertida em texto Exposição oral (palestras, conferências, aulas) Palavras-chave Dúvidas surgidas Textos escritos (livros, periódicos) Após leitura e sublinha das idéias principais

25 CORRIDAS Palavras-chaves que serão transformadas em texto posteriormente ANOTAÇÕES RESUMO Sintetiza informações colhidas em livros ou exposições orais ANOTAÇÕES ESQUEMÁTICAS Ordenam hierarquicamente as partes principais do conteúdo Registrar as informações da fonte: autor, título, lugar, editora, ano de publicação, número de páginas

26 ANOTAÇÕES ANOTAÇÕES CORRIDAS 1. Leitura total do texto, sem interrupção 2. Releitura do texto, levando em consideração palavras desconhecidas: localizar no dicionário e escrever o significado à margem do texto 3. Busca em outras fontes de informações relevantes para a compreensão do texto 4. Destaque de trechos e palavras-chaves somente após ter compreendido o texto 5. Redação da anotação corrida e submetê-la a uma avaliação própria; se houver necessidade de correções, refazer a anotação

27 ANOTAÇÕES CORRIDAS Exemplo: Anotação é o processo de seleção de informações para posterior aproveitamento. As notas devem permitir redação a partir delas, ou seja, não devem ser tão sintéticas que dificultem o entendimento e não possam ser convertidas em texto. As anotações podem ser de palestras, aulas, consultas bibliográficas. (, p.21) 1. Leitura 2. Palavras desconhecidas??? - dicionário 3. Outras fontes - outros autores de Metodologia

28 ANOTAÇÕES CORRIDAS 4. Palavras-chaves Anotação é o processo de seleção de informações para posterior aproveitamento. As notas devem permitir redação a partir delas, ou seja, não devem ser tão sintéticas que dificultem o entendimento e não possam ser convertidas em texto. As anotações podem ser de palestras, aulas, consultas bibliográficas. (MEDEIROS, 2006, p. 21) 5. Redação Anotação; seleção de informações; permitir redação; não tão sintéticas.

29 ANOTAÇÕES ANOTAÇÕES ESQUEMÁTICAS Somente após estudo do texto e anotações corridas Transformar num esquema vertical as idéias do autor que estão distribuídas horizontalmente no texto Atenção e rigor hierarquizar corretamente as idéias

30 1 Anotação 1.1 Seleção de informações Posterior aproveitamento 1.2 Permitir redação 1.3 Não ser tão sintética Dificultam o entendimento ANOTAÇÕES ESQUEMÁTICAS Anotação é o processo de seleção de informações para posterior aproveitamento. As notas devem permitir redação a partir delas, ou seja, não devem ser tão sintéticas que dificultem o entendimento e não possam ser convertidas em texto. As anotações podem ser de palestras, aulas, consultas bibliográficas. (, p. 21) Anotação; seleção de informações; permitir redação; não tão sintéticas Não podem ser convertidas em texto 1.4 Palestras, aulas, pesquisas bibliográficas

31 ANOTAÇÕES ESQUEMÁTICAS Anotação é o processo de seleção de informações para posterior aproveitamento. As notas devem permitir redação a partir delas, ou seja, não devem ser tão sintéticas que dificultem o entendimento e não possam ser convertidas em texto. As anotações podem ser de palestras, aulas, consultas bibliográficas. (, p. 21) Anotação; seleção de informações; permitir redação; não tão sintéticas. Anotação Seleção de informações Permitir redação Não ser tão sintética Posterior aproveitamento Dificultam o entendimento Não podem ser convertidas em texto Palestras, aulas, pesquisas bibliográficas

32 ANOTAÇÕES ANOTAÇÕES RESUMIDAS O resumo consiste na condensação de um texto, reduzindo-o a suas idéias principais, respeitando-se sua estrutura e a inter-relação das idéias. (, p. 25) Proporciona melhores resultados para a leitura Deve ser composto de um parágrafo que represente a exposição de toda a idéia do autor, não de um fragmento

33 ANOTAÇÕES ANOTAÇÃO RESUMIDA Feito após as duas etapas anteriores (anotação corrida e esquemática) Não elaborar após uma única leitura Não elaborar o resumo apenas unindo trechos ou expressões coesão, coerência Utilizar as próprias palavras Deve-se reconhecer: Assunto (referência) Tema (idéia que o autor defende) Como o texto está estruturado

34 ANOTAÇÕES RESUMIDAS Anotação é o processo de seleção de informações para posterior aproveitamento. As notas devem permitir redação a partir delas, ou seja, não devem ser tão sintéticas que dificultem o entendimento e não possam ser convertidas em texto. As anotações podem ser de palestras, aulas, consultas bibliográficas. (, p. 21) Assunto: Métodos de estudo Tema: Anotações O texto está estruturado nas características das anotações A anotação consiste na reunião de informações obtidas em exposições orais ou textos escritos. Não deve ser tão sintética para permitir redação posterior.

35 ANOTAÇÕES RESUMIDAS Manter fidelidade ao texto ater-se ao tema Deve-se subordinar idéias e fatos não reuni-los apenas Só consegue fazer um bom resumo quem realmente assimilou as idéias principais do texto!!!! SEVERINO, 2002

36 RESUMOS

37 RESUMO Apresentação concisa dos pontos relevantes de um documento (ABNT NBR 6028, 2003, p. 1) Deve refletir os principais pontos do estudo Deve ser redigido em linguagem objetiva Descrever de forma clara e sintética a natureza do trabalho, o objetivo, o método, os resultados e as conclusões Deve ser inteligível por si mesmo Respeitar a ordem em que as idéias ou fatos são apresentados

38 RESUMOS UNIDADE, COERÊNCIA E COESÃO Todas as partes devem estar interligadas e manifestar um direcionamento único Deve ser coerente, sem idéias contraditórias Coesão entre os elementos que possibilitam transição de uma idéia para outra

39 RESUMOS - Tipos ABNT NBR 6.028/2003 Resumo indicativo Indica apenas os pontos principais Não apresenta dados qualitativos e quantitativos Não dispensa a leitura do original Resumo informativo (analítico): Dispensa a leitura do original Destaca o objetivo, métodos e técnicas empregadas, resultados e conclusões Evitam-se comentários pessoais e críticas Resumo crítico (resenha): Análise crítica, opiniões de especialistas

40 RESUMOS Normas ABNT ABNT NBR 6028/2003 Constituído de um único parágrafo Precedido da referência do texto, com exceção do resumo que acompanha o próprio texto Ex: ABRAHAMSOHN, P. Redação científica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, p. Frases compostas com verbo na voz ativa, na terceira pessoa do singular Ex: A pesquisa objetivou avaliar a expressão do infiltrado inflamatório em lesões crônicas. Realizou-se (foi realizada) uma análise quantitativa do número de células e observouse (foi observada) que a intensidade...

41 RESUMOS Normas ABNT ABNT NBR 6028/2003 Palavras-chave (separadas por ponto) Ex: Palavras-chave: Periapicopatia. Cisto. Extensão: 150 a 500 palavras textos acadêmicos (monografias, dissertações, teses) 100 a 250 palavras artigos de periódicos 50 a 100 palavras indicações breves OBS: resumos críticos (resenhas) não têm limite de palavras

42 RESUMOS - Elaboração REGRAS PARA ELABORAÇÃO DO RESUMO 1. Seleção 2. Cancelamento 3. Generalização 4. Agrupamento 5. Construção ; SERAFINI, 1987; SIQUEIRA, 1990

43 RESUMOS - Elaboração 1. Seleção Idéias principais 2. Cancelamento Idéias irrelevantes Palavras que se referem a pormenores que não são necessários à compreensão do texto Elementos de exprimem detalhes óbvios Supressão de adjetivos e advérbios ; SERAFINI, 1987; SIQUEIRA, 1990

44 RESUMOS - Elaboração 3. Generalização Desprezar idéias particulares Registrar as informações de ordem geral 4. Agrupamento Idéias que se relacionam entre si Agrupar frases que incluam várias idéias 5. Construção Substituição de orações por outras novas Adaptação da linguagem devido aos agrupamentos ; SERAFINI, 1987; SIQUEIRA, 1990

45 FICHAMENTOS

46 FICHAMENTOS Armazenamento de informações obtidas em diversos locais em fichas ou arquivos no computador Facilita a consulta durante a elaboração da monografia Elementos estruturais: Cabeçalho Referência Resumo Local onde se encontra

47 FICHAMENTOS Título genérico Título específico Esquema do texto Reservado para enumerar fichas Cabeçalho Referência Resumo Local onde se encontra a obra Redação científica Construa sentenças melhores 1.1 ABRAHAMSOHN, P. Redação científica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, p. Biblioteca da ABO/DF

48 EXERCÍCIO LEITURA E ANOTAÇÃO CORRIDA, ESQUEMÁTICA E RESUMIDA DO TEXTO A BIOÉTICA E A ODONTOLOGIA DO FUTURO

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