PROPOSTAS DE REDAÇÃO

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1 PROPOSTAS DE REDAÇÃO É importante estar atento às exigências dos vestibulares nas correções das redações e no caso das Universidades do Paraná elas se aproximam, então verificar sempre esse item se faz necessário. Devido a essa importância este capítulo é destinado a esse assunto. O julgamento da Redação será realizado por docentes de Língua Portuguesa com larga experiência, sendo considerados, na correção, entre outros, os seguintes aspectos: I. Adequação ao tema; Neste item é importante observar que o candidato deve mostrar que sabe interpretar adequadamente as situações propostas para redação e identificar o(s) tema(s) apresentado(s), a partir do(s) qual(is) irá expor suas idéias. (Quanto mais o conteúdo se aproximar do tema, maior será a pontuação atribuída a esse quesito, sendo que a fuga total implicará nota zero. Observe-se que a fuga total ao tema indica que o candidato não foi capaz de ler e compreender a(s) proposta(s) apresentada(s)). II. Coesão; III. Coerência; Já nesses itens o candidato deve lembrar que para produzir um texto coerente e coeso tem que observar os seguintes aspectos: Organização As partes do texto devem estar articuladas entre si e ao todo de maneira clara e coerente, distribuídas adequadamente em parágrafos. - Encadeamento de idéias com continuidade (retomada de elementos no decorrer do texto) e progressão temática (sem circularidade ou redundâncias inexpressivas). Uso de recursos coesivos: elementos anafóricos não-ambíguos (pronomes, advérbios, elipses, reiterações, substituições lexicais); articuladores apropriados (conjunções, operadores discursivos); correlação de tempos e modos verbais. Estabelecimento de relações semânticas pertinentes entre palavras, frases e parágrafos, sem contradições. Observe o exemplo de um texto sem coesão e coerência: Lá dentro havia uma fumaça formada pela maconha e essa fumaça não deixava que nós víssemos qualquer pessoa, pois ela era muito intensa. Meu colega foi à cozinha me deixando sozinho, fiquei encostado na parede da sala e fiquei observando as pessoas que lá estavam. Na festa havia pessoas de todos os tipos: ruivas, brancas, pretas, amarelas, altas, baixas, etc. IV. Norma culta. Este item, ao qual muitos não dão a devida atenção, acaba sendo um dos mais importantes, pois palavras escritas erradas acabam prejudicando também o entendimento do texto, consequentemente perde-se nota por isso. Então observe algumas das exigências: - À modalidade escrita na variedade padrão - O vestibulando deve apresentar domínio das regras gramaticais, das normas ortográficas e dos recursos de pontuação, que propiciem um texto adequado à variedade padrão da língua. - Do vocabulário - Seu uso deve ser apropriado, rico e variado (sem ser pedante). REVISÃO DO TEXTO Após ter escrito seu texto, faça uma rigorosa revisão do mesmo, dando ênfase aos seguintes itens: 1. Você fez exatamente o que lhe foi pedido? 2. A distribuição em parágrafos está adequada? 3. Está seguro da grafia de todas as palavras? 4. Não se excedeu em repetições de palavras e idéias? 5. As idéias estão bem unidas, ligadas por conjunções ou outros elementos coesivos? 6. A concordância - principalmente entre sujeito e verbos - está correta? 7. Acentuou corretamente as palavras, inclusive com o sinal da crase? A escolha de quem pensa! 1

2 8. Não poderia ter selecionado melhor certas palavras repetidas ou vulgares demais? 9. Passe a limpo, evitando borrões e usando- se permitido - o corretivo com moderação. Roteiros para produção textual Narração Para construir esse tipo de texto, é preciso explorar os elementos da narrativa: enredo, personagens, espaço e tempo. Enredo: É o conjunto de fatos ligados entre si que fundamentam a ação de um texto narrativo. Esse pode ser organizado de diversas formas. Personagens: É um ser criado para um texto narrativo. Pode simular as características de uma pessoa; pode ser um animal, sentimento ou objeto personificado. Pode haver personagens: a) Protagonista, que ocupam o primeiro lugar num acontecimento. b) Secundários, que ocupam o segundo lugar num acontecimento, têm menos importância. c) Antagonista, que ocupa o lugar de dar um conflito com o protagonista, é o que dá um clímax à história. Espaço: É o lugar em que a narrativa ocorre. Esse é muito importante, pois a construção contribui para a elaboração dos personagens. Se o autor descreve um personagem que mora na cidade, em um apartamento, o leitor imagina certas características para esse personagem, agora se você construir um personagem que sempre morou no deserto ele irá ter características completamente diferentes. Às vezes não é sequer necessário descrever em detalhes o ambiente. Em muitas crônicas, por exemplo, aparecem apenas um bar, um jardim, entrou em um apartamento, mas essa informação já é suficiente para conhecer o ambiente da história e parte do contexto. Tempo: Em uma narrativa pode ser definido como a duração da ação. Pode ser cronológico ou psicológico. O tempo cronológico é aquele em que os fatos são apresentados de acordo com a ordem dos acontecimentos. É o tempo do relógio, o que segue uma ordem correta. O tempo psicológico é a maneira pela qual a passagem do tempo é vivenciada. Como se fosse um Flash-Back, o tempo, nesse caso, é descrito através dos pensamentos, das emoções do personagem, é um tempo não real de volta ao passado. Narradores: A narração poder ser feita em 1ª pessoa (eu, nós) ou 3ª (ele, ela, eles, elas), de acordo com a ótica do narrador, isto é, da posição diante dos fatos. Observe: 3ª pessoa pode se narrar de duas formas: 3ª pessoa onisciente através desse narrador você tem liberdade total no texto, pois ele conhece tudo, até os pensamentos dos personagens, comenta, analisa e critica tudo, ou melhor, sonda psicológica (percepção interna). 3ª pessoa observador ele conhece os fatos, mas não invade os pensamentos dos personagens. É como se a história se narrasse sozinha, ou melhor, percepção externa dos fatos. 1ª pessoa pode se narrar de duas formas: 1ª pessoa (personagem) principal - ele não tem acesso aos pensamentos dos outros personagens, mas relata os sentimentos e pensamentos (seria um conflito interno). 2 A escolha de quem pensa!

3 1ª pessoa (personagem) secundário - observa de dentro, conta o que viu ou ouviu, não consegue saber o pensamento dos personagens, mas pode lançar hipóteses (seria um conflito social). Tipos de discurso O discurso de um personagem é o ato de falar ou pensar. Numa narrativa, é natural que os personagens se expressem ou pensem, o que ajuda a caracterizá-los e produz transformações de estado. Esses discursos podem ou não ser intermediados pelo narrador, idéia que define os tipos de discurso. Discurso Direto Como o nome já indica, o discurso direto é a fala direta do personagem, isto é, a fala sem intermediações do narrador. Como exemplo, cita-se um trecho do conto O estigma, da obra O Urupês de Monteiro Lobato. (...)- Sente-se e espere um bocadinho. - A menina é filha do... - Não, senhor. Prima. Mas moro aqui des que morreram meus pais. - Tão nova e já órfã!... - De pai e mãe. Tinha seis anos quando os perdi na febre amarela de Campinas. O primo trouxe-me de lá e... (...) (LOBATO, Monteiro, O Urupês. São Paulo. Brasiliense p.127.) Atentando-se apenas a essa passagem, não seria possível concluir qual o foco narrativo do livro, uma vez que ela não apresenta nenhuma passagem do narrador. Apenas os personagens falam. Trata-se de um trecho em que só existe discurso direto. Note-se que, formalmente, o discurso se caracteriza pela presença de travessões (ou aspas) antes da fala do personagem. Nele, as orações podem assumir a forma interrogativa e exclamativa, os verbos podem aparecer no presente e há a presença de vocativos. Discurso Indireto No discurso indireto, a fala do personagem aparece intermediada pelo narrador. Não é o personagem quem diz, mas o narrador que diz no lugar. Como exemplo, cita-se um fragmento do romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. Capítulo I (...) É verdade que a guitarra vinha decentemente embrulhada em papel, mas o vestuário não lhe escondia inteiramente as formas. À vista de tão escandaloso fato, a consideração e o respeito que o Major Policarpo Quaresma merecia nos arredores de sua casa, diminuíram um pouco: Estava perdido, maluco, diziam. Ele, porém, continuou serenamente nos seus estudos, mesmo porque não percebeu essa diminuição.(...) (BARRETO, Lima. Triste Fim de Policarpo Quaresma. São Paulo, Objetivo, p.2/3.) Note que o comentário não vem precedido de travessões, nem está entre aspas, mas está inserido no discurso do narrador. Trata-se de discurso indireto. Discurso indireto livre De origem histórica bem mais recente do que os dois anteriores, o discurso indireto livre é uma maneira de citação intermediária entre a fala direta e a fala mediada pelo narrador. A técnica popularizou-se por influência dos realistas franceses da segunda metade do século XIX. Como exemplo, cita-se uma passagem do conto Gaetaninho, da obra Brás, Bexiga e Barra Funda, de Antônio Alcântara Machado. (...) Xi, Gaetaninho, como é bom! Gaetaninho ficou banzando bem no meio da rua. O Ford quase o derrubou e ele não viu o Ford. O carroceiro disse um palavrão e ele não ouviu o palavrão. -Eh! Gaetaninho! Vem pra dentro. Grito materno sim: até filho surdo escuta. Virou o rosto tão feio de sardento, viu a mãe e viu o chinelo. A escolha de quem pensa! 3

4 -Subito! Foi-se chegando devagarinho, devagarinho. Fazendo beicinho. Estudando o terreno. Diante da mãe e do chinelo parou. Balançou o corpo. Recurso de campeão de futebol. Fingiu tomar a direita. Mas deu meia volta instantânea e varou pela esquerda porta adentro. Eta salame de mestre! (...) (MACHADO, Antônio Alcântara. Brás, Bexiga e Barra Funda. São Paulo, p.22.) O significado da passagem aponta para o personagem, enquanto sua forma indica o narrador. Essa identificação ou oscilação e esse caráter híbrido levam a classificar esse modo de escrita como intermediário entre o discurso direto e indireto, de onde vem a denominação de discurso indireto livre. Redação argumentativa 1. Defina bem sua posição: a favor da idéia proposta; contra a idéia proposta; 2. Deixe clara sua posição na frase-núcleo ou introdução; 3. Faça esquema dos argumentos a favor e contra algo; 4. Escolha os argumentos mais convincentes e comente-os; 5. Explique os argumentos; não basta citá-los ou listá-los; 6. Conclua o raciocínio na última frase, reforçando sua posição ou sugerindo algo; 7. Evite palavras ambíguas, contradições de argumentos e falta de coerência; 8. Leia o enunciado com muita atenção e veja o que ele pede: comparar, opinar, contra-argumentar. Resumo e Mudança de discurso Para auxiliá-los nas primeiras redações, segue um breve roteiro: 1. Leia primeiramente o texto para captar a idéia-núcleo do mesmo sem a preocupação de fazer qualquer anotação ou marcar os argumentos do autor; 2. Na segunda leitura, sim, deve-se ler atentamente marcando os itens importantes (palavras-chaves, dados, argumentos); 3. Delimite o tema abordado; 4. Faça referência ao texto na primeira frase; 5. Faça esquema de ideias e argumentos expostos organizando-os; 6. Estabeleça a conclusão do autor ou do entrevistado. 7. Não extrapole o limite de linhas, principalmente com informações que não constem no texto; 8. Limite-se a relatar, não emitindo opinião; 9. Faça em 3ª pessoa. Continuidade de texto Detecte palavra-chave do(s) parágrafo(s) anterior(es) que lhe dêem a ponte para continuar. 1. Incorpore as idéias expostas e defendidas pelo redator; 2. Conserve o padrão de linguagem (coloquial, culto, erudito, poético); 3. Conserve também em qual pessoa (3ª ou 1ª pessoa) está o texto; 4. Verifique a quantidade de linhas; 5. Não se preocupe em concluir o texto, a menos que lhe seja pedido (por isso fique atento ao enunciado). A conclusão já corresponde à conclusão dele. 4 A escolha de quem pensa!

5 Interpretação de poesias, gráficos, charges, cartuns e quadrinhos Para facilitar as primeiras redações nesse modelo, seria interessante seguir o esquema abaixo: 1. Expresse na primeira frase o tema; 2. Crie a frase inicial introdução que remeta ao texto original e resuma seu tema; 3. Faça referência à fonte; (Atenção para o termo acessado) 4. Selecione as partes mais importantes; 5. Use linguagem própria; 6. Mantenha-se fiel ao tema; 7. Limite-se aos dados expostos, nada acrescentando; 8. Verbos: resumir, sintetizar, mostrar, comprovar, demonstrar, comparar, criticar, elogiar, ironizar, narrar, atacar, ridicularizar, debochar, satirizar, demonstrar e provar; 9. Faça em 3ª pessoa. Texto dissertativo que utiliza Poesias, Gráficos, Charges, Cartuns ou Quadrinhos Para isso, pode-se seguir um roteiro básico para a elaboração do seu texto. 1. Leia o texto original com muita atenção para depreender o tema e marque palavras chaves e os argumentos do autor; 2. Leia atentamente o enunciado para ver o que ele pede a você; 3. Você terá liberdade de opinião e ela será respeitada pelos corretores desde que tenham fundamentos; 4. Organize os argumentos, lembre-se de que argumento citado é argumento desenvolvido, então escolha de preferência aqueles que você tenha pleno domínio e consiga desenvolvê-los corretamente; 5. Logo na frase inicial deixe bem clara a sua posição e o tema a ser desenvolvido no texto; 6. Conclua seu raciocínio na última frase; 7. Evite palavras ambíguas, contradições e falta de coerência no texto. Carta informal 1. Situe o leitor do seu texto (referência ao artigo, dando título, autor e edição ou data do órgão divulgador); 2. Dirija-se a interlocutor fixo (diretor da revista, leitor em especial) conforme indicação no enunciado; 3. Exponha de forma sucinta sua opinião ou posição sobre o assunto; 4. Apresente razões, argumentos, sugestões; 5. Encerre reforçando sua posição ou sugerindo algo; 6. Mantenha postura equilibrada e firme; 7. O número de parágrafo que se deve fazer estará explícito no enunciado, caso não estiver dê preferência por apenas um em textos de até dez linhas; 8. Preferencialmente empregue a 1ª pessoa; 9. Verbos: criticar, elogiar, parabenizar, protestar, denunciar, agradecer, registrar sua satisfação. Carta formal Mesmo sendo pouco utilizada hoje, pois os s tomaram conta praticamente da comunicação, alguns vestibulares (no caso UTFPR) ainda estão cobrando essa modalidade de carta, para escrevê-la deve lembrar-se de alguns tópicos importantes, pois, sem eles, a carta será descaracterizada. Caso venha um texto desse para ser feito, atenha-se fielmente aos procedimentos para a escrita dessa carta. Atente aos elementos importantes descritos abaixo: 1. Local e data. 2. Vocativo ou invocação, 3. Introdução. 4. Corpo da carta (desenvolvimento). 5. Fecho (conclusão). 6. Frase de encerramento, 7. Assinatura ou apenas iniciais (verificar no enunciado). A escolha de quem pensa! 5

6 Esses seriam os pontos que devem aparecer na carta formal, lembrando que a falta de um deles será descontado nota, então preste muita atenção na construção dela. Quanto à assinatura da carta fique atento ao enunciado, como sempre é ele quem vai dizer o que você deve fazer, a quem será dirigida a carta e se há a necessidade de se assinar ou apenas colocar iniciais. Texto comparativo 1. Ler o enunciado para ver o que ele pede para você fazer; 2. Depreender o tema central de cada texto; 3. Fazer referência a cada texto, citando autor, verbo e tema; 4. Encontrar os verbos adequados; 5. Fazer em terceira pessoa; 6. Sem opinar; 7. Sem copiar partes dos textos; 8. Usar as próprias palavras; 9. Mantenha-se fiel ao tema, sem acrescentar nada; 10. Encontrar o elemento coesivo adequado; 11. Observar coesão, coerência e ortografia. EXEMPLOS DE PROPOSTAS: 01. Faça um resumo, de até 10 linhas, do texto abaixo. Brasil x Argentina: quase um jogo de compadres Ao contrário do que a maioria dos brasileiros pensa, nem sempre a rivalidade foi a principal característica das relações entre Brasil e Argentina. Mesmo que atualmente os jornais estampem embates dos dois países em torno de tarifas alfandegárias e de partidas de futebol, Argentina e Brasil vivem, há décadas, um período em que a aproximação prevalece sobre a rivalidade. Esse duplo rivalidade e aproximação é antigo: precisamos enxergar sua história, suas oscilações e mudanças. De saída, não custa lembrar que a colonização diferente (pelas metrópoles, pela forma, pelo tipo de economia) projetou rumos distintos para os dois países. A Argentina, ao se tornar independente, era um país relativamente vazio, concentrado na pecuária e na produção de grãos. O Brasil passou a ser livre mantendo sua vocação agrária, com populações mais concentradas no nordeste e sudeste. Logo depois da Independência do Brasil em 1822, nosso país iniciou gradativa aproximação com os Estados Unidos, o que a médio prazo o colocou na esfera de influência norte-americana. Já a Argentina, após a independência e os conflitos de formação, estabeleceu vínculos profundos com a Inglaterra, que persistiram até a segunda metade do século XX. Tantas diferenças poderiam apontar mais para o rumo da aproximação e da complementação econômica e política do que para as disputas. Por que então a rivalidade? A primeira resposta vem do próprio processo de formação nacional do pós-independência. Enquanto a Argentina viveu a fragmentação territorial e política que caracterizou quase toda a América hispânica, o Brasil se manteve unido e emergiu como Estado com incrível rapidez. Ao contrário do Brasil, o Vice-Reino do Prata principalmente na região que hoje corresponde à Argentina se dividiu nas lutas de independência e permitiu o surgimento de chefes locais, os caudilhos, que a partir de 1816 dificultaram e retardaram a unificação nacional. O gigantesco Império brasileiro evidentemente assustava uma América hispânica dividida e instável. Simón Bolívar já notara o risco e propôs, como um dos objetivos da unidade americana, ter condições de impedir iniciativas expansionistas do Império, que, no caso, era o Brasil. O quadro de rivalidade só foi dissolvido aos poucos, a partir da década de E praticamente se encerrou, no plano político ou econômico geral, dos anos 1960 em diante. A colaboração sistemática que o substituiu chegou ao máximo com a criação, em 1991, do Mercosul, uma proposta de integração comercial e diluição de barreiras alfandegárias. Se a rivalidade deixou, há tempos, de ser a marca central das relações entre os dois países, por que ainda se fala tanto nela? Mesmo pessoas que deveriam perceber a historicidade das relações Brasil-Argentina insistem em tomá-la como eterna e a-histórica. Um dos principais responsáveis pela política externa no atual governo brasileiro, por exemplo, escreveu há pouco tempo que a rivalidade entre os dois países sempre foi e é a principal característica de suas relações. Talvez seja exatamente esse tipo de discurso oficial, de base nacionalista, que tende a atiçar a rivalidade no senso comum. O resultado disso é que persiste a idéia de que os dois países são separados por um abismo, que sua rivalidade é mais antiga que o bronze e nunca se encerrará, o que revela falta de conhecimento histórico de um embate 6 A escolha de quem pensa!

7 que, na prática, durou menos de um século. Fora isso, resta o futebol... Até porque esse é o único campo em que Brasil e Argentina são protagonistas e líderes internacionais. Afinal, das dezessete copas já realizadas, os dois países ganharam sete. Aí a rivalidade faz sentido, seja na hora de prever quem será o próximo campeão, seja na escolha do melhor jogador de todos os tempos. (Adaptado de PINTO, Júlio Pimentel. História Viva, jun ) 02. Leia o trecho do editorial Mudança climática : Enquanto uma conferência da ONU no Canadá tenta definir as diretrizes de um acordo internacional para suceder o Protocolo de Kyoto, que caduca em 2012, vão surgindo novos dados que evidenciam a urgência da tarefa de tentar conter o efeito estufa, o aquecimento anormal da atmosfera do planeta. Estudo de oceanógrafos britânicos publicado na revista Nature aponta perda de força de correntes do Atlântico que carregam água quente dos trópicos para o norte da Europa. A circulação das águas já está 30% mais fraca do que em 1957 e, segundo os pesquisadores, trata-se de uma tendência e não de uma variação. ( Folha de S. Paulo, 5 dez. 2005, Caderno Opinião, p.a2.) Elabore um texto argumentativo como resposta à seguinte questão: Os países devem aderir ao acordo para redução de emissão de gases que causam o efeito estufa? Justifique a sua resposta. O texto deverá ter entre 15 e 18 linhas. Não atribua título ao texto. 03. A seguir temos um trecho de entrevista concedida pelo fotógrafo Sebastião Salgado ao jornal Folha de S. Paulo. Folha Quando o senhor fez o projeto Movimento de Populações, tinha como objetivo difundir a idéia de que, sem desenvolver o Terceiro Mundo, não se barra o fluxo de imigração? Salgado Essa é a minha idéia de base já há muito tempo. Quando era economista, eu via isso, mas ficou claro quando fiz a série Trabalho (de 1986 a 1992). Existe hoje uma integração total do mercado econômico mundial, não existe uma empresa sequer em Bangladesh que produza para Bangladesh. Por isso, é muito fácil fazer o reverso do fluxo financeiro. Folha O senhor quer dizer: fazer o dinheiro voltar para o Terceiro Mundo? Salgado no fundo, há anos é o Terceiro Mundo que promove o investimento no Primeiro Mundo. O fluxo financeiro que vem do Sul para o Norte é de pelo menos US$ 40 ou 50 bilhões pagos em dividendos, em empréstimos, em juros, envio de lucro de empresas. É o Sul que investe no Norte e não o contrário. É preciso inverter isso, ou eles serão invadidos e vão virar um pouco de Sul também. A partir desse diálogo, escreva um texto conciso (máximo de dez linhas), em discurso indireto, apresentando o ponto de vista do fotografo sobre as relações entre o Primeiro e o Terceiro Mundo, respectivamente o Norte e o Sul. 04. Leia abaixo um trecho da entrevista do historiador Eric Hobsbawm à repórter Sílvia Colombo, do jornal Folha de S. Paulo. Na conversa com a jornalista, Hobsbawm discute questões abordadas no seu livro mais recente: Globalização, democracia e terrorismo (Globalisation, democracy and terrorism). Folha: O sr. acredita que a supremacia norte-americana esteja em vias de se dissolver? Hobsbawm: A guerra do Iraque está demonstrando que exercer influência no mundo todo não será possível. Ela está demonstrando que mesmo uma grande concentração de poder militar não pode controlar um Estado relativamente fraco sem certa aprovação e consenso deste. Defendo no livro que o projeto norte-americano de dominação externa está falindo. O que não significa que os Estados Unidos se tornarão um país mais fraco, ou que estejam em declínio ou colapso. Mesmo que percam os seus soldados, continuarão sendo uma nação importante, econômica e politicamente. Folha: Mas onde estão os indícios dessa falência, além do fracasso da intervenção militar no Iraque? Hobsbawm: O império norte-americano não permanecerá, entre outras razões, por questões internas. A maior parte dos norteamericanos não quer saber de imperialismo e sim de sua economia interna, que tem mostrado fragilidades. Logo os projetos de dominação mundial terão de dar lugar a preocupações econômicas. E os outros países, se não podem conter os Estados Unidos, têm de acreditar que é possível tentar reeducá-los. (Folha de S. Paulo, 30 set. 2007, p. A33.) A escolha de quem pensa! 7

8 Exponha a opinião de Hobsbawm num texto em discurso indireto, de até 8 linhas. 05. Leia o texto a seguir e dê continuidade ao segundo parágrafo, entre doze e quinze linhas, dando continuidade ao assunto, fazendo progredir as informações já apresentadas pelo texto. Observe a coesão, coerência e unidade textuais. Mesmo sob pesadas críticas, o governo quer tirar do papel o projeto polêmico de levar as águas do São Francisco para o semi-árido. No entanto o povo vai continuar com o carro-pipa Observe: (Ciência Hoje, vol. 37, set. 2005, p. 32.) O gráfico abaixo mostra as taxas de fecundidade (número de filhos por mulher) distribuídas por região brasileira entre os anos de 1991 e Em um parágrafo de no máximo 10 linhas, compare os índices entre as regiões. 07. Leia: Esporte e sociedade Comecei a pensar sobre o esporte instigado, inclusive, por uma certa perspectiva, aquela dos jornalistas durante as Copas do Mundo e durante o regime militar. Eu concordava intelectualmente, mas discordava com o coração. Na tentativa de diálogo entre meu coração e minha cabeça, acabei me vendo obrigado a dizer alguma coisa sobre esporte. Nunca concordei, por exemplo, com o futebol como ópio, ou com esporte como um grande mistificador. Por uma razão muito simples, eu achava que só pode mudar aquilo que se ama. Eu achava que a teoria do quanto pior, melhor para mudar o Brasil não era uma boa teoria. A teoria para mudar o Brasil é quanto melhor fazemos e sentimos que as coisas melhoram, mais queremos mudar. Na realidade, entramos de cabeça rumo às grandes transformações, aos grandes riscos, aos grandes sacrifícios pessoais para transformar a nossa comunidade na medida em que amamos e assumimos nosso amor por nossa comunidade. O futebol, de todos os esportes, por uma série de razões, foi certamente a primeira dimensão mais pública, acessível e universalizada que deu a nós brasileiros este orgulho do Brasil. Certamente, ele não veio de nenhuma cartilha de escola primária, de nenhum curso universitário. Veio exatamente dessa atividade esportiva que tem um componente colonial, para que se veja como o mundo é feito, o sal da vida, exatamente o paradoxo e a contradição. Veio de fora, importado pelos filhinhos de papai ricos, filhos de donos de fábricas, que aprenderam a jogar porque estudaram em colégios ingleses de classe alta e acabaram trazendo o futebol para o Brasil. Aqui, esse esporte foi roubado pelo mundo 8 A escolha de quem pensa!

9 popular e, sobretudo, pelos menos privilegiados ou oriundos das camadas dominadas sociedade brasileira. Roubaram-no e o transformaram nisso que sabemos que ele é hoje, fazendo com que o Brasil seja o centro do futebol mundial, o país que mais exporta jogadores, que mais inventa, que tem toda uma indústria em torno do futebol. Num sistema capitalista em que, em geral, há uma relação muito direta entre os meios e os fins, fazendo com que o real seja alguma coisa vista como dura, como o limite o real é o limite, as atividades esportivas e artísticas, de certo modo, subvertem essa relação entre meios e fins. Os fins tornam-se mais importantes que os meios ou vice-versa. Então, desequilibra-se esse esquema de racionalidade. Entramos num universo simbólico puro, onde há bandeiras, onde se gasta dinheiro comprando uma entrada para uma atividade sem uma finalidade objetiva. A velha tese de que o esporte prepara os homens para a guerra é, obviamente, uma tese infantil, absolutamente ridícula, porque não é bem isso, porque se trata de muito mais que uma guerra. As regras não só são regras fixas, mas são absolutamente claras, o que, no caso do Brasil, como sabemos, contrasta de maneira talvez até radical com as regras do mundo jurídico e do mundo político brasileiros, que são muito mais complexas. A legislação eleitoral do Brasil, por exemplo, é um cipoal; a legislação do comércio, outro cipoal. Mas as regras do futebol são regras simples, que todo mundo entende. Não é à toa que o futebol é um dos maiores formadores de democracia conhecidos, porque a democracia é exatamente fato de que todos conhecem as regras do jogo. O que caracteriza a democracia é que as regras do jogo são de tal ordem de simplicidade que todo mundo as conhece e a voz geral é a voz que manda, mas, para que se tenha legitimidade, é necessário que haja um conjunto de regras relativamente simples, que todos conheçam e das quais todos participem. (Adaptado de DA MATTA, Roberto. Seminário Internacional Esporte e Sociedade, SESC-SP.) Compare o ponto de vista defendido na charge de Bello com o apresentado por Da Matta. Use 10 linhas, no máximo. 08. Leia o texto abaixo e escreva uma carta, entre 6 e 10 linhas, ao editor da revista, manifestando a sua opinião sobre a proliferação desse tipo de programa na televisão brasileira. Jogo da verdade No domingo passado, um episódio bizarro deixou claro a quantas anda a credibilidade dos programas de auditório na TV brasileira. Apresentado por Márcia Goldschmidt na Rede Bandeirantes, o Jogo da Vida teve seu estúdio invadido por um homem armado. O vendedor Moacir Camargo Borges se dizia desesperado por não ver as filhas havia três anos. Por seis minutos, ele desabafou no ar. Depois disso, e apesar das ameaças do invasor, que exigia as câmeras ligadas, a Bandeirantes cortou a transmissão. Queríamos interromper logo o programa, mas ficamos com medo de que o homem machucasse alguém. Foi uma situação muito tensa, diz Márcia. Nos dias seguintes, contudo, a apresentadora tornouse suspeita, quando se espalhou o boato de que a história era armação. Não é difícil entender por quê. Gugu Liberato já encenou uma entrevista com falsos bandidos, e apresentadores como João Kleber, Ratinho e Márcia têm um longo histórico de forjar qüiproquós no ar. Nesse caso, contudo, não era brincadeira. Borges realmente invadiu a Bandeirantes e pôs gente em perigo. Foi autuado por quatro crimes e, até quinta-feira passada, se encontrava encarcerado numa cela ocupada por outros 100 detentos. Mas é como na fábula do menino que todo dia fingia estar em perigo e não foi socorrido quando o lobo realmente apareceu. Ninguém mais acredita nos apresentadores de TV. (Veja, ) A escolha de quem pensa! 9

10 09. O texto a seguir trata da doação de órgãos em nosso país. Leia-o com atenção. DE UMA VIDA A OUTRA Segundo o Ministério da Saúde, em janeiro de 2003 havia pessoas na lista de espera para transplante. Dado o tamanho do País e, infelizmente, o grau de violência seria de se esperar que o auxílio viesse rápido. De certa forma, a população está mais sensibilizada para o problema. O número de doações cresce desde De lá até o ano passado, saltamos de para transplantes realizados. As estatísticas mostram que o Brasil é o segundo no mundo em doações em números absolutos, perdendo dos Estados Unidos. Proporcionalmente ao tamanho da população, fica em nono lugar. Ou seja, o brasileiro é generoso, mas precisa fazer mais. (...) O transplante é algo relativamente novo. A primeira intervenção que implantou um coração num brasileiro aconteceu em 1968, pelas mãos do cirurgião Euryclides de Jesus Zerbini. Duas décadas depois, os médicos daqui fizeram o primeiro transplante de coração e pulmão com sucesso na América Latina. Por causa desses e outros exemplos, os especialistas consideram que, em termos de qualidade técnica, o Brasil vai muito bem. O problema está na quantidade. (...) No entanto, de acordo com o médico Luiz Augusto Pereira, coordenador da Central de Transplantes de São Paulo, em nenhum lugar do mundo há doação suficiente. (...) A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) estima que metade das pessoas que estão na lista morre esperando a solidariedade alheia. Um dos entraves à doação é o desconhecimento da família quanto à vontade do potencial doador. Na dúvida se havia esse desejo, muitos optam por não permitir a retirada dos órgãos. E hoje esse procedimento só pode ser feito com autorização explícita da família. (Texto adaptado da Revista IstoÉ, no 1743, 02/2003) Agora, escreva uma carta destinada à Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), manifestando sua condição de doador de órgãos e tecidos OU de não-doador de órgãos e tecidos, justificando sua escolha. Não assine a sua carta, nem se identifique. 10. Comente a notícia veiculada pela Veja, produzindo um texto, entre 6 e 10 linhas, que revele seu ponto de vista, levando em conta que você é um vestibulando que vai entrar profissionalmente para o mercado de trabalho, dentro de 3 ou 4 anos. A GARANTIA ACABOU Estudo mostra que aumentou a taxa de desemprego entre as pessoas com nível superior Saiu um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que relativiza uma verdade tida como absoluta ligando educação e vida profissional. Ficou estabelecido que, quanto mais as pessoas estudam, mais altos podem ser seus salários e menor é o risco de perder o emprego. Os anos de estudo a mais ajudam muito, mas o trabalho do Ipea constatou que o efeito da escolaridade depende da média de ensino da sociedade. Explica-se: num país onde as pessoas têm, em média, seis anos de ensino, leva uma vantagem brutal quem estuda doze anos. Mas, se a média geral da sociedade aumenta para sete ou oito anos, os doze anos já não significam mais garantia de emprego. E a conseqüência é previsível. Pessoas que até outro dia se imaginavam livres do fantasma da demissão começam a conviver com a dura realidade da recolocação. Hoje cerca de estudantes concluem a universidade por ano e saem à procura de um emprego dez vezes mais do que o contingente universitário de oito anos atrás. Os departamentos de recursos humanos das grandes companhias registram a recente e gradativa elevação do nível educacional dos candidatos. Há apenas dois anos, 40% dos candidatos a uma vaga na Volkswagen combinavam três pré-requisitos: diploma de ensino superior, conhecimento de uma língua estrangeira e domínio básico da informática. Um novo levantamento mostrou que nove de cada dez candidatos passaram a reunir as três qualificações. Nos últimos sete anos, a taxa de desemprego no Brasil aumentou de 4,4% para 7,5% um crescimento de 70%. De acordo com o levantamento do Ipea, a taxa de desemprego entre pessoas com doze anos ou mais de escolaridade aumentou 81% no mesmo período. Nunca foi tão fácil para pessoas preparadas e com estudo conseguir um bom emprego, diz o economista Lauro Ramos, coordenador da diretoria de estudos sociais do Ipea. (Mônica Weinberg, revista Veja, 11/09/2002) 11. Leia: Na televisão brasileira, o negro quase nunca teve vez. Por ser negro. Agora, começa a aparecer um pouquinho mais. Também por ser negro. A mesma razão que antes mantinha o apartheid na programação, serve hoje, invertida, para obrigar a presença dos negros na tela. Essa razão é o preconceito de cor, marca registrada da televisão de sinhá que sempre tivemos. Antes, o preconceito era explícito, e expulsava o negro. Agora, o preconceito está virado do avesso: você até vê um galã de novela que é negro, mas ele só está lá porque, sendo negro, contribuiu para fabricar na TV a imagem do pluralismo social. (Bucci, Eugênio. Brasil em tempo de TV. São Paulo: Boitempo, 2000, p. 169). 10 A escolha de quem pensa!

11 Em um texto dissertativo entre 20 e 25 linhas, apresente e defenda o seu ponto de vista sobre a questão levantada pelo texto acima. 12. Leia: O veto ao celular na escola Rosely Sayão Um projeto de lei que proíbe o uso de telefones celulares nas salas de aula de todas as escolas do estado de São Paulo foi aprovado no último dia 28 pela Assembléia Legislativa. Agora, depende apenas da sanção do governador para ser aplicado: 90 dias após sua publicação, passa a valer como lei. Já sabemos que até crianças bem pequenas portam seus celulares com naturalidade e os levam para todos os locais. Também sabemos que escola não é lugar para celular, já que alunos e professores estão lá para um trabalho de foco, que exige concentração e superação. Além disso, se algum aluno precisar fazer ou receber um telefonema urgente, pode usar o telefone da escola. O problema é que os pais decidiram que os filhos têm de estar com o telefone sempre. É que eles, a qualquer hora, podem querer falar com o filho e vice-versa. Assuntos inadiáveis? Não pode ser, já que todo dia eles se falam várias vezes. Pelo jeito, os pais abdicaram da possibilidade de tomar uma decisão responsável a esse respeito. Sucumbiram, impensadamente, à pressão do mercado que exige que os telefones sejam consumidos por todos e dão os aparelhos aos filhos. Ensinam seu uso, apontam locais onde não é adequado portá-los ou situações próprias ou impróprias que motivam as chamadas? São poucos os que fazem esse trabalho educativo. Creio que agem assim porque ganham um benefício secundário: estão sempre ligados aos filhos e fazem com que estes permaneçam na mesma situação. O celular que liga os pais a seus filhos já foi comparado ao cordão umbilical. Não é uma analogia bem apropriada? Por outro lado, as escolas logo constataram que os trabalhos escolares, que exigem foco, dedicação e concentração, ficavam prejudicados com a presença do celular. Por isso, muitas já vetaram seu uso e até aplicam sanções aos alunos que não obedecem a essa determinação. Mas tem sido difícil contornar a situação, porque os professores também usam o celular na escola, e isso, claro, leva os alunos a fazerem o mesmo. Por isso, parece que o projeto de lei mencionado vem em boa hora e que pais e professores devem aceitá-lo de bom grado. Mas devo alertar que tal lei, caso sancionada, é bem perigosa. Acima de tudo, porque coloca o Estado no lugar de pai. Os educadores precisam usar a autoridade na relação com os mais novos. Quando os pais precisam tomar uma atitude que desagrada aos filhos, preferem que seja outro a escola, o Estado a fazê-lo. Mas, quando o Estado passa a legislar sobre a vida dos cidadãos, nunca se sabe quando e onde irá parar. Além disso, sabemos que regras evocam transgressões. Por isso, em educação é muito mais valoroso trabalhar com princípios do que com regras. No mundo adulto, os princípios parecem ter perdido o valor: nós também queremos regras para transgredi-las com a mesma atitude da juventude. Afinal, num mundo que valoriza a juventude, somos todos jovens. Mas e os mais novos, por quem serão introduzidos na convivência civilizada com o outro e com a humanidade? (Folha de S. Paulo, 6 set. 2007, Caderno Equilíbrio, p. 12.) Tomando como ponto de partida o artigo de Rosely Sayão, escreva uma carta ao jornal Folha de S. Paulo, para ser publicada no painel do leitor. Seu texto deverá: ser autônomo: imagine que você será lido por pessoas que não tiveram acesso ao texto de Rosely Sayão. Portanto, não pressuponha esse conhecimento dos leitores; tomar um posicionamento da autora e apresentá-lo ao leitor; ter, no máximo, 15 linhas. ATENÇÃO: Sua carta não poderá ser assinada. Qualquer sinal de identificação invalida sua prova. 13. Reúna as informações presentes nos gráficos. Em seguida, utilizando também os seus conhecimentos sobre a realidade social brasileira, produza um texto sobre o perfil dos milionários nacionais e sobre o seu papel em relação ao restante da sociedade. Seu texto deve ter entre 18 e 25 linhas. Após concluir seu texto, transcreva-o, de forma definitiva, para a Folha de Redação. Quem são os molionários brasileiros Há brasileiros com mais de 1 milhão de reais para investir. Esses são milionários nacionais, segundo cinco dos maiores bancos do país. A pedido de Veja, essas instituições revelaram alguns dados do perfil de seus clientes mais afortunados. A seguir, o cruzamento dessas informações. A escolha de quem pensa! 11

12 Quem são 70% são homens de 45 a 60 anos, casados e com filhos. Onde estão Como ficaram ricos 01. Leia: Propostas: Texto I O rio Severino (Herbert Vianna) Um tísico à míngua espera a tarde inteira Pela assistência que não vem Mas vem de tudo n`água suja, escura e espessa deste Rio Severino, morte e vida vêm Mas quem não tem abc não pode entender HIV Nem cobrir, evitar ou ferver O rio é um rosário cujas contas são cidades À espera de um Deus que dê Quem possa lhes dizer... Texto II Comida Titãs Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de que? Você tem fome de que?... A gente não quer só comida A gente quer comida Diversão e arte A gente não quer só comida A gente quer saída Para qualquer parte... A gente não quer só comida A gente quer bebida Diversão, balé A gente não quer só comida A gente quer a vida Como a vida quer... Bebida é água! Comida é pasto! Você tem sede de que? Você tem fome de que?... É muita gente ingrata reclamando de barriga d`água cheia São maus cidadãos É essa gente analfabeta interessada em denegrir A boa imagem da nossa nação És tu Brasil, ó pátria amada, idolatrada Por quem tem acesso fácil a todos os teus bens Enquanto o resto se agarra no rosário, e sofre e reza À espera de um Deus que não vem A gente não quer só comer A gente quer comer E quer fazer amor A gente não quer só comer A gente quer prazer Prá aliviar a dor... A gente não quer Só dinheiro A gente quer dinheiro E felicidade A gente não quer Só dinheiro A gente quer inteiro E não pela metade A escolha de quem pensa!

13 Texto III O Quinze é uma narrativa essencialmente figurativa, picturial, por apresentar uma movimentação humana em torno das seca e seus efeitos: destruiçaõ de lavouras, morte do gado e desemprego. Tudo isso provoca o êxodo rural em que trbalhadores de Logradouro e Quixadá se deslocam para a capital do Ceará, na esperança de encontrar meios de sobreviver até a chegada do inverno, ou seja, o peródo das chuvas. Paralelamente a saga dos retirantes desenvolve-se o romance entre Conceição, professora em Fortaleza, moça de vocação cívica e humanitária, e Vicente. Ele bom caboclo, preso aos interesses da terra, o que põe acima de seus impulsos sentimentais.ambos se conhecem desde criança e são primos. São descendentes de família de proprietários rurais de Logradouro e Quixadá. Chico Bento, empregado de Dona Maoca, é o outro lado da moeda. Despedido porque a patroa resolvera abrir as portas do curral, ele aventura-se com a família pelo sertão em direçaõ à capital, chegando lá depois de perder dois filhos, e é acolhido no campo de concentração, onde Conceição trabalha ajudando os retirantes.conceição acaba ajudando Chico Bento a se deslocar com a família para São Paulo. Cordulina, mulher de Chico Bento é um modelo de resignação e de resistência às adversidades Com base no quadro de Portinari, produza uma narrativa contando a saga dos retirantes até chegarem à São Paulo. Para isso, utilize os personagens do quadro. Dê um título ao texto e a produção completa deverá ter entre 10 e 15 linhas. 02. ORIENTAÇÃO GERAL Leia: Imagine-se nesta situação: um dia, ao invés de encontrar-se no ano de 2009, você (mantendo os conhecimentos de que dispomos em nossa época) está em abril de 1500, participando de alguma forma do seguinte episódio relatado por Pero Vaz de Caminha: Viu um deles [índios] umas contas de rosário, brancas; acenou que lhas dessem, folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e então para as contas e para o colar do capitão, como que dariam ouro por aquilo. Isto tomávamos nós assim por o desejarmos; mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar, isto não queríamos nós entender, porque não lho havíamos de dar. (Caminha, Pero Vaz de. Carta a El Rey Dom Manuel.) Redija uma narrativa em 1ª pessoa. Nessa, você deverá: a) participar necessariamente da ação; b) fazer aparecer as diferenças culturais entre as três partes: você, que veio do século XXI, os índios e os portugueses da época do descobrimento; c) O texto deverá ter entre 10 e 13 linhas. A escolha de quem pensa! 13

14 03. Leia: Pobres e ricos Promete ser uma arma muito utilizada pelo governo, ao longo da campanha eleitoral, falar sobre o perigo que os pobres deste país passariam a correr se a candidata Dilma Rousseff não for eleita para a Presidência da República. Entre as instruções a respeito do que ela deve dizer em seus discursos, ora em avaliação pelas equipes de propaganda da candidatura oficial, parece haver bastante entusiasmo com a tentativa de colar nos adversários uma intenção secreta: governar contra os pobres e a favor dos ricos. A ideia geral, aí, é deixar os outros candidatos, sobretudo o principal deles, numa situação sem saída. Se falarem em mexer no Bolsa Família, nos aumentos reais do salário mínimo e em outros benefícios, estarão mostrando sua verdadeira cara; se prometerem não mexer em nada, estarão mentindo. A dificuldade desse tipo de plano, como de tantos outros, é combinar com o adversário para que ele cumpra a sua parte. O ex-governador José Serra, a ex-ministra Marina Silva e quem mais houver em campanha não vão anunciar, por exemplo, que acabarão com os pagamentos do Bolsa Família se forem eleitos. Por que diabo fariam uma coisa dessas? Ao contrário, vão assumir o compromisso de manter tudo como está; se quiserem caprichar, podem até dizer que o governo está pagando muito pouco e prometerem um belo aumento a partir de Nenhum candidato vai, da mesma forma, sair por aí anunciando planos de congelar os salários, cortar o crédito ou eliminar os programas de casa própria. Resta à ex-ministra, nesse caso, a alternativa de sustentar que os opositores dizem uma coisa, mas querem, na realidade, fazer exatamente o contrário. Mas aí é entrar em território incerto; acusações de mentira sempre têm duas mãos, e, numa disputa eleitoral que ameaça bater todos os recordes em matéria de tapeação, chamar o outro lado de mentiroso pode acabar em lucro zero. Quanto aos pobres, em si, provavelmente seria melhor se houvesse menos gente empenhada em defendê-los. Todos juram que estão a seu favor, mas se estivessem mesmo já deveria haver no Brasil, a esta altura do século XXI, um número muito menor de pobres. Já os ricos, que não têm nenhum defensor, nunca estiveram tão bem quanto agora. Não há sinal de que algum deles tenha ficado mais pobre nesses últimos sete anos, salvo os que se meteram, por sua própria conta, em maus negócios nada que tenha a ver com alguma decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele mesmo, por sinal, já disse que jamais os ricos e as grandes empresas ganharam tanto dinheiro quanto em seu período na Presidência. Poderia dizer, também, que nunca a quantidade de milionários brasileiros cresceu tanto como hoje. Segundo o último balanço do banco de investimentos Merrill Lynch, que calcula anualmente o número de cidadãos com patrimônio financeiro superior a 1 milhão de dólares pelo mundo afora, o Brasil ganhou novos milionários entre 2004 e Dá, em média, um novo milionário por hora. Não existe nada de errado com nenhuma dessas coisas, é claro. O problema do Brasil, em matéria de renda, não é a quantidade excessiva de ricos é que há pobres demais. Mas sem dúvida é curioso, em cima dos números atuais, que a candidata oficial acuse os opositores de pretender governar para os ricos. O que poderiam fazer de tão diferente assim, em relação ao que já vem acontecendo? Produzir dois novos milionários por hora, quem sabe, em vez de apenas um? Naturalmente, nada disso faz sentido, mas é o que acontece quando estratégias de campanha se resumem a ficar procurando, o tempo todo, alguma maneira de falar mal dos outros candidatos. Os fatos reais, no caso desse palavrório sobre pobres e ricos, têm bem pouco interesse para quem acusa. O que importa é jogar uns contra os outros, na esperança de impressionar o lado onde há mais eleitores. Os pobres do Brasil, sabidamente, não precisam de várias coisas; entre elas estão debates desse tipo, em que a ânsia de machucar o adversário pode fazer ruído no noticiário de campanha, mas não lhes põe um real a mais no bolso. Também não precisam de solidariedade, simpatia ou políticas de renda. O que melhora de verdade a sua situação, como ficou comprovado no mundo dos fatos, são a multiplicação das oportunidades de emprego e a estabilidade da moeda na qual o seu trabalho é pago. O compromisso que mais lhes interessa no momento, por parte de quem pretende chefiar o próximo governo, é este crescimento sem inflação. Não é o suficiente, num país que precisa melhorar em quase tudo. Mas é indispensável. (J. R. Guzzo / Veja, edição 2162, 28 de abril de 2010) Em, no máximo, 10 linhas, faça um resumo do texto. 04. Leia o fragmento de entrevista, publicada na revista Veja, com o americano Robert Shiller, professor da Universidade Yale, e faça a mudança de discurso. O texto completo deve ter, no máximo, 10 linhas. Por que a recente crise econômica só foi percebida quando já era tarde demais? Os profissionais da área econômica foram aos poucos desprezando a natureza humana, para que ela não atrapalhasse seus modelos. Isso implicou ignorar aspectos psicológicos das causas subjacentes dos fenômenos econômicos e financeiros. Sabe-se que os economistas menosprezam a psicologia, por considerá-la uma disciplina inferior. Ao se renderem a esse preconceito, eles subtraíram de suas análises componentes vitais da realidade. Tornaram-se vítimas do 14 A escolha de quem pensa!

15 autoengano de que a sua profissão pudesse funcionar com a precisão da física. Passaram a enxergar os mercados como instituições perfeitas e previsíveis. Keynes tinha ensinado que não é bem assim. Os indivíduos, dizia ele, são animados, ou movidos, por forças muitas vezes irracionais. Sem essa dimensão humana, a economia, como profissão, saiu dos trilhos. George Akerlof e eu buscamos retomar a ideia esquecida do espírito animal, a motivação interior dos homens sujeita a ciclos imprevisíveis de confiança exagerada ou pânico injustificado. Mas os modelos econômicos não foram fundamentais para dar mais objetividade à economia e para tornar mais eficiente a regulagem dos mercados? Minha crítica diz respeito aos rumos tomados recentemente pela economia. Mas não sou radical a ponto de defender que se comece tudo do zero. George criou modelos econômicos e ganhou um Nobel por isso. Eu mesmo ajudei a desenvolver diversos modelos e tenho uma empresa que ganha dinheiro com isso. Não propomos a execração da profissão. Mas consideramos que certos ramos da economia levaram os seus modelos a um extremo perigoso. Esses economistas ignoraram fatos que estavam diante de seu nariz, apenas porque esses fatos não cabiam em seus modelos. A prática científica clássica estabelece justamente o contrário. Se a evidência não corrobora a teoria, essa última é que precisa ser mudada - mesmo que a evidência venha do ramo da psicologia. Os economistas têm ignorado esse tipo de evidência, digamos, não numérica. O que, afinal, move a economia? Essa pergunta, tão simples quanto essencial, tornouse um estorvo para os economistas obcecados por modelos matemáticos em que não há lugar para atitudes irracionais. (Veja / 24 de março de Edição 2157) 05. Leia: Uma em cada 5 mulheres de 40 anos já fez aborto Uma em cada cinco brasileiras de 40 anos (22%) já fez pelo menos um aborto, aponta o maior levantamento sobre o tema realizado no País. Quando consideradas mulheres de todas as idades, uma em cada sete (15%) já abortaram. Ao contrário do que se imagina, a prática não está restrita a adolescentes solteiras ou a mulheres mais velhas. Cerca de 60% das mais de 2 mil entrevistadas interromperam a gestação no centro do período reprodutivo - entre 18 e 29 anos. A maioria é de mulheres casadas, religiosas, com filhos e baixa escolaridade, revela a antropóloga da Universidade de Brasília Débora Diniz, autora principal do estudo. Elas já têm a experiência da maternidade e tanta convicção de que não podem ter outro filho no momento que, mesmo correndo o risco de serem presas, interrompem a gestação, diz. Medicamentos abortivos foram usados em metade dos casos pesquisados. É provável que para a outra metade das mulheres a interrupção da gravidez tenha ocorrido em condições precárias de saúde, aponta o estudo. Cerca de 55% das mulheres precisou ser internada por causa de complicações. Se o aborto seguro fosse garantido, isso seria evitado, defende Débora. Os dados reafirmam a opinião já consolidada no Ministério da Saúde de que aborto é uma questão de saúde pública, diz Adson França, assessor especial do ministro José Gomes Temporão. Mostra que estamos no caminho certo ao ampliar a oferta de métodos contraceptivos no Sistema Único de Saúde (SUS). Financiada pela Fundação Nacional de Saúde, a Pesquisa Nacional de Aborto entrevistou mulheres entre 18 e 39 anos de todo o País. A técnica utilizada é semelhante a de pesquisas eleitorais e, como o anonimato é garantido, estima-se uma margem de erro de apenas 2%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. A partir do texto, produza uma dissertação, em prosa, expondo o seu ponto de vista sobre o argumento de Adson França e apontando causas para justificar os abortos realizados pelas mulheres. Use dados do texto e outros que forem pertinentes para o texto. Faça entre 10 e 13 linhas e não se esqueça do título. Observação: Não discuta o aborto em si, mas, sim, apenas o que foi pedido anteriormente. 06. Leia: Coleta e descarte da sucata eletrônica Entre os problemas ambientais enfrentados pelo Brasil na atualidade, o lixo certamente merece destaque. Segundo o IBGE, os brasileiros produzem diariamente cerca de 228 mil toneladas de lixo, das quais a maior parte não vai passar por um processo adequado de recolhimento e destinação. Para fazer uma idéia, basta saber que somente 2% desse total são submetidos à coleta seletiva que possibilita a reciclagem e, eventualmente, o descarte correto. A escolha de quem pensa! 15

16 Dada as necessidades de processamento adequado, que não resulte em poluição, já existem classificações do lixo de acordo com a sua origem (domiciliar, industrial, hospitalar, etc.) e sua composição (orgânico e inorgânico). Abordagens mais recentes do problema têm apontado outra categoria especial de lixo, devido a sua especificidade: o lixo eletrônico ou e-lixo. Trata-se essencialmente da sucata que resulta de aparelhos eletrônicos como microcomputadores, televisões, CDs, DVDs, telefones celulares, pilhas e baterias, materiais com alta concentração de metais pesados. São máquinas que, com seu custo barateado pela Terceira Revolução Industrial, tornam-se cada vez mais descartáveis, provocando danos ao meio ambiente e à saúde de animais e seres humanos. Segundo o Greenpeace, são produzidos anualmente no mundo mais de 50 milhões de toneladas desse tipo de lixo, que já correspondem a 5% do total de detritos produzido pela humanidade. Celulares e computadores No Brasil, por exemplo, há atualmente em uso mais de 130,5 milhões de telefones celulares. Estima-se que os aparelhos sejam usados, em média, durante dois anos, para em seguida serem trocados por outros e sucateados. Da mesma maneira, os computadores em residências, empresas e instituições já são 50 milhões, cifra que provavelmente vai dobrar em quatro anos. Os PCs têm uma vida útil média de cinco anos. Posteriormente se transformam em lixo. Uma vez inutilizados ou quase, computadores, televisores, rádios, CDs, DVDs, lâmpadas fluorescentes, celulares, pilhas, baterias e outros produtos que compõem o lixo eletrônico vão parar nos lixões ou aterros sanitários comuns, onde não recebem tratamento apropriado. Desse modo, liberam substâncias como arsênio, cádmio, chumbo e mercúrio, que se infiltram no solo, atingem mananciais e acabam entrando na cadeia alimentar. Tornam-se, assim, responsáveis por vários tipos de câncer e outros graves problemas de saúde. Pilhas e baterias Ainda não existe no Brasil uma legislação específica que regulamente de modo eficaz o descarte dos produtos eletrônicos. Uma exceção é o caso das pilhas e baterias, sobre os quais existe a Resolução no 257 do Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente que estabelece regras sobre o uso de substâncias tóxicas na fabricação desses materiais. No entanto, do 1,2 bilhão de pilhas consumidas anualmente no país, cerca de 40% são provenientes de falsificação e pirataria, às quais as regras não se aplicam. Além disso, apesar de a Resolução no 257 também obrigar os fabricantes desses produtos a se responsabilizarem por sua coleta e destino, seja reciclagem ou destruição, não existe fiscalização suficiente, nem grande quantidade de locais de coleta adequada, nem ampla divulgação de sua existência. É preciso lembrar, também, que os próprios consumidores não estão suficientemente esclarecidos sobre o problema, a ponto de tomarem as providências necessárias para lidar corretamente com ele. Mutirões e ações individuais No final de outubro de 2008, a Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo promoveu um Mutirão do Lixo Eletrônico, realizando a coleta de celulares, pilhas e baterias em todo o Estado e divulgando o problema, de modo a conscientizar a população paulista. O esforço de divulgação e esclarecimento é muito importante, uma vez que o combate à destinação incorreta do e-lixo depende também da ação individual de todo consumidor. Nesse sentido, a Secretaria apresenta algumas dicas e sugestões de procedimento que merecem ser conhecidas: antes de descartar um celular, computador ou algum outro equipamento eletrônico, considere a possibilidade de doálo a alguém que precise ou a alguma instituição que possa reaproveitá-lo; no momento da aquisição, prefira máquinas com várias funções, pois um aparelho pode substituir dois ou três; não compre produtos de origem duvidosa, sem garantia e responsabilidade sócio-ambiental; procure saber se o fabricante do eletrônico possui certificação da série ISO ; não misture pilhas novas com pilhas velhas; não guarde as pilhas usadas dentro de casa, leve-as para um posto de coleta; quando não souber o que fazer do seu e-lixo, ligue na assistência técnica autorizada do fabricante e peça para indicarem o destino adequado. Naturalmente, tratam-se de pequenos passos. A solução do problema exige muito mais, como a criação de leis, de parcerias entre governos e comércio varejista, de contratos com as empresas de coleta de lixo que incluam a necessidade de separar e descartar adequadamente o lixo eletrônico. Acessado em 03 de julho de 2009: Com base nas informações, produza um texto, dissertativo-argumentativo, desenvolvendo uma das sugestões acima e explicando como se poderia torná-la viável para se aplicar ao Brasil. Ao desenvolver seu texto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista, sem ferir os direitos humanos. 16 A escolha de quem pensa!

17 Observações: Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa. O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração. O texto deve ter, no máximo, 12 linhas. A redação deve ser passada a limpo na folha própria e escrita a tinta. 07. Leia: Atendimento ao público é o assunto desta proposta. Os trechos abaixo reproduzidos servem apenas como referência para a reflexão sobre o tema. Você não está obrigado a citá-los em sua redação. O consumidor entra na loja para dar uma espiada nos produtos e logo ouve um Oi, posso ajudar? Muitas vezes a resposta é a clássica Estou só dando uma olhada. Só que, a cada passo, percebe que o vendedor está ali, à espreita, esperando que ele pegue alguma mercadoria e, então, possa voltar a abordá-lo, na expectativa de fechar negócio. A experiência, comum entre os brasileiros, é rechaçada pela maioria dos clientes. (Clientes fogem dos vendedores que grudam. Disponível em: <www.jornaldocomercio.com>.) Pesquisa do site Administradores mostra que aproximadamente 70% das pessoas não gostam de ser abordadas por vendedores na hora das compras. O estudo ouviu consumidores, dos quais 41% revelaram não gostar dessa prática adotada pelos lojistas e 27% declararam detestar. Segundo Ruy Nazarian, presidente do sindicato, as pessoas costumam ir embora quando percebem que estão sendo seguidas pelos vendedores ou atendidas por funcionários chicletes. (Para consumidor, vendedor insistente não tem vez. Disponível em: Após ter todo o tipo de promoção empurrada em minha linha (oi, senhor, pois não, senhor... veja a vantagem, senhor), os técnicos deram um prazo de ativação. O prazo esgotou-se e a linha continuou inativa. Depois de muito sofrer pelos labirintos de menus telefônicos mal organizados e atendentes de simpatia postiça e tecnicamente ignorantes, finalmente consegui convencer a [operadora] de que havia algum problema. O técnico enviado encontrou problemas no poste e desativou a linha telefônica. Depois precisaram de outro técnico. A brincadeira toda tomou cerca de uma semana após a suposta ativação da linha semana que foi cobrada integralmente, como se eu tivesse acesso à internet o tempo todo. Deixei passar. Mais tarde, começaram a ser cobrados vários serviços que eu não pedi e que nunca usei, como secretária eletrônica, identificador de chamadas e outras inutilidades. Agora imagino o que vai me custar de tempo e incomodação para reclamar e exigir meus direitos. Só de pensar vem dor de cabeça. Enquanto isso, débito em conta... (BOIKO, Leonardo. Disponível em: <http://namakajiri.net/old/diary/category/pessoal>.) A Política Nacional de Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito a sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo [...] (CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, Artigo 4º) A escolha de quem pensa! 17

18 Proposta de Redação Considerando a realidade no comércio e na prestação de serviços, como podem ser entendidas as expressões de gentileza de vendedores de loja ou atendentes de telemarketing? Que avaliação você faz desse atendimento à luz do Código de Defesa do Consumidor? Se desejar, pode fazer outras considerações sobre o trato com o público. Produza um texto dissertativo entre 10 e 15 linhas. Se desejar, pode dar um título à sua redação. Não confunda assunto com tema. 08. Leia: O dogma derrete antes das geleiras Okky de Souza Nos últimos anos, a discussão sobre o aquecimento global e suas consequências se tornou onipresente entre governos, empresas e cidadãos. É louvável que todos queiram salvar o planeta, mas o debate sobre como fazê-lo chegou ao patamar da irracionalidade. Entre cientistas e ambientalistas, estabeleceu-se uma espécie de fervor fanático e doutrinário pelas conclusões pessimistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU. Segundo elas, ou se tomam providências radicais para cortar as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da atividade humana, ou o mundo chegará ao fim do século XXI à beira de uma catástrofe. Nos últimos três meses, numa reviravolta espetacular, a doutrina do aquecimento global vem se desmanchando na esteira de uma série de escândalos. Descobriu-se que muitas das pesquisas que dão sustentação aos relatórios emitidos pelo IPCC não passam de especulação sem base científica. Pior que isso: os cientistas que conduzem esses estudos manipularam dados para amparar suas conclusões. O primeiro abalo na doutrina do aquecimento global se deu no fim do ano passado, quando um grupo de hackers capturou e divulgou mais de s trocados entre cientistas ligados à Universidade de East Anglia, na Inglaterra, o principal centro mundial de climatologia. As mensagens revelam que cientistas distorceram gráficos para provar que o planeta nunca esteve tão quente nos últimos anos. As trocas de s também mostraram que os climatologistas defensores da tese do aquecimento global boicotam os colegas que divergem de suas opiniões, recusando-se a repassar dados das pesquisas que realizam. Os s deixam claro, ainda, que o grupo dos catastrofistas age para tentar impedir que os céticos (como são chamados os cientistas que divergem das teses do IPCC) publiquem seus trabalhos nas revistas científicas mais prestigiadas. O climatologista inglês Phil Jones, diretor do Centro de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia, sumo sacerdote do dogma da mudança climática e responsável pelos s mais comprometedores, protagonizou o episódio mais dramático de reconhecimento de que muito do que divulga o IPCC não passa de má ciência. Em entrevista concedida depois de se tornar público que ele próprio tinha manipulado dados, Jones admitiu que, em dois períodos ( e ), o mundo viveu um aquecimento global semelhante ao que ocorre agora, sem que se possa culpar a atividade humana por isso. O climatologista reconheceu também que desde 1995 o mundo não experimenta aquecimento algum. A reputação do IPCC sofreu um abalo tectônico no início do ano, quando se descobriu um erro grosseiro numa das pesquisas que compõem seu último relatório, divulgado em O texto afirma que as geleiras do Himalaia podem desaparecer até 2035, por causa do aquecimento global. O derretimento teria consequências devastadoras para bilhões de pessoas na Ásia que dependem da água produzida pelo degelo nas montanhas. Os próprios cientistas que compõem o IPCC reconheceram que a previsão não tem o menor fundamento científico e foi elaborada com base em uma especulação. O mais espantoso é que essa bobagem foi tratada como verdade incontestável por três anos, desde a publicação do documento. Não demorou para que a fraude fosse creditada a interesses pessoais do presidente do IPCC, o climatologista indiano Rajendra Pachauri, cuja renúncia vem sendo pedida com veemência por muitos cientistas. Pachauri é diretor do instituto de pesquisas Teri, de Nova Délhi, agraciado pela Fundação Carnegie, dos Estados Unidos, com um fundo de meio milhão de dólares destinado a realizar pesquisas... nas geleiras do Himalaia. A mentira sobre o Himalaia já havia sido denunciada por um estudo encomendado pelo Ministério do Ambiente da Índia, mas o documento foi desqualificado por Pachauri como sendo ciência de vodu. Os relatórios do IPCC são elaborados por cientistas de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor conjunto de informações disponível para estudar os fenômenos climáticos. O erro está em considerá-lo infalível e, o que é pior, transformar suas conclusões em dogmas. (Veja / 24 de fevereiro de Edição 2153.) Com base nas informações contidas nesse artigo, REDIJA um texto dissertativo, posicionando-se com relação ao tema central. Faça em, no máximo, 10 linhas e não dê título. Apresente argumentos relevantes e coerentes, que fundamentem seu ponto de vista. 18 A escolha de quem pensa!

19 09. Leia o texto abaixo. ESTOU GRÁVIDA DA MINHA NAMORADA Munira Khalil El Ourra não vai dar à luz, mas é mãe de duas crianças que vão nascer até a primeira semana de maio. Quem está na 31ª semana de gestação é sua companheira, Adriana Tito Maciel. A barriga é de Adriana. Os óvulos fecundados que grudaram no útero dela pertenciam a Munira. Os bebês já têm nome: Eduardo e Ana Luísa. Serão paridos e amamentados por Adriana, de pele marrom e cabelo que nasce crespo. Mas terão a cara de Munira, branquinha e de cabelo liso. Para a lei, mãe biológica é quem carrega a criança no ventre. Mas um exame de DNA mostraria o contrário. Nem Adriana nem Munira pretendem disputar na Justiça a guarda das crianças. O que elas querem é sair da maternidade juntas, com um documento que permita registrar as crianças no cartório com o sobrenome de cada uma e o nome das duas mães na certidão de nascimento. Como qualquer família normal. O sonho de ter filhos era antigo para as moças de 20 e poucos anos que se conheceram em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo. A decisão de namorar sério foi influenciada por esse interesse em comum. Em poucos meses, estavam dividindo um apartamento e fazendo planos. Algum tempo depois, Adriana descobriu no ginecologista que seu útero estava ameaçado por uma doença que já lhe tinha arrancado um ovário: a endometriose. Fiz tratamento desde os 18 anos, diz Adriana. Na época, achavam que era cólica menstrual e medicavam com morfina. Quando descobriram, já tinha perdido o ovário direito. E as dores continuavam. O médico disse a ela que uma gravidez reduziria o problema em 80% e ainda lhe daria a chance de ter um filho antes que o útero ficasse inválido. Apesar do relacionamento ainda recente, Munira e Adriana aceitaram a ideia e procuraram um especialista em reprodução humana no Hospital Santa Joana para fazer a inseminação artificial. A gente achava que iria comprar esperma, levar para casa e aplicar com uma seringa, diz Munira. Os planos mudaram quando o novo médico descobriu que Adriana só tinha metade do ovário esquerdo e já não podia engravidar com os próprios óvulos. Ele sugeriu que Munira cedesse os seus. Se usassem o sêmen de um homem de mesmos traços que Adriana, o filho seria parecido com as duas mães. As duas moças se animaram com a possibilidade de ter um filho que tivesse um pouco de cada uma. Ainda hoje, Adriana se emociona ao contar essa parte da história. Tinha sido muito dolorido receber a notícia de que não poderia ter filhos do seu próprio sangue, e o gesto de Munira foi mais que bem-vindo. Foi a maior prova de amor que ela poderia me dar. Revista Época, 13 de março de Escreva um texto, de 08 a 10 linhas, posicionando-se a favor ou contra as estratégias utilizadas por Munira e Adriana, para conseguir engravidar e sentirem-se, ambas, biologicamente, mães de seus filhos. 10. Leia: Imposto Djavan IPVA, IPTU CPMF forever É tanto imposto Que eu já nem sei!... ISS, ICMS PIS e COFINS, pra nada... Integração Social, aonde? Só se for no carnaval Eles nem tchum Mas tu paga tudo São eles os senhores da vez Tu é comum, eles têm fundo Pra acumular, com o respaldo da lei Essa gente não quer nada É praga sem precedente Gente que só sabe fazer Por si, por si Tudo até parece claro À luz do dia Mas claro que é escuso Não pense que é só isso Ainda tem a farra do I.R. Dinheiro demais! Imposto a mais, desvio a mais E o benefício é um horror Estradas, hospitais, escolas Tsunami a céu aberto, Não está certo. Pra quem vai tanto dinheiro? Vai pro homem que recolhe O imposto Pois o homem que recolhe O imposto É o impostor Interprete a composição em, no máximo, 10 linhas. A escolha de quem pensa! 19

20 11. Leia: Machado de Assis Um verdadeiro imortal No centenário de sua morte, o autor de Dom Casmurro continua instigando críticos, historiadores, leitores. O mulato de origem humilde que nunca freqüentou uma universidade e quase nunca saiu do Rio de Janeiro é o mais universal dos escritores brasileiros. Uma sensualidade discreta Criador de uma rica galeria feminina, Machado de Assis não costumava tratar do sexo em termos francos mas tinha lá seus fetiches, como se vê na galeria abaixo: Olhos Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. (...) Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Esses são os olhos de Capitu, de Dom Casmurro exemplo mais célebre da mulher de olhar dúbio. Também Sofia, em Quincas Borba, tinha os olhos mais belos do mundo Busto O corpinho apertado desenhava naturalmente os contornos delicados e graciosos do busto. Via-se ondular ligeiramente o seio túrgido, comprimido pelo cetim. Lívia, em Ressurreição. O busto, o colo dos seios são o que de mais francamente sexual a mulher podia expor então Cintura e cadeiras Ela, em verdade, estava nos seus melhores dias; o vestido sublinhava admiravelmente a gentileza do busto, o estreito da cintura e o relevo delicado das cadeiras. Sofia, de Quincas Borba. A cintura fina era o padrão de beleza na época daí os espartilhos e coletes de barbatanas Mãos As mãos, a despeito de alguns ofícios rudes, eram curadas com amor, não cheiravam a sabões finos nem águas de toucador, mas com água do poço e sabão comum trazia-as sem mácula. Capitu, em Dom Casmurro. A pele imaculada aqui é um indicador social: ainda que pobre, Capitu cuida para que as mãos não revelem seus ofícios rudes Braços Não estando abotoadas, as mangas, caíram naturalmente, e eu vi-lhe metade dos braços, muito claros, e menos magros do que se poderiam supor. (...) As veias eram tão azuis, que, apesar da pouca claridade, podia contá-las do meu lugar. Conceição, do conto Missa do Galo. Os braços nus são um fetiche de Machado não por acaso, autor de outro conto intitulado Uns Braços Pés Lucinda sabia que tinha um pé formoso, esguio, leve, como devem ser os pés dos anjos, um pé alado, quando ela valsava e deixava entrevê-lo todo no meio dos giros em que se deixava ir. Do conto D. Mônica. A ponta das botinas era só o que se entrevia do corpo feminino escondido pelos longos vestidos A partir dos textos, faça uma descrição da mulher machadiana, citando característica expostas pelo autor, e construa um paralelo com a visão de mulher ideal exibida pela mídia contemporânea. Entre 10 a 13 linhas. 20 A escolha de quem pensa!

21 12. Leia: Escreva no mínimo 8 (oito) e no máximo 12 (doze) linhas dando continuidade ao trecho abaixo, de maneira que a continuação e a conclusão propostas por você formem, com a introdução, um todo coerente. Consequências do vazamento de petróleo no Golfo do México A mancha negra que se estende sobre o Oceano Atlântico, numa área equivalente a onze vezes a cidade do Rio de Janeiro, é a imagem da maior catástrofe ambiental da história dos Estados Unidos. O vazamento de petróleo cru e de gás no Golfo do México causou, além de danos ao meio ambiente, perdas econômicas e políticas para o governo de Barack Obama. E como todas as tentativas de conter o vazamento falharam, Leia o texto abaixo e dê continuidade respondendo à pergunta formulada no último período em mais um parágrafo. O texto não poderá passar de 10 linhas. Legado aos nossos filhos Uma importante empresa financeira me chamou para falar com alguns clientes. Não sobre finanças, pois eu os arruinaria, mas sobre algum tema humano no meio da crise queriam mudar de assunto. Uma sugestão de tema que me deram foi: O que esperamos de nossos filhos no futuro. Como acredito que pensar é transgredir, falei sobre o que estamos deixando para nossos filhos. Acabamos nos dando muito bem, a excelente platéia estava cheia de dúvidas, como a palestrante. O mundo avança em vertiginosas transformações, e não é só nas finanças ou economia mundiais: ele se transforma a todo momento em nossos usos e costumes, na vida, no trabalho, nos governos, na família, nos modelos que nos são apresentados, em nossa capacidade de fazer descobertas, no progresso e na decadência. O que nos enche de perplexidade, quando o assunto é filhos, é a parte de tudo isso que não conseguimos controlar, que é maior do que a outra. Se há 100 anos a vida era mais previsível o pai mandava e o resto da família obedecia, o professor e o médico tinham autoridade absoluta, os governantes eram nossos heróis e havia trilhas fixas a ser seguidas ou seríamos considerados desviados, hoje ser diferente pode dar status. Gosto de pensar na perplexidade quanto ao legado que podemos deixar no que depende de nós. Que não é nem aquele legado alardeado por nossos pais a educação e o preparo nem é o valor em dinheiro ou bens, que se evaporam ao primeiro vendaval nas finanças ou na política. A mim me interessam outros bens, outros valores, os valores morais. O termo morais faz arquear sobrancelhas, cheira a religiosidade ou a moralismo, a preconceito de fariseu. Mas não é disso que falo: moralidade não é moralismo, e moral todos temos de ter. A gente gosta de dizer que está dando valores aos filhos. Pergunto: que valores? 14. Observe: Em texto de até 06 linhas, depreenda o tema central. (Acessado no site acharge, em 02 de outubro de 2010 / autor Santiago) A escolha de quem pensa! 21

22 15. Observe: (Acessado no site acharge, em 02 de outubro de 2010) Produza um texto informativo entre 08 e 10 linhas. Não opine. 16. Observe: 22 A escolha de quem pensa!

23 Produza um texto informativo, entre 10 e 12 linhas, utilizando dados dos gráficos. Não dê título. A escolha de quem pensa! 23

24 GEOGRAFIA DOS HOMICÍDIOS Distribuição das mortes violentas registradas na Grande Curitiba de janeiro a agosto de A escolha de quem pensa!

25 17. Leia: As carências do Brasil O País avançou nas últimas duas décadas, mas enquanto não investir em áreas essenciais para o seu desenvolvimento, como saneamento, segurança e infraestrutura, jamais deixará de ser um emergente Bruna Cavalcanti Poucas vezes na entrecortada história da democracia brasileira os eleitores foram às urnas escolher um novo presidente tão confiantes de que o futuro reserva momentos melhores para o País como agora. Independentemente de quem seja o eleito ou a eleita no dia 3 de outubro, pouca gente duvida que os próximos anos serão de crescimento econômico, inflação sob controle, melhor distribuição de renda e uma generalizada melhoria na qualidade de vida. Ao longo da última década e meia, com alguns sustos e tropeções no caminho, tem sido assim e, ao que parece, os tempos do voo de galinha ficaram no passado. O Brasil avançou em todos os indicadores socioeconômicos, do acesso à tecnologia à distribuição de renda, da expectativa de vida à mortalidade infantil e em outras dezenas de índices que mostram um país cada vez mais igualitário.tudo isso, no entanto, ainda está longe de ser o suficiente para colocá-lo no seleto e desejado clube das nações desenvolvidas. Áreas fundamentais para o desenvolvimento do País como saneamento básico, segurança e infraestrutura ainda registram indicadores de uma nação subdesenvolvida e mostram que o próximo presidente da República terá que olhar para eles com atenção especial se quiser elevar o Brasil à condição de país desenvolvido. SUJEIRA Cerca de 40% dos domicílios brasileiros não têm sistema de tratamento de esgoto O sistema básico de saneamento é o que melhor explicita os tão emblemáticos contrastes socioeconômicos brasileiros. Em um país que tem aviões modernos como um de seus principais itens da pauta de exportação, 40% dos domicílios não contam nem com a mais rudimentar rede de tratamento de esgoto. Isso significa que quase 90 milhões de brasileiros simplesmente despejam seus dejetos em córregos, rios ou onde for possível. É uma imagem do século XIX em pleno século XXI, diz Marcelo Neri, economista e chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas. Para piorar, quase 50% das habitações brasileiras não recebem água tratada e se abastecem do que houver disponível. Os reflexos dessa falta de infraestrutura são sentidos em todos os segmentos do Estado. O mais visível deles, é claro, está no sistema público de saúde, em que invariavelmente essa população esquecida pelo Estado vai buscar socorro. De acordo com informações do Sistema Único de Saúde, o Datasus, apenas em 2009 mais de 450 mil brasileiros foram internados em hospitais públicos em razão de infecções gastrointestinais. Para cada uma dessas internações, o poder público desembolsou em média R$ 350. Ao final desse ano, o governo federal gastou impressionantes R$ 150 milhões para tratar dessa doença perigosa, de fato, mas que poderia ser facilmente evitada, caso as condições de higiene fossem melhores. Outro quesito que afasta o Brasil dos países de Primeiro Mundo é a segurança pública. Historicamente a cargo dos governos estaduais, só nos últimos cinco anos é que a questão passou a ser incorporada pelo governo federal e o País começou a dar os primeiros passos na formulação de uma política nacional de segurança pública capaz de integrar os vários níveis de governo nas áreas de risco dos grandes centros urbanos. O problema é que, mesmo com os esforços empregados nos últimos anos, as fronteiras do País continuam um verdadeiro queijo suíço e por elas passam armas e drogas, que alimentam o crime organizado nas metrópoles. Segundo um levantamento mundial da Nações Unidas, cerca de 30 brasileiros são assassinados todos os anos para cada grupo de 100 mil habitantes. O México, que agora ocupa o noticiário mundial em virtude da barbárie das gangues de narcotraficantes, registra 11 homicídios para cada 100 mil habitantes. A escolha de quem pensa! 25

26 A infraestrutura completa o quadro das carências que precisam ser atacadas de forma urgente. Um estudo do Fórum Econômico Mundial classificou o Brasil como um dos piores locais do mundo nesse quesito. Entre as 20 nações pesquisadas, o País conquistou apenas a 17a posição. A nota final brasileira foi 3,4, sendo que a pontuação máxima era 10. A média dos países analisados foi 4,1. O topo do ranking ficou com a França, que obteve uma pontuação de 6,6. Agora que o País atingiu a estabilidade econômica, controlou a inflação, iniciou a distribuição de renda e atingiu um papel de protagonista no teatro da geopolítica mundial é imperativo que quem quer que seja que assumax o Planalto no dia 1o de janeiro de 2010 passe a olhar com atenção para esses indicadores. (N Edição: Set.10 IstoÉ) Produza um texto para ser publidado no painel do leitor. O texto deve ter entre 10 e 12 linhas. 26 A escolha de quem pensa!

27 18. Leia: O coração dispara e a respiração se torna ofegante. Ondas de calor percorrem todo o corpo, as mãos tremem e a transpiração é tão intensa que as pessoas logo percebem sua agitação. Você tem tudo na ponta da língua para a reunião, mas, na hora H, mal consegue balbuciar uma ou duas palavras. E aquela sua grande ideia, que você não teve coragem de apresentar ao longo do encontro, é finalmente sugerida por um colega e saudada por todos como a grande solução do problema. A reunião termina e você permanece ali, frustrado e sentindo-se um completo incompetente. Uma única pergunta o atormenta: Por que eu não falei? Por quê? A maior parte dos medos relacionados ao dia-a-dia faz parte de um dos grupos mais comuns de fobias, chamadas de sociais. O fóbico social tem dificuldade de se relacionar, não consegue olhar nos olhos de seu interlocutor, conversar naturalmente com seus superiores, falar em público, apresentar idéias ou sugestões, compartilhar tarefas. A característica mais marcante desse tipo de fobia é o medo que a pessoa tem do julgamento dos outros. Com base no texto, escreva uma narração cujo protagonista, levado pelo medo, envolve-se em uma situação cômica ou desagradável. Narre em primeira pessoa e faça entre: 08 e 10. Dê um título 19. Observe: (Acessado na Gazeta do Povo em 23 de outubro de 2011) A partir de seu conhecimento de mundo e com base na tira de Benett, produza um texto narrativo em primeira pessoa. O texto deve ter, no máximo, 10 linhas e sem título. 20. Observe: Infância assassinada Um estudo exclusivo obtido por ISTOÉ mostra que, pela primeira vez na história, a faixa etária em que os homicídios mais cresceram no Brasil foi a dos 10 aos 14 anos Michel Alecrim e Solange Azevedo ISTOÉ 25/09/2011 Aos 11 anos, Laiza Cruz foi levada de casa por um desconhecido. Ela vivia num cortiço no centro do Rio de Janeiro. Seu corpo foi encontrado dias depois, com sinais de violência sexual, na Baixada Fluminense. De acordo com um estudo feito pelos pesquisadores Marco Antônio Couto Marinho e Luciana Andrade, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e da rede Observatório das Metrópoles, Laiza estava na faixa etária em que os homicídios mais cresceram no Brasil. A taxa de assassinatos de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos saltou dramáticos 32% entre 1999 e E, pela primeira vez na história, avançou mais do que nas idades consideradas de maior vulnerabilidade de 15 a 19 anos (cujo incremento foi de 18,5% no mesmo período) e de 20 a 24 anos (3,1%). A violência faz mais vítimas entre os jovens há muito tempo, afirma Couto Marinho. Mas, nos últimos anos, essas mortes têm sido ainda mais precoces. Não é só a ação de maníacos se xuais que está por trás desses homicídios. Meninos e meninas também morrem em decorrência da violência policial e da ação de narcotraficantes. Crianças e adolescentes são mais inexperientes, mais impulsivos e acabam se expondo mais quando se envolvem com traficantes, afirma Rodrigo Medina, coordenador do Centro de Apoio à Infância e Adolescência do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro. No período estudado por Couto Marinho e Luciana, a taxa de assassinatos cresceu em 19 Estados brasileiros e no Distrito Federal. No Nordeste, a escalada foi mais acelerada do que no resto do País. A Bahia registrou o maior aumento de assassinatos na faixa de 10 a 14 anos: espantosos 1.043%. Waldemar Oliveira, coordenador do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) do Estado afirma que a chegada do crack, uma droga mais barata, tem empurrado cada vez mais crianças e adolescentes para a morte. Em cinco anos, houve um aumento de 500% no envolvimento de crianças e adolescentes no consumo e de 900% na comercialização de drogas na Bahia, relata Oliveira. A escolha de quem pensa! 27

28 O campeão brasileiro em assassinatos, no entanto, está no Sudeste. É o Espírito Santo. Em 2009, o Estado registrou 8,1 mortos para cada 100 mil habitantes na faixa de 10 a 14 anos e 121,5 dos 15 aos 19 anos. O padre Xavier Paolillo, coordenador da Pastoral do Menor capixaba, diz que essas crianças e adolescentes estão cada vez mais desprotegidos e não têm a completa noção do perigo que enfrentam ao se envolver com traficantes. O religioso lembra que, no passado, os criminosos tinham uma espécie de código de ética e não permitiam a aproximação de gente tão jovem seja para comprar, vender ou consumir drogas. Eles não queriam aquela vida para os próprios filhos nem para os filhos dos outros. Hoje, não. Com a explosão do crack, um garoto que tem acesso a R$ 100 pode comprar uma pedra grande, reparti-la e se tornar um pequeno traficante. A negligência é imensa por parte dos Estados e dos municípios, relata o psicólogo social Eduardo de Carvalho Mota, presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Goiânia. Boa parte dos 17 centros de referência e assistência social que existem na capital, que deveriam acolher crianças e adolescentes em risco, não estão funcionando porque está faltando até comida. No Conselho falta, inclusive, papel higiênico. E esse problema é recorrente em várias partes do País. Goiás é o quarto colocado no ranking nacional de homicídios na faixa dos 10 aos 14 anos: seis mortes para cada 100 mil habitantes. Esses conflitos são muito complexos e atribuir tudo à droga é um equívoco. Quando colocamos só nas costas do crack, isentamos os outros responsáveis. A sociedade brasileira está destruindo a infância e convive bem com isso, acredita Renato Roseno, advogado e integrante da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente. Não podemos falar em guerra porque, se fosse guerra, haveria um inimigo do outro lado. Isso é genocídio. Tomando como de partida o texto da IstoÉ, produza um texto dissertativo se posicionando sobre o tema central. Você deverá citar dados do texto para complementar o texto. Faça entre 10 e 12 linhas. 28 A escolha de quem pensa!

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