Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------"

Transcrição

1 O panoptismo pela escrita: reflexões sobre um tema de redação Anderson Cristiano da Silva (UNITAU) Rose Mary Soares Maurício (UNITAU) RESUMO: A presente pesquisa objetiva problematizar a funcionalidade de um tema de redação, tendo como enfoque duas utilidades, a de averiguação da competência escritora e também uma possível forma de vigilância através da escrita. Para tal empreendimento, utilizamos como corpus um tema de redação do SARESP/2008 para 6ª série, no qual se utilizou o gênero carta pessoal para motivar a interlocução das produções textuais. Como arcabouço teórico-metodológico, recorremos a alguns pressupostos foucaultianos em interface com a AD de linha francesa. Por meio de nossas análises, observamos como marcas discursivas do poder e da vigilância poderiam estar presentes em um tema de redação, marcas nem sempre perceptíveis pelos sujeitos. Palavras-chave: tema de redação; avaliação; vigilância; análise do discurso. Introdução Este estudo objetiva discutir duas possíveis utilidades para um tema de redação proposto no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP/2008). A primeira hipótese remete-nos ao senso comum, ou seja, que a proposta de produção textual fosse utilizada para averiguar a competência escritora do sujeito-avaliado, na qual deveria ser capaz de compreender e desenvolver o tema proposto de acordo com o contexto de produção. No entanto, percebem-se brechas na materialidade linguística desse tema de redação que nos possibilitaram cogitar pelo menos outra utilidade para a mesma proposta, o que seria nossa hipótese sobre um critério de vigilância através da escrita. Assim sendo, na sequência, explicitamos as condições de produção que envolvem nosso corpus e o arcabouço teórico-metodológico em que ancora essa pesquisa. Sobre esse último, relacionamos o pressuposto do panóptico foucaultiano com a ideia de sujeito e heterogeneidade, concebidos pela vertente discursiva francesa. 96

2 1. A utilização do gênero carta pessoal no exame SARESP Tento em vista que nosso corpus compreende um modelo de carta utilizado como proposta de redação no SARESP/2008, fazemos por bem explicitar resumidamente a trajetória histórica desse exame e também discorrer de forma breve sobre o gênero no qual nosso material de pesquisa insere-se. Queremos ainda ressaltar, que nosso objetivo principal não é fazer uma investigação aprofundada sobre gêneros discursivos, tampouco discorrer detalhadamente sobre o SARESP, apontando falhas ou acertos. Nosso intuito, ao discorrer sobre tais questões, é ambientar ao interlocutor sobre qual abordagem teórica compreendemos nosso corpus e também sobre qual esfera esse material investigativo é constituído. Dessa maneira, a avaliação estadual do SARESP iniciou-se no ano de 1997 e passou por várias adequações durante seu percurso. Primeiramente, o exame era aplicado em todas as séries de forma anual e, com o passar dos anos, sofreu uma mudança estrutural na qual, desde então, são aplicados anualmente na 4ª, 6ª, 8ª séries do Ensino Fundamental e no 3º ano do Ensino Médio. A prova consiste em questões de múltipla escolha nas disciplinas de Matemática e Português, visando avaliar diferentes habilidades que envolvem as competências leitora, escritora e de raciocínio lógico dos alunos. Além disso, há um questionário socioeconômico e também a inserção, nas últimas edições, de uma prova de outra disciplina como parte complementar da avaliação. Em todas as edições do exame sempre houve a exigência de uma produção textual, sendo um texto narrativo para o Ensino Fundamental e de um texto dissertativo para o Ensino Médio; mas no ano de 2008, com a mudança da responsabilidade na elaboração da avaliação delegada a uma empresa particular, houve uma pequena alteração na estrutura do exame. Contrariamente ao que era aplicado em todos os anos (uma narrativa no Ensino Fundamental 5ª a 8ª), nesse ano houve a inserção de gêneros diferentes para avaliar a capacidade escritora dos educandos, ou seja, uma carta pessoal para 6ª série e um artigo opinativo para a 8ª série. Fato esse que nos instigou a investigar o tema proposto para o desenvolvimento das produções textuais. Além de ambientar as condições de produção de nosso corpus, faz-se necessário também a concepção que se adota sobre gênero discursivo em nossa pesquisa, pois é através do gênero carta pessoal que tentamos analisar os enunciados dos sujeitos-alunos que remetem à possíveis (d)enunciações do funcionamento da escola. Por conseguinte, justificam-se aqui as contribuições conceituais de Bakhtin, pois além de ser um dos pilares fundadores da Análise do Discurso de linha francesa (BRANDÃO, 2002), instituiu o princípio dialógico da linguagem, na qual levou a AD conceber o princípio da heterogeneidade constitutiva em todo discurso (AUTHIER-REVUZ, 1990, 2004). Em consonância com tal proposição, Bakhtin estabelece uma nova perspectiva na concepção de enunciado, relacionando-o com todas as esferas da atividade humana, além disso, conceitua gêneros discursivos como enunciados relativamente estáveis. O autor afirma ainda que a utilização da língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos), concretos e únicos, que emanam dos integrantes duma ou doutra esfera da atividade humana (BAKHTIN, 1992, p.279). O teórico russo diferencia os gêneros enquanto a diversidade funcional que apresentam, sendo assim, Bakhtin classifica os gêneros em dois grupos: gênero de discurso primário (simples) e gênero de discurso secundário (complexo). O autor exemplifica os gêneros secundários como enunciados mais elaborados (romance, teatro, discurso científico e ideológico), nos quais as condições de produção e circulação são relativamente mais 97

3 estruturadas. Já os gêneros primários (diálogo, carta), abarcam situações de comunicação verbais mais espontâneas. Assim, a partir dessa conceituação, o gênero carta pessoal poderia ser classificado como sendo de natureza primária, pois as condições de produção e circulação abrangem situações mais informais. Nesse caso, apesar da informalidade temática, há uma estrutura fixa a ser respeitada para que se possa considerar o enunciado como carta pessoal, como por exemplo: local e data, saudação inicial, assunto, saudação final e assinatura. Também é necessário que haja pelo menos dois sujeitos (remetente/destinatário) em uma situação informal de interlocução. Entretanto, o tema de redação do SARESP/2008, ao utilizar-se desse gênero como dispositivo de avaliação, acaba desvirtuando a característica essencial do enunciado, que é o de uma produção escrita mais espontânea. Acreditamos que essa estratégia poderia ser compreendida como um dispositivo utilizado para tentar aproximar-se dos sujeitos-avaliados, visto que os mesmos poderiam sentir-se mais à vontade ao discorrer sobre seus colegas, professores e a instituição em que estudam. Dito isso, após a apresentação de concepções arroladas e as condições de produção do discurso, faz-se pertinente explicitar com mais acuidade sob qual perspectiva teórica entendemos a concepção de texto e sujeito, partes indissolúveis de nossas reflexões. 2. A percepção de sujeito e texto pelo viés discursivo O esquecimento 1, o sujeito tem a ilusão de que, é a origem do sentido, a origem do que diz, quando na realidade retoma sentidos já existentes. O esquecimento 2, o sujeito tem a ilusão de ter o controle do que diz, pensa que suas palavras são claras e vão ser compreendidas de um só modo por todos trazemos para discussão Estes postulados para mostrar, a partir da análise do texto da redação, como os sentidos dos enunciados se realizam e significam independentes de nossa vontade, deixando resvalar significados indesejáveis ou considerados como tal. (CORACINI, 1995, p.27). Antes de analisarmos os excertos que fazem parte de nosso trabalho, cabe definir de forma concisa as noções de texto e sujeito que permeiam nossa investigação, sob o viés discursivo de linha francesa. Consideramos o texto, não apenas como um dado linguístico (com suas marcas, organização, etc), mas como um fato discursivo (ORLANDI, 1999, p.69). Sob essa perspectiva, o sentido do texto constrói-se no espaço discursivo entre (inter)locutores. Quanto ao sujeito, norteamo-nos por uma concepção que se distancia daquela do sujeito-origem, categoria do sujeito de caráter unitário e homogêneo, para nos aproximarmos da concepção de efeito-sujeito, uma vez que nosso estudo propõe-se a fazer uma breve análise discursiva do texto da redação proposto pelo SARESP, para então estabelecer uma possível relação entre o sentido que esvala do texto com o discurso da vigilância. Ao tomarmos neste estudo a vertente contraditória e múltipla do sujeito recorremos aos estudos de Authier-Revuz que apontam para a ilusão que se tem do sujeito como fonte de seu discurso, quando na realidade esse é constituído por várias vozes que atravessam o discurso. A autora desenvolveu sua teoria visando compreender o sujeito afirmando que ele (o sujeito) nada mais é do que o suporte e o efeito de seu dizer (AUTHIER-REVUZ, 1990, p. 27). Nessa complexidade enunciativa, o sujeito-enunciador deixa transparecer a heterogeneidade na materialidade linguística. A despeito disso, a questão de intenção do 98

4 locutor deve ser deslocada para uma perspectiva dialógica de interação com seus interlocutores. Ao discorrer sobre a heterogeneidade constitutiva de todo discurso, Authier-Revuz propõe uma descrição da heterogeneidade mostrada como formas linguísticas de representação de diferentes modos de negociação do sujeito falante com a heterogeneidade constitutiva do seu discurso (1990, p. 26). Segundo Authier-Revuz (2004), as manifestações dos diversos tipos de negociação do sujeito falante são compreendidas como heterogeneidade mostrada, dentro do que a autora denomina de heterogeneidade constitutiva. Um texto nunca pode ser entendido como algo homogêneo, ao contrário, ele é heterogêneo em sua constituição e muitas vezes ficam evidentes as diferenças, uma vez que o próprio significado da palavra heterogêneo representa algo composto de partes diversas. Essas partes representam o discurso do outro, a presença de outras vozes. Dessa forma, a aparente independência do outro é desconstruída no próprio discurso, pois as marcas deixadas na materialidade lingüística (d)enunciam outros discursos. A presença do outro, em compensação, não é explicitada por marcas unívocas na frase: a menção que duplica o uso que é feito das palavras só é dada a reconhecer, a interpretar, a partir de índices recuperáveis no discurso. (AUTHIER-REVUZ, 2004, p.18). Complementando as afirmações anteriores, não podemos esquecer que todo discurso é direcionado a um interlocutor, não necessariamente um sujeito próximo (face a face), mas algo do imaginário. Isso quer dizer que o receptor não é o alvo exterior de um discurso, mas que seu alcance e, mais particularmente, o alcance de sua compreensão está incorporado no processo de produção do discurso (AUTHIER-REVUZ, 2004, p.42). Desse modo, analisar o texto escrito em sua materialidade linguística, não representa só olhar os vocábulos, mas ir além e considerar o mais importante: os sujeitos; pois são eles que atribuem sentido. Inversamente, o sujeito não é uma entidade homogênea, exterior à linguagem, que lhe serviria para traduzir em palavras um sentido do qual ele seria fonte consciente (AUTHIER-REVUZ, 2004, p. 63). Em síntese, existe um jogo em que a heterogeneidade enunciativa nos faz refletir sobre a opacidade do discurso, entendido como algo trançado por vários fios (o fio do discurso). Desse jogo, os fios atuam no discurso ao mesmo tempo como elo e ruptura, pois unem, mas não conseguem esconder a multiplicidade de vozes que o constitui. Esse conceito que Authier-Revuz chamou de heterogeneidade discursiva, baliza as análises do corpus de nossa investigação que, como dissemos, visa evidenciar as possíveis marcas do discurso de vigilância em uma proposta de redação. Dito isso, podemos considerar que o tema de redação formatado através do gênero carta pessoal constitui-se como um efeito de sentido no processo de interlocução. Esse discurso não é fechado em si, tampouco tem o domínio exclusivo do sujeito, mas no momento singular de enunciação, pode-se revelar aquilo que não se diz em relação àquilo que é dito, ou seja, na superfície textual da carta observa-se também um suposto desejo de saber sobre o professor e a escola de cada aluno avaliado. 3. Sistema educacional e avaliação: o panoptismo pela escrita Ao discorrermos sobre o tema de redação utilizado pelo SARESP, não podemos nos esquecer das condições de produção que envolvem essa avaliação. Por ser um instrumento 99

5 avaliativo abrangente e que atinge parte dos milhares de alunos da rede estadual de São Paulo e também de escolas de outras redes que aderem ao programa, cabe-nos discutir sobre o sistema educacional que abarca este momento enunciativo. Sendo assim, Foucault ao elaborar sua epistemologia, discorre sobre a educação de forma muito profícua, esclarecendo e nos direcionando a pensar sobre o papel que o sistema educacional exerce na sociedade contemporânea. De acordo com os preceitos foucaultianos, Todo sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e os poderes que eles trazem consigo (FOUCAULT, 2006, p. 44). Nesse aspecto, cabe ressaltar que a escola constitui-se como uma instância que reproduz as ideologias do Estado, no qual os sujeitos submetem-se à ideologia dominante. O ambiente educacional constitui-se como um dos aparelhos ideológicos do Estado em que funciona pela ideologia de forma invisível. Sobre isso, Althusser (1974) nos diz que as ideologias têm uma existência material como uma via de duplo efeito: ao mesmo tempo em que o indivíduo se reconhece como sujeito, ele também se sujeita ao mecanismo ideológico básico: a sujeição. Contudo, é próprio da ideologia impor (sem o parecer, pois que se trata de evidências ) (ALTHUSSER, 1974, p.93), evidências essas que despontam no discurso e que se podem verificar numa situação corriqueira de avaliação, como é o caso em que nos habilitamos a analisar. Desse modo também, o sistema de ensino revela-se como um braço do Estado que ritualiza as palavras e delas se utiliza para fixar seu poder através da vigilância. O exame combina as técnicas da hierarquia que vigia e as da sanção que normaliza. É um controle normalizante, uma vigilância que permite qualificar, classificar e punir. Estabelece sobre os indivíduos uma visibilidade através da qual eles são diferenciados e sancionados. É por isso que, em todos os dispositivos de disciplina, o exame é altamente ritualizado. (FOUCAULT, 2007, p. 154). Por sua vez, a partir das representações que os sujeitos têm sobre avaliação, o sistema educativo poderia fazer uso em prol de seus interesses e que quase sempre são imperceptíveis aos educandos e, muitas vezes, até por grande parcela dos educadores, que também fazem parte e estão envoltos por esse aparelho ideológico. A nosso ver, a avaliação escrita seria utilizada como uma ferramenta de vigilância, sendo um dos modos de controle disciplinar. Nesses termos, os estudos foucaultianos sobre o vigiar contínuo vêm corroborar no entendimento da sensação de constante controle que se pode perceber por diferentes meios, passando de uma estrutura arquitetônica até a uma simples carta pessoal ou um tema de redação. Nestes termos, O exercício da disciplina supõe um dispositivo que obrigue pelo jogo do olhar; um aparelho onde as técnicas que permitem ver induzam a efeitos de poder, e onde, em troca, os meios de coerção tornem claramente visíveis aqueles sobre quem se aplicam. (FOUCAULT, 2007, p.143-4). Em consonância com tais colocações, Foucault nos traz a idéia da vigilância através do Panóptico, sistema arquitetônico que se baseia na exposição explícita e ao mesmo tempo velada do vigilante, permitindo um controle externo e criando a sensação de uma vigilância interior. O Panóptico é uma máquina de dissociar o par ver-ser: no anel periférico, se é 100

6 totalmente visto, sem nunca ver; na torre central, vê-se tudo, sem nunca ser visto (FOUCAULT, 2007, p. 167). Fazendo uma transposição para nosso objeto de pesquisa, que é o discurso explícito em um tema de redação, essa arquitetura do vigiar e punir também se evidencia pela materialidade linguística. Através dos enunciados é possível criar uma maquinaria a serviço de diferentes interesses, sejam eles particulares ou institucionais. O sujeito-aluno, por não ter consciência do possível sistema de vigilância, acaba colocando em suas redações informações privilegiadas que poderiam ser usadas a critério de quem tem acesso a esses materiais. Desse modo, o discurso do sujeito-aluno pode ser utilizado também como uma ferramenta de vigilância e controle. Para tanto, a escola, considerada como um dos aparelhos ideológicos do Estado, pode apoderar-se dos enunciados desses educandos para utilizá-los a seu bel-prazer. Sendo assim, o aluno, ao enunciar em determinado gênero discursivo numa situação avaliativa, deixa transparecer além da sua competência escritora, indícios discursivos que poderiam ser utilizados para diferentes funções, inclusive para avaliar professores e a própria instituição escolar. Nesse ponto, há um desejo de saber sobre o outro; porém não podemos remeter estritamente ao conceito de saber proposto por Foucault, tendo em vista que essa proposição remete-nos a uma ideia mais restrita. Por outro lado, podemos apropriar-nos desse termo num sentido mais amplo, onde um saber se define pelas estruturas em que o sujeito pode tomar posição para falar dos objetos de que se ocupa em seu discurso (POSSENTI, 2007, p.13). Dessa maneira, quando o tema da redação instiga os sujeitos-avaliados a escreverem sobre determinado assunto, podem (d)enunciar um desejo por saber que anteriormente explicitamos. 4. Constituição do corpus discursivo e procedimento de análise 4.1. Condições de produção a partir do tema de redação O corpus que constitui este trabalho é composto de uma seleção de 10 frases extraídas da redação que serviu como tema do SARESP/ As frases analisadas foram selecionadas por apontarem para um discurso de vigilância (des)velado no texto da redação. Para melhor acompanhamento das análises feitas, essas foram organizadas em pequenos excertos que ilustram nossa discussão. As análises aqui realizadas inserem-se em uma perspectiva teórica que aproxima análise do discurso de linha francesa e a noção de sujeito heterogêneo, dividido tal como concebido nas teorias desenvolvidas por Authier-Revuz (2004). Esses conceitos deverão balizar as análises e as considerações que se propõem neste estudo desvelar algumas regularidades que denunciam a vigilância posta na materialidade do texto. Como já mencionamos no início do artigo, este corpus caracteriza-se pela utilização de uma carta pessoal como tema motivador na interlocução de uma resposta para um sujeitofictício, que na realidade tem como sujeito-real o corretor da prova, representante físico do Estado. Dessa forma, o tema teria como finalidade avaliar a capacidade do sujeito-aluno em expressar-se por escrito, e como objetivo específico avaliar certas competências, tais como: 101

7 capacidade em entender o tema/contexto, se o avaliado atende à estrutura do gênero, se conhece os mecanismos linguísticos de coesão/coerência e se domina a norma padrão. Entretanto, como também já discorremos, tais funções são claras para os professores corretores e, talvez, não tão explícitas para os educandos avaliados. Mas o que nos chama atenção nesse enunciado é outra possibilidade de uso para as produções textuais dos alunos. Para tanto, antes de discutirmos sobre estas reflexões, reproduzimos na íntegra o texto utilizado como tema motivador para as produções textuais, para logo em seguida apresentarmos os fragmentos a serem analisados. Oi, colega Quantas saudades! Aqui vai tudo bem. E aí com vocês? Sabe, minha mãe falou que ano que vem nós vamos morar perto de vocês. Quer dizer que a gente vai estudar juntos! Não é legal? Será que eu vou gostar da escola? A minha aqui é que é legal, tenho muitos amigos e todos os professores me conhecem. O prédio é um pouco velho, precisa de uma pintura, mas tem um jardim muito bonito. A quadra está em reforma e as aulas de Educação Física têm sido no pátio. É chato, porque não dá pra jogar...tem outra coisa que me incomoda. Minha sala fica no segundo andar do prédio e o banheiro de lá está sempre fechado. Aí, quando eu quero usar o banheiro, preciso ir até o pátio. A Diretora falou na reunião de pais que nós sujamos muito o banheiro e que falta funcionário. Minha mãe entendeu que isto não tem solução. A escola fica num lugar bem alto, por isso, das janelas da minha sala eu consigo ver muitas ruas do meu bairro. Uma vez me distraí olhando para fora e quando eu me liguei, meus colegas estavam rindo muito porque meu professor de arte tinha feito um desenho meu na lousa como uma releitura do Pensador. Nossa, já escrevi demais! Escreva pra mim e me conte como é sua escola, porque é quase certo que vamos estudar juntos! Fale também dos seus amigos e de seus professores. Tomara que eles sejam legais! Tchau, a gente se vê no Natal. André. Na carta, André informa seu primo que, em breve, eles morarão bem próximos. Por conta desse fato, ele pede informações sobre a sua futura escola. Imagine que você é o amigo de André e escreva uma carta para ele informando sobre sua escola. Não se esqueça de saudá-lo, de contar um pouco sobre o que anda fazendo e também de finalizar a carta, assinando-a. Nesse ponto, queremos ressaltar a reprodução do tema na íntegra como foi apresentado aos educandos, dessa forma, verificou-se a ausência de um dos elementos estruturais que iniciam uma carta pessoal (local e data). Além disso, ratificamos que as análises que nos propusemos a discorrer estão calcadas na materialidade do tema e não nas eventuais cartas-respostas produzidas pelos sujeitos-avaliados Análise dos registros e resultados alcançados Após a apresentação do tema proposto para os alunos de 6ª série (SARESP/2008), cabe-nos analisar alguns excertos no interior da carta que nos chamaram atenção pelo aparente tom negativo desvelado na heterogeneidade constitutiva. Na carta, percebe-se que o 102

8 locutor André escreve para um colega comunicando-lhe que vai se mudar e que provavelmente também irá estudar na mesma escola desse colega. Assim, ao discorrer sobre a situação, o próprio autor se pergunta se vai gostar da futura escola. E1. Será que eu vou gostar da escola? Nesse excerto, retirado do segundo parágrafo da carta, notamos a expectativa do sujeito quanto ao novo local onde iria estudar. Ao mesmo tempo, pode-se depreender então um tom de receio sobre as expectativas quanto ao lugar. No terceiro parágrafo, André começa relatar sobre sua antiga escola, mas em seu discurso, pode-se observar a impressão que o aluno tem sobre sua própria escola. Vários fatos sobre a instituição escolar escapam do sujeito que emerge do discurso na redação e apontam para uma representação reticente da instituição marcada pela frase interrogativa e a expressão será que que coloca em dúvida o verbo gostar: (E1. Será que eu vou gostar...?). Dando prosseguimento à nossa análise, apresentamos o excerto a seguir : E2. [...] aqui até que é legal Ao mesmo tempo, em um ato contraditório, o sujeito resgata a noção de escola, como lugar agradável, ainda que de maneira restrita como podemos notar pelo emprego do até que. Ao se apropriar da preposição até, o sujeito da redação engendra uma construção adverbial de intensidade. Desse modo, a construção textual adquiri um outro tom com este sintagma, pois há uma grande diferença entre afirmar que a escola é legal e dizer que a escola até que é legal. Pode-se dizer que para o enunciador, o até revela, apesar de existir muitas coisas ruins ou negativas na escola, um espaço positivo que pode ser considerado legal pelo autor da redação. E3. A quadra está em reforma e as aulas de Educação Física têm sido no pátio. E4. É chato Com a reforma da quadra, as aulas de Educação Física aparecem representando uma noção de improviso e de algo que está no lugar errado na educação e isto é chato como podemos ver nas próprias palavras do sujeito, retiradas do excerto 4. O sujeito enuncia uma situação de precariedade e logo em seguida explicita sua apreciação sobre a circunstância vivida, ou seja, na heterogeneidade do discurso percebe-se um tom avaliativo sobre as condições estruturais da escola. Além de marcar essa apreciação no fio do discurso, o enunciado serviria também como mote para os sujeitos-avaliados descreverem as precariedades encontradas em cada instituição escolar. Como o Estado possui poucos meios para investigar seus próprios aparelhos, criam-se assim dispositivos aparentemente invisíveis de vigilância. Nesses termos, acreditamos que o discurso poderia ser um dispositivo panóptico de sujeição e denúncia, conforme observamos abaixo. E5. O banheiro de lá está sempre fechado, E6. falta funcionário. E7. Não tem solução. 103

9 Notamos nesses excertos que o sujeito da redação descreve a escola com vocábulos que trazem sentido de descontentamento. Ao desvelar que na estrutura da escola as condições de base faltam, tais como a higiene e funcionário, o sujeito leva-nos a pensar que o funcionamento inadequado da escola é constitutivo de sua estrutura, revelado pelo emprego do advérbio sempre. Reforçada pelo excerto 7, quando o sujeito diz que não tem solução, uma imagem negativa e niilista da escola e consequentemente da educação é construída no discurso deste sujeito portador de uma voz que prossegue sua narrativa relatando o que se passa na unidade escolar. E8. Escreva pra mim e me conte como é a sua escola. No excerto 8, percebe-se que o sujeito pede ao seu interlocutor que escreva contando como é a escola na qual estuda. Desse modo, o aparente pedido de informações pode ser apreendido em no mínimo duas facetas. Na primeira, depreende-se a descrição que o sujeito-aluno dá sobre o ambiente escolar que frequentava, tentando descrever ao locutor o retrato da sua escola através da materialidade linguística. No entanto, podemos notar outra possibilidade funcional para o excerto, uma vez que ao utilizar os verbos no modo imperativo (escreva/conte), quem elaborou a prova poderia utilizar esse artifício para conseguir extrair informações específicas sobre as unidades escolares, podendo ser essas uma forma panóptica de vigilância por meio do discurso dos sujeitos-alunos. Dessa maneira, os discursos funcionariam como formas de vigilância, uma vez que através da superfície textual, podemos cogitar pelo menos duas possibilidades de uso para um mesmo excerto, ou seja, de dar instruções de como proceder em uma redação e ao mesmo tempo fazer com que os sujeitos-avaliados explicitem suas opiniões sobre o lugar onde estudam. Em consonância com tais colocações, o próximo excerto selecionado também transparece a heterogeneidade constitutiva de todo discurso, pois se pode depreender no enunciado do locutor um convite para que o interlocutor enuncie seu juízo de valor com relação aos colegas e professores, conforme demonstramos abaixo: E9. Fale também dos seus amigos e de seus professores. Tomara que eles sejam legais! Nesse caso, observamos explicitamente através do verbo no imperativo (fale), o fato do sujeito querer que seu interlocutor descreva seus amigos e seus professores. Interessa-nos nessa análise o pedido de descrição sobre os docentes, uma vez que poderiam ser alvos de vigilância através do discurso dos sujeitos-avaliados. Essa situação, agregada ao fato do locutor da carta exclamar seu desejo que ambos, colegas e professores, sejam legais poderiam interferir na enunciação dos educandos, pois irão colocar seu juízo de valor com relação aos profissionais docentes da instituição escolar em que estudam. Ademais, os sujeitos-alunos são convidados a escrever sobre determinados professores que acham legais, tendo em vista sua própria concepção do que seja ser um professor legal. Dessa forma, ao escrever a redação para a prova do SARESP, os alunos criam uma espécie de panóptico discursivo, no qual ao mesmo tempo em que são avaliados, também avaliam sua escola e seus docentes. Nesse aspecto, pode-se cogitar a possibilidade das produções textuais dos sujeitos-alunos serem utilizadas tanto para verificação do domínio da 104

10 competência escritora, quanto para se verificar como os docentes são vistos pelos sujeitosalunos. Para finalizar a proposta de redação do SARESP/2008, há um quadro no qual se colocou informações diretas sobre como os sujeitos deveriam proceder na elaboração das produções textuais. Nesse quadro prescritivo, chamou-nos atenção o seguinte excerto: E10. Imagine que você é o amigo de André e escreva uma carta para ele informando sobre sua escola. Vê-se que o enunciado pode funcionar como um dispositivo panóptico, uma vez que esse discurso prescreve aos sujeitos-alunos que escrevam sobre o local no qual estudam, podendo esses escrever coisas boas ou ruins sobre a instituição. Além disso, tais informações colocadas no papel podem ser um rico material para se observar a esfera escolar, indo da parte física e estrutural até o âmbito pedagógico. Considerações finais As considerações obtidas através desse estudo evidenciaram que um tema de redação pode ser utilizado bem mais do que uma simples proposta de produção textual, confirmando assim nossa hipótese de vigilância através da escrita. Para ilustrar essa afirmação, recorremos aos dez excertos analisados, nos quais percebemos certas vozes despontando na superfície textual. Esses enunciados, a nosso ver, (re)velam na heterogeneidade constitutiva do discurso um desejo por saber da visão que o sujeito-aluno tem sobre seus colegas, professores e a escola onde estuda. A reflexão aqui apresentada mostrou-nos também o caráter panóptico que o texto pode adquirir, de acordo com as intenções dos sujeitos que enunciam, considerando da mesma forma as condições de produção em que esses eventos discursivos são engendrados. Por meio desse estudo, mostra-se a possibilidade da AD servir de instrumento formativo para os docentes, tornando-os sujeitos mais críticos, sendo capazes de observar o discurso sob diferentes facetas. ABSTRACT: The present research aims to discuss the function of writing s theme, considering two utilities, one verifying the writer s ability and the other a possible monitoring form through the writing. For such studies, we used 6 th grade writing s theme (SARESP/2008) as corpus, where personal letter genre were used to motivate the interlocution of textual productions. As theoretical-methodological references, we recurred to some foucaultinians presupposed in addition with french line Discourse s Analysis. Through our analysis, we observed as the power s and monitoring s discursive marks could be present in writing s theme, marks not always been seeing by readers. Keywords: writing s theme; evaluation; monitoring; discourse s analysis. Referências bibliográficas ALTHUSSER, L. Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado. 3. ed. tradução de Joaquim José de Moura Ramos. Lisboa: Editoral Presença-Martins Fontes,

PROJETO SALA DE REDAÇÃO

PROJETO SALA DE REDAÇÃO PROJETO SALA DE REDAÇÃO Eliane Teresinha da Silva Acadêmica do Curso de Letras Português e Literaturas UAB Restinga Seca/UFSM Gláucia Josiele Cardoso Acadêmica do Curso de Letras Português e Literaturas

Leia mais

O SUJEITO-PROFESSOR E SUA INSCRIÇÃO APARENTE NO DISCURSO EDUCACIONAL VIGENTE Luzia Alves 1

O SUJEITO-PROFESSOR E SUA INSCRIÇÃO APARENTE NO DISCURSO EDUCACIONAL VIGENTE Luzia Alves 1 410 O SUJEITO-PROFESSOR E SUA INSCRIÇÃO APARENTE NO DISCURSO EDUCACIONAL VIGENTE Luzia Alves 1 RESUMO. O presente estudo se propõe a analisar num artigo, publicado em uma revista de grande circulação no

Leia mais

O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos. Luciana Aleva Cressoni. PPGPE/UFSCar

O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos. Luciana Aleva Cressoni. PPGPE/UFSCar O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos Luciana Aleva Cressoni PPGPE/UFSCar Depois de uma palavra dita. Às vezes, no próprio coração da palavra se reconhece o Silêncio. Clarice Lispector

Leia mais

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos

Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos LINGUAGEM E TRABALHO: UM OLHAR PERSPECTIVO SOBRE A SELEÇÃO DE PROFESSORES Fabio Sampaio de Almeida (UERJ) Maria Cristina Giorgi (Cefet-RJ) cristinagiorgi@terra.com.br INTRODUÇÃO Neste trabalho, temos como

Leia mais

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 (Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 Beatriz Maria ECKERT-HOFF 2 Doutoranda em Lingüística Aplicada/UNICAMP Este texto se insere no painel 04, intitulado Mises au point et perspectives à

Leia mais

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO

XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO XIII Encontro de Iniciação Científica IX Mostra de Pós-graduação 06 a 11 de outubro de 2008 BIODIVERSIDADE TECNOLOGIA DESENVOLVIMENTO MCH0181 HISTÓRIAS EM QUADRINHOS SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA BAKHTINIANA

Leia mais

AS REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DE ALUNOS DE LÍNGUA ESPANHOLA EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL

AS REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DE ALUNOS DE LÍNGUA ESPANHOLA EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL AS REPRESENTAÇÕES DISCURSIVAS DE ALUNOS DE LÍNGUA ESPANHOLA EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Élida Cristina de Carvalho Castilho 1 INTRODUÇÃO Indubitavelmente, questões sociais e econômicas sempre

Leia mais

VI Seminário de Iniciação Científica SóLetras - 2009 ISSN 1808-9216

VI Seminário de Iniciação Científica SóLetras - 2009 ISSN 1808-9216 O EMPREGO GRAMATICAL NO LIVRO DIDÁTICO Desiree Bueno TIBÚRCIO (G-UENP/campus Jac.) desiree_skotbu@hotmail.com Marilúcia dos Santos Domingos Striquer (orientadora-uenp/campus Jac.) marilucia.ss@uol.com.br

Leia mais

OS SENTIDOS DE ESCOLA: FORMAÇÕES DISCURSIVAS DE JOVENS E ADULTOS

OS SENTIDOS DE ESCOLA: FORMAÇÕES DISCURSIVAS DE JOVENS E ADULTOS Anais do 6º Encontro Celsul - Círculo de Estudos Lingüísticos do Sul OS SENTIDOS DE ESCOLA: FORMAÇÕES DISCURSIVAS DE JOVENS E ADULTOS Ana Paula MARTINS (Universidade Regional de Blumenau) ABSTRACT: Young

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 A MATERIALIZAÇÃO

Leia mais

(30h/a 02 créditos) Dissertação III (90h/a 06 Leituras preparatórias para a

(30h/a 02 créditos) Dissertação III (90h/a 06 Leituras preparatórias para a GRADE CURRICULAR DO MESTRADO EM LETRAS: LINGUAGEM E SOCIEDADE DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS 34 CRÉDITOS Teorias da Linguagem (60h/a 04 Teorias Sociológicas (60h/a 04 Metodologia da Pesquisa em Linguagem (30h/a

Leia mais

A prática como controle para produzir enquadramentos: uma reflexão sobre a formação continuada de professores baseada na metodologia de projetos.

A prática como controle para produzir enquadramentos: uma reflexão sobre a formação continuada de professores baseada na metodologia de projetos. A prática como controle para produzir enquadramentos: uma reflexão sobre a formação continuada de professores baseada na metodologia de projetos. Rita Maria Fonseca Matos Chagas Instituto de Letras e Lingüística

Leia mais

O uso dos gêneros textuais na alfabetização: crenças que norteiam a prática docente

O uso dos gêneros textuais na alfabetização: crenças que norteiam a prática docente O uso dos gêneros textuais na alfabetização: crenças que norteiam a prática docente BARCELOS-COELHO, Lenir de Jesus 155* BUENO, Ivonete 156** RESUMO: No contexto atual são patentes as dificuldades relacionadas

Leia mais

ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: que lugar é este?

ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: que lugar é este? Universidade do Sul de Santa Catarina UNISUL maria.schlickmann@unisul.br Palavras iniciais... As reflexões que apresento neste texto são um recorte de estudo que venho realizando na minha tese de doutorado.

Leia mais

RESUMO. Palavras-chaves: leitura; produção textual, conto. 1 INTRODUÇÃO

RESUMO. Palavras-chaves: leitura; produção textual, conto. 1 INTRODUÇÃO DE CONTO EM CONTO: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA DOCENTE Maria Helena Cunha de Andrade SILVA RESUMO Esse trabalho relata uma experiência de leitura e produção textual realizada no decorrer do ano letivo de

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO Disciplina: LINGUAGEM, DISCURSO E INSTITUIÇÕES DO SISTEMA Regente: Profa. Dra. Mônica da Silva Cruz Carga horária: 60h Número de créditos: 04 Semestre letivo: 2013.1 Datas: terças-feiras, das 14h30min

Leia mais

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA Maria Lúcia C. Neder Como já afirmamos anteriormente, no Texto-base, a produção, a seleção e a organização de textos para a EAD devem

Leia mais

FORMAÇÃO IDEOLÓGICA: O CONCEITO BASILAR E O AVANÇO DA TEORIA

FORMAÇÃO IDEOLÓGICA: O CONCEITO BASILAR E O AVANÇO DA TEORIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 FORMAÇÃO

Leia mais

Redação: critérios de correção dos exames da Fuvest, Unicamp, Unesp e Enem. FUVEST e UNESP

Redação: critérios de correção dos exames da Fuvest, Unicamp, Unesp e Enem. FUVEST e UNESP Singular-Anglo Vestibulares Professora Natália Sanches Redação: critérios de correção dos exames da Fuvest, Unicamp, Unesp e Enem. Retirado do site oficial do vestibular. FUVEST e UNESP Na correção, três

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES AUDIOVISUAIS NA PRODUÇÃO TEXTUAL DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO: UMA ANÁLISE INTERDISCIPLINAR

CONTRIBUIÇÕES AUDIOVISUAIS NA PRODUÇÃO TEXTUAL DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO: UMA ANÁLISE INTERDISCIPLINAR 1 CONTRIBUIÇÕES AUDIOVISUAIS NA PRODUÇÃO TEXTUAL DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO: UMA ANÁLISE INTERDISCIPLINAR Loraine Vidigal LISBOA Universidade Gama Filho loraine_vidigal@yahoo.com.br Resumo: O artigo apresenta

Leia mais

Aula8 HETEROGENEIDADE DISCURSIVA: OS MODOS DE REPRESENTAÇÃO DO OUTRO NO DISCURSO. Eugênio Pacelli Jerônimo Santos Flávia Ferreira da Silva

Aula8 HETEROGENEIDADE DISCURSIVA: OS MODOS DE REPRESENTAÇÃO DO OUTRO NO DISCURSO. Eugênio Pacelli Jerônimo Santos Flávia Ferreira da Silva Aula8 HETEROGENEIDADE DISCURSIVA: OS MODOS DE REPRESENTAÇÃO DO OUTRO NO DISCURSO META Discutir a heterogeneidade discursiva como constitutiva da linguagem. OBJETIVOS Ao final desta aula, o aluno deverá:

Leia mais

OPERADORES ARGUMENTATIVOS: AS MARCAS DE ARGUMENTAÇÃO NO GÊNERO NOTÍCIA ONLINE

OPERADORES ARGUMENTATIVOS: AS MARCAS DE ARGUMENTAÇÃO NO GÊNERO NOTÍCIA ONLINE 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 OPERADORES ARGUMENTATIVOS: AS MARCAS DE ARGUMENTAÇÃO NO GÊNERO NOTÍCIA ONLINE André William Alves de Assis 1 RESUMO: Como participantes do processo comunicativo,

Leia mais

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL: ELEMENTOS PARA DISCUSSÃO 1 Sandra M. Zákia L. Sousa 2 As demandas que começam a ser colocadas no âmbito dos sistemas públicos de ensino, em nível da educação básica, direcionadas

Leia mais

A POLÍTICA, AS RELAÇÕES DE PODER NA ESCOLA E A FORMAÇÃO PARA A CIDADANIA

A POLÍTICA, AS RELAÇÕES DE PODER NA ESCOLA E A FORMAÇÃO PARA A CIDADANIA A POLÍTICA, AS RELAÇÕES DE PODER NA ESCOLA E A FORMAÇÃO PARA A CIDADANIA Maria do Socorro da Cunha Pontifícia Universidade Católica do Paraná Resumo: A presente texto tem, como objetivo, tecer considerações

Leia mais

Resenha temática: do posicionamento autoral (papel de autor) à produção do gênero acadêmico

Resenha temática: do posicionamento autoral (papel de autor) à produção do gênero acadêmico Resenha temática: do posicionamento autoral (papel de autor) à produção do gênero acadêmico Eveline Mattos Tápias-Oliveira Vera Lúcia Batalha de Siqueira Renda Maria do Carmo Souza de Almeida Maria de

Leia mais

REPRESENTAÇÕES DOS SURDOS DE ALUNOS DA DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE LIBRAS

REPRESENTAÇÕES DOS SURDOS DE ALUNOS DA DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE LIBRAS REPRESENTAÇÕES DOS SURDOS DE ALUNOS DA DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE LIBRAS ANA RACHEL CARVALHO LEÃO Faculdade de Letras/Universidade Federal de Minas Gerais Av. Antônio Carlos, 6627 312070-901 Belo Horizonte

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: TECENDO RELAÇÕES COM O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: TECENDO RELAÇÕES COM O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: TECENDO RELAÇÕES COM O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE Marcia Aparecida Alferes 1 Resumo O presente texto pretende refletir sobre a definição dos conceitos de alfabetização e letramento,

Leia mais

Considerações finais

Considerações finais Considerações finais Nesta tese, analisei os discursos e as práticas que materializam a condição social das crianças, das professoras e da Educação Infantil no município de Belo Horizonte. Propus conhecer

Leia mais

A ESCRITA CRIATIVA: ESCREVENDO EM SALA DE AULA E PUBLICANDO NA WEB Solimar Patriota Silva (UNIGRANRIO) solimar.silva@unigranrio.edu.

A ESCRITA CRIATIVA: ESCREVENDO EM SALA DE AULA E PUBLICANDO NA WEB Solimar Patriota Silva (UNIGRANRIO) solimar.silva@unigranrio.edu. A ESCRITA CRIATIVA: ESCREVENDO EM SALA DE AULA E PUBLICANDO NA WEB Solimar Patriota Silva (UNIGRANRIO) solimar.silva@unigranrio.edu.br RESUMO O objetivo deste trabalho é apresentar algumas sugestões de

Leia mais

LETRAMENTO ACADÊMICO: BREVE ANÁLISE DOS CONFLITOS QUE EMERGEM NO USO DE RESENHAS POR PARTE DE ALUNOS INGRESSANTES NO DOMÍNIO ACADÊMICO

LETRAMENTO ACADÊMICO: BREVE ANÁLISE DOS CONFLITOS QUE EMERGEM NO USO DE RESENHAS POR PARTE DE ALUNOS INGRESSANTES NO DOMÍNIO ACADÊMICO LETRAMENTO ACADÊMICO: BREVE ANÁLISE DOS CONFLITOS QUE EMERGEM NO USO DE RESENHAS POR PARTE DE ALUNOS INGRESSANTES NO DOMÍNIO ACADÊMICO ELIANE FEITOZA OLIVEIRA (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS). Resumo

Leia mais

Uma perspectiva para compreender os gêneros discursivos: a Escola Norte-Americana

Uma perspectiva para compreender os gêneros discursivos: a Escola Norte-Americana Uma perspectiva para compreender os gêneros discursivos: a Escola Norte-Americana Lucas Piter Alves Costa 1 Por que estudar gêneros? Como estudá-los? Qual a importância que o domínio de seus estudos pode

Leia mais

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES NA PRÁTICA ESCRITA: Trabalhando com a redação do ENEM

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES NA PRÁTICA ESCRITA: Trabalhando com a redação do ENEM COMPETÊNCIAS E HABILIDADES NA PRÁTICA ESCRITA: Trabalhando com a redação do ENEM Mayara Myrthes Henriques Santos Universidade Estadual da Paraíba, mayara.mhs@gmail.com RESUMO: O processo de ensino e aprendizagem

Leia mais

FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PRÁTICAS BEM SUCEDIDAS: ANÁLISE PRELIMINAR DE EXPECTATIVAS REVELADAS

FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PRÁTICAS BEM SUCEDIDAS: ANÁLISE PRELIMINAR DE EXPECTATIVAS REVELADAS FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PRÁTICAS BEM SUCEDIDAS: ANÁLISE PRELIMINAR DE EXPECTATIVAS REVELADAS Resumo Diante do conhecimento de condições propiciadas no período de formação inicial de professores, faz-se

Leia mais

Palavras-chave: gêneros textuais, resenha crítica, ensino, leitura e produção textual

Palavras-chave: gêneros textuais, resenha crítica, ensino, leitura e produção textual RESENHA CRÍTICA NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: PRÁTICAS DE ANÁLISE E PRODUÇÃO DE TEXTOS Valdisnei Martins de CAMPOS Letras - CAC/UFG; valdis_martins@hotmail.com Erislane Rodrigues RIBEIRO Letras - CAC/UFG;

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO E O TRATAMENTO DOS GÊNEROS DISCURSIVOS NO ENSINO FUNDAMENTAL

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO E O TRATAMENTO DOS GÊNEROS DISCURSIVOS NO ENSINO FUNDAMENTAL 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO E O TRATAMENTO DOS GÊNEROS DISCURSIVOS NO ENSINO FUNDAMENTAL Tatiane Henrique Sousa Machado 1 RESUMO: O presente estudo de dedica-se

Leia mais

A Pesquisa Crítica de Colaboração- aspectos teóricos-metodológicos da pesquisa

A Pesquisa Crítica de Colaboração- aspectos teóricos-metodológicos da pesquisa O BRINCAR NO PROCESSO DE REFLEXÃO CRÍTICA ENTRE PESQUISADORAS E COORDENADORAS DE CRECHES Resumo ABREU, Maritza Dessupoio de 1 - UFJF GOMES, Lilian Marta Dalamura 2 - UFJF SCHAPPER, Ilka 3 - UFJF Grupo

Leia mais

CRENÇAS DISCENTES SOBRE A FORMAÇÃO EM LETRAS E A DOCÊNCIA EM LÍNGUA INGLESA

CRENÇAS DISCENTES SOBRE A FORMAÇÃO EM LETRAS E A DOCÊNCIA EM LÍNGUA INGLESA Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 761 CRENÇAS DISCENTES SOBRE A FORMAÇÃO EM LETRAS E A DOCÊNCIA EM LÍNGUA INGLESA Fabiana Gonçalves Monti 1, Sérgio

Leia mais

PROJETO DE EXTENSÃO EM DESENVOLVIMENTO: qual é o movimento do acadêmico?

PROJETO DE EXTENSÃO EM DESENVOLVIMENTO: qual é o movimento do acadêmico? PROJETO DE EXTENSÃO EM DESENVOLVIMENTO: qual é o movimento do acadêmico? Área Temática: Educação Denise Puglia Zanon 1 Kelly Cristina Ducatti-Silva 2 Palavras-chave: Formação de Professores, Docência,

Leia mais

O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental

O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental Rosangela Balmant; Universidade do Sagrado Coração de Jesus- Bauru-SP. rosangelabalmant@hotmail.com Gislaine Rossler

Leia mais

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ (IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ Resumo O presente trabalho objetiva apresentar uma pesquisa em andamento que

Leia mais

Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos*

Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos* Alfabetização e Letramento: caminhos e descaminhos* Magda Soares Doutora e livre-docente em Educação e professora titular emérita da Universidade Federal de Minas Gerais. Um olhar histórico sobre a alfabetização

Leia mais

AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E O ENSINO DA LÍNGUA MATERNA. Roberta da Silva 1. João Cabral de Melo Neto, Rios sem discurso.

AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E O ENSINO DA LÍNGUA MATERNA. Roberta da Silva 1. João Cabral de Melo Neto, Rios sem discurso. AS CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E O ENSINO DA LÍNGUA MATERNA Roberta da Silva 1 Quando um rio corta, corta-se de vez o discurso-rio de água que ele fazia; cortado, a água se quebra em pedaços, em poços de água,

Leia mais

Geyso D. Germinari Universidade Estadual do Centro-Oeste

Geyso D. Germinari Universidade Estadual do Centro-Oeste O ENSINO DE HISTÓRIA LOCAL E A FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA HISTÓRICA DE ALUNOS DO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA EXPERIÊNCIA COM A UNIDADE TEMÁTICA INVESTIGATIVA Geyso D. Germinari Universidade Estadual

Leia mais

ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA).

ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA). ANÁLISE DE COMPREENSÃO DE TEXTO ESCRITO EM LÍNGUA INGLESA COM BASE EM GÊNEROS (BIOGRAFIA). Alinne da Silva Rios Universidade do Sagrado Coração, Bauru/SP e-mail: alinnerios@hotmail.com Profa. Ms. Leila

Leia mais

O ENVOLVIMENTO DOS DOCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL COM OS LETRAMENTOS DIGITAIS 1

O ENVOLVIMENTO DOS DOCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL COM OS LETRAMENTOS DIGITAIS 1 O ENVOLVIMENTO DOS DOCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL COM OS LETRAMENTOS DIGITAIS 1 Bruno Ciavolella Universidade Estadual de Maringá RESUMO: Fundamentado na concepção dialógica de linguagem proposta pelo

Leia mais

A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1

A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1 A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1 Daiana Marques Sobrosa 2 1. Introdução Em 26 de março de 1991, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai assinaram o Tratado de Assunção

Leia mais

O Significado da Avaliação

O Significado da Avaliação 49 O Significado da Avaliação 1 INTRODUÇÃO Angela Maria Dal Piva Avaliar faz parte do ato educativo. Avalia-se para diagnosticar avanços e entraves, para interferir, agir, problematizar, e redefinir os

Leia mais

Palavras-chave: Leitura. Oralidade. (Re)escrita. Introdução

Palavras-chave: Leitura. Oralidade. (Re)escrita. Introdução 12. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA (X ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA OS TEXTOS

Leia mais

COLETÂNEA CONTINUA...

COLETÂNEA CONTINUA... Natal, 05 de abril de 2011 PROVA DE REDAÇÃO A prova de redação apresenta uma proposta de construção textual: uma CARTA ABERTA. Com a finalidade de auxiliá-lo(a) na compreensão prévia da temática em foco,

Leia mais

O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987)

O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987) O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987) Blanca de Souza Viera MORALES (UFRGS) Para Pêcheux e Gadet a lingüística não pode reduzir-se

Leia mais

Educação inclusiva para surdos: desmistificando pressupostos

Educação inclusiva para surdos: desmistificando pressupostos Educação inclusiva para surdos: desmistificando pressupostos Paula Botelho Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da UFMG. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação de Surdos (GEPES),

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

UTILIZAÇÃO DE REDAÇÕES COMO METODOLOGIA AVALIATIVA DE ESTUDANTES BRASILEIROS DO ENSINO MÉDIO DE QUÍMICA

UTILIZAÇÃO DE REDAÇÕES COMO METODOLOGIA AVALIATIVA DE ESTUDANTES BRASILEIROS DO ENSINO MÉDIO DE QUÍMICA IX CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE INVESTIGACIÓN EN DIDÁCTICA DE LAS CIENCIAS Girona, 9-12 de septiembre de 2013 COMUNICACIÓN UTILIZAÇÃO DE REDAÇÕES COMO METODOLOGIA AVALIATIVA DE ESTUDANTES BRASILEIROS DO

Leia mais

OS DESDOBRAMENTOS DE SENTIDOS PARA O IDOSO INSTITUCIONALIZADOS

OS DESDOBRAMENTOS DE SENTIDOS PARA O IDOSO INSTITUCIONALIZADOS OS DESDOBRAMENTOS DE SENTIDOS PARA O IDOSO INSTITUCIONALIZADOS Geralda Maria de Carvalho Zaidan Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP Introdução Este trabalho pretende constituir-se numa síntese da

Leia mais

1ª a 5ª série. (Pró-Letramento, fascículo 1 Capacidades Linguísticas: Alfabetização e Letramento, pág.18).

1ª a 5ª série. (Pró-Letramento, fascículo 1 Capacidades Linguísticas: Alfabetização e Letramento, pág.18). SUGESTÕES PARA O APROVEITAMENTO DO JORNAL ESCOLAR EM SALA DE AULA 1ª a 5ª série A cultura escrita diz respeito às ações, valores, procedimentos e instrumentos que constituem o mundo letrado. Esse processo

Leia mais

O TESTE PILOTO: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA E DIALÓGICA NA PESQUISA QUALITATIVA EM EDUCAÇÃO

O TESTE PILOTO: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA E DIALÓGICA NA PESQUISA QUALITATIVA EM EDUCAÇÃO O TESTE PILOTO: UMA POSSIBILIDADE METODOLÓGICA E DIALÓGICA NA PESQUISA QUALITATIVA EM EDUCAÇÃO Cristiane Lisandra Danna (FURB) crisdanna@gmail.com RESUMO O teste piloto é um momento em que o pesquisador

Leia mais

Cadernos do CNLF, Vol. XVII, Nº 04. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2013.

Cadernos do CNLF, Vol. XVII, Nº 04. Rio de Janeiro: CiFEFiL, 2013. 122 Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos LER, ESCREVER E REESCREVER NO ENSINO MÉDIO POR MEIO DOS CLÁSSICOS DA LITERATURA BRASILEIRA José Enildo Elias Bezerra (IFAP) enildoelias@yahoo.com.br

Leia mais

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Elisandra Aparecida Palaro 1 Neste trabalho analisamos o funcionamento discursivo de documentos do Instituto Federal de Educação, Ciência

Leia mais

CAPAS DA REVISTA NOVA ESCOLA: discursos sobre o Professor. Palavras chave: Análise do Discurso; Revista Nova Escola; Professor.

CAPAS DA REVISTA NOVA ESCOLA: discursos sobre o Professor. Palavras chave: Análise do Discurso; Revista Nova Escola; Professor. CAPAS DA REVISTA NOVA ESCOLA: discursos sobre o Professor Raimunda Gomes de Carvalho Belini Professora de Língua Portuguesa, Mestre em Linguística IFPI/UFPI RESUMO Trata-se de um estudo descritivo exploratório,

Leia mais

RESENHA PRIMEIRAS LETRAS, PRIMEIRA LEITURA: PRÁTICAS DE ALFABETIZADORES DE JOVENS E ADULTOS

RESENHA PRIMEIRAS LETRAS, PRIMEIRA LEITURA: PRÁTICAS DE ALFABETIZADORES DE JOVENS E ADULTOS RESENHA PRIMEIRAS LETRAS, PRIMEIRA LEITURA: PRÁTICAS DE ALFABETIZADORES DE JOVENS E ADULTOS CARVALHO, Marlene. Primeiras letras: alfabetização de jovens e adultos em espaços populares. São Paulo: Ática,

Leia mais

SALA/AMBIENTE DE LEITURA: DISCURSOS SOBRE A ATUAÇÃO DO PROFESSOR NO NOVO ESPAÇO *

SALA/AMBIENTE DE LEITURA: DISCURSOS SOBRE A ATUAÇÃO DO PROFESSOR NO NOVO ESPAÇO * 1 SALA/AMBIENTE DE LEITURA: DISCURSOS SOBRE A ATUAÇÃO DO PROFESSOR NO NOVO ESPAÇO * Denise Franciane Manfré Cordeiro Garcia (UNESP/São José do Rio Preto) Fernanda Correa Silveira Galli (UNESP/São José

Leia mais

DIETA DO SEXO - DISCURSOS SOBRE FEMININO/MASCULINO EM UMA PROPAGANDA DE PRESERVATIVOS: MEMÓRIA DISCURSIVA, INTERPRETAÇÃO E DESLIZAMENTO DE SENTIDOS

DIETA DO SEXO - DISCURSOS SOBRE FEMININO/MASCULINO EM UMA PROPAGANDA DE PRESERVATIVOS: MEMÓRIA DISCURSIVA, INTERPRETAÇÃO E DESLIZAMENTO DE SENTIDOS DIETA DO SEXO - DISCURSOS SOBRE FEMININO/MASCULINO EM UMA PROPAGANDA DE PRESERVATIVOS: MEMÓRIA DISCURSIVA, INTERPRETAÇÃO E DESLIZAMENTO DE SENTIDOS Verônica Rodrigues Times 1 Texto e Discurso: delimitando

Leia mais

Aprovação do curso e Autorização da oferta. PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO FIC Português para fins acadêmicos

Aprovação do curso e Autorização da oferta. PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO FIC Português para fins acadêmicos MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA CAMPUS GAROPABA Aprovação do curso e Autorização da oferta

Leia mais

7 Educação lingüística: uma proposta para o ensino de língua portuguesa

7 Educação lingüística: uma proposta para o ensino de língua portuguesa 7 Educação lingüística: uma proposta para o ensino de língua portuguesa As críticas ao ensino tradicional de língua portuguesa não são recentes. Nos anos trinta, Olavo Bilac já se posicionava contra o

Leia mais

UM ESTUDO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DO PROFESSOR DE INGLÊS DA CIDADE DE FAGUNDES - PB

UM ESTUDO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DO PROFESSOR DE INGLÊS DA CIDADE DE FAGUNDES - PB UM ESTUDO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DO PROFESSOR DE INGLÊS DA CIDADE DE FAGUNDES - PB 01. RESUMO Karla Rodrigues de Almeida Graduada em Letras pela UFCG e-mail: karlaalmeida.1@hotmail.com Izanete

Leia mais

Aprendizagem e ensino de produção de texto na escola: sujeitos em processos inter-relacionais LEIVA DE FIGUEIREDO VIANA LEAL

Aprendizagem e ensino de produção de texto na escola: sujeitos em processos inter-relacionais LEIVA DE FIGUEIREDO VIANA LEAL Aprendizagem e ensino de produção de texto na escola: sujeitos em processos inter-relacionais LEIVA DE FIGUEIREDO VIANA LEAL Agradecimento ao Ceale, em especial, no âmbito do programa PNAIC Renovo meus

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 LEITURA

Leia mais

OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010.

OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010. Resenha OLIVEIRA, Luciano Amaral. Coisas que todo professor de português precisa saber: a teoria na prática. São Paulo: 184 Parábola Editorial, 2010. Leticia Macedo Kaeser * leletrasufjf@gmail.com * Aluna

Leia mais

Camila Nunes LAWSON (Universidade Católica de Pelotas)

Camila Nunes LAWSON (Universidade Católica de Pelotas) A (RE)CONSTITUIÇÃO DAS IDENTIDADES DE UMA PROFESSORA PRÉ-SERVIÇO: UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE PROFESSORA ORIENTADORA E PROFESSORA ESTAGIÁRIA Camila Nunes LAWSON (Universidade Católica de Pelotas) ABSTRACT:

Leia mais

PRÁTICAS DE LEITURAS SIGNIFICATIVAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

PRÁTICAS DE LEITURAS SIGNIFICATIVAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL PRÁTICAS DE LEITURAS SIGNIFICATIVAS NOS ANOS INICIAIS Resumo DO ENSINO FUNDAMENTAL MARTINS, Esilda Cruz UEPG maria.esilda@hotmail.com Eixo Temático: Práticas e Estágios nas Licenciaturas. Agência Financiadora:

Leia mais

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PEDAGOGIA Disciplina: Comunicação e Expressão Ementa: A leitura como vínculo leitor/texto através do conhecimento veiculado pelo texto escrito. Interpretação:

Leia mais

SEMANA DO SARESP/SAEB

SEMANA DO SARESP/SAEB SEMANA DO SARESP/SAEB Coordenadoria de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional CIMA Departamento de Avaliação Educacional DAVED GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO em parceria com Coordenadoria de

Leia mais

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA

LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO CRIATIVA LEITURA EM LÍNGUA ESPANHOLA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPREENSÃO E EXPRESSÃO Instituto Federal Farroupilha Câmpus Santa Rosa ledomanski@gmail.com Introdução Ler no contexto mundial globalizado

Leia mais

A LEITURA NA VOZ DO PROFESSOR: O MOVIMENTO DOS SENTIDOS

A LEITURA NA VOZ DO PROFESSOR: O MOVIMENTO DOS SENTIDOS A LEITURA NA VOZ DO PROFESSOR: O MOVIMENTO DOS SENTIDOS Victória Junqueira Franco do Amaral -FFCLRP-USP Soraya Maria Romano Pacífico - FFCLRP-USP Para nosso trabalho foram coletadas 8 redações produzidas

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

organização, funcionamento, acompanhamento e avaliação

organização, funcionamento, acompanhamento e avaliação PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA EM MATO GROSSO: organização, funcionamento, acompanhamento e avaliação Cancionila Janzkovski Cardoso UFMT (Coordenadora Geral do PNAIC/MT) Objetivo Apresentar

Leia mais

APRENDER A LER PROBLEMAS EM MATEMÁTICA

APRENDER A LER PROBLEMAS EM MATEMÁTICA APRENDER A LER PROBLEMAS EM MATEMÁTICA Maria Ignez de Souza Vieira Diniz ignez@mathema.com.br Cristiane Akemi Ishihara crisakemi@mathema.com.br Cristiane Henriques Rodrigues Chica crischica@mathema.com.br

Leia mais

TEATRO NA EDUCAÇÃO: A CENA E O REPERTÓRIO

TEATRO NA EDUCAÇÃO: A CENA E O REPERTÓRIO TEATRO NA EDUCAÇÃO: A CENA E O REPERTÓRIO Patricia Neves de Almeida Programa de Pós-Graduação em Educação Universidade de Sorocaba (UNISO) patricia.almeida@prof.uniso.br Resumo: O presente texto refere-se

Leia mais

INFORMAÇÃO - PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA FRANCÊS

INFORMAÇÃO - PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA FRANCÊS INFORMAÇÃO - PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA FRANCÊS 2015 3.º CICLO DO ENSINO BÁSICO (Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho)» INTRODUÇÃO O presente documento visa divulgar as características da prova

Leia mais

ESCUTANDO DISCURSIVAMENTE A ESCRITA DE SUJEITOS ADOLESCENTES SOBRE QUESTÕES DE CORPO: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA

ESCUTANDO DISCURSIVAMENTE A ESCRITA DE SUJEITOS ADOLESCENTES SOBRE QUESTÕES DE CORPO: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA ESCUTANDO DISCURSIVAMENTE A ESCRITA DE SUJEITOS ADOLESCENTES SOBRE QUESTÕES DE CORPO: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA Rubens Prawucki (Centro Universitário - Católica de SC) 1- Iniciando as reflexões: O objetivo

Leia mais

NO MEU BAIRRO SE BRINCA DE...

NO MEU BAIRRO SE BRINCA DE... NO MEU BAIRRO SE BRINCA DE... Cintia Cristina de Castro Mello EMEF Alberto Santos Dummont RESUMO Este relato apresenta o trabalho desenvolvido no EMEF Alberto Santos Dumont, com as turmas 1ª e 3ª séries

Leia mais

AS FUNÇÕES DA INTERVENÇÃO EM CASOS DE INDISCIPLINA NA ESCOLA

AS FUNÇÕES DA INTERVENÇÃO EM CASOS DE INDISCIPLINA NA ESCOLA AS FUNÇÕES DA INTERVENÇÃO EM CASOS DE INDISCIPLINA NA ESCOLA GARCIA, Joe UTP joe@sul.com.br Eixo Temático: Violências nas Escolas Agência Financiadora: não contou com financiamento Resumo Este trabalho

Leia mais

A COMPREENSÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO EM UMA REDE DE INTER- RELAÇÕES: FRANQUIA ESCOLAR.

A COMPREENSÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO EM UMA REDE DE INTER- RELAÇÕES: FRANQUIA ESCOLAR. A COMPREENSÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO EM UMA REDE DE INTER- RELAÇÕES: FRANQUIA ESCOLAR. Jefferson Antonio do Prado, Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho Campus de Rio Claro SP. pradoj2000@yahoo.com.br

Leia mais

AS CONTRIBUIÇÕES DO SUJEITO PESQUISADOR NAS AULAS DE LEITURA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS ATRAVÉS DAS IMAGENS

AS CONTRIBUIÇÕES DO SUJEITO PESQUISADOR NAS AULAS DE LEITURA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS ATRAVÉS DAS IMAGENS AS CONTRIBUIÇÕES DO SUJEITO PESQUISADOR NAS AULAS DE LEITURA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS ATRAVÉS DAS IMAGENS INTRODUÇÃO Ângela Mª Leite Aires (UEPB) (angelamaryleite@gmail.com) Luciana Fernandes Nery (UEPB)

Leia mais

A INFORMAÇÃO E A FORMAÇÃO

A INFORMAÇÃO E A FORMAÇÃO A INFORMAÇÃO E A FORMAÇÃO BECK, Eliane Maria Cabral (UNIOESTE)² PALAVRAS-CHAVE: interpretação, interlocutor, contexto. Resumo: Pretende-se, com este trabalho, analisar a transmissão de informação expressa

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 MODERNA

Leia mais

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO

TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO TRANSPOSIÇÃO DIDÁTICA, INTERDISCIPLINARIDADE E CONTEXTUALIZAÇÃO Como já vimos, a proposta pedagógica é uma articuladora de intenções educativas onde se definem as competências, os conteúdos, os recursos

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO CAMPO CONCEITUAL MULTIPLICATIVO. Palavras-chave: Campo conceitual, Resolução de Problemas, Campo Multiplicativo (divisão).

RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO CAMPO CONCEITUAL MULTIPLICATIVO. Palavras-chave: Campo conceitual, Resolução de Problemas, Campo Multiplicativo (divisão). RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO CAMPO CONCEITUAL MULTIPLICATIVO Rosemeire Roberta de Lima (UFAL) rose.ufal@yahoo.com.br RESUMO Trata-se de estudo bibliográfico para discutir a Teoria dos Campos Conceituais de

Leia mais

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA DE INGLÊS DURANTE O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO

ATIVIDADES PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA DE INGLÊS DURANTE O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO ATIVIDADES PEDAGÓGICAS EM SALA DE AULA DE INGLÊS DURANTE O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO Silvana Laurenço Lima 1 Deise Nanci de Castro Mesquita 2 RESUMO: O objetivo desta comunicação é apresentar e discutir

Leia mais

A Formação do Leitor no Contexto da Instituição Escolar. Palavras chave: leitura-leitor-texto-ensino-aprendizagem. Considerações Iniciais

A Formação do Leitor no Contexto da Instituição Escolar. Palavras chave: leitura-leitor-texto-ensino-aprendizagem. Considerações Iniciais A Formação do Leitor no Contexto da Instituição Escolar Palavras chave: leitura-leitor-texto-ensino-aprendizagem Considerações Iniciais Este artigo trata da formação do leitor-proficiente: aquele que,

Leia mais

IMAGEM TÉCNICA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS: DESAFIOS METODOLÓGICOS

IMAGEM TÉCNICA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS: DESAFIOS METODOLÓGICOS IMAGEM TÉCNICA, PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADE E PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS: DESAFIOS METODOLÓGICOS Aluno: Lucas Boscacci Pereira Lima da Silva Orientadora: Solange Jobim e Souza Introdução Câmera como Instrumento

Leia mais

SABERES BIOGRÁFICOS E SABERES DOCENTES: A DIMENSÃO HEURÍSTICA E AUTOPOIÉTICA NAS NARRATIVAS DE PROFESSORAS ALFABETIZADORAS

SABERES BIOGRÁFICOS E SABERES DOCENTES: A DIMENSÃO HEURÍSTICA E AUTOPOIÉTICA NAS NARRATIVAS DE PROFESSORAS ALFABETIZADORAS SABERES BIOGRÁFICOS E SABERES DOCENTES: A DIMENSÃO HEURÍSTICA E AUTOPOIÉTICA NAS NARRATIVAS DE PROFESSORAS ALFABETIZADORAS Maximiano Martins de Meireles /UEFS 1 maxymuus@hotmail.com 1 APROXIMAÇÕES INICIAIS

Leia mais

Palavras-chave: Formação de professores; Justificativas biológicas; Dificuldades de escolarização

Palavras-chave: Formação de professores; Justificativas biológicas; Dificuldades de escolarização OS MECANISMOS DE ATUALIZAÇÃO DAS EXPLICAÇÕES BIOLÓGICAS PARA JUSTIFICAR AS DIFICULDADES NO PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO: ANÁLISE DO PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO LETRA E VIDA Cristiane Monteiro da Silva 1 ; Aline

Leia mais

PLANO DE CURSO REFERENCIAL LÍNGUA PORTUGUESA/GESTAR 6ª SÉRIE (7º ANO)

PLANO DE CURSO REFERENCIAL LÍNGUA PORTUGUESA/GESTAR 6ª SÉRIE (7º ANO) PLANO DE CURSO REFERENCIAL LÍNGUA PORTUGUESA/GESTAR 6ª SÉRIE (7º ANO) Processo Avaliativo Unidade Didática PRIMEIRA UNIDADE Competências e Habilidades Aperfeiçoar a escuta de textos orais - Reconhecer

Leia mais

êneros TExTUAIS NO ENSINO-APRENDIzAGEM E NA FORMAçÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUAS NA PERSPECTIVA INTERACIONISTA SOCIODISCURSIVA

êneros TExTUAIS NO ENSINO-APRENDIzAGEM E NA FORMAçÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUAS NA PERSPECTIVA INTERACIONISTA SOCIODISCURSIVA G êneros TExTUAIS NO ENSINO-APRENDIzAGEM E NA FORMAçÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUAS NA PERSPECTIVA INTERACIONISTA SOCIODISCURSIVA VERA LÚCIA LOPES CRISTOVÃO G êneros TExTUAIS NO ENSINO-APRENDIzAGEM E NA FORMAçÃO

Leia mais

DIFICULDADES DE LEITURA E ESCRITA: REFLEXÕES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DO PIBID

DIFICULDADES DE LEITURA E ESCRITA: REFLEXÕES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DO PIBID DIFICULDADES DE LEITURA E ESCRITA: REFLEXÕES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DO PIBID BARROS, Raquel Pirangi. SANTOS, Ana Maria Felipe. SOUZA, Edilene Marinho de. MATA, Luana da Mata.. VALE, Elisabete Carlos do.

Leia mais

GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO DE LÍNGUA INGLESA: UM BREVE ESTUDO

GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO DE LÍNGUA INGLESA: UM BREVE ESTUDO GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO DE LÍNGUA INGLESA: UM BREVE ESTUDO Analine Bueno Scarcela Cuva Faculdade da Alta Paulista, Tupã/SP e-mail: analine.bueno@gmail.com Pôster Pesquisa Concluída Introdução Toda disciplina

Leia mais

mostrar os limites que o modo dicotomizado da ciência moderna coloca às definições desenvolvidas.

mostrar os limites que o modo dicotomizado da ciência moderna coloca às definições desenvolvidas. TROCAS NA INTERNET COM ESPAÇOSTEMPOS CURRICULARES CALDAS, Alessandra da Costa Barbosa Nunes UERJ ANDRADE, Nivea Maria da Silva UERJ CORDEIRO, Rosangela Lannes Couto UERJ GT-12: Currículo Agência Financiadora:

Leia mais