Aula 05 Curso: Direito Tributário p/ ICMS RJ Professoras: Aline Martins e Juliana Migowski

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1 Aula 05 Curso: Direito Tributário p/ ICMS RJ Professoras: Aline Martins e Juliana Migowski

2 Aula 05 Hipótese de incidência tributária. Obrigação Tributária: principal e acessória. Fato Gerador. Base de cálculo. Alíquota. Sujeito ativo. Sujeito passivo: contribuinte e responsável. Domicílio Tributário. Assunto Página 1- Hipótese de incidência tributária Fato Gerador, Base de Cálculo e Alíquota Obrigação Tributária: Principal e Acessória Questões Comentadas Lista de Exercícios Gabaritos 58 Olá, amigos! Hoje vocês estão dando mais um passo rumo à tão sonhada classificação no concurso para Auditor Fiscal! A cada novo conhecimento que adquirem, a conquista fica mais próxima. Por isso, estudem com entusiasmo e garra. Unam seus sonhos com disciplina e, certamente, serão pessoas realizadas. Estudaremos hoje as três primeiras etapas da constituição da relação jurídico-tributária, que ocorre de acordo com a seguinte sequência: Hipótese de Incidência Fato Gerador Obrigação Tributária Crédito Tributário A hipótese de incidência é uma abstração, prevista em lei, que ao se concretizar (fato gerador) enseja o nascimento da obrigação tributária, a ser exigida após a constituição do crédito tributário. Tenha uma boa aula! Aline Martins e Juliana Migowski Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim. (Charles Chaplin) Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 2 de 58

3 1 Hipótese de incidência tributária Também conhecida como fato gerador em sentido abstrato, trata-se da hipótese, prevista em lei, como pressuposto para o nascimento da obrigação tributária. Em outras palavras, é a descrição legal do fato que, quando observado no mundo real, dá origem ao fato gerador. Aqui temos uma boa pegadinha! Conforme a doutrina, o CTN apresenta uma imprecisão no art Vejamos o teor do artigo: fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. Conforme vimos no parágrafo anterior, ocorre que a previsão abstrata deve ser denominada hipótese (e não fato gerador), em virtude de se referir a algo que pode vir a ocorrer no mundo, tendo como consequência a incidência tributária. Daí se origina a terminologia hipótese de incidência. Nas questões, você deve estar atento à terminologia adotada pela banca. Normalmente é seguida a terminologia do CTN, sendo denominado de fato gerador tanto a hipótese de incidência (fato gerador em abstrato) como o fato imponível (fato gerador em concreto). Contudo, em várias questões, a banca prefere fazer a distinção estabelecida pela doutrina. Veja como isso já foi cobrado: (FCC/Agente Técnico Legislativo AL SP/2010) A situação definida em lei como necessária e suficiente à ocorrência da obrigação tributária principal é denominada a) fato imponível. b) hipótese de incidência. c) lançamento. d) crédito tributário. e) fato gerador in concreto. Enquanto ainda não verificada a situação no mundo dos fatos, há apenas a chamada hipótese de incidência, que é o fato gerador in abstrato. Ocorrendo no mundo real a situação prevista na lei, teremos o fato gerador in concreto. Salientamos que as expressões fato imponível e fato gerador in concreto (presentes nas letras A e E) são sinônimas, como veremos no tópico 2, abaixo. Gabarito: B De acordo com a doutrina, a hipótese de incidência compõe-se de quatro aspectos: Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 3 de 58

4 Aspecto MATERIAL Situação ou ação ensejadora da tributação Local Aspecto ESPACIAL HIPÓTESES DE INCIDÊNCIA Aspecto TEMPORAL Momento do FG Característica de quem realiza Aspecto SUBJETIVO O aspecto material refere-se à situação ou ação ensejadora da tributação; o temporal define o momento de ocorrência do fato gerador; o aspecto subjetivo, quando descrito, estabelece as características de quem a realiza; o espacial, seu local. 2 Fato Gerador, Base de Cálculo e Alíquota Em sentido concreto, o fato gerador refere-se ao evento que gera a obrigação de pagamento de tributo. Ocorre o fato gerador quando temos a subsunção do fato à norma, ou seja, o evento ocorrido no mundo real está previsto como hipótese de incidência. É o caso da venda realizada por um comerciante, fato gerador do ICMS. Ou da doação de bem imóvel, fato gerador do ITCMD. No momento em que ocorre o que prevê a norma, adequando-se o abstrato ao real, temos um acontecimento chamado de fato imponível ou fato gerador in concreto. Após a ocorrência do fato imponível, temos a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, e o consequente surgimento desta. Em termos gráficos: Hipótese de incidência prevista em lei Fato gerador in concreto Obrigação Tributária Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 4 de 58

5 A doutrina costuma estabelecer a seguinte classificação dos fatos geradores: Instantâneo Constituído por um EVENTO SINGULAR, pela prática de um simples ato. Inicia-se e completa-se no mesmo instante. Ex: FG do ICMS Fato Gerador (FG) Periódico (complexo) Constituído por VÁRIOS EVENTOS, que ocorrem ao longo de um determinado período. Lei define momento em que FG se completa. Ex: FG do IR. Continuado Constituído por um estado de direito ou de fato que permanece ao longo do tempo. Não é evento ou conjunto de eventos. Ex: impostos sobre a propriedade, como o FG do IPVA. De acordo com o art. 118 do CTN, a definição legal do fato gerador é interpretada ABSTRAINDO-SE A VALIDADE JURÍDICA dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Segundo o Código Civil, ato jurídico válido deve, cumulativamente, ser praticado por agente capaz, ter objeto lícito e utilizar-se de forma adequada. Ou seja, o CTN estabelece que não importa ter sido o fato gerador praticado por menor de idade (agente incapaz); ter surgido em razão de ato ilícito, como venda de entorpecentes; ou realizado por meio de forma proibida por lei. Nada disso afetará a ocorrência do fato gerador. CUIDADO!!! Relembrando uma observação feita quando do estudo da definição de tributo: no caso de fatos geradores que ocorrerem em meio a atos ilícitos, tal como ocorre no jogo do bicho, o tributo Imposto de Renda será devido (a cobrança ocorre não em consequência do ato ilícito praticado, mas sim em função do acontecimento do fato gerador obtenção de rendimentos). A doutrina denomina essa possibilidade como princípio do pecunia non olet, que significa o dinheiro não cheira. Quanto ao momento de ocorrência do fato gerador, o CTN estabelece no art. 116 que se considera ocorrido o fato gerador e existentes seus efeitos, tratando-se de: SITUAÇÃO DE FATO SITUAÇÃO JURÍDICA Desde que se verifiquem as circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios Desde o momento em que esteja definitivamente constituída, nos termos de direito aplicável Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 5 de 58

6 Atenção! Decore as informações acima! As questões costumam embolar o conteúdo dos dois incisos. Entenda que situação de fato é aquela que não possui relevância jurídica em si, exceto pelo fato de ter sido prevista como hipótese de incidência. É o caso da mera movimentação de mercadoria, que só possui relevância jurídica por ser fato gerador do ICMS. Já a situação jurídica é aquela que possui relevância jurídica intrínseca, isto é, independentemente de ter sido eleita como hipótese de incidência, caso da doação de bens, venda de imóveis, etc Fato gerador sob condição Nos negócios jurídicos, as partes têm a possibilidade de subordinar o efeito do negócio a uma condição. De acordo com o art. 121 do Código Civil, condição é cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto. A condição pode ser de dois tipos: SUSPENSIVA Negócio jurídico não produz efeitos enquanto a condição não se implementar RESOLUTIVA Negócio jurídico reputa-se perfeito desde sua celebração. Implemento da condição desfaz seus efeitos, contudo, NÃO desconstitui a obrigação tributária e não implica devolução do tributo pago, nem acarreta dispensa do pagamento, caso ainda não efetuado As condições suspensivas são aquelas que suspendem a eficácia do negócio jurídico, sendo que a eficácia somente ocorrerá com o implemento da condição no mundo dos fatos. Exemplo: um pai promete a seu genro a doação de uma casa para a residência do casal, quando o casamento ocorrer. Nesse caso, temos um evento futuro e incerto (o casamento), suspendendo a eficácia do negócio jurídico celebrado (doação). Já as condições resolutórias são aquelas que se verificam desde o momento da prática do ato ou da celebração do negócio, podendo ser desfeita posteriormente em razão do implemento da condição. Nesse caso, o implemento tem por efeito resolver (desmanchar, desfazer, dissolver) o negócio jurídico que foi celebrado. Exemplo: Um pai doa à sua filha e a seu genro uma casa para residência do casal, colocando no contrato de doação uma cláusula de que, se o casal se divorciar, a casa voltará a ser do pai. Nesse caso, a ocorrência do divórcio é algo que, se verificado, resolve um negócio jurídico que já era perfeito e acabado (doação). Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 6 de 58

7 (FGV/ICMS RJ/2011) Para a determinação do momento de ocorrência do fato gerador, no caso de negócio jurídico sujeito a condição resolutiva, este se considera perfeito e acabado a) desde o momento do implemento da condição. b) desde o momento da prática do ato ou da celebração do negócio. c) a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao implemento da condição, por obediência ao princípio da anterioridade. d) nos negócios entabulados a prazo, na última parcela paga. e) em nenhum momento, pois, em direito tributário, não se pode falar em condição resolutória. Questão simples, resolvida com a literalidade do art. 117, II, do CTN. Gabarito: B 2.2. Evasão, Elisão e Elusão Tributária As bancas costumam fazer pegadinhas com esses três conceitos, que consistem em meios diversos que os contribuintes se utilizam para fugir da tributação. Vejamos primeiro a evasão e a elisão: EVASÃO FISCAL * Economia ilícita de tributos * Contribuinte tenta esconder ou camuflar fato gerador a fim de evitar o pagamento total ou parcial do tributo devido * Ex: omissão de informações, falsas declarações ELISÃO FISCAL * Economia lícita de tributos (planejamento tributário) * Contribuinte tenta evitar a ocorrência do fato gerador ou diminuir peso da carga tributária * Ex: escolha entre modelos completo e simplificado de declaração do IR A fronteira entre evasão e elisão fiscal nem sempre é muito clara. Alguns estudiosos tentam estabelecer a diferença entre as duas condutas de acordo com o momento de sua prática: a evasão acontece, em regra, depois da ocorrência do fato gerador e a elisão, antes. Contudo, nem sempre é assim. Veja que ao fazer a declaração de Imposto de Renda, o que acontece depois da ocorrência do fato gerador do tributo, você pode escolher entre o modelo simplificado e o modelo completo. Ao escolher o modelo pelo qual pagará menos imposto, você estará praticando elisão fiscal. Por fim, temos também a chamada elusão fiscal (ou elisão ineficaz, ilícita, abusiva). Nesses casos, o contribuinte simula determinado negócio Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 7 de 58

8 jurídico com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador. Trata-se de um ardil em que o sujeito passivo aproveita dos institutos jurídicos presentes no ordenamento. Nesses casos, a conduta do contribuinte não é formalmente ilícita, mas com abuso de forma jurídica, adotando um formato artificioso, atípico para o ato que está sendo praticado, podendo ocorrer antes ou depois da ocorrência do fato gerador. O CTN (art. 116, parágrafo único) traz uma importante disposição conhecida como cláusula geral antielisiva: a autoridade administrativa PODERÁ DESCONSIDERAR atos ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de DISSIMULAR a ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei ordinária. Vejamos importantes observações sobre o art. 116 do CTN: Apesar da denominação norma geral antielisão, a doutrina esclarece que o objetivo dessa norma é evitar a elusão fiscal (elisão ineficaz). Perceba que a autoridade administrativa é competente para desconsiderar determinados negócios jurídicos, mas não para desconstituí-los. Assim, o negócio celebrado entre as partes continua eficaz, mas a autoridade o desconsidera apenas para fins de cobrança do tributo e penalidade devidos. Para que a autoridade administrativa possa pôr em prática a denominada norma geral antielisão fiscal, é necessário que o dispositivo tenha regulamentação em lei ordinária dos procedimentos a serem observados Base de Cálculo e Alíquotas Acerca desse tópico, a principal informação que você deve guardar é a regra do art. 97 do CTN de que somente a lei pode estabelecer a fixação de alíquota de tributo e da sua base de cálculo, ressalvadas as exceções ao princípio da legalidade (estudadas na aula 01): INSTITUIR, MAJORAR e REDUZIR tributos somente mediante lei. Exceções: ALÍQUOTAS Alteração: II, IE, IOF, IPI Definição: ICMS monofásico sobre combustíveis Redução e restabelecimento: CIDE-Combustíveis Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 8 de 58

9 Existem dois tipos de alíquotas: as alíquotas ad valorem e as alíquotas específicas. Vejamos cada uma delas: (1) Alíquotas ad valorem: incidem proporcionalmente ao valor da transação ou operação tributada (valor do bem, da renda, do negócio jurídico, etc). Em termos práticos, é um percentual a ser multiplicado pela base de cálculo (que é uma grandeza especificada em moeda corrente) para a obtenção do montante do tributo a ser pago. (2) Alíquotas específicas: são aquelas definidas em função das características do objeto transacionado, como o peso, volume, unidades, tamanho, etc. Exemplos: reais por metro, tonelada, litro ou qualquer outra unidade de medida do produto. 3 Obrigação Tributária: principal e acessória (art. 113 a 115, CTN) OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL ACESSÓRIA * Decorre de lei * Surge com a ocorrência do fato gerador *Tem por objeto PAGAMENTO de tributo ou penalidade pecuniária (obrigação de dar) *Extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente *FG é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência *Decorre da LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA *Tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos *Pelo simples fato de sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária *Ex: emitir notas fiscais, escriturar livros *FG é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou abstenção de ato que não configure obrigação principal Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 9 de 58

10 O art. 113 do CTN determina que a obrigação tributária pode ser principal ou acessória. A maior diferença entre elas está no caráter pecuniário da primeira, pois a obrigação acessória é mero dever burocrático com a finalidade de facilitar a fiscalização do cumprimento da obrigação principal. Contudo, o descumprimento de um dever como o de entregar declaração de imposto de renda pode gerar a obrigação de pagamento de multa, razão pela qual o CTN afirma que a obrigação acessória pode converter-se em obrigação principal em razão de sua inobservância. É importante destacar que há autonomia entre as obrigações principal e acessória. As situações que dão ensejo a elas podem ser diferentes. Pode haver dispensa de pagamento do tributo e, ainda, assim, manter-se a exigência de cumprimento das obrigações acessórias. Existem inúmeros casos em que a entidade possui obrigação acessória, sem possuir obrigação principal Sujeito Ativo e Passivo (art. 119 a 123, CTN) A obrigação tributária é uma relação jurídica que se estabelece entre os sujeitos ativo e passivo. SUJEITO ATIVO SUJEITO PASSIVO Pessoa Jurídica de Direito Público titular da competência para exigir seu cumprimento (detentora da capacidade tributária ativa) Salvo disposição de lei em contrário, a pessoa jurídica de direito público que se constituir pelo desmembramento territorial de outra, subroga-se nos direitos desta, cuja legislação tributária aplicará até que entre em vigor a sua própria. Obrigação Principal: Pessoa obrigada ao pagamento do tributo ou penalidade pecuniária Obrigação Acessória: Pessoa obrigada às prestações que constituam seu objeto Contribuinte relação pessoal e direta com o fato gerador Responsável sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei Conforme a literalidade do CTN, portanto, apenas as pessoas jurídicas de direito público podem figurar como sujeito ativo e possuir capacidade tributária ativa. Entretanto, o STJ já se manifestou no sentido de que a delegação da capacidade tributária ativa muda o sujeito ativo do tributo. Nesse sentido, parte da doutrina divide o gênero sujeito ativo em duas espécies: Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 10 de 58

11 (1) Sujeito ativo direto: são os entes federativos dotados da competência tributária conferida pela CF (U, E, DF e M). (2) Sujeito ativo indireto: são todas as entidades que receberem a delegação da chamada capacidade tributária, podendo proceder à fiscalização e à arrecadação de tributos de competência do ente delegante. Exemplo: CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), autarquia responsável pela fiscalização e arrecadação das contribuições relativas ao exercício da profissão por eles representadas. De acordo com o art. 120 do CTN, salvo disposição de lei em contrário, caso haja o desmembramento de um território, como a formação de um novo município, será aplicada a legislação tributária do ente a que pertencia a pessoa jurídica até que sejam editadas suas leis próprias. Contudo, as receitas arrecadadas serão de titularidade do novo ente formado, pois a nova pessoa jurídica subroga-se nos direitos da anterior. A respeito do sujeito passivo, muito importante compreender a diferença entre contribuinte e responsável. O primeiro tem relação pessoal e direta com o fato gerador, ou seja, é aquele que oferece concretude à hipótese de incidência faz circular mercadoria, obtém renda, tem a propriedade de um imóvel urbano, etc. O segundo tem o dever de pagar previsto em lei sem ter realizado diretamente o fato gerador, embora tenha com ele algum grau de vinculação (art. 128 do CTN). Exemplo típico é o do empregador responsável pelo recolhimento do Imposto de Renda retido na fonte, situação na qual o contribuinte é o trabalhador. Determina o art. 123 do CTN, que, salvo disposição de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes. Em termos práticos, nenhum acordo particular será aceito pelo fisco, visando alterar a titularidade legal do sujeito passivo. Exemplo: o contribuinte definido pela lei para o IPTU é o proprietário. Entretanto, em um contrato de locação de imóvel, pode ser acordado que o inquilino tenha essa atribuição. Ocorre que, caso este não venha a cumprir o acordado, o Fisco, ao verificar valores de IPTU em aberto, irá cobrá-los do proprietário do imóvel (contribuinte na lei), e não do inquilino. (FCC/Procurador - AL PB/2013) Com relação ao aspecto pessoal das obrigações tributárias é correto afirmar: a) Sujeito passivo da obrigação tributária é a pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o seu cumprimento. b) Sujeito ativo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam seu objeto. Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 11 de 58

12 c) Sujeito ativo da obrigação tributária é a pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o seu cumprimento. d) Sujeito ativo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento do tributo. e) Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada ao pagamento da penalidade. Alternativa A: Sujeito passivo ativo da obrigação tributária é a pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o seu cumprimento Alternativa B: Sujeito ativo passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam seu objeto. Alternativa C: Correta, conforme art. 119 do CTN. Alternativa D: Sujeito ativo passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento do tributo. Alternativa E: Sujeito passivo da obrigação acessória principal é a pessoa obrigada ao pagamento da penalidade. Gabarito: C 3.2. Solidariedade (art. 124 a 125, CTN) De acordo com o Direito Privado, solidariedade ativa ocorre quando há mais de um credor para uma mesma dívida. Já, na solidariedade passiva, há mais de um devedor e toda a dívida pode ser cobrada de qualquer um deles. A solidariedade ativa não ocorre, em regra, no Direito Tributário, pois o sujeito ativo será somente aquele detentor da competência para instituir o tributo ou quem tiver recebido a delegação da capacidade tributária ativa. Situação excepcional acontece em relação aos tributos incluídos no Simples Nacional, pois sua exigência na fase administrativa é feita concorrentemente pelas Fazendas Públicas interessadas. Assim, podemos dizer que a solidariedade tributária é a situação em que mais de uma pessoa pode ser requisitada pelo Fisco para cumprir uma mesma obrigação tributária principal. Vejamos as disposições do CTN a respeito da solidariedade. Perceba que, nos três últimos retângulos do esquema abaixo, há a expressão SDC, significando salvo disposição de lei em contrário. Isso denota que esses três efeitos da solidariedade (previstos no art. 124 do CTN) podem ser afastados por lei. Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 12 de 58

13 Acontece com pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal ou quando expressamente designado em lei Não comporta benefício de ordem SOLIDARIEDADE PASSIVA SDC, o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais SDC, a isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, salvo se outorgada pessoalmente a um deles (subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais pelo saldo) SDC, a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou prejudica os demais Acontece com pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal ou quando expressamente designado em lei Conforme a doutrina, no caso de interesse comum, tem-se a solidariedade natural (de fato). Exemplo de solidários naturais: duas pessoas que possuem, em conjunto, um imóvel. Como ambos são proprietários do imóvel, ambos são solidariamente responsáveis pelo pagamento do IPTU devido. No caso expressamente designado em lei, tem-se a solidariedade legal (de direito). Exemplos de solidários legais: em se tratando de IPVA, é comum as leis estaduais determinarem que são solidariamente responsáveis pelo pagamento do imposto tanto o adquirente quanto o alienante de veículo, no caso de uma operação de compra e venda de veículos usados. Assim, a solidariedade de direito refere-se aos casos previstos nas leis tributárias específicas dos respectivos tributos. Não comporta benefício de ordem Benefício de ordem é o direito de se exigir que a cobrança da dívida ocorra com observância de uma sequência (ordem). Isso não ocorre quando está presente a solidariedade. Nesta, o credor pode cobrar integralmente a dívida de qualquer dos devedores, sem necessidade de respeitar qualquer tipo de ordem. Em termos práticos, o Fisco, verificando a ausência de pagamento de tributo e havendo mais de uma pessoa obrigadas ao pagamento de maneira solidária, poderá escolher qualquer um deles e exigir o pagamento a totalidade do tributo devido. Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 13 de 58

14 Curso: Direito Tributário p/ ICMS RJ SDC, o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais Se qualquer um dos devedores efetuar o pagamento integral da dívida, a obrigação tributária será extinta e nada mais poderá ser cobrado dos demais devedores. Já no caso de pagamento parcial, vejamos um exemplo: se algum dos devedores efetuar o pagamento parcial de R$ 200,00, por considerar que esta é sua parte da dívida, o saldo devedor restante ficará reduzido em R$ 200,00, e todos (incluindo aquele que pagou o que considerava ser sua parte) permanecerão obrigados ao saldo devedor restante. SDC, a isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, salvo se outorgada pessoalmente a um deles (subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais pelo saldo) Isenção e remissão são benefícios fiscais de dispensa de pagamento do tributo devido (estudaremos esse assunto adiante). Em geral, nos casos de solidariedade passiva, a exoneração beneficiará a todos os devedores, exceto se concedida em caráter individual quando lei estabelece a desoneração de forma subjetiva, em razão de características pessoais de determinados contribuintes. SDC, a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou prejudica os demais Há dois casos em que ocorre prescrição após determinado prazo (estudaremos prescrição mais adiante). Existem situações que ensejam a interrupção desse prazo, que voltará a ser contado do zero, sem que se considere o tempo já transcorrido. De acordo com o CTN, os eventos interruptivos operam efeitos contra todos os devedores solidários. Vejamos cada uma das situações: (1) A primeira refere-se ao prazo que a Fazenda Pública possui para ajuizar ação judicial de execução contra o sujeito passivo caso este não efetue o pagamento do crédito tributário (estudaremos esse assunto adiante). Nesse caso, a interrupção do prazo prescricional favorece a Fazenda pública e prejudica os credores. (2) O segundo tipo de prescrição consiste no prazo, que, se consumado, implicará a extinção da possibilidade de o contribuinte que pagou tributo indevido, ou maior que o devido, ajuizar a ação anulatória contra a decisão que denegar pedido administrativo de restituição. Nessa situação, a interrupção do prazo prescricional prejudica a Fazenda pública e favorece os credores. Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 14 de 58

15 (FCC/ISS SP/2007) Em relação à solidariedade tributária, o pagamento efetuado por um dos obrigados a) só aproveita aos demais, se houver expressa previsão legal. b) só aproveita aos demais, se houver expressa previsão em decreto regulamentar. c) sempre aproveita aos demais. d) aproveita aos demais, salvo disposição de lei em contrário. e) aproveita aos demais, salvo disposição da legislação tributária. Salvo disposição de lei em contrário, o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais (art. 125 do CTN). Gabarito: D 3.3. Capacidade Tributária Passiva (art. 126, CTN) Significa a aptidão para ser sujeito passivo da obrigação tributária, seja como contribuinte ou como responsável. O CTN determina que é suficiente que a lei tributária assim o defina e que ocorra o fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes as regras do direito civil sobre capacidade. Vejamos as disposições do CTN: A capacidade tributária passiva INDEPENDE da capacidade civil das pessoas naturais de a pessoa natural estar sujeita a medidas que importem privação ou limitação do exercício de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da administração direta de seus bens e negócios de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, bastando que configure uma unidade econômica ou profissional Crianças, pessoas com discernimento reduzido, pródigos e outros incapazes segundo o Código Civil poderão ser contribuintes Se a atividade é exercida, ainda que seja proibida ou restrita, os tributos a ela relativos são devidos Mesmo que uma atividade econômica ou profissional esteja sendo realizada sem o devido registro, haverá a sujeição passiva 3.4. Domicílio Tributário (art. 127, CTN) Trata-se do local em que o sujeito passivo deverá cumprir suas obrigações fiscais. De acordo com o CTN, será definido da seguinte forma: Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 15 de 58

16 Regra Geral Sujeito Passivo pode escolher (domicílio de livre eleição) Na falta de eleição Curso: Direito Tributário p/ ICMS RJ Se a autoridade recusar domicílio eleito em razão de dificuldades à arrecadação / fiscalização Lugar da situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação Quando não couber a aplicação dessas regras I Pessoas Naturais: residência habitual, ou, sendo esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua atividade II - Pessoas Jurídicas de Direito Privado ou firmas individuais: lugar de sua sede, ou, em relação aos atos e fatos que derem origem à obrigação, o de cada estabelecimento III - Pessoas Jurídicas de Direito Público: qualquer de suas repartições no território da entidade tributante Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 16 de 58

17 4 Questões Comentadas Curso: Direito Tributário p/ ICMS RJ 1. (FCC/ICMS RJ/2014) Pedrus, solteiro, trabalhou sua vida toda e amealhou um pequeno patrimônio: uma casa, um carro e algum dinheiro, que ficou depositado no banco. Como não tinha herdeiros necessários, fez um testamento público, por meio do qual deixou seu patrimônio a sua irmã Benedita, também solteira, que herdou todos esses bens, quando Pedrus faleceu. Durante alguns anos, Benedita usufruiu desse patrimônio. Com o passar dos anos, ela adoeceu, foi internada e, com suas faculdades mentais seriamente comprometidas, deixou de ter condições de gerir sua vida e seus próprios negócios, motivo pelo qual sua irmã, Alice, acabou pedindo sua interdição, que foi concedida pelo juízo de direito competente. Sua irmã Alice acabou tornando-se sua curadora, passando a administrar os negócios de Benedita. No início do ano subsequente ao da interdição de Benedita, ocorreu o fato gerador do IPTU, referente ao imóvel herdado, e do IPVA, referente ao carro recebido em herança. Instada a liquidar o crédito tributário referente a esses impostos, Alice, irmã e curadora de Benedita, negou-se a fazê-lo, alegando que Benedita teve sua incapacidade civil decretada por juiz de direito e que, em razão disso, não tinha mais capacidade para ser contribuinte desses impostos. Considerando o que o CTN estabelece em relação à capacidade tributária, a alegação de Alice está a) correta, pois, se Benedita não pode administrar seus bens, ela não tem capacidade tributária ativa para ser contribuinte desses impostos. b) incorreta, pois a capacidade tributária passiva independe de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou limitação do exercício de atividades civis. c) incorreta, pois, na medida em que a capacidade tributária passiva depende da própria capacidade civil, enquanto um terceiro interessado puder recorrer da interdição de Benedita, sua capacidade não pode ser contestada. d) incorreta, pois, na medida em que a interdição retirou sua capacidade tributária passiva, ela adquiriu, em decorrência disso, capacidade ativa para ser contribuinte desses tributos. e) correta, pois capacidade tributária ativa independe da capacidade civil das pessoas naturais. Ótimo exemplo de que nem sempre o tamanho das questões da FCC deve ser motivo de pânico. Experimente partir direto para as alternativas e verá que nem precisa ler o enunciado para marcar a opção correta. Vamos juntos! Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 17 de 58

18 Alternativa A: Afirma que uma determinada pessoa não pode ter capacidade tributária ativa por não poder administrar seus bens. Atenção! Quem tem capacidade tributária ativa são as Pessoas Jurídicas de Direito Público, lembra? Ou o ente competente para instituir tributo ou a quem ele delegar, nunca uma pessoa natural. Incorreta. Alternativa C: Incorreta, pois capacidade tributária passiva independe da capacidade civil. Alternativa D: Completamente equivocada. A interdição afeta a capacidade civil, mas não altera a capacidade tributária passiva. E a capacidade ativa está relacionada ao poder de exigir o tributo, não de ser contribuinte. Alternativa E: capacidade tributária ativa passiva independe da capacidade civil das pessoas naturais. Alternativa B: Por eliminação chegamos à alternativa B, que está conforme o art. 126 do CTN. Gabarito: B 2. (FGV/ICMS RJ/2011) Para a determinação do momento de ocorrência do fato gerador, no caso de negócio jurídico sujeito a condição resolutiva, este se considera perfeito e acabado a) desde o momento do implemento da condição. b) desde o momento da prática do ato ou da celebração do negócio. c) a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao implemento da condição, por obediência ao princípio da anterioridade. d) nos negócios entabulados a prazo, na última parcela paga. e) em nenhum momento, pois, em direito tributário, não se pode falar em condição resolutória. Questão simples, resolvida com a literalidade do art. 117, II, do CTN: SUSPENSIVA Negócio jurídico não produz efeitos enquanto a condição não se implementar RESOLUTIVA Negócio jurídico reputa-se perfeito desde sua celebração. Implemento da condição desfaz seus efeitos, contudo, NÃO desconstitui a obrigação tributária e não implica devolução do tributo pago, nem acarreta dispensa do pagamento, caso ainda não efetuado Gabarito: B Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 18 de 58

19 3. (FGV/ICMS RJ/2011) O objeto da obrigação tributária se traduz em uma prestação, de cunho patrimonial ou não, devida pelo contribuinte ou responsável. Em relação à obrigação tributária, é correto dizer que a) a obrigação tributária de conteúdo patrimonial é chamada de obrigação principal, ao passo que a acessória se caracteriza pela prestação de conteúdo não patrimonial, consubstanciada em obrigações de fazer e não fazer. Entretanto, a não observância da obrigação acessória tem o condão de convertê-la em principal relativamente à penalidade pecuniária. b) a obrigação tributária principal, representada por uma obrigação de dar, surge no momento do lançamento do tributo que, por sua vez, constitui o crédito tributário. Esta obrigação decorre de legislação tributária específica e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. c) a obrigação tributária, seja ela principal ou acessória, é sempre uma obrigação de cunho patrimonial quando se refere a uma obrigação de fazer ou não fazer. d) de modo análogo à obrigação civil, a obrigação tributária acessória decorre da obrigação principal. Nesse diapasão, também pode se dizer que, extinta a obrigação principal, extinta está a obrigação acessória, mas a extinção da obrigação acessória não implica, necessariamente, a extinção da obrigação principal. e) a obrigação acessória, caracterizada por obrigações de fazer e não fazer tais como emitir notas fiscais, manter a escrituração dos livros em dia, entregar as declarações de acordo com as instruções do fisco, não impedir o livre acesso da fiscalização à empresa, etc., decorre de legislação tributária específica, no interesse exclusivo de arrecadação dos tributos. Alternativa A: Conforme art. 113 do CTN. Alternativa B: A obrigação tributária principal surge no momento da ocorrência do fato gerador, o lançamento é uma etapa posterior (ainda estudaremos o assunto). Além disso, decorre de LEI, não da legislação tributária. De fato, extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. Alternativa C: Somente a obrigação tributária principal apresenta cunho patrimonial. Alternativa D: Diferentemente da seara civil, em que vale a máxima de que o acessório segue o principal, a obrigação tributária acessória é relativamente autônoma em relação à obrigação principal. Pode acontecer, por exemplo, a isenção de determinado tributo, mas permanecer a exigência de que se cumpram obrigações acessórias, como escrituração de livros fiscais. A obrigação acessória decorre da legislação tributária, não da obrigação principal. Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 19 de 58

20 Alternativa E: O erro está no finalzinho da assertiva: no interesse exclusivo da arrecadação ou fiscalização dos tributos (art. 113, 2º). Sempre desconfie de palavras que remetam à exclusividade. Gabarito: A 4. (FGV/ICMS RJ/2010) Assinale a afirmativa incorreta. a) A solidariedade tributária instaura-se entre os sujeitos que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal e, nesta hipótese, não comporta benefício de ordem. b) A capacidade tributária passiva independe de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou limitação do exercício de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da administração direta de seus bens ou negócios. c) A denúncia espontânea, formulada antes da notificação do lançamento ao sujeito passivo, exclui a responsabilidade por infrações à legislação tributária, desde que acompanhada do pagamento do tributo devido e dos juros de mora ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa. d) O sujeito passivo é denominado contribuinte quando tem relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. e) O sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada à prática ou abstenção de ato que não configure obrigação principal. Alternativa A: Conforme art. 124 do CTN Alternativa B: Conforme art. 126, II, do CTN Alternativa D: Conforme art. 121, I, do CTN Alternativa E: Conforme art. 122 do CTN Alternativa C: Estudaremos na próxima aula. Gabarito: C 5. (FCC/ICMS SP/2013) A empresa Amostra Ltda., contribuinte do ICMS, tem um showroom com diversos eletroeletrônicos. Esses aparelhos são amostras das próximas gerações de TV, Home-Theater, aparelhos de automação residencial etc. Tais mercadorias estão ali em razão de contratos de comodato, empréstimo de coisa infungível, firmado com as maiores empresas de eletroeletrônicos do setor, dentre elas a TH Eletronics S.A. Sem qualquer autorização, de modo bastante amador, um dos funcionários da Amostra Ltda. vende um dos aparelhos, não sujeito ao regime de substituição tributária, para terceiros, autorizando a sua retirada imediata, sem emissão de documentação fiscal. Essa venda poderá ser questionada pelo Poder Judiciário, uma vez que a Amostra Ltda. vendeu bem que não lhe pertencia. Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 20 de 58

21 Diante desse cenário, ao se deparar com tal situação, o Agente Fiscal de Rendas a) lavrará Auto de Infração e Imposição de Multa, cobrando o ICMS incidente sobre a venda da TH Eletronics S.A., proprietária da mercadoria vendida. b) não lavrará o Auto de Infração e Imposição de Multa, uma vez que teve conhecimento de que a mercadoria vendida não era de propriedade da empresa Amostra Ltda. c) não lavrará o Auto de Infração e Imposição de Multa para a cobrança do ICMS, pois a venda realizada está fora da incidência do ICMS, nos termos da legislação. d) lavrará o Auto de Infração e Imposição de Multa, cobrando o ICMS da empresa Amostra Ltda., mas essa, após pagar o imposto, poderá ressarci-lo da comodatária TH Eletronics S.A., real proprietária da mercadoria vendida. e) lavrará Auto de Infração e Imposição de Multa, cobrando o ICMS da empresa Amostra Ltda. Antes de mais nada, perceba que o contrato de comodato firmado entre a empresa Amostra Ltda. e a TH Eletronics S.A. não é fato gerador do ICMS, pois o fato gerador do ICMS é a circulação efetiva econômica de mercadorias e serviços. A definição de comodato encontra-se no art. 579 do Código Civil: O comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis. Nesse sentido, inclusive, temos a Súmula nº 573 do STF: Não constitui fato gerador do imposto de circulação de mercadorias a saída física de máquinas, utensílios e implementos a título de comodato. Conforme o art. 4º da LC 87/96, contribuinte do ICMS é qualquer pessoa, física ou jurídica, que realize, com habitualidade ou em volume que caracterize intuito comercial, operações de circulação de mercadoria ou prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. Relembrando também o teor do art. 118 do CTN, temos: A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se (...) da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Além disso, dispõe art. 116, I do CTN: Salvo disposição de lei em contrário, considera-se ocorrido o fato gerador e existentes os seus efeitos (...) tratando-se de situação de fato, desde o momento em que o se verifiquem as circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente lhe são próprios. Assim, por força do art. 4º da LC 87/96, juntamente com o art. 118, do CTN, a venda da mercadoria realizada pela Amostra Ltda., contribuinte do ICMS, é Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 21 de 58

22 fato gerador do ICMS, ainda que realizada sem autorização e de forma bastante amadora por funcionário da empresa. Vejamos o erro de cada uma das alternativas: Alternativa A: Incorreta. Quem promoveu a operação de circulação jurídica da mercadoria sob análise foi a empresa Amostra Ltda., contribuinte do ICMS, como disse a questão. Ainda que essa venda possa ser questionada pelo Poder Judiciário, seria a empresa Amostra Ltda. a responsável pela emissão da NFs e recolhimento do ICMS. Alternativa B e C: Incorreta, o Agente Fiscal de Rendas deverá lavrar o Auto de Infração e Imposição de Multa, em virtude de ter ocorrido operação de circulação jurídica da mercadoria, sem ter havido o recolhimento do ICMS incidente. Alternativa D: Incorreta. Ainda que a venda realizada pela empresa Amostra Ltda. possa ser questionada pelo Poder Judiciário, seria ela a responsável pela emissão da NFs e recolhimento do ICMS. Por isso, não há que se falar em posterior ressarcimento da comodatária TH Eletronics S.A. Alternativa E: Correta. De fato, quem promoveu a operação de circulação jurídica da mercadoria sob análise foi a empresa Amostra Ltda., contribuinte do ICMS, como disse a questão. Logo, ainda que essa venda possa ser questionada pelo Poder Judiciário, seria a empresa Amostra Ltda. a responsável pela emissão da NFs e recolhimento do ICMS. Gabarito: E 6. (FCC/ICMS SP/2013) Fato Gerador e Obrigação Tributária são dois institutos intrinsicamente relacionados no Direito Tributário, sendo um decorrência do outro. A respeito desses institutos, é correto afirmar: a) O fato gerador da obrigação principal é situação definida na forma da lei como necessária e suficiente à sua ocorrência, podendo ocorrer a sua definição, excepcionalmente, por tratados e convenções internacionais, decretos e normas complementares. b) A obrigação acessória tem por objeto obrigações de dar ou fazer, positivas ou negativas, que contribuem com a arrecadação e fiscalização dos tributos. c) A obrigação acessória não se converte em obrigação principal, pois o seu fato gerador é qualquer situação que imponha a prática ou abstenção de ato que não configure a obrigação principal, nos termos do CTN. d) A mesma situação fática pode ser fato gerador de uma obrigação tributária principal e de uma obrigação tributária acessória, ambas definidas na legislação tributária. e) A obrigação principal surge com o fato gerador e tem por objeto o pagamento de tributo, enquanto a obrigação acessória tem por objeto o Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 22 de 58

23 pagamento de penalidade pecuniária, sendo que ambas se extinguem com o crédito delas decorrente. Alternativa D: Gente, essa questão é polêmica. O gabarito dado pela banca foi essa alternativa, apesar de conter um erro evidente. Vejamos... De fato, a mesma situação fática pode ser fato gerador de uma obrigação tributária principal e de uma obrigação tributária acessória. Como exemplo podemos citar que, na venda de mercadorias, a empresa deve recolher o ICMS (obrigação principal) e escriturar os livros obrigatórios (obrigação acessória). Contudo, ao final da assertiva, há um erro. Vejamos o que dispõe o CTN nos arts. 114 e 115: Art Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. Art Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. Logo, temos: FG da obrigação principal decorre de lei FG da obrigação acessória decorre da legislação tributária Na alternativa dada como gabarito, a banca afirma que tanto o FG da obrigação principal como o da obrigação acessória são definidos na legislação tributária. Há quem defenda que a alternativa D é a menos incorreta, pois o fato gerador da obrigação principal é definido em LEI e o fato gerador da obrigação acessória é definido na LEGISLAÇÃO (podendo ser lei ou demais normas). Entendemos que foi um absurdo essa questão não ter sido anulada, porém na hora da prova você TERÁ de marcar uma das alternativas. Tenha cuidado com esse tipo de questão mal elaborada, pois as bancas elaboram questões passíveis de anulação justamente para desestabilizar os candidatos menos experientes. Não caiam nessa armadilha de ficar muito tempo em cima de uma questão problemática como essa, sob risco de perder questões valiosas. ;) Vejamos as demais alternativas: Alternativa A: Incorreta. Conforme o art. 114 do CTN, realmente o fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. Entretanto, não existe a excepcionalidade referida na alternativa. Pelo contrário, há outro artigo no CTN reforçando essa regra: Art. 97. Somente a lei pode estabelecer (...) a definição do fato gerador da obrigação tributária principal e do seu sujeito passivo. Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 23 de 58

24 Alternativa B: Incorreta. É a obrigação principal que consiste na obrigação de dar. A definição de obrigação acessória está no art. 113, 2º do CTN: A obrigação acessória (...) tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. Já o fato gerador da obrigação acessória encontra-se definido no art. 115 do CTN: Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. Alternativa C: Incorreta. Contraria o art. 113, 3º: A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária. Alternativa E: Incorreta. CTN, Conforme o art. 113, 1º: A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente. Gabarito: D 7. (FCC/Procurador - AL PB/2013) Considere as seguintes afirmações: I. Fato gerador da obrigação principal é situação definida em decreto do executivo ou resolução do Senado Federal como necessária e suficiente à sua ocorrência. II. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. III. Autoridade administrativa, observados os procedimentos estabelecidos em lei ordinária, pode efetuar a desconsideração de atos ou de negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo. Está correto o que se afirma APENAS em a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) II e III. Item I: Incorreto, pois somente a lei pode definir fato gerador da obrigação principal. Item II: Conforme art. 115 do CTN. Item III: Conforme art. 116, parágrafo único, do CTN. Gabarito: E Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 24 de 58

25 8. (FCC/Procurador - AL PB/2013) Com relação ao aspecto pessoal das obrigações tributárias é correto afirmar: a) Sujeito passivo da obrigação tributária é a pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o seu cumprimento. b) Sujeito ativo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam seu objeto. c) Sujeito ativo da obrigação tributária é a pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o seu cumprimento. d) Sujeito ativo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento do tributo. e) Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada ao pagamento da penalidade. Alternativa A: Sujeito passivo ativo da obrigação tributária é a pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o seu cumprimento Alternativa B: Sujeito ativo passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam seu objeto. Alternativa C: Conforme art. 119 do CTN. Alternativa D: Sujeito ativo passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento do tributo. Alternativa E: Sujeito passivo da obrigação acessória principal é a pessoa obrigada ao pagamento da penalidade. Gabarito: C 9. (FCC/ICMS SP/2013) A empresa Odisseia Indústria e Comércio S.A., cuja atividade compreende compra e venda mercantil, anteriormente localizada na cidade de Santa Rita do Sapucaí MG, transferiu sua sede administrativa do Estado de Minas Gerais para o interior do Estado do Amazonas, em área rural distante mais de 300 km de centro urbano mais próximo, e de acesso precário por via rodoviária ou fluvial, e, ainda, por deliberação dos acionistas, sua antiga sede no Estado de Minas Gerais foi convertida em filial. A Receita Federal do Brasil verificou, após procedimento administrativo regular, que a mudança da localização da sede para local de difícil acesso dificulta a fiscalização tributária, além do que ali não se encontravam guardados os livros e registros fiscais da empresa. Apurou a fiscalização federal que o local da efetiva administração da empresa continuava a ser em Minas Gerais. Em razão desta situação, a Receita Federal determinou a Profs. Aline Martins e Juliana Migowski 25 de 58

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