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1 CONSTRUÇÃO DE SOFTWARE Náthilla Tavares Fagundes, Pablo Galvão, Wytor Venancio Rodrigues Faculdade de Tecnologia SENAC Goiânia/GO (SENAC/GO) Av. Independência número CEP Setor Leste Vila Nova - Goiânia GO Brasil Engenharia de Software Gestão da Tecnologia da Informação II - Matutino Abstract. Software systems have played an increasingly greater role in the day-to-day lives, and in many situations the correct or incorrect functioning of these systems can be the difference between life and death. However, building systems is complex because it must deal with intransigent requirements, integrity constraints and the need for an extensive knowledge of the application so that the expected interactions between the software and the environment can be adequately described. When the requirements are not fully understood, recorded and communicated to the development team, most likely, there will be a discrepancy between what the system is built and what it should do. Resumo. Sistemas de software têm desempenhado um papel cada vez mais preponderante no dia-a-dia das pessoas, e em muitas situações o funcionamento correto ou incorreto desses sistemas pode ser a diferença entre a vida e a morte. Entretanto, a construção de sistemas é complexa, pois deve lidar com requisitos intransigentes, restrições de integridade e a necessidade de um vasto conhecimento sobre a aplicação para que as interações esperadas entre o software e o ambiente possam ser adequadamente descritos. Quando os requisitos não são totalmente compreendidos, registrados e comunicados para a equipe de desenvolvimento, muito provavelmente, haverá discrepância entre o que o sistema construído faz e o que ele deveria fazer. 1. Introdução Atualmente, o desenvolvimento de software não ocorre como no passado, o programador solitário foi substituído por uma equipe de especialistas com cada um se concentrando numa parte da tecnologia necessária para produzir uma aplicação. No entanto, os mesmos questionamentos feitos ao programador solitário estão sendo feitos nos dias atuais: I. Por que leva tanto tempo para concluir o software? II. Por que os custos de desenvolvimentos são tão altos? III. Por que não podemos achar todos os erros antes da entrega do software aos clientes?

2 IV. Por que continuamos a ter dificuldades em avaliar o progresso enquanto o software é desenvolvido? Há alguns anos tem-se discutido maneiras de contornar a complexidade do software, visto que a cada dia novas áreas de aplicação têm surgido e exigido mais confiabilidade e precisão dos softwares já existentes e dos que ainda virão a ser construídos. Não há consenso sobre qual a melhor prática para o desenvolvimento de sistemas de software, mais existe um esforço em encontrar soluções para reduzir as dificuldades oriundas da própria natureza do software, da sua complexidade, de necessidades de cumprir seus objetivos e da rapidez com que sofre alterações. A Engenharia de software propõe a adoção da disciplina para lidar com essas dificuldades, tentando reduzir ao máximo a influência delas no processo de desenvolvimento de software. 2. Engenharia de Software A Engenharia de software é uma disciplina que reúne metodologias, métodos e ferramentas a ser utilizadas, desde a percepção do problema até o momento em que o sistema desenvolvido deixa de ser operacional, visando resolver problemas inerentes ao processo de desenvolvimento e ao produto de software. O objetivo da Engenharia de software é auxiliar no processo de produção de software, de forma que o processo de origem a produtos de alta qualidade, produzidos mais rapidamente e a um custo cada vez menor. A Engenharia de software segue o conceito de disciplina na produção de software, fundamentado nas metodologias, que por sua vez seguem métodos que utilizam de ferramentas automáticas para englobar as principais atividades do processo de produção. 3. Analise Estruturada A Análise Estruturada de Sistemas compõe-se de um conjunto de técnicas e ferramentas, em constante evolução, nascido do sucesso da programação e dos projetos estruturados. Ela se conceitua na construção de modelo lógico (não físico) de um sistema, utilizando técnicas gráficas capazes de levar usuários, analistas e projetistas a formarem um quadro claro e geral do sistema e de como suas partes se encaixam para atender as necessidades daqueles que dele precisam. Um grupo de normas e recursos gráficos de comunicação, permitindo que o analista de sistema substitua a especificação em linguagem natural por um tipo de especificação clara que os usuários possam realmente ler e entender. Para introduzirmos a técnica de análise estruturada é necessário que tracemos uma paralelo com a Análise Tradicional ou não estruturada. A Análise é a fase em que se especificam que informações o sistema deve fornecer para atender às necessidades de seus usuário, ou seja, define que o sistema deve fazer. A Análise de Sistemas tradicional geralmente especifica os requisitos de um sistema de forma narrativa, com textos contínuos e termos técnicos, e então é fornecida ao usuário para sua validação. As razões para a dificuldade do usuário com as especificações técnicas feitas pelos analistas são: abordagem

3 multifuncional, onde o texto trata de diversos assuntos ou funções simultaneamente, abordagem monolítica, a forma narrativa geralmente não permite o melhor encadeamento das idéias, apresentando-as todas de uma só vez; falta de uniformidade e padronização, uma simples mudança nos requisitos do usuário pode acarretar mudanças em diversas partes da especificação funcional e ausência de padrão para avaliação de qualidade, o estilo pessoal de cada analista dificulta a interpretação de texto por parte do usuário.tudo isso traz como conseqüência uma grande incidência de alteraçõessolicitad as pelo usuário durante a fase de desenvolvimento, rejeição do produto final, difícil manipulação do sistema e baixa confiabilidade trazendo um ciclo de vida muito reduzido 4. Modelagem de Dados Modelagem de sistemas, tanto a nível funcional quanto de dados, é um requisito fundamental para a obtenção de produtos de software de maior qualidade e confiabilidade. Entretanto, percebe-se que cada vez menos profissionais têm dado a atenção devida ao processo de construção de modelos de suas aplicações. Isso provavelmente se deve às pressões por sistemas em prazos cada vez mais curtos e com menores custos de produção mas, por outro lado, acaba por prejudicar e muito o entendimento correto do problema e, consequentemente, a construção do sistema que atenda às reais expectativas do usuário. Esta situação muitas vezes leva a sistemas de baixa qualidade, com elevada necessidade de modificação e de difícil manutenção. 5. Fundamentos de modelagem de dados: O Modelo Entidade-Relacionamento por exemplo é um modelo de alto nível, independente do SGBD (Sistemas Gerenciadores de Bancos de Dados), que representa o problema a ser modelado. A notação que será utilizada para a representação deste modelo é o DER (Diagrama Entidade-Relacionamento), exemplificado na Figura 1, onde os retângulos representam as entidades (elementos do domínio do problema) e os losangos representam os relacionamentos entre estas entidades (HEUSER, 2004). Entidades ainda são descritas através de atributos e devem possuir uma chave primária (ou Primary Key - atributo ou conjunto de atributos que identificam unicamente uma instância em uma entidade, e que não podem receber um valor nulo). A Figura 1 representa que uma instância da Entidade A está associada a zero (opcional) ou mais instâncias da Entidade B. Por outro lado, uma instância da Entidade B está associada a uma (obrigatoriedade), e somente uma, instância da Entidade A. A este par de elementos chama-se cardinalidade, onde o primeiro elemento indica a participação (opcional ou obrigatório) do relacionamento, enquanto o segundo representa o grau do relacionamento (um ou muitos). Naturalmente, existem outros elementos utilizados na construção deste diagrama, como agregação, relacionamento ternário (ou de maior grau), auto relacionamento e generalização/especialização, que serão apresentados posteriormente.

4 Figura 1. Notação do Diagrama Entidade-Relacionamento 6. Conclusão Compreender o software é muito importante para controlá-lo. O controle está ligado a manutenção do software, que é uma atividade que custa muito mais caro do que o seu desenvolvimento. Por isso que o desenvolvimento em um bom projeto e uma boa arquitetura implicam na redução de custo de manutenção. Quanto mais flexível e legível for o seu software, mais fácil será acrescentar e alterar funcionalidades nele. 5. Referências: CERVA, Valença (2008) Saber Digital: Revista eletrônica v.1, n. 1, p GIMENES, Itana (2009) Métodos de Construção de Software: Análise Estruturada.pdf. - SILVA, Itana (2009) Métodos de Construção de Software Modelagem de Software. HEUSER, (2004) - Brazilian-german genealogies.

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