CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS)

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1 CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS) XIII Oficina de Conhecimento Terceiro Setor: Gestão e Sustentabilidade Goiânia, 09/10/12 Wagner Nogueira da Silva Advogado OAB/GO

2 O DIA A DIA NAS ENTIDADES PRIVADAS SEM FINS LUCRATIVOS E agora o quê fazer????

3 NOVOS TEMPOS O Governo brasileiro concede atualmente mais de R$ 10 bilhões de reais em isenções ao Terceiro Setor. Essa cifra chamou a atenção do fisco para a necessidade de maior controle. Hoje, não podemos mais pensar na gestão e organização da entidade como antigamente, bem como deixar de lado as questões de ordem legal e contábil como uma mera obrigação.

4 TIPOS DE PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado: I - as associações; II - as sociedades; III - as fundações. IV - as organizações religiosas; V - os partidos políticos. 1 o São livres a criação, a organização, a estruturação interna e o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento. (Código Civil Brasileiro)

5 ASSOCIAÇÕES Art. 53. Constituem-se as associações pela união de pessoas que se organizem para fins não econômicos. (CCB) - As associações estão regulamentadas pelos arts. 53 a 61, do Código Civil Brasileiro com certa liberdade para se estabelecer aspectos de constituição e funcionamento das entidades, mas com observância de alguns dispositivos legais.

6 FUNDAÇÕES Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e declarando, se quiser, a maneira de administrá-la. Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência. (CCB) - As Fundações estão regulamentadas pelos arts. 62 a 69 do Código Civil Brasileiro.

7 FINALIDADES DESTAS ENTIDADES - Assistência Social; - Educação; - Saúde; - Meio Ambiente; - Esporte; - Cultura, etc - * As entidades podem ser mistas, ou seja, podem ter mais de uma finalidade, mas sempre haverá uma atividade preponderante.

8 DO ESTATUTO SOCIAL DAS ASSOCIAÇÕES - Denominação social (nome); - Sede; - Finalidades que a entidade irá de fato realizar; - Órgãos da Administração e mandatos; - Admissão e demissão de associados; - Fontes de recursos e destinação das despesas; - Destinação do patrimônio em caso de dissolução da associação; - Etc

9 CEBAS Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Antigo Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos) Sua concessão e renovação: a) Antigamente b) Atualmente

10 A ASSISTÊNCIA SOCIAL NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL Art A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos: I - a proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; II - o amparo às crianças e adolescentes carentes; III - a promoção da integração ao mercado de trabalho; IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária; V a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção... Lei 8742 de 07/12/93 Lei Orgânica da Assistência Social regulamentou este dispositivo Constitucional.

11 O CEBAS PELO DECRETO de 06/04/1998 Dispõe sobre a concessão do Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos a que se refere o inciso IV do art. 18 da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993 (LOAS), e dá outras providências. Concessão ou renovação do Certificado de Entidade de Fins Filantrópicos pelo Conselho Nacional de Assistência Social - CNAS

12 DECRETO 2.536/98 Art. 2º - Considera-se entidade beneficente de assistência social, para os fins deste Decreto, a pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, que atue no sentido de: I - proteger a família, a maternidade, a infância, a adolescência e a velhice; II - amparar crianças e adolescentes carentes; III - promover ações de prevenção, habilitação e reabilitação de pessoas portadoras de deficiências; IV - promover, gratuitamente, assistência educacional ou de saúde; V - promover a integração ao mercado de trabalho.

13 DECRETO 2.536/98 Validade por 03 (três) anos; Renovação: prestação de contas dos últimos 03 (três) anos; Possibilitava pleitear junto ao INSS a isenção da cota patronal, mas necessitava também da Utilidade Pública Federal; REQUISITOS: Funcionar no mínimo há 03 (três) anos; Estar inscrita no Conselho Municipal da Assistência Social/CEAS/CAS-DF; Estar previamente registrada no CNAS; aplicar suas rendas, seus recursos e eventual resultado operacional integralmente no território nacional e manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos institucionais; aplicar as subvenções e doações recebidas nas finalidades a que estejam vinculadas; aplicar anualmente, em gratuidade, pelo menos vinte por cento da receita bruta proveniente da venda de serviços, acrescida da receita decorrente de aplicações financeira, de locação de bens, de venda de bens não integrantes do ativo imobilizado e de doações particulares, cujo montante nunca será inferior à isenção de contribuições sociais usufruída; Não remunerar diretores..., em caso de dissolução da entidade destinar patrimônio entidade congênere registrada no CNAS, todo patrimônio deve ter caráter beneficente de assistência social; Serviços prestados gratuitamente sem discriminação do usuário.

14 DECRETO 2.536/98 Documentos necessários Relatórios de atividades, plano de trababalho e pelo menos, as seguintes demonstrações contábeis e financeiras, relativas aos três últimos exercícios: I - balanço patrimonial; II - demonstração do resultado do exercício; III - demonstração de mutação do patrimônio; IV - demonstração das origem e aplicações de recursos; V - notas explicativas. (*) (*) Notas explicativas: evidenciados o resumo das principais práticas contábeis e os critérios de apuração do total das receitas, das despesas, das gratuidades, das doações, das subvenções e das aplicações de recursos, bem como da mensuração dos gastos e despesas relacionados com a atividade assistencial, especialmente daqueles necessários à comprovação do disposto no inciso VI do art. 3º, e demonstradas as contribuições previdenciárias devida, como se a entidade não gozasse da isenção. (Art. 4 ) - Auditagem das contas: acima de R$ ,00 de receita bruta.

15 O CEBAS PELA LEI de 27/11/09 Dispõe sobre a Certificação das Entidades Beneficentes de Assistência Social (CEBAS); Regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social; altera a Lei no 8.742/93; revoga dispositivos das Leis nos 8.212/91, 9.429/96, 9.732/98, /03 e da Medida Provisória n /01. Para efeitos da certificação: Obrigam as entidades a se inscreverem no CMAS ou CAS/DF e a sua integração no Cadastro Nacional de entidades de Assistência Social.

16 O CEBAS PELA LEI de 27/11/09 - Concessão ou Renovação do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS) a ser requerida de acordo com a atividade preponderante da entidade: a) ASSISTÊNCIA SOCIAL (Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome MDS); b) EDUCAÇÃO (Ministério da Educação MEC); c) SAÚDE (Ministério da Saúde MS). Obs: Entidades mistas deverão cumprir as exigências pertinentes a cada área de atuação, sob pena de indeferimento.

17 A ISENÇÃO AUFERIDA EM FACE AO CEBAS PELA LEI /09 Art. 29. A entidade beneficente certificada na forma do Capítulo II fará jus à isenção do pagamento das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, desde que atenda, cumulativamente, aos seguintes requisitos: I - não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores, remuneração, vantagens ou benefícios, direta ou indiretamente, por qualquer forma ou título, em razão das competências, funções ou atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos; II - aplique suas rendas, seus recursos e eventual superávit integralmente no território nacional, na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais; III - apresente certidão negativa ou certidão positiva com efeito de negativa de débitos relativos aos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e certificado de regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS; IV - mantenha escrituração contábil regular que registre as receitas e despesas, bem como a aplicação em gratuidade de forma segregada, em consonância com as normas emanadas do Conselho Federal de Contabilidade; (LEI ORGÂNICA DA SEGURIDADE SOCIAL)

18 A ISENÇÃO AUFERIDA EM FACE AO CEBAS PELA LEI /09 V - não distribua resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, sob qualquer forma ou pretexto; VI - conserve em boa ordem, pelo prazo de 10 (dez) anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem e a aplicação de seus recursos e os relativos a atos ou operações realizados que impliquem modificação da situação patrimonial; VII - cumpra as obrigações acessórias estabelecidas na legislação tributária; VIII - apresente as demonstrações contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independente legalmente habilitado nos Conselhos Regionais de Contabilidade quando a receita bruta anual auferida for superior ao limite fixado pela Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006.

19 EFEITOS DO CEBAS NA ISENÇÃO DA COTA PATRONAL DO INSS Cálculo sobre a folha de pagamento da entidade: a) - 20% da cota patronal: b) - 1% de SAT (fundo destinado p/ atender acidentados no trabalho) c) - 4,5% - Terceiros (Sistema S ) d) Total = 25,5% Exemplo do benefício: - Folha pagamento mensal: R$ ,00 - Isenção mensal: R$ 2.550,00 - Isenção em 01 ano: ,00 - Isençao em 03 anos: ,00

20 O CEBAS PELA LEI de 27/11/09 Isenção da cota patronal do INSS para a entidade que tiver o CEBAS: Estudar e a aplicar a legislação específica para cada área de atuação. Prazo mínimo de constituição da entidade: 12 meses. A entidade deverá manter escrituração contábil regular que registre as receitas e despesas, bem como a aplicação em gratuidade de forma segregada por área de atuação e atividade, em consonância com as normas emanadas do Conselho Federal de Contabilidade próprias para as entidades sem fins de lucro (p. ex. a NBC aprovada pela Resolução 877/00 do CFC). No caso de indeferimento: cabe recurso com efeito suspensivo Requerimento de renovação deve ser protocolado no mínimo 06 meses antes do vencimento do certificado em vigor, sob pena de intempestividade com efeitos tributários.

21 DECRETO 7237, de 20/07/10 (Alterado pelo Decreto 7.300/10) Regulamenta a Lei n o /09, para dispor sobre o processo de certificação das entidades beneficentes de assistência social para obtenção da isenção das contribuições para a seguridade social, e dá outras providências. Prevê a entrega de relatório de atividades desempenhadas no exercício fiscal anterior, destacando público atendido e os recursos envolvidos. Possibilidade de complementação de documentos somente uma única vez, após diligência.

22 DA CERTIFICAÇÃO PARA AS ENTIDADES DE SAÚDE Proposta de oferta da prestação de serviços ao SUS; Cumprimento das metas estabelecidas perante o SUS; Ofertar serviços ao SUS no percentual mínimo de 60% da capacidade; Informar anualmente ao MS a totalidade de internações e atendimentos laboratoriais de usuários e não usuários do SUS;

23 DA CERTIFICAÇÃO PARA AS ENTIDADES DE EDUCAÇÃO Aplicar anualmente em gratuidade, pelo menos 20% da receita bruta efetivamente recebida; Adequação às diretrizes e metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE); Atender padrões mínimos de qualidade; Oferecer bolsas de estudo: 01 integral para cada 9 alunos (renda per capita não exceda 1,5 salário mínimo) bolsas parciais de 50%, quando necessário para alcançar o número mínimo exigido;

24 DA CERTIFICAÇÃO PARA AS ENTIDADES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL A entidade e/ou seus serviços devem estar inscritos no Conselho Municipal de Assistência Social/CAS-DF (vide Resolução n 16/2010 do CNAS); A entidade tem que ser de atendimento, assessoramento e/ou de defesa e garantia de direitos; Integrar o cadastro nacional de entidades e organizações de assistência social. Quando atuar em mais de um Município ou Estado a entidade deve inscrever suas atividades no Conselho da Assistência Social da respectiva cidade. Apresentar ao CMAS anualmente até 30/04 o plano de trabalho do exercício vigente e o relatório de ativades relativo ao exercício anterior.

25 DOS EFEITOS DA NÃO RENOVAÇÃO DO CEBAS Efeitos de natureza econômica-tributária com a cobrança por parte da Secretaria da Receita Federal dos valores relativos a contribuição previdenciária com a incidência de correção monetária, juros e multa; Direito de recorrer no prazo de 30 (trinta) dias da publicação da decisão, com efeito suspensivo.

26 Obrigado! Wagner Nogueira da Silva (62)

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