Jonathas Frederico Taques Leal da Cruz. Clínica Médica e Cirúrgica de Bovinos

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1 Jonathas Frederico Taques Leal da Cruz Clínica Médica e Cirúrgica de Bovinos Relatório apresentado ao Curso de Medicina Veterinária da Faculdade de Ciências Biológicas e de Saúde da Universidade Tuiuti do Paraná, como requisito parcial para a obtenção do título de Médico Veterinário Orientador: Professor Welington Hartmann Orientador Profissional: Pedro Sergio Stroparo CURITIBA 2009

2 Reitor Prof. Luiz Guilherme Rangel Santos Pró-Reitor Administrativo Sr. Carlos Eduardo Rangel Santos Pró-Reitora Acadêmica Profª. Carmen Luiza da Silva Pró-Reitor de Planejamento Sr. Afonso Celso Rangel dos Santos Diretor da Faculdade de Ciências Biológicas e da saúde Prof. João Henrique Faryniuk Coordenadora do Curso de Medicina Veterinária Profª. Ana Laura Angeli Coordenadora do Curso de Medicina Veterinária Profª. Elza Maria Galvão Ciffoni Campus Sidney Lima Santos Rua Sydnei Antonio Rangel Santos Curitiba - Pr 2

3 TERMO DE APROVOÇÃO Jonathas Frederico Taques Leal da Cruz RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado e aprovado para a obtenção do título de graduação em Medicina Veterinária da Universidade Tuiuti do Paraná Curitiba, 18 de junho de 2009 Curso de Medicina Veterinária Universidade Tuiuti do Paraná Orientador: Prof. Welington Hartmann Universidade Tuiuti do Paraná Prof. Elza Maria Galvão Ciffoni Universidade Tuiuti do Paraná Prof. Uriel Vinicius Cotarelli de Andrade Universidade Tuiuti do Paraná 3

4 Primeiramente quero a agradecer a Deus e aos meus pais Ruy Sergio Taques Cruz e Rita de Cássia Leal da Cruz, que sempre acreditaram e me incentivaram a nunca desistir das dificuldades que a vida nos impõe. DEDICO 4

5 AGRADECIMENTOS Primeiramente eu quero a agradecer a Deus por me dar essa oportunidade de estar aqui hoje vivenciando esse momento único em minha vida. Quero muito agradecer ao meu Pai Ruy Sergio Taques Cruz e minha Mãe Rita de Cassia Leal da Cruz por terem acreditado em mim e por me darem a oportunidade de realizar o meu objetivo de me formar em Medicina Veterinária. Ao meu irmão Alexandre Leal Taques da Cruz quero agradecer por estar comigo em todos os momentos alegres e tristes, quando sempre tive em quem confiar. Aos meus amigos e companheiros de Faculdade também tenho que agradecer, pois sem eles não chegaria aonde cheguei, Felipe (tachinha), Miguel, Marco, Alex, Glauber, Mariana, Argentino (Bruno), Diego Rasquelli, Diego Cordeiro, Karina, Renan, Larissa, Jaqueline, Ângela, Emyli, Juliana, Orlando, Grazi, Dudu, Dimas, Bruno, Fabrício, Pablo, Elder, Ângela, Ricardo Possato, Andréia, e muitos outros companheiros que estiveram comigo nessa minha longa caminhada. Aos meus professores, Uriel Andrade, Ricardo Maia, Tais Rocha, João Ari, Elza Ciffoni, Paulo Nocera, Ana Laura, Ana Luiza, Maria Fernanda o meu muito obrigado por me ensinarem tudo o que eu aprendi, não posso esquecer-me de lembrar meu grande amigo, professor e orientador Welington Hartmann. A meus orientadores de estágio Pedro Sergio Stroparo e Sadi João Piaseckai Junior, quero agradecer por me darem a oportunidade de aprender novas técnicas para ser um bom profissional na pratica a campo. 5

6 A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. Charles Chaplin 6

7 RESUMO O Estágio de Conclusão de Curso foi realizado na Clínica Veterinária San Martin, em Palmeira- PR, no período de 2 de março a 8 de maio de 2009, totalizando 360 horas de atividades. Dentre as principais atividades realizadas destacam-se: atendimentos clínicos, cirúrgicos, imunizações, exames de tuberculose e brucelose, administração de fármacos, biotecnologias da reprodução e orientações de manejo, na área de bovinocultura. Durante o estágio foram atendidas 115 propriedades rurais, e os principais casos clínicos apresentados foram: pneumonia em bezerros, babesiose/anaplasmose, hipocalcemia, lesões na glândula mamária, pododermatite e necropsia. Palavras-chave: brucelose, pneumonia, tuberculose 7

8 SUMÁRIO RESUMO... 7 LISTA DE TABELAS LISTA DE FIGURAS INTRODUÇÃO LOCAL DE REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO ATENDIMENTOS PNEUMONIA REVISÃO DA LITERATURA Etiologia Epidemiologia Sintomatologia Diagnóstico Profilaxia Métodos de Transmissão Achados de necropsia Tratamento PNEUMONIA CAUSADA POR Pasteurela multocida Etiologia Lesões Sinais Clínicos Diagnóstico Profilaxia Tratamento PNEUMONIA POR Pateurella haemolytica Etiologia Sinais Clínicos Diagnóstico Tratamento DESCRIÇÂO DE CASO CLÍNICO Caso Clínico Número de Casos Anamnese Exame Clínico

9 4.4.5 Tratamento Prognóstico Discussão BRUCELOSE BOVINA SINÔNIMOS HISTÓRICO INTRODUÇÃO EPIDEMIOLOGIA PATOGENIA SINAIS CLÍNICOS DIAGNÓSTICO PROVA DE SORO-AGLUTINAÇÃO MATERIAL PROCEDIMENTO INTERPRETAÇÃO DESCRIÇÃO DO CASO CLÍNICO Caso Clínico Numero de Casos Discussão TUBERCULOSE INTRODUÇÃO ETIOLOGIA FORMAS DE CONTÁGIO EPIDEMIOLOGIA SINAIS CLÍNICOS PATOLOGIA PROCEDIMENTO DIAGNOSTICO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL TRATAMENTO E CONTROLE DISCUSSÃO DESCRIÇÃO DE CASO CLINICO Caso clínico Número de casos Discussão do Caso Clínico

10 Fotos de necropsia CONCLUSÃO REFERÊNCIAS

11 LISTA DE TABELAS TABELA 1 TABELA 2 TABELA 3 ATENDIMENTOS REALIZADOS NO PERIODO DE MARÇO/MAIO-2009 PELA CLÍNICA VETERINÁRIA SAN MARTIN, PALMEIRA-PR... DOSAGEM E FREQUÊNCIA DE ADMINISTRAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS SELECIONADOS PARA A TERAPIA INICIAL... VIABILIDADE DA B. abortus EM DIFERENTES SUBSTRATOS SÃO PAULO, TABELA 4 VALORES DE INTERPRETAÇÃO DO TESTE PARA TUBERCULOSE

12 LISTA DE FIGURAS Figura 1 PRODUÇÃO DE LEITE NO ESTADO DO PARANÁ Figura 2 PRODUÇÃO DE LEITE POR REGIÃO NO ESTADO DO PARANÁ Figura 3 MECANISMOS DE TRANSMISSÃO DA BRUCELOSE Figura 4 FETO ABORTADO - TERÇO FINAL DA GESTAÇÃO Figura 5 NECROSE EM PLACENTOMAS - PLACENTA DE BOVINO Figura 6 ORQUITE BRUCÉLICA EM TOURO Figura 7 COLETA DE SANGUE DA ARTÉRIA COCCÍGEA, PARA EXAME DE BRUCELOSE... Figura 8 AMOSTRAS DE SANGUE ACONDICIONADAS EM TUBOS Figura 9 CENTRIFUGAÇÃO DO SANGUE Figura 10 EXECUÇÃO DO EXAME EM PLACA Figura 11 MISTURA ENTRE O SORO SANGUÍNEO E O AAT Figura 12 PLACA COM TODOS OS EXAMES NEGATIVOS Figura 13 EXEMPLO DE REAÇÃO POSITIVA Figura 14 VACA COM DISPNÉIA Figura 15 Figura 16 Figura 17 ANIMAL MARCADO APÓS RESULTADO POSITIVO PARA TUBERCULOSE... PULMÃO E LINFONODO BOVINO COM DIVERSOS NÓDULOS DE ASPECTO CASEOSO... ÁREAS RASPADAS PARA DEMARCAÇÃO DAS REGIÕES A RECEBER AS INOCULAÇÕES DE M. avium e M. bovis... Figura 18 MEDIDA COM O AUXÍLIO DE UM CUTÍMETRO Figura 19 TUBERCULINA AVIÁRIA E TUBERCULINA BOVINA Figura 20 LINFONODOS PRÉ-CRURAIS INFARTADOS Figura 21 PULMÃO COM PONTOS DE NECROSE Figura 22 INTERIOR DO PULMÃO NECROSADO Figura 23 PULMÃO NECROSADO Figura 24 HIPERPLASIA CARDIACA

13 1- INTRODUÇÃO O Brasil encontra-se hoje em uma situação de evidência mundial na produção e exportação de alimentos. Apesar de possuir o maior rebanho bovino comercial do mundo, aproximadamente 185 milhões de cabeças, apenas em 2008 o país atingiu o recorde de exportações de carne bovina, ultrapassando o tradicionalmente maior exportador que era a Austrália. Contudo, o preço alcançado pelos produtos no mercado internacional ainda está abaixo do maior concorrente, em decorrência principalmente da falta de profissionalização dos nossos produtores que não desfrutavam de grande credibilidade no mercado, principalmente no item qualidade. Assim, não adianta investir apenas em quantidade do produto a ser oferecido aos mercados externos, mas sim agregar valor a estes, com garantias de inocuidade e rastreabilidade. A tendência de produção de leite para os próximos anos é de um aumento mundial do volume produzido, principalmente nos países em desenvolvimento onde existem condições climáticas favoráveis para a atividade, permitindo o pastejo dos animais na maior parte do ano, diminuindo os custos de alimentação, mão-de-obra e de capital empregado. Estas tendências indicam uma migração da produção para áreas mais populosas e com menor custo de produção. No Brasil, confirma-se essa tendência de aumento da produção de leite, principalmente nas regiões de cerrado. Outra tendência que deve influenciar o setor produtivo é o crescimento e consolidação do pagamento por volume, regularidade e qualidade, promovendo escala e profissionalização da produção primária. A qualidade e higiene será uma preocupação constante, principalmente pela conscientização dos direitos do consumidor (ZOCC & GOMES, 2008). Atualmente a imprensa internacional tem aberto espaço definitivamente à sanidade animal. Nunca o consumidor comum foi tão bombardeado com informações técnicas sobre a ocorrência de doenças animais e zoonoses transmitidas por alimentos. O primeiro exemplo a ser amplamente divulgado na atualidade foi a ocorrência da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), que assolou a Grã Bretanha há alguns anos e se disseminou pela Europa, Canadá e 13

14 Estados Unidos, afetando fortemente a pecuária desses países em função do pânico que causou nos consumidores. Curiosamente, a EEB, seguida da Febre Aftosa, da Gripe Aviária e, mais recentemente, da Gripe Suína, contribuíram para que o Brasil assumisse a liderança mundial nas exportações de carne bovina, como já havia conquistado em relação a suínos e aves. A situação de destaque brasileira tem sido amplamente noticiada e a Revista Newseek de 23/02/2004 mostrou em uma reportagem de capa que os fazendeiros do país estão alimentando o mundo, pois, além do Brasil ser o maior exportador de café e cana de açúcar, também tem reforçado seu papel em relação à soja, suco de laranja, cacau, algodão, tabaco, álcool, couro, frangos etc., perfazendo um volume de exportações de U$ 4,4 bilhões em julho de 2004, com um superávit de US$ 3,96 bilhões, 78% acima de 2003 (ROXO, 2004). A produção de leite no Estado do Paraná vem apresentando significativo crescimento na última década, passando de milhões de litros/mês em 1996, para milhões de litros em 2007, como pode ser observado na Figura 1. FIGURA 1: PRODUÇÃO DE LEITE NO ESTADO DO PARANÁ FONTE: DIGIOVANI,

15 A região compreendida pelo município de Palmeira (Centro Sul Paranaense) é uma das mais importantes na pecuária leiteira do estado, conforme se pode observar na Figura 2. FIGURA 2: PRODUÇÃO DE LEITE POR REGIÃO NO ESTADO DO PARANÁ. FONTE: DIGIOVANI,

16 2- LOCAL DE REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO O Estágio Curricular foi realizado na Clínica Veterinária San Martin localizada na região de Palmeira-PR próximo ao município de Ponta Grossa a uma latitude 25º25 46 sul e a uma longitude 50º00 46 oeste, estando a uma altitude de 865 metros do nível do mar, com população estimada em 2004 de habitantes, possuindo uma área de 1465,1Km², caracterizando-se por ser uma importante região produtora de bovinos para leite e corte. O estágio foi desenvolvido no período de 2 de março a 8 de abril do ano de 2009 num total de 360 horas. A empresa possui dois Médicos Veterinários Pedro Sergio Stroparo e Sadi João Piaseckai Junior, que prestam serviços veterinários nos municípios da Lapa, Porto Amazonas e Campo Largo. 16

17 3- ATENDIMENTOS Durante o período de estágio, houve acompanhamento aos atendimentos clínicos, cirúrgicos, orientações de manejo, coleta de material para exames e outros (Tabela 1). TABELA 1: ATENDIMENTOS REALIZADOS NO PERÍODO DE MARÇO/ABRIL 2009 PELA CLÍNICA VETERINÁRIA SAN MARTIN, PALMEIRA-PR HISTÓRICO NÚMERO DE CASOS PARTICIPAÇÃO (%) EXAMES Exames de tuberculose e brucelose ,7 REPRODUÇÃO Palpações retais ,92 Ultra-sonografia ,97 CASOS CLÍNICOS Babesiose 43 7,6 Pneumonia 23 4,06 Tuberculose casos 4 0,71 Pododermatite 3 0,53 Mastite 2 0,35 Carbúnculo sintomático 1 0,17 TOTAL Dentre os atendimentos realizados, serão descritos a seguir os seguintes: - pneumonia - tuberculose - brucelose 17

18 4 PNEUMONIA 4.1 REVISÃO DA LITERATURA As doenças pulmonares nos bovinos podem ser provocadas por agentes químicos, físicos ou biológicos, determinando processos inflamatórios independente do tipo do agente agressor. Em especial nos bezerros, representa, problema econômico não só pelo custo do tratamento, mas também pelos problemas advindos do comprometimento do desenvolvimento e da produção futura dos animais. A broncopneumonia é caracterizada por alteração inflamatória de brônquios, bronquíolos e parênquima pulmonar, sendo o problema respiratório mais freqüente em bezerros, com incidência da ordem de 8,7% a 9,8% podendo a chegar a 15%. No Brasil, registraram-se índices de 12,7% em bezerros criados em regime extensivos e 12,27% nos atendidos no hospital veterinário da FMVZ Botucatu UNESP (GONÇAVES et al., 1993). Considerando-se que o rebanho bovino nacional é estimado em 154 milhões de cabeças, pode-se entender a importância do diagnóstico precoce e da conduta adequada nas afecções pulmonares. A visão clínica moderna obriga o médico veterinário a trabalhar com relação custo-benefício, de maneira que, quanto mais acurado e precoce o diagnóstico clinico, menos dispendioso é o tratamento. Análise dos sinais clínicos, relacionados às vias aéreas baixas ou posteriores e ao parênquima pulmonar, é fator importante na definição do diagnóstico. Na inspeção do animal, o aumento da freqüência respiratória, afastada a possibilidade de excitação física ou psíquica é forte indício de comprometimento das trocas gasosas. A inflamação dos brônquios pode levar a formação de liquido que, dependendo da quantidade e da localização na árvore brônquica, produz sons diferentes à auscultação. Quando a quantidade de líquido é grande e localizada em área próxima à parede torácica observa-se frêmito torácico à palpação. O acúmulo desse conteúdo líquido na região da traquéia origina o frêmito traqueal. A deposição de secreções nas vias aéreas determina modificação no fluxo de ar, provocando vibrações e tons mais graves denominados roncos. 18

19 A intensidade da broncopneumonia em bezerros, avaliada por métodos semiológicos de auscultação e percussão, pode ser classificada de acordo com a sintomatologia clínica em moderada e grave, porém, a restrição operacional do diagnóstico clínico e etiológico, principalmente a campo, e a falta de uniformidade na diferenciação de intensidade, dificultam o diagnóstico correto e, conseqüentemente, a terapêutica adequada para diminuir as seqüelas do Processo (GONÇALVES et al., 2001) Etiologia A pneumonia ocorre com muita freqüência nos bezerros e é uma enfermidade cujo aparecimento está relacionada com as condições ambientais e a resistência do animal. Aparece sempre associada à diarréia, em um processo muito conhecido entre os criadores pelo nome de pneumenterite. Como causas predisponentes da pneumonia podem ser citadas: estábulos e abrigos sujos, mal ventilados e úmidos, ventos frios, chuva e alimentação deficiente. Vários microrganismos podem ser encontrados em associação nos processos pneumônicos. Assim é que os vírus, e as bactérias do gênero Staphylococcus spp, Streptococcus, Pasteurella, e mesmo o Corynebacterium, podem ser isolados (REBHUN, 2000). Além destes, pode-se também isolar Actinomyces, como agente primário (ANDREWS e WINDSOR, 2008) Epidemiologia Essa afecção não é incomum; em geral, é observada como uma doença respiratória do animal, individualmente. Pode acometer bovinos de qualquer idade, em particular quando houve pneumonia crônica no período de estabulação. Pode ser constatada em vacas de raças leiteiras, bem como em vacas de corte de cria, tanto estabuladas quanto mantidas em pastagem. Geralmente se manifesta na forma de casos individuais, mas é possível a ocorrência de surto após alguma forma de estresse (ANDREWS e WINDSOR, 2008). 19

20 4.1.3 Sintomatologia Respiração acelerada e difícil, tosse com freqüência, secreção óculo-nasal mucoide ou muco purulenta, a freqüência respiratória permanece entre 20 e 60 movimentos/min, em geral com hiperpnéia, e febre que podem chegar a 40-41,5ºC., com freqüência verifica-se tosse, porém discreta. Durante a auscultação normalmente percebem-se chiados e sibilos na fase inspiratória, em especial em um estagio posterior da doença. Os sinais gerais são representados por falta de apetite, pêlos arrepiados e enfraquecimento progressivo. Geralmente ocorre diarréia. Nos animais mortos pode-se observar, nos pulmões, áreas hepatizadas e áreas congestas (REBHUN, 2000; ANDREWS e WINDSOR, 2008) Diagnóstico O diagnóstico clínico é feito com base na elevação da temperatura, corrimento nasal mucopurulento, respiração acelerada e tosse úmida (REBHUN, 2000). O diagnóstico diferencial envolve pneumonia crônica, mas normalmente os animais manifestam sinais clínicos mais brandos e vários são afetados. A pneumonia por inalação resulta geralmente em um animal bastante apático e, com freqüência, também há histórico de administração oral de medicamentos (ANDREWS e WINDSOR, 2008) Profilaxia Devem-se abrigar bem os animais em casinhas, currais bem cobertos, evitar deixar os animais ao relento, evitar abrigos úmidos e mal ventilados, pois podem causar acumulo de gás (amônia). Deve-se fazer a limpeza e desinfecção rigorosa dos estábulos e abrigos, e o principal para evitar a pneumonia é manter os animais em boas condições corporais fornecendo água e comida de boa qualidade (GONÇALVES et al., 2001). 20

21 4.1.6 Métodos de Transmissão A infecção por aerossol e o contato direto são os métodos de transmissão, acentuando-se ambos em condições de aglomeração e inadequada ventilação. O modo principal de transmissão entre os bezerros criados em fazendas de leite, é a via a aérea. Bezerros recém-nascidos criados em instalações individuais, podem tornar-se infectados dentro de cinco a 15 dias após um bezerro com a doença ser inserido no meio do grupo dos bezerros sem sintomatologia da doença (REBHUN, 2000) Achados de Necropsia Lesões macroscópicas costumam ser observadas nas partes pendentes e anteriores dos lobos e, mesmo nos casos fatais, em que grande parte do pulmão esta destruída, as partes dorsais dos lobos podem estar ilesas. As lesões macroscópicas podem variar muito, dependendo do tipo de pneumonia presente. A broncopneumonia se caracteriza pela presença de exsudato serofibrinoso ou purulento nos bronquíolos e congestão lobular ou hepatização; nas formas de pneumonia mais graves, fibrinosas, há exsudação gelatinosa nos septos interlobulares e pleurisia aguda, com raias de fibrina entre os lobos. Na pneumonia intersticial, os bronquíolos estão limpos e o pulmão acometido esta encolhido, vermelho-escuro e tem um aspecto granular sob a pleura e na superfície de corte. Costuma haver um espessamento firme e evidente dos septos interlobulares. Estas diferenças são prontamente detectadas no exame histopatológico. Na broncopneumonia crônica de bovinos, há consolidação, fibrose, pleurite fibrinosa, enfisema intersticial e bolhoso, brônquios cheios de exsudato, bronquiectasia e abscedação pulmonar (CARDOSO et al., 2001). 21

22 4.1.8 Tratamento Nas infecções causadas por pneumonia, o isolamento dos animais doentes e a vigilância estrita do restante do grupo para detectar casos em seus estágios iniciais devem acompanhar a administração de antimicrobianos específicos ou preparados biológicos aos animais acometidos. A escolha do antimicrobiano dependerá de uma tentativa diagnostica, da experiência com o medicamento dos casos anteriores e dos resultados de antibiogramas. As pneumonias bacterianas comuns de todas as espécies em geral recuperam-se rapidamente se tratada rapidamente com doses adequadas de fármaco escolhido no inicio da evolução da doença. Animais com pneumonia grave irão necessitar de um tratamento diário por vários dias até que haja a recuperação do animal. Já aqueles com pneumonia bacteriana e toxemia devem ser tratados individualmente. A antibioticoterapia, em geral bem sucedida, consiste de: oxitetraciclina, penicilina e estreptomicina, ampicilina, amoxicilina, cefalosporinas, sulfadimidina e trimetropim e suldiazina, durante três a cinco dias. Na maior parte dos casos responde bem à terapia, embora em alguns ocorra recidiva e outros desenvolvem, por fim, pneumonia supurativa crônica (ANDREWS e WINDSOR, 2008). Não há tratamento especifico para as pneumonias a vírus e, embora muitos Mycoplasma spp, sejam sensíveis a antibióticos in vitro, as pneumonias causadas por ele não respondem favoravelmente ao tratamento, talvez porque a localização dos micoplasmas os tornem inacessíveis aos fármacos. Como as pneumonias a vírus e por micoplasmas costumam ser complicadas por infecção bacterianas secundárias, é comum tratá-las com antibacterianos até que se verifique a recuperação do animal. Os animais doentes devem ser mantidos em abrigos aquecidos, bem ventilados, livres de poeiras, com acesso a água fresca e alimento de boa qualidade, caso o animal não esteja comendo e nem bebendo água é preciso intervir através de alimentação forçada ou via parental onde se deve ter cuidado com a velocidade da infusão, pois se administrada rapidamente pode ocasionar sobrecarga do ventrículo direito, levando o animal a morte por uma insuficiência cardíaca (REBHUN, 2000) 22

23 4.2 PNEUMONIA CAUSADA POR Pasteurella multocida Etiologia A Pasteurella multocida é habitante normal Gram-negativo das vias aéreas superiores dos bovinos e bezerros. Os mecanismos de defesa normais das vias aéreas inferiores impedem a colonização do pulmão pela P. multocida por meio das defesas físicas, celulares e secretórias no estado saudável. No entanto a P. multocida é uma oportunista provável em qualquer momento quando os mecanismos de defesa se encontrarem comprometidos. Os danos químicos à depuração mucociliar (como os causados por vapores de amônia em celeiros mal ventilados) podem permitir à P. multocida a oportunidade de colonizar as vias aéreas inferiores. A P. multocida também é encontrada em infecções mistas do pulmão, junto com o Harmophilus somnus, o Actinomyces pyogenes, o Mycoplasma spp, ou vários vírus respiratórios dos bovinos. As cepas da P. multocida isolada dos pulmões dos bovinos ou bezerros são, freqüentemente, sensíveis a muitos antibióticos. Isso constitui um contrates definido contra a P. haemolytica, em que a resistência a antibióticos é muito mais provável. Essa diferença será importante em relação ao tratamento e a prevenção da pneumonia pela P. multocida (REBHUN, 2000) Lesões As principais lesões causadas pela pasteurelose bovina são: congestão dos órgãos internos, hemorragias nas mucosas, serosas e órgãos, edema gelatinoso no pescoço e barbela (forma edematosa), líquido amarelado na cavidade abdominal, áreas hepatizadas nos pulmões, edema subcutâneo e enterites (REBHUN, 2000). 23

24 4.2.3 Sinais Clínicos Os sinais da pneumonia aguda pela P. multocida incluem febre, depressão, anorexia suave a severa, tosse úmida, aumento da freqüência e da profundidade da respiração e queda da produção de leite relacionada com o grau de anorexia. A febre varia de 39,7 a 40,8ºC na maioria dos casos. Auscultam-se, bilateralmente, estertores úmidos e secos no campo pulmonar ventral anterior e estes constituem achados clássicos nas ocorrências agudas. Os campos pulmonares dorsais costumam permanecer normais. A descarga nasal pode ser de natureza serosa ou mucopurulenta e se tornar mais aparente em bezerros do que em vacas adultas. A doença aguda pode ocorrer em animais de qualquer idade, mas tende a ser mais comum em bezerros desmamados e outros animais em grupo. Quando vista em indivíduos mais jovens, a doença aguda é indicativa de má ventilação, excesso de vapor de amônia ou falha de transferência passiva de imunoglobulinas. Todos esses fatores predisponentes são comuns nos bezerros leiteiros colocados em criações de vitelo ou em outras instalações internas de abrigo em grupo. Descobriu-se que a P. multocida é a causa da septicemia neonatal em bezerros que recebem colostro inadequado. Esses bezerros septicêmicos podem mostrar sinais de meningite, uveíte séptica, artrite séptica e descarga nasal e ocular mucopurulentas, além dos sinais típicos de uma pneumonia por P. multocida aguda. A pneumonia por P. multocida aguda acontece como uma doença infecciosa epidêmica ou endêmica, em grupos de bezerros ou bovinos adultos estabulados e pode afetar 10 a 50% dos animais dentro do grupo. Durante um surto agudo, o grau de enfermidade aparente e o grau auscultável de pneumonia variarão demais entre os bovinos e os bezerros afetados. Infectado somente um animal no grupo, devem-se procurar as causas predisponentes ou estresse exclusivo desse animal ao se estabelecer uma história (animal recente na propriedade, animal recém desmamado, etc.). A pneumonia crônica devida à P. multocida provoca sinais semelhantes aos da doença aguda, mas se auscultam, tons brônquicos indicativos de consolidação nos campos pulmonares ventrais anteriores. Os animais afetados com pneumonia crônica podem apresentar exacerbação acentuada da dispnéia e aumento da 24

25 freqüência respiratória, se forem abrigados em aéreas mal ventiladas ou onde as temperaturas ambientais excederem 21,1ºC. O Actinomyces pyogenes é um invasor secundário comum dos pulmões cronicamente infectados com a P. multocida. Após uma pneumonia por P. multocida epidêmica aguda, os animais afectados ocasionais podem mostrar sinais de pneumonia crônica (REBHUN, 2000) Diagnóstico Suspeita-se da pneumonia pela P. multocida depois de se obter a história apropriada por intermédio dos proprietários, acharem os sinais típicos completos de pneumonia ventral anterior com estertores auscultáveis bilaterais. Entretanto, a confirmação requer cultura da P. multocida, a partir de amostras de lavado traqueal ou de amostra de necropsia dos animais afetados agudamente e não tratados. Os neutrófilos predominam nos componentes leucocíticos do fluido do lavado traqueal, observando-se bastonetes Gram-negativos, intracelularmente nos casos agudos. O hemograma pode mostrar desvio a esquerda degenerativo, típico de infecção aguda em bovinos ou pode ficar normal nos casos suaves. Os casos crônicos mais ou menos duas semanas, podem apresentar neutrofilia e os bovinos adultos mostram uma hiperglobulinemia no soro. A patologia macroscópica dos casos agudos fatais incluem pneumonia anteroventral bilateral com a porção afetada do pulmão ficando firme e vermelha ou azul descolorida. A palpação do pulmão afetado firme constitui a chave para o diagnóstico patológico macroscópico. A fibrina pode recobrir a superfície da pleura parcial ou visceral, mas em menor quantidade em relação à observada no caso da P. haemolytica, o caso crônico mostrará um parênquima pulmonar pneumônico e firme semelhante, mas com freqüência terão bronquiectasia e abscessos pulmonares. As radiografias raramente se tornam necessárias, mas podem ser úteis em bezerros ou bovinos individuais cronicamente infectados para identificar os abscessos e o grau de consolidação para propósitos diagnósticos (REBHUN, 2000). 25

26 4.2.5 Profilaxia As vacinas tem tido boa eficiência para o controle da pasteurelose, a vacina protege o animal num prazo de um ano (REBHUN, 2000) Tratamento Os antimicrobianos e as alterações na criação e no manejo constituem os componentes integrais da terapia efetiva para pneumonia pela P. multocida. Têm-se usado muitos antibióticos (penicilina, penicilina-estreptomicina, ampicilina, eritromicina, espectinomicina, lincomicina e tetraciclina). As sulfas também são efetiva quando administradas sozinhas ou em combinação com antibióticos (penicilina ou tetraciclina). Recentemente, o ceftiofur (uma cefalosporina de largo aspecto), foi aprovado paro o uso na pneumonia por Pasteurella em bovinos e se mostrou muito efetivo. A tilmocosina também se pode mostrar efetiva, mas atualmente não se encontra aprovada para o uso nos bovinos leiteiros. O clínico veterinário pode começar uma antibioticoterapia mesmo sem conhecer os resultados das culturas e dos testes de sensibilidade a antibióticos. Portanto, o tratamento inicial se baseia na experiência anterior, nas diferenças geográficos, na sensibilidade a antibióticos e nos fatores econômicos. Os animais febris, anoréticos e dispnéicos requerem tratamento. Outros que têm febres suaves e depressão, mas continuam a comer e não ficam muito doentes podem não exigir tratamento. Os grupos individuais ou pequenos de animais doentes podem ser tratados empiricamente, se não se previrem fatalidades. Porém, se uma situação epidêmica se tornar aparente é sempre melhor se fazer lavados transtraqueais de vários animais antes de qualquer tratamento. Isso feito, o veterinário pode começar uma terapia empírica certificandose de que os resultados da sensibilidade a antibióticos definitivos estarão acessíveis em três dias. Assim, se os animais falharem em responder á escolha do antibiótico inicial pode-se escolher um especifico com base nos resultados de sensibilidade, tão logo estes se encontrem disponíveis. 26

27 Pode-se eleger penicilina, tetraciclina, eritromicina, ampicilina ou ceftiofur para a terapia inicial. As dosagens desses fármacos e o modo de aplicação estarão disponíveis na Tabela 2. TABELA 2: DOSAGEM E FREQUÊNCIA DE ADMINISTRAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS SELECIONADOS PARA A TERAPIA INICIAL ANTIBIÓTICO DOSE FREQUÊNCIA Ceftiofur 2,2mg/kg, IM s.i.d. ou b.i.d. Cloridreto de oxitetraciclina, sozinho ou em combininação com sulfas 11 17,6mg/kg, IV ou IM b.i.d. Gentamicina 2,2mg/kg, IV ou IM b.i.d. Gentamicina e penicilina Trimetropina 2,2mg/kg, IV ou IM U/kg, IM 22 33mg/kg IV ou SC b.i.d. s.i.d Combinação de lincomicinaespectinomicina 11mg/kg (lincocina) 6,6 11mg/kg (espectinomicina) b.i.d. Eritromicina 5,5mg/kg b.i.d. Ampicilina 11 22mg/kg b.i.d. Enrofloxacina 10mg/kg, SC dose única FONTE: REBHUN, 2000 s.i.d.: uma vez ao dia b.i.d.: duas vezes ao dia SC: sub-cutâneo IM: intra-muscular IV: intra-venoso Independentemente do fármaco escolhido, todos os bovinos tratados devem ter a temperatura e atitudes registradas diariamente de forma a serem avaliadas a cada 24 a 48 horas, deve-se proceder a redução da temperatura até a variação normal, em 0.5 a 1ºC por dia, quando se usar o antibiótico efetivo; a atitude, o apetite e o grau de dispnéia devem melhorar com o retorno a temperatura corporal normal. Muitos veterinários usam agentes antiinflamatórios em conjunto com a terapia antimicrobiana. Os objetivos das medicações antiinflamatórias são reduzir a febre, bloquear partes específicas ou mediadores do ciclo inflamatório, contra-atacar as endotoxinas liberadas pela parede celular dos organismos Gram-negativos 27

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