PLANOS TERAPÊUTICOS DE ENFERMAGEM PARA O PACIENTE COM PNEUMONIA THERAPEUTIC PLANS OF NURSING FOR THE PATIENT WITH PNEUMONIA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "PLANOS TERAPÊUTICOS DE ENFERMAGEM PARA O PACIENTE COM PNEUMONIA THERAPEUTIC PLANS OF NURSING FOR THE PATIENT WITH PNEUMONIA"

Transcrição

1 395 PLANOS TERAPÊUTICOS DE ENFERMAGEM PARA O PACIENTE COM PNEUMONIA THERAPEUTIC PLANS OF NURSING FOR THE PATIENT WITH PNEUMONIA Christiane Pereira Ornelas Discente do Curso de Enfermagem do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais UnilesteMG. Ricardo Alexandre da Silva Cobucci Enfermeiro. Especialista em Docência do Ensino Superior, docente do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais UnilesteMG. RESUMO O presente estudo trata-se de uma pesquisa bibliográfica do tipo exploratória visando a identificação dos diagnósticos de enfermagem presentes nas literaturas de enfermagem relacionados às pneumonias, bem como as medidas de intervenções relacionadas a estes. O acesso à bibliografia foi manual e o instrumento utilizado na pesquisa foram as literaturas presentes em livros, livros-textos e tratados da biblioteca do Unileste-MG. O Sistema Respiratório tem como função conduzir o oxigênio até as células, que necessitam deste para a execução de suas funções metabólicas, e eliminar o dióxido de carbono que as células produzem. Essa troca gasosa pode ser comprometida a partir da ventilação inadequada, anormalidades na difusão através da membrana pulmonar e do transporte de gases dos pulmões para os tecidos. O enfermeiro geralmente se depara com pacientes com distúrbios do sistema respiratório, em especial a pneumonia que é uma doença inflamatória que atinge os pulmões e possui diversas causas, para isso, torna-se importante que o mesmo esteja devidamente preparado para programar o plano terapêutico de cuidados sob o auxílio dos Diagnósticos de Enfermagem que contribuem na escolha dos cuidados de enfermagem, para que haja o alcance dos resultados pelo qual é responsável. Tendo em vista que a pneumonia é uma entidade patológica que atinge comumente as pessoas, notou-se que as literaturas de enfermagem que abordam os Diagnósticos de Enfermagem relacionados a essa patologia são escassas uma vez que, é de extrema importância o levantamento desses diagnósticos, pois permite agilidade e facilidade nas escolhas das intervenções de enfermagem. PALAVRAS-CHAVE: Diagnóstico de Enfermagem. Pneumonias. Cuidados de Enfermagem. ABSTRACT The present study is treated of a bibliographical research of the exploratory type seeking the identification of the present nursing diagnoses in the nursing literatures related to the pneumonias, as well as the reasons of the measures of interventions related to these. The access to the bibliography was manual and the instrument used in the research were the present literatures in books, book-texts and treaties in the Unileste-MG library. The Breathing System has as function to drive the oxygen until the cells, that need this for the execution of their metabolic functions, and to eliminate the carbon dioxide that the cells produce. That gaseous change can be committed starting from to inadequate ventilation, abnormalities in the diffusion through the lung membrane and of the transport of gases of the lungs for the fabrics. The nurse usually comes across patients with disturbances of the breathing system, especially the pneumonia that is an inflammatory disease that it reaches the lungs and it possesses several causes, for that, he becomes important that the same is properly prepared to program the therapeutic plan of cares under the aid of the Diagnoses of Nursing that you/they contribute in the choice of the nursing cares, so that there is the reach of the results for which is responsible. Tends in view that the pneumonia is a pathological entity that it reaches the people commonly, it was noticed that the nursing literatures that approach the Diagnoses of related Nursing

2 396 the that pathology are scarce once, it is of extreme importance the rising of those diagnoses, because it allows agility and easiness in the choices of the nursing interventions. KEY WORDS: Diagnoses of Nursing. Pneumonias. Nursing Care. INTRODUÇÃO O Sistema Respiratório abrange o trato respiratório superior e o trato respiratório inferior, sendo este sistema o responsável por efetuar a troca gasosa, ou seja, sua função é conduzir o oxigênio (O2) até as células, que necessitam deste para a execução de suas funções metabólicas, e eliminar o dióxido de carbono (CO2) que as células produzem, pois o excesso de CO2 é tóxico para o nosso organismo. Essas funções ocorrem em um organismo sadio e bem integrado, de forma natural sem que o indivíduo perceba e se esforce para isso. Este sistema, essencial para a preservação da vida constitui-se pelos órgãos: nariz, faringe, laringe, traquéia, brônquios e os pulmões (BEYERS; DUDAS, 1989; STEVENS; LOWE, 2002). Os diagnósticos e o tratamento das patologias respiratórias dependem do entendimento dos princípios fisiológicos da respiração e das trocas gasosas, uma vez que, algumas dessas patologias podem originar-se de ventilação inadequada, anormalidades na difusão através da membrana pulmonar e do transporte de gases dos pulmões para os tecidos (GUYTON; HALL, 1997). Atualmente, em alguns estados do Brasil, as Infecções Respiratórias Agudas (IRA) são as principais doenças que atingem indeterminadamente crianças e adultos, de acordo com dados do Ministério de Saúde (BRASIL, 2007). Black e Matassarin-Jacobs (1996), Carpenito (1999) e Smeltzer e Bare (2006) relatam que entre as doenças mais comuns do sistema respiratório inferior, destacam-se as pneumonias, que são as causas mais freqüentes de mortes nos Estados Unidos. Essa doença inflamatória atinge o parênquima pulmonar e pode ser causada por fungos, parasitas, bactérias, vírus, inalação de substâncias químicas, aspiração de conteúdo gástrico ou acúmulo de líquidos nas bases pulmonares. Para Doenges, Moorhouse e Geissler (2003), há duas formas de pneumonias, as primárias ocasionadas pela inalação ou aspiração de um patógeno, e as secundárias que ocorrem por causa de uma lesão pulmonar provocada pela disseminação de bactérias procedentes de uma infecção em outra área do corpo. O Enfermeiro, independente dos ambientes em que atua, geralmente se depara com pacientes com distúrbios do sistema respiratório, em especial as pneumonias, sendo importante que o mesmo esteja devidamente preparado para implementar o plano terapêutico de cuidados. O Diagnóstico de Enfermagem é parte integrante do processo de trabalho deste profissional, permitindo ao mesmo que identifique os problemas, subsidiando a prescrição dos cuidados (SMELTZER; BARE, 2006). A North American Nursing Diagnosis Association (NANDA), durante sua nona conferência definiu o conceito oficial de Diagnóstico de Enfermagem em março de 1990, onde ficou determinado que o mesmo é: um julgamento clínico sobre as respostas do indivíduo, da família ou da comunidade aos problemas de saúde/processos vitais, reais ou potenciais. O diagnóstico de enfermagem proporciona seleção das intervenções de

3 397 enfermagem visando ao alcance dos resultados pelos quais a enfermeira é responsável (NANDA, 2003, p. 241). O Diagnóstico de Enfermagem auxilia o enfermeiro a elaborar e executar um plano de ação para que assim ele se aproxime de seu objeto de trabalho através de ações programadas, baseando-se nos problemas detectados no paciente. Com isso a produtividade reflete a melhora no processo de trabalho através da qualidade das ações (CROSSETTI, 1995 apud FOSCHIERA; VIEIRA, 2004). Conhecer e compreender os diagnósticos de enfermagem que podem estar presentes nos pacientes com quadros de pneumonias é de fundamental importância ao enfermeiro, o que poderá possibilitar agilidade e facilidade nas escolhas das intervenções de enfermagem que o favorecerá no alcance dos resultados pelos quais é responsável. Da mesma forma, isso faz com que possa haver melhora na qualidade da assistência prestada a estes pacientes, direcionando os cuidados e permitindo que os mesmos sejam realizados de forma sistemática e individualizados. Assim, o presente estudo propõe a investigação e o levantamento dos Diagnósticos de Enfermagem presentes nas principais literaturas de enfermagem referentes às pneumonias, o estudo analítico e comparativo dos diagnósticos de enfermagem levantados e os motivos das medidas de intervenções relacionadas a estes, visto que, se trata de uma patologia comum dentro das instituições hospitalares, que alteram as necessidades humanas básicas da pessoa, bem como demanda da equipe de enfermagem uma série de cuidados especiais. Então, quais são os principais diagnósticos de enfermagem detectados para as pessoas com pneumonia? Desta forma, tem-se como objetivo geral a identificação dos diagnósticos de enfermagem presentes nas literaturas de enfermagem relacionados às pneumonias e suas possíveis intervenções a fim de ressaltar a importância desses cuidados relacionados a cada diagnóstico, bem como identificar quais as necessidades humanas básicas mais afetadas nas pessoas com a doença. METODOLOGIA Realizou-se uma pesquisa bibliográfica do tipo estudo exploratório, uma vez que este tipo de pesquisa requer o exame da literatura científica para levantamento e análise do que já se produziu sobre o tema, a fim de identificar os diagnósticos de enfermagem relacionados à patologia mais frequente do trato respiratório inferior, as pneumonias. Segundo Amaral (2007, p. 5), as etapas de uma pesquisa bibliográfica consistem no levantamento, seleção, fichamento e arquivamento de informações relacionadas à pesquisa. Foram excluídos da pesquisa os que se constituíram de cartas aos editores, editorial, projeto de pesquisa, artigos e artigo de opinião. O acesso à bibliografia foi manual e o instrumento utilizado na pesquisa foram as literaturas presentes em livros, livros-textos e tratados de fonte primária e secundária de acervo pessoal e bibliotecário do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais (Unileste-MG). A investigação nos livros seguiu os seguintes passos: 1) procura por livros relacionados à Diagnósticos de Enfermagem; 2) leitura sistemática das informações

4 398 pertinentes ao tema; 3) construção do texto através de paráfrases; 4) discussão do tema através das idéias dos autores. De acordo com a Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, os direitos autorais foram respeitados, sendo mencionados os nomes dos autores consultados. A elaboração das referências foi realizada baseada na NBR 6023, bem como as citações dos autores de acordo com a NBR (BRASIL, 1998; ABNT, 2002a; ABNT, 2002b). O período de investigação literária compreendeu os meses de agosto, setembro e outubro de Os Diagnósticos de Enfermagem para as pessoas com pneumonia serão apresentados, por motivos didáticos, em duas categorias. Categoria 1: os essencialmente vinculados aos problemas do sistema respiratório; Categoria 2: os que se relacionam aos problemas respiratórios. Entende-se por diagnósticos de enfermagem essencialmente vinculados, aqueles que apresentam comprometimentos gerados diretamente no sistema respiratório, enquanto que, os que se relacionam, aqueles que as manifestações são originárias em outros sistemas por conseqüência dos problemas respiratórios. DISCUSSÃO CATEGORIA 1 Padrão Respiratório Ineficaz Inspiração e/ou expiração que não proporciona ventilação adequada (NANDA, 2009). O diagnóstico está presente na maioria das literaturas pesquisadas, entendendo os autores que a pessoa com pneumonia apresenta desvio na freqüência respiratória, apresentando uma ventilação mais rápida, interferindo na oferta de oxigênio (O2) e eliminação de dióxido de carbono (CO2). Para Black e Matassarin-Jacobs (1996) e Carpenito (2002) este diagnóstico se fundamenta na necessidade do enfermeiro prescrever ações que visem o controle da qualidade da ventilação. Potter e Perry (2002) e Carpenito (2002), acrescentam ainda, que o controle da freqüência ventilatória inibe a expiração excessiva, que culmina em alta perda de CO2 pelo organismo, prevenindo a alcalose respiratória. A manutenção de um posicionamento confortável para o paciente é defendida como uma intervenção que favorece a expansão pulmonar, reduzindo o esforço respiratório (BLACK; MATASSARIN-JACOBS, 1996; SPARKS; TAYLOR; DYER, 2000). Hargrove-Huttel (1998) determina ainda que o paciente deva ser colocado na posição sentada, o que facilita ainda mais a respiração. Foram detectadas ainda, outras observações relevantes para que se trabalhe este diagnóstico como a necessidade de se realizar um treinamento para o controle da respiração, a utilização de oxigenoterapia suplementar, o monitoramento dos gases arteriais, bem como o controle da dor, uma vez que ambos contribuem significativamente para a alteração do padrão respiratório. Ventilação Espontânea Prejudicada Reservas de energia diminuídas, resultando em uma incapacidade do individuo de manter respiração adequada para sustentação da vida (NANDA, 2009). De

5 399 acordo com Carpenito (2002) e Sparks, Taylor e Dyer (2000), este diagnóstico foi elaborado uma vez que se aplica à pacientes com baixa capacidade de manter a respiração adequada para o fornecimento de oxigênio às células do organismo tendo em vista que há uma perfusão inadequada dos gases arteriais, que tem como consequência o aumento da pressão de CO2 e a diminuição da saturação e pressão do O2 arterial. Carpenito (2002) justifica que essa saturação insuficiente do O2 no sangue é proveniente da hipoventilação alveolar ou à ventilação-perfusão inadequada. Comprometendo os gases arteriais, conforme citado anteriormente, Sparks, Taylor e Dyer (2000), sustentam este diagnóstico na necessidade que o paciente com pneumonia apresenta em relação ao déficit de oxigênio, como forma de implementar a oxigenoterapia suplementar para melhorar a oferta de oxigênio aos alvéolos pulmonares comprometidos, reduzindo a hipoxemia. Desobstrução Ineficaz de Vias Aéreas Incapacidade de eliminar secreções ou obstruções do trato respiratório para manter uma via aérea desobstruída (NANDA, 2009). Segundo Black e Matassarin- Jacobs (1996), Carpenito (1999, 2002, 2003), Nettina (2003), Potter e Perry (2002), Smeltzer e Bare (2006) e Sparks, Taylor e Dyer (2000), uma via área quando obstruída, seja por edema na mucosa ou por secreções espessas provenientes de uma inflamação nas vias respiratórias inferiores, ocasiona a interrupção parcial da passagem de ar através da traquéia, brônquios e principais vias aéreas, e compromete o processo de difusão de O2 e de CO2, fazendo-se necessário a adoção de medidas para promover a desobstrução destas vias. Para Carpenito (1999, 2002) Doenges, Moorhouse e Geissler (2003), Potter e Perry (2002), faz-se necessário a mudança constante de posição do paciente com pneumonia tendo em vista que essa intervenção o auxilia na expansão torácica e colabora para a movimentação e supressão das secreções espessas, porém, Sparks, Taylor e Dyer (2000) defendem que o paciente deve ser mantido em posição de Fowler. A utilização de técnicas terapêuticas como a percussão torácica contribui também para a movimentação das secreções (NETTINA, 2003; POTTER; PERRY, 2002). Os autores já referidos concordam também que para a manutenção da permeabilidade das vias respiratórias, a hidratação, a umidificação provocada durante a oxigenoterapia contribuem para molificar as secreções, bem como para eliminação das mesmas. No entanto, para que este procedimento alcance tal resultado é extremamente necessário que o paciente tenha o reflexo de tosse eficaz. Assim, facilita o fluxo de ar e diminui o índice de disseminação da infecção pela expectoração, que provoca a eliminação da secreção, sendo que este procedimento se torna mais eficaz quando o paciente é instruído com relação ao estímulo controlado da tosse. Nettina (2003) complementa que a eliminação das secreções previne a formação de tampões de exsudato. Hargrove-Huttel (1998) salienta ainda para a necessidade de se usar os mucolíticos como método facilitador para a eliminação das secreções. Troca de Gases Prejudicada

6 400 Excesso ou déficit na oxigenação e/ou na eliminação de dióxido de carbono na membrana alveolocapilar (NANDA, 2009). A utilização deste diagnóstico justifica-se pelo fato de que a pessoa com pneumonia tem sua troca gasosa prejudicada devido a redução do oxigênio ofertado e aumento do dióxido de carbono no sangue. Quando há a obstrução dos alvéolos pulmonares as chances de ocorrer a hipóxia aumentam, pois devido a essa obstrução as células teciduais não são oxigenadas de maneira adequada. Geralmente o paciente com comprometimento da ventilação e perfusão apresenta frequência respiratória alterada, cianose e dificuldades respiratórias indicando o quanto os pulmões se encontram comprometidos (CARPENITO, 2002; DOENGES; MOORHOUSE; GEISSLER, 2003; HARGROVE- HUTTEL, 1998; NETTINA, 2003). Segundo Doenges, Moorhouse e Geissler (2003), Hargrove-Huttel (1998), Nettina (2003) e Potter e Perry (2002) o enfermeiro deve realizar o acompanhamento dos gases sanguíneos para ter conhecimento da necessidade de oxigenoterapia e para avaliar se a pressão de CO2 encontra-se em níveis aceitáveis. Deve ainda este profissional atentar-se para a presença de cianose que é um indicativo de hipóxia ou hipoxemia e observar se o paciente está dispnéico, pois, este é um indicativo de que há o fornecimento insuficiente ou bloqueio da oxigenação. Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) acrescentam que quando o paciente apresenta febre ocorrem alterações da oxigenação das células teciduais uma vez que há o aumento da demanda metabólica e de oxigênio, interferindo negativamente na troca gasosa. Para os autores acima, há a necessidade de manutenção do paciente em repouso, porém, intercalando atividades, realização de mudanças de decúbito, estímulo à tosse, uma vez que essas medidas auxiliam na expansão pulmonar havendo uma melhora do fluxo aéreo, aumentam a movimentação e eliminação de secreções para manter a permeabilidade das vias aéreas e permite a manutenção da oxigenação adequada às células teciduais e, por conseguinte, melhora da troca de gases. Nettina (2003) defende ainda que, para melhorar a troca gasosa, o paciente deve ser mantido em posição sentada para favorecer a expansão pulmonar e melhora do fluxo aéreo. CATEGORIA 2 Intolerância à Atividade Energia fisiológica ou psicológica insuficiente para suportar ou completar as atividades diárias requeridas ou desejadas (NANDA, 2009). A utilização do referido diagnóstico justifica-se pelo fato de que o paciente com pneumonia se encontra incapaz de equilibrar a demanda e a oferta de oxigênio, conforme os autores Black e Matassarin-Jacobs (1996), Carpenito (2003), Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) e Smeltzer e Bare (2006) que ainda, defendem que este paciente deve ser mantido em repouso uma vez que suas reservas de energia se encontram escassas devido à falhas na captação de oxigênio, provocando alterações na frequência respiratória e depreciação na nutrição celular. Smeltzer e Bare (2006) salientam que esse repouso deve obedecer a uma posição que favoreça a melhora do fluxo de ar nas vias respiratórias.

7 401 O comprometimento da captação e oferta de oxigênio para os tecidos ocorre quando há a realização de atividades que demandam um consumo superior de oxigênio pelo organismo (CARPENITO, 2003; SMELTZER; BARE, 2006). Black e Matassarin-Jacobs (1996) e Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) acrescentam que juntamente com o repouso exigido ao paciente com intolerância à atividade, deve ser inserida a prática de exercícios que aumentam gradativamente para auxiliar na respiração uma vez que esse paciente se encontra com as reservas energéticas reduzidas e com a troca gasosa em desequilíbrio. Risco de Infecção Risco aumentado de ser invadido por organismos patogênicos (NANDA, 2009). De acordo com Carpenito (2002) e Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) o paciente com pneumonia encontra-se com suas defesas primárias, como por exemplo, as barreiras ciliares, debilitadas uma vez que ele já está acometido por um distúrbio do sistema respiratório, esse fator facilita ao aparecimento e disseminação de infecções. Geralmente nas narinas, que são as responsáveis pela captura do ar, são encontradas secreções que quando alcançam os alvéolos necessitam ser removidas, seja através do espirro ou tosse e reflexo de regurgitação (CARPENITO, 2002). Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) e Potter e Perry (2002) acrescentam que o acúmulo dessas secreções nas vias respiratórias torna o paciente ainda mais propício a adquirir uma infecção. Os autores supracitados concordam que este diagnóstico fundamenta-se na necessidade de auxiliar o paciente com pneumonia no controle da respiração, estímulo à tosse e expectoração uma vez que promovem a desobstrução das vias aéreas bem como a redução das chances de reinfecção. A necessidade de aspiração das secreções deve ser avaliada caso o reflexo de tosse esteja ausente (CARPENITO, 2002; POTTER; PERRY, 2002). Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) acrescentam ainda que durante o repouso, a mudança de decúbito move as secreções e facilita a eliminação das mesmas. Tendo em vista que o objetivo do enfermeiro é evitar infecções, uma das maneiras mais eficazes é a lavagem das mãos constantemente (CARPENITO, 2002; DOENGES; MOORHOUSE; GEISSLER, 2003). Risco de Volume de Líquidos Deficiente Risco de desidratação vascular, celular ou intracelular (NANDA, 2009). Para alguns dos autores, o presente diagnóstico se justifica devido ao fato do paciente com pneumonia estar em elevado risco de entrar em um quadro de desidratação pelo aumento da frequência respiratória que eleva a quantidade de perdas líquidas imperceptíveis através da expiração, febre, pelo aumento da demanda metabólica e pela diminuição da ingestão líquida muitas vezes ocasionada por lesão na mucosa oral (CARPENITO, 2003; DOENGES; MOORHOUSE; GEISSLER, 2003; SMELTZER; BARE, 2006). Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) defendem que é atribuição da enfermagem avaliar os sinais e sintomas indicativos de febre, que pode acelerar a eliminação de líquidos do corpo.

8 402 Segundo Carpenito (2003) e Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) a mucosa oral do paciente com pneumonia se encontra ressecada pela passagem de ar, mas é necessária uma avaliação da cavidade oral, pois o ressecamento de mucosa é um indicador de que há déficit de líquidos, seja por dificuldade ou falta de ingestão de líquidos. Para estes autores, este diagnóstico fundamenta-se na necessidade de serem prescritas e realizadas ações para melhorar a hidratação. Nutrição Desequilibrada: Menos que as Necessidades Corporais Ingestão insuficiente de nutrientes para satisfazer as necessidades metabólicas (NANDA, 2009). Na maioria das vezes, a nutrição oferecida ao paciente com pneumonia não é suficiente, já que sua demanda metabólica se encontra aumentada devido à febre e/ou infecção (DOENGES; MOORHOUSE; GEISSLER, 2003). Carpenito (1999, 2003) e Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) justificam tal diagnóstico por distensão abdominal, que se agrava pelo fato do paciente manter a respiração pela cavidade oral, ou seja, devido à hipóxia, a demanda por captação de oxigenação aumenta e há a deglutição de ar, ou, por causa das toxinas bacterianas no trato intestinal. Este desequilíbrio pode estar relacionado também à anorexia e dispnéia (CARPENITO, 2003). Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) defendem que a identificação dos fatores causadores de náuseas e vômitos auxilia na escolha das intervenções e a expectoração é essencial na recuperação do paciente com pneumonia, mas tendo em vista que o odor e o gosto do escarro interferem constantemente na nutrição deste. Torna-se necessária a higienização oral para eliminar gostos desagradáveis e reduzir a náusea e oferecer um recipiente para a eliminação das secreções. Segundo Carpenito (1999) a presença de íleo paralítico é um indicativo de que a ingestão de alimentos está diminuída ou que a perda imperceptível de líquidos elevou devido à febre e ao aumento da freqüência respiratória. De acordo com Smeltzer e Bare (2006), quando necessário, os líquidos e nutrientes podem ser administrados por via endovenosa e a nutrição pode ser adquirida através de bebidas com eletrólitos, bebidas enriquecidas com nutrientes ou Milk-shakes, uma vez que os pacientes com falta de ar têm seu apetite reduzido e ingerem apenas líquidos. Porém, Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) aconselha que as refeições devem ser oferecidas em pequenas quantidades e em intervalos curtos. Conhecimento Deficiente Ausência ou deficiência de informação cognitiva relacionada a um tópico específico (NANDA, 2009). Muitas vezes o paciente não compreende as informações a cerca de sua patologia, seja por falta de exposição por parte do enfermeiro, por má interpretação da informação transmitida ou por lembrança alterada. É neste contexto que o diagnóstico se fundamenta uma vez que o paciente com pneumonia e seus familiares devem receber todas as informações pertinentes à doença que o acomete. Essas informações devem ser relacionadas ao processo da doença, causas, tratamento, período de convalescença e recuperação, isso pode melhorar o enfrentamento do estresse (DOENGES; MOORHOUSE; GEISSLER, 2003; HARGROVE-HUTTEL, 1998; SMELTZER; BARE, 2006). As informações devem ser transmitidas de forma clara e objetiva e quando possível essas

9 403 informações devem ser escritas (DOENGES; MOORHOUSE; GEISSLER, 2003; SMELTZER; BARE, 2006). Segundo Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) e Hargrove-Huttel (1998) a orientação quanto a execução de técnicas de estímulo à tosse, técnicas de respiração, respeitar os períodos de repouso, evitar a fadiga, atividades que exijam maiores consumos de oxigênio, álcool, fumo e tabagismo passivo são também medidas eficazes para evitar a recidiva da doença. Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) defendem que o enfermeiro deve revisar para o paciente sobre a função pulmonar e a patologia que o acomete quantas vezes for necessário para que ele tenha conhecimento sobre a sua atual situação e coopere para eficácia do tratamento. Após a transmissão de todas as informações necessárias durante o tratamento, o paciente deve ser instruído que, após sua saída da unidade hospitalar, este deve dar continuidade ao tratamento e ao acompanhamento clínico tendo em vista que os sinais e sintomas de recidivas podem ser detectados antecipadamente (DOENGES; MOORHOUSE; GEISSLER, 2003; HARGROVE-HUTTEL, 1998; SMELTZER; BARE, 2006). Controle Ineficaz de Regime Terapêutico Padrão de regulação e integração na vida diária de um programa de tratamento de doenças e sequelas de doenças que é insatisfatório para atingir objetivos específicos de saúde (NANDA, 2003). De acordo com Carpenito (1999, 2003) o regime terapêutico é um conjunto de estratégias programadas para a melhora do paciente com pneumonia. Para esta autora, este diagnóstico é fundamentado na falta de conhecimento sobre a doença, falta de informações ou entendimento de como será o tratamento e transmissão de informação prejudicada devido o mal estar do paciente. Defende ainda que quando o tratamento para esse paciente é complexo e muitas vezes tem sua funcionalidade comprometida, é papel do enfermeiro instruí-lo a controlar sua terapia uma vez que esse controle o ajudará nas adaptações pelas quais serão necessárias que ele passe. Essas informações podem ser repassadas verbalmente, através de ilustrações e quando possível escrita de forma a encorajá-lo a dar continuidade ao tratamento. A transmissão das informações sobre os cuidados para os familiares auxilia no tratamento uma vez que está inserindo-os junto ao tratamento e esclarecendo todas as dúvidas. Muitas vezes, mesmo com todas as informações esclarecidas, as metas de recuperação não são alcançadas, então pode ser necessário o encaminhamento para uma assistência após a alta do paciente. O acompanhamento clínico deve ser obedecido por esse paciente e em caso de pacientes idosos faz-se necessária a imunização contra a influenza (CARPENITO, 1999). Observa-se que as justificativas para este diagnóstico de enfermagem, utilizadas como embasamento por esta autora tem relação direta com o déficit de conhecimento. No entanto nota esta, que tal condição relaciona-se mais diretamente à deficiência do cumprimento do regime terapêutico, sendo, portanto relevante sua explicitação, no intuito de perceber que características clínicas semelhantes podem despertar para problemas de enfermagem diferentes. Hipertermia

10 404 Temperatura corporal elevada acima dos parâmetros normais (NANDA, 2009). Quando o organismo apresenta um aumento significativo da temperatura corporal, o mesmo manifesta esta alteração através de sudorese e dilatação dos vasos periféricos. A presença de febre é um indicativo importante de que há uma infecção, inflamação ou doença acometendo este organismo. O paciente com pneumonia que se encontra debilitado devido a dificuldade na troca gasosa e a hidratação reduzida possui fluxo sanguíneo escasso e fica predisposto a ter sinais de febre uma vez que o sangue é o fluido responsável por manter a temperatura corporal normal. O aumento da demanda metabólica faz com que a temperatura aumente, e assim também ocorre o contrário, quando a temperatura corporal eleva, há o aumento das exigências metabólicas (CARPENITO, 2002, 2003). Carpenito (2002) defende que quando o paciente utiliza medicamentos sem prescrição médica, pode camuflar esse sintoma e consequentemente a infecção. Com a intenção de detectar a infecção que acomete este paciente, Carpenito (2002, 2003) sustenta este diagnóstico na necessidade do enfermeiro prescrever ações que visem buscar as causas da hipertermia, monitorar a temperatura corporal e ambiental, monitorar a frequência respiratória e buscar as causas da perda de apetite e sudorese. De acordo com Carpenito (2002) e Hargrove-Huttel (1998) a ingestão de líquidos adequada mantêm a hidratação, Carpenito (2002) complementa ainda que o equilíbrio entre ingestão e eliminação deve ser preservado uma vez que isto mantém o controle das funções metabólicas na presença de febre. A educação para a saúde deve ser realizada para que o paciente obtenha informações referentes aos sinais e sintomas da hipertermia, modo de prevenção e amenização (CARPENITO, 2002). A enfermagem deve focar no cuidado de prevenção do surgimento da hipertermia no paciente com pneumonia (CARPENITO, 2003). Apesar de encontrarmos com escassez este diagnóstico de enfermagem nos autores consultados, nota-se uma relevância clinica do mesmo, já que no surgimento das manifestações clínicas ele é considerado como parte integrante das consideradas típicas do quadro de pneumonia, conforme visto em Prado, Ramos e Valle (2005). Dor Aguda Experiência sensorial e emocional desagradável que surge de lesão tissular real ou potencial ou descrita em termos de tal lesão (associação internacional para os estudos da dor); inicio súbito ou lento de intensidade leve a intensa, com termino antecipado ou previsível e duração de menos de 6 meses (NANDA, 2009). Para Doenges, Moorhouse e Geissler (2009), Hargrove-Huttel (1998) e Nettina (2003) este diagnóstico se sustenta devido ao fato de que os pacientes com pneumonia possuem dificuldades no momento da respiração e estão acometidos por um processo inflamatório que consequentemente lhe causa dor aguda, a caracterização dessa dor pode ser um indicativo de início de complicações na pneumonia, a monitoração dos sinais de dificuldade respiratória e a monitoração dos sinais vitais se faz importante uma vez que sua alteração é um indício de que o paciente está com dor. A tosse persistente no paciente com pneumonia provoca dor torácica pleurítica uma vez que este se encontra com inflamação do parênquima pulmonar (DOENGES; MOORHOUSE; GEISSLER, 2003). O paciente deve ser instruído que, no momento da tosse, o apoio das mãos sobre o tórax ameniza o desconforto

11 405 causado pela dor e a tosse se torna eficaz (DOENGES; MOORHOUSE; GEISSLER, 2003; NETTINA, 2003). Hargrove-Huttel (1998) e Nettina (2003) defendem que o paciente deve ser mantido em repouso, em posição de semi Fowler uma vez que essa posição alivia a dor pleurítica e facilita a ventilação, tendo em vista que ele deve evitar atividades que exijam maior esforço respiratório. Doenges, Moorhouse e Geissler (2003) acrescentam outras intervenções que auxiliam no alívio da dor como as massagens, mudança de decúbito e a realização de exercícios de respiração que podem aliviar esse desconforto, essas medidas também encorajam o paciente a manter o controle da dor. CONCLUSÃO Por meio do referido estudo, pode-se perceber que os diagnósticos de enfermagem referentes aos pacientes com pneumonia são referenciados conforme o estado clínico do paciente e suas necessidades. Assim, os diagnósticos podem ser específicos, quando prescritos diretamente para o comprometimento das funções respiratórias e gerais, quando para outras funções afetadas. Ainda, para os diagnósticos de enfermagem específicos da função respiratória, há uma maior harmonia entre os autores no que se refere à sua detecção (Padrão respiratório ineficaz, Ventilação espontânea prejudicada, desobstrução ineficaz das vias aéreas e Troca de gases prejudicada) e condutas para os cuidados. Já para os diagnósticos gerais (Intolerância à atividade, Risco de infecção, Risco de volume de líquidos deficiente, Nutrição desequilibrada: menos que as necessidades corporais, Conhecimento deficiente, Controle ineficaz do regime terapêutico, Hipertermia e dor aguda), a mesma concordância não ocorreu, notando-se a falta de consenso entre os autores a respeito das necessidades humanas básicas afetadas nessas pessoas, quando se trata de condições extra-pulmonares. Constata-se ainda que as literaturas de enfermagem que abordam o tema são escassas levando em consideração que a pneumonia é uma entidade patológica que atinge comumente as pessoas. Tendo em vista que os diagnósticos de enfermagem permitem o melhor direcionamento da atenção às necessidades do paciente com pneumonia, torna-se necessário o levantamento desses diagnósticos uma vez que, estes auxiliam no estabelecimento das medidas para intervenções que foquem em cada problema detectado neste paciente a fim do alcance de sua recuperação. REFERÊNCIAS ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR Informação e documentação: referências elaboração. Rio de Janeiro, 2002a. ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR Informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002b.

12 406 AMARAL, J. J. F. Como fazer uma pesquisa bibliográfica. Fortaleza: [s.n], Disponível em: <http://br.geocities.com/abs5famed/bibliografia.pdf> Acesso em: 5 out BEYERS, M.; DUDAS, S. Enfermagem médico-cirúrgica: Tratado de prática clínica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, BLACK, J, M.; MATASSARIN-JACOBS, E. Luckmann & Sorensen Enfermagem médico-cirurgica: uma abordagem Psicofisiológica. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, BRASIL. Lei Nº 9.610, de 19 de Fevereiro de Lei do direito autoral: Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências. Diário Oficial da União, Seção I. Brasília, p. 3. BRASIL. Exibição de Notícias: Doenças respiratórias. Secretaria de Estado de Saúde, 03 de maio Disponível em:<http://www.saude.df.gov.br/003/ asp?ttcd_chave=49216> Acesso em: 12 set CARPENITO, L. J. Diagnósticos de Enfermagem: aplicação à prática. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, CARPENITO, L. J. Manual de Diagnósticos de Enfermagem. 9. ed. Porto Alegre: Artmed, CARPENITO, L. J. Planos de Cuidados de Enfermagem e Documentação: Diagnósticos de Enfermagem e problemas colaborativos. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM DA NANDA: Definições e classificação São Paulo: Artmed, DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM DA NANDA: Definições e classificação São Paulo: Artmed, DOENGES, M. E.; MOORHOUSE, M. F.; GEISSLER, A. C. Planos de Cuidado de Enfermagem: orientação para o cuidado individualizado do paciente. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, FOSCHIERA; F.; VIERA; C. S. O diagnóstico de enfermagem no contexto das ações de enfermagem: percepção dos enfermeiros docentes e assistenciais. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 6, n. 2, p , Disponível em: <www.fen.ufg.br> Acesso em: 14 set GUYTON, A. C.; HALL, J.E.H. Tratado de fisiologia médica. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.

13 407 HARGROVE-HUTTEL, R. A. Série de estudos em enfermagem: Enfermagem Médico Cirúrgica. 2. ed. Rio de janeiro: Guanabara Koogan, NETTINA, S. M. Brunner: prática de enfermagem. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Grande tratado de enfermagem prática: clínica e prática hospitalar. 3. ed. São Paulo: Santos Livraria, PRADO, F. C.; RAMOS, J.; VALLE, J. R. Atualização terapêutica. 22. ed. Porto Alegre: Artes médicas, SMELTZER, S. C.; BARE, B.G. Tratado de Enfermagem médico-cirúrgica. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, SPARKS, S. M.; TAYLOR, C. M.; DYER, J. G. Diagnósticos em enfermagem. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso, STEVENS, A.; LOWE, J. Patologia. 2. ed. Barueri: Manole, 2002.

03/08/2014. Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica DEFINIÇÃO - DPOC

03/08/2014. Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica DEFINIÇÃO - DPOC ALGUNS TERMOS TÉCNICOS UNESC FACULDADES - ENFERMAGEM PROFª.: FLÁVIA NUNES Sistematização da assistência de enfermagem ao paciente portador de doença pulmonar obstrutiva crônica Ortopneia: É a dificuldade

Leia mais

Insuficiência respiratória aguda. Prof. Claudia Witzel

Insuficiência respiratória aguda. Prof. Claudia Witzel Insuficiência respiratória aguda O que é!!!!! IR aguda Incapacidade do sistema respiratório de desempenhar suas duas principais funções: - Captação de oxigênio para o sangue arterial - Remoção de gás carbônico

Leia mais

As disfunções respiratórias são situações que necessitam de intervenções rápidas e eficazes, pois a manutenção da função

As disfunções respiratórias são situações que necessitam de intervenções rápidas e eficazes, pois a manutenção da função As disfunções respiratórias são situações que necessitam de intervenções rápidas e eficazes, pois a manutenção da função respiratória é prioritária em qualquer situação de intercorrência clínica. O paciente

Leia mais

A pneumonia é uma doença inflamatória do pulmão que afecta os alvéolos pulmonares (sacos de ar) que são preenchidos por líquido resultante da

A pneumonia é uma doença inflamatória do pulmão que afecta os alvéolos pulmonares (sacos de ar) que são preenchidos por líquido resultante da 2 A pneumonia é uma doença inflamatória do pulmão que afecta os alvéolos pulmonares (sacos de ar) que são preenchidos por líquido resultante da inflamação, o que dificulta a realização das trocas gasosas.

Leia mais

GASOMETRIA ARTERIAL GASOMETRIA. Indicações 11/09/2015. Gasometria Arterial

GASOMETRIA ARTERIAL GASOMETRIA. Indicações 11/09/2015. Gasometria Arterial GASOMETRIA ARTERIAL Processo pelo qual é feita a medição das pressões parciais dos gases sangüíneos, a partir do qual é possível o cálculo do PH sangüíneo, o que reflete o equilíbrio Ácido-Básico 2 GASOMETRIA

Leia mais

Pós Operatório. Cirurgias Torácicas

Pós Operatório. Cirurgias Torácicas Pós Operatório Cirurgias Torácicas Tipos de Lesão Lesões Diretas fratura de costelas, coluna vertebral ou da cintura escapular, hérnia diafragmática, ruptura do esôfago, contusão ou laceração pulmonar.

Leia mais

Necessidades humanas básicas: oxigenação. Profª Ms. Ana Carolina L. Ottoni Gothardo

Necessidades humanas básicas: oxigenação. Profª Ms. Ana Carolina L. Ottoni Gothardo Necessidades humanas básicas: oxigenação Profª Ms. Ana Carolina L. Ottoni Gothardo Revisão Revisão O Fatores que afetam a oxigenação Fisiológicos; Desenvolvimento; Estilo de vida; Ambiental. Fisiológicos

Leia mais

MARIA DA CONCEIÇÃO MUNIZ RIBEIRO MESTRE EM ENFERMAGEM (UERJ

MARIA DA CONCEIÇÃO MUNIZ RIBEIRO MESTRE EM ENFERMAGEM (UERJ Diagnóstico de Enfermagem e a Taxonomia II da North American Nursing Diagnosis Association NANDA MARIA DA CONCEIÇÃO MUNIZ RIBEIRO MESTRE EM ENFERMAGEM (UERJ Taxonomia I A primeira taxonomia da NANDA foi

Leia mais

www.cpsol.com.br TEMA 003 CONHEÇA E PREVINA AS DOENÇAS DO INVERNO

www.cpsol.com.br TEMA 003 CONHEÇA E PREVINA AS DOENÇAS DO INVERNO TEMA 003 CONHEÇA E PREVINA AS DOENÇAS DO INVERNO 1/8 O inverno chegou e junto com ele maiores problemas com as doenças respiratórias entre outras Isso não ocorre por acaso já que pé nesta estação onde

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana

Anatomia e Fisiologia Humana Componentes Vias Respiratórias A) Cavidades ou Fossas Nasais; B) Boca; C) Faringe; D) Laringe; E) Traqueia; F) Brônquios; G) Bronquíolos; H) Pulmões Cavidades ou Fossas Nasais; São duas cavidades paralelas

Leia mais

Circulação sanguínea Intrapulmonar. V. Pulmonar leva sangue oxigenado do pulmão para o coração.

Circulação sanguínea Intrapulmonar. V. Pulmonar leva sangue oxigenado do pulmão para o coração. DOENÇAS PULMONARES Árvore Brônquica Circulação sanguínea Intrapulmonar V. Pulmonar leva sangue oxigenado do pulmão para o coração. A. Pulmonar traz sangue venoso do coração para o pulmão. Trocas Histologia

Leia mais

FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA

FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA Respiração A função da respiração é essencial à vida e pode ser definida, de um modo simplificado, como a troca de gases (O 2 e CO 2 ) entre as células do organismo e a atmosfera.

Leia mais

TB - TUBERCULOSE. Prof. Eduardo Vicente

TB - TUBERCULOSE. Prof. Eduardo Vicente TB - TUBERCULOSE Prof. Eduardo Vicente A História do TB A tuberculose foi chamada antigamente de "peste cinzenta", e conhecida também em português como tísica pulmonar ou "doença do peito" - é uma das

Leia mais

Doenças Respiratórias Crônicas. Caderno de Atenção Básica 25

Doenças Respiratórias Crônicas. Caderno de Atenção Básica 25 Doenças Respiratórias Crônicas Caderno de Atenção Básica 25 PREVALÊNCIA O Asma (acomete cerca de 300 milhões de indivíduos no mundo) O Rinite Alérgica (afeta cerca de 20 25% da população) O DPOC (afeta

Leia mais

Formadora: Dr.ª Maria João Marques Formandas: Anabela Magno; Andreia Sampaio; Paula Sá; Sónia Santos

Formadora: Dr.ª Maria João Marques Formandas: Anabela Magno; Andreia Sampaio; Paula Sá; Sónia Santos Formadora: Dr.ª Maria João Marques Formandas: Anabela Magno; Andreia Sampaio; Paula Sá; Sónia Santos 1 O que é? A bronquiolite é uma doença que se carateriza por uma inflamação nos bronquíolos e que, geralmente,

Leia mais

Oxigenoterapia Não invasiva

Oxigenoterapia Não invasiva Oxigenoterapia Não invasiva Definição Consiste na administração de oxigênio numa concentração de pressão superior à encontrada na atmosfera ambiental para corrigir e atenuar deficiência de oxigênio ou

Leia mais

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Prof.: Lazaro Antonio dos Santos

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Prof.: Lazaro Antonio dos Santos SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof.: Lazaro Antonio dos Santos SISTEMA RESPIRATÓRIO CONCEITO Conjunto de órgãos que nutrem o organismo por meio de alimentos no estado gasoso, completando a função do Sistema Digestório.

Leia mais

Pós operatório em Transplantes

Pós operatório em Transplantes Pós operatório em Transplantes Resumo Histórico Inicio dos programas de transplante Dec. 60 Retorno dos programas Déc 80 Receptor: Rapaz de 18 anos Doador: criança de 9 meses * Não se tem informações

Leia mais

ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NO PERIOPERATORIO DE TRANSPLANTE RENAL COM DOADOR VIVO: UM RELATO DE EXPERIENCIA

ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NO PERIOPERATORIO DE TRANSPLANTE RENAL COM DOADOR VIVO: UM RELATO DE EXPERIENCIA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM NO PERIOPERATORIO DE TRANSPLANTE RENAL COM DOADOR VIVO: UM RELATO DE EXPERIENCIA Liliane Angélica da Roza da Silva², Patrícia Dalla Barba 2, Isadora Fontana 2, Eliane Raquel Rieth

Leia mais

Como interpretar a Gasometria de Sangue Arterial

Como interpretar a Gasometria de Sangue Arterial Como interpretar a Gasometria de Sangue Arterial Sequência de interpretação e estratificação de risco 08/01/2013 Daniela Carvalho Objectivos da Tertúlia Sequência de interpretação da GSA - Método dos 3

Leia mais

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Prof. Me. Leandro Parussolo

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof. Me. Leandro Parussolo SISTEMA RESPIRATÓRIO Permite o transporte de O2 para o sangue (a fim de ser distribuído para as células); Remoção de do CO2 (dejeto do metabolismo celular)

Leia mais

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II. Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho

FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II. Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM II Nutrição Enteral Profª.Enfª:Darlene Carvalho NUTRIÇÃO ENTERAL INDICAÇÕES: Disfagia grave por obstrução ou disfunção da orofaringe ou do esôfago, como megaesôfago chagásico,

Leia mais

Avaliação da função respiratória; fisiopatologia das doenças respiratórias

Avaliação da função respiratória; fisiopatologia das doenças respiratórias Avaliação da função respiratória; fisiopatologia das doenças respiratórias Propriedades Estáticas do Sistema A ventilação pulmonar consiste no fluxo de ar para dentro e para fora dos pulmões a cada ciclo

Leia mais

Unidade 4 Funções da nutrição

Unidade 4 Funções da nutrição Sugestões de atividades Unidade 4 Funções da nutrição 8 CIÊNCIAS Nutrição. As proteínas, encontradas em alimentos como leite, ovos, carne, soja e feijão, são fundamentais para nossa saúde. Justifique essa

Leia mais

Gripe por Influenza A H1N1 *

Gripe por Influenza A H1N1 * CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO São Paulo, maio de 2009. Gripe por Influenza A H1N1 * Informações básicas O que é Gripe por Influenza A H1N1? A gripe por Influenza A H1N1 (Suína) é uma doença

Leia mais

A Criança com Insuficiência Respiratória. Dr. José Luiz Cardoso

A Criança com Insuficiência Respiratória. Dr. José Luiz Cardoso Dr. José Luiz Cardoso CARACTERÍSTICAS DA CRIANÇA A CRIANÇA NÃO É UM ADULTO EM MINIATURA O nariz é responsável por 50 % da resistência das vias aéreas Obstrução nasal conduz a insuficiência respiratória

Leia mais

Programa RespirAr. Asma e bronquite sem crise. RespirAr

Programa RespirAr. Asma e bronquite sem crise. RespirAr Programa RespirAr. Asma e bronquite sem crise. RespirAr Prevenir é o melhor remédio para uma boa saúde, evitando-se as doenças e suas complicações. Problemas respiratórios, por exemplo, podem se tornar

Leia mais

Câncer de Pulmão. Prof. Dr. Luis Carlos Losso Medicina Torácica Cremesp 18.186

Câncer de Pulmão. Prof. Dr. Luis Carlos Losso Medicina Torácica Cremesp 18.186 Câncer de Pulmão Todos os tipos de câncer podem se desenvolver em nossas células, as unidades básicas da vida. E para entender o câncer, precisamos saber como as células normais tornam-se cancerosas. O

Leia mais

PNEUMONIAS E BRONCOPNEUMONIAS

PNEUMONIAS E BRONCOPNEUMONIAS PNEUMONIAS E BRONCOPNEUMONIAS UNISA Universidade de Santo Amaro Faculdade de Fisioterapia Estágio Supervisionado: Fisioterapia em Pediatria Profa. Ms. Dalva M. A. Marchese Acadêmica: Andreza Viviani Suzuki

Leia mais

-.BORDETELOSE CANINA "TOSSE DOS CANIS"

-.BORDETELOSE CANINA TOSSE DOS CANIS -.BORDETELOSE CANINA "TOSSE DOS CANIS" A bactéria Bordetella bronchiséptica é a causa primária da traqueobronquite infecciosa canina (tosse dos canis).embora a tosse dos canis seja a manifestação clínica

Leia mais

Estes artigos estão publicados no sítio do Consultório de Pediatria do Dr. Paulo Coutinho. http://www.paulocoutinhopediatra.pt

Estes artigos estão publicados no sítio do Consultório de Pediatria do Dr. Paulo Coutinho. http://www.paulocoutinhopediatra.pt Estes artigos estão publicados no sítio do Consultório de Pediatria do Dr. Paulo Coutinho. Pág. 01 A bronquiolite é uma infeção respiratória causada por vírus, ocorrendo em crianças com menos de 2 anos.

Leia mais

O CUIDADO DA ENFERMAGEM AO PACIENTE CIRÚRGICO FRENTE AO ATO ANESTÉSICO

O CUIDADO DA ENFERMAGEM AO PACIENTE CIRÚRGICO FRENTE AO ATO ANESTÉSICO O CUIDADO DA ENFERMAGEM AO PACIENTE CIRÚRGICO FRENTE AO ATO ANESTÉSICO Ana Paula Peçanha Passos Especialista em Centro Cirúrgico/Docente do Curso de Graduação em Enfermagem/ISECENSA/RJ apaula.passos@hotmail.com

Leia mais

VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA I. Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta HBP/SP

VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA I. Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta HBP/SP VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA I Lígia Maria Coscrato Junqueira Silva Fisioterapeuta HBP/SP INTERFACES * Máscaras Nasais * Plugs Nasais * Máscaras Faciais * Capacete * Peça Bucal VENTILADORES E MODOS USADOS NA

Leia mais

Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) Prof. Fernando Ramos Gonçalves -Msc

Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) Prof. Fernando Ramos Gonçalves -Msc Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) Prof. Fernando Ramos Gonçalves -Msc É a realização da prática de enfermagem de modo sistemático (organizado e planejado). Com o objetivo

Leia mais

Oxigenoterapia. Respiração + Circulação. Basic Life Support. Respiração 21/05/2014. A insuficiência respiratória é caracterizada por uma

Oxigenoterapia. Respiração + Circulação. Basic Life Support. Respiração 21/05/2014. A insuficiência respiratória é caracterizada por uma Respiração + Circulação Basic Life Support Facilitadora Enf a. Ana Carolina Corgozinho E-mail anacorgozinho@uol.com.br Respiração Os seres vivos conseguem resistir a restrições alimentares, pois sobrevivem

Leia mais

ANEXO I SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES DE PERROCA

ANEXO I SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES DE PERROCA ANEXO I SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES DE PERROCA 1 -Estado Mental e Nível de Consciência (habilidade em manter a percepção e as atividades cognitivas) 1 -Acordado; interpretação precisa de ambiente

Leia mais

Planificação anual de Saúde- 10ºano

Planificação anual de Saúde- 10ºano CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE Turmas: 10ºI Professora: Ana Margarida Vargues Planificação anual de Saúde- 10ºano 1 - Estrutura e Finalidades da disciplina A disciplina de Saúde do Curso

Leia mais

PNEUMONIA VERMINÓTICA EM BEZERROS

PNEUMONIA VERMINÓTICA EM BEZERROS PNEUMONIA VERMINÓTICA EM BEZERROS GIBELLINI, Caio C. SOUZA, Camila C. RODRIGUES, Taliane R. Discentes do curso de Medicina Veterinária FAMED ZAPPA, Vanessa Decente do curso de Medicina Veterinária FAMED

Leia mais

COLÉGIO ALEXANDER FLEMING SISTEMA RESPIRATÓRIO. Profª Fernanda Toledo

COLÉGIO ALEXANDER FLEMING SISTEMA RESPIRATÓRIO. Profª Fernanda Toledo COLÉGIO ALEXANDER FLEMING SISTEMA RESPIRATÓRIO Profª Fernanda Toledo RECORDAR Qual a função do alimento em nosso corpo? Por quê comer????? Quando nascemos, uma das primeiras atitudes do nosso organismo

Leia mais

Protocolo de Monitorização Neurológica

Protocolo de Monitorização Neurológica Cuidados Intensivos de Enfermagem no Paciente Vítima de Trauma Elaine Morais Gerente de Unidades de Terapia Intensiva Unidade São Joaquim Protocolo de Monitorização Neurológica Investigação neurológica:

Leia mais

Monitorização/ Dispositivos de Oferta/Benefícios e Malefícios Oxigenoterapia. Mariana C. Buranello Fisioterapeuta Nayara C. Gomes - Enfermeira

Monitorização/ Dispositivos de Oferta/Benefícios e Malefícios Oxigenoterapia. Mariana C. Buranello Fisioterapeuta Nayara C. Gomes - Enfermeira Monitorização/ Dispositivos de Oferta/Benefícios e Malefícios Oxigenoterapia Mariana C. Buranello Fisioterapeuta Nayara C. Gomes - Enfermeira Monitorização Oximetria de pulso É a medida da saturação da

Leia mais

SISTEMA CIRCULATÓRIO II

SISTEMA CIRCULATÓRIO II SISTEMA CIRCULATÓRIO II Conceito: Edema pulmonar é o acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Observação: se a cada batimento, o VD bombear apenas 1 gota a mais de sangue que o VE, dentro de 2 horas o

Leia mais

Qual é a função dos pulmões?

Qual é a função dos pulmões? Câncer de Pulmão Qual é a função dos pulmões? Os pulmões são constituídos por cinco lobos, três no pulmão direito e dois no esquerdo. Quando a pessoa inala o ar, os pulmões absorvem o oxigênio, que é levado

Leia mais

1 - Estrutura e Finalidades da disciplina

1 - Estrutura e Finalidades da disciplina CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE Planificação anual de SAÚDE 10º ano 014/015 Turma K Professora: Maria de Fátima Martinho. 1 - Estrutura e Finalidades da disciplina A disciplina de Saúde

Leia mais

EXERCÍCIOS ON LINE DE CIÊNCIAS 8 AN0

EXERCÍCIOS ON LINE DE CIÊNCIAS 8 AN0 EXERCÍCIOS ON LINE DE CIÊNCIAS 8 AN0 1- Que órgão do sistema nervoso central controla nosso ritmo respiratório? Bulbo 2- Os alvéolos são formados por uma única camada de células muito finas. Explique como

Leia mais

FISIOTERAPIA QUESTÕES DISCURSIVAS

FISIOTERAPIA QUESTÕES DISCURSIVAS ENADE-2007- PADRÃO DE RESPOSTA FISIOTERAPIA QUESTÕES DISCURSIVAS QUESTÃO 37 a) O início da resposta inflamatória é determinado por uma vasoconstrição originada de um reflexo nervoso que lentamente vai

Leia mais

Lembrete: Antes de começar a copiar cada unidade, coloque o cabeçalho da escola e a data! CIÊNCIAS - UNIDADE 4 RESPIRAÇÃO E EXCREÇÃO

Lembrete: Antes de começar a copiar cada unidade, coloque o cabeçalho da escola e a data! CIÊNCIAS - UNIDADE 4 RESPIRAÇÃO E EXCREÇÃO Lembrete: Antes de começar a copiar cada unidade, coloque o cabeçalho da escola e a data! Use canetas coloridas ou escreva palavras destacadas, para facilitar na hora de estudar. E capriche! Não se esqueça

Leia mais

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Afecções do Sistema Respiratório 08/06/2015 08/06/2015

SISTEMA RESPIRATÓRIO. Afecções do Sistema Respiratório 08/06/2015 08/06/2015 SISTEMA RESPIRATÓRIO Afecções do Sistema Respiratório 1 2 Rinite Rinite Inflamação das membranas mucosas do nariz. Sintomas: Congestão nasal; Coriza (purulenta na rinite bacteriana); Prurido e espirros.

Leia mais

FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA

FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA 01. O transporte de CO 2 no sangue dos vertebrados é feito, principalmente, sob a forma de: a) carboxi-hemoglobina b) íons bicarbonato pela ação da anidrase

Leia mais

29/03/2012. Introdução

29/03/2012. Introdução Biologia Tema: - Sistema Respiratório Humano: órgãos que o compõem e movimentos respiratórios; - Fisiologia da respiração ; - Doenças respiratórias Introdução Conjunto de órgãos destinados à obtenção de

Leia mais

ELABORADORES. Maíza Sandra Ribeiro Macedo Coordenação Geral. Robson Batista Coordenação Administrativa

ELABORADORES. Maíza Sandra Ribeiro Macedo Coordenação Geral. Robson Batista Coordenação Administrativa ELABORADORES Maíza Sandra Ribeiro Macedo Coordenação Geral Robson Batista Coordenação Administrativa Fabrícia Passos Pinto Coordenação de Enfermagem José Luiz Oliveira Araújo Júnior Coordenador Médico

Leia mais

Recebimento de pacientes na SRPA

Recebimento de pacientes na SRPA CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM ENFERMAGEM CIRÚRGICA MÓDULO III Profª Mônica I. Wingert 301E Recebimento de pacientes na SRPA O circulante do CC conduz o paciente para a SRPA; 1.Após a chegada do paciente

Leia mais

Tabagismo Patologia relacionada com o tabaco

Tabagismo Patologia relacionada com o tabaco Tabagismo Patologia relacionada com o tabaco Comissão de Tabagismo da SociedadePortuguesa de Pneumologia > 4.000 compostos Monóxido de carbono Hipóxia no sangue e tecidos Benzopireno cancerígeno FUMO DO

Leia mais

Aula 12: Doenças do sistema respiratório

Aula 12: Doenças do sistema respiratório Aula 12: Doenças do sistema respiratório Doenças do sistema respiratório Doenças respiratórias são aquelas que atingem órgãos do sistema respiratório (pulmões, boca, faringe, fossas nasais, laringe, brônquios,

Leia mais

CURSINHO PRÉ VESTIBULAR BIOLOGIA PROFº EDUARDO Aula 15 Fisiologia humana Sistema respiratório

CURSINHO PRÉ VESTIBULAR BIOLOGIA PROFº EDUARDO Aula 15 Fisiologia humana Sistema respiratório CURSINHO PRÉ VESTIBULAR BIOLOGIA PROFº EDUARDO Aula 15 Fisiologia humana Sistema respiratório SISTEMA RESPIRATÓRIO O sistema respiratório humano é constituído por um par de pulmões e por vários órgãos

Leia mais

Unidade I Energia: Conservação e transformação. Aula 5.1 Conteúdo: Sistema cardiovascular.

Unidade I Energia: Conservação e transformação. Aula 5.1 Conteúdo: Sistema cardiovascular. CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Unidade I Energia: Conservação e transformação. Aula 5.1 Conteúdo: Sistema cardiovascular. 2 CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO

Leia mais

Como funciona o coração?

Como funciona o coração? Como funciona o coração? O coração é constituído por: um músculo: miocárdio um septo duas aurículas dois ventrículos duas artérias: aorta pulmonar veias cavas: inferior superior veias pulmonares válvulas

Leia mais

TROCA DE GASES PREJUDICADA : INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM

TROCA DE GASES PREJUDICADA : INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM TROCA DE GASES PREJUDICADA : INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM RESUMO Pedro Marco Karan Barbosa* Antonio Acácio Guimarães** Vanessa Cruz Santos*** Karla Ferraz dos Anjos*** O objetivo do estudo é identificar

Leia mais

TABELA DE EQUIVALÊNCIA Curso de Odontologia

TABELA DE EQUIVALÊNCIA Curso de Odontologia TABELA DE EQUIVALÊNCIA Curso de Odontologia Disciplina A Disciplina B Código Disciplina C/H Curso Disciplina C/H Código Curso Ano do Currículo 64823 MICROBIOLOGIA GERAL 17/34 ODONTOLOGIA MICROBIOLOGIA

Leia mais

SISTEMA RESPIRATÓRIO

SISTEMA RESPIRATÓRIO ANATOMIA HUMANA I SISTEMA RESPIRATÓRIO Prof. Me. Fabio Milioni Roteiro Sistema Respiratório Conceito Função Divisão Estruturas Nariz Faringe Laringe Traquéia e Brônquios Pulmão Bronquíolos e Alvéolos 1

Leia mais

Um pouco sobre nós. Tecnologia e modernas instalações

Um pouco sobre nós. Tecnologia e modernas instalações Um pouco sobre nós. Referência em Medicina Ocupacional, Saúde do Trabalhador em Uberlândia e Região. Nosso objetivo é solucionar os problemas ligados à preservação da saúde e segurança do trabalhador,

Leia mais

PARECER COREN-SP 018 /2013 CT. PRCI n 99.921. Ticket n : 277.722, 281.257, 286.317

PARECER COREN-SP 018 /2013 CT. PRCI n 99.921. Ticket n : 277.722, 281.257, 286.317 PARECER COREN-SP 018 /2013 CT PRCI n 99.921 Ticket n : 277.722, 281.257, 286.317 Ementa: Mensuração e regularização da pressão do cuff (balonete) de cânulas de entubação e traqueostomia por Enfermeiro.

Leia mais

Doenças Respiratórias O QUE SÃO E COMO AS PREVENIR?

Doenças Respiratórias O QUE SÃO E COMO AS PREVENIR? Doenças Respiratórias O QUE SÃO E COMO AS PREVENIR? O NÚMERO DE PESSOAS AFETADAS POR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS EVITÁVEIS NÃO PÁRA DE AUMENTAR. AS CRIANÇAS E OS MAIS VELHOS SÃO OS MAIS ATINGIDOS. SÃO DOENÇAS

Leia mais

CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO

CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO Universidade Federal do Ceará Faculdade de Medicina Programa de Educação Tutorial PET Medicina CONDUTAS: EDEMA AGUDO DE PULMÃO Paulo Marcelo Pontes Gomes de Matos OBJETIVOS Conhecer o que é Edema Agudo

Leia mais

Sistema Respiratório. Afecções das vias aéreas inferiores. Profa. Dra. Rosângela de Oliveira Alves Carvalho

Sistema Respiratório. Afecções das vias aéreas inferiores. Profa. Dra. Rosângela de Oliveira Alves Carvalho Sistema Respiratório Afecções das vias aéreas inferiores Profa. Dra. Rosângela de Oliveira Alves Carvalho Pneumonia Bronquite Broncopneumonia Pneumonia Intersticial Pneumonia Lobar EBologia Agentes Infecciosos

Leia mais

DOENÇAS DO SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO. Claudia de Lima Witzel

DOENÇAS DO SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO. Claudia de Lima Witzel DOENÇAS DO SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO Claudia de Lima Witzel SISTEMA MUSCULAR O tecido muscular é de origem mesodérmica (camada média, das três camadas germinativas primárias do embrião, da qual derivam

Leia mais

SUPORTE NUTRICIONAL. Nutrição Parenteral

SUPORTE NUTRICIONAL. Nutrição Parenteral UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO DISCIPLINA DE NUTROLOGIA SUPORTE NUTRICIONAL Nutrição Parenteral EnfªDanielli Soares Barbosa Equipe Multiprofissional Terapia Nutricional HC-UFTM CONCEITO Solução

Leia mais

VIAS AÉREAS. Obstrução por corpo estranho SIATE - SERVIÇO INTEGRADO DE ATENDIMENTO AO TRAUMA EM EMERGÊNCIA

VIAS AÉREAS. Obstrução por corpo estranho SIATE - SERVIÇO INTEGRADO DE ATENDIMENTO AO TRAUMA EM EMERGÊNCIA VIAS AÉREAS Obstrução por corpo estranho SIATE - SERVIÇO INTEGRADO DE ATENDIMENTO AO TRAUMA EM EMERGÊNCIA OBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS POR CORPO ESTRANHO PERDA DE CONSCIÊNCIA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA RECONHECIMENTO

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2015. Ensino Técnico

Plano de Trabalho Docente 2015. Ensino Técnico Plano de Trabalho Docente 2015 Ensino Técnico Etec Etec: Paulino Botelho Código: 091 Município: São Carlos Eixo Tecnológico: Ambiente e Saúde Habilitação Profissional: Especialização Profissional Técnica

Leia mais

A respiração ocorre dia e noite, sem parar. Nós podemos sobreviver determinado tempo sem alimentação, mas não conseguimos ficar sem respirar por mais

A respiração ocorre dia e noite, sem parar. Nós podemos sobreviver determinado tempo sem alimentação, mas não conseguimos ficar sem respirar por mais PROFESSORA NAIANE A respiração ocorre dia e noite, sem parar. Nós podemos sobreviver determinado tempo sem alimentação, mas não conseguimos ficar sem respirar por mais de alguns poucos minutos. Você sabe

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÊNIO - Cateter nasal e máscara de oxigênio

ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÊNIO - Cateter nasal e máscara de oxigênio Revisão: 00 PÁG: 1 CONCEITO Administração de oxigênio, a uma pressão maior que a encontrada no ar ambiente, para aliviar e/ou impedir hipóxia tecidual. FINALIDADE Fornecer concentração adicional de oxigênio

Leia mais

Sindrome respiratória felina. Rinotraquiete viral Clamidiose Calicivirose

Sindrome respiratória felina. Rinotraquiete viral Clamidiose Calicivirose DOENÇAS DE FELINOS Sindrome respiratória felina Rinotraquiete viral Clamidiose Calicivirose RINOTRAQUEÍTE Agente etiológico: Herpesvírus felino Conhecida como "a gripe do gato", pois os sintomas são parecidos

Leia mais

03/07/2012 PNEUMONIA POR INFLUENZA: PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO, ONDE ESTAMOS? Encontro Nacional de Infecções Respiratórias e Tuberculose

03/07/2012 PNEUMONIA POR INFLUENZA: PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO, ONDE ESTAMOS? Encontro Nacional de Infecções Respiratórias e Tuberculose Encontro Nacional de Infecções Respiratórias e Tuberculose PNEUMONIA POR INFLUENZA: PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO, ONDE ESTAMOS? Encontro Nacional de Infecções Respiratórias e Tuberculose Goiânia

Leia mais

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA GESTAÇÃO

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA GESTAÇÃO ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA GESTAÇÃO Cristina Bertochi 1 Alcy Aparecida Leite Souza 2 Daiane Morilha Rodrigues 3 INTRODUÇÃO A gravidez é um período de mudanças físicas e emocionais, que cada mulher vivência

Leia mais

DIABETES MELLITUS: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS EVIDENCIADAS EM IDOSOS ATENDIDOS EM UMA UNIDADE SAÚDE DA FAMÍLIA DO MUNICÍPIO DE ALAGOA GRANDE-PB

DIABETES MELLITUS: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS EVIDENCIADAS EM IDOSOS ATENDIDOS EM UMA UNIDADE SAÚDE DA FAMÍLIA DO MUNICÍPIO DE ALAGOA GRANDE-PB DIABETES MELLITUS: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS EVIDENCIADAS EM IDOSOS ATENDIDOS EM UMA UNIDADE SAÚDE DA FAMÍLIA DO MUNICÍPIO DE ALAGOA GRANDE-PB Esmeraldina Ana Sousa e Silva-Faculdade de Enfermagem Nova Esperança

Leia mais

Sistema tampão. Um sistema tampão é constituído por um ácido fraco e sua base conjugada HA A - + H +

Sistema tampão. Um sistema tampão é constituído por um ácido fraco e sua base conjugada HA A - + H + Sistema tampão Um sistema tampão é constituído por um ácido fraco e sua base conjugada HA A - + H + Quando se adiciona um ácido forte na solução de ácido fraco HX X - + H + HA A - H + X - H + H + HA A

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel DIABETES MELLITUS Diabetes mellitus Definição Aumento dos níveis de glicose no sangue, e diminuição da capacidade corpórea em responder à insulina e ou uma diminuição ou ausência de insulina produzida

Leia mais

PRONTIDÃO ESCOLAR PREVENTIVA. Primeiros Socorros ABORDAGEM PRIMÁRIA RÁPIDA. Policial BM Espínola

PRONTIDÃO ESCOLAR PREVENTIVA. Primeiros Socorros ABORDAGEM PRIMÁRIA RÁPIDA. Policial BM Espínola PRONTIDÃO ESCOLAR PREVENTIVA Primeiros Socorros ABORDAGEM PRIMÁRIA RÁPIDA Policial BM Espínola LEMBRE-SE Antes de administrar cuidados de emergência, é preciso garantir condições de SEGURANÇA primeiramente

Leia mais

Imagem da Semana: Radiografia de Tórax

Imagem da Semana: Radiografia de Tórax Imagem da Semana: Radiografia de Tórax Figura 1: Radiografia de tórax realizada em decúbito dorsal Enunciado MHS, sexo feminino, 63 anos, foi atendida no Centro de Saúde de seu novo bairro. Apresentava

Leia mais

O desafio de deixar de fumar

O desafio de deixar de fumar O desafio de deixar de fumar O uso do cigarro tem como objetivo a busca por efeitos prazerosos desencadeados pela nicotina, melhora ime - diata do raciocínio e do humor, diminuição da ansiedade e ajuda

Leia mais

Resposta: Dilatação dos brônquios na tomografia (bronquiectasia) e nível hidro-aéreo na radiografia do tórax (abscesso).

Resposta: Dilatação dos brônquios na tomografia (bronquiectasia) e nível hidro-aéreo na radiografia do tórax (abscesso). 1 a Questão: (20 pontos) Um paciente de 35 anos, com história de sarampo na infância, complicada por pneumonia, informa que há mais de cinco anos apresenta tosse com expectoração matinal abundante e que

Leia mais

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ANA FLÁVIA FINALLI BALBO

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ANA FLÁVIA FINALLI BALBO SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ANA FLÁVIA FINALLI BALBO Sistematização da Assistência de Enfermagem = Processo de Enfermagem Na década de 50, iniciou-se o foco na assistência holística da

Leia mais

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM APLICADA À UM LACTENTE COM MENINGITE BACTERIANA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM APLICADA À UM LACTENTE COM MENINGITE BACTERIANA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM APLICADA À UM LACTENTE COM MENINGITE BACTERIANA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Ruth Nobre de Brito 1, Gislaiane Loiola Saraiva de Freitas 1, Saranádia Caeira Serafim

Leia mais

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes.

Pâncreas. Pancreatite aguda. Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pâncreas Escolha uma das opções abaixo para ler mais detalhes. Pancreatite aguda Pancreatite crônica Cistos pancreáticos Câncer de Pancrêas Pancreatite aguda O pâncreas é um órgão com duas funções básicas:

Leia mais

1- O que é infecção hospitalar? Para fins de classificação epidemiológica, a infecção hospitalar é toda infecção adquirida durante a internação

1- O que é infecção hospitalar? Para fins de classificação epidemiológica, a infecção hospitalar é toda infecção adquirida durante a internação 1- O que é infecção hospitalar? Para fins de classificação epidemiológica, a infecção hospitalar é toda infecção adquirida durante a internação hospitalar (desde que não incubada previamente à internação)

Leia mais

Tratamento - Oxigenioterapia; - Fisioterapia respiratória; - Ventilação mecânica; - Antibioticoterapia; - Hidratação; - Nutrição.

Tratamento - Oxigenioterapia; - Fisioterapia respiratória; - Ventilação mecânica; - Antibioticoterapia; - Hidratação; - Nutrição. Insuficiência Respiratória Componente Curricular: Enfermagem Médica Profª Mônica I. Wingert Módulo III Turma 301E DOENÇAS DO APARELHO RESPIRATÓRIO Insuficiência respiratória é toda a situação que não permite

Leia mais

SINAIS VITAIS. Base teórica

SINAIS VITAIS. Base teórica Base teórica SINAIS VITAIS Os sinais vitais são informações básicas colhidas pelo enfermeiro para avaliação do estado de saúde do cliente. O enfermeiro(a) deve saber avaliar e orientar a equipe quanto

Leia mais

ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS RELACIONADAS À POSTURA

ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS RELACIONADAS À POSTURA ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS RELACIONADAS À POSTURA Karina de Sousa Assad * Layana de Souza Guimarães ** RESUMO A proposta desse artigo é demonstrar que algumas alterações posturais podem levar a distúrbios

Leia mais

21/6/2011. eduardoluizaph@yahoo.com.br

21/6/2011. eduardoluizaph@yahoo.com.br A imagem não pode ser exibida. Talvez o computador não tenha memória suficiente para abrir a imagem ou talvez ela esteja corrompida. Reinicie o computador e abra o arquivo novamente. Se ainda assim aparecer

Leia mais

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA DPOC.

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA DPOC. DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA DPOC. Objetivos Ao final desta aula o aluno deverá: Ser capaz de definir a DPOC, e seus dois tipos: enfisema pulmonar e bronquite crônica. Reconhecer os sintomas e sinais

Leia mais

CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM ENFERMAGEM CIRÚRGICA MÓDULO III Profª Mônica I. Wingert 301E COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM ENFERMAGEM CIRÚRGICA MÓDULO III Profª Mônica I. Wingert 301E COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS Complicações Cirúrgicas CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM ENFERMAGEM CIRÚRGICA MÓDULO III Profª Mônica I. Wingert 301E COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS 1. Complicações Circulatórias Hemorragias: é a perda de sangue

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA PRÓ-REITORIA ACADÊMICA CAMPUS URUGUAIANA CURSO DE ENFERMAGEM PLANO DE ENSINO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA PRÓ-REITORIA ACADÊMICA CAMPUS URUGUAIANA CURSO DE ENFERMAGEM PLANO DE ENSINO 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA PRÓ-REITORIA ACADÊMICA CAMPUS URUGUAIANA CURSO DE ENFERMAGEM PLANO DE ENSINO I DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 1. Universidade Federal do Pampa 2. Campus: Uruguaiana 3. Curso: Enfermagem

Leia mais

Introdução. Renata Loretti Ribeiro - Enfermeira

Introdução. Renata Loretti Ribeiro - Enfermeira Introdução A função do sistema respiratório é facilitar ao organismo uma troca de gases com o ar atmosférico, assegurando permanente concentração de oxigênio no sangue, necessária para as reações metabólicas,

Leia mais

PNEUMONIA E EDEMA PULMONAR: ESTUDO COMPARATIVO PNEUMONIA AND PULMONARY EDEMA: A COMPARATIVE STUDY

PNEUMONIA E EDEMA PULMONAR: ESTUDO COMPARATIVO PNEUMONIA AND PULMONARY EDEMA: A COMPARATIVE STUDY PNEUMONIA E EDEMA PULMONAR: ESTUDO COMPARATIVO PNEUMONIA AND PULMONARY EDEMA: A COMPARATIVE STUDY MURAKAMI, Vanessa Yurika Acadêmico do Curso de Medicina Veterinária da FAME/ACEG - Garça SP neessa_murakami@hotmail.com

Leia mais

Adaptações Cardiovasculares da Gestante ao Exercício

Adaptações Cardiovasculares da Gestante ao Exercício Desde as décadas de 60 e 70 o exercício promove Aumento do volume sanguíneo Aumento do volume cardíaco e suas câmaras Aumento do volume sistólico Aumento do débito cardíaco que pode ser alcançado Aumento

Leia mais

DOENÇAS INFECCIOSAS DO CORAÇÃO

DOENÇAS INFECCIOSAS DO CORAÇÃO UNESC ENFERMAGEM SAÚDE DO ADULTO PROFª: : FLÁVIA NUNES DOENÇAS INFECCIOSAS DO CORAÇÃO ENDOCARDITE REUMÁTICA O desenvolvimento da endocardite reumática é atribuído diretamente à febre reumática, uma doença

Leia mais

PARECER TÉCNICO Nº 012/2012- ASPIRAÇÃO DE PACIENTES INTERNADOS EM HOSPITAIS, DE QUEM É A COMPETÊNCIA

PARECER TÉCNICO Nº 012/2012- ASPIRAÇÃO DE PACIENTES INTERNADOS EM HOSPITAIS, DE QUEM É A COMPETÊNCIA coren-ro.org.br http://www.coren-ro.org.br/parecer-tecnico-no-0122012-aspiracao-de-pacientes-internados-em-hospitais-de-quem-e-acompetencia_1165.html PARECER TÉCNICO Nº 012/2012- ASPIRAÇÃO DE PACIENTES

Leia mais

Informativo Empresarial Especial

Informativo Empresarial Especial Informativo Empresarial Especial Gripe Suína Plano de Contingência Empresarial A Gripe Influenza A H1N1 e o Transporte Rodoviário A gripe que ficou conhecida como gripe suína é causada por vírus que se

Leia mais

INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PÓS-OPERATÓRIO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: UMA PERSPECTIVA BIBLIOGRÁFICA

INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PÓS-OPERATÓRIO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: UMA PERSPECTIVA BIBLIOGRÁFICA INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO PÓS-OPERATÓRIO DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO: UMA PERSPECTIVA BIBLIOGRÁFICA INTRODUÇÃO Antonio Quaresma de Melo Neto NOVAFAPI Marcos Maciel Soares e Silva NOVAFAPI Marcelo

Leia mais

Actualizado em 21-09-2009* Doentes com Diabetes mellitus 1

Actualizado em 21-09-2009* Doentes com Diabetes mellitus 1 Doentes com Diabetes mellitus 1 Estas recomendações complementam outras orientações técnicas para protecção individual e controlo da infecção pelo vírus da gripe pandémica (H1N1) 2009. Destaques - Os procedimentos

Leia mais