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1 Apostila 01/03 Plano de negócios uma ferramenta para entender e planejar o empreendimento.

2 PLANO DE NEGÓCIOS Uma ferramenta para entender e planejar o empreendimento Nesta apostila estão abordados os principais conceitos envolvidos na construção de um Plano de Negócios. A todos um BOM ESTUDO! Projeto CAPACITAÇÃO DE MICOREMPREENDEDORES EM PLANOS DE NEGÓCIOS 2011

3 Sumario Apresentação 1. Histórico e importância do Plano de Negócios 1.1 Como surgiu o Plano de Negócios 1.2 Por que fazer um Plano de Negócios 1.3 Para quem interessa o Plano de Negócios 1.4 Tipos de Planos de Negócios 2. Criando um Plano de Negócios 3. Resumo Executivo 3.1 Resumo dos principais pontos do plano de negócio 3.2 Situação Jurídica 4. O Produto/Serviço 4.1 Características 4.2 Diferencial tecnológico 4.3 Desenvolvimento e pesquisa do produto 4.4 Planejamento e Desenvolvimento do Produto 4.5 Estágio atual 5. Analise do Mercado 5.1 Clientes 5.2 Concorrentes 5.3 Fornecedores 5.4 Participação no Mercado 6. Plano de Marketing 6.1 Descrição dos principais produtos e serviços 6.2 Preço 6.3 Estratégias promocionais 6.4 Estrutura de comercialização 6.5 Localização do negócio 6.6 Estratégias de Vendas 6.7 Diferencial Competitivo do produto 6.8 Distribuição 6.9 Política de preços 6.10 Projeção de vendas 6.11 Serviços Pós-venda e Garantia 7. Capacidade Empresarial / Plano Operacional 7.1 Layout 7.2 Capacidade produtiva/comercial/serviços 7.3 Processos operacionais

4 7.4 Necessidade de pessoal 7.5 Estrutura Organizacional 7.6 Parceiros 7.7 Empreendedores/Perfil Individual dos Sócios (Formação/Qualificações) 8. Plano Financeiro 8.1 Investimento Inicial/total 8.2 Estimativa dos investimentos fixos 8.3 Capital de giro 8.4 Investimentos pré-operacionais 8.5 Investimento total (resumo) 8.6 Estimativa do faturamento mensal da empresa 8.7 Estimativa do custo unitário de matéria-prima, materiais diretos e terceirizações 8.8 Estimativa dos custos de comercialização 8.9 Apuração dos custos dos materiais diretos e/ou mercadorias vendidas 8.10 Estimativa dos custos com mão-de-obra 8.11 Estimativa do custo com depreciação 8.12 Estimativa dos custos fixos operacionais mensais 8.13 Demonstrativo de resultados 8.14 Indicadores de viabilidade Ponto de equilíbrio Lucratividade Rentabilidade Prazo de retorno do investimento 9. Estratégia de Negócio 9.1 Ameaças e Oportunidades 9.2 Pontos fortes e fracos 9.3 Definição do Negocio da empresa 9.4 Definição da missão da empresa 9.5 Estratégias gerais 9.6 Cronograma de atividades 9.7 Gestão das Contingências e construção de cenários 10. Analise Socioambiental 10.1 Imagem do empreendimento junto aos clientes 11. Anexos Considerações finais Bibliografia consultada

5 Apresentação Apresentação Quando um empreendimento estabelece que o planejamento será o direcionador do negócio, significa que ela está se preparando para a tomada de decisões a respeito de seu futuro. Planejar o futuro nos leva a antecipação, queremos que o futuro seja como sonhamos e não como uma imposição do meio ambiente onde estamos inseridos. Assim a presente cartilha é dirigida aos participantes das capacitações de micro empreendedores na elaboração de Planos de Negócios para projetos associativos como forma de agregar valor aos produtos e processos desenvolvidos. Abordando conteúdos e dinâmicas desenvolvidas nas atividades promovidas pelo Projeto de capacitação de micro-empreendedores em Planos de Negócios o qual é coordenado pela prefeitura municipal de Ijuí RS e implementado pela Unijui universidade do noroeste do Rio Grande do Sul em parceria com empreendimentos, organizações e instituições voltadas ao desenvolvimento econômico e social do município. Com a proposição de criarem-se metodologias voltadas para reflexão e alavancar os empreendimentos de pequeno porte, bem como valer-se de dinâmicas vivenciais, jogos empresariais, exercícios e simulações no processo de aprendizagem, se constrói aqui, uma versão voltada para utilização e aprimoramento dos empreendedores participantes do projeto. O projeto de capacitação de micro-empreendedores em Planos de Negócios é composto por 5 etapas, que se apresentam no projeto como metas a serem cumpridas: 1 elaboração do software de Plano de negócios; 2 - sensibilização dos grupos a serem qualificados; 3 - capacitação em metodologia de elaboração de planos de negócios; 4 - capacitação em utilização do software de elaboração de plano de negocio; 5 - sistematização dos trabalhos efetuados. Contudo para as metas de capacitação, são contemplados materiais como a presente cartilha que apresenta em seu conteúdo reflexões a cerca do planejamento e das bases conceituais para elaboração de Planos de Negócios, bem como um modelo orientador para elaboração de um Plano de Negócios, calcado em resolução de questões orientadoras. É importante salientar que no dia-a-dia a cada instante podemos estar nos deparando com verdadeiros empreendedores, pessoas que nas suas mais normais profissões, desempenham suas funções de forma a caracterizarem-se como empreendedores de sucesso. Contudo o que inicialmente deve ser levado em consideração é que esta cartilha é voltada às pessoas que de alguma maneira busca identificar oportunidades, conhecer as diferenças entre ter uma idéia e aproveitar uma oportunidade, ou seja, ser empreendedor.

6 1. Histórico e importância do Plano de Negócios 1. Histórico e importância do Plano de Negócios Afinal o que vem a ser um Plano de Negócios ou Business Plan? Dornelas (2008) descreve o Plano de Negócios como sendo um documento usado para descrever um empreendimento e o modelo de negócios que sustenta a empresa. Desta forma pode-se entender que o Plano de Negócios nada mais é do que uma forma de organizar e situar o negócio para que o empreendedor possa obter uma visão íntegra do seu empreendimento. Para Salim et al (2001), plano de negócios é um documento que contém a caracterização do negócio, sua forma de operar, suas estratégias, seu plano para conquistar uma fatia do mercado e as projeções de despesas, receitas e resultados. Brait (2001) corrobora a idéia enfatizando ser um checklist de ações a serem formadas pelo empreendedor, e que, quando aplicadas corretamente, no início de um novo negócio, forma um alicerce extremamente firme, com linhas bem definidas. Ainda podemos definir o Plano de negócios como sendo um documento para descrever seu negocio, ele serve de cartão de visitas do empreendimento a ser constituído, serve ainda como um instrumento de apresentação do negócio de forma concisa e que reúne as principais informações e características do empreendimento. Na dimensão do planejamento, pode-se dizer que o Plano de Negócios é uma ferramenta voltada para planejar negócios e empreendimentos de forma simples e prática, integrando as esferas estratégicas, táticas e operacionais do planejamento. De outra forma, pode-se dizer que o Plano de Negócios é uma ferramenta para planejar a execução de ações de um empreendimento e acompanhá-las em sua execução. 1.1 Como surgiu o Plano de Negócios Se começarmos a pensar acerca do tema, dificilmente nos recordaremos de termos visto um Plano de Negócios em uma empresa em que tenhamos atuado. Pois bem, será que as empresas sempre tiveram um Planejamento em seus negócios? Sabemos que muitos empreendimentos nunca sequer colocaram seus planos em um papel, mas sim comumente ouvimos dizer tenho tudo na cabeça. Essa frase muitas vezes é usada por empreendedores, principalmente nas empresas de pequeno porte. O gestor que sempre é o proprietário costumava ter tudo organizado, porém sempre em sua mente. A prática de se colocar no papel essas idéias não são antigas. No Brasil podemos dizer que a elaboração do Plano de Negócios começou a ser mais comumente utilizada com o processo de globalização da economia que ocorreu de forma mais perceptível

7 com a abertura da economia, fato esse sentido mais a partir da década de Desta forma, as empresas ficaram mais expostas à competitividade promovida pela internacionalização dos mercados e, foram tendo que adaptar-se e atualizar-se para se manterem no mercado. O Plano de Negócios que até então era uma prática mais popular entre as grandes corporações, começou a fazer parte do cotidiano das pequenas empresas que, agora necessitavam de ferramentas para mostrar seus empreendimentos, expandi-los ou então de criar novas empresas. As agências de fomento e as instituições financeiras começaram a exigir que as idéias, os cálculos, as previsões do negócio estivessem detalhadas para sentirem a firmeza do negócio. Desta forma iniciou-se o processo de desenvolver os Planos de Negócios. 1.2 Por que fazer um Plano de Negócios Através de informações disponibilizadas pelo SEBRAE podemos constatar um elevado índice de mortalidade das empresas no Brasil, o que em parte pode ser devido à falta de planejamento para implantação do negócio. Assim podemos dizer que a prática de elaboração do Plano de Negócio é recente no Brasil, ao contrário dos EUA que há muitos anos já utilizam-se desta ferramenta na implantação de negócios. empresas com até 2 anos de existência = 49,4% de mortalidade; empresas com até 3 anos de existência = 56,4% de mortalidade; empresas com até 5 anos de existência = 59,9% de mortalidade. Evidentemente que somente um PN não representa o sucesso do negócio, porém evita muitos problemas e, principalmente que caso seja inviável, a atividade não seja colocada em prática. Desta forma, o Plano de Negócios pode ser considerado como um agente transformador das causas mortes das empresas, pois, conforme descreve Dornelas (2008) ele possibilita um aumento de 60% na probabilidade de sucesso nos negócios, tendo em vista que a falta de planejamento leva à mortalidade dos negócios, por deixar de mostrar ao empreendedor as possíveis falhas. Contudo o autor nos apresenta algumas possibilidades com a elaboração de um Plano de Negócios, tais como: Entender e estabelecer diretrizes para o seu negócio; Gerenciar de forma mais eficaz a empresa e tomar decisões acertadas; Monitorar o dia-a-dia do empreendimento e tomar ações corretivas quando necessário;

8 Conseguir financiamentos e recursos junto a bancos, governo, Sebrae, investidores, capitalistas de risco, etc. Identificar oportunidades e transformá-las em diferencial competitivo para a empresa. Estabelecer uma comunicação interna eficaz na empresa e convencer o público externo fornecedores, parceiros, clientes, bancos, investidores, associações etc. Sendo assim, percebe-se a importância de se montar um plano de negócios, mesmo que muitos empreendedores achem desnecessários, pois não se trata de um adereço, mas sim de uma ferramenta útil para o sucesso do negócio. Muito comum ouvir dos empreendedores ou até mesmo dos empresários é que não necessitam de um ou então que as idéias estão todas alinhadas em sua mente ou pior ainda, que não tem tempo para desenvolver um Plano de Negócios. Na verdade muitas vezes, os mesmos não sabem como se faz para desenvolver um Plano de Negócios e acabam dando outras desculpas. Tal fato pode ser comprovado através de informações disponibilizadas pelo site Endeavor onde destacam que aproximadamente 9% dos planos que são recebidos pelas instituições financiadoras de capital de risco, são bons ou ótimos e 60% dos Planos de Negócios são rejeitados pelas instituições após breve análise. De 0 a 10, as notas médias dadas ficaram em torno de 3,75. Outra informação relevante é que apenas 1% dos que enviam os Planos de Negócios recebem investimentos diretos. Daí a importância de fomentar o potencial empreendedor de forma planejado e reforçada por Dornelas (2008) com sua descrição de alguns objetivos básicos pelos quais um Plano de Negócios pode ser justificado sua realização: 1. Testar a viabilidade de um conceito de negócio 2. Orientar o desenvolvimento das operações e estratégia 3. Atrair recursos financeiros 4. Transmitir credibilidade 5. Desenvolver a equipe de gestão. Contudo um Plano de Negócios de qualidade tem a responsabilidade de responder a algumas questões básicas como: Existe uma real oportunidade para o meu negócio? Eu ou a equipe que está desenvolvendo a idéia, entende do negócio? O negócio demonstra retorno desejado para o investimento realizado? O mercado aceitará as idéias que estão contidas no Plano de Negócios?

9 Existe diferenciação no meu negócio? O meu negócio tem chances de existir por alguns anos? Bangs Jr (2002) elenca três razões principais para se criar um Plano de Negócios: 1. O processo de organizar um plano de negócios, incluindo as reflexões que você faz antes de começar a registrá-lo por escrito, obriga-o a assumir um posicionamento não emocional, crítico e objetivo em relação ao seu projeto como um todo. 2. O produto acabado o seu plano de negócios é um instrumento operacional que, se usado de forma apropriada, irá auxiliá-lo a gerenciar o seu negócio e a trabalhar efetivamente para seu sucesso. 3. O plano de negócios concluído transmite suas idéias para outros e fornece a base para sua proposta de financiamento. Portanto no momento que se desenvolve o Plano de Negócios já se pode estar fazendo uma análise do negócio, realmente refletindo sobre as reais possibilidades de sucesso da atividade. Desta forma, não se caracteriza somente o Plano de Negócios, pela importância do documento em si, mas pelo processo de construção do mesmo que possibilita ao empreendedor, amadurecer e refletir mais profundamente sobre o negócio ao qual se está estudando. Outra possibilidade é depois de concluído o Plano de Negócios poder ser uma forma de consulta e direcionamento para o empreendedor no que tange à sua atividade, haja vista, ali estarem registradas informações relevantes acerca de vários pontos que devem estar sempre presentes na atividade a qual refere-se. Também, este servirá de referencial para todos os interessados e ou envolvidos no negócio, desde os funcionários até os possíveis investidores. Enfim, um Plano de Negócios,...poderá ajudá-lo a evitar o ingresso em um empreendimento que está fadado ao fracasso. Se seu empreendimento for marginal na melhor das hipóteses, o plano de negócios indicará por que, e poderá auxiliá-lo a evitar o pagamento de um preço alto para aprender sobre fracasso nos negócios. É muito mais barato não iniciar um negócio malfadado do que aprender por experiência o que um plano de negócios poderia ter ensinado ao custo de várias horas de trabalho de concentração (BANGS, JR, 2002). Além do que o Plano de Negócios, como já foi exposto anteriormente serve como fonte de informações para que outros possam avaliar o empreendimento, principalmente, se for o caso de necessidade de financiamento, haja vista o mesmo atender às exigências da maioria dos financiadores atualmente. Contudo o Plano de Negócios se faz importante, por dois grandes motivos, um pelo fato de ser a maneira que empreendedores tem de iniciar a materialização de sua idéia e mentalizar a operacionalização desta através da construção de cenários futuros que trazem a dimensão do planejamento para realidade do empreendedor. E outra que o Plano de Negócios pode vir a auxiliar na redução de riscos a serem corridos pelo empreendedor em relação aos seus recursos que muitas vezes são escassos e por tanto acabam por limitar a inovação sendo esta uma grande possibilidade de desenvolvimento de regiões e sociedades inteiras.

10 1.3 Para quem interessa o Plano de Negócios Faz-se importante abordar acerca do público a que se destina a elaboração de um Plano de Negócios, quem deve construir este tipo de documento que vem aos poucos se mostrado importante no universo do empreendedorismo. Engana-se quem acredita que um Plano de Negócios destina-se somente aqueles que buscam financiamentos ou à instituições de fomento, pois além destes, existem vários públicos a quem interessa o Plano de Negócios de um empreendimento a ser implantado ou de uma empresa já existente e que deseja expandir-se. Dornelas (2008) elenca vários públicos para os quais um Plano de Negócios pode interessar: Incubadoras de empresas Sebrae, Universidades e órgãos governamentais para outorgar financiamentos; Bancos para liberar financiamentos para aquisição de equipamentos ou para capital de giro ou expansão da empresa; Investidores; Fornecedores; Público Interno funcionários efetivos e em fase de contratação; Clientes; Sócios. Cabe destacar a importância do Plano de Negócios para o público interno de uma empresa, em caso de já estar funcionando. O gestor tem um documento que pode servir de estímulo para o bom desempenho das atividades, bem como para que no momento da contratação de novos funcionários se possa já demonstrar as intenções da empresa. Tal atitude possibilita uma forma de demonstração por parte do gestor, da importância de cada um no processo de expansão e uma atitude organizada de fazê-lo. Em ultima analise cabe apresentar-se o Plano de Negócios como uma ferramenta de planejar idéias alem de ser maneira de materialização da inovação como estratégia de competitividade para empreendimentos. 1.4 Tipos de Planos de Negócios Vale salientar que o Plano de Negócios não segue um modelo único e passível da afirmativa de ser correto e normatizado, pois existem tipos variados e tamanhos múltiplos alem de diversas formas de desenvolver o Plano de Negócios que iram variar de acordo com a necessidade de cada empreendedor. Assim é possível destacar três tipos básicos de Planos de Negócios visando uma melhor compreensão e maneira de operacionalizar as formas de planejamento, que são apresentados a seguir: Plano de Negócios Completo este tipo, se assim podemos apresentar, parte da medida que se apresenta a necessidade da busca de uma maior quantidade de dinheiro ou mesmo quando se quer apresentar uma visão mais detalhada do empreendimento a ser constituído. Ainda este varia na média de 20 a 40 páginas, dependendo da atividade e dos detalhamentos que são feitos, de outra forma, neste tipo de plano, apresentam-se dados mais complexos e representativos da realidade do negocio aproximado-se de uma finalização do planejamento, ou seja, ele busca um esgotamento da ferramenta Plano de Negócios como forma acabada e demonstração de cenários alternativos.

11 Plano de Negócios Resumido é utilizado em momentos em que se deseja apenas apresentar informações resumidas a um público alvo, por exemplo para investidores com o intuito de chamar a atenção. Normalmente estes, havendo interesse, irão solicitar um plano mais completo. Portanto, neste modelo a objetividade tem como foco no que se deseja chamar a atenção, principalmente nos tópicos, produto, mercado e retorno sobre os investimentos. Ele possui em média de 10 a 15 páginas. Plano de Negócios Operacional este é comumente utilizado internamente na empresa ou negocio pelos empreendedores, diretores, gerentes e funcionários para alinhar os esforços internos em direção aos objetivos estratégicos do empreendimento/organização. Quanto ao tamanho, depende da necessidade da empresa, em quais informações quer realmente passar para seus colaboradores. No que tange ao conteúdo de um Plano de Negócios este deve estar condizente com o que o empreendedor busca e para quem o mesmo será apresentado. Porém, algumas questões devem estar claramente evidenciadas no mesmo. Abaixo estão elencadas algumas perguntas que devem ser respondidas por quem deseja implantar um negócio. Qual é o meu negócio? Aonde quero chegar? O que vendo? Para quem vendo? Que estratégias utilizarei? Como conquistarei mercado? Quais são os fatores críticos de sucesso do meu negócio? Quanto vou gastar? Que retorno terei sobre meu investimento? O que se percebe através de uma análise bem superficial do esquema acima é que o empreendedor necessita saber muito a fundo do seu negócio, da atividade que pretende desenvolver, bem como de todos os aspectos que envolvem a atividade como, o produto, mercado, estratégias a serem colocadas em ação, conhecer profundamente seus pontos fortes e fracos (SWOT), e, principalmente a análise financeira detalhada de todos os investimentos, previsões de receitas e retorno de capita. Portanto, o esquema apresentado, após devidamente respondido é sinal de que seu empreendimento pode ter sucesso.

12 2. Como é a formação de um Plano de Negócios? 2. Como é a formação de um Plano de Negócios? O Plano de Negócios deve conter uma seqüência lógica que permita entender como a empresa é organizada, seus produtos e serviços, seu mercado, suas estratégias de marketing e sua situação financeira, alem de seus layouts produtivos e estruturais. Segundo Stone (2001) a preparação de um plano de negócios não é o resultado final do processo de planejamento. Seu maior objetivo é atingir as metas descritas no plano escrever é um importante estagio intermediário. Então visando colocar a idéia do Plano de Negócios no papel é importante detalhar cada um dos itens que compõem um Plano de Negócios. Assim a seguir apresenta-se um roteiro base para elaboração do Plano de Negócios lembrando que jamais dois planos de negócios serão idênticos pois devem ser moldados de acordo com a situação individual do empreendimento. Todavia, a maioria dos planos seguem uma estrutura usada, aprovada e validada, com subtítulos para os pontos relevantes. Quadro XX: Dicas para elaboração do Plano de Negócios Fontes:

13 3. Resumo Executivo 3. Resumo Executivo O Resumo Executivo ou sumario executivo como alguns autores preferem chamar, é comumente apontado como a principal seção do plano de negócios, pois através dele é que o leitor perceberá se o conteúdo a seguir o interessa ou não e, portanto, se continuará, ou não, a ler o documento. Portanto, é no resumo executivo que o empreendedor deve "conquistar" o leitor Resumo dos principais pontos do plano de negócio Nesta seção do plano o empreendedor apresenta um breve resumo da empresa ou negócio, sua história, área de atuação, foco principal e sua missão. É importante que esteja explícito ao leitor o objetivo do documento (ex.: requisição de financiamento junto a bancos, capital de risco, apresentação da empresa para potenciais parceiros ou clientes, apresentação de projeto para ingresso em uma incubadora etc.). Devem ser enfatizadas as características únicas do produto ou serviço em questão, seu mercado potencial, seu diferencial tecnológico e competitivo. Também devem ser apontadas perspectivas de futuro do negócio (oportunidades identificadas, o que se pretende fazer para abraçá-las, o que é preciso para tal, porque os empreendedores acreditam que terão sucesso, etc.). Tudo isso, de maneira sucinta, sem detalhes, mas em estilo claro. Recomenda-se que esta seção tenha cerca de 01 a 02 páginas, no máximo. É importante salientar que o empreendedor apenas terá condições de elaborar o sumário executivo ao final da elaboração do plano de negócios, pois ele depende de todas as outras informações do plano para ser feito.

14 Questões a serem respondidas no resumo executivo do Plano de Negócios: 1. Qual o Negócio do Empreendimento? 2. Por que a escolha deste Negócio? 3. Qual a Missão da Empreendimento? 4. Qual a área Geográfica de abrangência das atividades do empreendimento? 5. Qual a regulamentação ambiental e padrões de qualidade que afeta as atividades do Empreendimento? 6. Quais os efeitos do enquadramento tributário no seu empreendimento? 7. Como o ambiente micro e macroeconômico afetam as atividades da empresa?

15 3.2 - Situação Jurídica Também chamado de formatação jurídica do empreendimento, onde se devem descrever os aspectos tidos como jurídicos almejados pelo empreendimento, quais os enquadramentos fiscais em que o empreendimento pretende se alocar. Muitos são os modelos de planos que não consideram este tópico, porem ele é tão importante quanto as questões mais estratégicas pois a legislação que prevê os enquadramentos fiscais do empreendimento podem levá-lo a recolher mais ou menos impostos o que influenciará diretamente na formação de preços e elaboração dos custos de produtos ou serviços e assim determinar estratégias de competitividade no mercado como é o caso de preços e valores. A seguir apresenta-se um formulário base que pode orientar o preenchimento do Plano de Negócios podendo proporcionar ao empreendedor planejar e identificar quais as melhores opções a serem perseguidas na formação de seu negocio. Formulário de formatação jurídica do empreendimento Nome do empreendimento: Endereço: Fone/Fax: Pessoa de contato: Natureza Jurídica: Porte da Empresa: Estadual: Federal: Enquadramento Fiscal:

16 Ramo de Atividade: Data Da Constituição: Sócios: (%) Participação no Capital Social Numero de Empregados:

17 4. Produto/Serviço 4. O Produto/Serviço A apresentação do conjunto dos produtos a serem ofertados pelo empreendimento devem ser descritos levando em consideração o estagio aos quais estão, ou seja, em que etapa de desenvolvimento se encontra os produtos e serviços que o empreendedor deseja planejar. O produto esta pronto para ser comercializado? Ou já foi lançado no mercado? Ou ainda esta sendo construído? São questões que devem permear o empreendedor na hora que se esta elaborando o Plano de Negócios. 4.1 Características Identificar e relacionar as principais características dos produtos e serviços do empreendimento que se objetiva implantar deve ser elencado visando identificar aspectos com sua destinação, como serão produzidos, os recursos a serem utilizados, os fatores tecnológicos envolvidos alem de outros aspectos relevantes. Se o empreendimento estiver, através do plano de negócio, apresentando um produto ou serviço específico, deve centrar-se nele. A seguir são apresentadas questões que podem auxiliar a formatar o textual de descrição do produto, visando valorizar as idéias de construção do produto bem como sugerir aprimoramento e inovação. 8. O que é o produto ou serviço? 9. Que tipo de finalidade os produtos atendem e a quem é destinado? 10. Como o produto é elaborado, matéria-prima utilizada, maquinário, mão de obra, embalagem, etc? 11. Vida útil do produtos? 12. Quem detém a propriedade intelectual dos produtos?

18 13. As vezes o mesmo produto é oferecido em modelos diferentes ou características distintas. Citar esses atributos se for o caso? _ 4.2 Diferencial tecnológico Como estamos num mundo cada vez mais inovador e que assume a tecnologia como parte de sua sociedade, deve-se no Plano de Negócios relacionar-se itens como diferencial tecnológico dos produtos e serviços do empreendimento em relação à concorrência. Para manter-se competitivo é necessário manter-se atualizado quanto às tendências tecnológicas; e os empreendimento iniciantes e de pequeno porte devem intensificar suas estratégias a respeito da tecnologia, pois dependem especialmente, desenvolvimento continuo de produtos e serviços que promovam a inovação tecnológica como forma de agregar valores e manter sua sobrevivência. 4.3 Desenvolvimento e pesquisa do produto O empreendimento deve cultivar um plano de desenvolvimento de novos projetos, produtos e tecnologias, que atendam às demandas futuras do mercado e para isso deve expressar, quais suas perspectivas futuras de negócios. É importante que o empreendedor perceba que todo produto tem um ciclo de vida e que, para manter-se na vanguarda, precisa continuamente estar pesquisando e desenvolvendo novos projetos. Não é aconselhável no Plano de Negócios centrar-se apenas no projeto/produto atual. Como o empreendimento pretende cultivar um plano de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias que atendam as demandas do mercado? Deve ser a pergunta que permeia todo o item de desenvolvimento e pesquisa do produto para concepção do Plano de Negócios. Alem disso segue as questões de deveram ser respondidas para elaboração do textual deste item parte do Plano de Negocios que se esta elaborando: 14. Quais os principais produtos da Empreendimento? 15. Descrição dos produtos e percentual no mercado. 16. Quais as similaridades e diferenças dos produtos do empreendimento em relação aos produtos da concorrência?

19 17. Quais as necessidades que os produtos buscam satisfazer? 18. Qual a capacidade produtiva do empreendimento? 19. Qual a capacidade financeira de desenvolvimento do Empreendimento? 20. Qual a produtividade do setor? 21. O espaço físico para utilização é suficientemente adequado para a execução dos trabalhos? 22. O número de pessoas para executarem as tarefas está adequado á necessidade inicial do empreendimento? 23. Descreva o Layot que será utilizado pelo empreendimento e identifique possíveis gargalos e possíveis soluções. 24. Quais as vantagens e desvantagens do processo produtivo a ser utilizado? 25. Descreva a Tecnologia a ser empregada, o nível de tecnologia de domínio do empreendimento, a atualização desta Tecnologia, e como o empreendedor visa monitora o aparecimento de novas tecnologias?

20 26. Quais os métodos de controle, avaliação e monitoramento que serão utilizados (qualidade, produtividade, produção)? 27. Há necessidade de contratar empresas ou consultores para desenvolver algumas atividades ou resolver problema nas etapas do processo de serviços? 4.4 Planejamento e Desenvolvimento do Produto O processo de planejamento de produto inicia-se com o projeto informacional, seguido dos projetos: conceitual, detalhado, de preparação da produção e, findando, com o de lançamento do produto. Figura XX: Processo de desenvolvimento de produto Fonte: Assim o empreendedor deve buscar estruturar de forma planejada o produto a ser oferecido pelo empreendimento, e que possibilite garantir o maior numero de informações sobre o produto, sua produção, bem como garantir uma imagem projetada de sua funcionalidade.

21 28. Você compraria este produto? 29. Quanto você está disposto a desembolsar para adquiri-lo? 30. O que acha do desenho? Ele é suficientemente vendedor? 31. Onde estaria disposto a comprá-lo? Através de quais canais de distribuição? 4.5 Estágio atual Um dos fatores bem conhecidos sobre o processo de desenvolvimento de produto é que o grau de incerteza no início deste processo é bem elevado, diminuindo com o tempo, mas é justamente no início que se seleciona a maior quantidade de soluções construtivas. As decisões entre alternativas no início do ciclo de desenvolvimento são responsáveis por 85% do custo do produto final. O custo de modificação aumenta ao longo do ciclo de desenvolvimento, pois a cada mudança, um número maior de decisões já tomadas podem ser invalidadas. Assim, é desafio gerenciar as incertezas envolvidas num processo de desenvolvimento de produto, onde as decisões de maior impacto têm que ser tomadas no momento em que existe um maior número de alternativas e grau de incerteza. Soma-se a isto: - o fato deste processo se basear num ciclo projetar, construir, testar que geram atividades necessariamente interativas; - de ser uma atividade essencialmente multidisciplinar (trazendo fortes barreiras culturais sobre a integração); - a existência de uma quantidade grande de ferramentas, sistemas, metodologias, soluções, etc.., desenvolvidas por profissionais/empresas de diferentes áreas, as quais não "conversam" entre si; - e a existência de diversas visões parciais sobre o processo de desenvolvimento de produtos. Contudo cabe o empreendedor apresentar aqui qual é o estagio que se encontra o produto ou serviço que se almeja disponibilizar aos mercados, suas principais características e como pretende inseri-lo e disponibilizá-lo ao consumo.

22 5. Analise de Mercado 5. Analise do Mercado Após a definição bem detalhada da idéia de empreendimento, convém ao empreendedor analisar bem o mercado em que pretende atuar. Não é conveniente desenvolver o projeto sem antes estudar seriamente a conjuntura do mercado. A maior parte das causas de fracassos em empreendimento é devido à ausência ou à insuficiência do mercado, à dificuldade de identificar e de responder às conseqüências de mudanças sócio-econômicas e conjunturais do mercado que se pretende atuar. 5.1 Clientes Então neste item do Plano de Negócios deve-se descrever quem são os clientes ou grupos de clientes que a empresa pretende atender, quais são as necessidades destes clientes potenciais e como o produto/serviço poderá atendê-los. É fundamental procurar conhecer o que influencia os futuros clientes na decisão de comprar produtos ou serviços: qualidade, preço, facilidade de acesso, garantia, forma de pagamento, moda, acabamento, forma de atendimento, embalagem, aparência, praticidade etc. É importante estar atento ao definir quem é o cliente. O cliente não é apenas quem vai tomar a decisão de compra. Cliente é quem vai usar diretamente o produto; é quem vai ser afetado pelo uso do produto; é quem vai tomar a decisão de compra e por aí afora. Por exemplo: Quem é o cliente de uma empresa que se propõe ao desenvolvimento de um software para automação de padarias? É o funcionário que deverá manusear o software (o usuário)? É o dono da padaria? É o padeiro? Quem é? O empreendedor deve perceber a complexidade da definição de quem é o seu cliente. No caso do software para padaria, identificar apenas o dono da padaria como cliente pode ser um grande problema, porque o software pode não contemplar as necessidades do usuário final e ser inviabilizado por uma questão operacional. Da mesma maneira, se apenas o usuário for foco de atenção, talvez o software deixe de agradar o dono da empresa que é quem vai tomar a decisão de compra. Também o cliente da padaria precisa sentir-se satisfeito pelo impacto que o software irá gerar sobre o atendimento que recebe. Ou seja, é importante que se faça uma boa reflexão acerca de quem é o cliente para o produto/serviço em questão. Partir de um pressuposto limitado pode comprometer a aceitação do produto/serviço final. Contudo é importante o empreendedor responder a questões relativas aos clientes para identificar melhor seu comportamento e relativizar o que importa em relação a seu empreendimento, segue as questões de analise:

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