CENÁRIOS DA MEMÓRIA E IDENTIDADE GOIANA: O CASO DE JARAGUÁ

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1 CENÁRIOS DA MEMÓRIA E IDENTIDADE GOIANA: O CASO DE JARAGUÁ 1

2 2 Lúcia Gonçalves de Freitas (Org.) Lyz Elizabeth Amorim Melo Duarte Dulce Madalena Rios Pedroso Daura Rios Pedroso Hamú Cristiane Eunisse Fonseca Maria Lícia dos Santos CENÁRIOS DA MEMÓRIA E IDENTIDADE GOIANA: O CASO DE JARAGUÁ Goiânia, GO 2004

3 3 7 CONSELHO ACADÊMICO DA UEG UnU JARAGUÁ Presidente Maria das Graças Langsdorff Coord. Administrativa Iraí Cordeiro Guerra Silva Secretária Acadêmica Márcia Alves Carlos Santos Coords. de Curso Ana Keila Alberto Moreira Marcela Inácia de Souza Silvano Moreira Damasceno Suely da Conceição Pereira Barros Coord. de Pesquisa Lúcia Gonçalves de Freitas Coord. de Extensão Kátia Braga Arruda Coord. de Biblioteca Patrícia Machado de Souza Docentes Adevane da Silva Pinto Ilma Maria Gonçalves Lázara L. da Costa Mendonça Osmar Domingos de Barros Rosa Míria Correia L. Moreira Sandra Fátima S. Araújo Dicentes Adriana Marques de Siqueira Silvia Dias Barbosa Lima GRUPO DE ESTUDOS DE JARAGUÁ: EDUCAÇÃO, MEMÓRIA E IDENTIDADE Líder Lúcia Gonçalves de Freitas Pesquisadores Cristiane Eunisse Fonseca Daura Rios Pedroso Hamú Dulce Madalena Rios Pedroso Lyz Elizabeth Amorim Melo Duarte Maria da Graças Langsdorff Maria Lícia dos Santos Mariângela Ricardo Alves Moreira Marly Aparecida de Souza Suely Ferreira Alunos Ana Paula Pinagé Soares Cristiane Possas de Fonseca Hosana Quintino de Oliveira Ivam Pereira de Morais Lílian Marta Gonçalves Garcia Márcia Andrade Vicente Lucas Rafaela Calixto de Oliveira PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Pró-Reitor Ricardo Caetano Rezende Assessor do Pró-Reitor Plínio Lázaro Faleiros Naves Coord. Geral de Pesquisa Mirley Luciene dos Santos REITORIA Reitor José Izecias de Oliveira Assessor de Gabinete Adilton José Ferreira Secretário Geral Clodoveu Reis Pereira

4 by Lúcia Gonçalves de Freitas Editora da AGEPEL Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira Rua 82, Palácio Pedro Ludovico, Setor Sul. Primeiro Andar. Goiânia GO CEP: Telefone /Fax Comissão Técnica Editoração Eletrônica Produção de Arte Gráfica e Capa Dados para catalogação ISBN Impresso no Brasil Printed in Brazil 2004

5 5 Notas da organizadora O presente livro surgiu como resultado dos trabalhos do grupo de pesquisa da UEG Unidade de Jaraguá intitulado Grupo de Pesquisa de Jaraguá: Educação, Memória e Identidade. O mesmo foi criado em 2003 com o intuito de implementar a área de pesquisa da Unidade, visando prioritariamente a beneficiar o curso de Pedagogia. Dessa forma, a principal área temática deveria ser a educação no município de Jaraguá, pois, assim, as pesquisas desenvolvidas pelo grupo poderiam retornar em forma de benefícios para as próprias comunidades pesquisadas, no caso, as escolas da região, e, obviamente, o curso de Pedagogia da Unidade. Na ocasião, procurou-se reunir pesquisadores que já tivessem alguma experiência acadêmica e cujos trabalhos girassem em torno de um tema comum. Dessa forma, seis professoras foram contatadas para integrar o grupo numa primeira fase. Todas elas eram profissionais que já vinham atuando há algum tempo no ensino superior, algumas dentro da própria UEG, e que possuíam trabalhos de cunho científico. A maioria desses trabalhos eram dissertações de mestrado ou teses de doutorado sobre temas relacionados a Jaraguá já previamente aprovadas por instituições com peso acadêmico como UFG, UCG, USP e UnB. Todos eles versavam sobre questões de cunho histórico e social sobre o município, sendo a memória e a identidade os temas mais recorrentes. Embora os trabalhos estivessem muito mais vinculados ás áreas de história e ciências sociais que á área de educação propriamente, que, afinal, deveria ser o alvo das pesquisas do Grupo, considerou-se que os estudos das seis pesquisadoras reunidas constituiriam um projeto valioso, pois, juntos, formavam uma espécie de compilação da produção científica sobre Jaraguá. Assim, a opção foi estender o campo de investigação do Grupo, que se configurou em torno de duas linhas de pesquisas, uma voltada a aspectos educacionais do município, a qual deve contribuir com trabalhos sobre metodologias pedagógicas e áreas afins, e a outra sobre aspectos histórico-sociais de Jaraguá, á qual devem afiliar-se pesquisadores que se interessam sobre questões como as já mencionadas, memória, identidade etc. Foi dessa forma que a Unidade da UEG de Jaraguá criou seu primeiro Grupo de Pesquisas, propriamente cadastrado no Diretório de Grupos do CNPq, reunindo trabalhos de Educação, Memória e Identidade sobre o município.

6 6 Uma vez que o Grupo, após um ano de sua criação, encontra-se agora numa nova fase, desenvolvendo inclusive novos projetos, desta vez integrando professores e alunos do curso de Pedagogia da Unidade, a proposta deste livro vem como uma prova da consolidação desse trabalho. Aqui, encontram-se reunidos os textos das seis pesquisadoras que constituíram o Grupo inicialmente com o intuito de dar-lhe uma base acadêmica de peso. Esperamos que esta obra seja o marco inicial de toda uma série de trabalhos acadêmicos sérios e comprometidos dentro de nossa Unidade e que possa servir de exemplo a outras esferas da UEG, como prova de que é possível realizar trabalhos dessa natureza, a despeito de todas as adversidades por que tem que passar uma instituição tão nova como a Universidade do Estado de Goiás. Profa. Lúcia Gonçalves de Freitas.

7 7 Sobre as autoras Lúcia Gonçalves de Freitas é Coordenadora de Pesquisa da UEG-Jaraguá desde 2003 e professora do curso de Pedagogia da mesma Unidade ainda na época da anterior FAECIHEJA. Também atua em outras unidades da UEG como professora em cursos de especialização. É formada em Licenciatura Plena em Educação Artística pela Universidade Federal de Goiás. Possui título de especialista em Metodologia do Ensino Superior pela Faculdade de Educação da mesma instituição de onde também vem seu título de mestra em Letras e Lingüística. Atualmente está cursando o Programa de Pós-Graduação em Lingüística da Universidade de Brasília no nível de doutorado. Cristiane Eunisse Fonseca é professora de Sociologia e História da UEG desde de Trabalhou na Unidade de Jaraguá no curso de Pedagogia regular. É professora de Atividades Complementares da UEG - Pólos de Trindade e Goiânia e professora de História e Sociologia do Ensino Médio em Goiânia. É graduada e Pós-graduada em Ciências Sociais pela Associação Educativa Evangélica e mestra em História Social e das Idéias pela UnB. Atualmente é também Coordenadora do curso de Psicopedagogia da UEG - UnU Ceres. Daura Rios Pedroso Hamú é professora adjunta de Desenho Técnico e de Arquitetura da Faculdade de Artes Visuais e Escola de Engenharia Elétrica da UFG. É Mestra em Gestão do Patrimônio Cultural pela UCG. Integrante do Grupo de Estudos sobre Jaraguá. Dulce Madalena Rios Pedroso tem Licenciatura Curta em Estudos Sociais pela Universidade Católica de Goiás e Licenciatura Plena em História pela mesma universidade. Possui duas espacializações, uma em Etnolingüística, pela Universidade Federal de Goiás e outra em Antropologia e Etnologia pela Universidade Católica de Goiás. É Mestra em História das Sociedades Agrárias pela Universidade Federal de Goiás. Atua como professora na Universidade Católica de Goiás, onde também tem desenvolvido vários projetos de pesquisa. Maria Lícia dos Santos é professora da Universidade Estadual de Goiás das Unidades de Jaraguá e Ceres, e professora de História e Sociologia da Escola Agrotécnica Federal de Ceres. É graduada em História pela UFG; tem especialização em Metodologia do Ensino Superior pela UEG e é mestra em História Social e das Idéias pela UnB.

8 Lyz Elizabeth Amorim Melo Duarte tem Licenciatura e Bacharelado em Ciências Sociais, é Mestra em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas e Doutora em História Econômica pela Universidade de São Paulo, é professora do curso de Sociologia da Universidade Federal de Goiás em Goiânia, onde atua como professora e em grupos de pesquisa. 8

9 9 SUMÁRIO 1- IDENTIDADE E TRADIÇÃO EM JARAGUÁ: PERMANÊNCIAS E MUDANÇAS Lyz Elizabeth Amorim Melo Duarte 2- MEMÓRIA DE MIGRAÇÃO: UM ESTUDO DE CASO SOBRE AS RELAÇÕES INTERÉTNICAS ENTRE ÍNDIOS E COLONIZADORES EM GOIÁS NO SÉCULO XIX. Dulce Madalena Rios Pedroso 3- O LUGAR DO PADRE SILVESTRE NA MEMÓRIA DE JARAGUÁ Daura Rios Pedroso Hamú 4- SE NÃO ME FALHA A MEMÓRIA... REPRESENTAÇÕES DA EXPERIÊNCIA ESCOLAR EM JARAGUÁ (1927/1947) Maria Lícia dos Santos 5- CORONELISMO, MEMÓRIA, IDENTIDADE E IMAGINÁRIO: JARAGUÁ Cristiane Eunisse Fonseca 6- CONEXÃO JARAGUÁ-DANBURY: IDENTIDADES MIGRANTES Lúcia Gonçalves de Freitas

10 10 1 IDENTIDADE E TRADIÇÃO EM JARAGUÁ: PERMANÊNCIAS E MUDANÇAS Lyz Elizabeth Amorim Melo Duarte A forma de utilização da terra e o estabelecimento de uma estrutura fundiária influenciam na conformação das estruturas políticas, econômicas e sociais, dando elementos para a análise do povoamento, da constituição da sociedade e do desenvolvimento econômico. Podemos supor uma estreita ligação entre a propriedade da terra, o poder político e a formação da identidade de um povo. Na região de Jaraguá, isto teria sido sedimentado desde os primórdios da instalação do município, no período aurífero, particularmente a partir do esgotamento dos metais preciosos e da ocorrência do processo de ruralização da sociedade. Dessa forma, podemos iniciar a caracterização da identidade de Jaraguá buscando os condicionantes da propriedade da terra na estruturação fundiária que se implanta na região. 1- Antecedentes da estrutura fundiária A estrutura fundiária de Jaraguá começou a se definir ainda no século XVIII, no período mineratório. O arraial que se formou nessa época conseguiu sobreviver ao declínio do ouro. A terra utilizada para desenvolver a pecuária ou a produção agrícola era simplesmente ocupada ou legalizada como sesmaria. Os dados disponíveis sobre a ocupação da terra em Jaraguá, até meados do século XIX, resumem-se aos obtidos através dos Registros Paroquiais, realizados entre 1856 e As informações dos imóveis são muito precárias, principalmente quanto às áreas declaradas. A

11 11 demarcação das terras foi prevista pelo Decreto 1.318, de 1854, com a finalidade de discriminar as terras públicas das propriedades privadas 1. Entretanto, as dificuldades para se estabelecer a área precisa dos imóveis eram enormes. Faltavam agrimensores e a medição das terras era um processo muito caro. Como as terras praticamente não tinham valor, não compensava o trabalho de medi-las. As declarações do Registro Paroquial eram fornecidas ao vigário. A Igreja Católica era a única instituição organizada, presente em toda a Província e com estrutura e pessoal para fazer esta anotação. O próprio analfabetismo que prevalecia na época era empecilho para a realização desses registros. Como os padres eram letrados e mantinham contato permanente com as populações, a tarefa de registrar as terras acabou ficando na competência da Igreja. Esse registro, entretanto, não tinha valor oficial, no sentido de conferir o título de propriedade ao declarante. Era apenas uma forma encontrada pelo Império para separar terras públicas das privadas e possibilitar o cumprimento da Lei 601. Na falta de medidas exatas, os marcos de delimitação das propriedades foram acidentes geográficos (rios, montanhas, morros, córregos), marcos físicos como árvores, plantações e até mesmo construções como casas, cercas de fulano, etc. Em Jaraguá, o vigário que fez as anotações para o Registro Paroquial foi o Pe. Silvestre Álvares da Silva. Jaraguá, em meados do século XVIII, fazia parte do município de Goiás, que, à época, incluía 12 paróquias: Santana de Goiás, Nossa Senhora do Rosário da Barra, Nossa Senhora do Pilar de Ouro Fino, São José de Mossâmedes, Rio Bonito, Nossa Senhora da Abadia de Curralinho, São Francisco de Anicuns, São Sebastião do Alemão, Nossa Senhora das Dores do Rio Verde, Santa Rita, Nossa Senhora da Penha de Jaraguá e Nossa Senhora da Penha do Pilar. 2 No livro de registro da Paróquia de Nossa Senhora da Penha de Jaraguá foram declaradas 291 propriedades. Segundo o registro, estas propriedades foram adquiridas das seguintes formas: 7 posses, sem data específica; 26 compras; 1 compra e posse (parte); 1 1 Para a regulamentação da estrutura fundiária do Brasil e de Goiás, durante o século XIX, foi estabelecida uma legislação sobre a terra que teve importância não só para aquele período, mas também pela influência que exerceu sobre as políticas voltadas para a terra, mesmo durante o século XX. Em 18 de setembro de 1850 foi promulgada a lei nº 601, que se destinava a regularizar a situação das terras no Brasil. Quatro anos mais tarde esta lei foi regulamentada pelo Decreto nº 1318, de 30 de janeiro de Citado por ALENCAR, Maria Amélia Garcia de, Estrutura Fundiária em Goiás. Goiânia. GO., Ed. UCG, 1993, p. 65.

12 12 compra e herança (parte); 2 heranças de posses; 2 sesmarias; 2 doações; e 6 entre outras formas. 230 não esclarecem a forma de aquisição. 3 Para viabilizar o Registro Paroquial e ao mesmo tempo possibilitar o aproveitamento de seus dados, foi criada a Repartição Geral das Terras Públicas. A finalidade desse órgão era o estabelecimento de uma burocracia que facilitasse o cumprimento das leis nº 601 (1850) e (1854). Para as províncias, foram criadas as Repartições Especiais de Terras Públicas. A centralização de poder, que caracterizou o Segundo Reinado no Brasil, impediu estas Repartições Especiais de funcionarem. A responsabilidade ficou nas mãos do Imperador que, indiretamente, controlava o órgão. Em 1860, a Repartição Geral foi absorvida pela Secretaria do Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. 4 A base para o estabelecimento de uma estrutura fundiária para Jaraguá foi dada pelo Registro Paroquial. Os nomes das localidades registradas coincidem com os nomes de muitas fazendas existentes até hoje. Muitos dos declarantes de terras registradas junto à Igreja, constituem antepassados reconhecidos pelos sobrenomes de famílias que detêm ou detiveram terras e poder em Jaraguá. Assim é que o próprio Pe. Silvestre, da família Álvares da Silva, que se transferiu para Jaraguá ainda no século XVIII, aparece com cinco diferentes glebas de terra registradas em seu nome. A família Ribeiro de Freitas, que havia se transferido de Traíras para Jaraguá na segunda metade do século XIX, registrou quatro glebas, sendo duas em nome do Padre Manoel Ribeiro de Freitas. Diógenes Gomes Pereira da Silva teve uma gleba registrada. Sua família participou nos círculos de poder durante os séculos XIX e XX. Ele próprio foi Presidente da Câmara de Vereadores de Jaraguá. Ele e seus descendentes, tradicionalmente foram donos de Cartório no município. Francisco Policarpo de Amorim teve duas glebas registradas em seu nome. Ele foi Presidente da Câmara de Vereadores, no final do século XIX e Vice-Intendente de Jaraguá em Foram registradas duas glebas de terra em nome de Antonio Félix de Souza. A família Félix de Souza teve participação política em Jaraguá 3 Arquivo do Patrimônio Público Imobiliário da Procuradoria Geral de Goiás. Livro nº 8: Registro Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Penha da Vila de Jaraguá. Abertura em 20 de agosto de 1856 e fechamento em 2 de abril de Sobre o assunto, ver: ALENCAR, Maria Amélia. Op. cit., pp. 31 e 45, nota 28.

13 13 durante os séculos XIX e XX. Um de seus descendentes, Mário Félix de Souza, foi Intendente de Jaraguá em Antonio Manoel de Barros foi o primeiro a registrar terras na localidade de Calção de Couro, pertencente a Jaraguá, que mais tarde se tornaria município de Goianésia. Este registro foi feito em 1857, abrangendo uma área correspondente a alqueires goianos. 6 O fato de essas terras terem sido registradas pela Igreja fez com que essas anotações acabassem adquirindo legitimidade frente à população. No caso específico de Jaraguá, em primeiro lugar devido ao respeito e à credibilidade que a população conferia ao padre Silvestre, que foi o encarregado do Registro Paroquial. Ora, a Igreja era a instituição com maior credibilidade no seio da sociedade. Pelo fato dessa anotação ter sido feita pela Igreja, conferiu à mesma uma legitimidade perante a população. Isso resultou na aceitação do registro como documento legal. Por outro lado, os sacerdotes também eram interessados na validade do documento já que registraram glebas de terra em seu nome e no de suas famílias. Não foram encontradas evidências de que essas terras teriam sido imediatamente legalizadas, a partir da vigência das leis nº 28, de 1893 e 134, de Como a regularização fundiária exigia a medição das terras, tudo indica que as pessoas com mais recursos foram as que conseguiram registrar suas terras nos cartórios locais. No Cartório de Registro Imobiliário de Jaraguá, o livro mais antigo, específico para essa finalidade, foi aberto em 1911 e encerrado em Antes dele, anotações de terras e escravos foram feitas pelo 1º Tabelionato de Notas. Não constituía livro de registros, com 5 Informações sobre a família Félix de Souza foram retiradas de entrevistas realizadas com Joaquim Militão, em 23/05/97; Manoel de Amorim Félix de Souza, em 23/02/97 e com Dª Iracema Félix de Souza Longo, em 17/03/97. 6 IBGE. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Rio de Janeiro, IBGE, Vol. XXXVI, No Cartório de Família, Sucessões e 1º do Cível de Jaraguá, há a notificação do Inventário de Antonio Manuel de Barros. Inventário nº 163. Notificação à folha 11. Livro do Tombo para registro dos feitos, que correm pelo Cartório. Escrivão de Órphãos do Termo e Comarca de Jaraguá. Abertura do livro: 29 de julho de É assinado pelo juiz de Direito Elísio Taveira. 7 Especificamente para Goiás foi estabelecida a Lei nº 28, de 19 de julho de 1893, que versava sobre vendas de terras no Estado. A Lei nº 134, de 23 de junho de 1893, sobre terras devolutas, veio substituir a de nº Trata-se do Livro de Inscripção de hypothecas legais nº 2 e Transcripção de Immóveis nº 3. Esse livro contém, em uma única encadernação, os livros 2 e 3. Não há, no Cartório, o nº 1. O Cartório, atualmente, é denominado Cartório de Registro Imobiliário Títulos e Documentos Oficial de Protestos.

14 14 validade legal. Entretanto, nele foram anotadas transações de terras desde os anos 60 do século XIX. O 1º livro do 1º Tabelionato de Notas foi assinado pelo juiz Antonio Félix de Souza e aberto em 20 de maio de Nele foram encontradas anotações de compra, venda e alforria de escravos. O livro 2 iniciou-se em Nesse livro há o primeiro registro de transação de terras, datado de Observa-se, pela data em que as anotações de terra aparecem, que elas só foram feitas depois da exigência do Registro Paroquial. Não foram encontrados registros de terras em cartórios antes de 1865, mesmo existindo o 1º Tabelionato desde Esse fato mostra que a preocupação com a legalização das terras só ocorreu depois de aprovada a Lei de Terras e a sua regulamentação em Mesmo com as tentativas feitas pelo Império, de só permitir o usufruto da terra pela compra, a forma de aquisição das terras nas regiões mais antigas foi, inicialmente, a ocupação ou posse. Posteriormente, a divisão por herança e a venda. Terras devolutas, durante o século XIX, foram sistematicamente ocupadas através do apossamento. Esta foi a forma normal de abertura das grandes propriedades em Goiás. Uma vez apossadas as terras, seus ocupantes utilizavam-se de expedientes diversos a fim de legalizá-las. Na região de Jaraguá, o isolamento imposto pela falta de alternativas econômicas, durante o século XIX, restringia a produção agropecuária ao consumo local. A vinculação com um mercado externo era fraca. No final do século, o movimento migratório levou tropeiros para Jaraguá. Oriundos da antiga região da Farinha Podre 9, em Minas Gerais, no tocante à terra, os tropeiros já compartilhavam de uma visão mais mercantilizada. As terras, em Jaraguá, não tinham valor, o que facilitava a simples ocupação e a compra por preços baixos. Nas últimas décadas do século XIX e início do século XX, grandes glebas foram apropriadas pelas famílias Castro Ribeiro e Ferreira Rios. Através do desenvolvimento agropecuário, sobretudo a partir do início do século XX, Jaraguá passou a integrar, ainda que de maneira tímida, um mercado mais amplo. O crescimento econômico da agropecuária não representou grandes alterações nos setores secundário e terciário da economia. O comércio restringia-se à venda do gado e de alguns produtos agrícolas e à compra de artigos que não eram produzidos localmente. O setor 9 A região da Farinha Podre corresponde, atualmente, ao chamado Triângulo Mineiro, cujas terras já pertenceram à Goiás.

15 15 secundário, caracterizado pela transformação da matéria-prima em produto acabado, era constituído de uma produção artesanal, voltada para o consumo local. A produção da rapadura, como subproduto da cana-de-açúcar, a produção de farinha de mandioca ou de milho e o beneficiamento de folhas de fumo, para comercialização, eram os poucos produtos que passavam por rudimentos de transformação, antes de serem exportados de Jaraguá para outras localidades Concentração de Poder em Jaraguá Goiás foi palco da atuação de grupos oligárquicos, constituídos com base em famílias patriarcais. A ascensão dos coronéis locais, disseminados pelo interior de Goiás, ajuda na compreensão das estruturas políticas que se formaram no Estado. O cenário político, econômico e social que se delineou em Jaraguá a partir do início do século XX foi resultado das movimentações que tiveram lugar nos séculos XVIII e XIX. As marcas do período mineratório ficaram registradas não apenas nas edificações mas na mentalidade da população. As primeiras Igrejas e a religiosidade da população, por exemplo, foram forjadas ainda junto das minas. Goiás foi habitado, no início do seu processo de povoamento, principalmente por portugueses (emboabas) e paulistas, por escravos negros e por índios, fartamente referidos na documentação de época. 11 A elite que ocupou o poder em Jaraguá, em parte constituiu-se nos idos da mineração e em parte foi resultante das migrações do século XIX. Elementos políticos, econômicos, sociais e culturais podem ser detectados na fase aurífera dessas sociedades. Considero que a base da sociedade goiana está assentada, justamente, no período mineratório. O ouro iniciou o povoamento de Goiás. Os mapas das minas do século XVIII estampam núcleos de povoamento desde o extremo sul até o extremo norte. Apesar da instabilidade das populações que migravam constantemente dentro da própria 10 Idem. 11 Referências aos indígenas são encontradas em documentos diversos, relatos, cartas régias e também são conservados através da memória popular. Silva e Souza refere-se a oito grupos indígenas que teriam vivido em Goiás, à época da mineração: Caiapós, Xerente, Goyazes, Crixás, Araés, Canoeiros, Apinagés, Capepuxis. SILVA E SOUZA, Luiz Antonio da. Memória sobre o Descobrimento, Governo, População e Coisas mais Notáveis da Capitania de Goiás. Goiânia, Ed. Oriente, pp. 126/7. A reprodução do texto constitui o anexo nº 4, no final do trabalho. Citado em PALACIN, Luis, GARCIA, Ledonias Franco e AMADO, Janaína, op. cit. pp

16 16 Capitania, as populações atraídas pelo ouro foram as que formaram o embasamento do povo goiano. A assimilação de elementos da cultura negra e indígena foi um processo natural já que eles estavam na base da própria sobrevivência. Elementos indígenas e negros foram naturalmente formadores de um processo cultural. Alimentação, vocábulos, concepções de mundo foram simplesmente disseminados na população dos séculos XVIII e XIX. A herança cultural, tanto negra como indígena proliferou por todos os segmentos da sociedade. A influência mais pontuada foi a do português. Ocupando as mais elevadas posições em um sistema de hierarquia social, era portador de uma cultura mais elaborada. Geralmente letrado, iniciado nas ciências, trazia uma bagagem cultural que não era facilmente assimilada por todos os componentes da sociedade. A cultura do europeu, tomado no sentido de seus modos de fazer, sentir e pensar, ficou mais restrita às camadas mais ricas da sociedade. As estruturas burocráticas implantadas em Goiás foram herdadas de Portugal, o que implicou também na implantação de uma estrutura de classes, apoiada em valores vigentes na Metrópole. Mesmo reconhecendo que a base das classes não é dada por valores, regras, normas, mas por um pertencimento efetivo em um processo de produção, considero que um sistema de status, que por sua vez se originara das classes sociais, foi transplantado para o Brasil. O pertencimento dos governadores a uma nobreza portuguesa influenciou na construção dos modelos de status em Goiás, o que, de certa forma perdurou, mesmo com a decadência da produção aurífera. Os laivos de requinte que alguns historiadores relatam são um pouco a expressão do ser nobre. E foram conservados pela população, se bem que restritos a poucas camadas da sociedade. As elites que se constituíram em Jaraguá, no período mineratório, priorizaram alguns elementos como essenciais para que o indivíduo participasse dos círculos de poder: a ascendência portuguesa; a vinculação à Religião Católica, enquanto instituição e o saber; a erudição. Esses elementos se impuseram como diferenciadores em um processo de estratificação social. O século XIX deu continuidade ao processo de construção da sociedade goiana e, por extensão, da jaragüense. Procurando a sobrevivência, uma vez esgotado o ouro, a população

17 17 desenvolveu uma incipiente atividade agrícola e pecuária, que garantiu a permanência e o aumento demográfico. Jaraguá situou-se entre os municípios que tiveram maior incremento populacional entre os anos de 1872 e Vejamos os dados: Morrinhos: 207,3%, Pouso Alto (atual Piracanjuba): 201,6%, Curralinho (atual Itaberaí): 85,1%, Rio Verde: 72,4%, Entre Rios (atual Ipameri): 66,2%, Jataí: 62,5% e Jaraguá: 53,3%. 12 Podemos enquadrá-lo como um antigo centro minerador que sobreviveu, diferenciando-se de tantos outros que desapareceram completamente. Podemos constatar, na História de Jaraguá, durante o século XIX, duas correntes migratórias que ajudaram a engrossar a população daquela localidade e formaram parte significativa da elite que deteve o poder durante todo o século XX. Uma primeira oriunda de antigos centros mineradores os quais, entrando em decadência, não conseguiram se recuperar. Estabeleceu-se em dois momentos: em fins do século XVIII e em meados do século XIX. Uma segunda corrente migratória originária das regiões de povoamento mais recente, situadas ao sul, sudeste e sudoeste de Goiás ou do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais, teve lugar nas últimas décadas do século XIX. Através de casamentos, mesclaram-se famílias oriundas da elite local com elementos que fizeram parte dessas correntes migratórias e/ou com seus descendentes. A análise dos inventários de diversas famílias (e a seleção dos mais significativos, em termos de acumulação de bens) permitiu a elaboração de uma listagem das famílias que conseguiram se sobressair economicamente. Por outro lado, a partir de entrevistas, conseguimos levantar, através da memória popular, indicações de pessoas ou famílias que exercem o poder na região. Cruzando as duas informações, traçamos um perfil das famílias e/ou indivíduos que tiveram poder econômico e exerceram influência política na vida da localidade. A transferência entre antigos centros mineradores foi procedimento comum já que alguns arraiais sobreviveram e outros acabaram por completo. Documentos mostram que teve significação para Jaraguá, a vinda de pessoas oriundas da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Traíras. Os Álvares da Silva eram originários daquele antigo centro minerador. 12 Fonte: FRANÇA, M. de S. Povoamento do Sul de Goiás: ; estudo da dinâmica da ocupação espacial. Goiânia, UFG, mimeografado p. 89. Citado por ALENCAR, M. Amélia Garcia de Estrutura Fundiária de Goiás: Consolidação e Mudanças ( ). Goiânia, Ed. UCG, 1993, p. 52.

18 18 O Padre Silvestre transferiu-se para Jaraguá no final do século XVIII. 13 Nasceu no arraial de Cocal, filial da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Traíras, localizado ao norte de Goiás, em Filho do Capitão Manuel Álvares da Silva e de D. Francisca Machado Ferreira. Era filho ilegítimo e, posteriormente, foi reconhecido pelo pai. 14 Foi conduzido por este a Jaraguá, ainda no século XVIII. Preparou-se para o sacerdócio no Rio de Janeiro e voltou a Jaraguá onde trabalhou ininterruptamente desde o início do século XIX até próximo à sua morte que ocorreu em Exerceu uma influência decisiva sobre os habitantes de Jaraguá, o que pode ser percebido pela religiosidade do jaragüense, até meados do século XX. Os relatos sobre ele tratam-no como uma pessoa inteligente e culta. Saint-Hilaire hospedou-se em sua casa em 1819, e fez elogio ao seu preparo intelectual. 15 Entre 1805 e 1834, o padre Silvestre assinou as certidões de batismo e de óbitos como capelão. A partir de 1834 passa a assinar como vigário. Em 1822 foi eleito deputado constituinte pela Província de Goiás. Seguiu para o Rio de Janeiro, colocando-se ao lado de Álvaro José Xavier, José Rodrigues Jardim, Inácio Soares de Bulhões, Padre Luiz Gonzaga de Camargo Fleury e outras figuras da política goiana. Retornou a Goiás em 1824, reassumindo, em Jaraguá, as suas funções junto à população. 13 As pesquisas que resgataram a pessoa do Padre Silvestre e a sua importância para Jaraguá foram realizadas primeiramente por Joaquim Militão, morador de Jaraguá. Posteriormente outros estudos foram desenvolvidos por Dulce Madalena Pedroso e por Fabiano de Castro. Maria Helena Romacheli publicou, recentemente, um livro sobre Jaraguá que, segundo ela, foi fruto de 20 anos de pesquisas. Este também resgata a figura do Padre Silvestre. Trata-se do livro: ROMACHELI, Maria Helena de Amorim. História de Jaraguá. Goiânia, Ed. Kelps, Foram encontradas assinaturas do Pe. Silvestre em todos os Registros Paroquiais realizados em Jaraguá entre 1856 e Arquivo do Patrimônio Público Imobiliário da Procuradoria Geral de Goiás. Registro Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Penha da Vila de Jaraguá, livro nº 8. Abertura em 20 de agosto de 1856 e fechamento em 2 de abril de Eram o Padre Manoel Álvares da Silva e seus irmãos, segundo o maior genealogista que Goiás já teve até o presente Jarbas Jayme filhos ilegítimos do português Manuel Álvares da Silva e de sua escrava, negra da nação Mina, Francisca Machado. O português, porém, originário da freguesia de Alvarenga, arcebispado de Braga, residente em Cocal, onde lhe nasceram os filhos mulatos lá pelos idos de 1770, cuidou da educação dos filhos, dois deles formados padres, o Manoel, que recebeu Pohl em Traíras e o Padre Silvestre Álvares da Silva, também mulato, vigário nessa época do arraial de Jaraguá, que (...) ali recebeu o francês Auguste de Saint- Hilaire... [nesse mesmo ano de 1819] BERTRAN, Paulo, História de Niquelândia. Do Distrito do Tocantins ao Lago de Serra da Mesa. Brasília, Verano Editora, 1998, p Eu já tinha ouvido falar dele no Rio de Janeiro, onde era conhecido por seu pendor para Matemática. Fizera seus estudos nessa cidade e, além de sua ciência favorita, aprendera um pouco de Grego e Filosofia. Sabia também Francês e tinha em sua biblioteca, alguns livros de nossos autores. SAINT-HILAIRE, Auguste de. ( ) Viagem à província de Goiás. Tradução de Regina Regis Junqueira. Apresentação de Mário Guimarães Ferri, Belo Horizonte, Ed. Itatiaia, São Paulo, Ed. da USP, 1975.p. 43.

19 19 Na avaliação de um estudioso sobre Jaraguá, Joaquim Militão, o Padre Silvestre teria exercido o comando político e social de Jaraguá até à sua morte. 16 O padre Silvestre não deixou descendentes e nem foram encontrados documentos que tratam de algum envolvimento seu com mulheres, diferentemente do comportamento de vários padres que o sucederam, em Jaraguá. Esse fato talvez possa ser traduzido em uma dedicação maior à causa religiosa. O padre Manoel Álvares da Silva era irmão do Padre Silvestre. Não encontrei evidências de que ele tivesse se transferido para Jaraguá para exercer a função de sacerdote. Talvez tenha se mudado para lá, já mais idoso e permanecido anônimo. Seus pais, no início do século XIX viviam em Jaraguá com o Pe. Silvestre. No início da década de 40 do século XIX, transferiu-se para Jaraguá, também oriunda de Traíras, uma grande família que viria a ter uma participação política significativa na vida daquela cidade: os Ribeiro de Freitas. Eram de origem portuguesa, pertencentes às camadas brancas e escravocratas da sociedade. A família migrou seguindo o Padre Manoel Ribeiro de Freitas Machado. Deslocaram para Jaraguá toda a escravaria que lhes restara do tempo da mineração. 17 A saída dessas famílias de Traíras agravou a situação de decadência em que ela se encontrava. Pela Lei Provincial n.º 506 de 23 de julho de 1863, foi Traíras, incorporada ao município de São José do Tocantins. 18 Presume-se que a família Ribeiro de Freitas chegou a Jaraguá, mais ou menos em O primeiro registro de batismo assinado pelo Padre Manuel Ribeiro de Freitas, como reverendo coadjutor do Padre Silvestre, data de 25 de outubro de Como ele já exercia o sacerdócio em Traíras, conforme atesta Paulo Bertran, deve ter iniciado suas funções religiosas logo que chegou a Jaraguá. O Padre Manuel Ribeiro levou consigo muitos parentes para Jaraguá e um grande número de escravos. Além disso, ele próprio constituiu família e deixou uma grande 16 Entrevista concedida por Joaquim Militão, em 23/05/ Mais tarde encontramos como vigário (1819), o Padre Manoel Álvares da Silva [irmão do padre Silvestre] e como seu coadjutor o Padre Manuel Ribeiro de Freitas... Esses padres, verdadeiros sustentáculos da comunidade de Traíras (como nô-lo atesta o Dr. Pohl), mudaram-se depois para Jaraguá, levando consigo grande parte dos moradores; entre os quais os Álvares e os Freitas, donos desse pedaço do mundo, até a chegada dos Castro e Rios, em fins do século XIX. BERTRAN, Paulo. História de Niquelândia... p Idem. p Documento do Arquivo Paroquial, conservado por Joaquim Militão. Registro de Batismo. Livro B-8.

20 20 descendência. Apoderaram-se de terras na região e passaram a exercer influência naquela localidade. 20 A família Freitas passou a fazer parte das camadas dominantes desde que se instalou em Jaraguá. 21 Durante todo o século XX, seus descendentes disputaram o poder naquela localidade. A transferência de um antigo centro de mineração que decaía para outro que conseguia sobreviver, não representava mudanças significativas nas concepções de mundo e nas expectativas com relação à vida, pois as populações das duas localidades se equiparavam. Nesse sentido, os antigos sonhos de riqueza, as lendas acerca do ouro certamente foram reforçados na população que chegava e na que acolhia. Era a troca dos sonhos, o compartilhar das lendas, uma consciência coletiva, forjada nos idos da mineração e compartilhada pela população desses centros mineradores. Se essa corrente migratória representou para os habitantes de Jaraguá e os que chegaram, a possibilidade de uma vivência cultural intensa, não significou a aquisição de elementos novos, alheios à sua cultura. As origens da população, de um e do outro lugar, eram semelhantes. Certamente as experiências de vida, devido à atividade econômica comum que predominou nas duas localidades, se equiparavam. No final do século XIX, transferiram-se para Jaraguá, tropeiros, oriundos de Minas Gerais, principalmente de Uberaba. As correntes migratórias do final do século XIX tiveram uma origem diversa das anteriores. Foram oriundas da região da antiga Farinha Podre, quando tropeiros chegam a Jaraguá, buscando terras para expandir a criação de gado. 20 Foram encontradas quatro glebas em nome da família Ribeiro de Freitas: propriedade Capão e propriedade Raizama, ambas de Antonio de Freitas Machado; Tapera Bernardo Lemes e uma chácara, ambas pertencentes a Manoel Ribeiro de Freitas. Registros Paroquiais da Paróquia de N. S. da Penha de Jaraguá., Livro nº O inventário de Antonio Ribeiro de Freitas, mostra que ele deixou, entre outros bens, imóveis, gado, ouro e numerosas mercadorias para comercialização como: peças de tecidos, fazendas de cores e padronagens diversas, ferragens (argolas, freios para animal, ganchos de metal), estribos de prata, chumbo, xícaras, utensílios de cobre, etc. Tudo indica que também era comerciante. Deixou numerosa descendência, destacando-se Baltazar de Freitas, que conduziu uma facção política em Jaraguá, até meados dos anos 30, quando faleceu. Fonte: Inventário de Antonio Ribeiro de Freitas, datado de 1º de dezembro de Juízo de Órphãos, Villa de Jaraguá. Inventariante: a viúva Pacífica Soares de Camargo Freitas. O processo não é numerado e está arquivado no Cartório de Família, Sucessões e 1º do Cível, de Jaraguá.

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