CENÁRIOS DA MEMÓRIA E IDENTIDADE GOIANA: O CASO DE JARAGUÁ

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CENÁRIOS DA MEMÓRIA E IDENTIDADE GOIANA: O CASO DE JARAGUÁ"

Transcrição

1 CENÁRIOS DA MEMÓRIA E IDENTIDADE GOIANA: O CASO DE JARAGUÁ 1

2 2 Lúcia Gonçalves de Freitas (Org.) Lyz Elizabeth Amorim Melo Duarte Dulce Madalena Rios Pedroso Daura Rios Pedroso Hamú Cristiane Eunisse Fonseca Maria Lícia dos Santos CENÁRIOS DA MEMÓRIA E IDENTIDADE GOIANA: O CASO DE JARAGUÁ Goiânia, GO 2004

3 3 7 CONSELHO ACADÊMICO DA UEG UnU JARAGUÁ Presidente Maria das Graças Langsdorff Coord. Administrativa Iraí Cordeiro Guerra Silva Secretária Acadêmica Márcia Alves Carlos Santos Coords. de Curso Ana Keila Alberto Moreira Marcela Inácia de Souza Silvano Moreira Damasceno Suely da Conceição Pereira Barros Coord. de Pesquisa Lúcia Gonçalves de Freitas Coord. de Extensão Kátia Braga Arruda Coord. de Biblioteca Patrícia Machado de Souza Docentes Adevane da Silva Pinto Ilma Maria Gonçalves Lázara L. da Costa Mendonça Osmar Domingos de Barros Rosa Míria Correia L. Moreira Sandra Fátima S. Araújo Dicentes Adriana Marques de Siqueira Silvia Dias Barbosa Lima GRUPO DE ESTUDOS DE JARAGUÁ: EDUCAÇÃO, MEMÓRIA E IDENTIDADE Líder Lúcia Gonçalves de Freitas Pesquisadores Cristiane Eunisse Fonseca Daura Rios Pedroso Hamú Dulce Madalena Rios Pedroso Lyz Elizabeth Amorim Melo Duarte Maria da Graças Langsdorff Maria Lícia dos Santos Mariângela Ricardo Alves Moreira Marly Aparecida de Souza Suely Ferreira Alunos Ana Paula Pinagé Soares Cristiane Possas de Fonseca Hosana Quintino de Oliveira Ivam Pereira de Morais Lílian Marta Gonçalves Garcia Márcia Andrade Vicente Lucas Rafaela Calixto de Oliveira PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Pró-Reitor Ricardo Caetano Rezende Assessor do Pró-Reitor Plínio Lázaro Faleiros Naves Coord. Geral de Pesquisa Mirley Luciene dos Santos REITORIA Reitor José Izecias de Oliveira Assessor de Gabinete Adilton José Ferreira Secretário Geral Clodoveu Reis Pereira

4 by Lúcia Gonçalves de Freitas Editora da AGEPEL Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira Rua 82, Palácio Pedro Ludovico, Setor Sul. Primeiro Andar. Goiânia GO CEP: Telefone /Fax Comissão Técnica Editoração Eletrônica Produção de Arte Gráfica e Capa Dados para catalogação ISBN Impresso no Brasil Printed in Brazil 2004

5 5 Notas da organizadora O presente livro surgiu como resultado dos trabalhos do grupo de pesquisa da UEG Unidade de Jaraguá intitulado Grupo de Pesquisa de Jaraguá: Educação, Memória e Identidade. O mesmo foi criado em 2003 com o intuito de implementar a área de pesquisa da Unidade, visando prioritariamente a beneficiar o curso de Pedagogia. Dessa forma, a principal área temática deveria ser a educação no município de Jaraguá, pois, assim, as pesquisas desenvolvidas pelo grupo poderiam retornar em forma de benefícios para as próprias comunidades pesquisadas, no caso, as escolas da região, e, obviamente, o curso de Pedagogia da Unidade. Na ocasião, procurou-se reunir pesquisadores que já tivessem alguma experiência acadêmica e cujos trabalhos girassem em torno de um tema comum. Dessa forma, seis professoras foram contatadas para integrar o grupo numa primeira fase. Todas elas eram profissionais que já vinham atuando há algum tempo no ensino superior, algumas dentro da própria UEG, e que possuíam trabalhos de cunho científico. A maioria desses trabalhos eram dissertações de mestrado ou teses de doutorado sobre temas relacionados a Jaraguá já previamente aprovadas por instituições com peso acadêmico como UFG, UCG, USP e UnB. Todos eles versavam sobre questões de cunho histórico e social sobre o município, sendo a memória e a identidade os temas mais recorrentes. Embora os trabalhos estivessem muito mais vinculados ás áreas de história e ciências sociais que á área de educação propriamente, que, afinal, deveria ser o alvo das pesquisas do Grupo, considerou-se que os estudos das seis pesquisadoras reunidas constituiriam um projeto valioso, pois, juntos, formavam uma espécie de compilação da produção científica sobre Jaraguá. Assim, a opção foi estender o campo de investigação do Grupo, que se configurou em torno de duas linhas de pesquisas, uma voltada a aspectos educacionais do município, a qual deve contribuir com trabalhos sobre metodologias pedagógicas e áreas afins, e a outra sobre aspectos histórico-sociais de Jaraguá, á qual devem afiliar-se pesquisadores que se interessam sobre questões como as já mencionadas, memória, identidade etc. Foi dessa forma que a Unidade da UEG de Jaraguá criou seu primeiro Grupo de Pesquisas, propriamente cadastrado no Diretório de Grupos do CNPq, reunindo trabalhos de Educação, Memória e Identidade sobre o município.

6 6 Uma vez que o Grupo, após um ano de sua criação, encontra-se agora numa nova fase, desenvolvendo inclusive novos projetos, desta vez integrando professores e alunos do curso de Pedagogia da Unidade, a proposta deste livro vem como uma prova da consolidação desse trabalho. Aqui, encontram-se reunidos os textos das seis pesquisadoras que constituíram o Grupo inicialmente com o intuito de dar-lhe uma base acadêmica de peso. Esperamos que esta obra seja o marco inicial de toda uma série de trabalhos acadêmicos sérios e comprometidos dentro de nossa Unidade e que possa servir de exemplo a outras esferas da UEG, como prova de que é possível realizar trabalhos dessa natureza, a despeito de todas as adversidades por que tem que passar uma instituição tão nova como a Universidade do Estado de Goiás. Profa. Lúcia Gonçalves de Freitas.

7 7 Sobre as autoras Lúcia Gonçalves de Freitas é Coordenadora de Pesquisa da UEG-Jaraguá desde 2003 e professora do curso de Pedagogia da mesma Unidade ainda na época da anterior FAECIHEJA. Também atua em outras unidades da UEG como professora em cursos de especialização. É formada em Licenciatura Plena em Educação Artística pela Universidade Federal de Goiás. Possui título de especialista em Metodologia do Ensino Superior pela Faculdade de Educação da mesma instituição de onde também vem seu título de mestra em Letras e Lingüística. Atualmente está cursando o Programa de Pós-Graduação em Lingüística da Universidade de Brasília no nível de doutorado. Cristiane Eunisse Fonseca é professora de Sociologia e História da UEG desde de Trabalhou na Unidade de Jaraguá no curso de Pedagogia regular. É professora de Atividades Complementares da UEG - Pólos de Trindade e Goiânia e professora de História e Sociologia do Ensino Médio em Goiânia. É graduada e Pós-graduada em Ciências Sociais pela Associação Educativa Evangélica e mestra em História Social e das Idéias pela UnB. Atualmente é também Coordenadora do curso de Psicopedagogia da UEG - UnU Ceres. Daura Rios Pedroso Hamú é professora adjunta de Desenho Técnico e de Arquitetura da Faculdade de Artes Visuais e Escola de Engenharia Elétrica da UFG. É Mestra em Gestão do Patrimônio Cultural pela UCG. Integrante do Grupo de Estudos sobre Jaraguá. Dulce Madalena Rios Pedroso tem Licenciatura Curta em Estudos Sociais pela Universidade Católica de Goiás e Licenciatura Plena em História pela mesma universidade. Possui duas espacializações, uma em Etnolingüística, pela Universidade Federal de Goiás e outra em Antropologia e Etnologia pela Universidade Católica de Goiás. É Mestra em História das Sociedades Agrárias pela Universidade Federal de Goiás. Atua como professora na Universidade Católica de Goiás, onde também tem desenvolvido vários projetos de pesquisa. Maria Lícia dos Santos é professora da Universidade Estadual de Goiás das Unidades de Jaraguá e Ceres, e professora de História e Sociologia da Escola Agrotécnica Federal de Ceres. É graduada em História pela UFG; tem especialização em Metodologia do Ensino Superior pela UEG e é mestra em História Social e das Idéias pela UnB.

8 Lyz Elizabeth Amorim Melo Duarte tem Licenciatura e Bacharelado em Ciências Sociais, é Mestra em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas e Doutora em História Econômica pela Universidade de São Paulo, é professora do curso de Sociologia da Universidade Federal de Goiás em Goiânia, onde atua como professora e em grupos de pesquisa. 8

9 9 SUMÁRIO 1- IDENTIDADE E TRADIÇÃO EM JARAGUÁ: PERMANÊNCIAS E MUDANÇAS Lyz Elizabeth Amorim Melo Duarte 2- MEMÓRIA DE MIGRAÇÃO: UM ESTUDO DE CASO SOBRE AS RELAÇÕES INTERÉTNICAS ENTRE ÍNDIOS E COLONIZADORES EM GOIÁS NO SÉCULO XIX. Dulce Madalena Rios Pedroso 3- O LUGAR DO PADRE SILVESTRE NA MEMÓRIA DE JARAGUÁ Daura Rios Pedroso Hamú 4- SE NÃO ME FALHA A MEMÓRIA... REPRESENTAÇÕES DA EXPERIÊNCIA ESCOLAR EM JARAGUÁ (1927/1947) Maria Lícia dos Santos 5- CORONELISMO, MEMÓRIA, IDENTIDADE E IMAGINÁRIO: JARAGUÁ Cristiane Eunisse Fonseca 6- CONEXÃO JARAGUÁ-DANBURY: IDENTIDADES MIGRANTES Lúcia Gonçalves de Freitas

10 10 1 IDENTIDADE E TRADIÇÃO EM JARAGUÁ: PERMANÊNCIAS E MUDANÇAS Lyz Elizabeth Amorim Melo Duarte A forma de utilização da terra e o estabelecimento de uma estrutura fundiária influenciam na conformação das estruturas políticas, econômicas e sociais, dando elementos para a análise do povoamento, da constituição da sociedade e do desenvolvimento econômico. Podemos supor uma estreita ligação entre a propriedade da terra, o poder político e a formação da identidade de um povo. Na região de Jaraguá, isto teria sido sedimentado desde os primórdios da instalação do município, no período aurífero, particularmente a partir do esgotamento dos metais preciosos e da ocorrência do processo de ruralização da sociedade. Dessa forma, podemos iniciar a caracterização da identidade de Jaraguá buscando os condicionantes da propriedade da terra na estruturação fundiária que se implanta na região. 1- Antecedentes da estrutura fundiária A estrutura fundiária de Jaraguá começou a se definir ainda no século XVIII, no período mineratório. O arraial que se formou nessa época conseguiu sobreviver ao declínio do ouro. A terra utilizada para desenvolver a pecuária ou a produção agrícola era simplesmente ocupada ou legalizada como sesmaria. Os dados disponíveis sobre a ocupação da terra em Jaraguá, até meados do século XIX, resumem-se aos obtidos através dos Registros Paroquiais, realizados entre 1856 e As informações dos imóveis são muito precárias, principalmente quanto às áreas declaradas. A

11 11 demarcação das terras foi prevista pelo Decreto 1.318, de 1854, com a finalidade de discriminar as terras públicas das propriedades privadas 1. Entretanto, as dificuldades para se estabelecer a área precisa dos imóveis eram enormes. Faltavam agrimensores e a medição das terras era um processo muito caro. Como as terras praticamente não tinham valor, não compensava o trabalho de medi-las. As declarações do Registro Paroquial eram fornecidas ao vigário. A Igreja Católica era a única instituição organizada, presente em toda a Província e com estrutura e pessoal para fazer esta anotação. O próprio analfabetismo que prevalecia na época era empecilho para a realização desses registros. Como os padres eram letrados e mantinham contato permanente com as populações, a tarefa de registrar as terras acabou ficando na competência da Igreja. Esse registro, entretanto, não tinha valor oficial, no sentido de conferir o título de propriedade ao declarante. Era apenas uma forma encontrada pelo Império para separar terras públicas das privadas e possibilitar o cumprimento da Lei 601. Na falta de medidas exatas, os marcos de delimitação das propriedades foram acidentes geográficos (rios, montanhas, morros, córregos), marcos físicos como árvores, plantações e até mesmo construções como casas, cercas de fulano, etc. Em Jaraguá, o vigário que fez as anotações para o Registro Paroquial foi o Pe. Silvestre Álvares da Silva. Jaraguá, em meados do século XVIII, fazia parte do município de Goiás, que, à época, incluía 12 paróquias: Santana de Goiás, Nossa Senhora do Rosário da Barra, Nossa Senhora do Pilar de Ouro Fino, São José de Mossâmedes, Rio Bonito, Nossa Senhora da Abadia de Curralinho, São Francisco de Anicuns, São Sebastião do Alemão, Nossa Senhora das Dores do Rio Verde, Santa Rita, Nossa Senhora da Penha de Jaraguá e Nossa Senhora da Penha do Pilar. 2 No livro de registro da Paróquia de Nossa Senhora da Penha de Jaraguá foram declaradas 291 propriedades. Segundo o registro, estas propriedades foram adquiridas das seguintes formas: 7 posses, sem data específica; 26 compras; 1 compra e posse (parte); 1 1 Para a regulamentação da estrutura fundiária do Brasil e de Goiás, durante o século XIX, foi estabelecida uma legislação sobre a terra que teve importância não só para aquele período, mas também pela influência que exerceu sobre as políticas voltadas para a terra, mesmo durante o século XX. Em 18 de setembro de 1850 foi promulgada a lei nº 601, que se destinava a regularizar a situação das terras no Brasil. Quatro anos mais tarde esta lei foi regulamentada pelo Decreto nº 1318, de 30 de janeiro de Citado por ALENCAR, Maria Amélia Garcia de, Estrutura Fundiária em Goiás. Goiânia. GO., Ed. UCG, 1993, p. 65.

12 12 compra e herança (parte); 2 heranças de posses; 2 sesmarias; 2 doações; e 6 entre outras formas. 230 não esclarecem a forma de aquisição. 3 Para viabilizar o Registro Paroquial e ao mesmo tempo possibilitar o aproveitamento de seus dados, foi criada a Repartição Geral das Terras Públicas. A finalidade desse órgão era o estabelecimento de uma burocracia que facilitasse o cumprimento das leis nº 601 (1850) e (1854). Para as províncias, foram criadas as Repartições Especiais de Terras Públicas. A centralização de poder, que caracterizou o Segundo Reinado no Brasil, impediu estas Repartições Especiais de funcionarem. A responsabilidade ficou nas mãos do Imperador que, indiretamente, controlava o órgão. Em 1860, a Repartição Geral foi absorvida pela Secretaria do Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. 4 A base para o estabelecimento de uma estrutura fundiária para Jaraguá foi dada pelo Registro Paroquial. Os nomes das localidades registradas coincidem com os nomes de muitas fazendas existentes até hoje. Muitos dos declarantes de terras registradas junto à Igreja, constituem antepassados reconhecidos pelos sobrenomes de famílias que detêm ou detiveram terras e poder em Jaraguá. Assim é que o próprio Pe. Silvestre, da família Álvares da Silva, que se transferiu para Jaraguá ainda no século XVIII, aparece com cinco diferentes glebas de terra registradas em seu nome. A família Ribeiro de Freitas, que havia se transferido de Traíras para Jaraguá na segunda metade do século XIX, registrou quatro glebas, sendo duas em nome do Padre Manoel Ribeiro de Freitas. Diógenes Gomes Pereira da Silva teve uma gleba registrada. Sua família participou nos círculos de poder durante os séculos XIX e XX. Ele próprio foi Presidente da Câmara de Vereadores de Jaraguá. Ele e seus descendentes, tradicionalmente foram donos de Cartório no município. Francisco Policarpo de Amorim teve duas glebas registradas em seu nome. Ele foi Presidente da Câmara de Vereadores, no final do século XIX e Vice-Intendente de Jaraguá em Foram registradas duas glebas de terra em nome de Antonio Félix de Souza. A família Félix de Souza teve participação política em Jaraguá 3 Arquivo do Patrimônio Público Imobiliário da Procuradoria Geral de Goiás. Livro nº 8: Registro Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Penha da Vila de Jaraguá. Abertura em 20 de agosto de 1856 e fechamento em 2 de abril de Sobre o assunto, ver: ALENCAR, Maria Amélia. Op. cit., pp. 31 e 45, nota 28.

13 13 durante os séculos XIX e XX. Um de seus descendentes, Mário Félix de Souza, foi Intendente de Jaraguá em Antonio Manoel de Barros foi o primeiro a registrar terras na localidade de Calção de Couro, pertencente a Jaraguá, que mais tarde se tornaria município de Goianésia. Este registro foi feito em 1857, abrangendo uma área correspondente a alqueires goianos. 6 O fato de essas terras terem sido registradas pela Igreja fez com que essas anotações acabassem adquirindo legitimidade frente à população. No caso específico de Jaraguá, em primeiro lugar devido ao respeito e à credibilidade que a população conferia ao padre Silvestre, que foi o encarregado do Registro Paroquial. Ora, a Igreja era a instituição com maior credibilidade no seio da sociedade. Pelo fato dessa anotação ter sido feita pela Igreja, conferiu à mesma uma legitimidade perante a população. Isso resultou na aceitação do registro como documento legal. Por outro lado, os sacerdotes também eram interessados na validade do documento já que registraram glebas de terra em seu nome e no de suas famílias. Não foram encontradas evidências de que essas terras teriam sido imediatamente legalizadas, a partir da vigência das leis nº 28, de 1893 e 134, de Como a regularização fundiária exigia a medição das terras, tudo indica que as pessoas com mais recursos foram as que conseguiram registrar suas terras nos cartórios locais. No Cartório de Registro Imobiliário de Jaraguá, o livro mais antigo, específico para essa finalidade, foi aberto em 1911 e encerrado em Antes dele, anotações de terras e escravos foram feitas pelo 1º Tabelionato de Notas. Não constituía livro de registros, com 5 Informações sobre a família Félix de Souza foram retiradas de entrevistas realizadas com Joaquim Militão, em 23/05/97; Manoel de Amorim Félix de Souza, em 23/02/97 e com Dª Iracema Félix de Souza Longo, em 17/03/97. 6 IBGE. Enciclopédia dos Municípios Brasileiros. Rio de Janeiro, IBGE, Vol. XXXVI, No Cartório de Família, Sucessões e 1º do Cível de Jaraguá, há a notificação do Inventário de Antonio Manuel de Barros. Inventário nº 163. Notificação à folha 11. Livro do Tombo para registro dos feitos, que correm pelo Cartório. Escrivão de Órphãos do Termo e Comarca de Jaraguá. Abertura do livro: 29 de julho de É assinado pelo juiz de Direito Elísio Taveira. 7 Especificamente para Goiás foi estabelecida a Lei nº 28, de 19 de julho de 1893, que versava sobre vendas de terras no Estado. A Lei nº 134, de 23 de junho de 1893, sobre terras devolutas, veio substituir a de nº Trata-se do Livro de Inscripção de hypothecas legais nº 2 e Transcripção de Immóveis nº 3. Esse livro contém, em uma única encadernação, os livros 2 e 3. Não há, no Cartório, o nº 1. O Cartório, atualmente, é denominado Cartório de Registro Imobiliário Títulos e Documentos Oficial de Protestos.

14 14 validade legal. Entretanto, nele foram anotadas transações de terras desde os anos 60 do século XIX. O 1º livro do 1º Tabelionato de Notas foi assinado pelo juiz Antonio Félix de Souza e aberto em 20 de maio de Nele foram encontradas anotações de compra, venda e alforria de escravos. O livro 2 iniciou-se em Nesse livro há o primeiro registro de transação de terras, datado de Observa-se, pela data em que as anotações de terra aparecem, que elas só foram feitas depois da exigência do Registro Paroquial. Não foram encontrados registros de terras em cartórios antes de 1865, mesmo existindo o 1º Tabelionato desde Esse fato mostra que a preocupação com a legalização das terras só ocorreu depois de aprovada a Lei de Terras e a sua regulamentação em Mesmo com as tentativas feitas pelo Império, de só permitir o usufruto da terra pela compra, a forma de aquisição das terras nas regiões mais antigas foi, inicialmente, a ocupação ou posse. Posteriormente, a divisão por herança e a venda. Terras devolutas, durante o século XIX, foram sistematicamente ocupadas através do apossamento. Esta foi a forma normal de abertura das grandes propriedades em Goiás. Uma vez apossadas as terras, seus ocupantes utilizavam-se de expedientes diversos a fim de legalizá-las. Na região de Jaraguá, o isolamento imposto pela falta de alternativas econômicas, durante o século XIX, restringia a produção agropecuária ao consumo local. A vinculação com um mercado externo era fraca. No final do século, o movimento migratório levou tropeiros para Jaraguá. Oriundos da antiga região da Farinha Podre 9, em Minas Gerais, no tocante à terra, os tropeiros já compartilhavam de uma visão mais mercantilizada. As terras, em Jaraguá, não tinham valor, o que facilitava a simples ocupação e a compra por preços baixos. Nas últimas décadas do século XIX e início do século XX, grandes glebas foram apropriadas pelas famílias Castro Ribeiro e Ferreira Rios. Através do desenvolvimento agropecuário, sobretudo a partir do início do século XX, Jaraguá passou a integrar, ainda que de maneira tímida, um mercado mais amplo. O crescimento econômico da agropecuária não representou grandes alterações nos setores secundário e terciário da economia. O comércio restringia-se à venda do gado e de alguns produtos agrícolas e à compra de artigos que não eram produzidos localmente. O setor 9 A região da Farinha Podre corresponde, atualmente, ao chamado Triângulo Mineiro, cujas terras já pertenceram à Goiás.

15 15 secundário, caracterizado pela transformação da matéria-prima em produto acabado, era constituído de uma produção artesanal, voltada para o consumo local. A produção da rapadura, como subproduto da cana-de-açúcar, a produção de farinha de mandioca ou de milho e o beneficiamento de folhas de fumo, para comercialização, eram os poucos produtos que passavam por rudimentos de transformação, antes de serem exportados de Jaraguá para outras localidades Concentração de Poder em Jaraguá Goiás foi palco da atuação de grupos oligárquicos, constituídos com base em famílias patriarcais. A ascensão dos coronéis locais, disseminados pelo interior de Goiás, ajuda na compreensão das estruturas políticas que se formaram no Estado. O cenário político, econômico e social que se delineou em Jaraguá a partir do início do século XX foi resultado das movimentações que tiveram lugar nos séculos XVIII e XIX. As marcas do período mineratório ficaram registradas não apenas nas edificações mas na mentalidade da população. As primeiras Igrejas e a religiosidade da população, por exemplo, foram forjadas ainda junto das minas. Goiás foi habitado, no início do seu processo de povoamento, principalmente por portugueses (emboabas) e paulistas, por escravos negros e por índios, fartamente referidos na documentação de época. 11 A elite que ocupou o poder em Jaraguá, em parte constituiu-se nos idos da mineração e em parte foi resultante das migrações do século XIX. Elementos políticos, econômicos, sociais e culturais podem ser detectados na fase aurífera dessas sociedades. Considero que a base da sociedade goiana está assentada, justamente, no período mineratório. O ouro iniciou o povoamento de Goiás. Os mapas das minas do século XVIII estampam núcleos de povoamento desde o extremo sul até o extremo norte. Apesar da instabilidade das populações que migravam constantemente dentro da própria 10 Idem. 11 Referências aos indígenas são encontradas em documentos diversos, relatos, cartas régias e também são conservados através da memória popular. Silva e Souza refere-se a oito grupos indígenas que teriam vivido em Goiás, à época da mineração: Caiapós, Xerente, Goyazes, Crixás, Araés, Canoeiros, Apinagés, Capepuxis. SILVA E SOUZA, Luiz Antonio da. Memória sobre o Descobrimento, Governo, População e Coisas mais Notáveis da Capitania de Goiás. Goiânia, Ed. Oriente, pp. 126/7. A reprodução do texto constitui o anexo nº 4, no final do trabalho. Citado em PALACIN, Luis, GARCIA, Ledonias Franco e AMADO, Janaína, op. cit. pp

16 16 Capitania, as populações atraídas pelo ouro foram as que formaram o embasamento do povo goiano. A assimilação de elementos da cultura negra e indígena foi um processo natural já que eles estavam na base da própria sobrevivência. Elementos indígenas e negros foram naturalmente formadores de um processo cultural. Alimentação, vocábulos, concepções de mundo foram simplesmente disseminados na população dos séculos XVIII e XIX. A herança cultural, tanto negra como indígena proliferou por todos os segmentos da sociedade. A influência mais pontuada foi a do português. Ocupando as mais elevadas posições em um sistema de hierarquia social, era portador de uma cultura mais elaborada. Geralmente letrado, iniciado nas ciências, trazia uma bagagem cultural que não era facilmente assimilada por todos os componentes da sociedade. A cultura do europeu, tomado no sentido de seus modos de fazer, sentir e pensar, ficou mais restrita às camadas mais ricas da sociedade. As estruturas burocráticas implantadas em Goiás foram herdadas de Portugal, o que implicou também na implantação de uma estrutura de classes, apoiada em valores vigentes na Metrópole. Mesmo reconhecendo que a base das classes não é dada por valores, regras, normas, mas por um pertencimento efetivo em um processo de produção, considero que um sistema de status, que por sua vez se originara das classes sociais, foi transplantado para o Brasil. O pertencimento dos governadores a uma nobreza portuguesa influenciou na construção dos modelos de status em Goiás, o que, de certa forma perdurou, mesmo com a decadência da produção aurífera. Os laivos de requinte que alguns historiadores relatam são um pouco a expressão do ser nobre. E foram conservados pela população, se bem que restritos a poucas camadas da sociedade. As elites que se constituíram em Jaraguá, no período mineratório, priorizaram alguns elementos como essenciais para que o indivíduo participasse dos círculos de poder: a ascendência portuguesa; a vinculação à Religião Católica, enquanto instituição e o saber; a erudição. Esses elementos se impuseram como diferenciadores em um processo de estratificação social. O século XIX deu continuidade ao processo de construção da sociedade goiana e, por extensão, da jaragüense. Procurando a sobrevivência, uma vez esgotado o ouro, a população

17 17 desenvolveu uma incipiente atividade agrícola e pecuária, que garantiu a permanência e o aumento demográfico. Jaraguá situou-se entre os municípios que tiveram maior incremento populacional entre os anos de 1872 e Vejamos os dados: Morrinhos: 207,3%, Pouso Alto (atual Piracanjuba): 201,6%, Curralinho (atual Itaberaí): 85,1%, Rio Verde: 72,4%, Entre Rios (atual Ipameri): 66,2%, Jataí: 62,5% e Jaraguá: 53,3%. 12 Podemos enquadrá-lo como um antigo centro minerador que sobreviveu, diferenciando-se de tantos outros que desapareceram completamente. Podemos constatar, na História de Jaraguá, durante o século XIX, duas correntes migratórias que ajudaram a engrossar a população daquela localidade e formaram parte significativa da elite que deteve o poder durante todo o século XX. Uma primeira oriunda de antigos centros mineradores os quais, entrando em decadência, não conseguiram se recuperar. Estabeleceu-se em dois momentos: em fins do século XVIII e em meados do século XIX. Uma segunda corrente migratória originária das regiões de povoamento mais recente, situadas ao sul, sudeste e sudoeste de Goiás ou do Triângulo Mineiro, em Minas Gerais, teve lugar nas últimas décadas do século XIX. Através de casamentos, mesclaram-se famílias oriundas da elite local com elementos que fizeram parte dessas correntes migratórias e/ou com seus descendentes. A análise dos inventários de diversas famílias (e a seleção dos mais significativos, em termos de acumulação de bens) permitiu a elaboração de uma listagem das famílias que conseguiram se sobressair economicamente. Por outro lado, a partir de entrevistas, conseguimos levantar, através da memória popular, indicações de pessoas ou famílias que exercem o poder na região. Cruzando as duas informações, traçamos um perfil das famílias e/ou indivíduos que tiveram poder econômico e exerceram influência política na vida da localidade. A transferência entre antigos centros mineradores foi procedimento comum já que alguns arraiais sobreviveram e outros acabaram por completo. Documentos mostram que teve significação para Jaraguá, a vinda de pessoas oriundas da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Traíras. Os Álvares da Silva eram originários daquele antigo centro minerador. 12 Fonte: FRANÇA, M. de S. Povoamento do Sul de Goiás: ; estudo da dinâmica da ocupação espacial. Goiânia, UFG, mimeografado p. 89. Citado por ALENCAR, M. Amélia Garcia de Estrutura Fundiária de Goiás: Consolidação e Mudanças ( ). Goiânia, Ed. UCG, 1993, p. 52.

18 18 O Padre Silvestre transferiu-se para Jaraguá no final do século XVIII. 13 Nasceu no arraial de Cocal, filial da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Traíras, localizado ao norte de Goiás, em Filho do Capitão Manuel Álvares da Silva e de D. Francisca Machado Ferreira. Era filho ilegítimo e, posteriormente, foi reconhecido pelo pai. 14 Foi conduzido por este a Jaraguá, ainda no século XVIII. Preparou-se para o sacerdócio no Rio de Janeiro e voltou a Jaraguá onde trabalhou ininterruptamente desde o início do século XIX até próximo à sua morte que ocorreu em Exerceu uma influência decisiva sobre os habitantes de Jaraguá, o que pode ser percebido pela religiosidade do jaragüense, até meados do século XX. Os relatos sobre ele tratam-no como uma pessoa inteligente e culta. Saint-Hilaire hospedou-se em sua casa em 1819, e fez elogio ao seu preparo intelectual. 15 Entre 1805 e 1834, o padre Silvestre assinou as certidões de batismo e de óbitos como capelão. A partir de 1834 passa a assinar como vigário. Em 1822 foi eleito deputado constituinte pela Província de Goiás. Seguiu para o Rio de Janeiro, colocando-se ao lado de Álvaro José Xavier, José Rodrigues Jardim, Inácio Soares de Bulhões, Padre Luiz Gonzaga de Camargo Fleury e outras figuras da política goiana. Retornou a Goiás em 1824, reassumindo, em Jaraguá, as suas funções junto à população. 13 As pesquisas que resgataram a pessoa do Padre Silvestre e a sua importância para Jaraguá foram realizadas primeiramente por Joaquim Militão, morador de Jaraguá. Posteriormente outros estudos foram desenvolvidos por Dulce Madalena Pedroso e por Fabiano de Castro. Maria Helena Romacheli publicou, recentemente, um livro sobre Jaraguá que, segundo ela, foi fruto de 20 anos de pesquisas. Este também resgata a figura do Padre Silvestre. Trata-se do livro: ROMACHELI, Maria Helena de Amorim. História de Jaraguá. Goiânia, Ed. Kelps, Foram encontradas assinaturas do Pe. Silvestre em todos os Registros Paroquiais realizados em Jaraguá entre 1856 e Arquivo do Patrimônio Público Imobiliário da Procuradoria Geral de Goiás. Registro Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Penha da Vila de Jaraguá, livro nº 8. Abertura em 20 de agosto de 1856 e fechamento em 2 de abril de Eram o Padre Manoel Álvares da Silva e seus irmãos, segundo o maior genealogista que Goiás já teve até o presente Jarbas Jayme filhos ilegítimos do português Manuel Álvares da Silva e de sua escrava, negra da nação Mina, Francisca Machado. O português, porém, originário da freguesia de Alvarenga, arcebispado de Braga, residente em Cocal, onde lhe nasceram os filhos mulatos lá pelos idos de 1770, cuidou da educação dos filhos, dois deles formados padres, o Manoel, que recebeu Pohl em Traíras e o Padre Silvestre Álvares da Silva, também mulato, vigário nessa época do arraial de Jaraguá, que (...) ali recebeu o francês Auguste de Saint- Hilaire... [nesse mesmo ano de 1819] BERTRAN, Paulo, História de Niquelândia. Do Distrito do Tocantins ao Lago de Serra da Mesa. Brasília, Verano Editora, 1998, p Eu já tinha ouvido falar dele no Rio de Janeiro, onde era conhecido por seu pendor para Matemática. Fizera seus estudos nessa cidade e, além de sua ciência favorita, aprendera um pouco de Grego e Filosofia. Sabia também Francês e tinha em sua biblioteca, alguns livros de nossos autores. SAINT-HILAIRE, Auguste de. ( ) Viagem à província de Goiás. Tradução de Regina Regis Junqueira. Apresentação de Mário Guimarães Ferri, Belo Horizonte, Ed. Itatiaia, São Paulo, Ed. da USP, 1975.p. 43.

19 19 Na avaliação de um estudioso sobre Jaraguá, Joaquim Militão, o Padre Silvestre teria exercido o comando político e social de Jaraguá até à sua morte. 16 O padre Silvestre não deixou descendentes e nem foram encontrados documentos que tratam de algum envolvimento seu com mulheres, diferentemente do comportamento de vários padres que o sucederam, em Jaraguá. Esse fato talvez possa ser traduzido em uma dedicação maior à causa religiosa. O padre Manoel Álvares da Silva era irmão do Padre Silvestre. Não encontrei evidências de que ele tivesse se transferido para Jaraguá para exercer a função de sacerdote. Talvez tenha se mudado para lá, já mais idoso e permanecido anônimo. Seus pais, no início do século XIX viviam em Jaraguá com o Pe. Silvestre. No início da década de 40 do século XIX, transferiu-se para Jaraguá, também oriunda de Traíras, uma grande família que viria a ter uma participação política significativa na vida daquela cidade: os Ribeiro de Freitas. Eram de origem portuguesa, pertencentes às camadas brancas e escravocratas da sociedade. A família migrou seguindo o Padre Manoel Ribeiro de Freitas Machado. Deslocaram para Jaraguá toda a escravaria que lhes restara do tempo da mineração. 17 A saída dessas famílias de Traíras agravou a situação de decadência em que ela se encontrava. Pela Lei Provincial n.º 506 de 23 de julho de 1863, foi Traíras, incorporada ao município de São José do Tocantins. 18 Presume-se que a família Ribeiro de Freitas chegou a Jaraguá, mais ou menos em O primeiro registro de batismo assinado pelo Padre Manuel Ribeiro de Freitas, como reverendo coadjutor do Padre Silvestre, data de 25 de outubro de Como ele já exercia o sacerdócio em Traíras, conforme atesta Paulo Bertran, deve ter iniciado suas funções religiosas logo que chegou a Jaraguá. O Padre Manuel Ribeiro levou consigo muitos parentes para Jaraguá e um grande número de escravos. Além disso, ele próprio constituiu família e deixou uma grande 16 Entrevista concedida por Joaquim Militão, em 23/05/ Mais tarde encontramos como vigário (1819), o Padre Manoel Álvares da Silva [irmão do padre Silvestre] e como seu coadjutor o Padre Manuel Ribeiro de Freitas... Esses padres, verdadeiros sustentáculos da comunidade de Traíras (como nô-lo atesta o Dr. Pohl), mudaram-se depois para Jaraguá, levando consigo grande parte dos moradores; entre os quais os Álvares e os Freitas, donos desse pedaço do mundo, até a chegada dos Castro e Rios, em fins do século XIX. BERTRAN, Paulo. História de Niquelândia... p Idem. p Documento do Arquivo Paroquial, conservado por Joaquim Militão. Registro de Batismo. Livro B-8.

20 20 descendência. Apoderaram-se de terras na região e passaram a exercer influência naquela localidade. 20 A família Freitas passou a fazer parte das camadas dominantes desde que se instalou em Jaraguá. 21 Durante todo o século XX, seus descendentes disputaram o poder naquela localidade. A transferência de um antigo centro de mineração que decaía para outro que conseguia sobreviver, não representava mudanças significativas nas concepções de mundo e nas expectativas com relação à vida, pois as populações das duas localidades se equiparavam. Nesse sentido, os antigos sonhos de riqueza, as lendas acerca do ouro certamente foram reforçados na população que chegava e na que acolhia. Era a troca dos sonhos, o compartilhar das lendas, uma consciência coletiva, forjada nos idos da mineração e compartilhada pela população desses centros mineradores. Se essa corrente migratória representou para os habitantes de Jaraguá e os que chegaram, a possibilidade de uma vivência cultural intensa, não significou a aquisição de elementos novos, alheios à sua cultura. As origens da população, de um e do outro lugar, eram semelhantes. Certamente as experiências de vida, devido à atividade econômica comum que predominou nas duas localidades, se equiparavam. No final do século XIX, transferiram-se para Jaraguá, tropeiros, oriundos de Minas Gerais, principalmente de Uberaba. As correntes migratórias do final do século XIX tiveram uma origem diversa das anteriores. Foram oriundas da região da antiga Farinha Podre, quando tropeiros chegam a Jaraguá, buscando terras para expandir a criação de gado. 20 Foram encontradas quatro glebas em nome da família Ribeiro de Freitas: propriedade Capão e propriedade Raizama, ambas de Antonio de Freitas Machado; Tapera Bernardo Lemes e uma chácara, ambas pertencentes a Manoel Ribeiro de Freitas. Registros Paroquiais da Paróquia de N. S. da Penha de Jaraguá., Livro nº O inventário de Antonio Ribeiro de Freitas, mostra que ele deixou, entre outros bens, imóveis, gado, ouro e numerosas mercadorias para comercialização como: peças de tecidos, fazendas de cores e padronagens diversas, ferragens (argolas, freios para animal, ganchos de metal), estribos de prata, chumbo, xícaras, utensílios de cobre, etc. Tudo indica que também era comerciante. Deixou numerosa descendência, destacando-se Baltazar de Freitas, que conduziu uma facção política em Jaraguá, até meados dos anos 30, quando faleceu. Fonte: Inventário de Antonio Ribeiro de Freitas, datado de 1º de dezembro de Juízo de Órphãos, Villa de Jaraguá. Inventariante: a viúva Pacífica Soares de Camargo Freitas. O processo não é numerado e está arquivado no Cartório de Família, Sucessões e 1º do Cível, de Jaraguá.

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio,

Leia mais

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA

BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA BRASIL: O ENSINO SUPERIOR ÀS PRIMEIRAS UNIVERSIDADES COLÔNIA IMPÉRIO PRIMEIRA REPÚBLICA Tânia Regina Broeitti Mendonça 1 INTRODUÇÃO: Os espanhóis fundaram universidades em seus territórios na América desde

Leia mais

A Contribuição Sírio-Libanesa para o Desenvolvimento de Anápolis 1907 a 1949.

A Contribuição Sírio-Libanesa para o Desenvolvimento de Anápolis 1907 a 1949. A Contribuição Sírio-Libanesa para o Desenvolvimento de Anápolis 1907 a 1949. Palavras-chave: Anápolis, árabe, desenvolvimento, comércio. LUPPI, Sheila Cristina Alves de Lima 1 POLONIAL, Juscelino Martins

Leia mais

Catalão nas Fronteiras do Capitalismo: do desenvolvimento produtivo a construção da sociabilidade

Catalão nas Fronteiras do Capitalismo: do desenvolvimento produtivo a construção da sociabilidade Catalão nas Fronteiras do Capitalismo: do desenvolvimento produtivo a construção da sociabilidade Leonardo César PEREIRA 1 ; Revalino Antonio FREITAS (orientador) Palavras-chave: trabalho, migração, fronteira,

Leia mais

As Escolas Famílias Agrícolas do Território Rural da Serra do Brigadeiro

As Escolas Famílias Agrícolas do Território Rural da Serra do Brigadeiro As Escolas Famílias Agrícolas do Território Rural da Serra do Brigadeiro VIEIRA, Tatiana da Rocha UFV - pedagogia_tati@yahoo.com.br BARBOSA, Willer Araújo UFV- wbarbosa@ufv.br Resumo: O trabalho apresentado

Leia mais

COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO. Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção.

COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO. Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção. COLÉGIO O BOM PASTOR PROF. RAFAEL CARLOS SOCIOLOGIA 3º ANO Material Complementar Módulos 01 a 05: Os modos de produção. Modos de Produção O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus

Leia mais

EDUCAÇÃO E PROGRESSO: A EVOLUÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DA ESCOLA ESTADUAL ELOY PEREIRA NAS COMEMORAÇÕES DO SEU JUBILEU

EDUCAÇÃO E PROGRESSO: A EVOLUÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DA ESCOLA ESTADUAL ELOY PEREIRA NAS COMEMORAÇÕES DO SEU JUBILEU 1 EDUCAÇÃO E PROGRESSO: A EVOLUÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO DA ESCOLA ESTADUAL ELOY PEREIRA NAS COMEMORAÇÕES DO SEU JUBILEU Resumo Rodrigo Rafael Pinheiro da Fonseca Universidade Estadual de Montes Claros digasmg@gmail.com

Leia mais

PROPOSTA DE NÍVEIS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL PARA O EXERCÍCIO DA ARQUEOLOGIA

PROPOSTA DE NÍVEIS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL PARA O EXERCÍCIO DA ARQUEOLOGIA PROPOSTA DE NÍVEIS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL PARA O EXERCÍCIO DA ARQUEOLOGIA Luís Cláudio Symanski (CEPA - Universidade Federal do Paraná) Christiane Lopes Machado (Rheambiente) Roberto Stanchi (Instituto

Leia mais

1º Período UNIDADE 1. Exercícios; A aventura de navegar

1º Período UNIDADE 1. Exercícios; A aventura de navegar 1º Período UNIDADE 1 A aventura de navegar Produtos valiosos Navegar em busca de riquezas Viagens espanholas Viagens portuguesas Ampliação O dia a dia dos marinheiros Conhecer as primeiras especiarias

Leia mais

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006 PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 285, DE 2006 Autoriza o Poder Executivo a criar o Programa Cantando as Diferenças, destinado a promover a inclusão social de grupos discriminados e dá outras providências. O

Leia mais

De que jeito se governava a Colônia

De que jeito se governava a Colônia MÓDULO 3 De que jeito se governava a Colônia Apresentação do Módulo 3 Já conhecemos bastante sobre a sociedade escravista, especialmente em sua fase colonial. Pouco sabemos ainda sobre a organização do

Leia mais

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda

CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda CURSO e COLÉGIO ESPECÍFICO Ltda www.especifico.com.br DISCIPLINA : Sociologia PROF: Waldenir do Prado DATA:06/02/2012 O que é Sociologia? Estudo objetivo das relações que surgem e se reproduzem, especificamente,

Leia mais

Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB

Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB Salvador, 21 de setembro de 2015 Carta Documento: pela construção e implementação de uma Política de Educação do Campo na UNEB Nos dias 19, 20 e 21 de agosto de 2015 realizou-se no Hotel Vila Velha, em

Leia mais

Os sindicatos de professores habituaram-se a batalhar por melhores salários e condições de ensino. Também são caminhos trilhados pelas lideranças.

Os sindicatos de professores habituaram-se a batalhar por melhores salários e condições de ensino. Também são caminhos trilhados pelas lideranças. TEXTOS PARA O PROGRAMA EDUCAR SOBRE A APRESENTAÇÃO DA PEADS A IMPORTÂNCIA SOBRE O PAPEL DA ESCOLA Texto escrito para o primeiro caderno de formação do Programa Educar em 2004. Trata do papel exercido pela

Leia mais

A EXPERIÊNCIA DO DIA-A-DIA, APRESENTA DA EM NOSSA SOCIEDADE E SUAS CONTRADIÇÕES E DESIGUALDADES. * Tais disparidades ocorrem devido a quê?

A EXPERIÊNCIA DO DIA-A-DIA, APRESENTA DA EM NOSSA SOCIEDADE E SUAS CONTRADIÇÕES E DESIGUALDADES. * Tais disparidades ocorrem devido a quê? A EXPERIÊNCIA DO DIA-A-DIA, APRESENTA DA EM NOSSA SOCIEDADE E SUAS CONTRADIÇÕES E DESIGUALDADES. * Tais disparidades ocorrem devido a quê? DÍVIDA SOCIAL ESCRAVIDÃO E IMIGRAÇÃO FALTA DE ESTRUTURA SOCIAL

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO

CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO Liane Soares, Ms. Faculdade de Tecnologias e Ciências FTC/BA Olga sempre considerou a educação como um sistema, um produto de evolução

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Elba Siqueira de Sá Barretto: Os cursos de Pedagogia costumam ser muito genéricos e falta-lhes um

Leia mais

A REVISTA OESTE NA CONSOLIDAÇÃO DO CENÁRIO POLÍTICO GOIANO

A REVISTA OESTE NA CONSOLIDAÇÃO DO CENÁRIO POLÍTICO GOIANO A REVISTA OESTE NA CONSOLIDAÇÃO DO CENÁRIO POLÍTICO GOIANO Pedro Henrique Rosa Graduando do curso de História da UEG-Anápolis Heavy_metal11@hotmail.com Vanessa Claudio Fernandes Graduanda do curso de História

Leia mais

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre

Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre Lista de exercícios Sociologia- 1 ano- 1 trimestre 01-O homo sapiens moderno espécie que pertencemos se constitui por meio do grupo, ou seja, sociedade. Qual das características abaixo é essencial para

Leia mais

Desafios da regularização Fundiária em Mato Grosso

Desafios da regularização Fundiária em Mato Grosso 1 Desafios da regularização Fundiária em Mato Grosso Afonso Dalberto Presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso INTERMAT Cuiabá - MT, 19 de agosto de 2009 2 A atual situação fundiária do Estado de

Leia mais

EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RURAL NOS MUNICÍPIOS DO CENTRO- SUL PARANAENSE NO PERÍODO DE 2000 A 2010

EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RURAL NOS MUNICÍPIOS DO CENTRO- SUL PARANAENSE NO PERÍODO DE 2000 A 2010 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO RURAL NOS MUNICÍPIOS DO CENTRO- SUL PARANAENSE NO PERÍODO DE 2000 A 2010 Juliana Paula Ramos 1, Maria das Graças de Lima 2 RESUMO:

Leia mais

ISSN 2236-0719. Organização Ana Maria Tavares Cavalcanti Maria de Fátima Morethy Couto Marize Malta

ISSN 2236-0719. Organização Ana Maria Tavares Cavalcanti Maria de Fátima Morethy Couto Marize Malta ISSN 2236-0719 Organização Ana Maria Tavares Cavalcanti Maria de Fátima Morethy Couto Marize Malta Universidade Estadual de Campinas Outubro 2011 Apresentação de Mesa-Redonda - 5 Carlos Gonçalves Terra

Leia mais

Diagnóstico de oportunidades de quebra de barreiras para acesso às políticas públicas da Agricultura Familiar em São Félix do Xingu, Pará.

Diagnóstico de oportunidades de quebra de barreiras para acesso às políticas públicas da Agricultura Familiar em São Félix do Xingu, Pará. TERMO DE REFERÊNCIA Diagnóstico de oportunidades de quebra de barreiras para acesso às políticas públicas da Agricultura Familiar em São Félix do Xingu, Pará. 1. Título: Diagnóstico de oportunidades para

Leia mais

Paula Roberta Chagas. *Prof Ms. do curso de história da Universidade Estadual de Goiás - UEG

Paula Roberta Chagas. *Prof Ms. do curso de história da Universidade Estadual de Goiás - UEG Levantamento e catalogação de documentos históricos do sul goiano: a produção de material para o ensino de história da população na Universidade Estadual de Goiás (UEG - Brasil) Paula Roberta Chagas *Prof

Leia mais

O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis

O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis O programa de urbanização de favelas da prefeitura de São Paulo um estudo de caso da favela de Heliópolis Fabiana Cristina da Luz luz.fabiana@yahoo.com.br Universidade Cruzeiro do Sul Palavras-chave: Urbanização

Leia mais

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO RIO DE JANEIRO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO RIO DE JANEIRO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO RIO DE JANEIRO NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX Bruno Alves Dassie Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro Universidade Estácio de Sá O objetivo desta

Leia mais

ESCOLAS NO/DO CAMPO: UM DIAGNÓSTICO DOS MODELOS EXISTENTES EM GOIÁS 1. Palavras-Chave: Educação no/do Campo; Educação; Saberes Locais; Povos do Campo

ESCOLAS NO/DO CAMPO: UM DIAGNÓSTICO DOS MODELOS EXISTENTES EM GOIÁS 1. Palavras-Chave: Educação no/do Campo; Educação; Saberes Locais; Povos do Campo ESCOLAS NO/DO CAMPO: UM DIAGNÓSTICO DOS MODELOS EXISTENTES EM GOIÁS 1. Priscylla Karoline de Menezes Graduanda em Geografia (IESA/UFG) e-mail: priscyllakmenezes@gmail.com Dra. Rusvênia Luiza B. R. da Silva

Leia mais

MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL

MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL Portugal: crises e dependências -Portugal: acordos comerciais com a Inglaterra; -Exportação de produtos brasileiros; -Tratado de Methuen: redução fiscal para os

Leia mais

PROJETO Educação de Qualidade: direito de todo maranhense

PROJETO Educação de Qualidade: direito de todo maranhense PROJETO Educação de Qualidade: direito de todo maranhense 1. DISCRIMINAÇÃO DO PROJETO Título do Projeto Educação de Qualidade: direito de todo maranhense Início Janeiro de 2015 Período de Execução Término

Leia mais

Exerc ícios de Revisão Aluno(a): Nº:

Exerc ícios de Revisão Aluno(a): Nº: Exerc íciosde Revisão Aluno(a): Nº: Disciplina:HistóriadoBrasil Prof(a).:Cidney Data: deagostode2009 2ªSériedoEnsinoMédio Turma: Unidade:Nilópolis 01. QuerPortugallivreser, EmferrosqueroBrasil; promoveaguerracivil,

Leia mais

Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL. Debora Barbosa da Silva

Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL. Debora Barbosa da Silva Aula5 POPULAÇÃO E DEMOGRAFIA NO BRASIL META Refletir sobre as características da população brasileira como fundamento para a compreensão da organização do território e das políticas de planejamento e desenvolvimento

Leia mais

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

História da Habitação em Florianópolis

História da Habitação em Florianópolis História da Habitação em Florianópolis CARACTERIZAÇÃO DAS FAVELAS EM FLORIANÓPOLIS No início do século XX temos as favelas mais antigas, sendo que as primeiras se instalaram em torno da região central,

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 426/2008

RESOLUÇÃO Nº 426/2008 RESOLUÇÃO Nº 426/2008 Regulamenta a Educação Básica na Escola do Campo, no âmbito do Estado do Ceará. O Conselho Estadual de Educação - CEE, no uso de suas atribuições contidas na Lei Estadual nº 11.014,de

Leia mais

EM BUSCA DO OBSERVATÓRIO PERDIDO

EM BUSCA DO OBSERVATÓRIO PERDIDO EM BUSCA DO OBSERVATÓRIO PERDIDO José Adolfo S. de Campos Observatório do Valongo, UFRJ, doutorando do HCTE adolfo@ov.ufrj.br Nadja Paraense Santos Programa HCTE, UFRJ nadja@iq.ufrj.br Introdução Em 1874,

Leia mais

Pesquisa Semesp. A Força do Ensino Superior no Mercado de Trabalho

Pesquisa Semesp. A Força do Ensino Superior no Mercado de Trabalho Pesquisa Semesp A Força do Ensino Superior no Mercado de Trabalho 2008 Ensino superior é um forte alavancador da carreira profissional A terceira Pesquisa Semesp sobre a formação acadêmica dos profissionais

Leia mais

IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL

IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL SEGUE ABAIXO QUADRO COMPARATIVO ENTRE ESTATUTO ANTIGO E ESTATUTO NOVO DA PAULO ESTATUTO ANTIGO 2009 Conforme Assembleia Geral Extraordinária 16/05/2008 ARTIGO 1- NOME E NATUREZA DA IGREJA A Igreja Anglicana

Leia mais

O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i

O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i O legado de AGOSTINHO DA SILVA 15 anos após a sua morte i LUÍS CARLOS SANTOS luis.santos@ese.ips.pt Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal 1- Agostinho da Silva, um adepto da Educação

Leia mais

B1-404 Curso de Formação Agroecológica e Cidadã para a inclusão produtiva de jovens camponeses

B1-404 Curso de Formação Agroecológica e Cidadã para a inclusão produtiva de jovens camponeses B1-404 Curso de Formação Agroecológica e Cidadã para a inclusão produtiva de jovens camponeses Barbosa-Silva, Denise 1,2 ; Starr, Carolina Rizzi 3 ; Diniz, Janaína Deane de Abreu Sá 1,4 ; Molina, Mônica

Leia mais

Sr. Presidente, Senhoras e senhores Deputados,

Sr. Presidente, Senhoras e senhores Deputados, Dircurso proferido Pela Dep. Socorro Gomes, na Sessão da Câmara dos Deputados do dia 08 de novembro de 2006 acerca da 19ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio

Leia mais

1. O que é Folclore? Uma análise histórica e crítica do conceito.

1. O que é Folclore? Uma análise histórica e crítica do conceito. Objetivos Proporcionar o entendimento das características gerais do processo folclórico brasileiro; Estruturar o profissional de Eventos para conhecer particularidades de alguns acontecimentos que envolvem

Leia mais

Universidade: Universo desigual

Universidade: Universo desigual 1 POLÍTICAS AFIRMATIVAS EM MATO GROSSO: EM QUESTÃO O PROJETO POLÍTICAS DA COR NA UFMT SOUZA, Elaine Martins da Silva UFMT ses_martins@yahoo.com.br GT-21: Afro-Brasileiros e Educação Agência Financiadora:

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

Celebrado em Brasília, aos 20 dias do mês de março de 1996, em dois originais, nos idiomas português e alemão, ambos igualmente válidos.

Celebrado em Brasília, aos 20 dias do mês de março de 1996, em dois originais, nos idiomas português e alemão, ambos igualmente válidos. ACORDO-QUADRO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA SOBRE COOPERAÇÃO EM PESQUISA CIENTÍFICA E DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO O Governo da República

Leia mais

A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB.

A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB. A EDUCAÇÃO DO CAMPO E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NAS ESCOLAS DO ASSENTAMENTO SÃO FRANCISCO III.SOLÂNEA/PB. Otaciana da Silva Romão (Aluna do curso de especialização em Fundamentos da Educação UEPB), Leandro

Leia mais

Trabalho apresentado no III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, sendo de total responsabilidade de seu(s) autor(es).

Trabalho apresentado no III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, sendo de total responsabilidade de seu(s) autor(es). A QUALIDADE DE VIDA SOB A ÓTICA DAS DINÂMICAS DE MORADIA: A IDADE ENQUANTO UM FATOR DE ACÚMULO DE ATIVOS E CAPITAL PESSOAL DIFERENCIADO PARA O IDOSO TRADUZIDO NAS CONDIÇÕES DE MORADIA E MOBILIDADE SOCIAL

Leia mais

A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Palavras-Chaves: Território Sustentabilidade- Bem Viver.

A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Palavras-Chaves: Território Sustentabilidade- Bem Viver. A Uwê uptabi Marãiwatsédé buscam o bem viver no território tradicional. Este trabalho tem o objetivo de discutir a sustentabilidade do território A uwe- Marãiwatsédé, mediada pelas relações econômicas,

Leia mais

IV SEMINARIO DE POVOS INDIGENA E SUSTENTABILIDADE SABERES TRADICIONAL E FORMAÇAO ACADEMICA ARLEM BARBOSA DOS SANTOS

IV SEMINARIO DE POVOS INDIGENA E SUSTENTABILIDADE SABERES TRADICIONAL E FORMAÇAO ACADEMICA ARLEM BARBOSA DOS SANTOS IV SEMINARIO DE POVOS INDIGENA E SUSTENTABILIDADE SABERES TRADICIONAL E FORMAÇAO ACADEMICA ARLEM BARBOSA DOS SANTOS DIAGNOSTICO SOCIO-ECONOMICO DA COMUNIDADE SÃO JORGE/RR: UMA EXPERIENCIA ACADEMICA Trabalho

Leia mais

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO VEJA RIO+20 1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO Abstract: A declaração final da ECO-92 acenou para

Leia mais

A REINSERÇÃO DE NOVA ESPERANÇA NA REDE URBANA DE MARINGÁ: UMA PROPOSTA DE ESTUDO

A REINSERÇÃO DE NOVA ESPERANÇA NA REDE URBANA DE MARINGÁ: UMA PROPOSTA DE ESTUDO A REINSERÇÃO DE NOVA ESPERANÇA NA REDE URBANA DE MARINGÁ: UMA PROPOSTA DE ESTUDO 5 Amanda dos Santos Galeti Acadêmica de Geografia - UNESPAR/Paranavaí amanda_galeti@hotmail.com Kamily Alanis Montina Acadêmica

Leia mais

Palavras-chave: Etnocenologia, Folias do Divino, Ritos espetaculares.

Palavras-chave: Etnocenologia, Folias do Divino, Ritos espetaculares. O mestre morreu. Viva o novo mestre. Jorge das Graças Veloso Programa de Pós-Graduação em Artes VIS/IdA UnB. Professor Adjunto Doutor em Artes Cênicas UFBA. Ator, diretor, dramaturgo, professor/unb. Resumo:

Leia mais

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960.

O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO BRASIL E AS MODIFICAÇÕES DA ECONOMIA GOIANA PÓS DÉCADA DE 1960. Glauber Lopes Xavier 1, 3 ; César Augustus Labre Lemos de Freitas 2, 3. 1 Voluntário Iniciação

Leia mais

CURSO TÉCNICO EM OPERAÇÕES COMERCIAIS CONTABILIDADE. Sônia Maria de Araújo. Conceito e Formação do Patrimônio Inicial

CURSO TÉCNICO EM OPERAÇÕES COMERCIAIS CONTABILIDADE. Sônia Maria de Araújo. Conceito e Formação do Patrimônio Inicial CURSO TÉCNICO EM OPERAÇÕES COMERCIAIS 02 CONTABILIDADE Conceito e Formação do Patrimônio Inicial Sônia Maria de Araújo Governo Federal Ministério da Educação Projeto Gráfico Secretaria de Educação a Distância

Leia mais

CIDADES EDUCADORAS DICIONÁRIO

CIDADES EDUCADORAS DICIONÁRIO CIDADES EDUCADORAS A expressão Cidade Educativa, referindo-se a um processo de compenetração íntima entre educação e vida cívica, aparece pela primeira vez no Relatório Edgar Faure, publicado em 1972,

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º, DE 2003 (Do Sr. Geraldo Resende)

PROJETO DE LEI N.º, DE 2003 (Do Sr. Geraldo Resende) PROJETO DE LEI N.º, DE 2003 (Do Sr. Geraldo Resende) Autoriza o Poder Executivo a instituir a Fundação Universidade Federal da Grande Dourados, e dá outras providências. O Congresso Nacional decreta: Art.

Leia mais

MINAS GERAIS 12/04/2008. Diário do Judiciário. Portaria 2.176/2008

MINAS GERAIS 12/04/2008. Diário do Judiciário. Portaria 2.176/2008 MINAS GERAIS 12/04/2008 Diário do Judiciário Chefe de Gabinete: Dalmar Morais Duarte 11/04/2008 PRESIDÊNCIA Portaria 2.176/2008 Institucionaliza o Programa Conhecendo o Judiciário do Tribunal de Justiça.

Leia mais

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na atualidade: luta, organização e educação Entrevista concedida por Álvaro Santin*, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem

Leia mais

Colégio dos Santos Anjos Avenida Iraí, 1330 Planalto Paulista www.colegiosantosanjos.g12.br A Serviço da Vida por Amor

Colégio dos Santos Anjos Avenida Iraí, 1330 Planalto Paulista www.colegiosantosanjos.g12.br A Serviço da Vida por Amor Colégio dos Santos Anjos Avenida Iraí, 1330 Planalto Paulista www.colegiosantosanjos.g12.br A Serviço da Vida por Amor Curso: Fundamental I Ano: 5º ano Componente Curricular: História Professor (a): Cristiane

Leia mais

A INFLUÊNCIA DA MINERAÇÃO NO COMPORTAMENTO POLÍTICO NOS MUNICÍPIOS DO CIRCUITO TURÍSTICO DO OURO Fernando Guimarães Esteves Ottoni 1

A INFLUÊNCIA DA MINERAÇÃO NO COMPORTAMENTO POLÍTICO NOS MUNICÍPIOS DO CIRCUITO TURÍSTICO DO OURO Fernando Guimarães Esteves Ottoni 1 A INFLUÊNCIA DA MINERAÇÃO NO COMPORTAMENTO POLÍTICO NOS MUNICÍPIOS DO CIRCUITO TURÍSTICO DO OURO Fernando Guimarães Esteves Ottoni 1 RESUMO A mineração marcou a história de Minas Gerais e até hoje se apresenta

Leia mais

O DESAFIO DE AVALIAR UM CURSO SUPERIOR A DISTÂNCIA INSTITUÍDO A PARTIR DE PARCERIAS ENTRE PAÍSES. 1

O DESAFIO DE AVALIAR UM CURSO SUPERIOR A DISTÂNCIA INSTITUÍDO A PARTIR DE PARCERIAS ENTRE PAÍSES. 1 O DESAFIO DE AVALIAR UM CURSO SUPERIOR A DISTÂNCIA INSTITUÍDO A PARTIR DE PARCERIAS ENTRE PAÍSES. 1 Jane aparecida Gonçalves de Souza 2 Universidade Católica de Petrópolis cidijane@gmail.com RESUMO Pensar

Leia mais

PARECER. Justificativa

PARECER. Justificativa Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás IFG - Campus Anápolis Departamento das Áreas Acadêmicas Parecer: Do:

Leia mais

Entenda o diário de obra

Entenda o diário de obra Entenda o diário de obra Diário de obra pode ir além de mero cumprimento contratual e se tornar ferramenta de apoio na gestão da produção Por Rodnei Corsini O diário de obra é um documento que deve ser

Leia mais

CIRANDA INFANTIL: A EDUCAÇÃO DA CRIANÇA EM MOVIMENTO

CIRANDA INFANTIL: A EDUCAÇÃO DA CRIANÇA EM MOVIMENTO CIRANDA INFANTIL: A EDUCAÇÃO DA CRIANÇA EM MOVIMENTO ADILSON DE ANGELO Desde a sua criação, o MST assegurou na sua agenda política a luta pela educação e por uma escola mais significativa para a família

Leia mais

Páginas Amarelas como ferramenta para mapeamento do conhecimento tácito

Páginas Amarelas como ferramenta para mapeamento do conhecimento tácito Páginas Amarelas como ferramenta para mapeamento do conhecimento tácito 1. INTRODUÇÃO O setor de energia sofreu, nos últimos anos, importantes modificações que aumentaram sua complexidade. Para trabalhar

Leia mais

População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil

População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil RELEASE 17 de JULHO de 2008. População e PIB das cidades médias crescem mais que no resto do Brasil Aumentos de riquezas e de habitantes nas cidades com 100 mil a 500 mil, neste século, superam a média

Leia mais

Faculdade de Ciências Humanas Programa de Pós-Graduação em Educação RESUMO EXPANDIDO DO PROJETO DE PESQUISA

Faculdade de Ciências Humanas Programa de Pós-Graduação em Educação RESUMO EXPANDIDO DO PROJETO DE PESQUISA RESUMO EXPANDIDO DO PROJETO DE PESQUISA TÍTULO: TRABALHO DOCENTE NO ESTADO DE SÃO PAULO: ANÁLISE DA JORNADA DE TRABALHO E SALÁRIOS DOS PROFESSORES DA REDE PÚBLICA PAULISTA RESUMO O cenário atual do trabalho

Leia mais

A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística?

A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística? A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística? Universidade de São Paulo benjamin@usp.br Synergies-Brésil O Sr. foi o representante da Letras junto à CAPES. O Sr. poderia explicar qual

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES Silva.A.A.S. Acadêmica do curso de Pedagogia (UVA), Bolsista do PIBID. Resumo: O trabalho

Leia mais

X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 2010

X Encontro Nacional de Educação Matemática Educação Matemática, Cultura e Diversidade Salvador BA, 7 a 9 de Julho de 2010 INVESTIGAÇÃO MATEMÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO Bruno Rodrigo Teixeira 1 Universidade Estadual de Londrina - UEL bruno_matuel@yahoo.com.br Camila Rosolen 2 Universidade Estadual de Londrina - UEL camilarosolen@yahoo.com.br

Leia mais

Mesa Redonda Novas agendas de atuação e os perfis profissionais em bibliotecas universitárias

Mesa Redonda Novas agendas de atuação e os perfis profissionais em bibliotecas universitárias Mesa Redonda Novas agendas de atuação e os perfis profissionais em bibliotecas universitárias Profa. Dra. Lillian Maria Araújo de Rezende Alvares Coordenadora-Geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos

Leia mais

O PAPEL DESEMPENHADO PELO PROGRAMA LEXT-OESSTE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO E PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL

O PAPEL DESEMPENHADO PELO PROGRAMA LEXT-OESSTE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO E PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL O PAPEL DESEMPENHADO PELO PROGRAMA LEXT-OESSTE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO E PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL Larissa dos Santos Gomes Resumo O presente artigo refere-se ao trabalho de conclusão

Leia mais

A CÂMARA MUNICIPAL DE CAIAPÔNIA, ESTADO DE GOIÁS, APROVA E EU, PREFEITO MUNICIPAL, SANCIONO A SEGUINTE LEI: TÍTULO II DISPOSIÇÕES GERAIS

A CÂMARA MUNICIPAL DE CAIAPÔNIA, ESTADO DE GOIÁS, APROVA E EU, PREFEITO MUNICIPAL, SANCIONO A SEGUINTE LEI: TÍTULO II DISPOSIÇÕES GERAIS LEI N o 1.633 DE 14 DE JANEIRO DE 2013. DEFINE A NOVA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DO MUNICÍPIO DE CAIAPÔNIA E DETERMINA OUTRAS PROVIDÊNCIAS A CÂMARA MUNICIPAL DE CAIAPÔNIA, ESTADO DE GOIÁS, APROVA E EU, PREFEITO

Leia mais

Capítulo. Organização político- -administrativa na América portuguesa

Capítulo. Organização político- -administrativa na América portuguesa Capítulo Organização político- -administrativa na América portuguesa 1 O Império Português e a administração da Colônia americana Brasil: 1500-1530 O interesse português pelo território americano era pequeno

Leia mais

PROJETO UNIVERSIDADE ABERTA 2011

PROJETO UNIVERSIDADE ABERTA 2011 PROJETO UNIVERSIDADE ABERTA 2011 Trabalhas sem alegria para um mundo caduco Carlos Drumond de Andrade 1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO Realização do 6º ano do Projeto Universidade Aberta, com o título Faces

Leia mais

Esta cartilha traz o primeiro diagnóstico

Esta cartilha traz o primeiro diagnóstico introdução A Armadilha do Crédito Fundiário do Banco Mundial Esta cartilha traz o primeiro diagnóstico abrangente sobre os programas do Banco Mundial para o campo no Brasil. O estudo foi realizado pela

Leia mais

Revista Especial de Educação Física Edição Digital v. 3, n. 1, novembro 2006.

Revista Especial de Educação Física Edição Digital v. 3, n. 1, novembro 2006. UM ENSAIO SOBRE A DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO NO COTIDIANO ESCOLAR: A CONEXÃO QUE FALTA. Noádia Munhoz Pereira Discente do Programa de Mestrado em Educação PPGE/FACED/UFU - noadia1@yahoo.com.br Resumo O presente

Leia mais

JUVENTUDE RURAL E INTERVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIA: CAMINHOS DE UMA CONSTRUÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE

JUVENTUDE RURAL E INTERVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIA: CAMINHOS DE UMA CONSTRUÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE JUVENTUDE RURAL E INTERVIVÊNCIA UNIVERSITÁRIA: CAMINHOS DE UMA CONSTRUÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE Ana Jéssica Soares Barbosa¹ Graduanda em Ciências Agrárias ajsbarbosa_lca@hotmail.com Centro de Ciências

Leia mais

RELACIONAMENTO JURÍDICO DO ESTADO BRASILEIRO COM INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS, NO QUE CONCERNE À EDUCAÇÃO

RELACIONAMENTO JURÍDICO DO ESTADO BRASILEIRO COM INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS, NO QUE CONCERNE À EDUCAÇÃO RELACIONAMENTO JURÍDICO DO ESTADO BRASILEIRO COM INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS, NO QUE CONCERNE À EDUCAÇÃO GEORGE DE CERQUEIRA LEITE ZARUR Consultor Legislativo da Área XV Educação, Desporto, Bens Culturais,

Leia mais

O que é o Fundo? Que diferença ele fará para SFX? Qual é o objetivo do Fundo?

O que é o Fundo? Que diferença ele fará para SFX? Qual é o objetivo do Fundo? O que é o Fundo? O Fundo Terra Verde é uma fonte de financiamento para o desenvolvimento sustentável de São Félix do Xingu (SFX), no sudeste do Pará. Ele é um mecanismo privado e tem como objetivo captar,

Leia mais

CARACTERÍSTICAS DAS CULTURAS INFANTIS DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO PARANÁ

CARACTERÍSTICAS DAS CULTURAS INFANTIS DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO PARANÁ 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 CARACTERÍSTICAS DAS CULTURAS INFANTIS DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO PARANÁ Luisa de Oliveira Demarchi Costa 1 ; Verônica Regina Müller 2 RESUMO: Este

Leia mais

MEDRADO, JOANA. TERRA DE VAQUEIROS: RELAÇÕES DE TRABALHO E CULTURA POLÍTICA NO SERTÃO DA BAHIA, 1880-1900. CAMPINAS: EDITORA DA UNICAMP, 2012.

MEDRADO, JOANA. TERRA DE VAQUEIROS: RELAÇÕES DE TRABALHO E CULTURA POLÍTICA NO SERTÃO DA BAHIA, 1880-1900. CAMPINAS: EDITORA DA UNICAMP, 2012. MEDRADO, JOANA. TERRA DE VAQUEIROS: RELAÇÕES DE TRABALHO E CULTURA POLÍTICA NO SERTÃO DA BAHIA, 1880-1900. CAMPINAS: EDITORA DA UNICAMP, 2012. * Universidade de São Paulo As pesquisas feitas na área de

Leia mais

CONCENTRAÇÃO DE TERRAS NO BRASIL UM OLHAR ACADÊMICO SOBRE O PROCESSO

CONCENTRAÇÃO DE TERRAS NO BRASIL UM OLHAR ACADÊMICO SOBRE O PROCESSO CONCENTRAÇÃO DE TERRAS NO BRASIL UM OLHAR ACADÊMICO SOBRE O PROCESSO Ana Claudia Silva Almeida Universidade Estadual de Maringá - UEM anaclaudia1985@yahoo.com.br Elpídio Serra Universidade Estadual de

Leia mais

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA PROJETO DE LEI Nº 309 DE 2011 VOTO EM SEPARADO

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA PROJETO DE LEI Nº 309 DE 2011 VOTO EM SEPARADO COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA PROJETO DE LEI Nº 309 DE 2011 Altera o art. 33 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino religioso nas redes públicas de ensino

Leia mais

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO

1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO 1. INTRODUÇÃO CONCEITUAL SOBRE O DESENVOLVIMENTO E O CRESCIMENTO ECONÔMICO A análise da evolução temporal (ou dinâmica) da economia constitui o objeto de atenção fundamental do desenvolvimento econômico,

Leia mais

O PENSAMENTO SOCIOLÓGICO DE MAX WEBER RESUMO. do homem em sociedade. Origem de tal Capitalismo que faz do homem um ser virtual e alienador

O PENSAMENTO SOCIOLÓGICO DE MAX WEBER RESUMO. do homem em sociedade. Origem de tal Capitalismo que faz do homem um ser virtual e alienador O PENSAMENTO SOCIOLÓGICO DE MAX WEBER Tamires Albernaz Souto 1 Flávio Augusto Silva 2 Hewerton Luiz Pereira Santiago 3 RESUMO Max Weber mostra suas ideias fundamentais sobre o Capitalismo e a racionalização

Leia mais

2. A proposta será avaliada pelo Subcomitê Virtual de Revisão (SVR) e examinada pelo Comitê de Projetos em março de 2013.

2. A proposta será avaliada pelo Subcomitê Virtual de Revisão (SVR) e examinada pelo Comitê de Projetos em março de 2013. PJ 45/13 9 janeiro 2013 Original: inglês Disponível em inglês e português P Comitê de Projetos 5. a reunião 7 março 2013 Londres, Reino Unido Empoderamento das mulheres nas cooperativas de café brasileiras

Leia mais

ENGENHARIA E ARQUITETURA PÚBLICA UMA VISÃO SISTÊMICA DA POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA A HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL.

ENGENHARIA E ARQUITETURA PÚBLICA UMA VISÃO SISTÊMICA DA POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA A HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL. ENGENHARIA E ARQUITETURA PÚBLICA UMA VISÃO SISTÊMICA DA POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA A HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL. 1- Apresentação A Constituição de 1988, denominada pelo saudoso Deputado

Leia mais

SAC: Fale com quem resolve

SAC: Fale com quem resolve SAC: Fale com quem resolve A Febraban e a sociedade DECRETO 6523/08: UM NOVO CENÁRIO PARA OS SACs NOS BANCOS O setor bancário está cada vez mais consciente de seu papel na sociedade e deseja assumi-lo

Leia mais

O RESGATE DO PENSAMENTO DE ALBERTO TORRES PARA A COMPREENSÃO HISTORIOGRÁFICA DA POLÍTICA NACIONAL DO PÓS- REVOLUÇÃO DE

O RESGATE DO PENSAMENTO DE ALBERTO TORRES PARA A COMPREENSÃO HISTORIOGRÁFICA DA POLÍTICA NACIONAL DO PÓS- REVOLUÇÃO DE O RESGATE DO PENSAMENTO DE ALBERTO TORRES PARA A COMPREENSÃO HISTORIOGRÁFICA DA POLÍTICA NACIONAL DO PÓS- REVOLUÇÃO DE 1930 Jorge Eschriqui Vieira PINTO Alberto Torres foi um intelectual vanguardista entre

Leia mais

CULTURA, GASTRONOMIA E TURISMO: DESENVOLVIMENTO LOCAL ESTUDO DE CASO DA III FESTA DA FARINHA DE ANASTÁCIO (MS)

CULTURA, GASTRONOMIA E TURISMO: DESENVOLVIMENTO LOCAL ESTUDO DE CASO DA III FESTA DA FARINHA DE ANASTÁCIO (MS) CULTURA, GASTRONOMIA E TURISMO: DESENVOLVIMENTO LOCAL ESTUDO DE CASO DA III FESTA DA FARINHA DE ANASTÁCIO (MS) 1 TREVIZAN, Fernanda Kiyome Fatori INTRODUÇÃO A promoção dos recursos humanos e do planejamento

Leia mais

Analise histórica comparativa do relato de uma professora alagoana sobre sua formação docente e o ensino de matemática no primário durante o século XX

Analise histórica comparativa do relato de uma professora alagoana sobre sua formação docente e o ensino de matemática no primário durante o século XX Analise histórica comparativa do relato de uma professora alagoana sobre sua formação docente e o ensino de matemática no primário durante o século XX Miriam Correia da Silva¹ Mercedes Carvalho² RESUMO

Leia mais

A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS.

A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS. A QUESTÃO DA REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA NO BAIRRO SANGA FUNDA, PELOTAS, RS. Carina da Silva UFPel, carinasg2013@gmail.com INTRODUÇÃO A atual sociedade capitalista tem como alicerce, que fundamenta sua manutenção,

Leia mais

Sustentabilidade e Habitação de Interesse Social: O desafio da Intervenção sustentável na favela discutido na Academia

Sustentabilidade e Habitação de Interesse Social: O desafio da Intervenção sustentável na favela discutido na Academia Simpósio Temático Sustentabilidade na Habitação de Interesse Social: cultural e social, ambiental e econômica. Rosa Bauer, Arq. Ms. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - FAUPUCRS Sustentabilidade e Habitação

Leia mais

FERNANDO TARALLO EM TRÊS MOMENTOS

FERNANDO TARALLO EM TRÊS MOMENTOS FERNANDO TARALLO EM TRÊS MOMENTOS Antonio Carlos Santana de Souza (UEMS / PPGLETRAS UFGRS) acssuems@gmail.com Reúno aqui a resenha de três textos que foram muito importantes para a minha formação sociolinguística.

Leia mais

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOÃO DO ARRAIAL PROJETO DE LEI MUNICIPAL N.º. /2007, DE 26 DE NOVEMBRODE 2007.

ESTADO DO PIAUÍ PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOÃO DO ARRAIAL PROJETO DE LEI MUNICIPAL N.º. /2007, DE 26 DE NOVEMBRODE 2007. PROJETO DE LEI MUNICIPAL N.º. /2007, DE 26 DE NOVEMBRODE 2007. Cria o Fundo Municipal de Microcrédito e Apoio à Economia Solidaria-FUMAES e Institui o Conselho Gestor do FUMAES e da outras providências.

Leia mais

COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA

COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA COLÉGIO MARISTA DE BRASÍLIA Educação Infantil e Ensino Fundamental Aluno(a): 8º Ano: Nº Professor(a): Data: / / Componente Curricular: HISTÓRIA 2011/HIST8ANOEXE2-PARC-1ºTRI-I AVALIAÇÃO PARCIAL 1º TRIMESTRE

Leia mais

Simon Schwartzman. A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade.

Simon Schwartzman. A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade. A educação de nível superior superior no Censo de 2010 Simon Schwartzman (julho de 2012) A evolução da educação superior no Brasil diferenças de nível, gênero e idade. Segundo os dados mais recentes, o

Leia mais

OLIMPÍADAS DE CIÊNCIAS EXATAS: UMA EXPERIÊNCIA COM ALUNOS DO ENSINO PÚBLICO E PRIVADO

OLIMPÍADAS DE CIÊNCIAS EXATAS: UMA EXPERIÊNCIA COM ALUNOS DO ENSINO PÚBLICO E PRIVADO ISSN 2177-9139 OLIMPÍADAS DE CIÊNCIAS EXATAS: UMA EXPERIÊNCIA COM ALUNOS DO ENSINO PÚBLICO E PRIVADO André Martins Alvarenga - andrealvarenga@unipampa.edu.br Andressa Sanches Teixeira - andressaexatas2013@gmail.com

Leia mais