Avanços nos indicadores de Trabalho Decente no Brasil é tema de relatório inédito da OIT

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1 BOLETIM INFORMATIVO Terça-feira, 31 de julho de 2012 Blog do Trabalho Blog do Trabalho Revista Consultor Jurídico Avanços nos indicadores de Trabalho Decente no Brasil é tema de relatório inédito da OIT Mais de 23 mil trabalhadores já estão inscritos nos cursos de capacitação do seguro desemprego Perda de audição por pressão sonora gera indenização Folha de Londrina Número de MEIs no Paraná cresce 37% Gazeta do Povo Gazeta do Povo Valor Econômico G1 G1 G1 Geração aluguel dos EUA fica cada vez mais distante da casa própria Ajudinha profissional para multiplicar o dinheiro Para Brizola Neto, legislação trabalhista deve se modernizar, mas sem precarizar Comer fora de casa fica 10% mais caro para o curitibano Sem proposta ao fim do fator previdenciário, PDT ameaça votações Desemprego bate recorde na Itália e registra alta na Alemanha G1 Desemprego na Eurozona atinge 11,2% G1 G1 G1 Agência Brasil Brasil pode sustentar crescimento de 4% nos próximos anos, diz Coutinho Consultoria relaciona 10 habilidades em falta no mercado de trabalho Líderes do Mercosul se reúnem em Brasília para entrada da Venezuela No Brasil, consumidor fiscaliza preços e monitora juros Agência Brasil Analistas esperam inflação mais elevada este ano e PIB menor em 2013 Agência Brasil O Globo Rede Brasil Atual Rede Brasil Atual Índice que reajusta contratos de aluguel acumula alta de 6,67% em 12 meses até julho Ministro diz que GM pode acabar demitindo trabalhadores Empresa de Blumenau é condenada a indenizar trabalhador por racismo Governo federal adia reunião com servidores em greve Clique no título para ser direcionado à matéria

2 Blog do Trabalho 31 de julho de 2012 Avanços nos indicadores de Trabalho Decente no Brasil é tema de relatório inédito da OIT O Brasil registrou avanços significativos em diversas áreas do trabalho decente nos anos recentes, mas ainda persistem inúmeros desafios. É o que constata o relatório Perfil do Trabalho Decente no Brasil Um Olhar sobre as Unidades da Federação, que está sendo divulgado hoje (19) pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil. Os avanços se verificaram nas dez dimensões do trabalho decente analisadas pelo relatório: Oportunidades de Emprego; Rendimentos Adequados e Trabalho Produtivo; Jornada de Trabalho Decente; Combinação entre Trabalho, Vida Pessoal e Vida Familiar; Trabalho a ser Abolido; Estabilidade e Segurança no Trabalho; Igualdade de Oportunidades e de Tratamento no Emprego; Ambiente de Trabalho Seguro; Seguridade Social e Diálogo Social e Representação de Trabalhadores e Empregadores.). Vários deles foram mais acentuados nas regiões mais pobres do país e em grupos em situação de maior desvantagem no mercado de trabalho, como as mulheres e os negros. Como resultado, diminuíram as desigualdades (de gênero, raça e entre as regiões do país), ainda que, em muitos indicadores, o nível dessa desigualdade ainda seja bastante elevado. Essas são algumas das conclusões do estudo, que, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Censo Demográfico de 2010 e de outros registros administrativos e estatísticas oficiais, apresenta informações inéditas sobre as 27 Unidades da Federação do país O relatório constitui a segunda edição do Perfil do Trabalho Decente no Brasil. Ele se refere predominantemente à segunda metade dos anos 2000, mas inclui também diversos indicadores para os anos de 2010 e Incorpora um conjunto muito mais amplo de indicadores do que os contemplados na primeira edição, lançada em Traz a novidade de desagregar pelas Unidades da Federação a maioria dos indicadores apresentados e de incluir um capítulo sobre as empresas e o trabalho decente. A apresentação dos dados por Unidade da Federação é inédita e pioneira no âmbito de um projeto piloto internacional da OIT, realizado com o apoio da União Europeia, que tem como objetivo avançar na mensuração do Trabalho Decente, abarcando dez países do mundo. Além de apresentar informações importantes para aprofundar a análise sobre as diversas dimensões do Trabalho Decente e contribuir à definição e aperfeiçoamento de políticas em diversas áreas, o relatório visa contribuir para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento da metodologia de medição do Trabalho Decente. Esse esforço metodológico deverá ser aperfeiçoado em futuras edições deste relatório, por intermédio de novas contribuições oriundas de oficinas de consulta tripartite no âmbito da medição do Trabalho Decente, afirma a Diretora do Escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, no prefácio da publicação. A elaboração do relatório foi precedida de um processo de consulta com os constituintes tripartites da OIT no País. Alguns dos seus principais resultados são os seguintes: Alguns resultados importantes apresentados pelo relatório: Apesar da crise financeira internacional, o Brasil manteve a trajetória de declínio da taxa de desemprego A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país, medida pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, que tinha alcançado 9,0% em março de 2009, em decorrência da crise econômica internacional, começou a recuar em abril e continuou diminuindo fortemente ao longo de 2009, atingindo 6,8% em dezembro e encerrando o ano com uma taxa média de 8,4% - ainda num patamar superior ao observado em 2008 (7,2%). Embora a taxa tenha subido outra vez no início de 2010, uma vez que mais pessoas entraram no mercado de trabalho em busca de emprego já em setembro de 2010 ela havia caído para 6,2%, bem abaixo do nível pré-crise (7,6% em setembro de 2008, aferido pela PME), encerrando-se 2010 com uma taxa média anual de 6,7%, a menor do período 2003/2010. Em 2011, essa trajetória foi mantida, a taxa declinou para 6,0%. O emprego formal cresceu de forma expressiva, sobretudo nas regiões mais pobres e com mercados de trabalho menos estruturados Entre 2003 e 2010 foram gerados no Brasil 15,38 milhões de postos formais de trabalho, configurando um aumento acumulado de +53,6% em um período de oito anos. A expansão do emprego formal se deu de forma generalizada em todas

3 as cinco Grandes Regiões e 27 Unidades da Federação, sendo mais expressiva nas regiões mais pobres e caracterizadas por mercados de trabalho menos estruturados, a exemplo das regiões Norte (+85,7%) e Nordeste (+64,9%). Aumenta a Taxa de Formalidade, mas ainda persistem as desigualdades regionais e de gênero e de raça Em função do aumento do emprego formal e das políticas de inclusão previdenciária, a Taxa de Formalidade evoluiu de 48,4% para 50,6% entre 2004 e 2006, ano em que, pela primeira vez, mais da metade dos trabalhadores e trabalhadoras passou a ocupar um posto formal de trabalho. Essa tendência de crescimento se manteve durante os anos subsequentes e alcançou 54,3% no ano de 2009, não sendo nem sequer afetada pela crise financeira internacional. No entanto, mantinham-se importantes desigualdades regionais: a taxa de formalidade se aproximava aos 70,0% entre a população trabalhadora de São Paulo (69,1%), Distrito Federal (69,0%) e Santa Catarina (68,8%), mas era de apenas 25,9% no Piauí e de 29,9% no Maranhão. A Taxa de Formalidade entre as mulheres (50,7%) era inferior à observada entre os homens (57,0%). E mesmo diante da expressiva evolução de 39,6% para 46,8% entre 2004 e 2009 que contribuiu para a redução da desigualdade por cor ou raça - a taxa correspondente aos trabalhadores negros (46,8%) ainda era muito inferior à dos trabalhadores brancos (61,9%). Entre as mulheres negras, a taxa era de apenas 42,5%, ou seja, quase 20 pontos percentuais inferior à dos homens brancos. Diminui o emprego formal entre as pessoas com deficiência O número de vínculos empregatícios de pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho diminuiu 12,3% entre 2007 e 2010 (de 348 mil para 306 mil). Nesse mesmo período, o número total de empregos formais aumentou em 17,3%. Em função dessas tendências opostas, a já ínfima participação de pessoas com deficiência no total do emprego formal diminuiu de 0,9% para 0,7% no período. Entre as unidades federativas, essa participação variava de 0,4% no Acre, Rondônia e Roraima até o máximo de 0,9% no Distrito Federal, Maranhão e Pernambuco. A importância dos rendimentos oriundos do trabalho na renda familiar No Brasil, segundo os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, cerca de 61,0% da renda familiar é proveniente do trabalho. Isso significa que grande parte dos rendimentos familiares e, por conseguinte, das condições de vida das pessoas, depende primordialmente dos rendimentos gerados no mercado de trabalho. Os rendimentos do trabalho mantiveram a trajetória de crescimento e reduziram-se as disparidades de gênero e raça O rendimento médio real dos trabalhadores cresceu continuamente, passando de R$ 896 para R$ entre 2004 e 2009, o que perfaz um aumento real de 19,5% em apenas cinco anos, não obstante a forte desaceleração econômica ocorrida em 2009, fruto da crise internacional. O aumento da remuneração laboral foi decorrente, sobretudo, dos seguintes fatores: a política de valorização do salário mínimo (entre abril de 2003 e janeiro de 2010, o aumento real acumulado do salário mínimo foi de 53,7%); a intensificação do processo de formalização das relações de trabalho, abrindo a oportunidade para uma parcela dos trabalhadores transitarem para uma inserção ocupacional protegida e de rendimentos mais elevados; o expressivo crescimento do percentual de acordos e negociações coletivas que estipulavam um reajuste real dos salários, no caso das categorias mais organizadas dos trabalhadores. Entre 2004 e 2009, o aumento do rendimento médio das mulheres (21,6%) foi superior ao dos homens (19,4%). Em consequência, o percentual do rendimento recebido pelas mulheres em relação ao auferido pelos homens aumentou de 69,4% para 70,7%. Também diminuiu, e em forma mais expressiva, o diferencial de renda entre trabalhadores brancos e negros: enquanto, em 2004, os negros recebiam cerca de 53,0% do rendimento dos brancos, em 2009 essa relação era de aproximadamente 58,0%. Isso se explica porque o rendimento médio real dos negros cresceu 29,8% no período (de R$ 607 para R$ 788), enquanto o dos brancos aumentou 18,3% (de R$ para R$ 1.352). A redução dos diferenciais de rendimento, tanto em termos de sexo quanto de cor ou raça, foi bastante condicionada pelo processo de valorização real do salário mínimo, que aumenta mais expressivamente os rendimentos na base da pirâmide, na qual estão sobrerrepresentados as mulheres e os negros. Diminui o trabalho infantil, mas sua incidência ainda é elevada em algumas unidades federativas O número de crianças e adolescentes ocupados entre 5 e 17 anos de idade reduziu-se em 1,05 milhão entre 2004 e 2009, passando de 5,3 milhões para 4,2 milhões; em termos percentuais, a incidência do trabalho infantil e adolescente nesse grupo etário reduziu-se de 11,8% para 9,8%, passando a situar-se abaixo de dois dígitos a partir de O trabalho infantil diminuiu em todos os grupos etários. Na faixa de 5 a 9 anos, a proporção de crianças ocupadas diminuiu de 1,4% para 0,8%. Apesar desse declínio, um contingente de 123 mil meninos e meninas ainda estava trabalhando no ano de A região Nordeste abrigava 46,3% desse contingente (o correspondente a 57 mil crianças), seguida pelas regiões

4 Sudeste (24 mil ou 19,5% do total) e Norte (20 mil ou 16,2% do total). Vale ressaltar que em algumas UFs, o trabalho infantil nessa faixa etária, era tão reduzido, que nem sequer apresentava significância amostral: Roraima, Pará, Maranhão, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso desde 2004, e São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Sergipe e Tocantins desde Em se mantendo esta tendência de insignificância estatística até 2015, essa situação seria uma evidência da existência de importantes zonas livres de trabalho infantil nessa faixa etária, desde que se intensifiquem em oferta e qualidade as políticas públicas destinadas à proteção integral e à geração de oportunidades de trabalho decente para homens e mulheres, aliadas à oferta adequada de serviços e equipamentos que facilitem a conciliação entre o trabalho e as responsabilidades familiares. A proporção de crianças de 10 a 13 anos que trabalhavam reduziu-se de 8,4% para 5,7% no mesmo período. Na área rural, a redução foi extremamente significativa (quase de dez pontos percentuais) ao passar de 25,1% para 15,6%. Na área urbana, onde a incidência do trabalho nessa faixa etária é bem menor, também se registra um declínio, 4,2% para 3,4%. Em 2009, o nível de ocupação das crianças e adolescentes de 10 a 17 anos de idade ainda era bastante elevado no Tocantins (24,2%), Rondônia (22,0%), Piauí (21,8%), Santa Catarina (21,6%) e Bahia (20,1%), situando-se inclusive bastante acima da média nacional (14,8%). No Piauí, também era bastante significativo o diferencial de incidência de trabalho infantil entre brancos (16,5%) e negros (23,4%). Trabalho em condições análogas à escravidão Entre 2008 e 2011, trabalhadores foram resgatados de situações de trabalho análogo ao de escravo pelo Grupo Especial Móvel de Fiscalização. A região Centro-Oeste respondia pelo maior número de pessoas libertadas (3.592) nesse período (260% do total nacional). Quatro estados concentravam quase a metade (6.454 ou 46,6%) do total de pessoas libertadas: Pará (1.929 ou 13,9%), Goiás (1.848, ou 13,4%), Minas Gerais (1.578, ou 11,4%) e Mato Grosso (1.099, ou 7,9%). Segundo os dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais do IBGE, em 2009, um contingente de 897 municípios brasileiros (16,1% do total) possuía políticas ou ações de combate ao trabalho forçado. A existência desse tipo de política ou ação era significativamente mais frequente entre os municípios das regiões Nordeste (24,7% do total) e Norte (21,6%) comparativamente às demais regiões: Sudeste (9,4%), Sul (10,4%) e Centro-Oeste (16,3%). Apenas 1,6% dos adolescentes de 14 e 15 anos de idade que estavam trabalhando o faziam em situação de aprendizagem Em 2009, 1,15 milhão de adolescentes de 14 e 15 anos de idade estava trabalhando no país, o que correspondia a 16,1% do total de pessoas nessa faixa etária. Destes, apenas 18,6 mil (ou 1,6% do total) era contratado como aprendiz de acordo com a Lei de Aprendizagem. Tal percentual era ainda menor nas regiões Nordeste (0,3%) e Norte (0,7%), exatamente naquelas em que se observavam elevadas proporções de crianças e adolescentes ocupados nessa faixa etária: 20,4% e 17,4%, respectivamente. Tocantins, Ceará e Bahia, estados nos quais a proporção de adolescentes de 14 e 15 anos trabalhando era superior à média nacional (28,3%, 24,0% e 23,4%, respectivamente), figuravam entre aqueles com menores percentuais de aprendizes nessa faixa etária: 0,2%, 0,1% e 0,2%, respectivamente. O desafio de erradicar o trabalho infantil doméstico Apesar de proibido no Brasil para menores de 18 anos desde 2008, o trabalho doméstico ainda é uma realidade na vida de crianças e adolescentes brasileiras/os. Em 2009, 363 mil meninos e meninas entre 10 e 17 anos encontravam-se nessa situação. Destes, 340 mil (93,6%) eram meninas e 233 mil (64,2%), meninas negras. Cinco estados respondiam pela metade do contingente de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil doméstico: Minas Gerais (53 mil ou 14,8% do total), São Paulo (39 mil ou 10,7%), Bahia (37 mil ou 10,2%), Ceará (27 mil ou 7,5%) e Paraná (21 mil ou 5,8% do total). A taxa de desemprego juvenil continua elevada Seguindo uma tendência mundial, em 2009 a taxa de desemprego entre os jovens (15 a 24 anos de idade) era de 17,8%, sendo mais do que duas vezes superior à taxa total de desemprego (8,4%). A taxa de desemprego das mulheres jovens (23,1%) era bastante superior à dos homens jovens (13,9%). Os níveis de desocupação dos/as jovens negros/as (18,8%) também eram mais elevados que o dos/as brancos/as (16,6%). A desigualdade era ainda mais expressiva entre as jovens negras, cuja taxa de desocupação (25,3%) chegava a ser 12,2 pontos percentuais superior a dos jovens brancos do sexo masculino (13,1%). O desemprego juvenil apresentava grande variabilidade ao longo do território nacional. As taxas variavam desde 9,8% no Piauí até 27,0% no Amapá, isto é, quase o triplo entre os extremos. Entre as mulheres jovens as maiores taxas se registravam no Amapá (34,9%) e Sergipe (29,8%).

5 O percentual de jovens que não estudam e nem estão ocupados no mercado de trabalho era elevado e variava significativamente por sexo e cor ou raça Em 2009, um expressivo contingente de 6,2 milhões de jovens (18,4% do total) não estudava nem trabalhava. A análise deste indicador segundo uma perspectiva de gênero revela que a proporção de mulheres adolescentes e jovens que não estudavam nem trabalhavam (24,8%) era o dobro da proporção de homens na mesma situação (12,1%). A porcentagem era ainda mais elevada entre a juventude negra (20,4%) em comparação com a branca (16,1%), sendo que alcançava 28,2% entre as jovens negras, o que significa que aproximadamente uma entre cada três jovens mulheres negras se encontrava nessa situação. Em três estados a proporção de jovens que não estudavam nem trabalhavam situava-se em torno de 25,0%: Pernambuco (25,7%), Alagoas (25,0%) e Amapá (24,6%). As menores proporções eram observadas em Santa Catarina (11,0%) e Piauí (14,0%). Aumenta a proporção de trabalhadores que contribuem para a previdência social No Brasil, a segunda metade da década de 2000 foi marcada por uma significativa expansão da proporção de trabalhadores e trabalhadoras ocupados/as que contribuem para a previdência social, sendo que, pela primeira vez, mais da metade da dos/as ocupados/as de 16 anos ou mais de idade passou a dispor da cobertura previdenciária. Essa proporção aumentou de 47,6% para 54,4% entre 2004 e 2009, perfazendo uma expansão de cerca de sete pontos percentuais em apenas cinco anos. Tal expansão esteve predominantemente associada ao crescimento do emprego formal e, em segundo lugar, às diversas iniciativas de estímulo à formalização das relações de trabalho. A importância das transferências de renda no combate à pobreza As rendas provenientes do recebimento de benefícios previdenciários e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) retiravam da pobreza um contingente de 23,1 milhões de pessoas no Brasil em 2009, o que equivale a uma redução de 12,5 pontos percentuais (p.p.) na proporção de pessoas nessa situação. Em um conjunto de dez UFs essa redução era superior à média nacional, destacando-se Piauí (17,3 p.p.), Paraíba (15,4 p.p.) e Ceará (14,8 p.p.). Diminui o percentual de trabalhadores pobres no país Entre 2004 e 2009, reduziu-se de 7,6% para 6,6% a proporção de trabalhadores pobres no país, ou seja, pessoas ocupadas que viviam em domicílios com rendimento domiciliar per capita mensal de até 1/4 do salário mínimo. A redução foi de 0,9 ponto percentual tanto entre os homens (de 7,9% para 7,0%) quanto entre as mulheres (de 7,1% para 6,2%). Tratando-se do atributo cor ou raça, o declínio da proporção de trabalhadores pobres foi maior entre a população ocupada negra (2,0 pontos percentuais) do que entre a branca (0,4 ponto percentual). Entretanto, em 2009, o percentual de trabalhadores pobres negros (9,8%) era quase que três vezes superior em comparação aos brancos (3,4%). A redução da pobreza entre os trabalhadores e trabalhadoras esteve diretamente associada ao aumento real dos rendimentos do trabalho, sobretudo do salário mínimo, à ampliação da cobertura dos programas de transferência de renda e de previdência e assistência social que contribuíram para o aumento do rendimento domiciliar e ao pelo incremento da ocupação, principalmente do emprego formal. A situação das trabalhadoras domésticas: um dos núcleos duros do déficit de Trabalho Decente Apesar da expansão observada durante a segunda metade da década de 2000, a proporção de trabalhadoras domésticas com carteira de trabalha assinada era de apenas 28,6% no ano de Em nenhuma das 27 Unidades da Federação, o percentual de trabalhadoras domésticas com carteira assinada alcançava 40,0%, sendo que as maiores porcentagens eram observadas em São Paulo (38,9%), Santa Catarina (37,6%) e Distrito Federal (37,0%). Por sua vez, em quatro UFs, esse percentual era inferior a 10,0%: Amazonas (8,5%), Ceará (9,3%), Piauí (9,7%) e Maranhão (6,7%). Vale enfatizar que entre as trabalhadoras domésticas negras essa proporção era ainda menor, chegando a apenas 6,3% no caso do Maranhão. Diminuem o número de acidentes e de óbitos por acidentes de trabalho, mas a incidência segue elevada em algumas unidades federativas O número de acidentes de trabalho registrados no país declinou de 756 mil em 2008 para 701 mil em 2010, o que significou uma redução de 7,2% em dois anos. Essa trajetória, assim como a intensidade dos acidentes do trabalho varia significativamente entre as Unidades da Federação. Em 17 das 27 UFs, diminui o número de acidentes de trabalho registrados entre 2008 e 2010, acompanhando a tendência nacional. Em decorrência da redução do número de acidentes de trabalho, a Taxa de Incidência de Acidentes do Trabalho, que era de aproximadamente 23,0 por mil vínculos empregatícios em 2008,

6 declinou para 21,6 em 2009 e para 19,1 em Apesar da redução observada na maioria das UFs, a Taxa de Incidência de Acidentes do Trabalho ainda apresentava uma expressiva variabilidade em 2010, sendo ainda era bastante elevada em algumas UFs. A taxa mais alta do país foi registrada em Alagoas (30,2 para cada mil vínculos), sendo também significativamente elevada em Santa Catarina (26,3) e no Rio Grande do Sul (24,6). As menores taxas de incidência em 2010 eram verificadas em Roraima (9,3 por mil vínculos), Amapá (9,7), Tocantins (10,0) e Sergipe (10,9). Também se observou uma redução de 3,7% dos óbitos decorrentes de acidentes de trabalho entre 2008 e 2010 (de para 2.712). A Taxa de Mortalidade por acidentes do trabalho declinou em 21 das 27 UFs, tendo aumentado em Goiás, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Ceará e Piauí. Mato Grosso, em que pese a contundente redução na taxa (de 25,2 para 17,7 óbitos por 100 mil vínculos) observada entre 2008 e 2010, apresentava a maior incidência do país de óbitos decorrentes de acidentes do trabalho. O Rio Grande do Norte (3,4), Distrito Federal e Rio de Janeiro (todos com uma taxa de 4,6 óbitos por 100 mil vínculos) apresentavam as menores taxas de mortalidade por acidentes. Aumenta a média de anos de estudo dos trabalhadores e trabalhadoras Entre 2004 e 2009, cresceu de 7,3 para 8,2 anos a média de anos de estudo da população ocupada. Entretanto, apenas no Distrito Federal essa média (10,3 anos) ultrapassava o patamar 10 anos. Em 15 das 27 unidades federativas, essa cifra nem sequer alcançava os oito anos de estudo, que corresponde ao ensino fundamental completo. A grande maioria dos novos empregos formais demanda pelo menos o ensino médio completo Cerca de 90,0% dos novos empregos formais recentemente surgidos no país demandam pelo menos o ensino médio completo, enquanto que 40,0% dos trabalhadores que compõem a PEA nacional não possuem sequer ensino fundamental completo e 16,0% enquadravam-se na condição de analfabetos funcionais (tinham menos de quatro anos de estudo). Educação profissional e diferenciais territoriais e de cor ou raça Segundo os dados da pesquisa suplementar da PNAD referentes ao ano de 2007, pouco menos de um quarto da população (22,4%) tinha passado por algum curso de educação profissional. Entre as Unidades da Federação, o percentual de pessoas que estava frequentando ou havia frequentado anteriormente algum curso de educação profissional variava de apenas 9,2% em Alagoas e 13,0% em Pernambuco até 33,7% no Distrito Federal. Apesar de a proporção de pessoas que frequentavam ou haviam frequentado anteriormente cursos de educação profissional não apresentar significativas diferenças entre homens (22,0%) e mulheres (22,7%), essa diferença era significativa entre brancos (24,8%) e negros (19,8%) - da ordem de cinco pontos percentuais. Os diferenciais eram ainda mais significativos entre homens brancos (25,2%) e homens negros (18,9%), sendo também expressivo entre mulheres brancas (24,4%) e mulheres negras (20,7%), revelando a incidência da desigualdade racial no acesso à educação profissional. Os estereótipos de gênero predominam nos cursos de qualificação profissional A análise da distribuição por sexo das pessoas que frequentavam ou frequentaram curso de qualificação profissional, segundo a área profissional do curso, é reveladora de estereótipos de gênero ainda vigentes na formação profissional e no mercado de trabalho. Entre as pessoas que frequentavam ou haviam frequentado curso na área da construção civil, 93,8% eram do sexo masculino e apenas 6,2% do sexo feminino. Na área da indústria e manutenção também se observava uma presença esmagadora dos homens (83,2%) em relação às mulheres (16,8%). Por outro lado, as mulheres predominavam de maneira bastante expressiva nos cursos considerados como tipicamente femininos : 91,0% em estética e imagem pessoal e 76,6% na área da saúde e bem estar social. As barreiras ainda vigentes na intermediação da mão de obra Em 2010, 44,7% das vagas oferecidas pelo Sistema Nacional de Emprego (SINE) tinha como requisito o sexo masculino e 11,1% o sexo feminino; para 44,3% das vagas oferecidas não se fazia distinção de sexo, ou seja, elas poderiam ser preenchidas indistintamente por homens ou mulheres. Considerando-se que os trabalhadores de cada sexo podem concorrer aos postos de trabalho cujo requisito é o seu próprio sexo ou àqueles nos quais esse requisito é indiferente (ou seja, que não exigem requisitos relacionados a esse atributo), constata-se que, enquanto os homens poderiam concorrer a 89,0% das vagas ofertadas, as mulheres poderiam disputar apenas 55,4% delas. O conjunto dessas barreiras impostas pela exigência de requisito por sexo cria inúmeros obstáculos para que as mulheres possam ser encaminhadas para participar dos processos seletivos e, consequentemente, obter uma colocação no mercado de trabalho por intermédio do SINE. As informações de intermediação de mão de obra do SINE evidenciam o descompasso

7 existente na participação percentual das mulheres entre as pessoas inscritas e colocadas (que conseguiram emprego). Nos anos de 2007 e 2010, as mulheres inscritas no SINE respondiam por praticamente a metade do número total (cerca de 46,7%) de inscritos. Entretanto, a participação percentual feminina entre o total de pessoas colocadas era bastante inferior 36,2% em 2007 e 39,6% em A dupla jornada feminina e as responsabilidades familiares Ao conjugarem-se as informações relativas às horas de trabalho dedicadas às tarefas domésticas e de cuidado com aquelas referentes à jornada exercida no mercado de trabalho, constata-se que, apesar da jornada semanal média das mulheres no mercado de trabalho ser inferior a dos homens (36,0 contra 43,4 horas), ao computar-se o tempo de trabalho dedicado aos afazeres domésticos (22,0 horas para elas e 9,5 para eles), a jornada média semanal total feminina alcançava 58,0 horas e ultrapassava em 5,0 horas a masculina (52,9 horas). Trabalhadoras com filhos e acesso à creche No ano de 2009, 11,5% das mulheres ocupadas de 16 anos ou mais de idade tinham filhas e filhos de 0 a 3 anos de idade, sendo que uma significativa proporção de 73,3% dessas crianças não frequentava creche. No Acre e no Amapá, que apresentavam os maiores percentuais de ocupadas com filhos menores 20,0% e 16,4%, respectivamente eram mais elevadas as proporções de filhos menores que não frequentavam creche (90,3% no Acre e 90,0% no Amapá). Trabalhadoras que tiveram filhos e licença-maternidade No levantamento domiciliar de 2008, a PNAD investigou a ocorrência de filho nascido vivo durante o ano de referência da pesquisa. Com base nessa informação, constatava-se que 2,7% das trabalhadoras ocupadas tiveram filho. Entre as mães trabalhadoras que tiveram filhos, apenas a metade (50,5%) contribuía para a Previdência Social. Isso significa que metade das mães trabalhadoras não contribuía e, por conseguinte, não podia desfrutar da licença-maternidade. Associada às desigualdades regionais e à precariedade dos mercados de trabalho locais, em diversas UFs a proporção de mães trabalhadoras que tiveram filho e que não contribuíam para a Previdência Social assumia proporções significativas: Piauí (81,5%), Espírito Santo (76,9%), Acre (76,3%), Bahia (70,6%) e Alagoas (70,4%). Os menores percentuais de mães trabalhadoras que não contribuíam eram observados no Rio de Janeiro (25,9%) e Distrito Federal (28,3%) e ainda assim equivaliam a quase 1/3 do total das mães trabalhadoras. O Estado do Piauí apresenta a maior taxa de trabalhadores e trabalhadoras sindicalizados/as A Taxa de Sindicalização apresentou relativa estabilidade no período analisado. Em 2009, girava em torno de 16,0%, sendo que a dos homens (19,1%) era maior que a das mulheres (16,9%), a dos trabalhadores brancos (19,6%) maior que a dos negros (16,7%) e dos residentes na zona rural (24,7%) maior que a dos trabalhadores urbanos (14,6%). Em2009, o Piauí era o Estado que apresentava a maior taxa de sindicalização do país (27,9%). Aumenta significativamente a proporções de negociações coletivas que asseguraram aumentos reais de salário Uma parcela bastante expressiva das negociações coletivas no Brasil obtiveram reajustes reais de salário entre 2004 e 2010, sendo seu ápice alcançado neste último ano, quando quase 89,0% das negociações superaram o INPC. Entre 1996 e 2003, apenas por duas vezes essa proporção superou a casa dos 50,0%. Entre os setores de atividade, constata-se que, em 2010, 95,7% das negociações realizadas no comércio obtiveram reajustes salariais acima da inflação. Na indústria e no setor de serviços, por seu turno, tais percentuais atingiram 90,5% e 82,8%, respectivamente. Em comparação com o ano anterior, todos os setores assinalaram um avanço no número de negociações salariais com reajustes superiores à inflação. A importância da empresas na geração de emprego Em 2009, as entidades empresariais ocupavam 70,2% de toda a mão de obra assalariada no país o correspondente a 28,2 milhões de vínculos empregatícios, e eram responsáveis pelo pagamento de 61,1% de todo o volume de salários e outras remunerações (o equivalente a cerca de R$ 478 bilhões). As Micro e Pequenas Empresas representavam 99,0% dos estabelecimentos formais no ano de 2010 e respondiam por 51,6% dos empregos privados não agrícolas formais do país e aproximadamente 40,0% da massa salarial. Por sua vez, as Médias e Grandes Empresas, por intermédio de 59,6 mil estabelecimentos, geravam 13,8 milhões de postos de trabalho e respondiam por 48,4% do contingente total de empregos privados não agrícolas formais do país.

8 Veja a versão completa do relatório Blog do Trabalho 31 de julho de 2012 Mais de 23 mil trabalhadores já estão inscritos nos cursos de capacitação do seguro desemprego Implantado em todo o país, o programa Bolsa-Formação Seguro Desemprego, integrante do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), já conta com trabalhadores pré-matriculados e com matrículas efetivadas nos cursos de capacitação profissional, segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A maior parte dos pré-matriculados e matriculados é de trabalhadores do Mato Grosso: lá são pré-matriculados e outros matriculados. Depois, segue o Ceará, com trabalhadores pré-matriculados e com matriculas; e Minas Gerais, com e 707, respectivamente. Para o diretor do Departamento de Empregos e Salários do Ministério do Trabalho e Emprego, Rodolfo Torelly, os números são positivos. "O Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com Ministério da Educação, está implantando a qualificação profissional do trabalhador via Pronatec em todo o território nacional. Este novo Programa governamental veio aprimorar o atendimento ao beneficiário do Programa Seguro Desemprego, que agora possui, além do pagamento do benefício, uma qualificação profissional que certamente o ajudará a retornar ao mercado de trabalho com maior rapidez, podendo inclusive, retornar em um emprego melhor, pois estará melhor capacitado", disse. A capacitação profissional facilita o retorno do trabalhador ao mercado de trabalho e cumpre a Lei do Seguro Desemprego (Lei 7.998/1990), que prevê a articulação entre o seguro desemprego e a intermediação da mão de obra. O programa também provê assistência financeira temporária ao trabalhador desempregado em virtude de dispensa sem justa causa, ao trabalhador doméstico, ao trabalhador comprovadamente resgatado de regime de trabalho forçado ou da condição análoga à de escravo e ao Pescador artesanal. O Pronatec, criado por meio da Lei nº , de 26 de outubro de 2011, tem como alvo a oferta de cursos de educação profissional técnica de nível médio e de cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores. Em relação ao seguro desemprego, a lei estabeleceu que a União pode condicionar o recebimento da assistência financeira do Programa Seguro-Desemprego à comprovação da matricula e da freqüência do trabalhador segurado em curso de formação inicial e continuada ou qualificação profissional, com carga horária mínima de 160 horas. O Decreto Presidencial nº 7.721, de 16 de abril de 2012, definiu que os trabalhadores que estão recorrendo ao beneficio do seguro desemprego pela terceira vez poderão ser encaminhados aos cursos de formação inicial e continuada, respeitadas as ofertas de cursos existentes no domicílio, escolaridade exigida e o perfil profissional, entre outros. UF PRÉ-MATRÍCULA MATRÍCULA AC 77 3 AL AM BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI

9 PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Total Revista Consultor Jurídico 31 de julho de 2012 Perda de audição por pressão sonora gera indenização TRABALHO INSALUBRE Um trabalhador que sofreu perda auditiva por exercer atividades que o expunham a altos níveis de pressão sonora e de hidrocarbonetos e outros compostos de carbono terá direito a indenização e adicional de insalubridade. A decisão é da 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que manteve a condenação do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro) contra a empresa Schweitzer-Mauduit do Brasil S.A. A Turma afastou as alegações de violação de dispositivos legais O relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, deu razão ao TRT e negou provimento ao agravo. Pra ele, o contato do trabalhador com agentes insalubres e a culpa da empresa na perda auditiva ficaram comprovados. "A questão foi dirimida com base na prova técnica dos autos, bem como no fato de que a empresa não comprovou ter tomado medidas para a eliminação da nocividade", explicou. Na ação trabalhista que moveu contra a empresa, o trabalhador foi submetido a exames periciais que constataram que, no desempenho de suas funções, ele estava exposto a níveis de pressão sonora acima do tolerado, bem como a contato com hidrocarbonetos e outros compostos de carbono. Com base nos laudos da perícia, que concluíram haver insalubridade em graus médio e máximo, a 1ª Vara do Trabalho de Barra do Piraí (RJ) determinou o pagamento do adicional, bem como R$ 30 mil de indenização por danos morais. Em seu recurso ao TRT-1 (Rio de Janeiro), a empresa alegou não ter culpa pela perda auditiva, e afirmou que não foi o ambiente de trabalho que causou o problema, pois o empregado já apresentava a moléstia quando de sua admissão. No entanto, não conseguiu provar o alegado, motivo que levou o tribunal a manter a sentença de primeiro grau. A empresa ainda teve o processamento do recurso de revista ao TST negado pelo TRT-RJ, já que seria necessário o reexame de fatos e provas, o que é vedado pela Súmula n 126 do TST. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST. Folha de Londrina 31 de julho de 2012 Número de MEIs no Paraná cresce 37% Puxado pela força dos Microempreendedores Individuais (MEIs), o Brasil chegou ontem à casa de 1 milhão de negócios criados nos últimos sete meses. A marca foi atingida com um mês e dois dias de antecedência em comparativo a 2011, o que significa na prática um crescimento de 9,2%. Em relação a 2010, a geração de novas empresas teve uma ascensão de 43%. De todo este montante, 65,5% foi graças aos MEIs, seguido das Sociedades Limitadas (15,1%) e os Empreendedores Individuais (13,5%). Tipos jurídicos como contribuinte individual e Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli) possuem números bem menos significativos, com 1,46% e 1,27% do total, respectivamente. As informações são do estudo ''Perfil das Empresas e Entidades Brasileiras 2012'', que faz parte do banco de dados do Empresômetro, ferramenta digital criada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). No Paraná, o crescimento dos MEIs foi de 37% no período analisado. O salto foi de novas formalizações para , ficando à frente do estado de São Paulo, que teve elevação de 31%. O autor do estudo e supervisor de Estatísticas e

10 Inteligência Tributária do IBPT, Othon de Andrade Filho, comenta a importância dos números. ''De todos os estados brasileiros, apenas Amapá e Roraima não obtiveram crescimento em relação aos microempreendedores.'' Para Andrade Filho, o dado é positivo pois as novas formalizações apontam que muitos brasileiros estavam com pendências junto ao governo. ''São pessoas que não recolhiam tributos mas depois acabavam utilizando a previdência social, por exemplo.'' Por outro lado, o estudo do IBPT mostra um caráter extremamente preocupante. A criação de outros tipos jurídicos de empresas - responsáveis por 84% da geração dos empregos no País - está em queda livre se comparada a Todos os estados, sem exceção, tiveram decréscimo de novos empreendimentos no último ano. Em todo o Brasil, até ontem, foram criados - excluindo os MEIs empresas, 19% a menos do que os do ano passado. O Paraná foi o terceiro estado com pior desempenho, ficando atrás apenas do Acre e Espírito Santo. Se no ano passado foram criadas empresas em sete meses, este ano o número fechou em , queda de 30,2%. Para o autor do estudo, tal cenário aponta uma retração na economia brasileira, com os novos empresários com falta de confiança para investir. ''A questão é que são estes tipos de empresa que movimentam a economia, e elas não estão surgindo este ano. É claro que é importante que o número de microempreendedores cresça, mas a arrecadação deles ainda é pequena no País, por volta de R$ 782 milhões, além da baixa geração de empregos.'' Nem quando somada à formalização dos MEIs, a situação do Paraná fica no azul: o balanço fecha com criação negativa de 1,4%, com novas empresas criadas. Londrina Como aconteceu com a média estadual, Londrina também sofreu com um decréscimo de abertura de empresas no período analisado, sem contar os MEIs. Em 2011 foram abertas 2.278, enquanto este ano foram até agora, uma queda de 32,74%. Quando os microempreendedores entram na conta, a queda continua de 9,32%, com empresas novas no mercado, frente do ano passado. Gazeta do Povo 31 de julho de 2012 Geração aluguel dos EUA fica cada vez mais distante da casa própria Com o estouro da bolha imobiliária, jovens americanos que deixam as casas dos pais enfrentam restrições ao crédito Ela já foi chamada de geração bumerangue, por voltar para a casa dos pais depois de adulta, e de geração limbo, por viver à espera de que a crise passe para conseguir um emprego, uma casa, uma vida. Nos últimos tempos, sociólogos rebatizaram a juventude dos Estados Unidos de geração aluguel : carregando nas costas dívidas contraídas para pagar a universidade e entrando no mercado quando o crédito imobiliário está restrito, eles estão adiando indefinidamente a compra da casa própria, que sempre foi considerada parte essencial do sonho americano. Declínio Grandes cidades atraem mais moradores que os subúrbios Ao lado do boom dos aluguéis, um outro efeito surpreendente da crise na maneira de os americanos morarem e é o declínio dos subúrbios, a âncora do estilo de vida nos EUA. Em 2011, pela primeira vez em décadas, as grandes cidades americanas cresceram mais que os subúrbios. As cidades, que vinham crescendo a um ritmo anual médio de 0,4% ao longo da década de 2000, tiveram aumento populacional de 1,1% entre julho de 2010 e junho de 2011, ultrapassando o índice dos subúrbios, que foi de 0,9%.

11 Os negros e os pobres moravam, em uma medida desproporcional ao seu peso na população, no centro da cidade, que era mais barato, mas isso está mudando. Há um movimento de retorno às cidades, liderado por Nova York, diz o historiador Kenneth Jackson. Ele cita a queda na criminalidade nas cidades, o endividamento dos jovens e o adiamento do casamento como fatores sociais e demográficos que ajudam a explicar tanto o declínio na propriedade como o incipiente esvaziamento dos subúrbios. Jackson lembra que os incentivos fiscais dados pelo governo federal, que permite o abatimento dos juros da hipoteca na declaração do Imposto de Renda, sempre foram um motor da suburbanização. Um dos indicadores de como será difícil reverter a tendência à vida nos subúrbios está no Censo de 2010: 76,6% dos americanos vão de carro para o trabalho sozinhos. O transporte coletivo é a escolha de apenas 4,9%. Acho que viver de aluguel não será mais estigmatizado nas próximas gerações. Katherine Newman, socióloga, professora da Universidade Johns Hopkins. Historicamente, sempre foi mais fácil comprar uma casa nos EUA, em comparação com a Europa. A terra sempre foi mais barata, os transportes sempre foram mais baratos (seja o transporte público, no século 19, ou a gasolina para os carros), a forma de construir dos americano, usando madeira, é menos dispendiosa, diz o historiador Kenneth Jackson, considerado uma autoridade no processo de urbanização dos EUA, professor da Universidade Columbia, em Nova York. O bairro de Williamsburg, atual enclave de descolados no Brooklyn, a apenas uma estação de metrô do Lower East Side de Manhattan, é um bom exemplo do fenômeno da geração aluguel. Na década passada, no auge da bolha de especulação imobiliária, centenas de apartamentos brotaram na antiga zona industrial com a premissa de que tudo seria vendido rapidamente. Com o estouro da bolha, os prédios foram convertidos em rental buildings edifícios exclusivos para aluguel, ocupados geralmente por jovens entre 20 e 35 anos. Nos EUA, 9,9% das casas pertencem a pessoas com idades entre 25 e 34 anos, enquanto 25,6% das residências alugadas têm inquilinos nessa faixa etária. A corretora Michele Witty, da imobiliária Williamsburg Realty, radicada há 15 anos no bairro, diz que, na contramão do desaquecido mercado de compra e venda de imóveis, os preços dos aluguéis dispararam. Um apartamento de quarto e sala, que custava US$ por mês em média, hoje se aluga por uma faixa de US$ a US$ mensais. Já o valor médio das residências nos EUA caiu de US$ 292,6 mil em 2008 para US$ 267,9 mil em 2011, e os juros estão baixos. Mas, como as regras para a concessão de um financiamento imobiliário endureceram, com a exigência de um sinal de ao menos 20% e de comprovação de histórico positivo de crédito, a saída para muitos é alugar. Mudança Segundo a socióloga Katherine Newman, professora da Universidade Johns Hopkins e autora do livro The accordion family, que analisa o fenômeno da volta dos filhos adultos para a casa dos pais, a tendência de morar de aluguel deve ser duradoura, provocando uma mudança importante em uma sociedade onde o índice médio de proprietários ficou acima de 60% nos últimos 50 anos, e onde quem vivia em casa alugada era considerado um perdedor. Gazeta do Povo 31 de julho de 2012 Ajudinha profissional para multiplicar o dinheiro Planejadores financeiros ajudam a escolher estratégias adequadas aos objetivos de cada investidor. Empatia com o cliente é essencial Liquidar dívidas quase insolúveis ou alcançar objetivos com uma engenharia financeira complicada é tarefa para poucos. Mas não é fácil escancarar as finanças e terceirizar as economias de uma vida inteira para um planejador financeiro, mesmo sabendo que ele pode ajudar a solucionar esses problemas. Para escolher o profissional certo é preciso pesquisar bastante, conhecer seu perfil financeiro, saber até quanto está disposto a investir neste tipo de serviço e, principalmente, ter confiança de que está contratando um bom profissional. Um dos principais requisitos apontados por planejadores e clientes é a empatia entre a pessoa e seu consultor. Tenho um cliente que é meu dentista e me diz que a nossa relação é parecida. Enquanto eu abro a boca e ele vê todas as minhas cáries, ele abre a vida financeira dele e eu vejo todos os seus problemas com dinheiro, compara Raphael Cordeiro, planejador financeiro há dez anos. Para um diagnóstico preciso, é fundamental mostrar todo o seu orçamento, contas e balanço familiar, concorda o consultor Silas Onoda.

12 Como escolher Alguns requisitos devem ser levados em conta por quem pretende recorrer aos serviços de um planejador. Não existe uma regra, mas é preciso escolher um profissional com um perfil parecido com o seu e que sua orientação inspire confiança. Os atributos abaixo merecem a atenção do interessado. Certificação Existem consultores certificados pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). O órgão, além de ter um banco de dados dos profissionais, ainda exige cursos de reciclagem e capacitação técnica. Forma de pagamento Os planejadores costumam cobrar por hora de orientação ou por comissões. A vantagem do primeiro é que não há risco de conflito de interesses sobre os produtos financeiros que o consultor vai escolher. A vantagem da comissão é de não gastar com as reuniões e remunerar o profissional de acordo com seu desempenho. Empatia Os planejadores ajudam a evitar desgastes emocionais das pessoas com suas aplicações e economias. É necessário que o profissional tenha um perfil parecido com o do cliente para que a orientação não seja conflituosa e valha a pena. Para achar um profissional confiável, a dica é pesquisar referências profissionais e recomendações com amigos, sem deixar de exigir que o consultor comprove ter formação especializada e experiência. Existe também o Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF) que lista todos os planejadores certificados do país e recolhe eventuais reclamações e denúncias. Objetivo em mente O planejador Silas Onoda explica que o consultor, na maior parte das vezes, é procurado para orientar como uma pessoa pode administrar seus recursos para uma aposentadoria confortável. É preciso ter um objetivo claro. Seja a previdência, seja a compra de um imóvel, explica. Com a meta definida, o planejador analisa o quanto é necessário poupar, tendo em vista a capacidade de guardar dinheiro do cliente, o seu padrão de vida e se aquele objetivo condiz com o orçamento da pessoa. Depois que essa matemática é fechada, é preciso definir os perfis tributário e de risco de investimento da pessoa, saber se ela é mais moderada ou agressiva, para buscar os produtos financeiros certos, afirma Cordeiro. O mesmo caminho é seguido para quem quer orientação na hora de saldar dívidas. Mas é mais raro, pois dificilmente a pessoa vai contratar alguém se está com problemas financeiros, ressalta Onoda. O planejamento financeiro dura em média dois meses. São necessárias pelo menos quatro reuniões para que o diagnóstico seja feito e o plano seja traçado. O custo normal da consultoria varia entre R$ 300 e R$ 700 por hora. Para gestão de recursos, o valor padrão fica entre 2% e 20% do patrimônio administrado. Revés nas férias mudou planos de aposentado Assim que se aposentou como técnico da Embrapa, José Carlos Duarte decidiu se aventurar no mercado de ações para fazer render as economias que havia juntado durante cinco décadas de trabalho. Informou-se bastante e começou a comprar e vender papéis na bolsa. É um jogo fascinante. Você começa a ganhar dinheiro e passa o dia inteiro vidrado naquilo. Foi sedutor, confessa. No entanto, bastou uma semana em um cruzeiro, longe de qualquer telefone ou computador, para que um abalo no mercado internacional fizesse com que seus fundos perdessem valor. Ele só descobriu que tinha perdido boa parte do que tinha investido quando voltou da viagem. Vi que aquilo não era para mim. Queria curtir a minha aposentadoria e não me desgastar mais ainda, afirma Duarte, que buscou as orientações de um planejador financeiro para administrar o que tinha poupado. Com o objetivo de fazer grandes viagens para o exterior, ele e seu consultor definiram alguns parâmetros. Ficou acertado que meu dinheiro seria investido em uma carteira mais moderada e diversificada. Tudo que rende acima da correção monetária, eu uso para alguns objetivos específicos, que têm sido viagens, explica. O primeiro grande investimento foi viajar com a esposa pela Rota 66, estrada que cruza os Estados Unidos. Depois, Duarte montou um estúdio de música em sua casa com o que ganhou. O melhor de tudo é que minha preocupação é zero. O saldo é muito positivo, afirma. Longe do estresse da venda e compra de papéis, o ex-agrônomo agora aproveita a calmaria para

13 escrever e compor. Hoje mudei completamente meu objetivo e a rotina que eu imaginava que teria quando me aposentei. Estou escrevendo meu segundo livro e componho melodias para o piano, completa. Valor Econômico 31 de julho de 2012 Para Brizola Neto, legislação trabalhista deve se modernizar, mas sem precarizar "A legislação trabalhista pode e deve se modernizar, desburocratizar e ser simplificada, sem precarizar o trabalho", disse nesta segunda-feira o ministro do Trabalho, Brizola Neto, durante almoço com empresários do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo. "A legislação não é intransponível. O regime de direitos e garantias nunca foi entrave ao desenvolvimento da indústria nacional", afirmou Brizola Neto. O ministro comentou o projeto de lei das terceirizações, reforçando a importância de se regulamentar esse tipo de vínculo disseminado no mercado de trabalho brasileiro sem que haja prejuízo aos direitos garantidos aos trabalhadores na legislação atual. Brizola Neto também comentou a lei que regula a jornada de trabalho dos caminhoneiros, segundo a qual eles são obrigados a ter 11 horas de descanso diário, fazer intervalos de 30 minutos a cada 4 horas e também têm direito a uma hora de refeição. A lei foi questionada pelos caminhoneiros, que dizem não haver no país condições para que ela seja cumprida. "A lei da jornada de caminhoneiros é um avanço. É fundamental não retroagirmos com uma lei que garante a segurança não somente do trabalhador, mas da sociedade", disse Brizola Neto. Governo negocia acordo entre sindicato e GM O ministro afirmou que o governo está conversando com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e com representantes da General Motors para encontrar a melhor solução para o futuro da unidade da empresa localizada na cidade, onde uma das linhas de produção pode ser extinta. Na terça-feira passada, a GM suspendeu as atividades no complexo industrial de São José dos Campos por um dia, concedendo licença remunerada para os 7,5 mil funcionários da unidade. Há um impasse provocado pela ameaça de demissão de 1,5 mil trabalhadores do setor de MVA (Montagem de Veículos Automotivos), de onde saíam os modelos Meriva e Zafira. Segundo o ministro, o saldo de empregos no setor automotivo tem crescido e a expectativa é que as montadoras elevem as contratações. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério, contudo, mostram que a indústria automotiva apresentou mais demissões do que contratações. Com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vigorando desde maio, a indústria de material de transporte demitiu pessoas a mais do que contratou em junho. No acumulado do ano, o saldo é negativo em vagas. Seja como for, o governo vai querer explicações das montadoras. Na terça-feira (31) a direção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) irá ao Ministério da Fazenda para explicar se está cumprindo ou não o acordo de manutenção de empregos na indústria automobilística em troca da redução do IPI. Quanto às desonerações da folha de pagamento, Brizola Neto defendeu que o benefício continue sendo concedido a setores específicos, que necessitam mais de redução da carga tributária. "As desonerações estão sendo estudas de acordo com a importância de cada setor e seu impacto na economia", afirmou. Ele não descartou que as desonerações continuem acontecendo, mas sempre de maneira setorial e não de forma generalizada.

14 G1 31 de julho de 2012 Comer fora de casa fica 10% mais caro para o curitibano O custo da alimentação fora de casa aumentou 10% para o curitibano de julho de 2011 para o mesmo mês deste ano. A variação foi maior do que a percebida no restante do país, 9,02%, e do que a inflação para o período, 4,61%. Os dados são do Departamento Intersindical Estudos Socioeconômicos (Dieese-PR). Quem é obrigado a comer em restaurantes e lanchonetes diariamente percebe no bolso esta diferença. O motivo é o gasto dos donos dos estabelecimentos para pagamento de funcionários e manutenção do estoque. O economista do Dieese, Sandro Silva, explicou que, em alguns momentos do ano, a alimentação tem momentos de alta e de queda. Porém, nem sempre quando o custo cai, o preço é reajustado para o consumidor. É preciso, então, encontrar uma forma de matar a fome sem estourar o orçamento. Alguns optam por diminuir o número de refeições fora de casa, outros por comer menos. G1 31 de julho de 2012 Sem proposta ao fim do fator previdenciário, PDT ameaça votações O líder do PDT na Câmara, deputado André Figueiredo (CE), afirmou nesta segunda-feira que o partido pode impedir votações caso o governo não apresente uma proposta para substituir o fator previdenciário. Antes do recesso parlamentar, o governo se comprometeu em apresentar uma proposta sobre o tema até o dia 10 de julho, o que, segundo ele, não ocorreu. A intenção de Figueiredo é votar a Medida Provisória (MP) 565, conhecida como 'MP' da Seca', e depois bloquear novas votações caso o Executivo não retome as negociações de um projeto para acabar com o fator previdenciário. 'Queremos que o governo cumpra o que falou em relação ao projeto do fator previdenciário. Existe a possibilidade de o PDT entrar em obstrução depois da MP 565 se o governo não apresentar uma proposta', declarou o líder ao Valor. 'A pressão vai se materializar com mais força.' Figueiredo disse que se o governo não apresentar uma proposta para substituição do fator, vai pedir a votação do texto do deputado e agora ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas (PT-RS). O substitutivo de Vargas estabelece que o trabalhador não terá perdas ao se aposentar quando a soma de sua idade ao tempo de contribuição for 95 para homens ou 85 para mulheres. No início do mês, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), declarou que a votação do projeto de substituição do fator previdenciário poderia ocorrer em agosto. E disse que se houver acordo entre as lideranças partidárias, poderia convocar sessão extraordinária para debater o tema na volta dos trabalhos legislativos, nesta quarta-feira. Entre os líderes de siglas da base governista e da oposição ouvidos pelo Valor nesta segunda-feira, há grande interesse em votar o projeto de substituição do atual cálculo das aposentadorias. O fator previdenciário é uma fórmula criada em 1999, aplicada nas aposentadorias por tempo de contribuição e é opcional nas aposentadorias por idade. O modelo leva em conta a alíquota e tempo de contribuição, a idade do trabalhador e a expectativa de sobrevida do segurado, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado desse cálculo é valor do benefício a ser recebido pelo aposentado. Assim, quanto mais baixa for a idade da aposentadoria menor será o benefício recebido, uma vez que há a expectativa de que o inativo passe mais tempo recebendo benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). G1 31 de julho de 2012 Desemprego bate recorde na Itália e registra alta na Alemanha -O desemprego bateu recorde na Itália em junho e registrou uma leve alta na Alemanha.

15 Na Itália, o índice atingiu 10,8% em junho, contra 10,6% em maio, apesar de uma leve queda entre os mais jovens, segundo os dados preliminares divulgados nesta terça-feira. Em junho, o país tinha 2,79 milhões em busca de emprego, uma alta de 37,5% na comparação com o mesmo período em O desemprego entre os jovens, no entanto, caiu de 35,3% em maio a 34,3% em junho. Na Alemanha, a taxa de desemprego, que estava em queda há vários meses, subiu de 6,6% em junho a 6,8% em julho, anunciou a Agência Federal para o Emprego. O mercado de trabalho alemão mostrou em julho "sinais de uma evolução mais frágil", segundo um comunicado da agência. G1 31 de julho de 2012 Desemprego na Eurozona atinge 11,2% O desemprego na Eurozona atingiu 11,2% em junho, maior índice histórico desde a criação da união monetária, em consequência da crise na Espanha, onde o resultado é o dobro da média europeia, informou a agência de estatísticas europeia Eurostat. Na Eurozona, integrada por 17 países, a taxa de desemprego corrigida pelas variações sazonais atingiu 11,2% em junho, o mesmo nível registrado em maio. Entre os Estados membros, as taxas de desemprego mais elevadas foram registradas na Espanha (24,8%) e na Grécia (22,5% em abril). Os dados contrastam radicalmente com outros países da zona do euro, como Áustria (4,5%), o país com menor índice, e Holanda (5,1%). O desemprego bateu recorde na Itália em junho e registrou uma leve alta na Alemanha. Na Itália, o índice atingiu 10,8% em junho, contra 10,6% em maio, apesar de uma leve queda entre os mais jovens, segundo os dados preliminares divulgados nesta terça-feira pelo Instituto de Estatísticas (Istat). O nível de 10,8% é o mais elevado desde o início da série estatística mensal, iniciada em O desemprego na Itália superou o nível simbólico de 10% pelo quarto mês consecutivo. Em junho, o país tinha 2,79 milhões em busca de emprego, uma alta de 37,5% na comparação com o mesmo período em O desemprego entre os jovens, no entanto, caiu de 35,3% em maio a 34,3% em junho. Na Alemanha, a taxa de desemprego, que estava em queda há vários meses, subiu de 6,6% em junho a 6,8% em julho, anunciou a Agência Federal para o Emprego. O mercado de trabalho alemão mostrou em julho "sinais de uma evolução mais frágil", segundo um comunicado da agência. G1 31 de julho de 2012 Brasil pode sustentar crescimento de 4% nos próximos anos, diz Coutinho O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta segundafeira (30) que o Brasil é uma das poucas economias que têm todas as condições de sustentar uma taxa expressiva de crescimento superior a 4% nos próximos anos. De acordo com ele, entre os motivos que dão ao país essa possibilidade estão um mercado rígido e saudável e um Banco Central capacitado, além de o país estar em processo histórico de redução de taxas de juros. "Poucas economias têm um desempenho fiscal tão saudável como o Brasil (...). Temos uma dívida pública sob controle, estabilidade da economia e uma fronteira de investimentos rentáveis", disse. "O Brasil é uma das poucas economias que têm

16 todas as condições de sustentar uma taxa expressiva de crescimento superior a 4% nos próximos anos". Ele ressaltou que, sem dúvida, há uma crise internacional que torna o cenário mais difícil, mas "poucos países reúnem condições que o Brasil reúne", afirmou. Infraestrutura Em encontro promovido pela Associação Nacional dos Economistas de Finanças e Contabilidade (Anefac) em São Paulo ele reforçou a expectativa do BNDES de desembolsos na casa dos R$ 150 bilhões neste ano. Coutinho disse ainda que o banco quer aumentar os projetos na área de infraestrura e logística. O Brasil é um país que tem muita oportunidade, quero falar da infraestrutura, de portos, aeroportos, mobilidade urbana, são investimentos relevantes que o país Brasil precisará fazer. O presidente do BNDES citou, contudo, que projetos em infraestrutura precisam ter planejamento a longo prazo, citando prazos de "40 anos ou mais". "Precisamos consolidar a nossa capacidade de crescer, precisamos ter planejamento e preparação prévia de projetos, fazer isso em parceria com o setor privado. Estamos abertos e estimulando essa interação com o setor financeiro privado", ressaltou. Em sua apresentação, ele citou que os investimentos em infraestrutura fecharam 2011 no patamar de R$ 56 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses até junho deste ano, estavam em R$ 54,6 bilhões. "Naquilo que a gente consegue enxergar, os investimentos em infraestrutura vão crescer e exigem apoio também do sistema privado". Ele citou que é preciso aumentar a formação bruta de capital fixo (investimento das empresas) de 19% do Produto Interno Bruto (PIB ) neste ano para "alguma coisa superior a 22%" em quatro anos. Para isso, ele afirma que o BNDES tem trabalhado com entidades de mercados de capitais para aperfeiçoar a lei , de forma a torná-la mais eficiente. "Isso está prestes a ser aprovado no Congresso e esperamos que, com isso, o mercado de capitais possa crescer", afirmou. A lei, de 2011, isentou de Imposto de Renda o rendimento das aplicações em títulos de dívida privada para investidores estrangeiros. "O governo pretende incentivar muito a participação do setor privado em novas concessões nas áreas de logística, portuária, ferrovias, na área de rodovias, de forma a poder acelerar investimentos não só no sistema logístico brasileiro. O que representa um gargalo é o custo das operações", afirmou, acrescentando que, de sua parte, o BNDES poderá financiar, em condições favoráveis, novas linhas de logística. PMEs Ele ressaltou, ainda, o esforço do BNDES de aumentar o peso das micro e pequenas empresas nos desembolsos, que já atingiu em torno de 36% em 2011, saindo de 22% em Neste ano, nos 12 meses acumulados até junho, estavam em 34%. De acordo com ele, a alta é possível por meio do cartão BNDES (o total é de 535 mil cartões emitidos, segundo dados de junho de 2012). Segundo a apresentação de Coutinho, até junho, os desembolsos atingiram R$ 9,06 bilhões, alta de 56,4% em comparação 12 meses anteriores. G1 31 de julho de 2012 Consultoria relaciona 10 habilidades em falta no mercado de trabalho A Hays, empresa de recrutamento especializado para média e alta gerência, elaborou uma lista das habilidades em falta no mercado de trabalho em nível mundial. Trata-se de uma análise desenvolvida pelos escritórios da consultoria que identificaram as maiores demandas do mercado. "Escassez de talentos é um problema global. Atuamos em 33 países e nossos clientes, de forma geral, afirmam que algumas habilidades estão em falta no mercado. Para se inserir na carreira no mercado global, o candidato deve se concentrar e se desenvolver nas habilidades relacionadas, diz Alexia Franco, diretora da Hays no Rio de Janeiro. A lista foi dividida em habilidades gerais e específicas de algumas áreas: Habilidades gerais

17 Habilidades gerais Línguas: Um tema comum entre empresas de vários países é a necessidade de o profissional ter conhecimento em mais de um idioma. Em uma economia globalizada, o inglês se tornou a língua dos negócios. Para quem já tem um bom inglês, é interessante saber mais dois ou três idiomas. Comunicação: Importante saber como trabalhar em equipe e construir bons relacionamentos. Gerenciamento de equipe e liderança: Uma razão para isso é a falta de treinamento para profissionais jovens que, cada vez mais, têm exercido cargos de liderança. Muitas vezes o profissional com pouca idade não tem preparo e maturidade suficientes para assumir essas funções. Organização: Dadas as condições da economia global, os empregadores buscam funcionários capazes de organizar seu dia de maneira eficiente para contribuir com os negócios da empresa de forma efetiva Habilidades específicas Financeiro e Orçamental: Cada vez mais, as organizações estão procurando profissionais eficientes no que diz respeito ao controle das finanças e dos orçamentos, mas em muitos países faltam candidatos com essas habilidades. TI: Faltam profissionais com conhecimento em JAVA, NET, C++ e outras necessidades específicas na área de TI. Conhecimento em sustentabilidade: É uma área relativamente nova, porém crescente, principalmente para o setor de energia e construção. Negociações: Empresas querem cortar custos e economizar. Sendo assim, procuram profissionais capazes de fazer os melhores acordos para alcançar estes objetivos. Pesquisa e desenvolvimento: Companhias da área de tecnologia, bens de consumo, indústria e ciência buscam funcionários capazes de investir em pesquisas. O setor de petróleo e gás, por exemplo, tem criado muitas oportunidades na área de pesquisa e desenvolvimento no Rio de Janeiro. Assistência médica: Com a expectativa de vida das pessoas cada vez maior, a demanda por assistência médica vem crescendo. Mas a falta desses profissionais especializados na área continua sendo uma ameaça para os próximos anos. G1 31 de julho de 2012 Líderes do Mercosul se reúnem em Brasília para entrada da Venezuela A presidente Dilma Rousseff receberá nesta terça-feira (31), em Brasília, os líderes do Mercosul para selar a entrada da Venezuela no bloco. A cúpula extraordinária terá presença dos presidentes Hugo Chavez (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina) e José Mujica (Uruguai). O Brasil sedia o encontro porque exerce a presidência pró-tempore do Mercosul. Antes do início da cúpula, marcada para 11h, Dilma receberá os três presidentes em seu gabinete para uma reunião privada. Segundo agenda divulgada pelo Itamaraty, às 9h15 é esperada a chegada de Hugo Chávez para uma cerimônia de assinatura de atos entre ambos os países. Este será o segundo encontro entre o venezuelano e Dilma, que o recebeu para um jantar na noite desta segunda-feira (30), no Palácio da Alvorada. A cúpula terá duração de cerca de 1h30 e selará o ingresso da Venezuela no Mercosul, decisão tomada por Brasil, Argentina e Uruguai no mês passado, durante a 43ª Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, na cidade argentina de Mendoza. A incorporação do país ao bloco só foi possível devido à suspensão temporária do Paraguai, o que ocorreu após o presidente Fernando Lugo ser destituído do poder. O Paraguai era o único membro permanente cujo Congresso ainda não havia aprovado a entrada da Venezuela. Como continua suspenso do bloco, o Paraguai não participará da reunião no Brasil.

18 Após a cúpula, haverá uma declaração à imprensa feita por algum representante brasileiro da presidência pró-tempore do bloco. Há previsão de Chávez também falar, segundo assessoria da embaixada da Venezuela. Em seguida, às 13h10, os presidentes almoçarão no Palácio do Itamaraty. Polêmica O ingresso do país de Hugo Chávez ao Mercosul se deu em meio a polêmica e acusações de que o Brasil teria feito pressão a favor da admissão. O ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Luis Almagro, afirmou no início do mês que seu país era contrário ao ingresso da Venezuela "nessas circunstâncias". Segundo agências internacionais de notícias, Almagro disse que a posição do Brasil "foi decisiva nessa história". O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, negou a acusação na época. "Nós não fizemos pressão sob nenhum país até porque não é estilo da presidenta Dilma Rousseff fazê-lo", disse Garcia na época. Segundo o assessor especial, o Brasil não faz esse tipo de pressão "em relação a nenhum governo e menos ainda o faria em relação a governos com os quais nós temos uma associação tão intima". Agência Brasil 31 de julho de 2012 No Brasil, consumidor fiscaliza preços e monitora juros No cargo desde o dia 18 de julho, a primeira titular da recém-criada Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Juliana Pereira, avalia que governo e agências reguladoras têm valorizado cada vez mais o papel do consumidor para questões envolvendo economia e sustentabilidade. Com nove anos de Ministério da Justiça e larga experiência na área de direito do consumidor, a secretária garante que, graças à conscientização cada vez maior dos consumidores sobre seus direitos, bons frutos já têm sido colhido. Entre eles, a recente punição aplicada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) às empresas de telefonia móvel. A exemplo do que acontece nas sociedades que [como a norte-americana] têm a economia baseada no consumo, no Brasil o consumidor é cada vez mais protagonista, sujeito de direito e parceiro da economia e do Estado. Ao comprar, financiar ou fazer empréstimo, ele não apenas se torna agente de um processo econômico como participa, também, das políticas de aquecimento da economia. Além disso, o consumidor tem papel fundamental em processos como o de sustentabilidade, além de se tornar parceiro na fiscalização e monitoramento de outras políticas, como a de redução de juros, disse à Agência Brasil a secretária. Nesse sentido, acrescenta a secretária, a criação da Senacon espelha uma mudança cultural pela qual passa o Brasil. Estamos vivendo um salto institucional de proteção do consumidor. Ao criarmos a estrutura [da Senacon], deixamos claro o ganho de hierarquia que essa área tem dentro do governo, e que o consumidor ocupa, agora e de fato, uma agenda de Estado, argumenta. A Senacon tem, entre suas atribuições, a de coordenar o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, formado pelos Procons, a Defensoria Pública, o Ministério Público e entidades civis de defesa do consumidor. Juliana aponta, como um dos frutos já colhidos pelo sistema, as recentes ações da Anatel, que culminaram na proibição de venda de chips e modems das empresas em diversos estados. As reclamações que recebemos a partir do sistema, que atende consumidores em 214 cidades, são levadas ao MJ, que as endereça ao órgão regulador. No caso, à Anatel. Paralelamente, encaminhamos todos relatórios de serviços regulados ao TCU. Entre as dificuldades esperadas para a nova secretaria, Juliana Pereira aponta três principais eixos de problemas a serem combatidos. O primeiro envolve as áreas reguladas por agências. "Outro eixo problemático é o da área financeira, em especial envolvendo os cartões de crédito oferecidos por lojas. Por esses cartões não serem de instituições financeiras, acabam não sendo regulamentados pelo Banco Central. Com isso, apresentam muitas assimetrias e causam muitos problemas aos consumidores, disse a secretária. O terceiro eixo de problemas a serem combatidos pela Senacon é o de pós-venda, principalmente de produtos eletroeletrônicos e de linha branca (eletrodomésticos). Há lojas em tudo que é canto vendendo de tudo, mas não há serviços de atendimento ao consumidor. Faltam assistências técnica, serviços de instalação e de pós venda em geral para os casos em que os produtos apresentam problema, explica.

19 É importante deixarmos bem claro que, pelo código de defesa, nos casos em que não há representantes da marca comprada, é a loja quem tem de responder pelo produto que vendeu. Infelizmente, em geral, ela só cumpre com essa responsabilidade nos casos em que o consumidor entra na Justiça ou aciona o Procon, informa a secretária. Segundo ela, essas dificuldades têm sido maiores nas situações em que a compra é feita via comércio eletrônico. Para amenizar problemas desse tipo, a Senacon aposta na educação financeira dos consumidores, inicialmente por meio de cursos online oferecidos pela Escola Nacional de Defesa do Consumidor. Queremos chegar à comunidade para informá-los sobre seus direitos, repassando informações que os ajudem a ter auto-tutela para fazer boas escolhas, e ter noções mais precisas sobre o custo dos créditos oferecidos por bancos, cartões de crédito e lojas em geral. Segundo a secretária, pelo menos 10 mil consumidores já fizeram esse curso. Nossa intenção agora é ampliar significativamente esse alcance. Temos como foco inicial os consumidores mais vulneráveis, em especial idosos e novos consumidores". O primeiro piloto de um programa presencial para preparar multiplicadores está previsto para outubro, em Fortaleza (CE), por meio de parceria com a Federação de Favelas de Fortaleza, entidade que contempla 112 associações de moradores de favelas. A secretária acrescenta que os interessados em solicitar cursos desse tipo podem fazê-lo por meio dos Procons nos estados. Agência Brasil 31 de julho de 2012 Analistas esperam inflação mais elevada este ano e PIB menor em 2013 A projeção de analistas de instituições financeiras para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2012, subiu pela terceira semana seguida. Desta vez, passou de 4,92% para 4,98%, segundo o boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC), com base nas estimativas do mercado financeiro. Para o próximo ano, a estimativa para o IPCA permanece em 5,5%, há cinco semanas consecutivas. As previsões estão acima do centro da meta de 4,5%, mas abaixo do limite superior de 6,5%. Cabe ao BC manter a inflação sob controle. Um dos instrumentos que a instituição usa para controlar a inflação e o nível de atividade é a taxa básica de juros, a Selic. Como considera que os riscos para a inflação são reduzidos e o ritmo da atividade econômica está mais lento, o BC tem cortado a taxa Selic desde agosto do ano passado. Por isso, os analistas mantêm a expectativa de que em agosto, quando ocorrerá a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a Selic seja reduzida dos atuais 8% para 7,5% ao ano. Para 2013, quando a economia estará em ritmo mais forte, a expectativa é que a Selic suba e chegue ao final do período em 8,5% ao ano. Com a economia mais aquecida no próximo ano, os analistas acreditam que será necessário subir a Selic para que a inflação não saia do controle. A projeção do mercado financeiro para o crescimento da economia Produto Interno Bruto (PIB) este ano foi mantida em 1,9%. Para 2013, houve redução de 4,1% para 4,05%. A estimativa para a produção industrial este ano está em queda há nove semanas. A projeção de retração passou de 0,04 para 0,44%. Para 2013, a expectativa é que haja recuperação, com expansão de 4,3%. Agência Brasil 31 de julho de 2012 Índice que reajusta contratos de aluguel acumula alta de 6,67% em 12 meses até julho O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve variação de 1,34%, em julho, acima da taxa apurada em junho (0,66%) e bem superior à registrada em igual período do ano passado (-0,12%). No acumulado dos últimos 12 meses, o índice, usado como base de cálculo para a renovação da maioria dos contratos de aluguel, atinge 6,67%. Desde janeiro, o IGP-M já subiu 4,57%.

20 O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que o índice foi influenciado, principalmente, por altas de preços das commodities (produtos primários com cotação internacional). Entre os itens que mais subiram estão a soja em grão (de 4,3% para 14,89%), o milho em grão (de -3,95% para 6,74%) e o café em grão (de -2% para 2,36%). O Índice de preços ao Produtor Amplo (IPA), um dos três componentes do IGP-M, aumentou de 0,74% para 1,81%. Também houve elevação do Índice de Preços ao Consumidor (de 0,17% para 0,25%), com a pressão exercida pelo grupo alimentação (de 0,61% para 1,06%). Entre os produtos do comércio varejista que ficaram mais caros no período estão as hortaliças e os legumes (de 7,53% para 15,39%). Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que também entra no cálculo do IGP-M, apresentou uma leve redução no ritmo de alta (de 1,31% para 0,85%). O resultado refletiu uma velocidade menor de correções no custo da mão de obra (de 2,28% para 1,05%). Os cinco itens que mais pressionaram a taxa são: soja em grão (de 4,3% para 14,89%), farelo de soja (de 8,63% para 15,36%), óleo diesel (de 0% para 5,96%), milho em grão (de -3,95% para 6,74%) e tomate (de 10,38% para 93,12%). O Globo 31 de julho de 2012 Ministro diz que GM pode acabar demitindo trabalhadores O ministro do Trabalho, Brizola Neto, admitiu nesta segunda-feira que a General Motors (GM) em São José dos Campos pode acabar demitindo trabalhadores. Cuidadoso, ele minimizou o problema dizendo que o mais importante é o saldo positivo entre contratações e cortes na montadora e no setor. A GM tem afirmado que já abriu vagas em outras unidades do país. As declarações do ministro foram feitas três dias após a presidente Dilma Rousseff ameaçar retirar o desconto do IPI dos automóveis, caso as empresas não mantivessem o emprego no setor. Estamos acompanhando atentamente a questão. Por enquanto, o número de admissões é maior que o de demissões afirmou o ministro. Segundo o sindicato local, caso seja confirmada a dispensa de funcionários da fábrica, outros 4 mil serão demitidos na cadeia. A GM apresenta hoje ao Ministério da Fazenda o quadro geral de empregos e demissões. A renovação da redução do IPI para automóveis, que vence em 31 de agosto, pode estar condicionada a uma solução para o impasse. Na avaliação do governo, a empresa está descumprindo o compromisso firmado pelo setor automotivo de manter empregos no país em troca dos benefícios O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Manoel Messias, afirmou que a GM assumiu o compromisso de não demitir antes de finalizar a negociação com o governo. Rede Brasil Atual 31 de julho de 2012 Empresa de Blumenau é condenada a indenizar trabalhador por racismo A Santa Rita Indústria de Auto Peças, de Blumenau (SC), foi condenada pelo Tribunal Regional de Santa Catarina (TRT-SC) a pagar R$ 20 mil a título de danos morais para um empregado que sofreu humilhação e discriminação racial por parte do superior hierárquico e colegas. A 4ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou provimento ao agravo de instrumento da empresa e manteve a decisão regional. A empresa foi ainda condenada em R$ 5 mil reais por ter demitido o empregado em punição pelo ajuizamento da ação trabalhista. O trabalhador afirmou, na ação, que havia desrespeito aos negros no ambiente de trabalho e que sempre foi alvo de piadas sem que os chefes tomassem qualquer medida para evitar o constrangimento. Nas portas dos banheiros da empresa havia ofensas racistas, segundo apurou o Ministério do Trabalho e Emprego após denúncia. De acordo com informações do TST, na primeira decisão, a 1ª Vara do Trabalho de Blumenau negou o pedido de indenização por dano moral porque entendeu não ter havido prática de racismo ou discriminação. "Os apelidos, mormente em um ambiente de operários, são perfeitamente aceitáveis e corriqueiros", diz a sentença. No entanto, para o TRT-SC, as provas apresentadas mostraram que durante oito anos o operador de máquinas foi vítima de piadas e apelidos.

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