Corte de 1 ponto na Selic entra em pauta

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1 VALOR ECONOMICO Corte de 1 ponto na Selic entra em pauta Por Eduardo Campos Taxa de juro real cai a 4,5% e faz nova mínima histórica O papo no mercado de juros futuros é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode acelerar o ritmo de corte da Selic para um ponto percentual no encontro de outubro. Os contratos de juros futuros negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) ilustram bem esse quadro. Antes eram a crise, o dólar que parou de subir e os motivos técnicos que explicavam o recuo nas taxas futuras. Agora é tudo isso e mais o noticiário dando conta de que as autoridades brasileiras que estiveram nas reuniões realizadas nos Estados Unidos voltaram mais assustadas com a gangrena do cenário externo. As taxas voltaram a derreter ontem, e o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2013 fez nova mínima histórica a 10,24%, queda de 0,22 ponto percentual. Na sexta-feira, as taxas futuras já tinham desabado em cima da tese de que o dólar forte não atrapalhará a inflação, pois o governo já se mostrou disposto a conter movimentos atípicos de alta de preço da moeda americana. A novidade na segunda-feira foi a difusão da percepção de que quem voltou de Washington teve uma "confirmação" da tese de que a crise externa é cada vez mais alarmante. Com isso, o plano de voo que trabalha com redução de juro básico e deflação externa fazendo se sentir aqui fica mais do que reforçado. Por ora, no entanto, a piora externa não melhorou a inflação presente e prospectiva. O Focus mostra Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acima do teto da meta de 6,5% em 2011 e em 5,52% no encerramento de Quando o BC cortou a Selic em 31 de agosto, o Focus mostrava inflação oficial de 6,31% para o ano corrente e de 5,20% para o fim do próximo ano. Nesse período, o que caiu foi o juro real, aquele que tira a inflação da conta e que realmente importa na tomada de decisão entre poupança e investimento. A queda nas taxas de mercado e a piora nos prognósticos de inflação levam a taxa real de juro para nova mínima histórica de 4,50% ao ano. A saber. O cálculo considera o swap 360 dias de 10,52% e a previsão em 12 meses para o IPCA, que subiu a 5,76%. Antes da última reunião do BC essa taxa real estava em 5,48%. Para alguns participantes do mercado, o "modo turco" de política monetária foi ativado. O juro vai para baixo e o câmbio será balizado pelas atuações do governo.

2 Fica em aberto se a inflação por aqui pode testar os dois dígitos como na Turquia em 2008 para depois recuar. Por lá, o índice de preços ao consumidor ficou ao redor de 6,5% em 2009 e 2010, mas está estimado em 8% para Novas pistas sobre como o BC enxerga o cenário podem vir hoje, com o discurso do presidente da instituição, Alexandre Tombini, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Ainda na semana o Relatório de Inflação, que pode ser decisivo para o mercado fechar as apostas sobre o rumo da Selic. Olhando para o mercado externo, o dia foi de firme alta nas bolsas de valores. Os analistas falavam em "esperança" de que o Banco Central Europeu (BCE) adote novas ações para conter a crise de endividamento soberano. De concreto mesmo, o que se vê são os CDSs de França e Alemanha rondando máximas históricas. Os "Credit Default Swaps", espécie de seguro contra calotes, vêm em trajetória ascendente desde que o BCE passou a comprar títulos de países periféricos. Na época, um estrategista notou que ao fazer isso, o BCE tirava o risco antes concentrado em países periféricos como Grécia, Espanha, Itália, Irlanda e Portugal e o trazia para o centro da zona do euro. Os CDSs confirmam essa história e a mesmíssima coisa deve ocorrer se virar fato a ideia de se fazer um "bônus comum europeu" ou mesmo de se reforçar o Fundo de Estabilização Financeiro da Europa (EFSF, na sigla em inglês). O que se pode concluir diz esse mesmo estrategista é que a Alemanha e a França, principalmente, vão resgatar as economias que estão em crise, o que pode ter resultado negativo para a zona do euro. Ampliar imagem "A disparada dos CDSs da França e Alemanha indica que haverá uma piora do fundamento desses países ao socorrer os outros que se encontram perto da falência. E o risco embutido nisso é de a região como um todo ser puxada para o centro da crise", conclui. No câmbio local, o dólar comercial caiu ontem 1%, subiu mais de 2% e terminou o dia com leve baixa de 0,38%, a R$ 1,822 na venda. Atenção à movimentação dos estrangeiros na BM&F. Na semana passada, esses agentes compraram mais de US$ 7 bilhões em contratos de dólar futuro. Eduardo Campos é repórter

3 Governo fica mais pessimista com crise externa Por Cristiano Romero e Cláudia Safatle De Brasília De volta dos EUA, Mantega avaliou, juntamente com a presidente Dilma, que o diagnóstico da crise financeira mundial mudou e que pode exigir a adoção de novos ajustes na política econômica O governo fez uma reunião "tensa" ontem no Palácio do Planalto. De volta dos Estados Unidos, onde se encontraram com autoridades de outros países e com empresários, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliaram que o diagnóstico da crise financeira mundial mudou. A situação está pior do que se esperava e pode exigir a adoção de novos ajustes na política econômica. O mercado já começa a apostar que o Banco Central (BC) poderá acelerar a queda dos juros. Dilma e Mantega retornaram pessimistas e com a expectativa de que a crise na Grécia pode ter um desfecho ainda esta semana, com consequências imprevisíveis sobre o sistema financeiro europeu e, portanto, sobre a economia mundial. A presidente conversou com presidentes de vários países e com investidores e empresários, em Nova York. Já o ministro Mantega participou da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington. Conversou com ministros das Finanças e banqueiros centrais. Durante a semana passada, Dilma e Mantega trocaram telefonemas e por tudo o que ouviram de interlocutores qualificados não descartam a oficialização de uma moratória na Grécia ainda esta semana. "Algo deve acontecer. A Grécia está por poucos dias", disse uma alta fonte oficial. O governo brasileiro "está a postos" para agir e, se necessário, adotará medidas conforme o desenrolar da crise na Zona do Euro e suas consequências sobre o sistema financeiro europeu, assegurou a fonte. Até a semana passada, a expectativa do governo era que haveria um agravamento da crise lá fora, mas sem ruptura, como a que ocorreu em meados de setembro de 2008, quando o banco americano Lehman Brothers quebrou. A nova rodada da crise confirmaria o desaquecimento na economia mundial, refletindo-se numa contração adicional àquela que a economia brasileira já vem enfrentando, mas com os mercados funcionando normalmente. Foi com base nesse cenário que o governo decidiu aumentar o superávit primário das contas públicas em R$ 10 bilhões (0,25% do PIB) em 2011 e comprometer-se com o cumprimento de meta cheia de superávit também entre 2012 e Foi também com base nesse cenário que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu, no fim de agosto, a taxa básica de juros (Selic), de 12,5% para 12% ao ano, num movimento que surpreendeu o mercado. Hoje, segundo avaliações colhidas em Washington, a realidade se mostra mais grave, o que pode obrigar o governo a adotar novas medidas. Por enquanto, não se definiu ainda o que será feito, mas Brasília se colocou em estado de alerta. No mercado, já se fala que o Copom poderá reduzir a Selic, na reunião de 19 de outubro em 0,75 ponto percentual ou até mesmo em 1 ponto. Na ata da última reunião, o Comitê sinalizou corte de 0,5% ponto percentual dos juros em outubro. A piora do cenário internacional está levando o mercado a apostar, no entanto, num movimento mais forte por parte do Copom. Hoje, o presidente do BC, Alexandre Tombini, falará à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Seu

4 depoimento é aguardado porque ele deve indicar como está vendo a situação mundial e sinalizar futuras ações do BC. Tombini retornou de Washington com a certeza renovada de que não errou no diagnóstico que levou o Copom a cortar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual. Ao contrário, as conversas das autoridades monetárias internacionais e altos representantes do mundo das finanças, no fim de semana, só aumentaram o pessimismo sobre o futuro da crise na Zona do Euro e sobre o fraco dinamismo da economia americana. Essa impressão foi reforçada ontem pela decisão do presidente do banco central de Israel, Stanley Fischer, de reduzir a taxa de juros de 3,25% para 3% ao ano, mesmo diante do fato de a inflação do país estar acima da meta oficial - 3,4% em 12 meses, face à meta de 1% a 3%. A medida surpreendeu analistas em todo o mundo, mas, nas reuniões do fim de semana em Washington, Fischer, um ex-dirigente do FMI considerado ortodoxo, teria relativizado a preocupação com a alta inflacionária neste momento. "Isso mostra o quão preocupados estão os banqueiros centrais com o que eles ouviram em Washington. Fischer alegou que no ano que vem pode ocorrer deflação e não inflação. Ele deixou claro, nos debates, que a questão da inflação neste momento é irrelevante", revelou ao Valor um participante dos encontros na capital americana. No caso brasileiro, prossegue a convicção do BC de que a inflação em 12 meses cairá dois pontos percentuais entre outubro deste ano e abril do ano que vem, ficando mais próxima da meta de 4,5%. O quadro, no entanto, é incerto para se vislumbrar o que vai ocorrer após esse período. Para analistas, inflação ultrapassará a meta este ano Por Mônica Izaguirre, Murilo Rodrigues Alves e Arícia Martins De Brasilia e de São Paulo O mercado não acredita mais que a inflação medida pelo IPCA ficará este ano dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Divulgada ontem, a mediana das projeções colhidas pelo Banco Central na sexta-feira indica que, para a maioria dos participantes da pesquisa, a variação do índice atingirá no mínimo 6,52% este ano. Essa é primeira vez em que a expectativa de não cumprimento da meta aparece no boletim Focus desde julho de O número ultrapassa em apenas 0,02 ponto percentual o limite superior da meta, fixada em 4,5% com tolerância de dois pontos para cima ou para baixo. Se for confirmado, porém, será suficiente para obrigar o Banco Central a encaminhar carta ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicando por que não conseguiu manter a inflação na banda. Desde que o regime de metas foi adotado, em 1999, estabelecendo parâmetro para a atuação do BC como autoridade monetária, o limite de tolerância foi rompido em três ocasiões: 2001, 2002 e Na opinião de analistas, a recente desvalorização do câmbio puxou para cima as estimativas do mercado. A Tendências Consultoria prevê desde março que o IPCA vai superar o teto da meta em 0,1 ponto percentual no fim do ano. Segundo o economista Thiago Curado, já então a consultoria acreditava que a inflação de serviços, que gira na casa dos 9% em 12 meses, não cederia em resposta ao aperto monetário do início do ano. Também circulam informações de quebras de safra de alimentos e etanol que terão viés inflacionário aumentado pelo câmbio, diz Curado. A projeção de IPCA em 6,6% para 2011, afirma, provavelmente será revisada para cima se o real continuar a se desvalorizar. Segundo o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, o estouro da meta neste ano "já está dado". Além dos fatores internos citados por Curado, ele sustenta que o aumento do IPI para os veículos importados

5 poderá ter efeitos nos indicadores de preços, cuja intensidade o mercado ainda está medindo. "É bem viável que a inflação supere o teto da meta, com desvio de 0,10 a 0,15 ponto percentual neste ano, mas o problema é 2012", diz ele. Na previsão da Prosper, haverá revalorização do real nos próximos meses e o câmbio deve fechar o ano ao redor de R$ 1,70, influenciado por possíveis medidas do BC e por uma piora do cenário internacional, que traria capitais de volta ao Brasil. Além disso, Velho destaca que, desde a última reunião do Copom que decidiu por cortar em meio ponto percentual a Selic, para 12% ao ano, projeções de crescimento das economias centrais foram revisadas para baixo e as commodities continuaram em queda, o que vai em linha com o quadro deflacionário desenhado pela autoridade monetária. Fabio Silveira, sócio-diretor da RC Consultores, revisou na semana passada de 5,8% para 6,2% sua projeção para o indicador oficial de inflação apenas em função do câmbio, já que, para ele, a economia doméstica está desacelerando e não terá influência sobre a inflação nos próximos meses. Ele acredita que a taxa de câmbio não voltará ao nível pré-valorização, mas vai aguardar algumas semanas para, se for o caso, aumentar sua projeção de R$ 1,65 no fim do ano. No Focus, as projeções para a taxa de câmbio mostram que o mercado espera reversão, pelo menos parcial, da desvalorização sofrida pelo real. Tanto para dezembro de 2011 quanto para dezembro de 2012, a mediana das projeções aponta dólar a R$ 1,68, nível acima do esperado na pesquisa anterior, mas abaixo do preço atual. No que se refere à taxa básica de juros, a maioria dos participantes da pesquisa acredita que o BC seguirá afrouxando a política monetária e reduzirá a meta da Selic para 11% até o fim deste ano e para 10,75% até dezembro de Novo plano de resgate grego é forte, mas de difícil aprovação Por Assis Moreira De Genebra Olli Rehn, comissário monetário da zona do euro: expansão do fundo europeu de estabilidade segue no radar Um novo plano para frear a crise na zona euro, socorrendo os países mais endividados e reforçando os bancos, era alvo de intensa especulação ontem nos mercados. O sentimento era de que as autoridades, enfim, começam a reagir, mas dificilmente resolverão os problemas de maneira duradoura na zona do euro. Depois da humilhação sofrida durante a assembleia anual do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, na semana passada, recebendo intensa pressão de todas as partes do mundo para resolver sua crise, autoridades europeias se debruçam sobre três medidas fortes. Uma delas é que a Grécia poderá ser autorizada a declarar "default", de forma a apagar 50% da dívida, permitindo aos gregos a permanência na zona do euro e recebendo ajuda oficial. O estoque da dívida cairia de 150% para algo mais administrável, em torno de 75% do Produto Interno Bruto (PIB).

6 Também está em estudo novo mecanismo envolvendo o Banco Central Europeu (BCE) para alavancar os recursos do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês), que passariam de 440 bilhões para algo entre 2 trilhões e 3 trilhões. Ou seja, no mínimo cinco vezes mais do que atualmente. Cerca de 1,5 trilhão poderão cobrir apenas as necessidades de financiamento da Itália, Espanha, Grécia, Portugal e Irlanda, países com mais necessidades de financiamento até o fim de Isso daria tempo para as autoridades evitarem o colapso do euro no rastro de um calote grego. A terceira medida prevê forte recapitalização dos bancos da zona do euro. O FMI estima ser necessário mais de 200 bilhões. Alguns analistas vão além e calculam que somente os bancos franceses e alemães precisariam de 390 bilhões, caso algum país da região declare moratória. A ideia é que o novo plano seja adotado na cúpula de chefes de Estado e de governos europeus em 17 e 18 de outubro. Ele então seria apresentado à cúpula do G-20 no começo de novembro em Cannes (França). Olli Rehn, comissário do euro para assuntos monetários, limitou-se a confirmar que discussões prosseguem sobre a expansão do EFSF, como pressionaram países emergentes, o FMI e os Estados Unidos. Já o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radek Sikorski, chegou a rezar publicamente para que a zona euro não seja desmontada durante uma missa em Varsóvia, quando estava acompanhado de outros integrantes do governo. Boa parte de analistas permanece cética sobre a capacidade das autoridades realmente aprovarem um novo plano, considerado forte, mas politicamente difícil de ser colocado em prática. "Se adotado, poderia ajudar a estabilizar a zona do euro e os mercados financeiros, mas há dúvidas sobre sua implementação", diz Chris Scicluna, da Daiwa Capital Markets, em Londres. Por exemplo, o plano parece desenhado para evitar o voto nos parlamentos. Mas isso é extremamente difícil. Na Alemanha, a Corte Constitucional limita essa possibilidade. Além disso, é complicada a participação do Banco Central Europeu (BCE). A expectativa nos mercados é de que os fundos adicionais para o EFSF seriam fornecidos pelo BCE. Os governos entrariam com apenas 400 bilhoes, dos 2 trilhões adicionais. Outra dificuldade é que o novo plano só autorizaria a redução da dívida da Grécia. Mas os outros periféricos, como Portugal, vão querer também baixar seu engajamento. Em todo caso, mesmo o corte de 50% da dívida grega seria suficiente para deixar a dívida em nível sustentável e permitir que Atenas volte no curto prazo a captar recursos no mercado. A economista Jennifer McKeown nota também que o novo plano não resolve o problema sério de competitividade enfrentado pela periferia europeia. A Alemanha nem quer falar nisso. "Mesmo se grande parte da dívida do governo for anulada e for obtido financiamento de médio prazo, a falta de crescimento econômico significa que a dívida pública voltará a crescer. Os problemas da periferia não vão ser resolvidos até que eles deixem a zona do euro e desvalorizem suas moedas", diz ela. Sem consenso entre os governos sobre a solução a ser adotada, a atenção está focada na votação no Parlamento alemão na quinta-feira, ainda sobre o plano acertado em 21 de julho, que ampliou o poder de fogo do EFSF. Bolsas sobem com aposta em ajuda para a UE Por Agências internacionais

7 Rumores de ampliação do plano de socorro da UE trouxeram alívio às bolsas As bolsas nos Estados Unidos e na Europa ensaiaram uma recuperação ontem, subindo pelo segundo dia seguido depois de uma das piores semanas para os mercados desde A expectativa de que os governos europeus agirão para que a crise das dívidas da região não piore trouxe alívio, principalmente, para as ações dos bancos. Na Europa, o índices de bancos Stoxx Europe 600 avançou 1,9%. BNP Paribas SA, UniCredit e Deutsche Bank, os maiores na França, Itália e Alemanha, respectivamente, subiram mais de 4%. Nos EUA, os bancos também se destacaram, com Citigroup subindo 7% e J.P. Morgan ganhando 6,9%. O índice de bancos KBW fechou em alta de 5,3%. Os rumores de ampliação do plano de socorro aos países endividados da Europa ganharam força no fim de semana, durante a reunião do FMI, em Washington, e com a declaração do diretor do Banco Central Europeu (BCE), Lorenzo Smaghi, de que o banco fará o que for necessário para garantir a liquidez e que não espera um 'default' grego. Mas a oposição ao pacote vinda do próprio partido da chancelar alemã Angela Merkel continua a colocar em xeque a capacidade de as economias desenvolvidas se unirem em torno de um plano mais efetivo para enfrentar a crise. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de moedas, caiu pela primeira vez em quatro dias ficando em pontos no fechamento em Wall Street, uma queda de 0,17%. Já o ouro seguiu sua trajetória de queda pelo terceiro dia seguido, levado pela necessidade de liquidez dos investidores. O ouro para dezembro fechou em queda de 2,7% a US$ 1,594,80 a onça - um queda de 12% em três pregões. O custo do seguro contra um calote das dívidas europeias também caiu. O índice de Markit itraxx SovX Western Europe, que mede os Credit Default Swaps de 15 nações da zona do euro, caiu 1,7 pontos para 363,7, depois de subir a níveis recordes. O rendimento do Treasury de dez anos, que se move inversamente aos preços, caiu seis pontos bases para 1,90%, depois de se aproximar de um novo recorde de baixa. Ouro pode reverter perdas se crise se agravar Por De Genebra Os preços do ouro e da prata voltaram a cair fortemente ontem, com investidores vendendo os metais para cobrir perdas em outros ativos ou simplesmente manter dinheiro em caixa no atual cenário de incertezas. O ouro perdeu mais de US$ 300 desde 6 de setembro, quando bateu o recorde de US$ por onça. Ontem, chegou a ficar abaixo de US$ e depois se recuperou ligeiramente. O declínio do metal nobre amarelo é resultado de dois fenômenos. Primeiro, a demanda por ouro como proteção contra a inflação diminuiu, na medida em que a economia global desacelera e outros preços de commodities baixam.

8 Segundo, o retorno da confiança no dólar reduziu a atração pelo ouro como proteção contra um colapso na medida americana. No entanto, certos analistas ainda apostam que o ouro continua tendo algumas vantagens e pode se recuperar logo. Primeiro, as taxas de juros vão continuar extremamente baixas nos países desenvolvidos por um bom tempo. Segundo, o status do metal amarelo com valor de refúgio não mudou muito. No caso de um calote desordenado da Grécia, e mais temores de desmonte da zona euro, o ouro continua a ser mais atrativo do que a maioria das moedas. Nesse cenário, alguns analistas apostam que o preço do ouro pode ainda subir a US$ 2 mil por onça, se a crise da dívida soberana continuar a atormentar o mercado. E mesmo chegar a US$ até 2013 em meio a dúvidas sobre a sobrevivência da zona do euro. Por sua vez, o preço da prata caiu abaixo de US$ 30, numa queda de 13% ontem. Platina e paládio também sofreram pesadas perdas. (AM) S&P pode ser alvo de processo nos EUA Por Kara Scannell e Shannon Bond Financial Times, de Nova York A fiscalização americana alertou a Standard & Poors de que poderá processar a empresa de classificação de risco, acusando-a de ter violado leis federais do mercado de valores mobiliários. O caso envolve sua avaliação de um dos instrumentos financeiros estruturados que estiveram no epicentro da crise financeira. A McGraw-Hill, proprietária da S&P, disse ter recebido uma denominado "aviso Wells" da Comissão de Valores Mobiliários em 22 de setembro que diz respeito à pontuação de crédito que atribuiu a US$ 1,6 bilhão do chamado Delphinus CDO Essas obrigações de dívida colateralizadas (CDOs, em inglês) reúnem dívidas num só pacote e o fatiam em parcelas de diferentes retornos e riscos. É a primeira vez que a SEC tenta indiciar uma empresa por sua atuação na avaliação de crédito de um CDO vinculado hipotecas residenciais. Esse tipo de notificação permite que uma empresa responda a questionamentos dos fiscais antes que a SEC elabore acusações formais. "A S&P tem cooperado com a comissão nesse assunto e pretende continuar a fazê-lo", disse a McGraw-Hill. A SEC poderá impor multas à agência. A S&P também está sendo analisada pela SEC por sua decisão, em agosto, de rebaixar o status da dívida do governo americano. O negócio Delphinus foi estruturado pelo Mizuho International - unidade do japonês Mizuho Financial - a pedido do fundo de hedge Magnetar Group, de Illinois. A Delaware Asset Management atuou como gestora de garantia no negócio. As agências de classificação de estão sendo questionadas por terem atribuído a pontuação mais alta, um triplo A, a ativos vinculados a financiamentos hipotecários habitacionais, muitos rebaixados alguns meses depois e que ficaram inadimplentes após o estouro da bolha imobiliária. Uma investigação feita pela Subcomissão Permanente de Investigações do Senado dos EUA descobriu que as classificações originais de muitos CDOs eram "profundamente falhas". A SEC está verificando o que a S&P sabia sobre o mercado imobiliário ao emitir as avaliações. A S&P atribuiu o triplo A a partes do Delphinus CDO fechadas em 19 de julho de Nove dias antes, a S&P colocou US$ 7,35 bilhões em títulos lastreados em hipotecas residenciais em reavaliação, iniciando uma série de rebaixamentos. Para

9 o Senado esse é "exemplo flagrante" de um papel rebaixado poucos meses após ser classificado como de alta qualidade. Negócio bancário se desloca para emergentes Por José Roberto Campos De São Paulo Não é apenas a produção mundial que está se deslocando para os países emergentes - a indústria bancária também. Os bancos nos principais países em desenvolvimento detêm um terço das receitas globais e até 2020 obterão quase a metade delas, prevê um estudo da consultoria McKinsey, com base no desempenho dos 300 maiores bancos do mundo, alocados em 79 países. Mais: são os bancos nos países emergentes que garantirão 60% do crescimento esperado para o setor nessa década. As fronteiras bancárias estão se movendo principalmente em direção à Ásia e Pacífico, que contribuirão com 39% da expansão esperada entre 2010 e A América Latina será responsável por 11% do crescimento, com o restante a cargo dos Estados Unidos (23%) e Europa (15%). Os bancos chineses terão 16% das receitas de US$ 6,8 trilhões estimadas para 2020, enquanto que seus congêneres emergentes obterão outros 31%. Ampliar imagem Os países emergentes puxarão a demanda de crédito, que, pelo estudo, deverá saltar de US$ 116 trilhões agora para US$ 213 trilhões em 2020, enquanto que a taxa de investimentos também apontará para cima. Alguns números dão ideia do potencial de crescimento nas nações em desenvolvimento. Há 2,5 bilhões de adultos sem conta em banco e 250 a 300 milhões de microempresas (60% do total global) sem acesso a empréstimos bancários. Nos emergentes, há 1 bilhão de pessoas que possuem celulares, mas não cheques ou qualquer serviço bancário. As instituições bancárias localizadas fora da América do Norte e Europa Ocidental ganham peso quantitativo e qualitativo rapidamente. A comparação com os bancos americanos e europeus, depauperados pela crise nos últimos anos, tenderia naturalmente a ser favorável aos emergentes. Mas os indicadores da performance dos tradicionais bancos dos países desenvolvidos mostram, de acordo com o estudo, que eles já claudicavam antes mesmo da debacle de Os bancos europeus e americanos melhoraram seus resultados em 2010 e primeiro trimestre deste ano, mas ainda assim estão abaixo de 2007, antes que a crise estourasse. As receitas totais, na comparação entre 2010 e 2007 foram 3,5% menores para os bancos americanos e 4,5% menores para os japoneses. Bancos franceses e alemães não chegaram sequer à media mundial de 2,5%, embora tenham tido receitas maiores. Quem fez a diferença foram bancos nos Bric. As instituições russas mostraram expansão nesse item de 21,2%, as indianas, de 19,8%, as do Brasil, 17,6% e as da China, de 13,7%. Nos demais emergentes, as receitas cresceram 10,5%. Dos países ricos, só os bancos canadenses chegaram perto, com avanço de 9,1%. Em 2010, os resultados dos bancos emergentes batiam os dos países ricos em várias frentes. Tinham, por exemplo, custos menores (relação entre despesas operacionais e receitas totais sem provisões) e maiores retornos sobre patrimônio (19,6% ante 7,9%).

10 Mas enquanto os mercados emergentes estão em franco crescimento, as economias maduras estão estagnadas e seus bancos enfrentarão obstáculos muito grandes para crescer e competir. A crise está levando os consumidores endividados a se tornarem poupadores - a tendência é de menor demanda por crédito e maior poupança. "Na média, a indústria bancária será menos lucrativa", aponta o estudo. Embora a tendência seja geral, encontra as instituições dos países ricos debilitadas por fatores estruturais e conjunturais. Elas terão, por exemplo, de enfrentar um aumento da regulação que lhes trará necessidade extra de capital de US$ 1,5 trilhão para acompanharem as exigências de Basileia 3. E, para poderem se aproveitar da maior demanda por crédito e investimentos globais, precisarão de mais capital ainda. O problema é que o retorno que estão obtendo, de 9,2% para as instituições americanas e 9,3% para as europeias em 2010, está abaixo do custo do capital, estimado em 12%. Para fechar este "hiato de retorno", os bancos americanos terão de elevar seus lucros líquidos de US$ 121 bilhões em 2010 para US$ 312 bilhões em 2015, o que se traduz numa taxa de crescimento dos ganhos de quase 20%. Os bancos europeus teriam de dobrar os lucros de US$ 166 bilhões para US$ 328 bilhões no período. No ranking por capitalização da McKinsey, o Itaú Unibanco é o décimo colocado entre os 100 maiores, com um retorno sobre patrimônio acumulado entre 2000 e 2010 de 22,6%, superior ao das nove instituições à sua frente e um dos melhores do mundo. O Bradesco, o 16º colocado, não fica muito atrás e teve rentabilidade de 20,8% no período. Ambos perdem, nesse ponto,. para o Banco do Brasil, 26º no ranking, com 27,2% de retorno - o mais rentável dos 100 maiores. Em meio à crise, crescem depósitos no BB nos EUA Por Alex Ribeiro De Washington Garcia: movimento semelhante ocorre na Europa, com incertezas que cercam alguns dos mais importantes bancos O Banco do Brasil ganhou pelo menos US$ 1,5 bilhão em depósitos nos Estados Unidos de empresas e outros clientes que fugiram de riscos maiores em alguns bancos estrangeiros nos últimos três meses. O acirramento da crise também levou empresas multinacionais a buscar crédito nas agências do BB no exterior. "Bancos americanos estão tendo as notas rebaixadas pelas agências de classificação de risco", disse o diretor de negócios internacionais do BB, Admilson Monteiro Garcia. "Os bancos brasileiros se beneficiam disso." De julho para dá, informou, os depósitos na agência do BB em Nova York, que trabalha com pessoas jurídicas, subiram de US$ 3 bilhões para US$ 4 bilhões. Os depósitos na agência de Miami, que trabalha com "private banking", saltaram de US$ 1,5 bilhão para US$ 2 bilhões. O movimento dos depósitos em direção ao BB ocorreu em um momento de muita incerteza nos mercados financeiros mundiais, causada pela crise da dívida de países da zona do euro, pelo impasse nas negociações para aumentar o teto da dívida nos Estados Unidos e pelo fraco crescimento das economias desenvolvidas.

11 Garcia não citou os nomes de bancos americanos que tiveram as notas rebaixadas, mas na semana passada a agência de classificação de risco de crédito Moody's anunciou o corte do rating de longo prazo de duas das maiores instituições financeiras do país, o Bank of America e o Wells Fargo. Segundo o diretor do BB, movimento semelhante está ocorrendo na Europa, com incertezas que cercam alguns dos mais importantes bancos do continente, especialmente na França. "Ganhamos não apenas do lado dos depósitos, mas também nos ativos", disse Garcia, referindo-se ao crédito fornecido para empresas multinacionais. Ele não citou números sobre a Europa. Os bancos europeus cortaram linhas de crédito para empresas depois que perderam acesso a financiamentos de curto prazo em euros. Há duas semanas, o Fed fechou um acordo com o Banco Central Europeu (BCE) para fornecer liquidez em dólares ao bancos europeus, mas o fluxo de crédito ainda não foi normalizado. Garcia reconhece que, devido às dificuldades para achar financiamentos, os bancos europeus cortaram linhas de financiamento em dólares aos bancos brasileiros. Mas os valores cortados em dólares, disse ele, foram substituídos por novas linhas em euros. Bancos europeus reduzira, de forma geral, sua exposição no Brasil. Mas quem perdeu foram apenas instituições privadas - o BB, afirma Garcia, manteve as suas captações. Em geral, o BB tem fornecido crédito no exterior para empresas multinacionais com presença no Brasil. Em alguns casos, as filiais brasileiras contratam operações com o BB e reenviam os recursos para as suas matrizes nos exterior. Em 2008, depois da crise do Lehman Brothers, houve uma migração semelhante de depósitos ao BB. Na ocasião, as captações em Nova York subiram de US$ 450 milhões para US$ 4 bilhões. Nos dois anos seguintes, porém, houve recuo para US$ 3 bilhões, à medida em a crise foi ficando menos intensa. No caso de Miami, os depósitos saíram de US$ 650 milhões para US$ 2 bilhões no pior da crise, e depois recuaram para US$ 2 bilhões. Após saída de Gruebel, UBS precisará fazer novos cortes Por Megan Murphy Financial Times No momento em que o UBS embarca em uma reestruturação ampla de seu banco de investimentos, na esteira de um escândalo de trading supostamente praticado por um operador irresponsável e que envolveu US$ 2,3 bilhões, há alvos óbvios para cortes de despesas. O desafio maior é se os altos executivos, entre eles Sergio Ermotti, recém-nomeado presidente interino, serão capazes de reduzir a escala da companhia com rapidez para satisfazer investidores, dizem analistas. O banco de investimentos do UBS, que vem tropeçando de crise em crise nos últimos 15 anos, perdeu sábado um de seus maiores defensores, com a saída de Oswald Grübel, banqueiro veterano. Depois de passar os últimos 18 meses reconstruindo áreas duramente impactadas pela crise, especialmente uma divisão de renda fixa que zerou o equivalente a US$ 50 bilhões em dívida tóxica, Grubel acreditava que um grupo bancário integrado necessitava manter presença substancial como banco de investimento, segundo fontes próximas. Agora que ele saiu, analistas já estão pressionando para que Ermotti maneje um machado mais afiado. Um olhar mais atento sobre o mix de negócios e a alocação de capital do grupo explica por quê. Em 2010, o banco de investimento do UBS era responsável por 60% do capital alocado ou de ativos ponderados por risco, mas apenas 35% dos lucros antes de impostos, de acordo com a RBC Capital Markets. Em contraste, seu carro-chefe - operações com gestão de riqueza - respondiam por 33% dos lucros antes de impostos, mas apenas 8% do capital alocado.

12 Até agora, o UBS forneceu poucos detalhes sobre planos para enxugamentos do banco de investimento, que serão revelados durante apresentação para investidores em Nova York, em novembro. Mas algumas pessoas nos bastidores do UBS continuam preocupadas com o fato de os altos executivos não terem compreendido plenamente a dimensão das mudanças pela frente. O UBS já anunciou 3,5 mil demissões em todo o grupo: menos da metade dos 17,7 mil funcionários no banco de investimento. Um número mais digno de crédito está mais perto de 10 mil, segundo analistas, o que significa outras 5 mil perdas de empregos. O UBS já traçou um programa para encerrar uma operação que necessitaria capital intensivo, a unidade de renda fixa que consome dois terços do capital do banco de investimento. Mas alguns executivos querem manter uma presença até mesmo em operações de trading que serão mais prejudicadas com uma revisão mundial dos requisitos de capital para os bancos, segundo pessoas familiarizadas. Os ativos do UBS ponderados por risco cresceram quase 5% no segundo trimestre de 2011, de acordo com analistas do Morgan Stanley, sinalizando resistência a cortes em maior escala. Os executivos permanecem bastante interessados, por exemplo, em manter suas operações de renda fixa nos EUA, apesar de repetidos apelos para que sejam encerradas. Vários analistas questionaram se o tumulto na administração no fim de semana perturbará ainda mais os esforços para reformular a escala e a função do banco de investimentos. "A decisão de promover uma revisão abrangente dos negócios do UBS para compatibilizá-los com as condições de mercado, que mudaram muito, foi correta", diz Chris Wheeler do Mediobanca. "No entanto, antes mesmo de os resultados terem sido anunciados, o banco colocou em risco a execução do plano." Quais operações o UBS tentará manter é mais fácil de prever: câmbio, onde permanece sendo um dos mais importantes operadores, sua presença nas bolsas e seus negócios com consultoria e de subscrição de ações e dívida. Em tese, essas são áreas que necessitam menos capital e são menos arriscadas, apesar dos US$ 2,3 bilhões em supostos prejuízos com operações financeiras não autorizadas na mesa Delta One do banco, nas entranhas da divisão de operações com ações, tenham testado severamente essa máxima. A conquista de clientes interessados em fusões e aquisições, e ofertas públicas iniciais de sua denominada "rede de clientes de ultra-alto valor" será fundamental para que essa estratégia, assim como a venda de produtos bancários de investimentos que proporcionam margens mais amplas. "De uma perspectiva de longo prazo, o UBS está se reorientando rumo a um negócio menos arriscado, mas que proporciona retornos maiores", dizem analistas do Goldman Sachs. "Isso é um ponto positivo para o longo prazo, em nossa opinião". Investidores compram esperança, mais uma vez Por Luciana Monteiro Ações de consumo sobem com aposta de corte maior da Selic Mais uma vez, o mercado resolveu erguer castelos no ar ao comprar esperanças. Desta vez, a construção foi fundamentada nas expectativas de uma nova ação de políticos e do Banco Central Europeu (BCE) para impedir o contágio de um eventual calote da Grécia.

13 Os investidores resolveram dar um voto de confiança aos ativos de maior risco depois que o comissário europeu de assuntos monetários, Olli Rehn, afirmou que os países da zona do euro estudam a possibilidade de fortalecer o fundo europeu de resgate. E, diante de um mercado indefinido, os investidores novamente buscaram ganhos de curto prazo, o que levou o Índice Bovespa a fechar em alta de 0,97%, aos pontos. Internamente, consolidou-se a aposta de que a taxa de juros poderá ser reduzida em 1 ponto percentual, e não 0,5, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de outubro. A projeção cresceu diante das preocupações do governo com a desaceleração da economia mundial. Na última ata do Copom, quando houve uma surpreendente queda dos juros, o Banco Central ressaltou a piora do cenário internacional. E, de lá para cá, houve deterioração, o que corrobora o cenário traçado pelo BC, diz Eduardo Velho, economista-chefe da Prosper Corretora. Não por acaso, as ações voltadas ao segmento de consumo e varejo se destacaram ontem. Das dez maiores valorizações do Ibovespa, cinco foram de papéis ligados aos dois setores. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Hering fecharam o dia com valorização de 4,78%, cotadas a R$ 32,00. Já as ONs da Hypermarcas tiveram alta de 2,49%, negociadas a R$ 10,70, enquanto as preferenciais (PN, sem direito a voto) da Lojas Americanas subiram 2,12%, para R$ 14,91. As PNs do Pão de Açúcar também se destacaram, com alta de 1,86%, cotadas a R$ 59,20. As ONs da Natura, por sua vez, se valorizaram 1,69%, para R$ 33,15. Mas se a tese de queda maior da Selic funcionou para os papéis de consumo, o mesmo não pôde ser visto no setor de construção. As ações ordinárias da PDG Realty caíram 2,06%, a R$ 6,18, enquanto as da MRV perderam 1,43%, a R$ 10,35. As ONs da Gafisa também sofreram, fechando em queda de 1,18%, a R$ 5,88, e as da Rossi Residencial perderam 0,95%, negociadas a R$ 9,34. O cenário para o setor de construção é mais incerto já que o maior impacto sobre esse segmento recai sobre a expectativa do crescimento da economia e o Brasil está crescendo abaixo de seu potencial, afirma Velho. A alta no preço do petróleo lá fora beneficiou as ações da Petrobras. As ONs da estatal registraram valorização de 3,43%, cotadas a R$ 21,72, enquanto as PNs da empresa encerraram em alta de 3,24%, a R$ 19,78. Ampliar imagem Destaque de alta também para a OGX. Além do petróleo, as ações foram beneficiadas por uma notícia divulgada na sexta-feira, após o fechamento do pregão. O empresário Eike Batista disse que a petrolífera não está mais interessada em vender participações em campos marítimos e planeja assinar, dentro de um mês, um contrato de fornecimento para uma grande empresa global do setor. De acordo com ele, depois de emitir US$ 2,6 bilhões em papéis neste ano, a OGX não precisará vender participações nos seus campos. Eike afirmou ainda que a OGX em breve assinará um contrato de fornecimento com uma das três maiores empresas petrolíferas do mundo, à qual destinará o petróleo que começar a extrair no campo de Waimea, na costa brasileira. As ONs da petrolífera encerram o dia com alta de 2,82%, cotadas a R$ 12,04. No ano, entretanto, os papéis ainda acumulam perda de 39,80%, ante queda de 22,45% do Ibovespa. Luciana Monteiro é repórter de Investimentos. A titular da coluna, Daniele Camba, está de férias.

14 Em menos de um mês, fundo da CSHG bate barreira do dólar Por Silvia Rosa De São Paulo A valorização acentuada do dólar em setembro, que acumula alta de 16,21% no mês, pegou de surpresa alguns gestores que haviam lançado carteiras de capital protegido buscando aproveitar a oscilação da moeda. Mal começou a operar e o fundo multimercado CSHG Dólar Double Range IV Capital Protegido, gerido pela Credit Suisse Hedging-Griffo, já bateu a barreira de alta estabelecida no regulamento do portfólio, garantindo aos investidores apenas o valor investido. Ampliar imagem A carteira, destinada a investidores qualificados, com mínimo de R$ 300 mil em aplicações financeiras, foi fechada para novos aportes em 5 de setembro, tendo prazo de encerramento em 8 de dezembro de Dessa forma, o fundo iniciou a operação com o dólar Ptax - média das cotações apurada pelo Banco Central - a R$ 1,6517, e trabalhava com três possibilidades de cenário. No primeiro, se a oscilação da moeda americana permanece entre R$ 1,5588 e R$ 1,7446, o investidor ganharia um retorno de 135% do CDI. Se a qualquer momento no período de vigência do fundo o dólar Ptax ultrapasse a barreira de alta de R$ 1,7446 e permanece entre R$ 1,6518 e R$ 1,8376, o cotista ainda poderia receber o retorno de 135% do CDI. Mas se ultrapasse a cotação de R$ 1,8376, receberia apenas o capital investido de volta. Foi o que aconteceu. No dia 22 de setembro, o dólar Ptax, fechou em R$ 1,9016 para venda, maior cotação desde 1º de setembro de 2009, atingindo a barreira de alta. A disparada do dólar no dia 22 de setembro levou o BC a retornar a oferta de swap cambial, operação que equivale à venda da moeda americana no mercado futuro. No ano, a moeda americana acumula valorização de 10,70%. O portfólio da CSHG ainda trabalhava com uma barreira de baixa de R$ 1,5588 para o dólar Ptax. Caso atingisse esse gatilho, o cotista poderia receber um retorno equivalente a 135% do CDI se a variação da moeda americana permanecesse entre R$ 1,5008 e R$ 1,8086 no período, ou ter o capital garantido no caso de ultrapassar essa faixa. Como o fundo tem duração de 90 dias, se o cotista sacar os recursos aplicados antes do encerramento desse prazo, terá que pagar uma taxa de saída de 15% sobre o valor líquido resgatado. A aplicação mínima nessa carteira era de R$ 50 mil e valor mínimo de movimentação de R$ 10 mil. O portfólio contava, em 22 de setembro, com patrimônio líquido de R$ 147,1 milhões e 280 cotistas. O fundo de capital protegido do Santander Strategy Multimercado também fechou em setembro uma operação estruturada que atrela o retorno da carteira à variação cambial. O retorno da quinta operação do fundo, que teve início em 20 de outubro de 2010, será determinado pelo preço de ajuste do contrato de dólar futuro negociado na BM&FBovespa, entre 9 de setembro e 30 de novembro de A carteira não trabalha com barreiras de alta ou de baixa e oferece quatro opções de retorno. Se, no vencimento, o dólar estiver cotado dentro do intervalo de R$ 1,575 a R$ 1,777, o investidor recebe um retorno nominal positivo.

15 Já se a moeda americana estiver entre R$ 1,604 e R$ 1,748, o cotista ganhará o retorno nominal positivo acima da variação do CDI projetado para o período. Mas se o dólar fechar entre R$ 1,615 e R$ 1,737 no vencimento, o cliente recebe um retorno nominal positivo de 3,27%. O investidor também poderá receber o capital investido caso a moeda americano ficar abaixo de R$ 1,575 ou acima de R$ 1,777. Analistas, porém, já projetam um dólar acima de R$ 1,90 no fim do ano. A expectativa é de que a moeda se estabilize em novo nível ao redor de R$ 1,70 no curto prazo. A carteira do Santander soma um patrimônio líquido de R$ 202,14 milhões e conta com 431 cotistas. É importante lembrar, que mesmo sendo nos fundos de capital garantido, a proteção do principal refere-se a riscos de mercado, e não dá garantia de que o investidor não possa sacar menos do que aplicou, o que pode acontecer em função da tributação do investimento ou dos custos do fundo. Recompra para quê? Por Ana Paula Ragazzi e Ana Luísa Westphalen De São Paulo Para Marcelo Picanço, diretor financeiro da Porto Seguro, recompra é uma opção, não uma obrigação: "Obrigatório é dar retorno ao acionista" Temporada de baixa acentuada no mercado costuma trazer uma leva de empresas anunciando recompra de ações. A sinalização é que, nesse patamar de preços, os papéis estão tão baratos que se transformam no investimento de maior retorno para o recursos que possuem em caixa. No entanto, a recompra não funciona automaticamente, como se fosse um programa de computador. A operação é usada como uma ferramenta pela companhia - a divulgação não significa sequer que ela será realizada imediatamente. Imediato é o efeito psicológico que a medida tem para os investidores, uma vez que a empresa que, em tese é a mais qualificada para saber quanto valem suas ações, está dando uma sinalização positiva. Por isso, cada vez mais investidores estão atentos para saber se o anúncio é apenas um recado ou se os programas, de fato, têm andamento. Um levantamento do Credit Suisse, que acompanha essas operações, mostra que até o início de setembro havia 56 empresas com programa em aberto. Desse total, 20 foram anunciados em agosto, época de forte queda na bolsa. O banco calcula o volume financeiro envolvido na operação, considerando a cotação do dia do anúncio, e divide por um giro médio diário de 30 dias anteriores. O número resultante mostra quantos pregões seriam necessários para que a recompra se concretize. Entre as 56 empresas que estavam com o programa em aberto até o fim de agosto, oito poderiam concluir a operação em um pregão, se fossem a única força compradora na sessão. Gestores afirmam que o máximo de volume

16 que um investidor pode fazer em um pregão é de um terço do total negociado. Ou seja, apesar de a conta do Credit falar em um pregão, o número necessário para completar a operação seria três. Ainda conforme o levantamento, outras duas não precisariam nem de um pregão inteiro para concluí-lo. Isso equivale dizer que o programa é praticamente simbólico, no caso de empresas bastante líquidas, como o Bradesco, ou que as ações que anunciam têm muito pouca liquidez, como por exemplo a Camargo Correa, e executar a recompra também pode significar reduzir a negociabilidade no futuro. Por outro lado, há empresas que levariam tantos pregões para finalizar a operação que seria impossível concretizálo até o término do prazo, geralmente de um ano, para a realização. Pelo levantamento do Credit Suisse, a Brazil Hospitality Group (BHG) precisaria de 271 sessões na bolsa para fazer a recompra, que tem prazo de um ano. Por meio da assessoria de imprensa, o BHG informou este já seu quarto programa de recompra de ações. Apesar de tê-lo renovado em março, não tem intenção de recomprar seus papéis porque seu caixa tem sido destinado a investimentos no plano de crescimento, por meio de aquisições e desenvolvimento hoteleiro. A Metalfrio levaria 94 pregões e a Cyrela Commercial Properties, 112 dias. No caso da CCP, no momento do anúncio da recompra ela não dispunha de caixa suficiente, conforme dados da Economática, para completá-la em sua totalidade. Nesse caso estão ainda Eucatex, BM&FBovespa, Profarma, OdontoPrev e Le Lis Blanc. As empresas não concederam entrevista. Para o professor do Insper Ricardo José de Almeida, não são poucas as companhias que deixam o programa de recompra aprovado e engatilhado para se aproveitar de um eventual momento de baixa acentuada. "O mercado está com forte volatilidade, o que faz com que as ações possam cair muito e se recuperar depois. Nesses momentos, fica mais fácil já ter a recompra aprovada, para aproveitar os momentos de preços baixos. Se ainda tiver que aprovar a recompra, pode perder a oportunidade", afirma Almeida. O diretor de relações com investidores e financeiro da Porto Seguro, Marcelo Picanço, diz que o programa é uma opção, não é uma obrigação. "A obrigação é dar o retorno ao acionista. A recompra é, inclusive, uma munição para evitar, por exemplo, distorções de mercado." O executivo conta que as companhias tendem a divulgar programas agressivos para terem oportunidade de fazê-los se as condições de mercado tornarem-se muito adversas. Em muitos casos, o desejo da empresa é gerar mais um impacto psicológico do que efetivo, como uma força compradora no mercado. Até mesmo porque, se a empresa faz a recompra com muita sede e a ação sobe demais, fica infundado o programa. Muitas companhias divulgam recompras pequenos até mesmo porque possuem um objetivo claro - ter ações em tesouraria para dar conta do programa de opções de ações de seus executivos. Esse é o caso de 16 empresas da mostra do Credit. "Nosso programa tem esse objetivo específico, por isso tem um volume baixo", afirma Marcel Vedrossi, analista sênior de relações com investidores da Bematech. "Temos até abril para concluí-lo. Já efetuamos quase 40%, o que atende as nossas necessidades. No entanto podemos também utilizá-lo para tornar mais eficiente o uso do caixa. Nesse momento, não temos intenção de recomprar mais, mas pode ser daqui a um ou dois meses, se acharmos interessante", diz. A Anhanguera Educacional, em seu comunicado, falava que a recompra poderia ser para os planos de opções e outras destinações. Uma delas, informa Ricardo Scavazza, vice-presidente financeiro da companhia, foi para completar o pagamento da compra da rede de ensino LFG, recém concluída.

17 A Rodobens iniciou seu programa em maio, com prazo de seis meses. Até o momento, retirou do mercado em torno de 170 mil ações ou 8% do total de 2,2 milhões abrangidos pelo programa, que correspondem a 10% do total de ações da companhia na bolsa, o máximo permitido. O diretor de relações com investidores da Rodobens, Luciano Guagliardi, diz que a empresa não está preocupada com o montante que vai conseguir comprar. "Existe a questão liquidez. Talvez nem se eu quisesse fazer o programa inteiro eu conseguiria. É melhor ter o limite máximo aprovado para não ter que a toda hora ir até o conselho e pedir a aprovação ", afirma Guagliardi. José Salazar, vice-presidente financeiro e de relações com investidor da Tempo Assist, afirma que, em agosto passado, a empresa anunciou seu terceiro programa de recompra. Nos dois anteriores, completou 99%; no atual, ele diz que a empresa novamente está atuando, embora não divulgue os volumes. "Na nossa visão, esse é o melhor uso para o caixa, pois a ação está barata. Existe um potencial de prejudicar nossa liquidez, mas ainda assim, achamos que o benefício da recompra é maior." Picanço, da Porto Seguro, ressalta que a recompra precisa ser feita com cuidado. "O anúncio atrai investidores, mas tenho que tomar cuidado para não secar o mercado. Temos de fazê-lo em doses bem distribuídas para preservar o total de ações em circulação no mercado em torno de 30%", diz. "Alterar esse percentual em 5 pontos percentuais já é problema. Mas as recompras do passado nunca levaram à redução, no longo prazo, da liquidez das ações". Marcela Drehmer, diretora de finanças da Braskem, diz que o programa vigente ainda tem poucos dias e que é resultado do entendimento de que o papel não estava cotado a preço justo. Em 2008, com a crise, diz, as reservas da companhia caíram em função de prejuízos e a empresa optou por preservar o caixa. "Mas agora temos caixa. Liquidez não é um problema", diz a executiva. Uso do caixa para reduzir dívida pode ser melhor opção Por De São Paulo Enquanto uma enxurrada de empresas anunciava, no mês passado, programas de recompra de ações, o analista Gordon Lee, do banco UBS, divulgou um relatório em que analisava os impactos desse tipo de anúncio para companhias do setor imobiliário. Referindo-se a três empresas que haviam anunciado a medida, Cyrela, MRV e Rossi, o analista avaliava que nas condições de mercado atuais, de aversão a risco e incerteza macroeconômica, seria mais prudente - e mais favorável para as ações - se as companhias pensassem em reduzir os gastos e melhorar os níveis de endividamento. "Enxergamos anúncios de recompra como capazes de ter impacto nas ações momentaneamente, mas olhando no longo prazo podem ser negativos para o papel, se a volatilidade do mercado se acentuar", afirmou Lee. Para o UBS, das três empresas do setor que haviam anunciado recompra até aquele momento, a MRV, com endividamento de 34% e fluxo de caixa mais adequado, era a que estava em melhores condições para efetuar o programa.

18 Já a Rossi, com nível de alavancagem de 62% e diante da recente compra da construtora Norcon, seria a empresa em situação menos confortável para efetuar a operação. Ainda assim, afirma o relatório do UBS, mesmo no caso da MRV, seria preferível que a empresa usasse o excedente de caixa para reduzir o endividamento. Procuradas, Rossi, MRV e Cyrela não deram entrevista. Para o analista do UBS, alguns planos parecem desenhados para que as ações voltem ao mercado de alguma forma, no momento em que as condições forem melhores. "Isso tira o benefício dos acionistas", escreveu Lee. Entre os analistas, o tema recompra costuma ser controverso. Boa parte deles costuma preferir que a empresa utilize o caixa excedente, se for o caso, para distribuir dividendos. Em seu relatório, Lee levantou alguns pontos que podem ser questionados para empresas de quaisquer setores. Para o investidor, a recompra traz benefícios apenas se a empresa cancelar as ações após comprá-las. Isso porque a fatia que o investidor possui na companhia passa a ser parte de um total menor. Algumas empresas informam que, se os papéis forem mantidos em tesouraria, perdem os direitos aos proventos. Além disso, é preciso verificar se a empresa tem recursos suficientes para suportar o programa e se essa é realmente a melhor destinação para o caixa. (APR e ALW) Itaú cancelou 20% de suas ações em 20 anos de recompras Por Ana Paula Ragazzi e Ana Luísa Westphalen De São Paulo Geraldo Soares, superintendente do Itaú Unibanco, diz que a recompra é também uma defesa para o minoritário Duas companhias têm tradição em anunciar recompras no mercado e, de fato, realizá-las - Vale e Itaú Unibanco. Geraldo Soares, superintendente de relações com investidores do Itaú Unibanco, conta que, em 20 anos de recompras, 20% das ações do banco foram canceladas. "Quem tem a ação desde então possui hoje uma fatia maior do banco, sem ter feito nenhuma operação", diz. Soares conta que o programa do Itaú Unibanco sempre está aberto. "Em alguns anos, não compramos nada. Em outros, bastante. Depende das cotações, mas renovamos anualmente." O banco divulga mensalmente um balanço dessas operações, em que informa os volumes comprados e os preços. Neste ano, até meados de setembro, comprou 41 milhões de ações preferenciais, em operações que somaram cerca de R$ 1 bilhão. A ação do Itaú Unibanco, em meio à crise de agosto, era o papel do setor bancário que mais havia recuado neste ano.

19 "O mercado entende que a recompra é também uma defesa para o minoritário. O programa está aberto também para que possamos aproveitar oportunidades, inclusive, para atender ao programa de remuneração dos executivos em ações", conta. Há cinco anos o Itaú Unibanco possui regras internas que ditam as operações de sua tesouraria para realizar essas aquisições. "Nós temos as nossas normas próprias, até mesmo para ter a certeza de que não iremos influenciar ou manipular o preço das ações. Nunca fazemos o primeiro negócio ou formamos preço do papel, por exemplo", diz. A própria divulgação mensal das operações é um diferencial do Itaú, uma vez que as empresas têm obrigação de fazê-lo trimestralmente. Na avaliação de Soares, como o programa do Itaú é permanente, o efeito psicológico da recompra já foi diluído. "Hoje, na verdade, o mercado dá menos atenção para o anúncio e mais para o acompanhamento se a empresa está, de fato, realizando a recompra", diz Soares. "Ter o programa aberto não significa muita coisa." Por , a Vale informou que tem como política retornar aos acionistas a geração de caixa que excede o necessário para financiar seus investimentos, tendo em vista sua posição confortável de balanço, com uma dívida total inferior ao fluxo de caixa operacional dos últimos 12 meses e um caixa significativo. Em 2010, a empresa distribuiu US$ 3 bilhões em dividendos e realizou recompra de US$ 2 bilhões. Neste ano, o programa anunciado é de US$ 3 bilhões e se encerra em 25 de novembro. Até o momento, o conselho já aprovou a distribuição de dividendos de US$ 8 bilhões. A decisão de recomprar ações, informa a empresa, é guiada pelo objetivo de otimizar a alocação de capital. "Os recursos que não forem destinados ao financiamento de investimentos da companhia estão sendo devolvidos aos acionistas para que possam decidir a respeito de sua melhor destinação." Presidente russo bate boca e demite ministro Por Agências internacionais O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev forçou ontem o ministro das Finanças, Alexei Kudrin, a pedir demissão após acusá-lo de "insubordinação" por questionar suas políticas de gastos. "Ninguém revogou a disciplina e a subordinação. (...) Se, Alexei Leonidovich [Kudrin], você discorda do caminho do presidente, só há um curso de ação e você o conhece: renunciar. (...) Naturalmente, é necessário responder aqui e agora: Você vai escrever uma carta de renúncia?", disparou Medvedev durante uma reunião em Dimitrovgrad, transmitida pela televisão, olhando diretamente para Kudrin. "Vou decidir somente depois de consultar o primeiro-ministro", respondeu Kudrin. Ao que Medvedev disparou: "Você pode pedir o conselho de quem quiser, mas, enquanto eu for o presidente, essas decisões são tomadas por mim". O conflito teve início no fim de semana, quando o primeiro-ministro Vladimir Putin anunciou que concorrerá novamente à Presidência do país em março do ano que vem e que Medvedev voltará ao cargo de premiê. Reagindo ao anúncio, Kudrin, que, com 50 anos, tinha pretensões de ser o novo primeiro-ministro, declarou que se recusaria a trabalhar no governo com Medvedev como premiê por discordar com seus planos de aumentar os gastos militares.

20 A saída de Kudrin provavelmente causará intranquilidade a investidores e novos abalos nos mercados russos. Um antigo membro da equipe de Putin, Kudrin ocupava a chefia do Ministério das Finanças desde 2000 e seu controle firme sobre o orçamento era visto como crucial para a estabilidade econômica do país. "É difícil ver como a renúncia de Kudrin não possa ser negativa para os mercados", disse Neil Shearing, economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics, em Londres. "Com os preços do petróleo começando a cair e os mercados financeiros ainda inquietos, não é uma boa hora para o governo perder o principal representante da linha dura fiscal." Alguns analistas especulam que a saída de Kudrin pode ter mais efeito sobre a economia do país do que a própria eleição. Anton Struchenevsky, economista-sênior do banco de investimentos Troika Dialog, em Moscou, descreveu Kudrin como o "elemento de contenção contra políticas populistas na Rússia". "Todas as conquistas macroeconômicas da Rússia são obra de Kudrin. Ele tem uma enorme influência e não vejo ninguém de peso similar que possa substituí-lo", disse Struchenevsky. Pagamento de trilhões em dívida privada ajuda a frear os EUA Por Assis Moreira De Genebra Pelo menos US$ 5 trilhões nos EUA passaram a ser usados para pagar dívidas em vez de consumo e investimentos desde 2009, segundo o Instituto Internacional de Finanças (IIF), entidade dos maiores bancos do mundo. A cifra ajuda a explicar também novos indicadores econômicos nos EUA e na Alemanha, todos apontando a desaceleração maior do que a prevista nas economias desenvolvidas. O IIF tem martelado que a redução do endividamento simultâneo do setor privado (financeiro, famílias e, em menor medida, de grandes corporações) continuará a ser uma barreira para o crescimento econômico global. Se as projeções já não são boas para 2012, a desalavancagem continuará "ensombrecendo" o cenário em Nos EUA, o total da dívida privada atingiu o equivalente a 295,8% do PIB no primeiro trimestre de 2009, mas declinou 38,2 pontos percentuais do PIB desde então. A entidade dos bancos nota que isso é equivalente a US$ 5 trilhões de renda sendo usados para reduzir o endividamento, deixando de ir para consumo e investimentos. "Diante dessa enorme queda na demanda privada, uma alta correspondente nas despesas dos governos era necessária apenas para compensar isso", diz. Embora a desalavancagem do setor privado não deva ser visto como "exógeno e inevitável", a expectativa é de que esse processo vá continuar por mais algum tempo. Nota que no Japão, o processo de transferir dívida do balanço do setor privado para o setor público já dura 15 anos. Ontem, o índice de atividade nacional dos EUA, compilado pelo Federal Reserve Bank de Chicago, declinou de 0,02 em julho para -0,43 em agosto, em nova evidência do enfraquecimento da economia americana. A média móvel trimestral, que suaviza as oscilações mensais, cedeu de -0,27 para -0,28. A cifra negativa mostra crescimento abaixo da tendência de longo prazo. O índice, um compêndio de dados já divulgados e de previsões, mistura-se com as perspectivas sombrias traçadas por muitos executivos do país durante recentes conferências com investidores e vem menos de uma semana após o Federal Reserve anunciar mais medidas de expansão monetária. Conforme agências de notícias, mais da metade dos 85 indicadores acompanhados pelo Fed de Chicago pioraram em agosto na comparação com julho, com destaque para os dados relacionados a produção e emprego. O consumo e o setor imobiliário seguem fracos, enquanto vendas, encomendas e estoques continuam relativamente firmes e

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