PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR CELEM CENTRO DE ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA ESPANHOL

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1 PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR CELEM CENTRO DE ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA ESPANHOL APRESENTAÇÃO Segundo as Diretrizes Curricular o ensino da Língua Estrangeira na Educação Básica esta pautado na compreensão de que ensinar e aprender língua é ensinar e aprender percepções de mundo e maneiras de atribuir sentido, é formar subjetividades, é permitir que se reconheça no uso da língua os diferentes propósitos comunicativos, independentemente do grau de proficiência atingido. Neste sentido: Propõem-se que a aula de Língua Estrangeira Moderna constitua um espaço para que o aluno reconheça e compreenda a diversidade linguística e cultural, de modo que se envolva discursivamente e perceba possibilidades de construção de significados em relação ao mundo em que vive. Espera-se que o aluno compreenda que os significados são sociais e historicamente construídos e, portanto, passíveis de transformação na prática social (2008, p. 53) O CELEM do Colégio Estadual Alto Alegre do Iguaçu pretende, dessa forma, contribuir para que seus alunos sejam transformadores de sua realidade, uma vez que a aprendizagem de línguas estrangeiras é um pré-requisito essencial para o acesso ao conhecimento e a outras culturas. O que, de certa forma, é mais que formar para o mercado de trabalho ou para o uso das tecnologias tão em voga na atualidade. É proporcionar ao aluno o entendimento da linguagem como instrumento de interação social e de identidade de um povo. Segundo Jordão (2004, apud Paraná 2008, p.60), quantas mais [...] línguas estrangeiras eu souber, potencialmente maiores serão minhas possibilidades de construir sentidos, entender o mundo e transformá-lo. Desta forma, percebemos que a inclusão do espanhol no CELEM responde à necessidade de assegurar melhores condições de inserção dos jovens na sociedade atual, visto que o domínio da língua materna, articulado à capacidade de comunicar-se em outras línguas é, no mundo interdependente em que vivemos, uma forma de acesso à cidadania de forma ativa e participativa. METODOLOGIA DA DISCIPLINA A base metodológica para as aulas será o ensino a partir de vários gêneros textuais. Através de textos serão abordadas as questões linguísticas e sócio-

2 pragmáticas, culturais e discursivas, assim como as práticas do uso da língua (leitura, escrita e oralidade), pois, de acordo com a DCE (2008, p. 16). Tal proposta depende de uma interação primeira com o texto, na qual pode haver uma complexa mistura de linguagem escrita, visual e oral, considerando os usos heterogêneos da língua como prática sociocultural. As formas de leitura, escrita e oralidade interagem, como na seguinte situação: o professor lê o texto em voz alta, aponta ora para imagens ou ilustrações, ora para palavras escritas na página, não apenas no narrar ou contar uma história, mas ao fazer perguntas aos alunos. Assim, na aula de língua estrangeira será possível fazer discussões orais sobre sua compreensão, bem como produzir textos orais, escritos e/ ou visuais a partir do texto lido, integrando todas as práticas discursivas nesse processo. Sabendo-se que, conforme Bakhtin (1997, p. 291) a língua se deduz da necessidade do homem de expressar-se, de exteriorizar-se o ensino de LEM define como Conteúdo Estruturante da Língua Estrangeira Moderna o Discurso como prática social. A língua será tratada de forma dinâmica, por meio de leitura, de oralidade e de escrita que são as práticas que efetivam o discurso (DCE, p. 61, 2010) serão trabalhados conteúdos como: na escrita: marcas linguísticas, elementos formais e composicionais dos gêneros, produção de textos, gramática contextualizada, variedades linguísticas, entre outros. na leitura: intencionalidade do texto, intertextualidade, leitura não linear, linguagem não verbal, variedades linguísticas, entre outros. na oralidade: variedades linguísticas, intencionalidade, finalidade do texto oral, elementos extralinguísticos, atividades culturais de exposição de teatro, poesia, atividades com música, vídeos, dentre outros. Vale aqui salientar que a Lei /08, referente à História Afro-brasileira e Africana e Indígena também será contemplada nas aulas de LEM do CELEM sempre que se fizerem pertinentes. CONTEÚDO ESTRUTURANTE O conteúdo estruturante discurso, como prática social, será tratado de forma dinâmica por meio da leitura, da oralidade e da escrita a partir da apresentação de diferentes gêneros textuais, pois conforme Bakhtin (1997, p. 279) a riqueza e a variedade dos gêneros do discurso são infinitas, pois a atividade virtual da atividade humana e inesgotável. Segundo Barros e Costa (2010, p. 96) diante dessa variedade, sempre que possível os gêneros textuais trabalhados na LEM devem ser: textos autênticos e variados (escritos, orais, verbais e não verbais) que, além de constituírem-se como amostras de funcionamento da língua estudada, permitam a contextualização dos conteúdos

3 (comunicativos, pragmáticos, gramaticais, lexicais, culturais, etc.) e possam contribuir para um modo de atuação sociodiscursiva em uma cultura. É importante ressaltar que o uso das tecnologias disponíveis na escola (TV multimídia, Laboratório Paraná Digital, rádio, DVD, entre outros) são imprescindíveis nas aulas de LEM, uma vez que através dos meios digitais o professor consegue criar uma proximidade do aluno com a língua em sua forma mais autêntica. CONTEÚDOS BÁSICOS 1º PERÍODO LEITURA: Interpretação textual, observando: conteúdo temático, interlocutores, intencionalidade, intertextualidade, informatividade, marcas linguísticas. A partir de práticas de leituras de textos de diferentes gêneros, tais como, pequenos contos, charges, cartas, anúncios, panfletos, embalagens, formulários, entre outros; Identificação do argumento principal e reconhecendo opiniões ou feitos em que se fundamentam; Perceber a intencionalidade implícita e explicita do autor no texto; Identificação de informação expressa em diferentes formas de textos verbais e não verbais. ORALIDADE: Fonética; Variedades linguísticas; Intencionalidade do texto oral; Argumentação; Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos; Reconhecer expressões familiares e cotidianas; Atividades com poemas, músicas, vídeos, entre outros; Apresentações orais de pesquisas culturais. ESCRITA: Produção de diferentes gêneros textuais: bilhetes, solicitações, diálogos, histórias em quadrinhos, agenda semanal, cartazes, entre outros;

4 Produção escrita como forma de comunicação. ANÁLISE LINGUÍSTICA PERPASSANDO AS PRÁTICAS DE LEITURA, ESCRITA E ORALIDADE: O estudo dos conhecimentos linguísticos será sempre a partir dos gêneros selecionados para leitura ou audição, dos textos produzidos pelos próprios alunos e das dificuldades apresentadas pela turma e estará presente nas práticas acima descritas. Alfabeto e fonética; Tratamento formal e informal; Pronomes de tratamento; Pronomes reflexivos; Valor sintático e estilísticos dos modos e tempos verbais; Função do adjetivo, do pronome, do artigo definido e indefinido, e de outras classes gramaticais como elementos do texto; Alguns procedimentos de concordância verbal e nominal; Particularidades de grafia de algumas palavras; Heterogenêricos, heterosemânticos e heterotônicos dentro dos conteúdos trabalhados; CONTEÚDOS BÀSICOS 2º PERÍODO LEITURA: Interpretação textual, observando: conteúdo temático, interlocutores, intencionalidade, intertextualidade, informatividade, marcas linguísticas. A partir de práticas de leitura de textos de diferentes gêneros, tais como, pequenos contos, charges, cartas, anúncios, panfletos, embalagens, formulários, textos literários, resenhas de filmes, vídeos, blogs, sites da Internet, entre outros; Identificação do argumento principal e reconhecendo opiniões ou feitos em que se fundamentam; Perceber a intencionalidade implícita e explicita do autor no texto; Identificação de informação expressa em diferentes formas de textos verbais e não verbais. Descrever fatos e ações no passado, considerando relações de maior ou menor proximidade com o presente;

5 ORALIDADE: Variedades linguísticas; Intencionalidade do texto oral; Argumentação; Elementos extralinguísticos: entonação, pausas, gestos...; Relatar atividades corriqueiras; Promover práticas de uso da língua de forma contextual, inseridas no universo do aluno. Atividades com poemas, músicas, vídeos, entre outros; Apresentações orais de pesquisas culturais, teatro, entre outras. ESCRITA: Produção de diferentes gêneros textuais: diálogos, postais, cartas, pequenos contos, receitas, instruções, cartazes, maquetes, PowerPoint; entre outros; Produção escrita como forma de comunicação; Utilizar os recursos coesivos e o encadeamento de ideias na produção textual ANÁLISE LINGUÍSTICA PERPASSANDO AS PRÁTICAS DE LEITURA, ESCRITA E ORALIDADE: O estudo dos conhecimentos linguísticos será sempre a partir dos gêneros selecionados para leitura ou audição, dos textos produzidos pelos próprios alunos e das dificuldades apresentadas pela turma e estará presente nas práticas acima descritas. Fonética; Valor sintático e estilístico dos modos e tempos verbais; Função do adjetivo, do pronome, do artigo definido e indefinido, e de outras classes gramaticais como elementos do texto; Particularidades de grafia de algumas palavras; Discurso direto e indireto; Perífrases verbais; Heterogenêricos, heterosemânticos e heterotônicos dentro dos conteúdos trabalhados; A pontuação e seus efeitos de sentido;

6 Acentuação gráfica; AVALIAÇÃO A avaliação seguira os critérios da Proposta Político Pedagógica da escola e está articulada as diretrizes curriculares da disciplina e a LDB nº 9394/96 contemplando as práticas de oralidade, escrita e leitura, sendo que a mesma tem o caráter contínuo, cumulativo e processual. Ou seja, a avaliação está pensada em função da totalidade durante todo o processo de ensino-aprendizagem. Segundo Giancanterino (2010): A avaliação é um processo contínuo que deve ocorrer-nos mais diferentes momentos do trabalho. A verificação e a qualificação dos resultados da aprendizagem no início, durante e no final das unidades didáticas, visam sempre diagnosticar e superar dificuldades, corrigir falhas e estimular os alunos a continuarem dedicando-se aos estudos. A avaliação da aprendizagem necessita, para cumprir o seu verdadeiro significado, assumir a função de subsidiar a construção da aprendizagem bem-sucedida. Dessa forma, a avaliação processual parece-nos a melhor forma de respeitar a diversidade encontrada na escola, uma vez que nela encontramos alunos com diferentes ritmos de aprendizagem e, que, portanto, devem ter respeitada a sua individualidade. Segundo Hofmann (1991, p. 47): O processo avaliativo não deve estar centrado no entendimento imediato pelo aluno das noções em estudo, ou no entendimento de todos em tempos equivalentes.(...) Todos os aprendizes estão sempre evoluindo, mas em diferentes ritmos e por caminhos singulares e únicos. O olhar do professor deverá abranger a diversidade de traçados, provocando-os a progredir sempre. Neste sentido nos critérios das avaliações orais, escritas e de leitura se dará em diferentes momentos. Na prática da leitura será avaliada a capacidade de análise linguísticadiscursiva de textos orais e escritos, verbais e não-verbais e de posicionamento diante do que está sendo lido. Na oralidade verificar-se-á, além do conhecimento dos sons da LEM e dos vários gêneros orais, a capacidade de fazer adequação da variedade linguística nas diferentes situações de uso e contextos. Na escrita será avaliada a capacidade de agir por meio da linguagem para resolver situações reais de comunicação. Será verificado se o aluno conseguiu explicitar seu posicionamento de forma coerente e se houve planejamento, adequação ao gênero, articulação das partes e escolha da variedade linguística

7 adequada na atividade de produção. É importante considerar o erro como efeito da própria prática. Para tais verificações servirão de instrumentos atividades de leitura, debates, pesquisas, produção de textos, apresentações orais, trabalhos em grupos, avaliações escritas, exposições, entre outros instrumentos. De acordo com o PPP os resultados das avaliações são expressos bimestralmente, numa escala de 0,0 (zero) a 10,0 (dez), sendo a média mínima exigida para aprovação igual ou superior a 6,0 (seis). A frequência obrigatória fica estipulada em 75% das aulas ministradas no período. Como critérios de avaliação escrita, oral e de leitura serão considerados o crescimento individual do aluno observando a apropriação da língua alvo em diferentes contextos. Para isso a avaliação será um processo contínuo e cumulativo de todas as práticas realizadas em sala de aula ou fora dela, levando em conta e analisando o crescimento do aluno nas práticas de leitura, escrita e oralidade; através da apresentação oral e ou escrita dos trabalhos produzidos. Caberá ao professor observar a participação dos alunos e considerar que o engajamento discursivo se faça pela interação verbal, a partir dos diferentes gêneros textuais. REFERÊNCIAS BAKHTIN, M. A estética da criação verbal. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, GIANCATERINO, R. Avaliação do ensino/aprendizagem: um discurso político desvinculado da realidade do educando. SP, Disponível em: <http://www.meuartigo.brasilescola.com/educacao/avaliacao-ensino-aprendizagemum-discurso-politico-.htm>. Acesso em 12/08/2010. BARROS, C. S., COSTA, E. G. M. Elaboração de materiais didáticos para o ensino de espanhol. In: BARROS, C. S., COSTA, E. G. M. (org). Espanhol: ensino médio. Coleção explorando o ensino. Brasília: Ministério da Educação, P GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Diretrizes curriculares de língua estrangeira moderna para a educação básica do Paraná. Curitiba: Secretaria de Estado da Educação, HOFMANN, J. Avaliação mitos e desafios: uma perspectiva construtivista. Porto Alegre: Mediação, 1991.

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