Transmissão Subterrânea no Brasil. Julio Cesar Ramos Lopes

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1 Transmissão Subterrânea no Brasil Julio Cesar Ramos Lopes

2 1. Introdução 2. Linhas de Transmissão com Cabos Isolados 3. Cabos Isolados no Brasil X Outros Países 4. Principais Linhas de Transmissão Construídas nos Últimos 10 anos no Brasil

3 1. Introdução

4 Fatores que tendem a aumentar a quantidade de linhas subterrâneas: Desejo dos interessados em converter linhas aéreas para subterrâneas: governo, concessionárias, indústria, população Melhor utilização dos espaços urbanos Melhoria da qualidade de vida urbana: meio ambiente, estética Redução de acidentes com a população Redução das despesas operacionais para manter e operar as redes das concessionárias Melhoria da qualidade de energia e continuidade do fornecimento pelas concessionárias Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 no Brasil

5 Desejo da População em enterrar linhas aéreas A infraestrutura pode ser analisada através da pirâmide de hierarquia de necessidades A infraestrutura é inicialmente desejada, tornase desconfortável e finalmente é rejeitada A necessidade de melhoria da qualidade de vida nas cidades vai levar a se repensar as infraestruturas existentes Hierarquia de necessidades de Maslow

6 Aspecto Visual / Estético LTAs em São Paulo

7 Construção da Linha de Transmissão Subterrânea 400 kv no Reino Unido

8 Dificuldades para implantar linhas subterrâneas: Custo dos investimentos de sistemas subterrâneos Financiamento e meios para pagamentos destes custos Regulamentação do setor elétrico brasileiro Meio ambiente Cultura técnica

9 Relação de Custos de Linhas Subterrâneas Quanto maior o nível de tensão do circuito maior é o custo por km ou MVA de cabos subterrâneos comparado com uma linha aérea equivalente. A relação entre o custo de investimento de cabos subterrâneos e linhas aéreas são as seguintes: Faixa de tensão de 110 a 219 kv Faixa de tensão de 220 a 362 KV Faixa de tensão de 363 a 764 kv 5 a 10 vezes 9 a 16 vezes 15 a 25 vezes Estas relações de custos são baseadas na mesma extensão de rota. Elas podem variar significativamente devido às diferentes exigências da rota, planejamento, questões legais, e compensações ambientais para cada projeto. Existe uma tendência de redução destas relações em anos futuros. Quando se considera os custos das perdas nestas relações de custos elas sofrem uma pequena redução, mas a diferença de custo entre cabos subterrâneos e linhas aéreas permanece muito significativa.

10 Os custos de manutenção de cabos subterrâneos são geralmente menores que os de linhas aéreas. Os defeitos em cabos são raros mas os custos de reparo são consideráveis. Linhas aéreas e cabos subterrâneos tem vida útil similar e duração estimada conservativamente em 30 anos. Perspectivas Relação de Custos de Linhas Subterrâneas Devido a restrições do uso do solo, aumento das preocupações ambientais e maiores dificuldades em obter licenças, e do aumento do desenvolvimento de novas tecnologias, é esperado uma aumento do enterramento de linhas, particularmente daquelas de menores tensões, onde as relações de custos são menores. Para tensões mais elevadas as linhas aéreas continuarão a predominar dentro do horizonte futuro previsível. Entretanto esforços consideráveis continuarão a ser feitos no desenvolvimento de novos tipos de cabos subterrâneos e novas técnicas de instalação para reduzir o diferencial de custos.

11 Cultura Técnica A vasta maioria do sistema elétrico no Brasil é aéreo, mesmo em regiões urbanas. Poucas concessionárias tem padrões e práticas subterrâneas. Fabricantes não tem, como no passado, um bom suporte de engenharia. A maioria das linhas aéreas usa condutores nus e normalmente estas linhas são referência de custos de investimento.

12 2. Linhas de Transmissão com Cabos Isolados

13 Quantidade total de cabos isolados instalados até 12/2012 em tensão igual ou superior a 69 kv km

14 Cabos isolados instalados entre 01/1999 e 12/2012 em tensão igual ou superior a 69 kv 637 km

15 Cabos isolados instalados entre 01/1999 e 12/2012 em tensão igual ou superior a 69 kv km

16 Cabos isolados instalados entre 01/1999 e 12/2012 em tensão igual ou superior a 69 kv 637 km

17 3. Cabos Isolados no Brasil x Outros Países

18 Porcentagem da Extensão Total de Circuitos que é Subterrâneo no Mundo Referência: Brochure 338 Statistics of AC Underground Cables

19 Porcentagem da Extensão Total de Circuitos Subterrâneos kv Europa Ocidental, Ásia/Pacífico e Américas Referência: Brochure 338 Statistics of AC Underground Cables

20 Porcentagem da Extensão Total de Circuitos Subterrâneos kv Referência: Brochure 338 Statistics of AC Underground Cables

21 Porcentagem da Extensão Total de Circuitos Subterrâneos kv Referência: Brochure 338 Statistics of AC Underground Cables

22 Porcentagem da Extensão Total de Circuitos Subterrâneos kv Referência: Brochure 338 Statistics of AC Underground Cables

23 Porcentagem de Cabos Subterrâneos CA com Isolação Polimérica Extrudada no Mundo Referência: Brochure 338 Statistics of AC Underground Cables

24 4. Principais Linhas de Transmissão Construídas nos Últimos 10 anos no Brasil

25 LT BIGUAÇU - DESTERRO CARACTERÍSTICAS: Tensão nominal: 230 kv Tensão máxima: 245 kv Frequência: 60 HZ Comprimento estimado da rota: 4,65 km Um circuito de potência trifásico mais um cabo de 24 fibras ópticas Potência nominal: 310 MVA Fator de carga: 0,95 Potência máxima em emergência de 350 MVA Corrente de curto circuito de 21 ka Duração do curto: 0,5 s Tensão suportável de impulso atmosférico: 1050 kv

26 LOCALIZAÇÃO / ROTA: International Workshop 2013

27 CABO: International Workshop 2013

28 FOTOS: International Workshop 2013

29 FOTOS: International Workshop 2013

30 LT PAL9 PAL4 CARACTERÍSTICAS: Tensão nominal: 230 kv Tensão máxima: 242 kv Frequência: 60 HZ Comprimento estimado da rota: 12 km Um circuito de potência trifásico mais um cabo reserva Potência nominal: 362 MVA Fator de carga: 0,80 Potência máxima em emergência de 438 MVA Corrente de curto circuito de 41 ka Duração do curto: 0,3 s Tensão suportável de impulso atmosférico: 1050kV

31 LOCALIZAÇÃO / ROTA: International Workshop 2013

32 CABO: Al 1400 mm²

33 INSTALAÇÃO: International Workshop 2013

34 FOTOS: International Workshop 2013

35 FOTOS: International Workshop 2013

36 FOTOS: International Workshop 2013

37 LTS ANHANGUERA CARACTERÍSTICAS: Tensão nominal: 138 kv operando inicialmente em 88 kv Tensão máxima: 145 kv Frequência: 60 HZ Comprimento estimado da rota: 4,50 km Dois circuitos de potência trifásico Potência nominal: 300 MVA por circuito em 88 kv Fator de carga: 0,80 Potência máxima em emergência de 300 MVA Corrente de curto circuito de 40 ka Duração do curto: 1 s tensão suportável de impulso atmosférico: 650 kv

38 INSTALAÇÃO / CABO: International Workshop 2013

39 FOTOS: International Workshop 2013

40 FOTOS: International Workshop 2013

41 FOTOS: International Workshop 2013

42 FOTOS: International Workshop 2013

43 LT RECREIO CARACTERÍSTICAS: Tensão nominal: 138 kv Tensão máxima: 145 kv Frequência: 60 HZ Comprimento estimado da rota: 0,52 km Dois circuitos de potência trifásico Potência nominal: 120 MVA Fator de carga: 0,80 Potência máxima em emergência: 120 MVA Corrente de curto circuito : 21 ka Duração do curto: 0,5 s Tensão suportável de impulso atmosférico: 650 kv

44 LOCALIZAÇÃO / ROTA: International Workshop 2013

45 INSTALAÇÃO: Al 500 mm²

46 INSTALAÇÃO: International Workshop 2013

47 INSTALAÇÃO: International Workshop 2013

48 FOTOS: International Workshop 2013

49 FOTOS: International Workshop 2013

50 LT VILA NOVA - ESTUÁRIO CARACTERÍSTICAS: Tensão nominal: 138 kv operando inicialmente em 88 kv Tensão máxima: 145 kv Frequência: 60 HZ Um circuito de potência trifásico Potência nominal: 120 MVA em 88 kv Fator de carga: 0,75 Corrente de curto circuito: 21 ka Duração do curto: 1 s Tensão suportável de impulso atmosférico: 650 kv

51 LOCALIZAÇÃO / ROTA: SE - Jabaquara SE Vila Nova SE - Boqueirão SE - Estuário

52 INSTALAÇÃO: International Workshop 2013

53 FOTOS: International Workshop 2013

54 Obrigado JULIO LOPES

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