Sumário: 2. Teorias sociológicas da educação: dos clássicos aos contributos recentes. 2.4 De Weber aos neo- weberianos

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1 Sumário: 2. Teorias sociológicas da educação: dos clássicos aos contributos recentes 2.4 De Weber aos neo- weberianos

2 Os estabelecimentos de ensino no con;nente europeu, especialmente as ins;tuições de ensino superior - universidades, bem como ins;tutos técnicos, faculdades de negócios, ginásios e outras escolas médias - são dominados e influenciados pela necessidade de um ;po de "educação que produza um sistema de exames especiais e da perícia treinada que é cada vez mais indispensável para a burocracia moderna.

3 Acima de tudo, o desenvolvimento é muito favorecido pelo presngio social dos cer;ficados de habilitações adquiridas através desses exames especializados. Isto é ainda mais o caso, à medida que a patente educacional está orientada para a vantagem econômica. Hoje, o cer;ficado de habilitações escolares torna- se o que o teste no passado era para as an;gas gerações, pelo menos onde a nobreza se manteve poderosa: um pré- requisito para a igualdade de nascimento, uma qualificação para uma posição canónica, e para a administração do estado.

4 O desenvolvimento do diploma das universidades e faculdades de negócios e engenharia, e o clamor universal para a criação de cer;ficados de ensino em todos os campos para fazer a formação de uma camada privilegiada em gabinetes e nos escritórios. Tais cer;ficados apoiam as reivindicações dos seus ;tulares para casamentos com famílias notáveis (em escritórios de negócios as pessoas naturalmente têm esperança em relação a filha do chefe), pretendem ser admi;dos nos círculos que aderem a "códigos de honra", reivindicam uma remuneração "respeitável " e não a remuneração pelo trabalho realizado, exigem uma progressão assegurada e um seguro de velhice, e, acima de tudo, pretende monopolizar social e economicamente posições vantajosas.

5 Quanto aos custos "intelectuais" destes cer;ficados de habilitações são sempre baixos, e com o aumento do volume desses cer;ficados, os seus custos intelectuais não aumentam, antes diminuem.

6 A burocracia, por outro lado, esforça- se em toda parte por um "direito ao escritório pelo estabelecimento de um procedimento disciplinar regular e pela remoção da disposição completamente arbitrária do "chefe" sobre o funcionário subordinado. A burocracia procura assegurar a posição oficial, o avanço ordeiro, e a provisão para a velhice. Neste aspecto, a burocracia é suportada pelo sen;mento "democrá;co" dos governados, o que exige que a dominação seja minimizada.

7 Por trás de todas as atuais discussões sobre os fundamentos do sistema educa;vo, a luta do ;po de homem especialista" contra o velho ;po de "homem culto" está escondido em algum ponto decisivo. Esta luta é determinada pela expansão irresisnvel da burocra;zação de todas as relações públicas e privadas de autoridade e pela importância crescente do perito e do conhecimento especializado. A luta intromete- se em todas as questões culturais.

8 A burocracia tem um caráter "racional": regras, meios, fins e matéria de facto, dominam a sua influência. Em todo o lado a sua origem e a sua difusão têm, portanto, resultados "revolucionários".... Esta é a mesma influência que o avanço do racionalismo, em geral, tem ;do. A marcha da burocracia destruiu estruturas de dominação, que não ;nham caráter racional, no par;cular sen;do do termo.

9 Ponto de par;da: os mecanismos de controlo da mobilidade social ascendente. Em que é que consiste esse controlo nas sociedade modernas? Pi;rim Sorokin Na avaliação dos indivíduos quanto à sua capacidade de desempenhar uma determinada função social. 2. Na seleção desses indivíduos para a ocupação de uma posição social de forma defini;va. 3. Em função da distribuição dos indivíduos entre os diferentes estratos sociais, esse controlo define os critérios de promoção ou de despromoção. Nas sociedades modernas para além do controlo da mobilidade ver;cal há uma preocupação com o efeito de peneira que desloca os indivíduos e os coloca dentro da sociedade.

10 Ponto de par;da: os mecanismos de controlo da mobilidade social ascendente. Qual o principal propósito deste controlo? Distribuir os indivíduos de forma a que a sua colocação de acordo com as suas competências e os seus talentos possa potencial o sucesso do seu desempenho numa determinada função social. Pi;rim Sorokin Esse controlo é desempenhado por ins;tuições que formam, testam e cer;ficam essas competências: com especial relevo para a família e a escola.

11 A família é a primeira ins;tuição que elabora o primeira teste e que determina que ;po de trajeto de vida, a carreira e prospec;va a posição social da criança. A escola é a ins;tuição seguinte que volta a testar as decisões da família e que em muitos casos as reorienta. Pi;rim Sorokin Até há bem poucos anos, a escola era vista prioritariamente como uma ins;tuição educa;va. A sua função social era entendida como despejar no estudante uma quan;dade definida de conhecimento e, de certa forma, em moldar o seu comportamento. As funções de testagem, seleção e distribuição da escola eram quase sempre completamente esquecidas.... Durante os úl;mos anos muito especialistas em diferentes campos começaram a iden;ficar aquelas funções.

12 Actualmente é claro que a escola, para além de ser uma ins;tuição de formação e de educação, é ao mesmo tempo uma peça da maquinaria social, que testa as capacidades dos indivíduos que os peneira, seleciona- os e decide sobre a prospec;va da sua posição social. Pi;rim Sorokin A função social essencial da escola não é saber se um aluno aprendeu ou não um excerto de um livro de textos, mas a de através dos seus exames e supervisão moral, descobrir, em primeiro lugar, quais os alunos que têm talento e quais os que não têm capacidade que qualquer aluno tem e em que grau; e também os que que são social e moralmente adequados; em segundo lugar, para eliminar os que não possuem as qualidades mentais e morais exigidas; em terceiro lugar, através da eliminação dos que falham, a de fechar as portas da promoção social, especialmente em determinados campos sociais, e a de promover aqueles que aparentam ser bons estudantes em direção às posições que correspondem às suas capacidades específicas.

13 A perspec;va não- marxista das teorias sociológicas do conflito, na linha neoweberiana. Randall Collins Parte da perspec;va técnico- funcional da educação: 1. que as competências exigidas pelos empregos na sociedade industrial resultam da mudança tecnológica. 1. Cada vez são mais os empregos que requerem mais elevadas competências; 2. Os mesmos empregos requerem agoram competências acrescidas. 2. A educação formal providencia formação, quer em competências específicas, quer em capacidades gerais, indispensáveis para os empregos altamente qualificados. 3. Daqui resulta que os requisitos educacionais para os empregos estão a ser crescentes e cada vez maiores proporções da população são conduzidas a passar períodos mais prolongados na escola.

14 A teoria do conflito da estra;ficação Randall Collins Grupos de status: As unidades básicas da sociedade são grupos associa;vos que par;lham culturas (ou subculturas) comuns. O centro desses grupos são as famílias e os amigos, mas podem tornar- se extensivos a comunidades religiosas, educa;vas ou étnicas. De uma forma geral, compreendem todas as pessoas que par;lham um sen;do da igualdade de status baseado na par;cipação numa cultura comum: es;los linguís;cos, gostos no vestuário e na decoração, a observância de e;quetas e outros rituais, temas e es;los de conversações, opiniões e valores, preferências no desportos, artes e media. A par;cipação nesses grupos culturais confere aos indivíduos o sen;mento de iden;dade indispensável, especialmente em contraste com membros de outros grupos associa;vos.

15 A teoria do conflito da estra;ficação Randall Collins Luta pela vantagem: Existe um luta connnua por determinados bens: saúde, poder, ou presngio. É necessário que não admitamos à par;da que todo o indivíduo é mo;vado pela maximização da sua recompensa (prémio); contudo, desde que o poder e o presngio são por natureza bens escassos, e que a saúde é muitas vezes con;ngente em relação a eles, a ambição, mesmo de uma parte reduzida das pessoas, por mais do que partes iguais desses bens, pressupõe uma contra- luta implícita por parte de outros para evitar sujeição ou desvalorização social.

16 A teoria do conflito da estra;ficação Educação como cultura de status: A principal a;vidade das escolas é ensinar culturas de status específicas, quer dentro quer fora da sala de aula....as escolas, antes de mais, ensinam o vocabulário e a pronúncia, es;los de vestuário, gostos esté;cos, valores e condutas. Randall Collins As escolas onde se enfa;za a vertente mais académica ou mais vocacional, essa ênfase pode ela própria ser o conteúdo de um par;cular grupo de cultura, de status, providenciando conjuntos de valores, temas de conversação, e ac;vidades par;lhadas para que um grupo associa;vo possa reclamar uma base par;cular de status.

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