Avaliação da expressão de fher2 em tumores mamários felinos e sua correlação com variáveis clinicopatológicas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Avaliação da expressão de fher2 em tumores mamários felinos e sua correlação com variáveis clinicopatológicas"

Transcrição

1 RPCV (2012) 107 ( ) REVISTA PORTUGUESA DE CIÊNCIAS VETERINÁRIAS Avaliação da expressão de fher2 em tumores mamários felinos e sua correlação com variáveis clinicopatológicas Evaluation of fher2 expression in feline mammary tumors and its correlation with clinicopathological features Maria Soares 1, Jorge Correia 2, Sandra Carvalho 2, Fernando Ferreira 1 * 1 CIISA, Departamento de Morfologia e Função, Faculdade de Medicina Veterinária, UTL, Lisboa, Portugal 2 CIISA, Departamento de Sanidade Animal, Faculdade de Medicina Veterinária, UTL, Lisboa, Portugal Resumo: O recetor para o fator de crescimento epidérmico humano de tipo II (HER2) é uma glicoproteína com reconhecida importância no cancro da mama na mulher, que condiciona o prognóstico e tratamento de um subtipo de tumor mamário, designado por HER2 positivo (HER2+), e cujo papel começa a ser investigado em oncologia felina. Com o objetivo de otimizar a imunodeteção desta proteína em tumores mamários felinos (TMF), verificar a incidência deste subtipo de tumores em gatas e estudar a hipótese desta espécie ser considerada como um modelo em oncologia comparada foram utilizados trinta casos de TMF, sujeitos a dezasseis protocolos de imunohistoquímica diferentes, com variações na recuperação antigénica e no anticorpo utilizado. Os resultados obtidos mostraram diferenças na deteção da proteína fher-2 em função do protocolo utilizado. Não foi encontrada qualquer marcação com os anticorpos SP3 e o TAB250 e o protocolo mais adequado na deteção dos TMFfHER2+ foi o que associou um maior tempo de recuperação antigénica (banho-maria a 95 ºC, 60 minutos) ao anticorpo A0485. Não foram encontradas associações entre os TMFfHER2+ e as características avaliadas (classificação histopatológica do tumor, grau de malignidade, índice de Ki-67, tamanho do tumor, presença de metástases regionais e idade da gata ao diagnóstico), o que é semelhante ao descrito na mulher. As semelhanças encontradas com a mulher para este subtipo de tumor mamário, a par da elevada incidência de TMF-fHER2+ (33,3%) permitem consolidar a gata como um importante modelo em oncologia mamária comparada, abrindo novas perspetivas no diagnóstico e tratamento dos TMF. Summary: The Human Epidermal Growth Factor Receptor type 2 (HER2) is a protein with known importance in women breast cancer, which determines the prognosis and treatment of a unique molecular breast cancer subtypes (HER2+) and its role is starting to be investigated in feline oncology. The aim of the study was to optimize the immunodetection of HER2 in feline mammary tumors (FMT), evaluate the incidence of this subtype of tumor and determine the possibility of this specie being considered as a model for comparative oncology. For that, thirty samples of FMT were used and submitted to sixteen different immunohistochemical protocols, with different antigen retrieval methods and different antibodies. The results showed differences in protein immunodetection, *Correspondência: Tel: + (351) ; Fax: + (351) depending on the protocol used. Thus, there was no staining with SP3 and TAB250 (anti-her2 antibodies) and the best protocol for detection of FMT-fHER2+ was the one that conjugates the longer antigen retrieval method (water bath at 95 ºC for 60 minutes) with the A0485 antibody. No associations were found between FMT-fHER2+ and the characteristics considered (histopathological classification, grade of malignancy, Ki-67 index, tumor size, presence of regional metastases and age at diagnosis), which is similar to what is described in woman. Therefore, the similarities found in this subtype of tumor between the two species, together with the high incidence of FMT-fHER2+ (33.3% of positive cases) allow the consolidation of cat as an important species in comparative oncology and opens new perspectives in the diagnosis of FMT. Introdução Os tumores mamários felinos (TMF) são a terceira neoplasia mais frequente, logo atrás das neoplasias hematopoiéticas e da pele, representando cerca de 17% dos tumores nesta espécie. Ao contrário dos tumores mamários da cadela, na gata, estes tumores são, maioritariamente, malignos (85%) apresentando um prognóstico bastante reservado e um tempo médio de sobrevida muito reduzido - 8 a 12 meses (Lana et al., 2007). Ao exame histopatológico, os TMF apresentam, normalmente, invasão linfática e são geralmente classificados como carcinomas, sendo os mais comuns, os de tipo: cribriforme, tubular, tubulopapilífero e sólido (Lana et al., 2007; Ordás et al., 2007; Burrai et al., 2010; Rasotto et al., 2011). Nas duas últimas décadas, a oncologia humana desenvolveu grandes esforços para encontrar a atual classificação molecular dos tumores mamários. A tipificação molecular é realizada por rotina quer através de técnicas de imunohistoquímica (IHC) quer por técnicas de hibridação in situ fluorescentes ou cromogénicas (FISH - Fluorescence In Situ Hybridization ou CISH - Chromogenic In Situ Hybridization) muito padronizadas e que mostram benefícios relevantes sobretudo na selecção de terapêuticas específicas que 191

2 têm vindo a aumentar o tempo de vida e o período livre de doença das pacientes (Stebbing et al., 2000; Gancberg et al., 2002; Bilous et al., 2003; Sáez et al., 2006; Wolff et al., 2007). Um dos marcadores obrigatoriamente analisado é o recetor para o fator de crescimento epidérmico humano de tipo II (Human Epidermal Growth Factor Receptor-2, HER2), uma glicoproteína pertencente à família dos recetores ativadores de tirosinas cinases, estando a sua sobreexpressão relacionada com o tipo de tumor mamário humano mais agressivo, o HER2 positivo (HER2+). Estas neoplasias apresentam células tumorais com um elevado número de recetores HER2, devido à amplificação funcional do gene HER2 localizado no cromossoma 17 (Ménard et al., 2000; Wolff et al., 2007). A dimerização deste recetor, que está localizado na membrana citoplasmática, conduz à ativação de várias vias de sinalização intranucleares que promovem: a proliferação celular pela via da MAPK (Mitogen-activated protein kinase); a inibição da apoptose pela via da PI3K (phosphoinositide 3-kinase)/Akt; ou a formação de metástases, por subexpressão das adesinas (Ménard et al., 2004; Wolff et al., 2007). Estruturalmente, o HER2 apresenta 3 domínios funcionais: o intracelular, o transmembranar e o extracelular (Carney et al., 2003; Gauchez et al., 2008). Este último tem impulsionado a indústria farmacêutica a desenvolver anticorpos específicos anti-her2 que inibam a dimerização através do seu reconhecimento à superfície da célula. Atualmente, o único anticorpo terapêutico anti-her2 disponível (trastuzumab, Herceptin, Genetech) veio melhorar o tempo de sobrevida das pacientes com tumores HER2+ e as taxas de resposta à quimioterapia (Stebbing et al., 2000). Adicionalmente, os tumores mamários HER2+ são, geralmente, acompanhados de uma co-amplificação do gene da Topoisomerase IIα, fato que justifica a quimioterapia com os inibidores desta enzima (p.ex. doxorubicina, epirubicina) apesar da sua elevada toxicidade. Desta forma se compreende que a análise da expressão do HER2 assuma uma importância capital por condicionar o prognóstico e o tratamento dos tumores mamários nas mulheres (Bhargava et al., 2005; Tanner et al., 2006; Fountzilas et al., 2012). Em medicina veterinária, alguns estudos têm identificado uma sobre-expressão da oncoproteína HER2 em tumores mamários felinos (De Maria et al., 2005; Millanta et al., 2005; Wiston et al., 2005; Ordás et al., 2007; Burrai et al., 2010; Rasotto et al., 2011) levantando a hipótese de existirem tumores mamários fher2+ na gata, provavelmente, semelhantes aos do subtipo HER2+ da mulher. No entanto, as incidências reportadas por estes estudos apresentam valores muito díspares (5,5% a 92,5%). Pensamos que à semelhança dos estudos iniciais realizados na mulher, os valores discrepantes resultem do uso de diferentes protocolos de fixação e/ou de recuperação antigénica e da utilização de diferentes anticorpos anti-her2 pelos diferentes autores. Assim, o nosso estudo surge com o objetivo de padronizar e otimizar a imunodeteção da oncoproteina fher2 testando diferentes protocolos de recuperação antigénica e uma bateria de cinco anticorpos anti-her2, em paralelo, nas mesmas amostras. Adicionalmente, o possível efeito de vários parâmetros clinicopatológicos (idade ao diagnóstico, tamanho do tumor, metastização regional, classificação histopatológica e grau de malignidade e índice de Ki-67) na positividade para a imunomarcação de fher2 foi avaliado. Material e métodos Amostras Foi realizado um estudo retrospectivo com trinta tumores classificados como carcinomas mamários felinos e com um tempo de fixação em formol inferior a 72 horas, pertencentes ao Arquivo de Tecidos do Serviço de Anatomia Patológica, da Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Técnica de Lisboa. Os tumores foram obtidos a partir de trinta gatas que se apresentaram à consulta no Hospital Escolar entre 2009 e A informação clínica foi recolhida por rotina. A classificação histopatológica dos tumores foi realizada por um Médico-Veterinário Patologista com experiência em patologia mamária (JC) e os critérios adotados foram os publicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os tumores foram categorizados de grau I ao grau III de malignidade, estabelecido a partir do seu pleomorfismo celular, da formação tubular e do número de mitoses presentes (Elston e Ellis, 1998; Misdorp et al., 1999). Em 21 dos 30 casos foram analisados os linfonodos regionais para pesquisa de metástases regionais. Técnica de imunohistoquímica para fher2 e Ki-67 Para a imunodeteção da glicoproteína de membrana fher2 foram utilizados os seguintes anticorpos primários: um anticorpo policlonal de coelho anti- HER2 (clone A0485 da DAKO, Glostrup, Dinamarca), dois anticorpos monoclonais de coelho anti-her2 (clone 4B5 da Ventana, Arizona, EUA e clone SP3 da Zytomed, Berlim, Alemanha) e dois anticorpos monoclonais de rato anti-her2 (clone CB11 da Zytomed e clone TAB250 da Invitrogen, California, EUA). Para otimizar a imunodeteção do fher2, as amostras foram individualmente submetidas a dezasseis protocolos diferentes, resumidos na Tabela 1. Em todos os protocolos foram usados cortes de tecido com 4 µm de espessura, em lâminas histológicas Starfrost (Thermo Fisher Scientific, Waltham, EUA) e secos a 60 ºC durante uma hora. Em seguida, os cortes foram desparafinados e reidratados através de 192

3 passagens por xilol e por soluções de álcool, graduadas em concentrações decrescentes, até serem colocados em água destilada. Posteriormente, os tecidos foram submetidos a diferentes procedimentos para recuperação antigénica (Tabela 1): com solução de tampão citrato (NaCH3COO, ph = 6) em panela de pressão (2 atm durante 2 min) ou em banho-maria (95 ºC durante 30 min ou 60 min). Para a imunomarcação com o anticorpo TAB250, na recuperação antigénica foi ainda realizado através de um método enzimático (Protease K, Zymed durante 10 min) aconselhado em estudos prévios (O'Malley et al., 2001; Thomson et al., 2001). Seguiu-se o bloqueio da peroxidase endógena (solução de bloqueio de peroxidase, Zytomed, durante 10 min), a incubação das amostras com o anticorpo primário a testar durante uma hora à temperatura ambiente e, finalmente, a incubação com o anticorpo secundário durante 30 min (HER2easy kit IHC, Zytomed). Entre todos os passos foram realizadas lavagens com solução de tampão fosfato salino (PBS). Como sistema de deteção foi utilizado o cromogéneo 3,3 -Diaminobenzidinatetrahidroclorido (DAB, DAKO), seguido de uma coloração com hematoxilina de Mayer. Controlos positivos e negativos foram usados em cada protocolo, sendo que o controlo positivo foi obtido a partir de blocos contendo tecido de carcinoma mamário humano com sobre-expressão de HER2 e previamente classificado como 3+ e o controlo negativo obtido a partir de carcinoma mamário humano sem sobreexpressão de HER2, previamente classificado como 0 (ver Critérios de Interpretação). Em paralelo, foi usado um controlo negativo suplementar com IgG de coelho (Abcam, Cambridge, RU) ou IgG de rato (DAKO), incubados durante 60 minutos em substituição e na mesma diluição do anticorpo primário anti-her2 correspondente. Para a avaliação do Ki-67 foram realizados cortes com 4 µm de espessura que foram colhidos para lâminas histológicas Starfrost e secos a 60 ºC durante uma hora. O protocolo de imunohistoquímica utilizado foi idêntico ao já descrito, com utilização da panela de pressão (a 2 atmosferas durante 2 minutos) para recuperação antigénica e incubação do anticorpo primário (clone MM1, Novocastra, Newcastle, UK) durante uma hora à temperatura ambiente, utilizando uma diluição de 1:1000. Como controlo positivo e negativo foram utilizados cortes de tonsilas de cão. Critérios de interpretação Foram seguidas as diretrizes da DAKO para a classificação da imunomarcação do HER2 (DAKO, 1999) onde: 0, corresponde a ausência de marcação; 1+, corresponde a uma marcação membranar incompleta e de fraca intensidade, em qualquer proporção de células tumorais; 2+, é definido como uma marcação membranar completa das células tumorais, com intensidade não uniforme ou fraca mas incluindo, no mínimo, 10% das células neoplásicas presentes no fragmento corado e, finalmente, 3+, quando há uma marcação membranar uniforme e de intensidade forte em pelo menos 10% das células neoplásicas. Assim, as amostras analisadas foram consideradas fher2 positivas (fher2+) quando classificadas como 2+ ou 3+ e fher2 negativas (fher2-) quando 0 ou 1+. A marcação citoplasmática foi considerada como não específica. Todas as lâminas foram sujeitas a uma classificação independente e cega por parte de um Médico-Veterinário Patologista (JC) e dois Médico- Veterinários (MS e FF). As classificações discordantes foram discutidas, utilizando um microscópio multi-ocular. O índice Ki-67 reflete o quociente entre o número de células tumorais marcadas pelo anticorpo anti-ki- 67 e de células tumorais não marcadas (coradas com hematoxilina) em 1000 células avaliadas. Foram consideradas positivas as células tumorais com marcação nuclear. Para a contagem celular foram usados campos de visualização com ampliação de 400x (Yerushalmi et al., 2010; Rasotto et al., 2011). Análise de resultados Na análise estatística dos resultados foi utilizado o sistema operativo IBM SPSS Statistics 20.0 (IBM, Nova Iorque, EUA). Para avaliar o efeito do índice Ki- 67 (por comparação de médias) e da idade dos animais ao diagnóstico na classificação do fher2, foi utilizado Tabela 1 - Resumo dos protocolos imunohistoquímicos utilizados na deteção do fher2 Anticorpo primário Recuperação antigénica Clone Diluição Tempo de incubação CB11 Pré-diluído 60 min Banho-maria a 95 ºC durante 30 min, solução-tampão de citrato (ph = 6) 4B5 Pré-diluído 60 min A0485 1:250 1: min Banho-maria a 95 ºC durante 30 min, solução-tampão de citrato (ph = 6) SP3 1: min Panela de pressão a 2 atm durante 2 min, solução-tampão de citrato (ph = 6) TAB250 1:50 60 min Banho-maria a 95 ºC durante 30 min, solução-tampão de citrato (ph = 6) Banho-maria a 95 ºC durante 60 min, solução-tampão de citrato (ph = 6) 1:250 Panela de pressão a 2 atm durante 2 min, solução-tampão de citrato (ph = 6) Proteinase K durante 10 min 193

4 o teste de t de Student após verificação dos pressupostos de normalidade e variância pelos testes de Shapiro-Wilk e de Lavene. Uma vez que a amostra não respeitava os pressupostos de normalidade quando avaliado o tamanho da massa tumoral, foi utilizado o Teste de Mann Whitney U para determinação do efeito do tamanho do tumor na classificação do fher2. A associação entre a sobre-expressão do fher2 e o grau de malignidade, a classificação histológica e a presença de metástases regionais nos linfonodos foi calculada pelo teste Exato de Fisher. Em todos os testes foi considerando um nível de significância de 0,05. Resultados A idade média das gatas à altura do diagnóstico foi de 10,4 anos com um intervalo de idades entre os 5 e os 14 anos. Os trinta tumores analisados apresentaram um tamanho médio de 2,43 cm (intervalo entre 0,2-6 cm). Após exame histopatológico, 36,7% dos tumores foram classificados como carcinomas cribriformes (n=11), 30% como carcinomas tubulo-papilíferos (n = 9) e 23,3% como carcinomas tubulares (n = 7). Foram ainda observados um carcinoma sólido, um carcinoma mucinoso e um carcinoma das células escamosas. Relativamente ao grau de malignidade verificou-se que 73,3% (n = 22) dos tumores apresentava grau de malignidade III, 23,3% (n = 7) o grau II e, por fim, 3,3% (n = 1) o grau I. Dos 21 linfonodos avaliados, cerca de 43% apresentavam lesões infiltrativas por células neoplásicas. Relativamente à imunomarcação do fher2, os anticorpos CB11, 4B5 e A0485 mostraram marcação membranar específica, confirmando uma reatividade cruzada interespécie, enquanto que os anticorpos TAB250 e SP3 não apresentaram qualquer marcação independentemente do protocolo usado. Os controlos positivos e negativos apresentaram as classificações esperadas (3+ e 0, respetivamente), enquanto os controlos adicionais com soro de coelho e de rato confirmaram a especificidade da marcação em tecidos de gata (Figura 1). Dos vários protocolos testados, o protocolo com um maior tempo de recuperação antigénica (banho-maria a 95 ºC durante 60 minutos) seguido da imunodeteção com o anticorpo A0485 foi o que mostrou melhores resultados com 33,3% dos tumores a serem classificados como fher2+ (n = 10, 4 casos classificados como 3+ e 6 como 2+). Por outro lado, o método da panela de pressão foi a técnica mais eficaz na deteção do fher2 quando os anticorpos CB11 (26,7% de TMFfHER2+) ou 4B5 (20% de TMF-fHER2+) foram usados (Tabela 2 e Figura 1). De salientar que apenas o anticorpo 4B5 apresentou uma marcação citoplasmática inespecífica. O índice Ki-67 nas amostras tumorais felinas mostrou uma média de 30% e um intervalo de valores Figura 1 - Deteção do fher2 e do Ki-67 em tumores mamários de gata. (A) Marcação de HER2 em controlo positivo humano classificado como 3+ (400x). (B) Controlo negativo com IgG de Coelho após recuperação antigénica (400x). (C) Expressão de fher2 em carcinoma cribriforme felino após RA com o anticorpo CB11 (classificação 0) (400x). (D) Expressão de fher2 em carcinoma cribriforme felino após RA com o anticorpo A0485 (classificação 1) (400x). (E) Expressão de fher2 num carcinoma tubular, classificado com 1+ após RA e incubação com o anticorpo 4B5. De notar a marcação citoplasmática inespecífica (400x). (F) Expressão de fher2 num carcinoma tubulo-papilífero com classificação 3+ após RA em banho-maria a 95 ºC durante 60 minutos e incubação com o anticorpo A0485 (400x). (G) Marcação nuclear específica de Ki-67 em carcinoma cribriforme fher2- (400x) e em carcinoma cribriforme fher2+ (H) (400x); RA Recuperação Antigénica. entre os 5% e os 56%. A intensidade da marcação variou entre moderada a forte e os controlos mostraram os resultados esperados (Figura 1, G e H). A associação entre as variáveis clinicopatológicas estudadas e a classificação do fher2 após recuperação antigénica em banho-maria a 95 ºC durante 60 minutos e a imunomarcação com o anticorpo A0485 estão sumarizadas na Tabela 3 (idade ao diagnóstico, tamanho do tumor, índice Ki-67) e na Tabela 4 (classificação histopatológica, grau de malignidade e presença de metástases nos linfonodos regionais). A análise estatística não demonstrou diferenças significativas (p<0,05) entre o grupo de TMF-fHER2- e o grupo TMF-fHER

5 Tabela 2 - Frequências de tumores mamários felinos de acordo com as classificações do fher2 obtidas após o uso de diferentes protocolos de recuperação antigénica e de diferentes anticorpos anti-her2 Classificação fher TOTAL Anticorpo / Método de RA RA 30 min 24 (80%) 6 (20%) 0 (0%) 0 (0%) CB11 RA 60 min 18 (60%) 10 (33,3%) 2 (6,7%) 0 (0%) PP 9 (30%) 13 (43,3%) 6 (20%) 2 (6,7%) RA 30 min 23 (76,7%) 6 (20%) 1 (3,3%) 0 (0%) 4B5 RA 60 min 15 (50%) 10 (33,3%) 5 (16,7%) 0 (0%) PP 16 (53,3%) 8 (26,7%) 4 (13,3%) 2 (6,7%) 30 (100%) A0485 RA 30 min 16 (53,3%) 5 (16,7%) 8 (26,7%) 1 (3,3%) RA 60 min 15 (50%) 5 (16,7%) 6 (20%) 4 (13,3%) PP 6 (20%) 16 (53,3%) 5 (16,7%) 3 (10%) RA 30 min Recuperação antigénica em banho-maria a 95 ºC durante 30 minutos; RA 60 min Recuperação antigénica em banho-maria a 95 ºC durante 60 minutos; PP Panela de pressão (2 atm durante 2 min). Tabela 3 - Efeito da idade ao diagnóstico, do tamanho do tumor, do índice Ki-67 e o nível de expressão do fher2 em tumores mamários felinos TMF-fHER2 TMF-fHER2+ p (n = 20) (n=10) Idade (Anos) Média (±EPM; min-máx) 10,75 (±0,52; 6-14) 9,7 (±0,83; 5-13) 0,275 Tamanho do tumor (cm) Média (±EPM; min-máx) 2,27 (±0,3; 0,2-5) 2,78 (±0,43; 1-6) 0,350 Índice Ki-67 (%) Média (±EPM; min-máx) 32,5 (±3; 5-56) 24 (±4,7; 7-47) 0,123 EPM=erro padrão da média Tabela 4 - Associação entre a classificação histológica, o grau de malignidade, a metastização nos linfonodos regionais e o nível de expressão do fher2 em tumores mamários felinos TMF-fHER2- TMF-fHER2+ p Classificação histopatológica n=20 (%) n=10 (%) Cribriforme 8 (40%) 3 (30%) 0,57 Tubulo-papilífero 5 (25%) 2 (20%) Tubular 6 (30%) 3 (30%) Sólido 1 (5%) 0 (0%) Mucinoso 0 (0%) 1 (10%) Escamoso 0 (0%) 1 (10%) Grau de malignidade n (%) n (%) I 0 (0%) 1 (10%) 0,17 II 6 (30%) 1 (10%) III 14 (70%) 8 (80%) Linfonodos n = 13 (%) n = 8 (%) Sem metástases 8 (61,5%) 4 (50%) 0,67 Com metástases 5 (38,5%) 4 (50%) 195

6 Discussão O nosso estudo apresentava como objetivo principal a otimização do protocolo de imunodeteção do fher2 em amostras parafinadas de tumores mamários felinos. Para tal procurámos seguir as linhas de orientação da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e da DAKO, sobretudo no que concerne ao tempo de fixação dos tecidos e aos critérios de interpretação, fatores críticos para a correta deteção e quantificação da proteína HER2 (Bilous et al., 2007; Oyama et al., 2007; Wolff et al., 2007). Desta forma, foi avaliada uma bateria de protocolos onde se fizeram variar o método de recuperação antigénica e/ou o anticorpo primário utilizado. O número de TMF com sobreexpressão do fher2 variou consideravelmente consoante o anticorpo e o método usado (0% - 33,3%). De facto, dois dos anticorpos anti-her2 testados (TAB250 e SP3) não mostraram reconhecer o fher2, o que poderá dever-se ao facto dos tecidos terem sido fixados em formol não tamponado que induz alterações conformacionais no domínio extracelular do recetor, impedindo que seja reconhecido por anticorpos que reconheçam esta porção da proteína (O Malley et al., 2001; Ricardo et al., 2007). Adicionalmente, estes resultados podem encontrar explicação no fato dos anticorpos comerciais anti- HER2 serem dirigidos contra a proteína HER2 humana que apresenta uma homologia de sequência aminoacídica de 93% quando comparada com a proteína fher2. Assim, poderá acontecer que a porção reconhecida por estes dois anticorpos não seja totalmente homóloga e, que portanto, a proteína felina não seja reconhecida independentemente do protocolo utilizado. Relativamente aos três anticorpos que reconheceram a oncoproteína fher2, foi o anticorpo A0485 que apresentou melhores resultados, conseguindo detetar sobre-expressão do fher2 em 33,3% dos TMF analisados, seguindo-se o anticorpo CB11 e o 4B5 com 26,7 e 20% de casos positivos, respetivamente, valores próximos aos publicados por De Maria et al. (2005) (n=40, 39% TMF-fHER2+) e Ordás et al. (2007) (n=30, 40% TMF-fHER2+). De salientar que dois outros trabalhos apresentaram resultados bastante díspares; os valores mais baixos até agora reportados (Rasotto et al. (2010), n=73, 5,5% TMF-fHER2+) utilizaram tempos de incubação do anticorpo primário muito reduzidos (18 min) e o estudo que aponta para uma elevada incidência da sobre-expressão do fher2 em TMF (90%, n=30) utilizou critérios de interpretação diferentes dos aprovados pela DAKO e pela ASCO, o que poderá ter aumentado significativamente o limiar de positividade (Wiston et al., 2005). Assim, os nossos resultados apontam para que o anticorpo A0485 seja o mais adequado na deteção da proteína fher2 em amostras parafinadas de gata, à semelhança daquilo que está descrito para os tecidos mamários de mulher (Lebeau et al., 2001; O'Malley et al., 2001; Thomson et al., 2001; Schrohl et al., 2011), sobretudo se associado a um maior tempo de recuperação antigénica (60 minutos em banho-maria a 95 ºC). Alternativamente, o anticorpo CB11 quando combinado com o método de recuperação antigénica que usa a panela de pressão, também permite uma boa imunodeteção do fher2. A maioria dos tumores avaliados apresentava um elevado índice de Ki-67, com uma média de 30%, o que salienta o comportamento agressivo destas neoplasias. De facto, a proteína Ki-67 é essencial à divisão celular, atingindo o seu pico de expressão durante a mitose, pelo que um maior índice tem sido associado, em Medicina Humana e mais recentemente em Medicina Veterinária, a um pior prognóstico e, consequentemente, a tumores mais agressivos (Harris et al., 2007; Yerushalmi et al., 2010; Santos et al., 2013). Após a análise estatística dos resultados não encontrámos qualquer diferença entre as variáveis clinicopatológicas avaliadas e a sobre-expressão do fher2+ nos tumores mamários analisados, resultados que são concordantes com estudos anteriores (Millanta et al., 2005; Rasotto et al., 2010). A presença de metástases regionais também não se correlacionou de forma significativa com nenhum dos grupos de tumores (TMF-fHER2+ e TMF-fHER2-). Também na mulher, os tumores HER2+ não mostram qualquer correlação com as diferentes variáveis clinicopatológicas (Stuart e Schnitt, 2001; Wolff et al., 2007; Farzadnia et al., 2007; Adly et al., 2010), levantado a hipótese da gata ser utilizada como modelo. Desta forma, pensamos que novos estudos que permitam compreender os mecanismos oncogénicos destes tumores são fundamentais de forma a abrir portas a novos métodos de diagnóstico e a tratamentos mais dirigidos. Agradecimentos Os autores agradecem à FCT (SFRH/BD/70720/- 2010), ao Serviço de Anatomia Patológica do Instituto Português de Oncologia e à Dra. Joana Rita Teixeira, da Escola Superior de Saúde Egas Moniz. Bibliografia Adly S, Hewedi IH, Mokhtar NM (2010). Clinicopathologic significance of molecular classification of breast cancer: relation to Nottingham prognosis index. Journal of the Egyptian Nat Cancer Inst, 22(4), Bhargava R, Lal P, Chen B (2005). HER-2/neu and topoisomerase IIα gene amplification and protein expression in invasive breast carcinomas: chromogenic in situ hybridization and immunohistochemical analyses. Am J Clin Pathol, 123(6),

7 Bilous M, Dowsett M, Hanna W, Isola J, Lebeau A, Moreno A, Penault-Llorca F, Rüschoff J, Tomasic G, Van de Vijver M (2003). Current perspectives on HER2 testing: a review of national testing guidelines. Mod Pathol, 16(2), Burrai GP, Mohammed SI, Miller MA, Marras V, Pirino S, Addis MF, Uzzau S, Antuofermo E (2010). Spontaneous feline mammary intraepithelial lesions as a model for human estrogen receptor- and progesterone receptornegative breast lesions. BMC Cancer, 10, 156. Carney WP, Neumann R, Lipton A, Leitzel K, Ali S, Price CP (2003). Potential clinical utility of serum HER-2/neu oncoprotein concentrations in patients with breast cancer. Clin Chem, 49(10), DAKO (1999). DAKO HercepTest A manual for interpretation. Carpinteria, DAKO: manual guideline. De Maria R, Olivero M, Iussich S, Nakaichi M, Murata T, Biolatti B, Di Renzo MF (2005). Spontaneous feline mammary carcinoma is a model of HER2 overexpressing poor prognosis human breast cancer. Cancer Res, 65(3), Elston CW, Ellis IO (1998). Assessment of histological grade. In: Rosen s Breast Pathology, Rosen PP, Lippincott-Raven, Philadelphia, Farzadnia M, Meibodi NT, Shandiz FH, Mahmoudi M, Bahar MM, Memar B, Amoian S, Maroozi F, Moheghi N (2010). Evaluation of HER2/neu oncoprotein in serum and tissue samples of women with breast cancer: correlation with clinicopathological parameters. Breast, 19(6), Fountzilas G, Valavanis C, Kotoula V, Eleftheraki AG, Kalogeras KT, Tzaida O, Batistatou A, Kronenwett R, Wirtz RM, Bobos M, Timotheadou E, Soupos N, Pentheroudakis G, Gogas H, Vlachodimitropoulos D, Polychronidou G, Aravantinos G, Koutras A, Christodoulou C, Pectasides D, Arapantoni P (2012). HER2 and TOP2A in high-risk early breast cancer patients treated with adjuvant epirubicin-based dosedense sequential chemotherapy. J Transl Med, 10:10. Gancberg D, Järvinen T, di Leo A, Rouas G, Cardoso F, Paesmans M, Verhest A, Piccart MJ, Isola J, Larsimont D (2002). Evaluation of HER-2/NEU protein expression in breast cancer by immunohistochemistry: an interlaboratory study assessing the reproducibility of HER-2/NEU testing. Breast Cancer Res Treat, 74(2), Gauchez AS, Ravanel N, Villemain D, Brand FX, Pasquier D, Payan R, Mousseau M (2008). Evaluation of a manual ELISA kit for determination of HER2/neu in serum of breast cancer patients. Anticancer Res, 28(5B), Harris L, Fritsche H, Mennel R, Norton L, Ravdin P, Taube S, Somerfield MR, Hayes DF, Bast RC Jr (2007). American Society of Clinical Oncology 2007 update of recommendations for the use of tumor markers in breast cancer. J Clin Oncol, 25(33), Lana SE, Rutteman GR, Withrow SJ (2007). Tumors of the Mammary Gland. In: Small Animal Clinical Oncology, Withrow SJ & Vail DM, Saunders Elsevier (4ed), Philadelphia, Lebeau A, Deimling D, Kaltz C, Sendelhofert A, Iff A, Luthardt B, Untch M, Löhrs U (2001). Her-2/neu analysis in archival tissue samples of human breast cancer: comparison of immunohistochemistry and fluorescence in situ hybridization. J Clin Oncol, 19(2), Ménard S, Tagliabue E, Campiglio M, Pupa SM (2000). Role of HER2 gene overexpression in breast carcinoma. J Cell Physiol, 182(2), Ménard S, Casalini P, Campiglio M, Pupa SM, Tagliabue E (2004). Role of HER2/neu in tumor progression and therapy. Cell Mol Life Sci, 61(23), Millanta F, Calandrella M, Citi S, Della Santa D, Poli A (2005). Overexpression of HER-2 in feline invasive mammary carcinomas: an immunohistochemical survey and evaluation of its prognostic potential. Vet Pathol, 42, Misdorp W, Else RW, Hellmen E and Lipscomb TP (1999). Histologic classification of mammary tumors of the Dog and the Cat. In: World Health Organization international histological classification of tumours of domestic animals. Armed Force Institute of Pathology and World Health Organization (2ª ed, vol.7). Washington, DC, O'Malley FP, Parkes R, Latta E, Tjan S, Zadro T, Mueller R, Arneson N, Blackstein M, Andrulis I (2001). Comparison of HER2/neu status assessed by quantitative polymerase chain reaction and immunohistochemistry. Am J Clin Pathol, 115(4), Ordás J, Millán Y, Dios R, Reymundo C, Martin de las Mula J (2007). Proto-oncogene HER-2 in normal, dysplastic and tumorous feline mammary glands: an immunohistochemical and chromogenic in situ hybridization study. BMC Cancer, 7, 179. Oyama T, Ishikawa Y, Havashi M, Arihiro K, Horiguchi J (2007). The Effects of fixation, processing and evaluation criteria on immunohistochemical detection of hormone receptors in breast cancer. Breast Cancer, 14, Rasotto R, Caliari D, Castagnaro M, Zanetti R, Zappulli V (2011). An immunohistochemical study of HER-2 expression in feline mammary tumours. J Comp Path, 144(2-3), Ricardo SA, Milanezi F, Carvalho ST, Leitão DR, Schmitt FC (2007). HER2 evaluation using the novel rabbit monoclonal antibody SP3 and CISH in tissue microarrays of invasive breast carcinomas. J Clin Pathol, 60, Sáez A, Andreu FJ, Seguí MA, Baré ML, Fernández S, Dinarés C, Rey M (2006). HER-2 gene amplification by chromogenic in situ hybridisation (CISH) compared with fluorescence in situ hybridisation (FISH) in breast cancer-a study of two hundred cases. Breast, 15(4), Santos AA, Lopes CC, Ribeiro JR, Martins LR, Santos JC, Amorim IF, Gärtner F, Matos AJ (2013). Identification of prognostic factors in canine mammary malignant tumours: a multivariable survival study. BMC Veterinary Research, 9, 1. Schrohl AS, Pedersen HC, Jensen SS, Nielsen SL, Brünner N (2011). Human epidermal growth factor receptor 2 (HER2) immunoreactivity: specificity of three pharmacodiagnostic antibodies. Histopathology, 59(5), Stebbing J, Copson E, Reilly SO (2000). Herceptin (trastuzamab) in advanced breast cancer. Cancer Treat Rev, 26, Stuart J e Schnitt MD (2001). Breast Cancer in the 21 st Century: neu opportunities and neu challenges. Mod Pathol, 14(3), Tanner M, Isola J, Wiklund T, Erikstein B, Kellokumpu- Lehtinen P, Malmström P, Wilking N, Nilsson J, Bergh J (2006). Topoisomerase IIalpha gene amplification predicts favorable treatment response to tailored and dose- 197

macroscopia clivagem processamento inclusão - parafina coloração desparafinização microtomia bloco

macroscopia clivagem processamento inclusão - parafina coloração desparafinização microtomia bloco Patologia Cirúrgica macroscopia clivagem processamento inclusão - parafina coloração desparafinização microtomia bloco Exame Histopatológico Exame anatomopatológico é ATO MÉDICO! lâminas microscopia laudo

Leia mais

AVALIAÇÃO COMPARATIVA ENTRE OS SISTEMAS HISTOLÓGICO DESCRITIVO E DE GRADUAÇÃO HISTOLÓGICA PARA NEOPLASMAS MAMÁRIOS EM FELINOS

AVALIAÇÃO COMPARATIVA ENTRE OS SISTEMAS HISTOLÓGICO DESCRITIVO E DE GRADUAÇÃO HISTOLÓGICA PARA NEOPLASMAS MAMÁRIOS EM FELINOS AVALIAÇÃO COMPARATIVA ENTRE OS SISTEMAS HISTOLÓGICO DESCRITIVO E DE GRADUAÇÃO HISTOLÓGICA PARA NEOPLASMAS MAMÁRIOS EM FELINOS Melissa Spader 1, Josiane Bonel-Raposo *2, Cristina Gevehr Fernandes 2, Michele

Leia mais

42º Congresso Bras. de Medicina Veterinária e 1º Congresso Sul-Brasileiro da ANCLIVEPA - 31/10 a 02/11 de 2015 - Curitiba - PR

42º Congresso Bras. de Medicina Veterinária e 1º Congresso Sul-Brasileiro da ANCLIVEPA - 31/10 a 02/11 de 2015 - Curitiba - PR 1 MARCELA BENEVENTE [1], LUCIANA MOURA CAMPOS PARDINI [2], ADRIANA CAMARGO FERRASI [1,3], MARIA INES DE MOURA CAMPOS PARDINI [3], ALINE FARIA GALVANI [3], JOSE JOAQUIM TITTON RANZANI [2] 1. Instituto de

Leia mais

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Avaliação dos marcadores de prognóstico Ki-67, p53 no tumor mamário maligno de cadelas

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Avaliação dos marcadores de prognóstico Ki-67, p53 no tumor mamário maligno de cadelas PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Avaliação dos marcadores de prognóstico Ki-67, p53 no tumor mamário maligno de cadelas Ana Carolina Trompieri-Silveira 1,Geórgia Modé Magalhães

Leia mais

ESTUDO RETROSPECTIVO DAS NEOPLASIAS CANINAS DIAGNOSTICADAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NO PERÍODO DE 2009 A 2010

ESTUDO RETROSPECTIVO DAS NEOPLASIAS CANINAS DIAGNOSTICADAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NO PERÍODO DE 2009 A 2010 1 ESTUDO RETROSPECTIVO DAS NEOPLASIAS CANINAS DIAGNOSTICADAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO NO PERÍODO DE 2009 A 2010 CAIO FERNANDO GIMENEZ 1, TATIANE MORENO FERRARIAS 1, EDUARDO FERNANDES BONDAN 1 1 Universidade

Leia mais

13. CONEX Pôster Resumo Expandido 1 O PROJETO DE EXTENSÃO CEDTEC COMO GERADOR DE FERRAMENTAS PARA A PESQUISA EM CÂNCER DE MAMA

13. CONEX Pôster Resumo Expandido 1 O PROJETO DE EXTENSÃO CEDTEC COMO GERADOR DE FERRAMENTAS PARA A PESQUISA EM CÂNCER DE MAMA 13. CONEX Pôster Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE (X ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

Materiais e Métodos. 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1. Casuística

Materiais e Métodos. 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1. Casuística 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1. Casuística Foram selecionadas dos arquivos da Seção de Anatomia Patológica do Instituto Lauro de Souza Lima, pertencente à Coordenadoria dos Institutos de Pesquisa da Secretaria

Leia mais

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Neoplasias de glândulas perianais em cães

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Neoplasias de glândulas perianais em cães PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Neoplasias de glândulas perianais em cães Ciro José Sousa de Carvalho 1, Sâmmya Roberta Barbosa 2, Francisco Assis Lima Costa 3, Silvana Maria Medeiros

Leia mais

Introdução 50.000 novos casos por ano DNA microarray imuno-histoquímica (IHQ) tissue microarray (TMA) técnicas alternativas de construção de TMA

Introdução 50.000 novos casos por ano DNA microarray imuno-histoquímica (IHQ) tissue microarray (TMA) técnicas alternativas de construção de TMA Introdução No Brasil o câncer de mama é a neoplasia maligna mais freqüente, com cerca de 50.000 novos casos por ano. Na última década, avanços na área da patologia molecular permitiram o reconhecimento

Leia mais

APESP 246 Caso Botucatu. Dra. Viviane Hellmeister Camolese Martins - R2

APESP 246 Caso Botucatu. Dra. Viviane Hellmeister Camolese Martins - R2 APESP 246 Caso Botucatu Dra. Viviane Hellmeister Camolese Martins - R2 História Clínica LP, 55 anos, homem, branco, pedreiro, hipertenso Massa palpável em flanco E TC = massa de 8 cm no pólo superior renal

Leia mais

IMUNOTERAPIA EM NEOPLASIA MAMÁRIA METASTIZADA

IMUNOTERAPIA EM NEOPLASIA MAMÁRIA METASTIZADA IMUNOTERAPIA EM NEOPLASIA MAMÁRIA METASTIZADA ANTICORPO MONOCLONAL HER2 1 Ana Silva 13501@ufp.pt Mariana Soares 13585@ufp.pt Cátia Guedes 13509@ufp.pt Actualmente as terapêuticas tradicionais para neoplasias

Leia mais

Desigualdades no Acesso à Tecnologia: Relevância para Grupos de Pacientes

Desigualdades no Acesso à Tecnologia: Relevância para Grupos de Pacientes Desigualdades no Acesso à Tecnologia: Relevância para Grupos de Pacientes Capacitação ACS /FEMAMA 2012 Eduardo Cronemberger Oncologia em 120 anos Willian Halsted Aqui está minha sequencia! Mastectomia

Leia mais

ESTUDO RETROSPECTIVO DOS TUMORES MAMÁRIOS EM CANINOS E FELINOS ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA FAMED ENTRE 2003 A 2007.

ESTUDO RETROSPECTIVO DOS TUMORES MAMÁRIOS EM CANINOS E FELINOS ATENDIDOS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA FAMED ENTRE 2003 A 2007. REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA - ISSN 1679-7353 PUBLICAÇÃO CI ENTÍFICA DA FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA E ZOOTECNIA DE GARÇA/FAMED ANO IV, NÚMERO, 08, JANEIRO DE 2007. PERIODICIDADE:

Leia mais

Influência do peso corporal no tratamento adjuvante do câncer de mama

Influência do peso corporal no tratamento adjuvante do câncer de mama Influência do peso corporal no tratamento adjuvante do câncer de mama Declaro não haver conflito de interesse Dra Maria Cecília Monteiro Dela Vega Médica Oncologista Clínica- CEBROM e Hospital Araujo Jorge

Leia mais

Diretrizes Assistenciais

Diretrizes Assistenciais Diretrizes Assistenciais Protocolo de tratamento adjuvante e neoadjuvante do câncer de mama Versão eletrônica atualizada em Fevereiro 2009 Tratamento sistêmico adjuvante A seleção de tratamento sistêmico

Leia mais

ANÁLISE COMPARATIVA DOS GRAUS HISTOLÓGICOS ENTRE TUMOR PRIMÁRIO E METÁSTASE AXILAR EM CASOS DE CÂNCER DE MAMA

ANÁLISE COMPARATIVA DOS GRAUS HISTOLÓGICOS ENTRE TUMOR PRIMÁRIO E METÁSTASE AXILAR EM CASOS DE CÂNCER DE MAMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS GRAUS HISTOLÓGICOS ENTRE TUMOR PRIMÁRIO E METÁSTASE AXILAR EM CASOS DE CÂNCER DE MAMA Pinheiro, A.C ¹, Aquino, R. G. F. ¹, Pinheiro, L.G.P. ¹, Oliveira, A. L. de S. ¹, Feitosa,

Leia mais

INCIDÊNCIA DE NEOPLASIA MAMÁRIA EM FÊMEAS CANINAS ATENDIDAS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - CURITIBA

INCIDÊNCIA DE NEOPLASIA MAMÁRIA EM FÊMEAS CANINAS ATENDIDAS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - CURITIBA ISBN 978-85-61091-05-7 Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 INCIDÊNCIA DE NEOPLASIA MAMÁRIA EM FÊMEAS CANINAS ATENDIDAS NO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE

Leia mais

Otto Feuerschuette. Declaração de conflito de interesse

Otto Feuerschuette. Declaração de conflito de interesse Otto Feuerschuette Declaração de conflito de interesse Não recebi qualquer forma de pagamento ou auxílio financeiro de entidade pública ou privada para pesquisa ou desenvolvimento de método diagnóstico

Leia mais

AVALIAÇÃO DA INTENSIDADE DE IMUNOMARCAÇÃO DE VEGF (VASCULAR ENDOTHELIAL GROWTH FACTOR) EM NEOPLASIAS MAMÁRIAS CANINAS

AVALIAÇÃO DA INTENSIDADE DE IMUNOMARCAÇÃO DE VEGF (VASCULAR ENDOTHELIAL GROWTH FACTOR) EM NEOPLASIAS MAMÁRIAS CANINAS AVALIAÇÃO DA INTENSIDADE DE IMUNOMARCAÇÃO DE VEGF (VASCULAR ENDOTHELIAL GROWTH FACTOR) EM NEOPLASIAS MAMÁRIAS CANINAS Caio Livonesi Dias de Moraes 1 ; Priscila Pavini Cintra 2 ; Sabryna Gouveia Calazans

Leia mais

Alterações citogenéticas na leucemia linfocítica crônica

Alterações citogenéticas na leucemia linfocítica crônica 132_Newslab_Informe Científico Alterações citogenéticas na leucemia linfocítica crônica *Monika Conchon médica onco-hematologista Nos últimos anos, vários marcadores de prognóstico foram identificados

Leia mais

TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA

TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA TÉCNICAS DE ESTUDO EM PATOLOGIA Augusto Schneider Carlos Castilho de Barros Faculdade de Nutrição Universidade Federal de Pelotas TÉCNICAS Citologia Histologia Imunohistoquímica Citometria Biologia molecular

Leia mais

Lapatinibe para câncer de mama

Lapatinibe para câncer de mama Data: 05/11/2013 NTRR 212/2013 Solicitante: Desembargador Geraldo Augusto de Almeida Mandado de Segurança: nº1.0000.13.083981-4/000 Impetrado: Secretário de Estado da Saúde de Minas Gerais. Medicamento

Leia mais

RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO PRÉVIA DO MEDICAMENTO PARA USO HUMANO EM MEIO HOSPITALAR

RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO PRÉVIA DO MEDICAMENTO PARA USO HUMANO EM MEIO HOSPITALAR RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO PRÉVIA DO MEDICAMENTO PARA USO HUMANO EM MEIO HOSPITALAR DCI gefitinib N.º Registo Nome Comercial Apresentação/Forma Farmacêutica/Dosagem PVH PVH com IVA Titular de AIM 30 comprimidos

Leia mais

Key Words: câncer de mama, quimioterapia neoadjuvante, quimioterapia, resposta patológica, carbopaltina.

Key Words: câncer de mama, quimioterapia neoadjuvante, quimioterapia, resposta patológica, carbopaltina. Alta taxa de resposta completa patológica (prc) em câncer de mama triplo negativo após quimioterapia neoadjuvante sequencial Augusto Ribeiro GABRIEL, MD* Ruffo de FREITAS JÚNIOR, MD, PhD* * Programa de

Leia mais

FIBROLEIOMIOMA EM UMA CADELA DA RAÇA PASTOR ALEMÃO - RELATO DE CASO FIBROLEIOMYOMAS IN ONE BITCH OF GERMAN SHEPHERD BREED CASE REPORT

FIBROLEIOMIOMA EM UMA CADELA DA RAÇA PASTOR ALEMÃO - RELATO DE CASO FIBROLEIOMYOMAS IN ONE BITCH OF GERMAN SHEPHERD BREED CASE REPORT 1 FIBROLEIOMIOMA EM UMA CADELA DA RAÇA PASTOR ALEMÃO - RELATO DE CASO FIBROLEIOMYOMAS IN ONE BITCH OF GERMAN SHEPHERD BREED CASE REPORT ¹JÉSSICA DO ROCIO RIBAS MACHADO, ¹KELLI CRISTINA GRACIANO, ¹CAROLINA

Leia mais

ESTUDO DO PADRÃO DE PROLIFERAÇÃO CELULAR ENTRE OS CARCINOMAS ESPINOCELULAR E VERRUCOSO DE BOCA: UTILIZANDO COMO PARÂMETROS A

ESTUDO DO PADRÃO DE PROLIFERAÇÃO CELULAR ENTRE OS CARCINOMAS ESPINOCELULAR E VERRUCOSO DE BOCA: UTILIZANDO COMO PARÂMETROS A ESTUDO DO PADRÃO DE PROLIFERAÇÃO CELULAR ENTRE OS CARCINOMAS ESPINOCELULAR E VERRUCOSO DE BOCA: UTILIZANDO COMO PARÂMETROS A IMUNOEXPRESSÃO DO PCNA, KI-67 E CICLINA B1 SPÍNDULA FILHO, José Vieira de ;

Leia mais

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida DEFINIÇÃO: Pathos: doença Logos: estudo Estudo das alterações estruturais, bioquímicas e funcionais nas células, tecidos e órgãos visando explicar os mecanismos

Leia mais

PAINEL LUNG SCAN NGS

PAINEL LUNG SCAN NGS PAINEL LUNG SCAN NGS Dr. Carlos Gil Moreira Ferreira CRM 52-57198-8 O Laboratório Progenética desenvolveu, de forma pioneira no Brasil, o Painel Lung Scan NGS, utilizando a técnica de sequenciamento de

Leia mais

LIPOPEROXIDAÇÃO EM CADELAS COM CARCINOMA MAMÁRIO

LIPOPEROXIDAÇÃO EM CADELAS COM CARCINOMA MAMÁRIO 1 LIPOPEROXIDAÇÃO EM CADELAS COM CARCINOMA MAMÁRIO IVAN BRAGA RODRIGUES DE SOUZA 1, EDUARDO FERNANDES BONDAN 1,2, SANDRA CASTRO POPPE 1,2 1 Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo (SP), Brasil; 2 Universidade

Leia mais

Considerações sobre o medicamento Trastuzumabe

Considerações sobre o medicamento Trastuzumabe NOTA TÉCNICA 19 2013 Considerações sobre o medicamento Trastuzumabe Incorporado no SUS para tratamento de câncer de mama HER2 positivo, em fase inicial ou localmente avançado. CONASS, julho de 2013 1 Considerações

Leia mais

TEMA: Trastuzumabe (Herceptin ) para tratamento câncer de mama localmente avançado

TEMA: Trastuzumabe (Herceptin ) para tratamento câncer de mama localmente avançado NTRR 09/2013 Solicitante: Desembargador Alyrio Ramos Número do processo: 1.0134.12.010459-8/001 Impetrato: Secretaria de Caratinga Data: 02/02/2013 Medicamento X Material Procedimento Cobertura TEMA: Trastuzumabe

Leia mais

Pode ser difícil para si compreender o seu relatório patológico. Pergunte ao seu médico todas as questões que tenha e esclareça todas as dúvidas.

Pode ser difícil para si compreender o seu relatório patológico. Pergunte ao seu médico todas as questões que tenha e esclareça todas as dúvidas. Perguntas que pode querer fazer Pode ser difícil para si compreender o seu relatório patológico. Pergunte ao seu médico todas as questões que tenha e esclareça todas as dúvidas. Estas são algumas perguntas

Leia mais

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento Neoplasias 2 Adriano de Carvalho Nascimento Biologia tumoral Carcinogênese História natural do câncer Aspectos clínicos dos tumores Biologia tumoral Carcinogênese (bases moleculares do câncer): Dano genético

Leia mais

Trastuzumab. Herceptin Roche

Trastuzumab. Herceptin Roche Trastuzumab Herceptin Roche PORTARIA Nº 73, DE 30 DE JANEIRO DE 2013 Estabelece protocolo de uso do trastuzumab na quimioterapia do câncer de mama HER-2 positivo inicial e localmente avançado. que devem

Leia mais

História natural de carcinoma lobular x ductal

História natural de carcinoma lobular x ductal Filomena Marino Carvalho filomena@usp.br História natural de carcinoma lobular x ductal 1 Classificaçãohistológicados tumores de mama Carcinoma invasivo de tipo não especial (ductal invasivo) Subtipos

Leia mais

Kit CISH de HER2 SP T-Light da Zymed (84-0146) (Bom para 20 lâminas)

Kit CISH de HER2 SP T-Light da Zymed (84-0146) (Bom para 20 lâminas) Kit CISH de HER2 SP T-Light da Zymed (84-0146) (Bom para 20 lâminas) I. UTILIZAÇÃO PREVISTA Para utilizar em diagnóstico in vitro O kit CISH de HER2 SP T-Light da Zymed destina-se a detectar a amplificação

Leia mais

Estado da arte: QT adjuvante para tumor Her-2 negativo

Estado da arte: QT adjuvante para tumor Her-2 negativo Estado da arte: QT adjuvante para tumor Her-2 negativo Ingrid A. Mayer, M.D., M.S.C.I. Professora Assistente Diretora, Pesquisa Clínica Programa de Câncer de Mama Vanderbilt-Ingram Cancer Center Nashville,

Leia mais

Prof a Dr a Camila Souza Lemos IMUNOLOGIA. Prof a. Dr a. Camila Souza Lemos. camila.souzabiomedica@gmail.com AULA 4

Prof a Dr a Camila Souza Lemos IMUNOLOGIA. Prof a. Dr a. Camila Souza Lemos. camila.souzabiomedica@gmail.com AULA 4 IMUNOLOGIA Prof a. Dr a. Camila Souza Lemos camila.souzabiomedica@gmail.com AULA 4 Imunidade contra tumores Linfócitos T-CD8 (azul) atacando uma célula tumoral (amarela) A imunologia tumoral é o estudo

Leia mais

Matrilisinas e correlação com metástase em carcinoma de células escamosas de língual

Matrilisinas e correlação com metástase em carcinoma de células escamosas de língual Matrilisinas e correlação com metástase em carcinoma de células escamosas de língual Thaís Gomes Benevenuto* Rivadávio F.B. de Amorim M. Cristina Cavalari Eduardo Augusto Rosa Sérgio Bruzadelli Brasília,

Leia mais

Recebido em: 12/04/2014 Aprovado em: 27/05/2014 Publicado em: 01/07/2014

Recebido em: 12/04/2014 Aprovado em: 27/05/2014 Publicado em: 01/07/2014 RECLASSIFICAÇÃO E DETERMINAÇÃO DO TIPO HISTOLÓGICO PREDOMINANTE EM NEOPLASIAS MAMÁRIAS CANINAS DO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE DE FRANCA NOS ANOS DE 00 a 0 Priscila Pavini Cintra ; César Augusto

Leia mais

PATOLOGIA DA MAMA. Ana Cristina Araújo Lemos

PATOLOGIA DA MAMA. Ana Cristina Araújo Lemos PATOLOGIA DA MAMA Ana Cristina Araújo Lemos Freqüência das alterações mamárias em material de biópsia Alteração fibrocística 40% Normal 30% Alterações benignas diversas 13% Câncer 10% Fibroadenoma

Leia mais

Estudo clínico, histopatológico e imunoistoquímico de neoplasias mamárias em cadelas

Estudo clínico, histopatológico e imunoistoquímico de neoplasias mamárias em cadelas Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v.64,n.5, p.1094-1100, 2012 Estudo clínico, histopatológico e imunoistoquímico de neoplasias mamárias em cadelas [Clinical, histopathological and immunohistochemical study

Leia mais

RELATÓRIO FINAL PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

RELATÓRIO FINAL PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA RELATÓRIO FINAL PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA AVALIAÇÃO IMUNO-HISTOQUIMICA DOS SUBTIPOS DE CARCINOMAS MAMÁRIOS DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS NO PERÍODO

Leia mais

CÂNCER DE MAMA HER2+ E TRATAMENTO COM TRASTUZUMABE

CÂNCER DE MAMA HER2+ E TRATAMENTO COM TRASTUZUMABE CÂNCER DE MAMA HER2+ E TRATAMENTO COM TRASTUZUMABE Loureiro, Bethânia Rodrigues 1 Bastos, Bruna de Oliveira 2 Silva, Layana Brito 3 Silva, Marcela Almeida 4 Meireles, Sarah Hilario 5 Morato, Maria José

Leia mais

Estamos prontos para guiar o tratamento com base no status do HPV?

Estamos prontos para guiar o tratamento com base no status do HPV? Controvérsias no Tratamento de Câncer de Cabeça e Pescoço Localmente Avançado Estamos prontos para guiar o tratamento com base no status do HPV? Igor A. Protzner Morbeck, MD, MSc Oncologista Clínico Onco-Vida,

Leia mais

HISTÓRIA NATURAL DOS TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA

HISTÓRIA NATURAL DOS TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA HISTÓRIA NATURAL DOS TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA Carcinomas Profª. Dra. Maria do Carmo Assunção Carcinoma tipo basal Grau 3 CK14 & CK5 = Positivo P63 pode ser positivo (mioepitelial) Triplo negativo

Leia mais

Princípios de Oncologia Clínica. Dr. Wesley Vargas Moura Oncologista Clínico CRM ES 3861

Princípios de Oncologia Clínica. Dr. Wesley Vargas Moura Oncologista Clínico CRM ES 3861 Princípios de Oncologia Clínica Dr. Wesley Vargas Moura Oncologista Clínico CRM ES 3861 Histórico 1900 Termo Quimioterapia Dr. Paul Ehrlich (1854-1915) Anos 40 Segunda Guerra Mundial Ilha de Bali 1943

Leia mais

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual IAMSPE IV Congresso de Iniciação Científica do IAMSPE

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual IAMSPE IV Congresso de Iniciação Científica do IAMSPE Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual IAMSPE IV Congresso de Iniciação Científica do IAMSPE São Paulo 2010 Níveis séricos e imunoexpressão tecidual do marcador CA19-9 no carcinoma

Leia mais

INFLUÊNCIA HORMONAL NA CARCINOGÊNESE MAMÁRIA EM CADELAS

INFLUÊNCIA HORMONAL NA CARCINOGÊNESE MAMÁRIA EM CADELAS INFLUÊNCIA HORMONAL NA CARCINOGÊNESE MAMÁRIA EM CADELAS BOCARDO, Marcelo DABUS, Daniela Marques Marciel TENTRIN, Thais de Campos LIMA, Gabriela da Silva Acadêmicos da Associação Cultural e Educacional

Leia mais

Imunoistoquímica e FISH nos carcinomas invasores

Imunoistoquímica e FISH nos carcinomas invasores Imunoistoquímica e FISH nos carcinomas invasores Monica Stiepcich Fleury Medicina e Saúde - Patologia Novembro 2008 1 Diagnóstico, orientações terapêuticas e predição de risco em Oncologia Análises clínicas

Leia mais

Perfil epidemiológico da neoplasia mamária canina em Araçatuba: uma abordagem estatística

Perfil epidemiológico da neoplasia mamária canina em Araçatuba: uma abordagem estatística Perfil epidemiológico da neoplasia mamária canina em Araçatuba: uma abordagem estatística Walter Bertequini Nagata 1 Sílvia Helena Venturoli Perri 2 Flávia de Rezende Eugênio 3 Maria Gisela Laranjeira

Leia mais

Avaliação da amplificação do gene HER2, determinada por FISH e SISH, em casos com score 0/1+ por imunohistoquímica

Avaliação da amplificação do gene HER2, determinada por FISH e SISH, em casos com score 0/1+ por imunohistoquímica MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA ANO LECTIVO 2010/2011 Avaliação da do gene HER2, determinada por FISH e SISH, em casos com score 0/1+ por imunohistoquímica Carlos Alberto da Silva Lopes Professor Catedrático

Leia mais

Eduardo Henrique Laurindo de Souza Silva¹, João Ricardo Auller Paloschi 1, José Roberto de Fígaro Caldeira 1, Ailton Joioso 1

Eduardo Henrique Laurindo de Souza Silva¹, João Ricardo Auller Paloschi 1, José Roberto de Fígaro Caldeira 1, Ailton Joioso 1 ARTIGO ORIGINAL DOI: 0.527/Z2050002000RBM Estudo comparativo de resposta à quimioterapia neoadjuvante em dose total, entre câncer de mama e metástase axilar, conforme resultados de imunoistoquímica, no

Leia mais

QUANDO PEDIR SEGUNDA OPINIÃO OU REPETIR IHQ? QUAL O MÍNIMO DE INFORMAÇÕES QUE O ONCOLOGISTA DEVE DEMANDAR? Dr. Carlos E. Bacchi Patologia 1

QUANDO PEDIR SEGUNDA OPINIÃO OU REPETIR IHQ? QUAL O MÍNIMO DE INFORMAÇÕES QUE O ONCOLOGISTA DEVE DEMANDAR? Dr. Carlos E. Bacchi Patologia 1 QUANDO PEDIR SEGUNDA OPINIÃO OU REPETIR IHQ? QUAL O MÍNIMO DE INFORMAÇÕES QUE O ONCOLOGISTA DEVE DEMANDAR? Dr. Carlos E. Bacchi Patologia 1 QUANDO PEDIR SEGUNDA Dr. Ira Bleiweiss of Mount Sinai OPINIÃO

Leia mais

Journal of Thoracic Oncology Volume 3, Number 12, December 2008

Journal of Thoracic Oncology Volume 3, Number 12, December 2008 R1 CIT Vinícius Journal of Thoracic Oncology Volume 3, Number 12, December 2008 Prolongamento na sobrevida em pacientes com Câncer avançado não-pequenas células (CPNPC) Recentemente, 2 estudos randomizados,

Leia mais

CURRICULUM VITAE. Dados Pessoais. Nome Cintia Mendonça de Abreu

CURRICULUM VITAE. Dados Pessoais. Nome Cintia Mendonça de Abreu CURRICULUM VITAE Dados Pessoais Nome Cintia Mendonça de Abreu Formação Universitária Graduação Instituição Faculdade de Medicina - Universidade Federal de Goiás Conclusão 17/11/1995 Pós-Graduação Residência

Leia mais

Iniciação. Angiogênese. Metástase

Iniciação. Angiogênese. Metástase Imunidade contra tumores Câncer Cancro, tumor, neoplasia, carcinoma Características: Capacidade de proliferação Capacidade de invasão dos tecidos Capacidade de evasão da resposta imune Câncer Transformação

Leia mais

André Salazar e Marcelo Mamede CANCER PATIENTS: CORRELATION WITH PATHOLOGY. Instituto Mário Penna e HC-UFMG. Belo Horizonte-MG, Brasil.

André Salazar e Marcelo Mamede CANCER PATIENTS: CORRELATION WITH PATHOLOGY. Instituto Mário Penna e HC-UFMG. Belo Horizonte-MG, Brasil. F-FDG PET/CT AS A PREDICTOR OF INVASIVENESS IN PENILE CANCER PATIENTS: CORRELATION WITH PATHOLOGY André Salazar e Marcelo Mamede Instituto Mário Penna e HC-UFMG. Belo Horizonte-MG, Brasil. 2014 CÂNCER

Leia mais

Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P.

Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P. Apresentação de Caso Clínico L.E.M.D.A.P. De Oliveira,J.V.C¹; SILVA, M.T.B¹; NEGRETTI, Fábio². ¹Acadêmicas do curso de Medicina da UNIOESTE. ²Professor de Anatomia e Fisiologia Patológica da UNIOESTE.

Leia mais

Mecanismos de resistência ao tratamento hormonal. José Bines Instituto Nacional de Câncer

Mecanismos de resistência ao tratamento hormonal. José Bines Instituto Nacional de Câncer Mecanismos de resistência ao tratamento hormonal José Bines Instituto Nacional de Câncer Declaração de conflito de interesses Sem conflito de interesses Opinião pessoal que pode não refletir necessariamente

Leia mais

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia.

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Utilização da Punção Aspirativa com Agulha Fina (PAAF) na diferenciação entre nódulos mamários benignos e malignos em cadela Revisão Gustavo Wilson

Leia mais

CURSO DE COMPLEMENTAÇÃO ESPECIALIZADA ONCOLOGIA CUTÂNEA

CURSO DE COMPLEMENTAÇÃO ESPECIALIZADA ONCOLOGIA CUTÂNEA CURSO DE COMPLEMENTAÇÃO ESPECIALIZADA ONCOLOGIA CUTÂNEA Período de Seleção 10 de outubro a 07 de novembro de 2014 Taxa de Inscrição R$ 100,00 Taxa de Matrícula R$ 400,00 Mensalidade R$ 724,00 Forma(s)

Leia mais

INCIDÊNCIA DE METÁSTASE PULMONAR EM CADELAS DIAGNOSTICADAS COM TUMORES DE GLÂNDULA MAMÁRIA

INCIDÊNCIA DE METÁSTASE PULMONAR EM CADELAS DIAGNOSTICADAS COM TUMORES DE GLÂNDULA MAMÁRIA V EPCC Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 23 a 26 de outubro de 2007 INCIDÊNCIA DE METÁSTASE PULMONAR EM CADELAS DIAGNOSTICADAS COM TUMORES DE GLÂNDULA MAMÁRIA Marcela Nunes Liberati

Leia mais

Proliferação celular nos linfomas caninos

Proliferação celular nos linfomas caninos 313 Proliferação celular nos linfomas caninos Sara Maria de Carvalho e SUZANO 1 Julio Lopes SEQUEIRA 2 Adriana Wanderley de Pinho PESSOA 3 Camila Dias PORTO 1 Deílson Elgui de OLIVEIRA 4 Correspondência

Leia mais

42º Congresso Bras. de Medicina Veterinária e 1º Congresso Sul-Brasileiro da ANCLIVEPA - 31/10 a 02/11 de 2015 - Curitiba - PR 1

42º Congresso Bras. de Medicina Veterinária e 1º Congresso Sul-Brasileiro da ANCLIVEPA - 31/10 a 02/11 de 2015 - Curitiba - PR 1 1 MELANOMA MALIGNO AMELANÓTICO OSTEOCARTILAGINOSO NA CAVIDADE ORAL COM METÁSTASE PULMONAR EM UM CÃO: RELATO DE CASO. MALIGNANT AMELANOTIC OSTEOCARTILAGINOUS MELANOMA IN THE ORAL CAVITY WITH PULMONARY METASTASIS

Leia mais

Cancro da Mama. Estrutura normal das mamas. O que é o Cancro da Mama

Cancro da Mama. Estrutura normal das mamas. O que é o Cancro da Mama Cancro da Mama O Cancro da Mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. Um tumor maligno consiste num grupo de células alteradas (neoplásicas) que pode invadir os tecidos vizinhos

Leia mais

EXPRESSÃO DE HSP70 E RAZÃO ENTRE OS ÍNDICES DE PROLIFERAÇÃO CELULAR E APOPTOSE EM CARCINOMA DE MAMA COM E SEM METÁSTASES AXILARES

EXPRESSÃO DE HSP70 E RAZÃO ENTRE OS ÍNDICES DE PROLIFERAÇÃO CELULAR E APOPTOSE EM CARCINOMA DE MAMA COM E SEM METÁSTASES AXILARES PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO FACULDADE DE MEDICINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA E CIÊNCIAS DA SAÚDE ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: CLÍNICA

Leia mais

Princípios E Procedimentos

Princípios E Procedimentos Identificação de Produto N.º Cat. Descrição 46931 EGFR 0,1 R (SP84) 46932 EGFR 1 R (SP84) 46930 EGFR RTU R (SP84) Definições Dos Símbolos P C A E S DIL DOC# DIS pronto a usar concentrado ascite soro sobrenadante

Leia mais

TEMA: Sunitinibe (Sutent ) para o tratamento do cancer renal

TEMA: Sunitinibe (Sutent ) para o tratamento do cancer renal Nota Técnica 49/2013 Data: 23/03/2014 Solicitante: Dr. José Hélio da Silva Juíz de Direito da 4a Vara Civel Comarca de Pouso Alegre em Medicamento Material Procedimento Cobertura x Número do processo:

Leia mais

Tumores mamários em cadelas

Tumores mamários em cadelas Novos Exames Estamos colocando a disposição de todos o Teste de Estimulação ao ACTH que é usado para identificar e acompanhar o tratamento do hipoadenocorticismo e hiperadrenocorticismo em cães e gatos.

Leia mais

III Congresso Internacional de Uro- Oncologia

III Congresso Internacional de Uro- Oncologia III Congresso Internacional de Uro- Oncologia Como interpretar o ASAP e o PIN? Qual o valor do Gleason Terciário na biópsia? Qual a acurácia do tumor de baixo risco na biópsia ser de baixo risco na Prostatectomia

Leia mais

Declaro não haver nenhum conflito de interesse.

Declaro não haver nenhum conflito de interesse. Declaro não haver nenhum conflito de interesse. Faculdade de Medicina do ABC Disciplina de Ginecologia Serviço do Prof. Dr. César Eduardo Fernandes Setor de Mastologia IVO CARELLI FILHO Maior dilema da

Leia mais

OS AINES (ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS) SÃO FÁRMACOS DE PRIMEIRA ELEIÇÃO NO TRATAMENTO DE INFLAMAÇÕES CRÔNICAS OU AGUDAS

OS AINES (ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS) SÃO FÁRMACOS DE PRIMEIRA ELEIÇÃO NO TRATAMENTO DE INFLAMAÇÕES CRÔNICAS OU AGUDAS Firocoxibe - Últimos avanços no tratamento de neoplasias em cães e gatos Marta León Artozqui Doutora em Medicina Veterinária Gerente Técnica - Animais de Companhia Merial Espanha OS AINES (ANTIINFLAMATÓRIOS

Leia mais

Carcinogênese, Biologia Tumoral e Marcadores Tumorais em Câncer de Cabeça e Pescoço

Carcinogênese, Biologia Tumoral e Marcadores Tumorais em Câncer de Cabeça e Pescoço Carcinogênese, Biologia Tumoral e Marcadores Tumorais em Câncer de Cabeça e Pescoço A P R E S E N T A D O R : S E L I N A L D O A M O R I M R E S I D E N T E D E C I R U R G I A D E C A B E Ç A E P E S

Leia mais

O Que solicitar no estadiamento estádio por estádio. Maria de Fátima Dias Gaui CETHO

O Que solicitar no estadiamento estádio por estádio. Maria de Fátima Dias Gaui CETHO O Que solicitar no estadiamento estádio por estádio Maria de Fátima Dias Gaui CETHO Introdução Objetivo: Definir a extensão da doença: Estadiamento TNM (American Joint Committee on Cancer ). 1- Avaliação

Leia mais

Tumor Estromal Gastrointestinal

Tumor Estromal Gastrointestinal Tumor Estromal Gastrointestinal Pedro Henrique Barros de Vasconcellos Hospital Cardoso Fontes Serviço de Cirurgia Geral Introdução GIST é o tumor mesenquimal mais comum do TGI O termo foi desenvolvido

Leia mais

TEMA: Sunitinibe (Sutent ) para o tratamento do cancer renal

TEMA: Sunitinibe (Sutent ) para o tratamento do cancer renal Nota Técnica 90/2013 Data: 18/05/2014 Solicitante: Dr. Daniel da Silva Ulhoa Juíz de Direito Comarca de Timóteo Medicamento Material Procedimento Cobertura x Número do processo: 0009774-08.2014.8.13.0667

Leia mais

GUSTAVO MEIRELLES RIBEIRO CARCINOMA EM TUMOR MISTO DA MAMA DA CADELA: AVALIAÇÃO DE ASPECTOS MORFOLÓGICOS E PERFIL IMUNOFENOTÍPICO.

GUSTAVO MEIRELLES RIBEIRO CARCINOMA EM TUMOR MISTO DA MAMA DA CADELA: AVALIAÇÃO DE ASPECTOS MORFOLÓGICOS E PERFIL IMUNOFENOTÍPICO. GUSTAVO MEIRELLES RIBEIRO CARCINOMA EM TUMOR MISTO DA MAMA DA CADELA: AVALIAÇÃO DE ASPECTOS MORFOLÓGICOS E PERFIL IMUNOFENOTÍPICO. Belo Horizonte 2010 GUSTAVO MEIRELLES RIBEIRO CARCINOMA EM TUMOR MISTO

Leia mais

Tumores mamários caninos Novas perspectivas [Canine mammary tumors- New perspectives]

Tumores mamários caninos Novas perspectivas [Canine mammary tumors- New perspectives] Animais de Companhia Tumores mamários caninos Novas perspectivas [Canine mammary tumors- New perspectives] Felisbina Queiroga* & Carlos Lopes** * Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro ** Instituto

Leia mais

Sobrevida das pacientes com câncer de mama na região oeste de Santa Catarina

Sobrevida das pacientes com câncer de mama na região oeste de Santa Catarina Artigo Original Sobrevida das pacientes com câncer de mama na região oeste de Santa Catarina Survival of patients with breast cancer in western Santa Catarina Elton Andreolla 1, Ana Paula Pereira Dal Magro

Leia mais

Resposta Imune contra o Câncer

Resposta Imune contra o Câncer Câncer é um termo genérico, que compreende em torno de 200 doenças, cujas células causadoras partilham algumas características em comum: Mutações genéticas; Crescimento descontrolado; Capacidade de migração

Leia mais

PERFIL MOLECULAR DOS CARCINOMAS DUCTAIS IN SITU DE ALTO GRAU DA MAMA PUROS OU ASSOCIADOS A CARCINOMA INVASOR: DETECÇÃO POR IMUNOFENOTIPAGEM MOLECULAR

PERFIL MOLECULAR DOS CARCINOMAS DUCTAIS IN SITU DE ALTO GRAU DA MAMA PUROS OU ASSOCIADOS A CARCINOMA INVASOR: DETECÇÃO POR IMUNOFENOTIPAGEM MOLECULAR 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE MEDICINA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO Amanda Arantes Perez PERFIL MOLECULAR DOS CARCINOMAS DUCTAIS IN SITU DE ALTO GRAU DA MAMA PUROS OU ASSOCIADOS A CARCINOMA

Leia mais

Vaginal Metastasis from Colorectal Adenocarcinoma: Diagnosis in Cervicovaginal Cytology

Vaginal Metastasis from Colorectal Adenocarcinoma: Diagnosis in Cervicovaginal Cytology Vaginal Metastasis from Colorectal Adenocarcinoma: Diagnosis in Cervicovaginal Cytology Oliveira B 1 Ɨ, Cunha C 1 Ɨ, Mendes M 1 * Ɨ, Coimbra N 2, Duarte A 2, Babo A 2, Martins C 2, Monteiro P 2 1 School

Leia mais

OCÂNCER DE MAMA É UMA DOENÇA HETERO-

OCÂNCER DE MAMA É UMA DOENÇA HETERO- mama Tipos histológicos especiais de câncer de mama Sergio Azman Felipe Correa Geyer * Departamento de Patologia, Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, Brasil Contato: felipe.geyer@einstein.br

Leia mais

Princípios E Procedimentos

Princípios E Procedimentos Identificação de Produto N.º Cat. Descrição 45616 Her2/Neu 0,1 R (EP3) 45617 Her2/Neu 1 R (EP3) 45636 Her2/Neu RTU R (EP3) Definições Dos Símbolos P C A E S DIL DOC# DIS pronto a usar concentrado ascite

Leia mais

Universidade do Vale do Paraíba Faculdade de Educação e Artes Ciências Biológicas

Universidade do Vale do Paraíba Faculdade de Educação e Artes Ciências Biológicas Universidade do Vale do Paraíba Faculdade de Educação e Artes Ciências Biológicas Aluna: Carolina Genúncio da Cunha Menezes Costa Orientadora: Prof.ª Dr.ª Renata de Azevedo Canevari Co-orientador: Prof.

Leia mais

O seu guia para entender o laudo médico de câncer de mama

O seu guia para entender o laudo médico de câncer de mama O seu guia para entender o laudo médico de câncer de mama Desenvolvido para você pela breastcancer.org, com traduções realizadas em colaboração com a Cancer Resource Foundation, Inc. www.cancer1source.org.

Leia mais

Paulo César Jark Serviço de Oncologia Veterinária Unesp - Jaboticabal

Paulo César Jark Serviço de Oncologia Veterinária Unesp - Jaboticabal Paulo César Jark Serviço de Oncologia Veterinária Unesp - Jaboticabal Metastatis (grego) Transferência, mudança de lugar Disseminação da doença Sinal de doença avançada Qual a via preferencial de metástase

Leia mais

FATORES PROGNÓSTICOS NO CÂNCER DE MAMA

FATORES PROGNÓSTICOS NO CÂNCER DE MAMA REVIEW ARTICLE FATORES PROGNÓSTICOS NO CÂNCER DE MAMA PROGNOSTIC FACTORS IN BREAST CANCER Inês Stafin, Ludimilla Gracielly Ferreira Caponi, Thais Paiva Torres, Julliana Negreiros de Araujo e Virgílio Ribeiro

Leia mais

Dufloth, RM Página 1 31/3/200928/1/200923/1/2009

Dufloth, RM Página 1 31/3/200928/1/200923/1/2009 Dufloth, RM Página 1 31/3/200928/1/200923/1/2009 RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO FINAL (Observação: as informações prestadas neste relatório poderão, no todo ou em parte, ser publicadas pela FAPESC.) 1. IDENTIFICAÇÃO

Leia mais

Estudo da sobrevivência das doentes com cancro da mama, atendidas nas Unidades de Oncologia do Centro Hospitalar Médio Ave, EPE.

Estudo da sobrevivência das doentes com cancro da mama, atendidas nas Unidades de Oncologia do Centro Hospitalar Médio Ave, EPE. Estudo da sobrevivência das doentes com cancro da mama, atendidas nas Unidades de Oncologia do Centro Hospitalar Médio Ave, EPE. MARTA HELENA DE OLIVEIRA NOVAIS DA SILVA Dissertação de Mestrado em Oncologia

Leia mais

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo CAPÍTULO 3 CÂnCER DE EnDOMéTRIO O Câncer de endométrio, nos Estados Unidos, é o câncer pélvico feminino mais comum. No Brasil, o câncer de corpo de útero perde em número de casos apenas para o câncer de

Leia mais

DANIELLA SERAFIN COUTO VIEIRA. DESEMPENHO DOS MARCADORES EGFR, CK5, CK14, p63 e P-caderina PARA IDENTIFICAR O FENÓTIPO BASAL DO CARCINOMA DE MAMA

DANIELLA SERAFIN COUTO VIEIRA. DESEMPENHO DOS MARCADORES EGFR, CK5, CK14, p63 e P-caderina PARA IDENTIFICAR O FENÓTIPO BASAL DO CARCINOMA DE MAMA DANIELLA SERAFIN COUTO VIEIRA DESEMPENHO DOS MARCADORES EGFR, CK5, CK14, p63 e P-caderina PARA IDENTIFICAR O FENÓTIPO BASAL DO CARCINOMA DE MAMA FLORIANÓPOLIS 2007 DANIELLA SERAFIN COUTO VIEIRA DESEMPENHO

Leia mais

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia.

PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. PUBVET, Publicações em Medicina Veterinária e Zootecnia. Tumor de mama em cães: marcadores prognósticos e imunohistoquímica (COX-2, E-caderina, Receptores hormonais e Ki-67) revisão de literatura Alexandre

Leia mais

Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc

Como citar este artigo Número completo Mais artigos Home da revista no Redalyc Brazilian Journal of Otorhinolaryngology ISSN: 1808-8694 revista@aborlccf.org.br Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico- Facial Brasil de Andrade Quintanilha Ribeiro, Fernando;

Leia mais

TÍTULO: IMPLANTAÇÃO DE BANCO DE TECIDOS DO HOSPITAL DE CÂNCER DO MATO GROSSO

TÍTULO: IMPLANTAÇÃO DE BANCO DE TECIDOS DO HOSPITAL DE CÂNCER DO MATO GROSSO TÍTULO: IMPLANTAÇÃO DE BANCO DE TECIDOS DO HOSPITAL DE CÂNCER DO MATO GROSSO CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: MEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VÁRZEA GRANDE

Leia mais

Rodrigo Augusto Depieri Michelli

Rodrigo Augusto Depieri Michelli Rodrigo Augusto Depieri Michelli Estudo caso-controle dos marcadores clínico-patológicos e imuno-histoquímicos no câncer de mama masculino em relação ao feminino e seu impacto com a sobrevida Dissertação

Leia mais

Patogênese e Testes Genéticos no ide

Patogênese e Testes Genéticos no ide Patogênese e Testes Genéticos no Carcinoma Medular de Tireóide ide Ana Luiza Maia Serviço de Endocrinologia, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre,

Leia mais

CÂNCER DE MAMA. O controle das mamas de seis em seis meses, com exames clínicos, é também muito importante.

CÂNCER DE MAMA. O controle das mamas de seis em seis meses, com exames clínicos, é também muito importante. CÂNCER DE MAMA Dr. José Bél Mastologista/Ginecologista - CRM 1558 Associação Médico Espírita de Santa Catarina AME/SC QUANDO PEDIR EXAMES DE PREVENÇÃO Anualmente, a mulher, após ter atingindo os 35 ou

Leia mais