ASSIM SE FAZ O CAMINHO

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1 # 159 ano XXXIX MARÇO/ABRIL 2012 ASSIM SE FAZ O CAMINHO Os projetos de transportes e logística que tornam possível levar e trazer tudo aquilo que a imaginação concebe e que o desenvolvimento exige Balsa no Porto de Belém carregada com equipamentos destinados ao canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte

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3 foto: Lia Lubambo 1

4 Odebrecht Informa em mídias digitais Site: Leia também a revista no seu ipad e no seu smartphone Edição online Acervo online ipad e smartphone Videorreportagem Blog > Você pode acessar o conteúdo completo desta edição em HTML ou em PDF > Na quarta entrevista do projeto Saberes, Gilberto Neves, Diretor-Superintendente da Odebrecht nos Estados Unidos, fala de momentos marcantes de sua trajetória nos países onde atuou > Hidrelétrica de Belo Monte, em construção no Rio Xingu, no Pará, utiliza a alternativa fluvial para transportar materiais e equipamentos > Construção de linhas de metrô em Caracas e Los Teques é destaque nos investimentos da Venezuela em mobilidade urbana > Acesse as edições anteriores de Odebrecht Informa, desde a nº 1 e faça o download do PDF completo da revista > Relatórios Anuais da Odebrecht desde 2002 > Publicações especiais (Edição Especial sobre Ações Sociais, 60 anos da Organização Odebrecht, 40 anos da Fundação Odebrecht e 10 anos da Odeprev) A vitória é de quem acredita Projeto Acreditar qualifica trabalhadores e contribui para o desenvolvimento de comunidades próximas à Hidrelétrica Teles Pires > Logística verde da Braskem permite a utilização de empilhadeiras elétricas cuja tecnologia é 100% sustentável e contribui para a redução de gases poluentes > Nos Estados Unidos, 95% da produção da Braskem chega aos clientes por trem, otimizando os custos e o tempo gasto nas operações > Em funcionamento desde 1985, Estrada de Ferro Carajás passa por obras para duplicação de alguns trechos e a expansão de 114,7km > Reportagens, artigos, vídeos, fotos, animações e infográficos nas versões para ipad e smartphone > Acessando a app Store através do seu ipad, você pode baixar, gratuitamente, as edições da revista > Você pode ler Odebrecht Informa no seu smartphone. Acesse, do dispositivo, o endereço com.br > Envie comentários e sugestões para versal.com.br Leia no blog de Odebrecht Informa os posts escritos por repórteres e editores da revista. > Aos 31 anos, Thiago Nehrer fala sobre os desafios de fazer parte de uma grande empresa > Maior da América Latina, o Porto de Santos celebra 120 anos em 2012 > Conheça a história de um alfaiate angolano que transforma em arte os tecidos típicos de seu país > Quando a pesquisa científica dá as mãos à prática, reflorestar ganha um novo significado

5 #159 transportes e logística foto de capa: guilherme afonso & notícias Capa pessoas Ilustração de Rico Lins Construção de anel rodoviário em Lisboa e ampliação do Metrô do Porto simbolizam um novo ciclo de avanço da infraestrutura de transportes de Portugal Rota do Sol e Trem Elétrico, soluções emblemáticas para a melhoria da mobilidade na Colômbia e no Peru Programas de comunicação são destaque na atuação das concessionárias com participação da Odebrecht TransPort Ferrovia Transnordestina: nos trilhos do desenvolvimento, a ligação entre o interior e os portos As soluções de acessibilidade que irão beneficiar regiões populosas em Pernambuco e no Rio de Janeiro Concessões: em quatro estados brasileiros, a busca de uma prestação de serviço de qualidade a usuários de trens, metrôs e rodovias Paulo Cesena e os desafios da Odebrecht TransPort, uma empresa cada vez mais focada na relação direta com o público Sistemas construtivo e de logística permitem a execução do projeto habitacional Jardins Mangueiral, em Brasília, em ritmo acelerado Saiba de que forma os petroquímicos básicos chegam aos clientes: rodovias, ferrovias, hidrovias e dutovias fazem o caminho da Braskem Em Caracas e Los Teques, um retrato dos investimentos da Venezuela para o aprimoramento da mobilidade urbana Os desafios e as histórias da Olex, uma empresa que está presente em cada movimento das equipes da Organização O engenheiro argentino Diego Casarin: família, trabalho e as lembranças de muitos momentos mágicos proporcionados pelo basquete Belo Monte: execução da hidrelétrica, no Pará, tem entre seus destaques a estratégia de logística baseada na integração de modais Importações de equipamentos e materiais para o Projeto PTA POY PET, em Pernambuco, envolvem até 17 países e 30 cidades Autoestradas, vias expressas, avenidas: nas grandes cidades e no interior, Angola abre caminhos para crescer Gente: saiba o que faz Juliana Lima, Paulo Brito e Juliana Calsa sentirem-se permanentemente motivados a fazer sempre mais e melhor Combatendo os gargalos: a contribuição do Terminal Embraport, no Porto de Santos, e da dutovia desenvolvida pela Logum OOG é a primeira empresa brasileira a construir e operar navios PLSVs, por meio dos quais são instalados dutos flexíveis em águas ultraprofundas Gustavo Prisco escreve sobre a necessidade (e a urgência) de o Brasil resolver seus gargalos de infraestrutura de transportes e logística ORGANIZAÇÃO ALEMANHA DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS SABERES 3 foto: Edu Simões

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7 EDITORIAL O que não está no dicionário Ao buscar soluções para atender seus clientes, as empresas da Organização Odebrecht participam dos esforços do Brasil e dos outros países para ampliar e modernizar suas infraestruturas de transporte e logística No Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, gargalo é definido assim: parte superior de garrafa ou doutra vasilha, com entrada estreita. Na vida de um país, o outro significado desse substantivo masculino pode explicitar um dos maiores riscos para o seu desenvolvimento. A urgência em aprimorar as infraestruturas de transportes e logística é um desafio que confronta o Brasil e outros países com seu potencial de avanço e crescimento no mercado interno e externo. Não basta ter bons produtos. É preciso fazer com que cheguem aos clientes, com qualidade e no prazo estabelecido. Para isso, é imprescindível que uma complexa engrenagem funcione corretamente. Dos centros produtores às estradas e ferrovias e, delas, aos portos dessa forma, constroem-se os caminhos que poderão conferir a um país o atendimento das necessidades de seus habitantes e o aumento de sua competividade internacional. Ao buscar soluções para atender seus clientes, as empresas da Organização Odebrecht participam dos esforços do Brasil e dos outros países para ampliar e modernizar suas infraestruturas de transporte e logística. Nesta edição de Odebrecht Informa, em que o destaque são os projetos da Organização no setor de Transportes e Logística, você encontrará histórias que emblematizam o esforço de cidades, estados e nações para solucionar seus gargalos, que podem se referir ao escoamento da produção para o mercado doméstico, à exportação e à importação, mas que também podem dizer respeito a questões como a boa prestação de um serviço público por concessionárias de rodovias ou a melhoria da qualidade do transporte público de massa, com a ampliação de redes metroviárias e a construção de sistemas viários urbanos. Da importação de um equipamento de grande porte necessário à construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, à ampliação do Metrô de Caracas, passando pela movimentação de petroquímicos básicos produzidos pela Braskem e a execução de vias expressas em Angola, as equipes da Odebrecht, com seu conhecimento e espírito de servir, lançam-se cotidianamente à tarefa de ajudar as comunidades nas quais atuam a resolverem seus gargalos e a evitarem que seus sonhos e objetivos fiquem presos dentro da garrafa dos sonhos não realizados. Porque abrir mão de objetivos e da esperança de tempos melhores decididamente não faz parte do dicionário dos integrantes da Organização Odebrecht. Boa leitura.

8 Histór os caminhos da texto Luiz Carlos Ramos fotos Edu Simões 6 6

9 ia No Porto e em Lisboa, projetos metroviários e rodoviários são executados em sintonia com a preservação do patrimônio cultural e arquitetônico Cidade do Porto: ampliação do metrô permite ligação do centro histórico ao Rio Douro e à vizinha Vila Nova de Gaia 7

10 Ogrande avanço de Portugal no aprimoramento de sua infraestrutura nos últimos 25 anos, consequência da entrada do país na União Europeia, em 1986, fez com que o território nacional seja, hoje, cortado de norte a sul por modernas autoestradas e por trens rápidos, em contraste com as limitações que existiam até o início dos anos Pontes, viadutos e túneis reduzem distâncias e ampliam a presença de turistas de outras regiões da Europa, atraídos pelo clima quente e por lindas praias, montanhas, planícies, castelos, uma culinária apaixonante e vinhos que estão entre os melhores do mundo. Nesses anos de novo ciclo de evolução, as duas maiores cidades do país, Lisboa e Porto, ganharam linhas de metrô e extensas autopistas, que convivem com as ruas estreitas de bairros românticos e históricos. A participação da Odebrecht International na construção desse cenário ocorre por meio da Bento Pedroso Construções (BPC), responsável por diversas obras no país. Três das mais recentes acabam de ser concluídas: duas na região de Lisboa e uma na área do Porto. O complexo de autopistas da capital portuguesa ficou ainda mais extenso e dinâmico em 2011, com a inauguração de um novo trecho da Circular Regional Interior de Lisboa Cril, que significou a conclusão do rodoanel que interliga as duas travessias rodoviárias do Rio Tejo: as pontes Vasco da Gama e 25 de Abril. Já a partir do subúrbio de Almada, do outro lado do Rio Tejo, a Ponte 25 de Abril une-se à autoestrada do Baixo Tejo, cujo trecho mais novo também foi construído pela BPC, facilitando o acesso a praias frequentadas pela população lisboeta e por turistas. Por sua vez, o metrô da cidade do Porto, no norte do país, composto de seis linhas, ganhou outra extensão em uma de suas linhas mais movimentadas, a que liga o centro histórico ao Rio Douro e à vizinha Vila Nova de Gaia, cidade de expressiva atividade industrial. As obras portuguesas de transporte e infraestrutura vão prosseguir nos próximos meses. A Odebrecht International, por meio da BPC, está entre as seis empresas do Consórcio Elos, Ligações de Alta Velocidade S.A., responsável pela construção de trechos da futura linha de trem rápido que conectará Lisboa a Madri em apenas três horas. O projeto original vem passando por alterações e deverá ser liberado pelos governos de Portugal e da Espanha, interessados em facilitar o acesso de turistas à Península Ibérica. Desafios de uma obra urbana A Circular Regional Interior de Lisboa Cril tem 21 km e atravessa todo o norte da cidade, tornando ágil a ligação entre o Aeroporto Internacional, a Estação Ferroviária do Oriente e a Ponte Vasco da Gama, além de se interligar a outras vias rápidas. Trata-se de um autêntico rodoanel, que ficou praticamente completo em abril de 2011, com a conclusão do trecho de 3,7 km entre Buraca e Pontinha, passando por Lisboa, Amadora e Odivelas e por nove bairros, entre os quais Benfica, onde se situa o estádio do popular clube de futebol que leva o nome do bairro. A BPC, contratada pela empresa Estradas de Portugal S.A. para essa etapa do complexo, cumpriu a missão em pouco mais de três anos. A realização das obras exigiu a demolição de casas e a remoção de famílias moradoras da área, reurbanização, a abertura de túneis, trevos e acessos e a preservação de dois históricos aquedutos: Cril: anel viário que atravessa todo o norte de Lisboa 8

11 o das Águas Livres e o das Francesas. O Aqueduto das Águas Livres, com seus arcos, tem quase 300 anos, resistiu ao terremoto de 1755, continua sendo utilizado e é atração turística. José Joaquim Ferreira Martins, Diretor de Contrato, explica: Foi uma ação muito desafiadora, por causa da situação urbanística, que exigiu grande movimento de terra. Nesse trecho de quase 4 km, tivemos de fazer dois túneis, o Benfica, de m, que passa junto a um aqueduto, e o de Venda Nova, de 300 m. A obra contou com a participação de trabalhadores, dos quais 85% eram portugueses e 15% de outras nacionalidades. Antonio Martins, técnico responsável pelo relacionamento com a comunidade, recorda: Era preciso explicar aos motoristas o porquê dos congestionamentos de trânsito ocorridos durante a obra. Também foi necessário argumentar com os moradores removidos por causa da reurbanização sobre a necessidade da autopista para a cidade. José Joaquim Martins relata: Um dia antes da inauguração, o trecho foi aberto para que apenas as pessoas o percorressem a pé. Nos túneis, a iluminação é moderna, há sinais de trânsito luminosos e alto-falantes para alertar os motoristas sobre risco de acidentes e congestionamentos. Os muros de concreto laterais são decorados com desenhos de grafiteiros. Nosso cliente, Estradas de Portugal, organizou um concurso para premiar os melhores grafiteiros. Com a ocupação dos espaços por esses desenhos, evitou-se o risco da pichação predadora, relembra José Joaquim Martins, que se prepara para integrar a equipe dirigente das obras de construção do trecho português da Ferrovia Lisboa-Madri, pela qual trens ultravelozes unirão as duas capitais. 9

12 e a obra foi inaugurada em 18 de novembro de 2011, com traçado moderno, quase sem curvas. Gonçalo Matos, Responsável por Engenharia, salienta que não apenas o turismo sai beneficiado: muitas pessoas moram naquela região e trabalham na área central de Lisboa. Houve necessidade de demolição de casas e construção de viadutos, diz. Quem reclamava dos congestionamentos na época da obra agora percebe o quanto ficou mais rápido o caminho pelo Baixo Tejo. Estação do Oriente: com a Cril, conexão mais ágil com o Aeroporto Internacional e com a Ponte Vasco da Gama Novo acesso às praias Apesar de as praias portuguesas mais visitadas por turistas estrangeiros serem as da região de Algarve, no extremo sul do país, onde o sol brilha em todas as estações do ano, entusiasmando principalmente visitantes do norte europeu, a região de Lisboa também é privilegiada com belos balneários, na área de Estoril e Cascais e na do outro lado do Rio Tejo, o chamado Baixo Tejo. A Ponte 25 de Abril, inaugurada em 1966 e que recebeu esse nome em 1974, em homenagem à Revolução dos Cravos, que democratizou o país, é o acesso mais direto a Almada e às praias daquela margem, junto ao rio e ao mar. A Autoestrada do Baixo Tejo integra um conjunto de 70 km de infraestruturas, uma extensão sul do anel viário da região de Lisboa, caminho direto para as praias. O lote norte dessa obra coube à BPC, juntamente com a Lena e a MSF, tendo como cliente a empresa Estradas de Portugal. O Diretor de Contrato Bruno Medeiros fala sobre a recente construção de 4 km de duas pistas desse complexo, próximo aos balneários de Caparica: No trajeto, havia enormes postes de linhas de alta-tensão, que teriam de ser deslocados, com permissão da empresa de eletricidade, o que retardou os trabalhos em um ano. Mas, com paciência e segurança, conseguimos superar o desafio, O Metrô do Porto cresce Até 2002, a cidade do Porto não tinha metrô. Havia apenas antigos bondes elétricos, ruas estreitas e obras de autopistas. Em apenas 10 anos, a rede metropolitana ganhou seis linhas, entre as quais uma que leva ao aeroporto. O sistema, integrado por 81 estações, das quais 14 são subterrâneas, é basicamente de superfície, mas com 7 km de túneis. Os trens amarelos, de tecnologia francesa, silenciosos e modernos, servem a sete municípios Porto, Póvoa do Varzim, Vila do Conde, Maia, Matosinhos, Gondomar e Vila Nova de Gaia e contribuíram para a retirada de milhares de automóveis das ruas. A BPC, que já vinha ao longo dos anos participando da ampliação do Metrô de Lisboa, executou, em dois anos, em parceria com a empresa Lena, as obras de prolongamento da linha D, que une o Centro Histórico à Estação Ferroviária de São Bento, ao Hospital Central do Porto e Composição do Metrô do Porto: em apenas 10 anos, a rede ganhou seis linhas 10

13 Autoestrada do Baixo Tejo: benefício para turistas e moradores, ao facilitar o acesso ao litoral ao Polo Universitário. Em 15 de outubro de 2011, em Vila Nova de Gaia, foram entregues uma nova estação, a Santo Ovídio, a remodelada estação D. João II e o trecho de linha que liga essas duas estações, na movimentada Avenida da República. Luís Temido, com a experiência de ter participado de várias obras viárias em seus 19 anos de Odebrecht, foi o Diretor de Contrato das obras do Metrô do Porto. Ele relembra: A nova estação é subterrânea, sob uma praça onde se cruzam duas ruas e a principal avenida da cidade. Com isso, tivemos da fazer um túnel para o tráfego dos automóveis, por debaixo da passagem destinada aos vagões do metrô e em paralelo a ela. Esse túnel foi aberto ao trânsito em 30 de janeiro de O grande desafio da obra foi a necessidade de executá-la sem a interrupção do fluxo diário de milhares de pedestres e veículos na área, relata Temido. A equipe direta de Luís Temido era formada praticamente só por portugueses. Do time, fazia parte também uma jovem engenheira brasileira, Mariza Maria de Souza Ferreira, nascida na Bahia e radicada em Portugal desde criança. Há três anos na Odebrecht, Mariza explica que o moderno metrô tornou mais atraente a cidade do Porto, sem violentar as características históricas. A linha recentemente ampliada é aquela que percorre a velha ponte de ferro, construída por Gustave Eiffel, o mesmo da Torre Eiffel, de Paris. Essa ponte sobre o Rio Douro une o Porto a Vila Nova de Gaia e faz parte do mais belo cartão-postal da região. Em Gaia, junto ao cais do rio, estão as várias adegas do famoso vinho do porto, cuja produção chega do alto Douro em tonéis de carvalho. Há um projeto para ampliar ainda mais a linha de metrô, que agora termina em Santo Ovídio, que deverá beneficiar bairros de casas populares onde vivem mais de 17 mil pessoas. Luís Temido afirma acreditar em novos ciclos de obras na região do Porto e nas demais áreas de Portugal. Navegar é preciso; viver não é preciso, escreveu, há quase 100 anos, o poeta português Fernando Pessoa, ressaltando o lema dos antigos navegadores. Os versos de Pessoa continuam representando inspiração para a gente portuguesa de hoje: Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contibuir para a evolução da humanidade. É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa raça. 11

14 12 planeta Terra realiza dois tipos de movimento: a Em Alcântara, está sendo construída uma das bases translação, elíptico em volta do sol, e a rotação, em de lançamento mais avançadas do mundo. Com ela, o torno de seu próprio eixo. A lição é muito conhecida, Brasil entrará para um seleto grupo de oito países com ensinada no colégio, nos primeiros anos da educação esse tipo de tecnologia. A Odebrecht Infraestrutura formal brasileira. Pois é justamente o movimento de está realizando as obras civis, participando do Consórcio Cyclone 4, ao lado da Camargo Corrêa. O cliente da rotação que faz com que Alcântara, pequena cidade à beira da Baía de São Marcos, no Maranhão, seja um obra é binacional, a Alcântara Cyclone Space, uma parceria entre os governos do Brasil e da Ucrânia. dos principais pontos do mundo para o lançamento de foguetes e satélites. O nome Cyclone vem do foguete que será utilizado O município está localizado muito próximo à Linha nos lançamentos, o Cyclone 4. Considerado um dos do Equador. Isso permite ao veículo lançador utilizar de mais seguros e eficazes do mundo (atinge três tipos forma mais eficiente o movimento a vida em de rotação Terra de órbita), ele tem o impressionante recorde de apenas quatro falhas em 226 lançamentos até hoje. Ape- para executar seu trabalho. Simplificando, pode-se dizer que ele aproveita esse movimento, em razão nas outras sete nações detêm tecnologia de propulsão localização provilegiada da base. Isso possibilita uma similar: Estados Unidos, Rússia, Índia, China, França, economia de até 30% do caríssimo combustível utilizado. Por esse motivo, os equipamentos são capazes de Para a construção da base, iniciada em 2011, é ne- Japão e Cazaquistão. suportar cargas mais pesadas que o normal. É uma cessária a supressão de uma área de vegetação de cerca de 100 hectares. Nesse espaço, estarão localizadas grande vantagem que pode colocar o Brasil em destaque no aquecido mercado mundial de lançamento de áreas de estoque de combustíveis e de montagem e satélites, comenta Clóvis Costa, Gerente de Produção acoplagem de foguetes e satélites. Um trilho de ferro da Odebrecht. de aproximadamente 800 m que levará o foguete para 12

15 a área de lançamento propriamente dita. Babaçu e sustentabilidade A vegetação predominante na área é o babaçu, uma espécie de palmeira, da qual são retirados o óleo e a palha. Será realizado um replantio ostensivo da mata em outra região. Mas o que fazer com a madeira retirada (que não é de alto valor comercial) e que normalmente seria descartada? A partir de uma ideia criativa do Gerente de Produção Clóvis Costa e sua equipe, o Cyclone 4 conseguiu criar um ciclo sustentável para o babaçu, que foi reintegrado à paisagem natural, tornando possível a preservação da identidade visual maranhense em um município de importância histórica como Alcântara, ocupado pela primeira vez no século XVII, pelos franceses. Uma das mais belas praias da região é a dos Guarás. Por causa do avanço da maré, a única passagem para esse santuário ecológico começou a ruir, praticamente fechando qualquer travessia terrestre. A estrada ficava cada vez mais estreita. O Consórcio Cyclone 4 construiu um talude (plano inclinado que limita um aterro) utilizando o babaçu e alargou a estrada. Além da palmeira, foi usada também uma manta porosa geotêxtil. A tecnologia faz com que a água do mar bata e volte sem danificar a encosta. A obra foi essencial para a sustentabilidade da comunidade local. O pescador Luiz Santana Cantanhêde, 51 anos, corria o risco de ter sua atividade encerrada devido ao fim iminente da passagem. Agora posso continuar minha pesca, além de outras atividades, como levar turistas para o outro lado margem, onde texto Zaccaria Junior fotos Bruna Romaro Passageiros no Trem Elétrico de Lima: contribuição decisiva para a melhoria do sistema de transporte público de massa na capital peruana Rota do Sol e Trem Elétrico emblematizam os investimentos da Colômbia e do Peru em projetos de mobilidade há uma praia muito bonita, diz. O mais interessante é que respeitamos a identidade visual da região. O talude de babaçu é confortável para os olhos, pois não destoa da paisagem, acrescenta Coriolano Bahia, Gerente Administrativo da Odebrecht. Da forma como foi colocado o talude, até mesmo veículos maiores, como microônibus, podem passar por ali. Quem também se beneficiou com a solução foi Lincoln Salles, 33 anos, dono da Pousada dos Guarás, uma pequena pérola próxima ao mar e ao mangue, onde o hóspede desfruta do melhor suco de bacuri da região. A pousada simplesmente ficaria isolada do mundo. A passagem estreita já não possibilitava sequer o trânsito dos fornecedores de alimentos. Mas a situação mudou. Foi uma solução ambiental, que respeita a vegetação daqui. Um exemplo que poderia ser seguido pelas autoridades, destaca Lincoln. José Eduardo: aprendizados Ponte de babaçu precisam se Comunidade e turistas de Alcântara converter não foram em os únicos a saírem ganhando com as soluções sustentáveis do babaçu. Clóvis Costa usou a mesma técnica dentro da própria obra. Ele criou uma ponte (uma passagem rente ao chão) em cima de um Igarapé com a palmeira local. A ponte liga os lados leste e oeste da obra. Antes da ponte, os caminhões e veículos eram obrigados a percorrer uma distância de 12 km para chegar de um lado a outro do projeto. A passagem de babaçu é uma solução inédita e ecológica. Ela não atrapalha o fluxo da água, que atravessa a madeira e mantém as características daquele ecossistema. E mais: com a diminuição do percurso, reduz ento 13

16 Uma rodovia que liga Bogotá a portos no Atlântico (Costa do Caribe). Um sistema de metrô em Lima que reduz o percurso, antes feito por carro em duas horas e meia, para 30 minutos. Projetos muito diferentes em seus formatos, mas totalmente sinérgicos quando levada em questão uma das principais preocupações da vida moderna: a mobilidade. Reconhecido mundialmente como expert no assunto, o geógrafo Tim Cresswell, em seu livro On the move: mobility in the modern western world, editado pela Routledge, em 2006, já alertava para o fato de o fenômeno da mobilidade envolver uma diversidade de fatores e processos que estão presentes, ao mesmo tempo, na estruturação básica do sistema produtivo e no cotidiano das pessoas, passando pelo sistema de transportes e pela gestão pública desses espaços. Ligando extremos A Rota do Sol é a mais importante rodovia da Colômbia. São km que concentram 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do país ao seu redor e conectam seus dois centros urbanos mais importantes, Bogotá e Medelín, com a Costa do Caribe. Destino de investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões, a concessão da rodovia está dividida em três setores. O Setor Dois, o mais importante e extenso (528 km), está sob responsabilidade da Concessionária Rota do Sol S.A.S., liderado pela Odebrecht (62,1%) e composto ainda das colombianas Corficolombiana (33%) e Solarte (4,99%), representando investimento de, aproximadamente, US$ 1,5 bilhão. Além de a Odebrecht atuar como investidora no projeto (o que contempla a operação e a manutenção da rodovia por 25 anos), a empresa está presente também no braço construtor. A obra, iniciada em maio de 2011, com previsão para ser concluída em cinco anos, está sob responsabilidade do Consorcio Constructor Ruta del Sol (Consol), formado pela Odebrecht e pelas colombianas Corficolombiana e CSS Constructores S.A. Segundo Eder Ferracuti, Presidente da Concessionária Rota do Sol S.A.S., as melhorias que estão sendo feitas na rodovia facilitarão o pleno exercício de sua vocação. É uma rodovia de transporte de carga. O trânsito médio diário no Setor Dois é de 20 mil veículos, e 70% dessa frota é representada por veículos pesados. A necessidade de melhoria da infraestrutura é fundamental para a elevação da competitividade colombiana, ele comenta. A melhoria na infraestrutura rodoviária tem um impacto direto na redução do custo de operação veicular, que se reflete diretamente na redução dos custos do comércio exterior, completa. As estimativas do Governo colombiano são de que as melhorias na Rota do Sol venham a contribuir para a redução de 5% do custo de operação veicular, que representa 4% da economia nos custos de mobilização de bens nesse corredor. Isso representaria ganhos adicionais para a nação de até US$ 1,5 bilhão/ano. A Odebrecht também está se posicionando no país como uma empresa de investimentos em infraestrutura. A Colômbia é um país bastante interessante, com muitas possibilidades e muito para se fazer, avalia o Presidente da Odebrecht Colômbia, Luiz Antonio Bueno Junior. O tempo de viagem entre Bogotá e a costa do Caribe diminuirá de 16 horas para 10 horas, ele ressalta. O Ministro do Transporte da Colômbia, Germán Cardona Gutiérrez, salienta que a Rota do Sol é um projeto estratégico para seu governo. Estamos iniciando uma nova era de concessões na Colômbia, e esse é o primeiro exemplo da nova fase de concessões. Precisamos determinar a pauta da ordem, do cumprimento e da eficiência para que os colombianos possam ter uma visão muito clara de que esses projetos de infraestrutura viária vão realmente impactar a economia colombiana e o nosso desenvolvimento, enfatiza Germán Cardona. Nos trilhos da mobilidade Com população superior a 8 milhões de pessoas, Lima tem uma estrutura de transporte de massa ainda a ser desenvolvida. A lidade nos sistemas de ônibus e táxi na capital peruana acaba comprometendo a qualidade do tráfego e leva as pessoas a recorrerem a veículos 14

17 Rota do Sol e (na página ao lado) Germán Cardona: Estamos iniciando uma nova era de concessões na Colômbia próprios. Esse efeito dominó resulta em grandes congestionamentos em qualquer horário do dia. Paralelamente à problemática, corria um projeto antigo de sistema de metrô conhecido no país como Trem Elétrico -, iniciado durante o primeiro mandato do Presidente Alan García, na segunda metade da década de 1980, e interrompido antes de sua conclusão. O projeto foi retomado pelo próprio Alan García no fim de 2009, quando foram somadas nove estações às sete já existentes e adicionados 13 km de linha aos 9 km já construídos. Foram necessárias, porém, adaptações e atualizações estruturais. Para se ter ideia dos resultados obtidos com a implantação do Trem Elétrico, o trajeto da primeira à última estação do Metrô de Lima leva 30 minutos. O mesmo percurso feito de carro não leva menos de duas horas e meia. Carlos Nostre, Diretor do Contrato do Trem Elétrico, comenta: Não existe dúvida em relação à necessidade desse sistema de transporte para a realidade daqui. Conquistamos um empreendimento muito difícil, com o prazo desafiador de 18 meses para desenvolver o projeto, tocar a obra e colocar os trens em operação, relata. Entre os desafios, Nostre destaca o fato de o Metrô de Lima ser de linha aérea e não subterrânea, o que causa mais interferência no cotidiano da população. Envolvido diretamente na retomada do projeto do Trem Elétrico, Enrique Cornejo, ex-ministro de Transportes e Comunicações do Peru, argumenta que o metrô é necessário a toda cidade no mundo com mais de 4 milhões de habitantes. Foi importante ter demonstrado aos cidadãos que era possível terminar essa obra e confirmar que o metrô é efetivamente uma solução importante para o problema do transporte metropolitano em Lima, diz Enrique Cornejo. A aceitação é muito grande. Oswaldo Plasencia, Diretor-Executivo da Autoridade Autônoma do Trem Elétrico, frisa que atualizações de estudos preliminares que indicavam que o sistema de metrô de Lima teria 300 mil passageiros por dia já apontam para a marca de 600 mil passageiros. Houve êxito na construção, realizada em tempo recorde, com qualidade e praticamente sem problemas para a população. Em pouco mais de duas semanas de funcionamento, cerca de 2 milhões de usuários já haviam sido atendidos pelo Trem Elétrico, comemora Plasencia. Segundo ele, agora é esperar para que o sistema caia ainda mais no gosto da população e comecem a haver pedidos para que a rede seja ampliada, com mais estações e linhas. Oswaldo Plasencia: número de usuários do Trem Elétrico superou às expectativas 15

18 comunicação Diálogo aberto texto Renata Meyer foto Artur Ikishima A concepção de amplos programas de comunicação com a comunidade e com a imprensa tem sido importante aliada das concessões lideradas pela Odebrecht TransPort no cumprimento de uma das premissas básicas da empresa: a contínua qualificação do serviço prestado. Como operadoras de serviços públicos, temos o compromisso de nos comunicarmos de forma eficiente com os usuários, antecipando- -nos aos acontecimentos e evi- Concessões lideradas pela Odebrecht TransPort têm o apoio de instrumentos de comunicação para estar mais próximas da comunidade e da imprensa tando ao máximo surpreendê-lo, afirma Marco Benatti, Responsável por Comunicação na Rota das Bandeiras, que administra o Corredor Dom Pedro I, na região de Campinas (SP). Há seis meses, a concessionária lançou o boletim De Olho na Rota, com ções sobre as condições de trânsito no sistema viário, interdições de pista e obras. Com sete edições diárias, o boletim é distribuído para emissoras de rádio e sites de notícias, sobretudo nos horários de pico. 16

19 Publicações da Bahia Norte: prestação de contas A empresa também se prepara para lançar seu novo site, que mostrará, em tempo real, imagens capturadas por câmeras instaladas nas rodovias. No relacionamento com a imprensa, a Rota das Bandeiras adotou uma postura transparente e proativa. Nada fica sem resposta, diz Benatti. Segundo ele, a agilidade e precisão no atendimento aos veículos de comunicação foram os diferenciais na conquista da confiança dos profissionais da imprensa. Na SuperVia, concessionária que administra o sistema de trens urbanos da região metropolitana do Rio de Janeiro, o desafio de levar a ção com agilidade aos usuários tem o suporte da tecnologia. A empresa investiu R$ 2,9 milhões em um sistema integrado de comunicação com os clientes no interior dos trens, gerenciado no Centro de Controle Operacional (CCO). O novo sistema amplia a segurança nas operações e agiliza o contato do CCO com o maquinista. A concessionária também está investindo na implantação de um sistema de televisores nos trens e nas estações, para a veiculação de programas institucionais que abordem os bastidores das operações e ajudem a esclarecer dúvidas dos passageiros, entre outros conteúdos. A Concessionária Bahia Norte, responsável pela administração do sistema BA-093, Na região metropolitana de Salvador, também vem colocando em prática um amplo programa de comunicação. Entre dezembro de 2010 e junho de 2011, a empresa realizou uma pesquisa de opinião com os usuários, moradores e empreendedores das adjacências que auxiliou na definição das estratégias de comunicação. Queremos mostrar à população que nossa atuação não se restringe à cobrança de pedágio, que estamos aqui para prestar um serviço de qualidade e promover melhorias essenciais na infraestrutura de transporte local, afirma Cledson Castro, Responsável por Comunicação na concessionária. Nessa perspectiva, a Bahia Norte tem realizado um trabalho de comunicação voltado para a prestação de contas à comunidade. Periodicamente, a concessionária investe em campanhas de divulgação relacionadas a assuntos como cronograma de conclusão das obras e alterações no trânsito. A Bahia Norte tem presença ativa em redes sociais. Para r o público sobre as condições de tráfego, a empresa criou uma página no Twitter, atualizada várias vezes por dia. Os usuários também podem obter essa ção por meio do site da concessionária. No município de Cabo de Santo Agostinho (PE), onde a Rota dos Coqueiros administra 6,5 km de rodovia, um trabalho corpo a corpo de comunicação tem feito a diferença na vida da comunidade. A concessionária investe em campanhas de educação no trânsito, segurança viária e conscientização ambiental, por intermédio de seminários, treinamentos e atividades recreativas com a população local, e também criou um tivo bimestral, para se comunicar com usuários da rodovia. Com tiragem de 10 mil exemplares, o tivo é distribuído na praça de pedágio, principal ponto de comunicação da concessionária com o público. Com o tivo, mostramos aos usuários as ações que realizamos com a comunidade. Assim, eles participam de nossos projetos e percebem que nossa atuação vai além da manutenção e operação da via, afirma Elias Lages, Diretor-Presidente da Rota dos Coqueiros. 17

20 Quem visita as 25 frentes de serviço da Nova Ferrovia Transnordestina, nos estados de Pernambuco, Piauí e Ceará, e vê o trabalho acelerado de cerca de 9 mil pessoas e milhares de máquinas não imagina o tempo de espera dos nordestinos para que esse projeto saísse do papel. O sonho remonta ao período de D. Pedro II, que, durante uma viagem pelo interior do Nordeste, prometeu a construção de uma linha férrea para interligar a região a cidades litorâneas. Passados mais de 100 anos, o novo traçado da ferrovia, que se interligará aos trechos já existentes da malha antiga, é uma das principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com um investimento de R$ 7,5 bilhões. Com seus km, a Nova Transnordestina ligará Eliseu Martins, no sul do Piauí, aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). A Odebrecht Infraestrutura é responsável pela construção do trecho Eliseu Martins-Suape e de parte do trecho Salgueiro-Pecém. A execução das obras foi dividida em duas fases. A primeira delas é a de infraestrutura, que engloba terraplenagem, construção de pontes e viadutos ou seja, a preparação do terreno para os trilhos. Essa é a fase mais desafiadora, porque envolve a obtenção de licenças ambientais, desapropriação de terras, relação com comunidades quilombolas e tribos indígenas e a administração do próprio impacto nos meios urbanos, relata Tufi Daher Filho, Presidente da Transnordestina Logística S.A., empresa do Grupo CSN e responsável pela operação da malha ferroviária de carga do Nordeste desde A segunda fase é a da supraestrutura, isto é, a colocação dos dormentes, dos trilhos e da sert é pelos trilhos, meu Trecho da Transnordestina em Salgueiro (PE): cidade é o marco zero da ferrovia. Na página ao lado, a Presidente Dilma Rousseff durante sua visita ao canteiro de obras: aproveitamento do potencial da região brita a ferrovia em si. Essa fase foi iniciada no segundo semestre de Cerca de km de ferrovia já foram construídos. Trens já circulam por ela, mas, por enquanto, transportam apenas o necessário para as obras: trilhos, dormentes e brita. Podemos construir até 2,5 km por dia. Vamos chegar ao fim de 2012 com 600 km prontos e, em 2013, com o trecho Eliseu Martins-Suape concluído, Tufi. 18

21 ão Ferrovia Transnordestina, que já tem 200 km construídos, está mudando a realidade de uma extensa região do Brasil A Transnordestina é uma ferrovia dotada das características mais modernas. Uma delas é o tipo de bitola (distância entre os trilhos) usado. Foi adotada a bitola larga (1,6 m) para trens modernos e, em alguns trechos, a bitola mista, que permite, também, a circulação de trens antigos (bitola de 1 m). Além disso, os dormentes são de concreto, em vez de madeira. Os trechos de trilhos comprados da China, Itália e Polônia medem 24 m. A cada unidade são emendadas mais nove, formando o Trilho Longo Soldado (TLS) de 240 m. Em cada km, o desnível da linha só pode atingir 1,5%, e o raio de curva é de 400 m. Com essas características, um trem com 104 vagões poderá viajar a 80 km/h com segurança. Um corredor de oportunidades Quando os km de ferrovia estiverem prontos em 2014, as oportunidades de negócio serão enormes. Por ano, 30 milhões de t de produtos passarão pela ferrovia. Além dos que a Transnordestina Logística já carrega em seus vagões, como cimento, matérias-primas siderúrgicas e combustíveis (álcool, diesel e gasolina), a empresa quer entrar de vez nos transportes de grãos e minérios. Dois alvos bem definidos já estão à vista: a região do Mapito (que abrange Maranhão, Piauí e Tocantins), grande produtora de grãos, e o Polo Gesseiro de Araripina (PE), que contém uma das maiores jazidas de gipsita do texto Edilson Lima fotos Marcelo Pizzato 19

22 Brasil. Outros projetos para extração de minério de ferro e cobre, em Pernambuco e em Alagoas, estão em andamento. Pode somar-se a isso o escoamento da produção de frutas de Petrolina (PE) e do norte da Bahia, e o retorno de produtos essenciais, como fertilizantes. Ainda em 2012, a Transnordestina Logística recuperará um trecho de 500 km da malha antiga, entre Cabo de Santo Agostinho (PE) e Porto Real do Colégio (AL), deteriorado por chuvas e inundações há dois anos. Com essas obras, a malha nordestina será reinterligada à Ferrovia Centro Atlântico, que corta parte do Centro-Oeste e o Sudeste. A Nova Transnordestina ampliará as opções para os empresários. Eles vão escolher o melhor caminho para escoar seus produtos, seja para o próprio Brasil ou para outros países. Nossa meta é passar dos atuais 15% para 40% do transporte de carga na região, comenta Tufi Daher Filho. Posição estratégica Por sua posição estratégica, a cerca de 600 km de várias capitais do Nordeste, a cidade de Salgueiro foi escolhida para ser o marco zero da Nova Ferrovia Transnordestina. Desde o início das obras, no fim de 2009, trabalhadores do Nordeste e das outras regiões do Brasil passaram a chegar à cidade. De lá para cá, o município cresceu 25%, chegando a 60 mil habitantes. O aquecimento da economia vai do aumento do consumo de alimentos e combustível à alta ocupação de hotéis e pousadas, diz o Prefeito Marcones Libório de Sá. Bancos, redes de eletrodomésticos e de calçados instalaram-se na cidade. Com a maior arrecadação de impostos, a Prefeitura pode investir em pavimentação de ruas, redes de esgoto, construção de um aterro sanitário, ampliação do estádio Salgueirão, bem como em educação e saúde. Por seus esforços em prol da educação básica, Marcones recebeu, 20

23 Trabalhadores colocam trilhos e dormentes. Abaixo, o Prefeito Marcones Libório de Sá: esforços reconhecidos em 2011, o Prêmio Idepe, do Governo de Pernambuco. É um reconhecimento aos nossos esforços para melhorar a educação no município, observa. O prefeito também comemora a boa fase de oportunidades de trabalho geradas pela obra. Antes, a cidade convivia com um índice de desemprego de 30%. Hoje, o percentual é de 6%. Só não é menor porque a economia exige mais qualificação da população, diz ele. Para alcançar esse êxito, a Prefeitura contou com a parceria da Odebrecht Infraestrutura. Um dos grandes desafios nesta obra era encontrar pessoas qualificadas. Tivemos que capacitar cerca de 4 mil pessoas por meio do Programa de Qualificação Profissional Continuada Acreditar, Pedro Leão, Diretor de Contrato da Odebrecht. Por onde andamos, ouvimos autoridades locais e pessoas da comunidade falarem dos benefícios da obra nas suas cidades. Ieunice Elenira Primo, 23 anos, e Lucian Alves da Silva, 22 anos, nasceram e cresceram em Salgueiro. Quando ouviram falar dos cursos oferecidos pelo Acreditar não perderam tempo e se inscreveram. Em meados de 2010, os dois estavam contratados para as obras. Quando fui chamada, nossa, foi só alegria! Comecei como ajudante de produção e hoje estou em treinamento para ser operadora de máquina na fábrica de dormentes. Enquanto houver oportunidade, vou crescendo, ela diz. Com o mesmo entusiasmo de Ieunice, Lucian, que trabalha como armador, afirma: O projeto é um orgulho para todos nós. Sei que estou fazendo parte da história do Nordeste e do Brasil. Quero me dedicar cada vez mais e, quem sabe, chegar a ser um encarregado. Em fevereiro, a Presidente Dilma Rousseff visitou o canteiro de obras em Salgueiro. Na ocasião, afirmou: A interligação do interior do Brasil aos portos significa maior capacidade de comercializar os produtos e explorar o potencial da região. 21

24 abram 22 Complexo viário em Pernambuco e via expressa no Rio de Janeiro colocam a inovação tecnológica e empresarial a serviço da acessibilidade Apesar da distância de quase km, Rio de Janeiro e Pernambuco vivem realidades bastante próximas quando o assunto é a realização de grandes obras. Nos últimos anos, os dois estados registraram crescimento econômico acima da média nacional, apostando em projetos estruturantes, sendo alguns dos mais emblemáticos aqueles relacionados ao setor de mobilidade. Seja na região Sudeste ou Nordeste, a Organização Odebrecht, por meio de suas empresas, é parceira nesse processo de desenvolvimento como in- 22

25 alas Obras da TransOeste, na Barra da Tijuca: melhoria da acessibilidade na Zona Oeste do Rio de Janeiro e outras 35 em fase de implantação, totalizando investimentos da ordem de US$ 17 bilhões. Em 2011, sua operação portuária registrou um crescimento de 25% em movimentação de toneladas e 33% em movimentação de contêineres. Esse sucesso motivou os administradores de Suape e o Governo de Pernambuco a implementarem um projeto de ampliação e requalificação das vias de acesso ao complexo. Estamos executando um planejamento para atender a esse crescimento a médio e a longo prazos. Uma das iniciativas é a concessão rotexto Heloísa Eterna e Rodrigo Vilar fotos André Valentim vestidora e executora de projetos que estão ampliando a capacidade logística desses estados. Localizado na região metropolitana do Recife, o Complexo Industrial e Portuário de Suape, controlado e administrado pelo Governo de Pernambuco, vem se consolidando como um dos maiores polos de investimentos do Brasil. O complexo recebe diariamente 60 mil trabalhadores e possui uma extensão territorial de hectares uma área territorialmente maior que o município de Olinda e equivalente a toda a área urbanizada do Recife. São mais de 100 empresas instaladas 23

26 Foto: Elvio Luiz doviária, conquistada pela Odebrecht TransPort e pela Invepar no fim de 2011, destaca Frederico Amâncio, Vice-Presidente de Suape. Com um contrato de 35 anos e investimentos de R$ 450 milhões, a Concessionária Rota do Atlântico S.A. CRA (50% Odebrecht TransPort e 50% Invepar) administrará 44 km do Complexo Viário e Logístico Suape/Expressway. A concessão começa na BR-101 Sul, na altura do Hospital D. Helder Câmara, e segue até o distrito de Nossa Senhora do Ó, no município de Ipojuca, dando acesso à praia de Porto de Galinhas, no litoral sul do estado. Além da implantação e da requalificação de acessos viários, o plano de negócios prevê ainda a modernização e a implantação de sistema de sinalização, instalação de parte da iluminação pública e implantação de defensas metálicas e barreiras nos locais de maior risco. Serão construídos também um Centro de Controle Operacional (CCO), uma Base Operacional com Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), postos de pesagem móvel, dois pátios logísticos, cinco praças de pedágio e um novo posto da Polícia Militar Rodoviária. Transversalidade Na CRA, trabalham juntas a Odebrecht TransPort (como investidora e operadora) e a Odebrecht Infraestrutura (responsável pelas obras civis). Buscamos desenvolver um projeto que atenda com qualidade os usu- Trabalhadores da TransOeste: o Rio de Janeiro aprimora sua infraestrutura 24

27 Montagem de estrutura na Expresway, em Pernambuco: obra estratégica para o Complexo Industrial e Portuário de Suape. Abaixo, Júlio Perdigão e Ana Carolina Farias: planejamento e execução a quatro mãos ários da concessão [que tem prazo de 35 anos], sempre observando o valor global e os prazos pactuados com o poder concedente, resume Ana Carolina Farias, Diretora de Contrato da Odebrecht Infraestrutura. Segundo Júlio Perdigão, Diretor de Investimento da Odebrecht TransPort e Diretor-Presidente da CRA, esse é um trabalho de planejamento e execução realizados a quatro mãos, buscando o máximo de eficiência. Projetos estruturados como esse estimulam o exercício pleno da Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO), influenciando e sendo influenciado a todo o momento em busca do que é certo. É uma relação de disciplina, respeito e confiança entre colegas parceiros. Foto: Elvio Luiz Sonho em construção No Rio de Janeiro, as obras preparatórias para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016 deixarão um legado que beneficiará a economia, os moradores e turistas que visitam a capital fluminense. Um dos projetos em execução é a Via Expressa TransOeste, que tem como objetivo melhorar a acessibilidade entre a Barra da Tijuca e Santa Cruz, bairros da Zona Oeste da cidade, contemplando um corredor expresso para BRT (Bus Rapid Transit). Responsável pela construção de dois dos quatro lotes da TransOeste, a Odebrecht Infraestrutura já está com 90% do projeto concluído. Essa obra é um antigo anseio da população, principalmente dos moradores dessa região da cidade. Mesmo antes do término, eles já podem usufruir do trecho do bairro do Recreio dos Bandeirantes, que está com todas as pistas em operação, salienta Pedro Moreira, Diretor de Contrato. Um dos destaques do projeto da TransOeste é a construção do túnel da Grota Funda, que ligará Barra de Guaratiba ao Recreio dos Bandeirantes. Concluída, a intervenção irá promover a redução de 50% no tempo de deslocamento, eliminar o congestionamento na Serra da Grota Funda e beneficiar, por dia, mais de 200 mil pessoas. Ao longo dos seus 23,8 km, a TransOeste terá 25 estações de BRT. Suas plataformas estarão niveladas à altura das portas dos ônibus e terão sistema de abertura de portas que responde a sensores de presença e possibilitará acessibilidade a portadores de necessidades especiais, além de possuírem um projeto arquitetônico que contará com um ambiente iluminado e arejado. A necessidade da população, o sonho da Prefeitura e a capacidade de realização da Odebrecht Infraestrutura fazem dessa obra uma realidade, ressalta Moreira, que aponta o mês de abril deste ano como data de conclusão e inauguração da obra. Os lotes sob responsabilidade da Odebrecht Infraestrutura estão localizados entre as avenidas Ayrton Senna e Benvindo de Novaes, com 9,9 km, e em um trecho entre a Av. Benvindo de Novaes e a Estrada da Matriz, com 13,9 km. A obra inclui segregação de faixa para BRT, implantação de pistas laterais, recuperação da pista existente, implantação de segunda pista, construção de túneis, construção de duas pontes e seis viadutos. 25

28 Movimento na Linha 4 do Metrô de São Paulo e (na foto menor) o bancário Leandro Rocha: mais qualidade de vida pú Busca constante de aprimoramento tecnológico, operacional e gerencial marca 26 as concessões com a participação da Odebrecht TransPort em quatro estados brasileiros 26

29 blico A serviço de seu texto Renata Meyer fotos Dario de Freitas São Paulo, terça-feira, final de tarde. O bancário Leandro Rocha está voltando para casa depois de um dia de trabalho. O percurso do centro da cidade até a sua residência, no bairro Santo Amaro, que de ônibus durava até duas horas, com a Linha 4 do Metrô passou a ser percorrido em menos de uma. Um benefício que ele descreve em poucas palavras: Agora tenho mais qualidade de vida. No município de Cabo de Santo Agostinho (PE), o corretor Thiago Lein atravessa os 6,2 km da Rota dos Coqueiros, que dá acesso ao litoral sul do estado e às indústrias do Complexo de Suape. Faço esse percurso várias vezes por semana. Aqui é possível economizar tempo e trafegar com mais segurança, ele afirma. Leandro e Thiago estão entre os milhares de brasileiros beneficiados pelas operações da Odebrecht TransPort nas áreas de mobilidade urbana e transporte rodoviário, hoje distribuídas em quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia. Apenas no setor de mobilidade urbana, que inclui a operação de sistemas de trens e metrôs, a empresa transporta diariamente 1,3 milhão de passageiros nas duas maiores capitais do país e espera investir R$ 6,5 bilhões por meio dos seus ativos. de um programa de investimentos, em parceria com o Governo do Estado, de R$ 2,4 bilhões, que inclui a renovação da frota, a reforma das estações e a revitalização da infraestrutura da malha. Em São Paulo, a Odebrecht TransPort é uma das acionistas da Via Quatro, concessionária que administra a Linha 4 do Metrô. O empreendimento que, em 2011, teve a sua primeira fase concluída, somará 12,8 km de extensão e será composto de 11 estações, ligando a zona oeste de São Paulo ao centro da cidade. Quem circula por essa linha diariamente percebe o salto de qualidade que ela representa para o nosso sistema de transporte. Minha expectativa como usuário é que, futuramente, essa infraestrutura seja levada às outras linhas de trens e metrôs, diz Leandro Rocha. Rota de ligação com as demais linhas do Metrô e com o sistema de trens metropolitanos, a Linha 4 chama a atenção por sua modernidade. É o primeiro ramal na América Latina com divisórias de vidro separando a Trilhos urbanos Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a Odebrecht TransPort está à frente da SuperVia desde novembro de 2010, atendendo a mais de 500 mil passageiros por dia. A concessionária é responsável pela administração, até 2048, de um dos principais sistemas de transporte locais, formado por 270 km de malha ferroviária, com 98 estações distribuídas por 12 municípios. Entre os seus desafios está promover o aprimoramento e a modernização do setor ferroviário, por meio 27

30 usuários com serviços de qualidade, com segurança e pontualidade, destaca Paulo Cesena, Diretor-Executivo da Odebrecht TransPort. Thiago Lein, usuário da Rota dos Coqueiros em Pernambuco: economia de tempo e aumento da segurança plataforma dos trilhos, recurso que oferece mais segurança aos passageiros. Dispõe também de tecnologia driverless, que permite a operação sem condutor. Nossas experiências no Rio de Janeiro e em São Paulo, por seus enormes desafios em termos tecnológicos, operacionais e gerenciais, nos credenciam a atuar em projetos de mobilidade urbana em outras capitais do país, afirma Irineu Meireles, Diretor Regional da Odebrecht TransPort. A preocupação com a qualidade do serviço prestado é um ponto em comum nas operações da Odebrecht TransPort. Ao atuarmos como operadores de serviços de utilidade pública, devemos estar concentrados em satisfazer as necessidades da população. Isso envolve grandes desafios, como atender prontamente nossos Fotos: Lia Lubambo Transporte rodoviário Nessa mesma perspectiva, as concessionárias da Odebrecht TransPort do setor de transporte rodoviário vêm atuando na requalificação de alguns dos mais importantes sistemas viários do país. É o caso do Corredor Dom Pedro I, que a empresa administra desde 2009, por meio da Rota das Bandeiras, em São Paulo. O sistema, com 297 km, interliga 17 cidades entre a região metropolitana de Campinas e o Vale do Paraíba, com cerca de 2,5 milhões de habitantes. A concessão terá duração de 30 anos e prevê investimentos de R$ 3,5 bilhões, em obras de manutenção, recuperação e modernização da malha viária. Na Bahia, a Odebrecht TransPort controla, ao lado da Invepar, a Concessionária Bahia Norte, responsável pela administração dos 121 km do sistema BA-093, que engloba nove municípios da região metropolitana de Salvador, atendendo mais de 3 milhões de habitantes. Composto de seis rodovias, o sistema é uma importante rota de escoamento da produção industrial local, servindo aos polos industriais de Aratu e Camaçari, que reúnem 298 empresas e concentram cerca de 60% do PIB baiano. A Odebrecht TransPort também é sócia da Invepar na Concessionária Litoral Norte CLN, que administra os 217 km da Estrada do Coco e da Linha Verde, situa- 28

31 das na BA-099. A rodovia faz a ligação entre a cidade de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, e a divisa dos estados da Bahia e Sergipe, e tem papel relevante para o turismo da região. De acordo com Renato Mello, Diretor Regional da Odebrecht TransPort, a empresa tem como prioridade no setor de transportes rodoviários a atuação em projetos que estejam situados em traçados urbanos e que tenham grande importância estratégica para o desenvolvimento econômico, industrial e turístico das regiões. Nosso objetivo é colaborar em novos eixos de desenvolvimento do país e também em meios alternativos de transporte público para minimizar gargalos do trânsito nas cidades, afirma. Por meio da Concessionária Rota do Atlântico, a empresa investe no Complexo Viário e Logístico Expressway (veja reportagem que começa na página 22), localizado em um importante polo de expansão econômica do Nordeste, em Pernambuco. A rodovia, com 44 km, além de ser uma alternativa de ligação de Recife com as praias do litoral sul, terá a função de desafogar os acessos ao Complexo Industrial de Suape, onde hoje estão instaladas mais de 100 empresas. Em Pernambuco, a Odebrecht TransPort também administra o sistema viário composto da Via Parque e da Ponte Arquiteto Wilson Campos, localizado na Reserva do Paiva. A concessão, gerida pela Rota dos Coqueiros, foi a primeira Parceria Público-Privada rodoviária firmada no Brasil, e sua operação terá duração de 30 anos. Além de facilitar o acesso a praias do sul do estado, a rodovia reduz em 30 km a distância até Recife. No último ano, mais de 61 milhões de veículos trafegaram pelos 686 km de rodovias operadas pela Odebrecht TransPort. Por intermédio de suas concessionárias, a empresa pretende investir R$ 7,6 bilhões no setor. Foto: Carlos Junior SuperVia, no Rio de Janeiro: 500 mil passageiros por dia 29

32 entrevista Paulo Cesena: formação de equipes é uma das principais concentrações da Odebrecht TransPort 30 30

33 servir O espírito de texto Álvaro Oppermann e Renata Meyer foto Paulo Fridman Criada em 2010, a Odebrecht TransPort cresce e se consolida como uma das empresas protagonistas dos setores de transportes e logística no Brasil. Com receita líquida de R$ 1,618 bilhão em 2011, a empresa reúne ativos como a SuperVia (sistema de trens da região metropolitana do Rio de Janeiro), Rota das Bandeiras e Rota dos Coqueiros (sistemas de rodovias), e Embraport, o maior terminal portuário privado multiuso do país, em Santos (SP). Nesta entrevista, o Diretor-Executivo Paulo Cesena, 39 anos de idade e há 14 na Organização, destaca que a Odebrecht TransPort, ao atuar como investidora e operadora de ativos de infraestrutura, inaugura nova fase do empresariamento na Organização, agora coparticipante na prestação de serviços públicos de grande impacto social. Cesena recebeu a equipe de Odebrecht Informa em seu escritório em São Paulo para uma conversa na qual revelou estratégias e oportunidades de uma empresa com muitos desafios à sua frente. E defendeu a necessidade de um empresariamento voltado também para a satisfação contínua dos usuários. Temos que nos ver como prestadores de serviços públicos, preparados para atender, com prontidão e excelência, às expectativas dos nossos clientes e dos usuários das nossas operações de trens, metrôs, rodovias, portos e, futuramente, aeroportos. Odebrecht Informa A Odebrecht TransPort é uma em- presa nova. Surgiu dentro da Odebrecht Infraestrutura, onde permanece. Como funciona a relação entre as duas? Paulo Cesena Existe uma relação de parceria sinérgica entre as duas empresas, sob a liderança comum do Líder Empresarial Benedicto Junior. Enquanto a Odebrecht Infraestrutura aporta competitividade em engenharia e construção, a Odebrecht TransPort encarrega- -se do investimento, do financiamento e da operação. Essa parceria significa estarmos sempre juntos, em uma relação única com os nossos clientes, durante a fase de estruturação e construção. OI Qual a principal vantagem dessa sinergia? Cesena - É a capilaridade nacional e a proatividade. Essa relação nos dá grande capacidade de entender nossos clientes em todo o Brasil e de nos anteciparmos com projetos pertinentes. Isso só acontece com empresários-parceiros alinhados em torno do objetivo de servir e criar valor. OI Aquisições fazem parte da estratégia de crescimento da Odebrecht TransPort? Cesena Não exatamente. Nosso diferencial está no desenvolvimento de novos projetos, chamados greenfield. Por vezes, podemos fazer aquisições que nos permitam entrar em novas linhas de negócio. Compramos a Embraport, o que nos permite agora nos enxergarmos como um participante de todo o mercado de contêineres brasileiro. Recentemente, adquirimos também uma empresa de terminais de tancagem de líquidos, porque queremos nos qualificar para clientes como Braskem, 31

34 ETH Bioenergia, Odebrecht Óleo e Gás (OOG) e outros, como um parceiro experimentado nessas operações. OI Você disse, no início de nossa conversa [quando Paulo Cesena recepcionou a equipe de reportagem em sua sala], que sua equipe está enfrentando um novo desafio no empresariamento. Como assim? Cesena Estamos acostumados a operar no business to business. A partir do momento em que trazemos usuários à nossa operação nos metrôs, nos trens, nas rodovias precisamos também mudar nossa atitude. Saber lidar com redes sociais, por exemplo. Exploramos oportunidades de implementar negócios do tipo business to consumers no entorno de nossas operações. Fui notando isso a partir do ano passado. À medida que vamos deixando de ser somente um construtor e nos tornando operador e investidor em ativos de infraestrutura, muda o perfil do empresariamento, que passa a incorporar a prestação de serviços públicos aos cidadãos. OI Onde está hoje a maior oportunidade de crescimento? Cesena No segmento de mobilidade urbana. Talvez seja uma oportunidade análoga àquela que tivemos há 15 ou 20 anos com as rodovias pedagiadas. Oito capitais brasileiras estão entre os 100 maiores conglomerados urbanos do mundo. A Odebrecht TransPort qualifica- -se, diante dessa oportunidade, com dois ativos complementares: trens urbanos, no Rio de Janeiro, e metrô, em São Paulo. A mobilidade urbana é o assunto mais complexo da Odebrecht TransPort. OI No setor rodoviário, qual é o foco da atuação da Odebrecht TransPort? Cesena Em nossas concessões rodoviárias, estamos muito focados em criar mais valor para nossos usuários. Um exemplo é o pedágio eletrônico, que já tem 60% de adesão na Rota das Bandeiras. Lá, estamos planejando, com o Governo de São Paulo, o sistema Multilane Free Flow, em que a cobrança é feita por meio de pórticos, dispensando até as praças de pedágio. Nossos usuários querem um nível cada vez maior de conforto e fluidez, além de poderem pagar por quilômetro rodado. OI Como tem sido tratada a necessidade de formar equipes para o crescimento? Cesena Temos necessidade de capacitar nossa equipe, sobretudo em operações metroferroviária, portuária e aeroportuária. O Brasil ficou muito tempo sem investir em infraestrutura, e isso criou um vácuo geracional. Estamos fazendo parcerias para cursos de formação, com profissionais experientes em manutenção e operação de sistemas específicos e que possuem a cabeça voltada ao usuário. Também estamos promovendo intercâmbios com operadoras de outros estados e países para capturar know how. E, para colaborar na formação de jovens empresários, estamos atraindo profissionais maduros, do mercado. A formação de equipes, aculturadas na Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO), é uma das nossas principais concentrações. OI A Odebrecht TransPort busca parcerias estratégicas, correto? Cesena - Sim, por um grande motivo. A transferência de tecnologia de operação é uma prioridade para nós. Temos muito conhecimento em engenharia, mas ainda precisamos acumular experiência em operação. Em relação a aeroportos, fizemos uma parceria com a Changi, a operadora do Aeroporto de Cingapura, um dos mais premiados do mundo pela qualidade de sua operação. OI Quais são as perspectivas de mercado para a Odebrecht TransPort? Cesena Estamos trabalhando atualmente em pelo menos 15 projetos no Brasil. Parece bastante, mas é compatível com a nossa descentralização e com a quantidade e qualidade de empresários-parceiros e equipes de apoio que temos. Cada projeto significa um salto na capacitação das equipes. Temos o grande desafio de assegurar a disseminação do conhecimento, e, para isso, estamos estruturando as comunidades de conhecimento. Além do Brasil, têm surgido oportunidades específicas no exterior, em países em que a Odebrecht já atua, e avaliamos se devemos entrar ou não, uma vez alinhados com nossos acionistas. OI Ser um dos líderes de um processo empresarial como o que a Odebrecht TransPort protagoniza hoje exige energia, confiança, otimismo. Como você faz para que esses elementos estejam sempre presentes no seu cotidiano? Cesena Não existe forma de alcançar esse êxito que almejamos se não conseguirmos equilibrar nossa vida pessoal e profissional. Trabalhamos muito, mas também sabemos a hora da pausa, do convívio familiar e da celebração de nossas conquistas. Precisa ser assim. 32

35 um jeito seguro de acelerar 33 texto Domitila Carbonari Sistema construtivo industrializado garante agilidade na execução do projeto Jardins Mangueiral, em Brasília foto Ricardo de Sagebin Odesafio foi lançado quando a Bairro Novo, marca da Odebrecht Realizações Imobiliárias voltada para o segmento econômico, firmou, em 2009, uma parceria com o Governo do Distrito Federal para a construção de 8 mil unidades residenciais de interesse social no prazo de 52 meses. O Jardins Mangueiral, nome escolhido para o empreendimento, é a primeira e única Parceira Público-Privada (PPP) habitacional do Brasil e criará um bairro com toda a infraestrutura necessária para receber as 8 mil famílias. 33

36 Em um terreno de 2 milhões de m 2, localizado em São Sebastião, cidade satélite de Brasília, estão sendo construídas 15 quadras residenciais, cinco das quais já foram concluídas, e 10 encontram-se em execução. A obra, que inclui equipamentos comunitários e áreas comerciais e que deverá estar concluída em dezembro de 2013, foi planejada, desde sua concepção, para ser realizada rapidamente. O sistema construtivo industrializado, adotado por toda a Bairro Novo, possibilita ao Jardins Mangueiral a agilidade necessária para sua realização. São utilizadas formas de alumínio para a moldagem in loco dos elementos estruturais das paredes de concreto, o que garante velocidade, produtividade elevada, redução de etapas e baixa geração de resíduos. Por se tratar de uma obra com alta velocidade de execução, a equipe de Silvio Romero, Diretor de Construção responsável pelo Jardins Mangueiral, percebeu, com a obra já em andamento, a necessidade de adotar um sistema de logística que proporcionasse rapidez no atendimento à demanda de produção, maior controle e mais segurança na gestão de suprimentos, além de eficácia no acompanhamento de custos. Da maneira como estávamos organizados, a entrega dos materiais em campo, por exemplo, não conseguia acompanhar o ritmo das equipes de produção, e não havia prévia programação e controle de quantidades, o que aumentava muito nossos custos, além de atrasar a obra, explica Silvio Romero. Sem desperdício Jardins Mangueiral: 8 mil unidades residenciais em 52 meses A solução encontrada foi implantar o Lean Construction, ou Construção Enxuta, filosofia de gestão baseada no Sistema Toyota de Produção, que busca reduzir atividades que não agregam valor, eliminando o desperdício na cadeia da construção. A primeira decisão da equipe foi criar kits para cada serviço, em cada etapa da obra. Além disso, foram eliminados os almoxarifados existentes nas proximidades de cada quadra e criou-se um centro de distribuição de materiais muito mais organizado. Com adoção desse sistema, a área de suprimentos ficou de fato responsável por todo o ciclo de materiais, que vai da compra e armazenamento dos insumos, até a confecção e distribuição dos kits, comenta Irineu Marinho, responsável pela área de suprimentos. Hoje, quando os operários iniciam a jornada de trabalho, eles já encontram o material necessário para a execução de sua atividade, completa. 34

37 O protagonista na gestão desse processo é o kanban, que nada mais é que um cartão colorido que identifica cada kit. Essa ferramenta, além de substituir a requisição manual de retirada de materiais, estabelece a quantidade exata de itens que serão entregues em cada frente de serviço, evitando a saída de materiais em excesso e auxiliando no controle do estoque. Os kanbans referentes às atividades da semana posterior são entregues à produção toda quinta-feira pela equipe de planejamento. A produção, por sua vez, organiza esses cartões, de acordo com o seu plano de ataque, em um painel chamado Heijunka-Box, um quadro composto de seis colunas e oito linhas, que contém os dias da semana e os intervalos de horas para o transporte dos kits. Por volta das 16 horas, os kanbans são retirados do Heijunka-Box pela equipe de suprimentos, e é feita a programação para as entregas, já providenciando-se o carregamento da frota para distribuição do dia seguinte em todas as quadras da obra. Com o apoio desse painel, que é um método fácil e visual, a equipe de suprimentos consegue identificar os dias e horários em que os materiais devem ser entregues em campo e dimensionar a confecção dos kits. O kanban foi uma forma simples e inteligente que encontramos para manter a comunicação entre as áreas. Hoje, temos o domínio efetivo do avanço físico de cada atividade, podemos analisar previamente se há desvios nas datas de início planejadas e controlar melhor os nossos custos, explica Felisberto Garrido, Responsável por Planejamento. Um ano depois da implantação do Lean Construction, o Jardins Mangueiral já teve diversos benefícios: a comunicação entre as áreas ficou mais fácil, o controle do estoque melhorou, os pedidos de compra tornaram-se mais precisos, houve diminuição de perdas de material e, com isso, a produtividade cresceu. Esse sistema foi fundamental para conseguirmos manter o ritmo acelerado de produção. Temos na obra um programa de produtividade com metas diárias e mensais, que só conseguimos implantar porque demos às equipes de campo as condições necessárias para que executassem as atividades com muito mais agilidade e qualidade, comemora Silvio Romero. Os números comprovam: em 2010 foram entregues 790 unidades habitacionais e, em 2011, ano em que foram implantados os cartões coloridos,

38 para cheg fazer Navio carregado com produtos da Braskem no Porto de Santos: empresa tem contratos para uso exclusivo de 10 embarcações 36 36

39 cumprir os prazos acordados com ar láara texto Carlos Pereira fotos Ricardo Teles Em 2011, a Braskem movimentou 18 milhões de toneladas de petroquímicos básicos, utilizando diferentes modais de transporte Pclientes e garantir a segurança do transporte de seus produtos, a Braskem coloca em prática uma ampla e complexa estratégia de logística que envolve, além do transporte, também a armazenagem e o fluxo de ções sobre suas matérias-primas: resinas (polipropileno, polietileno e PVC) e petroquímicos básicos (eteno, propeno, butadieno, cloro e soda, entre outros). Em 2011, a empresa utilizou os modais rodoviário, ferroviário, hidroviário e dutoviário para dar conta da movimentação de 18 milhões de toneladas de petroquímicos básicos, entre operações de recebimento de matéria-prima nacional e importada e de fornecimento a clientes no Brasil e no exterior. Para a Unidade de Petroquímicos Básicos, que tem plantas no Rio Grande do Sul, em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia, a Braskem movimentou cargas pelos cinco continentes. No total, foram percorridos 14,9 milhões de km, o que corresponde a 20 viagens de ida e volta à Lua. O programa de logística da empresa tem a participação de 47 pessoas, com formações diversas e complementares fator crucial para tornar possível o sucesso das operações. Com o crescimento da economia brasileira, a logística é uma das especialidades que mais tem demandas, segundo o Diretor de Supply Chain (Cadeia de Suprimentos) da Braskem, Hardi Schuck. Cursos para formação específica na área estão sendo criados para atender às atuais exigências, acrescenta. A busca pela máxima redução de riscos é prioridade. Victor Amaral, Gerente de Logística da Unib, explica que o zelo da Braskem em relação aos procedimentos de SSMA (Segurança, Saúde e Meio Ambiente) é extremo em todo o ciclo de vida dos empreendimentos desde sua concepção até a eventual desativação, passando 37

40 por projeto, construção, operação e melhoria contínua. Antes de produzirmos, manusearmos, usarmos, vendermos, transportarmos ou descartarmos um produto, estudamos e reestudamos todas as formas de fazê-lo com absoluta segurança e com mínimo impacto ao meio ambiente. Para a importação e exportação de cargas, a Braskem tem contratos com armadores que lhe permitem usar com exclusividade sete navios de líquidos (para aromáticos, solventes e gasolina) e três navios de gases (eteno, propeno e butadieno). As embarcações operam de acordo com rígidos protocolos de Saúde, Segurança do Trabalho, Meio Ambiente e Sustentabilidade estabelecidos pela Braskem. Outros navios, antes de serem contratados pela empresa, também são submetidos à investigação, em que sua performance em operações anteriores é analisada. O estado de conservação dos equipamentos do navio e o grau de experiência de sua tripulação são periodicamente certificados por empresas especializadas. Só em 2011, a Braskem analisou 386 navios; 44 deles não foram aprovados. Um navio novo, mas com tripulação inexperiente, não é aceito em nosso procedimento de vetting (exame e avaliação). Um acidente marítimo pode trazer consequências muito graves ao meio ambiente, e a Braskem não aceita correr esse risco, salienta Hardi Schuck. Por meio de navios são realizadas cerca de 900 operações de carga de petroquímicos anualmente. Somado a isso, ocorre também o descarregamento, de aproximadamente, 200 embarcações com nafta importada de vários países, como Argélia, Arábia Saudita, Líbia, Argentina, Venezuela e México, nos terminais de Aratu, Temadre, Tedut e São Sebastião. Os protocolos de segurança usados no transporte hidroviário também são bastante rígidos para as movimentações de matérias-primas e produtos realizadas por meio de rodovias. Envolvem uma série de programas que visam monitorar aspectos comportamentais dos motoristas e verificar a qualidade dos equipamentos utilizados. Periodicamente são feitas simulações de acidentes de caminhões e vazamentos em terminais marítimos, para treinamento, aperfeiçoamento e avaliação do desempenho das equipes, em condições reais. A empresa participa também dos programas da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), como o Olho Vivo na Estrada, voltado para Produtos da Braskem são preparados para o embarque: armazenagem é um dos pontos fundamentais na estratégia de logística da empresa 38

41 Pela estrada afora: modal rodoviário é bastante utilizado para o transporte de petroquímicos básicos da Braskem aspectos comportamentais de motoristas, e cumpre os rígidos protocolos do Sassmaq (Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade), operado pela associação. Gargalos brasileiros Existem muitos gargalos de infraestrutura de transportes no Brasil, em todos os modais. São desafios que o país vem tentando superar com base em investimentos públicos e privados. A Braskem busca, com a diversificação e integração de modais, obter o máximo de eficácia em sua operação de logística. O transporte por duto, que hoje é o mais seguro e de menor custo, já corresponde a 56% das entregas da Unib. Porém, é um modal limitado ao atendimento de distâncias relativamente curtas. A empresa realiza aproximadamente 61 mil operações de carga e descarga de caminhões com hidrocarbonetos e etanol por ano. Se todos os caminhões operados pela Unib, em um ano, fossem colocados em uma fila, ela teria, aproximadamente, km a distância entre Salvador e Belo Horizonte. Porém, no momento, poucas estradas brasileiras apresentam boas condições de segurança, principalmente para o transporte de cargas perigosas. O setor portuário do Brasil também apresenta problemas de alto custo e ineficiência. Hardi Schuck cita o exemplo do Porto de Aratu (BA), extremamente congestionado, o que faz com que o tempo de espera de navios para operar seja excessivo. Isso aumenta os custos e também o risco de atraso na entrega dos produtos aos clientes. Nesse contexto, o desafio da equipe de logística aumenta consideravelmente, ele observa. Em relação ao transporte ferroviário, o Brasil tem aproximadamente 30 mil km de ferrovias, e menos de 20% são de bitola larga. Na Bahia, existem km de ferrovias de bitola estreita, o que permite o transporte em velocidades médias de apenas 30 km/h. A existência de uma malha ferroviária mais eficiente reduziria os custos de transporte e as emissões de CO2 relacionadas a operações logísticas. Para Hardi Schuck, a remoção de gargalos logísticos do Brasil é fundamental para dar à economia brasileira competitividade internacional. Ele ressalta que a Braskem está trabalhando em várias frentes para reduzir o impacto dos gargalos logísticos que a afetam. A Organização Odebrecht tem contribuído, por meio do trabalho de várias de suas empresas, para melhorar as condições de infraestrutura do Brasil, com destaque para a Odebrecht TransPort, que está concentrada em melhorar a logística no país. 39

42 qualidade metro a 40 Obras da Linha 2 do Metrô de Los Teques: projeto oferece solução integral 40

43 de vida conquistada Obras metroviárias em Los Teques e Caracas possibilitam a integração de populosas regiões da Venezuela e a transferência de tecnologia metro texto Fabiana Cabral fotos Andrés Manner Na Venezuela do século 16, os índios Teques, sob a liderança do cacique Guaicaipuro, enfrentaram a ocupação dos colonizadores espanhóis, após a descoberta de ouro na área. Guaicaipuro foi considerado um dos mais importantes revolucionários na história do país, e seus restos mortais estão no Panteón Nacional, ao lado dos de Simón Bolívar. Na Venezuela do século 21, Los Teques é a capital do Estado Miranda e faz parte da região dos Altos Mirandinos, que tem 1,5 milhão de habitantes. Em 2012, os moradores ganharão uma nova estação de metrô, a Guaicaipuro em homenagem ao grande líder índio, que integra o Metro Los Teques, desenvolvido pela Odebrecht. Há 20 anos no país, a empresa já construiu 23,5 km de linhas metroviárias. Além do Metrô de Los Teques, a empresa é responsável pelos projetos da Linha 5 do Metrô de Caracas, do Metrocable Mariche, do Sistema de Transporte Caracas-Guarenas-Guatire e do Cabletren Bolivariano. São 71,3 km de linhas em execução. É essa viagem que a Odebrecht Informa faz a partir de agora. Primeira parada: Altos Mirandinos O projeto do Metro Los Teques nasceu em 2002, quando a Odebrecht venceu a concorrência internacional e iniciou as obras da primeira linha, de 10 km de extensão e duas estações. A inauguração da Linha 1, que se conecta à Linha 2 do Metrô de Caracas, ocorreu em Com a satisfação do cliente, em 2007 conquistamos a Linha 2, de 12 km de extensão e seis estações, relata Marcelo Colavolpe, Diretor de Contrato. A construção da nova linha foi dividida em três etapas, com duas estações e, aproximadamente, 4 km cada. Dois TBMs (Tunnel Boring Machine) os tatuzões avançam 14 metros por dia. De acordo com Danilo Abdanur, Gerente de Produção, mais de 50% dos túneis já foram escavados: A cada duas estações, abrimos um fosso de ventilação e manutenção, que também serve para o reinício das escavações com os TBMs. A metodologia adotada foi a EPB (Earth Pressure Balance), preparada para operar em condições geológicas diversas e mitigar os impactos na superfície. Temos áreas rochosas, argilosas e grafitosas, sob lençol freático de até 20 m, e trabalhamos com 41

44 a inclinação máxima de uma obra metroviária, de 3,5%, explica Danilo. A operação dos TBMs é monitorada e registrada, com acompanhamento dos perfis geotécnicos percorridos. Além das obras civis, a Odebrecht será responsável pelo Sistema Integral da Linha 2, que inclui a instalação de 24 km de vias permanentes e 22 trens com seis vagões, sinalização e controle de operação, eletrificação, bilhetagem eletrônica, comunicação e sistemas auxiliares. Em agosto de 2011, o projeto mudou de conceito e passou a ser chamado de Sistema de Transporte Massivo dos Altos Mirandinos. O cliente passou a nos enxergar como uma empresa que desenvolve soluções integrais, comenta Marcelo Colavolpe. O engenheiro português Ricardo Magalhães, que atuou no Sistema Integral do Metrô do Porto, em Portugal, será o responsável pela implantação das novas soluções. Entregaremos o sistema pronto para o cliente operar. É o início de uma modalidade de contratação de projeto que pode se estender a outras obras, ele ressalta. A primeira estação, Guaicaipuro, será inaugurada em novembro deste ano, seguida pela Independência, que deverá ser concluída em Em 2015, a Odebrecht entregará as estações Los Cerritos e Carrizal e, em 2016, Las Minas e San Antonio. Obras complementares, como a construção de viadutos, elevados, passarelas, escolas e apartamentos de um programa de habitação popular e a revitalização de parques, também estão sendo realizadas. Marcelo Colavolpe revela que está em estudo a Linha 3, com 18 km de extensão, quatro estações e um pátio para oficina mecânica e estacionamento de trens. Faremos a conexão do sistema com o Metro Caracas em duas pontas: pela Estação Las Adjuntas, da Linha 2, e pela Estação La Rinconada, na Linha 3 da capital. As três linhas podem somar mais de 40 km. Atualmente, as únicas ligações dos Altos Mirandinos a Caracas são a Linha 1 do metrô e a Rodovia Panamericana, que está em colapso. O sistema vai proporcionar mais qualidade de vida aos habitantes da região ao lhes fornecer um meio de transporte rápido e seguro, conclui o Diretor de Contrato. De Los Teques a Caracas, Guarenas e Guatire Se não fossem as gruas que se misturam à paisagem montanhosa de Caracas, seria difícil acreditar que a malha metroviária da cidade está sendo ampliada. As sete frentes de trabalho da Linha 5 do Metrô de Caracas confundem-se com as edificações da zona central. São seis estações em 7,5 km, que deverão ser concluídas até o fim de 2015, Antônio Tavares, Diretor de Contrato. A Estação Zona Rental, já existente, será a 42

45 ligação com as linhas 3 e 4 também construídas pela Odebrecht, e a Estação Miranda II conectará os usuários à Linha 1 e ao futuro Sistema Caracas-Guarenas-Guatire, na Região Metropolitana. Trabalhamos com escavações subterrâneas, sem intervenções nas principais avenidas da cidade. Assim, a rotina da população não é afetada, observa Antônio. Com mais de 40% das escavações concluídas, a Linha 5 utiliza dois TBMs para as atividades, divididas em duas etapas. Na primeira, os tatuzões saíram do fosso Unefa (instalado no centro da linha) e escavaram no sentido oeste até a Estação Zona Rental, e, na segunda, etapa escavarão na direção leste até a Estação Miranda II. Inácio Fernandes, Gerente de Produção, explica que os TBMs foram fabricados para atuar em solos heterogêneos e possuem mais potência e maior rotação: Os equipamentos trabalham de 25 a 34 m de profundidade, por causa dos acidentes geológicos da região, e temos um nível freático a cerca de 7 m da superfície. Ele salienta que, em Canteiro da Linha 5 do Metrô de Caracas: sem intervenções nas principais avenidas da cidade 43

46 dois momentos, os tatuzões passam abaixo do Rio Guaire e de afluentes. Usamos nossa experiência nas linhas 3 e 4 e inovamos os processos, principalmente na fabricação dos TBMs, ressalta. No fim da Linha 5, a Estação Miranda II será o início do Sistema de Transporte Caracas-Guarenas-Guatire, que ligará a capital venezuelana às cidades de Guarenas e Guatire, de 200 mil habitantes cada. Os moradores levarão apenas 30 minutos para ir a Caracas ou para regressar da cidade, diferente das duas horas que gastam hoje, de carro ou de ônibus, pela Rodovia Gran Mariscal de Ayacucho, diz Danilo Hoffmann, Gerente de Produção. Os 40 km de extensão são divididos em dois trechos, Urbano e Suburbano. O Trecho Urbano, subterrâneo, com 7 km, terá quatro estações. Já o Trecho Suburbano é um sistema de trem de subúrbio, de maior velocidade, com outras quatro estações. Com mais de 30% das obras concluídas, a etapa suburbana contempla 15,5 km de túneis, que serão escavados dentro da montanha por dois TBMs e por NATM (New Austrian Tunnelling Method, em uma estação subterrânea, em um trecho de 1 km), e 15 km de viadutos e vias superficiais. Nosso principal desafio é o de engenharia, pois os tatuzões passarão por cima dos viadutos, e o projeto atravessará 40 comunidades, revela Danilo. Na Estação Warairarepano, onde começará o Trecho Suburbano, os usuários também poderão acessar o Cabletren Bolivariano até a Estação Petare 2, que faz conexão com a Linha 1 do Metrô de Caracas. O Cabletren, trem elevado movimentado por cabos, passará por dentro da comunidade de Petare, uma das maiores de Caracas, de 400 mil habitantes. Com extensão de 2,5 km e cinco estações, terá capacidade para transportar 4 mil passageiros por hora. A primeira fase, com 1 km e três estações, será entregue em setembro deste ano para o início dos testes, e o projeto deverá ser concluído em dezembro de De acordo com Danilo Abdanur, o novo sistema melhorará a qualidade de vida das duas cidades e da comunidade, que passarão a receber mais investimentos: Guarenas, Guatire e Petare terão oportunidades de desenvolvimento e facilidade de acesso, ele enfatiza. SISTEMA LOS TEQUES A Odebrecht nos metrôs de Caracas e Los Teques Propatria Las Adjuntas Ali Primera SISTEMA CARACAS Capuchinos San Agustín Zoológico Teatros El Silencio Capitolio Nuevo Circo Hornos de Cal La Celba El Manguito Guaicaipuro Independencia Los cerritos Carrizal Las Las Minas Minas San Antonio Parque Central Los Símbolos La Bandera El Valle Los Jardines Coche Mercado La Rinconada La Mariposa Rosalito Zona Rental Plaza Venezuela Ciudad Universitaria Sistema Ferroviário Central Ezequiel Zamora Linha 1 (em operação) Linha 2 (em construção) Linha 3 (projeto) Miranda Bello Monte Las Mercedes Tamanaco Chuao Bello Campo 19 de abril Cabletren Bolivariano 24 de julio 5 de juño Metrocable Mariche (sistema local) Metrocable Mariche (sistema expresso) Metrocable San Agustín Petare Palo Verde Palo Verde II Montecristo Boleíta El Marqués Warairarepano Palo Verde III COLÔMBIA Guaicoco La Dolorita Bloques de La Dolorita Sistema Caracas Guarenas Guatire Mariche Linha 3 Linha 4 Linha 5 (em construção) Transferência com outros sistemas (em operação) Caracas Los Teques VENEZUELA BRASIL 44

47 Trabalhador no TBM: experiência acumulada nas obras das linhas 3 e 4 tem sido valiosa Um novo teleférico caraquenho Vizinha à Petare, a favela de Mariche será a segunda de Caracas a receber o Metrocable, teleférico que fará ligação com a Linha 1 do Metrô de Caracas, na Estação Palo Verde. A primeira comunidade beneficiada foi a de San Agustín, na zona norte da capital, cujo projeto, executado pela Odebrecht, foi inaugurado em dezembro de 2010 e atende mais de 15 mil passageiros por dia. O Metrocable Mariche, que movimentará 6 mil pessoas por hora, é composto de dois circuitos, o Expresso e o Local. O primeiro, com 4,79 km de extensão e tempo de viagem de 17 minutos, terá duas estações Palo Verde II e Mariche que ligam os dois extremos do sistema. O circuito local, de 4,82 km e percurso de 25 minutos, terá quatro estações passando por outros pontos dentro da comunidade. Em agosto deste ano, daremos início aos testes do trecho Expresso, para que a operação comece ainda em 2012, Antônio Tavares. As obras foram iniciadas em agosto de Inácio Fernandes lembra que o primeiro desafio das equipes foi entrar na comunidade: O acesso era difícil, por isso, em muitos locais, carregamos materiais nas costas e fizemos as fundações manualmente. Ele destaca a transformação na vida da comunidade que o projeto tornará possível, sobretudo com a promoção da mobilidade com segurança. Como no Metrocable San Agustín, conseguimos envolver os moradores na manutenção e operação do teleférico. Os passageiros sairão de um ponto seguro e chegarão a outro ponto seguro, reforça Inácio. Atualmente, a malha metroviária da Grande Caracas possui mais de 65 km de linhas. Desde a inauguração da Linha 1, em 1983, as cidades e a população cresceram em ritmo vertiginoso, assim como a frota de veículos e a extensão do trânsito diário. Segundo Marcelo Colavolpe, a Odebrecht tem papel importante na transferência da tecnologia de transporte sobre trilhos para o país. Nosso compromisso é trabalhar para os venezuelanos e com os venezuelanos, salienta. 45

48 46 Conhecimento e criatividade para encontrar soluções de logística são a matéria-prima do trabalho da equipe da Olex quanto melho mais difícil, texto João Marcondes fotos Rogério Reis

49 Draga no Porto de Roterdã e, depois, no Rio Madeira, em Rondônia: operação complexa, resultado de um trabalho integrado e meticulosamente planejado Arquivo Olex r

50 U Mauro Rehm: O grande ensinamento veio e continua vindo por meio das equipes dos projetos, e, principalmente, pela operação em Angola Oinverno na cidade holandesa de Roterdã é um dos mais rigorosos do mundo. O termômetro pode chegar a 14 graus negativos. Em um dos portos marítimos mais movimentados da Europa, produtos dos mais diversos tipos são embarcados sob uma fina camada de gelo. A neve cai de forma inclemente e torna o trabalho dos estivadores ainda mais árduo. Entre os numerosos contêineres padronizados que estão ali, destaca-se uma draga gigante, com 65 m de comprimento, que é embarcada em um navio, com o uso de guindastes, sob um frio mitológico. Porém, os cristais de gelo que envolvem a draga holandesa logo irão derreter e evaporar. Seu destino são as entranhas tropicais da Amazônia brasileira, onde encontrará um calor de quase 40 graus à sombra. Depois de 12 dias cruzando o Atlântico, sua primeira parada é no movimentado Porto de Belém. Dali, segue por transporte fluvial para Porto Velho. O motivo da operação é contribuir para a execução daquilo que foi planejado pela equipe da obra, ou seja, a antecipação da geração de energia da Usina Santo Antônio. Esse caso [ocorrido em 2010] exigiu soluções especiais para conseguirmos realizar tudo a seu tempo e alcançarmos o objetivo final, que era atender às necessidades da obra, explica Christina Neuffer, Responsável pela área de Global Sourcing, Importação para o Brasil e Transporte Internacional da Olex. À primeira vista, parece complicado fazer o transporte de uma draga de 65 m de comprimento e que pesa 500 t. De fato é e, em um segundo olhar, as dificuldades crescem. No Rio Madeira, durante o transporte da draga por rebocadores, surgem imprevistos. Os pés gigantes (de até 18 m) que fazem parte da draga só poderiam ser transportados se o rio estivesse cheio, senão ficariam presos no leito. Mesmo respeitando a época certa da viagem, o transporte foi interrompido, pois os pés acabaram ficando retidos na vegetação do Madeira, o que exigiu ações não convencionais de logística. A necessidade de improvisação e de criatividade desafiam a Olex a cada realidade encontrada. Além da draga propriamente dita, uma roda extra de perfuração foi embarcada da Holanda diretamente para o Rio de Janeiro. O transporte do Rio até Porto Velho teve que ser feito via terrestre, por causa dos trâmites burocráticos e da altura da roda (5 m). Uma operação especial foi montada com a equipe da Olex, da Santo Antônio Energia e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Foi traçada uma rota rodoviária sem viadutos baixos. Essas são apenas amostras das dificuldades de transporte de uma estrutura desse tipo. As complexidades de logística, cuja solução fica a cargo 48

51 Christina Neuffer: atendimento das necessidades da obra da Olex, vão muito além. Envolvem desde a busca do material e a compra no exterior, cotações de melhor preço e a contratação do frete até o desembaraço, quando o destino é o Brasil, ou seja, o atendimento de todas as etapas de exigências da legislação alfandegária brasileira. Quem coordena a superação de desafios dessa natureza são pessoas como Christina Neuffer. Nascida em Recife, filha de pais alemães, ela morou em diversos países, entre eles Áustria, Alemanha, França, Espanha, Inglaterra e Colômbia. Christina é Responsável por Global Sourcing, Importação para o Brasil e Transporte Internacional em operações que envolvem 26 países. Ela e sua equipe fazem as negociações para importação de equipamentos e materiais, como a draga holandesa, caso que guarda semelhanças com o processo de logística e importação do teleférico do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, trazido da França. Foi o primeiro a ser instalado no Brasil para transporte de massa, comenta Adílson Moura, Responsável Administrativo e Financeiro na obra, realizada pela Odebrecht Infraestrutura. A Olex ajudou a equipe do contrato com ções claras sobre o processo de importação, apoio logístico, contratação de transporte marítimo e terrestre e desembaraço aduaneiro, sempre com espírito de servir, alinhando as metas da obra, otimizando custos e prazos. A Olex foi a extensão da equipe do contrato, enfatiza Moura. O impossível e o milagre Mauro Rehm, Responsável pela Olex, costuma começar algumas de suas apresentações sobre a empresa com uma comparação com o famoso quadro do programa de TV Domingão Faustão, o Se vira nos trinta, no qual o participante tem 30 segundos para completar a tarefa a que se propõe. É uma comparação justa. As demandas acompanham o planejamento dos projetos, mas muitas delas são urgentes e complexas. O impossível a gente faz na hora. O milagre precisa de um tempo, diz Mauro, com humor. Já nos anos 70, na faculdade, meu sonho era monitorar no computador todos os processos e sistemas de produção de uma fábrica, acrescenta ele, formado em Engenharia Química e em Administração de Empresas. Hoje, ele está à frente de um sistema e de processos de alta complexidade, desenvolvidos para monitorar e unificar, sob um mesmo conceito, Transporte, Logística e Suprimento. Esse é o objetivo da Olex Importação e Exportação, que nasceu com o singelo apelido de Base Brasil, para apoiar os projetos no exterior, quando se iniciou a internacionalização da Organização. Em 1979, no Peru, a Odebrecht fez sua estreia internacional. Nos anos 1980, ocorreram a expansão e os investimentos na África. A marca Olex só foi criada no ano de O apelido base foi aos poucos sendo deixado para trás. Em 2009, foi aberto o escritório de Xangai, o primeiro da Odebrecht na China. Agora, podemos afirmar com certeza: é a Olex 24 horas, diz Rehm. A Olex age de acordo com o planejamento e com as numerosas solicitações de apoio das obras, das outras empresas e dos diferentes negócios da Organização. O objetivo da Olex é contribuir para a eficiência e a eficácia no canteiro de obras e das várias empresas da Odebrecht, salienta Mauro Rehm, cujo computador monitorou, apenas em 2011, mais de 50 mil itens solicitados para compra. Toda essa experiência em transportes e logística é fruto de um vasto conhecimento acumulado ao longo desses anos. O grande ensinamento veio e continua vindo por meio das equipes dos projetos, principalmente, pela operação em Angola, destaca Mauro. Um bom exemplo disso ocorreu em Por sugestão da equipe dirigente da Odebrecht no 49

52 Wilmon Torres e os atletas da Olex: espírito de equipe país, a Olex buscou a alternativa de afretamento de um navio para apoiar a operação do Supermercado Nosso Super, uma vez que o Porto de Luanda (como vários no mundo) encontrava-se congestionado. O tempo médio de espera era de 40 dias. O abastecimento das lojas começava a ficar crítico, sendo realizado por navios de carreira. Foi uma experiência rica para todos, uma vez que o navio deveria possuir dimensões reduzidas, de maneira a não ter de esperar, fazendo viagens de ida e volta Rio-Luanda-Rio no menor tempo possível e sendo capaz de atracar no porto em pequenos espaços, sem necessidade de aguardar muito tempo ao largo, relembra Mauro. Ele acrescenta: Além disso, teríamos de montar a operação com fretes mais competitivos que os de mercado. Durante o período do afretamento, o navio foi utilizado não apenas com cargas para o Nosso Super, mas também para os demais projetos da Odebrecht em Angola, e, após dois anos de operação, confirmaram-se as premissas do planejamento: viagens rápidas, fretes mais baixos e operação lucrativa. Artilheiro Se Christina Neuffer é a craque de origem alemã do meio-campo do time da Olex, pode-se dizer que o centroavante é Wilmon Torres, Responsável por Suprimentos, Subcontratos e Relacionamento. É um dos artilheiros da equipe de Mauro Rehm. Wilmon ingressou na Organização em 1981, com apenas 20 anos. Era uma espécie de office-boy. Sabe o que é isso?, brinca ele. Fez de tudo. Do café à entrega de documentos (já eram minioperações de transporte e logística). Foi se desenvolvendo e fazendo valer um dos princípios filosóficos da Odebrecht, a Educação pelo Trabalho. Simultaneamente, concluiu o curso de Direito. Em 1991, assumiu a logística da Base Peru. Na sequência, foi para Angola, onde passou nove anos e trabalhou no projeto Luanda Sul e em obras de saneamento. Desde 2005 de volta à Olex, Wilmon usa a criatividade para obter soluções com ganho produtivo. Um case de sucesso foi o do transporte de mais de mil estacas (de até 12 m de comprimento) usadas em obras de saneamento em Paraná de las Palmas, na Argentina, em Uma logística difícil, que exigiu a utilização de mais de 200 caminhões atravessando os dois países em estradas nem sempre bem conservadas. Vários desafios à vista, como tráfego intenso, risco de acidentes, burocracia alfandegária e atraso da obra. A solução encontrada por Wilmon foi usar um navio (o Thor Spirit, inicialmente afretado para Angola) para levar as estacas. Quando o transporte era feito por caminhões, não conseguíamos formar um estoque. A obra parava. A solução marítima resolveu também esse problema, comenta Márcio Ribeiro, Gerente Administrativo e Financeiro da obra. A logística da Olex deve estar sempre alinhada com o resultado, explica Wilmon, que nos finais 50

53 Mônica Torbey: logística de pessoas de semana junta a equipe da Olex para partidas de futebol em alguns cantos do Rio de Janeiro. Até mesmo no hoje pacificado Complexo do Alemão, onde os integrantes/jogadores desfrutam da vista do teleférico. Fomos nós que trouxemos, costumam dizer os atletas da Olex, com orgulho, aos adversários. A operação logística de bens da Olex inclui uma área coberta de 10 mil m 2 no Rio de Janeiro e outra, de 12 mil m 2, em Santos (SP). Mas o que define a logística é a carga. Temos atuação efetiva em praticamente todos os portos, aeroportos e fronteiras, tanto na exportação quanto na importação, enfatiza Wilmon Torres. A Olex já chegou a exportar contêineres e 140 t de carga aérea por mês em um de seus momentos de forte demanda. Nesse trabalho, estão conosco várias empresas brasileiras. Em 2011, foram mais de pequenas, médias e grandes empresas. Quando vamos para o exterior, não vamos sós; levamos muitas empresas conosco, observa Mauro Rehm. Expatriações e repatriações Desde 1979, quando iniciou seu processo de internacionalização, a Odebrecht já alcançou a marca de mais de US$ 9,6 bilhões em geração de divisas na exportação de bens e serviços brasileiros. Consequentemente, transferiu pessoas da Organização para diversos ambientes no exterior. O apoio da Olex nesse processo é importante não apenas por garantir a segurança dos integrantes, mas também por cuidar de toda a documentação legal. Formada em Administração de Empresas e com um MBA em Gestão de Pessoas, Mônica Torbey trabalhou na área de Suprimentos por 15 anos. Há seis anos, ela assumiu o programa de Logística de Pessoas (expatriação/repatriação) na Olex. Um desafio do tamanho de sua exigência. Utilizei meus conhecimentos de logística de bens, adequando-os à realidade da logística de pessoas. Chegamos a apoiar a expatriação de integrantes em um momento de forte demanda. Em 2011, ocorreram 829 expatriações e 995 repatriações. Os processos são complexos. Na obra da mina de carvão de Moatize, em Moçambique, a equipe dirigente viu-se em uma situação inesperada. Boa parte dos trabalhadores moçambicanos pertenciam a uma etnia nômade. Na temporada de cheia do Rio Zambeze, de uma hora para a outra, vários deles abandonavam o trabalho. A atuação direta da equipe da Olex foi solicitada em regime de urgência. Precisavam de 20 trabalhadores (sobretudo, operadores de equipamentos) em 20 dias. Como fazer? Mônica mobilizou sua equipe, que rastreou possibilidades de norte a sul no Brasil, atuou na emissão de passaportes, providenciou exames médicos e fez imersão na cultura africana. A logística de pessoas é tão intensa que somente a explicitação de alguns números pode dar a noção exata do que ocorre: somente em 2011, foram emitidas 32 mil passagens aéreas no valor total de US$ 22 milhões. Líder de uma equipe com motivação inesgotável para o trabalho e para conquistas, Mauro Rehm afirma: Hoje buscamos pôr em prática o conceito de transversalidade [alavancagem da sinergia entre as empresas da Odebrecht]. Isso ocorre, por exemplo, com empresas como a Foz do Brasil, a ETH Bioenergia, a Braskem e a Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR). Isso é possível porque a Olex consolida o conhecimento da Odebrecht em Suprimentos, Logística, Transporte e Expatriação e Repatriação de brasileiros e o disponibiliza a toda a Organização. Com o aumento dessa sinergia, quem ganha não é somente a empresa, mas especialmente o cliente e, consequentemente, a sociedade. 51

54 PERFIL: Diego Casarin O prazer de estar em equipe Para o engenheiro argentino Diego Casarin, trabalho e esporte têm muitos pontos em comum. Precisam ter. texto Edilson Lima foto Mathias Cramer O engenheiro Diego Casarin, de um intercâmbio cultural. Ficou 38 anos, recebeu a equipe 11 meses no país. Foi uma experiência maravilhosa, principalmente de Odebrecht Informa em sua casa, no bairro de Greenlands, para o aprimoramento do inglês, em Buenos Aires, onde vive com a ele relembra. Ao retornar a Córdoba, em meados de 1993, conheceu esposa, Mônica, e seus dois filhos, Santiago, 7 anos, e Chiara, 5 anos. Mônica, com quem se casou em Com o português ainda afiado, por 2000, um ano depois de se formar ter vivido quatro anos no Brasil, ele em Engenharia Química. falou sobre suas três paixões: a família, o trabalho e o basquete, es- construtora argentina, em Buenos Começou sua carreira em uma porte no qual chegou a atuar como Aires. Um ano depois, trabalhou na jogador semiprofissional. Hoje só construção de uma termelétrica, por diversão, diz ele. na Província de Tucumán. Seu bom Diego nasceu e cresceu na cidade de Córdoba. Por influência do dos líderes. De 2002 a 2003, fez um desempenho chamou a atenção pai, aos 18 anos iniciou seus estudos em Ciências Econômicas. Logo beu o desafio de ir para o Brasil, MBA e, em janeiro de 2004, rece- percebeu que não era o que desejava. Abandonou o curso e foi para naria Alberto Pasqualini, em Cano- para atuar em uma obra na Refi- os Estados Unidos, para participar as (RS). O esporte, assim como o trabalho, requer muito espírito de equipe, responsabilidade, comunicação, entrosamento. Tudo isso me encanta Quando comecei a ter reuniões com as equipes brasileiras, tentei usar um portunhol inexistente, ninguém me entendia. A solução foi falar em inglês com os engenheiros brasileiros. Meses depois aprendi algumas palavras em português, conta Diego. Depois de um ano e meio em Canoas, foi para São Paulo, trabalhar no escritório da mesma construtora, como coordenador operacional, acompanhando o andamento dos contratos da empresa no Brasil. Em São Paulo, já foi mais tranquilo; me comunicava bem, saía com a família e amigos para jantar, íamos para as praias de Santos e Guarujá. Em 2008, Diego recebeu uma proposta de trabalho da Odebrecht Argentina e retornou a Buenos Aires. Mônica e as crianças já tinham voltado há seis meses, e eu sentia saudade da família. Atualmente, Diego é o responsável pelas obras da Planta Compressora de Gás Rio Colorado, na região do povoado de Médanos, onde passa a semana. Ele retorna para casa às sextas-feiras. Diego frequentemente lembra-se de sua carreira no basquete, esporte que começou a praticar ainda crian- 52

55 ça, no time do General Paz Junior s, equipe de Córdoba. Aos 17 anos, tornou-se capitão da equipe. Naquela época, ganhávamos de times grandes, como o famoso Atenas de Córdoba, orgulha-se. No período do intercâmbio nos Estados Unidos, Diego teve a oportunidade de jogar pela equipe da escola secundária Massena Central High School, em Massena, no estado de Nova York. Foi campeão do torneio local. Ao retornar à Argentina, ele iniciou o período de jogador semiprofissional. Passou a receber salário. Além do Junior s, também jogou pelas equipes do Instituto, Macabi e Unión Electrica. Em 1999, encerrou a carreira. Tinha decidido dar prioridade ao meu primeiro trabalho. Em São Paulo, Diego jogou dois anos (2006 e 2007) pela equipe da ADC Mercedes-Benz, na categoria de veteranos. Foi vice-campeão e campeão do Campeonato Paulista. Hoje, quando o trabalho permite, ele se junta à equipe dos Amigos de Córdoba, para disputar torneios internacionais. Em junho de 2011, a equipe jogou em Natal (RN), contra times de Brasil, Estônia, Rússia, entre outros países. O esporte, assim como o trabalho, requer muito espírito de equipe, responsabilidade, comunicação, entrosamento. Tudo isso me encanta, diz Diego. 53

56 para da estrada o texto Cláudio Lovato Filho Fotos Guilherme Afonso 54 54

57 Integração de modais é o destaque na estratégia de logística para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará rio Balsa no Rio Xingu: equipamentos embarcados no Porto de Belém chegam à região da obra. Nas fotos menores, a partir da esquerda, José Fernandes, Mário Almeida, Jonas Pinto e José Gomes: protagonistas de uma sequência de tarefas essenciais para a construção da terceira maior usina hidrelétrica do mundo 55

58 José Fernandes Melo Brito está há 30 anos na estrada. É motorista de carreta autônomo. Tem um Scania 124/420. Já rodei o Brasil inteiro. Sei de cabeça a distância entre todas as capitais do país. Contratado pela empresa Transglobal, ele transporta equipamentos e materiais do Sudeste e do Sul fabricados nessas próprias regiões ou importados por intermédio do Porto de Vitória até o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, na região de Altamira, no Pará. Isso quando as condições da Rodovia Transamazônica permitem, porque, no período mais chuvoso, entre janeiro e junho, Fernandes leva a carga até as instalações da empresa de comércio e navegação Reicon no porto de Belém. Ali é feito o transbordo das mercadorias para um caminhão-baú, que, por sua vez, é embarcado em uma balsa que navegará pelo Rio Amazonas e depois pelo Rio Xingu até o atracadouro da Reicon em Vitória do Xingu. De lá, os produtos seguem para as frentes de serviço. Da estrada para o rio, o comando passa dos caminhoneiros para os pilotos fluviais. O comandante Mário do Santos Almeida, 74 anos, é um deles. Desde 1984 na Reicon, ele começou a navegar nos rios da Amazônia aos 18 anos. Mário é o responsável, há três anos, pelo rebocador Rebelo XXXIV e sua tripulação de oito pessoas. No trajeto de Belém a Vitória do Xingu, que leva cerca de quatro dias, os desafios não são poucos. Tem muito temporal, ele diz. A carga precisa estar bem amarrada. Na época da seca, o nível do Rio Xingu baixa bastante, e os bancos de areia representam um risco que, se não evitado, pode resultar na quebra da balsa. O Rebelo XXXIV conduz comboios formados por três ou duas balsas gigantescas, capazes de acomodar mais de 30 equipamentos pesados, como caminhões- -basculantes, retroescavadeiras e perfuratrizes. O paraense José Fernandes e o maranhense Mário Almeida são heróis brasileiros. A eles cabe um papel fundamental na complexa estratégia de logística concebida para a execução da terceira maior usina hidrelétrica do mundo. Uma obra, três canteiros Iniciada em 2011 e com previsão de entrada completa em operação para 2019, Belo Monte é uma obra tão grande que está divida em três canteiros, chamados de sítios : Belo Monte, Pimental e Canais e Diques. O Sí- tio Belo Monte, onde estará a casa de força principal, fica a 102 km de Vitória do Xingu, pela Transamazônica. O Sítio Pimental, ponto de construção da barragem e do vertedouro principais e da casa de força complementar, está a 100 km de Vitória do Xingu, mas em direção oposta a do Sítio Belo Monte. Tudo isso fez com que a logística no perímetro da obra também fosse objeto de exaustivos estudos. Está em andamento o desenvolvimento de um projeto para a construção de um porto nas proximidades do Sítio Belo Monte, no Rio Xingu, o que representaria um significativo ganho de tempo, pois abreviaria a viagem por rio desde Belém e evitaria os riscos envolvidos nos deslocamentos por estrada de Vitória do Xingu até a frente de serviço, um percurso de 102 km. Do tipo fio d água (ou seja, caracterizada por um reservatório de dimensões reduzidas, considerando-se o porte da obra 503 km 2, dos quais 228 km 2 são da própria calha do Rio Xingu), a Hidrelétrica Belo Monte terá potência instalada de MW. Serão 18 turbinas Francis, no Sítio Belo Monte, e seis do tipo Bulbo, no Sítio Pimental. Um efetivo de 25 mil trabalhadores será mobilizado no pico dos trabalhos, em Até o fim da obra serão utilizados 4 milhões de m 3 de concreto. Já operam no canteiro 800 equipamentos pesados. Serão no total. O impacto disso sobre a logística está rompendo paradigmas no Brasil. Este é um projeto diferente, afirma José Gomes da Silva, há 34 anos na Organização e representante da Odebrecht Energia no Consórcio Construtor Belo Monte 56

59 Equipamentos no canteiro de obras de Belo Monte: imagem da conclusão do ciclo de logística (CCBM). O consórcio, formado por 10 empresas, foi contratado pela empresa Norte Energia S.A. para executar o projeto. José é Diretor Comercial do CCBM e trabalha na sua sede, em Altamira. Ali está a principal base de apoio do projeto, situada no centro da cidade de 100 mil habitantes; é o quartel-general do projeto, o ponto de convergência a partir do qual a sinergia entre as empresas consorciadas se materializa e é irradiada para os canteiros. Da sede em Altamira, José apoia Óscar González, Gerente de Logística do consórcio (baseado em São Paulo), em tudo o que se refere aos grandes equipamentos. É a maior obra civil em execução no mundo e está fazendo surgir um novo referencial de logística e construção no país. Estamos vendo nascer aqui uma nova forma de criar infraestrutura para esse tipo de projeto. Maestros da logística Se existem os heróis que estão na ponta de lança do processo logístico, como José Fernandes e Mário Almeida, há também aqueles que fazem o fundamental trabalho de meio de campo ou talvez fosse mais apropriado dizer, de maestros. Em Belém, nas instalações da Reicon, e em Altamira, atuam, respectivamente, os coordenadores de Logística Jonas Pereira Pinto e Ivan Josias da Silva. No fim de janeiro, a equipe de Odebrecht Informa acompanhou um embarque de equipamentos em Belém e um desembarque em Vitória do Xingu, município localizado a 45 km de Altamira. Jonas participa de todos os procedimentos que envolvem o despacho dos equipamentos e materiais para a obra, da acomodação de tudo isso nas balsas ao envio de ções para a seguradora, passando pelo apoio aos caminhoneiros que chegam a Belém. Ivan (cuja classificação como maestro fica ainda mais próxima da realidade, pois ele também é músico) recebe as balsas no atracadouro de Vitória do Xingu, com olhos de um detalhista por natureza e o coração de um apaixonado por seu trabalho. A logística agrega valor, ele afirma. Nossa missão é traçar o caminho seguro. Ao participar da recepção dos equipamentos e materiais, ele se preocupa com tudo: da colocação da rampa sobre a qual os caminhões e as escavadeiras passarão para sair da balsa e atingir terra firme à formação da fila dos veículos que rumarão para o depósito de equipamento e, depois, para os sítios. Até os carros de escolta e as erosões nas estradas por onde passarão os equipamentos são alvos da atenção do paulista Ivan. Quem não gosta de detalhes não pode trabalhar com logística. Ivan e Jonas trabalham em estreita sintonia. O contato é constante. Vários telefonemas por dia, todos os dias. Eram 33 os equipamentos pesados embarcados no dia em que a equipe da revista estava na Reicon. Mais de R$ 20 milhões na balsa. Jonas acompanhava tudo pessoalmente no pátio. Há muitas variáveis possíveis, quando se fala em logística; muitos imprevistos que podem surgir. No nosso caso aqui, com a integração de modais, temos de estar preparados para tudo. Experiência conta muito em logística, ele argumenta. 57

60 Área de implantação do projeto PTA POY PET: importação de equipamentos e materiais envolvendo a relação com até 17 países tu Reator, contêineres, caldeiras, silos. Projeto em Pernambuco torna-se referência em importação e transporte de equipamentos 58 58

61 dotexto Flávia Tavares foto Lia Lubambo aquilo de que se precisa Eram 5 horas da manhã do dia 31 de maio de 2009, quando uma das etapas mais desafiadoras da implantação do projeto PTA POY PET polo integrado para produção de ácido tereftálico purificado (PTA), filamentos de poliéster e resina para embalagem PET chegava ao seu auge. O navio havia atracado no porto de Suape (PE) uma semana antes e, naquela aurora, a tarefa era levar o reator de oxidação catalítica do paraxileno, matéria-prima do ácido tereftálico, do cais à planta do PTA. Era hora de fazer o implante do coração do projeto. A operação, porém, não foi trabalho para uma manhã apenas. Foram meses de empenho para permitir que a gigantesca carreta tivesse condições de percorrer os 5 km do porto até o terreno do projeto PTA. O reator pesava nada menos que 300 t e, sobre a carreta, atingia 11 m de altura. Vinte e dois postes de luz do trajeto tiveram de ser removidos e substituídos por similares mais altos. Linhas telefônicas foram desligadas e erguidas. A ponte recebeu um reforço metálico para suportar o peso da carreta, equipada com cerca de 250 pneus e (em um ponto mais íngreme) com três cavalos mecânicos para puxar a carga. Em uma hora e meia, o reator chegava ao seu destino final, escoltado pela Guarda Portuária, que garantiu o isolamento da pista. O coração alcançava seu lugar, pronto para alimentar os outros órgãos vitais do projeto. A logística é complexa em qualquer operação. Quando envolve importações de até 17 países e 30 cidades, como é o caso da PTA POY PET, fica ainda mais delicada, porque cada operação tem suas peculiaridades, explica Pollyanna Peres, Responsável por Logística no projeto. A Odebrecht Engenharia Industrial responde pela engenharia de detalhamento, pelo suprimento de parte dos materiais e equipamentos, pela execução das obras civis e da montagem eletromecânica das três unidades e pelo gerenciamento das obras de todo o complexo. Pollyanna cita como exemplo dos desafios na logística da operação a importação das caldeiras do PTA, compradas pelo cliente, a PetroquímicaSuape (que pertence à Petroquisa, braço petroquímico da Petrobras), de uma empresa na Índia, que, por sua vez, tem fornecedores em diversos outros países, como Alemanha e Suécia. Tivemos ainda casos como o do turbocompressor da Siemens, que precisou ser transportado em um navio exclusivamente fretado para isso, acrescenta. Tantas variáveis podem causar situações insólitas, que serão contornadas pela equipe responsável por suprir a obra para que não haja atrasos. Foi o caso dos contêineres nos quais estavam acondicionadas partes de sete silos de armazenamento do PTA, importados de uma empresa holandesa. A fabricante exigia que eles fossem montados com suas ferramentas e, assim, embarcou esse material também, o que surpreendeu Pollyanna e sua equipe. Repercussões em toda a obra Ao todo, R$ 9 milhões foram gastos com fretes marítimos internacionais de cerca de 9 mil t de equipamentos somente do projeto PTA, que tem previsão de ser entregue em abril deste ano. No projeto POY PET, a parte mais pesada da logística já foi realizada, com cerca de 60% dos equipamentos entregues, incluindo 775 contêineres com as máquinas de texturização e fiação. Em dois anos, as plantas POY e PET envolveram mais de 210 embarques, somando 4,8 mil t de maquinário. Agora, faltam as fontes radioativas dos instrumentos usados para medição da quantidade dos produtos (POY e PET) dentro dos silos de armazenamento. Elas são menores, mas nem por isso menos trabalhosas, já que há restrição quanto ao horário de circulação e devem ser transportadas por carretas especiais, diz Pollyanna. A entrega das unidades POY e PET está prevista para A logística é parte fundamental da engrenagem de uma obra dessas proporções, em que boa parte do material é importada, diz José Gilberto Mariano, Diretor de Contrato. Se um equipamento não chega, isso pode ter repercussões em toda a obra. Nesse sentido, o trabalho feito aqui tem sido exemplar. 59

62 um pa Obras para melhoria da infraestrutura de transportes beneficiam as grandes cidades e o interior de Angola 60 60

63 ís ao encontro de sua gente texto Eliana Simonetti fotos Holanda Cavalcanti Ernesto Adriano Cassacula tem 24 anos e uma filha de 3 meses, vive na Caala, município da Província de Huambo, em Angola, e, na Odebrecht, conseguiu seu primeiro emprego, no fim de Está satisfeito com o trabalho e também com as rodovias que a Odebrecht está restaurando e reconfigurando que ligam Caala e Ganda e Caala e Ekunha. O transporte ficou muito mais fácil. Hoje podemos visitar nossas famílias, e há uma variedade de produtos disponíveis no comércio para nosso consumo, diz. Caala é uma cidade importante, pois funciona como um entroncamento. Passam por ali os produtos agropecuários e industriais da Província de Huambo, rumo ao porto de Lobito, na Província de Benguela. Na outra mão, passam produtos vindos do porto e também da África do Sul e da Namíbia. Antonio Zeferino Neto é dono da AZN Transporte, empresa de ônibus que transporta passageiros entre as províncias. A AZN foi criada há quatro anos. Antes disso, ninguém viajava de ônibus entre Benguela e Huambo. Agora há concorrência e, mesmo assim, o número de ônibus da AZN dobrou. A empresa tem 70 integrantes. A população está se deslocando cada vez mais, para fazer negócios, para desfrutar as férias e para participar de festas, revela Zeferino Neto. Ernesto Adriano Cassacula: família mais próxima e maior disponibilidade de produtos Benguela e Huambo A segunda maior e mais próspera província de Angola tem em seu território o segundo mais importante porto do país: Lobito. As estradas que passam por Benguela facilitam a distribuição e o embarque de mercadorias, também promovem a conexão do país com a Namíbia e a África do Sul, por via terrestre, e propiciam o desenvolvimento do Namibe, província desértica de vocação turística. Em Benguela, a Odebrecht construiu as rodovias Benguela-Catengue e Benguela-Dombe Grande e está trabalhando, em 2012, na reconfiguração da Rodovia Benguela-Baía Farta (que fará a ligação das duas anteriores, já entregues, e possibilitará fácil acesso à área pesqueira e turística de Baía Farta). Ao realizar a obra de reconfiguração da rodovia que liga Benguela a Dombe Grande, a Odebrecht também pavimentou e sinalizou as ruas da pequena cidade de Dombe Grande. São três vias principais, utilizadas rotineiramente por cerca de 85 mil pessoas que vivem no centro ou em uma das 52 aldeias e povoações daquela área. Nos tempos coloniais, Dombe Grande era um importante polo produtor de açúcar. Atualmente a usina do local está abandonada. Restam algumas construções. As pessoas vivem principalmente da agricultura que foi estimulada com a melhoria do acesso à cidade. Com o melhoramento da estrada, também aumentou o número de visitantes. Mas o que as pessoas vão fazer em Dombe Grande? Além de negociar legumes e verduras, a cidade é o maior centro místico de Angola. Ali, toda a família tem ao menos um curandeiro. Os visitantes vem em busca de alívio para suas dores. 61

64 Eu aproveito o movimento e vendo sorvetes, diz Ana Dungula, 20 anos, contente porque os negócios melhoraram desde que a poeira baixou. Em Huambo, as estradas ali executadas pela Odebrecht (Caala-Cuíma, Caala-Ganda, Ekunha-Caala e Cuíma-Gove) ligam a província, de economia agroindustrial, a mercados consumidores em Angola (as províncias de Kwanza Sul, Namibe e Benguela) e no exterior, via porto de Lobito e via terrestre, a partir da ligação com a Namíbia e a África do Sul). A capital da província, Huambo, denominada Nova Lisboa nos tempos coloniais, é estância turística. Os desafios de Luanda No interior, as rodovias conectam pessoas e economias e propiciam o desenvolvimento, assim como ocorre na capital, Luanda. A cidade concentra cerca da metade da população do país. Por causa dos conflitos armados verificados em Angola, os quais hoje fazem parte do passado, Luanda transformou-se, em pouco tempo, em um grande centro urbano, com desafios típicos dessa condição. Está em andamento, contudo, um plano para resolver os problemas da cidade, e a Odebrecht participa de sua implementação. Um dos projetos é o das Vias Estruturantes de Luanda, formado por avenidas e vias expressas que reduzem o volume de tráfego no centro da cidade, facilitam àqueles que vivem na periferia o acesso ao centro e agilizam a comunicação entre o porto e o interior do país, fomentando a troca de mercadorias. São elas: Autoestrada Periférica Luanda-Viana-Cacuaco (Centro); Via Expressa Luanda- -Kifangondo (Norte); Ligação Cabolombo-Futungo (Sul); Via Expressa Luanda-Viana; Estrada Lar do Patriota; Estrada da Samba; Estrada do Golfe e Estrada 21 de Janeiro. Essa última, uma avenida que liga o aeroporto ao centro de Luanda, costumava ser uma via congestionada. Em época de chuva, inundava e ficava intransitável. Quem vivia ali não tinha calçadas seguras para caminhar nem passarelas para a travessia. A Odebrecht remodelou a via, que foi alargada com pavimentação, área de acostamento, drenagem, iluminação, calçadas ampliadas e tratamento paisagístico. Na farmácia Maranata, inaugurada em janeiro no bairro de Cacuaco, trabalham Maria Eugenia Antonio Mateus e Mariana Agostinho da Cruz. Estou certa de que vamos prosperar, pois o movimento já vem melhorando, afirma Maria Eugenia, que é enfermeira. Esta via favorece os es- A Estrada Luanda Kifangondo: redução do volume de tráfego em Luanda 62

65 tabelecimentos mais organizados, salienta. Ela diz que está feliz por uma razão adicional: antes que a avenida estivesse pronta, em novembro de 2011, ela levava mais de uma hora para chegar em casa. Agora são menos de 30 minutos. Integrantes da Odebrecht também beneficiam-se da obra. Jorge Manuel, 24 anos, está há quatro na empresa. Ingressou como carpinteiro e hoje é encarregado. Ele conta que, no princípio, a viagem para o trabalho era bastante desgastante, embora sua casa fique a 15 km de distância da obra. A viagem que três anos atrás levava uma hora, hoje é feita em 10 minutos. Tenho mais tempo para estar com minha família e até já iniciei um curso técnico de física biológica para crescer profissionalmente, revela. Novos projetos As obras da Odebrecht na área de infraestrutura de transportes em Angola trazem benefícios imediatos e notáveis para a população. E há uma série de projetos novos que melhorarão ainda mais o cenário. O cliente é o Ministério de Urbanismo e Construção de Angola. Os projetos já foram incluídos no Programa de Investimento Público (PIP) do Governo de Angola para Compõem um pacote de cerca de US$ 600 milhões em obras a serem realizadas em um horizonte de três a quatro anos. Para isso, a Odebrecht capacitará e mobilizará cerca de 2 mil trabalhadores angolanos e, se tudo correr como o planejado, ao menos 20% deles serão mulheres. Um dos novos projetos é o chamado R 17: uma via que ligará o bairro de Camama à Marginal Sudoeste A engenheira Djamira Nazaré Paixão e a Rodovia Benguela-Baía Farta: nova geração de angolanos participando ativamente da construção do futuro do país e facilitará o transporte de quem vive nas populosas cidades-satélites de Viana e Kiaxi. O segundo é a Marginal Sudoeste, entre o Largo da Corimba e a Praia do Bispo (via paralela à já reformada e muitíssimo utilizada avenida da Samba). Para esse projeto, a Odebrecht já ergueu sete pontes. O terceiro novo projeto é um eixo viário que ligará a 21 de Janeiro à Estrada do Golfe, melhorando o fluxo de tráfego para os que viajam entre o sul e o centro da cidade de Luanda. Essas obras estão sendo iniciadas em Há um conjunto de vias que a Odebrecht entregou a Angola ou entregará ainda em 2012, em Luanda e nas províncias de Benguela, Huambo e Malange. Todas elas têm importância fundamental para o desenvolvimento econômico e para a integração do país. Na capital, especificamente, as obras permitem a expansão com menor adensamento populacional e, portanto, melhor organização, planejamento e implantação de equipamentos de infraestrutura urbana o que se reflete, também, na saúde e no bem estar das pessoas. Esses são movimentos que ocorrem em Angola, um país com território semelhante ao de dois estados da Bahia, no Brasil, com a maior parte da população concentrada na capital; cuja economia cresceu a uma taxa média anual de 10,8% nos últimos seis anos. Ao implantar obras de infraestrutura de transportes, a Odebrecht tem atuado para que o desenvolvimento favoreça a todos os angolanos nas cidades e no interior do país. 63

66 gente Laços de família Juliana Lima e o marido vivem e trabalham em Teles Pires baiana Juliana Lima teve seu primeiro contato A com a Odebrecht em 2007, no Instituto de Desenvolvimento Sustentável (Ides) do Baixo Sul da Bahia. Ingressou na empresa em 2010 e, hoje, é Responsável por Pessoas e Organização na Hidrelétrica Teles Pires, obra na divisa do Mato Grosso com o Pará que tem a Odebrecht Energia como investidora (e que é executada pela Odebrecht). Em 2011, Juliana chegou a Paranaíta (MT), cidade pequena que serve de apoio ao canteiro de obras, localizado em área isolada. Foi essa uma das razões que levaram a Odebrecht a permitir a integração de cônjuges no canteiro. Alberto Fraga, engenheiro de segurança e marido de Juliana, ingressou em Teles Pires em abril de A convivência intensiva é desafiadora e fortalece nossos laços, diz Juliana. foto: Tico Ribeiro foto: Holanda Edu Simões Cavalcanti Um empresário do mundo Paulo Brito e os aprendizados da vida sem fronteiras Já se vão 23 anos desde que o engenheiro mecânico carioca Paulo Moreira Brito ingressou na Odebrecht. Em dezembro de 1993, foi para os Estados Unidos. Depois esteve no Iraque, voltou aos EUA, foi para a Libéria, regressou aos EUA e agora trabalha em Moçambique. Ele afirma: A experiência internacional me expôs a condições que eu não teria experimentado se não tivesse saído da minha área de conforto, o que foi possível, sobretudo, graças ao apoio de minha esposa, Adriana, que cuidou de nossos filhos enquanto estive longe. Além disso, as difíceis situações com as quais me deparei contaram com o entusiasmo e a criatividade de equipes que, devidamente motivadas, vencem qualquer barreira. foto: Holanda Cavalcanti Trabalho por uma realidade melhor Orgulho por trabalhar pela qualidade de vida Juliana Calsa, nascida em Limeira (SP), não esconde que sempre foi idealista. Jornalista, ingressou na Foz do Brasil há seis anos em sua cidade natal, para trabalhar em Comunicação e Responsabilidade Social na primeira concessão de saneamento do país com participação da iniciativa privada. No trabalho de cuidar da imagem da concessionária, ajudou a implantar um projeto de educação ambiental relacionado à reciclagem de óleo de cozinha, que tem sido replicado nas unidades da empresa no país. Hoje, em São Paulo, Juliana compõe a equipe de Comunicação Corporativa da Foz. Orgulha- -se de contribuir para levar qualidade de vida a milhões de pessoas e para a preservação do meio ambiente. Tenho certeza: é possível fazer deste um mundo melhor, diz. 64

67 PREPARE O SEU CONHECIMENTO PARA SER COMPARTILHADO AS INSCRIÇÕES ESTARÃO ABERTAS A PARTIR DO DIA ht tps://w w w.premiodestaque.com Para mais ções sobre o Prêmio Destaque, entre em contato com o Ciaden 65

68 essenci De olhos abertos para o texto Christina Queiroz fotos Júlio Bittencourt 66 Construção de terminal de cargas no Porto de Santos e de dutovia para transporte de etanol: símbolo do esforço do Brasil para superar seus gargalos 66

69 al Terminal da Embraport no Porto de Santos: com ele, o Brasil aumentará significativamente sua capacidade de fazer negócios internacionais 67

70 São dois projetos de infraestrutura de transportes e logística que podem ser classificados sem risco de incorrer em exagero como cruciais. Eles carregam, em sua origem e em seus objetivos, a marca de um país que está crescendo e precisa solucionar seus gargalos. Com a expectativa de aumentar em até 40% a atual capacidade instalada do Porto de Santos, já em sua primeira fase de operação, o Terminal da Embraport (Empresa Brasileira de Terminais Portuários) receberá investimentos totais de R$ 2,3 bilhões, ampliando as condições do Brasil para fazer negócios internacionais. Também em fase de construção, a dutovia desenvolvida pela Logum criará uma nova e moderna alternativa para o transporte de etanol, que contribuirá para o crescimento e a competitividade da indústria desse setor. A Embraport e a Logum fazem parte do portfólio da Odebrecht TransPort, empresa da Organização Odebrecht voltada para operações e investimentos em sistemas integrados de logística, rodovias, mobilidade urbana e aeroportos. De Santos para o mundo Com crescimento médio anual previsto de 3,5% ao ano, o Brasil deverá ver seu fluxo de negócios internacionais aumentar de forma acelerada e consistente. Pedro Brito, Diretor da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), observa: Em 2003, o volume de exportação e importação no país atingia US$ 100 bilhões, e, em 2012, o valor deve subir para US$ 500 bilhões. Ele assinala que cerca de 90% dessa corrente de comércio passará pelos portos, o que comprova a essencialidade dos investimentos em logística portuária. Maior da América Latina, o Porto de Santos tem capacidade instalada total de R$ 3,2 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), e a previsão de Pedro Brito é que ela chegue a 10 milhões de TEU em O Terminal da Embraport vai colaborar com esse avanço. Desenvolvido à margem esquerda do Porto de Santos, o terminal, cujo acionista majoritário é a Odebrecht Trans- Port (os outros são a DP World e a Coimex), operará em uma área de m², terá um cais de m, dois píeres, um pátio ferroviário e um estacionamento para carretas. A capacidade instalada do terminal será de 2 milhões de TEU e 2 bilhões de litros de granéis líquidos, Juliana Baiardi, Diretora de Logística da Odebrecht TransPort. Segundo Wilson Lozano, Gerente de Engenharia da Embraport, o terminal terá infraestrutura e equipamentos suficientes para permitir a atracação de navios com até 12 mil TEU, já pensando-se em um futuro aumento da capacidade de carga dos navios utilizados no comércio internacional, ele salienta. A primeira fase do projeto absorverá investimentos de R$ 1,6 bilhão e incluirá a construção de dois berços para a operação de contêineres e carga geral, além de um píer para a operação de granéis líquidos. No fim de 2012, a obra correspondente à primeira etapa da Fase 1, um berço de atracação com 350 m de comprimento, já estará pronta, Giorgio Bullaty, Gerente de Produção da Odebrecht Infraestrutura. Essa entrega permitirá o início da operação antes do término da Fase 1, previsto para outubro de 2013, quando a estrutura contará com um cais de 650 m de comprimento e capacidade de movimentação de 1,2 milhão de TEU e 2 bilhões de litros de líquidos. Já a Fase 2, fruto de investimentos de R$ 700 milhões, aumentará o cais para m de comprimento e ampliará a capacidade para 2 milhões de TEU. Um dos destaques da obra é a aplicação da tecnologia de Geotube, que permitiu dragar e condensar, em sacos de grande porte especialmente projetados e fabricados para esse fim, 580 mil m 3 de material contaminado. Se não tivéssemos essa tecnologia, seria necessário destinar esse material a aterros sanitários, o que demandaria 73 mil viagens de caminhão, relata Giorgio Bullaty. 68

71 Pedro Brito (à esquerda), durante visita às obras do terminal. Com ele, a partir da esquerda, Rodrigo Leite, Diretor Financeiro da Embraport, Alexandrino Alencar, Responsável por Desenvolvimento de Negócios e Apoio Institucional na Odebrecht Infraestrutura, e o Diretor de Contrato Henrique Marchesi, também da Odebrecht Infrestrutura: investimentos em logística portuária são essenciais Trabalhadores nas obras do Terminal da Embraport: Programa Acreditar tem papel de destaque na integração e qualificação de profissionais para a obra Regina Tonelli, Gerente da Qualidade, Saúde, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da Embraport, enfatiza a realização de investimentos de R$ 10 milhões no desenvolvimento de programas ambientais, os quais envolvem mais de 30 condicionantes de atendimento ao licenciamento ambiental. As ações são voltadas à conservação de recursos naturais, a questões socioambientais e de arqueologia, à qualidade ambiental e a programas ligados diretamente ao trabalho de construção do terminal, além de iniciativas de responsabilidade social realizadas nas comunidades do entorno do terminal portuário. Etanol nos dutos Apesar da sua maturidade e da perspectiva de se tornar o carro-chefe das exportações brasileiras, a indústria de etanol ainda conta com um sistema de logística no qual o transporte do produto é feito, predominantemente, com caminhões. Por isso, empresários decidiram investir em um projeto para modernizar a estratégia, que consumirá investimentos de, aproximadamente, R$ 7 bilhões. A Logum, companhia criada em março de 2011, é resultado dos esforços de seis acionistas (Odebrecht Trans- Port, Petrobras, Cosan, Copersucar, Camargo Corrêa e Uniduto) e da fusão de três projetos. Alberto Guimarães, Presidente da Logum, lembra que, há 30 anos, a indústria de etanol investe em técnicas de produtividade; porém, pouco tem feito para melhorar suas estratégias de logística. E, em sua opinião, essa demanda é cada vez mais urgente, na medida em que a agricultura da cana- -de-açúcar se expande para o interior e se distancia dos grandes centros de consumo. O projeto da Logum prevê o transporte de 22 milhões de m 3 de etanol por ano, produzidos em São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, por meio de 1,3 mil km de dutos em construção e que serão interligados a uma rede de 600 km de dutos já existentes, da Petrobras. O etanol será capturado no interior, levado até um hub (ponto de distribuição) em Paulínia (SP) e, a partir daí, enviado às regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro. O primeiro trecho da iniciativa ficará pronto em fevereiro de 2013, enquanto o último (voltado ao mercado de exportação) deverá ser concluído em Moacir Megiolaro, Diretor de Projetos da Logum, explica que a expectativa é conquistar produtores e distribuidores para a utilização do sistema de transporte de etanol. Uma das principais usuárias do sistema será a ETH Bioenergia, revela. 69

72 mares que precisam ser navegados texto Júlio César Soares Na ilustração, um navio PLSV: equipamento faz parte do plano estratégico da Petrobras para a exploração do pré-sal 70 Apresença da Odebrecht Óleo e Gás (OOG) no mercado de engenharia subsea e, em especial, a história de um dos integrantes de sua equipe nessa área de atuação refletem com fidedignidade o atual momento do setor petrolífero no Brasil. A OOG iniciou suas atividades em subsea (que compreende projeto, construção, instalação e manutenção de dutos e equipamentos submarinos que interligam poços no fundo do mar a plataformas de produção, na superfície) com um contrato para projeto e lançamento do Gasoduto Sul-Norte Capixaba. À época, o atual Diretor de Contrato de Subsea da OOG, Renato Bastos (o integrante mencionado no primeiro parágrafo), trabalhava em uma importante empresa estrangeira do setor. Um ano e meio depois, Renato está presente na consolidação da Odebrecht nesse mercado: a construção e operação de dois navios conhecidos como Pipe Laying Support Vessels (PLSVs). Para ser a primeira empresa brasileira a executar esse tipo de obra, a OOG buscou a expertise da francesa Technip, que desde 1977 atua no mercado brasileiro de subsea. Juntas, as empresas formaram uma joint venture, para concorrer à licitação promovida pela Petrobras em outubro de 2010, referente à construção e operação de até nove embarcações. No fim, seis embarcações foram contratadas, e a OOG e a Technip conquistaram duas. Conseguimos atingir nossa meta, que era construir e operar as duas maiores embarcações da licitação, as que suportam 550 t de dutos flexíveis, relata Marcelo Marques Nunes, Responsável pelo Contrato dos PLSVs. As duas embarcações, para afretamento, fazem parte do plano estratégico da Petrobras para o pré- -sal, descoberto pela estatal em 2006, e são capazes de instalar dutos flexíveis em águas ultraprofundas de até m de lâmina d água. O equipamento que sustenta esses dutos na embarcação, chamado de 70

73 OOG participa da construção de dois PLSVs, embarcações para instalação de equipamentos submarinos tensionador, assemelha-se ao sistema de lagartas de tanques de guerra, e 550 t correspondem ao peso máximo de duto que o tensionador consegue suportar. O papel dos PLSVs é transportar e instalar os dutos no mar, interligando os poços de petróleo, localizados no leito marinho, a plataformas de produção na superfície. Para construir as duas embarcações, a Odebrecht e a Technip recorreram a uma parceira de longa data: o estaleiro da Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering Co., Ltd. (DSME), na Coreia do Sul. Temos ótima relação com a DSME, iniciada em É um estaleiro reconhecido pela entrega no prazo e pela qualidade de suas embarcações, e isso é importante na hora de reduzir qualquer tipo de risco no projeto, afirma Renato Bastos. Após a construção dos PLSVs, as embarcações virão ao Brasil e passarão pelos testes de aceitação final da Petrobras, para, em seguida, iniciarem suas operações nas bacias de Santos e Campos. Ilustração OOG Movimento natural A busca da Odebrecht por um parceiro experiente no mercado subsea para esse projeto foi um capítulo especial nessa história que está apenas começando. A escolhida foi a Technip, com mais de 30 anos de atuação nesse segmento específico. Precisávamos de um parceiro com experiência no produto e na operação de PLSVs, e a Technip não apenas opera as embarcações, mas também fabrica os dutos flexíveis que são lançados por elas, explica Marcelo Nunes. Bernard Gilot, Gerente de Projetos PLSV da Technip, observa que a joint venture entre a empresa francesa e a Odebrecht foi resultado de um movimento natural. A Technip é uma das líderes do mercado de subsea, e a Odebrecht é uma empresa de tradição, que vem trabalhando com solidez no mercado de perfuração em águas profundas. Acredito que, juntos, possamos atender às expectativas nessa nova fase da Petrobras, diz Bernard. Um dos destaques dessa parceria é que poderemos utilizar as unidades da Technip em operação para treinar nossas equipes. A possibilidade de embarcar um integrante nosso em uma unidade parecida com a que construímos é uma grande vantagem, enfatiza Marcelo Nunes. A parceria com a Technip nos fortalece como empresa de destaque nesse novo negócio e nos abre um leque de novas oportunidades no mercado, explica Jorge Luiz Mitidieri, Diretor- -Superintendente da Unidade de Negócios Serviços Integrados da OOG. As duas empresas serão parceiras na operação dos PSLVs por um período de cinco anos, que pode ser prolongado por mais cinco. Trabalharemos não apenas na supervisão da construção das embarcações na Coreia, mas também com afretamento, gerenciamento de operações e prestação de serviços especializados de engenharia de instalação, explica Renato Bastos. Essa nova operação dentro da longa e produtiva relação entre a Odebrecht e a Petrobras tem prazo para começar. Será no segundo semestre de De acordo com Renato Bastos, que tem 15 anos de experiência no mercado de subsea, a Odebrecht finca sua bandeira em uma importante fatia do mercado, dominado por empresas estrangeiras. A conquista desse projeto nos coloca em definitivo como a única empresa brasileira com efetiva participação no mercado de subsea, ressalta Jorge Mitidieri. 71

74 ARGUMENTO Os desafios da logística O maior de todos os desafios relacionados à logística no Brasil é, sem dúvida, a infraestrutura. Ainda há um longo caminho a ser percorrido para que se tenha maior disponibilidade e eficiência na circulação de mercadorias por meio dos modais rodoviário, ferroviário, dutoviário, fluvial e marítimo 72 72

75 Aqualidade e o custo de um produto são características decisivas para as escolhas de compra dos clientes. Mas a equação não para por aí: inovação, sustentabilidade, relação de parceria e, claro, a logística são fatores que têm cada vez mais influência nas relações comerciais. Sem logística adequada não se garante que os produtos cheguem aos clientes com qualidade e no tempo certo. Na Braskem, temos buscado oportunidades de agregação de valor aos nossos clientes, por meio da otimização de processos logísticos, com diversas iniciativas, como a logística reversa e a constante revisão da malha logística. Mas, assim como as oportunidades, os desafios são grandes, pois, no nosso dia a dia, precisamos garantir a entrega de 5 milhões de t/ano de carga seca (resinas) para cerca de clientes no Brasil e cerca de 250 no exterior distribuídos em 60 países, além de 9 milhões de t/ano de carga líquida e gasosa (petroquímicos básicos) para clientes no Brasil e no exterior, em cinco continentes. Para continuar a cumprir a missão de servir cada vez melhor aos nossos clientes, temos que contornar diariamente os nossos desafios. O maior de todos os relacionados à logística no Brasil é, sem dúvida, a infraestrutura. Ainda há um longo caminho a ser percorrido para que se tenha maior disponibilidade e eficiência na circulação de mercadorias por meio dos modais rodoviário, ferroviário, dutoviário, fluvial e marítimo. As ferrovias, a cabotagem e as hidrovias fluviais são importantes no sistema logístico de um país de proporções continentais como o Brasil, e, por isso, esses modais precisam ser rapidamente desenvolvidos, mediante a ampliação e melhoria de rotas e canais expressos. Nossa malha ferroviária, por exemplo, atende, hoje, apenas cerca de 30 mil km e está concentrada em poucos estados (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul). Nos Estados Unidos, para efeito de comparação, a malha ferroviária ultrapassa 200 mil/km, e o transporte ferroviário é o mais utilizado. Resultado das limitações de infraestrutura no Brasil, ainda é grande a dependência do modal rodoviário, que representa mais da metade (65%) das operações logísticas, ao passo que, nos Estados Unidos, por exemplo, esse modal representa apenas 25% das operações. Quando falamos em hidrovias, o cenário também é complexo. O principal gargalo é a falta de investimento em infraestrutura portuária nos rios, a exemplo do polo da Zona Franca de Manaus. Já os portos para exportação e cabotagem, como Santos (SP), Rio de Janeiro, Rio Grande (RS) e Aratu (BA), têm como limitação a infraestrutura de acesso, áreas retroportuárias e capacidade dos terminais portuários. Nesse cenário, diversas medidas são necessárias para o fortalecimento da cadeia logística como um todo. Temos que assumir uma postura proativa. O Brasil precisa investir em infraestrutura em todos os modais. A equação dos portos, a acessibilidade intermodal (os produtos chegam aos portos por meio de rodovias e/ou ferrovias), a ampliação e modernização das ferrovias, a qualidade e as condições das estradas são pontos fundamentais. As perspectivas para o cenário logístico brasileiro são positivas a médio e longo prazos. Mas a postura do setor empresarial deve ser, sobretudo, proativa e, por que não, criativa. Temos que participar de discussões, influenciar na direção correta e contribuir para abrir cada vez mais caminhos que favoreçam o desenvolvimento. Gustavo Prisco Paraíso é Diretor de Logística da Unidade de Polímeros da Braskem 73

76 58 foto: Bruna Romaro 74

77 & notícias pessoas Veja a seguir reportagens sobre realizações recentes das equipes da Organização Odebrecht no Brasil e no mundo 76 Organização: os eventos, os relatos e as reflexões que marcaram a Reunião Anual 2011 da Odebrecht 80 Braskem dá início às suas operações industriais na Alemanha, com unidades nas regiões de Colônia e Leipzig 84 Baixo Sul: Cooperativa da Construção Civil reúne aprendizes e jovens que passaram pelo Centro de Formação Profissional Construir Melhor 87 Saberes: Gilberto Neves fala sobre decisões acertadas, exemplos de vida e a importância do aprendizado com os líderes foto: Edu Simões 75

78 Os líderes e su organização Reunião Anual 2011 destaca a integração de pessoas à Cultura da Organização e a busca permanente de maior produtividade texto José Enrique Barreiro fotos Beg Figueiredo É tarefa indelegável do líder devotar tempo, presença, experiência e exemplo a seus liderados. A frase de Norberto Odebrecht, fundador da Organização, sintetiza a ideia da Pedagogia da Presença, decisiva para a transmissão da cultura organizacional e o desenvolvimento de pessoas. Essa e outras mensagens, retiradas de livros escritos por Norberto Odebrecht, foram transmitidas por Marcelo Odebrecht, Diretor-Presidente da Odebrecht S.A., aos 210 líderes da Organização reunidos no dia 19 de dezembro, em Salvador, na Reunião Anual 2011 da Odebrecht S.A., quando foram mostrados os principais resultados de 2011 e o que está previsto para o triênio 2012/2014. Em sua apresentação, Marcelo fez um balanço do conjunto dos negócios, destacando, entre outros aspectos, a importância da integração de pessoas à Cultura da Organização, a necessidade da busca permanente de maior produtividade, o papel das sinergias e da imagem e o foco no crescimento qualificado. Nos últimos anos, consolidamos a confiança de 76

79 as reflexões clientes e acionistas; nos próximos, continuaremos a sonhar ainda mais alto o sonho de nossos clientes, sempre tendo como referência a Tecnologia Empresarial Odebrecht, a base que não muda nunca, disse Marcelo. Houve também a apresentação das mensagens de Norberto Odebrecht, que ressaltou, entre outros pontos, a importância da Governança Participativa, e de Emílio Odebrecht, Presidente do Conselho de Administração da Odebrecht S.A., que convocou todos os líderes a zelar pela nossa cultura, cujos fundamentos estão apoiados na prática da confiança e da lealdade. Piero Marianetti falou em nome dos conselheiros consultivos, e cada um dos membros do Conselho de Administração da Odebrecht S.A. comentou as apresentações do dia, realizadas pelos seguintes líderes da Organização: Maurício Medeiros, da Fundação Odebrecht; Carlos Fadigas, da Braskem; José Carlos Grubisich (então Líder Empresarial da ETH Bioenergia); Fernando Reis, da Foz do Brasil; Roberto Ramos, da OOG (Odebrecht Óleo e Gás); Paul Altit, da OR (Odebrecht Realizações Imobiliárias); Euzenando Azevedo, da Odebrecht Venezuela; Luiz Rocha, da Odebrecht International; Luiz Mameri, da Odebrecht América Latina e Angola; Benedicto Junior, da Odebrecht Infraestrutura; Márcio Faria, da Odebrecht Engenharia Industrial; e Henrique Valladares, da Odebrecht Energia. Também participaram da reunião outros acionistas e membros de várias gerações da família Odebrecht. Participantes da Reunião Anual da Organização: na primeira fila, a partir da esquerda, Emílio Odebrecht, Norberto Odebrecht e os conselheiros consultivos Roberto Campos, Piero Marianetti, Geraldo Dannemann e Alípio Lima 77

80 1 4 Nos últimos anos, consolidamos a confiança de clientes e acionistas; nos próximos, continuaremos a sonhar ainda mais alto o sonho de nossos clientes, sempre tendo como referência a Tecnologia Empresarial Odebrecht, a base que não muda nunca Marcelo Odebrecht

81 2 3 7 O QUE DISSERAM OS LÍDERES EMPRESARIAIS 1- Benedicto Junior, da Odebrecht Infraestrutura: Pretendemos, cada vez mais, fortalecer em nossos integrantes o senso de pertencer Fernando Reis, da Foz do Brasil: Mais que a nossa expansão, 2011 foi um ano de crescimento como empresa e equipe. 3 - Paul Altit, da Odebrecht Realizações Imobiliárias: Em 2011, a Bairro Novo entregou residências a famílias participantes do programa Minha Casa Minha Vida e do segmento econômico. 6- Luiz Rocha, da Odebrecht International: Ao realizar a evacuação de expatriados em situação de guerra, na Líbia, mostramos o compromisso real da Odebrecht com as pessoas. 7- Márcio Faria, da Odebrecht Engenharia Industrial: Nossa empresa vai receber 13 mil novos integrantes no próximo triênio. 4- Euzenando Azevedo, da Odebrecht Venezuela: Demos apoio à Braskem, à Odebrecht Engenharia Industrial e à OOG, obtendo sinergias no país. 8- Henrique Valladares, da Odebrecht Energia: Antecipamos a construção da Hidrelétrica Santo Antônio em um ano em relação à obrigação contratual. 5- Luiz Mameri, da Odebrecht América Latina e Angola: Temos hoje 34 mil integrantes, com expatriados, sendo 370 não brasileiros. 9- Maurício Medeiros, Presidente Executivo da Fundação Odebrecht: Sim, é possível. No Baixo Sul da Bahia, pessoas que estavam na exclusão hoje fazem a diferença. 79

82 alemanha Sabina Alexandra Filimon e Reinhard Thimm na unidade industrial de Wesseling, na região de Colônia: novo ânimo com a chegada da Braskem Willkommen! texto Luiz Carlos Ramos foto Edu Simões Braskem agora produz polipropileno na Alemanha, em unidades industriais nas regiões de Colônia e Leipzig 80

83 A marca Braskem já aparece nos sacos brancos com 25 kg de polipropileno acomodados em enormes caminhões que partem das duas unidades da Braskem Europa, nas regiões de Colônia e Leipzig, na Alemanha, rumo a outras regiões do país e a indústrias transformadoras de plástico da Itália, França, Polônia, Holanda, Bélgica e República Checa. Somadas as duas unidades, a produção chega a 545 mil t/ ano de polipropileno. Os escritórios da Braskem Europa em Frankfurt, na Alemanha, e em Roterdã, na Holanda, recebem novas encomendas. Tanto na planta de Wesseling, a 25 km de Colônia, quanto na de Schkopau, a 30 km de Leipzig, o trabalho é ininterrupto: 24 horas por dia, 365 dias ao ano. Não há domingos ou feriados. As nevascas do inverno europeu de 2011/2012 não abalaram a produção e os ânimos em torno do novo ciclo dessas unidades, compradas à Dow Chemical em julho de 2011, juntamente com duas unidades da Dow nos Estados Unidos (em Freeport e Seadrift), no Texas. O surgimento da marca Braskem na Europa envolve curiosidades, a começar pelo fato de significar, para a Organização, o retorno à terra dos ancestrais do fundador Norberto Odebrecht. Em 1856, aos 21 anos, o bisavô de 81

84 Norberto, Emil Odebrecht, nascido no Reino da Prússia (que passaria a integrar o Império Alemão), emigrou para o Brasil e foi viver em Santa Catarina. Nos anos 1990, foi constituída a empresa Odebrecht Bau AG, que teve atuação temporária na construção de moradias na já reunificada Alemanha. Agora, por meio da Braskem, a Alemanha volta a integrar a lista de países em que a Odebrecht está presente. Transição A Braskem Europa GmbH começou a existir oficialmente em 1º de outubro de 2011, dia em que o norte-americano Mark Nikolich e seus principais assessores passaram a trabalhar na transformação das unidades Dow alemãs em plantas Braskem, sem parar a produção. Mark, 45 anos, administrador pós- -graduado, é de Nashville, no Tennessee, e morou em vários países antes de chegar à Sunoco, nos Estados Unidos, empresa incorporada pela Braskem em Com a aquisição das quatro unidades da Dow, ele foi indicado para ser o Líder da Braskem Europa. Seu escritório fica atrás da Ópera de Frankfurt, em um prédio da Rua Am der Welle, que tem o alegre significado de Sobre a Onda. Mark já havia morado na Alemanha. E, ao voltar ao país, teve a companhia de dois jovens integrantes que trabalhavam com ele na Braskem nos Estados Unidos: o norte-americano Christopher Gee e o venezuelano Alfredo Prince. As características de uma atuação empresarial global não param por aí: a empresa, na Alemanha, tem integrantes de Alemanha, Estados Unidos, Venezuela, Holanda, Romênia, China, Turquia, Brasil e outros países. Como está sendo feita a transição? Mark Nikolich explica que decidiu conservar uma expressiva parcela dos profissionais que trabalhavam na Dow e que revelaram vontade de enfrentar o desafio proposto pela Braskem. Encontramos ótimos profissionais em todos os níveis. Fizemos mudanças e ainda faremos outras, em busca de unidade, em todos os sentidos. A Braskem Europa tem cerca de 80 empresas compradoras de polipropileno, sobretudo de países vizinhos da Alemanha, relata Mark: Os clientes já conhecem o alto conceito da Braskem, a maior produtora de Mark Nikolich entre Alfredo Prince (à esquerda) e Christopher Gee, em Frankfurt: Buscamos unidade resinas termoplásticas das Américas, e demonstram interesse pelas duas unidades na Alemanha e pelo plástico verde brasileiro. Motivação, integração e otimismo A Braskem completa 10 anos em A entrada da Odebrecht no setor da petroquímica, porém, ocorreu em Camaçari há quase 33 anos, em 1979, ano em que nasceu um dos assessores de Mark Nikolich na Braskem Europa, Christopher Gee. Engenheiro, natural de Nova Jersey, Gee gosta de tocar guitarra, jogar basquete e enfrentar novos desafios no trabalho. Estou adorando essa nova fase aqui na Alemanha, diz ele. Ao visitar a Braskem no Brasil, percebi melhor o peso da Organização, que tem tudo para fazer sucesso também na Alemanha. O outro jovem parceiro de Mark, Alfredo Prince, economista de 36 anos, nascido em Caracas e com estudos completados nos Estados Unidos, lidera a área financeira da Braskem Europa. Ele passou pelos escritórios da Braskem na Filadélfia e agora está em Frankfurt. Até o fim de 2012, já teremos a equipe de nosso programa completa, ex- 82

85 Unidade industrial de Schkopau, perto de Leipzig: capacidade de produção de 320 mil t de polipropileno por ano plica Alfredo, que torce pelo Manchester United, da Inglaterra, e conhece o Rio de Janeiro e São Paulo. Alfredo vem contando com a colaboração de um brasileiro na tesouraria de Frankfurt, o gaúcho Eduardo Schwarzbach, 30 anos, que trabalha na Braskem na Bahia e foi chamado para atuar por alguns meses na Braskem Europa. Aqui, já peguei frio de até 14 graus abaixo de zero, em contraste com o calor de Salvador, mas vale a pena ver surgir esta Braskem. Hans-Jürgen Buchmann, 54 anos, é Diretor Industrial da Braskem Europa e líder de produção na unidade de Schkopau, sua cidade natal, perto de Leipzig. Ele nasceu na época em que Leipzig fazia parte da Alemanha Oriental, socialista, que deixou de existir com a reunificação alemã, em Trabalho nesta unidade de polipropileno há mais de 10 anos, participei de sua modernização com a Dow e é ótimo adotar o estilo Braskem. A unidade de Schkopau produz 320 mil t/ano. Por coincidência, a exemplo de Buchmann, o líder de produção da unidade de Wesseling também nasceu na cidade da unidade em que trabalha. Wesseling, junto ao Rio Reno, perto de Colônia, integra uma região industrial. Reinhard Thimm, 54 anos, mostra, com orgulho, a planta em que lidera uma equipe de dezenas de pessoas de várias nacionalidades. Aqui, não paramos nunca, diz. A produção anual nesta unidade chega a 225 mil t. Estou feliz por participar deste novo momento da Braskem. A engenheira romena Sabina Alexandra Filimon, 30 anos, faz parte da equipe de Thimm, trabalhando na inspeção de qualidade da produção. Ganhamos novo ânimo com a Braskem, analisa. Sander van Veen, holandês, 49 anos, engenheiro, Diretor Comercial e de Suprimentos da Braskem Europa desde 1º de outubro, explica: O mercado de polipropileno está crescendo, apesar da atual turbulência econômica em parte da Europa. Manfred Lingscheid, 48 anos, orgulha-se de ter nascido em Colônia. É a melhor cidade alemã!, diz. Yao Li, 29 anos, chinesa, da equipe de operação de Wesseling, termina mais um dia de trabalho em fevereiro, fecha o agasalho, põe o gorro e as luvas, pega a bicicleta e enfrenta o caminho gelado até sua casa, a 30 minutos de pedaladas. O sol está se pondo. Foi um ótimo dia. Amanhã vai ser ainda melhor, diz. 83

86 Desenvolvimento sustentável Mãos na argamassa Projeto Construir Melhor forma jovens profissionais para atuarem na construção civil texto Gabriela Vasconcellos fotos Beg Figueiredo Depois de algum tempo procurando trabalho, Camila Silva, 22 anos, encontrou sua oportunidade na construção civil. Determinada, a jovem ingressou na segunda turma do Centro de Formação Profissional Construir Melhor. Está se tornando pedreira. A cada dia me apaixono mais. Sinto orgulho por saber que o que faço é importante. Não vejo obstáculos, assegura Camila, moradora de Valença (BA). Mensalmente, Camila passa uma semana na sala de aula aprendendo conceitos teóricos. Nas outras três semanas, no canteiro de obras, ela tem acesso a conhecimentos práticos, com acompanhamento de monitores, encarregados e engenheiros. É assim que garante a renda que lhe possibilita ajudar a mãe e financiará sua graduação em Engenharia Civil. Associada à Cooperativa da Construção Civil (Coonstruir) instituição que reúne os aprendizes e os formados pelo projeto Camila recebe, por produtividade, cerca de R$ 500,00 por mês. Única mulher do grupo, ela defende que esse não é um trabalho só para homens. Aprendi de tudo no curso. Estou me aperfeiçoando todos os dias, conta. É uma jovem vaidosa e não dispensa o uso de maquiagem e os cuidados com os cabelos. Uso touca para proteger os cabelos, se não cai argamassa e depois dá muito trabalho para tirar. Camila e seus colegas participaram da construção da sede do Construir Melhor. O recurso para a obra foi fruto do Acordo de Cooperação Técnica e Financeira assinado em 2009 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Odebrecht, que fomenta o 84

87 Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDIS), do qual o Centro Profissionalizante e a Coonstruir fazem parte. O acordo com o BNDES prevê investimentos, ao longo de seis anos, no valor de R$ 60 milhões, em ações sociais, produtivas, ambientais e de capacitação para as comunidades do Baixo Sul. Para o Construir Melhor, o banco aportou R$ 2,3 milhões na implantação de sua sede em Valença, em terreno doado pela Prefeitura. Sem essa ajuda, não poderíamos ter construído esse sonho. Uma pessoa sozinha não transforma o mundo. Aqui levantei paredes, assentei cerâmica, pintei portas e portões. Aprendi a ter foco, objetividade, disciplina e paciência na hora de realizar o trabalho. O projeto transformou a minha vida, afirma Camila. Outras instituições ligadas ao PDIS e contempladas pela parceria com o BNDES também comemoram. As casas familiares Rural de Igrapiúna e Agroflorestal de Nilo Peçanha receberam Camila com colegas do projeto Construir Melhor: plano de se tornar engenheira recursos para a reforma e ampliação de suas sedes, o que permitirá um aumento no número de jovens beneficiados por ano. O aporte para a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves está tornando possível a construção de uma Unidade de Pré-Beneficiamento de Frutas, que atenderá os 208 associados. A Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia conseguiu adquirir máquinas e implementos agrícolas, caminhões, carros e motos, o que possibilitou melhorar as condições de atendimento do setor primário e, com isso, aumentar a produção e a mecanização das lavouras, além de ampliar a capacidade de locomoção dos técnicos agrícolas. Camila recebe orientação no canteiro de obras: plano de se tornar engenheira Visão de Futuro Na busca pela colocação em prática, no Baixo Sul, dos Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio propugnados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e subscritos por 192 países, o PDIS conquistou diversos atores sociais. A jovem protagonista Camila é apenas uma em meio a centenas de pessoas que contam com os parceiros do programa, fomentado pela Fundação Odebrecht na região, para transformar a realidade local. Além do BNDES, no último ano outras instituições selaram convênios com o PDIS. A Mitsubishi Corporation, por exemplo, ampliou seu apoio com a previsão de aporte, nos próximos três anos, de US$ 1,8 milhão nas três casas familiares em atividade na região, para custeio da formação de no- 85

88 Educandas na Casa Familiar Rural de Presidente Novo Tancredo impulso: Neves: local Cooperativa de dos implantação Produtores da primeira de unidade Palmito do País do no Baixo Baixo Sul Sul da Bahia também foi beneficiada pela parceria com o BNDES vos empresários rurais. Anteriormente, a empresa já realizava um projeto educacional em Igrapiúna (BA). Na área ambiental, a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada ao Governo da Bahia, e o Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio), em conjunto com a Organização de Conservação de Terras (OCT) instituição também ligada ao PDIS, estão estimulando a utilização dos recursos naturais de forma equilibrada. Somados, os valores chegam a aproximadamente R$ 3 milhões. Já a Fundação Banco do Brasil, investidora social do PDIS desde 2008, apoiou a melhoria da infraestrutura, a aquisição de máquinas e capacitação tecnológica, empresarial e cooperativista de pequenos agricultores. Recentemente, implantou no Baixo Sul uma de suas tecnologias sociais, o Pais Produção Agroecológica Integrada e Sustentável, aportando cerca de R$ 1 milhão. O objetivo de manter os atuais parceiros e atrair novos demonstra de que forma a Fundação Odebrecht está no caminho para alcançar sua visão de futuro, em que busca se tornar uma administradora de recursos para sustentabilidade socioambiental e implantar, na Área de Proteção Ambiental do Pratigi, um modelo de turismo agrícola, ecológico e sustentável o Agroecoturismo, salienta Mauricio Medeiros, Presidente Executivo da Fundação Odebrecht. Segundo ele, o diferencial do programa no Baixo Sul é o sistema inovador de governança participativa, no qual o primeiro, o segundo e o terceiro setores atuam de forma integrada. Assim, buscamos atingir o oitavo objetivo do milênio: Todos Trabalhando pelo Desenvolvimento, diz Medeiros. A conquista dessas parcerias nos confere um momento de grande responsabilidade, temos essa consciência, garante Eduardo Queiroz, Vice-Presidente de Sustentabilidade na Fundação, que destaca ainda a sinergia estabelecida com a Organização Odebrecht. Somos o braço social da Odebrecht e buscamos construir um modelo de desenvolvimento passível de reaplicação em outras regiões, referência para as ações sociais da Organização. 86

89 Olhar fixo no futuro Depoimento a Valber Carvalho/ Edição de texto: Alice Galeffi SABERES Gilberto Neves e os fatos que a razão e a emoção transformam em ensinamentos inestimáveis Ao falar dos países por onde passou, das pessoas com quem conviveu e das construções que ergueu, os olhos de Gilberto Neves brilham. Muitas águas rolaram desde que entrou na Organização, aos 23 anos, como Assistente de Planejamento em uma obra para a Petromisa, em Aracaju. Nos primeiros anos, atuou em vários projetos na região Nordeste. Depois foi para o Peru e hoje é o Diretor-Superintendente da Odebrecht International nos Estados Unidos. Sempre lutando para superar os desafios que a vida lhe impõe e buscando fazer melhor, o guerreiro Gilberto Neves tem na persistência a sua maior arma. Eu nunca olho para trás, olho sempre para frente, para o próximo desafio, diz o protagonista desta edição do Projeto Saberes. Sua entrevista completa pode ser lida em A seguir, alguns trechos da conversa. A melhor decisão Quando houve o convite para eu ir para o Peru, também tinha recebido uma proposta para ficar em Minas Gerais. Ir para o Peru foi a melhor decisão da minha vida. O país foi marcante para mim. Lá, cresci muito profissionalmente, e lá nasceu meu terceiro filho. Logo depois que ele nasceu, eu achava que era super-homem e trabalhava 20 horas por dia. Tinha enxaqueca constantemente e me automedicava. Tomava um remédio forte, sem saber que era vaso constritor. Acabei tendo uma embolia cerebral. Colapsei no Gilberto: Odebrecht tem atuação consolidada e clientes fiéis nos Estados Unidos 87

90 banheiro. Só me acharam no dia seguinte. Fiquei sem saber se poderia voltar a andar. Foi muito difícil: imagine você com 30 anos e sem andar, paralisado do pescoço para baixo. Mas devagarzinho consegui me recuperar, e, em 20 e poucos dias, eu estava andando novamente. Foi um milagre, eu poderia ter ficado com uma sequela muito forte. Perguntei então à minha mulher: Monica, você quer que eu mande buscar nossas coisas do Peru? Ela disse: O que é que você quer fazer? Eu falei: Não me pergunte o que eu quero fazer, eu quero voltar. Pegamos os três meninos e voltamos para o Peru. Quando desembarquei, todas as 42 famílias dos expatriados estavam me esperando com uma faixa enorme que dizia: Bem-vindo de volta, amamos você. Foi sensacional. Aquilo foi peça-chave para a gente se recuperar do que aconteceu. Integração de jovens norte-americanos A ida para os Estados Unidos, em 1990, partiu de uma decisão de Renato Baiardi e Emílio Odebrecht. Era uma oportunidade de mostrar para a Organização que teríamos competência para trabalhar no mercado mais competitivo do mundo. Hoje, com mais de 20 anos de presença no país, temos a atuação consolidada e clientes fiéis. E já conquistamos a adesão dos jovens. Estamos atraindo jovens das universidades locais, pessoas que já estão com um comprometimento incrível com a Odebrecht. Se você perguntar a qualquer um deles quando vai sair da empresa, vai dizer: Nunca. É muito interessante ver um americano falar isso; ele quer construir a carreira dele, junto com a família, na nossa empresa. Gilberto com Brian Perantoni: relação fraternal que transcendia o trabalho Brian Perantoni Em um dos primeiros dias de nossa presença nos Estados Unidos, fui apresentado a um rapaz que passou pelo escritório para pegar carona com um amigo. Um gerente nosso falou: Olha, eu vi o Brian Perantoni lá fora na recepção, eu acho que você deveria conversar com ele. Eu ainda não tinha obra, mas o chamei para conversar, e nós batemos um papo muito longo. Brian tinha grande reputação no mercado e não estava procurando emprego. Não dei benefício nenhum, e ele nunca soube por que aceitou. Sentiu que tinha alguma coisa de diferente em nossa empresa. Brian passou a ser meu braço direito, me ajudou a estruturar a empresa e me ensinou como é que se fazia obra nos Estados Unidos. Foi um cara fantástico. Como é que eu consegui conquistá-lo para trabalhar na empresa? Acho que foi a forma sincera de dizer a alguém que você está interessado nele. Criei uma relação muito forte com ele e com sua família, que transcendia o trabalho. Mas Brian teve um infarto fulminante aos 48 anos. Deixou cinco filhos e um legado incrível. O enterro dele tinha milhares de pessoas na rua, e nós tivemos que parar uma avenida. No caixão, sua mulher colocou o chapéu dele e a camisa da Odebrecht. O segredo do sucesso é a persistência Um de meus mentores foi minha avó, que perdeu o esposo com três anos de casada, grávida da terceira filha, e assumiu o compromisso de criar as filhas sozinha, trabalhando. Minha avó administrava uma pedreira, uma fazenda e um sanatório de pacientes de tuberculose. Ela sempre disse: Não pare, nunca se acomode, o ócio cria teia de aranha. Meu outro mentor foi meu pai; ele me ajudou a traçar minha carreira a vida inteira, vibrando com o que a gente fazia e com o que ainda tínhamos pela frente. Depois disso, na própria empresa, logicamente, Dr. Norberto, por essa cultura fantástica que ele criou, e essa forma desprendida de delegar e de confiar nas pessoas. Baiardi e Marco Cruz foram grandes líderes; aprendi com eles a liderar com confiança. Devo reconhecer também meu líder atual, Luiz Rocha, a quem agradeço pela relação de confiança plena e absoluta, pois assim posso liderar nossas equipes nos Estados Unidos. O segredo do sucesso, eu sempre falo, é a persistência. Se você perguntasse se eu faria tudo de novo, eu responderia que faria 10 vezes de novo, mudaria para todos os lugares, faria tudo o que eu fiz, mas tentaria fazer melhor. Definitivamente vale a pena. 88

91 Próxima edição: Gestão do Conhecimento RESPONSáVEL POR COMuNICAçãO EMPRESARIAL NA CONSTRuTORA NORBERTO ODEBREChT S.A. Márcio Polidoro Fundada em 1944, a Odebrecht é uma organização brasileira composta de negócios diversificados, com atuação e padrão de qualidade globais. Seus 150 mil integrantes estão presentes nas três Américas, na África, na Ásia e na Europa. RESPONSáVEL POR PROGRAMAS EDITORIAIS NA CONSTRuTORA NORBERTO ODEBREChT S.A. Karolina Gutiez COORDENADORES NAS áreas DE NEGóCIOS Nelson Letaif Química e Petroquímica Andressa Saurin Etanol e Açúcar Bárbara Nitto óleo e Gás Daelcio Freitas Engenharia Ambiental Sergio Kertész Realizações Imobiliárias Coordenadora na Fundação Odebrecht Vivian Barbosa COORDENAçãO EDITORIAL Versal Editores Editor José Enrique Barreiro Editor Executivo Cláudio Lovato Filho Arte e Produção Gráfica Rogério Nunes Projeto Gráfico e Ilustrações Rico Lins Editora de Fotografia Holanda Cavalcanti Tiragem exemplares Pré-impressão e Impressão Pancrom Redação: Rio de Janeiro (55) / São Paulo (55)

92 foto: Edu Simões O simples é difícil de fazer. Ser simples exige o domínio e a internalização de uma cultura eficaz TEO [Tecnologia Empresarial Odebrecht] 90

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