Crédito. Adm. Geral. Para que Estudar Análise de Investimento e Financiamento? Título da aula: Decisões de Investimento e Financiamento I

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1 Adm. Geral Prof. Marcelo dos Santos Título da aula: Decisões de Investimento e Financiamento I Para que Estudar Análise de Investimento e Financiamento? Garantir melhores decisões financeiras na empresa; Analisar Investimentos e manipular fluxos de caixa; Melhorar sua capacidade de planejar gastos; Crédito Segundo SCHRICKEL (2000): Crédito é todo ato de vontade ou disposição de alguém destacar ou ceder, temporariamente, parte de seu patrimônio a um terceiro, com expectativa de que esta parcela volte à sua posse integralmente, depois de decorrido o tempo estipulado.

2 Risco O termo risco, ou seja, a variabilidade ou dispersão em torno de um valor esperado, frequentemente é usada como sinônimo de incerteza. Risco De acordo com [GITMAN 97] "O risco em seu sentido fundamental, pode ser definido como a possibilidade de prejuízo financeiro.(...) Mais formalmente, o termo risco é usado como incerteza, ao referir-se à variabilidade de retornos associada a um dado ativo." Análise de crédito Há cerca de vinte anos, era comum se quantificar o risco de uma eventual inadimplência com base em análises subjetivas ou em sistemas especialistas bancários.

3 Análise de crédito Os analistas, solicitavam determinadas informações do tomador de empréstimos, também chamadas de os cinco Cs do crédito, e procuravam decidir se o solicitante mereceria ou não o empréstimo. Cinco Cs do Crédito Capital. Caráter. Colateral. Capacidade. Condições. 5 Cs Cinco Cs do Crédito capital = avaliação dos pontos fortes e fracos da posição financeira da empresa. caráter = o solicitante deveria possuir além dos recursos para pagar o empréstimo, a vontade para a quitação.

4 Cinco Cs do Crédito colateral = ou garantias associadas diretamente ao Empréstimo. capacidade = abordada em dois aspectos principais: dos gestores em conduzir o negócio e a instalaçao da empresa. Cinco Cs do Crédito condições = análise estratégica mais genérica da indústria na qual o solicitante se insere. Alguns autores, como Silva (1983), ainda incluiriam um sexto C, o do conglomerado, onde o crédito da empresa deveria ser analisado de forma conjunta para companhias coligadas. Modelos de análise de crédito MODELO LOGIT A análise com base no modelo logit usa um conjunto de variáveis contábeis para prever a probabilidade de inadimplência do tomador de empréstimo, assumindo que a probabilidade de inadimplência é distribuída logisticamente, ou seja, estatisticamente assume uma forma funcional logística, e é, por definição, forçada a cair entre 0 e 1(solvente ou insolvente).

5 Modelos de análise de crédito ANÁLISE DISCRIMINANTE A análise discriminante é uma ferramenta estatística que busca responder se um determinado elemento pertence a uma população X ou Y. Aplicada na análise de risco de crédito, procura encontrar uma função linear de variáveis contábeis e de mercado que melhor distinga dois grupos de classificação de tomadores de empréstimo - solventes e insolventes. Modelos de análise de crédito VAR VALUE AT RISK Um dos mais novos modelos desenvolvidos para a gestão de risco de crédito consiste na utilização da teoria do Value at Risk com instrumento de medição do grau de risco. O VaR consiste numa estimativa da perda máxima que uma carteira é capaz de apresentar durante um período de tempo, baseada no comportamento passado dos ativos que a compõe, ou seja, calculada em função de volatilidades e correlações anteriores. Resolução BACEN 2682 Classifica as operações de crédito em níveis crescentes de risco : AA A B C D E F G H

6 Resolução BACEN 2682 As instituições deverão efetuar provisões para devedores duvidosos conforme descrito abaixo : AA - 0% A 0,5% B 1 % C 3 % D 10% E 30% F 50 % G 70 % H 100% Dúvidas Análise de Investimento Muitas vezes dentro de uma empresa há necessidade de optar entre dois projetos de investimento, ou mesmo efetuar a análise de um projeto se é bom ou ruim.

7 Análise de Investimento As metodologias mais utilizadas no mercado para mensurar a qualidade de um projeto são : PAYBACK VPL => NPV TIR => IRR Payback Payback: Número de períodos necessários para recuperar o Investimento. Quanto Menor o Payback, Maior a Liquidez e Menor o Risco. Críticas: Não considera o valor do dinheiro no tempo. Ignora os fluxos após o Payback. Payback PROJETO SALDO PROJETO SALDO ANO S L PAYBACK 2 ANOS 3 ANOS? MESES? MESES

8 Cálculo do Número de Meses para Payback Divide-se o último saldo negativo pelo fluxo do ano que o investimento tornou-se positivo e multiplica-se por 12. PROJETO SALDO PROJETO SALDO ANO S L PAYBACK 2 ANOS 3 ANOS S => (100/300)x12 = 4 meses L => (200/600)x12 = 4 meses 4 MESES 4 MESES Valor presente líquido Soma dos valores do fluxo de caixa do projeto de investimento, atualizados por uma taxa de desconto. Tecnicamente é o melhor método. VPL = n t = 1 CF t ( 1 + k ) t - II VPL = NPV CF CF CF 1 2 n VPL= n II k ( 1 ) ( 1 k) ( 1 + k) II = Investimento efetuado no momento 0 Critério de Decisão: VPL > 0 => Aceitar VPL < 0 => Rejeitar

9 VPL => Para Investimento de $1.000 k = 9% Ano FC previsto VPL Como trazer um fluxo de caixa a valor presente? Lembrando que em fundamentos de finanças para calcularmos o valor presente utilizamos: VP = VF / (1 + i) n Portanto VP1 = 400 / (1 + 0,09) 1 VP1 = 366,97 VPL Ano k = 9% FC previsto (VPFC) = VP FC 366,97 673,34 386,09 283,37 194, ,76

10 VPL: aceitar ou rejeitar Soma (VPEC) = R$ 1.904,76 Investimento = R$ 1.000,00 VPL = Soma (VPEC) Investimento VPL = 904,76 => VPL > 0 => aceitar Dúvidas Taxa interna de retorno TIR = Taxas de juros que iguala a ZERO o VPL do projeto. Quanto Maior, Mais Atrativa. Restrições: Taxa de Desconto Constante. Possibilidade de Raízes Múltiplas. VPL FC 1 ( 1 i) 1 FC 2 ( 1 i) 2 FC n... ( 1 i) n II

11 TIR VPL = n t = 0 CF t ( 1 + TIR ) t - II = 0 Critério de Decisão Comparar com custo de capital (Ck) Aceitar : TIR >Ck Rejeitar : TIR < Ck Indiferença : TIR = Ck TIR Ano Fluxo de Caixa R$ (1.000,00) R$ 200,00 R$ 300,00 R$ 400,00 R$ 300,00 R$ 200,00 R$ 100,00 TIR As calculadoras financeiras efetuam o cálculo da TIR por iterações matemáticas, ou seja, por tentativa e erro, corrigindo sempre o valor da taxa para uma melhor aproximação do valor do VPL a zero.

12 Taxa 9% 10% 11% 12% 13% 14% 15% 16% 17% 18% VPL R$ R$ R$ R$ R$ R$ 3.32 R$ (22.04) R$ (46.42) R$ (69.86) R$ (92.40) Taxa 14, , , , , , , ,10 VPL 0,10 Dúvidas

13 O que é estoque? Acumulação armazenada de recursos materiais em um sistema de transformação. Nomenclaturas usadas em estoques LEAD TIME = Tempo entre a decisão de compra de um item e sua real liberação pelo controle de qualidade para inclusão no estoque, ou entrega à produção. Nomenclaturas usadas em estoques ESTOQUE DE SEGURANÇA = Quantidade mantida em estoque para suprir ocasiões em que a demanda é maior do que a esperada ou quando a oferta para repor estoque de matériaprima para fabricá-la é menor do que a esperada.

14 Sistema Padrão de Estoque I max Ponto de reposição Estoque de Segurança Lead time Tempo, T Lote Economico de Compra - LEC D = demanda por período. c1 = custo Administrativo. c2 = custo de manutenção do estoque por unidade e por período. Q = quantidade do pedido. Custo total Administrativo = (c1 x D) / q Custo de manutenção por período = (c2 x q) / 2 Custo total estoque = (c2 x q) / 2 + (c1 x D) / q Lote Economico de Compra - LEC C = c2q + c1 D derivando a função... 2 q dc = c2 - c1 D dq 2 q 2 Como derivada é a taxa de variação, temos a variação do custo total em função da quantidade.

15 Lote Economico de Compra - LEC Como queremos o ponto de mínimo custo na função custo total, a derivada deve ser igual a zero. dc = 0 dq c2 - c1 D = 0 LEC q = 2c1D 2 q 2 c2 Portanto o custo é mínimo quando o estoque for igual ao LEC. Estoque Cíclico Demanda fixa e previsível (D) Estoque médio Q D Entregas instantâneas à taxa de por pedido Q D Administração de Estoques LEC = tamanho do lote que minimiza os custos anuais totais de manutenção do estoque e processamento de pedidos. Modelo do lote econômico de compra: onde: S = demanda, em unidades, por período. LEC 2 * S * O C O = custo de pedir, por pedido. C = custo de manter estoque. Q = quantidade do pedido, em unidades.

16 Custos Relativos aos Estoques das Empresas Custo de Pedir: Custo de Manter Estoque: Custo Total: S CP O * Q Q CME C * 2 S Q CT O * C * Q 2 Exercício 1 Um fabricante de equipamentos utiliza unidades de um item por ano. Seu custo de pedir é de $50 por pedido e o custo de manter cada unidade em estoque é de $1 por ano. 2 * * 50 LEC Se a empresa emitir pedidos de 400 unidades, estará minimizando seu custo total de estoque. Boa Semana! Prof. Marcelo dos Santos Todas as imagens são originárias do banco de dados.

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