Política Nacional de Museus

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2 Política Nacional de Museus Lançada no primeiro ano do governo Lula, em maio de Atende a uma demanda antiga do setor museológico brasileiro. Visa à organização e o fortalecimento dos museus. Foi organizada em sete eixos programáticos que direcionam as ações do Ministério da Cultura na área museal.

3 Política Nacional de Museus Principais Diretrizes / Ações: GESTÃO E CONFIGURAÇÃO DO CAMPO MUSEAL Criação do Sistema Brasileiro de Museus (2004) Criação do Estatuto de Museus Lei (2009) Criação do Instituto Brasileiro de Museus IBRAM (2009) DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO AOS BENS CULTURAIS Museus comunitários em áreas de risco social / Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) FINANCIAMENTO E FOMENTO PARA MUSEUS Aumento de 581,8% no orçamento para a área museológica Criação de editais: MINC / IBRAM: Modernização de Museus e Mais Museus BNDES: Programa de Apoio a projetos de Preservação de Acervos CAIXA: Programa Caixa de Adoção de Entidades Culturais e Programa Caixa de Revitalização do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro PETROBRÁS: Programa Petrobrás Cultural

4 Política Nacional de Museus Principais Diretrizes / Ações: FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS Capacitação de mais de profissionais de museus por meio de oficinas diversas Criação de 10 novos cursos de graduação em Museologia, totalizando 11 cursos no país. INFORMATIZAÇÃO DE MUSEUS Criação da base de dados do Cadastro Nacional de Museus Criação da base de dados do Observatório de Museus e Centros Culturais Informatização de acervos museológicos em desenvolvimento AQUISIÇÃO E GERENCIAMENTO DE ACERVOS Museu Nacional de Belas Artes, Museu Histórico Nacional, Museu Imperial, Museu da República, Museu da Inconfidência, dentre outros. MODERNIZAÇÃO DE INFRA-ESTRUTURAS MUSEOLÓGICAS Processos de modernização em curso nos 29 museus do MinC / IBRAM. Edital de Modernização de Museus para museus que não pertencem ao MinC, independente de sua titularidade.

5 INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS Autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura, aprovada em dezembro de 2008 e sancionada em 20 de janeiro de 2009 pelo presidente Lula (Lei n.º ). O IBRAM tem como objetivo formular uma política cultural para todos os museus brasileiros não apenas os federais, melhorar os serviços do setor, aumentar a visitação e arrecadação dos museus, fomentar políticas de aquisição e preservação dos acervos e criar ações integradas entre os museus brasileiros. Com o IBRAM, o Brasil seguirá a tendência internacional na qualificação da gestão de museus e melhoria dos serviços para a população, se equiparando a países como França, Espanha e Portugal. Além disso o IBRAM consolidará o conjunto de ações e iniciativas fundamentais para que, cada vez mais, as instituições museológicas brasileiras se desenvolvam e ganhem mais espaço junto ao Governo e à sociedade, definindo esse campo como estratégico dentro das políticas públicas de cultura.

6 PRESIDÊNCIA DIRETORIA DE DIFUSÃO, FOMENTO E ECONOMIA DOS MUSEUS CHEFIA DE GABINETE PROCURADORIA FEDERAL ASSESSORIA AUDITORIA COORDENAÇÃO GERAL DE SISTEMAS DE INFORMAÇÕES MUSEAIS Promoção e Gestão da Imagem Institucional Coordenação de Acervos e Memória Fomento e Financiamento Coordenação de Tecnologia e Sistemas de Informação e Comunicação Coordenação de Difusão e Desenvolvimento de Parcerias Coordenação de Estudos Sócio Econômicos de Sustentabilidade Coordenação de Produção e Análise da Informação DIRETORIA DE PROCESSOS MUSEAIS Coordenação de Patrimônio Museológico DIRETORIA DE PLANEJAMENTO E GESTÃO INTERNA Orçamentária Financeira e Prestação de Contas Coordenação de Pesquisa e Inovação Museológica Coordenação de Tecnologia da Informação Coordenação de Museologia Social e Educação Coordenação de Gestão de Pessoas Coordenação de Arquitetura e Espaços Museais Coordenação de Recursos Logísticos e Licitações

7 ESTATUTO DE MUSEUS Lei n.º sancionada pelo presidente Lula da Silva em 14 de janeiro de O Estatuto prevê legislação específica para orientar e auxiliar as instituições museais em suas tarefas de rotina, com normas de preservação, conservação, restauração e segurança dos bens artísticos, tais como a obrigatoriedade de um plano museológico e de um programa de segurança. Além de criar normas gerais reguladoras, o Estatuto busca contribuir para uma definição mais ampla do conceito de museus, estabelece os procedimentos de criação de instituições museológicas, identifica suas funções e atribuições e regula atividades específicas. O instrumento também valida e fortalece o Sistema Brasileiro de Museus (SBM).

8 INVESTIMENTOS Criados instrumentos de fomento e financiamento diversificados com critérios públicos de seleção de projetos. O Ministério da Cultura e demais órgãos federais estabeleceram políticas de financiamento e fomento a museus, via Fundo Nacional de Cultura (FNC), Mecenato, Editais e programas de Ação de Entidades Culturais, da Caixa Econômica Federal, de apoio a projetos de Preservação de Acervos, do BNDES, e de Apoio à Cultura e ao Patrimônio, da Petrobras. O investimento na área de Museus saltou de R$24 milhões em 2003 para R$119,5 milhões em 2008.

9 INVESTIMENTOS Ano FNC/Tesouro Monumenta Mecenato* Total ,00 0, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,89 Fonte: Siafi, Salic e Monumenta

10 INVESTIMENTOS 2008 Ministério da Cultura Museus Lei Orçamentária Anual: R$ ,00 R$ , museus no país = R$ ,80 por Museu/Ano R$ ,00 29,7 milhões visitantes = R$1,43 por visitante

11 EDITAIS PARA A ÁREA MUSEOLÓGICA De 2004 a 2009, a política de editais e prêmios do IBRAM investiu cerca de R$ 45 milhões em 384 projetos de museus não vinculados ao Ministério da Cultura. Edital de Modernização - foram lançadas cinco edições do Edital de Modernização de Museus para apoio a projetos para aquisição de acervos museológicos, equipamentos e material permanente, de informática, segurança, iluminação, comunicação, mobiliários para exposição de longa duração e reservas técnicas. Edital Mais Museus - foram lançadas duas edições para apoio à criação de museus em cidades com até 50 mil habitantes que não possuem instituição museológica.

12 EDITAIS DE APOIO AOS MUSEUS 2004 a 2009 Total investido em editais R$ ,33 Total de projetos apoiados 384 Contemplados os 26 Estados e o Distrito Federal 46% cidades do interior e 54% capitais

13 CAPACITAÇÃO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL A preocupação com a qualificação dos profissionais de museus levou à criação do Programa Nacional de Formação e Capacitação em Museologia. De 2003 a junho de 2009 foram realizadas 458 oficinas, seminários e fóruns, com participantes. Curso: Documentação e informatização de acervos ministrado por Laura Abreu, museóloga e coordenadora técnica do Museu Nacional de Belas Artes, em Belém/ PA, de 20 a 22 de junho de 2005.

14 PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO DE MUSEUS PARA O TURISMO Tem como diretriz aumentar a atratividade dos museus frente ao público em geral, integrando-os ao circuito turístico cultural de modo a fortalecer essa modalidade de turismo no país. Irá estruturar os museus localizados nos municípios relacionados aos destinos indutores do desenvolvimento regional, definidos pelo Plano Nacional do Turismo , com foco nas cidadessede da Copa 2014, de forma a torná-los um atrativo aos visitantes e valorizados como equipamento cultural pela comunidade local. O programa é resultado de um esforço maior de integração interministerial entre os Ministérios do Turismo e da Cultura no sentido de atender as demandas relativas ao desenvolvimento e consolidação de regiões turísticas e do segmento de turismo cultural.

15 PONTOS DE MEMÓRIA Fruto de parceria entre os Programas Mais Cultura, do Ministério da Cultura e do PRONASCI (Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania), do Ministério da Justiça, tem como objetivo apoiar a criação de museus em comunidades caracterizadas pelo alto índice de violência. Trabalha na reconstrução e proteção da memória social e coletiva das comunidades a partir de seus moradores, suas origens, histórias e valores, criando condições para que a comunidade se transforme em protagonista de sua própria história. Nesse sentido, cada comunidade terá o seu Ponto de Memória, com características próprias. A expectativa é que a iniciativa se transforme numa referência para a comunidade e num ponto de dinamização das atividades culturais e socioeducativas locais. Exemplos de Pontos de Memória: Museu da Maré e Museu de Favela (MuF), ambos na cidade do Rio de Janeiro.

16 SEMANA NACIONAL DE MUSEUS Promovida desde 2003, no mês de maio, a Semana Nacional de Museus tem o intuito de integrar os museus brasileiros e intensificar sua relação com a sociedade. As sete edições somam eventos em instituições museológicas de todo o país, entre projetos educativos e culturais, visitas monitoradas gratuitas, palestras, seminários, projeções de filmes, oficinas, apresentações teatrais, espetáculos, gincanas e inúmeras outras atrações. Ano Tema Instituições participantes Eventos realizados 2003 Museus e amigos Museus e patrimônio imaterial Museus: pontes entre culturas Museus e público jovem Museus e patrimônio universal Museus como agentes de mudança social e desenvolvimento Museus e turismo

17 PRIMAVERA DE MUSEUS A iniciativa tem edição anual, na primavera, a fim de sensibilizar os museus brasileiros para temas amplos. A primeira edição, em 2007, contou com 874 eventos sobre o tema Museu, Memória e Vida. Já a segunda, tratou do tema Museus e o diálogo intercultural.

18 FORMAÇÃO EM MUSEOLOGIA Antes da Política Nacional de Museus só existiam duas universidades que ofereciam o curso: UNIRIO e UFBA. Devido a parcerias com universidades, atualmente 11 instituições brasileiras oferecem a graduação: Universidade Federal do Estado do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO); Universidade Federal da Bahia (UFBA); Universidade Federal de Pelotas (UFPEL); Fundação Educacional Barriga Verde (Febave); Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Universidade Federal de Sergipe (UFS); Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP); Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Universidade de Brasília (UnB); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); Pós-graduação ao nível de mestrado: Universidade Federal do Estado do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) Em fase de implantação: Universidade Universidade Universidade Universidade Federal Federal Federal Federal do Pará (UFPA); de Santa Maria (UFSM); do Paraná (UFPR); de Minas Gerais (UFMG).

19 CONFERÊNCIA GERAL DO ICOM EM 2013 O Rio de Janeiro foi eleito em 10 de junho, na sede da UNESCO, em Paris, como cidade-sede da 23º Conferência Geral do Conselho Internacional de Museus (ICOM), que será realizada em julho de 2013, com a participação de cerca de quatro mil profissionais da área museológica. Com o tema Museus (memória + criatividade = mudança social), o Rio de Janeiro venceu a eleição com 53,2% dos votos, contra os 32,1% de Milão e 14,7% de Moscou. As propostas foram apresentadas e votadas por representantes de 170 comitês nacionais e 30 comitês internacionais de Estudos do ICOM. A realização no Brasil se reveste de importância especial, tendo em vista que a Conferência Geral do ICOM só foi realizada na América Latina uma única vez, na cidade de Buenos Aires, em A próxima Conferência será realizada em Xangai, em 2010, quando o Brasil receberá a bandeira do Conselho, simbolizando seu status de nova sede.

20 PROGRAMA IBERMUSEUS Instituição de uma política museológica para os 22 países ibero-americanos / cerca de 10 mil museus Objetivos: troca de experiências; criação de um fundo de desenvolvimento formação de uma rede ibero-americana de museus; mecanismos multilaterais de cooperação; ações conjuntas no domínio dos museus e da museologia nos países da Ibero-América.

21 Perfil do Setor Museológico museus bens culturais preservados mil empregos diretos

22 Criação de Museus no Brasil 2003 a 2008 = 214 novas instituições sec a 1911 a 1921 a 1931 a 1941 a 1951 a 1961 a 1971 a 1981 a 1991 a 2001 a XIX

23 Visitação dos museus brasileiros aumento de 196,6% do público em museus * * Projeção para o ano

24 Distribuição geográfica dos museus brasileiros

25 Museus presenciais mapeados por Região Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul

26 Museus presenciais mapeados por Unidade da Federação Regiões Sudeste e Sul PR SC 51 0 ES MG RJ SP RS

27 Museus presenciais mapeados por Unidade da Federação Região Nordeste AL BA CE MA PB PE PI RN SE

28 Museus presenciais mapeados por Unidade da Federação Regiões Norte e Centro- Oeste AC AM AP PA RO RR TO DF GO MS MT

29 Nº DE MUNICÍPIOS COM MUSEUS Brasil: municípios N de municípios com museus: ,75% dos municípios brasileiros possuem um museu.

30 SEDE CENTRAL: SBN Qd. 02 Edifício Central Brasília Brasília DF CEP: Tel SEDE RIO DE JANEIRO: Rua da Imprensa, 16 sala 701 Centro Rio de Janeiro RJ Cep: Tel / /

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