EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SERGIPE

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1 EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ FEDERAL DA VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SERGIPE AÇÃO CIVIL PÚBLICA O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por seu Procurador da República, vem respeitosamente ante Vossa Excelência, com apoio no art. 129, III da Constituição Federal e disposições similares da Lei Complementar 75/93 e da Lei 7.347/85 (Lei da Ação Civil Pública), propor AÇÃO CIVIL PÚBLICA com pedido de antecipação de tutela em face da UNIÃO FEDERAL, do ESTADO DE SERGIPE e do MUNICÍPIO DE ARACAJU, pelos motivos de fato e de direito adiante expostos. DOS FATOS A Procuradoria da República no Estado de Sergipe instaurou o procedimento administrativo em anexo (Proc. Adm. n.º / ), a partir da representação oferecida pela senhora Maria Luzia Torres Alcântara, no dia 19 de abril do corrente ano, versando sobre as gravíssimas dificuldades que vem enfrentando para realizar o tratamento da alergia alimentar múltipla de que sofre sua filha, a menor Ananda Louise Torres Alcântara, nascida em 20/07/

2 Informou, às fls. 02, a representante: que sua filha desde a mais tenra idade tem apresentado um quadro de saúde difícil, sendo internada várias vezes apresentado vômitos, dores abdominais, sangramentos digestivos, diarréias, desidratação e anorexia. Que segundo laudos médicos a criança sofre de uma alergia a múltiplas proteínas e que o mais indicado seria o uso do composto hidrolisado descrito no receituário em anexo. Que esse produto é o único alimento que a sua filha pode usar, pois quando é introduzida nova alimentação sua filha apresenta novos sangramentos, sendo a declarante obrigada a suspender a nova alimentação. Que o consumo mensal é de 20 latas. Que desde os sete meses de vida sua filha usa o produto em questão. Que em razão da impossibilidade financeira que declarante tem em adquirir o produto, pois o mesmo é importado da Alemanha, se dirigiu à Secretaria de Estado da Saúde para que aquela Secretaria fornecesse o produto. Que a Secretaria desde junho de 2003 vinha fornecendo o produto de forma irregular... Que tal situação é insuportável, pois a declarante e sua família não podem custear a compra de tais produtos, em razão do alto valor... Trouxe com a representação documentos comprobatórios da precariedade da saúde da menor Ananda (fls. 04 e seguintes), bem como da prescrição da alimentação especial pelo médico assistente: Vem tendo como base de alimentação Hidrolisado Proteico PREGOMIN desde junho de 2001 e deverá ser mantido por tempo indeterminado. O consumo mensal é de aproximadamente 20 latas da fórmula alimentar. (fl. 04) Às fls. 06, vê-se que o médico solicitou, em 13 de abril de 2004, a realização dos exames de colonoscopia e biópsias de reto, sigmóide, cólon e íleo terminal, em razão do grave quadro clínico da menor, que apresentou colite, hiperflagia nodular linfóide e sangramento de difícil controle. 2

3 Instada a se manifestar, a Secretaria de Estado da Saúde, através do Ofício n.º 898/2004, informou que:... o produto solicitado, denominado comercialmente de Pregomin, não é um medicamento excepcional, sobre os quais discorre a Portaria 1.318/GM, de 23 de julho de 2002, anexa a este processo, e mesmo que o fosse, esta só contempla medicamentos com fins descritos claramente em seu texto e tabela descritiva, e não há nenhuma citação em seus artigos sobre alergias alimentares. Não existe nenhuma portaria Ministerial que contemple a doação desse tipo de alimento por parte da Secretaria de Estado da Saúde, conseqüentemente, a mesma não dispõe de nenhum tipo de repasse ou fundo destinado à compra do mesmo. Em 07 de maio próximo passado, a representante compareceu novamente à Procuradoria da República, prestando as seguintes declarações: Que requer a juntada aos autos da notícia que ora apresenta acerca do Processo n.º , em trâmite na 1ª Vara Federal de Chapecó, Seção Judiciária de Santa Catarina, em que foi concedida liminar obrigando os entes federados a fornecer a todas pessoas carentes os medicamentos necessários ao tratamento de saúde; Que uma lata de Pregomin custa cerca de R$ 150,00 (cento e cinqüenta reais), totalizando o tratamento mensal o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais); que é cabeleireira e possui renda mensal em torno de R$ 500,00 (quinhentos reais), não tendo, por conseguinte, condição de adquirir o medicamento; Que as últimas latas de Pregomin que foram fornecidas pela SES no final do mês de abril são suficientes apenas para os próximos cinco dias; Que, diante da recusa da Secretaria da Saúde em fornecer a alimentação, não sabe o que fazer, pois qualquer outra 3

4 alimentação que for ministrada a sua filha causa vômitos, dores abdominais e sangramento interno. Assim, restou evidenciado que na via administrativa foi negado à menor o direito de tratamento da saúde, sob a alegação de que a alimentação especial de que necessita não pode ser considerada como medicamento, não estando, pois, contemplada pela portaria do Ministério da Saúde que rege a matéria. DO DIREITO A Constituição Federal estabeleceu os fundamentos do direito à saúde no Brasil, garantindo o acesso universal e integral às ações de saúde, a serem promovidas pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Neste sentido, estabelece a Carta Maior: Art A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. E, ainda: Art As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I descentralização, com direção única em cada esfera de governo; II atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais; III-... 4

5 Infraconstitucionalmente, a Lei n.º 8.080/90 estabelece que a atuação do Estado no que tange à Saúde será prestada através do Sistema Único de Saúde SUS (art. 4º), dispondo, em seu art. 2º, que a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício, através da execução de políticas econômicas e sociais que visem à redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Neste mesmo sentido, o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu art. 11, caput, e 2º, estabelece que: Art. 11. É assegurado atendimento médico à criança e ao adolescente, através do Sistema Único de Saúde, garantido o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde.... 2º Incumbe ao poder público fornecer gratuitamente àqueles que necessitarem os medicamentos, próteses e outros recursos relativos ao tratamento, habilitação ou reabilitação. Vê-se, assim, que tanto o legislador constitucional quanto infraconstitucional determinaram aos poderes públicos o atendimento integral à saúde, não fazendo em nenhum momento restrição aos medicamentos ou forma de tratamento a serem utilizados. Desta maneira, não poderia a União Federal editar portaria com caráter tão restritivo, deixando de contemplar situações como a presente, em que se necessita de alimentação especial como única forma de tratamento de saúde. 5

6 Ora, é evidente que a alimentação especial indicada pelos médicos possui a natureza de medicamento. Com efeito, o fornecimento de quaisquer outros alimentos causa reações alérgicas gravíssimas à paciente, podendo inclusive levá-la à morte. Até mesmo o significado da palavra medicamento se coaduna com a finalidade para qual o alimento especial lhe foi indicado. No Dicionário Aurélio, medicamento significa Substância que objetiva curar doença ou paliar efeito(s) dela. Está evidenciado que o Estado, nas suas três esferas, está violando o direito assegurado constitucionalmente à saúde da menor em questão, bem como de quaisquer outras pessoas que se encontrem na mesma situação. Neste sentido, recentemente o STJ afastou a aplicação das delimitações estabelecidas pela Lei n.º 9.313/96 para o fornecimento de medicamentos para tratamento da AIDS: ADMINISTRATIVO. MEDICAMENTOS PARA TRATAMENTO DA AIDS. FORNECIMENTO PELO ESTADO. OBRIGATORIEDADE. AFASTAMENTO DA DELIMITAÇÃO CONSTANTE NA LEI N.º 9.313/96. DEVER CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. 1. Recurso especial interposto contra v. Acórdão que entendeu ser obrigatoriedade do Estado o fornecimento de medicamentos para portadores do vírus HIV. 2. No tocante à responsabilidade estatal no fornecimento gratuito de medicamentos no combate à AIDS, é conjunta e solidária com a da União e do Município. Como a Lei n.º 9.313/96 atribui à União, aos Estados ao Distrito Federal e aos Municípios o dever de fornecer medicamentos de forma gratuita para o tratamento de tal doença, é possível a imediata imposição para tal fornecimento, em vista da urgência e conseqüências acarretadas pela doença. 3. É dever constitucional da União, do Estado, do Distrito Federal e dos Municípios o fornecimento 6

7 gratuito e imediato de medicamentos para portadores do vírus HIV e para tratamento da AIDS. 4. Pela peculiaridade de cada caso e em face de sua urgência, há que se afastar a delimitação no fornecimento de medicamentos constante na lei n.º 9.313/ A decisão que ordena que a Administração Pública forneça aos doentes os remédios ao combate da doença que sejam indicados por prescrição médica, não padece de ilegalidade. 6. Prejuízos iriam ter os recorridos se não lhes for procedente a ação em tela, haja vista que estarão sndo usurpados no direito constitucional à saúde, com a cumplicidade do Poder Judiciário. A busca pela entrega da prestação jurisdicional deve ser prestigiada pelo magistrado, de modo que o cidadão tenha, cada vez mais facilitada, com a contribuição do Poder Judiciário, a sua atuação em sociedade, quer nas relações jurídicas de direito privado, quer nas de direito público. 7. Precedentes da 1ª Turma desta Corte Superior. 8. Recurso improvido. (RESP n.º , STJ, Primeira Turma, Relator: Min. José Delgado, j. Em 21/06/01, p. DJ em 03/09/01, p. 159.) Saliente-se que a Secretaria de Estado da Saúde reconhece a necessidade e adequação da alimentação prescrita para este caso de alergia alimentar tanto que por algumas vezes já a disponibilizou (fls. 19) -, furtando-se ao seu fornecimento por entraves meramente burocráticos, tais como a falta de recursos específicos para tal aquisição e a não previsão na relação de medicamentos oficiais. Por outro lado, a União Federal efetua repasses para a aquisição de medicamentos especiais, não havendo razão legítima a justificar a limitação quanto aos medicamentos a serem adquiridos, bem como quanto a 7

8 aquisição de alimentos especiais, indispensáveis à sobrevivência de pacientes que somente deles possam se alimentar. DA LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM 129, III, dispõe que: A Constituição Federal de 1988, em seus arts. 127, caput, e Art O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesse sociais e individuais indisponíveis. Art I -... II-... III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. A Lei Complementar 75/93, por sua vez, no art. 6º, VII, c, dispõe que compete ao Ministério Público da União a promoção do inquérito civil e da ação civil pública para a proteção dos interesses individuais indisponíveis, difusos e coletivos, relativos às comunidades indígenas, à família, à criança, ao adolescente, ao idoso, às minorias étnicas e ao consumidor. Desta forma, vê-se que possui o Ministério Público Federal legitimidade para atuar na defesa de direitos e interesses individuais indisponíveis, tais como o direito à saúde e mesmo à vida, como é o caso dos autos. No presente caso, a omissão estatal está colocando em risco a vida da menor Ananda Louise Torres Alcântara, pois resta evidente que, se não lhe for fornecido o composto indicado pelos médicos, advirão graves prejuízos a sua saúde, colocando-a em risco de vida. 8

9 Ressalte-se que, além da menor Ananda, quaisquer pessoas que venham a necessitar do fornecimento da alimentação especial, terão seu pleito denegado pela Secretaria de Estado da Saúde. Em caso semelhante ao presente, o TRF da 4ª Região, no julgamento do Agravo de Instrumento n.º /SC, reconheceu a natureza difusa do direito à saúde. No voto proferido pelo Desembargador Relator foi acolhido o parecer do representante do MPF, que asseverou: Preliminarmente, no que se refere à alegação de ilegitimidade do Ministério Público para atuar no pólo ativo da relação processual, deve-se frisar que a presente ação visa a defender interesse coletivos, relacionados à preservação da saúde pública. O fato de constar o nome da paciente Janice Galvão Germiniano no dispositivo do despacho de fls. 21/21, não invalida o interesse difuso e coletivo constante da ação, pois requer o Ministério Público, na inicial, o fornecimento gratuito e ininterrupto, através da Secretaria de Saúde do Município de Chapecó, a todos doentes que, porventura, necessitarem, de medicamento, independente desse constar na lista oficial do Ministério da Saúde. DA LEGITIMIDADE PASSIVA A legitimidade passiva da União Federal, do Estado de Sergipe e do Município de Aracaju decorre da característica de unicidade do sistema de saúde (art. 196, CF). Assim, os gestores, nas três esferas de governo, podem ser demandados para o cumprimento das ações/serviços que lhes cabe implementar. A União Federal repassa verbas à Secretaria Estadual de Saúde para a aquisição de medicamentos excepcionais, muitas vezes de valor elevado, tendo, contudo, informado esta última que o produto em questão não estaria incluído na Portaria n.º 1.318/GM, de 23 de julho de 2002, do Ministério da Saúde. Essa restrição, de acordo com tudo o que foi exposto, parece-nos absolutamente inaceitável do ponto de vista jurídico. 9

10 Por outro lado, compete ao Estado de Sergipe, através de sua Secretaria específica, a execução do fornecimento dos medicamentos excepcionais, tendo, contudo, no presente caso, denegado atendimento à paciente já referida. Por fim, o município tem papel preponderante no Sistema Único de Saúde, cabendo-lhe a priori todas as ações de saúde, sejam preventivas ou de recuperação. Apesar de não constar dos autos, a mãe da menor Ananda também procurou a Secretaria Municipal de Saúde, que chegou a lhe fornecer algumas latas do produto, mas sem a regularidade necessária ao tratamento. Os réus, como integrantes e gestores do Sistema Único de Saúde, são partes legítimas para integrarem o pólo passivo da presente demanda, vez que a decisão proferida produzirá efeitos jurídicos sobre cada um deles. DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL Como é cediço, a competência da Justiça Federal está estabelecida no art. 109 da Constituição Federal, cabendo-lhe processar e julgar as causas em que a União, entidade ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidente de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. O interesse da União no presente feito decorre (1) da realização de repasses de recursos federais ao Estado de Sergipe na área da saúde, inclusive especificamente para aquisição de medicamentos diversos e especiais, e (2) da limitação imposta pela Portaria n.º 1.318/GM, do Ministério da Saúde. Por outro lado, os tribunais pátrios já adotaram o entendimento que a presença do Ministério Público Federal na lide firma a competência da Justiça Federal para processar e julgar o feito. Vejamos: PROCESSUAL CIVIL- MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PARTE COMPETÊNCIA. 10

11 - Se o Ministério Público Federal é parte, a Justiça Federal é competente para conhecer do processo. ( CC , STJ, 1ª Seção, Relator Ministro Humberto Gomes de Barros). - Agravo provido. (Agravo de Instrumento , Terceira Turma, Rel. Desemb. Federal Ridalvo Costa, pub. no DJ d 01/10/2003, pág. 750) DA ANTECIPAÇÃO DA TUTELA O fumus boni juris exsurge de toda a documentação trazida aos autos pela genitora da menor, comprobatórias da sua situação clínica, demonstrando de forma inequívoca a necessidade do fornecimento do composto hidrolisado protéico PREGOMIN para a subsistência. Ademais, a Secretaria de Estado da Saúde em momento algum refuta a necessidade de dito alimento para a nutrição da menor, tanto que, em algumas oportunidades, chegou a disponibilizá-la. O periculum in mora está caracterizado pela necessidade premente do alimento em questão para a nutrição da menor, sendo o único que não lhe causa nenhuma alergia. Segundo as declarações prestadas pela genitora da menor na Procuradoria da República, no dia 07 de maio do corrente, a quantidade que ainda lhe resta acabará nos próximos dias e a mesma não possui condições financeiras para adquiri-la (fls. 45). DOS PEDIDOS ANTE O EXPOSTO, requer o Ministério Público Federal: I) a concessão da tutela antecipada, tendo em vista a gravidade e urgência do caso, inaudita altera pars, determinando à União, ao Estado de Sergipe e ao Município de Aracaju, de forma solidária, o fornecimento gratuito e ininterrupto, através da Secretaria de Estado da Saúde, à menor Ananda Louise Torres Alcântara do 11

12 composto hidrolisado protéico denominado PREGOMIN, na quantidade indicada pelo médico assistente, no prazo máximo de 05 (cinco) dias, sob pena de multa diária a ser fixada por Vossa Excelência, sendo a quantia revertida para o Fundo de Defesa de Direitos Difusos; II) após, a notificação da União Federal, do Estado de Sergipe e do Município de Aracaju, para, querendo, pronunciarem-se, nos termos do art. 2º da Lei n.º 8.437/92; III) a citação do réus para, querendo, no prazo legal, responderem à presente ação; IV) ao final, a condenação definitiva da União, do Estado de Sergipe e do Município de Aracaju, de forma solidária, ao fornecimento gratuito e ininterrupto, através da Secretaria de Estado da Saúde, à menor Ananda Louise Torres Alcântara do composto hidrolisado protéico necessário a sua alimentação ou outro que vier a ser indicado, enquanto houver prescrição médica; V) ao final, a condenação definitiva da União, do Estado de Sergipe e do Município de Aracaju, de forma solidária, ao fornecimento, gratuito e ininterrupto, da alimentação prescrita pelos médicos assistentes aos pacientes portadores de alergia alimentar múltipla, cujas famílias não tenham meios financeiros para custeá-la; VI) a fixação de multa diária, a cada um dos réus, no valor a ser determinado por Vossa Excelência, para o caso de descumprimento da sentença, sendo a quantia revertida para o Fundo de Defesa de Direitos Difusos. Protesta provar o alegado por todos os meios admitidos em Direito, que serão especificados no momento processual oportuno. 12

13 Dá-se à causa o valor de R$ 2.400,00. Nestes Termos Pede Deferimento. Aracaju(SE), 14 de maio de PAULO GUSTAVO GUEDES FONTES Procurador da República 13

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