CAIXA ECONÔMICA FEDERAL GOVERNANÇA CORPORATIVA

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2 1. INTRODUÇÃO 1.1 A CAIXA A Caixa Econômica Federal é uma instituição financeira sob a forma de empresa pública, vinculada ao Ministério da Fazenda. Instituição integrante do Sistema Financeiro Nacional e auxiliar da execução da política de crédito do Governo Federal, a CAIXA se sujeita às decisões e à disciplina normativa do órgão competente e à fiscalização do Banco Central do Brasil. Presente no dia-a-dia da população como braço operacional de políticas de desenvolvimento do Estado, a CAIXA tem compromisso histórico e uma gestão corporativa contemporânea - que se traduzem em honestidade, respeito, responsabilidade e transparência - na condução dos negócios, nos relacionamentos com as partes interessadas e na prestação de contas de suas atividades. Conforme disposto em seu Estatuto, a administração da CAIXA deve respeitar os princípios relativos à aplicação de regras de governança corporativa. Nesse sentido, as relações entre os órgãos de decisão e gestão da CAIXA subordinam-se aos principais preceitos de Governança Corporativa: definição clara das atribuições, competências e responsabilidades dos diferentes fóruns e áreas e seus gestores; identificação formal de fóruns e áreas responsáveis pelas áreas estratégicas, executivas e operacionais da CAIXA; definição de mecanismos de articulação entre fóruns, áreas e seus gestores, para viabilização das diretrizes estratégicas e alcance dos objetivos corporativos e operacionais definidos CONGLOMERADO CAIXA O Conglomerado CAIXA, grupo de empresas formado pela instituição financeira CAIXA e suas participações diretas e indiretas, busca otimizar seu desempenho a partir da captura de ganhos originados da integração junto às suas participações. Os investimentos da CAIXA são geridos pela CAIXA Participações S/A (CAIXAPAR), e suas alocações identificadas como parcerias de longo prazo e de caráter estratégico. Nesse contexto, destacam-se as parcerias de caráter estratégico-comercial, como: Banco Pan (consignado, veículos, habitação segmento alta renda e seguros); CAIXA Seguros (seguros, capitalização, previdência e saúde); Elo, Vale Presente e CIELO (cartões); CAIXA Crescer (microfinanças); 2

3 parcerias com perfil de suporte às operações da CAIXA, como a Capgemini (TI) e a TecBan (rede de atendimento); Branes (suporte na captura e tratamento de operações de crédito); Habitar (rede de correspondentes para habitação). 2. NA CAIXA 2.1 CONCEITO O modelo de Governança Corporativa da CAIXA é convergente com o disposto no Decreto 6.021/2007, que cria a Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), e define Governança Corporativa como o conjunto de práticas de gestão envolvendo, entre outros, os relacionamentos entre acionistas ou quotistas, conselhos de administração e fiscal ou órgãos com funções equivalentes, diretoria e auditoria independente, com a finalidade de otimizar o desempenho da empresa e proteger os direitos de todas as partes interessadas, com transparência e equidade, com vistas a maximizar os resultados econômico-sociais da atuação das empresas estatais federais. 2.2 MODELO A Governança Corporativa é um dos elementos do Modelo de Gestão da CAIXA e permite a definição e organização das atribuições e das relações entre os agentes de governança, promovendo maior agilidade, responsabilização e assertividade no processo decisório, além de avanços significativos no processo de gestão, como forma de garantir: alinhamento às boas práticas de governança corporativa; aprimoramento do relacionamento com órgãos de controle e fiscalização, órgãos da administração, sociedade, empregados e clientes; disciplinamento das atribuições e relações entre os órgãos e demais atores da administração; monitoramento dos negócios de forma mais granular; efetividade dos foros de governança; economia no esforço decisório, com clara responsabilidade de decisões nos fóruns; disciplina na abordagem de temas críticos para a CAIXA; gestão adequada dos temas inerentes aos negócios e funções da CAIXA; 3

4 alinhamento estratégico das decisões e ações; visibilidade na gestão de temas estratégicos e operacionais. Nesse contexto, são aplicadas regras de governança corporativa que privilegiem a deliberação colegiada, ágil e descentralizada, por meio da constituição de fóruns internos, de nível estratégico, tático ou operacional. O objetivo é que garantam agilidade, qualidade e segurança e favoreçam necessária sinergia entre as áreas, como forma de evitar o conflito de interesses e resguardar os interesses da CAIXA e de suas subsidiárias. Assim, há equilíbrio entre decisões colegiadas e a autonomia individual dos gestores da CAIXA e de suas subsidiárias, por meio de mecanismos de responsabilização pelas decisões tomadas, mediante: instrumentalização da decisão estratégica; organização dos níveis decisórios, retirando pressão operacional de fóruns estratégicos; organização de agenda de trabalho e de decisão estratégica; visão dos temas essenciais à gestão, com construção de agenda para seu tratamento. 2.3 ESTRUTURA DE GOVERNANÇA DA CAIXA ÓRGÃOS COLEGIADOS São órgãos colegiados da CAIXA: I. Órgãos de administração, que compartilham a representação orgânica e a gestão da CAIXA, cujas competências e atribuições estão detalhadas no Estatuto: a) Conselho de Administração, órgão de orientação geral dos negócios e serviços da CAIXA, responsável pela definição das diretrizes, desafios e objetivos corporativos e pelo monitoramento e avaliação de seus resultados. b) Conselho Diretor, que responde, entre outras competências, por conduzir a execução da estratégia da CAIXA e fixar alçadas em seu âmbito de atuação. c) Conselho de Gestão de Ativos de Terceiros, órgão colegiado deliberativo, responsável pela gestão e representação da CAIXA quanto à gestão de ativos de terceiros. d) Conselho de Fundos Governamentais e Loterias, órgão colegiado responsável pela gestão e representação da CAIXA quanto à administração ou operacionalização das loterias federais e dos fundos instituídos pelo Governo federal, incluído o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 4

5 II. Comitês delegados do Conselho Diretor, órgãos de caráter deliberativo e propositivo, formados pelo Presidente e por Vice-Presidentes, que têm como missão agilizar o processo decisório da CAIXA em temas de sua competência, no sentido do cumprimento dos objetivos empresariais e alcance da Visão de Futuro. III. Órgãos de apoio à gestão, os quais, agindo sinérgica e integradamente, respondem por decisões táticas, operacionais e administrativas, observadas suas competências e alçadas, e subsidiam a tomada de decisão pelos dirigentes da CAIXA: a) Comitê de Auditoria: regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional, tem por finalidade acompanhar e fortalecer as atividades de auditorias internas e externas e de controles internos e externos, reportando-se ao Conselho de Administração, em consonância com a legislação vigente. b) Comitê de Remuneração: regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional, vincula-se ao Conselho de Administração e suas competências estão relacionadas com a política de remuneração de administradores da CAIXA. c) Comitê de Prevenção Contra os Crimes de Lavagem de Dinheiro: órgão autônomo de caráter deliberativo, com a finalidade de opinar e deliberar, observadas as suas atribuições e abrangência do tema, sobre matérias que tratem da prevenção e combate contra os crimes de lavagem de dinheiro no âmbito da CAIXA. d) Comitê de Compras e Contratações: órgão autônomo de caráter deliberativo, com a finalidade de opinar e decidir, nos limites de sua competência, sobre as compras e as contratações com dispensa ou inexigibilidade de licitação, nos termos da legislação específica, e opinar sobre a deflagração de processos licitatórios cuja alçada seja do Conselho Diretor. e) Comitê de Avaliação de Negócios e Renegociação: órgão autônomo e de caráter deliberativo, a quem compete opinar e decidir, nos limites de sua competência alçadas, sobre as concessões de crédito, realização de negócios, renegociações e aquisições em Programa de Arrendamento Residencial. f) Comissão de Ética: órgão autônomo de caráter deliberativo, com a finalidade de orientar, aconselhar e atuar na gestão sobre a ética profissional dos dirigentes e empregados da CAIXA, e no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, cabendo-lhe ainda deliberar sobre condutas antiéticas e sobre transgressões das normas da CAIXA levadas ao seu conhecimento. IV. Conselho Fiscal, órgão de controle e fiscalização dos atos dos administradores e verificação de seus deveres legais e estatutários. Esses órgãos colegiados têm seu funcionamento regulamentado por regimentos internos, dos 5

6 quais constam sua finalidade e competências, composição, modelo de funcionamento, forma de assessoramento, procedimentos e obrigações dos membros DIRIGENTES E ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS A CAIXA possui os seguintes dirigentes: Presidente; Vice-Presidentes; Diretores Executivos; Diretor Jurídico. São atribuições específicas dos dirigentes da CAIXA: I. Presidente: representante da CAIXA em juízo ou fora dele, podendo para tanto constituir prepostos e mandatários e conferir-lhes poderes e prerrogativas, segundo disponham a lei e as normas internas, bem como exercer poderes de direção executiva, dentre outras atribuições. II. Vice-Presidentes: representantes da CAIXA em juízo ou fora dele e, em especial, em assuntos relacionados à Vice-Presidência de atuação, responsáveis por executar e fazer executar as deliberações do Conselho Diretor, do Conselho de Gestão de Ativos de Terceiros e do Conselho de Fundos Governamentais e Loterias, observada sua área de atuação, e exercer as atribuições operacionais no âmbito da Vice-Presidência. Além dos Vice-Presidentes que integram o Conselho Diretor, a CAIXA conta com dois Vice- Presidentes, que respondem exclusivamente pelas áreas segregadas, a saber: gestão de ativos de terceiros e administração ou operacionalização das loterias federais e dos fundos instituídos pelo Governo Federal, nestes incluído o FGTS. Esses Vice-Presidentes não integram o Conselho Diretor e não respondem pelas demais atividades da CAIXA e pelas deliberações daquele Colegiado. As atividades das Vice- Presidências segregadas são desenvolvidas em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Conselho de Gestão de Ativos de Terceiros e Conselho de Fundos Governamentais e Loterias, respectivamente. III. Diretores Executivos: responsáveis, dentre outras atribuições, por coordenar a elaboração da estratégia e, depois, a sua execução, bem como administrar, supervisionar e coordenar as atividades da Diretoria e unidades sob sua responsabilidade, na busca dos resultados estabelecidos pelos órgãos da administração. IV. Diretor Jurídico: responsável, dentre outras atribuições, por representar judicialmente a CAIXA, na forma do Estatuto. 6

7 2.3.3 DESENHO DO MODELO DE GOVERNANÇA DA CAIXA A figura a seguir espelha o modelo de governança da CAIXA: 7

8 2.3.4 DOCUMENTOS DE GOVERNANÇA A CAIXA adota os seguintes documentos de governança corporativa: I. Estatuto: elaborado em conformidade com a legislação vigente relacionada com instituições financeiras e empresas estatais Leis, Decretos, Resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN), Resoluções da CGPAR, entre outros, o Estatuto da CAIXA consolida o conjunto de regras e diretrizes de caráter geral que têm por função definir as linhas de orientação do funcionamento da Empresa. II. Políticas de Atuação CAIXA: a atuação e a tomada de decisão da administração da CAIXA são guiadas por conjuntos de princípios e diretrizes denominados Políticas de Atuação, as quais são elaboradas, aprovadas, formalizadas e implementadas em obediência a critérios e regras estabelecidos pelo Conselho Diretor e Conselho de Administração. a) É de se registrar a Política de Governança Corporativa da CAIXA e suas Subsidiárias, que estabelece princípios e diretrizes para nortear as práticas de gestão da CAIXA e de suas subsidiárias, considerando as partes interessadas e envolvidas na atuação do Conglomerado CAIXA, a saber: Governo, sociedade, clientes, empregados, parceiros e fornecedores, órgãos de administração da CAIXA, Comitês delegados do Conselho Diretor, Conselho Fiscal, demais órgãos colegiados internos, empresas subsidiárias, órgãos de controle e fiscalização. b) Destaque-se, ainda, a Política do Conglomerado CAIXA, que estabelece orientações para a gestão, a realização de investimentos e as contratações no âmbito do Conglomerado, abrangendo o relacionamento comercial e a governança entre a CAIXA e as empresas integrantes do Conglomerado. III. Regime de Alçadas: conjunto de valores que definem os limites atribuídos à decisão da autoridade competente, em função da natureza da operação (concessão de créditos, compras e contratações, realização de negócios, entre vários outros), com vistas ao ordenamento dos negócios da CAIXA. Os limites de alçadas são aprovados pelo Conselho Diretor e pelos Conselhos das Vice-Presidências segregadas, em seus respectivos âmbitos de atuação INSTRUMENTOS DE GOVERNANÇA São utilizados pela CAIXA os seguintes instrumentos de governança: I. Sistema de Manuais Normativos: tem por objetivo assegurar aos colaboradores o acesso tempestivo aos normativos para o exercício de suas atribuições. Nele estão armazenadas e disponíveis as informações normativas padronizadas e estruturadas a todas as unidades da CAIXA e da CAIXAPAR. II. Roteiro Padrão: ferramenta que permite assegurar compliance no desenvolvimento e no 8

9 lançamento de produto, serviço, operação ou fundo de investimento, bem como no processo de elaboração e publicação de normativos que necessitem de qualificação e/ou validação das áreas envolvidas. III. Instrumentos e Ferramentas de Gestão, Controle e Fiscalização, a exemplo de Balanços e Demonstrativos, Matriz de Conformidade, Gestão de Riscos, Sistema de Controles Internos, Relatório de Sustentabilidade e Balanço Social. IV. Página da Governança: área do sítio da CAIXA na Internet com o objetivo de agregar as ações relacionadas à governança corporativa e disseminar informações importantes sobre o assunto. 3. ATUALIZAÇÃO DAS PRÁTICAS DE A adoção de melhores práticas em governança corporativa tem possibilitado à CAIXA responder aos desafios centrais das organizações modernas: integrar as dimensões social, econômica e ambiental, na busca da sustentabilidade, por meio do desempenho empresarial responsável, que prioriza a transparência, a responsabilidade socioambiental, o ambiente de controle, a eficiência e a ética na geração de valor para a sociedade. Para a CAIXA, boas práticas de governança devem ser continuamente aprimoradas. Assim, o monitoramento dessas práticas é realizado, de forma a avaliar a necessidade de atualizações em seu modelo de Governança Corporativa. 9

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