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1 22 de Junho de 2015 Em DiA Associado atualizado com as notícias do setor Nesta Edição 02 Destaque Câmara de Alimentos elege vice-presidente A FORÇA DA INDÚSTRIA DA CARNE MINEIRA Informe Tributário Legislação Trabalhista Material de limpeza gera créditos de PIS e Cofins para empresa de alimentos Prestadoras de serviço de portaria por cessão de mão de obra estão impedidas de aderir ao Simples Nacional Momento da cobrança do ICMS/Importação Dilma sanciona lei que limita acesso ao seguro- -desemprego Fator Previdenciário Convite Rotas para o Futuro: Saúde e Segurança no Trabalho Rua Bernardo Guimarães, 63/3º andar - Funcionários - Cep BH/MG Fone: (31)

2 Destaque Colegiado foi reativado este ano para ampliar representatividade do setor A Câmara da Indústria de Alimentos da FIEMG elegeu no dia 18/06, em reunião na sede da entidade, seu vice-presidente, o diretor do Sindicato da Indústria de Laticínios no Estado de Minas Gerais (Silemg), Ricardo Cotta Ferreira. no Instituto estão desenvolvimento de novos produtos, melhoria da qualidade e de processos produtivos, aproveitamento de resíduos e subprodutos, adequação de embalagens, suporte à legislação de produtos, entre outros. O colegiado foi reativado este ano para dar voz às demandas do segmento, ampliar os canais de representatividade e traçar estratégias para o desenvolvimento do setor. A Câmara é dirigida por Cássio Braga dos Santos, que também preside o Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Carnes e Derivados e do Frio de Minas Gerais. Na pauta da reunião, além da eleição, foram apresentadas as soluções tecnológicas oferecidas pelo Instituto de Alimentos e Bebidas do Centro de Inovação e Tecnologia SENAI Campus Cetec para a cadeia produtiva. Entre os serviços que podem ser encontrados 2

3 Informe Tributário Material de limpeza gera créditos de PIS e Cofins para empresa de alimentos A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu o direito de uma empresa do setor de alimentos a compensar créditos de PIS e Cofins resultantes da compra de produtos de limpeza e desinfecção e de serviços de dedetização empregados no estabelecimento. A decisão reformou acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que considerou que os produtos de limpeza, desinfecção e dedetização têm finalidades outras que não a integração do processo de produção e do produto final. Para o tribunal regional, tais produtos são usados em qualquer tipo de atividade que exige higienização, não compreendendo o conceito de insumo, que é tudo aquilo utilizado no processo de produção e/ou prestação de serviço, em sentido estrito, e integra o produto final. No STJ, a empresa alegou que esses itens deveriam ser considerados insumos porque o não cumprimento das exigências sanitárias em suas instalações poderia acarretar diretamente a impossibilidade da produção e a perda de qualidade do produto vendido. Essencialidade O relator, ministro Mauro Campbell Marques, votou a favor da pretensão da empresa. Segundo ele, o termo insumo deve compreender todos os bens e serviços pertinentes ao processo produtivo e à prestação de serviços, que neles possam ser direta ou indiretamente empregados e cuja subtração importe na impossibilidade mesma da prestação do serviço ou da produção, isto é, cuja subtração obste a atividade da empresa ou implique substancial perda de qualidade do produto ou serviço. O relator levou em consideração o critério da essencialidade, destacando que a assepsia do local, embora não esteja diretamente ligada ao processo produtivo, é medida imprescindível ao desenvolvimento das atividades em uma empresa do ramo alimentício. Não houvesse os efeitos desinfetantes, haveria a proliferação de micro-organismos na maquinaria e no ambiente produtivo, que agiriam sobre os alimentos, tornando-os impróprios para o consumo, disse. Para o ministro, o reconhecimento da essencialidade não deve se limitar ao produto e sua composição, mas a todo o processo produtivo. Se a prestação do serviço ou a produção depende da aquisição do bem ou serviço e do seu emprego, direta ou indiretamente, surge daí o conceito de essencialidade do bem ou serviço para fins de receber a qualificação legal de insumo, concluiu o ministro. Fonte: STJ - Superior Tribunal de Justiça cias/compra-de-material-de-limpeza-gera-cr%c3%a9ditos-de- -PIS-e-Cofins-para-empresa-de-alimentos 3

4 Informe Tributário Prestadoras de serviço de portaria por cessão de mão de obra estão impedidas de aderir ao Simples Nacional Foi publicado no Diário Oficial da União, de 11 de junho de 2015, o Ato Declaratório Interpretativo RFB n.º 7 que veda a opção pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional) pelas pessoas jurídicas prestadoras de serviço de portaria por cessão de mão de obra. Conforme a norma, o serviço de portaria não se confunde com os serviços de vigilância, limpeza e conservação. O ato normativo esclarece, ainda, que o serviço de portaria se enquadra na regra prevista no inciso XII do artigo 17 da Lei Complementar n.º 123/2006, regra esta que veda o recolhimento dos impostos e contribuições na forma do Simples Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte que realize cessão ou locação de mão-de-obra. Sendo assim, ficam modificadas as conclusões em contrário constantes em Soluções de Consulta ou em Soluções de Divergência emitidas antes da publicação da norma em referência, independentemente de comunicação aos consulentes. Ressaltamos que as indústrias tomadoras do serviço em questão são responsáveis solidárias e devem fiscalizar as prestadoras de serviços a fim de garantir o correto recolhimento dos impostos e contribuições. Momento da cobrança do ICMS/Importação Foi publicada a Súmula Vinculante 48 do Supremo Tribunal Federal, cuja redação é: Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro. O fato gerador do ICMS importação é, por óbvio, a própria importação. Em que pese a clareza da redação do artigo 12, inciso IX da Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir) eram frequentes as demandas no Poder Judiciário quanto ao momento em que ocorre a efetiva importação e, consequentemente, o fato gerador do imposto. Art. 12. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento: (...) IX - do desembaraço aduaneiro de mercadorias ou bens importados do exterior Como o fato gerador ocorre com o despacho aduaneiro, a jurisprudência entende que é exatamente neste momento que incide o ICMS. Daí ter sido editada referida súmula. Desta forma a Corte confirma o teor do artigo 12, inciso IX da Lei Complementar 87/96 (Lei Kandir), acabando de vez com as divergências quanto ao momento de cobrança do ICMS na importação que estavam sendo debatidas no Judiciário, já que a Súmula Vinculante é instrumento jurídico que possui força de lei, possuindo efeito erga omnes (contra todos), vinculando todos outros tribunais e juízes, bem como a Administração Pública, Direta e Indireta. 4

5 Legislação Trabalhista Dilma sanciona lei que limita acesso ao seguro-desemprego INFOTRAB Nº 14 - Junho 2015 A presidente Dilma Rousseff sancionou a Medida Provisória número 665, que restringe o acesso a direitos trabalhistas como o seguro-desemprego. A MP, agora convertida na Lei /2015, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (17). Para fazer jus ao seguro-desemprego pela primeira vez, o beneficiário deve ter recebido salários de pessoa jurídica ou de pessoa física há pelo menos 12 (doze) meses nos últimos 18 (dezoito) meses imediatamente anteriores à data de dispensa. Quando se tratar da segunda solicitação, o período é de pelo menos 9 (nove) meses de salários nos últimos 12 (doze) meses imediatamente anteriores à data de dispensa e para as demais solicitações, 6 (seis) meses de salário imediatamente anteriores à data de dispensa. A íntegra da nova Lei poderá ser consultada através do link: 26data%3D17%2F06%2F2015 Fator Previdenciário INFOTRAB Nº 16 - Junho 2015 Foi publicada no DOU desta quinta-feira (18), a Medida Provisória 676, que trata do cálculo da aposentadoria. A norma determina que o segurado que preencher o requisito para a aposentadoria por tempo de contribuição poderá optar pela não incidência do fator previdenciário quando, na data do requerimento, o total resultante da soma de sua idade e de seu tempo de contribuição for igual ou superior a 95 pontos para homens, observando o tempo mínimo de contribuição de 35 anos; ou igual ou superior a 85 pontos para as mulheres, com o tempo mínimo de contribuição de 30 anos. O fator previdenciário é o mecanismo que reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contri- buição antes de atingir 65 anos (homens) ou 60 (mulheres). Prevê ainda a MP que, a fórmula usada para calcular a aposentadoria irá variar progressivamente de acordo com as expectativas de vida da população brasileira. Assim, as somas de idade e de tempo de contribuição previstas serão majoradas em um ponto em 1º de janeiro de 2017, 1º de janeiro de 2019, 1º de janeiro de 2020, 1º de janeiro de 2021 e 1º de janeiro de A íntegra da MP poderá ser consultada através do link: 26jornal%3D1%26pagina%3D3%26totalArquivos%3D104 5

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