Ambiente Virtual de Aprendizagem: Uma Experiência no Ensino de Administração

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1 ! "$#&%' () *'+,(-. / #6*'798 Ambiente Virtual de Aprendizagem: Uma Experiência no Ensino de Administração Michael Samir Dalfovo 1 Túlio Kleber Vicenzi 2 Maria José Carvalho de Souza 3 Resumo: Este artigo apresenta contextos ligados a Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA s) utilizando recursos que apóiem e se enquadrem no processo de ensino aprendizagem. Mais especificamente, vêm a tratar de informações que podem constar e estrutura de AVA s. Foi realizada uma pesquisa exploratória com usuários do AVA- FURB, ambiente virtual de aprendizagem da Universidade Regional de Blumenau, objeto deste estudo, em uma experiência no Ensino de Administração. O método adota foi qualitativo a fim de obter informações sobre a percepção e análise de AVA s, mais especificamente o AVA-FURB. Como resultado se percebeu forte ligação com a teoria adotada, visto que, obtiveram-se confirmações e aspectos que podem auxiliar outras instituições na adoção e forma de trabalho com AVA s no Ensino de Administração. Palavras-Chave: Ambientes virtuais de aprendizagem. Ensino. AVA-FURB. Abstract: This article presents tied up contexts you Set it learning management systems (LMS s) using resources that support and if in the process of teaching learning. More specifically, they come to negotiate of information that can consist and structure of LMS s. An exploratory research was accomplished with users of AVA-FURB, virtual atmosphere of learning of the Regional University of Blumenau, object of this study, in an experience in the Teaching of Administration. The method adopts it was qualitative in order to obtain information on the perception and analysis of LMS s, more specifically AVA-FURB. As resulted noticed strong connection with the adopted theory, because, they were obtained confirmations and aspects that can aid other institutions in the adoption and it forms of work with LMS s in the Teaching of Administration. Key words: Learning management systems. Teaching. AVA-FURB. 1 Universidade Regional de Blumenau - FURB 2 Universidade Regional de Blumenau FURB 3 Universidade Regional de Blumenau - FURB

2 1. Introdução A Era da Informação marcou o início do Terceiro Milênio em que todo tipo de texto, imagem e som, enfim as mídias se transformaram em bytes. Livro, jornal impresso, rádio, cinema, televisão - que sempre tiveram vida própria - agora convergem para a mesma plataforma digital. A informática vem sendo reinventada a toda hora, na qual faz parte importante da vida das pessoas acontecem em ambientes virtuais, principalmente na gestão do conhecimento. Desde a década de 80 pode-se verificar o avanço da informática e seu uso nas instituições de ensino, principalmente com o advento da Internet no início dos anos 90. Pesquisador como Testa (2005), defendem o uso das novas tecnologias na educação, pois as novas tecnologias de informação podem ser consideradas como recursos chave na construção do conhecimento, logo, inovando o método dos processos de aprendizagem a fim de deixá-los mais eficazes. Pode-se perceber em algumas bibliográficas novos avanços na era da informação ou era do conhecimento (NONAKA; TAKEUCHI, 1997). Novas tecnologias vêm sendo inseridas no ensino como suporte a comunicação e informação. Em Almeida; Moran (2005), a telemática proporcionou outras formas de ensinar e aprender, formais ou informais, individuais ou coletivas, em modalidade presencial, semi-presencial ou a distância. De acordo com Filatro (2004), essas tecnologias se abrangem em temas como educação mediada por computador, educação a distância e ambientes virtuais de aprendizagem. O último será objeto deste estudo. Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem AVA s começam a invadir de forma consistente o ambiente educacional da educação tecnológica. Esta talvez, por sua especificidade, ou pressionada por demandas mais altas de qualificação profissional iniciam a incorporação de maneira arrojada desta tecnologia. Faz-se importante repensar a educação em novas perspectivas, estabelecer ou pesquisar em que aspectos estas novas tecnologias interferem na dinâmica do processo pedagógico. De buscar uma educação do olhar pedagógico sobre o que está realmente acontecendo em nossas salas de aula tecnológicas, laboratórios e oficinas de escolas técnicas, colégios técnicos indústrias, centros tecnológicos e universidades. Reduzir a problemática a uma interpretação de servilismo às demandas de mercado Ramos (2001) limitaria a análise. Já que esta tecnologia invade a sala de aula, deve-se buscar novos horizontes e práticas pedagógicas que potencializem o aprender neste novo contexto. As novas relações que se estabelecem ao adotarmos a Internet como ambiente de apoio à aprendizagem remetem os educadores a uma nova postura comunicacional e pedagógica. Acreditamos que este novo caminho passa, impreterivelmente, pela experimentação pessoal do professor em formação ou atualização tecnológica. Para Azevedo (2001) pode-se definir este processo como um processo de conversão pedagógica, ou seja, um período de ambientação on-line.

3 De acordo com Testa (2005) mesmo que as relações entre tecnologias e educação sejam muito discutidas atualmente, ainda percebe-se uma dificuldade ao tratar os conceitos básicos. Sendo assim, a denominada educação on-line compreende em ações sistemáticas formadas de hipertexto e redes de comunicação interativa, para locála em conteúdos educacionais além de promover a aprendizagem, não influenciando tempo e lugar. Têm-se como principal característica da educação on-line a mediação tecnológica pela conexão em rede. Entende-se neste sentido como rede, intranet, extranet e internet. Conforme Dalfovo (2004), intranet são as conexões em rede internas dentro de uma organização, ainda define extranet como a rede que liga uma organização a outra organização, também conhecido na gestão administrativa como o businness to businness (B2B). Já internet, mais usual, entende-se de maneira geral a conexão de tudo com tudo por um servidor. Pode-se dizer pela grande força que a tecnologia exerce hoje sobre a sociedade, que a nova geração já está habituada e acompanha os avanços da tecnologia, pois o uso da informática na educação, de acordo com Palloff; Pratt (1999, p. 30), fazem com que o aluno tenha maior desempenho on-line do que na sala tradicional. [...]. Uma pesquisa conduzida por um dos autores indica que uma pessoa introvertida provavelmente terá melhor desempenho on-line, dada a ausência das pressões sociais que existem nas situações presenciais. Em contrapartida, as pessoas extrovertidas podem ter maior dificuldade de se fazerem notar em um ambiente on-line, algo que fazem mais facilmente quando o contato é direto. 2. Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA s) As soluções tecnológicas aplicadas na sala de aula, em especial a Internet e a World Wide Web, podem ser abordadas como soluções na elaboração e desenvolvimento de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA s), flexibilizando a interação, possibilitando o ensino a distância (EaD), que conforme o Projeto de Lei nº 1.258c de 1988, artigo 84, a EAD pode ser definida como uma forma de ensino que se baseia: no estudo ativo, independente e que "possibilita ao estudante a escolha de horários, da duração e do local de estudo, combinando a veiculação de cursos com material didático de auto-instrução e dispensando ou reduzindo a exigência da presença", como também pode ser utilizado de forma presencial (TESTA, 2005). As tecnologias quando aplicadas ao ensino enfocam no processo de aprendizagem, geralmente centradas no aluno, porém pode-se considerar também necessária uma análise de quanto e como estão sendo aplicadas, a fim de obter controle, flexibilizar a aprendizagem e gerar novos conhecimentos. Os AVA s que são formados por vários recursos agem podem agir como mediatizadores da aprendizagem, sendo a análise de sua utilização toda uma didática a fim de explorar a interação e a gestão do conhecimento. Cada recurso em um AVA possui certas peculiaridades e funções determinadas que possam se enquadrar em diversos momento durante o uso no processo de aprendizagem. Em Peters (2003); Penterich (2005), apresenta como outras denominações também conhecidas de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA s), que na literatura inglesa são conhecidos como Learning Content Management Systems (LCMS)

4 Sistemas Gerenciadores de Conteúdo e Aprendizagem na Web, ou Learning Management Systems (LMS), Learning Management Systems Sistemas Gerenciadores de Aprendizagem na Web. Para facilitar este estudo foi adotado o termo utilizado em português. Por meio da internet alguns recursos de comunicação começaram a ser utilizados, tanto de forma síncrona, ou seja, em tempo real, como assíncrona, com flexibilização do tempo. Em Kane (1995), coloca-se como recursos de interação chat s (Bate-papo), fóruns, blogs, listas de discussão (e-groups), web conference, e comunidades virtuais abordado em Palloff; Pratt, (2002). A reunião destes recursos em uma única plataforma via web, originou os primeiros AVA s. A partir do advento de AVA s a interação entre os agentes envolvidos no processo de aprendizagem, poderia ser intensificada a gestão do conhecimento, a fim de tornar o tácito em explícito (NONAKA; TAKEUCHI, 1997). Peters (2003), aponta que os AVA s podem ser utilizados em modalidades presencial e a distância. O autor ainda afirma que os AVA s auxiliam tanto para uma aprendizagem independente quanto para a formação de comunidades de aprendizagem (PALLOFF; PRATT, 2005). Esta aprendizagem se dá por meio de diferentes mídias, bem como: (palavras, páginas, imagens, animações, gráficos, sons, clipes de vídeo entre outros) (SILVA, 2003; ANDERSON; FATHI, 2005, PETERS, 2003; ALMEIDA; MORAN 2005). Silva (2003); Peters (2003), afirmam na utilização de Tecnologias da Informação da Comunicação podem tanto ter uma abordagem mais tradicional como também podem trabalhar de forma mais colaborativa, logicamente, construtivista (VIGOTSKY, 2001) e sócio-cultural (FREIRE, 2004). Os AVA s permitem as duas formas de utilização, sendo que o professor é que desempenhará, ou melhor, mediatizará a utilização do ensino no processo de aprendizagem (VIGNERON; OLIVEIRA, 2005). Em Barbosa (2005), são apresentados alguns AVA s já consagrados com seus relatos de experiências, bem como: Teleduc (2005), Aulanet (2005), WebCT (2005) entre outros. Percebe-se que cada vez mais as universidades vêm desenvolvendo seus próprios AVA s com utilização de sistemas como o Moodle (2005), software livre, e projeto Learn Space (2005), estilo consórcio. As ações do professor dentro do AVA podem se dar no mesmo sentido que o próprio AVA deve agir, ou seja, estimular a construção no sentido pessoal e social do conhecimento pelas interações e intervenções quando for o caso, a fim de controlar, ou até avaliar o cronograma do conteúdo e instrução, com os aprendizes tomando ritmo e direção do processo (PALLOFF; PRATT, 2002). Outro aspecto levantado por Testa (2005) é que os AVA's podem também ser compreendidos por algumas de suas características: Tempo: refere-se ao tempo em que ocorre a instrução; Local: refere-se a localização física para a instrução;

5 Espaço: refere-se ao conjunto de materiais e recursos disponíveis ao estudante; Tecnologia: refere-se ao conjunto de ferramentas utilizadas na distribuição de materiais para a aprendizagem e na facilitação da comunicação entre os participantes; Interação: refere-se ao grau de contato e de troca educacional entre estudantes e dos estudantes com os instrutores; Controle: refere-se a quanto o estudante pode controlar o andamento das atividades de aprendizagem. Nos ambientes virtuais de aprendizagem encontram-se grupos de professores e alunos interagindo com objetivos educacionais. É possível, baseado no estudo da estrutura operatória de valores e regras, da sociologia de pequenos grupos esboçada por Jean Piaget (1990), compreender a teoria operatória de valores qualitativos. Segundo Costa; Dimuro (2002) nesta teoria, as regras sociais (normas e leis) servem a finalidade de determinar e manter o equilíbrio moral (e econômico) das trocas que ocorrem no sistema. Eles demonstraram a viabilidade de analisar as interações em sistemas computacionais através do aporte de Piaget (1996). Pode-se dizer que Ambientes Virtuais de Aprendizagem consistem, portanto, em uma opção de mídia dentro da área de EaD, mas que também pode ser trabalhado no presencial como software educativo, possibilitando por meio da internet (TESTA, 2005): O acesso a dados, informações e conhecimentos, por meio de recursos e materiais didáticos; Um espaço que pode ser denominado de bilbioteca, na qual podem ser inseridos vários documentos, tenham sido gerados por alunos ou professores; Dinamizam a comunicação entre os participantes do processo de forma síncrona e assíncrona; Fornecem ferramenta para a gestão administrativa e pedagógica do próprio ambiente. De maneira geral pode-se dizer que o desempenho de um AVA está ligado a (TESTA, 2005): Diagnóstico como sistema de informações de identifica perfil do usuário na qual se pretende trabalhar, investimento e principalmente a tecnologia disponível e acessível para utilização no processo de ensino aprendizagem; Design Tendo como diretrizes o conteúdo, o material didático e forma de apresentação, na qual possui como alicerce as mídias; Implementação Mais especificamente a realização do plano de ensino e de aula, assim como o uso; Avaliação Controlar e analisar constantemente a administração e o processo de aprendizagem a fim de que o objetivo proposto no projeto de um

6 cursos se torne no mínimo realidade, sabendo-se da vantagem de superação de metas. Estas informações podem ser estabelecidas por questionários, entrevistas, pesquisa documental, observação participativa, grupos de discussão. Ambientes Virtuais de Aprendizagem provêm recursos para dispor grande parte dos materiais didáticos nos mais diferentes formatos, além de possibilitar a interação entre os participantes dos cursos. A equipe de desenvolvimento de um AVA em sua maioria é formada pela multidisciplinaridade e interdisciplinariadade, ou seja: designer instrucional, designer gráfico, programador, conteudista, web roteirista, web designer, ilustrador, a fim de atender e ter uma metodologia no desenvolvimento e implantação do AVA (TESTA, 2005). Os recursos em um ambiente possibilitam a utilização de todos os participantes envolvidos no processo de ensino aprendizagem, seja individual, em cooperação ou em colaboração. Filatro (2004) afirma que a escolha dos recursos disponíveis da internet pode ser realizada com base nas determinações pré-estabelecidas pelo Designer instrucional que atende ao perfil específico dos usuários e a proposta pedagógica do curso, como já citado anteriormente. Os recursos tecnológicos utilizados em AVA s, podem ser findados nas seguintes bases: comunicação e colaboração, controle, administrativo e ajuda. Testa (2005), autor ainda especifica: Comunicação e colaboração: Fórum: Sistema de comunicação assíncrona; Chat on-line: Provê ferramenta de comunicação síncrona; Disponibiliza um sistema de comunicação assíncrona de mensagens; Ambiente Colaborativo 2D e /ou 3D: ferramenta de comunicação síncrona que integra chat e quadro branco para desenho conjunto (2D) e/ou ambiente VRML para passeio virtual conjunto (3D). Estas ferramentas visam apoiar atividades de resolução de exercícios e problemas, discussões com intervenções de tutores e monitores. Editor Wiki: Possibilita o trabalho conjunto de criação de textos. Processofólio: Disponibiliza um ambiente virtual único para colocação de arquivos de grupo visando desenvolvimento de trabalhos conjuntos. Controle: Acesso a notas de trabalhos e exercícios; Servidor de arquivos de trabalhos e exercícios desenvolvidos Acesso ao histórico de conteúdos visitados; Acesso ao número de participações em fóruns e chats; Acesso a grupos de trabalhos. Administrativo: Editor on-line para uso administrativo de publicação de notas, histórico de disciplinas cursadas; Controle de cadastro e pagamentos. Catálogo de Cursos: Possui ferramenta administrativa para listagem de novos cursos;

7 Agenda de Cursos: Possui ferramenta administrativa para controle de atividades em uma determinada data; Criação e controle de grupos dentro das turmas. Ajuda: Mapa do site Busca de Páginas: Disponibiliza para os alunos busca das páginas do site, através de ferramentas de busca via web e ferramentas de buscas análogas a uma máquina de busca local. contato com professor/tutor contato com apoio técnico contato com monitor contato com secretaria tutorial do sistema AVA. Pode-se perceber que nem todos os AVA s possuem toda esta estrutura, assim como também se percebe que grande suporte dos mesmos encontra-se nas mídias. Critérios de Avaliação Em Fathi (2005), percebe-se uma preocupação com a avaliação de AVA s, tendo alguns critérios para uma análise: Abordagem pedagógica; Conteúdos curriculares; Construção de conhecimento; Comunicação síncrona e assíncrona; Cooperação e colaboração. 3. METODOLOGIA A pesquisa deste trabalho caracteriza-se como exploratória de caráter qualitativo utilizando como instrumento de coleta de dados a participação e percepção dos alunos perante o AVA-FURB utilizado na disciplina em modalidade semi-presencial. A população foi considerada a amostra devido ao número de participantes da disciplina. Foi utilizado como ferramenta de trabalho pelos alunos pesquisadores, o Ambiente Virtual de Aprendizagem da FURB, como forma de avaliar as situações e o modelo do ambiente para o ensino a distância. Nos meses de junho, julho e agosto foram ministrados a disciplina de Novas Tecnologias aplicadas ao ensino da administração, para duas turmas distintas do Programa de Mestrado de Administração sendo usado esse ambiente virtual para a interação entre professor e alunos. 4. AVA-FURB Uma das fases mais significantes do projeto de Integração do Ambiente de Aprendizagem dar-se-á através da integração com o sistema acadêmico da universidade, a partir dele todas as atividades de ensino e aprendizagem passarão por uma reavaliação

8 e reestruturação, compreendendo uma nova concepção do acesso, utilização e controle do sistema acadêmico diretamente com os estudantes. A primeira etapa consistiu na integração da base de dados acadêmicos da Universidade ao ambiente de aprendizagem, onde automaticamente os dados dos estudantes relativos às disciplinas nas quais estão inscritos, serão incorporadas ao ambiente e o controle de acesso e credenciamento dar-se-á diretamente pelo sistema acadêmico, com previsão de integração para o semestre 2. No segundo passo o estudante terá acesso ás informações relativas às notas e freqüências e ao plano de ensino informatizado, com previsão para semestre 4. E em breve todas as informações relativas à biblioteca também se integrarão ao ambiente, com previsão de integração parcial para o semestre 5. Isto se torna extremamente relevante para a universidade, pois possibilitará a integração total das bases de dados, priorizando a disponibilidade de informações aos estudantes, gerando um diferencial competitivo para a instituição. De acordo com a figura01, percebe-se o design e as últimas notícias relacionadas ao próprio ambiente. Por exemplo: Em agosto de 2005, foram contabilizados acessos, sendo destes, por parte dos professores e por parte dos alunos. Na figura 02, ilustra-se a visão do aluno quando logado, na qual aparecem as salas ao qual o mesmo está cadastrado, como também quadro de avisos com últimas atividades realizadas na plataforma. Figura 01: Página Inicial do AVA-FURB Fonte: AVA-FURB (2005).

9 Figura 02: Página Inicial do AVA-FURB com login do aluno. Fonte: Usuário (2005) Para melhor ilustrar este relato apresentam-se abaixo algumas telas do AVA com login de usuário. Na figura 03, demonstra o recurso texto colaborativo, denominado na universidade como TudoJunto. Este recurso possibilita a interação entre os usuários na formação de um texto.

10 Figura 03: Página do AVA-FURB, com login do usuário do recurso tudo junto (texto colaborativo). Fonte: Domingues (2005) A figura 04 apresenta o recurso galeria de imagens, sendo que tanto alunos como professor permita a postagem. No caso específico foram colocadas as fotos das apresentações dos alunos.

11 Figura 04: Página do AVA-FURB, com login do usuário da galeria de imagens. Fonte: Domingues (2005). Pode-se perceber com a figura 5 que o aluno e professor disponibilizam informações com os recursos postagem de material, fazendo links a arquivos que se encontra em um repositório, bem como links a outras páginas de internet. Figura 05: Página do AVA-FURB, com login do usuário do recurso postagem de material. Fonte: Domingues (2005). Na figura 06 é apresentado o recurso fórum temático com os tópicos a serem discutidos com algumas perguntas chave.

12 Figura 06: Página com login do usuário do recurso fórum temático. Fonte: Domingues (2005). A figura 07 demonstra a colaboração de um usuário em um dos tópicos referentes ao AVA-FURB. Neste item obteve-se algumas contribuições ao questionar em relação ao AVA o que mais marcou?, O que gostou?, O que pode ser melhorado?, O que achou da mediação?: O que mais marcou? O que mais marcou para mim é a interação e a centralização do conhecimento de todos os agentes envolvidos no processo de ensino aprendizagem, bem como por ser um ambiente que aceita várias mídias. O que gostou? Gostei da flexibilização que o Ambiente também proporciona de tempo e espaço, assim como o utilizar não somente a distância, como também de suporte ao ensino presencial. O que pode ser melhorado? Os relatórios de uso, as sessões encerradas de chats, poderiam no caso do AVA- FURB ficarem disponibilizadas aos alunos também. O chat também poderia funcionar com VOZ sobre IP e VIDEO sobre IP. Trabalhar com editor de conteúdo multimídia, pois até o momento o AVA-FURB, dispõe do recurso TEXTO COLABORATIVO, ou seja, poderiam ter ferramentas na qual o aluno pudesse criar o próprio material. O que achou da mediação? A mediação no ambiente foi muito interessante pois foram deparados até com problemas que a tecnologia pode ainda nos apresentar. Por exemplo: Em nosso primeiro chat, o AVA-FURB não estava on-line, sendo assim, tínhamos um plano B, e utilizamos um software livre, o SKYPE. Isto demonstra o quanto é importante ter um planejamento em aulas a distancia. Outro fator foi de que sempre fomos avisados pelo e avisos

13 do AVA sobre novas datas e fluxo dos trabalhos. Desta forma, o aluno não se sente desamparado ao meio das TIC S Participante 01. O que mais marcou? A utilização das ferramentas... Nunca tinha tido acesso a um ambiente de aprendizagem antes. O que gostou? Mais gostei foi do chat. O que pode ser melhorado? Ao meu ver nada Participante 02. Antes desta disciplina, para mim o AVA era somente um lugar onde você deixava os arquivos para os alunos baixarem em casa. Agora vejo o grande diferencial que podemos tomar dentro de uma disciplina. Gostei das criticas que podíamos postar deixar nossos recados nos fóruns, a integração entre os alunos, podendo estar a km de distância, mas estando muito próximo no sentido de ensino e aprendizagem a distância. o ambiente poderia ser mais utilizado pelos outros professores. Participante 03. Já utilizava o AVA para as disciplinas que leciono, entretanto, depois da disciplina descobri que tudo que acontece no contexto das aulas é possível através do AVA. Atualmente, deixo o material para os alunos e o mesmo material é utilizado nas projeções com recursos multimídia. Todos os trabalhos realizados pelas equipes alunos são disponibilizados no AVA para que todos tenham acesso, além de nos comunicarmos pelo quadro de avisos. Em síntese: Acho super válido tratar e utilizar este importantíssimo assunto/recurso nesta disciplina. Participante 04. Um perfeito canal de comunicação se estabeleceu com a utilização desta ferramenta. Por meio do AVA, interagimos com professores e colegas trocando materiais e opiniões. No caso desta disciplina específica, mesmo tendo chegado ao final, a sensação é de continuidade, pois a nossa inovadora professora, tem sempre uma novidadezinha para lançar... Participante 05. A utilização de tecnologias como estratégia de ensino, traduz as novas realidades da educação no mundo. A utilização do AVA reflete esta tendência. A visão que foi construída neste estudo possibilitou uma melhor utilização da ferramenta na instituição onde leciono. Participante 06. Adoro utilizar o AVA para ter acesso as disciplinas, pois a troca de informações é muito rápida. Por meio dele, podemos ter acesso as referencias e materiais das disciplinas, além de trocas idéias com os alunos por meio do chat, fórum e s. O ambiente é bastante completo, pois possibilita a inserção de materiais pelos discentes. O único problema do AVA é a criação de uma cultura de utilização por parte dos alunos. Participante 07. O que mais marcou? O que mais marcou para mim é que o AVA é mais conhecido como um espaço planejado para favorecer a educação, proporcionando, por exemplo: Conteúdos teóricos Material para leitura Conexões para outros endereços Simulações Exercícios e Atividades Campo para anotações Quadro de avisos Mecanismos de interatividade ( s, por exemplo), entre outros. O que gostou? Bem, um Ambiente Virtual de Aprendizagem ideal... a meu ver: integra vários sistemas; permite aprendizagem individual e em grupo; é flexível; - motiva a

14 participação, a discussão e a produção intelectual; propicia novas conexões e aprofundamentos; estabelece uma aprendizagem significativa; é fácil de navegar. O que pode ser melhorado? Proporcionar mais mídias na utilização de aulas on-line, como vídeos, voz, entre outras opções que a tecnologia oferece. E nem sempre, por exemplo, nos finais de semana, conseguimos acessar o AVA. O que achou da mediação? Muito interessante, com alguns pontos a serem identificados para a melhoria do ensino-aprendizagem. Figura 07: Página de um usuário no recurso fórum, na qual se questionou em relação ao AVA: o que mais marcou? O que gostou? O que pode ser melhorado? O que achou da mediação? Fonte: Domingues (2005). 5. Considerações Finais A intenção deste artigo foi a de mostrar a importância da diversidade de práticas pedagógicas, usando diferentes dinâmicas do ambiente estudado, como meio para promover a construção do conhecimento pelo aluno. A educação é o caminho fundamental para a transformação da sociedade. Trabalhar com as tecnologias de informação e comunicação pode constituir-se em um contexto favorável, porém, percebe-se tanto na teoria com os autores estudados, como nos depoimentos: que a cultura ainda é um fator que deve ser trabalhado, cabendo aos usuários a tarefa de saber explorar pedagogicamente as potencialidades que o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação propiciam. Entende-se que para utilizar um sistema informatizado para gerenciamento de sala de aula necessita-se de um programa projetado para ser de fácil manuseio e rápido de aprender, que possa atender aos objetivos de trabalho e facilidade de aprendizagem e

15 de operação e, que tem como foco central a utilização de um modelo de comunicação midiatizada. Em relação ao AVA-FURB não foram identificadas dificuldades na usabilidade e ergonomia. Obteve-se até uma contribuição na qual foi considerado fácil de navegar, sendo estes um dos pressupostos para um bom funcionamento de AVA s. Considera-se assim importante o papel dos envolvidos em um AVA, como: webdesigners e design instrucional. Para tanto, este professor precisa estar preparado para recriar sua prática, articulando diferentes interesses e necessidades dos alunos, o contexto, a realidade e a sua intencionalidade pedagógica. Como educador, ele deve estar consciente da direção que as atividades educacionais devem assumir e que objetivos devem ser atingidos. Isto significa que a prática do professor deve ser orientada por uma pedagogia relacional e muito mais complexa do que simplesmente dizer que é construtivista ou que é baseada no desenvolvimento de projetos. Na verdade, o mundo está ficando muito mais sofisticado e exigindo soluções educacionais mais profundas do que uma simples troca de terminologia. Partiu-se do pressuposto que se deve aprender constantemente, para tanto se deve colocar no papel de aprendiz, pois, aprender a interface além de assimilar os conhecimentos sobre uma área de conhecimento, e sempre dominar novos meios de comunicação. A aquisição da tecnologia para todas as instituições tornou-se muito fácil, muitos softwares educacionais estão disponíveis no mercado e com os mais variados custos, nota-se porém que a maior dificuldade consiste em determinação de critérios válidos para a decisão e escolha final, pois se entende claramente que a maior dificuldade está no processo de integração desta escolha com a base de dados já existente, e suas interfaces. Nota-se também a necessidade da criação de um programa de divulgação, capacitação e acompanhamento para dar sustentação à implantação, partindo-se do princípio da resistência que a comunidade acadêmica possui na utilização de novos softwares educacionais midiatizada. O processo de adesão poderá ser dividido em três grandes grupos, o grupo da adesão espontânea, que compreende todos os membros da comunidade que estão dispostos ou ansiosos por novas tecnologias e tem domínio da mesma; o grupo intermediário que reconhece a necessidade e se coloca à disposição para utilização, necessitando de um treinamento não tão intensivo, e grupo dos não conhecedores, que necessitam de um processo de conscientização da necessidade e capacitação especializada, por total desconhecimento da utilização do computador ou meio midiatizados de comunicação, sendo este o maior desafio do processo de implantação. Como recursos mais abordados na interação foram percebidos chats, fórum, s e quadro de avisos, repositório por todos os usuários do sistema. Estes recursos foram identificados como importantes pois podem ser trabalhados no síncrono e assíncrono, na qual os estudantes consideram a flexibilização de tempo e espaço. Outro aspecto foi que todo o trabalho e recursos desenvolvidos podem ser mantidos em uma única plataforma, o próprio AVA-FURB. Tem-se ainda o grupo dos maiores interessados, os estudantes, estes por sua vez, têm um diferencial muito grande, pois dominam e têm ansiedade por novos meios de comunicação e também midiatizado, têm como base de sua formação a própria abordagem telemática, ou seja, traz do berço esta habilidade em lidar com a tecnologia.

16 Ressalta-se ainda que o nível de investimento em tecnologia e o número de computadores disponíveis para acesso também é fator decisivo de sucesso, com a característica de a instituição ser provedora de acesso a internet. A manifestação clara da necessidade de implantação de softwares precisa estar no âmbito estratégico da instituição, bem como o apoio dos membros que gerenciam é de vital importância, sendo que foram apontados também deficiências que as vezes a tecnologia desestimula, o caso de as vezes o usuário não possui acesso nos finais de semana, exigindo neste sentido uma equipe atuante 24 horas, todos os dias, caso aconteçam problemas com o servidor ou outros. Outro fator identificado é que os AVA s apesar de poderem ser considerados ambientes multimídias, os alunos ainda apontam para a necessidade do AVA-FURB absorver várias outras mídias sem a necessidade e desenvolvimento de ferramentas específicas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; MORAN, José Manuel (Org.). Integração das tecnologias na educação: salto para o futuro. Brasília, DF: Ministério da Educação, AULANET. Disponível em: <http://guiaaulanet.eduweb.com.br>. Acesso em: 12/08/2005. AVA-FURB. Ambiente virtual de aprendizagem da FURB. Disponível em: < Acesso em: 16/09/2005. ANDERSON, Terry; FATHI, Elloumi. Thery and practice of on-line learning. Disponível em: < Acesso em: 10/07/2005. AZEVEDO, Wilson. Capacitação de recursos humanos para educação a distância. Texto de <http://www.aquifolium.com.br/educacional/artigos/crob.html>. Busca em 06/2005. BARBOSA, Rommel Melgaço (Org.). Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, COSTA, A.C.R.; DIMURO, G.P. Uma estrutura formal normativa para sistemas computacionais. Texto de <http://gmc.ucpel.tche.br/valores>. Busca em 006/2005. DALFOVO, Oscar. Sistemas de informação: estudos e casos. Organizador Oscar Dalfovo. Blumenau: Acadêmica, DOMINGUES, Maria José Carvalho de Souza. Página do AVA-FURB com conteúdo da disciplina ministrada em julho e agosto de FILATRO, Andréa. Design instrucional contextualizado: educação e tecnologia. São Paulo: Senac São Paulo, 2004.

17 FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 38. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, KANE, Pámela. Explorando a Infovia. Rio de Janeiro: Editora Campu, LEARN SPACE. Disponível em: <http://www.lotus.com>. Acesso em: 14/05/2005. MOODLE. Disponível em: <http://www.moodle.com>. Acesso em: 10/08/2005. NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação de conhecimento na empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. 8. ed. Rio de Janeiro: Campus, PALLOFF, Rena M.; PRATT, Keith. Construindo comunidades de aprendizagem no ciberespaço: estratégias eficientes para a sala de aula on-line. Porto Alegre: Artmed, PALLOFF, Rena M.; PRATT, Keith. O aluno virtual: um guia para trabalhar com estudantes on-line. Porto Alegre: Artmed, PETERS, Otto. A educação a distância em transição: tendências e desafios. São Leopoldo: UNISINOS, PIAGET, J, Epistemologia Genética. São Paulo: Martins Fontes, PIAGET, J. O nascimento da Inteligência na Criança, Quarta Edição, Editora Guanabara, RJ, SILVA, Marco (Org.). Educação on-line. São Paulo: Loyola, TELEDUC. Disponível em: <http://www.hera.nied.unicamp.br/teleduc>. Acesso em: 12/08/2005. TESTA, M. G. Efetividade dos ambientes virtuais de aprendizagem na internet: a influência da autodisciplina e da necessidade de contato social do estudante. Disponível em: <http://professores.ea.ufrgs.br/hfreitas/orientacoes/dout_arq/pdf/proposta_gregianin.pdf >. Acesso em 02 abr USUÁRIO. Página do AVA-FURB com login do usuário VIGNERON, Jacques; OLIVEIRA, Vera Barros de. (Org.). Sala de Aula e Tecnologias. São Bernardo do Campo: UMESP, VIGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, WEB-CT. Disponível em: <http://www.webct.com.br>. Acesso em: 12/08/2005.

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