Quem sabe faz. Quem não sabe, ensina? O papel de diferentes atores em nossa peça não teatral.

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1 Quem sabe faz. Quem não sabe, ensina? O papel de diferentes atores em nossa peça não teatral. Autoria: Gérson Tontini Resumo. Este artigo tem como intento explorar as origens e discutir os possíveis significados da frase: Quem sabe faz, quem não sabe ensina. De forma dedutiva e indutiva, explora seu significado com diferentes pontos de vista: ação, atores e propósitos. Juntos, vamos fluir quanto sua difusão, histórico, possíveis construções, o papel, e o perfil da personalidade de diferentes atores (pesquisador, professor, empreendedor, gestor e operador), chegando, no final, ao enredo da função de cada um na peça não teatral da sociedade humana. Este trabalho não tem intenção de findar a discussão sobre o assunto, mas sim, em iniciar. 1. INTRODUÇÃO Quem sabe faz. Quem não sabe, ensina. Todos nós já escutamos esta frase, de uma forma ou de outra. Uma rápida pesquisa da mesma pelo Google trouxe resultados em 02/04/2013. Nesta mesma data, utilizando o Google acadêmico, obtinha-se 111 resultados, com as mais diversas razões para citação. Não é apenas brasileira. É ditada em vários ou todos os idiomas. Em inglês esta frase é um pouco diferente, mas possivelmente com o mesmo sentido: Those who can, do. Those who can't, teach. Uma busca pelo Google sobre frases equivalentes a esta, em Inglês, trouxe um milhão cento e oitenta mil ( ) resultados, e pelo Google acadêmico apareceram 880 resultados. Este pensamento é muito utilizado para brincar com, ou denegrir, a imagem de professores. Embora muito utilizada, não se discutiu de forma estruturada sobre sua origem, sobre o que significa, ou sobre o que pode significar. Imagino que, pelo menos uma pergunta todos nós já fizemos: Quem foi o idiota que criou isto? Por outro lado, vieram-me outras perguntas a tona: de onde veio esta frase? Pode haver algum ponto de vista diferente sobre ela? O objetivo deste trabalho não é provar ou pesquisar cientificamente sobre o assunto. mas sim, baseado em proposições originais e fundamentadas, trazer à discussão a epistemologia desta frase e como podemos enxergá-la de forma ampla e com diferentes pontos de vista. Pretendo, durante todo o texto, trazer ao foco diferentes perguntas, permitindo-nos, eu e você, refletir sobre o assunto. Vamos em frente? 2. DE ONDE SURGIU A FRASE Bem, não é fácil ter certeza de onde surgiu. O mais citado como sendo autor desta frase é George Bernard Shaw (1856 ~ 1950). Segundo a Wikipédia, este autor foi dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês. Sendo autor de comédias satíricas que o tornaram espírito irreverente e inconformista, foi premiado com o Prêmio Nobel de Literatura (1925) e com um Oscar (1938), por suas contribuições para a literatura e para o seu trabalho no filme Pygmalion (adaptação de sua peça de mesmo nome). Em Man and Superman (1903, p.230), ele escreveu: Quando um homem ensina algo que ele não conhece a outra pessoa, que não tem aptidão para isso, e dá-lhe um certificado de proficiência, o último concluiu a educação de um cavalheiro. 1

2 O cérebro de um tolo digere filosofia em loucura, ciência em superstição e arte em pedantismo. Daí o ensino universitário. As melhores crianças crescidas são aquelas que viram seus pais como eles são. Hipocrisia não é o primeiro dever dos pais. O mais vil deformador é ele, que tenta moldar o caráter de uma criança. Na Universidade, cada grande tratado é adiado até que o autor atinja julgamento imparcial e conhecimento perfeito. Se um cavalo pudesse esperar tanto tempo por seus sapatos, e fosse pagar por eles com antecedência, os nossos ferreiros seriam todos dons de faculdade. Aquele que pode, faz. Aquele que não pode, ensina. (por mim grifada) Um homem que aprendeu é um ocioso que mata o tempo com o estudo. Cuidado com conhecimento falso: é mais perigoso que a ignorância. Atividade é o único caminho para o conhecimento. Todo tolo acredita no que seus professores lhe dizem e chama sua ciência como credulidade, ou a moralidade como confiança. Como seu pai chamou a revelação divina. Nenhum homem, plenamente capaz de sua própria língua (idioma), ensina o outro. Nenhum homem pode ser um especialista puro sem ser, no sentido estrito, um idiota. Não dê a seus filhos instrução moral e religiosa, a menos que você tenha certeza que não vai levá-la muito a sério. Outros autores seguiram os pensamentos de George Bernard Shaw. Entre eles podemos citar Mencken (1905; 1908). Não vamos, aqui, discutir sobre o porque estes autores eram tão críticos no assunto. De qualquer forma, eram críticos em tudo. Importante é ver o foco: professores de universidades. Sendo as universidades ponto de desenvolvimento de novos conhecimentos, podemos dizer que, em muitos casos, os professores estão, sim, distantes. O que podemos dizer de filósofos, por exemplo? Seus estudos lançam bases para o relacionamento humano, importantes para nosso desenvolvimento. Sua função é discutir filosofia, que é o estudo de problemas gerais e fundamentais, tais como os relacionados com a realidade, a existência, o conhecimento, os valores, a razão, a mente e a linguagem. Mas, de onde os autores das afirmações aqui em discussão estavam inspirados? Provavelmente distorceram o dito por Aristóteles ( A.C.): Aqueles que sabem, fazem. Aqueles que compreendem, ensinam. Então, ficam aqui algumas perguntas: Qual o significado do que disse Aristóteles? Podemos usar algo do sentido dado pelos outros autores? 3. INTERPRETAÇÕES DAS DIFERENTES FRASES Como podemos ver, Aristóteles colocava os professores em outro foco. Para melhor entender, temos que distinguir entre saber e compreender, e entre fazer e ensinar. Buscando em dicionário (Michaelis, On-line, acessado em 18/04/2013) podemos definir: Fazer. (lat facere) Criar; dar existência ou forma a; produzir. Consiste em uma ação. Está relacionado com construção, não sendo abstrato. 2

3 Ensinar. (lat insignare) Instruir sobre; lecionar. Podemos dizer que ensinar é uma forma sistemática de transmissão de conhecimentos, utilizada pelos humanos para instruir e educar seus semelhantes. Assim, ensino está relacionado com a transmissão do conhecimento e a formação de pessoas. Saber. (lat sapere) Estar informado de, estar a par, ter conhecimento de; conhecer; ter conhecimento prático de alguma coisa ou possuir habilidade nela. Ou seja, é conhecimento estático, relacionando-se com o momento, com o presente. Compreender. (comprehendĕre) Alcançar com a inteligência; entender; inferir. Assim, podemos dizer que compreender está além de saber. Significa conhecer o porque das coisas, a relação causa e efeito. Tem significado dinâmico, permitindo o que chamamos de generalização, ou inferência. Assim, segundo Aristóteles, quem tem a habilidade de ensinar também está em busca da compreensão, procurando saber o porque das coisas, possibilitando generalização. Esta possibilidade de generalização permite que coisas novas ou estranhas sejam entendidas e transformadas, ajudando o ser humano. Por outro lado, aqueles que estão executando as atividades necessitam de rotinas, para ter alto desempenho e resultado. Os objetivos de cada um são diferentes. O que está em difusão popular, hoje em dia, é diferente da frase original de Aristóteles. Assim, vamos abordar um pouco sobre os diferentes enfoques da frase em Inglês e da frase em uso no Brasil. Partindo da frase de Shaw (1903), Aquele que pode, faz. Aquele que não pode, ensina (He who can, does. He who cannot, teaches), podemos ver que há outra palavra em foco (pode, ou poder). Procurando no dicionário encontramos vários significados. Podemos dizer que aqueles mais relacionados com o abordado por Shaw (1903) são: a) ser capaz de ; ou b) ter a faculdade ou a possibilidade de. Vejamos o foco da frase, substituindo a palavra pode por estes dois significados: a) Aquele que é capaz de, faz. Aquele que não é capaz de, ensina. Neste caso, a frase está relacionada com a questão de habilidade, estando em sintonia com a frase brasileira. Ser capaz significa ser apto; ser competente. b) Aquele que tem possibilidade, faz. Aquele que não tem possibilidade ensina. Neste caso, poderíamos dizer que muitos que não têm a oportunidade (possibilidade) para realizar o que desejam acabam ensinando o que sabem. Claro, deste modo, diferente da versão brasileira, a frase não estaria relacionada com a questão de saber como fazer, mas sim com a questão de oportunidade. O problema desta interpretação é que não leva em consideração a aptidão. Sugere que todos gostariam de fazer outra coisa, só ensinando por não terem oportunidade. No Brasil, a frase mais falada é Quem sabe faz. Quem não sabe, ensina. Bem! Conforme o foco e o que está se querendo dizer, levando em conta o significado de saber e conhecimento, e complementando-a, penso que a resposta a esta frase em forma de pergunta pode ser sim. Depende de como a lemos e o que queremos dizer. Rudyard Kipling (1865 ~ 1936), escritor britânico, nascido na Índia, assim afirmou: Tenho seis perguntas que me ensinaram tudo o que sei: O quê?, Porquê?, Quando?, Como?, Onde?, e Quem?. Neste contexto, Kipling sugere que estas perguntas são a base do conhecimento. Porém, poderíamos também focar como sendo base da atuação/ação das pessoas. 3

4 4. SIGNIFICADO DE PORQUE, O QUE, QUANDO, COMO. Para sabermos como podemos usar estas conjunções na base da atuação/ação, primeiro devemos entender seu significado. Após este entendimento, podemos nos questionar sobre quem faz o que. Vejamos então: Porque. A causa, o motivo, a razão. Sempre se quer saber o porquê das coisas. Usa-se na procura da causa de algo, na justificativa. Refere-se a uma explicação das razões que levaram a alguma coisa (Razão). O que. Coisa particular de muitas opções. Usado de forma interrogativa ou relativa em pergunta de natureza específica. O que de qual tipo? O que devemos fazer? O que é necessário? O que você quer? Refere-se à questão de decisão. No caso de afirmativa, relaciona-se com especificação, explicação e descrição. (Decisão / Especificação). Quando. Relacionado ao sentido temporal significa: na ocasião em que, no momento em que, no tempo em que. Na forma de pergunta, quando significa a compreensão sobre o momento em que as coisas devem/podem ser feitas. Quando posso fazer esta atividade? Quando as coisas ocorrem? (Tempo). Como: De que modo. Significa a maneira como as coisas devem ser executadas. (Forma). Cada ator, em suas atividades realizadas, frequentemente foca em dois destes aspectos e com foco temporal. Para respondermos nossa pergunta inicial (Quem sabe faz, quem não sabe ensina?) temos que, além de explorar o significado destas conjunções, levar em conta sobre de quem estamos falando. 5. ATORES ENVOLVIDOS. Como estamos neste artigo falando da área de gestão/administração (finalmente), vamos abordar, um pouco, sobre a atuação dos seguintes atores: pesquisador; empreendedor; professor; gestor; técnico, operador. Pesquisador Pesquisa é um processo, sistemático, de construção do conhecimento que tem como meta gerar novos conhecimentos. Além disso, procura corroborar ou refutar algum conhecimento pré-existente. É ver o que todos já viram, e pensar no que ninguém mais tem pensado (Albert Szent-Gyorgyi). Basicamente, é um processo de aprendizagem tanto do indivíduo que a realiza quanto da sociedade na qual este se desenvolve. Em cada pesquisa, o pesquisador está chegando a novas conclusões, aprendendo e descobrindo o porque. Mas também, tem o dever de estar trazendo alguma contribuição para a humanidade. A pesquisa, como atividade regular, também pode ser definida como o conjunto de atividades orientadas e planejados pela busca de conhecimento. Ao profissional da pesquisa (especialmente no campo científico), dá-se o nome de pesquisador. Estes procuram, com base em observação e experimentação, saber porque as coisas acontecem, sintetizando o conhecimento de forma a poder este ser generalizado em situações diferentes. Procura saber o que está por traz das coisas. Podemos então dizer que o foco dos pesquisadores está em responder o que acontece, e porque acontece. Também, quando trabalhando no desenvolvimento, geralmente avalia o passado e o presente para contribuir ao futuro. 4

5 Professor Segundo o dicionário, professor é: (lat professore) 1 Homem que professa ou ensina uma ciência, uma arte ou uma língua; mestre. 2 Aquele que é perito ou muito versado em qualquer das belas-artes. É uma das profissões mais antigas e mais importantes, tendo em vista que as demais, na sua maioria, dependem dela. Já Platão, em sua obra A República, alertava para a importância do papel do professor na formação do cidadão. Professor, ou docente, é uma pessoa que ensina ciência, arte, técnica ou outro conhecimento. Para o exercício dessa profissão se requer qualificações acadêmicas e pedagógicas, objetivando-se transmitir e ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno. Como podemos ver, ao professor cabe a função de transmissão do conhecimento e de formação de pessoas. Avaliando os Referenciais para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente (MEC/INEP), podemos identificar quatro grandes grupos de características para o professor ideal: conhecimento atualizado e domínio do conteúdo de suas disciplinas; interação proativa com alunos e familiares; aplicação de boas práticas de didática para aprendizado; disciplina no seguimento de regras e padrões. Da maneira colocada por Aristóteles o professor se incorporava em uma só pessoa, que nos dias de hoje pode estar dividida em duas outras (pesquisador e professor). Claro, um bom número de professores universitários também são pesquisadores. Podemos dizer que, nos dias de hoje, professores são mais centrados no ensino quanto mais básico e fundamental é o nível de educação a que se dedicam. Em programas de mestrado e doutorado, o foco direciona-se à pesquisa. Olhando para a maior parte dos professores (em todos os níveis), os mesmos se dedicam a transmissão e formação de pessoas, focando em o que e como as coisas devem ser feitas. Quanto ao tempo, tendo em vista que foca-se na transmissão do conhecimento, seu foco temporal é o passado e o presente. Empreendedor Segundo o dicionário, empreendedor é aquele que se aventura à realização de coisas difíceis ou fora do comum; ativo, arrojado. O empreendedor assume riscos e seu sucesso está na capacidade de conviver com eles e sobreviver a eles (Degen, 1984, p.11). É aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio sobre ela, assumindo riscos calculados. Gerber (2004) coloca que o empreendedor é quem transforma a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional. É visionário, é sonhador; o fogo que alimenta o futuro; vive no futuro, nunca no passado e raramente no presente; nos negócios é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para penetrar nos novos mercados. Segundo Reis e Armond (2012, p.15), George Bernard Shaw disse que "Alguns homens veem as coisas como são, e perguntam: Por quê? Eu sonho com as coisas que nunca existiram e pergunto: "Por que não?" Isto significa que o empreendedor quer coisas novas, mesmo não sabendo, antes, como fazê-las. Assim, podemos dizer que o empreendedor procura saber o que fazer e quando fazer, centrado no futuro, na incerteza, na oportunidade. 5

6 Gestor / Gererente / Chefe Segundo o dicionário, gerente é que, ou quem, gere, dirige ou administra bens, negócios ou serviços; é gestor. Podemos dizer que, em termos de profissão, concentra-se na administração, ou administradores. Administrar é um processo de dirigir ações, utilizando recursos para atingir os objetivos. As organizações tornam-se mais ou menos capazes de utilizar corretamente seus recursos, para atingir objetivos, dependendo como são administradas (Maximiano, 2000). Em síntese, é a ponte entre os meios (recursos financeiros, tecnológicos e humanos) e os fins (objetivos). Gerber (2004) coloca que o administrador (gestor, gerente, chefe) é quem observa os cenários mercadológicos, planeja, organiza e controla a organização visando aumentar sua produtividade e sua inserção no mercado. Podemos argumentar que o foco de cada nível de gestor varia. Quanto mais alta a posição na hierarquia organizacional, mais o gestor está direcionando seus esforços para o que e quando as coisas devem ser feitas. Porém, diferente do empreendedor, a atuação é mais interna e sobre o já existente. Quanto mais operacional o nível (chefes, líderes, etc.), mais centrado está em quando e como as atividades devem ser feitas, focando nas atividades de rotina. Os gestores estão fortemente centrados nos acontecimentos presentes. Técnico / Operador Um técnico atua em campo específico, sendo proficiente nas habilidades e técnicas relevantes, com uma compreensão prática. Técnicos experientes, em domínio de ferramenta específica, normalmente têm entendimento intermediário sobre a teoria e são especialistas em técnica. Já os operadores concentram-se nas atividades de rotina. Fazem aquilo que deve ser feito. Em ambos os casos, geralmente são pessoas que prestam serviços para um empregador, com carga horária definida, mediante salário. O serviço normalmente tem de ser subordinado, não tendo autonomia para escolher a maneira como realizarão o trabalho, estando sujeitos às determinações das chefias e aos padrões estabelecidos. Como podemos ver, os técnicos e operadores geralmente sabem como fazer as coisas, com base em experiência, habilidades e treinamentos. Temporalmente estão baseados no passado, em suas experiências. 6. PERSONALIDADE DOS ATORES. Até o momento nos centramos no foco de atuação de nossos atores (Pesquisador, Professor, Empreendedor, Gestor, Operador). Porém, quem se destina a o que, depende de seu perfil, de sua personalidade. A questão da personalidade pode ser discernida com diferentes focos. A teoria de Jung (1921) tem base nos conceitos de introversão e extroversão. Extroversão representa o fluxo de energia para o mundo exterior, enquanto a introversão é um fluxo interno. Extrovertidos representam os acontecimentos do ponto de vista do meio ambiente, veem as coisas como vindas de fora. A abordagem do introvertido é essencialmente subjetiva, puxando do ambiente o que percebe como necessário para satisfazer suas inclinações interiores. Interagindo com introversão e extroversão, estão quatro modos psicológicos de adaptação, ou funcionamento: pensamento, sentimento, sensação e intuição. 6

7 Para psicólogos mais contemporâneos, no entanto, o foco para descrever a personalidade está no contraste entre traços pessoais e motivos. Este foco está enraizado nas teorias contrastantes de Allport (1937, 1961) e Murray (1938). Para Allport (1961), os traços pessoais são básicos: "dificilmente alguém questiona a existência de características fundamentais da personalidade", porque elas representam a "constância considerável no modo de conduta de uma pessoa" (pp.332, 334). Para Murray (1938) a avaliação da personalidade deve ter foco nos motivos. McClelland (1951) argumentou que os dois focos (traços pessoais e motivos) são necessários para descrever a personalidade, porque os dois termos se referem a dois tipos diferentes de comportamento. Cattell (1957), um dos primeiros a utilizar abordagem fatorial na construção de dimensões de personalidade, levou a identificação de 16 fatores primários, ou traços de origem, que são dispostas em dimensões bipolares. O questionário de Dezesseis Fatores de Personalidade (16PF) é uma medida abrangente da variação normal das pessoas (Cattell, 1957, 1973). Os traços dos 16PF (Apêndice I) são resultado de anos de pesquisa analítica, focada em descobrir os elementos estruturais básicos da personalidade. Os fatores são: A- Expansividade; B- Raciocínio; C- Estabilidade Emocional; E Dominância; F Vivacidade; G- Seguimento de regras; H Desenvoltura; I Sensibilidade; L Vigilância; M- Devanneio; N- Discrição; O- Apreensão; Q1 Abertura a Mudanças e a novas experiências; Q2 Autossuficiência; Q3 Perfeccionismo; Q4 Tensão. Esses 16 fatores formam 5 dimensões: I- Extroversão (A, F, H, N, Q2); II- Ansiedade (C, L, O, Q4); III- Rigidez de Pensamento (A, I, M, Q1); IV Independência (E, H, L, Q1); V- Autocontrole (F, G, M, Q3). Baseado nestes dezesseis fatores, podemos identificar diferenças na personalidade de nossos atores: pesquisador, professor, empreendedor e gestor. Quanto aos técnicos e colaboradores de nível operacional, há grande variação, dependendo da profissão. Garçons com certeza têm personalidade diferente de Controladores Aéreos. Cattell e Mead (2008), explorando a história e a confiabilidade dos diferentes fatores e dimensões da 16PF, apresentam características de diversos atores, conforme publicado em várias outras pesquisas (Apêndice II). Os pesquisadores tendem a ser mais introvertidos, imperturbáveis, mente aberta, voltados ao futuro e com controle. O perfil do pesquisador está centrado em seus objetivos, buscando realmente refletir sobre o porque as coisas acontecem. Já em relação aos professores, vemos que tendem a ser socialmente participativos e receptivos. As dimensões mostram que, tendo em vista sua atuação em grupo, têm como perfil serem extrovertidos. Porém, como constantemente estão em contato com pessoas a serem instruídas, podemos dizer que são controlados e cautelosos. Como em sala de aula podem surgir situações novas, têm capacidade de responder com intuição. Quanto aos empreendedores, estes tendem a ser mais introvertidos e com autocontrole. Têm pouca ansiedade; têm foco e propósitos firmes; são voltados ao futuro. Como podemos ver, o empreendedor tem a personalidade de ser persistente em seus objetivos, não deixando seus escudos e propósitos caírem devido incertezas e riscos a que está sujeito. Diferente do empreendedor, vemos que os gestores são voltados à interação e liderança, sendo persuasivos e flexíveis, mudando de direção conforme as necessidades. Há, porém, claras diferenças entre níveis dos gestores. Por estarem mais voltados aos trabalhos de rotina e internos a empresa, as chefias intermediárias são práticas e formais, controladas e autodisciplinadas. A alta administração é mais voltada à sua perspicácia e a mudanças. 7

8 7. ENREDO DA PEÇA. Agora, sabemos qual o significado de nossos questionamentos, o propósito de cada um de nossos atores e qual seu perfil. Assim, cabe-nos construir a peça final. Vamos, ao nosso enredo. Quem afinal faz o que? Quem sabe faz, quem não sabe ensina? Primeiramente, coloquemos juntos as ações, os atores e suas personalidades. A tabela 1 mostra a síntese do todo. Cada ator tem seu papel definido. Pesquisador Professor Empreendedor Gestor Técnico/ Operador Tabela 1 - Ações, foco temporal e perfil dos atores Ações Foco temporal Perfil Busca o que e porque Introvertido, imperturbável, Futuro as coisas acontecem. mente aberta, controlado. Transmite o que e Presente e Participativo, receptivo, como as coisas devem passado controlado e cauteloso. ser feitas. Sente o que fazer e quando fazer. Direciona quando e como as coisas devem ser feitas. Executam as coisas, como devem ser feitas. Futuro Presente Passado Autocontrole, foco, propósito firme, seguro e persistente. Líder, persuasivo, flexível. Adm. Superior: perspicaz, voltado a mudanças. Chefias intermediárias: prático formal, controlado e autodisciplinado. Varia de função a função. Embora tendo características específicas, não há, em nossa peça não teatral, restrições quanto a mudanças em como cada ator quer executar ou executa sua peça pessoal, sua vida. Também não há restrições quanto a possível interação com outros atores. Pesquisadores também atuam, podem ou deveriam procurar atuar, como professores, para difundir seu conhecimento. Deveriam também focar sua atuação, mesmo como pesquisadores, na interação com gestores. Rynes (2007) coloca as dificuldades e os diferentes aspectos da lacuna de comunicação, interação e transferência de conhecimento entre pesquisadores e gestores. Após discussão entre organizações e associações acadêmicas e profissionais, ele propõe maneiras de: a) aumentar a relevância e usabilidade das pesquisas, para aumentar o interesse dos gestores; b) melhorar as maneiras como o conhecimento desenvolvido em pesquisa é traduzido do científico para o prático e transferido aos gestores; c) os pesquisadores tornarem-se educadores dos gestores; e) os pesquisadores interagirem com gestores para direcionarem esforços e focos de pesquisa para o atendimento de necessidades. Esta falta de interação de pesquisadores com praticantes é uma lacuna importante a ser preenchida. O que cada um de nós pode fazer para reduzi-la? Por outro lado, muitos pesquisadores tornam-se empreendedores, baseados no que descobriram. Richter Jr. (1986) já colocava que o empreendedorismo por cientistas de Universidades tem emergido por sua valorização social e pelo enfraquecimento dos obstáculos à difusão de ideias de uma esfera para a outra. Penso que, devido a grande velocidade da ciência e da tecnologia que hoje presenciamos, muitos pesquisadores têm a oportunidade de saber as necessidades e o que pode dar certo (ou não) no futuro próximo. Os professores, como citado por Aristóteles, também poderiam, ou deveriam, estar em busca da compreensão, procurando saber o porque das coisas, possibilitando generalização. Estudos contínuos e atualizações constantes dos professores são fundamentais e críticos com a velocidade da evolução do conhecimento que hoje atinge a humanidade. Por outro lado, como 8

9 abordado por Bennis e O Toole (2005), as universidades americanas acabaram focando-se como centros de pesquisa, levando professores de MBA a tornarem-se pesquisadores, deixando de lado o foco em como fazer as coisas. No Brasil, os professores universitários tendem a direcionar seus esforços (e preferências) para os programas de Mestrado e Doutorado, ou seja, também para a pesquisa. Talvez, porque as carreiras e contratações são focadas a este lado. Assim, o colunista David Brooks, citado por Bennis e O Toole (2005, p.6), lamenta que "...universidades operam muito parecidas com um sistema corporativo, criando muitas pessoas com dissertações, não o suficiente com conhecimento prático. Por que não há mais estudiosos... que ensinam os alunos a serem generalistas, para ver as grandes conexões? ". Provavelmente isto se deve a especialização dos professores universitários e devido a corrida por publicações. Desta maneira são cobrados, tanto professores como instituições. Com o propósito de conseguir a difusão das pesquisas de professores, Markides (2007, p.766) propõe que talvez as escolas de negócios devessem "proibir" professores de desenvolver e ensinar disciplinas optativas, a menos que eles tragam seus próprios resultados de pesquisas em seus ensinamentos eletivos. Aqui deixo outra pergunta (mais uma!!!): Como podemos incrementar a difusão das pesquisas para a sociedade, além da transmissão por meio do ensino? Professores também podem tornar-se gestores. Jiang e Murphy (2007, p. 2) colocam que apesar das sugestões de que professores de escolas de negócios não entendem o que realmente representa o desempenho das organizações empresariais, evidência anedótica é a melhor das hipóteses. Encontrando, com bom desempenho, ex-professores atuando como executivos e gestores em 215 das 765 empresas pesquisadas nos Estados Unidos, eles concluem que...a ideia em moda de que professores da escola de negócios não são capazes de "andar a pé" é um mito popular. (p.2) Gestores, muitas vezes, gostam de ensinar e, paralelamente a suas atividades profissionais ou ao fim de carreira, atuam como professores, transmitindo seu conhecimento e experiência prática aos estudantes. Aqui temos outra pergunta: não deveríamos estruturar as contratações e as carreiras universitárias para também fomentar o ingresso e/ou participação dos gestores experientes como professores, em cursos de formação de gestores? Complementando Markides (2007), poderíamos estruturar disciplinas que têm como requisito ao professor ter experiência prática como gestor. Técnicos competentes, ao longo do tempo, acabam assumindo postos de gestão, na natural carreira e crescimento da vida profissional. Operadores, por meio de estudo ou iniciativa e personalidade, podem vir a se tornar técnicos, gestores, professores ou empreendedores. 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS Bem, podemos dizer que a resposta à nossa pergunta inicial (quem sabe faz, quem não sabe ensina?) depende do foco que temos e do que queremos dizer. Procuramos neste artigo ter uma reflexão sobre seu significado, quais ações e atores podem e onde podem estar envolvidos (pesquisador, professor, empreendedor, gestor, técnico/operador), e quais seus propósitos ou possibilidades. Concluímos que os atores possuem foco, no geral, em duas das seguintes conjunções: porque, o que, quando e/ou como. O que fazem também está relacionado com sua personalidade. Vimos também que os atores podem interagir com outros atores e/ou atuar, parcialmente, totalmente ou finalmente, como outro. 9

10 Como resultado às respostas de nossa pergunta inicial, conseguimos elencar várias outras: No que os autores originais das afirmações que discutimos estavam inspirados? O que cada um de nós pode fazer para reduzir a lacuna de interação entre pesquisadores e gestores? Por que não há mais estudiosos que ensinam os alunos a serem generalistas, para verem as grandes conexões? Como podemos incrementar a difusão das pesquisas para a sociedade? Não deveríamos estruturar as contratações e as carreiras universitárias para fomentar o ingresso e/ou participação de gestores experientes na formação de outros gestores? Não tive intenção de responder a essas perguntas. Como resultado, apenas gostaria que você refletisse sobre uma última pergunta: O que você faz ou poderia fazer para ajudar na solução destas? Finalmente, fazendo uma fusão de nossos ingredientes gramaticalmente químicos, podemos arriscar em dizer que: Quem procura saber o que acontece e porque acontece, ou pode acontecer, pesquisa, quem não procura... Quem transmite o que deveria e como deveria ser feito, ensina, quem não transmite... Quem sente e tem coragem sobre o que e quando pode fazer, empreende, quem não tem... Quem conhece quando e como as coisas devem ser feitas, gerencia, quem não conhece... Quem tem habilidade em como as coisas devem ser feitas, faz, quem não tem... Faz outra coisa... Ou procura quem pode lhe ensinar. Se você encontrar algo equivocado em nossa reflexão, ótimo. Juntos mais chances temos de estarmos certos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Allport, F. H. (1937). Teleonomic description in the study of personality. Character and Personality, 5, Allport, G.W. ( 1961 ). Pattern and growth in personality. New York: Holt, Rinehart, & Winston. Bennis, W. G., & O Toole, J. (2005). How business schools lost their way. Harvard business review, 83(5), Cattell, R.B. (1957). Personality and Motivation Structure and Measurement. New York: World Book. Cattell, R.B. (1973). Personality and Mood by Questionnaire. San Francisco: Jossey-Bass. Cattell, R. B. & Mead, A. D. (2008). The Sixteen Personality Factor Questionnaire (16PF). In, G. J. Boyle, G., Matthews, & D. H., Saklofske, (Ed.). The SAGE handbook of personality theory and assessment. (Vol. 1, Chap. 7, pp ). Sage. 10

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