Quem sabe faz. Quem não sabe, ensina? O papel de diferentes atores em nossa peça não teatral.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Quem sabe faz. Quem não sabe, ensina? O papel de diferentes atores em nossa peça não teatral."

Transcrição

1 Quem sabe faz. Quem não sabe, ensina? O papel de diferentes atores em nossa peça não teatral. Autoria: Gérson Tontini Resumo. Este artigo tem como intento explorar as origens e discutir os possíveis significados da frase: Quem sabe faz, quem não sabe ensina. De forma dedutiva e indutiva, explora seu significado com diferentes pontos de vista: ação, atores e propósitos. Juntos, vamos fluir quanto sua difusão, histórico, possíveis construções, o papel, e o perfil da personalidade de diferentes atores (pesquisador, professor, empreendedor, gestor e operador), chegando, no final, ao enredo da função de cada um na peça não teatral da sociedade humana. Este trabalho não tem intenção de findar a discussão sobre o assunto, mas sim, em iniciar. 1. INTRODUÇÃO Quem sabe faz. Quem não sabe, ensina. Todos nós já escutamos esta frase, de uma forma ou de outra. Uma rápida pesquisa da mesma pelo Google trouxe resultados em 02/04/2013. Nesta mesma data, utilizando o Google acadêmico, obtinha-se 111 resultados, com as mais diversas razões para citação. Não é apenas brasileira. É ditada em vários ou todos os idiomas. Em inglês esta frase é um pouco diferente, mas possivelmente com o mesmo sentido: Those who can, do. Those who can't, teach. Uma busca pelo Google sobre frases equivalentes a esta, em Inglês, trouxe um milhão cento e oitenta mil ( ) resultados, e pelo Google acadêmico apareceram 880 resultados. Este pensamento é muito utilizado para brincar com, ou denegrir, a imagem de professores. Embora muito utilizada, não se discutiu de forma estruturada sobre sua origem, sobre o que significa, ou sobre o que pode significar. Imagino que, pelo menos uma pergunta todos nós já fizemos: Quem foi o idiota que criou isto? Por outro lado, vieram-me outras perguntas a tona: de onde veio esta frase? Pode haver algum ponto de vista diferente sobre ela? O objetivo deste trabalho não é provar ou pesquisar cientificamente sobre o assunto. mas sim, baseado em proposições originais e fundamentadas, trazer à discussão a epistemologia desta frase e como podemos enxergá-la de forma ampla e com diferentes pontos de vista. Pretendo, durante todo o texto, trazer ao foco diferentes perguntas, permitindo-nos, eu e você, refletir sobre o assunto. Vamos em frente? 2. DE ONDE SURGIU A FRASE Bem, não é fácil ter certeza de onde surgiu. O mais citado como sendo autor desta frase é George Bernard Shaw (1856 ~ 1950). Segundo a Wikipédia, este autor foi dramaturgo, romancista, contista, ensaísta e jornalista irlandês. Sendo autor de comédias satíricas que o tornaram espírito irreverente e inconformista, foi premiado com o Prêmio Nobel de Literatura (1925) e com um Oscar (1938), por suas contribuições para a literatura e para o seu trabalho no filme Pygmalion (adaptação de sua peça de mesmo nome). Em Man and Superman (1903, p.230), ele escreveu: Quando um homem ensina algo que ele não conhece a outra pessoa, que não tem aptidão para isso, e dá-lhe um certificado de proficiência, o último concluiu a educação de um cavalheiro. 1

2 O cérebro de um tolo digere filosofia em loucura, ciência em superstição e arte em pedantismo. Daí o ensino universitário. As melhores crianças crescidas são aquelas que viram seus pais como eles são. Hipocrisia não é o primeiro dever dos pais. O mais vil deformador é ele, que tenta moldar o caráter de uma criança. Na Universidade, cada grande tratado é adiado até que o autor atinja julgamento imparcial e conhecimento perfeito. Se um cavalo pudesse esperar tanto tempo por seus sapatos, e fosse pagar por eles com antecedência, os nossos ferreiros seriam todos dons de faculdade. Aquele que pode, faz. Aquele que não pode, ensina. (por mim grifada) Um homem que aprendeu é um ocioso que mata o tempo com o estudo. Cuidado com conhecimento falso: é mais perigoso que a ignorância. Atividade é o único caminho para o conhecimento. Todo tolo acredita no que seus professores lhe dizem e chama sua ciência como credulidade, ou a moralidade como confiança. Como seu pai chamou a revelação divina. Nenhum homem, plenamente capaz de sua própria língua (idioma), ensina o outro. Nenhum homem pode ser um especialista puro sem ser, no sentido estrito, um idiota. Não dê a seus filhos instrução moral e religiosa, a menos que você tenha certeza que não vai levá-la muito a sério. Outros autores seguiram os pensamentos de George Bernard Shaw. Entre eles podemos citar Mencken (1905; 1908). Não vamos, aqui, discutir sobre o porque estes autores eram tão críticos no assunto. De qualquer forma, eram críticos em tudo. Importante é ver o foco: professores de universidades. Sendo as universidades ponto de desenvolvimento de novos conhecimentos, podemos dizer que, em muitos casos, os professores estão, sim, distantes. O que podemos dizer de filósofos, por exemplo? Seus estudos lançam bases para o relacionamento humano, importantes para nosso desenvolvimento. Sua função é discutir filosofia, que é o estudo de problemas gerais e fundamentais, tais como os relacionados com a realidade, a existência, o conhecimento, os valores, a razão, a mente e a linguagem. Mas, de onde os autores das afirmações aqui em discussão estavam inspirados? Provavelmente distorceram o dito por Aristóteles ( A.C.): Aqueles que sabem, fazem. Aqueles que compreendem, ensinam. Então, ficam aqui algumas perguntas: Qual o significado do que disse Aristóteles? Podemos usar algo do sentido dado pelos outros autores? 3. INTERPRETAÇÕES DAS DIFERENTES FRASES Como podemos ver, Aristóteles colocava os professores em outro foco. Para melhor entender, temos que distinguir entre saber e compreender, e entre fazer e ensinar. Buscando em dicionário (Michaelis, On-line, acessado em 18/04/2013) podemos definir: Fazer. (lat facere) Criar; dar existência ou forma a; produzir. Consiste em uma ação. Está relacionado com construção, não sendo abstrato. 2

3 Ensinar. (lat insignare) Instruir sobre; lecionar. Podemos dizer que ensinar é uma forma sistemática de transmissão de conhecimentos, utilizada pelos humanos para instruir e educar seus semelhantes. Assim, ensino está relacionado com a transmissão do conhecimento e a formação de pessoas. Saber. (lat sapere) Estar informado de, estar a par, ter conhecimento de; conhecer; ter conhecimento prático de alguma coisa ou possuir habilidade nela. Ou seja, é conhecimento estático, relacionando-se com o momento, com o presente. Compreender. (comprehendĕre) Alcançar com a inteligência; entender; inferir. Assim, podemos dizer que compreender está além de saber. Significa conhecer o porque das coisas, a relação causa e efeito. Tem significado dinâmico, permitindo o que chamamos de generalização, ou inferência. Assim, segundo Aristóteles, quem tem a habilidade de ensinar também está em busca da compreensão, procurando saber o porque das coisas, possibilitando generalização. Esta possibilidade de generalização permite que coisas novas ou estranhas sejam entendidas e transformadas, ajudando o ser humano. Por outro lado, aqueles que estão executando as atividades necessitam de rotinas, para ter alto desempenho e resultado. Os objetivos de cada um são diferentes. O que está em difusão popular, hoje em dia, é diferente da frase original de Aristóteles. Assim, vamos abordar um pouco sobre os diferentes enfoques da frase em Inglês e da frase em uso no Brasil. Partindo da frase de Shaw (1903), Aquele que pode, faz. Aquele que não pode, ensina (He who can, does. He who cannot, teaches), podemos ver que há outra palavra em foco (pode, ou poder). Procurando no dicionário encontramos vários significados. Podemos dizer que aqueles mais relacionados com o abordado por Shaw (1903) são: a) ser capaz de ; ou b) ter a faculdade ou a possibilidade de. Vejamos o foco da frase, substituindo a palavra pode por estes dois significados: a) Aquele que é capaz de, faz. Aquele que não é capaz de, ensina. Neste caso, a frase está relacionada com a questão de habilidade, estando em sintonia com a frase brasileira. Ser capaz significa ser apto; ser competente. b) Aquele que tem possibilidade, faz. Aquele que não tem possibilidade ensina. Neste caso, poderíamos dizer que muitos que não têm a oportunidade (possibilidade) para realizar o que desejam acabam ensinando o que sabem. Claro, deste modo, diferente da versão brasileira, a frase não estaria relacionada com a questão de saber como fazer, mas sim com a questão de oportunidade. O problema desta interpretação é que não leva em consideração a aptidão. Sugere que todos gostariam de fazer outra coisa, só ensinando por não terem oportunidade. No Brasil, a frase mais falada é Quem sabe faz. Quem não sabe, ensina. Bem! Conforme o foco e o que está se querendo dizer, levando em conta o significado de saber e conhecimento, e complementando-a, penso que a resposta a esta frase em forma de pergunta pode ser sim. Depende de como a lemos e o que queremos dizer. Rudyard Kipling (1865 ~ 1936), escritor britânico, nascido na Índia, assim afirmou: Tenho seis perguntas que me ensinaram tudo o que sei: O quê?, Porquê?, Quando?, Como?, Onde?, e Quem?. Neste contexto, Kipling sugere que estas perguntas são a base do conhecimento. Porém, poderíamos também focar como sendo base da atuação/ação das pessoas. 3

4 4. SIGNIFICADO DE PORQUE, O QUE, QUANDO, COMO. Para sabermos como podemos usar estas conjunções na base da atuação/ação, primeiro devemos entender seu significado. Após este entendimento, podemos nos questionar sobre quem faz o que. Vejamos então: Porque. A causa, o motivo, a razão. Sempre se quer saber o porquê das coisas. Usa-se na procura da causa de algo, na justificativa. Refere-se a uma explicação das razões que levaram a alguma coisa (Razão). O que. Coisa particular de muitas opções. Usado de forma interrogativa ou relativa em pergunta de natureza específica. O que de qual tipo? O que devemos fazer? O que é necessário? O que você quer? Refere-se à questão de decisão. No caso de afirmativa, relaciona-se com especificação, explicação e descrição. (Decisão / Especificação). Quando. Relacionado ao sentido temporal significa: na ocasião em que, no momento em que, no tempo em que. Na forma de pergunta, quando significa a compreensão sobre o momento em que as coisas devem/podem ser feitas. Quando posso fazer esta atividade? Quando as coisas ocorrem? (Tempo). Como: De que modo. Significa a maneira como as coisas devem ser executadas. (Forma). Cada ator, em suas atividades realizadas, frequentemente foca em dois destes aspectos e com foco temporal. Para respondermos nossa pergunta inicial (Quem sabe faz, quem não sabe ensina?) temos que, além de explorar o significado destas conjunções, levar em conta sobre de quem estamos falando. 5. ATORES ENVOLVIDOS. Como estamos neste artigo falando da área de gestão/administração (finalmente), vamos abordar, um pouco, sobre a atuação dos seguintes atores: pesquisador; empreendedor; professor; gestor; técnico, operador. Pesquisador Pesquisa é um processo, sistemático, de construção do conhecimento que tem como meta gerar novos conhecimentos. Além disso, procura corroborar ou refutar algum conhecimento pré-existente. É ver o que todos já viram, e pensar no que ninguém mais tem pensado (Albert Szent-Gyorgyi). Basicamente, é um processo de aprendizagem tanto do indivíduo que a realiza quanto da sociedade na qual este se desenvolve. Em cada pesquisa, o pesquisador está chegando a novas conclusões, aprendendo e descobrindo o porque. Mas também, tem o dever de estar trazendo alguma contribuição para a humanidade. A pesquisa, como atividade regular, também pode ser definida como o conjunto de atividades orientadas e planejados pela busca de conhecimento. Ao profissional da pesquisa (especialmente no campo científico), dá-se o nome de pesquisador. Estes procuram, com base em observação e experimentação, saber porque as coisas acontecem, sintetizando o conhecimento de forma a poder este ser generalizado em situações diferentes. Procura saber o que está por traz das coisas. Podemos então dizer que o foco dos pesquisadores está em responder o que acontece, e porque acontece. Também, quando trabalhando no desenvolvimento, geralmente avalia o passado e o presente para contribuir ao futuro. 4

5 Professor Segundo o dicionário, professor é: (lat professore) 1 Homem que professa ou ensina uma ciência, uma arte ou uma língua; mestre. 2 Aquele que é perito ou muito versado em qualquer das belas-artes. É uma das profissões mais antigas e mais importantes, tendo em vista que as demais, na sua maioria, dependem dela. Já Platão, em sua obra A República, alertava para a importância do papel do professor na formação do cidadão. Professor, ou docente, é uma pessoa que ensina ciência, arte, técnica ou outro conhecimento. Para o exercício dessa profissão se requer qualificações acadêmicas e pedagógicas, objetivando-se transmitir e ensinar a matéria de estudo da melhor forma possível ao aluno. Como podemos ver, ao professor cabe a função de transmissão do conhecimento e de formação de pessoas. Avaliando os Referenciais para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente (MEC/INEP), podemos identificar quatro grandes grupos de características para o professor ideal: conhecimento atualizado e domínio do conteúdo de suas disciplinas; interação proativa com alunos e familiares; aplicação de boas práticas de didática para aprendizado; disciplina no seguimento de regras e padrões. Da maneira colocada por Aristóteles o professor se incorporava em uma só pessoa, que nos dias de hoje pode estar dividida em duas outras (pesquisador e professor). Claro, um bom número de professores universitários também são pesquisadores. Podemos dizer que, nos dias de hoje, professores são mais centrados no ensino quanto mais básico e fundamental é o nível de educação a que se dedicam. Em programas de mestrado e doutorado, o foco direciona-se à pesquisa. Olhando para a maior parte dos professores (em todos os níveis), os mesmos se dedicam a transmissão e formação de pessoas, focando em o que e como as coisas devem ser feitas. Quanto ao tempo, tendo em vista que foca-se na transmissão do conhecimento, seu foco temporal é o passado e o presente. Empreendedor Segundo o dicionário, empreendedor é aquele que se aventura à realização de coisas difíceis ou fora do comum; ativo, arrojado. O empreendedor assume riscos e seu sucesso está na capacidade de conviver com eles e sobreviver a eles (Degen, 1984, p.11). É aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio sobre ela, assumindo riscos calculados. Gerber (2004) coloca que o empreendedor é quem transforma a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional. É visionário, é sonhador; o fogo que alimenta o futuro; vive no futuro, nunca no passado e raramente no presente; nos negócios é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para penetrar nos novos mercados. Segundo Reis e Armond (2012, p.15), George Bernard Shaw disse que "Alguns homens veem as coisas como são, e perguntam: Por quê? Eu sonho com as coisas que nunca existiram e pergunto: "Por que não?" Isto significa que o empreendedor quer coisas novas, mesmo não sabendo, antes, como fazê-las. Assim, podemos dizer que o empreendedor procura saber o que fazer e quando fazer, centrado no futuro, na incerteza, na oportunidade. 5

6 Gestor / Gererente / Chefe Segundo o dicionário, gerente é que, ou quem, gere, dirige ou administra bens, negócios ou serviços; é gestor. Podemos dizer que, em termos de profissão, concentra-se na administração, ou administradores. Administrar é um processo de dirigir ações, utilizando recursos para atingir os objetivos. As organizações tornam-se mais ou menos capazes de utilizar corretamente seus recursos, para atingir objetivos, dependendo como são administradas (Maximiano, 2000). Em síntese, é a ponte entre os meios (recursos financeiros, tecnológicos e humanos) e os fins (objetivos). Gerber (2004) coloca que o administrador (gestor, gerente, chefe) é quem observa os cenários mercadológicos, planeja, organiza e controla a organização visando aumentar sua produtividade e sua inserção no mercado. Podemos argumentar que o foco de cada nível de gestor varia. Quanto mais alta a posição na hierarquia organizacional, mais o gestor está direcionando seus esforços para o que e quando as coisas devem ser feitas. Porém, diferente do empreendedor, a atuação é mais interna e sobre o já existente. Quanto mais operacional o nível (chefes, líderes, etc.), mais centrado está em quando e como as atividades devem ser feitas, focando nas atividades de rotina. Os gestores estão fortemente centrados nos acontecimentos presentes. Técnico / Operador Um técnico atua em campo específico, sendo proficiente nas habilidades e técnicas relevantes, com uma compreensão prática. Técnicos experientes, em domínio de ferramenta específica, normalmente têm entendimento intermediário sobre a teoria e são especialistas em técnica. Já os operadores concentram-se nas atividades de rotina. Fazem aquilo que deve ser feito. Em ambos os casos, geralmente são pessoas que prestam serviços para um empregador, com carga horária definida, mediante salário. O serviço normalmente tem de ser subordinado, não tendo autonomia para escolher a maneira como realizarão o trabalho, estando sujeitos às determinações das chefias e aos padrões estabelecidos. Como podemos ver, os técnicos e operadores geralmente sabem como fazer as coisas, com base em experiência, habilidades e treinamentos. Temporalmente estão baseados no passado, em suas experiências. 6. PERSONALIDADE DOS ATORES. Até o momento nos centramos no foco de atuação de nossos atores (Pesquisador, Professor, Empreendedor, Gestor, Operador). Porém, quem se destina a o que, depende de seu perfil, de sua personalidade. A questão da personalidade pode ser discernida com diferentes focos. A teoria de Jung (1921) tem base nos conceitos de introversão e extroversão. Extroversão representa o fluxo de energia para o mundo exterior, enquanto a introversão é um fluxo interno. Extrovertidos representam os acontecimentos do ponto de vista do meio ambiente, veem as coisas como vindas de fora. A abordagem do introvertido é essencialmente subjetiva, puxando do ambiente o que percebe como necessário para satisfazer suas inclinações interiores. Interagindo com introversão e extroversão, estão quatro modos psicológicos de adaptação, ou funcionamento: pensamento, sentimento, sensação e intuição. 6

7 Para psicólogos mais contemporâneos, no entanto, o foco para descrever a personalidade está no contraste entre traços pessoais e motivos. Este foco está enraizado nas teorias contrastantes de Allport (1937, 1961) e Murray (1938). Para Allport (1961), os traços pessoais são básicos: "dificilmente alguém questiona a existência de características fundamentais da personalidade", porque elas representam a "constância considerável no modo de conduta de uma pessoa" (pp.332, 334). Para Murray (1938) a avaliação da personalidade deve ter foco nos motivos. McClelland (1951) argumentou que os dois focos (traços pessoais e motivos) são necessários para descrever a personalidade, porque os dois termos se referem a dois tipos diferentes de comportamento. Cattell (1957), um dos primeiros a utilizar abordagem fatorial na construção de dimensões de personalidade, levou a identificação de 16 fatores primários, ou traços de origem, que são dispostas em dimensões bipolares. O questionário de Dezesseis Fatores de Personalidade (16PF) é uma medida abrangente da variação normal das pessoas (Cattell, 1957, 1973). Os traços dos 16PF (Apêndice I) são resultado de anos de pesquisa analítica, focada em descobrir os elementos estruturais básicos da personalidade. Os fatores são: A- Expansividade; B- Raciocínio; C- Estabilidade Emocional; E Dominância; F Vivacidade; G- Seguimento de regras; H Desenvoltura; I Sensibilidade; L Vigilância; M- Devanneio; N- Discrição; O- Apreensão; Q1 Abertura a Mudanças e a novas experiências; Q2 Autossuficiência; Q3 Perfeccionismo; Q4 Tensão. Esses 16 fatores formam 5 dimensões: I- Extroversão (A, F, H, N, Q2); II- Ansiedade (C, L, O, Q4); III- Rigidez de Pensamento (A, I, M, Q1); IV Independência (E, H, L, Q1); V- Autocontrole (F, G, M, Q3). Baseado nestes dezesseis fatores, podemos identificar diferenças na personalidade de nossos atores: pesquisador, professor, empreendedor e gestor. Quanto aos técnicos e colaboradores de nível operacional, há grande variação, dependendo da profissão. Garçons com certeza têm personalidade diferente de Controladores Aéreos. Cattell e Mead (2008), explorando a história e a confiabilidade dos diferentes fatores e dimensões da 16PF, apresentam características de diversos atores, conforme publicado em várias outras pesquisas (Apêndice II). Os pesquisadores tendem a ser mais introvertidos, imperturbáveis, mente aberta, voltados ao futuro e com controle. O perfil do pesquisador está centrado em seus objetivos, buscando realmente refletir sobre o porque as coisas acontecem. Já em relação aos professores, vemos que tendem a ser socialmente participativos e receptivos. As dimensões mostram que, tendo em vista sua atuação em grupo, têm como perfil serem extrovertidos. Porém, como constantemente estão em contato com pessoas a serem instruídas, podemos dizer que são controlados e cautelosos. Como em sala de aula podem surgir situações novas, têm capacidade de responder com intuição. Quanto aos empreendedores, estes tendem a ser mais introvertidos e com autocontrole. Têm pouca ansiedade; têm foco e propósitos firmes; são voltados ao futuro. Como podemos ver, o empreendedor tem a personalidade de ser persistente em seus objetivos, não deixando seus escudos e propósitos caírem devido incertezas e riscos a que está sujeito. Diferente do empreendedor, vemos que os gestores são voltados à interação e liderança, sendo persuasivos e flexíveis, mudando de direção conforme as necessidades. Há, porém, claras diferenças entre níveis dos gestores. Por estarem mais voltados aos trabalhos de rotina e internos a empresa, as chefias intermediárias são práticas e formais, controladas e autodisciplinadas. A alta administração é mais voltada à sua perspicácia e a mudanças. 7

8 7. ENREDO DA PEÇA. Agora, sabemos qual o significado de nossos questionamentos, o propósito de cada um de nossos atores e qual seu perfil. Assim, cabe-nos construir a peça final. Vamos, ao nosso enredo. Quem afinal faz o que? Quem sabe faz, quem não sabe ensina? Primeiramente, coloquemos juntos as ações, os atores e suas personalidades. A tabela 1 mostra a síntese do todo. Cada ator tem seu papel definido. Pesquisador Professor Empreendedor Gestor Técnico/ Operador Tabela 1 - Ações, foco temporal e perfil dos atores Ações Foco temporal Perfil Busca o que e porque Introvertido, imperturbável, Futuro as coisas acontecem. mente aberta, controlado. Transmite o que e Presente e Participativo, receptivo, como as coisas devem passado controlado e cauteloso. ser feitas. Sente o que fazer e quando fazer. Direciona quando e como as coisas devem ser feitas. Executam as coisas, como devem ser feitas. Futuro Presente Passado Autocontrole, foco, propósito firme, seguro e persistente. Líder, persuasivo, flexível. Adm. Superior: perspicaz, voltado a mudanças. Chefias intermediárias: prático formal, controlado e autodisciplinado. Varia de função a função. Embora tendo características específicas, não há, em nossa peça não teatral, restrições quanto a mudanças em como cada ator quer executar ou executa sua peça pessoal, sua vida. Também não há restrições quanto a possível interação com outros atores. Pesquisadores também atuam, podem ou deveriam procurar atuar, como professores, para difundir seu conhecimento. Deveriam também focar sua atuação, mesmo como pesquisadores, na interação com gestores. Rynes (2007) coloca as dificuldades e os diferentes aspectos da lacuna de comunicação, interação e transferência de conhecimento entre pesquisadores e gestores. Após discussão entre organizações e associações acadêmicas e profissionais, ele propõe maneiras de: a) aumentar a relevância e usabilidade das pesquisas, para aumentar o interesse dos gestores; b) melhorar as maneiras como o conhecimento desenvolvido em pesquisa é traduzido do científico para o prático e transferido aos gestores; c) os pesquisadores tornarem-se educadores dos gestores; e) os pesquisadores interagirem com gestores para direcionarem esforços e focos de pesquisa para o atendimento de necessidades. Esta falta de interação de pesquisadores com praticantes é uma lacuna importante a ser preenchida. O que cada um de nós pode fazer para reduzi-la? Por outro lado, muitos pesquisadores tornam-se empreendedores, baseados no que descobriram. Richter Jr. (1986) já colocava que o empreendedorismo por cientistas de Universidades tem emergido por sua valorização social e pelo enfraquecimento dos obstáculos à difusão de ideias de uma esfera para a outra. Penso que, devido a grande velocidade da ciência e da tecnologia que hoje presenciamos, muitos pesquisadores têm a oportunidade de saber as necessidades e o que pode dar certo (ou não) no futuro próximo. Os professores, como citado por Aristóteles, também poderiam, ou deveriam, estar em busca da compreensão, procurando saber o porque das coisas, possibilitando generalização. Estudos contínuos e atualizações constantes dos professores são fundamentais e críticos com a velocidade da evolução do conhecimento que hoje atinge a humanidade. Por outro lado, como 8

9 abordado por Bennis e O Toole (2005), as universidades americanas acabaram focando-se como centros de pesquisa, levando professores de MBA a tornarem-se pesquisadores, deixando de lado o foco em como fazer as coisas. No Brasil, os professores universitários tendem a direcionar seus esforços (e preferências) para os programas de Mestrado e Doutorado, ou seja, também para a pesquisa. Talvez, porque as carreiras e contratações são focadas a este lado. Assim, o colunista David Brooks, citado por Bennis e O Toole (2005, p.6), lamenta que "...universidades operam muito parecidas com um sistema corporativo, criando muitas pessoas com dissertações, não o suficiente com conhecimento prático. Por que não há mais estudiosos... que ensinam os alunos a serem generalistas, para ver as grandes conexões? ". Provavelmente isto se deve a especialização dos professores universitários e devido a corrida por publicações. Desta maneira são cobrados, tanto professores como instituições. Com o propósito de conseguir a difusão das pesquisas de professores, Markides (2007, p.766) propõe que talvez as escolas de negócios devessem "proibir" professores de desenvolver e ensinar disciplinas optativas, a menos que eles tragam seus próprios resultados de pesquisas em seus ensinamentos eletivos. Aqui deixo outra pergunta (mais uma!!!): Como podemos incrementar a difusão das pesquisas para a sociedade, além da transmissão por meio do ensino? Professores também podem tornar-se gestores. Jiang e Murphy (2007, p. 2) colocam que apesar das sugestões de que professores de escolas de negócios não entendem o que realmente representa o desempenho das organizações empresariais, evidência anedótica é a melhor das hipóteses. Encontrando, com bom desempenho, ex-professores atuando como executivos e gestores em 215 das 765 empresas pesquisadas nos Estados Unidos, eles concluem que...a ideia em moda de que professores da escola de negócios não são capazes de "andar a pé" é um mito popular. (p.2) Gestores, muitas vezes, gostam de ensinar e, paralelamente a suas atividades profissionais ou ao fim de carreira, atuam como professores, transmitindo seu conhecimento e experiência prática aos estudantes. Aqui temos outra pergunta: não deveríamos estruturar as contratações e as carreiras universitárias para também fomentar o ingresso e/ou participação dos gestores experientes como professores, em cursos de formação de gestores? Complementando Markides (2007), poderíamos estruturar disciplinas que têm como requisito ao professor ter experiência prática como gestor. Técnicos competentes, ao longo do tempo, acabam assumindo postos de gestão, na natural carreira e crescimento da vida profissional. Operadores, por meio de estudo ou iniciativa e personalidade, podem vir a se tornar técnicos, gestores, professores ou empreendedores. 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS Bem, podemos dizer que a resposta à nossa pergunta inicial (quem sabe faz, quem não sabe ensina?) depende do foco que temos e do que queremos dizer. Procuramos neste artigo ter uma reflexão sobre seu significado, quais ações e atores podem e onde podem estar envolvidos (pesquisador, professor, empreendedor, gestor, técnico/operador), e quais seus propósitos ou possibilidades. Concluímos que os atores possuem foco, no geral, em duas das seguintes conjunções: porque, o que, quando e/ou como. O que fazem também está relacionado com sua personalidade. Vimos também que os atores podem interagir com outros atores e/ou atuar, parcialmente, totalmente ou finalmente, como outro. 9

10 Como resultado às respostas de nossa pergunta inicial, conseguimos elencar várias outras: No que os autores originais das afirmações que discutimos estavam inspirados? O que cada um de nós pode fazer para reduzir a lacuna de interação entre pesquisadores e gestores? Por que não há mais estudiosos que ensinam os alunos a serem generalistas, para verem as grandes conexões? Como podemos incrementar a difusão das pesquisas para a sociedade? Não deveríamos estruturar as contratações e as carreiras universitárias para fomentar o ingresso e/ou participação de gestores experientes na formação de outros gestores? Não tive intenção de responder a essas perguntas. Como resultado, apenas gostaria que você refletisse sobre uma última pergunta: O que você faz ou poderia fazer para ajudar na solução destas? Finalmente, fazendo uma fusão de nossos ingredientes gramaticalmente químicos, podemos arriscar em dizer que: Quem procura saber o que acontece e porque acontece, ou pode acontecer, pesquisa, quem não procura... Quem transmite o que deveria e como deveria ser feito, ensina, quem não transmite... Quem sente e tem coragem sobre o que e quando pode fazer, empreende, quem não tem... Quem conhece quando e como as coisas devem ser feitas, gerencia, quem não conhece... Quem tem habilidade em como as coisas devem ser feitas, faz, quem não tem... Faz outra coisa... Ou procura quem pode lhe ensinar. Se você encontrar algo equivocado em nossa reflexão, ótimo. Juntos mais chances temos de estarmos certos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Allport, F. H. (1937). Teleonomic description in the study of personality. Character and Personality, 5, Allport, G.W. ( 1961 ). Pattern and growth in personality. New York: Holt, Rinehart, & Winston. Bennis, W. G., & O Toole, J. (2005). How business schools lost their way. Harvard business review, 83(5), Cattell, R.B. (1957). Personality and Motivation Structure and Measurement. New York: World Book. Cattell, R.B. (1973). Personality and Mood by Questionnaire. San Francisco: Jossey-Bass. Cattell, R. B. & Mead, A. D. (2008). The Sixteen Personality Factor Questionnaire (16PF). In, G. J. Boyle, G., Matthews, & D. H., Saklofske, (Ed.). The SAGE handbook of personality theory and assessment. (Vol. 1, Chap. 7, pp ). Sage. 10

C A R R E I R A H O G A N D E S E N V O L V E R DICAS DE DESENVOLVIMENTO PARA GESTÃO DE CARREIRA. Relatório para: Tal Fulano ID: HC748264

C A R R E I R A H O G A N D E S E N V O L V E R DICAS DE DESENVOLVIMENTO PARA GESTÃO DE CARREIRA. Relatório para: Tal Fulano ID: HC748264 S E L E C I O N A R D E S E N V O L V E R L I D E R A R H O G A N D E S E N V O L V E R C A R R E I R A DICAS DE DESENVOLVIMENTO PARA GESTÃO DE CARREIRA Relatório para: Tal Fulano ID: HC748264 Data: 12,

Leia mais

HOGANDEVELOP INSIGHT. Relatório para: Tal Fulano ID: HC748264 Data: 12, Novembro, 2014 2013 HOGAN ASSESSMENT SYSTEMS INC.

HOGANDEVELOP INSIGHT. Relatório para: Tal Fulano ID: HC748264 Data: 12, Novembro, 2014 2013 HOGAN ASSESSMENT SYSTEMS INC. Relatório para: Tal Fulano ID: HC748264 Data: 12, Novembro, 2014 2013 HOGAN ASSESSMENT SYSTEMS INC. INTRODUÇÃO O Inventário Hogan de Personalidade é uma medida da personalidade normal que contém sete escalas

Leia mais

I N T E R P R E T A H O G A N D E S E N V O L V E R INVENTÁRIO HOGAN DE PERSONALIDADE. Relatório para: Fulano Tal ID: HB666327. Data: 14, Março, 2013

I N T E R P R E T A H O G A N D E S E N V O L V E R INVENTÁRIO HOGAN DE PERSONALIDADE. Relatório para: Fulano Tal ID: HB666327. Data: 14, Março, 2013 S E L E C I O N A R D E S E N V O L V E R L I D E R A R H O G A N D E S E N V O L V E R I N T E R P R E T A INVENTÁRIO HOGAN DE PERSONALIDADE Relatório para: Fulano Tal ID: HB666327 Data: 14, Março, 2013

Leia mais

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado

Professora Débora Dado. Prof.ª Débora Dado Professora Débora Dado Prof.ª Débora Dado Planejamento das aulas 7 Encontros 19/05 Contextualizando o Séc. XXI: Equipes e Competências 26/05 Competências e Processo de Comunicação 02/06 Processo de Comunicação

Leia mais

Psicologia 1 22/8/2012. Objetivos. Profº Miguel Maiorino

Psicologia 1 22/8/2012. Objetivos. Profº Miguel Maiorino Administração Profº Miguel Maiorino Psicologia 1 Objetivos Reconhecer que a Psicologia produz conhecimentos muito importantes para o sucesso humano em qualquer atividade; Conhecer como os temas Comportamento

Leia mais

ESTIMA SOCIAIS SEGURANÇA NECESSIDADES FISIOLÓGICAS. Motivação AUTO- REALIZAÇÃO. Por: Arthur Diniz

ESTIMA SOCIAIS SEGURANÇA NECESSIDADES FISIOLÓGICAS. Motivação AUTO- REALIZAÇÃO. Por: Arthur Diniz Motivação Por: Arthur Diniz Falar sobre motivação é sempre um grande desafio. Se formos nos basear na semântica, motivação é simplesmente aquilo que motiva pessoas para uma ação. Uma das questões mais

Leia mais

0 21 anos: Fase do amadurecimento biológico 21 42 anos: Fase do amadurecimento psicológico mais de 42 anos: Fase do amadurecimento espiritual

0 21 anos: Fase do amadurecimento biológico 21 42 anos: Fase do amadurecimento psicológico mais de 42 anos: Fase do amadurecimento espiritual Por: Rosana Rodrigues Quando comecei a escrever esse artigo, inevitavelmente fiz uma viagem ao meu passado. Lembrei-me do meu processo de escolha de carreira e me dei conta de que minha trajetória foi

Leia mais

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO. Concepção do Curso de Administração

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO. Concepção do Curso de Administração CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Concepção do Curso de Administração A organização curricular do curso oferece respostas às exigências impostas pela profissão do administrador, exigindo daqueles que integram a instituição

Leia mais

As cinco disciplinas

As cinco disciplinas As cinco disciplinas por Peter Senge HSM Management julho - agosto 1998 O especialista Peter Senge diz em entrevista exclusiva que os programas de aprendizado podem ser a única fonte sustentável de vantagem

Leia mais

Palestra Virtual. Tema: Perda dos Entes Queridos. Palestrante: Mauro Operti. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.

Palestra Virtual. Tema: Perda dos Entes Queridos. Palestrante: Mauro Operti. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org. Palestra Virtual Promovida pelo http://www.irc-espiritismo.org.br Tema: Perda dos Entes Queridos Palestrante: Mauro Operti Rio de Janeiro 08/05/1998 Organizadores da palestra: Moderador: Macroz (nick:

Leia mais

claro que o emprego existe enquanto houver trabalho para cada empregado.

claro que o emprego existe enquanto houver trabalho para cada empregado. Automotivação Antes de abordarmos a importância da motivação dentro do universo corporativo, vale a pena iniciarmos esta série de artigos com uma definição sobre esta palavra tão em voga nos dias atuais.

Leia mais

Orientação ao mercado de trabalho para Jovens. 1ª parte. Projeto Super Mercado de Trabalho 1ª parte Luiz Fernando Marca

Orientação ao mercado de trabalho para Jovens. 1ª parte. Projeto Super Mercado de Trabalho 1ª parte Luiz Fernando Marca Orientação ao mercado de trabalho para Jovens 1ª parte APRESENTAÇÃO Muitos dos jovens que estão perto de terminar o segundo grau estão lidando neste momento com duas questões muito importantes: a formação

Leia mais

Aprendizes do Futuro: como incorporar conhecimento e transformar realidades Eduardo Carmello

Aprendizes do Futuro: como incorporar conhecimento e transformar realidades Eduardo Carmello Aprendizes do Futuro: como incorporar conhecimento e transformar realidades Eduardo Carmello Para suportar as intensas mudanças nos próximos 10 anos, Aprendizes do Futuro compreendem que é necessário criar

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça Superior Tribunal de Justiça Motivando a equipe em situações adversas Professor: Juca Palácios. Comunicação Positiva; Conversas difíceis; Conflitos; Comunicação positiva: As pessoas não precisam ser lideradas

Leia mais

Aula 11 O Efeito Pigmalião

Aula 11 O Efeito Pigmalião Aula 11 O Efeito Pigmalião Objetivos da aula: Conhecer o chamado Efeito Pigmalião. Compreender a importância do conhecimento do Efeito Pigmalião pelo líder,l quando ele está envolvido no desenvolvimento

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

Parceria RH & Coaching: Soluções à organização pessoal e profissional Marcia Toscano

Parceria RH & Coaching: Soluções à organização pessoal e profissional Marcia Toscano Parceria RH & Coaching: Soluções à organização pessoal e profissional Marcia Toscano Socióloga - Consultora em Gestão de Pessoas - Personal & Professional Coach 1. Cenários organizacionais: Como delimitar

Leia mais

TESTE VOCACIONAL PROF. BRUNO AUGUSTO COLÉGIO SÃO JOSÉ

TESTE VOCACIONAL PROF. BRUNO AUGUSTO COLÉGIO SÃO JOSÉ TESTE VOCACIONAL PROF. BRUNO AUGUSTO COLÉGIO SÃO JOSÉ S I S T E M A P O S I T I V O D E E N S I N O Na escola, você prefere assuntos ligados à: a) Arte, esportes e atividades extracurriculares b) Biologia

Leia mais

Inteligência. Emocional

Inteligência. Emocional Inteligência Emocional Inteligência Emocional O que querem os empregadores?? Atualmente, as habilitações técnicas específicas são menos importantes do que a capacidade implícita de aprender no trabalho

Leia mais

O ABC da gestão do desempenho

O ABC da gestão do desempenho Por Peter Barth O ABC da gestão do desempenho Uma ferramenta útil e prática para aprimorar o desempenho de pessoas e organizações 32 T&D INTELIGÊNCIA CORPORATIVA ED. 170 / 2011 Peter Barth é psicólogo

Leia mais

Empreendedora. Inovação e Gestão. Introdução ao empreendedorismo

Empreendedora. Inovação e Gestão. Introdução ao empreendedorismo Inovação e Gestão Empreendedora atuação empreendedora no brasil desenvolvimento da teoria do empreendedorismo diferenças entre empreendedores, empresários, executivos e empregados Introdução ao empreendedorismo

Leia mais

Perfil Caliper de Liderança The Inner Leader Report

Perfil Caliper de Liderança The Inner Leader Report Perfil Caliper de Liderança The Inner Leader Report Avaliação de: Sr. Mario Exemplo Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Página 1 Perfil Caliper de Liderança The Inner Leader Report

Leia mais

Autor: Roberto Lira Miranda Obra: Além da Inteligência Emocional Edit.: Campus

Autor: Roberto Lira Miranda Obra: Além da Inteligência Emocional Edit.: Campus Autor: Roberto Lira Miranda Obra: Além da Inteligência Emocional Edit.: Campus 1 Metafísico poderes paranormais Sabedoria 2 Conjeturar Especular Criar Prever Imaginar 4 Ensinar 3 Apoiar Comunicar Agrupa

Leia mais

COMO DESENVOLVER UMA PESQUISA E COMO ELABORAR UM PROJETO DE PESQUISA?

COMO DESENVOLVER UMA PESQUISA E COMO ELABORAR UM PROJETO DE PESQUISA? COMO DESENVOLVER UMA PESQUISA E COMO ELABORAR UM PROJETO DE PESQUISA? Conhecimento: Conhecimento: nada mais é que a apreensão da realidade, de forma real ou imaginada. Entendendo realidade como aquilo

Leia mais

Os Sete Níveis de Consciência da Liderança

Os Sete Níveis de Consciência da Liderança Os Sete Níveis de Consciência da Liderança Existem sete níveis bem definidos de liderança, que correspondem aos sete níveis de consciência organizacional. Cada nível de liderança se relaciona com a satisfação

Leia mais

Um Modelo para Entender as Diferenças Culturais Através da Teoria dos Estilos Sociais

Um Modelo para Entender as Diferenças Culturais Através da Teoria dos Estilos Sociais Um Modelo para Entender as Diferenças Culturais Através da Teoria dos Estilos Sociais Teoria dos Estilos Sociais - origens Empódocles (444 a.c) Fundou a escola de medicina da Sicília. Tudo é constituído

Leia mais

Desenvolvimento de Líderes

Desenvolvimento de Líderes Desenvolvimento de Líderes Desempenho da Liderança by Ser Humano Consultoria Liderança é a competência de alguém em exercer influência sobre indivíduos e grupos, de modo que tarefas, estratégias e missões

Leia mais

Perfil de estilos de personalidade

Perfil de estilos de personalidade Relatório confidencial de Maria D. Apresentando Estilos de venda Administrador: Juan P., (Sample) de conclusão do teste: 2014 Versão do teste: Perfil de estilos de personalidade caracterizando estilos

Leia mais

Measure & Develop Human Capability SEI STRENGTHS REPORT. Portuguese Edition. Denise Fernandes. Relatório preparado para.

Measure & Develop Human Capability SEI STRENGTHS REPORT. Portuguese Edition. Denise Fernandes. Relatório preparado para. Measure & Develop Human Capability v SEI STRENGTHS REPORT Portuguese Edition Relatório preparado para Em: September 02, Denise Fernandes Parte 1: Introdução Inteligência emocional (IE) é um conjunto de

Leia mais

TEORIA ORGANÍSMICA - GOLDSTEIN

TEORIA ORGANÍSMICA - GOLDSTEIN TEORIA ORGANÍSMICA - GOLDSTEIN Precursor SMUTS 1926 EVOLUÇÃO E HOLISMO HOLISMO - GREGO HOLOS TOTAL COMPLETO - UNIFICAÇÃO Descartes séc. XVII Divisão do indivíduo em duas entidades separadas, mas inter-relacionadas:

Leia mais

Levantamento do Perfil Empreendedor

Levantamento do Perfil Empreendedor Levantamento do Perfil Empreendedor Questionário Padrão Informações - O objetivo deste questionário é auxiliar a definir o seu perfil e direcioná-lo para desenvolver suas características empreendedoras.

Leia mais

A minha missão é potencializar resultados e promover o desenvolvimento humano com a socialização dos saberes

A minha missão é potencializar resultados e promover o desenvolvimento humano com a socialização dos saberes DALMIR SANT'ANNA TREINAMENTOS LTDA AVENIDA NEREU RAMOS, 897 CENTRO 88.380-000 BALNEÁRIO PIÇARRAS SC APRESENTAÇÃO Espero que este material, ao chegar em suas mãos e de sua equipe de trabalho, encontrem

Leia mais

Como Eu Começo meu A3?

Como Eu Começo meu A3? Como Eu Começo meu A3? David Verble O pensamento A3 é um pensamento lento. Você está tendo problemas para começar seu A3? Quando ministro treinamentos sobre o pensamento, criação e uso do A3, este assunto

Leia mais

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636

FACESI EM REVISTA Ano 3 Volume 3, N. 2 2011 - - ISSN 2177-6636 PEDAGOGIA EMPRESARIAL E APRENDER BRINCANDO E A IMPORTÂNCIA DO JOGO: DIFERENTES TEMAS NA ÁREA EDUCACIONAL Ana Flávia Crespim da Silva Araújo ana.crespim@hotmail.com Elaine Vilas Boas da Silva elainevb2010@hotmail.com

Leia mais

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES

APÊNDICE A QUESTIONÁRIO APLICADO AOS GESTORES 202 INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO ALGUNS COMENTÁRIOS ANTES DE INICIAR O PREENCHIMENTO DO QUESTIONÁRIO: a) Os blocos a seguir visam obter as impressões do ENTREVISTADO quanto aos processos de gestão da Policarbonatos,

Leia mais

SESSÃO 2: Explorando Profissões

SESSÃO 2: Explorando Profissões SESSÃO 2: Explorando Profissões CURRÍCULO DE PROGRAMA Muitas meninas adolescentes (e adultos também) dizem que não tem ideia do que querem fazer com o resto de suas vidas. Embora que algumas meninas sonham

Leia mais

PRINCÍPIOS PARA VOCÊ LEVAR SUA VIDA AO PRÓXIMO NÍVEL LUIZ FELIPE CARVALHO

PRINCÍPIOS PARA VOCÊ LEVAR SUA VIDA AO PRÓXIMO NÍVEL LUIZ FELIPE CARVALHO 6 PRINCÍPIOS PARA VOCÊ LEVAR SUA VIDA AO PRÓXIMO NÍVEL LUIZ FELIPE CARVALHO Súmario Introdução 03 #1 Desenvolva-se Pessoalmente 05 #2 Pratique Autoconhecimento 07 #3 Seja Líder de Si Mesmo 08 #4 Controle

Leia mais

Conrado Adolpho. Certificação 8Ps do Marketing Digital Edição Rio 2011. Introdução ao Marketing Digital

Conrado Adolpho. Certificação 8Ps do Marketing Digital Edição Rio 2011. Introdução ao Marketing Digital Conrado Adolpho Certificação 8Ps do Marketing Digital Edição Rio 2011 Introdução ao Marketing Digital O ambiente digital impõe hoje novos desafios e oportunidades para empresas de todos os portes e setores.

Leia mais

www.corps3.com.br/blog - corps3@corps3.com.br (71) 3451-4740 / (71) 8892-2500

www.corps3.com.br/blog - corps3@corps3.com.br (71) 3451-4740 / (71) 8892-2500 www.corps3.com.br/blog - corps3@corps3.com.br (71) 3451-4740 / (71) 8892-2500 Aptidão invulgar (natural ou adquirida), engenho, habilidade para realização eficaz e prazerosa de determinadas atividades.

Leia mais

Guia de autopercepção

Guia de autopercepção TRACOM Sneak Peek Excerpts from Guia de autopercepção Guia de autopercepção Índice Introdução...1 O SOCIAL STYLE MODEL TM...1 De onde vem seu estilo?....................................................

Leia mais

Guia CARREIRAS E SALÁRIOS

Guia CARREIRAS E SALÁRIOS Guia CARREIRAS E SALÁRIOS em contabilidade Guia Carreiras e Salários Se você é gestor de alguma empresa contábil, está procurando melhorar sua posição profissional ou é dono de um escritório de contabilidade:

Leia mais

O DNA do Secretariado: Competências e Desafios exigindo um Novo Repertório. 21 de agosto

O DNA do Secretariado: Competências e Desafios exigindo um Novo Repertório. 21 de agosto O DNA do Secretariado: Competências e Desafios exigindo um Novo Repertório 21 de agosto DNA do Profissional de Secretariado Inovador Bete D Elia Isabel Cristina Baptista Participação especial: Adriano

Leia mais

Por que pessoas têm tanta dificuldade em mudar Por DOMENICO LEPORE

Por que pessoas têm tanta dificuldade em mudar Por DOMENICO LEPORE Por que pessoas têm tanta dificuldade em mudar Por DOMENICO LEPORE Por que pessoas têm tanta dificuldade em mudar Mudança é a parte mais constante de nossa existência: nosso pâncreas substitui a maioria

Leia mais

COMO CONTRATAR OS MELHORES REPRESENTANTES DE ATENDIMENTO AO CLIENTE

COMO CONTRATAR OS MELHORES REPRESENTANTES DE ATENDIMENTO AO CLIENTE COMO CONTRATAR OS MELHORES REPRESENTANTES DE ATENDIMENTO AO CLIENTE Por que se importar 3 O melhor representante de atendimento 4 SUMÁRIO Escrevendo um anúncio de vaga de emprego Carta de apresentação

Leia mais

Empreendedorismo Dando asas ao espírito empreendedor. Idalberto Chiavenato

Empreendedorismo Dando asas ao espírito empreendedor. Idalberto Chiavenato Empreendedorismo Dando asas ao espírito empreendedor Idalberto Chiavenato 3º Edição 2008 Empreendedorismo Dando asas ao espírito empreendedor Idalberto Chiavenato Doutor (PhD) e mestre (MBA) em Administração

Leia mais

OS SABERES DOS PROFESSORES

OS SABERES DOS PROFESSORES OS SABERES DOS PROFESSORES Marcos históricos e sociais: Antes mesmo de serem um objeto científico, os saberes dos professores representam um fenômeno social. Em que contexto social nos interessamos por

Leia mais

1. Escolha do Tema. 2. Formulação do Problema. 1 Escolha do Tema II. PLANEJAMENTO DA PESQUISA

1. Escolha do Tema. 2. Formulação do Problema. 1 Escolha do Tema II. PLANEJAMENTO DA PESQUISA II. PLANEJAMENTO DA PESQUISA 1. Escolha do tema 2. Formulação do problema 3. Justificativa 4. Determinação dos objetivos 5. Referencial teórico 6. Referências 1 Escolha do Tema 1. Escolha do Tema Nesta

Leia mais

Dicas do que você deve fazer desde cedo para educar seu filho a ser determinado e capaz de conquistar o que ele deseja.

Dicas do que você deve fazer desde cedo para educar seu filho a ser determinado e capaz de conquistar o que ele deseja. Dicas do que você deve fazer desde cedo para educar seu filho a ser determinado e capaz de conquistar o que ele deseja. O primeiro passo para conquistar algo é acreditar que é possível. Se não, a pessoa

Leia mais

AUTORAS ROSANGELA SOUZA

AUTORAS ROSANGELA SOUZA AUTORAS ROSANGELA SOUZA Especialista em Gestão Empresarial com MBA pela FGV e Professora de Estratégia na Pós-Graduação da FGV. Desenvolveu projetos acadêmicos sobre segmento de idiomas, planejamento estratégico

Leia mais

APRENDENDO A SER PROFESSOR: do discurso à prática

APRENDENDO A SER PROFESSOR: do discurso à prática APRENDENDO A SER PROFESSOR: do discurso à prática INTRODUÇÃO Moara Barboza Rodrigues O presente artigo tem como objetivo analisar o processo de formação docente atual por meio da leitura dos textos trabalhados

Leia mais

www.marcelodeelias.com.br Palestras Inteligentes

www.marcelodeelias.com.br Palestras Inteligentes www.marcelodeelias.com.br Palestras Inteligentes Sólidos conteúdos com alegria - essas são algumas características das palestras de Marcelo de Elias. Outra característica marcante: Cada palestra é um projeto

Leia mais

Desafios no. Desenvolvimento da Liderança reinventando o processo de formação

Desafios no. Desenvolvimento da Liderança reinventando o processo de formação Desafios no Desenvolvimento da Liderança reinventando o processo de formação Julho 2015 Apoio: O termo crise de liderança é cada vez mais usado em diversos setores sociais: políticos, executivos e até

Leia mais

Entrepreneurship Lab Inovação, Desempenho e Crescimento Porque Educação Executiva Insper Cursos de Curta e Média Duração

Entrepreneurship Lab Inovação, Desempenho e Crescimento Porque Educação Executiva Insper Cursos de Curta e Média Duração 1 Porque Educação Executiva Insper A dinâmica do mundo corporativo atual exige profissionais multidisciplinares, capazes de interagir e formar conexões com diferentes áreas da empresa e entender e se adaptar

Leia mais

Curso Introdução ao Secretariado Empresarial

Curso Introdução ao Secretariado Empresarial Seja bem Vindo! Curso Introdução ao Secretariado Empresarial CursosOnlineSP.com.br Carga horária: 20hs Conteúdo Programático: 1. Um novo perfil 2. Da era da máquina datilográfica à internet 3. Um perfil

Leia mais

Vamos começar nossos estudos e descobertas????????

Vamos começar nossos estudos e descobertas???????? Aula 07 RESUMO E RESENHA Vamos iniciar nossos estudos???? Você já deve ter observado que pedimos que leia determinados textos e escreva o que entendeu, solicitamos que escreva o que o autor do texto quis

Leia mais

Aula 5. Teorias sobre Liderança

Aula 5. Teorias sobre Liderança Aula 5 Teorias sobre Liderança Profa. Ms. Daniela Cartoni daniela.cartoni@veris.edu.br O que é Liderança Capacidade de influenciar um grupo em direção ao alcance dos objetivos. Desafios para o líder: desenvolvimento

Leia mais

SERVIÇO DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO

SERVIÇO DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO SERVIÇO DE PSICOLOGIA E ORIENTAÇÃO ORIENTAÇÃO ESCOLAR E VOCACIONAL A conclusão do 9.º ano de escolaridade, reveste-se de muitas dúvidas e incertezas, nomeadamente na escolha de uma área de estudos ou num

Leia mais

LÍDER COACH Obtenha excelência em sua vida pessoal e profissional

LÍDER COACH Obtenha excelência em sua vida pessoal e profissional LÍDER COACH Obtenha excelência em sua vida pessoal e profissional Ao investir em pessoas o seu resultado é garantido! Tenha ganhos significativos em sua gestão pessoal e profissional com o treinamento

Leia mais

CONDUZINDO MUDANÇAS TRANSFORMADORAS

CONDUZINDO MUDANÇAS TRANSFORMADORAS CONDUZINDO MUDANÇAS TRANSFORMADORAS por David Miller The European Business Review, março/abril 2012 As mudanças estão se tornando mais frequentes, radicais e complexas. Os índices de falha em projetos

Leia mais

O PROCESSO DE COACHING EXECUTIVO E EMPRESARIAL: PERCEPÇÕES DE GESTORES DE RECURSOS HUMANOS PSICÓLOGOS E DE OUTRAS FORMAÇÕES

O PROCESSO DE COACHING EXECUTIVO E EMPRESARIAL: PERCEPÇÕES DE GESTORES DE RECURSOS HUMANOS PSICÓLOGOS E DE OUTRAS FORMAÇÕES 26 a 29 de outubro de 2010 ISBN 978-85-61091-69-9 O PROCESSO DE COACHING EXECUTIVO E EMPRESARIAL: PERCEPÇÕES DE GESTORES DE RECURSOS HUMANOS PSICÓLOGOS E DE OUTRAS FORMAÇÕES Dione Nunes Franciscato 1 ;

Leia mais

MBA Gestão de Negócios e Pessoas

MBA Gestão de Negócios e Pessoas PROJETO PEDAGÓGICO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU Nome do Curso MBA Gestão de Negócios e Pessoas Área de Conhecimento Ciências Sociais Aplicadas Nome do Coordenador do Curso e Breve Currículo: Prof.

Leia mais

Como contratar de forma eficaz

Como contratar de forma eficaz Como contratar de forma eficaz Todos nós, de uma forma ou de outra, somos imperfeitos. Mesmo assim, procuramos contratar as pessoas perfeitas. A Robert Half fornece profissionais altamente qualificados

Leia mais

Gestão de Pessoas Diversidade e Competências

Gestão de Pessoas Diversidade e Competências Gestão de Pessoas Diversidade e Competências Gestão de Pessoas ESTRATEGICA 1985 a hoje Aumentar o envolvimento dos colaboradores e integrar sistemas de suporte ADMINISTRATIVA 1965 a 1985 Foco: indivíduos

Leia mais

Perfil e Competências do Coach

Perfil e Competências do Coach Perfil e Competências do Coach CÉLULA DE TRABALHO Adriana Levy Isabel Cristina de Aquino Folli José Pascoal Muniz - Líder da Célula Marcia Madureira Ricardino Wilson Gonzales Gambirazi 1. Formação Acadêmica

Leia mais

Personal and Professional Coaching

Personal and Professional Coaching Personal and Professional Coaching Seu salto para a excelência pessoal e profissional 1 O novo caminho para o sucesso e a realização pessoal! Todos sabem que para ser médico, advogado, dentista ou engenheiro

Leia mais

Leader coach e estratégia Disney

Leader coach e estratégia Disney 34 Leader coach e estratégia Disney As organizações enfrentam grandes desafios. Surge a necessidade de adaptação. Um dos principais fatores que fazem a diferença são seus líderes. Os líderes precisam adotar

Leia mais

» ARTIGO. » Por Charles Jennings. A verdade sobre o treinamento. Um Clique à Frente.

» ARTIGO. » Por Charles Jennings. A verdade sobre o treinamento. Um Clique à Frente. » ARTIGO» Por Charles Jennings Um Clique à Frente. » ARTIGO» Por Charles Jennings Artigo editado e distribuído pela primeira vez em língua portuguesa por meio da parceria entre a Ciatech e o autor, Charles

Leia mais

Perfil de Competências de Gestão. Nome: Exemplo

Perfil de Competências de Gestão. Nome: Exemplo Perfil de Competências de Gestão Nome: Exemplo Data: 8 maio 2008 Perfil de Competências de Gestão Introdução Este perfil resume como é provável que o estilo preferencial ou os modos típicos de comportamento

Leia mais

PORQUE O PRIMEIRO EMPREGO É DIFÍCIL?

PORQUE O PRIMEIRO EMPREGO É DIFÍCIL? PORQUE O PRIMEIRO EMPREGO É DIFÍCIL? Em épocas de vestibular, cerca de 1,8 milhão de jovens vão escolher uma profissão e dar arrepios no mercado, ou ficarem arrepiados, dando assim o primeiro empurrão

Leia mais

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL HABILIDADE DE SE IDENTIFICAR E GERIR AS PRÓPRIAS EMOÇÕES E DE OUTRAS PESSOAS. 2013 Hogan Assessment Systems Inc.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL HABILIDADE DE SE IDENTIFICAR E GERIR AS PRÓPRIAS EMOÇÕES E DE OUTRAS PESSOAS. 2013 Hogan Assessment Systems Inc. INTELIGÊNCIA EMOCIONAL EQ A HABILIDADE DE SE IDENTIFICAR E GERIR AS PRÓPRIAS EMOÇÕES E DE OUTRAS PESSOAS Relatório para Tal Fulano ID HC748264 Data 12, Novembro, 2014 2013 Hogan Assessment Systems Inc.

Leia mais

INTRODUÇÃO A ÃO O EMPREENDE

INTRODUÇÃO A ÃO O EMPREENDE INTRODUÇÃO AO EMPREENDEDORISMO Prof. Marcos Moreira Conceito O empreendedorismo se constitui em um conjunto de comportamentos e de hábitos que podem ser adquiridos, praticados e reforçados nos indivíduos,

Leia mais

O Paradigma da nova liderança

O Paradigma da nova liderança O Paradigma da nova liderança Robert B. Dilts Um dos mais importantes conjuntos de habilidades Um dos mais importantes conjuntos de habilidades necessárias num mundo em transformação são as habilidades

Leia mais

Perfil Caliper Smart Liderança The Inner Leader Report

Perfil Caliper Smart Liderança The Inner Leader Report Perfil Caliper Smart The Inner Leader Report Avaliação de: Sr. Mário Teste Preparada por: Consultora Caliper consultora@caliper.com.br Data: Perfil Caliper Smart The Inner Leader Report Página 1 INTRODUÇÃO

Leia mais

LIDERANÇA EFICAZ, ORGANIZAÇÃO DE SUCESSO

LIDERANÇA EFICAZ, ORGANIZAÇÃO DE SUCESSO LIDERANÇA EFICAZ, ORGANIZAÇÃO DE SUCESSO Bianca Santos NESPOLI 1 Luiz Augusto Tiezzi PONTES 2 Roberta Cavalcante GOMES 3 RESUMO: Este artigo apresenta diferentes pontos de vista sobre o significado de

Leia mais

Permita-se ir além e descubra uma nova possibilidade, um conjunto de ideias e inovação, construído por você.

Permita-se ir além e descubra uma nova possibilidade, um conjunto de ideias e inovação, construído por você. Somos uma empresa inovadora, que através de uma metodologia vencedora proporciona a nossos clientes um ambiente favorável ao desenvolvimento de capacidades, para que seus profissionais alcancem o melhor

Leia mais

Inglesar.com.br Aprender Inglês Sem Estudar Gramática

Inglesar.com.br Aprender Inglês Sem Estudar Gramática 1 Sumário Introdução...04 O segredo Revelado...04 Outra maneira de estudar Inglês...05 Parte 1...06 Parte 2...07 Parte 3...08 Por que NÃO estudar Gramática...09 Aprender Gramática Aprender Inglês...09

Leia mais

Filosofia para crianças? Que história é essa?

Filosofia para crianças? Que história é essa? Filosofia para crianças? Que história é essa? P Isabel Cristina Santana Diretora do CBFC ara muitos provoca espanto a minha resposta quando me perguntam: qual é o seu trabalho? e eu respondo trabalho com

Leia mais

TÍTULO: LIDERANÇA E MOTIVAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES DA EMPRESA COR BELLA- AURIFLAMA

TÍTULO: LIDERANÇA E MOTIVAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES DA EMPRESA COR BELLA- AURIFLAMA TÍTULO: LIDERANÇA E MOTIVAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES DA EMPRESA COR BELLA- AURIFLAMA CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE AURIFLAMA AUTOR(ES):

Leia mais

"Criatividade e Inovação para o Aprendizado de Resultados" Apresentado por Jorge Pinheiro

Criatividade e Inovação para o Aprendizado de Resultados Apresentado por Jorge Pinheiro "Criatividade e Inovação para o Aprendizado de Resultados" Apresentado por Jorge Pinheiro Pessoal Relacional Organizacional = Equilibrado, Maduro e Responsável = Amigo, Atencioso, Excelente ouvinte = Desalinhado

Leia mais

ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 11 PRIMEIRA PARTE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO. 1. AUTOCONHECIMENTO... 15 1.1 Processos... 16 1.2 Dificuldades...

ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 11 PRIMEIRA PARTE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO. 1. AUTOCONHECIMENTO... 15 1.1 Processos... 16 1.2 Dificuldades... ÍNDICE APRESENTAÇÃO... 11 PRIMEIRA PARTE A RELAÇÃO CONSIGO MESMO 1. AUTOCONHECIMENTO... 15 1.1 Processos... 16 1.2 Dificuldades... 19 2. AUTOESTIMA... 23 2.1 Autoaceitação... 24 2.2 Apreço por si... 26

Leia mais

Gerenciamento de Projetos Digitais. Liderança, Negociação e Gestão de Conflitos

Gerenciamento de Projetos Digitais. Liderança, Negociação e Gestão de Conflitos Gerenciamento de Projetos Digitais Liderança, Negociação e fredpacheco@me.com FRED PACHECO! 14 anos de experiência no mercado de marketing online.! Palestrante e Consultor de mídia, planejamento e marketing.!

Leia mais

Instrumentos de Coleta de Dados em Projetos Educacionais

Instrumentos de Coleta de Dados em Projetos Educacionais Instrumentos de Coleta de Dados em Projetos Educacionais (Publicação do Instituto de Pesquisas e Inovações Educacionais - Educativa) Eduardo F. Barbosa - 1998 A necessidade de obtenção de dados no desenvolvimento

Leia mais

High Potentials, Talentos e Sucessão no Brasil

High Potentials, Talentos e Sucessão no Brasil High Potentials, Talentos e Sucessão no Brasil P e s q u i s a d a F u n d a ç ã o G e t u l i o V a r g a s I n s t i t u t o d e D e s e n v o l v i m e n t o E d u c a c i o n a l Conteúdo 1. Propósito

Leia mais

RESUMO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO SUPERIOR DE EVENTOS

RESUMO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO SUPERIOR DE EVENTOS RESUMO PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO SUPERIOR DE EVENTOS SALVADOR 2012 1 CONTEXTUALIZAÇÃO Em 1999, a UNIJORGE iniciou suas atividades na cidade de Salvador, com a denominação de Faculdades Diplomata. O contexto

Leia mais

liderança conceito Sumário Liderança para potenciais e novos gestores

liderança conceito Sumário Liderança para potenciais e novos gestores Sumário Liderança para potenciais e novos gestores conceito Conceito de Liderança Competências do Líder Estilos de Liderança Habilidades Básicas Equipe de alta performance Habilidade com Pessoas Autoestima

Leia mais

A importância de personalizar a sua loja virtual

A importância de personalizar a sua loja virtual A importância de personalizar a sua loja virtual Ter uma loja virtual de sucesso é o sonho de muitos empresários que avançam por esse nicho econômico. Porém, como as lojas virtuais são mais baratas e mais

Leia mais

Projeto. Supervisão. Escolar. Adriana Bührer Taques Strassacapa Margarete Zornita

Projeto. Supervisão. Escolar. Adriana Bührer Taques Strassacapa Margarete Zornita Projeto de Supervisão Escolar Adriana Bührer Taques Strassacapa Margarete Zornita Justificativa O plano de ação do professor pedagogo é um guia de orientação e estabelece as diretrizes e os meios de realização

Leia mais

Teoria Básica da Administração. Liderança e Comunicação. Professor: Roberto César

Teoria Básica da Administração. Liderança e Comunicação. Professor: Roberto César Teoria Básica da Administração Liderança e Comunicação Professor: Roberto César Liderança O líder nasce líder ou aprende a ser líder? Liderar é conhecer a motivação humana e saber conduzir as pessoas a

Leia mais

energia EXTERNA energia INTERNA

energia EXTERNA energia INTERNA Fatores de Identificação As nomenclaturas utilizadas a seguir definem individualmente as características dos tipos comportamentais e atendem à amplitude de informações necessárias para analisar e conduzir

Leia mais

RESPOSTA FÍSICA TOTAL

RESPOSTA FÍSICA TOTAL RESPOSTA FÍSICA TOTAL Valdelice Prudêncio Lima UEMS João Fábio Sanches Silva UEMS O método apresentado é baseado na coordenação da fala e da ação, desenvolvido por James Asher, professor de psicologia

Leia mais

Coaching: um novo olhar. Maria José Tenreiro

Coaching: um novo olhar. Maria José Tenreiro Coaching: um novo olhar Maria José Tenreiro Ampliar a visão Desenvolver aptidões Abrir perspetivas O que é o Coaching? Expandir recursos Alterar rotinas de pensamento Descobrir que somos capazes mudando

Leia mais

BACHARELADOS INTERDISCIPLINARES

BACHARELADOS INTERDISCIPLINARES BACHARELADOS INTERDISCIPLINARES Bacharelados Interdisciplinares (BIs) e similares são programas de formação em nível de graduação de natureza geral, que conduzem a diploma, organizados por grandes áreas

Leia mais

LIDERANÇA: UMA CHAVE PARA O SUCESSO DA ADMINISTRAÇÃO

LIDERANÇA: UMA CHAVE PARA O SUCESSO DA ADMINISTRAÇÃO 1 LIDERANÇA: UMA CHAVE PARA O SUCESSO DA ADMINISTRAÇÃO Elisângela de Aguiar Alcalde (Docente MSc. das Faculdades Integradas de Três Lagoas-AEMS) Linda Jennyfer Vaz (Discente do 2º ano do curso de Administração-

Leia mais

SIMPÓSIO ENSINO MÉDIO INTEGRADO FOZ DO IGUAÇU

SIMPÓSIO ENSINO MÉDIO INTEGRADO FOZ DO IGUAÇU SIMPÓSIO ENSINO MÉDIO INTEGRADO FOZ DO IGUAÇU E I X O T E C N O L Ó G I C O : G E S T Ã O E N E G Ó C I O S O F I C I N A 2 : G E S T Ã O D E P E S S O A S E P R E S T A Ç Ã O D E S E R V I Ç O S Consultora

Leia mais

Negociação Estratégica e Gestão de Conflitos Porque Educação Executiva Insper Cursos de Curta e Média Duração Educação Executiva

Negociação Estratégica e Gestão de Conflitos Porque Educação Executiva Insper Cursos de Curta e Média Duração Educação Executiva 1 Porque Educação Executiva Insper A dinâmica do mundo corporativo exige profissionais multidisciplinares, capazes de interagir e formar conexões com diferentes áreas da empresa e entender e se adaptar

Leia mais

Quando quiser sair da apresentação, basta clicar neste ícone ( x ) no canto superior direito da tela.

Quando quiser sair da apresentação, basta clicar neste ícone ( x ) no canto superior direito da tela. Esta é uma apresentação navegável. Uma maneira prática de conhecer a Academia da Estratégia. Para navegar siga as instruções abaixo. Esperamos que a sua viagem seja UAU! Quando quiser sair da apresentação,

Leia mais

COMPETÊNCIAS PARA A EMPREGABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES

COMPETÊNCIAS PARA A EMPREGABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES t COMPETÊNCIAS PARA A EMPREGABILIDADE NAS ORGANIZAÇÕES Joaquim Domingos Maciel Faculdade Sumaré joaquim.mackim@gmail.com RESUMO: Este artigo pretende alertar estudantes e profissionais para a compreensão

Leia mais

WHAT WE EAT AND DRINK SAY A LOT ABOUT US

WHAT WE EAT AND DRINK SAY A LOT ABOUT US Aula9 WHAT WE EAT AND DRINK SAY A LOT ABOUT US META Apresentar os pronomes indefinidos some e any demonstrando os usos desses em relação aos usos dos artigos indefi nidos. Apresentar os pronomes interrogativos

Leia mais

COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS PESSOAIS E PROFISSIONAIS. Adm. Paulo César Diniz de Araújo, M.Sc. E MBA.

COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS PESSOAIS E PROFISSIONAIS. Adm. Paulo César Diniz de Araújo, M.Sc. E MBA. COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS PESSOAIS E PROFISSIONAIS Adm. Paulo César Diniz de Araújo, M.Sc. E MBA. Comece 2011 desenvolvendo Competências Essências Pessoais e Profissionais tão desejadas nos dias de hoje.

Leia mais

LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA SPADA, Nina. Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Estrangeira: uma entrevista com Nina Spada. Revista Virtual de Estudos da Linguagem - ReVEL. Vol. 2, n. 2, 2004. Tradução de Gabriel de Ávila Othero.

Leia mais