POLUIÇÃO EM DECORRÊNCIA DO LANÇAMENTO EM CURSOS D ÁGUA DE ESGOTOS SANITÁRIOS SEM PRÉVIO TRATAMENTO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "POLUIÇÃO EM DECORRÊNCIA DO LANÇAMENTO EM CURSOS D ÁGUA DE ESGOTOS SANITÁRIOS SEM PRÉVIO TRATAMENTO"

Transcrição

1 POLUIÇÃO EM DECORRÊNCIA DO LANÇAMENTO EM CURSOS D ÁGUA DE ESGOTOS SANITÁRIOS SEM PRÉVIO TRATAMENTO ASPECTOS JURÍDICOS E ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO Marcos Paulo de Souza Miranda. 1. CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROBLEMA Segundo estatísticas do IBGE, no ano de ,8% dos municípios brasileiros não tinham serviços de esgotamento sanitário e 44,7% dos domicílios não estavam ligados à rede coletora, sendo o esgoto 1 a céu aberto considerado como um dos maiores problemas ambientais e de saúde pública do país. Em Minas Gerais, dados da Fundação Estadual de Meio Ambiente indicam que dos 853 municípios do Estado, cerca de 92% ainda lançam os esgotos brutos nos corpos d água. Sabe-se que inúmeras doenças graves estão relacionadas à poluição da água, conforme quadro abaixo 2, o que justifica a utilização de todos os instrumentos possíveis para combate-la, não só por razões ambientais mas também por razões de saúde pública. GRUPO Doenças Transmitidas pela Água Doenças controladas pela limpeza da água Doenças associadas à água Doenças cujos vetores se relacionam com a água Doenças associadas ao destino dos DOENÇAS Cólera, Febre Tifóide, Leptospirose, Giardíase, Amebíase, Hepatite Infecciosa Escabiose, Sepsia dérmica, Bouba, Lebra, Piolhos e tifo, Tracoma, Conjutivite, Disenteria bacilar, Salmonelose, Diarréias por enterovírus, Febre paratifóide, Ascaridíase, Tricurose, Enterobiose, Ancilostomose Esquistossomose urinária, Esquistossomose retal, Dracunlose Febre amarela, Dengue e febre hemorrágica por dengue, Febre do oeste do Nilo e do Vale do Rift, Encefalite por arbovirus, Filariose Bancroft, Malária, Ancocercose, Doenças do sono Necatoriose, Clonorquíase, Difolobotríase, Fasciolose, Promotor de Justiça em Minas Gerais. Coordenador das Promotorias Ambientais das Sub-bacias dos Rios das Velhas e Paraopeba. 1 O Dicionário de Ecologia e Ciências Ambientais conceitua esgoto como: descarga aquosa dos sistemas de coleta sanitária municipais ou industriais, especialmente a pertencente a dejetos fecais humanos. ART, Henry W et. All. 2. ed.. São Paulo: UNESP: Melhoramentos, 2001, p SETTI, Arnaldo Augusto (et al.). Introdução ao Gerenciamento de Recursos Hídricos. Brasília: Agência Nacional de Energia Elétrica; Agência Nacional de Águas, 2001, p

2 dejetos Paragonimfase Desta forma, o tratamento de esgotos é medida básica de saneamento, trazendo benefícios para a coletividade e economia para o Sistema Público de Saúde (estudo da UFRJ estima que 68% das internações nos hospitais públicos são provocadas pela água contaminada). Ademais, uma das conseqüências mais dramáticas do saneamento deficiente é a mortalidade infantil de crianças com até um ano de idade. Ainda no ano de 2000 o IBGE detectou municípios com taxas alarmantes de mais de 40 mortes por mil nascidos vivos, índice que a Organização Mundial de Saúde (OMS). Desse total, estão no Nordeste, 48 no Norte e 25 em Minas Gerais, sendo que os municípios que têm as maiores taxas de mortalidade são também os que explicitam mais problemas de saneamento. Os danos ambientais decorrentes do lançamento in natura de esgotos em corpos hídricos também são enormes. É preciso perceber que tudo quanto é jogado nos ralos das pias, vasos sanitários, bueiros e mesmo nos quintais das casas, acaba interferindo no ciclo natural da água. Substâncias tóxicas, não biodegradáveis, dejetos orgânicos em suspensão (responsáveis pela proliferação de microrganismos patogênicos) e resíduos contendo metais pesados, que se acumulam nos organismos vivos, são comumente lançados sem tratamento em córregos, lagos, rios e mares, que ao invés de simbolizarem vida e movimento, passaram ultimamente a ser relacionados com veneno e morte. Como bem resumem José Roberto Guedes de Oliveira e Valdir Aparecido Alves: A água é elemento químico essencial para o desenvolvimento da vida humana e de outros seres, podendo dizer que a água poluída não resulta em equilíbrio ecológico, pois não apresenta características essenciais ao ecossistema. Nesse contexto, não há também qualidade de vida, pois as alterações dos padrões normais fere a vida biológica na qual o homem está inserido, trazendo certas patologias indesejadas pelo ser humano. Como já foi citado, cerca de 80 das patologias que atingem o homem, são contraídas através da água 3. Por todos esses motivos, há necessidade do Ministério Público lançar mão de todos os instrumentos judiciais e extrajudiciais colocados à sua disposição para minimizar esse quadro de conseqüências desastrosas para a saúde humana e para o meio ambiente. 3 Meio Ambiente Natural. Disponível em: Acesso em 21/11/

3 Ressalte-se que por força da Constituição Federal vigente o saneamento básico, por estar diretamente conectado às condições de higiene e saúde, é um direito fundamental e inalienável de todo cidadão. Como salienta o Juiz Federal Nivaldo Brunoni, os investimentos que forem efetuados com saneamento básico reverterão em economia na área da saúde pública e com a política de municipalização do SUS adotada pelo governo federal, intensifica-se ainda mais a incumbência do Poder Público local em reverter as distorções e as deficiências no setor DIPLOMAS LEGAIS APLICÁVEIS À TEMÁTICA Os diplomas legais para o combate ao problema ora em análise são muitos, razão pela qual identificamos abaixo apenas os que julgamos mais importantes. O Decreto n /34 (Código de Águas) preceitua em seu art. 109 que: A ninguém é lícito conspurcar ou contaminar as águas que não consome, com prejuízo de terceiros. No artigo seguinte o Código estabelece que: Os trabalhos para a salubridade das águas serão executados à custa dos infratores, que, além da responsabilidade criminal, se houver, responderão pelas perdas e danos que causarem e pelas multas que lhes forem impostas nos regulamentos administrativos. Em Minas Gerais a Lei 2.126, de 20 de janeiro de 1960, aborda o problema dos esgotos de maneira frontal e é, sem dúvida, o mais importante diploma legal sobre o assunto em nosso Estado. A Lei, que estabelece normas para o lançamento de esgotos e resíduos industriais nos cursos de águas, dispõe: Art. 1º - Fica proibido, a partir da data da publicação desta Lei, em todo o território do Estado de Minas Gerais, lançar nos cursos de água - córregos, ribeirões, rios, lagos, lagoas e canais, por meio de canalização direta ou indireta, de derivação ou de depósito em local que possa ser arrastado pelas águas pluviais ou pelas enchentes, sem tratamento prévio e instalações adequadas, qualquer resíduo industrial em estado sólido, líquido ou gasoso, e qualquer tipo de esgoto sanitário proveniente de centro urbano ou de grupamento de população. Art. 2º - Após o tratamento, os resíduos industriais ou esgotos sanitários podem ser lançados nos cursos de águas, desde que apresentem as seguintes características, verificadas mediante testes e provas de laboratório: a) oxigênio dissolvido - igual ao do curso de água; b) demanda bioquímica de oxigênio - igual à do curso de água; c) sais minerais dissolvidos em 4 A tutela das águas pelo município. In: Águas, aspectos jurídicos e ambientais. Coord. FREITAS, Vladimir Passos de. Curitiba: Juruá. 2ª ed p

4 suspensão, ou precipitados, nas mesmas condições e proporções em quem os contiver o curso de água, in natura. Art. 3º - Os infratores desta Lei incorrerão na multa de Cr$ ,00 (cinqüenta mil cruzeiros) e, no caso de reincidência, na proibição de funcionamento do estabelecimento até que sejam feitas as instalações de tratamento necessárias. Art. 4º - As Prefeituras Municipais, cujas sedes contem mais de habitantes, terão o prazo de um ano, a contar da data da publicação da presente Lei, para providenciar o tratamento de esgotos sanitários provenientes do centro urbano. Parágrafo único. Os grupamentos de população inferior a habitantes terão o prazo de dois anos para satisfazer as exigências desta Lei. Art. 5º - Os estabelecimentos industriais existentes no Estado e atualmente em funcionamento terão o prazo de um ano, a contar da data da publicação da presente lei, para providenciar a instalação de estações de tratamento de resíduos industriais. Parágrafo único - Incorrerão nas penalidades previstas no artigo 3º desta Lei os estabelecimentos que não atenderem ao disposto neste artigo.... Art. 8º - A partir da data desta Lei, as novas indústrias ou quaisquer entidades públicas ou privadas, interessadas no lançamento de resíduos industriais ou esgotos sanitários nos cursos de água, só poderão fazê-lo mediante prévia autorização do Poder Executivo Estadual, uma vez satisfeitas as exigências ora estabelecidas. A Lei , de 28 de dezembro de 1994, que dispõe sobre a Política Estadual de Saneamento Básico estabelece que é seu objetivo assegurar a proteção da saúde da população e a salubridade ambiental urbana e rural, estatuindo ainda que: Art. 2º - Para os efeitos desta lei, considera-se: I - salubridade ambiental o conjunto de condições propícias à saúde da população urbana e rural, quanto à prevenção de doenças veiculadas pelo meio ambiente e à promoção de condições mesológicas favoráveis ao pleno gozo da saúde e do bem-estar; II - saneamento básico o conjunto de ações, serviços e obras que visam a alcançar níveis crescentes de salubridade ambiental por meio de: a) abastecimento de água de qualidade compatível com os padrões de potabilidade e em quantidade suficiente para assegurar higiene e conforto; b) coleta e disposição adequada dos esgotos sanitários;... Art. 3º - A execução da política estadual de saneamento básico, disciplinada nesta lei, condiciona-se aos preceitos consagrados pela Constituição do Estado, observados os seguintes princípios: I - direito de todos ao saneamento básico; 4

5 II - autonomia do município quanto à organização e à prestação de serviços de saneamento básico, nos termos do art. 30, V, da Constituição Federal; III - participação efetiva da sociedade, por meio de suas entidades representativas, na formulação das políticas, na definição das estratégias, na fiscalização e no controle das ações de saneamento básico; IV - subordinação das ações de saneamento básico ao interesse público, de forma a se cumprir sua função social. Verifica-se que a legislação mineira expressamente concebe o saneamento básico como um direito de todos os cidadãos, o que plenamente se justifica na medida em que os serviços de saneamento básico são considerados essenciais 5 por estarem diretamente ligados à prevenção de riscos e danos à saúde e ao meio ambiente. Na verdade, são serviços urbanos fundamentais, uma vez que estão intimamente ligados aos direitos à vida, à moradia digna, à saúde, ao meio ambiente, e à própria dignidade da pessoa humana. Ainda no âmbito do Estado de Minas Gerais, a Lei n /99, que instituiu o Código de Saúde, inseriu no ordenamento jurídico outras disposições sobre a responsabilidade quanto ao tratamento de efluentes: Art. 48. A construção considerada habitável será ligada à rede coletora de esgoto sanitário. 1º Quando não houver rede coletora de esgoto sanitário, o órgão prestador do serviço indicará as medidas técnicas adequadas à solução do problema. 2º As medidas individuais ou coletivas para tratamento e disposição de esgotamento sanitário atenderão às normas técnicas vigentes. Art. 49. O sistema público de coleta de esgoto tratará o esgoto coletado antes de lançá-lo em curso de água. Parágrafo único. É vedado o lançamento de esgoto sanitário em galeria ou rede de águas pluviais. A Resolução CONAMA 357, de 17 de março de 2005, dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, estatui: Art. 24. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou indiretamente, nos corpos de água, após o devido tratamento e desde que obedeçam às condições, padrões e exigências dispostos nesta Resolução e em outras normas aplicáveis. Parágrafo único. O órgão ambiental competente poderá, a qualquer momento: I - acrescentar outras condições e padrões, ou torná-los mais restritivos, tendo em vista as condições locais, mediante fundamentação técnica; e 5 A Lei 7.783/89 também considera os serviços de esgotamento sanitário como essenciais. 5

6 II - exigir a melhor tecnologia disponível para o tratamento dos efluentes, compatível com as condições do respectivo curso de água superficial, mediante fundamentação técnica. Art. 25. É vedado o lançamento e a autorização de lançamento de efluentes em desacordo com as condições e padrões estabelecidos nesta Resolução. A recente Deliberação Normativa COPAM 96/2006, de 12 abril de 2006, convoca todos os municípios mineiros para o licenciamento ambiental de sistemas de tratamento de esgotos, estabelecendo prazos bastante elásticos para tanto. Esta convocação tem natureza administrativa e não impede que o Ministério Público, através de proposta de termo de ajustamento de conduta ou de propositura de ação civil pública, pleiteie o cumprimento da obrigação em menor prazo, com base na legislação antes citada. Não se pode esquecer, ainda, que a coleta e a destinação final dos esgotos urbanos é típico serviço público 6 e, em razão disso, os órgãos públicos competentes e seus concessionários, por força do que dispõe o Código de Defesa do Consumidor (art. 6º, X) e a Lei 8.987/95 (art. 6º), devem prestá-lo de forma adequada, eficiente e segura. Obviamente que não atende a tais requisitos a prestação de serviços causadora de significativa poluição ambiental e de graves riscos à saúde humana, como ocorre com o lançamento de esgoto in natura nos cursos d água. 3. INSTRUMENTOS JURÍDICOS PARA O COMBATE À POLUIÇÃO Feita a análise acima, constata-se que o ordenamento jurídico brasileiro não permite o lançamento de esgotos em cursos d água sem prévio tratamento. Todo aquele (pessoa física ou jurídica) que descumprir o dever de não conspurcar as águas através do lançamento de efluentes sanitários in natura enquadrar-se-á na situação jurídica de poluidor (art. 3º, IV, Lei 6.938/81) e estará sujeito às sanções previstas em âmbito administrativo, cível e criminal, como determinado no art. 225, 3º da CF/ ASPECTO CRIMINAL Em âmbito criminal a conduta do responsável pela poluição poderá encontrar adequação típica no art. 54 da Lei 9.605/98, que sanciona a conduta daquele que causa poluição de 6 Quanto ao tema, oportuna a lição de Hely Lopes Meirelles, em Direito Municipal Brasileiro, p. 313, 6ª ed., Malheiros Editores, São Paulo, 1990: As obras e serviços para fornecimento de água potável e eliminação de detritos sanitários domiciliares, incluindo a captação, condução, tratamento e despejo adequado, são atribuições precípuas do Município, como medidas de interesse da saúde pública em geral e dos usuários em particular. 6

7 qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora, prevendo tipos qualificados nos casos de poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público de água de uma comunidade e quando ocorrer por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos. Tratando do aludido crime, Vladimir Passos de Freitas e Gilberto Passos de Freitas ensinam: Poluição hídrica é todo ato ou fato pelo qual se lance na água qualquer produto que provoque a alteração de suas características ou a torne imprópria para o uso. A água é considerada poluída quando a sua composição está alterada, de forma que se torna inadequado para alguma pessoa ou para todas o seu uso no estado natural. São as alterações de suas propriedades físicas, químicas ou biológicas que a tornam nociva para a saúde e o bem estar da população, ou imprópria para uso, tanto para fins domésticos, agrícolas, industriais e recreativos, como para a fauna e a flora. As causas mais comuns da poluição da água são os despejos de dejetos humanos e industriais e de produtos químicos e radioativos. 7 Por isso, a ação penal pública mostra-se como o instrumento jurídico apto à responsabilização do degradador em tal seara e, secundariamente, como forma de prevenção geral de fatos símiles. As pessoas jurídicas responsáveis pela poluição também poderão responder criminalmente por tal fato nas hipóteses previstas no art. 3º da Lei 9.605/98. Colhe-se, a propósito, da jurisprudência: PENAL. CRIME AMBIENTAL. CAUSAR POLUIÇÃO AO MEIO AMBIENTE MEDIANTE O LANÇAMENTO DE ESGOTO EM ARROIO. MATERIALIDADE E AUTORIA. - Suficiente para configuração da materialidade e autoria do artigo 54, caput, 4º, incisos IV e V, da Lei 9.605/98 a prova de que dejetos oriundos da atividade de um hotel administrado pelo acusado eram lançados em arroio fluvial apresentando índices de coliformes fecais acima do permitido em Resolução do CONAMA. (TRF4 - APELAÇÃO CRIMINAL - Processo: UF: SC Órgão Julgador: OITAVA TURMA - Data da decisão: 23/02/ Rel. Juiz Luiz Fernando Wowk Penteado). CRIMINAL. CRIME AMBIENTAL PRATICADO POR PESSOA JURÍDICA. RESPONSABILIZAÇÃO PENAL DO ENTE COLETIVO. POSSIBILIDADE. 7 Crimes contra a natureza. São Paulo: Revista dos Tribunais, 6. ed. 1999, p

8 PREVISÃO CONSTITUCIONAL REGULAMENTADA POR LEI FEDERAL. OPÇÃO POLÍTICA DO LEGISLADOR. FORMA DE PREVENÇÃO DE DANOS AO MEIO-AMBIENTE. CAPACIDADE DE AÇÃO. EXISTÊNCIA JURÍDICA. ATUAÇÃO DOS ADMINISTRADORES EM NOME E PROVEITO DA PESSOA JURÍDICA. CULPABILIDADE COMO RESPONSABILIDADE SOCIAL. CO- RESPONSABILIDADE. PENAS ADAPTADAS À NATUREZA JURÍDICA DO ENTE COLETIVO. RECURSO PROVIDO.. Hipótese em que pessoa jurídica de direito privado, juntamente com dois administradores, foi denunciada por crime ambiental, consubstanciado em causar poluição em leito de um rio, através de lançamento de resíduos, tais como, graxas, óleo, lodo, areia e produtos químicos, resultantes da atividade do estabelecimento comercial. (STJ - RESP Rel. Min. Gilson Dipp, J. 02/06/2005) 3.2 ASPECTO CÍVEL Em âmbito cível o degradador poderá ser condenado judicialmente à reparação dos danos ambientais causados bem como às obrigações de fazer e não fazer necessárias à cessação da atividade lesiva ao meio ambiente. No que tange ao Poder Público, a obrigação de zelar pela proteção ao meio ambiente é plenamente vinculada. Ademais, a discricionariedade administrativa não legitima a conduta omissiva lesiva aos bens ambientais. É que o texto constitucional, principalmente o art. 225, determina a obrigação do Poder Público, ou daquele que fizer suas vezes, de promover a defesa do meio ambiente, não podendo causar poluição, atividade completamente proscrita e danosa à sociedade. Contudo, sabe-se que muitos são os danos ambientais causados pelo Poder Público, por ação ou omissão, direta ou indiretamente. Álvaro Luiz Valery Mirra acerca de tal problemática se refere na obra Ação Civil Pública e a Reparação do Dano ao Meio Ambiente, aduzindo que em inúmeras situações o Estado se omite no cumprimento de seu dever de adotar as medidas necessárias à proteção de bens e recursos ambientais. Segundo o ilustre magistrado paulista: Inúmeros são os exemplos que, pela sua gravidade, acarretam conflitos importantes, os quais, com freqüência cada vez maior, chegam aos tribunais. Ilustram bem essa realidade os seguintes casos: a) a poluição de rios e corpos d água pelo lançamento de efluentes e esgotos urbanos e industriais sem o devido tratamento; b) a degradação de ecossistemas e áreas naturais de relevância ecológica; c o depósito e a destinação final 8

9 inadequados de lixo urbano; d) o abandono de bens integrantes do patrimônio cultural brasileiro. 8 Em casos tais, pode e deve o Ministério Público lançar mão da ação civil pública (se por acaso não alcançada a solução extrajudicial, sempre preferível, para o problema) objetivando compelir a administração pública a cumprir o dever de não poluir. Wallace Paiva Martins Júnior, a propósito, expõe com precisão: Compelir o Município a obrigação de não fazer consistente na cessação da atividade nociva à qualidade de vida, de despejo de efluentes ou esgotos domésticos in natura nas águas, ou de obrigação de fazer consistente na prestação de atividade devida, de efetuar o lançamento desses esgotos submetidos ao prévio tratamento e na conformidade dos padrões ambientais estabelecidos é, em última análise, impor-lhe o dever de cumprimento da lei, de preservação do ambiente e de combate a prevenção à poluição para cessar atividade nociva ao meio ambiente e prestar atividade devida decorrente de lei. Depara-se a questão diante do poder-dever vinculado, não de uma opção administrativa discricionária porque o ordenamento jurídico é enfático ao exigir da administração pública a realização de um dado ato, de conteúdo (objeto) explícito na norma, seja por prestação negativa (abster-se de poluir), seja por prestação positiva (submeter a prévio tratamento), que, em resumo, fundem-se numa única e prioritária preocupação material de evitar a poluição das águas. 9 Outra não é a posição de Erika Bechara, que sustenta que o artifício da discricionariedade seria admissível se houvesse duas ou mais maneiras de se impedir poluição por esgoto in natura e o Poder Público optasse por uma delas. Mas não é o caso, já que as opções são: impedir que o esgoto seja produzido ou tratar o esgoto produzido e impedir a poluição. Daí porque impedir a poluição dos cursos d água pelo lançamento de esgoto in natura é um poder-dever do Poder Público, é um ato vinculado 10. No âmbito de nossos Tribunais essas lições doutrinárias têm encontrado costumeira guarida. O Egrégio Superior Tribunal de Justiça, a propósito, já decidiu: 8 MIRRA, Álvaro Luiz Valery. Ação civil pública e a reparação do dano ao meio ambiente. 2ª ed., atualizada. São Paulo: Editora Juarez de Oliveira, MARTINS JÚNIOR, Wallace Paiva. Despoluição das Águas. Revista dos Tribunais, vol. 720, p BECHARA, Érika. Tratamento do esgoto doméstico pelo Poder Público: discricionariedade ou vinculação? Anais do 7º Congresso Internacional de Direito Ambiental, volume I, São Paulo. 9

10 PROCESSO CIVIL. AÇÃO CIVIL PUBLICA. DANOS AO MEIO AMBIENTE CAUSADO PELO ESTADO. SE O ESTADO EDIFICA OBRA PUBLICA NO CASO, UM PRESIDIO - SEM DOTA-LA DE UM SISTEMA DE ESGOTO SANITARIO ADEQUADO, CAUSANDO PREJUIZOS AO MEIO AMBIENTE, A AÇÃO CIVIL PUBLICA E, SIM, A VIA PROPRIA PARA OBRIGA-LO AS CONSTRUÇÕES NECESSARIAS A ELIMINAÇÃO DOS DANOS; SUJEITO TAMBEM AS LEIS, O ESTADO TEM, NESSE AMBITO, AS MESMAS RESPONSABILIDADES DOS PARTICULARES. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E PROVIDO. (STJ RESP Rel. Min. Ari Pargendler. J. 19/05/1997) Os Tribunais Estaduais, de igual sorte, vêm decidindo de forma reiterada: CONSTITUCIONAL. OMISSÃO DO PODER EXECUTIVO NA TUTELA DO MEIO AMBIENTE. DETERMINAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO PARA CUMPRIMENTO DE DEVER CONSTITUCIONAL. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DE SEPARAÇÃO DE PODERES E À CLÁUSULA DA RESERVA DO POSSÍVEL. No microssistema da tutela ambiental impõe-se, em virtude dos princípios da precaução e preservação, uma atuação preventiva do Poder Judiciário, de forma a evitar o dano ao meio ambiente, pois este, depois de ocorrido, é de difícil ou impossível reparação. Por tal motivo que, nas ações que envolvam o meio-ambiente, o uso da tutela antecipada se legitima ainda mais. A omissão do Município de Luz em tratar adequadamente do lançamento de esgotos e derivados, no Córrego do Açudinho, importa em flagrante violação ao meioambiente e, por conseqüência, ao direito fundamental à saúde e ao princípio fundamental da dignidade da pessoa humana. O meio ambiente, como um bem extraordinariamente relevante ao ser humano, é tutelado pela Constituição Federal. Assim, é dever inafastável do Estado empreender todos os esforços para a sua tutela e preservação, sob pena de violação ao art. 225 da CF. O Poder Judiciário, no exercício de sua alta e importante missão constitucional, deve e pode impor ao Poder Executivo Municipal o cumprimento da disposição constitucional que garante a preservação do meio ambiente, sob pena de não o fazê-lo, compactuar com a degradação ambiental e com piora da qualidade de vida de toda sociedade. A judicialização de política pública, aqui compreendida como implementação de política pública pelo Poder Judiciário, harmoniza-se com a Constituição de A concretização do texto constitucional não é dever apenas do Poder Executivo e Legislativo, mas também do Judiciário. É certo que, em regra a implementação de política pública, é da alçada do Executivo e do Legislativo, todavia, na hipótese de injustificada omissão, o Judiciário deve e pode agir para forçar os outros poderes a cumprirem o dever constitucional que lhes é imposto. A mera alegação de falta de recursos financeiros, destituída de qualquer comprovação objetiva, não é hábil a afastar o dever constitucional imposto ao Município de Luz de preservar o meio ambiente. Assim, a este caso não se aplica à cláusula da Reserva do Possível, seja porque não foi comprovada a incapacidade econômico-financeira do Município de Luz, seja porque a pretensão social de um meio ambiente equilibrado, preservado e protegido se afigura razoável, estando, pois, em plena harmonia com o devido processo legal substancial. (TJMG - 10

11 AGRAVO Nº /001 REL. DESª. MARIA ELZA J. 21/10/2004) AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANOS CAUSADOS AO MEIO AMBIENTE. CONDENAÇÃO DA COPASA E DO MUNICÍPIO DE CORAÇÃO DE JESUS ÀS OBRIGAÇÕES DE FAZER E NÃO FAZER. APELAÇÃO DA COPASA, NO QUE TANGE À OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER (NÃO LANÇAR O ESGOTO NO CÓRREGO CANABRAVA, ANTES DE TOMAR AS DEVIDAS PRECAUÇÕES). APELANTE ALEGA IMPOSSIBILIDADE DE EFETUAR O LANÇAMENTO EM OUTRO LOCAL, ANTES DE SER CRIADA A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO. É INEGÁVEL O DANO AMBIENTAL SE A REDE COLETORA CONTINUAR FUNCIONANDO SEM A CONSTRUÇÃO DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO - ETE. A COPASA E O MUNICÍPIO SÃO RESPONSÁVEIS PELA IMPLANTAÇÃO DE UM CORRETO SISTEMA DE ESGOTAMENTO. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (TJMG - APELAÇÃO CÍVEL Nº /000 REL. DES. RONEY OLIVEIRA J. 20/11/2003) AÇÃO CIVIL PÚBLICA - MEIO AMBIENTE - DESPEJO DE ESGOTOS DOMÉSTICOS EM RIO - OBRIGAÇÃO DE FAZER - AÇÃO PROCEDENTE - PRELIMINARES DE ILEGITIMIDADE PASSIVA E LITISCONSÓRCIO REJEITADOS. À vista do artigo 191 da Constituição Estadual o Município é responsável pelos danos ambientais ainda que o serviço de esgoto sanitário esteja a cargo de autarquia. Tal responsabilidade é objetiva, afastando argüições de ilegitimidade e litisconsórcio passivo. Deplorável o descaso do poder público com o meio ambiente ao proceder o despejo "in natura" de esgotos domésticos e, corpo d'agua, sendo imperativa a construção de lagoa de tratamento prévio. (TJSP - Apelação Cível Nº /7 Sorocaba, v.u., 30/04/1992, Relator Ney Almada) Como já dito, além de cessar a atividade poluidora e de prestar a atividade ambientalmente devida, há ainda o dever do poluidor de reparar os danos ambientais já consumados (contaminação do solo, das águas superficiais e subterrâneas etc.), uma vez que o art. 14, 1º da Lei 6938/81 é enfático: Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente de existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal por danos causados ao meio ambiente. A doutrina de Walace Paiva Martins Filho é elucidativa: É inconcusso que a omissão da administração lesou o meio ambiente nos termos do art. 3º, III, a e e da Lei Federal 6.938/81 e dos arts. 2º e 4º da Lei Estadual 997/76 e seu decreto regulamentador, pois o lançamento de esgotos domésticos sem prévio tratamento e desconforme os padrões ambientais estabelecidos gerou 11

12 degradação da qualidade das águas causando dano ao curso d água, à saúde e o bem-estar da coletividade. Exsurgem daí os deveres de restauração do ambiente degradado e de reparação dos danos causados nos termos do art. 225, 1º, I e 4º da Constituição Federal e do art. 14, 1 o. da Lei Federal 6.938/81, satisfazendo para o acolhimento da pretensão o simples estabelecimento do nexo etiológico da conduta comissiva ou omissiva com a eclosão da lesão ou dano, sem necessidade de aferição de culpa ou dolo, liquidáveis mediante simples perícia na fase de conhecimento ou execução. 11 Em âmbito jurisprudencial colhe-se idêntico entendimento consoante se dessume das seguintes decisões: Dano ao meio ambiente. Águas contaminadas Lançamento de poluentes industriais sem tratamento por empresa Comprovação através de perícia Responsabilidade objetiva Indenização devida Sentença mantida Recurso improvido Inteligência do art. 14 da Lei 6938/81 (TJSP Rel. Des. Ney Almada - RT 693/130). Meio Ambiente Dano Contaminação de terras e águas Empresa química Despejo de resíduos tóxicos em áreas de Município Afetação do ecossistema local e de ocupação humana na região Obrigações cominatórias e indenizatórias impostas cumulativamente Admissibilidade Ação Civil Pública procedente Recurso não provido (TJSP JTJ 212/126 Rel. Vallim de Toledo) Ainda sob o ponto de vista cível, importante ressaltar que não se mostra lícita a cobrança de remuneração a título de serviços de coleta e tratamento de esgotos a usuários, se esses serviços não são efetivamente prestados de forma adequada. Esse entendimento vem sendo sufragado pela jurisprudência pátria, como se depreende do seguinte julgado: ESGOTAMENTO SANITÁRIO. CEDAE. NÃO PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. COBRANÇA INDEVIDA. Se a CEDAE não cumpre o seu dever precípuo de prestação de serviço de tratamento de esgoto objetivando a não poluição de lagoas, canais e rios, no propósito de tutela ao meio ambiente saudável, na perspectiva da regra de ouro: mais vale prevenir do que remediar, não pode cobrar por serviço público que não prestou nem colocou à disposição do consumidor. Inaplicável, por isso, a norma do artigo 9º do Decreto nº /96, porquanto se o autor não se utiliza do sistema público de esgotamento sanitário, visto que inexiste tal prestação de serviço, não há fato gerador do preço da tarifa que lhe seria correspectivo. Desprovimento do recurso. (TJRJ Ap. Civ Rel. Des. Roberto de Abreu e Silva - Julgamento: 11/05/2004) 11 op. cit. p

13 Sob a ótica da responsabilidade administrativa vale ressaltar que o Decreto 3.179/99 tipifica no art. 41 a infração administrativa relativa à poluição, prevendo como sanção multa de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$ ,00 (cinqüenta milhões de reais), ou multa diária. Tanto as pessoas físicas quanto as jurídicas, de direito público ou privado, que derem causa à poluição podem ser responsabilizadas administrativamente por tal fato. Neste sentido: Meio Ambiente Proibição de lançamento de esgoto nos rios sem o devido tratamento Multa por infração ao meio ambiente Constitucionalidade e legalidade Mandado de segurança denegado Recurso não provido (Apelação Cível nº São Manuel Rel. Dês. Luiz Tâmbara j. 19/09/2000). MULTA - Poluição - Município - Admissibilidade - Ausência de quebra de autonomia constitucional - Pessoa jurídica de direito público interno que não está imune ou isenta do cumprimento da lei - Recursos não providos. A municipalidade não é imune às sanções previstas na legislação que cuida do meio ambiente, e imposta por outra entidade de direito público. Aliás, o artigo 3º, IV da Lei n /81 define a figura do poluidor como sendo pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável direta ou indiretamente por atividade causadora de degradação ambiental. (Tribunal de Justiça de São Paulo - Relator: Hermes Pinotti - Apelação Cível n Itanhaém Por derradeiro, lembre-se que a Lei 9.433/97, que trata da Política Nacional de Recursos Hídricos, exige em seu art. 12, III, outorga para o lançamento em corpo de água de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos, tratados ou não, com o fim de sua diluição, transporte ou disposição final. Assim, aquele que não dispuser de outorga para tal fim e utilizar recursos hídricos para o lançamento de efluentes estará incurso na infração administrativa prevista no art. 49, II, do aludido diploma legal, ficando sujeito a sanções que variam entre a advertência, a multa e o embargo de atividades. 4. CONCLUSÕES a. O lançamento de esgotos in natura nas coleções hídricas brasileiras tem se mostrado como um grave e preocupante problema, gerando conseqüências desastrosas para o meio ambiente e para a saúde de nossa população. b. O ordenamento jurídico vigente não concebe a poluição das águas brasileiras pelo lançamento de esgotos sem prévio tratamento. 13

14 c. O Ministério Público e os demais órgãos responsáveis pela tutela da qualidade ambiental e da saúde pública têm o dever de lançar mão de todos os instrumentos necessários para a responsabilização dos degradadores e para a cessação das atividades que implicam na poluição de nossos recursos hídricos através do lançamento de esgotos in natura. 5. ROTEIRO SIMPLIFICADO DE ATUAÇÃO MINISTERIAL Chegando ao conhecimento do Promotor de Justiça a ocorrência de lançamento pelo poder público de esgotos em cursos hídricos, sem prévio tratamento, deverá o órgão do Ministério Público: 1. Instaurar, por portaria, procedimento administrativo ou inquérito civil a fim de verificar se o município dispõe de sistema de tratamento de seus efluentes sanitários, determinando o cumprimento das seguintes diligências: a. Oficiar o Município requisitando o envio de informações sobre o atual sistema de coleta e tratamento de esgotos, inclusive cópia de eventual legislação municipal pertinente e de contrato de concessão dos serviços públicos, se existente; b. Notificar o Prefeito Municipal e tomar por termo as suas declarações sobre o tema em apuração. c. Oficiar órgão técnico que tenha condições de analisar a situação do sistema de coleta e tratamento dos dejetos mediante resposta à quesitação específica (modelo neste manual) Detectada a ausência ou a deficiência de sistema de coleta ou tratamento de efluentes líquidos e os danos ambientais pela perícia técnica a que alude o item supra, o Promotor de Justiça deverá tomar as medidas que lhe competem para a responsabilização do agente degradador, mediante a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta 13 (solução sempre preferível) ou de Ação Civil Pública. 3. Os fatos ilícitos apurados devem ser comunicados aos órgãos ambientais competentes (FEAM, IGAM, IEF, ANA etc) para adoção das medidas administrativas pertinentes. 12 Quando a COPASA não for a concessionária do serviço público, ela poderá realizar a perícia para o Ministério Público, conforme convênio com a Procuradoria-Geral de Justiça. Nos demais casos a Divisão de Saneamento da FEAM, o IGAM, Instituições conveniadas ou o CAOMA poderão ser acionados. 13 A celebração de ajuste não eximirá os agentes públicos municipais da responsabilidade pelos danos causados ao meio ambiente, nos termos do 3º do art. 225 da Constituição da República c/c art. 14 da Lei n.º 6.938/81, e pelos eventuais atos de improbidade administrativa perpetrados (Lei n.º 8.429/92). 14

15 4. No que diz respeito à responsabilidade penal por crime ambiental, caberá ao órgão local do Ministério Público expedir ofício à Procuradoria de Crimes de Prefeitos Municipais para cientificá-la da prática de crime (Lei nº 9.605/98, art. 54) pelo chefe do Poder Executivo municipal, encaminhando as peças correlatas. Não sendo o caso de agente com foro por prerrogativa de função, o Ministério Público de primeiro grau deverá oferecer denúncia. Ressalte-se que mesmo as pessoas jurídicas responsáveis pela degradação poderão ser denunciadas, nas hipóteses do art. 3 o. da Lei 9.605/98. 15

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos

ADMINISTRAÇÃO DE CRISES Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos Técnicas e Recomendações Práticas Para Preparação das Organizações para o Enfrentamento de Momentos Críticos C W M C O M U N I C A Ç Ã O WALTEMIR DE MELO ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ASPECTOS CRÍTICOS

Leia mais

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE

O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO P NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS RELATIVAS ÀS FUNÇÕES DO MINISTÉRIO PÚBLICO Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: I- promover,

Leia mais

EXMO(A). SR(A). DR(A). JUIZ(A) DE DIREITO DA COMARCA DE - MG.

EXMO(A). SR(A). DR(A). JUIZ(A) DE DIREITO DA COMARCA DE - MG. 1 EXMO(A). SR(A). DR(A). JUIZ(A) DE DIREITO DA COMARCA DE - MG. A geração atual não possui legitimidade para 'enterrar' um recurso natural de valor ambiental destinado às futuras gerações.o Direito Ambiental

Leia mais

III - disciplinar a implantação adequada e o funcionamento dos sistemas de coleta, tratamento e disposição de esgotos sanitários;

III - disciplinar a implantação adequada e o funcionamento dos sistemas de coleta, tratamento e disposição de esgotos sanitários; PROJETO DE: EMENDA À LEI ORGÂNICA LEI COMPLEMENTAR LEI ORDINÁRIA RESOLUÇÃO NORMATIVA DECRETO LEGISLATIVO ( X ) Nº /2013 AUTOR/SIGNATÁRIO: Ver. GILBERTO PAIXÃO EMENTA: Dispõe sobre os serviços e obras para

Leia mais

Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados

Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados Responsabilidade dos bancos por riscos/danos ambientais Demarest & Almeida Advogados Associados São Paulo, 17 de maio de 2012 I. Apresentação II. Legislação Federal Básica III. Responsabilidade Ambiental

Leia mais

Dispõe sobre a gestão dos resíduos sólidos, nos termos do artigo 247, parágrafo 3º da Constituição do Estado e dá outras providências.

Dispõe sobre a gestão dos resíduos sólidos, nos termos do artigo 247, parágrafo 3º da Constituição do Estado e dá outras providências. LEI Nº 9.921, DE 27 DE JULHO DE 1993. Dispõe sobre a gestão dos resíduos sólidos, nos termos do artigo 247, parágrafo 3º da Constituição do Estado e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO

Leia mais

Exma. Sra. Dra. Juíza de Direito da Vara da Comarca de Caldas Novas - GO

Exma. Sra. Dra. Juíza de Direito da Vara da Comarca de Caldas Novas - GO 1 Exma. Sra. Dra. Juíza de Direito da Vara da Comarca de Caldas Novas - GO O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS, pelo Promotor de Justiça que esta subscreve, no uso de suas atribuições legais, vem,

Leia mais

LEI Nº 9.921, DE 27 DE JULHO DE 1993. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.

LEI Nº 9.921, DE 27 DE JULHO DE 1993. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. LEI Nº 9.921, DE 27 DE JULHO DE 1993. Dispõe sobre a gestão dos resíduos sólidos, nos termos do artigo 247, parágrafo 3º da Constituição do Estado e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO

Leia mais

O MINISTÉRIO PÚBLICO NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE. Ministério Público do Estado de Minas Gerais

O MINISTÉRIO PÚBLICO NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE. Ministério Público do Estado de Minas Gerais O MINISTÉRIO PÚBLICO NA DEFESA DO MEIO AMBIENTE Ministério Público do Estado de Minas Gerais Fechamento de barragens Aspectos institucionais; Fechamento de mina X fechamento de barragem. Teoria da responsabilidade

Leia mais

Responsabilidade Socioambiental

Responsabilidade Socioambiental Fernando Tabet Responsabilidade Socioambiental Resíduos Sólidos Classificação (NBR 10.004:2004) Classe I - Perigosos Resíduos Classe II Não Perigosos Classe II-A - Não Inertes Classe II-B - Inertes Gerenciamento

Leia mais

Poluição da Água Poluição da água é qualquer alteração de suas propriedades físicas, químicas e biológicas, que possa implicar

Poluição da Água Poluição da água é qualquer alteração de suas propriedades físicas, químicas e biológicas, que possa implicar Poluição da Água Poluição da água é qualquer alteração de suas propriedades físicas, químicas e biológicas, que possa implicar em prejuízo à saúde, à segurança e ao bem estar das populações, causar danos

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br A responsabilidade administrativa no Direito Ambiental por Carolina Yassim Saddi * Uma data que merece reflexão foi comemorada no dia 5 de junho do corrente ano: Dia Mundial do Meio

Leia mais

O Prefeito Municipal de Ribas do Rio Pardo, Estado de Mato Grosso do Sul, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona a Seguinte Lei.

O Prefeito Municipal de Ribas do Rio Pardo, Estado de Mato Grosso do Sul, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona a Seguinte Lei. LEI MUNICIPAL Nº. 947/2010 Institui a Política Municipal de Meio Ambiente, cria o Conselho e Fundo Municipal de Meio Ambiente e dá outras providências. O Prefeito Municipal de Ribas do Rio Pardo, Estado

Leia mais

RESPONSABILIDADES DOS AGENTES NA GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

RESPONSABILIDADES DOS AGENTES NA GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL RESPONSABILIDADES DOS AGENTES NA GESTÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL Antonio Fernando Pinheiro Pedro Pinheiro Pedro Advogados OBRIGAÇÕES LEGAIS As empresas de construção civil estão sujeitas a elaboração

Leia mais

L E I N.º 162/2002, de 28 de janeiro de 2003.

L E I N.º 162/2002, de 28 de janeiro de 2003. 1 L E I N.º 162/2002, de 28 de janeiro de 2003. Dispõe sobre a Organização do Sistema Municipal de Proteção Ambiental, a elaboração, implementação e controle da Política Ambiental do Município de Coqueiro

Leia mais

LEI N 0 2.181 DE 12 DE OUTUBRO DE 1978 O GOVERNO DO ESTADO DE SERGIPE,

LEI N 0 2.181 DE 12 DE OUTUBRO DE 1978 O GOVERNO DO ESTADO DE SERGIPE, LEI N 0 2.181 DE 12 DE OUTUBRO DE 1978 Autoriza o Poder Executivo a criar a Administração Estadual do Meio Ambiente, sob a forma de autarquia estadual, e dá outras providências. O GOVERNO DO ESTADO DE

Leia mais

Ato Normativo nº. 473-CPJ, de 27 de julho de 2006. (pt. nº. 3.556/06)

Ato Normativo nº. 473-CPJ, de 27 de julho de 2006. (pt. nº. 3.556/06) Ato Normativo nº. 473-CPJ, de 27 de julho de 2006 (pt. nº. 3.556/06) Constitui, na comarca da Capital, o Grupo de Atuação Especial de Inclusão Social, e dá providências correlatas. O Colégio de Procuradores

Leia mais

feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente Curso de Legislação e Normas para o Licenciamento Ambiental Junho de 2002

feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente Curso de Legislação e Normas para o Licenciamento Ambiental Junho de 2002 Página 1 feema - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente Curso de Legislação e Normas para o Licenciamento Ambiental Junho de 2002 DZ 056 - Diretriz para Realização de Auditoria Ambiental capa

Leia mais

LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

LEGISLAÇÃO BRASILEIRA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA CONSTITUIÇÃO FEDERAL ART 225 - Todos tem o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder

Leia mais

Nota técnica Março/2014

Nota técnica Março/2014 Nota técnica Março/2014 Sistemas de Saneamento no Brasil - Desafios do Século XXI João Sergio Cordeiro O Brasil, no final do ano de 2013, possuía população de mais de 200 milhões de habitantes distribuídos

Leia mais

A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná

A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná LEI Nº 12493-22/01/1999 Publicado no Diário Oficial Nº 5430 de 05/02/1999. Estabelece princípios, procedimentos, normas e critérios referentes a geração, acondicionamento, armazenamento, coleta, transporte,

Leia mais

RELATÓRIO. O Sr. Des. Fed. FRANCISCO WILDO (Relator):

RELATÓRIO. O Sr. Des. Fed. FRANCISCO WILDO (Relator): APELAÇÃO CÍVEL Nº 511146/AL (0002840-14.2010.4.05.8000) APTE : CONSELHO REGIONAL DE NUTRICIONISTAS DA 6ª REGIÃO (AL/PE/PB/RN/CE/PI/MA) ADV/PROC : ALINE JANISZEWSKI LINS APDO : SHBRS/AL - SINDICATO DOS

Leia mais

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA

TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA PP - Procedimento Preparatório nº 06.2012.00007067-6 TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA, representado, neste ato, pela Promotora de Justiça

Leia mais

Atribuições estaduais e municipais na fiscalização ambiental

Atribuições estaduais e municipais na fiscalização ambiental Atribuições estaduais e municipais na fiscalização ambiental Rodolfo Torres Advogado Assessor Jurídico do INEA Especialista em Direito Ambiental pela PUC/RJ Fiscalização: noções gerais Manifestação do

Leia mais

Número protocolo: PR.00796.00140/2011-7 Assunto: MATÉRIA DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE IRAÍ Data protocolo: 26/12/2011

Número protocolo: PR.00796.00140/2011-7 Assunto: MATÉRIA DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE IRAÍ Data protocolo: 26/12/2011 Número protocolo: PR.00796.00140/2011-7 Assunto: MATÉRIA DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE IRAÍ Data protocolo: 26/12/2011 Descrição: Encontra-se em trâmite nesta Promotoria de Justiça

Leia mais

Saneamento Básico e Saúde

Saneamento Básico e Saúde Conferência Nacional de Segurança Hídrica Uberlândia - MG Saneamento Básico e Saúde Aparecido Hojaij Presidente Nacional da Assemae Sobre a Assemae A Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento

Leia mais

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009

MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 DOU de 05/10/09 seção 01 nº 190 pág. 51 MINISTÉRIO DAS CIDADES CONSELHO DAS CIDADES RESOLUÇÃO RECOMENDADA N 75, DE 02 DE JULHO DE 2009 Estabelece orientações relativas à Política de Saneamento Básico e

Leia mais

CAPÍTULO II DO MEIO AMBIENTE, DOS RECURSOS NATURAIS E DO SANEAMENTO SEÇÃO I DO MEIO AMBIENTE

CAPÍTULO II DO MEIO AMBIENTE, DOS RECURSOS NATURAIS E DO SANEAMENTO SEÇÃO I DO MEIO AMBIENTE CAPÍTULO II DO MEIO AMBIENTE, DOS RECURSOS NATURAIS E DO SANEAMENTO SEÇÃO I DO MEIO AMBIENTE ARTIGO 242 Todos tem direito ao meio ambiente saudável e ecologicamente equilibrado, impondo-se a todos, e em

Leia mais

cüxyx àâüt `âç v ÑtÄ wx Tvtâû c\

cüxyx àâüt `âç v ÑtÄ wx Tvtâû c\ ATO DE SANÇÃO N.º 003/2010. O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE ACAUÃ, ESTADO DO PIAUÍ, no uso de suas atribuições legais, sanciona por meio do presente, o Projeto de Lei do Executivo de N.º 002/2010, Ementa: Dispõe

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

Política Nacional de Resíduos Sólidos. Porto Alegre RS

Política Nacional de Resíduos Sólidos. Porto Alegre RS Política Nacional de Resíduos Sólidos Porto Alegre RS Data: 04 Julho 2015 Apresentação PNRS: Atores e obrigações Panorama Geral: Implementação da PNRS no Brasil Pesquisa CNM (2015) Sanções PNRS PNRS PNRS

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - COEMA RESOLUÇÃO COEMA N 116, DE 03 DE JULHO DE 2014. Dispõe sobre as atividades de impacto ambiental

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO VIII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO VI DO MEIO AMBIENTE Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do

Leia mais

RESPONSABILIDADE DOS BANCOS POR RISCOS/DANOS AMBIENTAIS. Erika Bechara 17.05.2012

RESPONSABILIDADE DOS BANCOS POR RISCOS/DANOS AMBIENTAIS. Erika Bechara 17.05.2012 RESPONSABILIDADE DOS BANCOS POR RISCOS/DANOS AMBIENTAIS Erika Bechara 17.05.2012 POR QUE ULTIMAMENTE SE TEM FALADO TANTO DA RESPONSABILIDADE AMBIENTAL SOLIDÁRIA DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS? 1. Não houve

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERÊNCIA DE PROJETOS MINERÁRIOS

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERÊNCIA DE PROJETOS MINERÁRIOS GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE DIRETORIA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL GERÊNCIA DE PROJETOS MINERÁRIOS ITAITUBA PA Junho/2012 O QUE É O LICENCIAMENTO AMBIENTAL? O Licenciamento

Leia mais

ILUSTRÍSSIMA SENHORA ANA PAULA BORGES

ILUSTRÍSSIMA SENHORA ANA PAULA BORGES ILUSTRÍSSIMA SENHORA ANA PAULA BORGES DE MORAIS PREGOEIRA DA COORDENADORIA MUNICIPAL DE LICITAÇÕES - EDITAL DE PREGÃO ELETRÔNICO SISTEMA DE REGISTRO DE PREÇOS N 047/2015 PROCESSO ADMINISTRATIVO Nº 07.01511/2015

Leia mais

DEZ ANOS DA LEI DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA

DEZ ANOS DA LEI DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA DEZ ANOS DA LEI DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE: QUESTÕES CONTROVERTIDAS E A JURISPRUDÊNCIA Eladio Lecey Diretor-Presidente, Escola Nacional da Magistratura - AMB Diretor, Escola Brasileira de Direito

Leia mais

A RESPONSABILIDADE CIVIL PELO DANO AMBIENTAL NO DIREITO BRASILEIRO E A QUESTÃO DA REPARAÇÃO MATERIAL E MORAL

A RESPONSABILIDADE CIVIL PELO DANO AMBIENTAL NO DIREITO BRASILEIRO E A QUESTÃO DA REPARAÇÃO MATERIAL E MORAL A RESPONSABILIDADE CIVIL PELO DANO AMBIENTAL NO DIREITO BRASILEIRO E A QUESTÃO DA REPARAÇÃO MATERIAL E MORAL I CONGRESSO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL Mariza Giacomin Lozer Patrício Advogada (FESV).

Leia mais

Indicaçã. Chefe. Poder. Executivo. do egulamentaçã. Recomenda. do Município. ções. edificaçõ

Indicaçã. Chefe. Poder. Executivo. do egulamentaçã. Recomenda. do Município. ções. edificaçõ PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO Secretaria Municipal de Meio Ambiente - SMAC Conselho Municipal de Meio Ambiente - CONSEMAC Indicaçã ção CONSEMAC nº 032/2013, de 18 de junho de 2013. Recomenda ao

Leia mais

TERMO DE REFERENCIA PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL RCA PARA LICENCIAMENTO DE ÁREAS DE LAZER DE MÉDIO PORTE

TERMO DE REFERENCIA PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL RCA PARA LICENCIAMENTO DE ÁREAS DE LAZER DE MÉDIO PORTE TERMO DE REFERENCIA PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO DE CONTROLE AMBIENTAL RCA PARA LICENCIAMENTO DE ÁREAS DE LAZER DE MÉDIO PORTE Este Termo de Referência visa orientar na elaboração de PROJETO DE CONTROLE

Leia mais

Legislação brasileira sobre meio ambiente - tópicos Fabricio Gomes Gonçalves

Legislação brasileira sobre meio ambiente - tópicos Fabricio Gomes Gonçalves Legislação brasileira sobre meio ambiente - tópicos Fabricio Gomes Gonçalves Contextualizando... Adaptação do produtor rural sem condições novos critérios de uso da terra impostos aleatoriamente sem alicerces

Leia mais

Responsabilidade penal ambiental. A importância da reparação do dano ambiental

Responsabilidade penal ambiental. A importância da reparação do dano ambiental Responsabilidade penal ambiental A importância da reparação do dano ambiental Ideal: Meio ambiente sadio, preservado e equilibrado ecologicamente Realidade: Busca de solução jurídica diante de uma situação

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO fls. 5 ACÓRDÃO Registro: 2014.0000429851 Vistos, relatados e discutidos estes autos do Mandado de Segurança nº 0226204-83.2012.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é impetrante EDEMAR CID FERREIRA,

Leia mais

Comparação dos sistemas de gestão e legislações de saneamento na França, Estados Unidos e Brasil

Comparação dos sistemas de gestão e legislações de saneamento na França, Estados Unidos e Brasil VIII Semana de Ciência e Tecnologia do IFMG campus Bambuí I Seminário dos Estudantes de Pós Graduação Comparação dos sistemas de gestão e legislações de saneamento na França, Estados Unidos e Brasil 1

Leia mais

O que é saneamento básico?

O que é saneamento básico? O que é saneamento básico? Primeiramente, começaremos entendendo o real significado de saneamento. A palavra saneamento deriva do verbo sanear, que significa higienizar, limpar e tornar habitável. Portanto,

Leia mais

[REQUISITOS AMBIENTAIS COMPLEMENTARES]

[REQUISITOS AMBIENTAIS COMPLEMENTARES] EMPRESA BRASILEIRA DE INFRA-ESTRUTURA AEROPORTUÁRIA SUPERINTENDENCIA REGIONAL DO CENTRO-LESTE COORDENAÇÃO REGIONAL DE MEIO AMBIENTE [REQUISITOS AMBIENTAIS COMPLEMENTARES] DATA DE EMISSÃO: MARÇO/2011 ELABORADOR(ES):

Leia mais

RECOMENDAÇÃO N o 04/2010

RECOMENDAÇÃO N o 04/2010 Procedimento Administrativo Cível n 1.29.008.000721/2009-12 RECOMENDAÇÃO N o 04/2010 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por intermédio da Procuradora da República signatária, no exercício de suas atribuições

Leia mais

O TRATAMENTO DOS ESGOTOS DOMÉSTICOS E A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO: Ana Maria Moreira Marchesan, Promotora de Justiça.

O TRATAMENTO DOS ESGOTOS DOMÉSTICOS E A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO: Ana Maria Moreira Marchesan, Promotora de Justiça. O TRATAMENTO DOS ESGOTOS DOMÉSTICOS E A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO: Ana Maria Moreira Marchesan, Promotora de Justiça. Águas e Escassez a crise planetária A quantidade total de água na terra é de 1.386

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL MINISTÉRIO PÚBLICO. Centro de Apoio Operacional da Ordem Urbanística e Questões Fundiárias

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL MINISTÉRIO PÚBLICO. Centro de Apoio Operacional da Ordem Urbanística e Questões Fundiárias GRUPO DE TRABALHO: SOLUÇÕES INDIVIDUAIS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO Participantes: MP/RS, CORSAN, AGERGS, FUNASA, FAMURS, FEPAM/SEMA, SECRETARIA ESTADUAL DE OBRAS, HABITAÇÃO E SANEAMENTO Objetivo do trabalho:

Leia mais

Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344 Nº 118 DOE de 24/06/06. Saúde GABINETE DO SECRETÁRIO

Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344 Nº 118 DOE de 24/06/06. Saúde GABINETE DO SECRETÁRIO Diário Oficial Estado de São Paulo Poder Executivo Seção I Palácio dos Bandeirantes Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi - CEP 05698-900 - Fone: 3745-3344 Nº 118 DOE de 24/06/06 Saúde GABINETE DO SECRETÁRIO Resolução

Leia mais

ENUNCIADOS DO CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO

ENUNCIADOS DO CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO ENUNCIADOS DO CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO ENUNCIADO Nº 01/07: IDOSO, CRIANÇA, ADOLESCENTE OU DEFICIENTE. FALECIMENTO. Inexistindo nos autos de inquérito civil ou procedimento preparatório instaurado

Leia mais

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Legislação Federal LEI N 7.804, de 18 de julho de 1989 Altera a Lei n 6.938 de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 5.236, DE 2013 (Do Sr. Jovair Arantes)

PROJETO DE LEI N.º 5.236, DE 2013 (Do Sr. Jovair Arantes) CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 5.236, DE 2013 (Do Sr. Jovair Arantes) Acrescenta artigos à Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, para a implantação de medidas que assegurem ampla informação aos

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI N o 8.662, DE 7 DE JUNHO DE 1993. (Mensagem de veto). Dispõe sobre a profissão de Assistente Social e dá outras providências O

Leia mais

Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente

Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente Minuta de Lei para criação do Sistema Municipal do Meio Ambiente Faço saber que a Câmara Municipal de, Estado de Goiás, decreta e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei: Art. 1.º - Esta lei, com

Leia mais

IV - planejar, propor e coordenar a gestão ambiental integrada no Estado, com vistas à manutenção dos ecossistemas e do desenvolvimento sustentável;

IV - planejar, propor e coordenar a gestão ambiental integrada no Estado, com vistas à manutenção dos ecossistemas e do desenvolvimento sustentável; Lei Delegada nº 125, de 25 de janeiro de 2007. (Publicação Diário do Executivo Minas Gerais 26/01/2007) (Retificação Diário do Executivo Minas Gerais 30/01/2007) Dispõe sobre a estrutura orgânica básica

Leia mais

Poluição da água é a introdução de partículas estranhas ao Quantidade de água disponível. ambiente natural, bem como induzir condições em um

Poluição da água é a introdução de partículas estranhas ao Quantidade de água disponível. ambiente natural, bem como induzir condições em um POLUIÇÃO DA ÁGUA Poluição da água é a introdução de partículas estranhas ao Quantidade de água disponível ambiente natural, bem como induzir condições em um determinado curso ou corpo de água, direta

Leia mais

Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu a sanciono a seguinte Lei:

Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu a sanciono a seguinte Lei: Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Faço saber

Leia mais

Maratona Fiscal ISS Direito tributário

Maratona Fiscal ISS Direito tributário Maratona Fiscal ISS Direito tributário 1. São tributos de competência municipal: (A) imposto sobre a transmissão causa mortis de bens imóveis, imposto sobre a prestação de serviço de comunicação e imposto

Leia mais

Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde

Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde 254 Algumas Considerações sobre Assistência à Saúde Luiz Eduardo de Castro Neves 1 Nos dias atuais, em que há cada vez mais interesse em bens de consumo, é, sem dúvida, nos momentos em que as pessoas se

Leia mais

RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015

RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015 Procedimento administrativo nº 201400036940 RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015 Objeto: Dispõe sobre o dever de atuação de diversas autoridades públicas, durante a Romaria Nossa Senhora d'abadia do Muquém

Leia mais

Ementa: Apresentação da declaração de bens e rendas. Lei 8.730/93. Lei 8.429/92. Instrução Normativa do TCU nº 65, de 20 de abril de 2011.

Ementa: Apresentação da declaração de bens e rendas. Lei 8.730/93. Lei 8.429/92. Instrução Normativa do TCU nº 65, de 20 de abril de 2011. Nota Técnica n 01/2011 Ementa: Apresentação da declaração de bens e rendas. Lei 8.730/93. Lei 8.429/92. Instrução Normativa do TCU nº 65, de 20 de abril de 2011. Obrigatoriedade. 1. No dia 03.05.2011 o

Leia mais

Copyright Proibida Reprodução.

Copyright Proibida Reprodução. RESPONSABILDADE CIVIL DO DANO AMBIENTAL Prof. Éder Responsabilidade Clementino dos civil Santos INTRODUÇÃO Evolução da sociedade: séc. XX (novas tecnologias x modelo de vida); Inércia do Estado: auto-tutela;

Leia mais

DECRETO Nº 30033 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2008

DECRETO Nº 30033 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2008 DECRETO Nº 30033 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2008 Regulamenta as Leis nº 2.475, de 1996, e nº 4.774, de 2008, e dá outras providências. O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais,

Leia mais

Licenciamento Ambiental

Licenciamento Ambiental Conceito Licenciamento Ambiental Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras

Leia mais

Sustentabilidade Ambiental na Extração de Rochas Ornamentais

Sustentabilidade Ambiental na Extração de Rochas Ornamentais Sustentabilidade Ambiental na Extração de Rochas Ornamentais Edimundo Almeida da Cruz Geógrafo, Analista Ambiental (GCA-SLM-IEMA) Contato: edimundo-cruz@hotmail.com IEMA-CLM: (27) 3636-2580, 3636-2583

Leia mais

A RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

A RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS A RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E A PROTEÇÃO AMBIENTAL EVOLUÇÃO NORMATIVA Lei 6.938/81 PNMA CF de 88 Ordem Social e Meio Ambiente Lei 9.605/98

Leia mais

Resolução Conama 237/97. Resolução Conama 237/97. Resolução Conama 237/97. Resolução Conama 237/97 7/10/2010

Resolução Conama 237/97. Resolução Conama 237/97. Resolução Conama 237/97. Resolução Conama 237/97 7/10/2010 LICENCIAMENTO AMBIENTAL NA ATIVIDADE DE MINERAÇÃO: ASPECTOS LEGAIS E TÉCNICOS GEÓLOGO NILO SÉRGIO FERNANDES BARBOSA Art. 1º - Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: I - Licenciamento

Leia mais

DEZ ANOS DA LEI 9605/98: BALANÇO E PROPOSTAS CONCRETAS DE APERFEIÇOAMENTO LEGISLATIVO

DEZ ANOS DA LEI 9605/98: BALANÇO E PROPOSTAS CONCRETAS DE APERFEIÇOAMENTO LEGISLATIVO 13 Congresso Brasileiro de Direito Ambiental Mesa Redonda IX DEZ ANOS DA LEI 9605/98: BALANÇO E PROPOSTAS CONCRETAS DE APERFEIÇOAMENTO LEGISLATIVO Presidente: Damásio de Jesus Relator Geral: Eladio Lecey

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo ACÓRDÃO Registro: 2012.0000122121 Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 9074862-42.2007.8.26.0000, da Comarca de São José do Rio Preto, em que são apelantes PREFEITURA MUNICIPAL DE

Leia mais

LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981

LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981 LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981 Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber

Leia mais

Responsabilidade Civil e a Gestão de Áreas Contaminadas. Annelise Monteiro Steigleder

Responsabilidade Civil e a Gestão de Áreas Contaminadas. Annelise Monteiro Steigleder Responsabilidade Civil e a Gestão de Áreas Contaminadas Annelise Monteiro Steigleder Áreas Contaminadas Local onde há poluição ou contaminação, potencial ou efetiva, causada pela introdução de substâncias

Leia mais

PASSIVOS AMBIENTAIS EM PPP s

PASSIVOS AMBIENTAIS EM PPP s Prof. Dr. Roberto Kochen Tecnologia, Engenharia e Meio Ambiente 4435 Novembro/2005 Passivo Ambiental É o acumulo de danos infligidos ao meio natural por uma determinada atividade ou pelo conjunto das ações

Leia mais

Constituição Federal de 1988

Constituição Federal de 1988 EMISSÕES ATMOSFÉRICAS PALESTRANTE: ENG. JOSÉ ANTONIO MONTEIRO FERREIRA McLEOD FERREIRA CONSULTORIA TÉCNICA E COMERCIAL S/C LTDA. mcleodferreira@uol.com.br Constituição Federal de 1988 Art. 170: A ordem

Leia mais

CONDICIONAR A EXPEDIÇÃO DO CRLV AO PAGAMENTO DE MULTAS É LEGAL?

CONDICIONAR A EXPEDIÇÃO DO CRLV AO PAGAMENTO DE MULTAS É LEGAL? CONDICIONAR A EXPEDIÇÃO DO CRLV AO PAGAMENTO DE MULTAS É LEGAL? A matéria que pretendemos colocar em discussão neste breve estudo concerne na legalidade do condicionamento da expedição do CRLV Certificado

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. Eduardo Gomes)

PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. Eduardo Gomes) PROJETO DE LEI Nº, DE 2007 (Do Sr. Eduardo Gomes) Acrescenta parágrafo único ao art. 23 da Lei nº 8.906, de 04 de Julho de 1994, que dispõe sobre o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil

Leia mais

Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 6.938, DE 31 DE AGOSTO DE 1981 Texto Atualizado Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA PARA A ELABORAÇÃO DE PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS

TERMO DE REFERÊNCIA PARA A ELABORAÇÃO DE PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS TERMO DE REFERÊNCIA PARA A ELABORAÇÃO DE PLANOS DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS - PGRS 1. JUSTIFICATIVA O presente Termo de Referência tem por fim orientar a elaboração do PGRS conforme previsto no

Leia mais

Medidas de Combate à Corrupção e à Impunidade

Medidas de Combate à Corrupção e à Impunidade Medidas de Combate à Corrupção e à Impunidade Âmbito de Discussão Medidas discutidas com: Casa Civil Ministério da Justiça Controladoria-Geral da União Advocacia-Geral da União Ministério do Planejamento,

Leia mais

NOSSO PLANETA. O planeta Terra se caracteriza por uma história evolutiva complexa:

NOSSO PLANETA. O planeta Terra se caracteriza por uma história evolutiva complexa: NOSSO PLANETA O planeta Terra se caracteriza por uma história evolutiva complexa: Interações entre atmosfera, terra sólida, oceanos e a biosfera resultaram no desenvolvimento de uma grande e complexa variedade

Leia mais

2º Seminário AESAS Mercado Ambiental Brasileiro: o que mudou em 2013? São Paulo, 28 de novembro de 2013

2º Seminário AESAS Mercado Ambiental Brasileiro: o que mudou em 2013? São Paulo, 28 de novembro de 2013 2º Seminário AESAS Mercado Ambiental Brasileiro: o que mudou em 2013? São Paulo, 28 de novembro de 2013 MESA REDONDA REQUISITOS LEGAIS 2013: Lei 13577 Áreas Contaminadas / Decreto 59.263 Decreto nº 59.263/2013,

Leia mais

UFPI - CT - DRHGA SANEAMENTO SANEAMENTO SAÚDE PÚBLICA SANEAMENTO SAÚDE PÚBLICA. Definição

UFPI - CT - DRHGA SANEAMENTO SANEAMENTO SAÚDE PÚBLICA SANEAMENTO SAÚDE PÚBLICA. Definição UFPI CT DRHGA DISCIPLINA: Saneamento II Carga horária: horas 6 créditos Horário: Seguas, quartas e sextas 6: 8: horas Local: Sala 55 Professores: Carlos Ernao da Silva email: carlosernao@gmail.com 88 Página:

Leia mais

Disciplina EQW-010. INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564

Disciplina EQW-010. INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564 Disciplina EQW-010 INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE Prof. Denize Dias de Carvalho (denize@eq.ufrj.br) sala E-203 Tel: 2562-7564 Prof. Lídia Yokoyama (lidia@eq.ufrj.br) sala E-206 Tel:2562-7560 CONCEITOS - DEFINIÇÕES

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM RORAIMA RECOMENDAÇÃO Nº 07/2015/MPF/RR

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM RORAIMA RECOMENDAÇÃO Nº 07/2015/MPF/RR MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA EM RORAIMA RECOMENDAÇÃO Nº 07/2015/MPF/RR Referência: inquéritos civis nº 1.32.000.000518/2013-15 e 1.32.000.000013/2013-42 RECOMENDANTE: MINISTÉRIO

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E CIDADANIA PROJETO DE LEI N o 5.423, DE 2009 Acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, estabelecendo

Leia mais

líquido e certo dos estabelecimentos representados pelo impetrante.

líquido e certo dos estabelecimentos representados pelo impetrante. MANDADO DE SEGURANÇA Nº 1295697-5, DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA. Impetrante: ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE SUPERMERCADOS - APRAS Impetrado: SECRETÁRIO DE ESTADO DA SEGURANÇA

Leia mais

PARCERIA: SUSTENTABILIDADE

PARCERIA: SUSTENTABILIDADE Contabilidade Ambiental e a Sustentabilidade nas Empresas Luis Fernando de Freitas Penteado luisfernando@freitaspenteado.com.br www.freitaspenteado.com.br PARCERIA: SUSTENTABILIDADE Dificuldade de definição

Leia mais

PROMOTORIA DE JUSTIÇA CIVEL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO Promotoria de Defesa do Consumidor

PROMOTORIA DE JUSTIÇA CIVEL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO Promotoria de Defesa do Consumidor FICHA R Nº 920/00- CENACON - ASSUNTO: serviço público água constantes interrupções no fornecimento de água em diversos bairros da cidade - manutenção precária do sistema de abastecimento - prestação de

Leia mais

Tratamento de Efluentes

Tratamento de Efluentes Tratamento de Efluentes A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO DE EFLUENTES E A REGULAMENTAÇÃO DO SETOR INTRODUÇÃO Conservar a qualidade da água é fundamental, uma vez que apenas 4% de toda água disponível no mundo

Leia mais

20ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE LONDRINA PROMOTORIA DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE, PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA E FUNDAÇÕES

20ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE LONDRINA PROMOTORIA DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE, PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA E FUNDAÇÕES RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA CONJUNTA Nº 001/2011 A PROMOTORIA DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE DE LONDRINA, através da Promotora de Justiça Solange Novaes da Silva Vicentin, e o INSTITUTO AMBIENTAL DO PARANÁ

Leia mais

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Legitimidade ativa (Pessoas relacionadas no art. 103 da

Leia mais

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado

Conceito. Responsabilidade Civil do Estado. Teorias. Risco Integral. Risco Integral. Responsabilidade Objetiva do Estado Conceito Responsabilidade Civil do Estado é a obrigação que ele tem de reparar os danos causados a terceiros em face de comportamento imputável aos seus agentes. chama-se também de responsabilidade extracontratual

Leia mais

Nº 2324/2014 - ASJTC/SAJ/PGR

Nº 2324/2014 - ASJTC/SAJ/PGR Nº 2324/2014 - ASJTC/SAJ/PGR Suspensão de Liminar nº 764/AM Relator: Ministro Presidente Requerente: Estado do Amazonas Requerido: Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas Interessado: Ministério Público

Leia mais

Prevenção e resposta a acidentes ambientais e suas repercussões jurídicas

Prevenção e resposta a acidentes ambientais e suas repercussões jurídicas Prevenção e resposta a acidentes ambientais e suas repercussões jurídicas JURIDICO JURIDICO DE SERVIÇOS COORDENADORIA DE DIREITO AMBIENTAL Consultora 31/05/2012 Prevenção X Resposta na esfera jurídica

Leia mais

CONSIDERANDO o que o Sr. João Lima Goes relatou ao Conselho Tutelar de Alto Piquiri Paraná, cuja cópia segue em anexo;

CONSIDERANDO o que o Sr. João Lima Goes relatou ao Conselho Tutelar de Alto Piquiri Paraná, cuja cópia segue em anexo; RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 05/2012 CONSIDERANDO que, nos termos do art. 201, inciso VIII, da Lei nº 8.069/90, compete ao Ministério Público zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais

Leia mais

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil

7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil. Tópicos Especiais em Direito Civil 7. Tópicos Especiais em Responsabilidade Civil Tópicos Especiais em Direito Civil Introdução A Responsabilidade Civil surge em face de um descumprimento obrigacional pela desobediência de uma regra estabelecida

Leia mais

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes

POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes POLÍTICA DE SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE - SMS. Elaboração Luiz Guilherme D CQSMS 10 00 Versão Data Histórico Aprovação 00 20/10/09 Emissão de documento Aldo Guedes Avaliação da Necessidade de Treinamento

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 56, DE 5 DEZEMBRO DE 2007

INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 56, DE 5 DEZEMBRO DE 2007 INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 56, DE 5 DEZEMBRO DE 2007 Dispõe sobre instauração e organização de processo de tomada de contas especial e dá outras providências. O TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, no uso do

Leia mais

PAINEL SETORIAL MEDIÇÃO DE EFLUENTES INMETRO 2012

PAINEL SETORIAL MEDIÇÃO DE EFLUENTES INMETRO 2012 PAINEL SETORIAL MEDIÇÃO DE EFLUENTES INMETRO 2012 A Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento ASSEMAE É uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, fundada em 1984. Os associados

Leia mais

A EFETIVIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA PROTEÇÃO AMBIENTAL

A EFETIVIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA PROTEÇÃO AMBIENTAL A EFETIVIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NA PROTEÇÃO AMBIENTAL FERNANDO REVERENDO VIDAL AKAOUI XIV Congresso Brasileiro do Ministério Público de Meio Ambiente - ABRAMPA RESPONSABILIDADE DO ESTADO PELA PROTEÇÃO

Leia mais