POLUIÇÃO EM DECORRÊNCIA DO LANÇAMENTO EM CURSOS D ÁGUA DE ESGOTOS SANITÁRIOS SEM PRÉVIO TRATAMENTO

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1 POLUIÇÃO EM DECORRÊNCIA DO LANÇAMENTO EM CURSOS D ÁGUA DE ESGOTOS SANITÁRIOS SEM PRÉVIO TRATAMENTO ASPECTOS JURÍDICOS E ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO Marcos Paulo de Souza Miranda. 1. CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROBLEMA Segundo estatísticas do IBGE, no ano de ,8% dos municípios brasileiros não tinham serviços de esgotamento sanitário e 44,7% dos domicílios não estavam ligados à rede coletora, sendo o esgoto 1 a céu aberto considerado como um dos maiores problemas ambientais e de saúde pública do país. Em Minas Gerais, dados da Fundação Estadual de Meio Ambiente indicam que dos 853 municípios do Estado, cerca de 92% ainda lançam os esgotos brutos nos corpos d água. Sabe-se que inúmeras doenças graves estão relacionadas à poluição da água, conforme quadro abaixo 2, o que justifica a utilização de todos os instrumentos possíveis para combate-la, não só por razões ambientais mas também por razões de saúde pública. GRUPO Doenças Transmitidas pela Água Doenças controladas pela limpeza da água Doenças associadas à água Doenças cujos vetores se relacionam com a água Doenças associadas ao destino dos DOENÇAS Cólera, Febre Tifóide, Leptospirose, Giardíase, Amebíase, Hepatite Infecciosa Escabiose, Sepsia dérmica, Bouba, Lebra, Piolhos e tifo, Tracoma, Conjutivite, Disenteria bacilar, Salmonelose, Diarréias por enterovírus, Febre paratifóide, Ascaridíase, Tricurose, Enterobiose, Ancilostomose Esquistossomose urinária, Esquistossomose retal, Dracunlose Febre amarela, Dengue e febre hemorrágica por dengue, Febre do oeste do Nilo e do Vale do Rift, Encefalite por arbovirus, Filariose Bancroft, Malária, Ancocercose, Doenças do sono Necatoriose, Clonorquíase, Difolobotríase, Fasciolose, Promotor de Justiça em Minas Gerais. Coordenador das Promotorias Ambientais das Sub-bacias dos Rios das Velhas e Paraopeba. 1 O Dicionário de Ecologia e Ciências Ambientais conceitua esgoto como: descarga aquosa dos sistemas de coleta sanitária municipais ou industriais, especialmente a pertencente a dejetos fecais humanos. ART, Henry W et. All. 2. ed.. São Paulo: UNESP: Melhoramentos, 2001, p SETTI, Arnaldo Augusto (et al.). Introdução ao Gerenciamento de Recursos Hídricos. Brasília: Agência Nacional de Energia Elétrica; Agência Nacional de Águas, 2001, p

2 dejetos Paragonimfase Desta forma, o tratamento de esgotos é medida básica de saneamento, trazendo benefícios para a coletividade e economia para o Sistema Público de Saúde (estudo da UFRJ estima que 68% das internações nos hospitais públicos são provocadas pela água contaminada). Ademais, uma das conseqüências mais dramáticas do saneamento deficiente é a mortalidade infantil de crianças com até um ano de idade. Ainda no ano de 2000 o IBGE detectou municípios com taxas alarmantes de mais de 40 mortes por mil nascidos vivos, índice que a Organização Mundial de Saúde (OMS). Desse total, estão no Nordeste, 48 no Norte e 25 em Minas Gerais, sendo que os municípios que têm as maiores taxas de mortalidade são também os que explicitam mais problemas de saneamento. Os danos ambientais decorrentes do lançamento in natura de esgotos em corpos hídricos também são enormes. É preciso perceber que tudo quanto é jogado nos ralos das pias, vasos sanitários, bueiros e mesmo nos quintais das casas, acaba interferindo no ciclo natural da água. Substâncias tóxicas, não biodegradáveis, dejetos orgânicos em suspensão (responsáveis pela proliferação de microrganismos patogênicos) e resíduos contendo metais pesados, que se acumulam nos organismos vivos, são comumente lançados sem tratamento em córregos, lagos, rios e mares, que ao invés de simbolizarem vida e movimento, passaram ultimamente a ser relacionados com veneno e morte. Como bem resumem José Roberto Guedes de Oliveira e Valdir Aparecido Alves: A água é elemento químico essencial para o desenvolvimento da vida humana e de outros seres, podendo dizer que a água poluída não resulta em equilíbrio ecológico, pois não apresenta características essenciais ao ecossistema. Nesse contexto, não há também qualidade de vida, pois as alterações dos padrões normais fere a vida biológica na qual o homem está inserido, trazendo certas patologias indesejadas pelo ser humano. Como já foi citado, cerca de 80 das patologias que atingem o homem, são contraídas através da água 3. Por todos esses motivos, há necessidade do Ministério Público lançar mão de todos os instrumentos judiciais e extrajudiciais colocados à sua disposição para minimizar esse quadro de conseqüências desastrosas para a saúde humana e para o meio ambiente. 3 Meio Ambiente Natural. Disponível em: Acesso em 21/11/

3 Ressalte-se que por força da Constituição Federal vigente o saneamento básico, por estar diretamente conectado às condições de higiene e saúde, é um direito fundamental e inalienável de todo cidadão. Como salienta o Juiz Federal Nivaldo Brunoni, os investimentos que forem efetuados com saneamento básico reverterão em economia na área da saúde pública e com a política de municipalização do SUS adotada pelo governo federal, intensifica-se ainda mais a incumbência do Poder Público local em reverter as distorções e as deficiências no setor DIPLOMAS LEGAIS APLICÁVEIS À TEMÁTICA Os diplomas legais para o combate ao problema ora em análise são muitos, razão pela qual identificamos abaixo apenas os que julgamos mais importantes. O Decreto n /34 (Código de Águas) preceitua em seu art. 109 que: A ninguém é lícito conspurcar ou contaminar as águas que não consome, com prejuízo de terceiros. No artigo seguinte o Código estabelece que: Os trabalhos para a salubridade das águas serão executados à custa dos infratores, que, além da responsabilidade criminal, se houver, responderão pelas perdas e danos que causarem e pelas multas que lhes forem impostas nos regulamentos administrativos. Em Minas Gerais a Lei 2.126, de 20 de janeiro de 1960, aborda o problema dos esgotos de maneira frontal e é, sem dúvida, o mais importante diploma legal sobre o assunto em nosso Estado. A Lei, que estabelece normas para o lançamento de esgotos e resíduos industriais nos cursos de águas, dispõe: Art. 1º - Fica proibido, a partir da data da publicação desta Lei, em todo o território do Estado de Minas Gerais, lançar nos cursos de água - córregos, ribeirões, rios, lagos, lagoas e canais, por meio de canalização direta ou indireta, de derivação ou de depósito em local que possa ser arrastado pelas águas pluviais ou pelas enchentes, sem tratamento prévio e instalações adequadas, qualquer resíduo industrial em estado sólido, líquido ou gasoso, e qualquer tipo de esgoto sanitário proveniente de centro urbano ou de grupamento de população. Art. 2º - Após o tratamento, os resíduos industriais ou esgotos sanitários podem ser lançados nos cursos de águas, desde que apresentem as seguintes características, verificadas mediante testes e provas de laboratório: a) oxigênio dissolvido - igual ao do curso de água; b) demanda bioquímica de oxigênio - igual à do curso de água; c) sais minerais dissolvidos em 4 A tutela das águas pelo município. In: Águas, aspectos jurídicos e ambientais. Coord. FREITAS, Vladimir Passos de. Curitiba: Juruá. 2ª ed p

4 suspensão, ou precipitados, nas mesmas condições e proporções em quem os contiver o curso de água, in natura. Art. 3º - Os infratores desta Lei incorrerão na multa de Cr$ ,00 (cinqüenta mil cruzeiros) e, no caso de reincidência, na proibição de funcionamento do estabelecimento até que sejam feitas as instalações de tratamento necessárias. Art. 4º - As Prefeituras Municipais, cujas sedes contem mais de habitantes, terão o prazo de um ano, a contar da data da publicação da presente Lei, para providenciar o tratamento de esgotos sanitários provenientes do centro urbano. Parágrafo único. Os grupamentos de população inferior a habitantes terão o prazo de dois anos para satisfazer as exigências desta Lei. Art. 5º - Os estabelecimentos industriais existentes no Estado e atualmente em funcionamento terão o prazo de um ano, a contar da data da publicação da presente lei, para providenciar a instalação de estações de tratamento de resíduos industriais. Parágrafo único - Incorrerão nas penalidades previstas no artigo 3º desta Lei os estabelecimentos que não atenderem ao disposto neste artigo.... Art. 8º - A partir da data desta Lei, as novas indústrias ou quaisquer entidades públicas ou privadas, interessadas no lançamento de resíduos industriais ou esgotos sanitários nos cursos de água, só poderão fazê-lo mediante prévia autorização do Poder Executivo Estadual, uma vez satisfeitas as exigências ora estabelecidas. A Lei , de 28 de dezembro de 1994, que dispõe sobre a Política Estadual de Saneamento Básico estabelece que é seu objetivo assegurar a proteção da saúde da população e a salubridade ambiental urbana e rural, estatuindo ainda que: Art. 2º - Para os efeitos desta lei, considera-se: I - salubridade ambiental o conjunto de condições propícias à saúde da população urbana e rural, quanto à prevenção de doenças veiculadas pelo meio ambiente e à promoção de condições mesológicas favoráveis ao pleno gozo da saúde e do bem-estar; II - saneamento básico o conjunto de ações, serviços e obras que visam a alcançar níveis crescentes de salubridade ambiental por meio de: a) abastecimento de água de qualidade compatível com os padrões de potabilidade e em quantidade suficiente para assegurar higiene e conforto; b) coleta e disposição adequada dos esgotos sanitários;... Art. 3º - A execução da política estadual de saneamento básico, disciplinada nesta lei, condiciona-se aos preceitos consagrados pela Constituição do Estado, observados os seguintes princípios: I - direito de todos ao saneamento básico; 4

5 II - autonomia do município quanto à organização e à prestação de serviços de saneamento básico, nos termos do art. 30, V, da Constituição Federal; III - participação efetiva da sociedade, por meio de suas entidades representativas, na formulação das políticas, na definição das estratégias, na fiscalização e no controle das ações de saneamento básico; IV - subordinação das ações de saneamento básico ao interesse público, de forma a se cumprir sua função social. Verifica-se que a legislação mineira expressamente concebe o saneamento básico como um direito de todos os cidadãos, o que plenamente se justifica na medida em que os serviços de saneamento básico são considerados essenciais 5 por estarem diretamente ligados à prevenção de riscos e danos à saúde e ao meio ambiente. Na verdade, são serviços urbanos fundamentais, uma vez que estão intimamente ligados aos direitos à vida, à moradia digna, à saúde, ao meio ambiente, e à própria dignidade da pessoa humana. Ainda no âmbito do Estado de Minas Gerais, a Lei n /99, que instituiu o Código de Saúde, inseriu no ordenamento jurídico outras disposições sobre a responsabilidade quanto ao tratamento de efluentes: Art. 48. A construção considerada habitável será ligada à rede coletora de esgoto sanitário. 1º Quando não houver rede coletora de esgoto sanitário, o órgão prestador do serviço indicará as medidas técnicas adequadas à solução do problema. 2º As medidas individuais ou coletivas para tratamento e disposição de esgotamento sanitário atenderão às normas técnicas vigentes. Art. 49. O sistema público de coleta de esgoto tratará o esgoto coletado antes de lançá-lo em curso de água. Parágrafo único. É vedado o lançamento de esgoto sanitário em galeria ou rede de águas pluviais. A Resolução CONAMA 357, de 17 de março de 2005, dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, estatui: Art. 24. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou indiretamente, nos corpos de água, após o devido tratamento e desde que obedeçam às condições, padrões e exigências dispostos nesta Resolução e em outras normas aplicáveis. Parágrafo único. O órgão ambiental competente poderá, a qualquer momento: I - acrescentar outras condições e padrões, ou torná-los mais restritivos, tendo em vista as condições locais, mediante fundamentação técnica; e 5 A Lei 7.783/89 também considera os serviços de esgotamento sanitário como essenciais. 5

6 II - exigir a melhor tecnologia disponível para o tratamento dos efluentes, compatível com as condições do respectivo curso de água superficial, mediante fundamentação técnica. Art. 25. É vedado o lançamento e a autorização de lançamento de efluentes em desacordo com as condições e padrões estabelecidos nesta Resolução. A recente Deliberação Normativa COPAM 96/2006, de 12 abril de 2006, convoca todos os municípios mineiros para o licenciamento ambiental de sistemas de tratamento de esgotos, estabelecendo prazos bastante elásticos para tanto. Esta convocação tem natureza administrativa e não impede que o Ministério Público, através de proposta de termo de ajustamento de conduta ou de propositura de ação civil pública, pleiteie o cumprimento da obrigação em menor prazo, com base na legislação antes citada. Não se pode esquecer, ainda, que a coleta e a destinação final dos esgotos urbanos é típico serviço público 6 e, em razão disso, os órgãos públicos competentes e seus concessionários, por força do que dispõe o Código de Defesa do Consumidor (art. 6º, X) e a Lei 8.987/95 (art. 6º), devem prestá-lo de forma adequada, eficiente e segura. Obviamente que não atende a tais requisitos a prestação de serviços causadora de significativa poluição ambiental e de graves riscos à saúde humana, como ocorre com o lançamento de esgoto in natura nos cursos d água. 3. INSTRUMENTOS JURÍDICOS PARA O COMBATE À POLUIÇÃO Feita a análise acima, constata-se que o ordenamento jurídico brasileiro não permite o lançamento de esgotos em cursos d água sem prévio tratamento. Todo aquele (pessoa física ou jurídica) que descumprir o dever de não conspurcar as águas através do lançamento de efluentes sanitários in natura enquadrar-se-á na situação jurídica de poluidor (art. 3º, IV, Lei 6.938/81) e estará sujeito às sanções previstas em âmbito administrativo, cível e criminal, como determinado no art. 225, 3º da CF/ ASPECTO CRIMINAL Em âmbito criminal a conduta do responsável pela poluição poderá encontrar adequação típica no art. 54 da Lei 9.605/98, que sanciona a conduta daquele que causa poluição de 6 Quanto ao tema, oportuna a lição de Hely Lopes Meirelles, em Direito Municipal Brasileiro, p. 313, 6ª ed., Malheiros Editores, São Paulo, 1990: As obras e serviços para fornecimento de água potável e eliminação de detritos sanitários domiciliares, incluindo a captação, condução, tratamento e despejo adequado, são atribuições precípuas do Município, como medidas de interesse da saúde pública em geral e dos usuários em particular. 6

7 qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora, prevendo tipos qualificados nos casos de poluição hídrica que torne necessária a interrupção do abastecimento público de água de uma comunidade e quando ocorrer por lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos. Tratando do aludido crime, Vladimir Passos de Freitas e Gilberto Passos de Freitas ensinam: Poluição hídrica é todo ato ou fato pelo qual se lance na água qualquer produto que provoque a alteração de suas características ou a torne imprópria para o uso. A água é considerada poluída quando a sua composição está alterada, de forma que se torna inadequado para alguma pessoa ou para todas o seu uso no estado natural. São as alterações de suas propriedades físicas, químicas ou biológicas que a tornam nociva para a saúde e o bem estar da população, ou imprópria para uso, tanto para fins domésticos, agrícolas, industriais e recreativos, como para a fauna e a flora. As causas mais comuns da poluição da água são os despejos de dejetos humanos e industriais e de produtos químicos e radioativos. 7 Por isso, a ação penal pública mostra-se como o instrumento jurídico apto à responsabilização do degradador em tal seara e, secundariamente, como forma de prevenção geral de fatos símiles. As pessoas jurídicas responsáveis pela poluição também poderão responder criminalmente por tal fato nas hipóteses previstas no art. 3º da Lei 9.605/98. Colhe-se, a propósito, da jurisprudência: PENAL. CRIME AMBIENTAL. CAUSAR POLUIÇÃO AO MEIO AMBIENTE MEDIANTE O LANÇAMENTO DE ESGOTO EM ARROIO. MATERIALIDADE E AUTORIA. - Suficiente para configuração da materialidade e autoria do artigo 54, caput, 4º, incisos IV e V, da Lei 9.605/98 a prova de que dejetos oriundos da atividade de um hotel administrado pelo acusado eram lançados em arroio fluvial apresentando índices de coliformes fecais acima do permitido em Resolução do CONAMA. (TRF4 - APELAÇÃO CRIMINAL - Processo: UF: SC Órgão Julgador: OITAVA TURMA - Data da decisão: 23/02/ Rel. Juiz Luiz Fernando Wowk Penteado). CRIMINAL. CRIME AMBIENTAL PRATICADO POR PESSOA JURÍDICA. RESPONSABILIZAÇÃO PENAL DO ENTE COLETIVO. POSSIBILIDADE. 7 Crimes contra a natureza. São Paulo: Revista dos Tribunais, 6. ed. 1999, p

8 PREVISÃO CONSTITUCIONAL REGULAMENTADA POR LEI FEDERAL. OPÇÃO POLÍTICA DO LEGISLADOR. FORMA DE PREVENÇÃO DE DANOS AO MEIO-AMBIENTE. CAPACIDADE DE AÇÃO. EXISTÊNCIA JURÍDICA. ATUAÇÃO DOS ADMINISTRADORES EM NOME E PROVEITO DA PESSOA JURÍDICA. CULPABILIDADE COMO RESPONSABILIDADE SOCIAL. CO- RESPONSABILIDADE. PENAS ADAPTADAS À NATUREZA JURÍDICA DO ENTE COLETIVO. RECURSO PROVIDO.. Hipótese em que pessoa jurídica de direito privado, juntamente com dois administradores, foi denunciada por crime ambiental, consubstanciado em causar poluição em leito de um rio, através de lançamento de resíduos, tais como, graxas, óleo, lodo, areia e produtos químicos, resultantes da atividade do estabelecimento comercial. (STJ - RESP Rel. Min. Gilson Dipp, J. 02/06/2005) 3.2 ASPECTO CÍVEL Em âmbito cível o degradador poderá ser condenado judicialmente à reparação dos danos ambientais causados bem como às obrigações de fazer e não fazer necessárias à cessação da atividade lesiva ao meio ambiente. No que tange ao Poder Público, a obrigação de zelar pela proteção ao meio ambiente é plenamente vinculada. Ademais, a discricionariedade administrativa não legitima a conduta omissiva lesiva aos bens ambientais. É que o texto constitucional, principalmente o art. 225, determina a obrigação do Poder Público, ou daquele que fizer suas vezes, de promover a defesa do meio ambiente, não podendo causar poluição, atividade completamente proscrita e danosa à sociedade. Contudo, sabe-se que muitos são os danos ambientais causados pelo Poder Público, por ação ou omissão, direta ou indiretamente. Álvaro Luiz Valery Mirra acerca de tal problemática se refere na obra Ação Civil Pública e a Reparação do Dano ao Meio Ambiente, aduzindo que em inúmeras situações o Estado se omite no cumprimento de seu dever de adotar as medidas necessárias à proteção de bens e recursos ambientais. Segundo o ilustre magistrado paulista: Inúmeros são os exemplos que, pela sua gravidade, acarretam conflitos importantes, os quais, com freqüência cada vez maior, chegam aos tribunais. Ilustram bem essa realidade os seguintes casos: a) a poluição de rios e corpos d água pelo lançamento de efluentes e esgotos urbanos e industriais sem o devido tratamento; b) a degradação de ecossistemas e áreas naturais de relevância ecológica; c o depósito e a destinação final 8

9 inadequados de lixo urbano; d) o abandono de bens integrantes do patrimônio cultural brasileiro. 8 Em casos tais, pode e deve o Ministério Público lançar mão da ação civil pública (se por acaso não alcançada a solução extrajudicial, sempre preferível, para o problema) objetivando compelir a administração pública a cumprir o dever de não poluir. Wallace Paiva Martins Júnior, a propósito, expõe com precisão: Compelir o Município a obrigação de não fazer consistente na cessação da atividade nociva à qualidade de vida, de despejo de efluentes ou esgotos domésticos in natura nas águas, ou de obrigação de fazer consistente na prestação de atividade devida, de efetuar o lançamento desses esgotos submetidos ao prévio tratamento e na conformidade dos padrões ambientais estabelecidos é, em última análise, impor-lhe o dever de cumprimento da lei, de preservação do ambiente e de combate a prevenção à poluição para cessar atividade nociva ao meio ambiente e prestar atividade devida decorrente de lei. Depara-se a questão diante do poder-dever vinculado, não de uma opção administrativa discricionária porque o ordenamento jurídico é enfático ao exigir da administração pública a realização de um dado ato, de conteúdo (objeto) explícito na norma, seja por prestação negativa (abster-se de poluir), seja por prestação positiva (submeter a prévio tratamento), que, em resumo, fundem-se numa única e prioritária preocupação material de evitar a poluição das águas. 9 Outra não é a posição de Erika Bechara, que sustenta que o artifício da discricionariedade seria admissível se houvesse duas ou mais maneiras de se impedir poluição por esgoto in natura e o Poder Público optasse por uma delas. Mas não é o caso, já que as opções são: impedir que o esgoto seja produzido ou tratar o esgoto produzido e impedir a poluição. Daí porque impedir a poluição dos cursos d água pelo lançamento de esgoto in natura é um poder-dever do Poder Público, é um ato vinculado 10. No âmbito de nossos Tribunais essas lições doutrinárias têm encontrado costumeira guarida. O Egrégio Superior Tribunal de Justiça, a propósito, já decidiu: 8 MIRRA, Álvaro Luiz Valery. Ação civil pública e a reparação do dano ao meio ambiente. 2ª ed., atualizada. São Paulo: Editora Juarez de Oliveira, MARTINS JÚNIOR, Wallace Paiva. Despoluição das Águas. Revista dos Tribunais, vol. 720, p BECHARA, Érika. Tratamento do esgoto doméstico pelo Poder Público: discricionariedade ou vinculação? Anais do 7º Congresso Internacional de Direito Ambiental, volume I, São Paulo. 9

10 PROCESSO CIVIL. AÇÃO CIVIL PUBLICA. DANOS AO MEIO AMBIENTE CAUSADO PELO ESTADO. SE O ESTADO EDIFICA OBRA PUBLICA NO CASO, UM PRESIDIO - SEM DOTA-LA DE UM SISTEMA DE ESGOTO SANITARIO ADEQUADO, CAUSANDO PREJUIZOS AO MEIO AMBIENTE, A AÇÃO CIVIL PUBLICA E, SIM, A VIA PROPRIA PARA OBRIGA-LO AS CONSTRUÇÕES NECESSARIAS A ELIMINAÇÃO DOS DANOS; SUJEITO TAMBEM AS LEIS, O ESTADO TEM, NESSE AMBITO, AS MESMAS RESPONSABILIDADES DOS PARTICULARES. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO E PROVIDO. (STJ RESP Rel. Min. Ari Pargendler. J. 19/05/1997) Os Tribunais Estaduais, de igual sorte, vêm decidindo de forma reiterada: CONSTITUCIONAL. OMISSÃO DO PODER EXECUTIVO NA TUTELA DO MEIO AMBIENTE. DETERMINAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO PARA CUMPRIMENTO DE DEVER CONSTITUCIONAL. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DE SEPARAÇÃO DE PODERES E À CLÁUSULA DA RESERVA DO POSSÍVEL. No microssistema da tutela ambiental impõe-se, em virtude dos princípios da precaução e preservação, uma atuação preventiva do Poder Judiciário, de forma a evitar o dano ao meio ambiente, pois este, depois de ocorrido, é de difícil ou impossível reparação. Por tal motivo que, nas ações que envolvam o meio-ambiente, o uso da tutela antecipada se legitima ainda mais. A omissão do Município de Luz em tratar adequadamente do lançamento de esgotos e derivados, no Córrego do Açudinho, importa em flagrante violação ao meioambiente e, por conseqüência, ao direito fundamental à saúde e ao princípio fundamental da dignidade da pessoa humana. O meio ambiente, como um bem extraordinariamente relevante ao ser humano, é tutelado pela Constituição Federal. Assim, é dever inafastável do Estado empreender todos os esforços para a sua tutela e preservação, sob pena de violação ao art. 225 da CF. O Poder Judiciário, no exercício de sua alta e importante missão constitucional, deve e pode impor ao Poder Executivo Municipal o cumprimento da disposição constitucional que garante a preservação do meio ambiente, sob pena de não o fazê-lo, compactuar com a degradação ambiental e com piora da qualidade de vida de toda sociedade. A judicialização de política pública, aqui compreendida como implementação de política pública pelo Poder Judiciário, harmoniza-se com a Constituição de A concretização do texto constitucional não é dever apenas do Poder Executivo e Legislativo, mas também do Judiciário. É certo que, em regra a implementação de política pública, é da alçada do Executivo e do Legislativo, todavia, na hipótese de injustificada omissão, o Judiciário deve e pode agir para forçar os outros poderes a cumprirem o dever constitucional que lhes é imposto. A mera alegação de falta de recursos financeiros, destituída de qualquer comprovação objetiva, não é hábil a afastar o dever constitucional imposto ao Município de Luz de preservar o meio ambiente. Assim, a este caso não se aplica à cláusula da Reserva do Possível, seja porque não foi comprovada a incapacidade econômico-financeira do Município de Luz, seja porque a pretensão social de um meio ambiente equilibrado, preservado e protegido se afigura razoável, estando, pois, em plena harmonia com o devido processo legal substancial. (TJMG - 10

11 AGRAVO Nº /001 REL. DESª. MARIA ELZA J. 21/10/2004) AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANOS CAUSADOS AO MEIO AMBIENTE. CONDENAÇÃO DA COPASA E DO MUNICÍPIO DE CORAÇÃO DE JESUS ÀS OBRIGAÇÕES DE FAZER E NÃO FAZER. APELAÇÃO DA COPASA, NO QUE TANGE À OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER (NÃO LANÇAR O ESGOTO NO CÓRREGO CANABRAVA, ANTES DE TOMAR AS DEVIDAS PRECAUÇÕES). APELANTE ALEGA IMPOSSIBILIDADE DE EFETUAR O LANÇAMENTO EM OUTRO LOCAL, ANTES DE SER CRIADA A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO. É INEGÁVEL O DANO AMBIENTAL SE A REDE COLETORA CONTINUAR FUNCIONANDO SEM A CONSTRUÇÃO DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO - ETE. A COPASA E O MUNICÍPIO SÃO RESPONSÁVEIS PELA IMPLANTAÇÃO DE UM CORRETO SISTEMA DE ESGOTAMENTO. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (TJMG - APELAÇÃO CÍVEL Nº /000 REL. DES. RONEY OLIVEIRA J. 20/11/2003) AÇÃO CIVIL PÚBLICA - MEIO AMBIENTE - DESPEJO DE ESGOTOS DOMÉSTICOS EM RIO - OBRIGAÇÃO DE FAZER - AÇÃO PROCEDENTE - PRELIMINARES DE ILEGITIMIDADE PASSIVA E LITISCONSÓRCIO REJEITADOS. À vista do artigo 191 da Constituição Estadual o Município é responsável pelos danos ambientais ainda que o serviço de esgoto sanitário esteja a cargo de autarquia. Tal responsabilidade é objetiva, afastando argüições de ilegitimidade e litisconsórcio passivo. Deplorável o descaso do poder público com o meio ambiente ao proceder o despejo "in natura" de esgotos domésticos e, corpo d'agua, sendo imperativa a construção de lagoa de tratamento prévio. (TJSP - Apelação Cível Nº /7 Sorocaba, v.u., 30/04/1992, Relator Ney Almada) Como já dito, além de cessar a atividade poluidora e de prestar a atividade ambientalmente devida, há ainda o dever do poluidor de reparar os danos ambientais já consumados (contaminação do solo, das águas superficiais e subterrâneas etc.), uma vez que o art. 14, 1º da Lei 6938/81 é enfático: Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente de existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal por danos causados ao meio ambiente. A doutrina de Walace Paiva Martins Filho é elucidativa: É inconcusso que a omissão da administração lesou o meio ambiente nos termos do art. 3º, III, a e e da Lei Federal 6.938/81 e dos arts. 2º e 4º da Lei Estadual 997/76 e seu decreto regulamentador, pois o lançamento de esgotos domésticos sem prévio tratamento e desconforme os padrões ambientais estabelecidos gerou 11

12 degradação da qualidade das águas causando dano ao curso d água, à saúde e o bem-estar da coletividade. Exsurgem daí os deveres de restauração do ambiente degradado e de reparação dos danos causados nos termos do art. 225, 1º, I e 4º da Constituição Federal e do art. 14, 1 o. da Lei Federal 6.938/81, satisfazendo para o acolhimento da pretensão o simples estabelecimento do nexo etiológico da conduta comissiva ou omissiva com a eclosão da lesão ou dano, sem necessidade de aferição de culpa ou dolo, liquidáveis mediante simples perícia na fase de conhecimento ou execução. 11 Em âmbito jurisprudencial colhe-se idêntico entendimento consoante se dessume das seguintes decisões: Dano ao meio ambiente. Águas contaminadas Lançamento de poluentes industriais sem tratamento por empresa Comprovação através de perícia Responsabilidade objetiva Indenização devida Sentença mantida Recurso improvido Inteligência do art. 14 da Lei 6938/81 (TJSP Rel. Des. Ney Almada - RT 693/130). Meio Ambiente Dano Contaminação de terras e águas Empresa química Despejo de resíduos tóxicos em áreas de Município Afetação do ecossistema local e de ocupação humana na região Obrigações cominatórias e indenizatórias impostas cumulativamente Admissibilidade Ação Civil Pública procedente Recurso não provido (TJSP JTJ 212/126 Rel. Vallim de Toledo) Ainda sob o ponto de vista cível, importante ressaltar que não se mostra lícita a cobrança de remuneração a título de serviços de coleta e tratamento de esgotos a usuários, se esses serviços não são efetivamente prestados de forma adequada. Esse entendimento vem sendo sufragado pela jurisprudência pátria, como se depreende do seguinte julgado: ESGOTAMENTO SANITÁRIO. CEDAE. NÃO PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. COBRANÇA INDEVIDA. Se a CEDAE não cumpre o seu dever precípuo de prestação de serviço de tratamento de esgoto objetivando a não poluição de lagoas, canais e rios, no propósito de tutela ao meio ambiente saudável, na perspectiva da regra de ouro: mais vale prevenir do que remediar, não pode cobrar por serviço público que não prestou nem colocou à disposição do consumidor. Inaplicável, por isso, a norma do artigo 9º do Decreto nº /96, porquanto se o autor não se utiliza do sistema público de esgotamento sanitário, visto que inexiste tal prestação de serviço, não há fato gerador do preço da tarifa que lhe seria correspectivo. Desprovimento do recurso. (TJRJ Ap. Civ Rel. Des. Roberto de Abreu e Silva - Julgamento: 11/05/2004) 11 op. cit. p

13 Sob a ótica da responsabilidade administrativa vale ressaltar que o Decreto 3.179/99 tipifica no art. 41 a infração administrativa relativa à poluição, prevendo como sanção multa de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$ ,00 (cinqüenta milhões de reais), ou multa diária. Tanto as pessoas físicas quanto as jurídicas, de direito público ou privado, que derem causa à poluição podem ser responsabilizadas administrativamente por tal fato. Neste sentido: Meio Ambiente Proibição de lançamento de esgoto nos rios sem o devido tratamento Multa por infração ao meio ambiente Constitucionalidade e legalidade Mandado de segurança denegado Recurso não provido (Apelação Cível nº São Manuel Rel. Dês. Luiz Tâmbara j. 19/09/2000). MULTA - Poluição - Município - Admissibilidade - Ausência de quebra de autonomia constitucional - Pessoa jurídica de direito público interno que não está imune ou isenta do cumprimento da lei - Recursos não providos. A municipalidade não é imune às sanções previstas na legislação que cuida do meio ambiente, e imposta por outra entidade de direito público. Aliás, o artigo 3º, IV da Lei n /81 define a figura do poluidor como sendo pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável direta ou indiretamente por atividade causadora de degradação ambiental. (Tribunal de Justiça de São Paulo - Relator: Hermes Pinotti - Apelação Cível n Itanhaém Por derradeiro, lembre-se que a Lei 9.433/97, que trata da Política Nacional de Recursos Hídricos, exige em seu art. 12, III, outorga para o lançamento em corpo de água de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos, tratados ou não, com o fim de sua diluição, transporte ou disposição final. Assim, aquele que não dispuser de outorga para tal fim e utilizar recursos hídricos para o lançamento de efluentes estará incurso na infração administrativa prevista no art. 49, II, do aludido diploma legal, ficando sujeito a sanções que variam entre a advertência, a multa e o embargo de atividades. 4. CONCLUSÕES a. O lançamento de esgotos in natura nas coleções hídricas brasileiras tem se mostrado como um grave e preocupante problema, gerando conseqüências desastrosas para o meio ambiente e para a saúde de nossa população. b. O ordenamento jurídico vigente não concebe a poluição das águas brasileiras pelo lançamento de esgotos sem prévio tratamento. 13

14 c. O Ministério Público e os demais órgãos responsáveis pela tutela da qualidade ambiental e da saúde pública têm o dever de lançar mão de todos os instrumentos necessários para a responsabilização dos degradadores e para a cessação das atividades que implicam na poluição de nossos recursos hídricos através do lançamento de esgotos in natura. 5. ROTEIRO SIMPLIFICADO DE ATUAÇÃO MINISTERIAL Chegando ao conhecimento do Promotor de Justiça a ocorrência de lançamento pelo poder público de esgotos em cursos hídricos, sem prévio tratamento, deverá o órgão do Ministério Público: 1. Instaurar, por portaria, procedimento administrativo ou inquérito civil a fim de verificar se o município dispõe de sistema de tratamento de seus efluentes sanitários, determinando o cumprimento das seguintes diligências: a. Oficiar o Município requisitando o envio de informações sobre o atual sistema de coleta e tratamento de esgotos, inclusive cópia de eventual legislação municipal pertinente e de contrato de concessão dos serviços públicos, se existente; b. Notificar o Prefeito Municipal e tomar por termo as suas declarações sobre o tema em apuração. c. Oficiar órgão técnico que tenha condições de analisar a situação do sistema de coleta e tratamento dos dejetos mediante resposta à quesitação específica (modelo neste manual) Detectada a ausência ou a deficiência de sistema de coleta ou tratamento de efluentes líquidos e os danos ambientais pela perícia técnica a que alude o item supra, o Promotor de Justiça deverá tomar as medidas que lhe competem para a responsabilização do agente degradador, mediante a assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta 13 (solução sempre preferível) ou de Ação Civil Pública. 3. Os fatos ilícitos apurados devem ser comunicados aos órgãos ambientais competentes (FEAM, IGAM, IEF, ANA etc) para adoção das medidas administrativas pertinentes. 12 Quando a COPASA não for a concessionária do serviço público, ela poderá realizar a perícia para o Ministério Público, conforme convênio com a Procuradoria-Geral de Justiça. Nos demais casos a Divisão de Saneamento da FEAM, o IGAM, Instituições conveniadas ou o CAOMA poderão ser acionados. 13 A celebração de ajuste não eximirá os agentes públicos municipais da responsabilidade pelos danos causados ao meio ambiente, nos termos do 3º do art. 225 da Constituição da República c/c art. 14 da Lei n.º 6.938/81, e pelos eventuais atos de improbidade administrativa perpetrados (Lei n.º 8.429/92). 14

15 4. No que diz respeito à responsabilidade penal por crime ambiental, caberá ao órgão local do Ministério Público expedir ofício à Procuradoria de Crimes de Prefeitos Municipais para cientificá-la da prática de crime (Lei nº 9.605/98, art. 54) pelo chefe do Poder Executivo municipal, encaminhando as peças correlatas. Não sendo o caso de agente com foro por prerrogativa de função, o Ministério Público de primeiro grau deverá oferecer denúncia. Ressalte-se que mesmo as pessoas jurídicas responsáveis pela degradação poderão ser denunciadas, nas hipóteses do art. 3 o. da Lei 9.605/98. 15

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