Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho MANUAL DA ENTIDADE PROFISSIONALIZANTE SEM FINS LUCRATIVOS

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1 Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho MANUAL DA ENTIDADE PROFISSIONALIZANTE SEM FINS LUCRATIVOS 3

2 SUMÁRIO 1- A novidade pág O que Muda para ONGs e Instituições sem Fins Lucrativos... pág Passo a passo para tornar-se uma entidade profissionalizante... pág Trabalhador Aprendiz... pág Quem pode ser aprendiz... pág O programa de aprendizagem... pág roteiro do programa... pág Os Cursos... pág Carga Horária... pág Monitoramento e Certificação... pág Como contratar um aprendiz... pág Convênio entre Entidade Profissionalizante e Empresa... pág Contrato entre Entidade Profissionalizante e Aprendiz... pág Salário... pág Sobre a demissão... pág A Fiscalização dos Programas de Aprendizagem... pág Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho... pág Organização dos Conselhos Locais... pág Quem É Quem no Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho pág Como é feita a seleção do candidato a aprendiz... pág Onde se inscrever... pág Modelo de contrato e convênio... pág Legislação... pág. 34

3 Curso de Técnico em Informática na ONG CPA (Centro de Profissionalização para Adolescentes) 1- A NOVIDADE As Organizações Não-Governamentais (ONGs) e outras entidades sem fins lucrativos, além de Escolas Técnicas de Educação, podem agora juntar-se às empresas socialmente responsáveis numa parceria inédita de inclusão de adolescentes por meio da aprendizagem profissionalizante. 3

4 ONGs e instituições similares, que ministram cursos de caráter profissionalizante ou têm objetivos educacionais previstos em seus estatutos, foram autorizadas pela Lei , de dezembro de 2000, a participarem ativamente no processo de qualificação e educação profissional de jovens entre 14 e 18 anos incompletos. Elas podem ensinar aprendizes e também contratá-los. O adolescente aprendiz só pode trabalhar se estiver na escola (em caso de não ter ainda concluído o Ensino Fundamental) e matriculado em um curso técnico profissionalizante de nível básico. Ele será inscrito nesse curso pela empresa que o contratar. É dever da empresa manter um convênio com a instituição profissionalizante. As ONGs também podem contratar os aprendizes se o empresário preferir não assumir essa tarefa. Nesse caso, a empresa deve repassar para a ONG os valores dos encargos trabalhistas referentes à contratação, mais uma taxa administrativa, cujo valor deverá ser definido de comum acordo entre empresa e ONG. Antes, somente as escolas do Sistema S (Senai, Senac, Senat, Senar, Sesi e Sescoop) 1 podiam atuar na área do ensino técnico profissionalizante. Hoje, na hipótese de os Serviços Nacionais de Aprendizagem não oferecerem cursos ou vagas suficientes para atender à demanda dos estabelecimentos, esta poderá ser suprida por Escolas Técnicas de Educação, ONGs e entidades sem fins lucrativos que estejam adequadas à Lei. A Lei reforça o conceito do trabalho educativo, aquele em que a aprendizagem tem lugar preponderante sobre a produção, em que a preparação profissional do adolescente se caracteriza pela compatibilização entre horário de estudo e horário de trabalho. A Lei obriga as empresas de porte médio e grande a empregar e matricular em cursos de aprendizagem profissionalizante número de aprendizes equivalente a 5%, no mínimo, e 15%, no máximo, dos trabalhadores de cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional de nível básico. No caso das pequenas e micro empresas, o empregador não é obrigado a abrir vagas para aprendizes, mas também o faz porque reconhece a importância de sua participação. Quanto ao número de aprendizes que as micro e pequenas empresas podem contratar, o MTE recomenda que se siga o espírito da lei, ou seja: toda micro e pequena empresa pode ter apenas um adolescente aprendiz. 4 1Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem na Indústria), Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem no Comércio), Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem nos Transportes), Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Sesi (Serviço Social da Indústria) e,sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem no Cooperativismo).

5 2- O QUE MUDA PARA ONGS E ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS Os novos caminhos abertos para ONGs ampliarão o número de vagas para adolescentes no importante mercado da formação técnica e conduzirão a um aprofundamento da função social e política dessas instituições. Pequenos ajustes na estrutura formal e na prática cotidiana de suas ações educacionais especialmente no conteúdo programático de seus cursos serão necessários para que as instituições de ensino profissionalizante se adaptem à nova Lei. 3- PASSO A PASSO PARA TORNAR-SE UMA ENTIDADE PROFISSIONALIZANTE Ter por objetivo a assistência ao adolescente e à educação profissional; Registrar a entidade no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA) de sua região; Inscrever os programas dos cursos de aprendizagem no mesmo CMDCA e na Delegacia ou Subdelegacia Regional do Ministério do Trabalho e Emprego. Contar com estrutura adequada ao desenvolvimento dos programas de aprendizagem, de forma a manter a qualidade do processo de ensino, bem como acompanhar e avaliar os resultados. Aos aprendizes que concluírem os cursos de aprendizagem, com aproveitamento, conceder certificado de qualificação profissional. A contratação do aprendiz poderá ser efetivada pela empresa onde se realizará a aprendizagem ou pelas entidades profissionalizantes sem fins lucrativos TRABALHADOR APRENDIZ Aprendiz é o adolescente que estuda e trabalha, recebendo, ao mesmo tempo, formação técnica profissionalizante, por meio de um curso teórico, na profissão à qual está se capacitando QUEM PODE SER APRENDIZ adolescente entre 14 e 18 anos incompletos cursando a escola regular, se ainda não concluiu o Ensino Fundamental (antigo Primeiro Grau). matriculado e freqüentando instituição de ensino profissionalizante conveniada com a empresa. 2 Para saber mais, veja Portaria 702, de 18 de dezembro de 2001, no anexo Legislação. 5

6 5- O PROGRAMA DE APRENDIZAGEM A aprendizagem implica teoria e prática compatíveis com o desenvolvimento físico, psíquico moral e social do adolescente, exigindo atividades metodicamente organizadas em tarefas de complexidade progressiva, do mais fácil ao mais difícil, do mais simples ao mais complexo etc., desenvolvidas de maneira correspondente e complementar, no curso teórico e no ambiente do trabalho. No programa do curso deve constar o tempo dedicado ao trabalho na empresa e o reservado para atividades teóricas em centro de formação. O programa de aprendizagem para o desenvolvimento de ações de educação profissional, no nível básico, deve contemplar o seguinte: 5.1- ROTEIRO DO PROGRAMA público alvo do curso: número de participantes, perfil socioeconômico e justificativa para o seu atendimento; objetivos do curso: propósito das ações a serem realizadas, indicando sua relevância para o público alvo e para o mercado de trabalho; conteúdos a serem desenvolvidos: conhecimentos, habilidades e competências, indicando sua pertinência em relação aos objetivos do curso, público alvo a ser atendido e potencial de aplicação no mercado de trabalho; carga horária prevista: duração total do curso em horas e distribuição da carga horária, justificada em função do conteúdo a ser desenvolvido e do perfil do público alvo; infra-estrutura física: equipamentos, instrumentos e instalações demandados para o curso, em função dos conteúdos, da duração e do número e perfil dos participantes; recursos humanos: número e qualificação do pessoal técnico-docente e de apoio, em função dos conteúdos, da duração e do número e perfil dos participantes; mecanismos de acompanhamento, avaliação e certificação do aprendizado; mecanismos de vivência prática do aprendizado e/ou de apoio; mecanismos para propiciar a permanência dos aprendizes no mercado de trabalho após o término do contrato de aprendizagem. Este roteiro deve acompanhar a inscrição dos cursos no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente e na Delegacia do Trabalho Local, exigência da Portaria nº 702 do MTE. (Leia mais no anexo Legislação.) 6

7 6- OS CURSOS Os cursos serão elaborados pela instituição profissionalizante. Devem considerar a demanda de vagas oferecidas e estabelecer uma adequação entre o campo teórico e a aprendizagem prática. O conteúdo dos cursos deve ter correspondência com a atividade exercida pelo aprendiz na empresa. São ministrados por um instrutor indicado pela instituição de ensino. Podem ocorrer dentro da própria empresa, na instituição de ensino ou em outro local apropriado, com instalações físicas que garantam condições de higiene e segurança. Alunos do curso de Computação da ONG Aprendiz orientados pelo instrutor 6.1- CARGA HORÁRIA A carga horária de trabalho do aprendiz é de até 6 horas diárias (incluindo as horas de aulas teóricas no curso profissionalizante), para os adolescentes que estiverem cursando o Ensino Fundamental. Se já estiver cursando o Ensino Médio (antigo Segundo Grau), embora por lei a carga horária possa chegar a 8 horas diárias (incluídas as horas de aula do curso profissionalizante), recomenda-se que a mesma não ultrapasse as 6 horas diárias, de modo a propiciar ao jovem mais tempo para seu processo de escolarização e para outras atividades importantes em seu desenvolvimento cognitivo e afetivo. A carga horária dos cursos será definida pela instituição de ensino considerando que a qualidade da aprendizagem e a integração com a empresa estejam garantidas bem como a melhor maneira de distribuir as aulas durante a semana. Elas podem, por exemplo, ser agrupadas em um único dia de curso por semana ou organizadas em blocos maiores, de duração mais longa, ministradas parte antes de o aprendiz iniciar a atividade prática na empresa e parte durante a prática etc. O importante é que o Ministério do Trabalho e Emprego permite flexibilidade na distribuição da carga horária do curso. 7

8 7- MONITORAMENTO E CERTIFICAÇÃO O aprendiz terá seu processo de aprendizagem teórica e prática programado e acompanhado pela instituição de ensino, a quem também cabe monitorar o trabalho do instrutor do curso. A aprendizagem prática dar-se-á no ambiente de trabalho. No Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho, a instituição de ensino profissionalizante é chamada de Parceiro Certificador, pois cabe a ela realizar o curso, supervisioná-lo e entregar ao aprendiz, no final do processo de aprendizagem, um certificado de capacitação profissional, conforme está previsto na Lei. 8- COMO CONTRATAR UM APRENDIZ Em caso de a contratação do aprendiz ser feita pela entidade profissionalizante, devem ser cumpridas as seguintes condições: 8.1- CONVÊNIO ENTRE ENTIDADE DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE E EMPRESA 3 A empresa deve assinar convênio com entidade qualificada em formação técnico-profissional e cuidar para que o aprendiz permaneça em curso de aprendizagem no trabalho desenvolvido sob a orientação dessa entidade. O empregador deve consultar, em primeiro lugar, o Sistema S em busca de cursos para seus aprendizes. Caso o Sistema S não disponha de vagas ou cursos, a negativa deve ser apresentada por escrito ao empregador. Este documento deve ficar arquivado na empresa para ser apresentado em caso de visita do fiscal do trabalho. Nem toda entidade tem competência para estabelecer este convênio. É necessário verificar se seus cursos estão registrados no CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente) e entregues na Delegacia Regional ou Subdelegacia Regional do Trabalho. 8 3 Veja modelo de convênio anexo neste manual

9 Jovem tem aula de informática na ONG Aprendiz 8.2- CONTRATO ENTRE ENTIDADE PROFISSIONALIZANTE E APRENDIZ 4 A entidade profissionalizante deve firmar contrato especial de aprendizagem com o adolescente. O contrato é ajustado por escrito e por prazo determinado (não pode ser estipulado por mais de dois anos). Deverá indicar a atividade em que o adolescente está se capacitando e o curso correspondente, a jornada diária, a jornada semanal, a remuneração mensal, o termo inicial e final. Registrar o aprendiz na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), anotando na parte de anotações gerais o contrato especial de trabalho de aprendiz. Garantir todos os direitos trabalhistas e previdenciários do trabalhador aprendiz, nestes incluída a cobertura contra acidentes de trabalho. Garantir que as férias do empregado aprendiz coincidam com um dos períodos das férias escolares do ensino regular, sendo vedado o parcelamento das mesmas. 4 Veja modelo de contrato anexo neste manual 9

10 8.3- SALÁRIO A remuneração mínima do aprendiz tem como referência o salário mínimo/ hora. Mas o empregador é livre para estipular qualquer valor de salário acima deste mínimo estipulado pela lei. Exemplo de remuneração com base no salário mínimo/hora: O empregador pode contratar um estudante entre 14 e 18 anos incompletos, que ainda não tenha concluído o ensino fundamental (até 8ª série), por 6 horas diárias de trabalho aprendiz incluídas as horas obrigatórias de curso teórico para capacitar-se na função de aprendiz de comércio, remunerando-o, ao menos, com base no salário mínimo/hora, ou seja: R$0,909 por hora trabalhada, para um salário mínimo de R$ 200,00. Veja o cálculo: Mês de 30 dias: 6 horas diárias - carga horária semanal: 30 horas Salário = 30h x 4, x 0,909 = 116,87 Repouso = 116,87 / 6 = 19,47 Total da Remuneração: 136,34 Mês de 31 dias: 6 horas diárias - carga horária semanal: 30 horas Salário = 30h x 4, x 0,909 = 120,76 Repouso = 120,76 / 6 = 20,12 Total da Remuneração: 140,88 Para saber mais sobre cálculo de salário, veja Nota Técnica nº 52/COPES/ DEFIT no anexo Legislação SOBRE A DEMISSÃO O Empregador pode demitir o aprendiz nas seguintes circunstâncias: 10 quando o aprendiz fizer 18 anos antes de se completar o período do contrato (máximo de dois anos); se houver desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz; se ele cometer falta disciplinar grave ou ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo; a pedido do aprendiz.

11 9- A FISCALIZAÇÃO DOS PROGRAMAS DE APRENDIZAGEM É aos Conselhos Tutelares que cabe a fiscalização dos programas de aprendizagem desenvolvidos pelas entidades de ensino profissionalizante, verificando: A adequação das instalações físicas e as condições gerais do ambiente em que se desenvolve a aprendizagem; A compatibilidade das atividades desenvolvidas pelos adolescentes com o previsto no programa de aprendizagem nas fases teórica e prática, bem como o respeito aos princípios estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente; A regularidade quanto à constituição da entidade; A adequação da capacitação profissional ao mercado de trabalho, com base na apuração feita pela entidade; O respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento do adolescente; O cumprimento da obrigatoriedade de os adolescentes já terem concluído ou estarem cursando o ensino obrigatório, e a compatibilidade da jornada da aprendizagem com a da escola; As irregularidades encontradas deverão ser comunicadas ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e à respectiva unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego. (Resolução nº 74, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Leia mais no anexo Legislação) 10- PROGRAMA CONVIVÊNCIA E APRENDIZADO NO TRABALHO O Movimento Degrau, iniciativa conjunta da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Rede Brasileira de Entidades Assistenciais Filantrópicas (REBRAF), criou o Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho para incentivar os empreendedores do Estado de São Paulo, do Segundo e do Terceiro setores, a estabelecerem perspectivas para a juventude através da inclusão de aprendizes adolescentes no mundo do trabalho. É uma ação promovida para incentivar a aplicação prática da Lei , mas sobretudo para qualificar a inclusão social de jovens que estejam vivendo situações de vulnerabilidade pessoal e social. O Programa tem por meta mobilizar milhares de empreendedores em todo o Estado de São Paulo para abrir vagas para trabalhadores aprendizes até o final do ano. Para isso, dezenas de Conselhos do Degrau já foram formados e já estão em processo de implantação do Programa. As ONGs e entidades de ensino profissionalizante que queiram trabalhar em parceria com o Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho terão todo o apoio dos Conselhos do Degrau, instância deliberativa em nível local, responsável pela implantação do Programa e por seu bom funcionamento. 11

12 10.1- ORGANIZAÇÃO DOS CONSELHOS DO DEGRAU O Conselho do Degrau é formado por número não inferior a 10 participantes. São representantes dos diversos setores organizados e interessados da comunidade: educadores, líderes de entidades filantrópicas e organizações não-governamentais, contabilistas, advogados, jornalistas, profissionais de mídia, representantes de órgãos de comunicação, técnicos em informática, representantes da Secretaria Municipal de Educação. O coordenador de cada Conselho é o responsável pela coordenação do Programa em cada comunidade e pela execução do plano de ação do grupo. Objetivos do Conselho do Degrau: a) facilitar a participação de todos os interessados; b) criar cadastro de vagas, realizando campanhas junto a empresas com a finalidade de garantir o número de vagas proposto; c) escolher parceiros certificadores escolas técnicas ou ONGs (organizações não-governamentais) profissionalizantes registradas no CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente); d) assegurar que o desenvolvimento do aprendiz na empresa seja acompanhado por um funcionário interno; e) criar condições para o acompanhamento escolar do aprendiz e monitoramento constante de seu desempenho no processo prático e teórico de aprendizagem no trabalho, estimulando, para tanto, a adesão de voluntários. f) realizar dentro das possibilidades a integração dos jovens, através de atividades complementares, tais como esporte, cultura, lazer e convívio por meio de reuniões, palestras, passeios, freqüência a clubes; g) escolher um agente de ação afirmativa entre os conselheiros locais. Ação Afirmativa O Programa tem especial preocupação com a inclusão da parcela mais vulnerável dos adolescentes na faixa etária dos 14 aos 18 anos: aqueles que sofrem discriminação social, racial ou por deficiência física, sensorial e mental. Na tentativa de reverter esse processo de marginalização, cabe ao Conselho do Degrau escolher, entre seus membros, um Agente de Ação Afirmativa, responsável por identificar os grupos de adolescentes mais ameaçados de exclusão, empregadores mais aptos a se comprometerem com os processos de inclusão que exigem maior tolerância, disponibilidade e capacidade de enfrentar desafios e ONGs que já trabalhem com esse público. As Ongs especializadas em jovens mais vulneráveis têm papel fundamental neste Programa: oferecer retaguarda técnica para qualificar a inclusão e a profissionalização. É importante que elas participem do grupo de ação afirmativa de cada Conselho do Degrau. 12

13 Perfil ideal do agente de ação afirmativa: acreditar na proposta de que a convivência e o aprendizado no trabalho é uma forma de promover, pessoal e profissionalmente, a inclusão de todos (sem discriminação) os adolescentes de 14 a 18 anos incompletos; ser uma pessoa mobilizadora, persuasiva e com boa circulação em todos os setores da sociedade; capacidade de liderança e de trabalhar com dinâmicas de grupos; saber ouvir e delegar; preocupar-se não apenas com as necessidades das pessoas especiais, mas antes com as necessidades especiais de todas as pessoas. Funções do agente de ação afirmativa: motivar empresas e empreendedores a dar oportunidade para esses jovens; orientar empreendedores no sentido do resultado bipolar desta ação: aqueles que assumem desafio maior aprendem mais, pois desenvolverão neste processo novas competências, capacidade de tolerância, de aprender com a diferença, de lidar com suas próprias deficiências; o resultado para o jovem é a inclusão; para a empresa, o aumento de suas habilidades; estimular as ONGs especializadas a participarem da profissionalização diferenciada através de apoio e orientação; garantir acompanhamento técnico-pedagógico a esse aprendiz e ao empregador-educador; buscar a adequação da profissionalização ao potencial desse adolescente; se necessário, formar grupo de trabalho específico; ser um agente facilitador entre a família, o adolescente e o mundo do trabalho; recorrer ao apoio da secretaria executiva do Degrau quando identificar ação que exija providências mais complexas; informar a secretaria executiva sobre acompanhamento e avaliação do aprendiz; contribuir para a inclusão progressiva, de caráter abrangente e universal; compreender que esta inclusão expressa oportunidade para todos que a experiência precisa nutrir um desejo social de conviver e garantir oportunidade para todos os jovens. 13

14 10.2- QUEM É QUEM NO PROGRAMA CONVIVÊNCIA E APRENDIZADO NO TRABALHO 1. Aprendiz: é o adolescente de 14 a 18 anos incompletos inscrito no Programa e selecionado para uma das vagas aprendizagem. 2. Empregador-educador: é o empreendedor que contrata o aprendiz e garante sua inscrição em um curso profissionalizante e se responsabiliza pela aprendizagem no trabalho. 3. Entidade Certificadora: é a entidade qualificada em formação técnicoprofissional, conveniada com a empresa, responsável pela elaboração e administração da aprendizagem teórica. É quem escolhe o instrutor, monitora o processo de aprendizagem e certifica o aprendiz no final do curso. Funções da entidade certificadora: detalhar o plano de aprendizagem prática e teórica; instruir o adolescente; facilitar o processo de aprendizagem; orientar e participar do monitoramento junto aos empreendedores parceiros; estimular e garantir a freqüência escolar; integrar a formação profissional à educação formal; adequar a profissionalização às necessidades do mundo do trabalho e das perspectivas de inserção efetiva; identificar talentos e potencialidades; encaminhar para processos de profissionalização diferenciados; participar da avaliação e decisão de desligamento de adolescentes; certificar, definindo as competências, os conteúdos e as habilidades adquiridos durante o processo de profissionalização; 4. Instrutor: é quem vai executar o programa de aprendizagem. É ele quem ministra as aulas. É o responsável pela formação teórica do aprendiz. Pode ser indicado por qualquer pessoa da comunidade, desde que seja reconhecido pela entidade que emitirá o certificado de qualificação; o instrutor poderá ser remunerado pelo empresário, pela entidade certificadora, pela Prefeitura ou outras organizações. 11- COMO É FEITA A SELEÇÃO DO CANDIDATO A APRENDIZ 14 Os Conselhos do Degrau têm um grupo de trabalho encarregado de receber e sistematizar as inscrições dos adolescentes, entrevistá-los e indicar sempre mais de um para cada vaga. Os candidatos serão encaminhados para entrevista junto ao empregador (ou ao RH das empresas, quando houver), que decidirá qual candidato ocupará a vaga. Os demais serão encaminhados para outra vaga ou aguardarão chamada.

15 Instrutor e aluno em aula de desenho técnico na ONG Centro de Profissionalização para Adolescentes (CPA) 12- ONDE SE INSCREVER Na Associação Comercial de sua cidade ou pela Internet Endereço eletrônico (site): Para mais informações Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho/ Secretaria Executiva Endereço: Rua Romilda Margarida Gabriel, 95 Itaim Bibi CEP: São Paulo SP Tel.:

16 Programa Convivência e Aprendizado no Trabalho M O V I M E N T O DEGRAU Desenvolvimento e Geração de Redes Ficha de Cadastro da Entidade Certificadora Dados da Entidade A. IDENTIFICAÇÃO 1. Entidade 2. Sigla 3. Endereço 3.1 Bairro 3.2 Cidade 3.3 UF 3.4 CEP 3.5 Tel. 1 ( ) 3.6 Tel. 2 ( ) 3.7 FAX ( ) Nome e cargo do responsável pelo preenchimento deste formulário 5. A Entidade tem registro no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA)? ( ) sim ( ) não 6. Os cursos profissionalizantes da Entidade estão inscritos no CMDCA e na Delegacia Regional do Trabalho? ( ) sim ( ) não 7. Data de Fundação da Entidade / / 7.1 Data de Legalização / / ( ) não tem CNPJ

17 9. Tipo de Entidade (Natureza Institucional) 1. ( ) Organização de base 2. ( ) ONG 3. ( ) Sindicato/estruturas sindicais - trabalhadores 4. ( ) Sindicato/estruturas sindicais - patronais 5. ( ) Entidade Eclesial 6. ( ) Empresa privada 7. ( ) Fundação / instituto privado 8. ( ) Governo municipal 9. ( ) Governo estadual 10. ( ) Governo federal 11. ( ) Escola Família Autorizada 12. ( ) Escola Família não autorizada 13. ( ) Organização paragovernamental 14. ( ) Instituição filantrópica 15. ( ) outro (especificar) 10. Âmbito de atuação 1. ( ) urbano 2. ( ) rural 3. ( ) rural e urbano 11. Área de abrangência da atuação 1. ( ) interestadual 2. ( ) estadual 3. ( ) municipal 4. ( ) local 5. ( ) Intermunicipal 6. ( ) outro (especificar) 12. Atividades que a entidade desenvolve atualmente (pode marcar mais de uma alternativa): De tipo assistencial 1. ( ) abrigo 2. ( ) creche 3. ( ) internação 4. ( ) assistência à saúde 5. ( ) assistência jurídica 6. ( ) semi-internato De tipo educacional básico 7. ( ) pré-escola 8. ( ) escola até a 4ª série 9. ( ) escola da 5ª à 8ª série 10. ( ) escola do segundo grau 11. ( ) educação para jovens e adultos 17

18 De tipo cultural/educativa/lazer 12. ( ) atividades esportivas, recreativas e de lazer 13. ( ) atividades artísticas e culturais (bandas, capoeira, dança) De educação profissional 14. ( ) programa de iniciação profissional 15. ( ) assistência técnica aos produtores da região 16. ( ) Centros ou Grupos de Produção Representação política 17. ( ) edições de publicações (revistas, jornais etc.) 18. ( ) realizações de seminários 19. ( ) outra (especificar) 13. Identificação da mantenedora 13.1 Nome 13.2 Endereço 13.3 Bairro 13.4 Cidade 13.5 UF 13.6 CEP 13.7 Tel. ( ) Dados do Programa A. IDENTIFICAÇÃO 14. Programa/escola 14.1 Sigla 14.2 Coordenador/diretor Nível de formação: 1 ( ) Ensino Fundamental 2 ( ) N. Médio 3 ( ) N. Superior 4 ( ) Pós-graduação Tempo na entidade (em anos) Tempo no cargo ( em anos) 14.3 Data de início das atividades do programa: / / 18

19 B. EQUIPE TÉCNICO-PEDAGÓGICA 15. Número de pessoas da equipe técnico-pedagógica: total nº Superior C. CLIENTELA PREFERENCIAL 16. Clientela preferencial do programa de educação e trabalho (pode marcar mais de uma alternativa): 1. ( ) Adolescentes que vivem, perambulam e/ou trabalhem na rua 2. ( ) Adolescentes de camadas populares em geral 3. ( ) Adolescentes infratores 4. ( ) Adolescentes ligados a organizações culturais e rede de escolas 5. ( ) Adolescentes portadores de necessidades especiais 6. ( ) Adolescentes portadores de doenças crônicas ou degenerativas 7. ( ) Adolescentes órfãos e abandonados 8. ( ) Adolescentes dependentes de drogas 9. ( ) Adolescentes de camadas rurais 10. ( ) Adolescentes de famílias de trabalhadores rurais (assalariados) 11. ( ) Adolescentes de famílias de pequenos produtores rurais 12. ( ) Outra (especificar) D. NATUREZA DO PROGRAMA 17. Natureza do programa (pode marcar mais de uma alternativa): 1. ( ) Habilitação profissional 2. ( ) Trabalho educativo produtivo 3. ( ) Preparação / iniciação para o mundo do trabalho 4. ( ) Educação para a vida / educação integral 5. ( ) Educação para a cidadania E. OBJETIVOS DO PROGRAMA 18. Quais são os objetivos específicos do programa de educação e trabalho? (pode marcar mais de uma alternativa) De natureza econômica (emprego e renda, capacitação etc.): 1. ( ) Encaminhar para o mercado de trabalho 2. ( ) Gerar renda para o adolescente/família 3. ( ) Criar alternativas para a geração de renda para adolescentes/família 4. ( ) Prover a auto-sustentação da entidade/programa 5. ( ) Difundir novas tecnologias 6. ( ) Fortalecer a pequena propriedade/o trabalho autônomo/ a micro empresa 19

20 De natureza pedagógica: 7. ( ) Reforçar o ensino regular 8. ( ) Garantir uma inserção positiva na sociedade através do trabalho 9. ( ) Formar para a cidadania 10. ( ) Viabilizar educação integral/educação para a vida 11. ( ) Desenvolver conhecimento e habilidades de gestão 12. ( ) Formar lideranças comunitárias De natureza socioeducativa: 13. ( ) Realizar integração familiar 14. ( ) Desenvolver programa de orientação e apoio sociofamiliar 15. ( ) Orientar e tratar dependentes de drogas 16. ( ) Assegurar assistência jurídico-social 17. ( ) Qualificar jovens portadores de deficiência física 18. ( ) Evitar o êxodo rural 19. ( ) Viabilizar a educação do jovem rural 20. ( ) Resgatar a identidade étnica, de gênero e resgatar a auto-estima 21. ( ) Operacionalizar o ECA 22. ( ) Falta clareza quanto aos objetivos específicos 23. ( ) Outro (especificar) F. UNIDADES OPERATIVAS E ATIVIDADES DO PROGRAMA 18.1a Número de unidades próprias 18.1b Número de unidades dos parceiros 18.2 Atividades de educação profissional oferecidas em 2002 em unidades próprias Cursos e oficinas oferecidos Nº de educandos Titulação Carga Horária

21 18.2b Atividades de educação profissional oferecidas em 2002 em unidades dos parceiros Cursos e oficinas oferecidos Nº de educandos Titulação Carga Horária G. ALGUNS ASPECTOS DA PROPOSTA PEDAGÓGICA 19. O programa faz encaminhamentos para o mercado de trabalho? 1. ( ) sim 2. não ( ) 20. O programa faz acompanhamento de ex-alunos? 1. ( ) sim 2. não ( ) 21. O programa dispõe de uma coordenação pedagógica? 1. ( ) sim 2. não ( ) 22. O programa estabelece: 22.1 Relação com a Secretaria de Educação /com demais unidades do sistema educacional 1. ( ) sim 2. não ( ) 22.2 Relação com o sistema educacional informal (ONGs/ Org. de base, etc.) 1. ( ) sim 2. não ( ) 22.3 Relação com o Sistema Nacional de Formação Profissional 1. ( ) sim 2. não ( ) 22.4 Relação regular com a família 1. ( ) sim 2. não ( ) 21

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