MS/SGEP/Departamento Nacional de Auditoria do SUS. Auditoria Nº Relatório

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1 Auditoria Nº 267 Unidade: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP Município: AGUA BRANCA-PI /6

2 SUMÁRIO Acesso 522 I - DADOS BÁSICOS... II - IDENTIFICAÇÃO DOS DIRIGENTES... III - INTRODUÇÃO... IV - METODOLOGIA... V - CONSTATAÇÕES... VI - CADASTRO DA NOTIFICACAO... VII - REGISTRO FINAL SOBRE A NOTIFICAÇÃO... VIII - CONCLUSÃO... IX - PROPOSIÇÃO DE RESSARCIMENTO... X - ANEXOS... Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 2/6 2/6 Auditoria Nº 267

3 I - DADOS BÁSICOS Finalidade: Verif regularid da execução e faturamento de proced.oftalmológicos (FAEC) p/tratamento do glaucoma Fase(s): Tipo Início Término Analítica Execução - In loco 2/8/22 24/8/22 28/8/22 3/8/22 3/9/22 4/9/22 Unidade Visitada: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CPF/CNPJ: Município: AGUA BRANCA-PI Gestão do Prestador: Plena Demandante: Componente Federal do SNA Forma: Direta Objeto: MAC FAEC FAEC SIA - TRATAMENTO DE DOENÇAS DO APARELHO DA VISÃO Abrangência: Julho a Dezembro de 2 II - IDENTIFICAÇÃO DOS DIRIGENTES FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO Cargo: DIRETOR ADMINISTRATIVO DA COP Exercício: Desde 2/5/2 FRANCISCO VILMAR FILHO Cargo: DIRETOR GERAL DA CLÍNICA Exercício: Desde 7/5/2 SERGIO ARBOES PETRONILO Cargo: RESPONSÁVEL TÉCNICO Exercício: Desde 2/5/2 III - INTRODUÇÃO O presente trata sobre Auditoria realizada na Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP, CNPJ /-25, estabelecida na Avenida João Ferreira, 295, centro, em Água Branca/PI e que tem como Responsável Técnico SÉRGIO ARBOÉS PETRONILO, CPF , CRM/PI 475 e como Diretor Administrativo FRANCISCO VANDERLÂNDIO CAROLINO, CPF , CRM/PI 277. Acesso 522 A Clínica presta serviços ao Sistema Único de Saúde na especialidade de Oftalmologia (Projeto Glaucoma), por força de Contrato firmado com a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca/PI. A Auditoria teve como objetivos, respectivamente: i) a pertinência ou não dos procedimentos médicos oftalmológicos (consultas e tratamentos oftalmológicos realizados em pacientes com glaucoma) cobrados/faturados ao SUS através do Instrumento de Registro, Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado, BPAI, nas competências julho a dezembro de 2; Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 3/6 3/6 Auditoria Nº 267

4 ii) se os médicos responsáveis pelos atendimentos são portadores do Título de Especialistas em Oftalmologia; iii) avaliar a atuação da Secretaria Municipal de Saúde no cumprimento ou não dos critérios estabelecidos pela Portaria Nº 288/SAS/28 no que diz respeito ao credenciamento/habilitação da Clínica em apreço; iv) verificar se a Secretaria Municipal de Saúde exerceu, efetivamente, as atividades de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria atribuídas à Gestão do SUS no que diz respeito à referência dos pacientes atendidos e a análise prévia/revisão das faturas relacionadas a consultas, tratamento e exames cobrados pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP. A Auditoria teve como abrangência os procedimentos cobrados e pagos nas competências julho a dezembro de 2. Os dirigentes da Clínica e da Secretaria Municipal de Saúde foram informados da realização dos trabalhos por meio dos Ofícios Nº 594 e 595/2, do SEAUD/DENASUS/MS/PI. IV - METODOLOGIA Para realização da Auditoria foram desenvolvidas ações analíticas e verificação in loco na Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda e na Secretaria Municipal de Saúde, dentre as quais: a) Na fase analítica: - pesquisa junto à internet (Fundo Nacional de Saúde) na busca de informações sobre os recursos transferidos pelo Ministério da Saúde para o Fundo Municipal de Saúde; - elaboração de Comunicados de Auditoria solicitando à Direção da Clínica e da Secretaria Municipal de Saúde a disponibilização de documentos e informações; - análise da legislação pertinente; - levantamento da produção de procedimentos oftalmológicos relacionados ao glaucoma (planilhas Tabwin); - levantamento e análise dos dados cadastrais da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda no CNES; - planejamento da fase in loco. b) Na fase in loco: Acesso reunião com a Secretária Municipal de Saúde de Água Branca e com o Diretor do Departamento de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria; - entrega de Comunicado de Auditoria solicitando: i) cópia do Contrato de Prestação de Serviços firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda - COP; Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 4/6 4/6 Auditoria Nº 267

5 ii) cópia da FPO Ficha de Programação Orçamentária da referida Clínica; iii) cópia do de Vistoria e respectivo Parecer Conclusivo emitido pelo Departamento de Controle e Avaliação da SMS; iv) cópia dos s de Auditorias e Avaliações periódicas realizadas na Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, inclusive quanto aos percentuais relativos às linhas dos medicamentos utilizados no tratamento de pacientes portadores de glaucoma; v) cópia dos Boletins de Produção Ambulatorial Individualizado BPAI, com a produção da Clínica no exercício de 2; vi) cópia da Resolução da CIB, Comissão Intergestores Bipartite aprovando o Credenciamento da Clínica; vii) cópia integral dos processos de pagamentos inerentes aos valores faturados pela Clínica no exercício de 2, incluindo a manifestação do Departamento de Controle e Avaliação com relação à análise das faturas apresentadas pela COP, mês a mês, além das Notas de Empenhos, Notas Fiscais, Cheques/Ordens de Pagamentos emitidas pela Secretaria Municipal de Saúde em nome da Clínica; viii) cópia dos documentos que comprovem o Título de Especialização em Oftalmologia dos profissionais que integram o Corpo Clínico da COP. - reunião com a Direção da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, estabelecida na Av. João Ferreira, nº 295, Centro; - avaliação físico-funcional da Clínica com o objetivo de verificar os aparelhos, equipamentos, quantidade de profissionais e carga horária trabalhada; - entrevista com pacientes para confirmar atendimento e tratamento; - entrega de Comunicado de Auditoria solicitando: i) relação nominal dos profissionais que integram o Corpo Clínico do Estabelecimento; ii) nome do Responsável Técnico; iii) cópia autenticada do Título de Especialista em Oftalmologia dos médicos que fazem parte do corpo clínico; iv) prontuários/fichas de atendimento ambulatorial dos pacientes, referentes aos procedimentos cobrados em 2, com respectivo BPA-I; Acesso 522 v) cópia do Alvará Sanitário da Clínica Licença Sanitária; vi) cópia das Notas Fiscais de aquisição dos colírios, de que trata o item 7 do anexo IV da Portaria/SAS/MS/Nº 288, de 9/5/8, bem como o controle da dispensação desses colírios aos pacientes no ano de 2; Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 5/6 5/6 Auditoria Nº 267

6 vii) cópia do Contrato Social de criação da Clínica, com as alterações posteriores, se houver; viii) cópia do Livro de Controle de Entrada e Saída da Medicação distribuída aos pacientes cadastrados no Projeto Glaucoma; ix) ficha de controle dos atendimentos realizados em cada município, indicando: a) nome da equipe que realizou o atendimento; b) quantidade de pacientes atendidos; c) quantidade de pacientes que recebeu medicação; d) nome da pessoa responsável pela divulgação/convocação dos pacientes; e) data de realização do mutirão. V - CONSTATAÇÕES Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 2267 SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: O Contrato de Prestação de Serviços de Assistência à Saúde firmado com a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda não guarda conformidade com os critérios exigidos na Lei Federal nº 8.666/93 e suas alterações posteriores, nem com as orientações da Portaria/MS/GM/Nº.34/2. Contrato sem eficácia. Evidência: O resultado da análise realizada no Contrato de Assistência à Saúde, firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca e a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, em 4 de julho de 2 (Doc. ), não tem eficácia, considerando o elenco de desrespeito as exigências básicas estabelecidas na Lei Federal nº 8.666/93 e na Portaria Ministerial.34/2, como por exemplo: - o Contrato não define as quantidades físicas de consultas/tratamentos a serem realizadas e cobradas mensalmente, nem estabelece o limite de teto financeiro mensal a ser cobrado, tomando por base a capacidade instalada da Clínica e os parâmetros de cobertura definidos para a especialidade; - o Contrato não vincula a base territorial populacional adstrita ao município de Água Branca, compatibilizando a demanda com a Regionalização definida, respectivamente, nos Planos Estadual e Municipal de Saúde e no Plano Diretor de Regionalização, ou seja, o Contrato não cita os municípios beneficiados com os serviços a serem prestados pela Clínica; As situações acima contrariam o º do art. 54 da Lei nº 8666/93 que diz: os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua execução... Ademais, o contrato firmado entre a SMS de Água Branca e a Clínica pode ser classificado como ineficaz por não ter sido respeitado o disposto no Parágrafo Único do art. 6 da Lei nº 8.666/93 cujo texto estabelece: a publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial, que é condição indispensável para sua eficácia, será providenciada pela Administração ATÉ O QUINTO DIA ÚTIL DO MÊS SEGUINTE AO DE SUA ASSINATURA, para ocorrer no prazo de vinte dias daquela data, qualquer que seja o seu valor, ainda que sem ônus (grifo nosso). Acesso 522 O Contrato teria sido assinado dia 4 de julho de 2 por Zayra de Paiva Sousa, como Secretária Municipal de Saúde e Francisco Vilmar Filho, CPF , como representante da Contratada. Já a publicação ocorreu 5 (cinco) meses e meio após sua assinatura, dia 23 de dezembro de 2, conforme extrato do Diário Oficial dos Municípios anexado ao Ofício nº 4/22, de 5//22, da Secretária Municipal de Saúde (Doc. 2). Portanto, o contrato só foi publicado na última semana do último mês de prestação dos serviços relacionados ao Projeto Glaucoma. Cabe registrar, que não há evidências que permitam afirmar que o Contrato em comento foi, efetivamente, assinado em julho de 2 ou em dezembro, quando da publicação, uma vez que não identificamos nenhum outro documento que faça referência ao Contrato no período anterior a publicação. Vale notar finalmente, que a inexistência de cláusula contratual estabelecendo o teto físico e financeiro mensal, impede avaliar qual foi o parâmetro utilizado pela SMS para definir as quantidades registradas na Ficha de Programação Físico Orçamentária, FPO. Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 6/6 6/6 Auditoria Nº 267

7 Fonte da Evidência: Contrato de Assistência à Saúde; Lei Federal 8.666/93; Portaria/GM/MS/Nº 34/2. Conformidade: Não Conforme Justificativa: A constatação alhures é equivocada, considerando que a Clínica mencionada presta serviço técnico especializado. Aliás, única na região. No caso, a Lei 8.666/93 é taxativa ao dispensar licitação para a contratação de serviços dessa natureza. Admite-se que a falha da Secretaria Municipal Saúde de Água Branca-PI reside no fato de ter celebrado o contrato e não publicá-lo no tempo oportuno. No que pertine às cláusulas constantes do termo de contrato, é importante frisar, notadamente, em relação a estabelecimento de teto financeiro mensal, quantidade física de consultas/tratamento a serem realizados e cobrados mensalmente etc, que tais justificativas constam dos respectivos itens próprios, descritas no decorrer desta manifestação. Análise da Justificativa: Equivocada é a justificativa dos Gestores. A constatação a que se referem os Dirigentes da SMS, sequer tratou do tema modalidade da licitação. A constatação faz alusão às irregularidades identificadas no Contrato de Prestação de Serviços que teria sido firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde/Prefeitura Municipal de Água Branca e a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, cujas cláusulas não contemplam informações/condições do tipo: - quantidade física de consultas/tratamentos a serem realizadas e cobradas mensalmente; - definição do teto financeiro mensal a ser cobrado, tomando como base a capacidade instalada da Clínica e os parâmetros de cobertura definidos para a especialidade; - não vincula a base territorial populacional adstrita ao município de Água Branca, compatibilizando a demanda com a Regionalização definida no Plano Estadual e no Plano Municipal de Saúde, bem como no Plano Diretor de Regionalização; - não cita os municípios beneficiados com os serviços a serem prestados pela Clínica. Se não bastasse tudo isso, o contrato firmado com a Clínica desrespeitou o disposto no Parágrafo Único do art. 6 da Lei nº 8.666/93, uma vez que o contrato foi assinado em 4 de julho de 2 e só foi publicado em 23 de dezembro de 2, cinco meses e meio após sua assinatura. Não obstante todas essas irregularidades os Justificantes ainda se julgam no direito de afirmar que a Constatação registrada no de Auditoria é EQUIVOCADA e o que é pior, sequer fazem comentário acerca das evidências apontadas na Constatação. Portanto, reafirmamos que o Contrato afronta o º do art. 54 da Lei nº 8.666/93, combinado com o disposto no Parágrafo Único do art. 6 da mesma lei, sendo, portanto, INEFICAZ. Justificativa não acatada. Acesso 522 Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Respeitar integralmente as exigências da Lei Federal nº 8.666/93 e suas alterações posteriores, bem como as condições e critérios estabelecidos na Portaria/GM/MS/Nº.34/2 quando da compra de procedimentos ambulatoriais e hospitalares prestados por Estabelecimentos de Saúde de natureza privada; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 2268 SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: Não há registro de que a contratação da Clínica estava prevista no Plano Municipal de Saúde e tenha constado da Programação Anual de Saúde para 2. Não foi elaborado Plano Operativo e não há registro de que a contratação tenha sido previamente submetida ao Conselho de Saúde. Evidência: Não há registro de que a Contratação da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda estava inserida no Plano Municipal de Saúde e na Programação Anual de Saúde para o exercício de 2. Da mesma forma, a Secretaria Municipal de Saúde não elaborou o Plano Operativo com a justificativa da necessidade da complementariedade de consultas e tratamentos oftalmológicos de pacientes com glaucoma. O 2º, do art. 2º da Portaria/GM/MS/Nº.34/2 estabelece que para fins de organização da rede de Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 7/6 7/6 Auditoria Nº 267

8 serviços e justificativa da necessidade de complementariedade, deverá ser elaborado um Plano Operativo para os serviços públicos de saúde. Registre-se que o Plano Operativo é um instrumento que integra todos os ajustes entre o ente público e a instituição privada, devendo conter elementos que demonstrem a utilização da capacidade instalada necessária ao cumprimento do objeto do contrato, a definição de oferta, fluxo de serviços e a pactuação de metas. No caso em questão, nenhuma dessas condições foi respeitada pela Secretaria Municipal de Saúde. De outra parte, o 3º do art. 2º da citada Portaria Ministerial estabelece que a necessidade de complementação de serviços deverá ser aprovada pelo Conselho de Saúde e constar do Plano de Saúde respectivo. Apesar dessa exigência da Portaria e do que estabelece o 2º do art. º da Lei Federal nº 8.42/9, a contratação da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda foi efetivada à revelia do Conselho Municipal de Saúde. A leitura das Atas do Colegiado referentes às reuniões realizadas no exercício de 2 revelou que o assunto não foi submetido à apreciação do Conselho de Saúde (Doc. ). O 2º do art. 36 da Lei nº 8.8/9 estabelece que é vedada a transferência de recursos para o financiamento de ações não previstas nos planos de saúde, exceto em situações emergenciais ou de calamidade pública, na área da saúde. Fonte da Evidência: Contrato de Assistência à Saúde; Verificação in loco; Portaria/GM/MS/Nº.34/2; Conformidade: Não Conforme Justificativa: Considerando que em dezembro de 2 foi elaborado o projeto para realização de procedimentos cirúrgicos eletivos de média complexidade ambulatorial e hospitalar do município de Água Branca, onde o mesmo trata da realização de procedimentos oftalmológicos a serem realizados pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, tendo o mesmo sido apresentado e aprovado pela CIB (Comissão Intergestores Bipartite),o município não atentou para o fato de rediscutir com as instancias legais a implantação de novos procedimentos (comprovantes anexos). Análise da Justificativa: Mais uma vez os Gestores desviaram o foco da constatação. A constatação trata sobre o Projeto Glaucoma, enquanto que os Justificantes estão se referindo a Cirurgia de Catarata, ou seja, os Gestores estão misturando PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS ELETIVOS (cirurgia de catarata) com o Projeto Glaucoma. Sobre o Projeto Glaucoma os Justificantes não fizeram qualquer comentário, notadamente quanto aos temas abordados na constatação, tais como: - ausência de registro no Plano de Saúde e na Programação Anual de Saúde sobre o Projeto Glaucoma objeto do contrato com Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda; - não elaboração do Plano Portaria/GM/MS/Nº.34/2; Operativo de que trata o 2º do art. 2º da - não deliberação/aprovação pelo Conselho Municipal de Saúde do contrato de prestação de serviços firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, conforme exige o 3º do art. 2º da Portaria/GM/MS/Nº.34/2, combinado com o º da Lei Federal nº 8.42/9. Por derradeiro, lembramos que o 2º do art. 36 da Lei nº 8.8/9 veda a transferência de recursos para o financiamento de ações não previstas nos Planos de Saúde, exceto em situações emergenciais ou de calamidade pública na área da saúde. O que não é o caso. Acesso 522 Dessa forma, os R$ ,79 (dois milhões, quinhentos e quarenta e quatro mil, noventa e cinco reais e setenta e nove centavos), do FAEC repassados pelo Fundo Nacional de Saúde para o custeio das consultas e tratamentos oftalmológicos, vinculados ao Projeto Glaucoma, executado pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, foram repassados sem respeitar o disposto no 2º do art. 36 da Lei nº 8.8/9 e, ainda, não submetido à apreciação do Conselho Municipal de Saúde. Justificativa não acatada. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Respeitar as exigências das Leis Federais 8.8/9 e 8.42/9, bem como as condições e critérios definidos na Portaria/GM/MS/Nº.34/2 quando da compra de procedimentos ambulatoriais e Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 8/6 8/6 Auditoria Nº 267

9 hospitalares prestados por Estabelecimentos de Saúde de natureza privada, notadamente, quanto a fazer constar do Plano de Saúde, da Programação Anual de Saúde e do Plano Operativo a necessidade de complementariedade; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 2269 SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: O Contrato além de não definir a quantidade média de consultas/tratamentos e não estimar o valor médio a ser pago mensalmente, não contempla cláusula indicando a classificação funcional programática e a categoria econômica da despesa, em desrespeito à Lei 8.666/93. Evidência: A Cláusula Primeira do Contrato de Prestação de Assistência à Saúde, firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca e a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, que trata do objeto e do financiamento dos serviços contratados, diz o seguinte: Cláusula Primeira (caput): o presente contrato tem por objeto a execução, pelo Contratado, dos serviços de assistência à saúde a serem prestados a qualquer indivíduo que deles necessite: consultas e tratamento oftalmológico de pacientes com glaucoma. O º da supracitada cláusula diz: os serviços ora Contratados serão ofertados com base nas indicações técnicas do planejamento da saúde mediante compatibilização das necessidades da demanda e a disponibilidade de recursos financeiros do Sistema Único de Saúde. Já o 2º define que o teto financeiro estabelecido neste Contrato poderá ser modificado, em conformidade com o teto financeiro do FAEC/SUS, ou de acordo com o parágrafo anterior, através de Termos Aditivos, que deverá ser aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde. Como dissemos à exaustão, o Contrato firmado entre a SMS de Água Branca e a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda não estabelece um limite (quantidade) de consultas e de tratamento a ser cobrado mensalmente ao SUS pela Contratada. Da mesma forma, não estabelece um teto financeiro (valor mensal) a ser cobrado ao SUS, não havendo, portanto, parâmetros a serem observados, nem para o número de atendimentos realizados/mês, nem quanto ao valor médio/mês previsto para ser cobrado ao SUS, contrariando o inciso III do art. 55 da Lei 8.666/93. Também em desrespeito ao citado art. 55, no caso, o inciso V, não consta do contrato, cláusula tratando acerca do crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação funcional programática e da categoria econômica das despesas. Fonte da Evidência: Contrato de Assistência à Saúde; Lei Federal nº 8.666/93. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Os recursos repassados para o pagamento dos serviços prestados pela contratada são provenientes do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação, FAEC, portanto, não necessariamente vinculados a um teto pré-estabelecido, eis que caracterizados como extra teto. Análise da Justificativa: O fato dos recursos estarem vinculados ao FAEC, Fundo de Ações Estratégicas e Compensação, não dispensa os Gestores do SUS de cumprirem e fazerem cumprir as leis e as normas que disciplinam a relação da Administração Pública/Sistema Único de Saúde com os Prestadores de Serviço/Estabelecimentos de Saúde. Acesso 522 Os fatos relatados nesta Auditoria permitem afirmar que os Gestores do SUS em Água Branca não demonstram simpatia pelos comandos emanados das Leis e Portarias que disciplinam a relação entre Gestores e Prestadores de Serviços/Estabelecimentos de Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde. Os Dirigentes agiram de forma soberana contra os critérios e condições consagradas nas Lei 8.666/93, 4.32/64, Lei nº 8.8/8, 8.42/9, nas Portarias Ministerial, 423/2, 399/6, 2848/7, 559/8, 288/8 e.34/2. Justificativa não acatada. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Respeitar integralmente as exigências da Lei Federal nº 8.666/93 e suas alterações posteriores, bem como as condições e critérios estabelecidos na Portaria/GM/MS/Nº.34/2 quando da compra de Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 9/6 9/6 Auditoria Nº 267

10 procedimentos ambulatoriais e hospitalares prestados por Estabelecimentos de Saúde de natureza privada; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 2262 SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: A Secretaria Municipal de Saúde não apresentou o de Vistoria e o respectivo Parecer Conclusivo que habilitou a Clínica a firmar o contrato de prestação de assistência. Não há registro de que o Credenciamento e Contratação da Clínica respeitou os critérios estabelecidos na Portaria/SAS/MS/288/28. Evidência: Apesar de requisitado formalmente através de Comunicado de Auditoria, a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca não comprovou através de e Parecer Conclusivo a realização de Vistoria que instruiu o processo de formalização do credenciamento/habilitação da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, de que trata o 3º do artigo 2º da Portaria nº 288/SAS, de 9 de maio de 28. Dessa forma, não existem provas documentais evidenciando que a Clínica ao ser contratada pelo Gestor preenchia os requisitos necessários para a realização de consultas e tratamento oftalmológico de pacientes com glaucoma. Da mesma forma, não há registros que comprovem que o credenciamento e contratação da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, CNPJ /-25 respeitou os critérios e exigências consagradas nos artigos º, 2º e 3º da Portaria/SAS/288/8, no que diz respeito à prévia definição da Rede Estadual de Atenção em Oftalmologia, com definição de fluxos assistenciais, mecanismos de referência e contra-referência dos pacientes, além da definição dos quantitativos e distribuição geográfica das Unidades de Atenção Especializada em Oftalmologia e Centros de Referência em Oftalmologia. É oportuno registrar que de acordo com as orientações do Conselho Nacional de Secretários de Saúde publicadas na COLEÇÃO PROGESTORES, ª Edição, Brasília, 27, páginas 42/43 (Doc. ), o processo de credenciamento/habilitação de Estabelecimentos de Saúde deve ser instruído, dentre outras, com a documentação que se segue: i) documentação comprobatória do cumprimento das exigências específicas para credenciamento/habilitação, separando a documentação nos seguintes blocos: recursos humanos; estrutura física; equipamentos; serviços existentes; alvará de licença de funcionamento expedida pela Anvisa; ii) relatório de vistoria realizada in loco pela Vigilância Sanitária, com avaliação das condições de funcionamento da unidade, de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC); iii) parecer conclusivo do gestor, e sendo serviço sob gestão municipal, além do parecer do gestor municipal deverá constar ainda manifestação expressa do gestor estadual; iv) manifestação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) aprovando o credenciamento e informando o impacto financeiro no custeio da unidade; v) o processo ficará sob responsabilidade e guarda do gestor do SUS e disponível para o Ministério da Saúde para fins de supervisão e auditoria. Acesso 522 No caso da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP, a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca não comprovou o cumprimento dessas exigências e, ainda, na visita realizada às dependências da COP ficou comprovado que o Estabelecimento não dispõe da estrutura física e equipamentos exigidos. Não exibe sequer, placa de identificação do Estabelecimento, conforme fotografias juntadas ao Anexo I deste. Fonte da Evidência: Contrato de Assistência à Saúde; Portaria/SAS/MS/Nº 288/28; Coleção Progestores, ª Edição, 27. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Quando do cadastramento da COP no CNES (6.6.2) como estabelecimento de saúde no município de Água Branca, antes mesmo de suas atividades relacionadas ao projeto glaucoma foi realizada vistoria na Clínica e a mesma apresentava na estrutura física equipamentos compatíveis com unidade especializada em oftalmologia. Infelizmente o laudo conclusivo da vistoria sob comento foi extraviado. Quando do início das atividades em relação ao projeto glaucoma as condições eram as mesmas, Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: /6 /6 Auditoria Nº 267

11 entretanto, não foi emitido novo parecer. Análise da Justificativa: Auditoria se sustenta em evidência, em documentos e nas normas que disciplinam a relação Gestor/Prestador de Serviços no âmbito do SUS. Na situação em apreço, não existem provas documentais evidenciando que a Clínica ao ser contratada pelo Gestor Municipal do SUS preenchia os requisitos necessários para a realização de consultas e tratamento oftalmológico de pacientes com glaucoma. Alegam os Justificantes que o de Vistoria foi extraviado, sem, contudo, indicar a razão do suposto extravio. Ocorre que além da ausência do e do Parecer Conclusivo que comprove a realização de Vistoria exigida no 3º do artigo 2º da Portaria/SAS/MS/288/8 quando da Avaliação Física Funcional feita pelos Técnicos do DENASUS não foram identificados os equipamentos e a adequação física apontada pelos Justificantes. A Clínica não exibe sequer placa de identificação do Estabelecimento de Saúde, conforme registrado no e nas fotografias anexadas ao texto. Justificativa não acatada. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Respeitar as orientações do Conselho Nacional de Secretários de Saúde publicadas na COLEÇÃO PROGESTORES, ª Edição, Brasília, 27, páginas 42 e 43, quando do processo de credenciamento/habilitação de Estabelecimentos de Saúde; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 2262 SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: A Secretaria de Saúde de Água Branca não exerce as atribuições, responsabilidades e competências atribuídas ao Gestor do Sistema Único de Saúde pelas Portarias Ministerial nºs 423/22, 399/26 e 559/28, no que diz respeito à regulação, controle, avaliação e auditoria. Evidência: De acordo com o art. 48, letras h e k do inciso III.., do Anexo da Portaria/GM/Nº 95, de 26 de janeiro de 2, que aprovou a Norma Operacional da Assistência à Saúde, NOAS 2, ao assumir a Gestão do SUS em dezembro de 22, a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca assumiu a responsabilidade de cumprir o requisito de estruturar o Componente Municipal do Sistema Nacional de Auditoria, SNA e comprovar capacidade técnica e administrativa e condições materiais para o exercício de suas responsabilidades e prerrogativas quanto ao cadastro, à contratação, ao controle, avaliação, à auditoria e ao pagamento dos serviços sob sua gestão, bem como avaliar o impacto das ações do Sistema sobre a saúde dos seus munícipes. Ao se habilitar como Gestora do SUS, a Secretaria de Saúde assumiu também o compromisso de cumprir e fazer cumprir as atribuições, competências e responsabilidades consagradas na Portaria/SAS/MS/Nº 423, de 24 de junho de 22 e na Portaria/GM/Nº.559, de º de agosto de 28 que tratam das atribuições básicas inerentes a cada nível do Governo no tocante a controle, regulação e avaliação da Assistência à Saúde no SUS. Acesso 522 Apesar dessa exigência legal, nesses (dez) anos como Gestora do SUS a Secretaria Municipal de Saúde até o momento não estruturou adequadamente o Departamento de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria, deixando de cumprir os compromissos assumidos junto ao Ministério da Saúde e junto à população do município representada por meio do Conselho Municipal de Saúde. Ficou evidenciado que a Secretaria contrata Estabelecimentos de Saúde sem vistoriá-los antes de iniciarem a prestação de serviços ao SUS. Ficou comprovado também que, além de Contratar sem fazer vistoria, os serviços produzidos pelos Estabelecimentos de Saúde Contratados (consultas, exames complementares, etc), notadamente no caso do Projeto Glaucoma, são pagos sem serem previamente auditados, fato que além de desrespeitar a legislação do SUS permitiu que fossem pagos procedimentos não prestados ou prestados de forma irregular como demonstrado exaustivamente em constatações específicas deste. Os exemplos mais evidentes do não cumprimento das exigências impostas pela legislação do SUS, bem como com a falta de zelo para com a saúde dos usuários do Sistema Único de Saúde estão registrados Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: /6 /6 Auditoria Nº 267

12 detalhadamente nas constatações específicas que tratam sobre a compra e o pagamento de consultas e tratamentos oftalmológicos em pacientes supostamente portadores de glaucoma que teriam sido atendidos pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, CNPJ /-25, em vários municípios do Estado do Piauí entre julho e dezembro de 2. Fonte da Evidência: Verificação in loco; Contrato de Assistência à Saúde; Portarias Ministerial nºs 423/22, 399/26 e 559/28. Conformidade: Não Conforme Justificativa: O Departamento de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria conta apenas com um profissional médico, entretanto, apesar da carência de recursos humanos, mês a mês avalia toda a produção do município, incluindo a Atenção Básica, a Média Complexidade Ambulatorial própria e contratada (CLIMEP,COP), Média Complexidade Hospitalar (atualmente municipalizado) e somente após critica analítica com a comprovação dos procedimentos cobrados nos BPA's e BPAl's é que são gerados os relatórios financeiros. Especificamente em relação à COP, devido à demanda de procedimentos, as avaliações foram feitas por amostragem. Diga-se, por oportuno, que é pontual o fato de realizar a avaliação de procedimentos da COP, por amostragem, como anunciado. Dai porque a Secretaria de Saúde do Município pede vênia para repugnar a afirmação de que ``nesses (dez) anos como Gestora do SUS a Secretaria Municipal de Saúde até o momento não estruturou adequadamente o Departamento de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria, deixando de cumprir os compromissos assumidos junto ao Ministério da Saúde e junto à população do município representada no Conselho Municipal de Saúde``. Tal afirmação generaliza a conduta da SMS de Água Branca que procura, a todo custo, dentro de suas limitações, atender a todas as exigências do Ministério da Saúde e, como consequência, prestar o melhor serviço possível. Análise da Justificativa: Os justificantes reconhecem a ausência de estrutura do Departamento de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria. Afirmam inclusive que contam com apenas um profissional médico, no caso, Éverson Barbosa Magalhães, que, aliás, divide as atividades de Diretor do Departamento com as de médico do Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela e Unidade Integrada de Saúde do Monte Castelo, ambos em Teresina, onde cumpre carga horária de 3 horas semanais. Essa multiplicidade de vínculos explica a não atuação do Departamento de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria da SMS de Água Branca. De outra parte, para rebater as frágeis alegações dos Justificantes basta fazer a leitura das evidências registradas neste, onde são relatadas irregularidades graves praticadas contra o Sistema Único de Saúde, todas evitáveis, caso o Gestor do SUS exercesse as atribuições e responsabilidades definidas nas Portarias Ministerial nºs 423/2, 399/6 e 559/8, combinadas com as condições impostas aos Gestores do SUS pelo art. 48, letras h e k do inciso III.. do Anexo da Portaria/GM/MS/Nº 95, de 26 de janeiro de 2 (NOAS/SUS/2). Aliás, Responsabilidades e atribuições assumidas formalmente pela Secretaria Municipal de Saúde em dezembro de 22, quando se comprometeu a exercer a condição de Gestora do SUS em Água Branca. Justificativas não atacadas. Acesso 522 Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Exercer as atribuições, responsabilidades e competências atribuídas aos Gestores do Sistema Único de Saúde pelas Portarias Ministerial nºs 95/2, 423/22, 399/26 e 559/28, no que diz respeito ao controle, avaliação, regulação e auditoria; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca pagou por atendimentos realizados em municípios alheios à área geográfica estabelecida na PPI e no Território de Desenvolvimento definido pela Comissão Intergestores Bipartite. Evidência: Em 4 de dezembro de 29 a Comissão Intergestores Bipartite, CIB, através da Resolução 95, aprovou o Plano Diretor de Regionalização do Estado do Piauí (PDR/PI), em que o Estado ficou dividido em (onze) áreas distintas, denominadas de Territórios de Desenvolvimento (TD). (Doc. ). O município de Água Branca, onde fica a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, é localizado na Área Geográfica do Território de Desenvolvimento denominado Entre Rios, formado por 5 (quinze) municípios: Agricolândia, Água Branca, Amarante, Angical do Piauí, Barro Duro, Hugo Napoleão, Jardim do Mulato, Lagoinha do Piauí, Olho Dagua do Piauí, Palmeirais, Passagem Franca do Piauí, Regeneração, Santo Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 2/6 2/6 Auditoria Nº 267

13 Antônio dos Milagres, São Gonçalo do Piauí e São Pedro do Piauí. Essa divisão territorial é observada também quando da elaboração da PPI, Programação Pactuada Integrada. A título de esclarecimento: a PPI consiste num instrumento desenvolvido pelo SUS para dinamizar a sistemática da assistência à saúde, visando cumprir o preceito constitucional que assegura a todos o acesso irrestrito aos serviços de saúde em todos os níveis de abrangência. Assim, a Programação Pactuada Integrada tem como escopo garantir à população a cobertura dos serviços de média e alta complexidade disponíveis ou não em seu município de residência, devendo orientar a alocação de recursos e definição de limites financeiros para todos os municípios do ente federativo. A Programação Pactuada Integrada tem o condão de nortear a alocação de recursos federais da assistência entre municípios pelo gestor estadual, resultando na definição de limites financeiros claros para todos os municípios do estado, independente da sua condição de habilitação. Define-se limite financeiro da assistência por município como o limite máximo de recursos federais que poderão ser gasto com o conjunto de serviços existentes em cada território municipal, sendo composto por duas parcelas separadas: recursos destinados ao atendimento da população própria e recursos destinados ao atendimento da população referenciada de acordo com as negociações expressas na PPI. Os aludidos limites financeiros são definidos globalmente em cada estado a partir da aplicação de critérios e parâmetros de programação ambulatorial e hospitalar, respeitado o limite financeiro estadual, bem como da definição de referências intermunicipais na PPI. Fizemos esses esclarecimentos acerca do que vem ser a PPI para registrar que a Secretaria de Saúde de Água Branca ignorou a Regionalização de Saúde, custeando com recursos repassados pela União atendimentos prestados a usuários de 6 (sessenta e um) municípios alheios à Regionalização definida pela Comissão Intergestores Bipartite, conforme demonstrado em planilha juntada ao Anexo II deste. A Clinica cobrou do SUS por atendimentos realizados em vários municípios. A seguir alguns exemplos, os quais estão fora da abrangência do Território de Desenvolvimento/PPI vinculados a Água Branca: Alto Longá, Altos, Arraial, Barras, Batalha, Beneditinos, Boa Hora, Boqueirão, Brasileira, Buriti dos Montes, Cabeceiras, Campo Maior, Castelo, Cocal da Estação, Cocal de Telha, Cocal dos Alves, Coivaras, Curralinhos, Demerval Lobão, Esperantina, Elesbão Veloso, Francisco Ayres, Jatobá, José de Freitas, Juazeiro do Piauí, Lagoa Alegre, Lagoa do São Francisco, Miguel Alves, Miguel Leão, Milton Brandão, Monsenhor Gil, Nossa Senhora de Nazaré, Palmeirais, Passagem Franca, Pau Darco, Pimenteiras, Prata, Santa Cruz dos Milagres, São Félix, São João da Serra, São Miguel do Tapuio, Sigefredo Pacheco, União e Valença do Piauí. Fonte da Evidência: Resolução 95/29 da CIB; Programação Pactuada Integrada; Demonstrativo de Produção Ambulatorial extraído do DATASUS/SIA/SUS. Conformidade: Não Conforme Justificativa: A Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca no intuito de ofertar mais acesso a população do Estado admite que extrapolou os atendimentos além de sua área geográfica definida em Plano Diretor de Regionalização do Estado do Piauí (PDR/PI), aprovada em 4 de dezembro de 29 pela CIB, tudo no intuito de atender a uma demanda visível e crescente. Necessário observar que, mesmo tendo extrapolado os atendimentos, em momento algum tal atitude foi adornada de dolo ou má fé. Análise da Justificativa: Os fatos evidenciados neste não deixam dúvidas quanto à total ausência da figura do Gestor do SUS em Água Branca. Se não bastassem os desrespeitos às Leis 8.666/93, 8.8/9, 8.42/9 e às Portarias Ministerial 423/2, 399/6/559/8 e 34/2, o Gestor do SUS ainda pisoteou o Plano Diretor de Regionalização do Estado do Piauí aprovado pela Comissão Intergestores Bipartite. Acesso 522 Como dissemos na constatação, o município de Água Branca, onde fica a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, é localizado na Área Geográfica do Território de Desenvolvimento denominado Entre Rios, formado por 5 (quinze) municípios. Entretanto, a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca ignorou a Regionalização de Saúde e custeou, com recursos do Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde, atendimentos prestados a usuários de 6 (sessenta e um) municípios alheios à Regionalização definida pela CIB, conforme demonstrado em planilha juntada ao Anexo II deste. A posição adotada pela Secretaria Municipal de Saúde, de tão inusitada, permite afirmar que isso só ocorreu porque os recursos utilizados no pagamento à Clínica Oftalmológica do Piauí Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 3/6 3/6 Auditoria Nº 267

14 Ltda, COP, são do Ministério da Saúde e não do Município, e mais, são recursos classificados como extra teto. Certamente se os recursos utilizados no pagamento à Clínica integrassem o Limite Financeiro da Assistência/MAC ou então fossem oriundos do Tesouro Municipal a Secretaria Municipal de Saúde teria se preocupado em verificar se a Clínica cumpriu ou não as exigências das Portarias 2848/7 e 288/8 que disciplinam a compra de consultas e tratamentos vinculados ao Projeto Glaucoma. Fica evidente que houve uma parceria entre Gestão Municipal de SUS e a Direção da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP, no sentido de sangrar os recursos do Sistema Único de Saúde. Afinal, a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca não é Gestora Estadual do SUS para assumir o custeio de ações e serviços de saúde prestados fora de sua área geográfica. Justificativa não acatada. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Respeitar os limites geográficos definidos pela Comissão Intergestores Bipartite no Plano Diretor de Regionalização do Estado do Piauí, PDR/PI, e na Programação Pactuada Integrada, PPI, quando da compra de procedimentos ambulatoriais e hospitalares prestados por Estabelecimentos de Saúde de natureza privada; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Faturamento/Produção/cobranças SUS Constatação: O Ministério da Saúde repassou à Secretaria Municipal de Saúde, nas competências julho a dezembro de 2, o montante de R$ ,79, cujo total foi repassado integralmente à Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, não existindo registro de que as Notas Fiscais e as faturas tramitaram pela área de controle, avaliação e auditoria para análise prévia dos procedimentos faturados pela Clínica. Evidência: Em consulta à página do Fundo Nacional de Saúde na internet, ficou comprovado que o Ministério da Saúde repassou ao Fundo Municipal de Saúde de Água Branca o montante de R$ ,79 (dois milhões, quinhentos e quarenta e quatro mil, noventa e cinco reais, setenta e nove centavos), (Doc. ), para o custeio de tratamento de doenças do aparelho da visão, recursos vinculados ao Fundo de Ações Estratégicas e Compensação, FAEC/MAC. Esses recursos são classificados como extra teto, ou seja, o FAEC é representado por valores repassados regularmente ao município além do Limite Financeiro da Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar, MAC. Consultando o Sistema de Informações Ambulatoriais, SIA/SUS, constatou-se que a SMS repassou à Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, % dos valores recebidos do Fundo Nacional de Saúde (Doc. 2), assim distribuídos: Acesso competência julho de 2-R$ ,48; - competência agosto de 2-R$ ,6; - competência setembro de 2-R$ ,5; - competência outubro de 2-R$ ,68; - competência novembro de 2-R$ ,55; - competência dezembro de 2-R$ 668.6,33; - Total pago à Clínica no períodor$ ,79. Com um simples olhar, constata-se que os valores pagos à Clinica são resultado da inexistência no Contrato de cláusula definindo o teto físico (quantidade de atendimentos) e do teto financeiro mensal a ser faturado pela Clínica e registrado pelo Gestor na Ficha de Programação Orçamentária-FPO. Como consequência dessa falta de definição do Gestor, observa-se que a cada mês são pagos valores diferentes, chegando a variar até % de um mês para outro, como nos casos das competências outubro e dezembro, quando comparadas com as competências setembro e novembro. A análise das FPO (Doc. 3) deixa evidente que a meta física é programada mensalmente a partir da produção apresentada pela Clínica, quando deveria ser o contrário, ou seja, a Clínica é que deveria ajustar a produção/faturamento à FPO. Os pagamentos foram lastreados com Notas Fiscais e Recibos emitidos pela Clínica que prestou os serviços, contudo, nas Notas Fiscais não consta a Declaração emitida por nenhum dirigente da SMS ( a Secretária de Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 4/6 4/6 Auditoria Nº 267

15 Saúde ou o Diretor do Departamento de Controle, Avaliação e Auditoria), atestando que os serviços foram prestados o que fortalece a evidência de que o responsável pela área de Controle, Avaliação e Auditoria da SMS, Éverson Barbosa Magalhães, CPF , não zela pelo cumprimento de suas atribuições, competências e responsabilidades. Nas Notas Fiscais e 2 (Doc. 3), respectivamente, no valor de R$ 5.94,32 e R$ 7.296,6, emitidas dia 7//2, referentes aos serviços da competência julho, quem declara, na mesma data, que os serviços foram prestados é o Assessor de Controle Interno da Prefeitura, Raimundo Deusdará de Almeida Gomes, CPF Nas duas Notas Fiscais consta um carimbo com a expressão PAGUE-SE, datado de 7// e o nome de João Luis Lopes de Sousa, Prefeito Municipal, CPF A NF 2 foi paga na mesma data de emissão, 7//2, enquanto que a NF foi paga dia 8//2. Os 2 (dois) recibos declarando o recebimento dos valores estão datados também de 7//2. Os comprovantes de transferência de conta corrente para conta corrente, expedido pelo Banco do Brasil (Doc. 4), registram que os recursos utilizados no pagamento, no valor total de R$ ,3, foram debitados na conta , FMS-AGUA BRANCA-FNS BLMAC, agência e creditados na conta , da mesma agencia, em nome da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda. O documento registra que a transação foi efetuada pela Secretária de Saúde ZAYRA DE PAIVA SOUSA e que o documento de pagamento foi assinado, também, pelo Prefeito Municipal, JOÃO LUIZ LOPES DE SOUZA. Fonte da Evidência: Consulta à página do Fundo Nacional de Saúde; Consulta à página do SIA/SUS; Notas Fiscais, Recibos; Comprovantes de Depósitos. Conformidade: Não Conforme Justificativa: É prática do Departamento, Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria, somente após avaliação previa dos procedimentos cobrados dos BPA's e BPAI's juntamente com os instrumentos de comprovação, a cada mês autorizar a geração dos relatórios financeiros disponibilizados no SIA/SUS, alimentando o Bando de Dados Nacional. Os referidos relatórios se constituem na validação dos procedimentos cobrados, sendo os mesmos encaminhados ao setor contábil/financeiro da Prefeitura Municipal de Água Branca. Não existe diferença entre os valores repassados do Fundo Nacional de Saúde para o Fundo Municipal de Saúde de Água Branca, e aqueles repassados a COP como prestação de serviços nas referidas competências. Em que pese a falha apontada, verifica-se que a mesma é meramente de cunho formal. Análise da Justificativa: Os Justificantes afirmam em suas alegações, que fazem a avaliação prévia dos procedimentos cobrados juntamente com os instrumentos de comprovação a cada mês. Por mais boa vontade que se possa ter é difícil admitir que seja feita a avaliação anunciada pelos Gestores, considerando a quantidade de irregularidades apontadas nesta Auditoria, em especial, quanto aos pagamentos das faturas/cobranças dos procedimentos realizados. Como registrado na constatação, todos os pagamentos foram realizados na mesma data de emissão das Notas Fiscais o que é suficiente para derrubar a afirmação dos Dirigentes, considerando que é impossível que na mesma data de apresentação das Notas Fiscais/Faturas o Departamento de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria faça o processamento dos BPA e BPA-I, gerando para pagamento os relatórios financeiros. Diante da falta de sustentação das alegações, concluímos por não acatar as justificativas apresentadas. Acesso 522 Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: JOAO LUIZ LOPES DE SOUZA CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Respeitar as exigências estabelecidas na Lei Federal nº 4.32/64 quando da compra de serviços ambulatoriais e hospitalares, especialmente, quanto às fases de execução da despesa (empenho, liquidação e pagamento); Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Faturamento/Produção/cobranças SUS Constatação: O Ministério da Saúde repassou à Secretaria Municipal de Saúde, nas competências julho a dezembro de 2, o montante de R$ ,79, cujo total foi repassado integralmente à Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, não existindo registro de que as Notas Fiscais tramitaram pela área de controle, avaliação e auditoria da SMS para análise prévia dos procedimentos faturados pela Clínica. Evidência: Continuação da constatação 22623: Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 5/6 5/6 Auditoria Nº 267

16 Nas Notas Fiscais 3 e 4, respectivamente, no valor de R$ 2.643,3 e R$ ,47, emitidas dia 3//2, referentes aos serviços da competência agosto, apresentam declaração do Assessor de Controle Interno da Prefeitura atestando que os serviços foram prestados. Essa declaração deveria ser do Chefe do Controle, Avaliação e Auditoria da SMS, o que mostra que os serviços não foram previamente auditados. As 2 (duas) Notas Fiscais foram pagas na mesma data de sua emissão, 3//2. O Prefeito Municipal, João Luis Lopes de Sousa foi quem autorizou o pagamento da despesa. Os 2 (dois) recibos declarando o recebimento dos valores estão datados também de 3//2. Os comprovantes de transferência de conta corrente para conta corrente, expedido pelo Banco do Brasil, registram que os recursos utilizados no pagamento, no valor total de R$ ,3, foram debitados na conta , FMS-AGUA BRANCA-FNS BLMAC, agência e creditados na conta , da mesma agencia, em nome da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda. O documento registra que a transação foi efetuada pela Secretária de Saúde ZAYRA DE PAIVA SOUSA e que o documento de pagamento foi assinado, também, pelo Prefeito Municipal, JOÃO LUIZ LOPES DE SOUZA. Nas Notas Fiscais 6 e 7, respectivamente, no valor de R$ 98.44,78 e no valor de R$ 39.28,37, emitidas dia 2/2/2, referentes aos serviços da competência setembro, não exibem a declaração de que os serviços foram prestados. Os serviços foram declarados realizados pelo Assessor de Controle Interno da Prefeitura, Raimundo Deusdará de Almeida Gomes, quando essa declaração deveria ser do Chefe do Controle, Avaliação e Auditoria da SMS. As 2 (duas) Notas Fiscais foram pagas na mesma data de sua emissão, 2/2/2. Os 2 (dois) recibos declarando o recebimento dos valores estão datados também de 2/2/2. Os comprovantes de transferência de conta corrente para conta corrente, expedido pelo Banco do Brasil, registram que os recursos utilizados no pagamento, no valor total de R$ ,29, foram debitados na conta , FMS-AGUA BRANCA-FNS BLMAC, agência e creditados na conta , da mesma agencia, em nome da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda. O documento registra que a transação foi efetuada pela Secretária de Saúde ZAYRA DE PAIVA SOUSA e que o documento de pagamento foi assinado, também, pelo Prefeito Municipal, JOÃO LUIZ LOPES DE SOUZA. As mesmas irregularidades foram praticadas quando dos pagamentos das faturas das competências, outubro, novembro e dezembro, sendo R$ ,68 pagos na competência outubro, R$ ,55 na competência novembro e R$ 668.6,33 na competência dezembro/2. Todos os Pagamentos foram realizados nas mesmas datas de emissão das Notas de Empenho,das Notas Fiscais, das Declarações de execução dos serviços e dos Recibos emitidos pela Direção da Clínica, o que caracteriza que não houve empenho prévio como determina o art. 6 da Lei 4.32/64. Não é demais repetir que todos os valores acima foram pagos sem que a Secretaria de Saúde fizesse a análise prévia (auditoria) dos procedimentos faturados. Esse fato comprova que os pagamentos foram feitos sem que o Setor de Controle, Avaliação e Auditoria da SMS, chefiado pelo médico Éverson Barbosa Magalhães, fizesse a análise dos procedimentos médicos cobrados, ou seja, não há por parte do Gestor do SUS a certificação de que os procedimentos médicos cobrados foram efetivamente realizados e se os procedimentos cobrados respeitaram os critérios e condições estabelecidas na legislação do SUS. Acesso 522 Em resumo: A Secretaria Municipal de Saúde exerce o papel de simples repassadora para a Clínica dos valores recebidos do FAEC, via Fundo Nacional de Saúde, sem qualquer controle. A SMS não exigia da Clínica sequer o cronograma com os locais e datas de realização dos Mutirões. Fonte da Evidência: Consulta à página do Fundo Nacional de Saúde; Consulta à página do SIA/SUS; Notas Fiscais, Recibos, Comprovantes de Depósitos. Conformidade: Não Conforme Justificativa: As justificativas dos Dirigentes da Secretaria Municipal de Saúde foram inseridas na constatação Análise da Justificativa: A análise das justificativas foram inseridas na constatação Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: JOAO LUIZ LOPES DE SOUZA CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Respeitar as exigências estabelecidas na Lei Federal nº 4.32/64 quando da compra de serviços Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 6/6 6/6 Auditoria Nº 267

17 ambulatoriais e hospitalares, especialmente, quanto às fases de execução da despesa (empenho, liquidação e pagamento); Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Recursos Humanos Constatação: Os médicos que integram o quadro de profissionais da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda não comprovaram que são portadores do Título de Especialista em Oftalmologia, nas condições exigidas na Portaria/SAS/MS/288/8 e disciplinadas pelo Anexo II da Resolução CFM nº.973/2 que alterou a redação do Anexo II da Resolução CFM nº.845/28. Evidência: Consta do subitem 3.4. do Anexo I da Portaria/SAS/MS/288/8 que trata sobre as Normas de Classificação e Credenciamento/Habilitação das Unidades de Atenção Especializada em Oftalmologia e Centros de Referência em Oftalmologia, a exigência de que o Estabelecimento deve comprovar que dispõe de médico com Título de Especialista em Oftalmologia, sendo que a habilitação pode ser comprovada por certificado de Residência Médica reconhecido pelo Ministério da Educação, Título de especialista da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Brasileiro de Oftalmologia ou registro no cadastro de especialistas dos respectivos Conselhos Federal e Regionais de Medicina. Já a letra b do item do da Comissão Mista de Especialidades constante do Anexo II da Resolução CFM nº.973/2 que alterou a redação do Anexo II da Resolução CFM nº.845/28, diz que a Comissão Mista de Especialidades não reconhecerá especialidade médica com tempo de formação inferior a dois anos e área de atuação com tempo de formação inferior a um ano. Já o item 4 do citado, que trata sobre as Titulações e Certificações de Especialidades Médicas diz o seguinte sobre o Título de Especialista em OFTALMOLOGIA: i) formação: 3 anos; ii) Comissão Nacional de Residência Médica: Programa de Residência Médica em Oftalmologia; iii) Associação Médica Brasileira: Concurso do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. O Departamento de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria da SMS de Água Branca, órgão responsável pela vistoria e credenciamento/habilitação dos Estabelecimentos de Saúde junto ao SUS, não conseguiu comprovar que os médicos FRANCISCO VANDERLÂNDIO CAROLINO, CPF , CRM/PI 277, CRM/RN 376, CRM/MA 4533 e CRM/CE 666, todos ativos; FRANCISCO JOCEANE TAVARES, CPF , CRM/PI 384, CRM/CE 2978, CRM/MA 489, todos ativos e DIEGO CAROLINO MARQUES VILMAR, CPF , CRM/PI 3856, CRM/MA 5543, ambos ativos, são portadores de Título de Especialista em Oftalmologia nas condições exigidas na Portaria/SAS/MS/288/28 e na Resolução CFM nº.973/2 que alterou a redação do Anexo II da Resolução CFM nº.845/28. Todos esses profissionais integram o quadro de profissionais da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP. Além de Francisco Vanderlândio Carolino, e, a Clínica exibe em seu Cadastro no CNES o nome de SÉRGIO ARBOÉS PETRONILO, CPF , CRM/PI 475, CRM/RN 3592, CRM/MA 4749 e CRM/CE 2985, todos ativos. Sérgio Arboés Petronilo é o único que aparece registrado no CRM/PI e CRM/RN como especialista em Oftalmologia e consta em documento expedido pela Direção da Clínica como sendo o Responsável Técnico desde 2 de maio de 2, com carga horária de 6 horas semanais. Não há registro de atendimentos realizados por Sérgio Arboés Petronilo no período de abrangência da Auditoria, julho a dezembro de 2. Acesso 522 Registre-se que em documento expedido pela Direção da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, datado de 22 de dezembro de 2, consta que Sérgio Arboés Petronilo não apresenta escala de atendimentos no ano de 2. (Doc. ). Ainda com relação ao Responsável Técnico, de acordo com a letra b do subitem 3.4. do Anexo I da Portaria/SAS/MS/288/8, o Responsável Técnico deve residir no mesmo município onde está instalado o serviço ou cidade circunvizinha. Poderá, entretanto, atuar como profissional em outro serviço credenciado no SUS, desde que instalado no mesmo município ou cidade circunvizinha. Segundo consulta ao Cadastro de Pessoa Física-CPF, Sérgio Arboés Petronilo, reside na Rua Anísio de Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 7/6 7/6 Auditoria Nº 267

18 Sousa, nº (preservado por questão de segurança), Aptº 7, bairro Lagoa Nova, em Natal/RN. (Doc. 2). Portanto, o Responsável Técnico não reside em Água Branca, logo, não preenche os requisitos exigidos pela Portaria Ministerial e contraria as informações prestadas pela Direção do Estabelecimento de Saúde. Fonte da Evidência: Verificação in loco; CNES; Portaria/SAS/MS/288/28; Resolução CFM/.973/2. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: O relatório preliminar aponta, como primeira constatação, que os médicos integrantes do quadro de profissionais da Defendente não comprovaram possuir titulação de ``especialista em oftalmologia``, o que, segundo suas alegações, violaria o disposto na Portaria SAS/MS n.º 288/28 e o Anexo II, da Resolução CFM n.º.973/2, que alterou a redação do Anexo II, da Resolução CFM n.º.845/28. É fato que a Portaria SAS/MS n. 288/28 e a Portaria SAS/MS n. 92/2, que a complementa e corrige, exigem, explicitamente, que o oftalmologista tenha esta qualificação acadêmica. Contudo, faz-se necessário, nesta ocasião, enveredar pelo vasto campo das ciências jurídicas para compreender que há uma flagrante antinomia de normas jurídicas, facilmente solucionável pela adoção do critério da hierarquia das normas. Explica-se: a exigência de que o médico oftalmologista tenha ``título de especialista em oftalmologia, sendo que a habilitação pode ser comprovada por certificado de residência médica reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), título de especialista da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Brasileiro de Oftalmologia ou registro no cadastro de especialistas dos respectivos Conselhos Federal e Regionais de Medicina``, como expressamente aduz a alínea ``a``, do item 3.4. do Anexo I da Portaria SAS/MS n. 288/28, consta de uma espécie normativa do tipo ``portaria``, editada pelo Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde brasileiro, órgão do Poder Executivo Federal encarregado da implementação das ações governamentais de saúde pública no Brasil. Por outro lado, o exercício profissional da medicina no Brasil, por expressa disposição prevista no texto constitucional, é fiscalizado e normatizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), autarquia especial dotada de personalidade jurídica de direito público, conforme dispõe textualmente a Lei n.º 3.268/57, de 3 de setembro de 957, regulamentada pelo Decreto n.º 44.45, de 9 de julho de 958. Segundo descreve o seu Regimento Interno: Art.. Ao Conselho Federal de Medicina compete: [...] XX - expedir resoluções normatizadoras ou fiscalizadoras do exercício profissional dos médicos e pessoas jurídicas cuja atividade básica seja a Medicina; [...] Não há dúvida, portanto, que cabe, exclusiva e constitucionalmente, ao Conselho Federal de Medicina normatizar o exercício profissional dos médicos e das pessoas jurídicas que exploram a medicina. Neste contexto, interessa observar que o CFM, em seu Código de Ética Médica, instituído por força da Resolução n. 93/29, dispôs que: É direito do médico: I - Exercer a Medicina sem ser discriminado por questões de religião, etnia, sexo, nacionalidade, cor, orientação sexual, idade, condição social, opinião política ou de qualquer outra natureza. [...] (transcrição grifada) Contudo, a Lei n , de 3 de setembro de 957, que dispõe sobre os Conselhos de Medicina e dá outras providências, encarregou-se de definir as exigências para o exercício da medicina no Brasil, ipsis litteris: Acesso 522 Art. 7 Os médicos só poderão exercer legalmente a medicina, em qualquer de seus ramos ou especialidades, após o prévio registro de seus títulos, diplomas, certificados ou cartas no Ministério da Educação e Cultura e de sua inscrição no Conselho Regional de Medicina, sob cuja jurisdição se achar o local de sua atividade. Não há no texto da lei, como se pode facilmente constatar, a exigência de que o médico tenha especialização para o exercício de sua profissão. Mesmo assim, em diversas ocasiões o CFM foi instado a se manifestar acerca da necessidade (ou não) do título de especialista como condição para o exercício da medicina em qualquer de suas especialidades. Em todas elas a manifestação foi no mesmo sentido: PROCESSO-CONSULTA CFM Nº 7.4/98 PC/CFM/Nº 58/999 Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 8/6 8/6 Auditoria Nº 267

19 CONSULENTE: Dr. José Ribamar Ribeiro Malheiros, CRM-DF 365 RELATOR: Cons. Dr. Júlio Cezar Meirelles GOMES RELATOR DE VISTA: Cons. Dr. Léo Meyer Coutinho EMENTA. O médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição pode exercer sua atividade em qualquer área, ramo ou especialidade, independente de possuir o título de Especialista. Não cabe a este Conselho apreciar eventuais restrições decorrentes de incompatibilidade de horários ou características de vínculo funcional ou empregatício, dedicação exclusiva ou outros que vedem o seu exercício em caráter privado. (Aprovado em sessão plenária no dia transcrição grifada e destacada) Em um caso específico quer versava sobre a oftalmologia, em que um interessado pedia ao Conselho Regional de Medicina do Paraná que desse a definição médico oftalmologista, assim posicionou-se aquele órgão de classe: PARECER N.º 994/97, CRM/PR PROTOCOLO N.º 2699/97 - CONSULTA N.º 39/97 ASSUNTO: MÉDICO OFTALMOLOGISTA - DEFINIÇÃO PARECERISTA: CONS. WADIR RÚPOLLO A Associação Paranaense de Oftalmologia, através de seus advogados, R. D. e B. B., solicita parecer deste Conselho acerca da definição do que seja Médico Oftalmologista, bem como a sua área de atuação e responsabilidade. CONSIDERAÇÕES Aurélio Buarque de Holanda diz: ``médico é todo aquele que é diplomado em medicina e a exerce``. O Decreto Lei n.º 2.93, de de janeiro de 932, estabelece em seu Artigo 5º, a obrigatoriedade do registro do diploma de médico para exercício legal da profissão e a Lei 3.268, de 3 de setembro de 957, que dispõe sobre os Conselhos de Medicina, normatiza em seu Artigo 7, ``que os médicos só poderão exercer legalmente a medicina, em qualquer de seus ramos ou especialidades, após prévio registro de seus títulos, diplomas, certificados, no Ministério de Educação e Cultura e de sua inscrição no Conselho Regional de Medicina, sob cuja jurisdição se achar o local de sua atividade``. Ainda Aurélio Buarque de Holanda diz: ``Oftalmologia é a parte da Medicina que trata das afecções oculares``. O Conselho Federal de Medicina, com a Resolução 286/89, estabelece as normas para o registro de Títulos de Especialistas, através de convênio firmado entre o CFM e a Associação Médica Brasileira, representando as Sociedades de Especialidades. O Código de Ética Médica, em seu Artigo 35, estabelece ser vedado ao médico anunciar títulos científicos que não possa comprovar ou especialidade para a qual não esteja qualificado. EM RESUMO: O médico só pode exercer a Medicina se estiver registrado no Ministério de Educação e do Desporto e inscrito no Conselho Regional de Medicina, sob cuja jurisdição se achar o local de sua atividade. Poderá exercer a Medicina ``lato sensu``, isto é, em todas as suas diferentes especialidades. Deverá ter a sua Especialidade devidamente registrada no CRM, podendo assim anunciar-se como Especialista. Acesso 522 CONCLUSÃO Respondendo a consulta, podemos dizer que o Médico Oftalmologista é todo aquele que tenha o seu diploma registrado no Ministério de Educação e do Desporto, esteja inscrito no Conselho Regional de Medicina, sob cuja jurisdição se acha o local de sua atividade e que pode anunciar-se como especialista por estar devidamente qualificado com Título de Especialista registro no CRM. A sua área de atuação e responsabilidade é aquela parte da Medicina que corresponde ao estudo das afecções oculares e visuais, procurando evitá-las, curá-las ou aliviá-las, quer clínica ou cirurgicamente. É o parecer. Curitiba, de julho de 997. CONS. WADIR RÚPOLLO Parecerista Aprovado em Reunião Plenária n.º 932, de 7/7/997. (transcrição destacada) Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 9/6 9/6 Auditoria Nº 267

20 Como se conclui com relativa facilidade, não pode uma portaria ministerial (espécie normativa inferior), posicionada hierarquicamente no sopé da pirâmide normativa, ir de encontro a uma lei ordinária (Lei n /57), que ao definir os requisitos necessários para o exercício da medicina não incluiu a titulação de especialista. Como regra de solução de antinomia de normas jurídicas, é indiscutível que deve prevalecer aquela de hierarquia superior, neste caso a lei ordinária. E, neste mesmo sentido, restou fartamente demonstrado que a autarquia pública especial encarregada da fiscalização e da normatização da atividade médica assevera, de forma uníssona e insistente, que o médico somente precisa ter inscrição no Conselho Regional de Medicina (o que pressupõe ter sido diplomado) para poder exercer a medicina em qualquer lugar do país e em qualquer área, ramo ou especialidade, independentemente de ter título de especialização. Ademais, o Anexo II da Resolução CFM n.º 973/2, que trouxe nova redação ao Anexo II da Resolução CFM n.º 845/28, nada mais fez do que atualizar a relação das especialidades médicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina, não tratando, em consequência, de exigência de qualquer daqueles títulos como requisito para o livre exercício da medicina. Em suma, o dispositivo da Portaria SAS/MS n. 288/28 que trata da exigência de que o médico oftalmologista tenha título de especialização (alínea ``a``, do item 3.4. do Anexo I) é ilegal, uma vez que vai de encontro a dispositivo expresso em lei ordinária, in casu, o art. 7 da Lei n /57, não devendo, consequentemente, surtir os seus efeitos jurídicos. Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Apesar de atentarmos, falhamos na cobrança da Portaria MS/SAS/288/28 da necessidade da apresentação de título de especialista do corpo clinico da COP. A princípio, apenas o médico Sérgio Arboés Petronilo apresentou o titulo de especialista em oftalmologia. Entretanto, erroneamente nos baseamos em informações do CNES, em que constavam os demais profissionais cadastrados com CBO de Oftalmologista em diversos outros serviços (Ceará, Rio Grande do Norte e Maranhão) com datas de atribuição bem anteriores a da COP e os referidos serviços apresentavam produção normal sem críticas de invalidação. Análise da Justificativa: Análise das Justificativas dos Dirigentes da Clínica: Inicialmente cabe registrar que os Justificantes, logo no segundo parágrafo de suas alegações, reconhecem que É FATO QUE A PORTARIA/SAS/MS/Nº 288/28 EXIGE, EXPLICITAMENTE, QUE O OFTALMOLOGISTA TENHA ESTA QUALIFICAÇÃO ACADÊMICA. Esse reconhecimento por parte dos Justificantes significa que os Dirigentes da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP, são conscientes de que desrespeitaram a exigência básica imposta pelo Ministério da Saúde para que a Clínica cobrasse do SUS procedimentos oftalmológicos por conta do Projeto Glaucoma. Vale notar, também, que a Equipe do DENASUS abdica do direito de se posicionar com relação ao argumento levantado pelos Justificantes de que a Portaria/SAS/MS/288/8 É ILEGAL. Da mesma forma, não fará comentários acerca do que os Defendentes chamam de CIÊNCIAS JURÍDICAS ao alegarem que a Portaria/SAS/MS/Nº 288/8 não se aplica, no que diz respeito ao exercício profissional da medicina no Brasil. Estranhamos, contudo, que só agora, depois de receberem do SUS, mais de R$ 2,5 milhões de reais, amparados na citada Portaria, os Diretores da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda levantem a hipótese de ilegalidade da Portaria Ministerial. Acesso 522 Em nenhum momento o de Auditoria trata sobre a fiscalização do exercício da medicina por entender que essa atribuição cabe aos Conselhos Regionais e ao Conselho Federal de Medicina. E é por assim entender que o será remetido ao CRM/PI para as providências que entender aplicáveis. Ao enveredar pela questão ética os Justificantes tentam desviar o foco das graves irregularidades praticadas pela Clínica e seus Profissionais, contra a Administração Pública, contra a saúde dos usuários do SUS e contra o Sistema Epidemiológico do Estado do Piauí. Contra a Administração Pública por cobrarem do SUS procedimentos médicos não realizados ou realizados em afronta aos critérios e normas impostas pelo Sistema Único de Saúde. Contra a saúde dos usuários do SUS por prestarem de forma irregular, atendimentos oftalmológicos, prescreverem medicamentos e indicarem tratamentos privativos de médicos portadores de Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 2/6 2/6 Auditoria Nº 267

21 Título de Especialistas, e, ainda, emitindo diagnósticos que, por ausência de registros, não podem ser comprovados através dos Prontuários Médicos. Atentaram Contra o Sistema Epidemiológico do Estado do Piauí, por cobrarem do SUS procedimentos não realizados, inclusive, pasmem, realizados em pessoas já falecidas. E para coroar o cipoal de irregularidades os profissionais foram cadastrados no CNES utilizando o CBO (Código Brasileiro de Ocupação) , privativo de médico portador do Título de Especialista, o que não é o caso dos médicos que fizerem os atendimentos em nome da Clínica em questão. Fica evidente, portanto, que, se não houve desrespeito ao Código de Ética Médica como alegam os Justificantes, não há dúvidas de que houve afronta a inúmeros atos normativos chamados pelos Defendentes de CIÊNCIAS JURÍDICAS. Para chegar a estas conclusões, a Equipe Técnica do DENASUS verificou cuidadosamente, através da análise de prontuários médicos, do instrumento de registro BPA-I e dos comprovantes de pagamentos, se os Gestores do SUS em Água Branca e os Dirigentes e Profissionais Médicos da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP, respeitaram as Normas que disciplinam a relação entre Prestadores de Serviços e Profissionais de Saúde com o SUS, no caso em apreço, a Portaria/SAS/MS/288/8 e a Portaria/GM/MS/Nº 2848/27. A título de esclarecimento,a Portaria/SAS/MS/288/8: i) regulamenta a atenção em oftalmologia e cria mecanismos para organização, hierarquização e implantação da Rede de Atenção em Oftalmologia, no âmbito do SUS; ii) define ações especializadas de Oftalmologia nas Unidades de Atenção Especializada em Oftalmologia; iii) define os critérios para o credenciamento/habilitação das Unidades de Atenção Especializadas e dos Centros de Referência em Oftalmologia. Já a Portaria/GM/MS/Nº 2848/27, disciplina o faturamento/cobrança de procedimentos ao SUS, bem como o registro individualizado de procedimentos ambulatoriais, no Sistema de Informação Ambulatorial, com o objetivo de qualificar as informações em saúde, através do instrumento de registro denominado Boletim de Produção Individualizado, BPA - I. Portanto, a Equipe de Auditoria do DENASUS concentrou sua atuação na verificação do cumprimento pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP, dos critérios e condições definidos nos atos que disciplinam a relação dos Prestadores de Serviços/Estabelecimentos de Saúde com o Sistema Único de Saúde, no que diz respeito à efetiva prestação dos serviços, bem como o cumprimento das condições impostas pela Legislação do SUS. Portanto, fica para o CRM/PI a responsabilidade de avaliar os atos praticados pelos médicos da Clínica em questão, no que diz respeito ao Código de Ética Médica. Foi seguindo o que diz a legislação do SUS que a Auditoria chegou, dentre outras, às seguintes constatações: Acesso 522 i) os médicos FRANCISCO VANDERLÂNDIO CAROLINO, CPF , CRM/PI 277, CRM/RN 376, CRM/MA 4533 e CRM/CE 666, todos ativos; FRANCISCO JOCEANE TAVARES, CPF , CRM/PI 384, CRM/CE 2978, CRM/MA 489, todos ativos e DIEGO CAROLINO MARQUES VILMAR, CPF , CRM/PI 3856, CRM/MA 5543, ambos ativos, NÃO SÃO portadores de Título de Especialista em Oftalmologia nas condições exigidas na Portaria/SAS/MS/288/28, na Portaria/MS/GM/Nº 2848/7 e na Resolução CFM nº.973/2 que alterou a redação do Anexo II da Resolução CFM nº.845/28; ii) o Responsável Técnico, o médico SÉRGIO ARBOÉS PETRONILO, CPF , CRM/PI 475, CRM/RN 3592, CRM/MA 4749 e CRM/CE 2985, todos ativos, também não preenche os requisitos estabelecidos na letra ``b`` do subitem 3.4. do Anexo I da Portaria/SAS/MS/288/8, que diz: o Responsável Técnico deve residir no mesmo município onde está instalado o serviço ou cidade circunvizinha. Poderá, entretanto, atuar como profissional em outro serviço credenciado no SUS, desde que instalado no mesmo município ou cidade circunvizinha. Segundo consulta ao Cadastro de Pessoa Física-CPF, Sérgio Arboés Petronilo, reside na Rua Anísio de Sousa, nº (preservado por questão de segurança), Aptº 7, bairro Lagoa Nova, em Natal/RN. Portanto, o Responsável Técnico não reside em Água Branca, logo, não preenche os requisitos exigidos pela Portaria Ministerial. Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 2/6 2/6 Auditoria Nº 267

22 iii) além dos procedimentos terem sido realizados por profissionais sem o Título de Especialistas em Oftalmologia, os prontuários médicos não registram dados considerados indispensáveis para definição do diagnóstico do glaucoma, como por exemplo, registro sobre acuidade visual, tonometria pré e pós-tratamento, exame de fundo de olho com as características do disco óptico; iv) exames de campimetria juntados aos prontuários médicos, nos quais a identificação dos pacientes (nome e data de nascimento) não consta da impressão, nem consta a assinatura e o carimbo do médico responsável pelos exames. Dessa forma, diante das situações acima descritas é lícito admitir que a ausência de registros e informações indispensáveis (tanto nos prontuários dos pacientes como nos exames oftalmológicos supostamente realizados), poderá ter relação direta com o despreparo dos profissionais para o exercício da especialidade, podendo, tudo isso, resultar em danos irreparáveis à saúde das centenas de usuários do SUS que foram classificados pelos profissionais em questão como portadores de glaucoma. Por outro lado, é oportuno registrar, que a Portaria Ministerial que o Justificante classifica como ILEGAL é a mesma utilizada pelos Dirigentes da Clínica quando se credenciaram e se habilitaram para atender usuários do SUS na área de oftalmologia/glaucoma e, ainda, foi com base nessa mesma Portaria que os Dirigentes cobraram do SUS em apenas seis meses, mais de R$ 2,5 milhões de reais por serviços prestados através de profissionais médicos sem a devida qualificação/especialização profissional. É conveniente lembrar às autoridades do Ministério da Saúde e do Ministério Público que a referida Clínica não atua apenas no Piauí. Funciona, também, nos estados do Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte, sempre condicionada às exigências estabelecidas pela Portaria/SAS/MS/288/8, podendo as irregularidades praticadas no Piauí estarem sendo operacionalizadas nos outros estados em que atua. Afirmam os Justificantes, que não há no texto da Lei nº 3.268, de 3 de setembro de 957 a exigência de que o médico tenha especialização. Essa afirmação dos Dirigentes trafega na contramão da realidade. Não é surpresa para ninguém que há anos os profissionais da medicina só passam a exercer definitivamente a profissão depois de cursarem Residência Médica, recorrendo, inclusive, a Cursos Preparatórios, antes de se submeterem às Provas de Especialização nas diversas áreas da medicina. Ademais, a própria Lei 3.268/57, citada pelos Justificantes, trata sobre especialistas, quando diz no art. 7: os médicos só poderão exercer legalmente a medicina, em qualquer de seus ramos ou ESPECIALIDADES, após o prévio registro de SEUS TÍTULOS, diplomas, certificados (...) no Conselho Regional de Medicina (grifo nosso). Acesso 522 Portanto, desde 957 que é exigido legalmente o registro do TÍTULO DE ESPECIALISTA no Conselho Regional de Medicina, o que não é o caso dos médicos que integram a Clínica em questão. Da mesma forma, na Conclusão do PARECER N.º 994/97, CRM/PR - PROTOCOLO N.º 2699/97 - CONSULTA N.º 39/97, citado na justificativa dos Defendentes, consta o que segue: (...) o Médico Oftalmologista é todo aquele que tenha o seu diploma registrado no Ministério de Educação e do Desporto, esteja inscrito no Conselho Regional de Medicina, sob cuja jurisdição se acha o local de sua atividade e que pode anunciar-se como especialista por estar devidamente qualificado com Título de Especialista registrado no CRM. Não é o caso dos médicos em questão. Nenhum deles é registrado no CRM/PI como Especialista em Oftalmologia, ou seja, os próprios Justificantes são contraditórios nas suas alegações. Cabe registrar, que o Código de Ética Médica, em seu Artigo 35, estabelece ser vedado ao médico anunciar títulos científicos que não possa comprovar ou ESPECIALIDADE PARA A QUAL NÃO ESTEJA QUALIFICADO (grifo nosso). Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 22/6 22/6 Auditoria Nº 267

23 No caso em questão, apesar de não serem especialistas, todos os médicos da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP, aparecem no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), com o CBO , privativo de médico oftalmologista, que, apesar dos Justificantes entenderem que não fere o Código de Ética Médica pode, quem sabe, ser interpretado como falsidade ideológica. Evidentemente, que ao cadastrar no CNES o CBO de Especialista em Oftalmologia, os Dirigentes da Clínica, em parceria com os Gestores do SUS, tiveram por objetivo evitar que a crítica do Sistema de Informação Ambulatorial do SUS, SIA/SUS, rejeitasse a cobrança dos procedimentos apresentados. Dessa forma, não obstante os Justificantes tentarem impressionar os Técnicos do DENASUS com a linguagem do ``juridiquêz``, seus argumentos e justificativas não se sustentam. São tão frágeis que os Defendentes tiveram que recorrer a atos do século passado, assinados em 957. A falta de convicção nos argumentos levantados é tanta, que não encorajou os Justificantes sequer a assinarem ou rubricarem o documento com as justificativas e alegações apresentadas, ou seja, as Justificativas apresentadas ao DENASUS não estão assinadas por nenhum dos Dirigentes, consta apenas o nome de Francisco Vilmar Filho, Sócio Administrador. Dito isso e diante do cipoal de irregularidades constatadas, associadas à ausência de argumentos capazes de modificar as evidências citadas neste, e mais, sustentados nas declarações oficiais prestadas pelo CRM/PI, pela Sociedade Piauiense de Oftalmologia, pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, pela Associação Médica Brasileira e pela Comissão Nacional de Residência Médica/MEC, REAFIRMAMOS que o fato dos médicos que integram o quadro de profissionais da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP, NÃO SEREM portadores de Títulos de Especialistas em Oftalmologia, COLOCA SOB SUSPEITA % DOS DIAGNÓSTICOS por eles produzidos e, ainda, por terem sido os atendimentos realizados por profissionais não oftalmologistas (o que afronta o art. 35 do Código de Ética Médica, as exigências estabelecidas na Tabela de Procedimentos/SIGTAP, CBO , médico oftalmologista, combinada com a Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, letra ``a``, subitem 3.4., item 3), são considerados como cobrança indevida % dos procedimentos (consultas e tratamentos) cobrados ao SUS pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, nas competências julho a dezembro de 2. Justificativa não acatada. Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: O reconhecimento das irregularidades por parte dos Gestores do SUS representa uma declaração de que o Departamento de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria não cumpriu o seu poder-dever de controlar e avaliar previamente se o Estabelecimento de Saúde preenche os requisitos exigidos pelo SUS. Acesso 522 Afinal, no caso em apreço, a comprovação do Título de Especialista em Oftalmologia é uma exigência básica imposta pela Portaria/SAS/MS/Nº 288/8 para que o Gestor do SUS pudesse habilitar/credenciar a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda como Prestadora dos Serviços pagos pela Secretaria Municipal de Saúde. Justificativa não acatada. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: FRANCISCO VILMAR FILHO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Exigir dos Estabelecimentos de Saúde, contratados e conveniados que respeitem as condições exigidas no Anexo II da Resolução CFM Nº.973/2, que trata sobre as especialidades médicas, bem como os requisitos estabelecidos na Portaria/GM/MS/Nº 2.848/7 que aprovou a Tabela de Procedimentos do SUS, quando da compra de procedimentos ambulatoriais e hospitalares; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Recomendação: - Respeitar os critérios e condições definidos na Portaria/GM/MS/Nº 2.848/7 com relação ao CBO, Classificação Brasileira de Ocupações, quando do cadastramento de profissionais no CNES, Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 23/6 23/6 Auditoria Nº 267

24 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Recursos Humanos Constatação: Os médicos que integram o quadro de profissionais da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda não comprovaram que são portadores do Título de Especialista em Oftalmologia, nas condições exigidas na Portaria/SAS/MS/288/8 e disciplinadas pelo Anexo II da Resolução CFM nº.973/2 que alterou a redação do Anexo II da Resolução CFM nº.845/28. Evidência: Continuação da Constatação 22776: Consultamos o CRM/PI, que através do Ofício CRM-PI nº 9, assinado pelo seu Presidente, Dr. Fernando Gomes Correia Lima (Doc. ), respondeu que FRANCISCO VANDERLÂNDIO CAROLINO, FRANCISCO JOCEANE TAVARES e DIEGO CAROLINO MARQUES VILMAR não constam em seus registros como Especialistas em Oftalmologia. Por outro lado, consultamos a Sociedade Piauiense de Oftalmologia, que por meio do seu Presidente, Dr. André Uchoa Rezende Santana, respondeu através do Ofício nº 8/22 (Doc. 2), que com base em ofício encaminhado ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia, à Associação Médica Brasileira e à Comissão Nacional de Residência Médica/MEC, os médicos FRANCISCO VANDERLÂNDIO CAROLINO, DIEGO CAROLINO MARQUES VILMAR, FRANCISCO JOCEANE TAVARES e LEONARDO BATISTA MOURÃO, NÃO SÃO registrados como Especialistas em Oftalmologia. As declarações prestadas pelo CRM e pela Sociedade Piauiense de Oftalmologia afirmando que os médicos que integram o quadro de profissionais da Clínica Oftalmológica do Piauí não são portadores de Títulos de Especialistas em Oftalmologia, COLOCAM SOB SUSPEITA OS DIAGNÓSTICOS por eles produzidos com relação aos pacientes classificados como glaucomatosos, ou seja, % dos procedimentos para diagnóstico e tratamento de glaucoma cobrados pela COP foram realizados por profissionais não oftalmologistas, contrariando o que determina a Tabela de Procedimentos/SIGTAP (CBO , médico oftalmologista) combinada com a Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, letra a, subitem 3.4., item 3, caracterizando cobrança indevida de % dos procedimentos. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia confirmou que Sérgio Arboés Petronilo tem Título de Especialista em Oftalmologia, entretanto, Sérgio Arboés não fez atendimento no Piauí em 2. Vale notar que em razão dos fatos acima relatados, consultamos a Câmara Técnica de Oftalmologia do CRM/PI acerca de várias situações identificadas nos prontuários analisados pela equipe do Denasus. Dentre os vários quesitos formulados à Câmara Técnica, a partir de uma amostra de Prontuários, perguntamos: ) Os prontuários contemplam informações sobre Histórico Clínico, anamnese que garantam o atendimento integral em Oftalmologia? Justificar a resposta. Resposta da Câmara Técnica: Não contemplam: observa-se história clínica e anamnese incompletas, onde não se identifica os seguintes dados, na grande maioria dos prontuários: i) acuidade visual; ii) tonometria pré e pós tratamento; iii) dados do exame de fundo de olho com as características do disco óptico. 2) As mensurações de PIO (Pressão Intra Ocular), Fundoscopias e Campimetrias estão coerentes com os protocolos estabelecidos para Glaucoma, atualmente vigentes? Resposta da Câmara Técnica: Não, pois não há relato da tonometria antes e durante o tratamento, da fundoscopia e campimetria sequenciais. Os elementos encontrados nos prontuários analisados não fornecem dados suficientes para o diagnóstico do Glaucoma. Acesso 522 As respostas da Câmara Técnica de Oftalmologia do CRM/PI a esses dois quesitos revelam que são procedentes as dúvidas levantadas pela Equipe do DENASUS acerca dos procedimentos cobrados e os diagnósticos emitidos pelos profissionais. A manifestação da Câmara Técnica do CRM/PI, aliada ao fato de que as consultas e tratamentos cobrados não foram realizados por Especialistas em Oftalmologia, caracterizam cobrança indevida de procedimentos especializados, contrariando o que determina a Tabela de Procedimentos/SIGTAP, aprovada pela Portaria/GM/MS/Nº 2848/27. Vale notar que a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca, pagou, sem qualquer restrição, a totalidade dos procedimentos cobrados pela Clínica nas competências julho a dezembro de 2, num total de R$ Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 24/6 24/6 Auditoria Nº 267

25 ,79, deixando evidente que o Gestor Municipal não cumpriu seu poder-dever de controlar, avaliar e auditar a produção, o faturamento e as condições de funcionamento da Clínica de Oftalmologia do Piauí Ltda, COP. Fonte da Evidência: Verificação in loco; CNES; Portaria/SAS/MS/288/28; Resolução CFM/.973/2; Ofício Nº 8/22-SPO; SIGTAP. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativas dos Dirigentes da Clínica: Num absurdo exercício de silogismo, em que as premissas usadas são totalmente equivocadas, assevera o auditor encarregado da elaboração do laudo preliminar que, como os médicos vinculados à Defendente não possuem especialização em oftalmologia, todos os seus diagnósticos foram ``colocados sob suspeita``! Não bastasse a gravidade da imputação, aduz o citado auditor que as cobranças realizadas em relação aos procedimentos médicos efetivamente realizados seriam ``indevidas``. Como já demonstrado acima, em resposta à Constatação n.º 22776, o ato médico, seja no campo da oftalmologia ou de qualquer outra especialidade, pode ser praticado por qualquer pessoa formada em medicina e que esteja regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina de sua jurisdição, não havendo, assim, a necessidade deste de obter o título de especialização para exercer sua profissão. Portanto, todos os procedimentos necessários para o alcance do diagnóstico e tratamento dos pacientes glaucomatosos foram legítimos e devidos, como recomendam a literatura médica e protocolos clínicos aprovados pelo SUS, como se verá adiante de forma detalhada. Acesso 522 a)da ACUIDADE VISUAL: O teste de acuidade visual é um exame primário para detecção da capacidade funcional da visão. O citado procedimento faz parte do exame oftalmológico básico e mede a capacidade da pessoa de ver nitidamente e sem esforço. Quando detectada uma anomalia na acuidade visual, o paciente deve realizar exame oftalmológico completo para detecção da alteração ocular presente, de modo a corrigir o problema. Na maioria das vezes, o simples uso de óculos corrige as alterações, permitindo um grande benefício. Por se tratar de solução simples e de baixo custo, a detecção de alterações na acuidade visual tem grande importância. Pequenas dificuldades na visão podem, também, ser responsáveis por cefaléia, dor de cabeça, cansaço, perda de concentração e diminuição no rendimento do trabalho. Porém, o exame de acuidade visual não tem relevância para detecção/avaliação ou acompanhamento do glaucoma. Conforme especificado pelo próprio Ministério da Saúde, que usa do instrumento SIGTAP, que é a fonte que informa o gerenciamento das tabelas de procedimentos, instrumento este que regula quais são os exames excepcionais que auxiliam com veracidade o diagnostico de glaucoma, indica, dentre outros: campimetria, tonometria e fundoscopia. Percebe-se, desta forma, que se equivoca o auditor quando constata a exigência da realização do teste de acuidade visual para o alcance do diagnóstico de glaucoma, tendo em vista este procedimento não ser relevante para a avaliação e o tratamento da citada enfermidade visual. b)da FUNDOSCOPIA: Oftalmoscopia, ou fundoscopia, é uma técnica de observação do fundo do olho (retina e outras estruturas internas). O seu uso permite não só a avaliação de alterações oculares, mas, também, a detecção de doenças sistêmicas, pois estas podem causar retinopatia. É usado um oftalmoscópio para a visualização da retina. O principio óptico consiste na projeção de luz, proveniente do oftalmoscópio, no interior do olho, e, mediante a reflexão dessa luz na retina, é possível observar o fundo do olho. Apresenta dois tipos de análise, a oftalmoscopia direta e a indireta. A oftalmoscopia direta é a técnica em que se observa o fundo do olho através de um sistema de lentes, e que origina uma imagem direita. O campo de visão do observador é pequeno (-2º). Utiliza oftalmoscópios mais simples. Já a oftalmoscopia indireta é a técnica que permite ao clínico observar o fundo do olho de uma forma mono ou binocular, dependendo do oftalmoscópio utilizado. O princípio óptico é o mesmo, mas no oftalmoscópio existem componentes adicionais (lentes, condensadores, diafragmas). A imagem do fundo do olho observada é invertida. Tal exame é de grande relevância para diagnóstico e avaliação do glaucoma, pois é através dele que se é diagnosticado o grau de profundidade da escavação de cada paciente. E ainda sim, não se tem absoluta conclusão do diagnóstico, pois, juntamente com a fundoscopia, deve ser associado o resultado do campo visual e da pressão intra-ocular. Tais resultados são obtidos com a campimetria e a tonometria, sendo estes procedimentos devidamente realizados em todos os pacientes classificados como glaucomatosos. Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 25/6 25/6 Auditoria Nº 267

26 c)da TONOMETRIA: A tonometria é o exame que mede a pressão intraocular, utilizando aparelhos com métodos de sopro ou de contato. Os profissionais atuantes nas dependências do Defendente usam ambos os aparelhos, tendo em vista que é utilizado o tonômetro de sopro (ícare) no exterior do consultório, bem como é realizado o exame de fundo de olho na Lâmpada e fenda (fundoscopia), momento em que é, novamente, medida a pressão intraocular do paciente com o tonômetro. No relatório elaborado pelo auditor, foi citado pelos profissionais que vistoriaram os prontuários que os pacientes assistidos pela equipe da Defendente não realizaram o exame de tonometria pré e pós-tratamento. No entanto, é de bom alvitre esclarecer que a tonometria pré-tratamento é feita no momento da medição da PIO, no ato do atendimento, onde, com a junção dos resultados de exame da campimetria e da fundoscopia, o médico assim pode diagnosticar se o paciente é portador da anomalia ou não, e, se sim, ato contínuo, o médico pode iniciar o tratamento adequado ao caso. Quanto à alegação da inexistência de realização da tonometria pós-tratamento, feita pela auditoria do DENASUS, esta deve ser, também, rechaçada, vez que o referido procedimento é realizado quando acontece o retorno do paciente, que, em média, ocorre 3 (três) meses depois da consulta. Portanto, essa constatação não encontra qualquer fundamento na própria literatura médica pertinente ao caso. d)da CAMPIMETRIA: A campimetria é uma avaliação do campo visual central e periférico, cuja interpretação dos resultados e responsabilidade é exclusiva do médico. Pode ser realizada por auxiliar devidamente capacitado, sob supervisão médica. O campo visual é um exame que estuda a percepção visual central e periférica. Quando o médico mede a visão de longe e de perto, está observando, apenas, a acuidade visual central. A percepção periférica no ser humano é em torno de 8 (cento e oitenta) graus, considerando-se a visão com os dois olhos. Em muitas doenças, esta visão espacial é reduzida, e a única maneira de detectar esta perda seria estudando o campo de visão. É um teste que pode variar quanto ao seu tempo de duração, dependendo da capacidade de colaboração do paciente. A falta de concentração no exame, por exemplo, motivada por cansaço, pode falsear o resultado. Ou seja, quanto mais duradouro o exame, maiores são as chances de se obter um resultado infiel. Atualmente, a Defendente utiliza na campimetria testes que podem ser de confrontação, manual e computadorizado. A campimetria de confrontação é uma avaliação grosseira do campo visual, mas de grande valia em algumas doenças que provocam hemianopsias (perda de metade de um campo visual), como nos acidentes vasculares cerebrais (AVC) e tumores hipofisários. O método é dito de confrontação, tendo em vista que se confrontam o campo visual do médico e do paciente. Assim, o médico se posiciona na frente do paciente, de preferência sentado, com os olhos na mesma direção dos dele. Enquanto o paciente oclui o olho esquerdo, o médico fecha o olho direito e faz a confrontação do seu campo visual esquerdo com o campo visual direito do paciente. Bastará, então, apresentar dedos nos diferentes quadrantes (na distância de leitura para perto) e a meia distância entre os seus olhos e os dele. Quando do exame de crianças, a presença de um objeto no limiar do campo visual despertará a atenção para aquele lado, indicando a presença de visão naquele quadrante. Portanto, a Defendente utiliza a melhor e mais atualizada técnica recomendada pela literatura médica, com o objetivo de buscar o diagnóstico preciso para submeter o paciente ao tratamento mais adequado. Vê-se, desta forma, que a não conformidade apontada no relatório preliminar não guarda qualquer pertinência. Acesso 522 Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Falhamos em não consultarmos os órgãos oficiais de representação de classe (CRM, CFM, Associações) para pesquisar a veracidade das informações prestadas e contidas no CNES, dos referidos profissionais que não apresentaram titulo de especialista. Análise da Justificativa: Os Defendentes utilizam a mesma estratégia seguida na constatação 22776, qual seja, desviaram o foco das evidências apontadas no. A constatação trata sobre a ausência nos Prontuários de informações sobre Histórico Clínico. Tanto que a Câmara Técnica de Oftalmologia do Conselho Regional de Medicina do Piauí foi categórica ao afirmar acerca dos Prontuários: a) - observa-se história clínica e anamnese incompletas, onde não se identifica os seguintes dados, na grande maioria dos prontuários: i) acuidade visual; ii) tonometria pré e pós tratamento; iii) dados do exame de fundo de olho com as características do disco óptico; Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 26/6 26/6 Auditoria Nº 267

27 b) - não há relato da tonometria antes e durante o tratamento, da fundoscopia e campimetria sequenciais. Os elementos encontrados nos prontuários analisados não fornecem dados suficientes para o diagnostico do Glaucoma. Portanto, as respostas da Câmara Técnica de Oftalmologia do CRM/PI, aliadas ao fato de que as consultas e tratamentos cobrados não foram realizados por Especialistas em Oftalmologia, caracterizam, como dissemos antes, cobrança indevida de procedimentos especializados, contrariando o que determina a Tabela de Procedimentos/SIGTAP, aprovada pela Portaria/GM/MS/Nº 2848/27. Dessa forma, os argumentos levantados pelos Defendentes não passaram de conceitos e descrições sobre cada um dos fatos apontados no, não sendo as alegações suficientes para modificar as irregularidades apontadas. Afinal, os Prontuários não registram o resultado dos Exames que os Defendentes descrevem em suas justificativas, permanecendo, pois, as irregularidades apontadas, quais sejam, ausência nos prontuários de registros que forneçam dados suficientes para o diagnóstico do Glaucoma. Justificativa não acatada. Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Análise inserida na constatação Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: FRANCISCO VILMAR FILHO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Exigir dos Estabelecimentos de Saúde, contratados e conveniados que respeitem as condições exigidas no Anexo II da Resolução CFM Nº.973/2, que trata sobre as especialidades médicas, bem como os requisitos estabelecidos na Portaria/GM/MS/Nº 2.848/7 que aprovou a Tabela de Procedimentos do SUS, quando da compra de procedimentos ambulatoriais e hospitalares; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Recomendação: - Respeitar os critérios e condições definidos na Portaria/GM/MS/Nº 2.848/7 com relação ao CBO, Classificação Brasileira de Ocupações, quando do cadastramento de profissionais no CNES, Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Faturamento/Produção/cobranças SUS Constatação: Prontuários com história clínica e anamnese incompletas, sem registro de dados como, por exemplo, acuidade visual, tonometria pré e pós-tratamento, dados do exame de fundo de olho com as características do disco óptico. Câmara Técnica em Oftalmologia do CRM/PI afirma que pelos prontuários é impossível o diagnóstico do glaucoma, por falta de dados que comprovem o diagnóstico. Evidência: Além dos procedimentos terem sido realizados por profissionais sem o Título de Especialistas em Oftalmologia, a análise realizada nos prontuários disponibilizados pela Direção da Clínica revelou a ausência de dados considerados indispensáveis para definição do diagnóstico do glaucoma, como por exemplo, ausência de registros relacionados com acuidade visual, tonometria pré e pós-tratamento, exame de fundo de olho com as características do disco óptico. Acesso 522 Assim, diante de tais evidências, caracterizadas como graves, notadamente no que diz respeito ao diagnóstico e tratamento a que foram submetidos os pacientes, inclusive com indícios de fraude nos registros constantes dos prontuários, sustentados no que estabelece o artigo do Decreto nº.65/95, combinado com o disposto no 4º do artigo 33 da Lei nº 8.8/9 e, ainda, com base no Parágrafo º do art. 7º da Resolução CFM/Nº.64/2 solicitamos à direção da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda autorização para retirada dos Prontuários relacionados ao Projeto Glaucoma (Doc. ). Concedida a autorização, procedemos a análise cuidadosa de cada Prontuário, verificando se estavam presentes informações sobre histórico clínico, anamnese que garantam o atendimento integral em oftalmologia, bem como se as mensurações de PIO (pressão intra ocular), fundoscopias e campimetrias estão coerentes com os protocolos estabelecidos para Glaucoma, atualmente vigentes. Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 27/6 27/6 Auditoria Nº 267

28 O resultado da análise que será objeto de constatações específicas revelou a necessidade de Consulta à Câmara Técnica de Oftalmologia do Conselho Regional de Medicina do Piauí, como já informamos na Constatação Assim, através do Ofício nº 25/22/SEAUD/DENASUS/MS/PI, enviamos à Câmara Técnica do CRM/PI um lote de Prontuários, acompanhados das seguintes perguntas, elaboradas pelos Técnicos do DENASUS responsáveis pela Auditoria (Doc. 2 e 3): Pergunta : os prontuários contemplam informações sobre histórico clínico, anamnese que garantam o atendimento integral em oftalmologia? Justificar a resposta. Resposta: não contemplam. Observa-se história clínica e anamnese incompletas, onde não se identifica os seguintes dados, na grande maioria dos prontuários: i) acuidade visual; ii) tonometria pré e pós tratamento; iii) dados do exame de fundo de olho com as características do disco óptico. Pergunta 2: as mensurações de PIO, Fundoscopias e Campimetrias estão coerentes com os protocolos estabelecidos para Glaucoma, atualmente vigentes? Resposta: não, pois não há relato da tonometria antes e durante o tratamento, da fundoscopia e campimetria sequenciais. Os elementos encontrados nos prontuários analisados não fornecem dados suficientes para o diagnóstico do glaucoma. Pergunta 3, item a: a respeito das campimetrias juntadas aos prontuários: a) que tipo de ambiente técnico (físico) é exigido para realizar tal exame? Resposta: sala escura com isolamento acústico, temperatura ambiente adequada (ar condicionado), e técnico habilitado para a realização do referido exame. Pergunta 3, item b: qual o tempo médio exigido pra realizar tal exame? Resposta: média de 3 a 4 minutos para ambos os olhos. Pergunta 3, item c: qual o profissional está qualificado para executar tal exame? Resposta: oftalmologista ou técnico qualificado, sendo que a interpretação e laudo são atos exclusivos do oftalmologista. Pergunta 3, item d: é possível, com recursos tecnológicos atuais, a realização desse exame à distância (campímetro fora da área geográfica do paciente)? Resposta: É impossível. Fonte da Evidência: Prontuários; Parecer da Câmara Técnica de Oftalmologia do CRM/PI. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: As constatações acima mencionadas referem-se à observação de que nas dependências da Defendente foram encontrados ``prontuários com história clínica e anamnese incompletas``, em que faltavam registros de dados. E, novamente, insiste o auditor em colocar e dúvida a higidez do exame médicos em razão da falta de título de especialista em oftalmologia. Acesso 522 O exame que define a existência de dano no nervo ótico é a ``fundoscopia``, sendo a ``tonometria`` e a ``campimetria`` exames meramente complementares. A ``fundoscopia`` é feita pelo médico na lâmpada de fenda, sendo certo que a rotina adotada no estabelecimento de saúde auditado é a de exigir de seus médicos o registro em prontuário de seus procedimentos. Sendo assim, a ausência de registro em alguns dos casos analisados é uma falha de procedimento interno e de ocorrência eventual, não sendo a regra observada na quase totalidade dos prontuários que deixaram de ser auditados. Portanto, essa constatação, que é verdadeira em parte, afigura-se claramente em um equívoco causado pela não observância das exigências passadas pela Defendente aos seus médicos, porém, de forma alguma há de falar de fraude ou de conduta dolosa. Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 28/6 28/6 Auditoria Nº 267

29 Justificativas apresentadas pelos Dirigentes Municipais do SUS: Como referido anteriormente, especificamente no caso da COP, frente à demanda de consultas e procedimentos de forma equivocada fizemos avaliação da produção por amostragem e além da dificuldade técnica em confrontarmos os BPAI's com os prontuários, houve imperícia na avaliação dos mesmos. Análise da Justificativa: Os Defendentes reconhecem a ausência de registro, entretanto, alegam que se trata apenas de uma falha de procedimento interno e de ocorrência eventual e classificam como apenas um equívoco causado pela não observância das exigências passadas aos seus médicos. Ora, por força da Resolução CFM/Nº 638/22, o Prontuário Médico, deve conter, além da identificação do paciente: a) anamnese, exame físico, exames complementares solicitados e seus respectivos resultados, hipóteses diagnósticas, diagnóstico definitivo e tratamento efetuado; b) evolução diária do paciente, com data e hora, discriminação de todos os todos os procedimentos aos quais o mesmo foi submetido e identificação dos profissionais que os realizarem, assinados eletronicamente quando elaborados e/ou armazenados em meio eletrônico; c) nos prontuários em suporte de papel é obrigatória a legibilidade da letra do profissional que atendeu o paciente, bem como a identificação dos profissionais prestadores do atendimento. São também obrigatórias a assinatura e o respectivo número do CRM; d) nos casos emergenciais, nos quais seja impossível a colheita de história clínica do paciente, deverá constar relato médico completo de todos os procedimentos realizados e que tenham possibilitado o diagnóstico e/ou a remoção para outra unidade. A simples transcrição do texto da Resolução CFM/Nº 638/2 é suficiente para espancar a tentativa dos Defendentes de transformar em equívoco e falha de procedimento interno, uma exigência disciplinada pelo Conselho Federal de Medicina. Justificativa não acatada. Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: As evidências registradas nesta constatação comprovam a ausência da área de controle, avaliação e auditoria da Secretaria Municipal de Saúde. O reconhecimento registrado na Justificativa apenas confirma o que já dissemos acerca da ausência do poder dever do Gestor do SUS no cumprimento das responsabilidades e atribuições da Secretaria Municipal de Saúde como Gestora da Assistência no município de Água Branca. A Secretaria Municipal de Saúde de posiciona como uma simples repassado à Clinica dos recursos transferidos pelo Ministério da Saúde. Justificativa não acatada. Acesso 522 Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Respeitar a Resolução/CFM/Nº.638/22 que trata sobre o registro dos dados e informações a serem inseridos no Prontuário Médico; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Recomendação: - Verificar se os Prontuários Médicos dos Estabelecimentos de Saúde que prestam serviços para a Secretaria Municipal de Saúde cumprem as exigências estabelecidas na Resolução/CFM Nº.638/22; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 2279 SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Faturamento/Produção/cobranças SUS Constatação: Prontuários com história clínica e anamnese incompletas, sem registro de dados como, por exemplo, acuidade visual, tonometria pré e pós-tratamento, dados do exame de fundo de olho com as características do disco óptico. Evidência: Continuação da constatação 22786: Pergunta 3, item e: há especificidade da vinculação exame/paciente? Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 29/6 29/6 Auditoria Nº 267

30 Resposta: sim, pois as alterações campimétricas têm que corresponder às alterações clínicas do paciente e também a análise computadorizada do aparelho tem equivalência com a idade do paciente. Nos prontuários analisados observa-se que os campos visuais, onde deveria constar a identificação do paciente tais como: nome e data de nascimento, encontra-se em branco e com os nomes dos pacientes manuscritos quando deveria constar digitado antes de começar o exame, e o fato mais grave é a ausência da assinatura e carimbo do médico responsável pelo exame. Pergunta 4: ainda sobre campímetro, há equipamentos específicos para projetos ambulatoriais tipo glaucoma e catarata, atualmente? Resposta: não. Existem equipamentos para análise de triagem, tipo o aparelho FDT, que não é utilizado para segmento do paciente com glaucoma. No entanto, nos prontuários analisados este exame não foi encontrado. Pergunta 5: a terapêutica aplicada aos pacientes encontra-se em conformidade com as condutas atualmente preconizadas para glaucoma? Há obediência técnica em relação às diferentes linhas terapêuticas aplicáveis? Resposta: Não. Após análise dos prontuários em questão, TORNA-SE IMPOSSÍVEL O DIAGNÓSTICO DO GLAUCOMA, POR FALTA TOTAL DOS DADOS RELEVANTES PARA O REFERIDO DIAGNÓSTICO (grifo nosso). Pergunta 6: é possível afirmar que em % dos prontuários analisados por essa Câmara Técnica, os pacientes são realmente glaucomatosos? Justificar a resposta. Resposta: NÃO. NOS PRONTUÁRIOS ANALISADOS NÃO EXISTEM DADOS SUFICIENTES QUE COMPROVEM O DIAGNÓSTICO DO GLAUCOMA (grifo nosso). Pergunta 7: ainda em relação à resposta anterior, pacientes não portadores de glaucoma estão sujeitos a quais danos físicos, considerando que os mesmos estão em uso de medicação para glaucoma? Resposta: os pacientes podem estar sujeitos aos efeitos colaterais que constam nas bulas dos referidos medicamentos utilizados. Pergunta 8: a critério dessa Câmara Técnica, qualquer comentário que precise ser feito a respeito dos prontuários analisados. Resposta: observa-se nos prontuários: a) falta de dados de diagnóstico e seguimento do glaucoma: acuidade visual, pressão intraocular pré-tratamento, biomicrospia, análise do disco óptico fundoscopia, gonioscopia, pressão intraocular pós tratamento e seguimentos. b) os dados obrigatórios que são inseridos para cada paciente antes do exame de campo visual e que aparecem no impresso do exame estão em branco. Encontra-se inclusive, exame realizado em criança em idade pré-escolar (4 anos de idade) o que é tecnicamente inviável. c) ausência de responsável técnico pela realização dos exames de campo visual. Valendo ressaltar que somente o exame de campo visual não diagnostica o glaucoma. Acesso 522 d) Análise de currículos: - Dr. Leonardo Batista Mourão não está inscrito no CRM/PI; - os Drs. Francisco Vanderlândio Carolino, e, não têm registro de especialidade em Oftalmologia junto ao CRM/PI, portanto, esta equipe técnica não está habilitada para a realização do referido mutirão, cabendo processo ético-profissional no referido caso, pois a portaria do Ministério da Saúde nº 288/28, exige que os médicos tenham título de especialista em Oftalmologia. O Parecer é assinado pelos Oftalmologistas: Patrícia Dalia Medeiros, CRM/PI 347, Coordenadora; Ednaldo Atem Gonçalves, CRM/PI 249, membro; Fabienne Camilo da Silveira Pirajá, CRM/PI 635, membro; Fábio Martins Soares, CRM/PI 243, membro. Em resumo: a Câmara Técnica em Oftalmologia do CRM/PI afirma que pelos prontuários é impossível o Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 3/6 3/6 Auditoria Nº 267

31 diagnóstico do glaucoma, por falta de dados que comprovem o diagnóstico. Fonte da Evidência: Prontuários; Parecer da Câmara Técnica de Oftalmologia do CRM/PI. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: A campimetria manual é um exame mais detalhado do campo visual, requerendo, para sua execução, um perimetrista atento e bem treinado. Permite detalhado exame do campo visual periférico, o que pode não ser possível com os aparelhos computadorizados. Este tipo de procedimento é mais adequado a pacientes com grande perda da acuidade visual, pacientes idosos ou debilitados e crianças. Está indicado nos casos de glaucoma, retinopatias e doenças do sistema nervoso central. A auditoria, seguindo parecer da Câmara Técnica em Oftalmologia do CRM/PI, aduz ser inviável a realização de exame de campimetria em criança. Ocorre que os exames foram realizados em criança, apenas, para que se obtivesse um diagnóstico seguro e preciso, uma vez que a criança avaliada apresentou parecer de suspeita de glaucoma, com resultado diagnosticado pelo médico, e, após, o exame realizado com método de confrontação, o médico responsável diagnosticou a necessidade de dar continuidade à avaliação. Sendo assim, a criança foi submetida à campimetria computadorizada, para que, com o exame, o paciente fosse enquadrado no grupo de forma segura, pois, como prevê as fontes do Ministério da Saúde, para consulta/avaliação de glaucoma é necessária a realização de determinados exames médicos (campimetria, fundoscopia e tonometria). Por sua vez, a campimetria computadorizada é um exame útil e o mais empregado na prática clínica oftalmológica, incorporando avanços que aumentam a praticidade de sua realização, bem como sua confiabilidade. Atualmente, é utilizada para várias doenças oculares e neurológicas. Suas principais vantagens são: teste do campo visual pelo método estático (diferentes intensidades luminosas em um mesmo ponto), ao invés do modo cinético, habitualmente utilizado na campimetria manual; redução da subjetividade do examinador; monitorização constante da fixação; capacidade de reteste automático de pontos anormais; múltiplas estratégias de teste, de acordo com a necessidade do examinador. Os equipamentos da Defendente apresentam índices de confiabilidade que garantem a qualidade do exame, como perdas de fixação, respostas falso-positivas, respostas falso-negativas, tempo de duração do teste e o short-term fluctuation. Quanto à suposta irregularidade apontada pelo auditor em seu relatório preliminar, de que os nomes dos pacientes eram preenchidos de forma manuscrita no prontuário, interesse observar que não há qualquer procedência nessa argumentação. Os atendimentos médicos foram realizados nas cidades correspondentes de moradia do paciente. Portanto, as campimetrias foram feitas e avaliadas pelo profissional médico na intenção de facilitar e tornar mais prático o atendimento, onde o paciente pudesse ser atendido, diagnosticado e receber alta por tempo determinado pelo médico para retorno e nova avaliação. Por isso, decorrente de medidas administrativas e internas da Defendente, somente após chegar no espaço físico da Clinica, os exames eram impressos para serem anexados aos prontuários dos pacientes, onde, somente neste momento, estes documentos eram preenchidos. O objetivo da realização desse procedimento era o de, apenas, tornar a atividade e o atendimento mais rápido e prático, acreditando, a equipe da Defendente, que realizava o procedimento de forma correta. Tanto é verdade que os prontuários ficavam à disposição para a realização de quaisquer auditorias, o que era mensalmente realizada pelo médico auditor da Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca/PI. Acesso 522 A campimetria, por ser uma avaliação psicofísica do campo visual central e periférico do paciente, tendo sua interpretação de resultados realizada exclusivamente pelo médico, não deixa dúvidas de que os dados obtidos para o alcance dos diagnósticos de glaucoma realizados pela equipe da Defendente são suficientes, seguros e confiáveis. Novamente há de se observar que a imputação descrita na citada constatação é inconsistente. Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Como informamos anteriormente houve imperícia e não omissão e/ou conivência na avaliação dos prontuários. Falhas no Sistema de Informação do SIA/SUS (fato constatado pela Equipe Técnica do DENASUS/PI) que faz a critica/controle na geração de arquivos de produção dos BPAI's, podem propiciar erros que fogem a Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 3/6 3/6 Auditoria Nº 267

32 crítica ``dos olhos`` e facilitar fraudes. Análise da Justificativa: Análise inserida na constatação 22786, devendo ser acrescentado que não há registros (relatórios, pareceres, etc) que confirmem a afirmação de que os prontuários eram auditados mensalmente pelo médico auditor da Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca/PI. Justificativa não acatada. Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: A ausência da figura dos Gestores do SUS, notadamente, quanto ao não cumprimento das competências/atribuições definidas na Portaria/SAS/MS/423/2 e nas Portarias/GM/MS/Nº 2848/7 e 559/8 não pode ser atribuída a falhas no Sistema de Informação do SIA/SUS. As irregularidades relatadas nesta e em outras constatações, são responsabilidade exclusiva de quem dirige o Departamento de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria, que no caso da SMS de Água Branca, pode ser classificado como de atuação temerária por não exibir qualquer traço que configure a presença do Gestor do SUS como responsável pela análise prévia das faturas e dos procedimentos médicos cobrados pelos Estabelecimentos de Saúde. Justificativa não acatada. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Verificar se os Prontuários Médicos dos Estabelecimentos de Saúde que prestam serviços para a Secretaria Municipal de Saúde cumprem as exigências estabelecidas na Resolução/CFM Nº.638/22; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Recomendação: - Respeitar a Resolução/CFM/Nº.638/22 que trata sobre o registro dos dados e informações a serem inseridos no Prontuário Médico; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Faturamento/Produção/cobranças SUS Constatação: Cobrança fraudulenta de procedimentos oftalmológicos, com diversos tipos de irregularidades relacionadas às quantidades de consultas, linhas de tratamentos, nomes de pacientes, datas de atendimentos, nome do profissional médico responsável pelo atendimento, aliados à ausência do Gestor do SUS quanto ao controle, avaliação e auditoria dos procedimentos cobrados. Evidência: Como relatado anteriormente, foram constatadas irregularidades graves com relação às condutas adotadas pela Secretaria Municipal de Saúde quando da contratação, credenciamento e habilitação da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, além da não comprovação de que os médicos são portadores do Título de Especialistas em Oftalmologia. Tudo isso aliado a ausência de dados nos prontuários que permitam afirmar se os pacientes são portadores de glaucoma. Se não bastassem as irregularidades acima, quando da análise dos Boletins de Produção Ambulatorial Individualizado, BPAI, cujos Boletins são apresentados ao Gestor do SUS como prova dos atendimentos/procedimentos realizados nas competências julho/dezembro de 2,constatou-se uma infinidade de irregularidades que tornam lícito afirmar que a Direção da Clínica teve a intenção de fraudar o SUS, cobrando por procedimentos/tratamentos não realizados. Acesso 522 De outra parte, por omissão e/ou conivência, o Gestor Municipal do SUS não cumpriu suas atribuições, competências e responsabilidades, previstas nas Portarias Ministeriais nºs 95/2(NOAS), 423/22, 399/26 e 559/28 que tratam sobre o poder e dever do Gestor do SUS de controlar, avaliar e auditar os procedimentos médicos hospitalares comprados de terceiros, senão vejamos: - % dos prontuários não contemplam a história clínica, além de anamnese incompletas, onde não se identifica dados como: acuidade visual; tonometria pré e pós o tratamento; exame de fundo de olho com as características do disco óptico; - em % dos prontuários as mensurações de PIO (pressão intra ocular), fundoscopias e campimetrias não estão coerentes com os protocolos estabelecidos para Glaucoma, pois não há relatos sobre tonometria antes e durante o tratamento, nem sobre a fundoscopia e campimetria sequenciais, não fornecendo dados Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 32/6 32/6 Auditoria Nº 267

33 suficientes para o diagnóstico do glaucoma; - em % dos exames de campimetria juntados aos prontuários observa-se que os campos visuais, onde deveria constar a identificação dos pacientes tais como: nome e data de nascimento, encontra-se em branco e com os nomes dos pacientes manuscritos quando deveria constar digitado antes de começar o exame; - em % dos exames de campimetria juntados aos prontuários não consta a assinatura e o carimbo do médico responsável pelo exame. Tais fatos, além de desrespeitarem a Resolução/CFM/Nº.638/2 e os artigos º e 5º da Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, trazem ruptura na fidedignidade da especificação exame/paciente e na credibilidade do exame, deixando indagações como: Foi realizado? Como fez? Quem o fez? Quem o interpretou? - em % dos prontuários analisados, torna-se impossível o diagnóstico do glaucoma, por falta total dos dados relevantes para o referido diagnóstico; - cobrança de até 2 (duzentas e uma) consultas para diagnóstico de glaucoma, procedimento para o mesmo paciente, na mesma data (2//2), procedimento que custaria R$ 35,, entretanto, totalizou um custo indevido de R$ 7.57,. É o caso do paciente DJB, do município de Prata do Piauí; - cobrança de até 3 (trinta) procedimentos de um mesmo tratamento (3ª linha) para o mesmo paciente, na mesma data. Procedimento que custaria ao SUS R$ 27,98, mais a consulta que é R$ 35,, totalizando R$ 63,8, totalizou um custo indevido de R$ 3.839,49. É o caso do paciente JPC, do município de Água Branca; - existência de vários prontuários do mesmo paciente, com informações divergentes entre elas, com a mesma data ou no mesmo mês. Fonte da Evidência: Prontuários; Boletins de Produção Ambulatorial Individual. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: O relato das observações críticas feitas pelo auditor na constatação acima identificada revela uma circunstância até então desconhecida pela administração da Defendente: havia, em sua estrutura interna, uma absoluta desorganização na documentação dos atendimentos. No entanto, não há de se falar na ocorrência de fraudes! Todos os pacientes identificados nos prontuários foram efetivamente atendidos. E, aqueles diagnosticados como glaucomatosos, tiveram acesso à documentação devida, sendo pouco razoável concluir-se, precipitadamente, de que houve fraude ao SUS. Não há, em todo o extenso relatório que se busca contestar, uma única indicação de que a Defendente cobrasse por procedimentos não realizados. No entanto, como é possível que aconteçam equívocos humanos no processamento das informações de milhares de pacientes, e em reconhecimento ao fato de que, de fato, ocorreram cobranças excessivas, repita-se, fruto, exclusivamente, de um erro grosseiro de digitação, a Defendente reconhece o dever de ressarcir, de forma atualizada, todo e qualquer valor que tenha recebido de forma injustificada. Acesso 522 Justificativa dos Dirigentes Municipais do SUS: Análise da Justificativa: Justificativas dos Dirigentes da Clínica: Os Defendentes reconhecem as irregularidades apontadas no, alegando apenas que as desconheciam e para minimizar, classificam as irregularidades como equívocos humanos e como erro grosseiro de digitação. Na verdade o que houve foi afronta à Resolução/CFM/Nº.638/2 e aos artigos º e 5º da Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, com ruptura na fidedignidade da especificação exame/paciente e na credibilidade do exame, deixando indagações como as que citamos na constatação: O exame foi realizado? Como foi feito? Quem o fez? Quem o interpretou? Dessa forma, pela ausência de dados/registros que respondam às indagações acima, não é possível o acatamento pela Equipe de Auditoria das alegações apresentadas pelos Defendentes. Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 33/6 33/6 Auditoria Nº 267

34 Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: A ausência da figura dos Gestores do SUS, notadamente, quanto ao não cumprimento das competências/atribuições definidas na Portaria/SAS/MS/423/2 e nas Portarias/GM/MS/Nº 2848/7 e 559/8 não pode ser atribuída a falhas no Sistema de Informação do SIA/SUS. As irregularidades relatadas nesta e em outras constatações, são responsabilidade exclusiva de quem dirige o Departamento de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria, que no caso da SMS de Água Branca, pode ser classificado como de atuação temerária por não exibir qualquer traço que configure a presença do Gestor do SUS como responsável pela análise prévia das faturas e dos procedimentos médicos cobrados pelos Estabelecimentos de Saúde. Justificativa não acatada. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Exercer as atribuições, responsabilidades e competências atribuídas aos Gestores do Sistema Único de Saúde pelas Portarias Ministerial nºs 95/2, 423/22, 399/26 e 559/28, no que diz respeito ao controle, avaliação, regulação e auditoria; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Recomendação: - Verificar se os Prontuários Médicos dos Estabelecimentos de Saúde que prestam serviços para a Secretaria Municipal de Saúde cumprem as exigências estabelecidas na Resolução/CFM Nº.638/22; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Recomendação: - Respeitar a Resolução/CFM/Nº.638/22 que trata sobre o registro dos dados e informações a serem inseridos no Prontuário Médico; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Faturamento/Produção/cobranças SUS Constatação: Cobrança fraudulenta de procedimentos médicos (consultas e tratamentos), incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente que teria sido atendido por dois médicos diferentes no mesmo mês no Projeto Glaucoma. Evidência: A cobrança mensal dos procedimentos realizados através do Projeto Glaucoma é feita pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda ao Gestor do SUS em Água Branca, por meio de Boletins de Produção Ambulatorial Individualizado, BPAI. A quantidade de irregularidades identificadas, quando da análise dos Prontuários, exigiu que se fizesse a análise comparativa dos dados lançados nos BPAI. Fizemos, pois, a comparação entre diversos dados e informações lançadas nos BPAI, como por exemplo: - nome do paciente; - número do Cartão SUS; - município onde foi realizado o mutirão; - data do mutirão; - médico responsável pelo atendimento e respectivo CNS (Cadastro Nacional de Saúde); - procedimento (código) cobrado no BPAI; - quantitativo de procedimento cobrado e quantitativo devido; - tipo de procedimento (consulta/tratamento); - valor pago e valor devido. Acesso 522 O resultado do confronto desses dados/informações revelou uma infinidade de irregularidades com características de fraude contra o Sistema Único de Saúde. Vejamos alguns exemplos das situações evidenciadas, cujos detalhes constam de Planilhas inseridas no Anexo III deste : - o paciente de iniciais AFLS, cartão SUS , atendido em Agricolândia, consta no BPAI como tendo sido atendido nos dias 5 e 29 de julho, respectivamente, pelos médicos Francisco Vanderlândio Carolino e. A Clínica fez três cobranças de tratamento binocular de ª, 2ª e 3ª linha, na mesma competência. O paciente aparece com 2 (dois) prontuários com o mesmo número, 737, com dados divergentes entre eles; Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 34/6 34/6 Auditoria Nº 267

35 - o paciente de iniciais AAL, cartão SUS , atendido em Agricolândia, consta no BPAI como tendo sido atendido nos dias 5 e 29 de julho, respectivamente, pelos médicos Francisco Vanderlândio Carolino e. A Clínica fez três cobranças de tratamento binocular, todos de ª linha, na mesma competência. O paciente aparece com 2 (dois) prontuários com o mesmo número, 329, com dados divergentes entre eles; - a paciente de iniciais MNFA, cartão SUS , atendida em Agricolândia, consta no BPAI como tendo sido atendida nos dias 5 e 29 de julho, respectivamente, pelos médicos Francisco Vanderlândio Carolino e. A Clínica fez três cobranças de tratamento binocular, todos de ª linha, na mesma competência. A paciente aparece com 2 (dois) prontuários com o mesmo número, 334, com dados divergentes entre eles; - a paciente de iniciais RMS, cartão SUS , atendida em Agricolândia, consta no BPAI como tendo sido atendida nos dias 5 e 29 de julho, respectivamente, pelos médicos Francisco Vanderlândio Carolino e. A Clínica fez três cobranças de tratamento binocular, todos de ª linha, na mesma competência. A paciente aparece com 2 (dois) prontuários com o mesmo número, 3263, com dados divergentes entre eles; - a paciente de iniciais RPS, cartão SUS , atendida em Agricolândia, consta no BPAI como tendo sido atendida nos dias 5 e 29 de julho, respectivamente, pelos médicos Francisco Vanderlândio Carolino e. A Clínica fez três cobranças de tratamento binocular, todos de 2ª linha, na mesma competência. A paciente aparece com 2 (dois) prontuários com o mesmo número, 73, com dados divergentes entre eles; Fonte da Evidência: Boletins de Produção Ambulatorial Individualizados; Prontuários. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: Como reconhecido no item acima, a divergência verificada entre boletins e prontuários refere-se a falhas eventuais de digitação, não sendo uma prática reiterada do estabelecimento de saúde auditado, que veementemente refuta qualquer imputação de fraude, uma vez que tem plena consciência de que emprega os seus melhores esforços no atendimento a todas as exigências regulamentares. Contudo, consciente de que não pode auferir vantagem financeira com recursos provenientes de atendimentos que, por erro de digitação, foram cobrados indevidamente, a Defendente reitera o seu propósito de ressarcir à União todo e qualquer valor que por ventura não lhe seja devido. Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Como ressaltamos anteriormente, o Sistema de Informação do SIA/SUS que faz acrítica/controle na geração dos arquivos de produção dos BPAI's é falho; não faz cruzamento de informações como CNS, nome do paciente, procedência, quantidade de procedimentos, o que favorece erros que fogem a crítica ``dos olhos`` e facilita fraudes. É tanto que o Ministério da Saúde reconhecendo a fragilidade do Sistema de Informações e tentando estabelecer critérios mais seguros de monitoramento e avaliação dos serviços de oftalmologia editou a Portaria nº 92 de 5 de dezembro de 2, que atrela os procedimentos e consultas relacionadas ao glaucoma à APACs e estabelece quantitativos. Análise da Justificativa: Os Defendentes reconhecem as irregularidades apontadas no, transferem a responsabilidade para os Digitadores e assumem o compromisso de ressarcirem à União todo e qualquer valor que não lhe seja devido. Evidentemente que a Diretoria Executiva do Fundo Nacional de Saúde providenciará oportunamente a notificação dos Dirigentes quanto ao ressarcimento ao erário. Justificativa não acatada. Acesso 522 Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Os Gestores do SUS insistem em atribuir ao Sistema de Informações do SIA/SUS a responsabilidade pelas irregularidades praticadas contra o SUS em Água Branca. Ora, quem diz que a cobrança está correta ou não e autoriza o pagamento ou não das faturas é o Gestor do SUS e não o Sistema de Informações do SIA/SUS. Uma coisa é falha no Sistema, outra é o Gestor do SUS não saber operacionalizar o SIA/SUS. Aliás, o tipo e quantidade de irregularidades contra o SUS são tantas que não podemos sequer Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 35/6 35/6 Auditoria Nº 267

36 admitir que tenha sido realizada algum tipo de crítica, por mais elementar que seja, às cobranças efetuadas pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP. Qualquer análise elementar identificaria pelo menos parte das irregularidades praticadas. Justificativa não acatada. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: FRANCISCO VILMAR FILHO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Verificar se estão sendo respeitados os requisitos estabelecidos na Portaria/GM/MS/Nº 2.848/7 que aprovou a Tabela de Procedimentos do SUS, quando da compra de procedimentos ambulatoriais e hospitalares; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Faturamento/Produção/cobranças SUS Constatação: Cobrança fraudulenta de procedimentos médicos (consultas e tratamentos), incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente que teria sido atendido por dois médicos diferentes no mesmo mês no Projeto Glaucoma. Evidência: Continuação da Constatação : - o paciente de iniciais SSS, cartão SUS , atendido em Agricolândia, consta no BPAI como tendo sido atendida nos dias 5 e 29 de julho, respectivamente, pelos médicos Francisco Vanderlândio Carolino e. A Clínica fez 4 (quatro) cobranças na mesma competência, sendo 3 (três) de tratamento binocular, de ª, 2ª e 3ª linha e mais (uma) consulta para diagnóstico de glaucoma, como se o paciente não estivesse em tratamento. O paciente aparece com 2 (dois) prontuários com o mesmo número, 732, com dados divergentes entre eles. Em um prontuário o paciente aparece como portador de glaucoma e no outro não; - a paciente de iniciais EPS, cartão SUS , atendida em Demerval Lobão, consta no BPAI como tendo sido atendida duas vezes no mesmo dia de julho de 2, respectivamente, pelos médicos e. A Clínica fez três cobranças na mesma competência: (uma) consulta para diagnóstico de glaucoma e 2 (dois) tratamento binocular de ª linha. A paciente aparece com 3 (três) prontuários com o mesmo número, 82, com dados divergentes entre eles, inclusive quanto a hipótese diagnóstica; - a paciente de iniciais MNS, cartão SUS , atendida em Demerval Lobão, consta no BPAI como tendo sido atendida nos dias e 8 de julho/2, por dois médicos diferentes, Francisco Joceane Tavares e o segundo não identificado, CNS A Clínica fez três cobranças na mesma competência: (uma) consulta parar diagnóstico de glaucoma, e dois tratamentos binoculares, de ª e 3ª linhas. Na mesma competência a paciente aparece em 2 (dois) prontuários com o mesmo número, 82, com dados divergentes entre eles, inclusive com hipótese diagnóstica diferente; - o paciente de iniciais FJS, cartão SUS , atendido em São Pedro do Piauí, consta no BPAI como tendo sido atendido no dia de julho/2, por dois médicos diferentes, Diego Carolino Marques Vilmar e outro não identificado, CNS A Clínica fez três cobranças de tratamento binocular na mesma competência, todos de 2ª linha, mais 3 (três) cobranças do procedimento , consulta para diagnóstico de glaucoma. Acesso 522 Além dos casos de tripla cobrança registradas nas situações acima transcritas, constatou-se também algumas dezenas de duplas cobranças todas identificadas detalhadamente nas Planilhas juntadas ao Anexo III deste. As irregularidades não param por aí. Constatou-se também a cobrança de consultas e tratamentos com características de irregularidades graves, conforme Anexo IV, senão vejamos: - cobrança de consulta para o mesmo paciente em municípios diferentes, em datas diferentes, com atendimentos feitos por médicos diferentes; Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 36/6 36/6 Auditoria Nº 267

37 - cobrança de consulta para o mesmo paciente, no mesmo dia, em municípios diferentes, com atendimentos feitos por médicos diferentes; - cobrança de tratamento 2ª linha para o mesmo paciente, em municípios diferentes, em datas diferentes, realizados por médicos diferentes; - cobrança de consulta para o mesmo paciente, no dia seguinte ao outro atendimento, em municípios diferentes, com médicos diferentes; - cobrança de consultas e tratamento de ª linha para o mesmo paciente, em datas diferentes, em municípios diferentes, com médicos diferentes; - o mesmo paciente, atendido uma única vez, teve o procedimento a que foi submetido (consultas/tratamento de glaucoma), cobrado em 2 (duas) e até 3 (três) competências diferentes, com o registro do atendimento feito em nome de dois médicos diferentes, conforme detalhes constantes no Anexo V deste. Os detalhes dos fatos acima descritos, com o nome do paciente, Cartão Nacional de Saúde, município, data do atendimento, nome do médico, tipo de procedimento e valor cobrado, constam em Planilha juntadas aos Anexos III, IV e V deste. Fonte da Evidência: Boletins de Produção Ambulatorial Individualizado; Planilhas juntadas aos Anexos III IV e V do. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: A produção da clínica é verificada mensalmente pela Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca/PI, jamais tendo este órgão público municipal identificado qualquer duplicidade na cobrança de consultas. Ademais, no Anexo IV do relatório preliminar da auditoria, constam dados desconhecidos pela Defendente, como, por exemplo, o caso da paciente Aldelina Batista do Nascimento. Segundo o auditor, a referida paciente fora atendida em e , nos Municípios de Elesbão Veloso e São Miguel da Baixa Grande, respectivamente, sendo realizada cobrança em duplicidade. Ocorre que a Defendente apenas cobrou e recebeu uma única consulta relacionada a referida paciente, que foi atendida somente em 7.8.2, como comprovam documentos anexos enviados à Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca/PI. Sendo assim, resta configurada a insubsistência desta constatação, uma vez que esse é apenas mais um dos diversos equívocos verificados na realização da auditoria. Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: As justificativas foram inseridas na constatação Análise da Justificativa: Se a Secretaria Municipal de Saúde fez, mensalmente, a verificação da produção como alegam os Justificantes, faz com desatenção, uma vez que não foi capaz de identificar as duplicidades de cobranças, todas constantes dos BPA-I. Portanto, as irregularidades registradas nas evidências desta constatação estão todas inseridas no Anexo IV do com a documentação física juntada às provas anexadas. Justificativa não acatada. Acesso 522 Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: FRANCISCO VILMAR FILHO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Verificar se estão sendo respeitados os requisitos estabelecidos na Portaria/GM/MS/Nº 2.848/7 que aprovou a Tabela de Procedimentos do SUS, quando da compra de procedimentos ambulatoriais e hospitalares; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Faturamento/Produção/cobranças SUS Constatação: Cobrança de procedimentos com a utilização de CNS (Cartão Nacional de Saúde) de profissional médico não existente. Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 37/6 37/6 Auditoria Nº 267

38 Evidência: Quando da análise dos procedimentos lançados nos Boletins de Produção Ambulatorial Individualizada, BPAI, constatou-se que a Clínica cobrou do SUS R$ 2.828, (cento e vinte mil, oitocentos e vinte e oito reais e dez centavos), por procedimentos que teriam sido prestados pelo médico de CNS (Cartão Nacional de Saúde) nº Ocorre que no CNES não existe nenhum médico cadastrado com esse número. A situação acima revela a ausência de mecanismo de crítica/controle por parte dos Sistemas de Informações que processam os procedimentos cobrados/faturados pelos Prestadores de Serviços ao SUS, bem como dos Gestores do SUS. Fica evidente que a inexistência de controles até mesmo elementares, como no caso de número de CNS, tudo que é cobrado é pago pelo Sistema. Fonte da Evidência: Boletins de Produção Ambulatorial Individualizado. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: Esta constatação refere-se, apenas, a uma desatualização do registro no CNES, o que é inteiramente sanável mediante a simples e imediata correção, o que já se ordenou fosse providenciado com a urgência que o caso requer. Portanto, nenhuma consequência severa pode advir de um simples e inofensivo equívoco que não trouxe prejuízo a quem quer que seja. Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Conforme constatação da Equipe Técnica do DENASUS/PI, falhas no mecanismo de controle do Sistema de Informação, SIA/SUS, propicia erros na crítica. Análise da Justificativa: Considerando que a Clínica cobrou do SUS em 2 por procedimentos que teriam sido prestados por profissional com Cartão Nacional de Saúde não cadastrado no CNES, a correção do fato, agora, em nada modifica a cobrança indevida realizada em 2. Justificativa não acatada. Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Análise inserida na constatação Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: FRANCISCO VILMAR FILHO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Respeitar os critérios e condições definidas na Portaria/GM/MS/Nº 34/2, combinadas com a Portaria/SAS/MS/5/2, quando do cadastro de profissionais e estabelecimentos de saúde no CNES; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: Foi cobrado do SUS exame de campimetria realizado em criança em idade pré-escolar o que é tecnicamente inviável e, ainda, sem a assinatura, sem carimbo do médico responsável pelo exame e com características de que os exames não foram realizados. Evidência: Quando da análise dos exames de campimetria impropriedades já relatadas anteriormente, identificamos a cobrança de exame realizado em criança em idade pré-escolar o que é considerado pelos especialistas como tecnicamente inviável. Acesso 522 Apesar da inviabilidade técnica, consta Campimetria realizada em AHOB, nascido em 4/3/27, Cartão SUS nº , que na data do exame, 5/8/2, teria apenas 4 anos e meio. Também foi realizado exame no menor de 6 anos, JLTS, nascido em 8//25, Cartão SUS , com exame de campimetria realizado dia 8/7/2. O exame de AHOB teria sido realizado com a duração de 4:24 minutos para o olho direito e 7:8 minutos para o olho esquerdo, enquanto que o exame de JLTS, teria sido realizado com a duração de 5:58 minutos para o olho direito e 5:47 minutos para o olho esquerdo. Como nos demais exames os nomes e datas de nascimento dos pacientes estão manuscritos quando deveriam constar digitados antes de começar o exame. Da mesma forma que os demais, não constam a assinatura e carimbo do médico responsável pelo exame, o Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 38/6 38/6 Auditoria Nº 267

39 que permite afirmar que os exames exibem características de que não foram realizados. (Documentos de comprovação em anexo). Fonte da Evidência: Prontuário; Exame de Campimetria. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica inserida na constatação Análise da Justificativa: Análise da Justificativa inserida na constatação Acatado: Não Responsável: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: Recomendação: - Verificar se estão sendo respeitados os requisitos estabelecidos na Portaria/GM/MS/Nº 2.848/7 que aprovou a Tabela de Procedimentos do SUS, quando da compra de procedimentos ambulatoriais e hospitalares; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: O tempo médio utilizado para realizar os exames de campimetria juntados aos prontuários foi em,6 minutos para ambos os olhos, contrariando a média prevista nos protocolos e consensos em oftalmologia. Evidência: Em uma das perguntas dirigidas à Câmara Técnica em Oftalmologia do CRM/PI indagamos qual o tempo médio exigido para realizar um Exame de Campimetria. A Câmara Técnica respondeu que o tempo médio varia de 3 a 4 minutos para ambos os olhos. A partir da resposta dos Especialistas do CRM/PI fizemos, por amostragem, um levantamento do tempo de duração das Campimetrias juntadas aos prontuários dos pacientes diagnosticados como portadores de glaucoma pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda. O resultado da amostra revelou que o tempo médio utilizado pelos pacientes foi inferior a (onze) minutos para ambos os olhos, com uma média de 5,3 minutos por olho. Em alguns casos o paciente levou pouco mais de 3 (três) minutos para concluir o exame em um dos olhos. Essa média quando comparada com a média citada nas respostas apresentadas pela Câmara Técnica do CRM/PI (3 a 4 minutos), coloca sob suspeita o resultado dos exames juntados aos prontuários. Ver planilha inserida no anexo VI. Não é demais repetir que na totalidade dos exames de campimetria juntados aos prontuários analisados, observa-se que os campos onde deveriam ser digitados o nome e a data de nascimento dos pacientes antes de começar o exame, encontravam-se em branco, com os os nomes colocados manuscritos após a realização do exame e o fato mais grave é a ausência da assinatura e carimbo do médico responsável pelo exame. Fonte da Evidência: Prontuários; Exame de Campimetria. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa do Sócio Administrador da Clínica (Francisco Vilmar Filho): O auditor subscritor do relatório que ora se rechaça insiste em afirmar que há diversas irregularidades, uma vez que, segundo seus apontamentos, o tempo gasto com a execução do procedimento de campimetria é muito aquém do tempo necessário para a realização do referido procedimento com precisão e segurança. Acesso 522 Porém, não é dessa forma que ensinam os médicos Dra. Paula Boturão e Dr. Walter G. Amorim, ambos doutores em oftalmologia, in verbis: Interpretação do campo visual Paula Boturão Dados gerais: A interpretação do exame da perimetria automatizada é iniciada pela análise dos dados gerais do paciente. Esses dados são fornecidos na parte superior da folha do exame. Os dados gerais consistem em: nome do paciente, data de nascimento, data e hora do exame, tipo de exame realizado (programa e estratégia), prescrição óptica utilizada e diâmetro pupilar. Índices de confiabilidade: Depois devemos determinar a confiabilidade do exame, utilizando para isso os índices que estão impressos no canto superior esquerdo da folha: perda de fixação, falso positivo e falso negativo. a) Perda de fixação: o principal índice de confiabilidade. No início do exame o aparelho localiza a mancha cega do paciente. Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 39/6 39/6 Auditoria Nº 267

40 Durante todo o exame o aparelho projeta estímulos nesse local, se o paciente responde é interpretado como perda de fixação. Cerca de 5% dos estímulos projetados são para testar a fixação. Com uma perda de fixação abaixo dos 2% aparece a mensagem ``low patient reliability``, apontando que o exame é pouco confiável. Alguns artefatos podem simular perda de fixação: movimentos da cabeça durante o exame, inclinação lateral da cabeça e localização anômala da mancha cega. b) Respostas falso-positivas: Durante o exame, o aparelho muitas vezes comporta-se como se fosse apresentar um estímulo, mas não o apresenta. Se o paciente responde, a resposta é considerada falso-positiva. Valor abaixo dos 33% é considerado ``low patient reliability``. c) Respostas falso-negativas: O aparelho apresenta estímulos supralimiares em locais onde o valor limiar foi previamente estabelecido. O objetivo é detectar períodos de desatenção do paciente. Valores inferiores a 33% são considerados ``low patient reliability``. Isso pode também ocorrer quando há flutuação dos limiares de sensibilidade (glaucoma avançado). Duração do exame: Em tempo muito prolongado geralmente mostra um exame inconsistente. [...] Acesso 522 Interpretando o exame de campo visual Walter G. Amorim Sem dúvida nenhuma, conforme demonstrado, o exame realizado com o perímetro computadorizado de Humphrey, HFA nos fornece informações fundamentais para a avaliação funcional da situação do paciente em estudo. A demonstração gráfica, associada aos dados numéricos e estatísticos, nos conduz a uma correta interpretação individualizada do campo visual. Cabe a nós oftalmologistas a correta catalogação dos resultados obtidos e a correlação dos dados que se apresentam, estabelecendo um critério dirigido e o mais uniforme possível de interpretação. A observação básica da identificação do paciente, assim como a dos dados referentes à visão e vícios de refração, é realmente importante para que evitemos interpretações errôneas. Em seqüência, passamos a observar os índices de confiabilidade, em que a oscilação na incidência de falsos negativos, falsos positivos e perdas de fixação pode comprometer a correta observação dos limiares de sensibilidade e dos índices globais, tornando o exame totalmente incorreto e sem confiabilidade, o que leva à necessidade de sua repetição. O gráfico de tons cinza nos fornece informações superficiais de eventuais defeitos no campo visual, que poderão ser mais bem avaliadas no gráfico numérico. Sem dúvida os gráficos de probabilidade, total e pattern deviation, nos permitem observar possíveis pontos fortemente suspeitos de perdas de sensibilidade, sejam elas difusas ou localizadas. Na seqüência final de interpretação, observaremos os fundamentais índices globais, com especial atenção ao MD e ao CPSD, que associados ao GHT poderão conduzir nossa interpretação desde a normalidade até a evidente observação de perdas localizadas e difusas de sensibilidade. É oportuno lembrar que o oftalmologista não deve deixar de promover a correlação entre as alterações funcionais evidenciadas e as alterações morfológicas observadas na correta e competente avaliação do nervo óptico e da camada de fibras nervosas da retina, mesmo em exames aparentemente corretos e confiáveis. A campimetria computadorizada realizada no HFA, desde o seu início, é um teste psicofísico em que diferentes estratégias e programas, sempre atualizados, vêm sendo utilizados, permitindo a realização do exame de campo visual com mais confiabilidade, em menor tempo de execução e maior conforto para o paciente. As técnicas programadas de estímulo azul com fundo amarelo e a tecnologia de dupla freqüência nos permitem observar alterações em células ganglionares retinianas mais específicas e passíveis de sofrimento, que são detectáveis mais precocemente no exame de campo visual. No entanto, segundo orientação do consenso da Sociedade Brasileira de Glaucoma, o exame de campo visual considerado padrão, na avaliação de pacientes, continua sendo o clássico estímulo branco no fundo branco, com a correta correlação clínica, morfológica e funcional. (Disponível em Acesso em transcrição grifada e destacada) Conclui-se, desta forma, que os resultados apresentados nos exames realizados pela equipe da Defendente apresentam alta confiabilidade, uma vez que, ao analisar o resultado de cada exame, é fundamental que também seja avaliada a capacidade do paciente. Portanto, as discordâncias encontradas em relação ao fator ``tempo necessário para a realização do Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 4/6 4/6 Auditoria Nº 267

41 procedimento`` são meramente entre conceitos técnicos oftalmológicos x protocolo burocrático, sendo que se deve levar em consideração que, na medicina, cada caso é avaliado com base em estudos generalizados, mas que podem sofrer vários resultados diversos, causando, muitas vezes, maiores indagações. Assim, para se obter um resultado preciso quanto a certeza do diagnóstico de glaucoma, é necessário o prontuário do paciente com seus resultados de exames, além da presença deste. Finalmente, eventuais ausências de informações nos prontuários médicos dos pacientes serão corrigidas mediante a adoção de rotinas mais rigorosas, sendo certo que não mais voltarão a acontecer! Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Houve imperícia na avaliação dos prontuários. Análise da Justificativa: Não obstante os Defendentes recorrerem a citações de outros profissionais, o próprio texto atribuído aos médicos Drª Paula Boturão e Dr. Walter G. Amorim, contraria as práticas adotadas pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP. Segundo os profissionais citados, a demonstração gráfica, associada aos dados numéricos e estatísticos, conduz a uma correta interpretação individualizada do campo visual. Cabe aos oftalmologistas a correta catalogação dos resultados obtidos e a correlação dos dados que se apresentam, estabelecendo um critério dirigido e o mais uniforme possível de interpretação. A observação básica da identificação do paciente, assim como a dos dados referentes à visão e vícios de refração, é realmente importante para que evitemos interpretações errôneas, afirmam os dois profissionais citados na justificativa dos Defendentes. Ocorre que nos prontuários analisados, não há registro de dados/informações que possam ser comparadas às campimetrias supostamente realizadas, com o agravante de que na totalidade dos exames de campimetria juntados aos Prontuários, observa-se que os campos onde deveriam ser digitados o nome e a data de nascimento dos pacientes antes de começar o exame, encontram-se em branco, com os nomes colocados manuscritos após a realização do exame e, pasmem, em nenhum dos exames consta a assinatura e o carimbo do médico responsável pela realização do mesmo. Justificativa não acatada. Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Os Gestores do SUS assumem os erros registrados na constatação, portanto, não há o que ser acatado. Acesso 522 Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Respeitar a Resolução/CFM/Nº.638/22 que trata sobre o registro dos dados e informações a serem inseridos no Prontuário Médico; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Recomendação: - Verificar se estão sendo respeitados os requisitos estabelecidos na Portaria/GM/MS/Nº 2.848/7 que aprovou a Tabela de Procedimentos do SUS, quando da compra de procedimentos ambulatoriais e hospitalares; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: Sem respeitar os critérios de inclusão previstos na Portaria/SAS/MS/Nº 288/28, a Clínica incluiu no protocolo de tratamento de Glaucoma, um percentual elevado de pacientes com pressão intra ocular (PIO), inferior a 2mmHg. Evidência: De acordo com o item 3 do Protocolo Clínico Terapêutico de Atenção ao Portador de Glaucoma, inserido no Anexo IV da Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, serão incluídos no protocolo de tratamento, pacientes enquadrados em um dos seguintes casos: a) pacientes com PIO acima de 25 mmhg; Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 4/6 4/6 Auditoria Nº 267

42 b) pacientes com PIO entre 2 e 24 mmhg e que apresentarem 2 ou mais fatores de risco listados abaixo: - idade acima de 6 anos; - olho único; - miopia; - impossibilidade de examinar-se o fundo de olho; - história familiar de glaucoma em familiares de primeiro grau; - raça negra; - hipertensão arterial sistêmica ou diabete; c) pacientes com qualquer nível de PIO que apresente alargamento da escavação do disco óptico (relação entre diâmetro da escavação e o diâmetro do disco maior do que,6) e ou alteração no campo visual compatível com glaucoma. O resultado da análise realizada em prontuários de pacientes incluídos pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda como portadores de Glaucoma, revelou que 68,4% dos pacientes, apresentam PIO inferior a 2 mmhg, sem que no prontuário conste qualquer registro quanto a pelo menos 2 (dois) dos fatores citados nas letras ``b`` e ``c`` acima. A ausência nos prontuários dos critérios de inclusão previstos na Portaria Ministerial colocam sob suspeita os diagnósticos emitidos pelos profissionais responsáveis pelos atendimentos. Nossa suspeita tem como agravante o fato de que os médicos que compõem o quadro de profissionais da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda não são portadores do Título de Especialista em Oftalmologia. Ver Planilha inserida no Anexo VII deste. Diante da ausência dos critérios exigidos no Protocolo Clínico de que trata a Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, aliado ao fato de que os médicos não são Especialistas em Oftalmologia, conforme exaustivamente registrado neste, é lítico alertar as autoridades sanitárias, em especial, os responsáveis pela área de Epidemiologia quanto ao risco a que foram submetidos a totalidade dos pacientes atendidos pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda. Registre-se que desde janeiro os mutirões do Projeto Glaucoma foram suspensos e os pacientes tiveram o tratamento interrompido, ou seja, deixaram de receber a medicação, fato que exige uma posição das autoridades da área sanitária/epidemiológica do Estado do Piauí. Fonte da Evidência: Prontuários; Planilha com os critérios de inclusão; Portaria/SAS/MS/288/8. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: Acesso 522 Novamente, o auditor apresenta uma constatação equivocada quando afirma que houve falha no diagnóstico, haja vista que, segundo seu entendimento, a pressão intraocular constante nos prontuários dos pacientes não condiz com o diagnóstico de glaucoma, por ser considerada normal. Frise-se que o diagnóstico de um paciente com glaucoma é concluído após a avaliação clínica deste. Esta afirmação decorre dos ensinamentos do respeitadíssimo Dr. Remo Susanna Júnior, professor titular do Departamento de Oftalmologia da Faculdade de Medicina, contemplado pela American Glaucoma Society Awards Comittee (ASG) com o prêmio International Scholar Award, sendo, este, a segunda personalidade do mundo a receber a homenagem que, de acordo com o comitê, ``demonstra o reconhecimento e a gratidão por uma vida de contribuições à pesquisa sobre glaucoma, educação, cuidado com os pacientes e colaboração internacional``. Antes, o diagnóstico era baseado na pressão do paciente. ``O problema é que 6% do diagnóstico era perdido, já que a pressão flutua ao longo do dia.`` O EDP consegue dizer se o glaucoma existe com precisão, já que avalia os sintomas deixados por ele e não apenas a presença dele na hora do exame. ``É como se, em vez de tentar flagrar o ladrão, nós procurássemos o que foi roubado, ou seja, provas de que o Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 42/6 42/6 Auditoria Nº 267

43 Acesso 522 ladrão esteve na minha casa. metaforiza Susanna. ``Eu peguei os cinco principais achados que o glaucoma faz no nervo óptico e categorizei-os `` são pegadas do ladrão``, conclui. Susanna criou o Early Diagnostic Program (EDP), considerado o melhor programa para diagnóstico de glaucoma. Em 23, ele foi apresentado na França e desde então é utilizado por diversos professores em universidades de todo o mundo. As descobertas do oftalmologista não pararam com o EDP, ele também inventou o teste de Sobrecarga Hídrica para checar se o tratamento do glaucoma está dando resultados. ``É um teste de estresse para ver como o sistema de drenagem está funcionando``, explica. Com o teste, também é possível saber qual é a melhor droga para cada paciente. ``O tratamento é individualizado por causa deste exame``, completa. Apesar do ceticismo que havia, o teste já foi publicado em revistas nomeadas, como a American Journal of Ophthalmology. O doutor Susanna repassa todo esse seu conhecimento para os próximos médicos brasileiros: são três ex-assistentes trabalhando como professores associados em universidades dos Estados Unidos e Canadá. Além disso, o Programa de Graduação que ajudou a montar foi exportado para América Latina, Portugal e agora está sendo traduzido para o inglês Pela oitava vez consecutiva, Susanna é um dos líderes do Consenso Mundial de Glaucoma, cujo tema deste ano é Progressão da Doença. A lista de participação em sociedades de glaucoma é extensa: Fundador da Sociedade Latina-Americana de Glaucoma (SLAG), presidente da Sociedade Pan-Americana de Glaucoma e ex-presidente da Sociedade Mundial de Glaucoma. Também foi fundador da Von Graefe Society dos EUA que busca encontrar outras formas de tratamento de glaucoma que não sejam através do controle da pressão. Por conta de todo este histórico de pesquisas, estudos e magistérios Remo Susanna Júnior receberá o prêmio International Scholar Award, no 22o Encontro Mundial ASG. ``Os nossos olhos não mostram apenas o que a retina vê, mas eles também associam paixões e histórias. Não existe órgão mais bonito e transparente``, conclui o médico. Entenda o que é o glaucoma Glaucoma é a designação genérica de um grupo de doenças que atingem o nervo óptico e envolvem a perda de células ganglionares da retina. A pressão intraocular elevada é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de glaucoma. Porém, uma pessoa pode desenvolver glaucoma mesmo com pressão relativamente baixa, isto porque o seu nervo óptico não é tão forte e resistente à pressão. Com o Early Diagnotic Program (EDP), criado pelo doutor Remo Susanna Júnior, é possível confirmar a presença de glaucoma com mais precisão. Antes o diagnóstico era feito através da pressão intraocular do paciente. Porém, como ela varia ao longo do dia, 6% do diagnóstico era perdido, explica o oftalmologista. Com o EDP, os sintomas deixados pelo glaucoma são encontrados mesmo com pressão regulada. Esses sinais são o notch ou a chanfradura do anel neurorretiniano, a hemorragia do disco, a zona beta fora de região temporal do disco óptico, a assimetria de escavação do disco maior de,2 e a alteração da camada de fibras nervosas localizadas ou difusas. O glaucoma pode ter sintomas distintos, mas uma complicação quase inevitável é a perda visual, que atinge primeiro a visão periférica. A perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, mas pode ser prevenida ou atrasada por tratamento. Para isso, podem ser usados colírios prescritos pelo médico. Técnicas cirúrgicas, como laser e implante de drenagem, tornam o glaucoma uma doença que pode ser facilmente controlada, evitando que ela ocasione severos e permanentes danos à visão. Todas as pessoas devem visitar um oftalmologista para exame de glaucoma a partir dos 35 anos. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando atrofia progressiva do campo visual, que pode progredir para visão subnormal ou cegueira. (Disponível em Acesso em transcrição destacada) Portanto, o diagnóstico do glaucoma não é obtido exclusivamente pelos valores da pressão intraocular (PIO), sendo este fator, apenas, um concorrente para a conclusão do diagnóstico. Contudo, a literatura e a prática médicas fazem referências a casos de glaucomatosos que apresentam PIO normal, inclusive porque eles podem estar com essa variável controlada por medicamentos. Não há, desta forma, o que se falar em irregularidade, muito menos em ``riscos a que foram submetidos a totalidade dos pacientes atendidos`` pela Defendente, uma vez que os procedimentos médicos adotados foram adequados, bem como os atendimentos e diagnósticos foram realizados por profissionais graduados em medicina. Análise da Justificativa: Mais uma vez os Defendentes fogem do conteúdo das evidências apontadas na constatação. O que o de Auditoria registra é o desrespeito aos critérios de inclusão previstos no item 3 do Protocolo Clínico Terapêutico de Atenção ao Portador de Glaucoma, inserido no Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 43/6 43/6 Auditoria Nº 267

44 anexo IV da Portaria/SAS/MS/Nº 288/8. Considerando que para a Auditoria só podem ser considerados conforme os registros que repeitem a Portaria Ministerial. Evidentemente, que não foi o que ocorreu com os pacientes acompanhados pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP. Justificativa não acatada. Acatado: Não Responsável: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: Recomendação: - Verificar se estão sendo respeitados os requisitos estabelecidos na Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, combinados com as condições definidas na Portaria/GM/MS/Nº 2848/7, com relação aos procedimentos oftalmológicos (consultas e tratamentos), vinculados ao Projeto Glaucoma; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Recomendação: - Respeitar as exigências da Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, combinado com as condições e critérios estabelecidos na Portaria/GM/MS/Nº 2848/7, com relação aos procedimentos oftalmológicos (consultas e tratamentos), vinculados ao Projeto Glaucoma; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: Mortos com até um ano de falecidos foram consultados e tratados como portadores de glaucoma pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda. Alguns dos mortos chegaram a fazer inclusive Exame de Campimetria Visual. Tanto as consultas como os tratamentos e exames foram cobrados do SUS. Evidência: A série de irregularidades constatadas quando da análise dos prontuários, despertou na equipe a ideia de verificar a possibilidade da existência de mortos entre os pacientes inseridos nas cobranças de consultas e tratamentos de portadores de glaucoma. Para tanto, requisitamos à Secretaria Estadual de Saúde os dados sobre mortalidade geral do Estado do Piauí (Sistema Sobre Informações de Mortalidade),SIM, referentes aos exercícios de 2 e 2. De posse dessas informações, fizemos a comparação nominal dos pacientes atendidos pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda em cada município, com os óbitos do período, comparando o nome do paciente, nome da mãe, data do atendimento e data do óbito. O resultado, segundo demonstrativo inserido no Anexo VIII revelou que: a) AMS, residente em São Miguel do Tapuio, falecido dia 2 de setembro de 2 (conforme óbito nº 59585), teria sido atendido dia 6 de setembro de 2, portanto, um ano após sua morte, pelo médico, CRM/PI 384, CPF De acordo com os registros do prontuário nº 496, o falecido teria pressão intraocular de 7 mmhg no olho direito e 5 mmhg no olho esquerdo, com prescrição do colírio Duo-Travatan, binocular ª e 3ª linha. Anexado ao prontuário consta exame de campimetria que teria sido realizado no falecido, com duração de 7:38 minutos para o olho direito e 5:4 minutos para o olho esquerdo; b) JPF, residente em Castelo do Piauí, falecido dia 4 de janeiro de 2 (conforme óbito nº ), teria sido atendido dia 4 de setembro de 2, nove meses após a morte, pelo médico Francisco Joceane Tavares. De acordo com os registros do prontuário nº 55, o falecido teria pressão intraocular de 8 mmhg no olho direito e 9 mmhg no olho esquerdo, com prescrição do colírio Tartarato de Brimonidina, binocular 2ª linha. Anexado ao prontuário consta exame de campimetria que teria sido realizado, com duração de 4:3 minutos no olho direito e 5:45 minutos no olho esquerdo; Acesso 522 c) JLD, residente em Barro Duro, falecido dia 25 de dezembro de 2 (conforme óbito nº ), teria sido atendido dia 24 de julho de 2, pelo médico. De acordo com os registros do prontuário nº 9697, o falecido teria pressão intraocular de 8 mmhg no olho direito e 8 mmhg no olho esquerdo. Anexado ao prontuário consta Termo de Consentimento que teria sido assinado pelo falecido. Os demais campos do Termo de Consentimento não foram preenchidos; d) MAO, residente em Agricolândia, falecida dia 23 de dezembro de 2 (conforme óbito nº 52337), teria sido atendido dia 3 de julho de 2, pelo médico. De acordo com os registros do prontuário nº 569, a falecida teria pressão intraocular de 2 mmhg no olho direito e 2 mmhg no olho esquerdo. Anexado ao prontuário consta Termo de Consentimento que teria sido assinado pela falecida; Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 44/6 44/6 Auditoria Nº 267

45 e) OLSM, residente em Agricolândia, falecido dia 25 de setembro de 2 (conforme óbito nº ), teria sido atendido dia 3 de julho de 2, pelo médico. De acordo com os registros do prontuário nº 2646, o falecido teria pressão intraocular de 3 mmhg no olho direito e mmhg no olho esquerdo. Anexado ao prontuário consta Termo de Consentimento apenas com a digital, sendo que na cópia da Carteira de Identidade anexada ao prontuário, consta a assinatura do portador. Todos os procedimentos supostamente realizados nos pacientes já falecidos foram cobrados do SUS e pagos pela Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca. Fonte da Evidência: Prontuários; Exames de Campimetria; Sistema Informações de Mortalidade; BPAI. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: Como forma de assegurar aos pacientes que tivessem um atendimento menos demorado, o que permitia que rapidamente pudessem voltar aos seus afazeres cotidianos, a Defendente realizava as consultas médicas e, somente depois, providenciava a documentação necessária para a cobrança junto ao SUS. Sendo assim, há de se afirmar, com absoluta convicção, que jamais foram cobrados quaisquer valores de pessoas que efetivamente não tenham sido beneficiadas pelas ações de saúde da Defendente. O que de fato ocorreu é que um número ínfimo de paciente faleceu no período compreendido entre a realização do exame e a efetiva cobrança do procedimento médico. Não há, portanto, qualquer sentido de má-fé ou de fraude nesta constatação, sendo correto afirmar que o que houve foi um simples erro de procedimento que já foi sanado através da implementação de novas rotinas de trabalho. Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Duas hipóteses: ou os procedimentos são fictícios, ou os mesmos foram realizados anteriormente às atividades da COP em Água Branca, entretanto, cabe à COP se aprofundar nessa justificativa. Análise da Justificativa: Podem ser classificados como primários os argumentos dos Defendentes, segundo os quais, o médico fazia o atendimento e, semente depois, providenciava a documentação necessária para a cobrança, tendo os pacientes citados na constatação, falecidos no período compreendido entre a realização do exame e a efetiva cobrança do procedimento médico. Ora, o que ficou comprovado nos casos citados na constatação é que os pacientes inseridos na cobrança ao SUS morreram até um ano antes da realização do atendimento. É preciso lembrar que a Clínica começou a atender pelo SUS no mês de julho de 2 e os pacientes citados na constatação morreram, respectivamente, em 2/9/2, 4//2, 25/2/2, 23/2/2 e 25/9/2. Portanto, como teriam esses pacientes morrido no período compreendido entre a realização do exame e a efetivação da cobrança do procedimento ao SUS, se a Clínica só iniciou o atendimento em julho de 2 e os pacientes morreram em 2? Argumentação descabida. O que houve mesmo foi fraude contra o SUS. Justificativa não acatada. Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: As Justificativas dos Gestores apenas confirmam a ausência de controle, avaliação e auditoria por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Afinal, os Gestores não sabem nem o que pagaram se procedimentos fictícios ou procedimentos realizados antes da Clínica iniciar suas atividades no Município. Acesso 522 Em resumo: a Gestão do SUS em Água Branca é temerária, por não demonstrar o mínimo de zelo pelas normas do Sistema e pelos recursos públicos que administra. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Verificar se estão sendo respeitados os requisitos estabelecidos na Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, combinados com as condições definidas na Portaria/GM/MS/Nº 2848/7, com relação aos Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 45/6 45/6 Auditoria Nº 267

46 procedimentos oftalmológicos (consultas e tratamentos), vinculados ao Projeto Glaucoma; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 2246 SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: Os prontuários e os BPAI revelam que não foram respeitados os parâmetros previstos no inciso IV do art. 9º da Portaria/SAS/MS/Nº 288/8 que trata sobre a média de previsão no tratamento de glaucomatosos. Evidência: O resultado da análise dos prontuários e dos registros inseridos nos Boletins de Produção Ambulatorial Individualizado, BPAI, revelou que o Gestor do SUS não levou em conta a média de previsão de que 7% de pacientes com glaucoma são tratados com medicamentos de ª linha, % com de 2ª linha, % de 3ª linha e % com associações medicamentosas, contrariando o artigo 9º, parágrafo º, inciso IV da Portaria SAS/MS Nº 288, de 9/5/28. Em % (cem por cento) dos prontuários analisados, ficou evidente que o tratamento dispensado aos pacientes não corresponde à média citada na Portaria Ministerial, conforme Planilha constante do Anexo IX deste. A adoção dessa conduta no tratamento dos pacientes teve por objetivo principal onerar o SUS, pois ao desprezar o tratamento com medicamento de ª linha, optando pelos colírios de 2ª, 3ª linhas e associações, que são mais caros, os cofres do Sistema Único de Saúde foram onerados. Ademais, a inversão na escolha terapêutica pode trazer riscos imprevisíveis à saúde dos usuários, uma vez que foi desprezada a primeira opção terapêutica, como por exemplo, indicação de Timolol. Fonte da Evidência: Prontuários. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: O auditor contesta, também de forma equivocada, as terapias medicamentosas prescritas aos pacientes atendidos pela Defendente, tendo em vista que cada paciente pode apresentar reações diferentes diante da administração de medicamento idêntico, devendo o profissional de saúde avaliar cada caso e prescrever o tratamento que melhor se adéqua a cada indivíduo, resultando numa assistência médica melhor e maior ao paciente. Apesar da Portaria SAS/MS n. 288/28 definir no inciso IV de seu art. 9º, que 7% (setenta por cento) dos pacientes sejam tratados com medicamentos de ª linha, % (dez por cento) com medicamentos de 2ª linha, % (dez por cento) com medicamentos de 3ª linha e, finalmente, % (dez por cento) com associações, a prática e a literatura médica demonstram que o início do tratamento com os medicamentos de 3ª (terceira) linha tem maior eficácia em vários casos de glaucoma. A Defendente buscou, e ainda busca, a melhor resolutividade no tratamento de seus pacientes, até mesmo porque os pacientes de ª linha, com o andamento do tratamento, migram para a 2ª e/ou a 3ª linha, o que também impacta nesta não conformidade. A diversidade, reações e complexidade do organismo humano fazem com que haja formas de tratamentos diversas para pacientes portadores da mesma moléstia. Portanto, deve-se analisar cada caso específico de terapia medicamentosa, com base no histórico clínico de cada indivíduo, onde, por muitas vezes, não se pode seguir os protocolos citados como diretriz, que foram especificados na Portaria SAS/MS n. 288/28. O grupo de médicos da Defendente utiliza um manual e rotina dos processos de atenção ao paciente como parâmetro de conduta, documento este integralmente em conformidade com as diretrizes médicas e protocolos clínicos de saúde. Porém, algumas vezes há mudança na conduta do médico, podendo, inclusive, haver contrariedade ao que preconiza o referido manual, haja vista essa alteração ocorrer conforme a necessidade e o quadro clínico do paciente. Acesso 522 MANUAL E ROTINA DOS PROCESSOS DE ATENÇÃO AO PACIENTE. Antes do plano de tratamento é importante classificar uma pessoa como suspeita ou não suspeita de glaucoma..pio paciente acima de 2mmHg 2.Nervo óptico com dano sugestivo do glaucoma 3.Afinamento da CFN 4.Anormalidade difusa ou focal da CFN 5.Hemorragia do disco Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 46/6 46/6 Auditoria Nº 267

47 6.Assimetria de escavação = ou >,2 7.Campo visual suspeito 8.Origem africana 9.Idade avançada. História familiar. Alteração no padrão ISNT de escavação do nervo óptico 2. Sinal de pseudo-exfoliação 3. PSD ( Pattem standent deviation ), elevado no campo visual 4. Diabetes, HAS, doença cardiovascular, problemas na tireóide, miopia, enxaqueca, PS.; Fatores identificados pelo: OHS (Ocular Hipertension Study). Tratamento do paciente com glaucoma O plano para tratamento do glaucoma envolve muitos fatores:.classificação do glaucoma 2.estadiamento do glaucoma 3.condições de saúde 4.expectativa de vida do paciente 5.fidelidade à terapia 6.etnicidade 7.indivíduos com íris mais pigmentadas, tudo isso influi para a escolha dos medicamentos a serem usados. Ao realizar o diagnostico é muito importante: a)diferenciar o olho hipertenso do olho glaucomatoso b)informar de maneira simples para o paciente, o que é glaucoma e qual o objetivo e expectativa do tratamento. Então, depois de feito o quebra-cabeça complexo e muito discutido, analisamos o que queremos com o tratamento. b.) cabeça do nervo óptico estabilizada. b.2) campo visual ideal. B.3) pressão intra-ocular alvo alcançada. Só então montamos o plano de ataque. - olho hipertenso - quando há elevação de Pio sem dano glaucomatoso. Devemos então considerar os fatores de risco de conversão para glaucoma e então avaliar qual droga usar (ou não). Neste caso, costuma-se iniciar o tratamento com os medicamentos de º linha (betabloqueadores). A redução em 2% de pacientes de PIO elevada e sem dano glaucomatoso, pode diminuir o risco de desenvolvimento de glaucoma agudo de angulo aberto em meio da metade por um período de até 5 anos. (OHS). 2olho glaucomatoso - o tratamento na maioria das formas do glaucoma do ângulo aberto e de vários glaucomas crônicos do ângulo fechado é feito com o uso de agentes tópicos e, ocasionalmente, por administração oral. -Atenção: os pacientes com PIO acentuadamente elevada, glaucomas agudos do ângulo fechado, glaucoma infantil, glaucoma traumático, alguns tipos de glaucoma congênito deve ser avaliado a possibilidade de intervenção cirúrgica inicialmente. -É muito importante dividirmos o glaucoma em ESTÁGIOS, para podermos usar facilmente e adequá-lo às LINHAS de tratamento. Acesso 522 ESTÁGIO I - INICIAL = glaucoma? Hipertenso? ESTÁGIO II - ESTRUTUTAL = alteração no sistema de drenagem do H.A ESTÁGIO III - FUNCIONAL = alteração fisiológica com aumento da PIO. ESTÁGIO IV - LESIONAL = neuropatia óptica glaucomatosa ESTÁGIO V - PERDA = perda progressiva de campo visual, perda da visão. As linhas de tratamento são: I linha - beta-bloqueadores (adrenérgicos e colinérgicos) II linha - inibidores da anídrase carbônica e alfa bloqueadores III linha - análagos das prostaglandinas carbônica. Então agora, a partir da avaliação biomicroscópica do paciente, do exercício físico e da história pregressa fizemos a análise clínica. Inicialmente combinamos: -ESTÁGIO I - I linha ou sem medicação -ESTÁGIO II - I linha Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 47/6 47/6 Auditoria Nº 267

48 -ESTÁGIO III - I e/ou II linha; II linha -ESTÁGIO III e/ou IV - I e/ou II linha; II linha -ESTÁGIO IV - II e/ou III linha; III linha -ESTÁGIO V - III linha; II e III linha; I, II e III linha. (podendo ou não associar medicamento via oral). É importante salientar que o tratamento de uma patologia tão peculiar e controversa como o glaucoma não pode ser uma receita montada e analiticamente pré-determinada. Como já mencionado, o quadro clínico do paciente e a análise do profissional serão determinantes em diferentes aspectos para indicar o melhor tratamento. Sendo assim, apenas o médico assistente possui conhecimento técnico suficiente para prescrever o melhor tratamento para o paciente, tendo em vista que este profissional de saúde acompanhou, realizou exame clínico e acompanhou o histórico e a evolução da doença. E, em virtude de cada caso e em função da necessidade médica, somente o médico assistente consegue buscar o equilíbrio entre o glaucoma, o bem-estar do paciente, a pressão intraocular alvo e um campo visual preservado (ou com estabilidade no processo de deterioração). A constatação em epígrafe é totalmente equivocada, não servindo como fundamento para o argumento descrito no relatório preliminar de que configura fraude ou qualquer outra conduta reprovável. Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Houve imperícia na avaliação dos critérios estabelecidos nos parâmetros previstos para tratamento de glaucomatosos. Análise da Justificativa: Alegam os Defendentes que o quadro clínico do paciente e a análise do profissional serão determinantes em diferentes aspectos para indicar o melhor tratamento e que apenas o médico assistente possui conhecimento técnico suficiente para prescrever o melhor tratamento para o paciente. Ocorre que além de não respeitarem os parâmetros previstos no inciso IV do art. 9º da Portaria/SAS/MS/288/8 que disciplina esse tipo de tratamento no âmbito do SUS, os médicos responsáveis pelos atendimentos sequer são especialistas em oftalmologia, ou seja, além da falta de preparo profissional (título de especialista), não seguiram os parâmetros fixados pela Portaria Ministerial. Justificativa não acatada. Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: A declaração de imperícia reconhecida pelos Dirigentes, reforça nosso posicionamento de que a Gestão do SUS em Água Branca é temerária, por não demonstrar o mínimo de zelo pelas normas do Sistema e pelos recursos públicos que administra. Acesso 522 Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Verificar se estão sendo respeitados os requisitos estabelecidos na Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, combinados com as condições definidas na Portaria/GM/MS/Nº 2848/7, com relação aos procedimentos oftalmológicos (consultas e tratamentos), vinculados ao Projeto Glaucoma; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Recomendação: - Respeitar as exigências da Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, combinado com as condições e critérios estabelecidos na Portaria/GM/MS/Nº 2848/7, com relação aos procedimentos oftalmológicos (consultas e tratamentos), vinculados ao Projeto Glaucoma; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: 2246 SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: Os prontuários não registram informações quanto a realização de exame de fundoscopia nos pacientes classificados como portadores de Glaucoma. Em alguns municípios a ausência desse registro chega a % dos prontuários. Evidência: Em 85,89% dos prontuários analisados ficou comprovada a ausência de informações sobre Fundoscopias. Em alguns municípios onde teriam sido realizados os Mutirões, em % dos prontuários não há registro da realização deste exame, como por exemplo, nos municípios de Agricolândia, Água Branca, Alto Longá, Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 48/6 48/6 Auditoria Nº 267

49 Brasileira, Campo Maior, Coivaras, Curralinhos, Elesbão Veloso, Francisco Aires, Hugo Napoleão, Jardim dos Mulatos, Monsenhor Gil, São João da Serra, São Miguel do Tapuio. Detalhes no Anexo X. Essa prática contraria as exigências previstas na Portaria/SAS/Nº288/8, Anexo IV, Protocolo Clínico, item 3, que trata sobre os critérios de Inclusão (letra c). Fonte da Evidência: Prontuários. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica foi inserida na constatação Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Houve imperícia na avaliação dos prontuários. Análise da Justificativa: Análise da Justificativa inserida na constatação Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: A declaração dos Dirigentes, reforça nossa posição de que a Gestão do SUS em Água Branca é temerária, por não demonstrar o mínimo de zelo pelas normas do Sistema e pelos recursos públicos que administra. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Respeitar a Resolução/CFM/Nº.638/22 que trata sobre o registro dos dados e informações a serem inseridos no Prontuário Médico; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Recomendação: - Verificar se os Prontuários Médicos dos Estabelecimentos de Saúde que prestam serviços para a Secretaria Municipal de Saúde cumprem as exigências estabelecidas na Resolução/CFM Nº.638/22; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: De acordo com os prontuários, na mesma data, o mesmo médico teria atendido em até 5 (quinze) municípios diferentes. Evidência: Ao elaborar Planilha, comparando a data do atendimento registrada no prontuário, com o nome do profissional responsável pelo atendimento e o nome do município onde o paciente foi atendido, constatou-se que o mesmo profissional teria atendido em vários municípios na mesma data, conforme planilha juntada ao Anexo XI deste. A seguir alguns exemplos: - dia 5//2, o médico Francisco Vanderlândio Carolino, CRM/PI 277, atendeu, segundo os prontuários, em 5 (quinze) municípios diferentes: Angical, Altos, Elesbão Veloso, Hugo Napoleão, Lagoa do Piauí, Lagoinha do Piauí, Miguel Leão, Monsenhor Gil, Nazária, Passagem Franca, Pau Darco, Santa Cruz dos Milagres, São Gonçalo do Piauí, Sigefredo Pacheco e Valença; - dia 8/7/2, o médico, CRM/PI 3856, atendeu em 3 (três) municípios diferentes: Curralinhos, Monsenhor Gil e Demerval Lobão; - dia 24/7/2, atendeu em 3 (três) municípios: Barro Duro, Curralinhos e Monsenhor Gil; Acesso dia 29/7/2, atendeu em 3 (três) municípios: Barro Duro, Monsenhor Gil e Passagem Franca; - dia 4/8/2, atendeu em 3 (três) municípios: José de Freitas, Lagoa Alegre e Palmeirais; - dia 5/8/2, o médico, CRM/PI 384 atendeu em 3 (três) municípios diferentes: Alto Longá, Lagoa do Piauí e Lagoinha do Piauí; Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 49/6 49/6 Auditoria Nº 267

50 - dia 6/8/2, atendeu em 4 (quatro) municípios diferentes: Boa Hora, Curralinhos, Nazária e São Miguel do Tapuio; - dia 3//2, Francisco Vanderlândio Carolino atendeu em 4 (quatro) municípios diferentes: Alto Longá, Castelo do Piauí, Elesbão Veloso e Hugo Napoleão. Fonte da Evidência: Prontuários. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: No que diz respeito às considerações realizadas em razão de um mesmo médico ter prestado atendimento em mais de um município, é relevante frisar que os municípios ora apontados são bem próximos uns dos outros, o que resulta num deslocamento rápido de um local para o outro de atendimento. Além disso, durante o período de atividade exercida, em avaliações de pacientes com suspeita de glaucoma, esses atendimentos foram realizados em regime de mutirão, ou seja, o atendimento era mais célere, passando o profissional a atender um número maior de pacientes do que habitualmente. Em média, a distância de um município para o outro era de 5 Km (cinquenta quilômetros), razão pela qual o médico conseguia realizar atendimentos em mais de município diferente no mesmo dia, tendo em vista o curto espaço de tempo despendido para locomoção. Logo, um médico realizou atendimento no mesmo dia em mais de uma cidade diferente, não demonstrando o auditor a irregularidade ora constatada, tendo em vista que os serviços foram efetivamente prestados. Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Houve falha na crítica. Análise da Justificativa: Os Defendentes parecem querer menosprezar a inteligência das pessoas. É humana e geograficamente impossível que um profissional preste atendimento em 5 (quinze) municípios diferentes em um só dia. Quem conhece o Piauí sabe que mesmo que os profissionais da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP, possuíssem a velocidade do THE FLASCH (personagem do desenho animado), seriam incapazes de no mesmo dia atenderem em: Angical, Altos, Elesbão Veloso, Hugo Napoleão, Lagoa do Piauí, Lagoinha do Piauí, Miguel Leão, Monsenhor Gil, Nazária, Passagem Franca, Pau Darco, Santa Cruz dos Milagres, São Gonçalo do Piauí, Sigefredo Pacheco e Valença. A distância entre Sigefredo Pacheco e Valença, por exemplo, é de 385 quilômetros, portanto, bem acima dos 5 quilômetros alegados pelo Defendente. Os 5 (quinze) municípios acima citados foram percorridos pelo médico Francisco Vanderlândio Carolino, CRM/PI 277, no dia 5 de outubro de 2. Garantem os Defendentes que o Dr. Vanderlândio fez todo esse percurso no mesmo dia e ainda atendeu os pacientes agendados. Por considerarmos inusitada a afirmação trazida pelos Dirigentes, entendemos que a mesma não merece acatamento. Acesso 522 Ademais,tudo isso, aliado à ausência de registros nos Prontuários não permite afirmar que os procedimentos cobrados (consultas e tratamentos) foram efetivamente realizados. Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: A declaração dos Dirigentes reforça nosso entendimento de que a Gestão do SUS em Água Branca é temerária, por não demonstrar o mínimo de zelo pelas normas do Sistema e pelos recursos públicos que administra. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 5/6 5/6 Auditoria Nº 267

51 Recomendação: - Respeitar as exigências impostas pelo Código de Ética Médica, bem como as exigências da Resolução/CFM/Nº.638/2; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: Em dois municípios cobertos pelos Mutirões do Projeto Glaucoma % dos prontuários não estão assinados pelo médico responsável pelos atendimentos e, ainda, são inválidos, tanto o número do CPF quanto do Cartão Nacional de Saúde citados nos prontuários. Evidência: Quando da análise da documentação, ficou constatado que nos municípios de Regeneração e São Gonçalo do Piauí os atendimentos teriam sido realizados nos dias 6 e 8 de julho de 2, respectivamente. Em % (cem por cento) dos prontuários consta que os atendimentos foram realizados pelo médico LEONARDO BATISTA MOURÃO. Na análise dos registros constantes dos prontuários constatou-se que Leonardo Batista Mourão não assinou nenhum dos prontuários, quer dos atendimentos realizados em Regeneração, quer dos atendimentos realizados em São Gonçalo do Piauí. Ademais, o número do CPF e do CNS (Cartão Nacional de Saúde) digitados em % dos prontuários, são inválidos. O CNS , segundo o CNES, não pertence a nenhum profissional de saúde. Já o CPF também digitado em % dos prontuários, é inválido, pois falta um dígito. Por fim, Leonardo Batista Mourão não é registrado no CRM do Piauí. Em consulta à página do Conselho Federal de Medicina, ficou comprovado que o citado profissional é registrado nos CRM dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Maranhão. Vale notar que nas capas dos prontuários dos pacientes atendidos no município de Regeneração consta o nome do médico, enquanto que nos prontuários dos pacientes atendidos no município de São Gonçalo do Piauí consta o nome do médico. Fonte da Evidência: Prontuários; Consultas ao CNES; Consulta à Receita Federal. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: Acesso 522 A verificação de que havia ausência de assinatura do médico e a correta digitação de seu CNS (Cartão Nacional de Saúde) e CPF em alguns poucos documentos se deve a pontuais e específicas situações em que ocorreu erro interno no manuseio desses papéis. Contudo, há de se observar que essas irregularidades não se confirmam como uma regra; são, porém, situações excepcionais que não têm o condão de comprometer a rotina de cuidado e atenção que tem a Defendente na elaboração adequada de tudo quanto se exige para a correta prestação dos serviços médicos. Como praxe, o estabelecimento de saúde auditado exige a assinatura e dados de identificação dos médicos, segundo se infere da rotina de procedimentos que ora se anexa à presente defesa. Apesar da tentativa de configurar deficiências nos registros, o auditor em nenhum momento afirmou, nem mesmo constatou, que os atendimentos não foram realizados. Sendo o pagamento uma contra prestação do serviço prestado, a solicitação de ressarcimento fundamenta-se no argumento errado, uma vez que, se houve falhas de registro, o que se admite apenas em tese, isso não quer dizer que o atendimento não tenha sido realizado. Portanto, a solicitação de ressarcimento é inteiramente descabida. Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: O Profissional Leonardo Batista Mourão, nunca foi cadastrado no corpo clínico da COP, entretanto, o SIA/SUS não fez crítica ao CNS de profissional não cadastrado e aprovou a produção. Análise da Justificativa: A não assinatura dos Prontuários pelo médico assistente, além de ferir o Código de Ética Médica, revela um fato ainda mais grave. O nome do médico que aparece nos prontuários não é o mesmo que aparece nas capas dos prontuários dos pacientes. Nas capas consta o nome do médico DIEGO CAROLINO MARQUES VILMAR, enquanto que nos Prontuários consta o nome do médico LEONARDO BATISTA MOURÃO que sequer atende no Piauí, aliás, nem consta como registrado no CRM/PI. Justificativa não acatada. Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Apesar de confirmar que o médico não pertence à Clínica foram pagos todos os procedimentos Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 5/6 5/6 Auditoria Nº 267

52 cobrados em nome do profissional. Isso reforça nossa posição de que a Gestão do SUS em Água Branca é temerária, por não demonstrar o mínimo de zelo pelas normas do Sistema e pelos recursos públicos que administra. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Respeitar as exigências impostas pelo Código de Ética Médica, bem como as exigências da Resolução/CFM/Nº.638/2; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: Em % dos municípios cobertos pelo Projeto Glaucoma não há registro nos prontuários quanto aos fatores de risco referente a raça, enquanto que em outros municípios o glaucoma familiar ocorre em % dos pacientes. Evidência: Em % (cem por cento) dos prontuários analisados não há registro de ocorrência de fator de risco quanto à raça do paciente, o que contraria os critérios de inclusão previstos no item 3 do Anexo IV da Portaria/SAS/MS/288/8. A omissão desse fator de risco pode vir a prejudicar o tratamento definido para o paciente, uma vez que na raça negra há maior probabilidade de ocorrência do glaucoma que, geralmente, é de maior gravidade e de pior prognóstico, conforme consta do 2º Consenso Brasileiro de Glaucoma Primário de Ângulo Aberto. Por outro lado, os prontuários registram uma alta prevalência do fator hereditário (média de 45,57% dos casos), tendo inclusive registro de municípios como Elesbão Veloso e Amarante, nos quais a ocorrência se deu em % (cem por cento) dos pacientes com relato de glaucoma familiar. Esse fato caracteriza distorção quanto à prevalência do fator hereditário nos casos de glaucoma. Vale registrar ainda, que não há registro nos prontuários quanto à comorbidades (pressão arterial sistêmica e/ou diabetes) em % (cem por cento) dos municípios cobertos pelo Projeto Glaucoma. Portanto, não há registro que reflita o estado de saúde do paciente em relação às comorbidades associadas ao glaucoma (mensuração de pressão arterial, diabetes e outras). A ausência desses registros contraria o disposto no inciso V do º do art. 5º da Portaria/SAS/MS/288/8. Fonte da Evidência: Prontuários; Portaria/SAS/MS/288/8. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: Assevera o auditor encarregado da realização da auditoria preliminar que se busca contestar que ``em % (cem por cento) dos prontuários analisados não há registro de ocorrência de fator de risco quanto à raça do paciente``, nem mesmo registro das comorbidades em todos os municípios cobertos pelo Projeto Glaucoma. Certamente o auditor não analisou adequadamente os documentos apresentados pela Defendente! Acesso 522 Como mostram as cópias do prontuários anexos, das pacientes Maria do Carmo da Silva (CPF n.º ) e Maria Alique de Souza (CPF n.º ), não somente há registro do padrão racial em que se enquadram as referidas examinadas, como, também, registrou-se a inexistência de outras comorbidades, o que mostra não ser verdadeira a imputação que ora é feita à Defendente. Uma vez demonstrado que a constatação acima evidenciada carece de um mínimo de suporte fática, haja vista a demonstração inequívoca de que as informações reclamadas efetivamente constam dos prontuários dos pacientes, há de se considerar a sua absoluta improcedência. Análise da Justificativa: As alegações dos Justificantes não se sustentam, tendo em vista que os registros alegados além de não atenderem as exigências do item 3 do Anexo IV da Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, os códigos citados não estão acompanhados de legendas que permitam identificar o fator de risco de que trata a Portaria Ministerial. Justificativa não acatada. Acatado: Não Co-Responsável: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: Recomendação: - Respeitar as condições e critérios exigidos na Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, bem como as exigências Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 52/6 52/6 Auditoria Nº 267

53 da Resolução/CFM/Nº.638/2 quanto ao Prontuário Médico; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: Prontuários com relatos de pressão intraocular (PIO) elevada, porém com valores normais segundo o consenso glaucoma/28, podendo, como consequência, acarretar danos à saúde dos pacientes. Evidência: De acordo com o Consenso Glaucoma/28, a pressão intraocular (PIO) é considerada normal se variar entre,9 e 5, mmhg. O resultado da análise dos prontuários revelou que muitos pacientes aparecem como portadores de PIO elevada, porém os valores estão dentro do intervalo definido no Consenso acima citado. A seguir citamos alguns exemplos extraídos da Planilha juntada ao Anexo V deste : - o paciente de iniciais A.A.L, de Agricolândia, segundo registrado no prontuário nº 329, tem mmhg de pressão intraocular no olho direito e 5 mmhg no olho esquerdo, portanto, dentro do intervalo classificado como normal pelo Consenso Glaucoma/28; - o paciente de iniciais A.A.S, também de Agricolândia, segundo registrado no prontuário nº 3274, tem 4 mmhg de pressão intraocular no olho direito e 5 mmhg no olho esquerdo, também dentro do intervalo considerado normal; - o paciente P.A.C, de Agricolândia, de acordo com o prontuário nº 74, apresenta 9 mmhg de pressão intraocular no olho direito e mmhg no olho esquerdo; - o paciente J.F.S, de Altos, segundo o prontuário nº 3292, é portador de pressão intraocular 4 mmhg no olho direito e 5 mmhg no olho esquerdo; - o paciente F.C.P.C.A., de Angical, de acordo com o prontuário nº 42, é portador de pressão intraocular 3 mmhg no olho direito e 3 mmhg no olho esquerdo; - G.R.A, de Beneditinos, segundo o prontuário nº 526, tem PIO mmhg no olho direito e 5 mmhg no olho esquerdo; - M.C.M.S, também de Beneditinos, prontuário 532, tem PIO 4 mmhg no olho direito e 4 mmhg no olho esquerdo; - H.R.S, de Demerval Lobão, prontuário 479, tem PIO 3 mmhg no olho direito e 4 mmhg no olho esquerdo. Acesso 522 A ocorrência desses registros conflitantes, quando comparado com o Consenso Glaucoma/28, pode conduzir à interpretação errônea do diagnóstico da patologia (glaucoma) e consequentemente comprometer a terapêutica adequada, causando exposição de riscos imprevisíveis à saúde do paciente. As situações acima constituem desobediência à letra b do inciso I, do art. 5º da Resolução do Conselho Federal de Medicina nº.638/22, combinado com a Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, Anexo IV, inciso I, ficando evidente que houve falha no diagnóstico dos pacientes, visto que não foram observados os valores de pressão intraocular, podendo acarretar danos à saúde dos pacientes. Fonte da Evidência: Prontuários; Resolução/CFM/Nº.638/22; Portaria/SAS/MS/Nº 288/8. Conformidade: Não Conforme Justificativa: As Justificativas dos Dirigentes da Clínica foram inseridas na constatação Análise da Justificativa: A análise das Justificativas Dirigentes da Clínica foram inseridas na constatação Acatado: Não Responsável: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: Recomendação: - Respeitar as condições e critérios exigidos na Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, bem como as exigências da Resolução/CFM/Nº.638/2 quanto ao Prontuário Médico; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Faturamento/Produção/cobranças SUS Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Constatação Nº: Página: 53/6 53/6 Auditoria Nº 267

54 Constatação: No faturamento da competência agosto/2 houve uma rejeição no valor de R$ ,47 do total faturado, cobrada em competências posteriores, entretanto, com a troca do nome do médico que fez o atendimento. Evidência: Quando da análise do Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado, BPAI, referente à competência agosto de 2, verificou-se que do valor faturado, da ordem de R$ 63.83,7, houve uma rejeição no valor de R$ ,47 do total da fatura. O valor rejeitado foi reapresentado nas competências seguintes, com um detalhe curioso: na reapresentação da fatura, todos os procedimentos que na competência agosto/2 constaram em nome do médico, CNS , nas competências seguintes a reapresentação da fatura foi feita com o nome do médico Francisco Vanderlândio Carolino, CNS , ou seja, quem na competência agosto teria sido atendido pelo médico Francisco Joceane Tavares, na reapresentação da fatura, os atendimentos em nome de foram transferidos para o nome de Francisco Vanderlândio Carolino, conforme planilha constante do Anexo XIII deste. Na planilha consta o nome dos pacientes, CNS dos pacientes, data de nascimento, município onde foi feito o atendimento, data do atendimento, nome e CNS do profissional médico, além do código, quantidade, valor unitário e total do procedimento cobrado. Fonte da Evidência: Boletim de Produção Ambulatorial Individualizada, BPAI Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: É preciso que se ressalte que a constatação ora discutida refere-se a procedimentos que foram efetivamente realizados, e disso não há dúvida, até mesmo porque o relatório preliminar não faz qualquer menção em sentido contrário. Portanto, não se deve tratar o assunto como fraude, mas como equívoco no preenchimento dos BPAIs. Em verdade, esse é mais um daqueles casos em que a Defendente identificou equívocos no seu procedimento interno, uma vez que, tendo sido rejeitado um valor de R$ ,47 do total faturado, em razão de um problema no CNS de um dos médicos, o citado numerário fora reapresentado nas faturas seguintes, desta feita com o CNS de outro profissional de saúde. Possivelmente, o funcionário encarregado do setor entendeu que seria correto apresentar a mesma produção através do CNS de outro médico, quando, em verdade, o mais correto seria corrigir o problema que impediu a utilização do CNS do médico que efetiva e objetivamente atendeu os pacientes. Consequentemente, não sendo permitido o recebimento de produção com o CNS de outro profissional de saúde, diverso daquele que realmente realizou os atendimentos, a Defendente compromete-se a restituir à União todos os valores apontados na citada constatação, reiterando, por oportuno, que eventuais incorreções são factíveis diante do grande número de informações que devem ser gerenciadas. Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Na competência agosto/2, processada em setembro/2 o Sistema de Informação do SIASUS estabeleceu crítica a profissionais em desacordo com a Portaria MS/SAS Nº 34 de 4/4/2, no entanto, os arquivos foram gerados sem críticas de invalidação. Somente em outubro/2 foi disponibilizada a crítica que estabelecia diferença de quantidade de consultas/procedimentos cobrados dos aprovados. Não autorizamos reapresentação nem da diferença de produção nem da mudança de profissional em competências posteriores. Análise da Justificativa: Os Defendentes reconhecem a irregularidade apontada na constatação atribuindo o erro aos funcionários encarregados pelo setor de faturamento. Acesso 522 O reconhecimento da irregularidade por parte dos Defendentes não modifica, nem corrige as irregularidades constatadas, portanto, os argumentos não são passíveis de acatamento, notadamente, por estarem em desacordo com os critérios e normas que disciplinam o faturamento, em especial a Portaria/GM/MS/Nº 2848/27. Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Os Gestores dizem que não autorizaram reapresentação de diferença de produção nem mudança do nome do profissional, entretanto, pagaram R$ ,47, referentes a procedimentos reapresentados, contudo, trocando o nome do médico que teria feito os atendimentos lançados no processamento anterior pelo nome de outro médico que sequer integrava a equipe de profissionais da Clínica. Tudo isso reafirma nossa convicção de que a Gestão do SUS em Água Branca é temerária, por não demonstrar o mínimo de zelo pelas normas do Sistema e pelos recursos públicos que administra. Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 54/6 54/6 Auditoria Nº 267

55 Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Verificar se estão sendo respeitados pelos Prestadores de Serviços, os critérios e condições estabelecidas pela Portaria/GM/MS/Nº 2848/7 com relação aos procedimentos oftalmológicos (consultas e tratamentos), vinculados ao Projeto Glaucoma; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Recomendação: - Respeitar os critérios e condições estabelecidas pela Portaria/GM/MS/Nº 2848/7 com relação aos procedimentos oftalmológicos (consultas e tratamentos), vinculados ao Projeto Glaucoma; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Faturamento/Produção/cobranças SUS Constatação: Pacientes atendidos no Projeto Glaucoma tiveram os dados lançados no Boletim de Produção Ambulatorial Individualizada, BPAI, com mais de um Cartão Nacional de Usuários do SUS. Evidência: Quando da análise dos Boletins de Produção Ambulatorial Individualizada, BPAI constatou-se a existência de mais de um CNS, Cartão Nacional de Usuários do SUS, em nome do mesmo paciente. Em algumas situações houve apenas a troca da data de nascimento ou de uma letra do nome. Em outros casos, há a troca do nome do pai, alteração no nome da mãe ou então mudança de sexo, (masculino em um cartão e feminino em outro), conforme planilha juntada ao Anexo XI deste. Na planilha, além do nome do paciente, consta o número do CNS, data de nascimento, município, data do atendimento, além do nome e do CNS do médico que fez o atendimento. Fonte da Evidência: Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado, BPAI; Cartão Nacional de Usuários do SUS. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: A constatação evidencia duplicidades nos registros de BPAIs, havendo ``mais de um CNS, Cartão Nacional de Usuários do SUS, em nome do mesmo paciente``, tendo havido, em outros casos, ``apenas a troca da data de nascimento ou de uma letra do nome``. Auditando internamente seus próprios arquivos, a Defendente pôde constatar que este fato realmente aconteceu, mas em apenas 4 (quatorze) casos em um universo de milhares de pacientes. A explicação é mais do que lógica: todas as vezes em que o nome do paciente era digitado de forma incompleta, o sistema de informática que registra os atendimentos entendia como se fosse um novo paciente, o que gerou a cobrança dúplice nestas pouquíssimas situações apontadas no relatório. Desta forma, sendo certo que não houve qualquer dolo ou má-fé, até mesmo porque a própria observação dos fatos aponta um inegável erro de digitação, a Defendente compromete-se a ressarcir à União os valores financeiros que tiver recebido em duplicidade, não permitindo, desta forma, que haja percepção indevida de valores. Acesso 522 Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: O Sistema de Emissão de CNS (Cartão Nacional de Usuários do SUS) na Base Nacional é falho e não estabelece críticas seguras que favorecem equívocos, até mesmo intencionais. Difícil fazer crítica não informatizada. Análise da Justificativa: Os Defendentes confirmam que também identificaram as irregularidades apontadas no, entretanto, as classificaram como simples erros de digitação, embora os fatos tenham se repetido em todos os BPA-I. Justificativa acatada, considerando que o Cartão Nacional de Usuários do SUS é administrado pelo DATASUS/MS a quem compete inserir críticas que impeçam esse tipo de irregularidades. Análise das Justificativas dos Dirigentes do SUS: Justificativa acatada, considerando que o Cartão Nacional de Usuários do SUS é administrado pelo DATASUS/MS. Acatado: Sim Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 55/6 55/6 Auditoria Nº 267

56 SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Documentação/Prontuários Constatação: Termos de Consentimento Informado (TCI) com características de que foram expedidos irregularmente, contrariando os critérios definidos na Portaria/SAS/MS/Nº 288/28, cujas irregularidades vão desde a ausência do Termo até a emissão com datas anteriores às consultas e os tratamentos a que teriam sido submetidos os pacientes. Evidência: O resultado da análise, por amostragem, realizada em prontuários e, consequentemente, nos Termos de Consentimento Informado (TCI) anexados aos prontuários, revelou uma série de irregularidades que contrariam as condições definidas na letra b, item 4, do Anexo IV da Portaria/SAS/MS/Nº 288/28, senão vejamos: - em 526 prontuários, equivalente a 23,34% da amostragem, não existem termos de Consentimentos Informados; - em 28 prontuários, o que corresponde a um percentual de 9,23% da amostragem, os Termos de Consentimento apresentam datas referentes ao ano de 2, ou seja, os pacientes assinaram os Termos de Consentimentos até (um) ano antes de serem consultados e de iniciarem o tratamento, considerando que o Projeto Glaucoma operacionalizado pela Clínica teve início na competência julho de 2; -,35% dos Termos de Consentimentos não foram assinados pelos usuários; - 4,66% dos Termos de Consentimentos apesar de assinados pelos usuários, não exibem a data da assinatura; - em 3,95% dos Termos de Consentimentos as datas estão rasuradas. Manifeste-se, ainda, que em 44,76% capas de prontuários as datas de atendimentos referem-se ao exercício de 2, embora, como dissemos a Clínica só tenha iniciado o atendimento a partir da competência julho de 2. Tais registros permitem concluir que 4,6% dos Termos de Consentimentos Informados estão passíveis de Exclusão do Protocolo Clínico e Diretrizes de Atenção ao Portador de Glaucoma conforme Portaria /SAS/MS/Nº288/8,Anexo IV, item 4, alínea b(critérios de Exclusão). Os detalhes das evidências acima constam do Anexo XV deste. Fonte da Evidência: Prontuários; Termo de Consentimento Informado. Conformidade: Não Conforme Justificativa: As Justificativas dos Dirigentes da Clínica foram inseridas na constatação Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Houve erros na avaliação dos Termos de Consentimento. Análise da Justificativa: Pedir ao Odilmar para verificar. Acesso 522 Análise da Justificativa dos Dirigentes Municipais do SUS: A declaração dos Dirigentes reforça nossa convicção de que a Gestão do SUS em Água Branca é temerária, por não demonstrar o mínimo de zelo pelas normas do Sistema e pelos recursos públicos que administra. Acatado: Não Responsável: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: SERGIO ARBOES PETRONILO CPF: Recomendação: - Respeitar as exigências da Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, combinada com as condições estabelecidas pela Portaria/GM/MS/Nº 2848/7 com relação aos procedimentos oftalmológicos (consultas e tratamentos), vinculados ao Projeto Glaucoma; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Recomendação: - Verificar se estão sendo respeitados os requisitos estabelecidos na Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, combinados com as condições definidas na Portaria/GM/MS/Nº 2848/7, com relação aos procedimentos oftalmológicos (consultas e tratamentos), vinculados ao Projeto Glaucoma; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 56/6 56/6 Auditoria Nº 267

57 Grupo: Assistência Média e Alta Complexidade Constatação Nº: SubGrupo: Assistência Ambulatorial Item: Faturamento/Produção/cobranças SUS Constatação: Em seis meses de atendimento, a Clínica cobrou ao SUS um total de procedimentos todos financiados pelo FAEC e realizados por profissionais não portadores do título de oftalmologistas. Evidência: O elenco de irregularidades descritas nas Constatações 2279, 22786, 22777, 22793, , e permitiu que a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda cobrasse do SUS no período de abrangência da Auditoria, um total de procedimentos, sendo consultas para diagnóstico/reavaliação de glaucoma,.723 acompanhamento e avaliação de glaucoma e 29.8 tratamentos oftalmológico de paciente com glaucoma, que custaram ao SUS R$ ,79 (dois milhões, quinhentos e quarenta e quatro mil, noventa e cinco reais, setenta e nove centavos). De acordo com a Tabela de Procedimentos do SUS, a Consulta para Diagnóstico e Reavaliação de Glaucoma (tonometria, fundoscopia e campimetria) e o Tratamento Oftalmológico de Paciente com Glaucoma Binocular (ª, 2ª e 3ª linha) são privativos de Médico Oftalmologista, CBO nº Esses procedimentos, ao contrário do exigido na Tabela de Procedimentos do SUS, foram realizados por médicos NÃO oftalmologistas, caracterizando cobrança indevida de procedimentos, uma vez que os profissionais não preenchem as exigências constantes do subitem 3.4. do Anexo I da Portaria/SAS/MS/288/8. Os 29.8 tratamentos oftalmológicos de pacientes com glaucoma estão assim distribuídos: i) binocular de ª linha; ii) 9.33 binocular de 2ª linha; iii) binocular de 3ª linha; iv) 486 monocular de ª linha; v) 34 monocular de 2ª linha; vi) 249 monocular de 3ª linha. Chama a atenção o fato de não ter sido cobrado nenhum procedimento referente a tratamentos de linhas associadas, como por exemplo: i) ª linha, associada a 3ª linha, monocular e binocular; ii) 2ª linha, associada a 3ª linha, monocular e binocular. A não cobrança de tratamentos associados teve como objetivo não onerar recursos MAC, ou seja, recursos do teto financeiro do Gestor, logo, % dos procedimentos cobrados oneraram exclusivamente recursos vinculados ao FAEC. Essa prática permite afirmar que houve entendimento entre Gestor e Prestador para que todas as cobranças fossem vinculadas a procedimentos custeados apenas com recursos extra teto, preservando os recursos do teto financeiro da Média e Alta Complexidade Ambulatorial/Hospitalar. Registre-se por oportuno, que no primeiro mês de funcionamento da Clínica, julho/2, foram cobrados procedimentos, em agosto 5.938, setembro 7.292, outubro 4.56 procedimentos, novembro 6.69 e em dezembro A variação mensal da quantidade de procedimentos cobrados denuncia que o Gestor do SUS não definiu por meio de FPO (Ficha de Programação Orçamentária) a média mensal de procedimentos (meta física) do Estabelecimento de Saúde, sendo lícito afirmar que a não definição da meta física e orçamentária por parte do Gestor tem explicação: os recursos utilizados para o pagamento da Clínica não integram o teto financeiro da MAC, Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar, repassada ao município pelo Ministério da Saúde. A totalidade dos recursos destinados ao pagamento do Projeto Glaucoma é vinculada ao FAEC (Fundo de Ações Estratégicas e Compensação), portanto, recursos classificados como extra-teto. Assim é que em seis meses de funcionamento da Clínica % (cem por cento) dos valores repassado via FAEC pelo Ministério da Saúde foram parar na conta bancária da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, ou seja, a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca não exercia qualquer controle sobre os procedimentos realizados e cobrados pela Clínica. A SMS de Água Branca servia apenas de repassadora dos recursos recebidos do Ministério da Saúde. Acesso 522 Fonte da Evidência: Boletins de Produção Ambulatorial Individualizados; Fundo Nacional de Saúde; SIGTAP. Conformidade: Não Conforme Justificativa: Justificativa dos Dirigentes da Clínica: Aponta o auditor encarregado da elaboração do relatório preliminar, que ``a Clínica cobrou ao SUS um total de procedimentos todos financiados pelo FAEC e realizados por profissionais não portadores do título de oftalmologistas``. A discussão acerca da exigência da titulação de especialista para a prática do ato médico já fora exaurida por ocasião das considerações contidas nos itens a 2 desta defesa administrativa. É absolutamente impossível que uma portaria possa dispor de matéria que contrarie lei federal, o que significa dizer que Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 57/6 57/6 Auditoria Nº 267

58 prevalecem as disposições desta última espécie normativa, em que ao médico somente é exigida a formação em medicina e a inscrição no conselho de classe para que possa exercer a sua profissão. Por outro lado, o fato de não ter sido feito a FPO (ficha de programação física orçamentária), em que o município deveria fazer, mensalmente, a provisão dos atendimentos para que só depois fossem feitos os atendimentos, há de se observar que não se pode imputar qualquer responsabilidade para o prestador, tendo em vista que esse dever incumbe exclusivamente ao gestor. E, quanto ao fato de que não foram cobrados quaisquer procedimentos associados, que sairiam dos recursos MAC, do Município, cumpre informar que essa disposição fora previamente acordada como o Município, não havendo qualquer ilegalidade, uma vez que o Projeto Glaucoma é de âmbito nacional, tendo sido realizado em todo o Brasil com a utilização dos recursos FAEC. Por mais esta razão, não que se considerar a constatação evidenciada pelo auditor, sendo um imperativo de justiça reconhecer a improcedência de mais essa imputação gravosa assacada contra a Defendente. Com se viu, de forma pormenorizada, quase nenhuma das alegações descritas pelo auditor em seu relatório merece acolhimento, uma vez que, além da verificação de diversos equívocos na fase da coleta de informações, não há fundamento normativo para o cumprimento de diversas referências contidas no relatório preliminar. Justificativa dos Dirigentes Municipais do SUS: Em consulta feita ao DATASUS - Informações de Saúde, capitais como Fortaleza, João Pessoa e Natal (só as pesquisadas) não consta na produção do ano de 2 qualquer cobrança de procedimento referente a tratamentos de linhas associadas (MAC), por exemplo: ª linha, associada a 2ª linha, monocular e binocular; ª linha, associado a 2ª e 3ª linha. Entretanto, ao pesquisar o exercício 22 nas referidas capitais, esses procedimentos aparecem aprovados com recursos FAEC (Portaria MS/SAS/N 92 de 5/2/2). Análise da Justificativa: Os Defendentes insistem em não reconhecerem que a Portaria/GM/MS/Nº 2848/7 que trata sobre a Tabela de Procedimentos do SUS, exige que a Consulta para Diagnóstico e Reavaliação de Glaucoma (tonometria, fundoscopia e campimetria) e o Tratamento Oftalmológico de Pacientes com Glaucoma Binocular (ª, 2ª e 3ª linha) são privativos de Médico Oftalmologista, CBO nº Nenhum dos médicos responsáveis pelos procedimentos cobrados ao SUS preenche esse requisito imposto pela Portaria Ministerial, prática irregular combinada com as exigências constantes do subitem 3.4. do Anexo I da Portaria/SAS/MS/Nº 288/8. Não é demais repetir que nenhum dos médicos é portador do Título de Especialista em Oftalmologia, portanto, a Clínica não respeitou as exigências básicas impostas pelo SUS para a realização dos procedimentos cobrados. Justificativa não acatada. Acesso 522 Análise das Justificativas dos Dirigentes Municipais do SUS: Considerando que a Portaria/SAS/MS/Nº 92, de 5 de dezembro de 2 sequer entrou em vigor, uma vez que teve o período de avaliação da produção previsto na referida Portaria foi prorrogado para 2 (doze) meses pela Portaria/SAS/MS/Nº 682, de 9 de julho de 22, o que demonstra a falta de atenção dos Gestores do SUS em Água Branca, requer que se repita a afirmação de que é temerária a Gestão do SUS naquele município. Acatado: Não Responsável: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: FRANCISCO VILMAR FILHO CPF: JOAO LUIZ LOPES DE SOUZA CPF: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Recomendação: - Verificar se estão sendo respeitados os requisitos estabelecidos na Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, combinados com as condições definidas na Portaria/GM/MS/Nº 2848/7, com relação aos procedimentos oftalmológicos (consultas e tratamentos), vinculados ao Projeto Glaucoma; Destinatários: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE ÁGUA BRANCA CNPJ: /-2 Recomendação: - Respeitar as exigências da Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, combinada com as condições estabelecidas pela Portaria/GM/MS/Nº 2848/7 com relação aos procedimentos oftalmológicos (consultas e tratamentos), vinculados ao Projeto Glaucoma; Destinatários: CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA - COP CNPJ: /-25 Recomendação: - Adotar as providências necessárias, visando à restituição ao Fundo Nacional de Saúde, de R$ Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 58/6 58/6 Auditoria Nº 267

59 ,79 (dois milhões, quinhentos e quarenta e quatro mil, noventa e cinco reais e setenta e nove centavos), devidamente atualizado monetariamente e acrescido dos juros de mora e, se for o caso, instaurar Tomada de Contas Especial, em respeito ao disposto no art. 7º do Decreto nº 7.797, de 3 de agosto de 22, em razão da cobrança de consultas e tratamentos oftalmológicos sem respeitar as condições exigidas na Portaria/SAS/MS/Nº 288/8, combina com as condições disciplinadas pelo Anexo II da Resolução CFM nº.973/2 e com a Portaria/GM/MS/Nº 2.848/7, conforme exaustivamente comprovado nas constatações 22776, 22777, 22786, 2279 e 22793; Destinatários: DIRETORIA EXECUTIVA DO FUNDO NACIONAL DE SAUDE CNPJ: /-7 VI - CADASTRO DA NOTIFICACAO Origem: SEAUD/PI Data: 3//22 Ofício Nº: DENASUS/SEAUD/PI-383 Data: 3//22 AR Nº: JL BR Data de envio do AR: 3//22 Data de recebimento do AR: //22 Recebedor do AR: Maraise de Sousa e Silva Notificado(s) - Pessoa Física: CPF Nome FRANCISCO VILMAR FILHO Cargo DIRETOR GERAL DA CLÍNICA Inicio 7/5/2 Término - Observações: Prorroga o prazo concedido inicialmente pelo Ofício nº 383/22 Origem: SEAUD/PI Data: 3//22 Ofício Nº: DENASUS/SEAUD/PI-384 Data: 3//22 AR Nº: JL354988BR Data de envio do AR: 3//22 Data de recebimento do AR: //22 Recebedor do AR: Vilauba Gonçalves Notificado(s) - Pessoa Física: CPF Nome ZAYRA DE PAIVA SOUSA Cargo SECRETÁRIA MUNICIPAL DE SAÚDE Inicio 4/5/29 Término - Observações: Prorroga o prazo concedido inicialmente por meio do Ofício nº 36/22 Origem: SEAUD/PI Data: 5//22 Ofício Nº: DENASUS/SEAUD/PI-36 Data: 5//22 AR Nº: JL BR Data de envio do AR: 7//22 Data de recebimento do AR: 8//22 Recebedor do AR: Maria Gonçalves Notificado(s) - Pessoa Física: CPF Nome JOAO LUIZ LOPES DE SOUZA Cargo PREFEITO MUNICIPAL Inicio //29 Término - Origem: SEAUD/PI Data: 5//22 Ofício Nº: DENASUS/SEAUD/PI-358 Data: 5//22 AR Nº: JL BR Data de envio do AR: 7//22 Data de recebimento do AR: 8//22 Recebedor do AR: Maraise de Sousa e Silva Notificado(s) - Pessoa Física: CPF Nome FRANCISCO VILMAR FILHO Cargo DIRETOR GERAL DA CLÍNICA Inicio 7/5/2 Término - Observações: Solicitou prorrogação do prazo Origem: SEAUD/PI Data: 5//22 Ofício Nº: DENASUS/SEAUD/PI-359 Data: 5//22 AR Nº: JL BR Data de envio do AR: 7//22 Data de recebimento do AR: 22//22 Recebedor do AR: Erivane Dantas de Medeiros Notificado(s) - Pessoa Física: Acesso 522 CPF Nome SERGIO ARBOES PETRONILO Cargo RESPONSÁVEL TÉCNICO Inicio 2/5/2 Término - Origem: SEAUD/PI Data: 5//22 Ofício Nº: DENASUS/SEAUD/PI-357 Data: 5//22 AR Nº: JL BR Data de envio do AR: 7//22 Data de recebimento do AR: 22//22 Recebedor do AR: Marcos Soares Notificado(s) - Pessoa Física: CPF Nome FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO Cargo DIRETOR ADMINISTRATIVO DA COP Inicio 2/5/2 Término - Origem: SEAUD/PI Data: 5//22 Ofício Nº: DENASUS/SEAUD/PI-36 Data: 5//22 AR Nº: JL BR Data de envio do AR: 7//22 Data de recebimento do AR: 8//22 Recebedor do AR: Maria das Neves Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 59/6 59/6 Auditoria Nº 267

60 Notificado(s) - Pessoa Física: CPF Nome ZAYRA DE PAIVA SOUSA Cargo SECRETÁRIA MUNICIPAL DE SAÚDE Inicio 4/5/29 Término - Observações: Solicitou prorrogação de prazo Origem: SEAUD/PI Data: //22 Ofício Nº: DENASUS/SEAUD/PI-356 Data: //22 AR Nº: JL BR Data de envio do AR: 7//22 Data de recebimento do AR: 29//22 Recebedor do AR: Zuleide Tavares Notificado(s) - Pessoa Física: CPF Nome EVERSON BARBOSA MAGALHAES Cargo DIRETOR DO DEPTº. AVALIAÇÃO E AUDITORIA DE CONTR., Inicio 23//29 Término - VII - REGISTRO FINAL SOBRE A NOTIFICAÇÃO Visando assegurar o contraditório, conforme determina o inciso LV do art. 5º da Constituição da República, artigo do Decreto nº.65/95, bem como a Portaria GM/MS nº 743, de 8/4/22, foi oferecido prazo para conhecimento e apresentação de justificativas aos responsáveis pelos atos de não conformidades registrados no relatório, cujas notificações foram efetuadas por meio dos Ofícios constantes do item ``Cadastro de Notificação``. Todos os responsáveis apresentaram justificativas que foram analisadas pela equipe de auditoria e inseridas nos campos específicos do presente relatório. VIII - CONCLUSÃO Acesso 522 O resultado da análise realizada nos Prontuários Médicos, nos Boletins de Produção Ambulatorial Individualizado - BPA-I, no Contrato de Prestação de Serviços, nas Fichas de Programação Orçamentária, FPO, combinada com a verificação da pertinência ou não dos procedimentos médicos oftalmológicos cobrados ao SUS, além da verificação de que os médicos responsáveis pelos atendimentos seriam ou não portadores do Título de Especialistas em Oftalmologia e, ainda, se a SMS de Água Branca cumpriu ou não os critérios estabelecidos na Portaria/GM/MS/Nº 2.848/7 e na Portaria/SAS/MS/Nº 288/8 e se exerceu o seu poder-dever de controlar, avaliar, regular e auditar os serviços prestados pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda COP permite concluir que: a) os médicos FRANCISCO VANDERLÂNDIO CAROLINO, CPF , CRM/PI 277, CRM/RN 376, CRM/MA 4533 e CRM/CE 666, todos ativos; FRANCISCO JOCEANE TAVARES, CPF , CRM/PI 384, CRM/CE 2978, CRM/MA 489, todos ativos e DIEGO CAROLINO MARQUES VILMAR, CPF , CRM/PI 3856, CRM/MA 5543, que integram o quadro de profissionais da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda NÃO SÃO portadores do Título de Especialistas em Oftalmologia, conforme afirmam, formalmente, o Conselho Regional de Medicina/PI, a Sociedade Piauiense de Oftalmologia, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a Associação Médica Brasileira e a Comissão Nacional de Residência Médica/MEC, em resposta a consulta formulada pela Representação do DENASUS no Piauí, fato que contraria as condições exigidas na Portaria/SAS/MS/288/8 e disciplinadas pelo Anexo II da Resolução CFM nº.973/2 que alterou a redação do Anexo II da Resolução CFM nº.845/28, conforme exaustivamente detalhado nas constatações e 22777; Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 6/6 6/6 Auditoria Nº 267

61 b) todos os médicos da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP, aparecem no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), cadastrados com o CBO , privativo de médico oftalmologista, o que não é o caso dos médicos que fizeram os atendimentos em nome da Clínica em questão. Evidentemente, que ao cadastrar no CNES os médicos com o CBO de Especialista em Oftalmologia, os Diretores da Clínica em parceria com o Gestor Municipal do SUS em Água Branca, tiveram como objetivo evitar que a crítica do Sistema de Informação Ambulatorial do SUS, SIA/SUS, rejeitasse a cobrança dos procedimentos apresentados, uma vez que a Portaria/GM/MS/2848/7 que aprovou a Tabela de Procedimentos do SUS impõe essa condição para os procedimentos oftalmológicos em questão. Portanto, é lícito concluir que foi proposital o uso do CBO quando do cadastramento dos profissionais no CNES; c) foram cobrados do SUS consultas e tratamentos em nome de pacientes mortos com até um ano de falecidos o que caracteriza fraude financeira contra o Sistema Único e fraude contra os registros estatísticos da base epidemiológica do Sistema de Saúde, conforme constatação 22379; d) foi cobrado do SUS R$ 2.838,, referentes a procedimentos que teriam sido prestados pelo médico de CNS - Cartão Nacional de Saúde nº No CNES não existe nenhum médico cadastrado com esse número, conforme constatação ; e) os prontuários médicos não apresentam registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos, por apresentarem história clínica e anamnese incompletas, sem o registro de dados como: acuidade visual, tonometria pré e pós-tratamento, dados do exame de fundo de olho com as características do disco óptico, segundo análise realizada nos Prontuários pelos Técnicos do DENASUS e fortalecida por Parecer emitido pela Câmara Técnica de Oftalmologia do CRM/PI, consoante detalhes registrados nas constatações e 2279; f) houve cobrança fraudulenta de procedimentos oftalmológicos, disseminada em diversos tipos de irregularidades relacionadas à quantidade de consultas realizadas, linhas de tratamentos adotadas, divergência quanto aos nomes dos pacientes, datas de realização dos atendimentos, nome do profissional médico responsável pelo atendimento, tudo isso, aliado à ausência do Gestor do SUS quanto ao poder-dever de controlar, avaliar e auditar os procedimentos cobrados, causando prejuízos financeiros ao SUS, conforme registrado na constatação 22793; Acesso 522 g) houve cobrança fraudulenta de procedimentos médicos (consultas e tratamentos), incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente, que teria sido atendido por dois médicos diferentes no mesmo mês pelo Projeto Glaucoma, segundo dados inseridos no Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado, BPA-I, com prejuízos financeiros ao SUS e fraude contra a base epidemiológica do Sistema de Saúde, conforme constatações e ; h) foram cobrados do SUS exames de Campimetria realizados em criança em idade pré-escolar o que é tecnicamente inviável, segundo Parecer emitido pela Câmara Técnica de Oftalmologia do CRM/PI, conforme constatação ; Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 6/6 6/6 Auditoria Nº 267

62 i) em % dos Exames de Campimetria juntados aos prontuários médicos, os campos visuais onde deveria constar previamente preenchida a identificação dos pacientes não exibem o nome e a data de nascimento dos mesmos, nem consta a assinatura e o carimbo do médico responsável pelo exame, conforme constatação 22793; j) houve cobrança ao SUS de até 2 (duzentas e uma) consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, gerando, no caso, um prejuízo ao SUS de R$ 7.57, quando o valor a ser cobrado seria de apenas R$ 35,, correspondente a uma consulta, conforme constatação 22793; k) o mesmo médico, Francisco Vanderlândio Carolino, CPF , CRM/PI 277, atendeu, na mesma data, dia 5//2 em 5 (quinze) municípios diferentes, o que, na prática, é humana e geograficamente improvável e impossível de ocorrer, conforme detalhes registrados na constatação 22586; l) é lícito afirmar que é altíssimo o risco de erro de diagnóstico de Glaucoma, com danos irreparáveis à saúde dos pacientes, considerando que os pacientes foram atendidos por médicos NÃO OFTALMOLOGISTAS, conforme descrito nas constatações 22776, 22777, 22786, 2279, , 22342, , 2246, 2246, e ; m) as autoridades do Setor de Epidemiologia, tanto do Ministério da Saúde como da Secretaria Estadual de Saúde do Piauí, precisam adotar providências IMEDIATAS no sentido de avaliar os possíveis danos causados à saúde dos pacientes diagnosticados como portadores de Glaucoma, considerando que os mesmos foram atendidos por profissionais SEM Especialização em Oftalmologia e, ainda, considerando que os pacientes que estavam em tratamento, deixaram de receber a medicação desde janeiro de 22 quando foram suspensos os Mutirões do Projeto Glaucoma. Detalhes nas constatações 22776, 22777, 22786, 2279, , 22342, , 2246, 22586, , e ; Acesso 522 n) o Contrato de Assistência à Saúde firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca e a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, em 4 de julho de 2, não tem eficácia, por ter sido assinado sem respeitar a Portaria/GM/MS/Nº.34/2 e o º do art. 54, combinado com o parágrafo único do art. 6 da Lei nº 8.666/93, pois só foi publicado cinco meses e meio após a assinatura, conforme registrado na constatação 2267; o) a contratação da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda COP pela Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca não foi submetida à apreciação do Conselho Municipal de Saúde, não constou do Plano Municipal de Saúde e da Programação Anual de Saúde, nem integrou Plano Operativo com a justificativa da necessidade da complementariedade de consultas e tratamentos oftalmológicos de pacientes com glaucoma, contrariando, respectivamente, os 2º e 3º do art. 2º da Portaria/GM/MS/Nº.34/2, bem como o 2º do art. º da Lei Federal nº 8.42/9 e o 2º do at. 36 da Lei nº 8.8/9, conforme registrado na constatação 2268; p) o Contrato de Assistência à Saúde firmado entre a SMS de Água Branca e a COP não contempla Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 62/6 62/6 Auditoria Nº 267

63 cláusula definindo a quantidade média de consultas/tratamentos e o valor médio a ser pago mensalmente pelos serviços prestados, tampouco indica a classificação funcional programática e a categoria econômica da despesa, em desrespeito ao inciso III do art. 55 da Lei nº 8.666/93, permitindo que a Secretaria Municipal de Saúde pagasse % dos procedimentos cobrados, conforme constatação 2269; q) a Clínica não foi previamente Vistoriada pela SMS a fim de que a Secretaria de Saúde de Água Branca, antes da assinatura do Contrato de Prestação de Serviços, se certificasse de que a Clínica preenchia os requisitos exigidos na Portaria/SAS/MS/Nº 288, de 9 de maio de 28 para a realização de consultas e tratamento oftalmológico de pacientes com glaucoma o que levou o SUS a pagar procedimentos realizados por Estabelecimento de Saúde que NÃO reúne os requisitos mínimos exigidos, pois não dispõe de Oftalmologistas, de infraestrutura adequada e sequer exibe placa de identificação do estabelecimento, conforme descrito na constatação 2262; r) a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca não exerce as atribuições, responsabilidades e competências atribuídas ao Gestor do Sistema Único de Saúde pelas Portarias Ministerial nºs 95/2, 423/22, 399/26 e 559/28, e paga, sem qualquer análise prévia, % dos procedimentos cobrados pela Clínica, conforme demonstrado nas constatações 2262 e 22623; s) a SMS de Água Branca pagou por atendimentos realizados em municípios alheios à área geográfica estabelecida na PPI e no Território de Desenvolvimento definido pela Comissão Intergestores Bipartite, CIB. O Território de Desenvolvimento vinculado a Água Branca é formado por 5 (quinze) municípios, enquanto que a Secretaria Municipal de Saúde pagou por atendimentos realizados em 6 (sessenta e um) municípios, dos quais 45 (quarenta e cinco) fora da área de abrangência vinculada ao município de Água Branca, na forma registrada na constatação 22622; t) na reapresentação dos procedimentos rejeitados na competência agosto/2, no valor de R$ ,47, a Clínica fez a troca do nome do médico que fez o atendimento, uma vez que todos os procedimentos que na competência agosto constaram em nome do médico, nas competências seguintes a fatura foi apresentada trocando o nome do médico pelo do médico Francisco Vanderlândio Carolino. Detalhes na constatação e no Anexo III; Acesso 522 u) não há clareza quanto aos motivos que levaram a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda a registrar seu endereço de funcionamento na cidade de Água Branca, tampouco falta clareza quanto às razões que levaram a Secretaria de Saúde de Água Branca a contratar um Estabelecimento de Saúde que sequer existe fisicamente. O que existe no endereço da Clínica é apenas o imóvel, sem profissionais de saúde, sem equipamentos e, consequentemente, sem atendimento médico; v) o cipoal de irregularidades aqui relatadas torna lícito concluir que a Secretaria de Saúde de Água Branca e a Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda fizeram uma parceria com objetivo comum: fraudar o SUS. A parceria era tão sintonizada que apesar de tudo ter sido formalizado à margem da legislação do SUS, a Secretaria Municipal de Saúde pagou integralmente % dos procedimentos cobrados, apesar de saber que a Clínica não funcionava em Água Branca e de desconhecer, inclusive, o cronograma de realização dos atendimentos (mutirões) supostamente realizados pela Clínica. Ademais, todas as fases da Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 63/6 63/6 Auditoria Nº 267

64 despesa (empenho, liquidação e pagamento) foram executadas na mesma data de emissão das Notas Fiscais, eficiência incomum na Administração Pública. Quanto à assistência prestada aos usuários do Projeto Glaucoma o de Auditoria deixa claro que nem a Clínica nem a Secretaria de Saúde estavam preocupadas em resolver ou minorar os problemas de saúde dos usuários supostamente atendidos. Todos os interesses estavam voltados exclusivamente para os aspectos financeiros da parceria. Detalhes nas constatações 22623, 22626, , 22256, 22776, 22777, 22786, 2279, , 22342, , 2246, 22586, , e ; w) a Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca exercia o papel de simples repassadora à Clínica dos recursos transferidos pelo Ministério da Saúde. Ao receber os recursos do Ministério, a Secretaria os repassava imediatamente à Clínica. Em 6 (seis) meses de atendimento a Clínica faturou mais de R$ 2,5 milhões de reais do SUS por procedimento não realizados e/ou cobrados de forma irregular. Detalhes nas constatações 2262, 2262, 22622, 22623, 22626, , 22256; x) os Gestores do SUS em Água Branca/PI não demonstram simpatia pelos comandos emanados das Leis e Portarias que disciplinam a relação entre Gestores e Prestadores de Serviços/Estabelecimentos de Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde. No que diz respeito à habilitação/credenciamento, contratação, compra e pagamento dos serviços/procedimentos médicos prestados pela Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP, os Gestores do SUS em Água Branca, agiram de forma soberana contra os critérios e condições consagrados nas Lei 8.666/93, Lei nº 8.8/8, 8.42/9 e 4.32/64, bem como nas Portarias Ministerial, 423/2, 399/6, 2848/7, 559/8, 288/8 e.34/2. Em resumo: a Gestão do SUS em Água Branca é temerária, por não demonstrar o mínimo de zelo pelas normas do Sistema e pelos recursos públicos que administra, conforme relatado nas constatações 2267, 2268, 2269, 2262, 2262, 22622, 22623, 22626, e 22777; y) ao transferir para a Secretaria Municipal de Água Branca/PI, R$ ,79 do FAEC para pagamento à Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda por consultas/tratamentos oftalmológicos vinculados ao Projeto Glacoma, o Ministério da Saúde/Fundo Nacional de Saúde não respeitaram a exigência do 2º do art. 36 da Lei 8.8/9, uma vez que o Projeto Glaucoma custeado pelos recursos não foi previsto no Plano de Saúde/Programação Anual de Saúde, nem foi submetido à apreciação do Conselho Municipal de Saúde; Acesso 522 z) os Diretores da Clínica Oftalmológica do Piauí Ltda, COP e os Gestores Municipais do SUS em Água Branca, identificados nas constatações deste, deverão devolver ao Fundo Nacional de Saúde, corrigido monetariamente, o valor original de R$ ,79 (dois milhões, quinhentos e quarenta e quatro mil, noventa e cinco reais e setenta e nove centavos), constante da Proposição de Ressarcimento, em razão da cobrança fraudulenta de consultas e tratamentos oftalmológicos, cobrados do SUS via Secretaria Municipal de Saúde de Água Branca. A devolução ao FNS justifica-se pelo fato das irregularidades se enquadrarem nas situações previstas no art. 52 da Lei nº 8.8/8, combinadas com o desrespeito às condições exigidas na Tabela de Procedimentos/SIGTAP, aprovada pela Portaria/GM/MS/Nº 2848/27 e, ainda, por afrontarem os dispositivos do subitem 3.4. do Anexo I da Portaria/SAS/MS/288/28. É o que temos a relatar. Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 64/6 64/6 Auditoria Nº 267

65 IX - PROPOSIÇÃO DE RESSARCIMENTO Fundo Federal Data Fato Gerador: 7//2 Ressarcimento Nº: 979 Constatação Nº: Objeto: Média e Alta Complexidade (FAEC SIA) - Tratamento de Doenças do Aparelho da Visão (Glaucoma) e Consultas Médicas/Outros Profissionais de Nivel Superior. Documentos comprobatórios: Prontuários dos pacientes e Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado - BPAI, referentes a competência julho/2; Demonstrativo da Frequência de Procedimentos Apresentados/Pagos, extraído no Sistema DATASUS/TABWIN; Nota de Empenho nº 948 e Nota Fiscal de Serviço nº 2, datados de 7//2. Documento Tipo Documento Nº Motivo Valor Nota Fiscal 2 Cobrança de procedimentos (consultas e tratamentos) realizados por profissionais não oftalmologistas; cobrança de consultas e tratamentos em nome de pacientes mortos; prontuários médicos sem registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos; cobrança de consultas e tratamentos, incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente;cobrança de até duzentas e uma consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, etc ,6 Fundamentação Legal: Artigo 52 da Lei nº 8.8/99; Portaria SAS/MS nº 288/28; Portaria GM/MS nº.2848/27; Portaria SAS/MS nº423/22; Portaria GM/MS nº 399/26 e Portaria GM/MS nº.559/28. Total da Data do Fato Gerador: 7// ,6 Acesso 522 Data Fato Gerador: 8//2 Ressarcimento Nº: Constatação Nº: Objeto: Média e Alta Complexidade (FAEC SIA) - Tratamento de Doenças do Aparelho da Visão (Glaucoma) e Consultas Médicas/Outros Profissionais de Nivel Superior. Documentos comprobatórios: Prontuários dos pacientes e Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado - BPAI, referentes a competência julho/2; Demonstrativo da Frequência de Procedimentos Apresentados/Pagos, extraído no Sistema DATASUS/TABWIN; Nota de Empenho nº 949 e Nota Fiscal de Serviço nº, datados de 7//2. Documento Tipo Documento Nº Motivo Valor Nota Fiscal Cobrança de procedimentos (consultas e tratamentos) realizados por profissionais não oftalmologistas; cobrança de consultas e tratamentos em nome de pacientes mortos; prontuários médicos sem registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos; cobrança de consultas e tratamentos, incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente;cobrança de até duzentas e uma consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, etc. Competência julho/2. Fundamentação Legal: Artigo 52 da Lei nº 8.8/99; Portaria SAS/MS nº 288/28; Portaria GM/MS nº.2848/27; Portaria SAS/MS nº423/22; Portaria GM/MS nº 399/26 e Portaria GM/MS nº.559/28. Total da Data do Fato Gerador: 8//2 5.94, ,32 Data Fato Gerador: 3//2 Ressarcimento Nº: 972 Constatação Nº: Objeto: Média e Alta Complexidade (FAEC SIA) - Tratamento de Doenças do Aparelho da Visão (Glaucoma) e Consultas Médicas/Outros Profissionais de Nivel Superior. Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 65/6 65/6 Auditoria Nº 267

66 Documentos comprobatórios: Prontuários dos pacientes e Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado - BPAI, referentes a competência agosto/2; Demonstrativo da Frequência de Procedimentos Apresentados/Pagos, extraído no Sistema DATASUS/TABWIN; Notas de Empenhos nºs. e 2 e Notas Fiscais de Serviços nºs. 3 e 4, datados de 3//2. Documento Tipo Documento Nº Motivo Nota Fiscal 3 Cobrança de procedimentos (consultas e tratamentos) realizados por profissionais não oftalmologistas; cobrança de consultas e tratamentos em nome de pacientes mortos; prontuários médicos sem registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos; cobrança de consultas e tratamentos, incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente;cobrança de até duzentas e uma consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, etc. Fundamentação Legal: Artigo 52 da Lei nº 8.8/99; Portaria SAS/MS nº 288/28; Portaria GM/MS nº.2848/27; Portaria SAS/MS nº423/22; Portaria GM/MS nº 399/26 e Portaria GM/MS nº.559/ ,3 Valor Nota Fiscal 4 Cobrança de procedimentos (consultas e tratamentos) realizados por profissionais não oftalmologistas; cobrança de consultas e tratamentos em nome de pacientes mortos; prontuários médicos sem registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos; cobrança de consultas e tratamentos, incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente;cobrança de até duzentas e uma consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, etc. Fundamentação Legal: Artigo 52 da Lei nº 8.8/99; Portaria SAS/MS nº 288/28; Portaria GM/MS nº.2848/27; Portaria SAS/MS nº423/22; Portaria GM/MS nº 399/26 e Portaria GM/MS nº.559/28. SubTotal ,47 Total da Data do Fato Gerador: 3// , ,6 Acesso 522 Data Fato Gerador: 2/2/2 Ressarcimento Nº: 9727 Constatação Nº: Objeto: Média e Alta Complexidade (FAEC SIA) - Tratamento de Doenças do Aparelho da Visão (Glaucoma) e Consultas Médicas/Outros Profissionais de Nivel Superior. Documentos comprobatórios: Prontuários dos pacientes e Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado - BPAI, referentes a competência setembro/2; Demonstrativo da Frequência de Procedimentos Apresentados/Pagos, extraído no Sistema DATASUS/TABWIN; Notas de Empenhos nºs. 76 e 77 e Notas Fiscais de Serviços nºs. 6 e 7, datados de 2/2/2. Documento Tipo Documento Nº Motivo Nota Fiscal 6 Cobrança de procedimentos (consultas e tratamentos) realizados por profissionais não oftalmologistas; cobrança de consultas e tratamentos em nome de pacientes mortos; prontuários médicos sem registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos; cobrança de consultas e tratamentos, incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente;cobrança de até duzentas e uma consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, etc. Fundamentação Legal: Artigo 52 da Lei nº 8.8/99; Portaria SAS/MS nº 288/28; Portaria GM/MS nº.2848/27; Portaria SAS/MS nº423/22; Portaria GM/MS nº 399/26 e Portaria GM/MS nº.559/ ,78 Nota Fiscal 7 Cobrança de procedimentos (consultas e tratamentos) realizados por profissionais não oftalmologistas; cobrança de consultas e 39.28,37 Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Valor Página: 66/6 66/6 Auditoria Nº 267

67 tratamentos em nome de pacientes mortos; prontuários médicos sem registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos; cobrança de consultas e tratamentos, incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente;cobrança de até duzentas e uma consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, etc. Fundamentação Legal: Artigo 52 da Lei nº 8.8/99; Portaria SAS/MS nº 288/28; Portaria GM/MS nº.2848/27; Portaria SAS/MS nº423/22; Portaria GM/MS nº 399/26 e Portaria GM/MS nº.559/28. SubTotal Total da Data do Fato Gerador: 2/2/ , ,5 Acesso 522 Data Fato Gerador: 5/2/22 Ressarcimento Nº: 973 Constatação Nº: Objeto: Média e Alta Complexidade (FAEC SIA) - Tratamento de Doenças do Aparelho da Visão (Glaucoma) e Consultas Médicas/Outros Profissionais de Nivel Superior. Documentos comprobatórios: Prontuários dos pacientes e Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado - BPAI, referentes a competência outubro/2; Demonstrativo da Frequência de Procedimentos Apresentados/Pagos, extraído no Sistema DATASUS/TABWIN; Notas de Empenhos nºs. 7 e 8 e Notas Fiscais de Serviços nºs. 9 e 8, datados de 5/2/22. Documento Tipo Documento Nº Motivo Nota Fiscal 8 Cobrança de procedimentos (consultas e tratamentos) realizados por profissionais não oftalmologistas; cobrança de consultas e tratamentos em nome de pacientes mortos; prontuários médicos sem registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos; cobrança de consultas e tratamentos, incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente;cobrança de até duzentas e uma consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, etc. Fundamentação Legal: Artigo 52 da Lei nº 8.8/99; Portaria SAS/MS nº 288/28; Portaria GM/MS nº.2848/27; Portaria SAS/MS nº423/22; Portaria GM/MS nº 399/26 e Portaria GM/MS nº.559/ ,28 Valor Nota Fiscal 9 Cobrança de procedimentos (consultas e tratamentos) realizados por profissionais não oftalmologistas; cobrança de consultas e tratamentos em nome de pacientes mortos; prontuários médicos sem registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos; cobrança de consultas e tratamentos, incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente;cobrança de até duzentas e uma consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, etc. Fundamentação Legal: Artigo 52 da Lei nº 8.8/99; Portaria SAS/MS nº 288/28; Portaria GM/MS nº.2848/27; Portaria SAS/MS nº423/22; Portaria GM/MS nº 399/26 e Portaria GM/MS nº.559/28. SubTotal ,4 Total da Data do Fato Gerador: 5/2/ , ,68 Data Fato Gerador: 5/3/22 Ressarcimento Nº: 9732 Constatação Nº: Objeto: Média e Alta Complexidade (FAEC SIA) - Tratamento de Doenças do Aparelho da Visão (Glaucoma) e Consultas Médicas/Outros Profissionais de Nivel Superior. Documentos comprobatórios: Prontuários dos pacientes e Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado - BPAI, Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 67/6 67/6 Auditoria Nº 267

68 referentes a competência novembro/2; Demonstrativo da Frequência de Procedimentos Apresentados/Pagos, extraído no Sistema DATASUS/TABWIN; Notas de Empenhos nºs. 57 e 58 e Notas Fiscais de Serviços nºs. e, datados de 5/3/22. Documento Tipo Documento Nº Motivo Valor Nota Fiscal Cobrança de procedimentos (consultas e tratamentos) realizados por profissionais não oftalmologistas; cobrança de consultas e tratamentos em nome de pacientes mortos; prontuários médicos sem registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos; cobrança de consultas e tratamentos, incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente;cobrança de até duzentas e uma consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, etc. Fundamentação Legal: Artigo 52 da Lei nº 8.8/99; Portaria SAS/MS nº 288/28; Portaria GM/MS nº.2848/27; Portaria SAS/MS nº423/22; Portaria GM/MS nº 399/26 e Portaria GM/MS nº.559/ ,5 Nota Fiscal Cobrança de procedimentos (consultas e tratamentos) realizados por profissionais não oftalmologistas; cobrança de consultas e tratamentos em nome de pacientes mortos; prontuários médicos sem registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos; cobrança de consultas e tratamentos, incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente;cobrança de até duzentas e uma consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, etc. Fundamentação Legal: Artigo 52 da Lei nº 8.8/99; Portaria SAS/MS nº 288/28; Portaria GM/MS nº.2848/27; Portaria SAS/MS nº423/22; Portaria GM/MS nº 399/26 e Portaria GM/MS nº.559/28. SubTotal ,4 Total da Data do Fato Gerador: 5/3/ , ,55 Acesso 522 Data Fato Gerador: 3/4/22 Ressarcimento Nº: 9733 Constatação Nº: Objeto: Média e Alta Complexidade (FAEC SIA) - Tratamento de Doenças do Aparelho da Visão (Glaucoma) e Consultas Médicas/Outros Profissionais de Nivel Superior. Documentos comprobatórios: Prontuários dos pacientes e Boletim de Produção Ambulatorial Individualizado - BPAI, referentes a competência dezembro/2; Demonstrativo da Frequência de Procedimentos Apresentados/Pagos, extraído no Sistema DATASUS/TABWIN; Notas de Empenhos nºs. 24 e 24 e Notas Fiscais de Serviços nºs. 2 e 3, datados de 3/4/22. Documento Tipo Documento Nº Motivo Nota Fiscal 2 Cobrança de procedimentos (consultas e tratamentos) realizados por profissionais não oftalmologistas; cobrança de consultas e tratamentos em nome de pacientes mortos; prontuários médicos sem registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos; cobrança de consultas e tratamentos, incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente;cobrança de até duzentas e uma consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, etc. Fundamentação Legal: Artigo 52 da Lei nº 8.8/99; Portaria SAS/MS nº 288/28; Portaria GM/MS nº.2848/27; Portaria SAS/MS nº423/22; Portaria GM/MS nº 399/26 e Portaria GM/MS nº.559/ ,36 Nota Fiscal 3 Cobrança de procedimentos (consultas e tratamentos) realizados por profissionais não oftalmologistas; cobrança de consultas e tratamentos em nome de pacientes mortos; prontuários médicos sem 6.8,97 Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Valor Página: 68/6 68/6 Auditoria Nº 267

69 registros que permitam comprovar o diagnostico de glaucoma nos pacientes atendidos; cobrança de consultas e tratamentos, incluindo dupla, tripla e até quatro cobranças referentes ao mesmo paciente;cobrança de até duzentas e uma consultas para diagnóstico de glaucoma para o mesmo paciente, na mesma data, etc. Fundamentação Legal: Artigo 52 da Lei nº 8.8/99; Portaria SAS/MS nº 288/28; Portaria GM/MS nº.2848/27; Portaria SAS/MS nº423/22; Portaria GM/MS nº 399/26 e Portaria GM/MS nº.559/28. SubTotal Total da Data do Fato Gerador: 3/4/22 Total do Fundo Federal Total Geral 668.6, , , ,79 Qualificação do(s) Responsável(eis): Nome: EVERSON BARBOSA MAGALHAES CPF: Cargo/Função: DIRETOR DO DEPTº. DE CONTR., AVALIAÇÃO E AUDITORIA Período Exercício: Desde 23//29 Endereço Comercial: Av. Neco Teixeira,S/Nº São Luis - Água Branca TERESINA-PI Endereço Residencial: R LINO CORREIA LIMA,36 PLANALTO TERESINA-PI Ressarcimento Nº(s): 96996,979,972,9727,973,9732,9733 Nome: FRANCISCO VANDERLANDIO CAROLINO CPF: Cargo/Função: DIRETOR ADMINISTRATIVO DA COP Período Exercício: Desde 2/5/2 Endereço Comercial: Av. João Ferreira,295 Centro MOSSORO-RN Endereço Residencial: R JUVENAL LAMARTINE,8 BEM VIVER II A CENTRO MOSSORO-RN Ressarcimento Nº(s): 96996,979,972,9727,973,9732,9733 Nome: FRANCISCO VILMAR FILHO CPF: Cargo/Função: DIRETOR GERAL DA CLÍNICA Período Exercício: Desde 7/5/2 Endereço Comercial: Av. João Ferreira,295 Centro TERESINA-PI Endereço Residencial: AV MARECHAL CASTELO BRANCO,77 APTO. 2 ILHOTA TERESINA-PI Ressarcimento Nº(s): 96996,979,972,9727,973,9732,9733 Acesso 522 Nome: JOAO LUIZ LOPES DE SOUZA CPF: Cargo/Função: PREFEITO MUNICIPAL Período Exercício: Desde //29 Endereço Comercial: Av. João Ferreira,555 centro AGUA BRANCA-PI Endereço Residencial: AV HUGO NAPOLEAO,S/N POEIRAO AGUA BRANCA-PI Ressarcimento Nº(s): 96996,979,972,9727,973,9732,9733 Nome: ZAYRA DE PAIVA SOUSA CPF: Cargo/Função: SECRETÁRIA MUNICIPAL DE SAÚDE Período Exercício: Desde 4/5/29 Endereço Comercial: Av. Neco Teixeira,S/N São Luis AGUA BRANCA-PI Endereço Residencial: RUA MERCEDES RUBINS,29 CENTRO AGUA BRANCA-PI Ressarcimento Nº(s): 96996,979,972,9727,973,9732,9733 X - ANEXOS Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 69/6 69/6 Auditoria Nº 267

70 Anexo PDF Acesso 522 Anexo I - Constatação nº 2262 Criado em:2/2/22 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 Página: 7/6 7/6 Auditoria Nº 267

71 Anexo PDF 7/6 ANEXO I CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA COP FACHADA Acesso 522 RECEPÇÃO CENTRO CIRÚRGICO EQUIPAMENTOS Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 7/6

72 Anexo PDF 7/6 ANEXO I CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA COP LENTE INTRA-OCULAR LIO (Cirurgia de Catarata) Sala de Armazenamento Acesso 522 MEDICAMENTOS TRATAMENTO DE GLAUCOMA (Sala de Armazenamento Em Teresina) Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 72/6

73 Anexo PDF 2 72/6 Anexo PDF Acesso 522 Anexo I - Constatação nº 2262 Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 73/6

74 Anexo PDF 2 73/6 ANEXO I Acesso 522 CLÍNICA OFTALMOLÓGICA DO PIAUÍ LTDA COP VEÍCULOS (utilizados nos Estados do Piauí e Maranhão) Atividade homologada e encerrada em: 24//22 Acessado em: 22//23 2:49:23 74/6

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