UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA VOIP SOBRE WIRELESS. Pedro Dethloff Bueno. Profa. Débora Meyhofer Ferreira.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA VOIP SOBRE WIRELESS. Pedro Dethloff Bueno. Profa. Débora Meyhofer Ferreira."

Transcrição

1 UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA VOIP SOBRE WIRELESS Pedro Dethloff Bueno Profa. Débora Meyhofer Ferreira Orientadora Campinas (SP), dezembro de 2008

2 UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA VOIP SOBRE WIRELESS Pedro Dethloff Bueno Projeto do Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Engenharia Elétrica da Universidade São Francisco, como requisito à obtenção do título de Engenheiro Eletricista. Campinas (SP), dezembro de

3 RESUMO Com o crescimento acentuado que a internet obteve nas ultimas duas décadas, o protocolo IP ficou em posição de grande destaque no contexto de redes de telecomunicações, surgindo diversas tecnologias baseadas em seu protocolo. Este trabalho fará o estudo do uso da tecnologia VoIP em um ambiente que utilize a tecnologia wireless. Serão abordados conceitos do funcionamento das duas tecnologias e posteriormente a análise da implantação de uma solução real, no caso um provedor de Internet via rádio, aonde se utilizam as duas tecnologias O foco deste trabalho será o VoIP, que usará a tecnologia wireless como meio de transmissão, portanto não se fará um estudo aprofundado da tecnologia wireless mas sim uma abordagem geral de seu funcionamento. Wireless e VoIP são uma tendência na área de tecnologia. Desta maneira, o objetivo deste trabalho é analisar através de testes o funcionamento da tecnologia VoIP aplicado a uma solução wireless Palavras Chave: VoIP, Wireless, Protocolo H.323, Protocolo SIP 3

4 ABSTRACT With the growth that the Internet returned for the last two decades, the IP protocol was in a position of great prominence in the context of telecommunications networks, and many technologies based on its protocol is emerging. This work will make the study of the use of the VoIP technology in an environment that uses the technology wireless. They will be boarded concepts of the functioning of the two technologies and later the analysis of the implantation of a real solution, in the case a provider of Internet wireless radio, where uses the two technologies.the focus of this work will be the VoIP, that will use the wireless technology as half of transmission, therefore will not become a deepened study of the wireless technology but yes a general boarding of its functioning Wireless and VoIP are a trend in the technology area. In this way, the objective of this work is to analyze through tests the functioning of the VoIP technology applied to a wireless solution. Keywords: VoIP, Wireless, H.323, SIP. 4

5 Índice de Figuras Figura 1 - Modulação PAM - Fonte: Teleco Figura 2 Quantização - Fonte: Teleco Figura 3 PCM - Fonte: Teleco Figura 3 - Conversão Decodificação - Fonte: Silveira Figura 6 - Atraso fixo - Fonte: Peixoto Figura 7 Atraso na Rede - Fonte: Guimarães Figura 8 - Efeito dos Atrasos - Fonte: Delfino Figura 9 Perda de Pacotes - Fonte: Arruda Figura 10 Bufferização Fonte: Alves Figura 11 Erro de seuqenciamento - Fonte: Arruda Figura 12 Priorização de pacotes de voz Fonte: Garcia Figura 13 - Padrão H.323 X OSI - Fonte: Teleco Figura 14 Arquitetura H.323 Fonte: Delfino Figura 15 Conexão de VoIP - Lopes Figura 16: Sip em OSI Figura 16 Protocolo OSI X TCP/IP Fonte: Clube do Hardware Fig. 18. Funcionamento Wimax Figura 19 F1000 Fonte: Voipgoods

6 Sumário 1. INTRODUÇÃO VOIP CONCEITOS BÁSICOS TRATAMENTO DOS SINAIS PARA TRANSMISSÃO MODULAÇÃO PAM, QUANTIZAÇÃO E PCM CONVERSÃO E CODIFICAÇÃO: CODIFICADORES/DECODIFICADORES EXEMPLOS DE ARQUITETURAS BÁSICAS: VANTAGENS DA TECNOLOGIA VOIP DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS VOIP QUALIDADE DE SERVIÇO EM VOZ SOBRE IP FATORES QUE INFLUENCIAM A QUALIDADE DE SERVIÇO ATRASOS FIXOS: COMPONENTES DO ATRASO FIM-A-FIM ATRASOS VARIÁVEIS: VARIAÇÃO DO ATRASO: PERDA DE PACOTES: ERROS DE SEQUENCIAMENTO: ECO VARIAÇÕES NO ATRASO SEGURANÇA SOLUÇÕES PARA PROBLEMAS EM VOIP PRIORIZAÇÃO DE PACOTE: CANCELAMENTO DE ECO: SEGMENTAÇÃO DE PACOTE PROTOCOLOS H BENEFÍCIOS DA ADOÇÃO DO PADRÃO H COMPONENTES DO PADRÃO H ARQUITETURA H ESTABELECENDO UMA CONEXÃO VOIP PROTOCOLO SIP COMPONENTES DO PADRÃO SIP PROTOCOLOS DE TRANSPORTE E CONTROLE PROTOCOLO TCP PROTOCOLO UDP: PROTOCOLO UDP X TCP PROTOCOLO RTP: PROTOCOLO RTCP: PROTOCOLO RTSP: PROTOCOLO RSVP: WIRELESS FUNCIONAMENTO TECNOLOGIAS EMPREGADAS: PROTOCOLOS WIRELESS: WIMAX COMO FUNCIONA O WIMAX PROTOCOLO WIMAX VOIP SOBRE WIRELESS

7 6.1. PROBLEMAS DO TCP E UDP SEM FIO PADRÃO X QUALIDADE DE SERVIÇO (QOS) PROBLEMAS RELACIONADOS COM A SEGURANÇA ALCANCE ESTUDO DE CASO CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

8 LISTA DE ABREVIATURAS ADSL ATA DSSS ESA ESS FOIP FHSS HTTP IETF IEEE ISOC ITU IP MAC MGCP MCU MOS OSI PAM PCM QOS RDSI RTP RTCP RTPC RTSP RSVP SNMP SIP TCP UDP VOIP Asymmetric Digital Subscriber Line Analog Telephone Adaptator Direct Sequence Spread Spectrum Extended Service Area Extended Service Set Fax ove IP Frequency-hopping Spread Spectrum Hiper Text Transfer Protocol Internet Engineering Task Force Institute of Electrical and Electronics Engineers The Internet Society International Telecomunications Union Internet Protocol Media Acesss Control Media Gateway Control Protocol Multi Control Unit Mean Opinion Score Open systems interconection Pulse Amplitud Modulation Pulse Code Modulation Quality of Service Rede Digital de Serviços Integrados Real Time Protocol Real Time Control Protocol Rede de Telefonia Pública Comutada Real Time Streaming Protocol Resource Reservation Protocol Simple Network Management Protocol Session Initiation Protocol Transport Control Protocol User Datagram Protocol Voice Over Protocol Internet 8

9 1. INTRODUÇÃO Cada vez mais, a utilização da internet como principal meio de comunicação se solidifica como um grande negócio. Com o grande aumento de velocidade das conexões e fácil acesso a rede, todos podem ter contato com tecnologias que há alguns anos atrás não passavam de um sonho. Assistir televisão, ouvir rádio, ler jornal, cada vez mais o fácil acesso a internet está substituindo esses costumes antigos e deixando-os cada vez mais dinâmicos e atualizados. Com este grande avanço das tecnologias de comunicação, o telefone não poderia ficar de fora, logo surgiu o VoIP como solução de comunicação via IP para substituir as ligações via a tradicional e eficiente linha telefônica. A tecnologia VoIP tem um grande aliado ao seu lado, pois a telefonia convencional, apesar de ser antiga e usada por todos, ainda é muito cara, ligações interurbanas e internacionais podem custar uma verdadeira fortuna, enquanto com a utilização do VoIP, graças ao transporte de dados pela rede, esses valores se tornam apenas uma pequena porcentagem quando comparados com os preços da telefonia convencional. O segundo capitulo do trabalho abordará o conceito geral do VoIP, mostrando as formas de digitalização da voz e os codecs utilizados, os tipos de serviços existentes, aplicações e vantagens da utilização do Voip. O terceiro capitulo do trabalho abordará um estudo sobre a qualidade de serviço necessária para a transmissão de voz sobre a rede IP, serão vistos os fatores que impactam a qualidade da voz e os principais procedimentos para garantia da qualidade dos serviços em VoIP. O quarto capitulo será dedicado aos protocolos H.323 da ITU-T (International Telecommunication Union Telecommunication), e o SIP da IETF (Internet Engineering Task Force). Também mostrará os protocolos de transporte e controle que trabalham sobre TCP e UDP, como os protocolos RTP e RTCP. No quinto capitulo, vou descrever o funcionamento de uma rede wireless, como funciona, seus protocolos, e sua evolução ao longo do tempo. 9

10 No sexto e ultimo capitulo, detalharei o funcionamento do VoIP em ambiente Wireless, os melhores protocolos a serem utilizados, QoS, dificuldades e vantagens da tecnologia. 10

11 2. VOIP 2.1. CONCEITOS BÁSICOS A voz humana é um sinal analogico produzida pela vibração do ar que é expulso dos pulmões pelo diafragma e que passa pelas pregas vocais e é modificado pela boca, lábios e a língua. Transformamos a voz em um sinal elétrico para podermos transmiti-la através de uma rede telefônica, função é realizada pela cápsula receptora do aparelho telefônico. Se, ao invés de utilizarmos a telefonia convencional, desejarmos transmitir a voz através de uma rede de computadores, cujo meio de transmissão é digital, devemos, antes de enviar, transformá-la em um sinal digital. Voz sobre IP (VoIP) é uma tecnologia que permite realizar chamadas telefônicas e enviar fax sobre uma rede de dados IP, como se estivesse utilizando a Rede Telefônica Pública Convencional (RTPC) TRATAMENTO DOS SINAIS PARA TRANSMISSÃO Ao ser digitalizado, o sinal de voz permite que seu armazenamento e transmissão sejam feitos de forma mais rápida e eficiente. As redes telefônicas adotaram inicialmente a técnica de codificação PCM (Pulse Code Modulation Modulação por Codificação de Pulsos), que consiste em amostragens do sinal de voz contínuo, por segundo, representando o valor discreto amostrado em 8 bits. Isto implica na necessidade de um canal digital de 64kbps para transmissão de cada canal de voz. Este tipo de codificação procura reproduzir o sinal amostra por amostra, possui baixo atraso para o processo e pequena complexidade, mas requer um taxa de transmissão elevada (Fernandes, 2004). 11

12 2.3. MODULAÇÃO PAM, QUANTIZAÇÃO E PCM A conversão do sinal analógico em sinal digital pode ser feita por três processos básicos, modulação PAM, Quantização e PCM (Modulação em Código de Pulso). Modulação PAM Quando o sinal analógico é convertido em um trem de pulsos com amplitude diretamente proporcional à do sinal amostrado. É utilizada como modulação auxiliar na digitalização do sinal. Este processo digitaliza o sinal analógico a uma taxa mínima de duas vezes a freqüência máxima do sinal. Neste processo a taxa é de 8 Khz, codificada em 8 bits. A taxa total de amostras é de 64 Kbits. A FIGURA 3 evidencia uma senóide normal. Figura 1 - Modulação PAM - Fonte: Teleco Quantização É o processo de tornar o sinal modulado em PAM, dentro de níveis pré-estabelecidos de tensão chamados de valores de decisão. Quando um pulso está acima de um nível de decisão, ele é aproximado para o nível superior imediato. Quando está abaixo da linha de decisão, ele é aproximado para o nível inferior imediato. Durante o processo de quantização do sinal podem ocorrer erros. Uma técnica de diminuir os erros é fazendo a compressão dos sinais, evitando-se distorções. A FIGURA 2 nos mostra os sinais quantizados gerados. 12

13 Figura 2 Quantização - Fonte: Teleco PCM (Modulação em Código de Pulso) É a técnica de relacionarmos cada nível de decisão de um sinal modulado tipo PAM, a um código binário de 8 bits. O sinal resultante será uma cadeia de zeros e uns. Este sinal está pronto para trafegar em uma rede LAN ou WAN, faltando apenas codificá-lo. A FIGURA 3 mostra novamente o sinal quantizado, desta vez com valores binários atribuídos. Figura 3 PCM - Fonte: Teleco 2.4. CONVERSÃO E CODIFICAÇÃO: A voz gera um sinal analógico quando capitada pelo microfone; este sinal é convertido pelo computador em um sinal digital e codificado para transmissão via rede IP, na outra ponta o sinal passa por uma pilha IP e pelo buffer dejitter, passando, então, pelo processo de decodificação e conversão em sinal analógico para que se torne audível. 13

14 Figura 3 - Conversão Decodificação - Fonte: Silveira CODIFICADORES/DECODIFICADORES Um codec, ou codificador decodificador converte sinais de áudio para uma forma digital compactada para transmissão em meio digital, reduzindo a taxa de transmissão de bits, ao mesmo tempo em que mantém o máximo possível de qualidade subjetiva original do sinal, armazenado em algum meio digital ou usado em sistema de processamento digital, e depois para um sinal de áudio descompactado para retorno. As características de alguns codificadores de áudio são mostradas na TABELA 1. Recomendação ITU Método de Compressão Saída do Codec (kbps) Atraso de Compressão (ms) G.711 PCM G.728 LD - CELP 16 3 a 5 G.729 CS - CELP G.729a CS - CELP G MP - MLQ G ACELP G.726 ADPCM 32 1 Tabela 1 Fonte: Teleco 14

15 Os Codecs mais utilizados atualmente são: G.711 (1972) - Utiliza a técnica PCM (Pulse Code Modulation) para digitalização do sinal de voz. A taxa de transmissão é de 64kbps. O G.711 é um padrão reconhecido internacionalmente, largamente utilizado na conversão de sinais de voz analógicos para transmissão em redes digitais. A qualidade resultante é adequada para sinais de voz, mas não é considerada boa para sinais de áudio (Silveira, 2005); G (1996) Este padrão produz níveis de compressão digital de voz de 10:1 e 12:1, operando com um consumo de banda de 6.3 kbps (melhor qualidade)s e 5.3 kbps. A característica de largura de faixa reduzida é ideal para telefonia pela Internet em tempo real e para aplicações sobre linhas telefônicas convencionais. O G se tornou um padrão emergente para a interoperabilidade da transmissão de voz em plataformas distintas. Testes demonstraram uma qualidade equivalente à qualidade comercial (toll quality) dos serviços de telefonia convencionalcom apenas 1/10 de largura de faixa utilizada pelos sistemas PCM atuais; G.729 Utiliza a técnica de codificação denominada CS-ACELP (Conjugate Structure Algebraic Codebook Excited Linear Prediction) para codificar um sinal analógico na faixa de voz em um sinal digital de 8 Kbps EXEMPLOS DE ARQUITETURAS BÁSICAS: Segundo Silveira, temos quatro tipos de arquiteturas básicas: Arquitetura PC a PC: Este tipo de VoIP é o mais utilizado e também o primeiro a ser desenvolvido, consiste em dois computadores providos de recursos multimídia, conectados a uma LAN (tipicamente no ambiente 15

16 corporativo) ou, através da RTP, a um provedor de serviços Internet (tipicamente no endereço residencial), se comunicam para a troca de sinais de voz. Todo o tratamento do sinal de voz (amostragem, compressão e empacotamento) é realizado nos computadores, sendo a chamada de voz estabelecida com base no endereço IP do receptor (ou através de um nome, que será convertido para um endereço IP utilizando-se um serviço de diretório público). PC para telefones convencionais - Alguns softwares permitem que sejam feitas chamadas telefônicas para qualquer telefone convencional. Para este serviço são cobradas tarifas irrisórias comparadas com as operadoras de telefonia tradicional. O motivo para isso é que apenas um parte do tráfego de voz utiliza os sistemas da telefonia tradicional, o restante é feito pela Internet; Telefone IP para telefones convencionais Já existe equipamentos que permitem que se faça ligações utilizando o VoIP sem o auxilio de um computador, bastando apenas ter o acesso a Internet. Nesta modalidade existem os Telefones IP e os ATAs(ATA (Analog Telephone Adaptor). Os Telefones IP são aparelhos telefônicos, semelhantes a um celular, que possuem os protocolos para a telefonia via VoIP, já os ATAs são adaptadores que também possuem estes protocolos, para se utilizar em conjunto com telefones convencionais; Telefone IP para Telefone IP A conversa sem custo algum usuários de telefone IP é possível, porém ambos interlocutores devem ser clientes do mesmo serviço ou de serviços que tenham interconexão. Nada impede também que um telefone IP converse sem custo algum com um assinante do mesmo provedor VoIP que se comunique pelo computador, via software. 16

17 2.6. VANTAGENS DA TECNOLOGIA VOIP Segundo Fagundes, os benefícios da tecnologia podem ser divididos dentro de quatro categorias: Redução de custos. Apesar da redução de custos das chamadas de longa distância pelas companhias telefônicas, esse assunto é bastante popular para a introdução do VoIP. Os preços fixos para acesso a Internet podem se configurar numa excelente oportunidade para reduzir os custos de voz e fax. Estima-se que 70% dos custos de transmissão de fax entre os Estados Unidos e Ásia poderiam ser substituídos por FoIP (Fax over IP). Essas reduções de custos estão baseadas em evitar o uso das chamadas internacionais e estatuais usando a infra-estrutura da Internet do que a redução dos custos globais de um melhor compartilhamento dos equipamentos e rede pelos provedores de telecomunicações. Esse melhor compartilhamento levará uma redução de custos em larga escala para a voz. Simplificação. A integração da infra-estrutura que suporta todas as formas de comunicação permitirá uma maior padronização e redução nos investimentos em equipamentos. Esta infra-estrutura compartilhada pode aperfeiçoar o uso da largura de banda e a minimização dos custos de redundância da topologia de rede. As diferenças nos padrões de uso de voz e dados oferecem oportunidades adicionais para melhor a eficiência das redes de comunicações. Consolidação. Uma vez que pessoas estão nas extremidades das redes, qualquer oportunidade para combinar operações, eliminar pontos de falhas e consolidar atividades que gerem custos. Nas empresas, o uso de sistema de gerenciamento de rede centralizado baseado em SNMP monitorando voz e dados trazem excelentes benefícios tanto de redução de custos como de agilidade na determinação de problemas. 17

18 Aplicações avançadas. Embora os serviços básicos de telefonia e fax sejam as aplicações iniciais do VoIP, no longo prazo é esperado o uso de aplicações multimídia e aplicações multiserviços. Por exemplo, as soluções de e-commerce podem combinar acessos a Web e a partir desse acesso, através do próprio PC os usuários terem acesso imediato para chamar o atendente do call-center DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS VOIP O desenvolvimento de produtos VoIP é um desafio pois busca adicionar características da telefonia convencional (tanto voz quanto sinalização) em redes baseadas em IP, e interconectar estas à rede de telefonia pública, de tal maneira que a qualidade não seja prejudicada e que preserve as expectativas e funcionalidades existentes. Existem 5 funcionalidades principais: A qualidade das ligações deve ser equivalente a disponível atualmente na rede de telefonia publica comutada, mesmo em redes que possuam níveis variáveis de QoS. A rede IP deve possuir critérios cuidadosos de desempenho, tais como a diminuição de quedas de chamadas, latência de rede, perda de pacotes e desconexões. O controle de chamadas (sinalização) deve fazer com que o processo de chamada telefônica seja transparente. O serviço de interconexão rede pública/voip envolve gateways entre os ambientes de redes com voz e dados. 18

19 A gerência de sistemas, segurança, endereçamento (planos de encaminhamento) e contabilização devem ser consolidadas com os sistemas de suporte à operação (OSS) das redes públicas. Mesmo em casos de baixa de preço da telefonia convencional, os custos relativos ao VoIP, deve sempre se manter mais barato, pois acompanha os preços da primeira. 19

20 3. QUALIDADE DE SERVIÇO EM VOZ SOBRE IP 3.1. FATORES QUE INFLUENCIAM A QUALIDADE DE SERVIÇO A tecnologia VoIP ainda esta longe de ter a mesma qualidade das redes de telefonia convencional, e para a futura consolidação desta tecnologia é necessário que o sistema seja capaz de oferecer uma qualidade igual à hoje oferecida pela RPT. Esta crença se baseia no fato de que as estruturas tarifárias dos dois tipos de rede (Internet e Telefonia) tendem a sofrer alterações, com a tarifação da Internet deixando de ser do tipo "Flat Rate", apenas com tarifação local, e a tarifação da RPT deixando, a medida em que as operadoras implantam seus backbones baseados em redes de pacotes (com tecnologia ATM ou mesmo IP), de ser tão dependente da distância. A qualidade de serviço pode ser definida como a habilidade da rede para garantir e manter certos níveis de desempenho para cada aplicação de acordo com as necessidades específicas de cada usuário. Embora o conceito de QoS usualmente se refira à fidelidade do sinal de voz recebido, ele também pode se aplicar a outros aspectos, tais como: disponibilidade da rede, probabilidade bloqueio, existência de serviços especiais (conferência, identificação do usuário chamador, etc), escalabilidade e penetração ATRASOS FIXOS: A transmissão da voz em pacotes contribui para novos problemas como bufferização da voz compensando atrasos variados fim-a-fim (compostos de jitter, atraso de propagação, atraso de codificação). A recomendação G.114 do ITU-T estabelece limites para o tempo de transmissão em um sentido, conforme ilustração na FIGURA 6 : Até 150 ms Aceitável para a maioria das aplicações; 20

21 Entre 150 ms e 400 ms Deve-se avaliar o impacto na qualidade da aplicação; Entre 400 ms e 500 ms Geralmente inaceitável; Acima de 500 ms Conversação impossível; Figura 6 - Atraso fixo - Fonte: Peixoto COMPONENTES DO ATRASO FIM-A-FIM Segundo Lopes, os atrasos podem ser divididos em 3 classes: a. Atraso de propagação do meio físico: É causado pela velocidade do sinal em cabos de cobres, de ondas em enlaces de antenas e satélites e da luz em fibras ópticas. Este atraso depende do meio e da distância percorrida pelo sinal. Por exemplo, para uma transmissão via rádio, o atraso de propagação é de 3,33 s/km. Este atraso só é considerável em redes onde a distância percorrida é muita elevada, como por exemplo em redes de comunicação via satélite geoestacionário, onde a distância da ordem de Km resulta em um atraso de 120 ms. b. Atraso de codificação/decodificação de sinal. 21

22 Os algoritmos que usualmente são utilizados no processo de codificação de voz trabalham com quadros de tamanho fixo contendo amostras de sinal de voz. O tamanho deste quadro, medido em segundos, define a janela de codificação que também é atraso mínimo de codificação. O tamanho desta janela resulta de um compromisso entre a redução do atraso algorítmico (janela menor) e uma taxa maior de compressão (janela maior). Em muitos casos o algoritmo analisa, além do quadro corrente, informações contidas no quadro seguinte. Esta técnica permite que o codificador utilize a correlação entre quadros adjacentes no processo de codificação com o intuito de diminuir a taxa de transmissão (aumentar a taxa de compressão). O lookahead delay é o comprimento do frame seguinte que o codificador utiliza neste processo. O atraso de processamento corresponde ao tempo requerido para executar o algoritmo de codificação para um dado quadro. O tamanho do quadro e o lookahead delay independem da forma de implementação do algoritmo, mas o tempo de processamento pode ser minimizado com a utilização de processadores (usualmente processadores digitais de sinais) mais rápidos. Os atrasos de decodificação são da ordem da metade dos atrasos de codificação. A TABELA 2 mostra os valores destes atrasos para três tipos de codificadores comuns para transmissão de voz sobre redes de pacotes. O comprimento do quadro corresponde ao número de bytes em um quadro codificado (excluindo o cabeçalho); o parâmetro DSP MIPS indica a mínima velocidade necessária ao processador DSP para implementar o algoritmo de codificação. Tabela 2: Fonte: Nortel Networks 22

23 c. Atraso de Serialização: Tempo gasto para a transmissão de pacotes que já estão enfileirados no buffer de transmissão FIFO (First in first out) da interface física. Estes buffers existem para manter o meio físico sempre ocupado em altas taxas. O atraso de serialização pode ser crítico em enlaces de baixa velocidade. Na TABELA 3 podemos verificar o tempo de atraso de serialização para alguns links. Tabela 3 Fonte: Teleco A TABELA 4 abaixo mostra um somatório aproximado dos atrasos fixos: Tabela 4 Fonte: Guimarães O somatório destes atrasos está entre 70 e 102 ms. Considerando-se o pior caso, uma chamada pode tolerar até 150 ms. Contudo na Internet, os 23

24 atrasos provocados pelos enfileiramentos que ocorrem em seus nós (roteadores), fazem com que o limite de 250 ms seja superado em alguns momentos, dependendo principalmente da quantidade de usuários que estão utilizando a rede ao mesmo tempo, isto é, o trafego e o congestionamento da rede. Na FIGURA 7 abaixo, pode-se verificar estes atrasos na rede: Figura 7 Atraso na Rede - Fonte: Guimarães ATRASOS VARIÁVEIS: Os atrasos de pacotes variáveis ocorrem em tempo real e em função da rede (trafego e congestionamento). Os atrasos variáveis são provocados pelo Queuing Delay, que consiste no enfileiramento de pacotes que serão enviados pela rede. Os atrasos variáveis são definidos apenas como o somatório dos atrasos de enfileiramento que ocorrem nos roteadores intermediários na rede. Mesmo assim, o enfileiramento pode acrescentar atrasos significantes pois em uma rede IP a voz está compartilha os recursos com diversas outras aplicações. Outro atraso variável é devido ao Dejitter Buffer ou variação do atraso. Este buffer tem a função de armazenar pacotes de voz que venham separados, para repassá-los ao PABX sem muitos "buracos". Desta maneira, uma tecnologia de controle de congestionamento, prioridade e alocação de recursos são importantes para o desenvolvimento da tecnologia de Voz sobre IP. A FIGURA 8 ilustra a combinação dos efeitos dos atrasos presentes na rede. Os atrasos fixos (fixed delays) são ocasionados por diversos fatores, 24

25 como compression (compressão - tempo gasto na codificação da voz em pacotes), inter-process (entre-processos - atraso que ocorre em função dos handoffs entre os roteadores da rede), transmission (transmissão - devido às limitações de velocidade dos enlaces), network (rede - uma função das capacidades da rede), buffer e descompression (descompressão). Os atrasos variáveis (variable delays) são decorrentes do tráfego e do congestionamento da rede. Estes são causados principalmente pelo queueing (enfileiramento) dos pacotes nos roteadores. Vale lembrar que atrasos da ordem de 150ms (para alguns, até 250 ms) são considerados intoleráveis para transmissão de voz, pois causam perda de interatividade. Valores mais altos do que isto, porém, podem ser atingidos, em algumas situações, na Internet. Figura 8 - Efeito dos Atrasos - Fonte: Delfino VARIAÇÃO DO ATRASO: O jitter é a variação no intervalo entre chegadas de pacotes introduzido pelo comportamento aleatório do atraso na rede. 25

26 Figura 9 Perda de Pacotes - Fonte: Arruda O método mais usual de contornar o efeito jitter é uma técnica conhecida como Bufferização, que baseia-se em adicionar um buffer na recepção que acrescenta um atraso determinado, de tal forma que o atraso total experimentado pelo pacote, seja igual ao máximo atraso possível na rede. Figura 10 Bufferização Fonte: Alves PERDA DE PACOTES: As redes IP não garantem a entrega dos pacotes, portanto a perda de pacotes é inevitável e pode influenciar significativamente a qualidade do serviço de voz sobre IP. Definida como a percentagem de pacotes transmitidos pelo host de origem que não chegam ao host de destino, a perda de pacotes é devida, principalmente, a (Lopes, 2003): 26

27 Imperfeições na transmissão: problemas físicos nos equipamentos de transmissão podem resultar em perda de pacotes. Atraso excessivo: se o parâmetro "Time-to-Live" (TTL) definido para o pacote for excedido, o pacote é descartado pela rede. Congestionamento: o aumento em excesso do tráfego na rede pode resultar no overflow dos buffers dos roteadores, resultando na perda de pacotes. Overflow do buffer de dejitter: se o jitter na rede for excessivo, poderá ocorrer um overflow no buffer utilizado para compensar o jitter, com conseqüente perda de pacotes. Este efeito provoca lacunas na conversação, e é facilmente percebido, entretanto, uma pequena percentagem de perda de pacotes, entre 3 e 5%, costumam ser recuperadas nos Codecs ERROS DE SEQUENCIAMENTO: Com o grande numero de pacotes nas redes, congestionamento nas redes são inevitáveis, e com isso os pacotes podem tomem diversas rotas para um mesmo destino. Os pacotes poderiam chegar de forma desordenada, gerando um diálogo ruim, conforme a FIGURA 10. Utilizando técnicas como a compressão, supressão de silêncio eredes de transporte com QoS habilitada conseguimos obter níveis de qualidade aceitáveis de voz, apesar das variações na performance de rede (tais como congestionamento ou falhas de conexão). O processamento prévio da voz, por software, também pode ser utilizado para a otimização da qualidade da voz. Uma técnica, chamada supressão do silêncio, detecta quando há uma brecha ou um vazio no diálogo e suprime a transferência de pacotes contendo pausas, som de respiração, fôlegos, sopros e outros períodos de silêncio. Estes períodos podem corresponder de 50 a 60% do tempo da conversação, resultando em uma considerável conservação de banda. Como a falta de pacotes é interpretada como um silêncio completo, outra função é necessária no receptor para adicionar um ruído confortável. 27

28 Figura 11 Erro de seuqenciamento - Fonte: Arruda ECO Segundo Lopes, nas redes de telefonia tradicionais o eco normalmente é causado por um descasamento de impedância nas híbridas utilizadas para conversão dos 4 fios do nó de comutação para os 2 fios do cabo telefônico que vai à casa do assinante (loop local). Este descasamento de impedância faz com que uma parte do sinal transmitido seja refletido de volta à origem, fazendo com que o usuário escute sua própria fala algum tempo depois da transmissão. Existem dois tipos de eco que influenciam na qualidade do sinal VoIP: Eco Eletrônico Conversão dos dois fios dos telefones dos assinantes para quatro fios que fazem a conexão das centrais de longa distância (híbrida). o Normalmente não se percebe este eco, confundindo-o com o som da própria voz. o Entretanto, não deve exceder 30ms, senão é necessária a utilização de dispositivos chamados canceladores de eco. Eco Acústico Parte do sinal acústico realimentado do alto falante de um dispositivo para o microfone do mesmo dispositivo. 28

Contribuição acadêmica

Contribuição acadêmica Contribuição acadêmica Origem deste trabalho em cadeiras do curso de mestrado na COPPE/UFRJ; Continuidade da contribuição acadêmica através do laboratório RAVEL: desenvolvimento de sw para apoio; intercâmbio

Leia mais

Guia Técnico Inatel Guia das Cidades Digitais

Guia Técnico Inatel Guia das Cidades Digitais Guia Técnico Inatel Guia das Cidades Digitais Módulo 3: VoIP INATEL Competence Center treinamento@inatel.br Tel: (35) 3471-9330 As telecomunicações vêm passando por uma grande revolução, resultante do

Leia mais

Aplicações Multimídia Distribuídas. Aplicações Multimídia Distribuídas. Introdução. Introdução. Videoconferência. deborams@telecom.uff.br H.

Aplicações Multimídia Distribuídas. Aplicações Multimídia Distribuídas. Introdução. Introdução. Videoconferência. deborams@telecom.uff.br H. Departamento de Engenharia de Telecomunicações - UFF Aplicações Multimídia Distribuídas Aplicações Multimídia Distribuídas Videoconferência Padrão H.323 - ITU Padrão - IETF Profa. Débora Christina Muchaluat

Leia mais

Protocolos Sinalização

Protocolos Sinalização Tecnologia em Redes de Computadores Fundamentos de VoIP Professor: André Sobral e-mail: alsobral@gmail.com São protocolos utilizados para estabelecer chamadas e conferências através de redes via IP; Os

Leia mais

Introdução ao VoIP Codecs

Introdução ao VoIP Codecs Introdução ao VoIP Codecs Carlos Gustavo A. da Rocha Introdução ao VoIP Relembrando Telefonia analógica usa frequências captadas como voz humana na faixa de 0 a 4000Khz Para digitalizar a voz é necessário

Leia mais

QOS SOBRE REDES DE PACOTES UTILIZANDO H.323

QOS SOBRE REDES DE PACOTES UTILIZANDO H.323 QOS SOBRE REDES DE PACOTES UTILIZANDO H.323 Aluno: Ricardo dos Santos Alves de Souza Professor: Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte Abril de 2004 DEL 1 ÍNDICE Resumo... 3 1 Introdução... 4 1.1 Redes de Pacotes...

Leia mais

F n u d n a d ment n os o Vo V I o P Introdução

F n u d n a d ment n os o Vo V I o P Introdução Tecnologia em Redes de Computadores Fundamentos de VoIP Professor: André Sobral e-mail: alsobral@gmail.com Introdução VoIP (Voice over Internet Protocol) A tecnologia VoIP vem sendo largamente utilizada

Leia mais

REDES CONVERGENTES PROFESSOR: MARCOS A. A. GONDIM

REDES CONVERGENTES PROFESSOR: MARCOS A. A. GONDIM REDES CONVERGENTES PROFESSOR: MARCOS A. A. GONDIM Roteiro Introdução a Redes Convergentes. Camadas de uma rede convergente. Desafios na implementação de redes convergentes. Introdução a Redes Convergentes.

Leia mais

Tecnologias Atuais de Redes

Tecnologias Atuais de Redes Tecnologias Atuais de Redes Aula 5 VoIP Tecnologias Atuais de Redes - VoIP 1 Conteúdo Conceitos e Terminologias Estrutura Softswitch Funcionamento Cenários Simplificados de Comunicação em VoIP Telefonia

Leia mais

Prof. Manuel A Rendón M

Prof. Manuel A Rendón M Prof. Manuel A Rendón M Tanenbaum Redes de Computadores Cap. 1 e 2 5ª. Edição Pearson Padronização de sistemas abertos à comunicação Modelo de Referência para Interconexão de Sistemas Abertos RM OSI Uma

Leia mais

ncia de Redes NGN - NEXT GENERATION NETWORK Hugo Santana Lima hugosl@nec.com.br Porque Telefonia IP?

ncia de Redes NGN - NEXT GENERATION NETWORK Hugo Santana Lima hugosl@nec.com.br Porque Telefonia IP? Convergência ncia de Redes NGN - NEXT GENERATION NETWORK Hugo Santana Lima hugosl@nec.com.br Porque Telefonia IP? O negócio Presença universal do IP Maturação da tecnologia Passagem para a rede de dados

Leia mais

3 Qualidade de serviço na Internet

3 Qualidade de serviço na Internet 3 Qualidade de serviço na Internet 25 3 Qualidade de serviço na Internet Além do aumento do tráfego gerado nos ambientes corporativos e na Internet, está havendo uma mudança nas características das aplicações

Leia mais

O protocolo H.323 UNIP. Renê Furtado Felix. rffelix70@yahoo.com.br

O protocolo H.323 UNIP. Renê Furtado Felix. rffelix70@yahoo.com.br UNIP rffelix70@yahoo.com.br Este protocolo foi projetado com o intuito de servir redes multimídia locais com suporte a voz, vídeo e dados em redes de comutação em pacotes sem garantias de Qualidade de

Leia mais

Introdução ao protocolo SIP*

Introdução ao protocolo SIP* Introdução ao protocolo SIP* 1. SIP (Session Initiation Protocol) Pode se dizer que SIP trata se de um protocolo de controle referente à camada de aplicações do Modelo de Referência OSI (Open System Interconnection),

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 2 - MODELO DE REFERÊNCIA TCP (RM TCP) 1. INTRODUÇÃO O modelo de referência TCP, foi muito usado pela rede ARPANET, e atualmente usado pela sua sucessora, a Internet Mundial. A ARPANET é de grande

Leia mais

H.323: Visual telephone systems and equipment for local area networks which provide a nonguaranteed

H.323: Visual telephone systems and equipment for local area networks which provide a nonguaranteed UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ H.323: Visual telephone systems and equipment for local area networks which provide a nonguaranteed quality of service Resumo para a disciplina de Processamento Digital de

Leia mais

Um pouco sobre Pacotes e sobre os protocolos de Transporte

Um pouco sobre Pacotes e sobre os protocolos de Transporte Um pouco sobre Pacotes e sobre os protocolos de Transporte O TCP/IP, na verdade, é formado por um grande conjunto de diferentes protocolos e serviços de rede. O nome TCP/IP deriva dos dois protocolos mais

Leia mais

Transmissão de Voz em Redes de Dados (VoIP)

Transmissão de Voz em Redes de Dados (VoIP) Transmissão de Voz em Redes de Dados (VoIP) Telefonia Tradicional PBX Telefonia Pública PBX Rede telefônica tradicional usa canais TDM (Time Division Multiplexing) para transporte da voz Uma conexão de

Leia mais

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO TELECOMUNICAÇÕES As telecomunicações referem -se à transmissão eletrônica de sinais para as comunicações, incluindo meios como telefone, rádio e televisão. As telecomunicações

Leia mais

VoIP. Redes de Longa Distância Prof. Walter Cunha

VoIP. Redes de Longa Distância Prof. Walter Cunha Redes de Longa Distância Prof. Walter Cunha As principais tecnologias de Voz sobre Rede de dados: Voz sobre Frame Relay Voz sobre ATM Voz sobre IP VoIP sobre MPLS VoIP consiste no uso das redes de dados

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com - Aula Complementar - MODELO DE REFERÊNCIA OSI Este modelo se baseia em uma proposta desenvolvida pela ISO (International Standards Organization) como um primeiro passo em direção a padronização dos protocolos

Leia mais

Protocolos Multimídia. Alunos: Roberto Schemid Rafael Mansano

Protocolos Multimídia. Alunos: Roberto Schemid Rafael Mansano Alunos: Roberto Schemid Rafael Mansano Exemplos de Aplicações Multimídia Mídia Armazenada: conteúdo gravado e armazenado play/pause/rewind/forward Streaming : vê o conteúdo enquanto baixa o arquivo evita

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Capítulo 1 Gustavo Reis gustavo.reis@ifsudestemg.edu.br - O que é a Internet? - Milhões de elementos de computação interligados: hospedeiros = sistemas finais - Executando aplicações

Leia mais

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III 1 REDE DE COMPUTADORES III 1. Introdução MODELO OSI ISO (International Organization for Standardization) foi uma das primeiras organizações a definir formalmente

Leia mais

Há dois tipos de configurações bidirecionais usados na comunicação em uma rede Ethernet:

Há dois tipos de configurações bidirecionais usados na comunicação em uma rede Ethernet: Comunicação em uma rede Ethernet A comunicação em uma rede local comutada ocorre de três formas: unicast, broadcast e multicast: -Unicast: Comunicação na qual um quadro é enviado de um host e endereçado

Leia mais

:: Telefonia pela Internet

:: Telefonia pela Internet :: Telefonia pela Internet http://www.projetoderedes.com.br/artigos/artigo_telefonia_pela_internet.php José Mauricio Santos Pinheiro em 13/03/2005 O uso da internet para comunicações de voz vem crescendo

Leia mais

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE REDES REDES DE COMPUTADORES Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br Material elaborado com base nas apresentações

Leia mais

Arquiteturas de Rede. Prof. Leonardo Barreto Campos

Arquiteturas de Rede. Prof. Leonardo Barreto Campos Arquiteturas de Rede 1 Sumário Introdução; Modelo de Referência OSI; Modelo de Referência TCP/IP; Bibliografia. 2/30 Introdução Já percebemos que as Redes de Computadores são bastante complexas. Elas possuem

Leia mais

Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br

Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br Claudivan C. Lopes claudivan@ifpb.edu.br Motivação Camadas do modelo OSI Exemplos de protocolos IFPB/Patos - Prof. Claudivan 2 Para que dois ou mais computadores possam se comunicar, é necessário que eles

Leia mais

Revisão. Karine Peralta karine.peralta@pucrs.br

Revisão. Karine Peralta karine.peralta@pucrs.br Revisão Karine Peralta Agenda Revisão Evolução Conceitos Básicos Modelos de Comunicação Cliente/Servidor Peer-to-peer Arquitetura em Camadas Modelo OSI Modelo TCP/IP Equipamentos Evolução... 50 60 1969-70

Leia mais

Um Pouco de História

Um Pouco de História Telefonia IP Um Pouco de História Uma Breve Introdução às Telecomunicações Telefonia Tradicional Conversão analógica-digital nas centrais (PCM G.711) Voz trafega em um circuito digital dedicado de 64 kbps

Leia mais

INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDES E SEGURANÇA DE SISTEMAS TELEFONIA IP E VOIP RESUMO

INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDES E SEGURANÇA DE SISTEMAS TELEFONIA IP E VOIP RESUMO INSTITUTO SUPERIOR DE TEOLOGIA APLICADA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM REDES E SEGURANÇA DE SISTEMAS TELEFONIA IP E VOIP RESUMO Artigo Científico Curso de Pós-Graduação em Redes e Segurança de Sistemas Instituto

Leia mais

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP Modelo Arquitetural Motivação Realidade Atual Ampla adoção das diversas tecnologias de redes de computadores Evolução das tecnologias de comunicação Redução dos

Leia mais

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP HTTP (Hypertext Transfer Protocol ) Protocolo usado na Internet para transferir as páginas da WWW (WEB). HTTPS (HyperText Transfer

Leia mais

O modelo ISO/OSI (Tanenbaum,, 1.4.1)

O modelo ISO/OSI (Tanenbaum,, 1.4.1) Cenário das redes no final da década de 70 e início da década de 80: Grande aumento na quantidade e no tamanho das redes Redes criadas através de implementações diferentes de hardware e de software Incompatibilidade

Leia mais

Modelo OSI. Prof. Alexandre Beletti Ferreira. Introdução

Modelo OSI. Prof. Alexandre Beletti Ferreira. Introdução Modelo OSI Prof. Alexandre Beletti Ferreira Introdução Crescimento das redes de computadores Muitas redes distintas International Organization for Standardization (ISO) Em 1984 surge o modelo OSI Padrões

Leia mais

Modelo de Camadas OSI

Modelo de Camadas OSI Modelo de Camadas OSI 1 Histórico Antes da década de 80 -> Surgimento das primeiras rede de dados e problemas de incompatibilidade de comunicação. Década de 80, ISO, juntamente com representantes de diversos

Leia mais

VOIP A REVOLUÇÃO NA TELEFONIA

VOIP A REVOLUÇÃO NA TELEFONIA VOIP A REVOLUÇÃO NA TELEFONIA Introdução Saiba como muitas empresas em todo mundo estão conseguindo economizar nas tarifas de ligações interurbanas e internacionais. A História do telefone Banda Larga

Leia mais

A recomendação H.323 define um arcabouço (guarda-chuva) para a estruturação dos diversos

A recomendação H.323 define um arcabouço (guarda-chuva) para a estruturação dos diversos Videoconferência: H.323 versus SIP Este tutorial apresenta uma avaliação técnica e as tendências que envolvem os serviços providos pela pilha de protocolos do padrão H.323, especificados pelo ITU-T, e

Leia mais

INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP

INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP Arquitetura TCP/IP Arquitetura TCP/IP INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP gatewa y internet internet REDE REDE REDE REDE Arquitetura TCP/IP (Resumo) É útil conhecer os dois modelos de rede TCP/IP e OSI. Cada

Leia mais

Márcio Leandro Moraes Rodrigues. Frame Relay

Márcio Leandro Moraes Rodrigues. Frame Relay Márcio Leandro Moraes Rodrigues Frame Relay Introdução O frame relay é uma tecnologia de chaveamento baseada em pacotes que foi desenvolvida visando exclusivamente a velocidade. Embora não confiável, principalmente

Leia mais

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP Modelo Arquitetural Agenda Motivação Objetivos Histórico Família de protocolos TCP/IP Modelo de Interconexão Arquitetura em camadas Arquitetura TCP/IP Encapsulamento

Leia mais

Serviço fone@rnp: descrição da arquitetura

Serviço fone@rnp: descrição da arquitetura Serviço fone@rnp: descrição da arquitetura Maio de 2005 Esse documento descreve a arquitetura do serviço fone@rnp. RNP/REF/0343a Versão Final Sumário 1. Arquitetura... 3 1.1. Plano de numeração... 5 1.1.1.

Leia mais

1.1 Transmissão multimídia em redes

1.1 Transmissão multimídia em redes 1.1 Transmissão multimídia em redes Pode-se dividir a parte de transmissão multimídia em redes de computadores como mostra a figura 1, ou seja, a parte de conferência (que requer interatividade) e a parte

Leia mais

Administração de Sistemas de Informação I

Administração de Sistemas de Informação I Administração de Sistemas de Informação I Prof. Farinha Aula 03 Telecomunicações Sistemas de Telecomunicações 1 Sistemas de Telecomunicações Consiste de Hardware e Software transmitindo informação (texto,

Leia mais

MÓDULO 7 Modelo OSI. 7.1 Serviços Versus Protocolos

MÓDULO 7 Modelo OSI. 7.1 Serviços Versus Protocolos MÓDULO 7 Modelo OSI A maioria das redes são organizadas como pilhas ou níveis de camadas, umas sobre as outras, sendo feito com o intuito de reduzir a complexidade do projeto da rede. O objetivo de cada

Leia mais

Redes TCP/IP. Prof. M.Sc. Alexandre Fraga de Araújo. alexandref@ifes.edu.br. INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Campus Cachoeiro de Itapemirim

Redes TCP/IP. Prof. M.Sc. Alexandre Fraga de Araújo. alexandref@ifes.edu.br. INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Campus Cachoeiro de Itapemirim Redes TCP/IP alexandref@ifes.edu.br O que é a Internet? Milhões de elementos de computação interligados: hospedeiros = sistemas finais Executando aplicações Enlaces de comunicação: fibra, cobre, rádio,

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES 08/2013 Material de apoio Conceitos Básicos de Rede Cap.1 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura da bibliografia básica.

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Prof. Marcelo Gonçalves Rubinstein Programa de Pós-Graduação em Engenharia Eletrônica Faculdade de Engenharia Universidade do Estado do Rio de Janeiro Ementa Introdução a Redes de

Leia mais

Redes de Computadores I

Redes de Computadores I Redes de Computadores I Introdução a Redes de Computadores Prof. Esbel Tomás Valero Orellana Usos de Redes de Computadores Uma rede de computadores consiste de 2 ou mais computadores e/ou dispositivos

Leia mais

Roteamento e Comutação

Roteamento e Comutação Roteamento e Comutação Uma estação é considerada parte de uma LAN se pertencer fisicamente a ela. O critério de participação é geográfico. Quando precisamos de uma conexão virtual entre duas estações que

Leia mais

Walter Cunha Tecnologia da Informação Redes WAN

Walter Cunha Tecnologia da Informação Redes WAN Walter Cunha Tecnologia da Informação Redes WAN Frame-Relay 1. (FCC/Pref. Santos 2005) O frame-relay é uma tecnologia de transmissão de dados que (A) opera no nível 3 do modelo OSI. (B) tem velocidade

Leia mais

Cap 01 - Conceitos Básicos de Rede (Kurose)

Cap 01 - Conceitos Básicos de Rede (Kurose) Cap 01 - Conceitos Básicos de Rede (Kurose) 1. Quais são os tipos de redes de computadores e qual a motivação para estudá-las separadamente? Lan (Local Area Networks) MANs(Metropolitan Area Networks) WANs(Wide

Leia mais

III.2. CABLE MODEMS CARACTERÍSTICAS BÁSICAS UNIDADE III SISTEMAS HÍBRIDOS

III.2. CABLE MODEMS CARACTERÍSTICAS BÁSICAS UNIDADE III SISTEMAS HÍBRIDOS 1 III.2. CABLE MODEMS III.2.1. DEFINIÇÃO Cable modems são dispositivos que permitem o acesso em alta velocidade à Internet, através de um cabo de distribuição de sinais de TV, num sistema de TV a cabo.

Leia mais

Roteamento e Comutação

Roteamento e Comutação Roteamento e Comutação Design de Rede Local Design Hierárquico Este design envolve a divisão da rede em camadas discretas. Cada camada fornece funções específicas que definem sua função dentro da rede

Leia mais

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano

Redes de Dados. Aula 1. Introdução. Eytan Mediano Redes de Dados Aula 1 Introdução Eytan Mediano 1 6.263: Redes de Dados Aspectos fundamentais do projeto de redes e análise: Arquitetura Camadas Projeto da Topologia Protocolos Pt - a Pt (Pt= Ponto) Acesso

Leia mais

Multimédia, Qualidade de Serviço (QoS): O que são?

Multimédia, Qualidade de Serviço (QoS): O que são? Multimédia, Qualidade de Serviço (QoS): O que são? Aplicações Multimédia: áudio e vídeo pela rede ( meios contínuos ) QoS a rede oferece às aplicações o nível de desempenho necessário para funcionarem.

Leia mais

William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição

William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição Capítulo 7 Entrada/saída Os textos nestas caixas foram adicionados pelo Prof. Joubert slide 1 Problemas de entrada/saída Grande variedade

Leia mais

A Camada de Rede. A Camada de Rede

A Camada de Rede. A Camada de Rede Revisão Parte 5 2011 Modelo de Referência TCP/IP Camada de Aplicação Camada de Transporte Camada de Rede Camada de Enlace de Dados Camada de Física Funções Principais 1. Prestar serviços à Camada de Transporte.

Leia mais

IV. Em uma rede Frame Relay o roteamento dos quadros é de responsabilidade do protocolo IP da família de protocolos TCP/IP.

IV. Em uma rede Frame Relay o roteamento dos quadros é de responsabilidade do protocolo IP da família de protocolos TCP/IP. Exercícios: Redes WAN Prof. Walter Cunha http://www.waltercunha.com/blog http://twitter.com/timasters http://br.groups.yahoo.com/group/timasters/ Frame-Relay 1. (FCC/Pref. Santos 2005) O frame-relay é

Leia mais

V3PN Voice, Video and Integrated Data IP. Palestra V3PN

V3PN Voice, Video and Integrated Data IP. Palestra V3PN V3PN Voice, Video and Integrated Data IP V3PN Voice, Video and Integrated Data Palestrante André Gustavo Lomônaco Diretor de Tecnologia da IPPLUS Tecnologia Mestre em Engenharia Elétrica Certificado Cisco

Leia mais

Fernando Albuquerque - fernando@cic.unb.br REDES LAN - WAN. Fernando Albuquerque (061) 273-3589 fernando@cic.unb.br

Fernando Albuquerque - fernando@cic.unb.br REDES LAN - WAN. Fernando Albuquerque (061) 273-3589 fernando@cic.unb.br REDES LAN - WAN Fernando Albuquerque (061) 273-3589 fernando@cic.unb.br Tópicos Modelos Protocolos OSI e TCP/IP Tipos de redes Redes locais Redes grande abrangência Redes metropolitanas Componentes Repetidores

Leia mais

5.2 MAN s (Metropolitan Area Network) Redes Metropolitanas

5.2 MAN s (Metropolitan Area Network) Redes Metropolitanas MÓDULO 5 Tipos de Redes 5.1 LAN s (Local Area Network) Redes Locais As LAN s são pequenas redes, a maioria de uso privado, que interligam nós dentro de pequenas distâncias, variando entre 1 a 30 km. São

Leia mais

Redes de computadores. Redes para Internet

Redes de computadores. Redes para Internet Redes de computadores Redes para Internet Milhões de elementos de computação interligados: hospedeiros = sistemas finais Executando aplicações distribuídas Enlaces de comunicação fibra, cobre, rádio, satélite

Leia mais

Redes WAN Conceitos Iniciais. Prof. Walter Cunha

Redes WAN Conceitos Iniciais. Prof. Walter Cunha Redes WAN Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha Comutação por Circuito Todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo

Leia mais

4 Transmissão de Voz em Pacotes nas Redes Celulares

4 Transmissão de Voz em Pacotes nas Redes Celulares 4 Transmissão de Voz em Pacotes nas Redes Celulares Nos últimos anos, aplicações baseadas em voz sobre IP (VoIP) têm sido cada vez mais difundidas. O VoIP tradicional é uma aplicação de tempo real em modo

Leia mais

Interligação de Redes

Interligação de Redes REDES II HETEROGENEO E CONVERGENTE Interligação de Redes rffelix70@yahoo.com.br Conceito Redes de ComputadoresII Interligação de Redes Quando estações de origem e destino encontram-se em redes diferentes,

Leia mais

Unidade 2.1 Modelos de Referência. Bibliografia da disciplina. Modelo OSI. Modelo OSI. Padrões 18/10/2009

Unidade 2.1 Modelos de Referência. Bibliografia da disciplina. Modelo OSI. Modelo OSI. Padrões 18/10/2009 Faculdade INED Unidade 2.1 Modelos de Referência Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores Disciplina: Fundamentos de Redes Prof.: Fernando Hadad Zaidan 1 2 Bibliografia da disciplina Bibliografia

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA UniFOA Curso Tecnológico de Redes de Computadores Disciplina: Redes Convergentes II Professor: José Maurício S. Pinheiro

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES Prof. Esp. Fabiano Taguchi http://fabianotaguchi.wordpress.com fabianotaguchi@gmail.com RESUMO 1 COMUTAÇÃO DE CIRCUITOS Reservados fim-a-fim; Recursos são dedicados; Estabelecimento

Leia mais

GT-VOIP. Especificação de Compra de Gateways VoIP. Fevereiro de 2003

GT-VOIP. Especificação de Compra de Gateways VoIP. Fevereiro de 2003 GT-VOIP Especificação de Compra de Gateways VoIP Fevereiro de 2003 Este relatório apresenta a especificação de cenários e do hardware necessário para a implantação do piloto VOIP na Rede Nacional de Pesquisa.

Leia mais

Serviços Prestados Infovia Brasília

Serviços Prestados Infovia Brasília Serviços Prestados Infovia Brasília Vanildo Pereira de Figueiredo Brasília, outubro de 2009 Agenda I. INFOVIA Serviços de Voz Softphone e Asterisk INFOVIA MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO INFOVIA MINISTÉRIO

Leia mais

Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página

Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação 1 Introdução à Camada de Transporte Camada de Transporte: transporta e regula o fluxo de informações da origem até o destino, de forma confiável.

Leia mais

Técnico em Informática. Redes de Computadores 2ºE1/2ºE2

Técnico em Informática. Redes de Computadores 2ºE1/2ºE2 Técnico em Informática Redes de omputadores 2ºE1/2ºE2 SUMÁRIO 2.1 Introdução 2.2 Vantagens do Modelo de amadas 2.3 Modelo de inco amadas 2.4 Funções das amadas 2.5 Protocolos de Rede 2.6 Arquitetura de

Leia mais

MPLS MultiProtocol Label Switching

MPLS MultiProtocol Label Switching MPLS MultiProtocol Label Switching Cenário Atual As novas aplicações que necessitam de recurso da rede são cada vez mais comuns Transmissão de TV na Internet Videoconferências Jogos on-line A popularização

Leia mais

MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT. Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais

MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT. Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais MASSACHUSETTS INSTITUTE OF TECHNOLOGY SLOAN SCHOOL OF MANAGEMENT 15.565 Integração de Sistemas de Informação: Fatores Tecnológicos, Estratégicos e Organizacionais 15.578 Sistemas de Informação Global:

Leia mais

Unidade 2.1 Modelos de Referência

Unidade 2.1 Modelos de Referência Faculdade INED Curso Superior de Tecnologia: Banco de Dados Redes de Computadores Disciplina: Redes de Computadores Prof.: Fernando Hadad Zaidan 1 Unidade 2.1 Modelos de Referência 2 Bibliografia da disciplina

Leia mais

Professor(es): Fernando Pirkel. Descrição da(s) atividade(s):

Professor(es): Fernando Pirkel. Descrição da(s) atividade(s): Professor(es): Fernando Pirkel Descrição da(s) atividade(s): Definir as tecnologias de redes necessárias e adequadas para conexão e compartilhamento dos dados que fazem parte da automatização dos procedimentos

Leia mais

IFB INSTITUTO FEDERAL DE BRASÍLIA TECNOLOGIA VOIP. Nome: Nilson Barros Oliveira Sergio Lopes Turma: Técnico de informática 3 Módulo

IFB INSTITUTO FEDERAL DE BRASÍLIA TECNOLOGIA VOIP. Nome: Nilson Barros Oliveira Sergio Lopes Turma: Técnico de informática 3 Módulo IFB INSTITUTO FEDERAL DE BRASÍLIA TECNOLOGIA VOIP Nome: Nilson Barros Oliveira Sergio Lopes Turma: Técnico de informática 3 Módulo Brasília, 09 de Maio de 2012 Tecnologia Voip VoIP (Voice over Internet

Leia mais

RECURSOS DA TELEFONIA VOIP APLICADAS NAS INSTALAÇÕES DO CRSPE/INPE - MCT

RECURSOS DA TELEFONIA VOIP APLICADAS NAS INSTALAÇÕES DO CRSPE/INPE - MCT MINISTERIO DA CIENCIA E TECNOLOGIA INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS CENTRO REGIONAL SUL DE PESQUISAS ESPACIAIS INPE/CRSPE UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA UFSM RECURSOS DA TELEFONIA VOIP APLICADAS

Leia mais

Redes de Computadores e Teleinformática. Zacariotto 4-1

Redes de Computadores e Teleinformática. Zacariotto 4-1 Redes de Computadores e Teleinformática Zacariotto 4-1 Agenda da aula Introdução Redes de computadores Redes locais de computadores Redes de alto desempenho Redes públicas de comunicação de dados Computação

Leia mais

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP HTTP (Hypertext Transfer Protocol ) Protocolo usado na Internet para transferir as páginas da WWW (WEB). HTTPS (HyperText Transfer

Leia mais

APLICAÇÃO REDE APLICAÇÃO APRESENTAÇÃO SESSÃO TRANSPORTE REDE LINK DE DADOS FÍSICA 1/5 PROTOCOLOS DE REDE

APLICAÇÃO REDE APLICAÇÃO APRESENTAÇÃO SESSÃO TRANSPORTE REDE LINK DE DADOS FÍSICA 1/5 PROTOCOLOS DE REDE 1/5 PROTOCOLOS DE O Modelo OSI O OSI é um modelo usado para entender como os protocolos de rede funcionam. Para facilitar a interconexão de sistemas de computadores, a ISO (International Standards Organization)

Leia mais

TELECOMUNICAÇÕES E REDES

TELECOMUNICAÇÕES E REDES Capítulo 8 TELECOMUNICAÇÕES E REDES 8.1 2003 by Prentice Hall OBJETIVOS Quais são as tecnologias utilizadas nos sistemas de telecomunicações? Que meios de transmissão de telecomunicações sua organização

Leia mais

Aula 6 Modelo de Divisão em Camadas TCP/IP

Aula 6 Modelo de Divisão em Camadas TCP/IP Aula 6 Modelo de Divisão em Camadas TCP/IP Camada Conceitual APLICATIVO TRANSPORTE INTER-REDE INTERFACE DE REDE FÍSICA Unidade de Dados do Protocolo - PDU Mensagem Segmento Datagrama /Pacote Quadro 01010101010100000011110

Leia mais

Modelos de Camadas. Professor Leonardo Larback

Modelos de Camadas. Professor Leonardo Larback Modelos de Camadas Professor Leonardo Larback Modelo OSI Quando surgiram, as redes de computadores eram, em sua totalidade, proprietárias, isto é, uma determinada tecnologia era suportada apenas por seu

Leia mais

Redes WAN. Prof. Walter Cunha

Redes WAN. Prof. Walter Cunha Redes WAN Conceitos Iniciais Prof. Walter Cunha Comutação por Circuito Todos os recursos necessários em todos os subsistemas de telecomunicação que conectam origem e destino, são reservados durante todo

Leia mais

Roteamento e Comutação

Roteamento e Comutação Roteamento e Comutação A camada de enlace, cujo protocolo é utilizado para transportar um datagrama por um enlace individual, define o formato dos pacotes trocados entre os nós nas extremidades, bem como

Leia mais

Aula 03 Regras de Segmentação e Switches

Aula 03 Regras de Segmentação e Switches Disciplina: Dispositivos de Rede II Professor: Jéferson Mendonça de Limas 4º Semestre Aula 03 Regras de Segmentação e Switches 2014/1 19/08/14 1 2de 38 Domínio de Colisão Os domínios de colisão são os

Leia mais

Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas

Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas Conhecer os modelo OSI, e TCP/IP de cinco camadas. É importante ter um padrão para a interoperabilidade entre os sistemas para não ficarmos

Leia mais

Capítulo 7 CAMADA DE TRANSPORTE

Capítulo 7 CAMADA DE TRANSPORTE Capítulo 7 CAMADA DE TRANSPORTE SERVIÇO SEM CONEXÃO E SERVIÇO ORIENTADO À CONEXÃO Serviço sem conexão Os pacotes são enviados de uma parte para outra sem necessidade de estabelecimento de conexão Os pacotes

Leia mais

Arquitecturas Multimédia

Arquitecturas Multimédia Arquitecturas Multimédia FEUP/DEEC/RBL 2002/03 José Ruela Arquitecturas para Comunicações Multimédia Arquitectura Multimédia IETF» Session Initiation Protocol (SIP)» Session Announcement Protocol (SAP)»

Leia mais

Streaming na pratica Shoutcast Flumotion

Streaming na pratica Shoutcast Flumotion Streaming na pratica Shoutcast Flumotion Felipe Santos dos Santos 1 1 Faculdade de Tecnologia Senac Pelotas(FATEC) Rua Gonçalves Chaves, 602 Centro CEP: 96.015-560 Pelotas RS Brasil Curso Superior de Tecnologia

Leia mais

Redes de Computadores. Trabalho de Laboratório Nº7

Redes de Computadores. Trabalho de Laboratório Nº7 Redes de Computadores Curso de Eng. Informática Curso de Eng. de Electrónica e Computadores Trabalho de Laboratório Nº7 Análise do tráfego na rede Protocolos TCP e UDP Objectivo Usar o Ethereal para visualizar

Leia mais

Equipamentos de Rede. Prof. Sérgio Furgeri 1

Equipamentos de Rede. Prof. Sérgio Furgeri 1 Equipamentos de Rede Repetidor (Regenerador do sinal transmitido)* Mais usados nas topologias estrela e barramento Permite aumentar a extensão do cabo Atua na camada física da rede (modelo OSI) Não desempenha

Leia mais

prof.edney@superig.com.br Redes de Computadores

prof.edney@superig.com.br Redes de Computadores prof.edney@superig.com.br Redes de Computadores Apresentação do professor, da disciplina, dos métodos de avaliação, das datas de trabalhos e provas; introdução a redes de computadores; protocolo TCP /

Leia mais

Capítulo 9. Telefonia por Rede de Pacotes (Voz Sobre IP)

Capítulo 9. Telefonia por Rede de Pacotes (Voz Sobre IP) Capítulo 9 Telefonia por Rede de Pacotes (Voz Sobre IP) 9.1 Introdução A rede de computadores foi utilizada nos seus primórdios do seu funcionamento, principalmente, para transmitir e receber mensagens

Leia mais

Este tutorial apresenta conceitos e recomendações para o planejamento de uma rede multi-serviço.

Este tutorial apresenta conceitos e recomendações para o planejamento de uma rede multi-serviço. O que se deve considerar no planejamento de uma rede multi-serviço? Este tutorial apresenta conceitos e recomendações para o planejamento de uma rede multi-serviço. Jorge Moreira de Souza Doutor em Informática

Leia mais

1 Introduc ao 1.1 Hist orico

1 Introduc ao 1.1 Hist orico 1 Introdução 1.1 Histórico Nos últimos 100 anos, o setor de telecomunicações vem passando por diversas transformações. Até os anos 80, cada novo serviço demandava a instalação de uma nova rede. Foi assim

Leia mais

Apostilas de Eletrônica e Informática SDH Hierarquia DigitaL Síncrona

Apostilas de Eletrônica e Informática SDH Hierarquia DigitaL Síncrona SDH A SDH, Hierarquia Digital Síncrona, é um novo sistema de transmissão digital de alta velocidade, cujo objetivo básico é construir um padrão internacional unificado, diferentemente do contexto PDH,

Leia mais