PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Presidente da República Federativa do Brasil SECRETARIA ESPECIAL DE AQÜICULTURA E PESCA

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2 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Presidente da República Federativa do Brasil SECRETARIA ESPECIAL DE AQÜICULTURA E PESCA JOSÉ FRITSCH Secretário Especial de Aqüicultura e Pesca ROMEU PORTO DAROS Secretário-Adjunto da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca GERSON LUIZ MENDES TEIXEIRA Subsecretário de Planejamento de Aqüicultura e Pesca LUÍS TADEU ASSAD Diretor de Gestão Estratégica e Articulação Institucional CARLOS ALEXANDRE GOMES DE ALENCAR Coordenador-Geral de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação EQUIPE TÉCNICA DA SEAP Luiz Eduardo Lima de Freitas Paulo Sandoval Júnior ELABORAÇÃO Ariel Scheffer da Silva Raimundo Nonato Lima Conceição Roberto Ávila Bernardes (Colaborador) REVISÃO/EDIÇÃO Myrian Luiz Alves (Assessora de Imprensa da SEAP/PR) EDITORAÇÃO Rodrigo Diniz Torres (Oficial de Gabinete da SEAP/PR)

3 TEXTO BÁSICO DE NIVELAMENTO TÉCNICO SOBRE RECIFES ARTIFICIAIS MARINHOS Carlos Alexandre Gomes de Alencar, M.Sc. em Política e Gestão Ambiental SEAP/PR (Coordenação Técnica) Ariel Scheffer da Silva, D.Sc. em Zoologia Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável (LACTEC) Raimundo Nonato de Lima Conceição, D.Sc. em Ecologia e Recursos Naturais Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR) da Universidade Federal do Ceará Brasília, DF SETEMBRO DE

4 Os Estados, quando apropriado, deveriam desenvolver políticas para aumentar a abundância das populações e incrementar as oportunidades de pesca mediante a utilização de estruturas artificiais, respeitando a segurança da navegação, por cima, no fundo do mar e à superfície. Deveria promover a pesquisa sobre a utilização dessas estruturas, incluindo-se os efeitos sobre os recursos marinhos vivos e o meio ambiente. Código de Conduta para uma Pesca Responsável ONU/FAO

5 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO BASE CONCEITUAL HISTÓRICO E ESTADO DA ARTE RISCOS NA UTILIZAÇÃO DE RECIFES ARTIFICIAIS JUSTIFICATIVAS TIPOS DE RECIFES E MATERIAIS LEGISLACAO INTERNACIONAL E NACIONAL REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...40 i

6 Texto Básico de Nivelamento Técnico sobre Recifes Artificiais Marinhos 1. INTRODUÇÃO Nas últimas duas décadas intensificou-se o uso de recifes artificiais marinhos em países costeiros como o Japão, os Estados Unidos, o Canadá, a Itália e a Inglaterra, dentre outros. No Brasil, iniciativas com hábitats artificiais são mais recentes; porém, as grandes demandas regionais na resolução de conflitos de diversas naturezas, bem como no incremento da produção pesqueira, têm aumentado o interesse de diversos setores na utilização desta ferramenta. Os resultados do uso destas estruturas de manejo de recursos pesqueiros são variados e podem influenciar no alcance de objetivos e interesses comuns do governo e da sociedade civil, como a preservação ambiental e a explotação sustentável de espécies marinhas associadas. Na gestão integrada de ambientes costeiros e marinhos, a utilização de recifes artificiais marinhos tem trazido resultados satisfatórios, principalmente na esfera da preservação ambiental e do zoneamento marinho. No âmbito pesqueiro, a aplicação de recifes artificiais tem apresentado resultados favoráveis quando são adotados critérios técnicos e científicos padronizados. Apesar da possibilidade de resultados satisfatórios para a preservação ambiental, pesquisa e explotação de recursos, e do grande interesse na aplicação dessas estruturas para a resolução de conflitos costeiros, os recifes artificiais, como ferramentas de gestão, 1

7 Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República são pouco compreendidos pelas instituições governamentais responsáveis pela gestão e ordenamento dos recursos naturais marinhos. Como conseqüência, não existe uma legislação específica, nem um protocolo básico para a orientação à aplicação e uso de recifes artificiais de modo responsável. No momento em que se discute o uso sustentável dos recursos marinhos, a sociedade se depara com o desafio de buscar soluções eficazes e racionais para a resolução dos problemas da pesca brasileira e de criar alternativas racionais de sua explotação pelas comunidades pesqueiras tradicionais. Estes desafios estão circunscritos ao âmbito de um complexo processo institucional, que, partindo do envolvimento do governo, universidades, institutos de pesquisa, sociedade civil organizada e de empresas, e das prerrogativas de programas estruturantes, tais como o Fome Zero, poderá utilizar a tecnologia de recifes artificiais para o benefício das comunidades costeiras tradicionais mais carentes. 2

8 Texto Básico de Nivelamento Técnico sobre Recifes Artificiais Marinhos 2. BASE CONCEITUAL O conceito recife artificial define um conjunto de atividades que visa à remodelagem do ecossistema marinho com a oferta de novos hábitats (Seaman & Sprague, 1991; Seaman, 2000). A comunidade biológica que coloniza estruturas submersas artificialmente, tais como pilares de piers, colunas e fundações de plataforma de petróleo, cascos de navios, estruturas de concreto ou rocha natural, é semelhante aos substratos naturais rochosos do infralitoral adjacente. A ocorrência de algumas espécies de organismos marinhos está intimamente associada à presença de fundos consolidados, utilizados como hábitats para fases de seus ciclos de vida (Witman and Dayton, 2001). Várias espécies de peixes demersais e bentônicos de importância econômica e ecológica do litoral brasileiro utilizam estes hábitats consolidados como abrigos de predadores, áreas de crescimento, reprodução e alimentação (Paiva, 1996, 1997; IBAMA, 1995). Assim como as algas, que liberam esporos para a colonização dos fundos marinhos, espécies da fauna bêntica com fase adulta séssil produzem ovos e larvas pelágicos que são dispersos na coluna d água e colonizam superfícies adequadas. Conseqüentemente, qualquer novo substrato com características favoráveis ao assentamento larval e em ambientes adequados, é ocupado rapidamente por comunidades epibênticas que 3

9 Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República incrementam a cadeia trófica local, propiciando o desenvolvimento dos níveis tróficos superiores (Bruno and Bertness, 2001; Witman and Dayton, 2001). Porém, a simples instalação de estruturas no fundo marinho não garante mudanças positivas na pesca ou na diversidade biológica. A implementação de recifes artificiais com responsabilidade e embasamento técnico-científico, de maneira a otimizar a complexidade estrutural do ecossistema, junto com informações ambientais básicas (hidrografia, biota marinha, capacidade de recrutamento, etc) e específicas para cada região, permite que o assentamento de recifes artificiais seja uma ferramenta versátil no incremento e gestão dos recursos pesqueiros e na conservação da biodiversidade marinha. Vários aspectos ambientais, sociais e econômicos influenciam nos resultados de projetos com recifes artificiais, dentre eles destacam-se: a proximidade de fontes de suprimento larval; o fluxo de nutrientes condicionados aos aspectos hidrográficos do local; o tipo de material do recife e sua complexidade estrutural; e, finalmente, os processos sócio-participativos no uso ou manejo dos novos hábitats (Milon et al, 2000; Simard, 1996). Os benefícios socioeconômicos e ambientais decorrentes do assentamento de hábitats artificiais são inúmeros (Seaman & Sprague, 1991; Bombace, 1996; Seaman, 2000), destacando-se, principalmente: 4

10 Texto Básico de Nivelamento Técnico sobre Recifes Artificiais Marinhos Apoio à pesca artesanal e de subsistência por meio do incremento da produtividade e da geração de alternativas de emprego e renda; Criação de novas fronteiras aqüícolas, com o desenvolvimento da maricultura em mar aberto; Auxílio ao ordenamento pesqueiro e costeiro através da delimitação de áreas de exclusão de arrasto, zonas de recuperação ambiental, reservas extrativistas, e reservas de desenvolvimento sustentável, com foco na pesca; Desenvolvimento do turismo ecológico subaquático, com o envolvimento das comunidades tradicionais; Aumento e conservação da biodiversidade marinha; Recuperação de hábitats degradados na zona costeira; e Desenvolvimento de pesquisa científica. 5

11 Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República 3. HISTÓRICO E ESTADO DA ARTE Registros sobre a construção de recifes artificiais relatam que, há mais de 300 anos, os japoneses da ilha de Awaji amarravam galhos de árvores e varas de bambu, lastreados com sacas de areia, para a formação de áreas de pesca (Ino, 1974, in: Christian et al., 1998) (Figura 1). Figura 1 - Desenho esquemático das primeiras estruturas artificiais utilizadas no Japão, há mais de 300 anos atrás (cedido por Raimundo Nonato Lima Conceição). 6

12 Texto Básico de Nivelamento Técnico sobre Recifes Artificiais Marinhos A utilização preferencial de locais com fundos consolidados naturais para a captura de pescados é amplamente conhecida em países costeiros. No entanto, existem registros antigos da utilização de estruturas artificiais, denominadas de recifes artificiais, propositadamente instaladas para a pesca, tendo referências históricas que datam de centenas de anos (Buckley, 1985). No Japão, sistemas de recifes artificiais têm sido utilizados por mais de 200 anos para incrementar a produção pesqueira. Em 1976 o governo japonês implementou um programa de 6 anos, no valor de US$ 250 milhões, para a instalação recifes artificiais marinhos de grande porte. Hoje, o Japão emprega anualmente cerca de US$ 60 milhões em programas de incremento pesqueiro, onde os recifes artificiais são os componentes estratégicos (Simard, 1996). Os resultados mais significativos no Japão são os de aplicação de recifes com maior verticalidade e recifes de ressurgência. Países como a Itália, Espanha, Canadá e Estados Unidos utilizam recifes artificiais a partir da programação e preparação de diversos materiais para uso no gerenciamento de conflitos costeiros e para o incremento pesqueiro (Silva, 2001; Silva & Brandini, 1997). Na Espanha foram obtidos bons resultados com o emprego de recifes artificiais para proteção de fundos de fanerógamas submersas (tipo de vegetação de fundo que serve de hábitatberçário), permitindo uma melhor conservação da fauna e flora marinhas, bem como o incremento da pesca local (Xunta de Galícia, 1988; Ruzafa, 1996). 7

13 Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República Na região do Algarve, em Portugal, foram empregados recifes artificiais para aproveitar o potencial produtivo de correntes marinhas de subsuperfície, ricas em nutrientes, em áreas com limitações de hábitats consolidados. Nos Estados Unidos da América, o primeiro hábitat artificial foi criado em 1830 no estado da Carolina do Norte, utilizando-se copas de árvores (USFWS, 1997). O Departamento de Parques e Vida Selvagem do Estado do Texas (Texas Parks and Wildlife Department) desenvolve um programa de recifes artificiais desde Hoje, cerca de sistemas recifes artificiais estão instalados nas águas do estado do Texas (Dale Shively, comunicação pessoal). Os efeitos positivos do incremento de substratos artificiais na produção pesqueira foram verificados em áreas de concentração de plataformas de exploração de petróleo. Nesse (2002) relata o incremento de 5 (cinco) vezes na produção pesqueira no Golfo do México após a instalação de cerca de plataformas de petróleo. Dimitroff (1982) calculou que mais de toneladas de pargos e garoupas que desembarcam na Florida são oriundas de áreas de plataformas de petróleo, gerando aproximadamente US$ por ano. Estas estruturas são recifes artificiais de grande porte e com grande verticalidade. Por outro lado, a remoção de tais estruturas oceânicas diminui os estoques pesqueiros regionais. O Mineral Management Service (1995) relata o declínio de estoques pesqueiros na década de noventa, após a remoção de 400 plataformas de pequeno porte do Golfo do México. 8

14 Texto Básico de Nivelamento Técnico sobre Recifes Artificiais Marinhos Por estas razões, o Senado americano criou legislação específica para incentivar a utilização de estruturas descomissionadas como recifes artificiais para a pesca comercial de pequeno porte e para a pesca recreacional. No Canadá, a Artificial Reef Society of British Columbia (ARSBC) utilizou os Destroyers Polares EX-HMV Mackenzie e o EX-HMV Yukon, entre outros, em projetos de recifes artificiais para desenvolver o turismo subaquático e promover a conservação de áreas naturais marinhas. Os resultados da aplicação destas embarcações como recifes artificiais podem ser observados em termos ecológicos, econômicos e sociais (San Diego Oceans Foundation, 2000). Somente o naufrágio do Ex-Mackenzie, gerou à Província da Colúmbia Britânica o equivalente a US$ 3,5 milhões em operações turísticas de mergulho e pesca esportiva. Além disso, o governo da Província sugere que o recife tenha gerado um retorno significativo em termos de conservação de áreas naturais que vinham sofrendo impactos de uso pelos mergulhadores e pescadores (Milon et al, 2000). Existem casos negativos no emprego de recifes artificiais. Como exemplo, temos a iniciativa de lançamento da plataforma de petróleo tipo SPAR, em 1995, no Mar do Norte, gerando polêmica com os ambientalistas e órgãos de controle europeus (Side & Davis, 1999; Meenan, 1998; Shell-UK, 1998; MMS, 1995) devido à falta de critérios técnicos, ambientais e sociais. 9

15 Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República Cabe salientar que muitos projetos, em várias partes do mundo, alcançaram seus objetivos com sucesso após investimentos em pesquisas ecológicas, de materiais e de gestão, aplicadas aos recifes artificiais (Seaman & Jensen, 2000). No Brasil as experiências técnicas com hábitats artificiais tiveram início na década de 70, porém, existem registros históricos desta prática por várias tribos indígenas de nossa costa desde o sec. XVII. As marambaias 1, ainda são utilizadas por comunidades pesqueiras tradicionais, sendo confeccionadas com galhos de mangue (Conceição et al., 1997), folhas, bambu e pedras, apresentam bom retorno social, a despeito das questões ambientais referentes ao material utilizado (Figura 2). Figura 2 - Ilustração das marambaias (Cedido por Raimundo Nonato Lima Conceição). O 1 Marambaia: termo utilizado por algumas comunidades tradicionais da região nordeste para recifes artificiais feitos com madeiras da vegetação local. Significa Lugar de boa pesca. 10

16 Texto Básico de Nivelamento Técnico sobre Recifes Artificiais Marinhos s primeiros projetos-piloto foram desenvolvidos no litoral do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro com pequenos grupamentos de recifes de pequeno porte, cujos resultados foram pouco documentados. A partir da década de 90, vários projetos têm sido implementados, cujos resultados são acompanhados e documentados adequadamente. Inúmeros estudos feitos no Brasil, como teses de mestrado e doutorado, trabalhos de campo e de pesquisa naval voltados aos processos de bioincrustação, sucessão ecológica, e produtividade biológica, além de estudos de formas e materiais, acumulam conhecimentos sobre o tema, mas não o esgota, sendo necessárias pesquisas direcionadas para vários cenários ambientais e socioeconômicos da costa brasileira, bem como o aprimoramento normativo e gerencial sobre o assunto. O lançamento de duas barcaças de 77 metros de comprimento em janeiro de 2001, pela Universidade Federal do Paraná, corrobora o sucesso dos projetos bem embasados, desenvolvidos em outros países. A biodiversidade e a grande biomassa de peixes e invertebrados encontrada naqueles recifes artificiais, aliada à substituição de práticas de pesca pouco seletivas pelo uso de petrechos mais conservativos nesses hábitats, mostra o grande potencial de projetos desta natureza (Silva, 2001). Porém, para alcançar esses resultados, foram desenvolvidas, durante mais de 4 (quatro) anos, pesquisas que subsidiaram o conhecimento regional. 11

17 Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República Outro projeto desenvolvido no Paraná, o Programa RAM (UFPR, LACTEC, Votorantin, IBAMA, Ecoplan, e Marinha do Brasil), como é conhecido, recebeu auxílio financeiro do Ministério da Ciência e Tecnologia, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PADCT-CIAMB), que identificou a necessidade de desenvolver conhecimentos locais sobre o uso deste tipo de ferramenta ambiental. Dentro deste programa foram instalados mais de unidades de recifes de concreto, incluindo recifes anti-arrasto para o ordenamento da pesca, recifes de produção e recifes de conservação. Ainda no Paraná, pesquisadores do projeto Instituto do Milênio uso e apropriação de recursos costeiros implementaram um sistema recifal para aqüicultura de mar aberto, gerando novas oportunidades de crescimento para este setor. No estado de São Paulo, município de Bertioga, o projeto PROMAR (Proteção de Recursos Marinhos) foi desenvolvido através do Progroma Estadual de Gerenciamento Costeiro, com recursos do Ministério do Meio Ambiente, com objetivo de proteger áreas costeiras importantes para o ciclo de vida de espécies e recuperar os recursos pesqueiros da região, degradados pela pesca predatória de arrasto de fundo. No período de 1997 e 1998 foram instalados 100 estruturas de concreto e 30 de aço para recuperação do ecossistema costeiro e exclusão do arrasto de fundo. Em 2000 o projeto foi ampliado com recursos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, sendo colocadas mais 12

18 Texto Básico de Nivelamento Técnico sobre Recifes Artificiais Marinhos 100 estruturas de concreto e 60 de aço. Os resultados obtidos, mostrados pelo monitoramento dos recifes, têm despertado consciência na população sobre o problema ambiental e motivado a continuidade e ampliação desta iniciativa para regiões vizinhas (Figura 3). Diversos outros municípios do Estado têm mostrado grande interesse, particularmente para coibir a pesca predatória nas regiões mais costeiras e criar áreas de proteção ou de exclusão de pesca. Figura 3 - Monitoramento de recifes artificiais instalados em São Paulo (cedido por Roberto Ávila Bernardes). No Estado do Rio de Janeiro, algumas iniciativas estão sendo desenvolvidas, com destaque para: o projeto da Universidade Norte Fluminense, inicialmente utilizando pneus, e mais recentemente com estruturas pré-moldadas de concreto; o projeto de bioprodução da Petrobrás (Unidade Bacia de Campos) e Universidade Federal do Rio de Janeiro, com tubulação já inservível da produção de petróleo; e o projeto de aplicação do ex-navio hidrográfico Orion como recife artificial de grande porte. Este último, implementado pela Petrobrás e Marinha do Brasil, 13

19 Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República possibilitou o desenvolvimento de técnicas e processos padronizados, que servirão de base para o descomissionamento e uso de estruturas de grande porte (navios e plataformas de petróleo) para o incremento da pesca e a conservação da biodiversidade marinha (Silva et al., 2003). Cabe salientar que este projeto envolveu várias entidades com experiência em recifes artificiais e tecnologias navais e sociais, entre as quais: a EMGEPRON, associada à Marinha do Brasil; o Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (CEM/UFPR), o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), o Instituto Ecoplan e a ANI Consultoria em comunicação. No estado do Espírito Santo, o lançamento do Ex-navio Victory-8B foi feito com objetivos turísticos por um grupo ligado ao setor de mergulho. No estado de Pernambuco, foram lançados 3 rebocadores para incrementar as atividades de mergulho recreativo. Recentemente, no estado do Rio Grande do Norte foi implantado um grande recife artificial formado por 25 casulos de concreto, perfazendo uma área de m 2, envolvendo cinco comunidades da região do Pólo Petroquímico de Guamaré. No mesmo estado vêm sendo implementadas iniciativas pontuais de construção de recifes artificiais com pneus. 14

20 Texto Básico de Nivelamento Técnico sobre Recifes Artificiais Marinhos No estado do Ceará, o tema conta com 10 anos de estudos que vêm sendo realizados pelo Grupo de Estudos de Recifes Artificiais do Instituto de Ciências do Mar da Universidade Federal do Ceará. Nesse período, foram implantados cerca de 35 projetos de pequeno, médio e grande portes (Figura 4), sempre visando o incremento de produtividade junto às comunidades de pescadores artesanais. F i g Figura 4 - Modelo modular de recife artificial utilizando pneus no Estado do Ceará (Desenho cedido por Raimundo Nonato Lima Conceição). 15

21 Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República Embora existam outros projetos ao longo da costa brasileira, muitos estão sendo implementados de forma pouco criteriosa, sem considerar aspectos ambientais, sociais e legais, causando impactos negativos nas pescarias ou nas organizações sociais e promovendo uma percepção pública negativa. Por estas razões, as várias agências governamentais envolvidas na Política Nacional para os Recursos do Mar PNRM vêm indicando a necessidade de discussão de diretrizes e normas para a implantação de recifes artificiais na costa brasileira. 16

22 Texto Básico de Nivelamento Técnico sobre Recifes Artificiais Marinhos 4. RISCOS NA UTILIZAÇÃO DE RECIFES ARTIFICIAIS Apesar da comprovada eficiência dos recifes artificiais, alguns casos de insucesso podem ser encontrados na literatura especializada (San Diego Oceans Foundation, 2000; Seaman, 2000; Seaman & Jensen, 2000). Os fracassos estão geralmente associados à falta de objetivos claros na concepção de projetos e à falta de critérios na execução dos mesmos (Seaman, 2000). Os vários estudos científicos nessa área indicam a importância dos conhecimentos ambientais prévios das áreas de instalação, do planejamento dos tipos de estruturas e seus materiais, do monitoramento ambiental e pesqueiro, e da implementação de planos de manejos com o envolvimento das comunidades. No Espírito Santo, o lançamento do Ex-navio Victory-8B, inicialmente promovido pelo Instituto Ecoplan e Centro de Tecnologia em Aqüicultura e Meio Ambiente (CTA), contemplou a seleção de área. Porém, após a mudança de empreendedores, os critérios de descontaminação e otimização como hábitat e o envolvimento das comunidades tradicionais foram negligenciados, causando conflitos com entidades ambientalistas, e promovendo entraves jurídicos. Outro caso semelhante, porém com material diferenciado (pneus) foi registrado na costa do estado do Ceará, onde não foram considerados os critérios técnicos e a experiência de 17

23 Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República sucesso de outros projetos desenvolvidos na mesma região; tal negligência causou o desprendimento e dispersão do material em diversas áreas da costa. O lançamento de 3 (três) rebocadores com cerca de 30 metros cada, na costa de Pernambuco, em frente à cidade de Recife, demonstrou falta de critérios de limpeza, descontaminação e preparo, ocasionando atraso significativo na colonização da fauna epibêntica, possível contaminação da ictiofauna por hidrocarbonetos e metais pesados, riscos aos usuários de mergulho amador (restos de vidros, passagens inadequadas e peças contundentes). O Canadá e os Estados Unidos possuem orientações específicas para o preparo e lançamento de navios descomissionados, incluindo protocolos de limpeza, descontaminação e de preparo (Environment Canada, 2001). Como as estruturas de cascos de médio e grande porte são complexas e variáveis para cada tipo de navio, possuindo diversos componentes nocivos ao ambiente marinho, os procedimentos de limpeza e preparo devem ser criteriosos, considerando análises individuais (caso a caso). Além da variação estrutural e da presença de contaminantes distintos em cada navio, a legislação e os condicionantes operacionais e ambientais também influenciam nos planos de limpeza e preparo das embarcações. Desta forma, os protocolos e as experiências de outros locais podem ser utilizados, desde que sejam feitas adequações pertinentes. 18

24 Texto Básico de Nivelamento Técnico sobre Recifes Artificiais Marinhos 5. JUSTIFICATIVAS A costa do Brasil apresenta ecossistemas diversificados, cujas potencialidades produtivas diferem para cada região. A plataforma continental da região sudeste, entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina, ocupa cerca de 5 milhões de hectares. Sua topografia é relativamente regular, com declive suave (1m/km) e extensão de até 120 milhas náuticas até a quebra do talude. O fundo é dominado por sedimento não consolidado, em geral arenoso, e o regime hidrográfico é típico da circulação de correntes de contorno oeste (Castro & Miranda, 1997). A massa de água sobre a plataforma (AP) é resultante da mistura de águas tropicais da Corrente do Brasil com a drenagem continental, com variações sazonais marcantes em suas características físico-químicas (Brandini, 1990), que influenciam na dinâmica pesqueira da região (Matsuura, 1986, 1996). A região norte/nordeste é banhada por águas oligotróficas da Corrente do Brasil. Comparada com a região sudeste/sul, apresenta menor produtividade pesqueira, porém possui alta biodiversidade. As diferenças dos fundos nesta região indicam a presença de áreas arenosas, com baixa produtividade biológica e pouca disponibilidade de hábitats consolidados, porém, existe elevado potencial de colonização por espécies associadas a estes hábitats. Nos últimos 30 anos, a região costeira vem sendo gradativamente ocupada pelo desenvolvimento industrial e urbano 19

25 Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República tendo conseqüentes processos de erosão e poluição no ambiente marinho, enquanto que as áreas de plataforma estão sujeitas à exploração pesqueira industrial e de pequena escala, sem maiores preocupações com a sustentabilidade dos recursos. Por exemplo, a pesca de arrasto com parelhas ou tangones é pouco seletiva, produzindo um volume substancial de captura de organismos sem interesse comercial ( by-cacth ), mas fundamentais na organização da rede trófica e, em última instância, na preservação dos próprios estoques comerciais. Os recursos explorados pela pesca de pequena escala estão cada vez mais exauridos devido ao crescente impacto antrópico na área costeira (Paiva, 1996, 1997). A pesca de subsistência, base da economia de centenas de famílias de pescadores, vem sendo muito prejudicada pela competição desigual imposta pela frota industrial que vem operando em águas cada vez mais rasas e danificando seus petrechos de pesca. Os pescadores artesanais formam a classe mais representativa e depauperada da zona costeira, necessitando de alternativas urgentes para manutenção de sua cultura e atividade econômica. Diante das perspectivas de manejo, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (Food and Agriculture Organization FAO) tem incentivado países costeiros a aplicarem, de forma responsável, a tecnologia dos recifes artificiais para auxiliar no gerenciamento de recursos costeiros e na 20

26 Texto Básico de Nivelamento Técnico sobre Recifes Artificiais Marinhos manutenção de comunidades pesqueiras tradicionais (FAO 1990, 1995). O próprio Código de Conduta para uma Pesca Responsável (FAO, 1995) cita que Os Estados, quando apropriado, deveriam desenvolver políticas para aumentar a abundância das populações e incrementar as oportunidades de pesca mediante a utilização de estruturas artificiais.... Os sistemas de ordenamento das zonas costeira e marinha, considerando os interesses dos pescadores / comunidades, deveriam estabelecer planos de gestão específicos para recifes artificiais, levando em conta essas orientações. 21

27 Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República 6. TIPOS DE RECIFES E MATERIAIS Alta estabilidade e elevada durabilidade são características essenciais na escolha dos materiais utilizados em programas de assentamento de recifes artificiais. Os mais comuns, e com mais vantagens do ponto de vista ambiental, são estruturas de concreto, blocos de rochas calcárias naturais, de estruturas de aço naval, entre outros (Duclerc & Duval, 1986; Bombace, 1996). Os desenhos e materiais utilizados evoluíram bastante nos últimos anos. Pesquisadores investigaram formas, desenhos e arranjos que maximizassem a produtividade e a biodiversidade em condições ambientais específicas. Os materiais, a durabilidade e estabilidade foram sendo adequados ao ambiente marinho, tendo em vista a diminuição de custos e o aumento dos benefícios dos sistemas artificiais. Hoje existem dezenas de desenhos de unidades recifais, confeccionados com vários materiais adequados ao ambiente marinho (concreto, aço naval, ferro, agregados de carvão mineral, agregados eletrolíticos carbonato de cálcio / pneus, madeira, entre outros). O concreto é considerado o material mais adequado para a produção de recifes artificiais devido à sua estabilidade no assoalho marinho, à não liberação de elementos poluentes e à possibilidade de moldá-lo com alta similaridade ao hábitat rochoso ou coralino natural. O uso de traços (composição) de concreto adequado e de 22

28 Texto Básico de Nivelamento Técnico sobre Recifes Artificiais Marinhos aditivos especiais (microsílica e superplastificantes) permite a produção de substratos adequados à colonização marinha e com alta resistência e durabilidade no ambiente salino. Os aditivos promovem a adequação do ph da superfície do concreto, favorecendo a colonização da biota incrustante e, conseqüentemente, beneficiando a diversidade biológica e o aumento da produtividade local (Portela et al, 2001) Comparado a outros materiais utilizados para recifes artificiais, o concreto mostrase muitas vezes superior em resistência, durabilidade, estabilidade como hábitat e facilidade de sua moldagem e manuseio. A aplicação de estruturas marítimas descomissionadas como recifes artificiais para fins pesqueiros ou de conservação biológica também é prática comum em muitos países costeiros (Jensen, 1996; Seaman, 1996), sendo, inclusive, utilizadas por entidades ambientalistas como o Greenpeace (Gianni, 1995). A aceitação deste tipo de material de oportunidade como hábitat artificial se deve à sua complexidade e tamanho, e à sua durabilidade no ambiente marinho. Além disso, os materiais liberados pela oxidação destas estruturas, principalmente os ricos em íons ferro, são aproveitados pelas algas marinhas no processo da fotossíntese e, em regiões mais afastadas da costa, onde estes elementos ocorrem.em baixas concentrações, podem incrementar a produtividade primária. Porém, estas estruturas devem ser totalmente descontaminadas antes de seu uso como hábitat. 23

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