UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PRÓ-REITORIA DE ENSINO E GRADUAÇÃO FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA

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1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PRÓ-REITORIA DE ENSINO E GRADUAÇÃO FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E NATURAIS DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA DESENVOLVENDO APLICAÇÕES UTILIZANDO A API GINGA-J: UM ESTUDO DE CASO COM CLIPES INTERATIVOS JOÃO PAULO LIMA DO NASCIMENTO MOSSORÓ-RN 2008

2 JOÃO PAULO LIMA DO NASCIMENTO DESENVOLVENDO APLICAÇÕES UTILIZANDO A API GINGA-J: UM ESTUDO DE CASO COM CLIPES INTERATIVOS Trabalho de conclusão apresentado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel do curso Ciência da Computação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Orientador: Prof. Sebastião Emídio Alves Filho. MOSSORÓ-RN 2008

3 JOÃO PAULO LIMA DO NASCIMENTO DESENVOLVENDO APLICAÇÕES UTILIZANDO A API GINGA-J: UM ESTUDO DE CASO COM CLIPES INTERATIVOS Trabalho de conclusão apresentado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel do curso Ciência da Computação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Orientador: Prof. Sebastião Emídio Alves Filho. Prof. Sebastião Emídio Alves Filho (Orientador) Prof. DSc. Aquiles Medeiros Filgueira Burlamaqui Prof. Alysson Mendes de Oliveira DATA DA APROVAÇÃO: / /

4 Dedico este meu trabalho à minha família, que representou a força essencial para a realização deste. E também aos meus amigos que me mostraram o caminho a seguir para chegar até aqui.

5 AGRADECIMENTOS Agradeço à Deus, pela oportunidade cedida. À minha família, pelo constante apoio em minhas tarefas. Aos amigos, pela força, incentivo e companheirismo. Ao meu orientador pelas correções e apoio na realização deste trabalho.

6 RESUMO Este trabalho faz uma abordagem sobre os conceitos da TV digital, destacando-se a interatividade das aplicações. São comentados os diferentes padrões de TV digital e suas especificações divididas em camadas, das quais é detalhada a camada de middleware, que possui um vínculo com as aplicações interativas do ambiente de TV. Aspectos relevantes à concepção das aplicações são discutidos e, para demonstrar a interatividade da TV digital, é desenvolvida uma aplicação com clipes de músicas que tem como base a especificação da API Ginga-J. Palavras-chave: TV digital interativa, middleware, xlets, Ginga, Java TV.

7 ABSTRACT This work makes an approach on digital TV concepts, focusing on applications interactivity. Different digital TV patterns are discussed and its specification divided into layers, where middleware layer is detailed since it's related to applications on TV interactive environment. Relevant aspects to applications design are discussed and to demonstrate the digital TV interactivity, an application with music clips is developed based on the Ginga-J API specification. Keywords: Interactive digital TV, middleware, xlets, Ginga, Java TV.

8 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Televisor de Figura 2: Um dos pri meiros televisores e m cores Figura 3: Comparação entre as relações de as pecto da TV analógica e do HDTV Figura 4: Algu mas possíveis combinações dos padrões de vídeo no uso do canal de 6 MHz...22 Figura 5: Com ponentes de u m siste ma de TV digital Interativa...24 Figura 6: Funciona mento do carrossel de dados...25 Figura 7: Exemplo de u m STB externo Figura 8: Arquitetura de u m siste ma de TV digital interativa representa da em camadas...27 Figura 9: Fluxos de áu dio, vídeo e da dos m ultiplexados for ma n do u m só fluxo MPEG Figura 10: Padrões utilizados nas ca ma das do DVB...32 Figura 11: Padrões utilizados nas ca ma das do ATSC Figura 12: Padrões utilizados nas ca ma das do ISDB...35 Figura 13: Arquitetura da ca ma da de middleware para IDTV...38 Figura 14: Logotipo do MHP...41 Figura 15: Aplicação MHP que simula u m teclado na tela do televisor...42 Figura 16: L Middleware MHP dividido em camadas Figura 17: Arquitetura do middleware DASE...44 Figura 18: Logotipo do ARIB Figura 19: Logotipo do middleware Ginga...47 Figura 20: Arquitetura do Ginga - J e m a mbiente de execução...48 Figura 21: Exemplo de docu mento NCL Figura 22: xemplo de u m EPG...53 Figura 23: Aplicação SMS para envio de mensagens Figura 24: Aplicação para interação de contas de e - m ail Figura 25: Estados de u m Xlet Figura 26: Métodos da interface Figura 27: Apresentação do XleTView... 61

9 Figura 28: Diagra ma de casos de uso da UML conten do os serviços oferecidos pela aplicação Clipe Interativo...62 Figura 29: Aplicação à espera de ser inicializada...62 Figura 30: Menus de opções de infor mações sobre o clipe m usical...63 Figura 31: Consultan do infor mações da banda m u sical...64 Figura 32: Consultan do infor mações referentes ao álbu m Figura 33: Consultan do a letra original da m ú sica Figura 34: Consultan do a tradução da m ú sica...66

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1: padrões utilizados nas camadas do SBTVD...36 Tabela 2: Middlewares adotados por cada padrão de TV digital Tabela 3: Principais pacotes do Java TV e suas respectivas funções... 57

11 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS 8-VSB 8-Vestigial Side Band API Application Programming Interface ARIB Association of Radio Industries and Businesses ATSC Advanced Television Systems Committee ATV Advanced TV ATTC Advanced Television Test Center AWT Abstraction Windows Tollkit BML Broadcast Markup Language CD Compact Disk CSS Cascade Style Sheets COFDM Coded Orthogonal Frequency Division Multiplex CPU Central Processing Unit DASE DTV Application Software Environment DAVIC Digital Audio-Visual Council DIBEG Digital Broadcasting Experts Group DOM Document Object Model DVB Digital Video Broadcasting DVD Digital Versatile Disc EDTV Enhanced Definition Television ELG European Launching Group EPG Electronic Program Guide FCC Federal Communications Commission GEM Globally Executable MHP GPL GNU General Public License HAVI UI Home Audio Video Interoperability User Interface HD-MAC High-Definition Multiplexed Analog Components HDTV High-Definition Digital Television HTML HyperText Markup Language IDTV Interactive Digital Television IPTV Internet Protocol Television ISDB Integrated Services Digital Broadcasting JDK Java Development Kit

12 JMF JPEG JVM LDTV MHP MPEG NCL NHK NTSC OFDM ONG OSI PAL PNG RTOS SBTVD SDTV SECAM SI STB TS TV TVDI UML VHS W3C XHTML XML Java Media Framework Joint Photographic Experts Group Java Virtual Machine Low Definition Television Multimedia Home Platform Moving Pictures Experts Group Nested Context Language Nippon Hoso Kyokai National Television System Commitee Orthogonal Frequency Division Multiplex Organização Não Governamental Open Systems Interconnection Phase Alternation Line Portable Network Graphics Real Time Operating System Sistema Brasileiro de TV Digital Standard Definition Television Séquentielle Couleur à Mémoire Serviços de Informações Set-Top Box Transport Stream Television TV digital interativa Unified Modeling Language Video Home System World Wide Web Consortium extensible HyperText Markup Language extensible Markup Language

13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO TV DIGITAL Abordage m Histórica Da TV Analógica E Da TV Digital TV Digital X TV Analógica Componentes De Um Sistema De TV Digital Interativa Difusor Meio De Difusão Receptor Arquitetura De Um Siste ma De TV Digital Interativa Camada De Trans missão Camada De Transporte Camada De Com pressão Camada De Middleware Camada De Aplicativos Padrões Da TV Digital Digital Video Broadcasting (DVB) Advanced Television Syste ms Co m mittee (ATSC) Integrated Services Digital Broadcasting (ISDB) Sistema Brasileiro De TV Digital (SBTVD) INTERATIVIDADE Middleware Multi media Ho me Platfor m (MHP) DTV Application Software Environ me nt (DASE) Association Of Radio Industries A nd Businesses (ARIB) Ginga Ginga - J Ginga - NCL... 49

14 3.2 Aplicações Interativas Da TV Digital Desenvolvimento De Aplicações Interativas Concepção De Uma Aplicação De TV Digital Níveis De Interatividade Interatividade Local Interatividade Inter mitente Interatividade Per manente DESENVOLVIMENTO DE UMA APLICAÇÃO INTERATIVA: CLIPE INTERATIVO Java TV Ho me A udio Video Interoperability User Interface (HAVi UI) XleTView Escopo Da Aplicação CONSIDERAÇÕES FINAIS...68 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...69 ANEXO A LISTA COMPLETA DOS PACOTES INCLUÍDOS NA ESPECIFICAÇÃO DO GINGA - J...74

15 14 1. INTRODUÇÃO Desde sua concepção, a partir de 1930, a televisão (TV) vem exercendo um forte papel comunicativo nos lares de todo o mundo. Através dela os telespectadores recebem informações acerca de diversas áreas do conhecimento: educação, cultura, indústria, comércio, política e entretenimento. Segundo (PORTAL DO SOFTWARE PÚBLICO BRASILEIRO, 2004), a TV brasileira é uma das maiores do mundo, onde mais de 90% dos domicílios brasileiros possuem televisores e, dentre esses, 80% recebem exclusivamente o sinal da TV aberta. Com base nesses números, é de se esperar que a TV digital tenha uma grande popularidade por aqui. Muitos países já adotaram algum padrão de TV digital, e onde ele chega altera o perfil de seus usuários através de suas novidades tecnológicas, propiciando serviços antes não oferecidos pela TV convencional. No Brasil já existe o ambiente de TV digital, mas ainda não se encontra acessível à toda população. As autoridades brasileiras estão implantando gradativamente esta nova tecnologia, investindo em inclusão digital, pesquisas, oferecendo subsídios às indústrias de equipamentos eletrônicos, para que o custo dos aparelhos conversores possam diminuir, garantindo fácil acesso ao aparelho por boa parte da população. Nesse contexto, é esperado que além da alta definição na qualidade da imagem, a TV digital brasileira dê a possibilidade de interação com os programas televisivos, e é justamente sobre isso que trata este trabalho. Seu objetivo é demonstrar, através de uma aplicação onde o usuário interage com a TV, o poder e as possibilidades trazidas com esta nova tecnologia. Desta forma, este trabalho se encontra estruturado da seguinte maneira: a segunda seção aborda conceitos essenciais da TV digital, expondo componentes responsáveis pelo seu funcionamento, sua arquitetura, esta encontrada nos ambientes do difusor e do teslespectador. Esta seção aborda também os padrões de TV digital mais difundidos no mundo, incluindo o recente padrão brasileiro, cada um com suas implementações em suas camadas. A terceira seção discute a interatividade da TV digital, expondo o funcionamento dos middlewares responsáveis por controlar e executar aplicações em diferentes plataformas de hardware, e também são apresentados e discutidos os principais padrões de middlewares adotados por cada um dos padrões de TV digital, destacando-se o middleware brasileiro Ginga. No fim desta seção há a abordagem sobre as aplicações de TV digital, seus tipos e exemplos.

16 15 Com o intuito de demonstrar o nível de interatividade que um usuário da TV digital possui e também a utilização de pacotes que fazem parte da especificação do middleware brasileiro Ginga-J, uma aplicação foi desenvolvida para simulação de um ambiente em que o usuário usufrui de seus serviços oferecidos durante a transmissão de um videoclipe musical. Os recursos necessários ao desenvolvimento desta aplicação e a própria são discutidos em detalhes na seção quatro. Como conclusão deste trabalho, são apresentadas algumas considerações sobre este trabalho, suas contribuições e recomendações para trabalhos futuros.

17 16 2. TV DIGITAL A televisão, um dos mais importantes e expressivos meios de comunicação, tem estado a maior parte de sua história atrelada ao objetivo primário de exibição de conteúdo desprovido de interação com o telespectador. A tecnologia de televisão digital veio para mudar esse cenário, proporcionando, além de melhores qualidades de áudio e vídeo, a possibilidade de interação entre um serviço e o telespectador. 2.1 Abordagem Histórica da TV analógica e da TV digital É possível transmitir muitas informações através de imagens. Sejam elas estáticas ou em movimento. Como encontrado em (TUDO SOBRE TV, 1999): A idéia de trabalhar com imagens está ligada a história da civilização. Já nos tempos primitivos, o homem deixava suas impressões em forma de desenhos para que gerações posteriores pudessem aprender ou os reverenciar. De acordo com (TUDO SOBRE TV, 1999), desde o início do século XIX, os cientistas (matemáticos, físicos e químicos) estavam preocupados com a transmissão de imagens a distância. E foi através do invento do escocês Alexander Bain, em 1842, que obteve-se a transmissão telegráfica de uma imagem (fac-símile), atualmente conhecido como fax. Em 1873, 56 anos depois que o químico sueco Jakob Berzelius descobriu o elemento químico selênio, o inglês Willoughby Smith comprovou que o mesmo possuía a propriedade de captar e transformar energia luminosa em energia elétrica, possibilitando uma transmissão de imagens por meio da corrente elétrica. Mas somente em 1892 os físicos alemães Julius Elster e Hans Geitel inventaram um dispositivo capaz de realizar esta tarefa: a célula fotoelétrica. Esta invenção foi fundamental para a criação das câmeras fotográficas e de vídeo. Em meados de 1906, o cientista inglês Arbwehnelt e o russo Boris Rosing desenvolveram paralelamente um sistema de televisão por raios catódicos. Este sistema empregava a exploração mecânica de espelhos somada ao tubo de raios catódicos, exibindo uma imagem numa tela.

18 17 Esses inventos juntamente com as descobertas, colaboraram para que acontecessem as primeiras emissões de sinais de TV, ainda em fases de testes, a partir de Nestas primeiras imagens, percebia-se formas de objetos e pessoas, em apenas duas tonalidades de cor, o chamado sistema preto e branco. E em 1935 na Alemanha, acontecem as primeiras transmissões oficiais de TV. O sinal de TV difundido pelas emissoras desde essa época era analógico, ou seja, era transmitido pelos difusores através de ondas eletromagnéticas. Devido a esta natureza dos sinais analógicos, a tecnologia de TV da época ficou conhecida por TV analógica. Para a recepção num aparelho de TV, era necessário uma antena receptora para captar o sinal analógico e a partir deste exibir a imagem numa tela. A figura 1 apresenta um televisor da época exibindo uma imagem em preto e branco. Figura 1: Televisor de 1935 (TUDO SOBRE TV, 1999) Outro grande passo da TV analógica foi a transmissão de imagens coloridas (imagens formadas a partir das misturas das cores vermelho, verde e azul), onde se destacaram três padrões: o National Television System Commitee (NTSC), Phase Alternation Line (PAL) e o Séquentielle Couleur à Mémoire (SECAM). Nos Estados Unidos, as primeiras transmissões de imagens coloridas ocorreu no ano de 1954, onde foi adotado os padrões NTSC e, anos depois, o padrão PAL. E na França foi adotado o padrão SECAM, mas este findou não sendo compatível com o sistema preto e branco francês. E por fim, no Brasil, as primeiras transmissões de TV em cores se dá em 19 de fevereiro de 1972, onde o Brasil adotou o padrão de cor PAL-M (TUDO SOBRE TV, 1999). A figura 2 apresenta um aparelho de TV exibindo uma imagem colorida.

19 18 Figura 2: Um dos primeiros televisores em cores (TUDO SOBRE TV, 1999) Por volta de 1970, os cientistas da Nippon Hoso Kyokai (NHK), emissora pública de televisão do Japão, iniciaram pesquisas para desenvolver uma televisão de alta definição, que posteriormente, seria chamada de High-Definition Digital Television (HDTV). A intenção das pesquisas era buscar uma solução tecnológica, onde fosse possível uma melhora na imagem e som da televisão, que apresentasse uma qualidade semelhante a do cinema (formato widescreen, imagem com maior nitidez e som estéreo) o que não se encontrava na TV analógica. Como um canal da TV analógica ocupava toda uma faixa de 6 MHz, os cientistas japoneses concluíram que para poderem melhorar o som e a imagem da TV usando a mesma faixa, seria necessário aumentar o fluxo de áudio e vídeo neste canal, mas na época não existia a tecnologia necessária para fazê-lo. Anos depois, com o surgimento de tecnologias digitais para compressão de áudio e vídeo, destacando-se o Moving Pictures Experts Group (MPEG), aumentaram-se as chances de se conseguir uma transmissão de TV em alta definição (INTERNOW, 2006). Em 1986, através do projeto Eureka 1, os europeus conseguiram desenvolver uma tecnologia analógica com melhor qualidade de definição. Esta tecnologia foi batizada de High-Definition Multiplexed Analog Components (HD-MAC). Era o primeiro passo dos europeus para se chegar a uma TV de melhor qualidade visual. 1 Projeto criado pela Comunidade Européia para pesquisas e desenvolvimento de tecnologias digitais para meios de comunicação.

20 19 Na mesma época, os americanos também estavam em busca de uma tecnologia de alta definição para a TV. Eles criaram a Federal Communications Commission (FCC), constituída por 25 organizações com o objetivo de desenvolver uma tecnologia americana para TV digital. Em 1987, 58 redes de TV americana foram convocadas para estudar os possíveis impactos tecnológicos que esse novo padrão, chamado Advanced TV (ATV), poderia causar sobre os serviços existentes à época. No mesmo ano, a FCC formou o Advanced Television Test Center (ATTC), uma organização privada sem fins lucrativos destinada ao teste das novas tecnologias de TV digital (INTERNOW, 2006). Mas foi somente a partir dos anos 90, que as tecnologias de TV digital realmente se consolidaram. Nesta década foram lançados os três padrões mais utilizados até hoje: o europeu Digital Video Broadcasting (DVB), o americano Advanced Television Systems Committee (ATSC) e o japonês Integrated Services Digital Broadcasting (ISDB). No dia 23 de novembro do ano 2003, o governo brasileiro por meio da publicação do decreto nº 4.901, instituiu a criação de um padrão próprio para TV digital: o Sistema Brasileiro de TV Digital, conhecido também por sua sigla: SBTVD (SBTVD, 2003) esse e os outros três padrões estrangeiros serão discutidos em detalhes no item 2.5. As primeiras transmissões digitais com este padrão foram iniciadas oficialmente no dia 02 de dezembro do ano 2007, na capital do estado de São Paulo. O governo brasileiro decretou a todas emissoras brasileiras de TV aberta que, até o fim deste ano, todas as capitais brasileiras deverão receber o sinal digital. E instituiu também que até o ano de 2016 o sinal digital e o sinal analógico devem ser difundidos em paralelo, oferecendo um tempo para que a sociedade brasileira se prepare para receber apenas o sinal da TV digital. 2.2 TV Digital x TV Analógica A primeira diferença que se nota entre a TV analógica e a TV digital, é a qualidade do sinal recebido. Numa TV analógica ele pode apresentar imagens com chuviscos, sombras e sofrer interferências com outros canais televisivos ou de rádio. Isto ocorre porque o sinal da TV analógica quase sempre é recebido, mesmo apresentando ruídos e se degradando devido ao afastamento do emissor. Já o sinal da TV digital, que é formado por uma seqüência de zeros (0) e uns (1), não se degrada enquanto puder ser recebido, pois o mesmo pode ser regenerado pelo receptor caso caia de vez (PED, 2005).

21 20 Além disso na TV digital, a qualidade de imagem é muito superior quando comparada à da TV analógica, pois naquela há uma alta definição na imagem, onde pessoas e objetos são exibidos com mais nitidez e até mesmo pequenos detalhes, que antes não eram percebidos na imagem da TV analógica, são vistos facilmente na TV digital (PED, 2005). Isso se deve ao fato de que a imagem antes transmitida utilizando completamente o canal de 6 MHz sofre um processo de compressão, fazendo com que mais informações possam ser enviadas utilizando o mesmo espaço. A alta definição da TV digital, é feita utilizando novos padrões de transmissão de vídeo (MENDES, 2007): Low Definition Television (LDTV): possui baixa definição quando comparado aos outros. É empregado para transmissão de sinais para dispositivos móveis. Os sinais de vídeo neste formato possuem 240 linhas, cada uma contendo 320 pixels, resultando numa relação de 4:3. Standard Definition Television (SDTV): possui uma resolução equivalente ao da TV analógica. Atualmente este formato é empregado pelas operadoras de TV por assinatura via satélite e em Digital Versatile Disc (DVD). Possui 480 linhas por 640 pixels por linha, resultando também numa relação de 4:3. Enhanced Definition Television (EDTV): é superior em qualidade de imagem quando comparado ao SDTV, mas inferior ao HDTV. Possui 720 linhas, cada uma com 1280 pixels. o que resulta numa relação de 16:9, a mesma empregada no cinema. High-Definition Digital Television (HDTV): possui 1080 linhas, cada uma com 1920 pixels, resultando numa relação de aspecto de 16:9, ou seja, a mesma empregada no cinema. Enquanto que o da TV analógica possui 525 linhas, cada uma com 400 pixels, resultando numa relação de aspecto 4:3. Este padrão de vídeo possui a melhor qualidade em relação aos anteriores. A figura 3 demonstra uma comparação entre duas imagens, uma utilizando uma exibição convencional da TV analógica e a outra utilizando o padrão de vídeo de alta definição HDTV. Uma outra grande inovação da TV digital diz respeito à interatividade com o público. O comportamento de um telespectador em frente a uma TV analógica se dá de forma passiva. Este apenas recebe informação através de seu televisor não possuindo nenhuma forma de interação através do mesmo com os programas correntes, e quando ocorre alguma interação, esta se dá através de outros meios de comunicação, como a telefonia e a Internet.

22 21 Diferentemente, numa TV digital, graças à compressão realizada nos fluxos de áudio e vídeo no canal de 6MHz, sobra espaço para o tráfego de fluxos de dados, ou seja, através do sinal digital é possível enviar dados, possibilitando o envio de aplicações interativas para serem executadas no aparelho receptor do usuário. Figura 3: Comparação entre as relações de aspecto da TV analógica e do HDTV (ANALOG AND HDTV, 2004). A figura 4 apresenta algumas combinações dos padrões de vídeo anteriormente citados, num canal de 6 MHz. É possível a inclusão de outros canais de TV em uma mesma faixa. No terceiro exemplo, o espaço ocupado por um canal na TV analógica, poderá transmitir no SBTVD quatro canais no sistema da TV digital (SBTVD, 2003). Observe que nas três combinações apresentadas é possível o envio de dados ao usuário.

23 22 Figura 4: Algumas possíveis combinações dos padrões de vídeo no uso do canal de 6 MHz (MENDES, 2007). Sendo assim, é possível o envio de aplicações interativas ao usuário através do sinal digital. E é através destas aplicações que existe a oferta de alguns serviços interativos, dentre os quais podemos destacar: Eletronic Program Guide (EPG) - guia eletrônico que disponibiliza informações acerca da programação oferecida por cada emissora em dado horário, duração, gênero (comédia. ação, drama, esporte, suspense, etc), sinopse, dentre outras. T-banking - o usuário terá acesso a diversos serviços bancários e às mais variadas aplicações do tipo com segurança e conforto, através do controle remoto de sua televisão. T-commerce - o usuário, se este possuir um canal de retorno 2 com um provedor de serviços, poderá comprar através de seu controle remoto, um determinado produto no momento em que se passa sua propaganda, por exemplo. Inclusão de legendas e dublagem em vários idiomas - o usuário poderá selecionar uma legenda ou dublagem no idioma que estiver disponível pela programação da TV. Vídeo sob demanda - com o advento do Internet Protocol Television (IPTV), será possível ao usuário baixar vídeos por streaming através de sua televisão, desde que seu receptor possua um link com a Internet e um meio de armazenamento, como por exemplo, um Hard Disk (HD). 2 Também conhecido por canal de interação, trata-se de uma conexão, através das redes de telecomunicações, do aparelho receptor do usuário com o provedor de serviços, possibilitando o envio e o recebimento de dados entre eles (MANHÃES e SHIEHS, 2005).

24 Componentes de um Sistema de TV Digital Interativa Para que o sinal emitido pelas difusoras chegue ao domicílio do usuário, se faz necessário um sistema composto por componentes responsáveis pela emissão (difusor), transmissão (meio de transmissão) e recepção do sinal digital (receptor) (FERNANDES, LEMOS e SILVEIRA, 2004). A figura 5 apresenta um modelo de interação entre estes componentes Difusor Este componente é responsável por gerar o conteúdo dos programas produzidos pelos estúdios das emissoras de televisão. Assim como apresentado na figura 5, o difusor é composto por dois provedores de serviços: Provedor de serviço de difusão: responsável pelo envio unidirecional dos sinais de áudio e vídeo para o canal de difusão. Aqui é produzida e/ou editada toda a programação televisiva (filmes, novelas, jogos, propagandas e outros conteúdos) oferecida ao usuário, que pode ser gravada ou transmitida ao vivo. Provedor de serviço de interação: responsável pelo envio e recepção de dados pelo canal de retorno, dando suporte às interações entre programas e usuários. O provedor de serviço de interação utiliza um mecanismo de carrossel de dados para enviar os dados das aplicações ao usuário. Este mecanismo será discutido no item

25 24 Figura 5: Componentes de um sistema de TV digital Interativa (OLIVEIRA, 2003) Meio de Difusão É necessário um meio de difusão para que o sinal gerado pelo emissor chegue até a casa do usuário. E este meio pode se dar por radiodifusão (terrestre), via satélite ou via cabo. O conteúdo (áudio, vídeo e dados) enviado ao usuário é codificado num fluxo chamado elementar. No caso das aplicações da TV digital, o mecanismo de transmissão é conhecido como carrossel de dados. Nele, o conteúdo das aplicações é dividido em módulos que são constantemente enviados ao usuário, em ciclo, permitindo assim que o mesmo possa acessar a aplicação a qualquer instante que mude para o canal. A figura 6 demonstra o mecanismo do carrossel de dados.

26 25 Figura 6: Funcionamento do carrossel de dados (ANDREATA, 2004) Os fluxos elementares são agrupados de forma a criar programas de TV que também são agrupados em canais de TV lógicos. Este agrupamento de fluxos gera um fluxo final conhecido por Transport Stream (TS), que é modulado e transmitido em broadcast Receptor Para que o usuário possa receber o sinal da TV digital em sua casa e todos os seus serviços, faz-se necessário o mesmo possuir um conversor digital, conhecido também por settop box (STB). Existem dois tipos de STB: o externo e o interno. O primeiro trata-se de um aparelho que é acoplado ao televisor. E o segundo, encontra-se interno a um aparelho de TV. Mas vale ressaltar que os dois tipos realizam a mesma função. A figura 7 apresenta um STB externo. O STB é um aparelho com tecnologia semelhante à dos decodificadores de TV por assinatura. Tem a função de converter o sinal digital recebido para um sinal analógico compatível com o sinal dos televisores convencionais. Um STB interativo é aquele que possui uma conexão para um canal de retorno, por onde se dá um maior nível de interatividade entre o usuário e o provedor de serviços. O sinal digital captado por uma antena (quando o meio de difusão for via cabo, este sinal é transmitido diretamente ao STB) é isolado num canal particular e a partir deste é extraído todos os fluxos de transporte. Posteriormente, o decodificador converte tudo para o formato apropriado para exibição no televisor do usuário.

27 26 Figura 7: Exemplo de um STB externo (IDG NOW, 2007). 2.4 Arquitetura de um Sistema de TV Digital Interativa Na figura 8, a arquitetura do sistema de TV Digital Interativa (TVDI) é apresentada através de uma arquitetura em camadas, referente ao modelo Open Systems Interconnection (OSI) (ISO, 2008). Cada camada, oferece serviços para uma camada superior e utiliza serviços oferecidos pela camada inferior. Esta arquitetura se encontra presente nas duas extremidades do sistema de TV digital, no difusor (emissoras de TV) e no receptor (STB no domicílio do usuário), ambos já apresentados nos itens e 1.3.3, respectivamente. A seguir, cada camada será discutida, de baixo para cima, nos itens a 1.4.5, com base na figura Camada de Transmissão Por ser a camada mais baixa, encontra-se aqui elementos de hardware envolvidos na transmissão/recepção, modulação/demodulação e codificação/decodificação dos elementos que são transportados do difusor ao receptor. Transmissão/recepção: responsável pelo levantamento do sinal no difusor e pela

28 27 sintonia do sinal no receptor. Figura 8: Arquitetura de um sistema de TV digital interativa representada em camadas (SUFRAMA, 2003) Modulação/demodulação: responsável pela modulação no difusor e pela demodulação no receptor do fluxo de transporte codificado. Codificação/decodificação: responsável pela codificação no difusor e pela decodificação no receptor do fluxo de transporte. De acordo com (SUFRAMA, 2003), no difusor, os fluxos provenientes da camada de transporte são codificados (codificação) de forma que sua reconstrução no ambiente do receptor apresente o menor número de erros possível. Após a codificação, o fluxo é modulado (modulação) numa portadora de alta freqüência e transmitido (transmissão) no ar por uma antena apropriada. No receptor, o processo ocorre inversamente: primeiramente, o sinal transmitido pela difusora é captado por uma antena e sintonizado (camada de transmissão no receptor). Em seguida, ocorre os processos de demodulação e decodificação do sinal, resultando num fluxo de bits equivalente ao fluxo de transporte original. Os padrões de TV digital (DVB, ATSC e ISDB) utilizam uma técnica de modulação dos sinais na camada de transmissão. Estas técnicas são: Coded Orthogonal Frequency Division Multiplex (COFDM) e 8-Vestigial Side Band (8-VSB) (MENDES, 2007). O COFDM aperfeiçoa o Orthogonal Frequency Division Multiplex (OFDM), utilizando técnicas de codificação nos sinais, como por exemplo, a correção reversa de erro e o entrelaçamento.

29 28 O 8-VSB usa um sistema de layers de arquitetura digital que consiste em: uma camada de quadro que apóia vários formatos de vídeo diferente, uma camada de compressão que transforma o vídeo e o áudio em quadro codificado de fluxo, uma camada de transporte e uma camada de freqüência que utiliza a freqüência de rádio (MENDES, 2007) Camada de Transporte Nesta camada acontece a multiplexação e a demultiplexação dos fluxos de transporte (áudio, vídeo e dados). A multiplexação ocorre no ambiente da emissora de TV, onde vários programas são multiplexados num único fluxo de transporte. A demultiplexação ocorre no STB do usuário, onde o programa selecionado é demultiplexado. A figura 9, ilustra os fluxos de transporte multiplexados num único fluxo MPEG-2. O MPEG-2 é utilizado pelos três padrões de TV digital (DVB, ATSC e ISDB) na camada de transporte, por apresentar mais vantagens em relação ao MPEG-1. O MPEG-2 elimina redundâncias espacial e temporal, garantindo uma melhor qualidade em imagem, qualidade esta semelhante ao que se vê em DVD, enquanto que o MPEG-1 apresenta pouca confiabilidade, devido aos freqüentes erros, exigindo bastante dos controles de erros. Sua imagem é de baixa qualidade, semelhante ao que se vê no formato Video Home System (VHS). Além do mais, o MPEG-2 possui uma capacidade de compressão superior ao MPEG-1. Por exemplo, num Compact Disk (CD), armazena 60 minutos de um determinado filme em MPEG-2, enquanto que no mesmo CD, em MPEG-1 armazenaria somente 40 minutos do mesmo filme. Figura 9: Fluxos de áudio, vídeo e dados multiplexados formando um só fluxo MPEG-2(ANDREATA, 2004)

30 Camada de Compressão Esta camada realiza os processos de compressão dos sinais de áudio e vídeo no ambiente da emissora e de descompressão dos mesmos no ambiente do usuário. O padrão MPEG-2, além de ser utilizado em DVD, também é utilizado pelos padrões da TV digital para comprimir arquivos de áudio e vídeo. Para compressão de vídeo, existe duas variantes do MPEG-2: o MPEG-2 SDTV e o MPEG-2 HDTV. O primeiro situa-se sob o padrão de vídeo SDTV e, o segundo, sob o padrão de alta definição HDTV. O MPEG-2 também é utilizado para compressão de áudio. Tem duas variantes: MPEG-2 BC (Backward Compatible) e o MPEG-2 AAC (Advanced Audio Coding). O primeiro possui compatibilidade com MPEG-1 e possui cinco canais. O segundo possui som estereo de ótima qualidade (som de DVD) e pode ter até 48 canais distintos, com cinco direções. O padrão para compressão de áudio Dolby AC3 é uma outra opção para compressão de áudio. Este último, é capaz de codificar vários formatos de áudio. Emprega algoritmos de percepção psico-acústica, de forma a comprimir oito canais de áudio (SOUZA e ELIAS, 2003) Camada de Middleware Trata-se de uma camada de software que oferece um serviço padronizado para a camada superior (camada de aplicação), dando suporte à execução dos aplicativos e ocultando todas as heterogeneidades existentes nas camadas inferiores. No difusor tem a função de injetar os dados no fluxo de transporte (bomba de dados) e, no ambiente do usuário, tem a função de extração de dados do fluxo de transporte para seu devido processamento. Esta camada será melhor discutida na seção Camada de Aplicativos

31 30 É através desta camada que o usuário interage com os aplicativos de TV digital. Existe uma diversidade de aplicações para TV digital com diversos propósitos. As aplicações e seus tipos serão discutidas na seção Padrões da TV Digital Um padrão de TV digital é um conjunto de especificações técnicas, elaboradas por uma ou mais organizações, que permitem o funcionamento de uma plataforma tecnológica, definindo regras para geração, modulação, codificação, transmissão e recepção do sinal digital. Na criação ou adoção de um padrão de TV digital, deve-se levar em consideração, aspectos sócio-econômicos e tecnológicos do país em questão, visando suprir as necessidades de todos os envolvidos: O governo: que financia pesquisas, incentiva as indústrias de equipamentos eletrônicos e cede espaço para as emissoras de TV. Indústrias: precisam de produção e venda em larga escala para baixar custos dos equipamentos da TV digital. Emissoras de TV: precisam de audiência para ganhar com anunciantes. Consumidores: precisam de TV aberta e equipamentos (televisores e conversores) de baixo custo. Serão discutidos os principais padrões existentes de TV digital, inclusive o recente padrão brasileiro Digital Video Broadcasting (DVB) O padrão DVB é o mais antigo dentre os outros padrões de TV digital. Foi lançado no ano de 1993, por um grupo denominado European Launching Group (ELG). O ELG é composto por mais de 250 participantes, de alguns países da Europa (Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, Portugal e outros), formados por radiodifusores (emissoras de TV), consumidores, fabricantes de equipamentos eletroeletrônicos e órgãos reguladores. Este grupo

32 31 foi formado em 1991, com o objetivo de supervisionar o desenvolvimento da TV digital na Europa (DVB, 2003). No DVB, existem especificações técnicas para os modos de transmissão: via satélite DVB-S, transmissão via a cabo DVB-C, transmissão terrestre DVB-T e transmissão por microondas DVB-MC e DVB-MS. O padrão mais recente é o DVB-H, este para transmissão para dispositivos móveis. Padrões relacionados às camadas de transmissão, transporte, compressão e middleware, também foram definidos no padrão DVB. A figura 10 apresenta os padrões adotados. Figura 10: Padrões utilizados nas camadas do DVB (ANDREATA, 2004) O DVB utiliza a modulação CODFM na camada de transmissão. Na camada de transporte, o MPEG-2 é responsável pela multiplexação do áudio, vídeo e dados. Na camada de compressão, variações do MPEG-2 oferecem suporte para o SDTV. E o middleware adotado pelo DVB foi o Multimedia Home Platform (MHP), que será discutido na seção 2. Atualmente, o DVB é o padrão de TV digital mais adotado no mundo. Além dos países europeus, o DVB está presente na Austrália, Nova Zelândia e recentemente, no Uruguai Advanced Television Systems Committee (ATSC) O ATSC é uma organização internacional sem fins lucrativos, que voluntariamente

33 32 desenvolve normas para a TV digital. É formado por membros representantes das áreas de transmissão de TV, cinema, consumidores, informática, TV a cabo e indústrias de semicondutores. Existe desde de 1982, criando e promovendo normas práticas e implementações para o desenvolvimento da televisão digital terrestre, facilitando a interoperabilidade com outros meios de comunicação (ATSC, 2006). O ATSC, tornou-se o nome para o padrão de TV digital americano, e foi lançado em Além dos Estados Unidos, este padrão foi adotado pelo Canadá, México, Coréia do Sul, Taiwan, Argentina e Honduras. Este padrão foi direcionado a uma excelente qualidade de alta definição (HDTV). Porém, não oferece suporte a transmissão para dispositivos móveis. Nas camadas de transmissão, transporte, compressão e middleware, o ATSC adotou padrões. Os padrões utilizados nestas camadas são apresentados na figura 11. O padrão ATSC utiliza a modulação 8-VSB prevendo diversos modos de transmissão com diferentes níveis de resolução de imagem e formato de tela. Porém, este possui foco na transmissão do HDTV. Figura 11: Padrões utilizados nas camadas do ATSC (ANDREATA, 2004) Da mesma forma que o DVB, na camada de transporte é utilizado o MPEG-2 para multiplexação e demultiplexação dos fluxos elementares. Na camada de compressão, é utilizado o padrão Dolby AC-3 para codificação dos sinais de áudio e o MPEG-2 HDTV para codificação do vídeo. O ATSC especificou para a camada de middleware o padrão DTV Application Software Environment (DASE). Este será discutido na seção 2.

34 Integrated Services Digital Broadcasting (ISDB) Os japoneses, desde da década de 70, vinham pesquisando uma tecnologia para uma TV com alta definição de imagem e melhor qualidade de som. Porém, somente depois dos lançamentos dos padrões DVB e ATSC, foi lançado oficialmente o padrão de TV digital japonês. Em 1999, o grupo Digital Broadcasting Experts Group (DIBEG), apresentou o padrão de TV digital japonês, conhecido por Integrated Services Digital Broadcasting (ISDB) (DIBEG, 1997). Até esse momento, foi adotado somente no Japão. O ISDB possui convergência com as redes de telefonia, tornando-se flexível quanto a transmissão do sinal de TV digital aos dispositivos móveis, garantindo dessa forma uma portabilidade e mobilidade aos seus usuários. Assim como os outros dois padrões, o ISDB se utiliza de alguns padrões nas camadas de transmissão, transporte, compressão e middleware, como é mostrado na figura 12. De acordo com a figura 12, o ISDB utiliza a modulação CODFM. Na multiplexação do áudio e vídeo, como nos padrões anteriores, utiliza o padrão MPEG-2. Para digitalizar as imagens, utiliza o MPEG-2 HDTV e para a codificação de áudio, utiliza o padrão MPEG-2 AAC. E na camada de middleware, o ISDB utiliza o Association of Radio Industries and Businesses (ARIB), que também será discutido da seção 2. Figura 12: Padrões utilizados nas camadas do ISDB (ANDREATA, 2004)

35 Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) Antes de adotar um padrão de TV digital, no Brasil vinha sendo feitos pelas entidades e especialistas, alguns testes com os outros três padrões existentes (DVB, ATSC e ISDB). O objetivo era adotar um padrão que mais se assimilasse com as reais necessidades brasileiras (baixo custo, robustez, flexibilidade e interatividade) (SBTVD, 2003). Em 2003, as autoridades brasileiras decidem por desenvolver um padrão nacional. O nome definido para este novo padrão foi: Sistema Brasileiro de TV Digital, mais conhecido pela sigla SBTVD. O SBTVD foi baseado no padrão de TV digital japonês (ISDB), mas com modificações nas camadas de compressão e middleware. Devido a esta semelhança com o padrão ISDB, o SBTVD se torna mais flexível quanto ao suporte a transmissão de TV digital aos dispositivos móveis. A tabela 1 resume os padrões utilizados pelo SBTVD nas camadas de transmissão, transporte, compressão e middleware. Na camada de transmissão, assim como o DVB e o ISDB, o SBTVD utiliza o padrão COFDM. Como todos os padrões, o SBTVD nas camadas de transporte e compressão usa o padrão MPEG, só que uma versão mais recente e mais eficiente, denominada de H.264 (MPEG-4). Com esta técnica de compressão de vídeo, é possível manter a qualidade da imagem e reduzir sensivelmente a taxa de bits (MENDES, 2007). CAMADAS Transmissão Transporte Compressão Middleware PADRÕES UTILIZADOS COFDM MPEG-2 MPEG-2 SDTV, MPEG-4 HDTV, MPEG-2 BC e MPEG-2 AAC Ginga-J e Ginga-NCL Tabela 1 padrões utilizados nas camadas do SBTVD Quanto ao middleware, o Brasil adotou uma solução nacional, denominada de Ginga, desenvolvido pelas universidades UFPB e PUC-RJ. Este middleware e os demais dos outros padrões de TV digital serão discutidos na seção 3.

36 35 3 INTERATIVIDADE O grande atrativo da TV digital é a possibilidade de interação com os programas de TV. Seja esta interação através do controle remoto ou através de outros dispositivos de entrada (teclado e mouse, por exemplo). E através dessa interatividade, um telespectador se torna um verdadeiro usuário, já que o mesmo fará uso de aplicações de TV digital. O usuário terá a disposição aplicações que fornecerão diversos serviços, como informações em tempo real sobre o conteúdo que está sendo transmitido, consultas sobre a programação oferecida pelas emissoras (EPG), vídeo sob demanda, serviços bancários, compras através da TV, acesso a , jogos, dentre muitos serviços, conforme descrito no item 1.2. Neste novo cenário, a demanda por aplicações para TV digital criará um novo perfil de consumidor para as emissoras e anunciantes, intensificando o investimento na pesquisa e desenvolvimento em aplicações para TV digital. Isso ocorrerá uma vez que os usuários sentirão cada vez mais necessidade de aplicações eficientes, seguras e confiáveis, visto que através destas poderão ser fornecidas informações pessoais e financeiras. A interatividade oferecida pela TV digital, a faz ser conhecida por Interactive Digital Television (IDTV), ou simplesmente, TV Digital Interativa. 3.1 Middleware São muitos os fabricantes de hardware e software para TV digital o que dificulta na portabilidade de aplicações entre diferentes plataformas. Ou seja, deve ser desenvolvida uma versão diferente para cada ambiente de execução. Para resolver este problema, o middleware provê uma interface entre as aplicações e as diferentes plataformas. De acordo com (MACIEL e ASSIS, 2004): O termo middleware caracteriza uma camada de software que possibilita comunicação entre aplicações distribuídas - tendo por objetivo diminuir a complexidade e heterogeneidade dos diversos sistemas existentes -, provendo serviços que realizam a comunicação entre esta categoria de aplicações de forma

37 36 transparente às mesmas. O middleware num sistema de TV digital interativa, corresponde a uma camada de software que provê às aplicações uma Application Programming Interface (API) genérica, abstraindo as heterogeneidades e especificidades existentes entre o hardware e o software dos STBs (FERNANDES, LEMOS e SILVEIRA 2004). Ele é justificado no ambiente da TV digital, pois existem diversos fatores técnicos a se considerar, fatores estes como: diversos dispositivos (televisores, STBs, celulares, palmtops, etc.) com diferentes capacidades de processamento e armazenamento, tamanhos de telas, dentre outros. Esta camada de middleware intermeia a camada de aplicativos com as camadas de compressão, transporte e transmissão, apresentadas no item 1.4. A figura 13 apresenta uma arquitetura em camadas de um sistema de TV digital, só que dessa vez detalhando a camada de middleware. Figura 13: Arquitetura da camada de middleware para IDTV (SOUZA e ELIAS, 2003). As camadas são descritas a seguir: Aplicações: trata-se da parte visível ao usuário, oferecendo uma interface amigável para que o usuário não tenha dificuldades no manuseio das aplicações. Ambiente de desenvolvimento de aplicações: permite o criação de aplicativos para TV digital, onde estes são tratados como componentes de software presentes em

38 37 repositórios gerenciados e acessados pelo middleware (SOUZA e ELIAS, 2003). Middleware: esta camada é dividida em sub-camadas. API do usuário: esta camada oferece as interfaces de programação ao usuário. API de reflexividade: esta camada oferece mecanismos de adaptabilidade. Gerenciador de serviços e de componentes: esta camada é praticamente o núcleo do middleware. Aglutina os seguintes componentes: Serviço de diretório: oferece um serviço de busca através da indexação, capaz de definir relacionamento entre os componentes (SOUZA e ELIAS, 2003). Serviço de Segurança e Autenticação: gerencia o acesso e as permissões de execução dos componentes, além da troca de dados criptografados em serviços em que a segurança é indispensável. Serviços de transações: gerencia operações que são compostas por suboperações. Uma operação é considerada completa ao término de todas as suas sub-operações. Serviço de gerenciamento: controle do ciclo de vida dos componentes (tempo de vida, prioridades e estados associados) Serviço de comunicação: interação entre componentes estáticos e dinâmicos (SOUZA e ELIAS, 2003). Manipulação de mídia: interface com áudio, vídeo e dados. Adaptação: interface com os dispositivos de hardware, oferecendo drivers para encaixar os fluxos de áudio, vídeo e dados. RTOS: Real Time Operating System é a interface entre o hardware e o middleware. Hardware: esta camada representa os dispositivos físicos embutidos numa televisão para receber a TV digital, ou num STB. Quando se busca os requisitos de um middleware, tendo por base as aplicações a serem desenvolvidas em um sistema de TV digital, quatro pontos chamam a atenção: o sincronismo de mídia, o suporte a múltiplos dispositivos, a adaptabilidade e o suporte ao desenvolvimento de programas ao vivo. Com esses requisitos em foco, o universo das aplicações para TV digital pode ser particionado em dois conjuntos: o das aplicações declarativas e o das aplicações procedurais. As linguagens declarativas são mais intuitivas (de mais alto nível) e, por isso, mais fáceis de usar, não exigindo um especialista em programação. Porém, as linguagens procedurais se faz necessário quando o foco de uma aplicação não se adequa às aplicações

39 38 declarativas. Entretanto, uma aplicação não precisa ser puramente declarativa ou procedural, podendo esta ser aceita por qualquer receptor que ofereça suporte aos dois tipos de aplicação, como acontece nos middlewares de todos os sistemas de TV digital (PORTAL DO SOFTWARE PÚBLICO BRASILEIRO, 2004). A tabela 2 apresenta resumidamente os middlewares adotados por cada padrão de TV digital. PADRÃO TV DIGITAL DVB ATSC ISDB SBTVD MIDDLEWARE Multimedia Home Platform (MHP) DTV Application Software Environment (DASE) Association of Radio Industries and Businesses (ARIB) Ginga-J e Ginga-NCL Tabela 2 Middlewares adotados por cada padrão de TV digital Do item ao item 3.1.4, será discutido cada um deles Multimedia Home Platform (MHP) O MHP define uma interface genérica entre as aplicações digitais interativas e os seus variados terminais, provendo suporte e gerenciamento para a execução das aplicações (MHP, 2003). O MHP surgiu das necessidades da portabilidade entre software e hardware da TV digital e da convergência digital entre as tecnologias de transmissão broadcast, Internet e t- commerce (comércio eletrônico). Foi em 1997, que o grupo do padrão europeu de TV digital (o DVB) especificou o MHP como um middleware aberto que apresentasse um conjunto de tecnologias para implementação de serviços digitais multimídia interativos. Anos depois, novas versões do MHP foram lançadas: o MHP 1.1 em 2001, o MHP em 2003 e em 2005, a versão MHP (MHP, 2003). A figura 14 apresenta o logotipo do MHP.

40 39 Figura 14: Logotipo do MHP (MHP, 2003). Inicialmente, o MHP foi implementado para suportar um cenário onde o usuário recebe o conteúdo (vídeo, áudio e aplicações) através de um canal de difusão unidirecional e um canal adicional para interação (canal de retorno). O vídeo e o áudio transmitido através do televisor, juntamente com objetos gráficos exibidos na tela, constituem a interface com o usuário, no qual alguns comandos são efetuados através do controle remoto. A figura 15 demonstra uma interface de uma aplicação sendo executada no padrão de middleware MHP. A figura 16 apresenta o MHP dividido em três camadas: applications, system software, resources. A camada de resources (recursos) reúne os elementos de hardware e software, tais como os dispositivos de entrada e saída (I/O), memória, Central Processing Unit (CPU), sistema gráfico e decodificador MPEG. A camada system software estabelece um isolamento entre as aplicações e os recursos de hardware e software, fazendo com que estas acessem as APIs, em vez dos recursos diretamente. Possui um gerenciador de aplicações que controla o ciclo de vida destas e também, tem suporte para os protocolos básicos de transporte. A camada applications controla o middleware e suas aplicações, onde estas acessam a plataforma através da API. O MHP suporta aplicações declarativas e procedurais. As aplicações declarativas são desenvolvidas utilizando uma linguagem estendida da HyperText Markup Language (HTML) e da extensible Markup Language (XML), o DVB-HTML (PERROT, 2001). O DVB-HTML é recomendado pelo World Wide Web Consortium (W3C), mas sua implementação é muito complexa. As aplicações procedurais são desenvolvidas com a tecnologia Java TV (JAVATV, 2000). O DVB-J é a parte do padrão DVB que especifica a execução de aplicações Java TV em STBs, provendo uma máquina virtual Java.

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