UNIVERSIDADE DE MINAS GERAIS - RS UFMG - EXTENÇÃO JUVIVA 2-CURSO DE ATUALIZAÇÃO EJA E JUVENTUDE VIVA 2-T9

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1 UNIVERSIDADE DE MINAS GERAIS - RS UFMG - EXTENÇÃO JUVIVA 2-CURSO DE ATUALIZAÇÃO EJA E JUVENTUDE VIVA 2-T9 RELATÓRIO: JUVENTUDE NEGRA: PRECONCEITO, VIOLÊNCIA E DISCRIMINAÇÃO RACIAL MARIA DO SOCORRO SILVA CAMPINA GRANDE- PARAÍBA OUTUBRO-2014

2 UNIVERSIDADE DE MINAS GERAIS - RS UFMG - EXTENÇÃO JUVIVA 2-CURSO DE ATUALIZAÇÃO EJA E JUVENTUDE VIVA 2-T9 RELATÓRIO: JUVENTUDE NEGRA: PRECONCEITO, VIOLÊNCIA E DISCRIMINAÇÃO RACIAL MARIA DO SOCORRO SILVA Portfólio apresentado como requisito para a conclusão do curso de atualização EJA e Juventude Viva - é um curso de Educação a Distância ofertado pelo MEC através da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão SECADI e ministrado pela equipe do Observatório da Juventude da UFMG. CAMPINA GRANDE-PB OUTUBRO-2014

3 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO DIÁRIO DE PESQUISA CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...8

4 4 1. INTRDUÇÃO Ingressei no Curso de atualização EJA e Juventude Viva no 2º semestre de 06 de Setembro de 2014, com a determinação de me aperfeiçoar no ensino de jovens e adultos e assim atualizar meus conhecimentos sobre o combate ao preconceito e a violência racial. Desde o primeiro dia de aula, os professores colocaram para os alunos que seria um desafio a ser cumprido, pois combater o racismo num país de cultura elitista será uma batalha árdua requer esforço e dedicação a causa. Ao longo desse semestre os professores cursistas teve a oportunidade de aumentar seus conhecimentos através de diversos textos, elaboração de projetos, e trabalhos de pesquisas em sala de aula entre outros conhecimentos. O curso é a distância e ministrado pelos tutores (professores da UFMG) na plataforma moodle. As atividades são apresentadas em vídeos textos e discutidas nos fóruns. Os conteúdos são divididos em seis (6) módulos. No módulo 1 são apresentados como funciona a plataforma moodle, os fóruns e todos que participam do curso, no módulo 2 são abordados os temas juventude, escola e políticas públicas, no módulo 3 os temas juventude e relações étnico-raciais, no módulo 4 os temas juventude negra: articulações entre racismo e violência, no módulo 5 os temas juventude, sexualidade, relações raciais e de gênero, no módulo 6 os temas política de educação em conexão: escola e redes de proteção comunitária. Neste sentido, são tratados de assuntos relacionados à violência racial contra jovens negros, especialmente aqueles que se encontra em vulnerabilidade ou risco social. Tendo como objetivo geral desenvolver metodologias e estratégias de enfrentamento ao racismo e suas formas de violência contra a juventude negra, assim como incentivar a criação de políticas públicas que beneficie os esses jovens através da educação. Desse modo, foram utilizados como referências nesse trabalho os seguintes autores, Antônio Sergio Alfredo Guimarães (2005), Racismo e antirracismo no Brasil. Oracy Nogueira (1995). Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem dentre outros.

5 5 2. DIÁRIO DE PESQUISA Durante o debate foram abordados vários aspectos na sala de aula, em que vimos o filme do caso da estagiária Ester, (que teria de alisar seus cabelos que eram crespos para manter seu trabalho) foi bastante discutido entre os alunos os quais ficaram divididos a favor e contra a situação. Diante disso, foram formados dois grupos, um de defesa e outro de acusação. E assim, de acordo com o grupo 1 que defendeu a tese de que houve o preconceito racial a medida em que foi proibido a circulação da estagiaria em público, caso esta não melhorasse sua aparência. Tendo ela reagido de maneira contrária, a mesma foi retirada de sua função original, para trabalhar em outro departamento na escola. Essa solicitação da diretora foi compreendida como uma de preconceito racial que provocou problemas psicológicos na estagiária, quando esta percebeu que o perfil de seu cabelo não correspondia ao padrão de beleza estabelecido pela escola. Já o grupo 2, se contrapôs alegando que não houve racismo com os seguintes argumentos: o perfil da estagiária não correspondia aos padrões da escola, sendo necessário a adaptação as normas locais. Visto que a diretora não teve a intensão de causar constrangimento a mesma, apenas a de manter a boa aparência da funcionária a qual teve resistência em se adaptar as normas estabelecidas pela escola. Continuando o debate em sala de aula sobre discriminação racial, partiremos agora para a discussão sobre o filme Vista minha pele que exibido em sala de aula para debate. A escola de forma geral deveria ampliar as discussões em torno do tema abordado no filme, visto que é um local com um público bastante diversificado. O filme mostra de forma inversa à condição do jovem negro na sociedade elitista gerando uma polêmica em torno da diferença racial. Sendo assim, as instituições de ensino deveriam promover mais palestras, seminários e fóruns sobre temas abordados como: a condição de igualdade para brancos e negros, a escola e a diferença racial e cultural entre outras. No decorrer das discussões ficou esclarecido que houve o preconceito racial, nos dois pontos discutidos onde ambas foram rejeitas por apresentar características diferenciadas dos demais no meio social em que estavam inseridos. Falar de preconceito é algo de difícil de fazer quando falamos de nós mesmos, perceber o preconceito nos outros é coisa muito fácil. Mesmo assim tenho que concordar que ações como essas acontecem todos os dias contra nossos jovens especialmente se esse for negro.

6 6 Os alunos se sentiram bastante atraídos pelo tema uma vez que maioria são vítimas destes preconceitos.

7 7 3. CONCLUSÃO O Juviva é um curso que atualiza os professores no ensino de jovens e adultos, em especial no ensino de jovens negros. Aborda temas como racismo e exclusão social dos mesmos, discutindo os meios de combater a violência contra jovens negros e desenvolver meios para inclusão social. Os professores cursistas estão engajados numa luta justa e humana para melhoria de uma sociedade mais igualitária. Os temas abordados com relação ao racismo e violência que acometem os jovens negros, devem se tornar alvo de debates contínuo nas instâncias das políticas públicas no Brasil. Termino essa etapa muito satisfeita no que estou estudando e graças ao curso ministrado pela equipe de tutores da UFMG estou com uma ótima perspectiva para o futuro com a educação.

8 8 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARROYO, Miguel; Educação de jovens - adultos: um campo de direitos e de responsabilidade pública. In: SOARES, Leôncio; GEOVANETTI, Maria; GOMES, Nilma; (org.). Diálogo na educação de Jovens e Adultos. Belo Horizonte: Autêntica, CARRANO, Paulo. Educação de Jovens e Adultos e juventude: o desafio de compreender os sentidos da presença dos jovens na escola de segunda chance. Revista de Educação de Jovens e Adultos, Belo Horizonte, v. 1, n. 0, p , ago DAYRELL, Juarez Tarcísio; LEÃO, Geral; REIS, Juliana, Batista dos. Juventude, projetos de vida e ensino médio. Educ. Soc., Campinas, v. 32, n. 117, p , out. dez Disponível em: NOGUEIRA, Oracy. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem. São Paulo: Revista Anhembi, Disponível em

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