Aulas de 08 a 18/03/13

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1 Aulas de 08 a 18/03/13 6. Nome Empresarial 6.1. Alteração do nome empresarial O nome empresarial pode ser alterado a qualquer momento, respeitados os requisitos citados acima. Assim, o nome empresarial poderá ser alterado se houver concordância de sócios que detenham participação do capital social que lhe assegure o direito de realizar a alteração. Por outro lado, existem hipóteses de alteração no nome empresarial sem vontade do empresário: a) Nomes empresariais fundados em nomes civis: 1º) saída, retirada, exclusão ou morte de sócio cujo nome conste da firma social; 2º) alteração da categoria do sócio, quanto à sua responsabilidade pelas obrigações sociais; 3ª) alienação do estabelecimento empresarial (se previsto em contrato, o adquirente pode usar o nome do alienante, precedido do seu, com a qualificação de sucessor de ). b) Demais causas: transformação (alteração do tipo societário) e lesão a direito de outro empresário Proteção ao nome empresarial O nome empresário é protegido por lei, por duas razões: preservação da clientela e do crédito. Em caso de identidade ou semelhança de nomes, o empresário que tenha feito se registrado em primeiro lugar poderá obrigar o outro a acrescer ao seu nome distintivo suficiente, alterando-o totalmente, caso não exista outra forma de distingui-lo com segurança. Art. 35. Não podem ser arquivados: V - os atos de empresas mercantis com nome idêntico ou semelhante a outro já existente; (Lei 8.934/94) Art O nome de empresário deve distinguir-se de qualquer outro já inscrito no mesmo registro. Parágrafo único. Se o empresário tiver nome idêntico ao de outros já inscritos, deverá acrescentar designação que o distinga. (Código Civil)

2 Art. 3º A sociedade será designada por denominação acompanhada das expressões companhia ou sociedade anônima, expressas por extenso ou abreviadamente mas vedada a utilização da primeira ao final. 2º Se a denominação for idêntica ou semelhante a de companhia já existente, assistirá à prejudicada o direito de requerer a modificação, por via administrativa (artigo 97) ou em juízo, e demandar as perdas e danos resultantes. (Lei 6.404/76) Art Comete crime de concorrência desleal quem: V - usa, indevidamente, nome comercial, título de estabelecimento ou insígnia alheios ou vende, expõe ou oferece à venda ou tem em estoque produto com essas referências; (Lei 9.279/96) 7. Propriedade Industrial Bens imateriais protegidos pelo direito industrial: patente de invenção, patente de modelo de utilidade, registro de desenho industrial e registro de marca. Tanto a patente quanto o registro podem ser comercializados/transmitidos. O registro e a patente só podem ser utilizados por terceiros mediante autorização expressa do proprietário. Tanto o registro quanto a patente devem ser solicitados ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) Patente Diz respeito à invenção (ato original do gênio humano) e ao modelo de utilidade (objeto de uso prático suscetível de aplicação industrial). No modelo de utilidade, há um acréscimo na utilidade de alguma ferramenta, instrumento de trabalho ou utensílio, pela ação da novidade parcial que lhe agrega. Sujeitam-se aos seguintes requisitos: a) Novidade: é necessário que a criação seja desconhecida pela comunidade científica, técnica ou industrial; b) Atividade inventiva: deve haver um real progresso. c) Aplicação industrial: somente a invenção ou modelo suscetível de aproveitamento industrial pode ser patenteado.

3 d) Não-impedimento: não pode haver afronta à moral, aos bons costumes, à segurança, à ordem e à saúde públicas; substancias decorrentes de transformação do núcleo atômico; seres vivos, exceto os dotados de características não alcançáveis pela espécie em condições naturais (transgênicos). Prazos de duração: a) Invenção: 20 anos; b) Modelo de utilidade: 15 anos. Como o prazo é contado da data do pedido, assegura-se um período mínimo de 10 (patente) e 7 (Modelo de utilidade) anos. Não se pode prorrogar o prazo de duração. Licença compulsória: sempre que o titular da patente exercer seu direito sem atender regular e convenientemente o mercado. Nesse caso, outro empresário poderão explorar tal patente. Da mesma forma se o titular da patente não a explorar decorridos 3 anos de sua concessão. Caso o licenciado também não explore satisfatoriamente a patente, em 2 anos, ocorre a caducidade da patente, caindo em domínio público. Perda da patente: a) Renúncia aos direitos; b) Não pagamento da taxa do INPI; c) Falta de representantes no Brasil, quando o titular é domiciliado no exterior Registro Industrial - Engloba o desenho industrial e a marca - Desenho Industrial: diz respeito à forma dos objetos, e destina-se tanto para conferir-lhe um ornamento harmonioso como para diferenciá-lo de outros do mesmo gênero. Possui prazo de duração de 10 anos, contado da data do depósito, podendo ser prorrogado por até três períodos sucessivos de 5 anos cada.

4 - Requisitos: a) Novidade: deve ser novo, gerando um resultado visual inédito, desconhecido dos técnicos do setor. Diz respeito ao aspecto técnico; b) Originalidade: deve apresentar configuração própria, não existente em outros objetos. Diz respeito ao aspecto estético; c) Desimpedimento: não se pode registrar desenhos contrários à moral, aos bons costumes, ofensivo à honra ou imagem de pessoas ou atentatórios à liberdade de consciência; formas comuns, vulgares ou necessárias. - Marca: É o signo que identifica produtos e serviços, como, por ex., Coca-Cola, Insinuante, Bradesco etc. - Não se confunde com o nome empresarial e com o título do estabelecimento. - Requisitos: a) Novidade relativa (novidade em relação aos produtos industrializados ou comercializados, ou de serviços prestados); b) Não-colidência com marca notória (marcas notoriamente conhecidas, ainda que não registradas no INPI); c) Não-impedimento (armas oficiais do Estado, nome civil de outrem sem a devida autorização -, etc). - Marca de alto renome: impede sua utilização em qualquer outro ramo. - Prazo de duração: 10 anos, a partir da sua concessão. Prorrogável por períodos iguais e sucessivos, desde que feito no último ano da vigência do registro. - Caducidade: a) exploração econômica não iniciada, no Brasil, em 5 anos, a partir da sua concessão;

5 b) interrupção da exploração, por 5 anos consecutivos; c) alteração substancial da marca. - Marca de certificação: atesta que determinado produto ou serviço atende a certas normas de qualidade, fixadas por organismos oficiais ou particulares. - Marca coletiva: informa que o fornecedor do produto ou serviço é filiado a uma entidade, geralmente a associação dos produtores ou importadores do setor União de Paris - Convenção internacional, integrada pelo Brasil - Princípio da Assimilação: tratamento igualitário entre empresas nacionais e estrangeiras. - Princípio da prioridade: prioridade de registro ou patente, no Brasil. 6 meses, a partir do 1º pedido, para desenho industrial e marca. 12 meses para invenção ou modelo de utilidade. 8. O EMPRESÁRIO E OS DIREITOS DO CONSUMIDOR - Aplica-se o CDC sempre que houver relação de consumo. - Fornecedor: pessoa que desenvolve atividade de fornecimento de bens ou serviços ao mercado. - Consumidor: aquele que adquire ou utiliza bens ou serviços como destinatário final - Nesse sentido, pode-se falar em 2 tipos de contratos: 1º) Contrato de Consumo (regido pelo CDC); 2º) Contrato Cível (Regido pelo Código Civil) Qualidade dos produtos ou serviços: 3 tipos de problemas:

6 a) Fornecimento perigoso: quando da utilização do serviço ou do produto decorre dano, oriundo da insuficiência ou inadequação das informações prestadas pelo fornecedor sobre os riscos a que se expõe o consumidor. b) Fornecimento defeituoso: quando o produto ou serviço oferece risco à saúde/integridade física do consumidor; c) Fornecimento viciado: defeito no produto ou serviço, sem que decorra risco à saúde/segurança do consumidor. Obs.: existem 3 saídas para solucionar o fornecimento viciado, a saber: 1ª) Desfazimento do negócio, com a devolução dos valores já pagos; 2ª) Redução proporcional do preço; 3ª) Reparo ou substituição do produto Responsabilidade - Objetiva (subjetiva apenas para os profissionais liberais). - O empresário será responsável se der causa ao acidente de consumo, ou se o fabricante, o produtor, o construtor ou o importador não puderem ser identificados.

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