N De 07 a 20 de move de 1977 Cr9 10,00. Revista Industrial e Financeira

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1 r N De 07 a 20 de move de 1977 Cr9 10,00 Revista Industrial e Financeira

2 Ele acredita no que planta, porque sabe com o que collie. Ter uma Colheitadeira Automotriz SLC e possuir uma maquina que colhe lucros e tamb6m representa a conquista da tranquilidade e seguranga na hora da colheita. Pois corn a SLC estd, uma eficiente rede de Concessiondrios, a disposigao do homem do campo. Gente que, como voce, esti preocupada em assegurar a sua colheita. Assisténcia T6cnica corn profissionais altamente especializados, treinados na fabrica e sempre presentes na hora da colheita, corn pegas originais que asseguram a garantia e qualidade SLC. Voce que planta soja, trigo, arroz (mesmo em terrenos alagados, para colher corn esteiras), milho (para colher corn a nova Plataforma de 3 ou 4 linhas) ou outros gra,"os, encontrara urn modelo de Colheitadeira Automotriz SLC (do tamanho de sua lavoura) e seus opcionais, que the proporcionarao tranquilidade hoje e a certeza no amanha. Por tudo isso, os que ja confiaram a sua colheita a uma SLC acreditam no que plantam porque sabem corn o que colhem. COLHEITADEIRAS ALMNOTRIZES INIDOSTRIA BEM BRASILEIRA SCHNEIDER, LOGEMANN Companhia Limitada INDUSTRIA DE MAQUINAS AGRICOLAS Horizontina - RS

3 AQUI AS NOVIDADES NA MIA DE VOCE FAZER A DECLARACAO DE RENDA. I Limite de isencäo Quem ganhou em 1976 ate Cr$ ,00 esta totalmente isento de imposto. 2MSO - Modelo Simplificado Opcional - cor verde Pode ser preenchido por quem teve ate Cr$ 200 mil de rendimentos na Cedula C. Quem recebeu mais de Cr$ 200 mil ou quem teve rendimentos em outras cedulas tambern pode usar o MSO, desde que respeite o limite do desconto padrao de 25% sobre rendimentos exclusivamente da Cedula G, ate o maxim de Cr$ 50 mil. 3Desconto padrao E o desconto que independe de comprovacao, mas que so pode ser aproveitado por quem usa o MSO. 0 desconto passou agora para 25% aplicados sobre o rendimento bruto da Cedula C, ate o limite maxim de Cr$ 200 mil, deste modo o desconto maxima sera Cr$ 50 mil. Este desconto substitui integralmente as deducoes: livros tecnicos, roupas especiais, contribuicbes previdenciarias e sindicais e outros gastos necessarios ao exercicio da profissao; e alguns abatimentos a saber: juros pagos, inclusive os do Sistema Financeiro de Habitacao; educacao; seguro de vida e acidentes pessoais; e perdas extraordinarias. Alem dos 25% do desconto padrao, voce ainda pode abater: despesas com medicos, dentistas, hospitals; dependentes; pensao alimenticia e aluguel. Aluguel Agora voce pode abater as despesas efetivamente realizadas ate o limite maxima de Cr$ 7.200,00 por ano. Instrucâo Ha um limite de abatimento de Cr$ 8 mil por pessoa que tenha tido despesa comprovada com instrucao. Este abatimento s6 pode ser feito por quern usa o MCT - Modelo Completo, de cor azul. E atencao para este exemplo: vamos supor uma familia em que o pai e uma filha tiveram despesas corn estudos em 1976, sendo que o pai gastou Cr$ 10 mil e a filha Cr$ 6 mil. 0 gasto total dos dois pode ser abatido porque representa o limite maximo de Cr$ 8 mil por pessoa. Mas se cada urn deles tivesse gasto Cr$ 9 mil, s6 se poderia abater DS 8 mil para cada urn, num total, portanto, de Cr$ 16 mil. Juros Voce pode abater os juros efetivamente pagos sobre emprestimos ate o limite de Cr$ 9 mil, se sua Renda Bruta for igual ou inferior a Cr$ 150 mil ou ate 6% da Renda Bruta, se esta for superior a Cr$ 150 mil. Alern dos juros sobre emprestimos, voce podera abater os juros pagos ao Sistema Financeiro de Habitacao,sem qualquer limite. 7Caderneta de Poupanca Podem ser descontados do imposto de renda 6% do saldo médio ate Cr$ Do que exceder os Cr$ ,00 podem ser descontados 2%. Os juros ou dividendos das cadernetas de poupanca que excederam a CI 4.400,00 devem ser declarados como rendimento, enquanto que a correcào monetaria esta totalmente isenta. Awes 18% do total empregado na subscricao de novas awes de Sociedades AnOnimas de capital aberto,ou na integralizacao mediante conversao de debentures,podem ser descontados do imposto a pagar, desde que estas awes fiquem em custodia por 2 anos; 9% do valor das awes compradas em Bolsa tambern podem ser descontados do imposto de renda, desde que tambern fiquem 2 anos em custodia. Estes descontos, somados aos demais descontos obtidos corn investimentos incentivados, nao poderao exceder os seguintes limites: CLASSES DE RENDA SPUTA I LIMITE DA REDUCAO EM (Cr$) DO IMPOSTO DEVIDO ate ,00 60% De ,00 a ,00 55% De ,00 a ,00 50% De ,00 a % De ,00 a ,00 40% De ,00 a ,00 35% mais de ,00 30% Dependente Pode-se abater Cr$ 8 mil por dependente. Pensâo Os rendimentos recebidos pela (o) viuva (o) e outros dependentes,a titulo de pensào, meio-soldo e semelhantes,sao isentos de tributacao nos 12 meses seguintes ao falecimento da pessoa. Imposto retido na fonte A correcao monetaria do imposto retido na fonte foi elevada para 35% e deve ser aplicada sobre o valor declarado na linha 37 dos formularios MSO e MCT. II Para completo esclarecimento, é importante ler nao apenas o Manual de Orientacao como o pr6prio formulario a ser preenchido. E ACIUI AS NOV1DADES NA HORA DE VOCE ENTREGAR. Atencâo para os prazos: quem tern Imposto a Pagar ou a Restituir precisa entregar sua declaracao de renda ate o dia 4 de abril. Quern e isento pode entregar ate 4 de maio agdncias para receber sua declaracao de renda. Este ano o Bradesco aumentou bastante o nomero de ag6ncias para ficar ainda mais facil a entrega da declaracao de renda. Sao 800 agèncias a sua inteira disposicao ? 1 L 1 Preencha o seu formulario de maneira correta. Certifique-se de que ele representa a melhor pa) para a sua declaracao. Feito isso, e s6 vir ao Bradesco que voce sera atendido rapidamente. NA HORA DE ENTREGAR, ESC FALAR COM A MOCA. BRADESCO garantia de bons servicos

4 CA RTAS BANCOS Prezado Editor: Na edicao de 7 a 20 de fevereiro proximo passado, encontrei em sua revista urn interessante artigo sobre o comportamento de nossa rede bancaria privada no ano passado. A anmise objetiva do autor, Sr. Elpidio Marinho de Mattos, leva-nos a compreender melhor o papel desde importante setor da economia brasileira no presente momento de crise. Em nossa imprensa especializada poucos sao os trabalhos que podemos ler, apreciar e dar credit as informacoes dadas como esse publicado em sua revista. Aproveitando a oportunidade, gostaria de sugerir a V. S 4 uma reportagem do mesmo nivel que analisasse o problema do credit a pequena e media empresas, atualmente muito dificil. TRES LAGOAS Aroldo José da Costa Santo Andre (SP) Prezado Editor: Corn satisfacào lemos, no nürnero da Revista Banas Industrial e Financeira, nas paginas 27, 28 e 29, detalhado artigo sob o titulo "Nem so de reflorestamento vive a regiao de Tres Lagoas MT" que faz referencias as mais elogiosas ao nosso municipio, analisando inclusive seu futuro e promissor desenvolvimento. Näo sendo materia assinada e querendo agradecer ao autor pelo destaque dado a Tres Lagoas, fazemo-lo por intermedio de Vossa Senhoria, ilustre editor, solicitando seja transmitido ao colaborador o penhor de nossa graticlao extensivo a essa conceituada publicacao. Na oportunidade, apresentamos a Vossa Senhoria cordiais cumprimentos. BALANPOS Ramez Tebet Prefeito municipal de Tres Lagoas (MT) Prezado Editor: Lendo sua prestigiosa revista acima referida (edicao 1 143, de 10 a 23 de janeiro de 1977), notamos, em seu artigo de capa ( A crise atravis destas empresas), urn equivoco no tocante ao exame do balanco da Dominium S.A. Indastria e Comércio, no quadro "InclUstrias de Transformacao" (pagina 17), em especial ao seu Grupo Acionario, dado como formado por "Becak/Mitsubishi". A bem da verdade, vimos, pela presente, esclarecer a V.S 8 que essa informacäo näo verdadeira, eis que a Mitsubishi jamais foi detentora do controle acionario da Dominium. Esse controle, ao contririo, é exercido desde 1973 pelo grupo Paterno/Becak, que detem mais de 51 por cento do capital votante da Dominium, o que é comprovado pelo registro em seus livros societarios. Certos da seriedade dessa revista, e do real interesse de V.S 8, como editor, de manter seus inumeros leitores bem informados, pedimos a V.S8 que, no proximo nurnero de Banas-Revista Industrial e Financeira, seja feita a necessaria retificacào, corn a reposicdo da verdade dos fatos. Dominium S.A. Industria e Comircio Luiz Paterno Junior e Moise E. Becak Sao Paulo Capital PROPAGANDA Prezado Editor: Na edicao n 9 I 144. página de "Propaganda", voce noticiou a contratacào de Fernando Almada pela Stallo Propaganda, de Joinville. Olha, deve ser algum homonimo porque continuo e continuarei firme e contente aqui, na CBP (Companhia Brasileira de Publicidade), agencia da qual sou socio. Por favor, avise o Cauby. Fernando Almada Sao Paulo Capital Onde se le Nossa Caixa,leia-se NOSSA de milhares de Jost' s,anas, Jolies, Isaacs, Marias, Fritz, Galas, Satikos, Elias, Raimundos, Manudis,Beneditos,Giovanas,Pedr...que fazem dela uma das quatro maiores instituicoes financeiras do Pais, operando so no Estado de Sao Paulo. Isso porque a Nossa Caixa tern mais de urn milhao de Cadernetas de Poupanca, financia centenas e centenas de Casas PrOprias ern cada més, beneficia dezenas de milhares de pessoas corn o seu Cr6dito Pessoal, leva incontaveis melhorias ao campo atraves de urn CrOdito Rural revolucionario, sem esquecer do nurnero cada vez maior de jovens que vao virar doutores, gracas as suas Bolsas de Estudos. Por que tantos confiam tanto na Nossa Caixa? E que todos os seus servicos vém corn dupla garantia: a do Governo Estadual e a do Federal. Tudo isso faz da Nossa Caixa um banco diferente dos outros - urn Banco Social. Garantida por Govern do Estado de Sao Paulo Caixa Economics CAM do Estado de Sao Paulo 2 BANAS De 07 a 20 de marco de 1977 Governos DesenvolvImento pare Todos

5 No Nordeste voce pode transformar o seu dinheiro em investimento rentâvel. Nos somas urn exemplo disso. Em 1967 iniciavamos a implantacdo do nosso parque industrial. Corn muito trabalho, corn uma consciente politica de investimentos, e corn incentivos federais e estaduais implantamos a Plagon S.A. Plasticos Goyana do Nordeste. Hoje, apos 10 anos, já passamos por vdrias ampliaceies para atender a demanda cada vez mais acentuada dos nossos produtos. E cada dia nosso negocio se torna mais solido. E mais rentdvel. As condicoes do Nordeste de hoje säo ainda melhores. Voce encontra mais estradas, mais dgua, mais energia elêtrica, mais portos, mais distritos industrials, mais incentivos. Voce conta corn o Finor - Fundo de I nvestimento do Nordeste. Seu imposto de renda é o seu dinheiro. Transforme-o em urn investimento rentavel. Faca como nos. Acredite no Nordeste. Opte pelo Finor. lagon sia PliSTICOS GUYANA DO NORDESTE Fàbrica: Rodovia BR 101, Km 34, Fone (0812) , Cabo, PE. EscritOrio: Av. Eng? Antonio de Goes, 204 Fone (0812) Filial Centro Sul: via Anhanguera, km -15

6 LIVROS Mesmo sem municao, continue atirando "Estrategia Empresarial", por H. Igor Ansoff, langamento da Editora Mc Graw do Brasil Ltda., é mais uma obra de teoria da administracao que procura esbogar uma analise processual da tomada de decisaes estratêgicas dentro de uma empresa, "no meio socio-economico dos Estados Unidos", como afirma o autor no prefacio. Acreditando, porem, na validade universal de algumas ideias e conceitos, Ansoff diz que o livro ainda é onze anos apos sua primeira edigao em ingles, por serem estas idêias e conceitos essenciais para compreender a relacao entre a empresa e o seu ambiente. ESTRATEGIA EMPRESARIAL H. Igor Ansoff Editora McGraw-Hill do Brasil Primeira edicao 230 paginas 0 autor, que entre outras fungi:5es trabalhou na Rand Corporation e foi vice-presidente da Locheed Eletronics, esteve recentemente no Brasil para lancar o livro tendo conduzido urn seminirio para um niimero limitado de presidentes, diretores e gerentes de alto nivel, sobre administracao num clima de "turbulincia ambiental". Nesta oportunidade, ele reapresentou alguns dos conceitos contidos em sua obra que, partindo da estrutura das decisoes empresariais e esbocando urn modelo de tomada de decisoes estrategicas, entra numa linguagem mais complexa, apresentando o "conceito de sinergia" definida como urn dos principais componentes da estrategia da empresa em termos de produtos e mercados, que diz respeito as caracteristicas desejadas do ajustamento entre 4 BANAS De 07 a 20 de marco de 1977 a empresa e os seus novos produtos, frequentemente descrita como "efeito =5". Mais interessantes do que o estabelecimento de uma estrategia espirituosamente definida pelo autor assim: "Estrategia é quando voce esta sem munigao, mas continua atirando para que seu inimigo nao saiba" sao as autocriticas feitas por Ansoff a sua obra no prefacio. "Se escrevesse o livro hoje, eu o escreveria de maneira bem diferente", admite o autor. As modificacoes seriam principalmente no sentido de incluir algumas novas dimensoes do problema estratêgico, para atualiza-lo em fungao de fatos surgidos apos a primeira edicao. Primeiramente, observa Ansoff, a experiencia demonstrou que seu livro continua sendo mais uma descrigao titil de urn metodo de analise estratêgica do que urn auxilio a implantacao do metodo numa organizack. Isto porque quando se tentou implantar metodos, encontrou-se uma notavel resistencia ao planejamento, cujo exemplo mais dramatic ocorreu no Departamento de Defesa dirigido entk por McNamara. Nao obstante, o autor acredita que esta resistencia se deve a falta de familiaridade da estratêgia para a administrack de uma empresa. Outra nova dimensao seria o maior dinamismo dos desafios estrategicos, que surgem corn muito mais intensidade e frequencia que ha 20 anos atras. Em terceiro lugar, o autor acredita que a crise do petroleo emprestou uma nova filosofia a empresa, que anteriormente era expansionista, otimista e orientada para seu crescimento. Finalmente, registra o autor o crescente desencanto social corn a empresa, surgido principalmente na Europa Ocidental. A empresa estaria sendo cada vez mais chamada a reprimir seus excessos sociais e a enquadrar-se dentro de uma regulamentack crescente, para a qual as administracoes ainda ilk se prepararam estrategicamente. (RM) Crescimento da empresa e recursos humanos ADM INISTRACAO PARA CRESCIMENTO EMPRESARIAL ADMINISTRACAO PARA CRESCIMENTO EMPRESARIAL Francisco Gomes de Mattos Zahar Editores Rio de Janeiro Segunda edicao 424 paginas Escrito numa linguagem plenamente acessivel, para Crescimento Empresarial", de Francisco Gomes de Mattos, lancado pela Zahar Editores, procura discutir os varios aspectos da administragao interna, principalmente enfocando o elemento humano e a necessidade de uma relacao menos vertical entre empregador e empregado dentro da perspectiva de otimizack dos resultados da atividade administrativa. Embora nao se possa dizer que o tema em si seja original, ha alguns aspectos interessantes que o autor procura desenvolver, discutindo-os de uma maneira mais ampla, embora muitas vezes demasiadamente esquematica. E o caso do capitulo sobre a descentralizack como conseqiiencia do desenvolvimento, que importa na aceitacao de urn novo estilo de administracao para o qual espera-se que o empresario esteja devidamente preparado, a firn de que possa coiher os melhores resultados. 0 meio pelo qual esta descentralizack ocorre é atraves do "racional exercicio da delegacao de autoridade", que Mattos examina em detalhe, corn as respectivas implicaci5es politicas e psicologicas. Outro aspecto ao qual o autor se dedica longamente é quanto as reuniaes da empresa, conhecidas como este reis. Para tanto, Mattos nao se limita a aconselhar urn planejamento prêvio, como ja se faz, mas tambem esboca projetos completos de preparagao e execugao de reuniiies, levando novamente em conta a necessidade de se envolver o maior ntimero possivel de pessoas para que as decisiies adotadas primeiramente nascam e depois sejam realmente executadas. Inovack e criatividade é outro aspecto importante da administracao, embora o autor apenas passe uma rapida pincelada sobre o tema, sem aprofunda-lo. De qualquer modo, apresenta os principais problemas que inibem a administracao a adotar mais criatividade, o que ja pode ser considerado como urn grande avanco. Finalmente, o autor entra pelo terreno da Administrack de Recursos Humanos, cujo segredo consiste, na sua opinik, num esforco de aprendizagem constante, que deve ser empreendido inicialmente pelo proprio administrador, corn a participacao de toda empresa. (RM)

7 GRIJI30 CAC ; Cia. Cacique de Cafe Soluvel FabricaGao-Mportacao de cafe soltivel. Cacique Exportadora e importadora S.A. mvean (Londrina - PR) Exportacão de café rdeu,faotutrraojops,roediumtopos artgancatleasmegerat (Sao Paulo - SP) Distribuicdo do Café Pele (torrado e moido, e soltivel) e do Soliivel Cacique de Alimentos S na. Cacique no mercado intern. Cacique de Embalagens S.A. Industria e Comercio (Londrina - PR) Fabricacio de tecidos e sacos de fins trancados de polipropileno. (Atibaia - SP) Industrializaciio Cacique de Vegetais Industrializados S.A.: fsrurrgeellauennte:. pelo processo Cia. Cacique de Armazens Gerais Cacique Agropecuária e Industrial do Maranhao S.A. (Silo Luis - MA) Indastria madeireira e agropecuaria. Agropastoril e Industrial Tucumä SAN madeireira e agropecuaria. Cipari - Genetica Animal S.A. (Lonazreina - PeR) nto em geral nas zonal agricola e portudria. (Londrina - PR) Industrializacao, importacao e comercializacâo de semen bovino de alta linhagem. Maracaju Veiculos S.A. (Londrina - PR) Empresa distribuidora de veiculos. No Exterior Cacique Instant Coffee Europe Ltd. (Londres) Suplicy Cacique Trading Cal (Nova York) Brazil Coffee Corporation (Nova York) 0 Grupo Cacique possui escritorios e agentes localizados nos mais importantes centros comerciais do mundo. Alessie Co. B.V. (Amsterdam) - B.E. Ihnen Co. (Hamburgo) - E.A. Johnson Co. (Sao Francisco) - Aziende Riunite Caffe (Mildo) - Adolfo Braun Guevara Representaciones (Punta Arenas - Chile) - CACIQUE Continental Agencies Ltd. (Hong Kong) - Adolfo E. Ercole (Buenos Aires) - Sovhispan S.A. (llhas Gulirias) - Tuqan Lebanese Trading Agency (Beirute). EscritOrio Central: Av. Paulista, and. - CEP a. Postal Tel.: Telex: End. Telegr.: "Solcacique" - Sao Paulo - SP.

8 Vinculamos o cientisia e o tecnico diretamente ao campo e a using. Ha poucos meses, reunidos durante uma semana no IV Seminario Copersucar, em Aguas de LindOia-SP, varias dezenas de tecnicos, e tarnbem cientistas, ligados a todas as areas de producao da agroindistria agucareira e alcooleira, debateram problemas e expuseram inovacoes, oriundas das experiéncias e das pesquisas feitas pelos profissionais altamente capacitados que la estiveram. Este e um dos meios que, ha anos, estabelecemos para manter comunicacäo com nossos cooperados, objetivando faze-los conhecedores dos resultados de todos os experimentos e observacoes desenvolvidos por nossos tecnicos e cientistas, nas estacoes experimentais e nos canaviais, nos laboratorios e nas usinas. De ha muito, e varias vezes por ano, proporcionamos tarnbern cursos ao pessoal t6cnico das usinas cooperadas - oportunidades em que ficam sabedores de todas as Oltimas observacees ou conclusoes hauridas nas EstacCes Experimentais que a Copersucar mantern em Assis, Piracicaba, Sertäozinho. no Estado de Sao Paulo, em Camami, na Bahia, e em Primeiro de Maio. no Parana. Assim, todas as inovagoes tecnologicas na complexa area industrial do ackar e do alcool sac) imediatamente comunicadas aqueies que, nas usinas cooperadas, detèm a responsabilidade por sua constante modemizacao e maior produtividade. Essa nossa preocupacào de permanente atualizacão tern nao apenas fundas raizes. como vem de profundas conviccoes. Pois, tambem ha anos, temos, trabalhando conosco, algumas notabilidades mundiais, do campo da genetica da cana-de-acocar (Prof. Albert J. Mángelsdorf. da Hawaiian Sugar Planter's Association); da fabricacao, automacao e controles aplicados a industria agucareira (Dr. John H. Payne, lider do grupo de consuttoria da American Factor Hawaii); e da tecnologia em moagem de cana (Engenheiro Deon Hulett, da Africa do Sul) - todos eles tecnicos de renome supremo em suas especialidades. Recentemente, corn a dupla intengao de agilizar ainda mais as comunicacoes tecnico-cientificas com a comunidade da nossa agroindistria, e ao mesmo tempo documents-las e pa-las ao facil acesso dos interessados, iniciamos a publicagao do Boletim Tecnico Copersucar - cuja aceitacao entre os interessados ja nos esta mostrando a validade de mais esse instrumento de aperfeicoamento profissional. Foi, sem dovida, reconhecendo a modemidade do trabalho que nossa agroindostria agucareira e alcooleira ja realiza em todos os estagios da producao, que a ISSCT - Intemational Society of Sugar Cane Technologists pela primeira vez escolheu o Brasil para. sob nossa co-responsabilidade, realizar o seu XVI Congresso Mundial que devera, em setembro aeste ano. reunir tecnicos de todo o mundo em nosso pais. Essa inversao na tec-nica e na ciéncia do cultivo da cana-de-acocar, e da sua transformacao industrial em acocar e alcool, prova que nao estamos emergencialmente nesse negocio - em nenhum de seus estagios. Nossas 77 cooperadas. ha anos, aceitaram as modemas regras do jogo nesta era de absoluta competicao tecnolágica. Os resultados obtidos mostram que o produto do talento de nossos tecnicos e cientistas nao fica arquivado nas prateleiras. Sai direto para as areas de producao, seja na vasticlao dos canaviais, seja na complexidade do processo industrial. Move-nos. acima de tudo, a palavra de ordem que o Boletim Tecnico Copersucar vem de levar a nossos cooperados: "0 Brasil atualmente e o lider em producao de cana-de-acocar em todo o mundo. 0 proximo passo e tomar-se lider na tecnologia do acocar." Wcopersucar modelo brasileiro de integraco agro-industrial

9 BANAS REVISTA INDUSTRIAL E FINANCEIRA Ano 23 n c) De 07 a 20 de marco de 1977 Editor: Geraldo Banas Secretion de Redaceo: Ninon Dias Redatores: AntOmo Carlos RuOtoro, Joao Marcos Coelho. Lufs Alberto Teixeira Cabral, Tamara Leftel (Anto griosl, Antonio Cerveira de Moura. Marcia Aparecida Rindelka e Vera Lucia Rodrigues IProdutos e Servicos). Carlos Cauby Silveira. Ernesto Matzel, Isnard Manso Vieira. Jomar Pereira da Cunha e Roberto SimOes IColaboradores). Diagramacao a Cape: J. Juarez Arse - Chafe: Claudette Leonarda Reis Revistio: Americo Benedicto StrInghinl (chafe) Sebastiao Furlan e Nilson Marcondes Garcir Memorando ao Leitor Producao: Romeu Stringhini Fotocomposiceo: Waldemar Ter6 Sato (Chafe) Setor grafico: Shigueo Sato (chafe) Banos 6 uma revista quinzenal publicada pale Editora Banas S A. Supenniendente: Elizabetha Banas A_ssistente: Cristina L. de Almeida Aciminisnacao: Geraldo Roberto Banas Gerancia: Raul Cavalcanti de Albuquerque Baptista Publicidade: Wilson Salina (Diretorl o Jose Soares Bairao (Gerente para Sao Paulo) Represerrtantes: Arnaldo Waldemar Schwab. Elizabeth Pastcszek Boito, José Carlos Lopes da Silva, AgneHo Pecoraro. illisses de Oliveira Faria e Joao Batista Patricia - Sao Paulo: Avenida Presidente Castelo Branco, Telefone: 262, Calxas Postais: e ABCD: Uniprol - Rua Senador Flaquer, andar - Sala 51 - Telefone: Manz Representacao -Santo Andre (SP) - Rio de Janeiro: Leo Publicitária Ltda. - Rua Evaristo da Veiga, 16-5 andar - gru- Po Telefones: a Belo Horizonte: Joao Veras - Rua Senador Pompeu, SERRA - Telefono: Recife: SITRAL - Servicos de Imprensa, Televisa e Radio Nordeste Ltda. - Rua Marques do Recife, andar - conjs. 308/9 - Telefones: a Av. 7 de Setembro, cj. 101-Telefone: RePresentante para o Sul: Carlos Cauby Sil- -Salvador: RECORAL - veira - Curitiba: Rua XV de Novembro, conj Caixa Postal: Telefone: FlorianOpolis: Rue Felipe Schmidt, andar - cjj Telefone: Porto Alagrs - Rua Duque de Caxias, Tele-, bones: e !Exterior - Estado. Unidos: Inta Advertising, Inc Broadway. New York, NY Telefone: 1212) Japao: Chigeru Kobayashi - Japan Advertising Comunications. Inc. - New Ginza Building 3-13 Ginza 7 - Chome Chuo-Ku, Tokyo Japan - End. telegraf. Adcommajapan Tokyo Europa: Regie du C.N.C.E Av. Franklin Roosevelt - Paris. 8 erne, Franca. Dwartamento de Vendas. Promocao a Circulacho Anuarios. Mala-Diretal - Gowns - Marcio Heleno Cezar Gouyea - SAO PAULO: Avenida Presidente Castelo Branco, Telefone: Guanabara: Rua Senador Oantas cis. 1007/ Tel.: Representantee pare o Sul: Carlos Cauby Silveira - Curitiba: Rua XV de Novembro, c/810 - Caixa Postal: Telefone: Blumenau: Rua XV de Novembro, cj. 4 - Telefone: Porto Alegre: Rua Duque de Caxias Telefones: e Belo Horizonte: Agencia Van Demme Ltda. - Rua da Bahia, Tel.: Recife: SITRAL - Servicos de Imprensa. Televisho e Radio Nordeste Ltda. - Rua Eng. Ubaldo Gomes de Mattos, cjs. 308/9 - Tele.: e Salvador: RECORAL - Rua Den. Labetut, 81 - Tel.: BANAS e enviada aos sous assinantes em todo Territdrio Nacional e no Exterior. Alteracoes de endereco devem ser enviarlas a gerencia de promocão e circulacao Prow de assinatura - comun: 6 mesas - Cr$ ano - Cr$ 230,00 - Exterior airs* - 1 ano: Grupo I: America Latina USS 50,00 - Grupo II: Mexico, USA. Portugal, Espanha e Africa USS Grupo III: Domain Palms USS 95,00 - Ntimero avulso: CrS Umero atrasado: Cr$ Uma edicäo especial nem sempre é bem recebida. Primeiro porque o terra tratado muitas vezes não coincide corn as afinidades do leitor, seus interesses ou sues opcoes de leitura. Em segundo lugar, a imagem que se tern de uma "'especial"' não é das melhores, dando antes a impressao de "coisa encomendada". Pelo menos este é o estigma que acompanha esses trabalhos. Raramente, o jornalista tern a oportunidade de participar de uma "'especial" que näo lave a chancela de "intragavel". Este foi o objetivo que tivemos em mente ao elaborarmos urn trabalho sobre os dois primeiros anos de administracào do governador Paulo Egydio Martins. Portanto, esta edicão neo procura fazer a apologia de uma administracdo, mas analisa-la de forma isenta e descompromissada a partir da premissa de que este governo adrninistra a formacão economica de major peso no Pais. lsto significa que a economia paulista, antes de seu governador, seja qual for, merece ser analisada detalhadamente. No presente caso, interessava-nos examiner o que fez a administracäo paulista nestes dois anos. Ou por outra via, como se comportou a economia paulista sob a orientacâo e influéncia do setor publico, isto é, como o Estado administrou, arrecedou e investiu nesse periodo. Esta foi a abordagem que demos na analise do segundo aniversario do governo Paulo Egydio. 0 trabalho pratico foi desenvolvido junto a Walter Nori, assessor de imprensa do Palacio dos Bandeirantes e, posteriormente, corn os Secreta- Hos de Estado. Todas as informacoe s economicas foram colocadas a nossa disposicao bem como a orientaceo de Nori pare que todos os assessores de secretaries nos facilitassem o trabalho. A excecão das pastas dos Transportes, Interior e Educacao, que por motivos alheios a nossa vontade nâo constam nesta edicao, todas as demais fizeram o major empenho em prestar sue colaboracao. Este, por exemplo, foi o caso do secretério Nelson Gomes Teixeira, da Fazenda, que atraves de seu assessor de imprensa, Ademar Cantero, nos colocou a sue pasta pare qualquer tipo de pesquisa, alem de ser entrevistado por Antonio Carlos RuOtolo, redator de Banas. Alem das entrevistas corn os Secretarios, foi feita ainda uma analise global da economia paulista e que mostra como Paulo Egydio conduziu o Estado nestes dois Ultimos anos. Nilton Dias IN DICE Tiragem: exemplars* BANAS reserva-se os direitos inclusive os de traduce() em todos os paises signatarios da Convencão Pan-Americana a da Convencao Internacional sobre Direitos Autorais. E permitida a divulgacão das informacoes contidas na revista desde qua seja citada a fonte. Produzida a impressa nas oficinas da Editora Banas S.A. - Ave nida Presidente Castelo Branco SP - Telefone Caixas Postais: Sao Paulo: Registradz no D.C. P do D. Policia Federal sob n 1240-P-73 C G.C Inscr. Est Inscr, Munic , Registro em CartOrio: 439 Cartas 02 Livros 04 Em Debate 09 ESPECIAL/DOIS ANDS DE GOVERNO 10 a 32 Artigo de Capa 10 Planejamento 14 Fazenda 16 Agricultura 18 Obras 19 Administracão 20 Trabalho 21 Turismo 24 Cultura 25 NegOcios Metropolitanos 26 Promocâo Social 28 Sande 30 Justica 31 Seguranca 32 Comercio Exterior 33 Financas 34 Empresas e Empresarios.36 Inthistrias e Investimentos.39 No Ar 44 BANAS De 07 a 20 de marg.() de

10 Se e de leite que voce precisa por que comprar uma vaca? Ha anos nao se ouve outra coisa a nao ser as maravilhas de urn computador. Nao é a toa que, quando nos deparamos corn uma pilha de ntimeros carentes de organizacao, a primeira rend() é "ADQUIRIR UM COMPUTADOR". NÄ 0 FACA. Na maioria das vezes voce estard ern melhor situacao se obtiver simplesmente "COMPUTAcAO". Na ADP-SYSTEMS. A empresa de computacao. Nao vendemos computadores. Vendemos soluciies de computacao. Para mais de clientes ern todo o mundo. Eles recebem os dados de que necessitam, aonde necessitam, na forma que necessitam. Sem investimento de capital. Sem custos de desenvolvimento. Sem acrescimo de pessoal. Sem se preocupar corn obsolescencia do sistema. Sem contudo, ter que comprar a vaca. Nos podemos fazer o mesmo por voce. Alivia-lo de tarefas relacionadas corn escrituracao, tais como FOLHA DE PAGAMENTO, CONTROLE DE ESTOQUE, CONTAS A RECEBER E A PAGAR, CONTABILIDADE GERAL E RELAT6RIOS FINANCEIROS. Ha, na verdade, centenas de maneiras de colocarmos a sua disposicao servicos de computacao - sem incorrer no erro de possuir urn computador. R n SYSTEMS S.A. 1 1= Bureau de Servigos em Computadores SAO PAULO: Rua Santa Isabel, Tel.: (PABX) CAMPINAS: Av. Bare de Itapura, Tels.: / GRANDE ABC: R. Cel. Alfredo Flaquer, Tel.: Santo Andre SOROCABA: R. Padre Luiz, 39 - s/loja - cjs. 3/4/5 - Tel.:

11 EM DEBATE Paulo Egydio, a media de todos os paulistas Geraldo Banas 0 estilo do governador resume-se na moderacao. Ele nao desconhece as flutuacoes opinativas dos meios empresariais. Respeita-as, mas nao as transforma em bandeira para o Estado. Esta discricio, que nao e omissiva, é urn pouco inerente aos cidadaos que ocupam o Palacio dos Bandeirantes. Ela corresponde a posicao de Sao Paulo no seio da Uniao. Dotado corn tantos sinais de preponderancia no campo economico, nao caberia a "locomotiva da Nacao" reclamar tambem por vantagens politicas. Sem dirvida, Brasilia aprecia esta atitude reservada, pois facilita as gestoes, simplifica o trato com os demais Estados e permite conduzir este tipo de economia experimental que caracteriza, grosso modo, o famoso "modelo". E em Sao Paulo que se iniciam os primeiros passos para uma nova politica; é em Sao Paulo que se sente o pulso dos expoentes da producao; e para Sao Paulo que convergem as atencoes do Ministro da Fazenda quando raciocina que 55 por cento de sua arrecadaciio provem desta unidade privilegiada do Pais. Sao Paulo esta umbilicalmente ligado aos éxitos e tambem aos insucessos de Brasilia, e e por esta razao que o governador precisa pensar nao somente em termos estaduais, como tambem federais. Este posicionamento nem sempre e bem compreendido nos circulos de negocios, onde preocupacaes corn a competicao e certa irritacao em relacao a "outros centros industrials" que nao Sao Paulo primam sobre a compreensao da posicao especial do nosso Estado na Uniao. Apontando facilidades concedidas ao Norte ou ao Sul por entidades regionais sob a forma de repasse de fundos federais os empresarios paulistas reclamam tambem para si o mesmo tipo de vantagens. Muitas vezes sem resultado, porque justamente o principio da redistribuicao da renda regional exige que se dotem as unidades menos desenvolvidas corn os estimulos que ja nao mais deveriam ser necessirios para Sao Paulo. E possivel que no passado nem sempre tenha havido compreensao por parte dos empresarios pela atitude de nao-combatividade do governador. Mas, vista sob o prisma nacional, a atitude assumida pelo Palacio dos Bandeirantes a irrepreensivel. Ja com relack a urn outro ponto, o de interesse fiscal, as posicöes respectivamente do Palacio dos Bandeirantes e dos homens da iniciativa privada parecem invertidas. 0 ICM constitui o grosso da receita estadual e o Governo federal mostrou-se generoso demais na concessao de isencoes para companhias que exportam. Tal gesto reverters, em 1977, numa diminuicao de cerca de CrS 8 bilhoes na renda do Erario estadual. 0 assunto nao e de interesse imediato do empresario mas empolga o secretariado de Paulo Egydio ha mais de meio ano. E verdade que Silo Paulo dispiie de fatores de compensacao para 'esta renda perdida. A forte participacao da agricultura na formacao do PIB estadual, estimado em USS 54 bilhoes, introduz no quadro conjuntural do Estado urn elemento positivo, capaz de neutralizar os fatores recessivos observados nas inclustrias de construcao e automobilistica. NA ha necessidade de recorrer a muita imaginacao para prever que Sao Paulo passara o ano de 1977 nao folgadamente, mas sem maiores arranhoes. Performance nada desprezivel numa epoca em que tao insistentemente se fala da crise. A despeito da ajuda concedida pela Uniao, o quadro nos demais Estados é menos tranquilo. Corn vistas as realizacoes da equipe de Paulo Egydio em dois anos, elas estao estampadas nesta edicao de Banas. Hi um lastro positivo neste balanco. Merecem destaque as obras do Metro, que reunem os esforcos da Uniao, do Estado e do Municipio; a remodelacao da Fepasa e, dentro em breve, o inicio da construcao do novo aeroporto Internacional em Cotia. Nao e por acaso que o foco da atencao governamental dirige-se para os transportes, que constituem a parcela-chave da infraestrutura econornica do Estado. Este setor nao recebeu, no passado, a necessaria prioridade no planejamento governamental. A superconcentracao na construcao de rodovias e a esperanca de que a iniciativa privada pudesse sanar qualquer falha que poventura surgisse foram os motivos da complacencia corn relacao ao transporte urbano e as ferrovias. Neste particular, Paulo Egydio passou a uma revisào das metas, motivando seu secretariado a adaptar os meios de comunicacao as necessidades de Tarefa nada facil num Estado onde o use e abuso dos motores a gasolina criaram o tao decantado ambience da regiao mais industrializada da America Latina. Eis, em resumo, os focos da atencao do governador, que quase foi obrigado a fazer face a uma situacao nova e que exigia que outros pianos ficassem para tras. Mas urn homem como Paulo Egydio tern a vantagem de conduzir o processo de transicao de uma economia em plena expansao para uma fase de crescimento menor sem alarde e sem criar uma faixa de vitimas. Este merit e reconhecido e explica a tranqiiilidade no Parlamento e nos meios empresariais. 0 governador soube criar pelos seus atos um consenso do "middle-way", que leva os paulistas a se identificarem corn ele. Poderia haver maior elogio para urn governador? BANAS De 07 a 20 de marco de

12 10 - BANAS De 07 a 20 de marco de 1971 ARTIGO DE CAPA Governo do Estado de Sao Paulo nvolvimento para Todos 11 Zil It litt Paulo Egydio: os primeiros dois anos de urn governo controvertido Em seus 24 meses a frente do governo do Estado de Sao Paulo, Paulo Egydio Martins conviveu corn uma sêrie de contradicoes de origem muito mais ampla, que acabou pulverizando, de certa forma, os multiplos esforcos da máquina governamental que montou. Ele proprio reconhece que "a consciência de que o Pais atravessa uma fase de ajustamentos" é importantissima para a definicao de metas e urn equilibrado planejamento a medio e longo prazos. Entretanto, ao saldo positivo obtido nestes dois anos em areas mais tecnicas, como habitacao, saneamento basico e ate mesmo o esquema financeiro estadual, devem-se juntar relativos insucessos na area politica. Aproveitando-se das excelentes e qui-. mericas intencoes propostas no II Plano Nacional de Desenvolvimento, edicào 1974, varios Estados puseram-se a gritar contra o que denominaram de "imperialism paulista-. E. de fato, tais grupos de pressão acabaram obtendo algumas vitorias, entre elas a instalacâo da Fiat em Minas, a Volvo no Parana. Passados, entretanto, exatamente tees anos apos sua elaboracäo, restam apenas raros e solitdrios pruridos do II PND, hoje um pálido e amarelecido amontoado de teses de descentralizacào economica, impossiveis de se realizarem. A menos que, de repente, se alterassem as regras basicas do regime capitalista, sob cuja egide o Brasil vem caminhando no decorrer de sua historia.

13 ARTIGO DE CAPA Como mandam os manuals de economia politica, o processo de industrializacito brasileiro acabou se fixando na regiao Centro-Sul, atraves da concentracao macica de capitals excedentes oriundos do cafe. E o Estado de Silo Paulo, desde o comeg deste siculo, converteu-se neste polo privilegiado. onde se lancaram as bases de uma industrializacito plena que apenas tomou Toros autonomos na dicada de 50. De tact incontestavel, sua lideranca sobre os denials Estados acabou se dissolvendo numa cortina de fumaca encobridora ao menos do ponto de vista retorico, politico, e ao nivel da opiniao publica nacional. Mais, porem, do que ataques e contra-ataques verbais, permanece. o fato de que a economia paulista tem demonstrado uma indiscutivel versatilidade no entrechoque corn a crise que ronda as atividades produtivas em todo o mundo, deflagrada em ' 1974 corn a alta dos precos do petroleo. Daqui a alguns anos, certamente sera detectadas as causas que levaram o Governo brasileiro a tratar corn canto descaso os prenimcios de uma crise que ja tomava proporcoes alarmantes em 1974 nos paises desenvolvidos. 0 certo, porem, é que o governo de Sao Paulo juntou-se ao federal quanto a urn atraso inadmissivel na adocao de medidas saneadoras, no sentido de absorver, ao menos parcialmente, o impacto da crise mundial. Foi neste interim que se manifestou uma inequivoca capacidade de reacao paulista sensivelmente maior do que a do restante dos Estados da Uniao: enquanto nestes a crise assumiu niveis catastroficos, em Sao Paulo ela vem sendo, de certo modo, contornada. Dois anos controvertidos Em seus dois anos de governo, iniciados em marco de 1975, Paulo Egydio Martins conviveu corn uma contradiciio que pulverizou, de certa maneira, e acabou influindo negativamente no funcionamento da mitquina administrative do Estado. O proprio governador reconhece que "a consciencia de que o Pais deve utilizar, cada vez mais, seus recursos internos e usar criteriosamente os produtos que importa é o principal ponto de partida para que a atual fase de dificuldades econornicas nao se transforme em crise de maiores proporcoes". De cutro lado, no entanto, o alto crescimento experimentado por Sao Paulo neste Ultimo ano se choca corn estas aspiracoes, pois, ainda Segundo Paulo Egydio, "as importacoes de bens de capital continuam gerando problemas corn relacao balanca comercial brasileira". Ora, consciente da potencialidade de seu Estado, Egydio acentua que "a nova fase de substituicaes, agora de bens de capital, de que o Pais necessita para continuar a se desenvolver devera ser liderada pelo Estado de Sao Paulo, em virtude de ser ele o major polo industrial e de contar corn mio-de-obra especializada". E os numeros sem duvida traduzem matematicamente a certeza de Paulo Egydio: em o Produto Intern Bruto paulista cresceu a taxa de 4,96 por cento; e no ano passado, a elevaciio foi mais expressi- % a ainda, de cerca de 7,4 por cento. Quanta a e%oluctio de cada setor econornico cm particular. a tabela 1 expressa o elevado ritmo de atividade na industria. ao mesmo tempo que a agricultura, mais uma vez, se retraiu, tendo como causa basica a quebra do café (menos 69.6 por cento), enquanto a producao dos demais hens agricolas cresceu cerca de 10.3 por cento. Setores QUADRO I ESTADO DE SAO PAULO CRESCIMENTO DO PIB (Em 1976) Taxas Primario 2,7 Secundirio 11,9 Terciario 6,5 Total 7,4 Agricultura Segundo a tabela 11 Previsäo do Crescimento da Agricultura Paulista o desempenho da agricultura do Estado apresentou, na safra 1975/1976, um decrescimo da producilo fisica de menos 2,7 por cento em relacao a safra anterior. Excluindo-se o cafe, a variacao passa a ser de urn crescimento de 10,3 por cento. Os produtos de origem vegetal, exceto o cafe, apresentaram urn crescimento de 16.9 por cent, destacando-se os aumentos nos volumes produzidos, em relacao safra anterior. dos seguintes produtos: trigo (mais 308, 4 por cento); arroz (mais 64,7 por cento); milho (mais 29,7 por cento); feijao (mais 27.9 por cento); amendoim (mais 26, I por cento); cebola (mais 34.8 por cento); laranja (mais 16,6 por cento); soja (12,8 por cento); banana (7.2 por cento). Neste levantamento, e preciso descontar que possiveis influencias climaticas e ataques de pragas e molistias ainda poderao concorrer para proviveis alteracoes nas estimativas das culturas de trigo, tomate e laranja. As reducoes se localizaram, por outro lado, nos seguintes produtos: cafe (menos 69,6 por cento); algodito (menos 39,6 por cento); hatata (menos 6,1 por cento); mandioca (menos 15,3 por cento); e mamona (menos 23,0 por cento). liouve, portanto, urn excelente comportamento da maioria dos produtos vegetais, corn excecao do cafe e algodho, principals responsaveis pelo decriscimo da producao; o primeiro em decorrencia de ad% ersidades climaticas do ano anterior, e o segundo pela substancial reducao da area plantada (cerca de 40 por cento). Os produtos de origem animal cresceram a uma taxa apenas razoavel, da ordem de 2,2 por cento. No conjunto, o valor da producao agricola paulista na safra 75/76 atingiu os Cr$ 33,5 bilhaes. Especificamente, a renda agricola acabou se elevando muito, em fungal na comercializacao dos estoques de café, em maos dos produtores, devido a triplicacao de precos do produto. Setor secundario 0 setor secundario que engloba a inch'stria de transformacao, a construcao civil e n OUADRO II PREVISAO DE CRESCIMENTO DA AGRICULTURA PAULISTA Valor Corrente (Cr$ 1000) Discriminacão 1975/76 (a precos Variacao 1974/75 de 74/75) Percentual 26 produtos ,7 26 produtos (exclusive café) ,3 Vegetais (20 produtos) ,6 Vegetais sem café (19 produtos) ,9 Animal (6 produtos) ,2 Fonte: I.E.A. (59 levantamento de safras) BANAS De 07 a 20 de marg.() de

14 ARTIGO DE CAPA os servicos industriais - cresceu a uma taxa media de 11,9%. (veja a tabela III). No item indristria de transformacao, o mais significativo para o Estado, houve seis setores que cresceram, no ano passado, a uma taxa media superior aos 11,9 por cento globais. Foram: mecanica, quimica, material eletrico e de comunicacoes, papel e papelao, textil, vestuario, calcados e artefatos de tecidos. E, entre estes, a melhor performance ficou corn a industria mecanica, cujo crescimento deve ser creditado, em parte, a() apoio do Governo federal, atraves de urn Programa de Substituicao de ImportacOes de Bens de Capital. a elevacao fixou-se em 17 %. superior a 1975 (cf. tabela IV). Subsetores OUADRO III SAO PAULO - PIB - Setor Secunderio (Em % ) Taxes Ind. de Transformacito 12,1 Construcito Civil 7,5 Servicos Industriais 14,5 Setor secundikrio 11,9 Discriminactio OUADRO IV SAO PAULO INDUSTRIA MECANICA Varlactio Percentual: 1976/1975 (*) Mecanica pesada Maquinasferramenta Maquinas têxteis Maouinas agricolas Total Emprego Total 7,3 7,3 11, Horas Trabalhadas na Producito 10,0 9,8 15,6 22, Consumo de Energia na Producito 1,0 13,0 27,3 8,3 17,4 Producilo Industrial ,6 20, (*) Considerando o periodo jan.-novembro Fonte: Abimaq-Simesp- APE/SF Quanto ao aspecto puramente economico, foi significativa a constribuicao da ind6stria mecanica no sentido de possibilitar urn menor ritmo no volume de importacoes de bens de capital - embora seja preciso reconhecer que os custos corn importacoes deste item continuam a onerar demasiadamente o balanco de pagamentos nacional. Setor terciario No setor de servicos, o crescimento de 6,3 por cento se associa corn o comportamento favorável do comercio varejista, seguido das instituicoes financeiras, enquanto os servicos governamentais experimentaram evolucao mais modesta, face a propria conjuntura das receitas estaduais. O comercio varejista na capital paulista, segundo informacoes obtidas junto ao Clube dos Diretores-Lojistas, cresceu a uma taxa superior em 1976, em relacao a Os nirmeros de vendas reais destes dois anos sao 6,1 por cento e 7,9%. Urn rapido exame da tabela V fornece subsidios esclarecedores a respeito da performance do comercio varejista nestes dois anos: de urn ponto de partida negativo (menos 8.9 por cento no primeiro trimestre de 1975), passou-se a urn crescimento acelerado ate o final daquele ano, que comecou a declinar ja no primeiro semestre do ano passado, para afundar novamente, entre outubro e dezembro passados, numa taxa negativa (menos 3,5 por cento). Se, a estes dados, juntarmos as estatisticas do Servico de Protecao ao Credito, a curva elevacao -declinio sera praticamente idéntica, sendo que o dado mais encomodo e do valor real dos titulos protestados, que observou urn crescimento de 14,4 por cento no Ultimo trimestre de 1976 (cf. tabela) VI). Fase de ajustamentos 0 governador Paulo Egydio, em sua mensagem anual deste ano, enfatizou que, "no quadro geral da economia, prossegue a delicada fase de ajustamentos", certamente uma maneira elegante de reconhecer efetivamente que estamos mergulhados numa crise de proporcoes ainda nao calculadas. Continua ele acentuando que "a continuidade do crescimento econornico, necessãria a superacao dos diversos problemas sociais, e o estabelecimento de uma economia estavel dependem, hoje, entre outros fatores da utilizacao adequada da capacidade de importacao", para completar que "o combate a lend() e a superacäo das dificuldades criadas pelo balanco de pagamentos constituem os principais objetivos da politica econornica do Governo. que procura, ao mesmo tempo, garantir nivel de emprego compativel corn as aspiracoes nacionais de desenvolvimento". Ora. por tras deste emaranhado de problemas levantados pode-se tecer aquela que seria a verdadeira contradicao que atravessa o Pais, que surge mais delineada justamente no maior Estado da Federa- Prioridade ao setor privado As instituicoes financeiras do governo do Estado de Sao Paulo - Banespa, Badesp e Caixa Econennica Estadual - concederam emprestimos em 1976 num total de Cry 24 bilhoes, dos quais 85 por cento destinados ao setor privado. Para o secretiirio da Fazenda paulista, Nelson Gomes Teixeira, corn estes resultados o governo atingiu duas metas fundamentais na area financeira do Estado: a concentracao da maior parte das aplicacoes no setor privado, que recebeu Cry 19,9 bilhoes, ficando apenas C4 4,1 bilhoes para o setor priblico; e a canalizacäo de uma parcels maior de recursos para a area social, principalmente habitacao e saneamento, que absorveram C4 11,3 bilhoes, ou seja, 47 por cento dos emprestimos concedidos. De acordo corn dados da Junta de Coordenacito Financeira do Estado, o setor produtivo tambim mereceu especial atencio nas aplicacoes feitas pelas instituicoes financeiras estaduais, recebendo cerca de CIS 6,5 bilhoes, seguido do comercio, que absorveu CrS 2 bilhoes do total. Para atender a essa demanda de recursos, as instituicoes cas contaram corn a captacao da poupanca paulista, representada por depositos que registraram um crescimento de 58,3 por cento no ano passado. No setor federal, houve o apoio do Banco Nacional de Habitacao e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econarnico, alem de instituicoes externas, que contribuiram corn Cd 10 bilhoes. Por outro lado, a poupanca interna das tres instituicoes financeiras oficiais do Estado possibilitou, ainda, que mais Cry 2 bilhoes fossem canalizados para suas operacoes ativas. Visando a recuperar a capacidade arrecadadora do Estado. estao sendo feitas negociacoes corn o Governo federal para a adocao de medidas saneadoras. Afinal, Sao Paulo se viu prejudicado nos altimos anos por urn conjunto de fatores que vai desde incentivos do ICM a exportacao ate a reducäo da aliquota do imposto de 17 para 14 por cento. Entre as primeiras vitorias obtidas junto ao Governo federal, esta a questa() relativa ao ICM: o Governo federal ji assumiu 50 por cento do credito-prérnio do ICM a exportacao, o que significarit, ainda este ano, mais Cry 1,2 bilhao em arrecadacao!filo prevista. No ambito interno, a Fazenda implementa diversas medidas para fortalecer a infra-estrutura de arrecadacao, como a descentralizacao dos postos de recepcao de declaracoes na Grande Sao Paulo, recadastramento dos contribuintes do Estado, inclusäo de 370 agentes nos quadros de fiscalizacao e execucao de rigoroso piano de fiscalizacio corn vistas ao combate a sonegacio e as chamadas "exportacoes fantasmas".

15 ARTIGO DE CAPA QUADRO V SAO PAULO Variaclio Real nas Vendas do Comercio Varejista (Em relaclio a igual period do ano anterior) Periodos trimestre - 8,9 12,6 II trimestre + 2,7 10,7 III trimestre + 13,7 11,8 IV trimestre + 16,5-3.5 Ano 6,1 7,9 QUADRO VI CAPITAL - INDICADORES DE INSOLVENCIAS Variacees Percentuals (Em relacao ao mesmo period do ano anterior) N 9 de consultas ao SPC N9 de novos negativos ECONOMIA BRASILEIRA 1976 PIB Renda per capita Divida externa Reservas Exportaciies ImportacCies Deficit comercial Inllagao SAO PAULO PIB Renda per capita Execucio orcamentriria Arrecadacäo ICM 45% do Brasil IndUstria Agricultura PIB Agricola Paulista Valor real dos titulos protestados trimestre -19,7 +20,9-17,5-38, ,1 P trimestre - 7,7 4-21,2 + 8,9-40,7 +27,1-14,1 111 trimestre + 4,6 4-14,9-48,9-18,8-5,4 +14,4 IV trimestre + 9,5 + 6,6-48,6 24,4-0,4 Ano - 3,8 +15,0-31, ,7 Fonte: SPC e Associacio Comercial. cao - aglutinador de cerca de 70 por cento da atividade produtiva nacional. De fato, se de um lado tenta-se reduzir a todo custo os niveis da inflacão, que galoparam muito perto dos 50 por cento em 1976, parece que nfio se procura enxergar que, ao mesmo tempo, a esta inflacko a responsive' pelo crescimento do Produto Interno Bruto em cerca de 8,8 por cento. De nada adiantaram os reclamos de Mario Henrique Simonsen, ministro da Fazenda, ele mesmo espantado corn o nivel de crescimento registrado no ano passado: a contradicao permanece. Se quisermos crescer a altas taxas, seremos obrigados a carregar junto o pesado fardo inflacionario. Nao se esta, porem, de modo nenhum negando os esforcos no sentido de uma efetiva substituicito de importaccies, particularmente no setor de bens de capital. Alias, os ninneros de crescimento da producao nacional de bens de capital sào expressivos, mas ainda assim - reconhece urn documento da Secretaria da Fazenda - "as importacoes desses bens evoluiram em ritmo superior, comprometendo, por sua vez, a balanca comercial". Centros de decislio Ha quern aponte tambern a transferência dos centros de decisdo econornicos para a area bancaria como urn dos fatores responsaveis pela crise interna que se veio juntar a provocada externamente. De fato, a politica monetarista de Simonsen fez com que os bancos tomassem a dianteira face ao setor propriamente produtivo. Assim, ao empresariado restou apenas a capacidade de gritar contra medidas que os atingem diretamente - mas de cuja elaboracao jan3ais sao chamados a participar. Talvez por isso Sao Paulo tenha sido o cenitrio do episodio ocorrido no més passado corn a Federacao das Indtistrias - atraves do documento lido por Jose Pappa nior que culminou na dernissao de Severo Gomes, do cargo de ministro da tria e do Comercio. De certo modo, este episodio tambem marcou - além de suas conseqiiincias estritamente economicas - de novo a superioridade da area bancaria, ao menos em termos de decisfio politica, sobre o setor produtivo, através da nomeacito do presidente do Banco EconOmico e ex-presidente do Banco do Brasil, Angelo Calmon de SA, para o Ministerio da Indüstria e do Comercio. Finalmente, se estes dois anos de governo Paulo Egydio evidenciaram inequivocamente varias vitorias nos setores ditos tecnicos - planejamento, saneamento, habitack) e ate no meio financeiro propriamente dito é preciso näo esquecer que no sentido politico registraram-se varios deslizes, alguns significativos,como a demissfio tempestiva de Luis Arrobas Martins da chefia da Casa Civil e a recentissima sublevacao de deputados arenistas que, revelia do governador, resolveram esco-!her novo lider para o partido na Assembleia Estadual % + 5,8% (1 100 (Mares) USS 27,2 bilhaes USS 6,5 bilhoes - 17% (USS 10 bilhoes) US$ 12,3 bilhaes USS 2,2 bilhoes 46,3% + 7,4% (USS 40 bilhoes) 40% do pals &dares CrS 53 bilhoes - despesa CrS 52,5 bilhoes - receita Deficit - 1% CIS 36,8 bilhoes 4-39% crest. nominal 67% do Brasil 22% do Brasil CrS 35 bilhoes O episodio mais desagradavel, no entanto, permanece na memoria de todos; particularmente diante dos rumos que tomaram as instituicoes sob direcäo da Secretaria de Ciencia, Cultura e Tecnologia do Estado: a dernissao de Jose Mindlin num momento dramatic inclusive para o Pais provocou uma clara regressito na politica cultural paulista. Para quern duvidar disso, basta-ihe apenas comparar a antiga corn a nova programaciio da TV-Cultura - ha dias novamente expurgada em cerca de quase quarenta profissionais, a maioria provenience do departamento de telejornalismo. q 1976, o melhor ano da Caixa EconOmica Em 1976, a Caixa EconOmica do Estado de Sao Paulo experimentou o melhor cornportamento, desde sua fundacao ha 60 anos. De fato, registrou urn crescimento de 83 por cento - cerca de CrS 1 bilhfio - no capital e reservas em um ano. Mais de CIS 20 bilhaes captados em depositos, quase o dobro do ano anterior, e atuando somente no Estado de Silo Paulo. Suas aplicacoes somam CIS 19,9 bilhoes em ftnanciamentos a construcäo e aquisicäo de moradias, a obras de interesse pitblico e producao agricola. E, ainda por cima, conta corn 561 algacias e sete postos de servico em funcionamento: estes ntimeros sit certamente expressivos, pois colocam a Caixa econarnica paulista entre os quatro maiores estabelecimentos bancarios do Pais. 0 total de CrS milhoes em depositos ao final do exercicio de 1976 distribuiu-se em CrS milithes provenientes de cadernetas de poupanca; CrS milhoes do publico, a vista; e CrS milhoes de depositos judiciais, de autarquias e de poderes pitblicos. No setor de aplicacoes, apenas no atual governo foram autorizados financiamentos imobiliarios a particulares, no valor de CrS 6,5 bilhöes. A indüstria da construcao civil recebeu 183 emprestimos, no valor de CrS 2,5 bilhoes para a edificacäo de conjuntos residenciais ou predios de apartamentos. A producio agricola recebeu CrS 86,2 milhoes. 0 governo estadual, prefeituras municipais e autarquias municipais esti sendo financiadas em cerca de CIS 472,8 milheies. Alem disso, o credit() pessoal, estendido no governo Paulo Egydio a todos os depositantes da Caixa, atendeu a clientes, corn CIS 1,06 bilhäo. Como banco social, a CEESP lavrou 72 contratos corn entidades de assistencia e benemerencia (hospitais, escolas), no valor de CrS 170 BANAS - De 07 a 20 de marco de

16 PLANEJAMENTO As prioridades: acao regional e informacao O arquiteto e urbanista Jorge Wilhelm quando assumiu o cargo de secretario do Planejamento trouxe para o Palacio dos Bandeirantes, onde funciona a Secretaria, o seu proprio estilo de planejar. E esse trabalho não fugiu ao metodo de urn arquiteto projetando uma cidade. Primeiro as definicaes do que a cidade deseja e, depois, cria-se urn sistema que permita a cidade funcionar. No govern() de Sao Paulo, Wilhelm comecou definindo o tipo de desenvolvimento que o Estado deve seguir e, depois, tratou de estabelecer urn fluxo de informaciies, em todos os sentidos, que permite o funcionamento do intrincado mecanismo do Estado. E verdade que sem definicoes seria dificil escolher as 220 obras que foram consideradas ), prioritarias e sao anualmente contempladas corn as verbas do orcamento estadual, elaborado pela Secretaria de Planejamento. Essas obras passaram pelo crivo da definicao de desenvolvimento adotada pelo govern() Paulo Egydio: aquelas que permitem o crescimento econornico, a me- Ihoria da qualidade de vida e promovem a eqiiidade social. Barganha Definidas as prioridades, resta apenas dispor das informacoes sobre a execucao dos pianos. "A informacao é o combustivel do pensamento", diz o secretario Jorge Wilheim, anunciando que e possivel saber qualquer dado sobre o Estado de Sao Paulo num simples apertar de tecla de urn computador. Efetivamente, a Secretaria de Planejamento dedicou a maior parte do seu tempo, desde o inicio de 1975, a montar a "Sala de Situacao" que funciona no Palacio Bandeirantes. Nesta Sala é possivel localizarse qualquer uma das 27 mil realizaciies do governo Paulo Egydio, classificadas por Municipio e armazenadas na memoria de urn moderno computador da Prodesp. Outros terminals estao instalados nas Secretarias que, certamente, irao utilize-los corn maior freqiiéncia quando estiver concluido o novo programa que indica, durance todo o ano, a execucao orcamentaria de cada Secretaria. Nessas condiciies a informacao tern uma finalidade de apoiar as decisoes e corn isso deixara de ser urn dado de barganha, manipulado por pessoas ou grupos de interesse, declara o secretario Wilhelm. As informacaes deverao chegar tambem ao publico, atraves de uma editora que se encarregara de publics-las. 14 BANAS De 07 a 20 de marco de 1977 Desenvolvimento regional InformacOes tao detalhadas devem ter pesado na escolha da prioridade "Mao Regional", o mais importance projeto que esta sendo realizado pela Secretaria de Planejamento. Esse projeto comecou por classiflcar as cidades do Estado em quatro categories, de acordo corn a acao especifica que cada uma delas necessita. Assim a regiao metropolitana do Grande Sao Paulo ficou sendo "area de recuperação da qualidade de vida". o Vale do Paraiba transformou-se em "area de controle", as cidades mais atrasadas receberam JORGE WILHEIM As previsoes do planejamento a chancela de "area de promocao" e mente, as cidades que apresentam crescimento normal passaram a ser "areas de dinamizacao" A primeira acao mais efetiva esta sendo realizada nas cidades de crescimento normal. chamadas "area de dinamizacao-, atraves do "Programa de Cidades Medias". Esse programa, realizado em conjunto corn o Governo federal. esta oferecendo recursos para 40 cidades que, pelas suas caracteristicas, podem atrair atividades empresariais e abrigar novos contingentes de populacao. 0 objetivo do programa e fixar o homem, e principalmente os fluxos migratorios, nessas cidades de forma a evitar maior pressão sobre a area metropolitana de Sao Paulo, onde ja vive metade da populacao do Estado. A "acao regional". no entanto, devera estender se por todo o territorio paulista atraves de Conselhos Regionais que serao criados corn a finalidade de descentralizar as decisiies e que vac) ter a participacao de membros da propria comunidade, alim dos tecnicos governamentais. Major eficidncia () secretario Jorge Wilhelm explica o piano: "existem algumas coisas que, se fossem decididas localmente, seriam decididas corn maior eficacia, haveria maior rapide7 porque a distfincia entre o cidadao e quern decide seria menor. Outras decisiies devem continuar centralizadas porque sao globais para o Estado". Os conselhos terat) atribuiciies definidas e atuarao de acordo corn o piano de uso do solo que esta sendo elaborado e podera. inclusive, estahelecer um zoneamento agricola no Estado. Urn exemplo de projeto em que o uso do solo 6 a principal preocupacao ja esta sen- Ha dois anos passados, quando as vendas do setor automobilistico comecaram a declinar, a Secretaria de Planejamento suspeitava que o setor poderia entrar em crise e provocar o desemprego. Na primeira semana de marco, efetivamente, as inditstrias anunciaram suas primeiras dispensas de empregados em virtude da queda de vendas. PrevisOes como esta, principalmente corn vistas ao nivel de emprego da mao-deobra industrial, sào rotineiras na Secretaria. Agora, por exemplo, trés setores estao sendo estudados na sua "estrutura interna" para avaliando de suas perspectivas econornicas: a construcao civil, a indtistria dos bens de capital e a industria automobilistica. As previsoes fazem parte de urn amplo programa de avaliando da Economia paulista e da propria acao governamental. Mensalmente o governador recebe "anilises de conjuntura", social e econornica, que sac, elaboradas pela Secretaria. Essas analises vac) alem de simples estatisticas e, muitas vezes, podem estar avaliando a eficacia de qualquer projeto do governo. E propondo alternativas. Essas alternativas as vezes devem ser criadas e isso so a possivel corn nova tecnologia, segundo o secretario Jorge Wilhelm. 0 custo do saneamento basico, se fosse realizado em todo o Estado, custaria nada menos do que 70 bilhaes de cruzeiros. Urn valor suficiente para fazer corn que esse programa so possa ser concluido ao longo de algumas decadas. A "alternativa" para reduzir esse prazo seria mudar a tecnologia empregada na rede de agua e esgoto de forma a tornar os custos menores.

17 PLANEJAMENTO do executado no "Macro-Eixo Rio-Sao Paulo" abrangendo o Vale do Paraiba e o litoral Norte. Nessa regiao, o governo pretende disciplinar o uso do solo e preservar o meio ambiente que esta sendo submetido a uso predathrio. 0 projeto do Macro-Eixo foi proposto pela Secretaria de Planejamento e esta sendo executado por outras secretarias, assim como ocorreu no "Sistema Estadual de Mao-de-Obra". Neste caso, a Secretaria do Planejamento criou urn sistema que permite a Secretaria de RelacOes do Trabalho acompanhar as tendéncias de emprego ou desemprego em todas as regiiies do Estado e prevê a colocacao da mao-deobra desempregada. Eventualmente, o sistema poderd ate reciclar os trabalhadores para mudanca de emprego, quando a tendência indicar urn surto de desemprego numa determinada atividade economica. "Assim tambem poderemos evitar a imigracao para Sao Pau-, conclui Jorge Wilheim. SUPERATACADO MAKRO UTILIZARA COMPUTADOR BRASILEIRO Assessoria, trabalho para o Pais inteiro Do que as pessoas morrem? Ninguem sabe; muito menos o Ministerio da Saüde que agora esta desenvolvendo urn projeto. em conjunto corn a Secretaria de Planejamento, para a padronizacao do atestado de Obit() em todo o Pais. 0 novo modelo passara a ser utilizado por todos os medicos e hospitais do Pais e permitird a leitu ra mecanica, realizada por computador em Sao Paulo. Quando o programa estiver implantado, a Secretaria do Planejamento fara, ao final de cada més, urn levantamento estatistico da "causa mortis" de todos os atestados de Obit() do Brasil. E o Ministerio da Sa6- de podera ter dados concretos para fazer os seus pianos de sairde publica. Esquistossomose Outro programa que a Secretaria de Planejamento esta realizando em convenio corn o Governo federal e "modelo matematico para o piano nacional de combate a esquistossomose". 0 modelo foi criado pela Coordenadoria de Analise de Dados da Secretaria do Planejamento e esta sendo testado no Nordeste. 0 programa po dera indicar qual o meio mais economico e mais produtivo de combater a esquistossomose: a medicacao do homem ou o exterminio do caramujo. 0 trabalho da Secretaria do Planejamento, nesses casos, e urn trabalho de assessoria tecnica para o Ministerio da Sairde. uma vez que os programas tern carater naclonal e nao apenas de interesse para o Estado de Sao Paulo. 0 proprio piano federal foi modificado para esperar os resultados do "modelo" elaborado pela Secretaria do Planejamento em Sao Paulo. q Confirmando sua politica de prestigiar produtos e fornecedores nacionais, a Makro Atacadista S/A. acaba de assinar contrato corn a Cobra Computadores Brasileiros S/A., para compra de quatro unidades de processamento ARGUS 700 e sessenta terminals de caixa fabricadas no Brasil pela Cobra. Estes equipamentos se destinam a atender o piano de expansäo da empresa que no ano de 1978 inaugurard duas novas unidades. A Makro que já opera corn très unidades de comercializacäo em Sao Paulo e Rio de Janeiro, ainda em 1977, estard inaugurando uma unidade na Grande Belo Horizonte (Contagem). Este contrato, no valor de 24 milhoes de cruzeiros, é o primeiro grande contrato assinado entre uma empresa privada e a Cobra que já tern contratos firmados corn a PetrobrAs, Hospital das Clinicas de Sao Paulo e os Ministèrios da Marinha, Exercito e ConnunicagOes. Na foto vemos o Dr. Renato da Costa Lima, Presidente da Makro; o Sr. Jose Claudio Belträo Frederica e Carlos Augusto Rodrigues de Carvalho, respectivamente, Presidente e Vice-Presidente da Cobra. BA NAS De 07 a 20 de marco de

18 FAZE N DA Credit() para investir e fiscalizacdo para arrecadar Equilibrar o oryamento e manter os investimentos a quase uma migica. E o que esta ocorrendo atualmente no Estado de Sao Paulo que, ao lado de urn deficit de 1,5 por cento do total do orcamento, continuou investindo volumes vultosos de aproximadamente 14 bilhoes de cruzeiros. O deficit do tesouro nao tern sido novidade em todos os Estados brasileiros nos Ultimos anos. A unificacao da aliquota do ICM, considerada insuficiente por quase todos os Estados, aliada ao "desaquecimento" da economia acabam resultando numa invariavel quebra de receita e corn isso as previsoes orcamentarias nao se realizam. Em Sao Paulo ainda ha urn outro ageavante: os incentivos fiscais. A maior parte dos, incentivos fiscais, concedidos pela legislacao federal, isentando ou favorecendo determinados produtos de taxaciio fiscal recaem sobre os Estados que deixam de receber polpudas importancias de impostos que nao sao recolhidos. Embora essa legislacao seja Unica para todos os Estados, ela afeta em maior escala o Estado de Sao Paulo que e o maior produtor agricola, produtor de maquinas e exportador. Justamente as tres prit:cipais Areas que recebem maiores "creditos de ICM" ou a isencao deles, como é o caso dos produtos destinados ao abastecimento da populacao. Quebra-cabecas Conviver com deficit no tesouro é a parte mais intrincada de urn autatic jogo de quebra-cabecas. Como manter o ritmo de investimentos em urn Estado da dimensiio economica de Sao Paulo, se a arrecadacao é deficitaria? 0 Estado fica impossibilitado de fazer qualquer investimento, simplesmente porque nao existem recursos. Apesar disso, o Estado de Sao Paulo, nos dois ültimos anos, tern feito macicos investimentos. Segundo o secretario da Fazenda, Nelson Gomes Teixeira, os investimentos nesse periodo cnegam a 14 bilhoes de cruzeiros e so foram possiveis em conseqiiéncia do "conceito que o Estado tern no exterior junto ao mercado financeiro e que permitiu a realizaciio de emprestimos de 300 milkoes de Mares numa unica operacao filanceira, a maior ja realizada pelo Pais no exterior". Esses recursos tiveram destino certo no setor de transportes: a construcao da Via Norte e o prosseguimento das obras do Metro, na linha Leste-Oeste. Igual conceito o Estado deve ter corn os investidores brasileiros que subscreveram bonus e ObrigacOes do Tesouro Paulista num total de 10 bilhoes de cruzeiros que foram canalizados para os investimentos em outros setores do governo. SOMIWOS os valores dos emprestimos, o endividamento de quase 14 bilhoes de cruzeiros ja e um valor-limite que inviabiliza outros novos projetos nos proximos dois anos. Um desses projetos, que, se depender de recursos do governo do Estado, vai ficar em compasso de espera é o novo Aeroporto de Sao Paulo. "Talvez uma Kilo para o aeroporto seja entrega-lo a iniciativa privada. Uma empresa ou urn grupo de empresas pode construir e explorar o aeroporto, a exemplo do que ja ocorre em outros paises", diz o secretario Nelson Teixeira, reconhecendo a inviabilidade de obtencao de novos recursos. Arrecadar cada tostho Enquanto espera mudancas na legislacao como o recente decreto do Presidente da Republica que passou para o encargo federal 50 por cento dos incentivos concedidos a exportacao, nao resta outra alternativa aos Estados sena melhorar a arrecadacao de sua principal fonte de receita: o 1CM. Nesse campo, a.secretaria da Fazenda de Sao Paulo procurou acionar sua maquina de arrecadacao do 1CM promovendo a "Campanha do Debit Fiscal" que, no ano passado, conseguiu arrecadar 1 bilhao de cruzeiros de impostos atrasados. Esses recursos permitiram reduzir o deficit orcamentario de 1,5 por cento para 1 por cento. Campanhas como essa, que tiveram inclusive o apoio dos meios de comunicacao de massas, deverio ser intensificadas nos proximos anos e agora vac) se concentrar no trabalho de fiscalizacao direta a fim de evitar que novos tributos deixem de ser recolhidos. Para isso foram contratados 370 novos fiscais e instaladas novas delegacias. "Queremos arrecadar cada tostao: os anos de vacas gordas acabaram", declara o secretario Nelson Teixeira. Nao é sem fundamento que a secretaria procura receber todos os tributos. A totalidade dos atrasados anda perto dos 8 bilhoes de cruzeiros e a sonegacao ganha novas formas. A mais grave e a exportaciio ficticia porque a uma "triplice evasiio" de impostos. Quando urn fabricante exporta seu produto ele recebe incentivos para compra de materia-prima, deixa de pagar o ICM e ainda recebe urn credit, equivalente ao imposto que nao pagou. Urn tipo de sonegaga muito dificil de ser combatida e ainda mais danosa porque pode prejudicar a imagem do Brasil como Pais exportador. 0 combate a esse tipo de fraude esti+ sendo feito atraves de urn "levantamento cruzado" em computador. 0 levantamento indica o volume de compras e o volume de exportacoes de cada firma. Se a diferenca entre as compras e exportacoes for muito elevada, a Secretaria irk realizar uma fiscalizaciio na firma onde o fenomeno ocorrer. Embora a exportacao ficticia seja a mais grave e ate urn caso mais policial do que fazendario nao é essa forma de sonegacao que mais afeta a receita do Estado em volume de tributos nao recolhidos. A maior evasao é aquela das empresas que enfrentam dificuldades conjunturais e deixam de recolher os impostos, embora reconhecam a existéncia do debit fiscal. E nesses casos que a Secretaria empenha toda sua atencao fazendo urn acompanhamento cuidadoso da evolucao do debit. Mao, no entanto, a menos repressiva e mais normativa, de forma a "viabilizar" o pagamento do debit atraves de financiamento ou parcelamento. ICM muda distribuicao Se a baixa arrecadacao do ICM provoca problemas orcamentarios nos Estados, nao a outra a realidade nos Municipios que tambem dependem desse tributo. Os Municipios recebem 20 por cento do ICM arrecadado em seus territorios. Essa distribuicao geografica, considerando apenas a arrecadacao de cada Municipio, é exatamente a maior causa dos desniveis de desenvolvimento. Ha cidades que recebem muito e cidades que recebem pouco. As chamadas cidadesdormitorio, por exemplo, nao recebem nada de ICM porque nao possuem industrias, mas sao obrigadas a custear toda a infra-estrutura urbana que t;ssas populacoes exigem para viver em condicaes humanas. UM novo critirio para a distribuicao do ICM entre os Municipios foi elaborado pe- 16 BANAS De 07 a 20 de marco de 1977

19 FAZE N DA ICM PAULISTA CRESCIMENTO (em CrS bilhoes) VALORES NOMINAIS AME mgaiimenee76 omm 4A.,r4ra4K., v,n,arawk la Secretaria da Fazenda de Sao Paulo, depois de longos estudos, coordenados diretamente pelo secretario Nelson Teixeira. 0 novo sistema de distribuicào podera beneficiar 530 dos 571 Municipios paulistas atraves de urn sistema que leva em conta trés fatores: o crescimento econenico, a populacao e a eficiéncia do sistema de arrecadacao dos tributos proprios de cada Municipio. Esse sistema atribuira o maior peso para o desenvolvimento ecomimico, medido atraves da entrada e saida de guias de ICM, que ate agora vinha sendo o Unico criterio adotado para a distribuic -ao. Segue-se urn peso intermediario para a populack) e urn peso menor para o volume de arrecadacao propria do Municipio. A tese encontra-se em Brasilia, sendo examinada pclas autoridades federais e, se for aceita, podera ser adotada em todos os Estados da federacao. A modificacao podera ocorrer pela via legislativa uma nova lei votada pelo Congresso ou por urn protocolo de aceitacao, assinado por todos os Estados. Gerar recursos Arrecadar e distribuir os impostos nao sac) as Unicas preocupacoes da Secretaria da Fazenda em Sao Paulo. Uma nova assessoria foi criada corn o objetivo de facilitar o desenvolvimento das atividades empresariais e que, em ultima analise, busca gerar riquezas, pois, sem atividade mica nao havers recursos a arrecadar nem a distribuir. A nova assessoria de "RelacOes Empresariais" faz trabalhos rotineiros de orientacao ao contribuinte ou cursos de treinamento, mas procura, sobretudo, buscar novas oportunidades economicas, tais co mo reduzir as importaciies, financiamentos e estimulos a exportacao. "Aqui o empresario a visto como fonte produtora de riqueza e nao como contribuinte", afirma o secretario Nelson Teixeira animado corn os resultados da nova assessoria. Outro programa interno da Secretaria nos dois anos de governo Paulo Egydio foi o de treinamento dos recursos humanos. Esse programa realizou cursos de aperfeicoamento e motivacao para funcionarios em todas as delegacias de Fazenda do Estado e buscou novas NO-es para a mäo-deobra qualificada, empregada no servico fazendario. Um convénio corn o Centro de Integracao Escola-Empresa esta empregando 200 universitarios que fazem estagio na Secretaria da Fazenda. Outro convênio permitiu o aproveitamento de 100 menores encaminhados pela Funabem. n Se todas as empresas, autarquias e fundaciies controladas pelo Estado fossem juntadas elas representariam, pelo menos, 70 por cento do investimento e 90 por cento da divida do Estado. No entanto essas 71 entidades nao estavam sujeitas a urn controle orcamentario unificado e encontravam-se espalhadas entre todas as secretarias de governo. Os orcamentos, por sua vez, apresentavam caracteristicas completamente diferentes. Ao lado de lucros invejaveis do Banespa, deficits historicos como o da Fepasa. Agora o orcamento dessas 71 instituiciies estao reunidos e orientados pela Coordenadoria das Entidades Descentralizadas Cede a mais nova Coordenadoria da Fazenda estadual. A Coordenadoria tern a funcao de organizar os orcamentos dessas entidades e viabilizar seus programas dentro do orcamento. Esse trabalho é feito atraves de "grupos setoriais de viabilizacao" que reane tecnicos da empresa, ou autarquia e os têcnicos fazendarios que elaboram urn orcamento compativel corn os programas prioritarios de cada entidade. Cede: o programa dos orcamentos Esses grupos setoriais podem tambern oferecer alternativas de "politicas" que deveriam ser seguidas e por isso é possivel que modificacoes mais profundas surjam de suas reuniiies. Os grupos setoriais sao integrados por têcnicos das secretarias envolvidas corn os programas da empresa, fundacào ou autarquia e coordenados por um tecnico da Secretaria da Fazenda. Eles recebem a orientacao do proprio governador sobre a politica a ser seguida em cada entidade ou em cada setor. Depois cuidam de viabilizar os programas dentro dessa orientacào. Mas o sistema inverso tambem pode ocorrer. O grupo podera julgar uma determinada providacia como necessaria e levar essa sugestao ao governador que pode aceita-la e urn programa de viabilizacao e realizado em seguida. De qualquer maneira, a coordenacao orcamentaria dessas entidades ja representa urn grande poder econornico, agora concentrado na Secretaria da Fazenda. Basta ver o lucro do setor financeiro Banespa, Badesp e Caixa EconOmica que em 1976 chegou a 2 bilhoes de cruzeiros. (ACR) BANAS De 07 a 20 de marco de

20 AGRICULTURA 0 que foi feito em dois anos de administracao Ao assumir o governo do Estado, Paulo Egydio Martins fixou, como uma de suas metas prioritarias, a agricultura, por entender segundo enfatizou que esse importante setor é suporte basic de outras destacadas areas do contexto econelmico paulista. E no decorrer dos dois anos de sua gestao, deu todo o apoio indispensavel a Secretaria da Agricultura, possibilitando ao seu titular, Pedro Tassinari Filho, meios para agilizar todos os setores da Pasta, de molde a torna-la mais dinamica e atuante, em condicaes, portanto, de atender a demanda, sempre crescente, tanto no setor da assistencia tecnica, quanto no do foments e pesquisas. Assim e que, nesse periodo, dez novas Casas de Agricultura foram construidas e,instaladas nos municipios de Guarani d'oeste, Parapua, Icem, Sao Josè do Rio Pardo, Tres Fronteiras, Florinea, Jales. Capao Bonito, Jaborandi e Brotas, em cujas obras o governo do Estado aplicou recursos da ordem de Cri 7,1 milhoes. Assistència Dotados de todos os recursos tecnicos e de pessoal altamente habilitado, essas novas unidades dao assistencia a milhares de agricultores que se dedicam as culturas de café, soja, trigo, milho, arroz, algodao e pecuaria de corte que, assim, podem, amparados por uma tecnologia adequada, melhorar sua producao e, conseqiientemente, a sua produtividade, alcancando, em decorrencia, a almejada rentabilidade. Alern da construcao das dez novas Casas de Agricultura, nesses dois anos de gestao, o governador Paulo Egydio Martins aprovou piano de reforma de outras 20 dessas unidades que foram reformadas ou ampliadas, a fim de serem convenientemente dotadas dos requisitos indispensaveis a sua finalidade. Foram as Casas de Agricultura de Valparaiso, Estrela d'oeste. Avari, Taiáva. Sao Bento do Sapucai, Juquia, Mariapolis, Guararapes, Nova Granada, Mineiros do Tiete, Jair. Sao Jose da Bela Vista. Casa Branca, Itaporanga, Rio das Pedras, Tupa, Sao Luiz do Paraitinga, Ribeirao Pires. Sao Pedro e Presidente Alves, em cujas obras foram aplicados recursos no montante de CIS 3.9 milhoes. Igualmente nesses municipios, o retorno se fez sentir quase que de imediato, visto que as milhares de propriedades neles localizadas aumentaram sua producao e produtividade, no que diz respeito as culturas de café, milho, arroz, trigo, algodao, cana-de-acircar, frutas e as atividades pecuarias de corte e leite. Ainda no setor da assistencia tecnica, recursos da ordem de Cr$ 18,8 milhoes foram aplicados nas construcao dos edificios-sede das Sub-regiOes Agricolas de Guaratingueta, Botucatu, Santa Fe do Sul e Registro; na construcao ou ampliacao dos Postos de Sementes de Avare, Taubate e lbitinga; e na construcao do predio da Delegacia Agricola de Jundiai. Corn essas obras, tais unidades ganharam condiciies de funcionamento compativeis corn as necessidades da agricultura paulista no setor, ponto basic para o seu desenvolvimento, adequado a realidade nacional. Pesquisas Importantes obras foram tambem realizadas pelo governo do Estado. no campo das pesquisas subordinado a Secretaria da Agricultura. Todas elas, vindo de encon- PEDRO TASSINARI FILHO tro as vicissitudes de importantes areas de trabalho da Secretaria, passaram a oferecer aos tecnicos da Pasta meios e condicoes para realizarem pesquisas altamente significativas no desenvolvimento de projetos e programas que, a curto ou medio prazos, propiciarao a agricultura paulista em todos os seus setores a solucao de problemas ligados a producao e a produtividade, ao desenvolvimento e as areas ligadas a defesa sanitaria vegetal e animal. Nessa area, o governo paulista destinou recursos da ordem de Cr$ 25,4 milhaes, distribuidos pelas seguintes obras: 1) Predio para laboratorio: adaptacao de predio para analises bromatologicas e digestibilidade; e currais, na Estacao Experimental de Andradina CrS 739,1; 2) Predio industrial do Conjunto da Usina-Piloto de Pescado Bloco A Guaruja CrS 2 070,0; 3) Usina-Piloto de Carnes Campinas CrS 1 525,2; 4) Primeira etapa do Centro de Pesquisas de Recursos Naturais (instalacao) Ilha do Cardoso CrS 5 503,2; 5) Segunda etapa do Centro de Pesquisas de Recursos Naturais (instalacao) Ilha do Cardoso CrS 5 221,5; 6) Segunda etapa da Usina-Piloto de Pescado Guaruja Cr$ 1 921,6; 7) LaboratOrio de Sorologia da Seca de Febre Aftosa do Institute BiolOgico Capital CIS 773,5; 8) Primeira etapa do Centro de Pesquisas Cedaval em Pariquera-Acu Cr$ 5 271,9; 9) LaboratOrio de Producao de Vacinas contra Febre Aftosa Instituto BiolOgico Capital CrS 823,8: 10) LaboratOrio de Biologia Pesqueira Santos CrS ExposicOes No setor da pecuaria, as exposicaes representam papel preponderance, visto que é atravis delas que se processam os intercambios entre pecuaristas, gerando dai, nao raro, alêm do equilibrio de determinadas ragas. oportunidades para cruzamentos que reforcam os rebanhos paulistas, corn reflexos beneficos na producao e qualidade da carne e do leite. Por isso, tambem para esse setor voltou o governo do Estado sua atencao, que pode ser medida pelas seguintes obras, realizadas nos dois Ultimos anos, e nas quais foram aplicados recursos da ordem de CrS 84,1 milhaes: I) Primeira etapa do conjunto do novo recinto de exposicaes de animais no Centro Estadual da Agricultura Agua Funda, Capital CrS ,7; 2) Galpiies especiais para bovinos no recinto de exposicoes de Presidente Prudente Cr$ 490,5; 3) Reformas no recinto de exposicaes de Franca CIS 209,0; 4) Reformas no recinto de exposicoes "Fernando Costa" Capital CrS 294,9. Museus Finalmente, aplicou o governo do Estado de Sao Paulo, na area subordinada a Secretaria da Agricultura, recursos da ordem de Cr$ 2,1 milhoes, em obras realizadas em dois importantes museus, pontos de consideravel afluxo humano. e onde podem ser apreciados raros especimes da nossa flora e fauna ictiologica. Essas durante os dois primeiros anos de governo de Paulo Egydio. podem ser resumidas da seguinte forma: 1) Restauracao e recomposicao arquitete - nica do predio do Museu "M. Nascimento" Santos CIS 1 143,5; 2) Recomposicao arquitetemica do Museu Florestal no Horto Florestal Capital Cr$ 986,4. 0 IS BANAS De 07 a 20 de marco de 1977

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