Alimentação Sem Glúten: Tratamento, Abordagem e Principais Dificuldades do Doente Celíaco

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1 Alimentação Sem Glúten: Tratamento, Abordagem e Principais Dificuldades do Doente Celíaco Unidade de Nutrição. Serviço de Pediatria UAG MC H S João Faculdade Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto 2008

2 Vida Sem Glúten Que Abordagem Área Fonte de Glúten Vigilância Cozinha Casa de Banho Escritório Alimentos Utensílios Aparelhos Alimentos facilmente contaminados: manteigas, margarinas, mostardas, maioneses, doces, geleias, manteiga de amendoim Armários dos medicamentos, shampoos, cosméticos, sabonetes, pasta dentífrica e escovas de dentes Selos postais, envelopes, autocolantes, etiquetas Armários dedicados a alimentos isentos de glúten Rotular todos os alimentos isentos de glúten Usar peneiras, torradeiras ou películas para o forno Verificar com os farmacêuticos ou empresa farmacêutica para garantir a isenção de glúten nos produtos Usar esponjas molhadas ou carimbos Sala de Jogos Escola Restaurantes Igreja Tintas, colas, adesivos, papel Refeitório, Almoços, festas de aniversário, salas de estudo e aulas Dificuldade de encontrar nos menus os alimentos isentos de glúten; Ocorrência de contaminação cruzada durante a refeição, a preparação... Hóstias e nos encontros sociais Verificar no site ou telefonar ao fabricante para se inteirar da manufactura Reunir-se com a Professora e enfermeira da escola Telefonar ou visitar o restaurante antes do tempo, evitando as horas em que está ocupado Conversar com o sacerdoteg

3 Tratamento da Dc Celíaca Alimentação Sem Glúten Ingestão proibida de alimentos que contenham farinhas de: trigo, centeio cevada e aveia Lista actualizadas de alimentos proibidos e permitidos Possível adequação à dieta familiar com restrição de glúten

4 MILHO ARROZ

5 Fracções Tóxicas Associadas Dc Celíaca Farinha de trigo Amidos % * Proteínas % Água +-15% Albuminas * Glúten (80-90%) Globulinas * Solúveis em álcool Insolúveis em álcool Gliadina Gluteninas * Não nocivas ao doente celíaco Péptidos tóxicos Electroforese alfa, beta, gama e omega gliadina

6

7

8 Valor nutricional: valor energético, proteínas, hidratos de carbono, lípidos... ( ) Lista de ingredientes: leite meio gordo, açúcar, aroma de morango e fermentos lácteos. Condições de conservação Conservar entre 0º C e 6º C 125g Data limite de consumo Consumir até...(dia/mês) Denominação de venda Iogurte aromatizado de morango meio gordo (1,8%) Nome e morada da entidade que lança o produto no mercado Quantidade líquida 125g

9 Tratamento da Dc Celíaca Alimentação Sem Glúten Evitar o consumo de alimentos embalados ou pré confeccionados Utilizar preparações simples e alimentos facilmente identificáveis Alteração de receitas culinárias Utilizar a imaginação e bom senso

10 Avaliação Nutricional de Crianças com Dc. Celíaca Seguidas na Consulta de Gastroenterologia Departamento de Pediatria do H. S.João

11 OBJECTIVOS Avaliação nutricional Crianças que iniciaram dieta isenta de glúten há pelo menos um ano Verificação do cumprimento da dieta através de inquérito alimentar de administração indirecta. Os dados foram analisados estatisticamente utilizando a globalidade da amostra e grupos etários ( I 5 anos, II >5 e 10 anos, III >10 e 15 anos, IV > 15anos )

12 População (n=72) 28% 72% sexo masculino sexo feminino Idade: 9,7 ± 4.8 anos (min. 1,6 máx.19,2)

13 Dificuldades das crianças (n=72) Nenhuma Escola Pouca variedade de produtos Viagens

14 Distribuição do IMC por percentis e por grupos etários (n=72) % <=10 >10<25 >=25<=75 >75<90 >=90 Percentis I. <=5 anos II. >5<=10 anos III. >10<=15 anos IV. >15 anos

15 Cumprimento da dieta por grupos etários (n=72) * 50 % Cumpre Não cumpre I. <=5 anos II. >5<=10 anos III. >10<=15 anos IV. >15 anos * p< 0,27

16 Tratamento da Dc Celíaca Alimentação Sem Glúten Identificação dos alimentos sem glúten Encorajar a leitura cuidadosa dos rótulos da embalagem Evitar o consumo de alguns alimentos duvidosos Necessidade de controlo dos alimentos comercializados Locais de venda apropriados com pessoal treinado e sensibilizado

17 Roda dos Alimentos V A R I A D A E Q U I L I B R A D A

18 Atitudes Vulneráveis/Dificuldades Acontecimentos sociais e religiosos Identificação dos valores e atitudes do grupo Frequência da ingestão dos alimentos proibidos Elementos responsáveis pelo não cumprimento da dieta ( avós, irmãos, amas ) Aquisição por parte do doente celíaco de alimentos com glúten

19 Como comungar sem glúten? Serviço Religioso/Capelania HSJ Março de 1993 Irmãs Carmelitas - Porto Boletim Informativo aos pais 18 Paróquias

20 Degustação dos alimentos sem glúten

21 1º alimento sem glúten fabricado pela Fábrica Triunfo em Portugal

22 1º LANCHE SEM GLÚTEN H S JOÃO

23 Revista Portuguesa da Associação de Doentes Celíacos Criada

24 Livros de Receitas Sem Glúten

25 1995

26

27 Listas Listas de de alimentos sem glúten glúten

28 1º Curso Médico Desportivo para Adolescentes Celíacos 1998

29 I Acção de Formação Para Pais de Crianças e Adolescentes Celíacos

30 Monitores 2002 I Curso de Cozinha Sem Glúten Prático

31 Pão sem glúten Elaboração de 12 receitas culinárias sem glúten

32 PARTICIPAÇÃO ADOLESCENTES CELÍACOS

33 ADOLESCENTES CALÍACOS PARTICIPAM ACTIVAMENTE NO CURSO DE COZINHA

34 2º Curso de cozinha sem glúten

35

36 Tratamento da Dc Celíaca Contacto Regular com o Doente Avaliação nutricional e clínica Reforço das orientações dadas Esclarecimento e ajuda para eventuais dificuldades na manipulação e confecção da dieta Motivação dos pais no cumprimento da dieta Informação ao estabelecimento de ensino Identificar eventuais fugas ao cumprimento da dieta

37 ACÇÃO DE FORMAÇÃO ALMOÇO SEM GLÚTEN

38 Conclusões A doença celíaca resulta da intolerância ao glúten e o seu tratamento consiste numa alimentação isenta de glúten para toda a vida. Dificuldades no cumprimento rigoroso da dieta são frequentemente observados em crianças e adolescentes com doença celíaca. Por uma questão de segurança a dieta sem glúten deve basear-se em alimentos naturais que não contenham glúten, reservando o consumo de produtos manufacturados denominados sem glúten apenas para ocasiões especiais.

39 Conclusões Torna-se fundamental a leitura cuidadosa dos rótulos das embalagens, estando atento à composição dos alimentos manipulados ou confeccionados pela indústria alimentar. Considera-se importante uma permanente e renovada informação nutricional nas consultas de seguimento. Realização de diversas acções de formação para sensibilizar e motivar doentes celíacos e seus familiares.

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