UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS FACULDADE DE EDUCAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS FACULDADE DE EDUCAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS APLICADOS FACULDADE DE EDUCAÇÃO MESTRADO EM EDUCAÇÃO VERONICA BORGES DE OLIVEIRA AFIRMEAÇÃO DE FAZERES/SABERES: uma proposta de investigação dialogada NITERÓI, RJ 2008

2 VERONICA BORGES DE OLIVEIRA AFIRMEAÇÃO DE FAZERES/SABERES: uma proposta de investigação dialogada Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Educação. Orientador: Profa. Dra. JOANIR GOMES DE AZEVEDO NITERÓI, RJ 2008

3 Ficha Catalográfica elaborada pela Biblioteca Central do Gragoatá O f. Oliveira, Veronica Borges de. Afirmeação de fazeres/saberes: uma proposta de investigação dialogada / Veronica Borges de Oliveira Orientador: Joanir Gomes de Azevedo. Dissertação (Mestrado) Universidade Federal Fluminense, Faculdade de Educação, Bibliografia: f Educação. 2. Escola. 3. Cotidiano. 4. Política pedagógica. I. Azevedo, Joanir Gomes de. II. Universidade Federal Fluminense. Faculdade de Educação. III. Título.

4

5 A todos os alunos e alunas, a todos os funcionários e funcionárias, a todas as professoras e ao professor da Escola Nossa Senhora da Penha que, com generosidade, me acolheram e me permitiram compartilhar a simplicidade de seu grandioso universo

6 A todas as crianças e a todos os adultos da E.M.N.S. da Penha pela possibilidade de estar com vocês nas conversas de corredor, nas salas de aula, nos almoços, nas negociações, nos estudos, nas culminâncias dos projetos, nas trocas de idéias e em tantos outros momentos... À professora Joanir, minha orientadora, que com sabedoria soube entrelaçar autonomia, cuidado, liberdade e crítica. Durante a pesquisa e seu registro, ela esteve presente com orientações cirúrgicas que me deslocavam de minhas certezas: territorialização, desterritorialização, reterritorialização. Ao professor Ferraço por suas preciosas observações sobre a pesquisa. Com seus destaques, pude dar-me conta de diversas problematizações que estavam presentes na pesquisa, insinuadas no texto e, ainda assim, despercebidas. Suas contribuições desafiam-me a continuar pesquisando com o cotidiano. À professora Carmen Perez, cuja postura crítica, objetiva, firme e, por tudo isso, especial, muitas vezes me tirou o chão com suas questões epistemológicas. Nossas discussões em suas aulas ajudaram-me no exercício de estranhamento do familiar e na interlocução práticateoriaprática. À professora Teresa Esteban, que eu já conhecia pelos textos e que foi o pontapé inicial nessa minha busca da professorapesquisadora. Eu dialogava com suas idéias, ia atrás das referências e, assim, fui-me aproximando do campo do cotidiano escolar. Essas marcas estão vivas no meu trabalho. À professora Regina Leite Garcia por tensionar as discussões com outros modos de ver o mundo. Isso me possibilitou exercer postura investigativa mais horizontalizada, mais dialógica. À professora Edwiges Zaccur, que ao me desafiar a assumir a ambigüidade, possibilitou-me encontrar um estilo de escrita. Ao professor João, que mediou discussões acaloradas em suas aulas nas segundas-feiras à tarde. Suas críticas ao projeto de pesquisa ajudaram-me a formular questões. Aos professores da Proped/Uerj: Nilda Alves, Inês Oliveira, Paulo Sgarbi e Walter Kohan, cujas aulas possibilitaram questionamentos que muito contribuíram para a pesquisa e seu registro. Aos parceiros de Orientação Coletiva e especialmente Karla, Janete, Fernanda, Franciana, Eliana e Wagner. Nossos intercâmbios de opiniões foram fundamentais para me constituir pesquisadora e registrar esse processo. À Fundação Municipal de Educação de Niterói, que proporcionou as condições para eu me dedicar aos estudos. À minha família por dar-me forças e perdoar as inúmeras ausências durante este período em que escolhi dedicar-me aos estudos. Ao Paulo, pelo apoio incondicional nessa empreitada.

7 A ponte de Heráclito (Magrite, 1935) Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio (Heráclito, Fragmentos - 91)

8 Resumo Esta dissertação apresenta e discute o processo de investigação tecido na relação com seus sujeitos. Dá visibilidade a práticas de um grupo de professores que, com todas as suas limitações e possibilidades, se sente potente para construir conhecimentos e para afirmar seu fazer/saber cotidiano. Alguns desses fazeres/saberes forneceram-nos indicativos de que há um conjunto, às vezes amorfo e desestruturado e às vezes muito organizado, de atitudes, saberes, crenças, culturas, regras, religiosidades, sentimentos de pertencimento e de que tudo isso, em interação, inventa condições para um certo enfrentamento do fracasso escolar produzido na escola. Nomeio essa movimentação afirmeação de fazeres/saberes numa alusão à postura de afirmação de um trabalho com a firmeza de suas convicções, que ora são totalizantes e ora são bastante singulares, dando-nos uma dimensão contraditória e ambígua. O referencial teórico-metodológico-epistemológico-estético apóia-se na microssociologia do cotidiano. O trabalho apresenta-se com a estética do meio: múltiplas entradas e saídas. São textos intitulados Intermezzo, com o propósito de enfatizar movimento. Expressam descontinuidades, cortes, paralelismos, deslocamentos que emergiram no processo de investigação. Traz uma discussão encarnada, vacilante, ambígua, que dá o tom da pesquisa: dúvidas eternas e certezas efêmeras. Palavras-chave: Cotidiano escolar. Práticas docentes.

9 Abstract This dissertation presents and discusses the process of research built in the learning relationship with their subjects. It gives visibility to practices of a group of teachers that, with all its limitations and possibilities, feels powerful to build knowledge and to affirm their everyday "to do/to know". Some of these "to do/to know" provided indicators that there is a set, sometimes amorphous and unstructured, but sometimes very organized, of attitudes, knowledge, beliefs, cultures, rules, religiosities, feelings of belonging, and all that, in interaction, "invents" conditions to confront the school learning failure of students. I named this movement "afirmeação of to do/to know" in a reference to the posture of affirmation of a job with the firmness of its convictions, which sometimes are total and others singular, resulting in a contradictory and ambiguous dimension. The theoretical and methodological-epistemological-aesthetic benchmark supports itself in the micro sociology of daily life. The work presents itself with the aesthetics of the medium: multiple entrances and exits. The texts are entitled Intermezzo, with the purpose of emphasizing movement. It expresses discontinuities, cuts, parallels, displacements that emerged in the process of the research. Brings an incarnate discussion, sinking, ambiguous, which gives the tone of the survey: eternal doubts and fragile certainties. Keywords: School daily life. Teaching practices.

10 Sumário INTRODUÇÃO...14 Cartografia de um plano deslizante/pulsante...15 INTERMEZZO 1 Movimentos de implicação...23 Algumas impressões da escola...23 A formação em serviço...25 Os sujeitos escolares...27 Minha inserção na Fundação Municipal de Educação Niterói/RJ...27 Minha inserção na E. M. N. S. Penha...29 INTERMEZZO 2 Deslocamentos nas ações potentes...34 Inventariando ações potentes no espaço escolar...34 Trabalho preventivo (fazer uma descrição do trabalho)...37 O mural na altura dos olhos...38 Projeto Leva e Traz (descrição do trabalho)...39 Roda de leitura...41 Oficina de textos...41 Reunião geral: prestação de contas...43 INTERMEZZO 3 Estranhamentos...44 INTERMEZZO 4 Um certo devir-formiga...50 INTERMEZZO 5 Professora Sônia e seus ensinamentos...60 INTERMEZZO 6 Movimento de prestação de contas? Diálogos? Negociação?...69 INTERMEZZO 7 Linhas da escrita da pesquisa...76 Linhas da escrita da pesquisa: materialidades intangíveis...77 INTERMEZZO 8 Invenção da pesquisa, do conhecimento O movimento de afirmeação...82 Uma sombra que nos persegue: o estatuto de cientificidade...86

11 Uma experiência de (re)encontro com modos de ser/estar/fazer pesquisa...89 A possibilidade de estar com a escola...92 A teoria como caixa de ferramentas...98 As resistências e os diálogos: faces de uma mesma moeda A onipresença da relação saber/poder INTERMEZZOFINALLE Notas inconclusas de uma experiência Obras Citadas Obras Consultadas Anexo I Prova Brasil Anexo II Lista de imagens

12 14 INTRODUÇÃO [...] faça rizoma e não raiz, nunca plante! [...] Não seja uno nem múltiplo, seja multiplicidades! Faça a linha e nunca o ponto! A velocidade transforma o ponto em linha! Seja rápido, mesmo parado! Nunca suscite um General em você! Nunca idéias justas, justo uma idéia. Tenha idéias curtas. Faça mapas, nunca fotos nem desenhos. (Deleuze & Guattari, 1995, p.36)

13 15 Cartografia de um plano deslizante/pulsante O cotidiano escolar não é trivial, inexpressivo, uma tábula rasa, uma tela vazia. Tampouco um lugar cuja grandiosidade esteja disponível a quem tenha olhos para ver. Acredito que tais condições precisam ser problematizadas no/do/com o cotidiano escolar. Dialogo com autores empurrando-os para seus limites, para nossos não-saberes. Eles me ajudam em alguns momentos e entrelaçados a outros autores. Este tem sido meu trabalho: fazer uma tessitura com os diferentes sujeitos. Não há uma teoria a ser seguida e sim um modo de inventar e de entender a complexidade do cotidiano escolar nas zonas de indistinção que se configuram no decorrer do processo. Fui-me encontrando com a pesquisadora que se foi constituindo em mim na relação com a escola. Assim, em vários momentos, vou dialogando com diferentes autores para que possam ajudar-me a problematizar o que se passa na relação com certo modo de pesquisar: A verdade de um problema de pesquisa não preexiste a ele, não é uma verdade a ser descoberta, mas é objeto de uma criação, produto do sentidoacontecimento, quer dizer [...] suscitação de novos modos de ver, de sentir e de pensar. (Dias, 1995, p.85 apud Tadeu, 2004, p. 32) Esta pesquisa se inventou na relação com seus sujeitos. Buscou dar visibilidade, de diferentes formas, a certas práticas desse grupo que, com todas as suas limitações e possibilidades, se sente potente para construir conhecimentos e para afirmar seu fazer/saber cotidiano. Alguns desses fazeres/saberes forneceram-nos indicativos de que há um conjunto, às vezes amorfo e desestruturado, e às vezes muito organizado, de atitudes saberes, crenças, culturas, regras, religiosidades, sentimentos de pertencimento que em interação inventa um ambiente potente para certo enfrentamento do fracasso escolar de alunos das classes populares. Nomeio essa movimentação afirmeação de fazeres/saberes, em alusão à postura de afirmação de um trabalho com a firmeza de suas convicções, que ora são totalizantes e ora são bastante singulares, dando-nos a dimensão contraditória e ambígua própria a essa realidade escolar. Este trabalho se propôs a pesquisar o uso que nós, os sujeitos escolares, fazemos com nossos fazeres/saberes a partir do que se nos apresenta. Essa possibilidade de oferta é sempre relacional e pode vir com as políticas públicas de educação, com as orientações curriculares, com a presença da pesquisadora, com a família na escola, com os cursos de graduação, com a mídia, com o espaço físico, com as diferenças culturais. Tenho aprendido que não há um só modo de fazer, que se multiplicam as formas de

14 16 tentar compreender o processo que estamos vivendo na pesquisa. São vários os modos de fazer, os modos de pensar, os modos de inventar e reinventar o cotidiano. São vários, mas não infinitos (Certeau, 1994, p. 83): [...] Para pensá-los, deve-se supor que a essas maneiras de fazer correspondem procedimentos em número finito (a invenção não é ilimitada e, como as improvisações no piano e na guitarra, supõe o conhecimento e a aplicação de códigos) e que implicam uma lógica dos jogos de ações relativos a tipos de circunstâncias. [...] Toda sociedade mostra sempre, em algum lugar, as formalidades a que suas práticas obedecem. A invenção não é ilimitada? Como não? indago a Certeau. Sempre participo de discussões que defendem nossa ampla, ilimitada possibilidade de ação. Não há limites. Haveria limites? E nossas referências, não nos colocam em certos espaços/tempos? Haveria um determinismo, então? Não, não haveria. Acredito nas possibilidades de linhas de fuga. E continuo o diálogo: o que Certeau estaria dizendo com tal afirmação? Nós temos capacidade de inventar no campo do inimigo, trabalhando com as circunstâncias que se apresentam, e não há controle sobre isso. No entanto, haveria regularidades nos modos de invenção. Trabalhamos com o que já temos e com o que ainda vai acontecer. Bhabha (2007, p. 29) põe mais lenha na fogueira: [...] não podemos escolher o nosso passado cultural ou biográfico; podemos esquecê-lo num gesto de amnésia histórica; podemos reconstruí-lo de modo a que se adeqúe aos nossos interesses presentes; ou podemos condensá-lo no presente, a fim de demonstrar a continuidade da tradição cultural como parte da confluência de uma história partilhada. Em cada um destes casos, negociamos com o passado para transformar nossas vidas; mas não podemos simplesmente escolher ou desescolher o passado. O passado cultural é uma presença incubatória nas nossas vidas (Gramsci): vivemos com ele, ou de acordo com ele, conversamos com ele continuamente, e embora a forma como vemos o passado se modifique, ou o diálogo possa desenvolver-se de modos inesperados, o passado torna-se nós, tal como o futuro nos toma. Estou me convencendo: haveria limites para nossa capacidade inventiva. Um exemplo seria o de uma pessoa urbana, cosmopolita, perdida na selva, que não vai poder operar com todas as informações desse espaçotempo. Ela vai operar a partir de suas redes, de suas possibilidades, que podem ou não ser ampliadas nessa outra configuração

15 17 que se apresenta. Sua capacidade inventiva não é ilimitada. Fico com a afirmação de Certeau, por enquanto. Voltemos ao texto. No decorrer da pesquisa e de seu registro vou-me dando conta de meus próprios aprisionamentos e preciso sabotar-me. Tentar enganar minha veia cartesiana que me empurra para sínteses e análises simplificadoras. Mas, como a ocasião faz o ladrão, minhas parceiras de pesquisa não me deixam ficar confortável. Elas questionam, perguntam, reclamam dessa tentativa de objetivação que meu olhar e meu registro revelam muitas vezes. Nessa medida, estou tentando construir um posicionamento político/epistemológico/estético/ético que se materialize numa forma e num conteúdo que me possibilitem problematizar as situações vividas tentando escapar de cristalizações do real. E, quando cair nisso, não o esconder, retirá-lo do texto como engano e equívoco ou como inabilidade de uma escrita inicial. Ao contrário, assumir esse lugar e ir ao embate. Parece-me que assim posso ousar afirmar uma dimensão potencializadora da pesquisa que realizamos em parceria com outros sujeitos: os da escola, os da universidade, os da comunidade escolar. Ao registrar a cartografia do processo de pesquisa, a opção por trazer fragmentos se impôs. Pude acolher essa imposição e dar a conhecer aos interlocutores desse trabalho alguns atravessamentos que nos constituem pesquisadores. Esses movimentos, deslocamentos, fluxos, relações, encontros, desencontros, acontecimentos, tensidades podem fornecer pistas do processo vivido. Quão efêmeras são certas posições e atitudes! Como outras posições se eternizam sem que as possamos questionar. Esses movimentos trazem certezas efêmeras e dúvidas eternas de que somos multiplicidades. Alguns desses que podemos ser com o outro ajudam mais quando se ampliam as possibilidades de cada um. Assim, meu embate com a pesquisa e com seu registro se dá na busca de que ela faça sentido para outras pessoas, que possa ampliar as possibilidades de reinvenção de outros cotidianos. Seja para estranhar, para resistir, para divergir, para convergir, para complementar, e talvez exercitar uma radicalidade da pedagogia do talvez, da pergunta e da criação de conceitos. A pesquisa devém. Não aponta direções, mas afirma a possibilidade do caminhar. Para me ajudar nessa empreitada tenho-me valido, principalmente, do otimismo de Certeau ao afirmar a possibilidade do fraco e sua capacidade de operar no lugar do outro e alerta às circunstâncias. De Homi Bhabha, roubo a idéia de negociação, que

16 18 me coloca em movimento com condições de assumir a ambigüidade, a ambivalência das possibilidades intersticiais que se apresentam nos encontros com o outro. Com Deleuze e Guattari aprendi que devir-animal e devir-criança metamorfoseiam posições molares, verticais e arbóreas em outros modos de existir que possam ser fissuras em sistemas maiores e que se pretendem maiores. Essas três perspectivas aliadas a tantas outras que se intrometem nos pensamentos, nas conversas, nas orientações, nos encontros, nas entrevistas com os sujeitos escolares também aparecem como interlocutores dessa investigação. E o que isso tudo tem a ver com educação? Com a pesquisa com os sujeitos da Escola Municipal Nossa Senhora da Penha? Esse é um desafio ainda que sigo tentando estruturar/desestruturar a seguir. Num jogo de luz e sombras e com certezas efêmeras de que não podemos ter a apreensão total do que vivemos. O que trago são perspectivas, pontos de vista, modos de entender que pude inventar, a partir daquilo que eu sinto/conheço/reconheço com a rede de conhecimentos tecida com diferentes sujeitos escolares. Gilles Deleuze, em vários momentos, traz essas questões em sua obra, que me afetam sobremaneira: [...] O pintor tem várias coisas na cabeça, ao seu redor ou no ateliê. Ora, tudo o que ele tem na cabeça ou ao seu redor já está na tela, mais ou menos virtualmente, mais ou menos atualmente, antes que ele comece o trabalho. Tudo isso está presente na forma de imagens, atuais ou virtuais. De tal forma que o pintor não tem de preencher uma superfície em branco, mas sim esvaziá-la, desobstruí-la, limpála. Portanto, ele não pinta para reproduzir na tela um objeto que funciona como modelo; ele pinta sobre imagens que já estão lá, para produzir uma tela cujo funcionamento subverta as relações do modelo com a cópia [...] (Deleuze, 2007, p. 91) Assim, o registro por fragmentos se impôs durante o processo de investigação e indicou um caminho a ser trilhado. Assumir essa trajetória pôde ajudar-me a dialogar com as várias linhas de investigação, que, rizomaticamente, ora me levam para questões como o uso do espaço pelos professores e ora me levam para a discussão e decisão de qual estilo adotar para fazer esse registro. Essa busca também fez parte da pesquisa, e não quero negligenciar esse movimento. Quero trazer todas essas inquietações à discussão porque acredito que o processo de criação expressa muito mais um estar do que um ser. Quando se pensa que algo é interrompe-se a criação, por isso destaco o estar. Mas, muito mais do que reconhecer essas multiplicidades, eu

17 19 gostaria de fazer conexões, seguir nelas, explorar essas conexões que fui fazendo com os sujeitos da pesquisa. (Silva, 2002, p. 65) O encontro com uma possibilidade de nomear as seções deste trabalho deu-se de forma acidental durante a disciplina Estatuto Filosófico da Educação. O professor Walter 1 levou-nos várias dissertações de diferentes áreas de saber: educação, filosofia, letras. Nossa tarefa era passear por aquele material, escolher uma dissertação e tentar perceber como o autor escreve. Perceber quais os recursos utilizados e como ele se aproxima do leitor ou repele o leitor. Cada dupla apresentava a dissertação que escolhera. Eu e minha companheira escolhemos duas dissertações. Uma delas se propunha a apresentar os textos por platôs, e a outra propunha um intermezzo. O que seria isso? Fiquei a pensar, mas já estava atraída pela segunda possibilidade de apresentar os textos. A dissertação 2 trazia a seguinte citação: Um rizoma não começa nem conclui, ele se encontra sempre no meio, entre as coisas, inter-ser, intermezzo. A árvore é filiação, mas o rizoma é aliança, unicamente aliança. A árvore impõe o verbo ser, mas o rizoma tem como tecido a conjunção e... e... e.. Há nessa conjunção força suficiente para sacudir e desenraizar o verbo ser. Para onde vai você? De onde você vem? Aonde quer chegar? [...] [...] É que o meio não é uma média; ao contrário, é o lugar onde as coisas adquirem velocidade. Entre as coisas não designa uma correlação localizável que vai de uma para outra e reciprocamente, mas uma direção perpendicular, um movimento transversal que as carregue uma e outra, riacho sem início nem fim, que rói suas margens e adquire velocidade e no meio. (Deleuze, 1995, p. 37) Essa idéia de que no meio as coisas ganham velocidade me calou fundo. Expressava o que eu vivia no cotidiano escolar. 3 A pesquisa acontece no decorrer do processo. Afetamos e somos afetados ali no meio. O registro escrito desse processo deveria dar esse tom. Também o processo de escrever deveria trazer a tensão característica da pesquisa. Existem estratégias de escrita que afastam o vivido. Outras são capazes de transmutar-se e trazem esses elementos para outra forma de expressão. Ali, ao ler aquela dissertação, comecei a entender a força que tal escolha poderia assumir neste trabalho. 1 Walter Omar Kohan, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. 2 Mello, Maristela Barenco Corrêa de. Da morte do general à busca rizomática: o ato de escrever como possibilidade de emancipação. Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Eu e a professora Joanir (orientadora desta dissertação) já chamávamos esses ensaios de miolo, miolinho. Já entendíamos, mais ela do que eu, que eles traziam questões importantes, ressonantes, mas que sua força estava no meio.

18 20 Decidi pelo intermezzo. E por que eu chamaria essa parte de Intermezzo? Que conexões seriam possíveis ao utilizar uma palavra de origem italiana com vários sentidos: entreato; intervalo entre atos de uma peça; intervalo; entrecena; pequena cena dramática ou musical que se apresenta nesse intervalo. Assim, senti necessidade de pesquisar, ainda que breve e superficialmente, o que seria intermezzo e encontrei na ópera alguns sentidos com os quais vou dialogar: Intermezzo era o nome que se dava, na primeira metade do século XVIII, às cenas cômicas apresentadas no intervalo entre os atos de uma ópera séria. Como a reforma arcádica do libreto banira do drama as inserções de natureza buffa, comuns na ópera do século XVII, como uma forma de oferecer alternância à tensão dramática, elas foram retiradas do corpo da ópera e apresentadas dessa maneira, como uma mini-peça complementar, entre um ato e outro. Com o passar do tempo, essas cenas soltas que contavam sempre uma história muito simples, com duas ou três personagens passaram a ser agrupadas, formando peças independentes. Estas pequenas comédias tinham tudo para cativar o público, pois, ao contrário da ópera séria, extremamente estilizada, com figuras e temas da Antigüidade pesadamente estereotipados, elas traziam personagens contemporâneas e histórias prosaicas, recortadas da realidade, nas quais todos os espectadores poderiam reconhecer-se. Sua música era também necessariamente mais simples, de corte desenvolto, não raro com um sabor popular que a tornava atraente, fácil de memorizar, dotada de alto poder de comunicação com todos os tipos de platéia. (Coelho, 2007) Parece-me que Deleuze e Guattari (1995) vão desterritorializar a palavra intermezzo do seu sentido mais linear, mais arbóreo, que seria intervalo. Reterritorializam-na num sentido rizomático, molecular que vai considerar que esses espaçostempos podem ser acessados por diferentes entradas. Não haveria centro, ou melhor, haveria vários centros, rompendo com a idéia da hierarquia. Esta dissertação está organizada em alguns intermezzi com o propósito de enfatizar o meio, o processo, e, para marcar interrupção momentânea, trago um intermezzo final (paradoxal) que vai permitir outras possibilidades de abertura que esta pesquisa suscitou.

19 21 Intermezzo 1: Movimentos de implicação; nele trago o passado com que negocio em minha entrada na escola. Trata-se de um rescaldo em minha memória a partir do que consigo ver/lembrar quando faço o registro. Nesse intermezzo eu refaço, ainda que parcialmente, minha trajetória profissional para dar elementos que possam mostrar de qual lugar estou falando. Intermezzo 2: Deslocamentos nas ações potentes; um texto que busca inventariar o que a escola realiza em seu dia-a-dia. São descrições e problematizações dessas ações, consideradas potentes pelos sujeitos escolares. Os intermezzi que se seguem (de 3 a 7) são ensaios que se impuseram a mim e que dizem desse lugar imponderável que nos acontece no cotidiano escolar. Cada texto me afetou de forma muito particular e coloca em movimento concepções de aprender e ensinar, currículo, gestão dos espaçostempos escolares, as práticas docentes. Intermezzo 8: A invenção da pesquisa, do conhecimento diz de todo o movimento da investigação e do constituir-me pesquisadora nesse processo. São inquietações que vão problematizando nossas possibilidades de criação de conceitos na relação com os sujeitos. E, em diferentes momentos, pontua como o mergulho no cotidiano escolar nos possibilita estar com os sujeitos sem submissão, num jogo de forças que se configuram na relação, produzem uma horizontalização dos autores e afirmam a ênfase na relação sujeito-sujeito.

20 22 No paradoxal Intermezzofinale: notas inconclusas de uma experiência; eu recupero algumas possíveis conexões que se abriram, mas ficaram de fora do registro escrito; espero, porém, que reverberem para além do texto, da escola, de mim, de todos os tenham entrado em contato com este texto; que possam afetar, enfim, outras pessoas e criar outras conexões.

21 23 INTERMEZZO 1 Movimentos de implicação [...] A velocidade com que cada pessoa se apropria da verdade contida na história é diferente, tanto quanto a profundidade e coerência dessa apropriação. A descoberta individual é, já, um considerável passo à frente, ainda que possa parecer ao seu portador um caminho penoso, à medida das resistências circundantes a esse novo modo de pensar. O passo seguinte é a obtenção de uma visão sistêmica, isto é, a possibilidade de enxergar as situações e as causas atuantes como conjuntos e de localizá-los como um todo, mostrando sua interdependência. A partir daí, a discussão silenciosa consigo mesmo e o debate mais ou menos público com os demais ganham uma nova clareza e densidade, permitindo enxergar as relações de causa e efeito como uma corrente contínua, em que cada situação se inclui numa rede dinâmica, estruturada, à escala do mundo e à escala dos lugares. É a partir dessa visão sistêmica que se encontram, interpenetram e completam as noções de mundo e de lugar, permitindo entender como cada lugar, mas também cada coisa, cada pessoa, cada relação dependem do mundo. (Milton Santos, 2006, p. 169) Algumas impressões da escola A Escola Municipal Nossa Senhora da Penha localiza-se na Ponta da Areia, Niterói/RJ. Segundo relato da direção, a escola, primeiramente, estava instalada no espaço em que hoje funciona a Associação de Moradores. O local onde a escola foi construída era um largo que servia de área de lazer para as crianças da comunidade. A diretora, com entonação saudosista, apontou para o corredor da escola e disse: já joguei muita bola de gude aqui! Há uma igreja católica, a Igreja Nossa Senhora da Penha, na parte mais alta do morro. O acesso à escola pode ser considerado difícil, pois o morro é íngreme, e não há transporte público. A comunidade, como várias outras na cidade, tem como alternativa um transporte comunitário que sobe o morro de hora em hora ou quando completa a lotação. Também aparece em memórias de quem nasceu e

22 24 cresceu na comunidade a narrativa de um tempo em que não havia rua calçada e que a água precisava ser transportada em latas pelos moradores. Agora, está muito melhor! Temos água encanada, luz para todos e transporte. (fala da diretora que é moradora do bairro) A comunidade parece ser predominantemente de classe popular, e a ocupação é antiga (mais de cem anos). Não parece haver um domínio do tráfico, como acontece em muitos morros da cidade. A escola reflete essa tranqüilidade no que se refere à ausência de violência. Não há o clima de medo que se vê instaurado em outros locais. Pode-se perceber, por seus aspectos externo e interno, que a escola está bem cuidada, paredes pintadas e sem pichações ou depredações. Sua área externa é composta por um parquinho bem pequeno e por um espaço bastante acidentado, mas devidamente murado. Há uma antiga reivindicação da comunidade para a construção de uma quadra nesse local. O prédio da escola parece ser da década de 1990, e sua planta é similar à de outras escolas da Rede Municipal de Niterói: simples e com prioridade para salas de aula. Não há oferta de outros espaços para os alunos. Tal arquitetura diz muito da concepção de educação para as classes populares na época da construção. Percebe-se essa ideologia no desenho desses espaços, mas, como sempre há possibilidade de reinvenção, também podem ser vistas as transformações que os usos do espaço promovem nesse território. Um desses usos é o aproveitamento dos cantos dos corredores como espaços multifuncionais: servem para atendimentos a alunos e pais, a planejamentos de professores. Há também uma sala de jogos com brinquedos. No que se refere ao espaço interno da escola há dois pavimentos, no térreo fica a área comum: secretaria com um pequeno banheiro para professores, banheiros para meninos e meninas, refeitório, cozinha, banheiro para funcionários, despensa, sala de leitura, sala de informática, pequena sala da direção, sala de jogos e o corredor de

23 25 acesso ao andar superior, onde ficam as salas-de-aula: quatro salas para o ensino fundamental e duas salas para a educação infantil, uma sala pequena que funciona como sala de recursos e uma outra com multifuncionalidade. A escola destaca-se pela limpeza e organização do espaço. Os trabalhos dos alunos são cuidadosamente expostos em murais trocados com freqüência e que parecem ser razão de orgulho para professores, alunos e direção da escola. A organização do trabalho pedagógico é discutida, formalmente, nas reuniões de planejamento pedagógico que acontecem, semanalmente, às quartas-feiras, das 10h às 12h. Trata-se de um espaço de discussão coletiva coordenado pela EAP (equipe de articulação pedagógica). Há uma outra reunião, denominada formação continuada (FC), realizada a cada dois meses, cujo tema de estudo é negociado entre professores, ER (Equipe de referência), direção e EAP 4. A formação em serviço Neste ano (2007) foram estudados temas como: Ciclos: teoria e prática; Alfabetização e portadores de necessidades educativas especiais: um relato de experiências; Teorias de currículo; mediação pedagógica e avaliação no sistema de ciclos e a Proposta de reorganização dos ciclos enviada pelo órgão central, entre outros. A dinâmica de cada encontro é negociada com a escola. Numa dessas discussões surgiu a vontade/necessidade de encontrar um modo de compartilhar experiências com outras escolas da rede municipal. Em diálogo com a equipe de referência (da qual faço parte), planejamos o primeiro encontro com a presença de duas escolas interessadas em compartilhar experiências com a organização escolar em ciclos. 4 Todas essas formas de nomear foram criadas pelo Documento Preliminar da Proposta Pedagógica da Rede Municipal de Educação de Niterói que funcionou em caráter experimental em 2006 em algumas escolas e, em 2007, estendeu-se por toda a rede municipal pública de ensino.

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO

CONSELHO DE CLASSE DICIONÁRIO CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe é um órgão colegiado, de cunho decisório, presente no interior da organização escolar, responsável pelo processo de avaliação do desempenho pedagógico do aluno.

Leia mais

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA

PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PLANO DE AÇÃO FÓRUM DO MUNICÍPIO QUE EDUCA PROPOSTA DE AÇÃO Criar um fórum permanente onde representantes dos vários segmentos do poder público e da sociedade civil atuem juntos em busca de uma educação

Leia mais

ENTREVISTA. COM o Dr. Rildo Cosson. POR Begma Tavares Barbosa* begma@acessa.com

ENTREVISTA. COM o Dr. Rildo Cosson. POR Begma Tavares Barbosa* begma@acessa.com Entrevista ENTREVISTA 146 COM o Dr. Rildo Cosson. POR Begma Tavares Barbosa* begma@acessa.com * Dra. em Letras pela PUC/RJ e professora do Colégio de Aplicação João XXIII/UFJF. Rildo Cosson Mestre em Teoria

Leia mais

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças PADILHA, Aparecida Arrais PMSP cidarrais@yahoo.com.br Resumo: Este artigo apresenta uma

Leia mais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais

Situando o uso da mídia em contextos educacionais Situando o uso da mídia em contextos educacionais Maria Cecília Martinsi Dentre os pressupostos educacionais relevantes para a época atual, considera-se que as múltiplas dimensões do ser humano - intelectual,

Leia mais

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL

CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL CENTRO BRASILEIRO DE REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA SOCIAL INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL Curso: Tecnologia Social e Educação: para além dos muros da escola Resumo da experiência de Avaliação do Programa "Apoio

Leia mais

O TRABALHO DOCENTE NUM PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: CONTRADIÇÕES E PERSPECTIVAS

O TRABALHO DOCENTE NUM PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: CONTRADIÇÕES E PERSPECTIVAS O TRABALHO DOCENTE NUM PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: CONTRADIÇÕES E PERSPECTIVAS Daiana Rodrigues dos Santos Prado¹; Francine de Paulo Martins² Estudante do Curso de Pedagogia; e-mail:

Leia mais

Primeiro Segmento equivalente à alfabetização e às quatro primeiras séries do Ensino Fundamental (1ª à 4ª série).

Primeiro Segmento equivalente à alfabetização e às quatro primeiras séries do Ensino Fundamental (1ª à 4ª série). INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A EJA 1- Você se matriculou em um CURSO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA). Esse curso tem a equivalência do Ensino Fundamental. As pessoas que estudam na EJA procuram um curso

Leia mais

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Elba Siqueira de Sá Barretto: Os cursos de Pedagogia costumam ser muito genéricos e falta-lhes um

Leia mais

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do

introdução Trecho final da Carta da Terra 1. O projeto contou com a colaboração da Rede Nossa São Paulo e Instituto de Fomento à Tecnologia do sumário Introdução 9 Educação e sustentabilidade 12 Afinal, o que é sustentabilidade? 13 Práticas educativas 28 Conexões culturais e saberes populares 36 Almanaque 39 Diálogos com o território 42 Conhecimentos

Leia mais

As 11 dúvidas mais frequentes

As 11 dúvidas mais frequentes As 11 dúvidas mais frequentes Deyse Campos Assessora de Educação Infantil dcampos@positivo.com.br Frequentemente recebemos solicitações de professores de escolas que estão utilizando o Sistema Positivo

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

EDUCAÇÃO PERMANENTE DESAFIOS NO CONTEXTO ATUAL

EDUCAÇÃO PERMANENTE DESAFIOS NO CONTEXTO ATUAL EDUCAÇÃO PERMANENTE DESAFIOS NO CONTEXTO ATUAL JOSÉ INÁCIO JARDIM MOTTA ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA Fundação Oswaldo Cruz Curitiba 2008 EDUCAÇÃO PERMANENTE UM DESAFIO EPISTÊMICO Quando o desejável

Leia mais

RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS

RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS BRASÍLIA ECHARDT VIEIRA (CENTRO DE ATIVIDADES COMUNITÁRIAS DE SÃO JOÃO DE MERITI - CAC). Resumo Na Baixada Fluminense, uma professora que não está atuando no magistério,

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA GT-1 FORMAÇÃO DE PROFESSORES EDUCADOR INFANTIL E O PROCESSO FORMATIVO NA CONSTRUÇÃO DE ATORES REFLEXIVOS DA PRÁTICA PEDAGÓGICA RESUMO Maria de Lourdes Cirne Diniz Profa. Ms. PARFOR E-mail: lourdinhacdiniz@oi.com.br

Leia mais

A COLABORAÇÃO NA PESQUISA ETNOGRÁFICA: O DIÁLOGO ENTRE ESCOLA E UNIVERSIDADE

A COLABORAÇÃO NA PESQUISA ETNOGRÁFICA: O DIÁLOGO ENTRE ESCOLA E UNIVERSIDADE A COLABORAÇÃO NA PESQUISA ETNOGRÁFICA: O DIÁLOGO ENTRE ESCOLA E UNIVERSIDADE Autora: Lorena Valin Mesquita Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) - lm_valin@hotmail.com Coautora: Roberta Souza

Leia mais

DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA

DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA DA TEORIA À PRÁTICA: UMA ANÁLISE DIALÉTICA JURUMENHA, Lindelma Taveira Ribeiro. 1 Universidade Regional do Cariri URCA lindelmafisica@gmail.com FERNANDES, Manuel José Pina 2 Universidade Regional do Cariri

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

ARCO-ÍRIS DE SABERES NA PRÁTICA EDUCATIVA: UMA EXPERIÊNCIA VIVENCIADA NO CURSO DE PEDAGOGIA DO IFESP

ARCO-ÍRIS DE SABERES NA PRÁTICA EDUCATIVA: UMA EXPERIÊNCIA VIVENCIADA NO CURSO DE PEDAGOGIA DO IFESP 1 ARCO-ÍRIS DE SABERES NA PRÁTICA EDUCATIVA: UMA EXPERIÊNCIA VIVENCIADA NO CURSO DE PEDAGOGIA DO IFESP Claudete da Silva Ferreira - IFESP Márcia Maria Alves de Assis - IFESP RESUMO Esta apresentação se

Leia mais

Por uma pedagogia da juventude

Por uma pedagogia da juventude Por uma pedagogia da juventude Juarez Dayrell * Uma reflexão sobre a questão do projeto de vida no âmbito da juventude e o papel da escola nesse processo, exige primeiramente o esclarecimento do que se

Leia mais

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ (IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ Resumo O presente trabalho objetiva apresentar uma pesquisa em andamento que

Leia mais

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA Autores: FIGUEIREDO 1, Maria do Amparo Caetano de LIMA 2, Luana Rodrigues de LIMA 3, Thalita Silva Centro de Educação/

Leia mais

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA

MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA MODELOS ORGANIZATIVOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM: UMA PROPOSTA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA Jaqueline Oliveira Silva Ribeiro SESI-SP josr2@bol.com.br Dimas Cássio Simão SESI-SP

Leia mais

MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES

MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES MÚLTIPLAS LEITURAS: CAMINHOS E POSSIBILIDADES EDIT MARIA ALVES SIQUEIRA (UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA). Resumo Diferentes instrumentos de avaliação (ENEM, SIMAVE) tem diagnosticado o despreparo dos alunos

Leia mais

Gtp+ PROGRAMAS E PROJETOS Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) Fundação em 2000, Recife-PE O Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo é a única ONG da Região Nordeste do Brasil coordenada

Leia mais

1» A revolução educacional e a educação em valores 11

1» A revolução educacional e a educação em valores 11 Sumário Introdução 9 1» A revolução educacional e a educação em valores 11 Introdução 12 As causas da revolução educacional 12 O triplo desafio pedagógico 14 Da transmissão à educação 15 O que pretende

Leia mais

FORMAÇÃO CONTINUADA: MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA VIVÊNCIA DE UM PROGRAMA.

FORMAÇÃO CONTINUADA: MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA VIVÊNCIA DE UM PROGRAMA. FORMAÇÃO CONTINUADA: MUDANÇAS NA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA VIVÊNCIA DE UM PROGRAMA. Rosângela de Fátima Cavalcante França* Universidade Federal de Mato Grosso do Sul RESUMO Este texto apresenta de forma resumida

Leia mais

ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO INICIAL DOS GRADUANDOS DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA

ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO INICIAL DOS GRADUANDOS DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO INICIAL DOS GRADUANDOS DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA Wanderlânyo de Lira Barboza * Emmanuel De Sousa Fernandes Falcão ** Resumo: O presente trabalho aborda reflexões

Leia mais

Estudo de Caso. Cliente: Cristina Soares. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses

Estudo de Caso. Cliente: Cristina Soares. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses Estudo de Caso Cliente: Cristina Soares Duração do processo: 12 meses Coach: Rodrigo Santiago Quando decidi realizar meu processo de coaching, eu estava passando por um momento de busca na minha vida.

Leia mais

GUIA DE IMPLEMENTAÇÃO DO CURRICULO ANO 2 - APROFUNDAMENTO

GUIA DE IMPLEMENTAÇÃO DO CURRICULO ANO 2 - APROFUNDAMENTO ESTRUTURA GERAL DOS ROTEIROS DE ESTUDOS QUINZENAL Os roteiros de estudos, cujo foco está destacado nas palavras chaves, estão organizados em três momentos distintos: 1º MOMENTO - FUNDAMENTOS TEÓRICOS -

Leia mais

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima.

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima. Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público Alexia Melo Clebin Quirino Michel Brasil Gracielle Fonseca Rafaela Lima Satiro Saone O projeto Rede Jovem de Cidadania é uma iniciativa da Associação

Leia mais

Objetivo Promover reflexões acerca da identidade, do papel e das atribuições das equipes pedagógicas do IFTM, visando à construção coletiva de ações

Objetivo Promover reflexões acerca da identidade, do papel e das atribuições das equipes pedagógicas do IFTM, visando à construção coletiva de ações Objetivo Promover reflexões acerca da identidade, do papel e das atribuições das equipes pedagógicas do IFTM, visando à construção coletiva de ações a serem implementadas nos câmpus do Instituto. A identidade

Leia mais

FUNK CONSCIENTIZA. VAI 1 - música

FUNK CONSCIENTIZA. VAI 1 - música PROGRAMA PARA A VALORIZAÇÃO DE INICIATIVAS CULTURAIS VAI SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA São Paulo, fevereiro de 2010 FUNK CONSCIENTIZA VAI 1 - música Proponente Nome RG: CPF: Endereço Fone: E-mail: DADOS

Leia mais

O ESPAÇO E O TEMPO DE FORA DA SALA DE AULA OBSERVAÇÕES PRELIMINARES

O ESPAÇO E O TEMPO DE FORA DA SALA DE AULA OBSERVAÇÕES PRELIMINARES 1 Trabalho apresentado no II EREBIO Encontro Regional de Ensino de Biologia. Niterói, Rio de Janeiro. Referência: DIB-FERREIRA, Declev Reynier. O espaço e o tempo de fora da sala de aula observações preliminares.

Leia mais

Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática

Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática Pesquisa com Professores de Escolas e com Alunos da Graduação em Matemática Rene Baltazar Introdução Serão abordados, neste trabalho, significados e características de Professor Pesquisador e as conseqüências,

Leia mais

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA

A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA A GESTÃO ESCOLAR E O PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA Shirlei de Souza Correa - UNIVALI 1 Resumo: No contexto educacional pode-se considerar a gestão escolar como recente, advinda das necessidades

Leia mais

coleção Conversas #22 - maio 2015 - Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #22 - maio 2015 - Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #22 - maio 2015 - assistente social. agora? Sou E Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A Coleção CONVERSAS da Editora AfroReggae nasceu com o desejo

Leia mais

O PETIANO E O RETORNO AS COMUNIDADES POPULARES: COMPARTILHAMENTO ENTRE SABERES POPULARES E ACADÊMICOS NO ESPAÇO DE PRÉ-UNIVERSITÁRIOS POPULARES

O PETIANO E O RETORNO AS COMUNIDADES POPULARES: COMPARTILHAMENTO ENTRE SABERES POPULARES E ACADÊMICOS NO ESPAÇO DE PRÉ-UNIVERSITÁRIOS POPULARES O PETIANO E O RETORNO AS COMUNIDADES POPULARES: COMPARTILHAMENTO ENTRE SABERES POPULARES E ACADÊMICOS NO ESPAÇO DE PRÉ-UNIVERSITÁRIOS POPULARES TIERRE OTIZ ANCHIETA 1 MÔNICA HEITLING 2 TAINAN SILVA DO

Leia mais

PROJETO ESCOLA PARA PAIS

PROJETO ESCOLA PARA PAIS PROJETO ESCOLA PARA PAIS Escola Estadual Professor Bento da Silva Cesar São Carlos São Paulo Telma Pileggi Vinha Maria Suzana De Stefano Menin coordenadora da pesquisa Relator da escola: Elizabeth Silva

Leia mais

A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA - APRESENTAÇÃO 1- COMO SURGIU A IDÉIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA? 2- O QUE SIGNIFICA INCLUSÃO ESCOLAR? 3- QUAIS AS LEIS QUE GARANTEM A EDUCAÇÃO INCLUSIVA? 4- O QUE É UMA ESCOLA

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES Silva.A.A.S. Acadêmica do curso de Pedagogia (UVA), Bolsista do PIBID. Resumo: O trabalho

Leia mais

ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS.

ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS. ESPAÇO E TEMPO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ALTERNATIVAS DIDÁTICO- PEDAGÓGICAS. Introdução: O presente artigo tem a pretensão de fazer uma sucinta exposição a respeito das noções de espaço e tempo trabalhados

Leia mais

A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística?

A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística? A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística? Universidade de São Paulo benjamin@usp.br Synergies-Brésil O Sr. foi o representante da Letras junto à CAPES. O Sr. poderia explicar qual

Leia mais

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009

Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA: Passar do Discurso para a Ação Philippe Perrenoud Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação Universidade de Genebra 2009 1º Fórum de Ideias - Cambridge University Press

Leia mais

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

----------------------------------------------------------------------------------------------------------------- GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA, ÉTICA E SALA DE AULAS Cipriano Carlos Luckesi 1 Nos últimos dez ou quinze anos, muito se tem escrito, falado e abordado sobre o fenômeno da gestão democrática da escola. Usualmente,

Leia mais

Organizando Voluntariado na Escola. Aula 2 Liderança e Comunidade

Organizando Voluntariado na Escola. Aula 2 Liderança e Comunidade Organizando Voluntariado na Escola Aula 2 Liderança e Comunidade Objetivos 1 Entender o que é liderança. 2 Conhecer quais as características de um líder. 3 Compreender os conceitos de comunidade. 4 Aprender

Leia mais

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT Proposta do CDG-SUS Desenvolver pessoas e suas práticas de gestão e do cuidado em saúde. Perspectiva da ética e da integralidade

Leia mais

FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA

FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA Fabiana de Jesus Oliveira União de Ensino do Sudoeste do Paraná fabiana@unisep.edu.br Diversas são as pesquisas que têm mostrado que o ensino encontra-se

Leia mais

RELATÓRIO DA OFICINA: COMO AGIR NA COMUNIDADE E NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO. Facilitadoras: Liliane Lott Pires e Maria Inês Castanha de Queiroz

RELATÓRIO DA OFICINA: COMO AGIR NA COMUNIDADE E NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO. Facilitadoras: Liliane Lott Pires e Maria Inês Castanha de Queiroz 1 RELATÓRIO DA OFICINA: COMO AGIR NA COMUNIDADE E NO DIA A DIA DO SEU TRABALHO Facilitadoras: Liliane Lott Pires e Maria Inês Castanha de Queiroz Contrato: AS.DS.PV.024/2010 Empresa: SENSOTECH ASSESSORAMENTO

Leia mais

O PORTFÓLIO ENQUANTO INSTRUMENTO DE REFLEXÃO DA PRÁTICA DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

O PORTFÓLIO ENQUANTO INSTRUMENTO DE REFLEXÃO DA PRÁTICA DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL O PORTFÓLIO ENQUANTO INSTRUMENTO DE REFLEXÃO DA PRÁTICA DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL Telma Maria Pereira dos Santos Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia UNEB e Pós-graduada em Educação

Leia mais

Como aconteceu essa escuta?

Como aconteceu essa escuta? No mês de aniversário do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, nada melhor que ouvir o que acham as crianças sobre a atuação em Educação Integral realizada pela Fundação Gol de Letra!! Conheça um

Leia mais

Para gostar de pensar

Para gostar de pensar Rosângela Trajano Para gostar de pensar Volume III - 3º ano Para gostar de pensar (Filosofia para crianças) Volume III 3º ano Para gostar de pensar Filosofia para crianças Volume III 3º ano Projeto editorial

Leia mais

podres mecanismo de seleção no acesso às escolas municipais de alto prestígio da cidade do Rio de Janeiro (CHAMARELLI, 2007a). Vale destacar que um

podres mecanismo de seleção no acesso às escolas municipais de alto prestígio da cidade do Rio de Janeiro (CHAMARELLI, 2007a). Vale destacar que um 1. Introdução Tomo consciência de mim, originalmente, através do outro: deles recebo a palavra, a forma e o tom que servirão à formação original da representação que terei de mim mesmo. (BAKHTIN, 1992,

Leia mais

COM CRIANÇAS INGRESSANTES NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA EXPERIÊNCIA POSSÍVEL NOS DIFERENTES MODOS DE ENSINAR

COM CRIANÇAS INGRESSANTES NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA EXPERIÊNCIA POSSÍVEL NOS DIFERENTES MODOS DE ENSINAR O USO DO BLOG COM CRIANÇAS INGRESSANTES NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA EXPERIÊNCIA POSSÍVEL NOS DIFERENTES MODOS DE ENSINAR Isnary Aparecida Araujo da Silva 1 Introdução A sociedade atual vive um boom da tecnologia,

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR?

ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? ESTUDAR E BRINCAR OU BRINCAR E ESTUDAR? O que dizem as crianças sobre o brincar e a brincadeira no 1 ano do Ensino Fundamental? Resumo JAIRO GEBIEN - UNIVALI 1 Esta pesquisa visa investigar os momentos

Leia mais

medida. nova íntegra 1. O com remuneradas terem Isso é bom

medida. nova íntegra 1. O com remuneradas terem Isso é bom Entrevista esclarece dúvidas sobre acúmulo de bolsas e atividadess remuneradas Publicada por Assessoria de Imprensa da Capes Quinta, 22 de Julho de 2010 19:16 No dia 16 de julho de 2010, foi publicada

Leia mais

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM GESTÃO ESCOLAR (Ênfase em Coordenação Pedagógica) PROJETO PEDAGÓGICO

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM GESTÃO ESCOLAR (Ênfase em Coordenação Pedagógica) PROJETO PEDAGÓGICO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM GESTÃO ESCOLAR (Ênfase em Coordenação Pedagógica) PROJETO PEDAGÓGICO Campo Limpo Paulista 2012 1 CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM GESTÃO ESCOLAR Marcos Legais Resolução

Leia mais

Dia_Logos. café teatral

Dia_Logos. café teatral café Café Teatral Para esta seção do Caderno de Registro Macu, a coordenadora do Café Teatral, Marcia Azevedo fala sobre as motivações filosóficas que marcam esses encontros. Partindo da etimologia da

Leia mais

RELATÓRIOS DAS OFICINAS: CUIDANDO DO CUIDADOR: CPPT CUNIÃ. Facilitadoras: Liliane Lott Pires e Maria Inês Castanha de Queiroz

RELATÓRIOS DAS OFICINAS: CUIDANDO DO CUIDADOR: CPPT CUNIÃ. Facilitadoras: Liliane Lott Pires e Maria Inês Castanha de Queiroz 1 RELATÓRIOS DAS OFICINAS: CUIDANDO DO CUIDADOR: CPPT CUNIÃ Facilitadoras: Liliane Lott Pires e Maria Inês Castanha de Queiroz Empresa: SENSOTECH ASSESSORAMENTO E REPRESENTAÇÕES LTDA 4ª Oficina Data: 31/07/2012

Leia mais

Região. Mais um exemplo de determinação

Região. Mais um exemplo de determinação O site Psicologia Nova publica a entrevista com Úrsula Gomes, aprovada em primeiro lugar no concurso do TRT 8 0 Região. Mais um exemplo de determinação nos estudos e muita disciplina. Esse é apenas o começo

Leia mais

DIREITOS HUMANOS, JUVENTUDE E SEGURANÇA HUMANA

DIREITOS HUMANOS, JUVENTUDE E SEGURANÇA HUMANA DIREITOS HUMANOS, JUVENTUDE E SEGURANÇA HUMANA FARIAS, Maria Lígia Malta ¹ SOUSA, Valéria Nicolau de ² TANNUSS, Rebecka Wanderley ³ Núcleo De Cidadania e Direitos Humanos/ PROEXT RESUMO O Projeto de Extensão

Leia mais

Pólos da Paz e Praças da Paz SulAmérica

Pólos da Paz e Praças da Paz SulAmérica A iniciativa O projeto Praças é uma iniciativa do Instituto Sou da Paz, em parceria com a SulAmérica, que promove a revitalização de praças públicas da periferia de São Paulo com a participação da comunidade

Leia mais

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento S. M. R. Alberto 38 Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento Solange Maria Rodrigues Alberto Pedagoga Responsável pelo

Leia mais

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros

Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Educação bilíngüe intercultural entre povos indígenas brasileiros Maria do Socorro Pimentel da Silva 1 Leandro Mendes Rocha 2 No Brasil, assim como em outros países das Américas, as minorias étnicas viveram

Leia mais

RELATÓRIO FINAL ALFABETIZAÇÃO 2010

RELATÓRIO FINAL ALFABETIZAÇÃO 2010 RELATÓRIO FINAL ALFABETIZAÇÃO 2010 Débora Rana Introdução Participar da seleção do Prêmio Victor Civita, pela segunda vez, é uma experiência bastante interessante, pois permite estabelecer relações entre

Leia mais

FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES

FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias dezembro/2006 página 1 FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES Bernardete Gatti: o país enfrenta uma grande crise na formação de seus professores em especial, de alfabetizadores.

Leia mais

O USO DE TECNOLOGIAS NAS AULAS DE MATEMÁTICA E CRENÇAS SOBRE A SUA APRENDIZAGEM

O USO DE TECNOLOGIAS NAS AULAS DE MATEMÁTICA E CRENÇAS SOBRE A SUA APRENDIZAGEM O USO DE TECNOLOGIAS NAS AULAS DE MATEMÁTICA E CRENÇAS SOBRE A SUA APRENDIZAGEM Justificativa ABREU,Tamires de Sá 1 BARRETO, Maria de Fátima Teixeira² Palavras chave: crenças, matemática, softwares, vídeos.

Leia mais

Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos. Quem sou eu? Dinâmica de Apresentação para Grupo de Jovens

Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos. Quem sou eu? Dinâmica de Apresentação para Grupo de Jovens Disponível no site Esoterikha.com: http://bit.ly/dinamicas-para-jovens Dinâmicas para Jovens - Brincadeiras para Jovens Atividades para grupos As dinâmicas de grupo já fazem parte do cotidiano empresarial,

Leia mais

Gêneros discursivos no ciclo da alfabetização 1º ao 3º ano do ensino fundamental

Gêneros discursivos no ciclo da alfabetização 1º ao 3º ano do ensino fundamental Gêneros discursivos no ciclo da alfabetização 1º ao 3º ano do ensino fundamental Não se aprende por exercícios, mas por práticas significativas. Essa afirmação fica quase óbvia se pensarmos em como uma

Leia mais

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior.

Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Fragmentos do Texto Indicadores para o Desenvolvimento da Qualidade da Docência na Educação Superior. Josimar de Aparecido Vieira Nas últimas décadas, a educação superior brasileira teve um expressivo

Leia mais

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE OUTUBRO DE 2012 EREM JOAQUIM NABUCO

RELATÓRIO DE TRABALHO DOCENTE OUTUBRO DE 2012 EREM JOAQUIM NABUCO UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO PIBID PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA CÍCERO WILLIAMS DA SILVA EMERSON LARDIÃO DE SOUZA MARIA DO CARMO MEDEIROS VIEIRA ROBERTO GOMINHO DA SILVA

Leia mais

Projeto - Mães empreendedoras: Minha mãe, nossas mães

Projeto - Mães empreendedoras: Minha mãe, nossas mães Projeto - Mães empreendedoras: Minha mãe, nossas mães A proposta a seguir refere-se a um Projeto Didático (PD) elaborado para trabalhar com as crianças do 1º e 2º períodos da Educação Infantil (4 e 5 anos

Leia mais

Avaliação-Pibid-Metas

Avaliação-Pibid-Metas Bolsista ID: Claines kremer Avaliação-Pibid-Metas A Inserção Este ano o reingresso na escola foi diferente, pois já estávamos inseridas na mesma há praticamente um ano. Fomos bem recepcionadas por toda

Leia mais

PLANEJAMENTO DEMOCRÁTICO COM CRIANÇAS 0 A 3 ANOS

PLANEJAMENTO DEMOCRÁTICO COM CRIANÇAS 0 A 3 ANOS IX Encontro Internacional do Fórum Paulo Freire Tema Geral: Caminhos de emancipação para além da crise: Resgatando temas geradores do pensamento educativo e social de Paulo Freire Eixo 2 - Educação - O

Leia mais

Experiência na formação de estudantes do curso profissionalizante normal

Experiência na formação de estudantes do curso profissionalizante normal Experiência na formação de estudantes do curso profissionalizante normal Vanessa Fasolo Nasiloski 1 Resumo O presente texto tem como objetivo central relatar a experiência de ensino desenvolvida com os

Leia mais

Como a comunicação e a educação podem andar de mãos dadas 1

Como a comunicação e a educação podem andar de mãos dadas 1 Como a comunicação e a educação podem andar de mãos dadas 1 Entrevista com Ricardo de Paiva e Souza. Por Flávia Gomes. 2 Flávia Gomes Você acha importante o uso de meios de comunicação na escola? RICARDO

Leia mais

SERÁ QUE É POR ESSE CAMINHO? 1

SERÁ QUE É POR ESSE CAMINHO? 1 SERÁ QUE É POR ESSE CAMINHO? 1 Gisela do Carmo Lourencetti - PPG Educação Escolar/ UNESP Araraquara Maria da Graça Nicoletti Mizukami - PPGE/ Universidade Federal de São Carlos. Introdução A literatura

Leia mais

IV EDIPE Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino 2011 A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

IV EDIPE Encontro Estadual de Didática e Prática de Ensino 2011 A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL A IMPORTÂNCIA DAS ARTES NA FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL Marília Darc Cardoso Cabral e Silva 1 Tatiane Pereira da Silva 2 RESUMO Sendo a arte uma forma do ser humano expressar seus sentimentos,

Leia mais

OS SABERES DOS PROFESSORES

OS SABERES DOS PROFESSORES OS SABERES DOS PROFESSORES Marcos históricos e sociais: Antes mesmo de serem um objeto científico, os saberes dos professores representam um fenômeno social. Em que contexto social nos interessamos por

Leia mais

GUIA DE SUGESTÕES DE AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

GUIA DE SUGESTÕES DE AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA GUIA DE SUGESTÕES DE AÇÕES PARA IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO NAs REDES MUNICIPAIS DE ENSINO SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS

Leia mais

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento Jéssica Albino 1 ; Sônia Regina de Souza Fernandes 2 RESUMO O trabalho

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA PIBID ESPANHOL

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA PIBID ESPANHOL PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA PIBID ESPANHOL A língua espanhola na Educação Básica A implantação da língua espanhola por meio da lei federal 11.161, que diz respeito à sua oferta

Leia mais

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES

RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES RODA DE CONVERSA SOBRE PROFISSÕES Kátia Hatsue Endo Unesp hatsueendo@yahoo.com.br Daniela Bittencourt Blum - UNIP danibittenc@bol.com.br Catarina Maria de Souza Thimóteo CEETEPS - catarinamst@netonne.com.br

Leia mais

EDUCAÇÃO ALGÉBRICA, DIÁLOGOS E APRENDIZAGEM: UM RELATO DO TRABALHO COM UMA PROPOSTA DIDÁTICA 1

EDUCAÇÃO ALGÉBRICA, DIÁLOGOS E APRENDIZAGEM: UM RELATO DO TRABALHO COM UMA PROPOSTA DIDÁTICA 1 EDUCAÇÃO ALGÉBRICA, DIÁLOGOS E APRENDIZAGEM: UM RELATO DO TRABALHO COM UMA PROPOSTA DIDÁTICA 1 Claudemir Monteiro Lima Secretária de Educação do Estado de São Paulo claudemirmonteiro@terra.com.br João

Leia mais

REGULAMENTO DESAFIO CRIATIVOS DA ESCOLA

REGULAMENTO DESAFIO CRIATIVOS DA ESCOLA REGULAMENTO DESAFIO CRIATIVOS DA ESCOLA O Desafio Criativos da Escola é um concurso promovido pelo Instituto Alana com sede na Rua Fradique Coutinho, 50, 11 o. andar, Bairro Pinheiros São Paulo/SP, CEP

Leia mais

Análise dos dados da Pesquisa de Clima Relatório

Análise dos dados da Pesquisa de Clima Relatório Recursos Humanos Coordenação de Gestão de Pessoas Pesquisa de Clima Análise dos dados da Pesquisa de Clima Relatório Introdução No dia 04 de Agosto de 2011, durante a reunião de Planejamento, todos os

Leia mais

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL DICA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO INFANTIL 1. TÍTULO DO PROGRAMA Balinha e Dentinho. 2. EPISÓDIO TRABALHADO Leite, O Meu Melhor Amigo. 3. SINOPSE DO EPISÓDIO ESPECÍFICO Leite, O Meu Melhor Amigo é um episódio da

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE CULTURA DAS PESSOAS COMO UM DOS FATORES DE SUCESSO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE CULTURA DAS PESSOAS COMO UM DOS FATORES DE SUCESSO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE CULTURA DAS PESSOAS COMO UM DOS FATORES DE SUCESSO DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Elisa Maçãs IDÉIAS & SOLUÇÕES Educacionais e Culturais Ltda www.ideiasesolucoes.com 1

Leia mais

O TRABALHO COM GÊNEROS TEXTUAIS NA SALA DE AULA UNIDADE 5 ANO 2

O TRABALHO COM GÊNEROS TEXTUAIS NA SALA DE AULA UNIDADE 5 ANO 2 O TRABALHO COM GÊNEROS TEXTUAIS NA SALA DE AULA UNIDADE 5 ANO 2 O TRABALHO COM GÊNEROS TEXTUAIS NA SALA DE AULA INICIANDO A CONVERSA APROFUNDANDO O TEMA Por que ensinar gêneros textuais na escola? Registro

Leia mais

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas

11 a 14 de dezembro de 2012 Campus de Palmas ESTUDO DO TERMO ONOMA E SUA RELAÇÃO COM A INTERDISCIPLINARIDADE NOS PARÂMETROS CURRICULARES DO ENSINO FUNDAMENTAL DA GEOGRAFIA NA PERSPECTIVA DA ONOMÁSTICA/TOPONÍMIA Verônica Ramalho Nunes 1 ; Karylleila

Leia mais

A PRÁTICA DE MONITORIA PARA PROFESSORES EM FORMAÇÃO INICIAL DE LÍNGUA INGLESA DO PIBID

A PRÁTICA DE MONITORIA PARA PROFESSORES EM FORMAÇÃO INICIAL DE LÍNGUA INGLESA DO PIBID A PRÁTICA DE MONITORIA PARA PROFESSORES EM FORMAÇÃO INICIAL DE LÍNGUA INGLESA DO PIBID Victor Silva de ARAÚJO Universidade Estadual da Paraiba sr.victorsa@gmail.com INTRODUÇÃO A monitoria é uma modalidade

Leia mais

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça.

coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - u s a r Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. coleção Conversas #17 - DEZEMBRO 2014 - Sou so profes r a, Posso m a s n ão parar d aguento m e ai ensinar s? d a r a u la s Respostas perguntas para algumas que podem estar passando pela sua cabeça. A

Leia mais

Projeto Lendo desde Pequeninos : Uma Biblioteca na Escola de Educação Infantil

Projeto Lendo desde Pequeninos : Uma Biblioteca na Escola de Educação Infantil Projeto Lendo desde Pequeninos : Uma Biblioteca na Escola de Educação Infantil - Justificativa: O projeto Lendo desde Pequeninos : Uma Biblioteca na Escola de Educação Infantil iniciou no segundo semestre

Leia mais

JOSANE BATALHA SOBREIRA DA SILVA APROXIMANDO CULTURAS POR MEIO DA TECNOLOGIA

JOSANE BATALHA SOBREIRA DA SILVA APROXIMANDO CULTURAS POR MEIO DA TECNOLOGIA JOSANE BATALHA SOBREIRA DA SILVA APROXIMANDO CULTURAS POR MEIO DA TECNOLOGIA Valinhos, setembro de 2014 1 JOSANE BATALHA SOBREIRA DA SILVA APROXIMANDO CULTURAS POR MEIO DA TECNOLOGIA Relato do Projeto

Leia mais

Projeto recuperação paralela Escola Otávio

Projeto recuperação paralela Escola Otávio Projeto recuperação paralela Escola Otávio Público alvo: alunos com dificuldade ou defasagem de aprendizagem do Ensino Fundamental do 3º ano acima que estudam na Escola Otávio Gonçalves Gomes. Duração:

Leia mais

Universidade Estadual de Londrina

Universidade Estadual de Londrina Universidade Estadual de Londrina Josiane de Freitas Santos Relatório de Estágio em Educação Infantil Londrina 2010 1 Josiane de Freitas Santos Relatório de Estágio em Educação Infantil Relatório final

Leia mais

Rio de Janeiro, 5 de junho de 2008

Rio de Janeiro, 5 de junho de 2008 Rio de Janeiro, 5 de junho de 2008 IDENTIFICAÇÃO Meu nome é Alexandre da Silva França. Eu nasci em 17 do sete de 1958, no Rio de Janeiro. FORMAÇÃO Eu sou tecnólogo em processamento de dados. PRIMEIRO DIA

Leia mais