RESUMOS APROVADOS ANPAE/RJ EIXO 4: FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

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1 RESUMOS APROVADOS ANPAE/RJ EIXO 4: FORMAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO 1. VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA: DETERMINAÇÕES LEGAIS E O CONTEXTO DO MUNICÍPIO DE NITERÓI Carolina Barros Pimenta Mestranda em Educação pela Universidade Federal Fluminense. Bolsista da Capes. Maria de Fátima Barros Pimenta Mestre em educação pela Universidade Federal Fluminense. Membro do Conselho Municipal de Educação de Niterói & Professora e coordenadora do curso de graduação em Pedagogia Unilasalle.

2 RESUMO: Historicamente, a Educação Básica no Brasil se caracteriza pela descontinuidade de ações governamentais e a consequente desvalorização dos profissionais de Educação. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96 prevê que os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da Educação assegurando-lhes (...) V - período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído na carga de trabalho. Com base em dados do Plano de Ações Articuladas (PAR), do Ministério da Educação, mais da metade dos municípios brasileiros ainda não possuem plano de cargos, carreira e salários (PCCS). Dessa forma, elege-se Niterói para verificar avanços ocorridos, após homologação pelo então Ministro da Educação do Parecer nº18/2012, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que reexaminando o Parecer CNE/CEB nº 09/2012, dispôs sobre a implementação da jornada de trabalho dos profissionais do magistério público da educação básica, conforme estabelecido na Lei n , de Neste estudo, busca-se na história da educação apontar os determinantes que contribuíram para a desvalorização desses profissionais, a partir da primeira Lei de Diretrizes e Bases nº 4.024/61 até a atualidade; bem como ainda, analisar a política de valorização do profissional de Educação Básica da Rede Municipal de Educação de Niterói, implementada a partir da reestruturação do PCCS, através de estudo de comissão representativa da sociedade organizada, constituída para este fim. Assim sendo, buscase depreender que a valorização dos profissionais de Educação está afeta ao emprego das políticas públicas que atendam às transformações requeridas pela sociedade. Palavras-chave: História da Educação. Valorização do profissional de Educação. Políticas públicas.

3 2. CARA TUTORA... : ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE AS RELAÇÕES CONSTRUÍDAS NO AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM Lydia Passos Bispos Wanderley Universidade do Estado do Rio de Janeiro FFP Linha de Pesquisa: A participação das tecnologias da informação e da comunicação na formação de sujeitos e subjetividades Resumo: A proposta deste artigo é iniciar algumas reflexões sobre as relações construídas na Educação a Distância e os processos formativos de seu ambiente virtual de aprendizagem. Objetivamos, a partir da minha experiência como docente online em um curso de graduação semipresencial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/Universidade Aberta do Brasil, no Consórcio CEDERJ, problematizar a EaD e seu contexto, levantando três questões que norteiam a discussão aqui proposta: que Educação a Distância estou construindo? Como nossas relações no ambiente virtual de aprendizagem são construídas? O que nos faz os docentes que somos? Visando arriscar responder as perguntas levantadas, proponho no texto, analisar duas mensagens enviadas por um aluno do curso em que atuo, trazendo à reflexão o processo de virtualização que vivenciamos no nosso cotidiano e a prática pedagógica do docente online que é desafiado a romper com o rótulo de tutor. O texto se propõe a pensar cuidadosamente a importância do outro na nossa formação e como essas relações nos afetam. Contudo, as observações e reflexões desenvolvidas nos despertam para as fragilidades das relações construídas nesta sociedade que enfrenta o capitalismo tardio. A proposta do trabalho não é de forma alguma contradizer autores ou atores do cotidiano na EaD, mas refletir e avaliar o caminho que estamos traçando para a formação e compreender que cabe ao docente online pensar a formação para além do conteúdo e ao aluno olhar para seu processo formativo percebendo as relações como parte dele. Palavras chave: EaD, Processos Formativos, Docência online.

4 3. INVESTIGANDO CONCEPÇÕES DE FORMAÇÃO CONTINUADA NO CONTEXTO DO PNAIC Luciana Izis Silva de Abreu UERJ/ FEBF Sonia Regina Mendes dos Santos UERJ/FEBF Resumo: O presente estudo analisa as bases teórico-conceituais das proposições do Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (PNAIC) sobre a formação continuada de professores. Formação necessária, não só pelos desafios frente à complexidade do processo ensino-aprendizagem, mas, sobretudo, pelos dilemas vividos e a busca de equilíbrio entre os múltiplos fatores que fazem parte das problemáticas do seu cotidiano. A escola se fundamenta na interação cotidiana entre alunos e professores e sem estas a escola faz sentido. As interações se estruturam no processo de trabalho em que o docente é um interpretador de situações que ele não só soluciona como também reveste de sentidos. É preciso pensar nos desafios cotidianos do trabalho docente para definir as concepções e estratégias de formação continuada. Mais do que trazer novas aprendizagens, ela deve possibilitar ao professor se tornar um pesquisador reflexivo, capaz de enfrentar problemáticas em contextos singulares, desenvolvendo uma melhor perspectiva sobre a realidade do seu trabalho, o movimento de reflexão pressupõe um docente que possui papel ativo de liderança. Em geral, as propostas de formação em serviço assumem o compromisso de formar professores para uma ação reflexiva. Nesse estudo qualitativo pautado nos documentos produzidos para o PNAIC pretende-se, a partir do entrelaçamento com as contribuições advindas de pesquisas recentes sobre a formação e trabalho docente, analisar os aspectos presentes na concepção e gestão do PNAIC. A formação docente em serviço nas séries iniciais é algo complexo: em geral os professores têm uma formação inicial precarizada, seu trabalho é desvalorizado e realizado em péssimas condições. Entendemos que, mais do que melhorar os resultados do IDEB, esta formação deve buscar entender a complexidade do trabalho docente,

5 além de capacitar os professores para buscar soluções para as problemáticas que as escolas vivem, entendendo que elas são específicas de cada comunidade escolar. Palavras-chave: Formação em serviço. PNAIC. Trabalho docente. 4. A CONSTRUÇÃO DE SABERES DOCENTES NO CAMPO DE ESTÁGIO: DESAFIOS PASSADO E PRESENTE Autora: Edalma Ferreira Paes Instituto Federal Fluminense IFF Grupo de Pesquisa- AULA (Universidade Estadual de Campinas UNICAMP) Resumo: A presente pesquisa em andamento tem como objetivo problematizar a realização do estágio supervisionado nos cursos de licenciatura, como espaço potencializador na construção de saberes pertinentes ao exercício da docência, relacionando o saber com os condicionantes identitários e sociais. As inquietações e questionamentos trazidos pelos estagiários motivaram a elaboração desta pesquisa. O contexto de desafios que vêm escrevendo a história da docência no Brasil atrai para si o debate sobre a formação, com destaque para o desenvolvimento do estágio, por ser este o eixo articulador entre instituição formadora e campo de atuação tornando-se espaço fecundo para a construção de novos saberes. A metodologia utilizada se assenta na abordagem qualitativa de cunho etnográfico, realizada através de entrevistas estruturadas e semi-estruturadas, conversas informais e análises de relatórios de docentes em formação do 1º, 5º e 8º períodos e egressos dos cursos de licenciatura em geografia, ciências da natureza e matemática do Instituto Federal Fluminense (IFF), Câmpus Campos-Centro. Os dados coletados desde 2013 estão sendo analisados à luz de estudos de teóricos que vêm discutindo a temática saberes docentes. Das análises já

6 realizadas, pode-se depreender que a compreensão esvaziada do significado de estágio supervisionado, a desarticulação entre as disciplinas estruturadas como específicas e pedagógicas e a realização deste componente curricular, se fragmentam no cenário de formação. Mesmo sendo esta uma realidade histórica, ainda impacta de maneira contraproducente a formação, especialmente a construção de saberes. Palavras-chave: Formação de professores; estágio; saberes. 5. PERCEPÇÕES SOBRE A RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA DA FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA UERJ: RELATOS DE PARTICIPANTES Helena Amaral da Fontoura 1 Professora Associada da Faculdade de Formação de Professores/UERJ. RESUMO: A universidade é um espaço fundamental na formação de professores. Buscamos na Faculdade de Formação de Professores da UERJ (FFP/UERJ) formar professores conscientes da e na sua prática. Essa concepção se baseia em diferentes dimensões: o saber conhecimentos específicos ; o saber ser o ato educativo ; e o saber tornar-se o saber crítico desenvolvido a partir da experiência. Trazemos parte dos resultados da pesquisa sobre o curso de extensão oferecido na Faculdade de Formação de Professores (FFP/UERJ), inicialmente para egressos de Pedagogia, mas que foi se ampliando para os que se interessassem pelo trabalho de formação. O recorte selecionado se refere a uma análise dos relatos avaliando a experiência vivida, discutindo os temas emergentes à luz de propostas de formação continuada como política pública e não como iniciativa individual ou de um grupo específico. Buscamos pistas para aprimorar esta atividade de formação desenvolvida em nossa unidade,

7 contribuindo para formar professores mais conscientes de que sua história também os faz os professores que estão vindo a ser. Utilizamos a narrativa como método, apoiados em Souza e Josso, por apostarmos em seu papel central no desenvolvimento pessoal e profissional. Através de contar, escrever e ouvir experiências, tanto suas como de outros, vamos construindo percursos e processos coletivos, descobrindo potências do fazer docente transformador que talvez ainda não soubéssemos. Trazemos como pano de fundo o estudo sobre políticas docentes no Brasil de Gatti, Barreto e André, entrelaçando as falas de nossos sujeitos com dados do estudo apresentado pelas autoras, com vistas a refletir sobre possibilidades e desafios de um trabalho desenvolvido com e para professores atuando nas redes públicas que buscam apoio na Universidade para sua tarefa na escola básica. Afirmamos que cabe à sociedade como um todo e aos responsáveis pela elaboração de políticas públicas federais, estaduais e municipais buscarem assegurar espaços de formação de profissionais para a educação que se preocupem em todos os níveis com a importância de sua tarefa, conscientes de que suas experiências não são apenas individuais, mas repercutem coletivamente na promoção dos que se utilizam das escolas para ocuparem seus devidos lugares na sociedade. Palavras-chave: Residência Pedagógica; Formação de Professores; Políticas Públicas. 6. A IMPORTÂNCIA DO PIBID NA FORMAÇÃO DOS LICENCIANDOS DE PEDAGOGIA: UM DIÁLOGO POSSÍVEL COM AS SEXUALIDADES Johnny Chaves de Oliveira Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Bolsista do PIBID em Pedagogia financiado pela CAPES.

8 Resumo: O presente trabalho tem por objetivo problematizar as experiências e reflexões dos licenciandos de pedagogia, decorrentes dos encontros realizadas ao longo de um semestre numa escola municipal da baixada fluminense do Rio de Janeiro, integrante do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID). O programa tem como intuito articular a teoria acadêmica e a prática educacional, pautando a valorização do magistério e a formação continuada dos docentes na educação básica. Os encontros foram estruturados por meio da metodologia da roda de conversas e da produção artística dos estudantes, visando compreender os pontos de vista e as relações existentes entre (in)disciplina e sexualidades, reinventando a maneira desses pequeninos se relacionarem com a escola, com o próprio corpo e com as outras pessoas de diferentes gêneros sexuais. A partir das observações e análises foi possível problematizar as relações entre adultos e crianças do 4º ano escolar considerando a perspectiva da criança como protagonista desse processo de audição e examinando-as à luz das forças assimétricas de poder e da (in)disciplina institucionalizadas no cotidiano escolar. Evidenciou-se nas narrativas colhidas e nas representações estéticas produzidas que as dificuldades iniciais de aprendizagem apresentadas por 7 (sete) estudantes bagunceiros coexistiam com a emergência de questões sexuais, étnicas e de participação cidadã na sociedade. Dessa forma, apontou-se o dilema da ausência de um espaço dialógico para abordar nos espaços formais tais temas transversais previstos nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), mas que são silenciados, reprimidos ou vigiados pela falsa função social da escola diante do fracasso escolar. Palavras Chave: Valorização do magistério, sexualidade, fracasso escolar.

9 7. O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS PROFESSORES E O USO DA PEDAGOGIA DA COOPERAÇÃO NO ENSINO DE CIÊNCIAS NAS ESCOLAS Claudia Almada Leite (FFP-UERJ) 1 Helena Amaral da Fontoura (FFP-UERJ) 2 Maria da Conceição da Silva Barros de Souza (Colégio Pedro II) 3 RESUMO: A Pedagogia da Cooperação é um conjunto de princípios, processos, procedimentos e práticas, que podem orientar o profissional de educação que pretenda trabalhar na linha da aprendizagem cooperativa. Esta, por sua vez, é aquela em que os objetivos são comuns, as ações compartilhadas, e os resultados benéficos para todos, propiciando a formação do sujeito cooperativo, pois trabalha com metodologias que motivam e desenvolvem a integração e cooperação. Entre os documentos que regem a educação brasileira, os Parâmetros Curriculares Nacionais apresentam nos seus Temas Transversais, como objetivos do ensino fundamental, que os alunos sejam capazes de compreender a cidadania como participação social e política e tenham, no dia a dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito. Neste sentido, é objetivo deste trabalho, refletir sobre a aplicação da Pedagogia da Cooperação na prática docente do ensino de Ciências nas escolas. A Pedagogia da Cooperação possui quatro princípios: coexistência, comvivência, cooperação e comum-unidade. Além dos princípios, apontamos neste trabalho as seis práticas da Pedagogia da Cooperação, que são: Fazer com-tato; Estabelecer comtrato; Compartilhar in-quieta-ações; Fortalecer alianças e parcerias; Reunir soluções como-uns; Praticar a trans-forma-ação. Focamos na possibilidade do uso dos Jogos cooperativos e da CNV, como metodologias da Pedagogia da Cooperação que podem ser aplicadas pelos professores de Ciências na sua prática docente em sala de aula, para desenvolver a criação, a contribuição e a participação de todos, visando às metas coletivas e não individuais, com o intuito de desenvolver atitudes de empatia, 1 Mestranda do Programa de Pós-graduação Mestrado em Educação- processos formativos e desigualdades sociais. Faculdade de Formação de Professores UERJ. 2 Docente do Programa de Pós-graduação Mestrado em Educação- processos formativos e desigualdades sociais. Faculdade de Formação de Professores UERJ. 3 Docente do Colégio Pedro II e Mestre em Políticas Públicas e Formação Humana. Programa de Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ.

10 cooperação, estima e comunicação. Esta pesquisa se fundamenta nos conceitos Pedagogia da Cooperação e Jogos cooperativos de Brotto, e de Vivência e Zona de Desenvolvimento Proximal de Vigotski (ZPD). Contamos também com as contribuições de Maturana sobre aceitação mútua e cooperação, Rosenberg sobre Comunicação nãoviolenta (CNV), e García sobre Desenvolvimento Profissional Docente. Buscamos contribuir para ampliar as concepções de ensino de Ciências referenciadas em práticas docentes cooperativas e participativas. Palavras-chave: Pedagogia da Cooperação; Zona de Desenvolvimento Proximal; Desenvolvimento Profissional dos Professores; Ensino de Ciências. 8. O PROGRAMA DE LICENCIATURAS INTERNACIONAIS NO CENÁRIO DA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES Tatiana Leite da Silva Pessoa/UFF Iduina Mont Alverne Chaves/UFF Resumo: Esta pesquisa vem sendo desenvolvida com o objetivo de compreender a formação inicial de professores em intercâmbio entre universidades brasileiras e universidades portuguesas, no âmbito do Programa Licenciaturas Internacionais (PLI) CAPES/MEC. Nos últimos anos, o Ministério da Educação (MEC) tem investido em uma série de ações no intuito de elevar a qualidade do ensino nos cursos de licenciatura e aumentar a adesão ao magistério. O PLI se insere neste contexto com o propósito de apoiar projetos de melhoria do ensino e da qualidade na formação inicial de professores, em diversas áreas, estimulando o intercâmbio de estudantes de licenciaturas, em nível de graduação sanduíche com universidades portuguesas. Esta pesquisa assume o referencial teórico-metodológico da Sócio-Antropologia das Organizações e da Educação, de Paula Carvalho que está calcada nos princípios da Epistemologia da Complexidade, de Edgar Morin; na Antropologia do Imaginário, de Gilbert Durand e na

11 Sociologia do Cotidiano, de Michel Maffesoli. Considerando a cultura como modos de pensar, sentir e agir analiso tanto os aspectos patentes (norma) quanto os aspectos latentes (vida) das experiências de formação vividas pelos licenciandos das Universidades Públicas do Estado do RJ envolvidos no PLI. Neste contexto, é importante compreender como os futuros professores têm vivido/percebido a experiência de se formar em intercâmbio, mesclando saberes e culturas. Para este trabalho serão apresentadas as questões referentes à dinâmica organizacional do PLI. Palavras-chave: Formação de Professores Intercâmbio - Complexidade 9. A VOZ DOS PROFESSORES: CONTRIBUIÇÕES PARA PROJETOS DE FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DE PROFESSORES Esther Hermes Lück - UFF Fernando Igor Pinho Pinto - UFF Resumo: Sem perder de vista o contexto nacional das políticas e das práticas na formação de professores em geral, e a dos gestores escolares em especial, o presente trabalho se insere na discussão sobre a base comum nacional para as licenciaturas, trazendo para a reflexão dados obtidos em pesquisa realizada junto aos gestores das redes públicas de ensino dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo que participam do curso de especialização MBA Gestão Empreendedora Educação, oferecido pela Universidade Federal Fluminense, em modalidade semipresencial, por meio de um convênio tripartite com o SESI-RJ e SESI-SP e os governos dos Estados respectivos. O

12 objetivo deste trabalho é demonstrar quais conteúdos oferecidos pelo curso os alunos consideram fundamentais para a sua prática e trazer a luz elementos interessantes que podem ser considerados pelas instituições formadoras na constituição dos projetos pedagógicos dos cursos de formação inicial e continuada de professores, preservando a autonomia que lhes é conferida, assim como incorporados pelas diretrizes que sugerem a base comum nacional. Parte-se da premissa que as competências em gestão educacional não se limitam à professores que almejam ou que atuam na direção de escola. São competências necessárias a todos os professores e devem ser trabalhadas na formação inicial, considerando que a prática de todo professor envolve a gestão de tempos e espaços educacionais diversificados. Além disso, todo docente deve ser capaz de participar da elaboração, do planejamento, da coordenação e do controle de políticas públicas, de conhecer os métodos de pesquisa que contribuem para a análise, avaliação e aplicação dos resultados visando a melhoria da qualidade da educação oferecida. Esta premissa está relacionada com o fortalecimento da profissionalidade docente, a qual se constitui pela autonomia diante de seu trabalho e pela responsabilidade que assume em relação a sua permanente formação, aprendendo e refletindo sobre suas práticas. Palavras chave: Formação de professores, Base comum para Licenciaturas, Educação Continuada, Avaliação. 10. A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA: DIRETRIZES CURRICULARES E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM CURSOS DE LICENCIATURAS NO BRASIL Marcia Lisbôa Costa de Oliveira (UERJ - FFP)

13 Lúcia Helena Abreu Eletério (UNESA - RJ) (Membro integrante do GRUPPE/UFF) RESUMO: Considerando a necessidade de maior atenção à formação de professores para a educação básica, este trabalho objetiva propor caminhos para a reformulação das práticas pedagógicas desenvolvidas nos cursos de licenciatura no Brasil, concebendo-os como espaços de formação profissional. A pesquisa fundamenta-se na concepção de prática como elemento essencial na formação de docentes, enfatizando o papel do conceito de habitus na constituição da identidade e das rotinas de trabalho desses profissionais. Discute-se a necessidade de modificação nos currículos de formação e no habitus dos formadores, que configura um currículo implícito, para, num processo de simetria invertida, garantir-se a disponibilização de modelos de ação mais centrados na aprendizagem do aluno. Parte-se da análise de documentos legais que estabelecem normas para a organização curricular dos cursos de licenciatura no Brasil, identificando os princípios e os pressupostos do preparo para o exercício profissional específico neles presentes. Na análise do corpus, constituído pelas diretrizes curriculares dos cursos de Pedagogia, Letras, Matemática, Ciências Biológicas, Geografia e História, tenta-se compreender o modo como cada um desses documentos incorpora as proposições formuladas nas Diretrizes Nacionais para a Formação de Docentes para a Educação Básica (Resolução CNE/CP n.1/2002). A preocupação central desse estudo é perceber a natureza da prática no discurso oficial sobre os currículos das licenciaturas e refletir sobre o papel dos formadores. Na maioria das diretrizes analisadas, percebe-se o silêncio ou o truncamento conceitual de aspectos fundamentais na profissionalização docente, entre os quais se destacam o estágio supervisionado e a prática como componente curricular, além da ausência na definição de competências e saberes específicos para a docência. Essa lacuna discursiva que se constata nos pareceres e resoluções que regulam o funcionamento dos cursos de licenciaturas contribui para o afastamento entre a formação inicial de docentes e o território escolar, caracterizando uma formação em que prevalece a teoria. Dessa forma, os licenciandos não vivenciam experiências que lhes permitam constituir sua identidade profissional. Entendemos que

14 os currículos dos cursos de Licenciaturas precisam favorecer o desenvolvimento de conhecimentos teóricos e pedagógicos e de competências específicas para a docência, além de formar profissionais abertos à pluralidade e à transformação, para que estejam aptos a lidar com a complexidade dos sistemas educacionais contemporâneos. A definição clara dos saberes e competências profissionais nas diretrizes curriculares de cada curso seria fundamental para a mudança efetiva desse paradigma. Palavras Chave: Formação docente, prática pedagógica, currículo. 11. DESAFIOS E CONQUISTAS NA FORMAÇÃO EM SERVIÇO DE PROFISSIONAIS DE CRECHE Ana Rosa Costa Picanço Moreira UFJF Jéssica Aparecida Ferreira UFJF Letícia de Souza Duque UFJF Grupo de pesquisa LEFoPI/UFJF Agência financiadora: PROPESQ/UFJF/CNPQ Resumo: A formação em serviço de professores da Educação Infantil, especialmente daqueles que trabalham com crianças de idades até 3 anos, apresenta-se como uma questão urgente e crucial quando pensamos na qualidade das creches brasileiras. Dentre as questões que emergem no cotidiano dessa instituição, a organização dos espaços tem sido a temática central do Grupo de Estudos Ambientes da Infância (GRUPAI/UFJF), que desenvolve projetos articulados à formação em serviço dos profissionais de creche norteado pela dimensão política e pedagógica das ações investigativas. Este trabalho

15 tem o objetivo de discutir uma pesquisa-intervenção realizada em uma creche municipal de Juiz de Fora (MG) durante os meses de abril a novembro de A referência teórico-metodológica é a perspectiva histórico-cultural do desenvolvimento infantil e de meio/espaço/ambiente, assentada no pensamento de Lev Vigotski e Henri Wallon. Entendemos a relação ambiente-pessoa como simbólica e histórica na qual são produzidos significados e sentidos que afetam o desenvolvimento infantil e as práticas pedagógicas da creche. Assim, buscamos conhecer e problematizar com as educadoras dos 7 agrupamentos o planejamento e a organização dos ambientes de referência (salas de atividades), refletindo coletivamente sobre a participação das crianças nesse processo e favorecendo a construção de um olhar atento e sensível às demandas e aos interesses das crianças. Acreditamos que as crianças, desde muito cedo, ressignificam os ambientes que lhes são ofertados e os transformam produzindo novos ambientes. Os dados foram produzidos a partir de observações participantes, fotografias e sessões reflexivas, que são contextos de discussão. As sessões reflexivas abrangeram análises de fotos, discussão de textos e reflexões sobre os modos de organização espacial das salas. A análise dos dados revelou a existência do descompasso ente os discursos e as ações das educadoras sobre a organização espacial. Ou seja, enquanto as falas expressavam a valorização dos aspectos físicos do ambiente no cuidado e educação das crianças, os ambientes apresentavam-se precariamente organizados com pouca ou nenhuma participação das crianças. Evidenciamos arranjos espaciais nas salas dos agrupamentos de 2 e 3 anos compostos principalmente por mobiliário escolar (mesas e cadeiras) reservando pouco espaço para cantinhos construídos a partir dos interesses das crianças. Os resultados sugerem que ações de intercâmbio e colaboração entre a universidade e as creches mediante pesquisas dessa natureza podem contribuir significativamente para as políticas de formação e a transformação crítica de práticas naturalizadas na creche. Palavras chave: formação em serviço; educação infantil; ambiente.

16 12. FORMAÇÃO E CULTURA(S): REFLEXÕES, SOBRE AS POSSIBILIDADES DE EDUCAÇÃO EMANCIPATÓRIA, A PARTIR DE FALAS DE PROFESSORAS DO ENSINO BÁSICO Nádia Cristina de Lima Rodrigues. Faculdade de Formação de professores - UERJ Resumo: O presente artigo traz uma reflexão acerca da formação de professoras do primeiro segmento do ensino fundamental. A pesquisa está sendo desenvolvida na Escola Estadual Municipalizada Bom Jardim (local da investigação) que se localiza na área rural do município de Cachoeiras de Macacu na região noroeste do estado do Rio de Janeiro com a colaboração das duas professoras que lá atuam. A escola é organizada sob o regime de classes multisseriadas atendendo o primeiro segmento do ensino fundamental. A motivação para o desenvolvimento do trabalho foi a comprovação do alto índice da não alfabetização das crianças daquela escola. Os dados da Secretaria Municipal de Educação de 2009 comprovavam que 80% dessas crianças não conseguiam se alfabetizar constituindo uma exceção com as outras escolas na área rural. Em seus depoimentos, as professoras relatam que não possuem nenhum conhecimento relativo à comunidade dos Hervanos a qual, os alunos com problemas de aprendizado pertencem. Elas dizem apenas ouvir boatos de que esses alunos são diferentes culturalmente, mas não conhecem realmente seu modo de vida, nunca foram nem próximo às suas moradias e se surpreendem ao verem fotos das mesmas. O presente artigo tenta trazer a tona, através das falas das professoras, uma reflexão sobre as condições de trabalho, origem e formação das professoras do ensino básico e como estes aspectos podem influenciar a qualidade de seu trabalho, bem como, na aprendizagem dos alunos, assim, o trabalho é desenvolvido a partir do diálogo entre as falas das professoras e as falas dos autores trazendo para a reflexão temas como a cultura hegemônica na formação de professores e o multiculturalismo encontrado nas escolas das classes populares e a possibilidade dessas relações interculturais serem um dos alavancadores de uma nova pedagogia emancipatória construindo assim, uma aprendizagem também emancipatória.

17 Palavras chave: interculturalidade; identidade profissional; cultura escolar. 13. QUESTÃO DE PESQUISA: A FORMAÇÃO DO PROFESSOR Victer, Eline das Flores. UNIGRANRIO Lopes, Jurema Rosa UNIGRANRIO Resumo: No contexto da educação brasileira, ao nos referirmos sobre a formação de professores compreendemos que tal temática é tão antiga quanto atual, isso porque ao refletirmos sobre a atual formação deles professores, estamos refletindo sobre a nossa própria formação enquanto professores. Nesse sentido, o presente estudo discute situações de formação docente no ensino da Matemática a partir de relatos de egressos do Mestrado Profissional em Ensino das Ciências, do Programa de Pós- Graduação em Ensino das Ciências da UNIGRANRIO, em Duque de Caxias / RJ. Trazemos para as nossas reflexões, três situações de formação de professores de escola pública, selecionadas em um universo de quinze resumos de dissertações de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ensino das Ciências da UNIGRANRIO, no período de 2009 a Entre as três situações selecionadas, a primeira traz a fala de um professor que explicita as alterações ocorridas em sua prática a partir de sua pesquisa sobre o uso da História da Trigonometria como elemento facilitador da aprendizagem das funções Seno e Cosseno; na segunda situação, o professor discute a relação entre os conhecimentos cotidianos com os saberes matemáticos, tendo como foco o ensino da regra de três no Ensino Médio. A terceira situação traz a fala do professor sobre o seu processo de construção de conhecimento a partir de sua prática em sala de aula. As experiências apresentadas e analisadas mostram que os egressos, a partir da construção de seus aportes teóricos e de discussões sobre o ensino, reconhecem a sua aproximação

18 junto aos seus alunos e, ao fazê-lo, transformaram as próprias práticas, reelaborando seus conhecimentos e as suas ações. Concluímos que embora os egressos sejam oriundos de um ambiente de trabalho escolar, o qual habitualmente discrimina o campo disciplinar da Matemática, suas produções teóricas apontam não só para a abertura ao diálogo interdisciplinar, com também indicam uma prática interdisciplinar. Palavras-Chave: Formação do professor. Pesquisa. Ensino. 14. TRABALHO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Jane Rangel Alves Barbosa, UCB, UNIFOA e ISERJ. Sara Rozinda Martins Moura Sá dos Passos, CESGRANRIO. RESUMO: Embora as sociedades contemporâneas reconheçam a importância dos professores para a oferta de uma educação de qualidade, existe um grave problema a ser enfrentado: a formação docente. Uma questão que tem sido objeto de estudo de inúmeros pesquisadores do campo da educação, mas que permanece longe de ser solucionada adequadamente. Nesse sentido, é necessário compreender o papel da universidade enquanto instituição formadora desses profissionais. O propósito desse estudo é o de contribuir para a construção de políticas públicas específicas para a formação de professores da Educação Profissional, apontando uma reflexão sobre a formação docente para esta modalidade de ensino, realizada no contexto da Educação a Distância. Para tal, as autoras se apropriam de leituras, discussões e contextualizações que apontem caminhos para a redefinição das políticas de formação docente, de modo a assegurar, não só, uma formação científico-tecnológica adequada, como também, uma

19 formação pedagógica de qualidade. Este texto se desdobra em duas partes, além da Introdução, em que as autoras chamam a atenção para a escassez de pesquisa no campo do trabalho e da formação de professores, considerando a importância da Educação Profissional. Na segunda seção, delineia-se o referencial teórico que fundamenta a presente pesquisa bibliográfica sobre a Educação a Distância como campo de trabalho docente. Na terceira e última seção, estão postas as Considerações Finais, onde as autoras destacam que a formação de professores para a Educação Profissional zela pela sintonia com a modalidade de educação a distância. As necessidades e demandas pela formação de professores e a vontade política dos governantes de sanar o problema de falta de professores qualificados, em busca da melhoria da qualidade da educação brasileira, é uma realidade. No entanto, é de suma importância que os cursos de formação de professores na modalidade Educação a Distância estejam embasados em uma proposta bem definida de educação e tenham objetivos claramente definidos. Concluindo, é a proposta pedagógica que embasa a formação docente pela Educação a Distância e a visão de sociedade que a cerca, que determinará se esta formação terá, ou não, qualidade. Palavras-chave: Educação Profissional. Formação Docente. Educação a Distância. 15. FORMAÇÃO POLÍTICA NO CONTEXTO DAS JORNADAS DE JUNHO: UMA CONVERSA SOBRE MANIFESTAÇÃO E POTÊNCIA Paulo Estácio Junior Universidade do Estado do Rio de Janeiro FFP Resumo: O estudo aqui proposto se trata de uma reflexão sobre os efeitos das jornadas de junho/julho de 2013 na formação daqueles que dela participaram. Esse trabalho está inserido no projeto de pesquisa no programa de Mestrado em Educação Processos

20 Formativos e Desigualdades Sociais na linha de Políticas, Direitos e Desigualdades da Faculdade de Formação de Professores na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e nasceu como fruto de uma inquietação e seus desdobramentos que atravessam minha prática na sala de aula, sintetizando assim a força motriz da pesquisa aqui proposta. Nesse ponto convém apontar as inquietações e perguntas que permeiam esse trabalho, assim como minha pesquisa de um modo geral: o que mudou para o gigante ter acordado? Quais seriam os devires possíveis? Por que isso despertou tanto interesse nesse aluno? E quais os efeitos em sua formação política? A multidão (palavra que aqui é entendida como um conceito importantíssimo que norteia nossa pesquisa) foi às ruas reivindicar direitos básicos e uma maior participação no processo democrático brasileiro. Posto isso, a intenção foi investigar os possíveis devires no que tange a produção de subjetividades de um sujeito envolvido nesse momento histórico, mesmo sem o confortável distanciamento. Além disso, busco refletir sobre o contexto biopolítico no qual as manifestações ocorreram. A investigação se deu através de uma entrevista, ou uma conversa aos moldes deleuzianos, com um aluno de uma escola pública do município de Niterói-RJ que esteve diretamente envolvido em algumas dessas manifestações durante o período. Com essa pesquisa busco apontar a dimensão educativa que a multidão parece ter, e como as experiências e afetos vividos por esse aluno contribuíram para sua formação política, formação essa que não é encarada sob uma perspectiva formal e disciplinar onde algo é ensinado ao outro, e sim como uma formação profundamente relacional, na qual aquele que a experimenta é convidado a formar sentidos com o outro. Palavras-chave: produção de subjetividades; multidão; relações de poder; formação política

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