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1 Segurança, probabilidade de roubo, análise de riscos em casa e na empresa, antes de comprar um sistema de segurança. Compre com critérios objetivos para uma proteção mais eficaz. Avalie os riscos de poder ser vítima.* Hoje em dia, a análise de riscos é útil para quase tudo e é muito eficaz quando se realiza com método. Mas muito raramente se contrata uma análise de riscos contra intrusão, quando se pretende fazer uma remodelação, abrir uma loja, adquirir um armazém ou comprar uma casa. Talvez seja algo moroso e complexo, além de a ter de pagar, pelo que tratamos de poupar esta importante análise que poderá condicionar a escolha do tipo de exposição ou montra, da porta de entrada, da localização do armazém e outros aspetos que são analisados sob o ponto de vista do negócio e da estética, ou o que agora chamamos, da experiência do cliente. Cremos que sempre devemos cuidar da estética e do bom gosto, mas como pequenos empresários, assumimos um risco desconhecido e o seu impacto pode ser fatal para o próprio negócio. Baseando nos na teoria de que um roubo é o delito mais fácil de evitar e que numa elevada percentagem de situações, o delito é cometido porque o proprietário do imóvel facilita, diríamos que há três principais razões para que aconteçam assaltos e roubos: Porque não identificámos nem corrigimos vulnerabilidades; Porque as medidas tomadas não são efetivas: (deficiente instalação e manutenção dos sistemas existentes); Porque não mantemos atualizada a nossa proteção (fazemos uma vez e depois esquecemos);

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3 O que devemos considerar para uma correta análise de riscos 1) O impacto que suporia sermos vítimas de um roubo O impacto poderá ser apenas económico, sentimental ou fatal, ou uma combinação de todos. Devemos ter quantificados o valor dos bens, para conhecermos a importância económica de um possível impacto e valorizarmos um investimento proporcionado para os proteger. Termos noção de que há produtos mais fáceis de vender no mercado negro que outros. Esta variável aumenta a atratividade do roubo, o que nos deve obrigar a aumentarmos as medidas dissuasórias. 2) Probabilidade A probabilidade é calculada em percentagem e para que seja realista é necessário conhecermos o histórico de delitos na nossa zona. Infelizmente é muito raro dispormos dessa informação, o que induz uma habitual incerteza no conhecimento da taxa de insegurança com que afinal nos confrontamos. 3) Vulnerabilidades São pontos fracos que resultam de deficiências na proteção, derivadas de inadequadas ou inexistentes medidas de segurança e comportamentos pouco prudentes. São debilidades na nossa proteção que são aproveitadas pelas ameaças que nos rodeiam.

4 4) Ameaças Vivemos rodeados de ameaças que se convertem num risco objetivo (real) na medida em que não as conhecemos e por tal, não nos protegemos. Não devemos confundir ameaças com perigos. Um perigo é um furação, uma zona de guerra, uma arma de fogo, etc., que se converte em ameaça quando nos pode afetar diretamente. Por ex., em Portugal um furacão não é uma ameaça, porque a probabilidade de que ocorra é mínima ou inexistente. No entanto, verificamos que ameaças que antes não eram consideradas, como roubos em habitações e pequenos negócios, são hoje uma ameaça quotidiana, por motivo da crise económica e social. Risco (objetivo) É a incerteza de uma possível perda, normalmente financeira, perante uma ocorrência não desejada que provoca um dano. O risco é uma estimativa objetiva (embora não 100% segura) que se baseia numa análise técnica, racional e ordenada que determina um problema. Todas as pessoas e empresas vivem com um certo risco e tal é normal e aceitável, mas devemos sempre valorizar com quanto nível de risco queremos viver.

5 Termostato de risco (subjetivo) O risco é objetivo porque existe, mesmo que não estejamos dele conscientes. No entanto, cada um de nós tem o seu próprio termostato de risco, o qual é subjetivo (sensação) e que por vezes determina as nossas decisões de proteção. E aqui reside o problema, porque a nossa sensação é uma e a realidade é outra. Muitos profissionais que se dedicam à segurança têm grande parte da responsabilidade pelo facto do cidadão ter uma sensação de segurança que não é real. Quantas vezes sucede que um proprietário se sinta seguro por ter comprado uma porta blindada de suposta segurança, quando na realidade comprou uma proteção falsa, atendido por um mau profissional. O que devemos considerar para a segurança contra o roubo O ideal será sempre recorrer aos conselhos, diagnósticos e recomendações de um especialista em segurança. Instalar um sistema de segurança simplesmente para seguirmos uma promoção de ofertas standardizadas, por serem prática habitual ou por termos pesquisado na Internet, sem a consideração do risco real de cada proprietário e situação, frequentemente acabam por ser medidas inadequadas, ineficazes e caras. Convém ir ao médico para um correto diagnóstico em vez de fazermos automedicação Será naturalmente e sempre uma questão de orçamento, desenhar um plano e implementar medidas de segurança e proteção.

6 Podemos adiantar alguns conselhos fáceis e não seguir habituais atuações inapropriadas, recomendadas por supostos especialistas: - Atribuir normalmente aos sistemas eletrónicos (alarmes, câmaras de vigilância, controle de acessos) melhor proteção que a dos sistemas físicos (portas, persianas, fechaduras, canhões de segurança). Não só é incorreto, como perigoso e quando falamos de habitação ou lojas de rua. - Instalar um sistema de alarme standard, inferior a grau 2 e que não são eficazes. - Pagar uma mensalidade por um sistema básico de alarme e acabar por pagar três vezes mais no final do período de fidelização, sem um serviço credível. Neste caso e entre muitas ofertas indiferenciadas do mercado, é necessário cuidar da seleção de um fornecedor que mediante uma mensalidade, nos assegure um serviço de vigilância e monitorização acreditado e uma atualização do equipamento e funcionalidades do sistema. - Comprar uma porta blindada sem homologação pagando 800 (abre-se em 3 minutos) e não pagar 2000 por uma porta de segurança homologada que não se abre. - Comprar um canhão de segurança e não o proteger com um escudo adequado. - Comprar um cofre de peso inferior a 100 Kgs e não o fixar ao solo ou parede. Não teremos cobertura de seguro, nem proteção eficaz.

7 - Ter um cofre e vários empregados que conheçam os códigos de abertura. É conveniente dispor de chaves combinadas com eletrónica certificada Vds, grau II e cofres de depósito para que um empregado não tenha de abrir o cofre para guardar dinheiro. - Ter um cofre com chave e escondê-la dentro de casa ou da loja. O gatuno saberá que está escondida e revolverá a casa até a encontrar. É pior por vezes o montante dos danos causados que os valores guardados. - Instalar uma câmara de vigilância e não cortar os ramos de uma árvore que possam impedir a sua visão. - Instalar um sistema de videovigilância que não é monitorizado por pessoal preparado e de forma permanente. - Instalar um sistema de vigilância com câmaras em zonas húmidas e de nevoeiro frequente. - Comprar um canhão de segurança e não aplicar o protocolo de proteção de cópia com aviso imediato de tentativa de extração. - Comprar sistemas de segurança em grandes superfícies, lojas generalistas de ferragens, sem assessoria profissional e serviço. - Confundir conforto de uma casa com domótica, com segurança contra a intrusão.

8 Qual o custo real de ser vítima de um delito ou roubo? Não nos enganemos quando pensamos que não temos custos, se nos roubam em casa e não temos dinheiro à vista. Ficaríamos surpreendidos quando quantificamos em euros os danos materiais do vandalismo, os custos de reposição (haverá coisas difíceis de repor), de coberturas deficientes de seguros, custos de gestão da recuperação do negócio e de reclamações. Tudo, sem contar com os custos não materiais de impacto psicológico que um assalto / roubo provoca na nossa Família e nos nossos empregados (stress, perda de confiança, rendimento de trabalho..). É recomendado que façamos uma valorização dos ativos ou bens que temos em casa ou na empresa, separando os ativos materiais que se poderão repor e atualizando o custo ao dia, dos bens que não se poderão repor e o tempo que iremos demorar, em voltarmos à situação anterior ao roubo (aplicar um valor para o tempo gasto). Após o que decidiremos se valerá a pena investir mais em proteção e coberturas de seguros, por forma a termos uma probabilidade e um impacto baixo pelo roubo ou delito que ocorra. O objetivo de um sistema de segurança física e eletrónico, será melhorar o rácio de sucesso de proteção conseguida versus o total de incidências, ou reduzir o rácio desfavorável. O custo de um sistema de proteção deve estar justificado do ponto de vista económico e trazer benefícios para o proprietário. Se não, assume-se o risco e o investimento é canalizado para outros fins.

9 Esta é a base concetual em que trabalham as grandes empresas públicas e privadas com uma metodologia de análise e avaliação de riscos. Mas, se pensamos na nossa casa, família ou pequeno negócio, aplicamos o mesmo frio conceito empresarial? Cremos que não, porque o maior benefício que podemos ter, em casa ou no negócio, será conseguirmos que o gatuno não ENTRE. O problema do comprador por vezes não é tanto dispor de verba para investir, mas conseguir encontrar um fornecedor de confiança. Com alguma informação especializada e um orçamento equilibrado, podemos reduzir consideravelmente o risco de sermos vítimas de um furto, assalto ou roubo. *Texto adaptado do artigo (s) original: Por cortesia de Angel Olleros Physical Security Professional CPTED

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