Estratégia Integrada para as Pessoas Sem Abrigo em Lisboa. Apresentação à CML Vereadora Helena Roseta

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1 Estratégia Integrada para as Pessoas Sem Abrigo em Lisboa Apresentação à CML Vereadora Helena Roseta

2 Estratégia Integrada para as Pessoas Sem Abrigo em Lisboa A Estratégia que se propõe para as Pessoas sem Abrigo (PSA) em Lisboa foi consensualizada na Comissão Tripartida da Rede Social de Lisboa de 28 de Março de Fundamenta-se na Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem Abrigo, de Março de 2009, no Plano Cidade para a Pessoa Sem Abrigo, aprovado pelo Conselho Local de Acção Social de Lisboa em Maio de 2009, e no trabalho entretanto desenvolvido pela Plataforma PSA, criada no âmbito da Rede Social de Lisboa. Aqueles dois documentos podem ser consultados em Pretende-se uma gestão integrada dos recursos e respostas de intervenção existentes na cidade de Lisboa, centrada nas questões das pessoas, que considere o indivíduo (e não o grupo) como preocupação central. O principal objectivo é proporcionar a esta população, que a crise tem feito aumentar, respostas que se enquadrem nas três etapas fundamentais descritas no Plano Cidade PSA: I - Emergência Social e Orientação II - Motivação e Acompanhamento III - Inserção e Autonomização

3 Sinalização Etapas da Estratégia integrada para as Pessoas Sem Abrigo Centro de emergência Unidade de atendimento Requer alojamento? Sim Centro de emergência - Unidades de alojamento (máx. 30 dias) Centros de Alojamento Temporário Habitação de Transição, Hotéis Sociais Habitação Individualizada (Casas Primeiro, Casas Apoiadas) Não Mantém acompanhamento na rua Sinalização ao NPISA Atribuição de gestor de caso Reavaliação do diagnóstico; elaboração do Plano de inserção Autonomização Diagnóstico inicial Execução do Plano de Inserção Follow-up

4 Unidade de atendimento (a criar) Resultados esperados: Garantir ninguém tenha de permanecer na rua por mais de 24 horas Rentabilizar e optimizar recursos existentes evitando-se a sobreposição Assegurar um único registo de informação de todas as Pessoas sem Abrigo Assegurar que toda as Pessoas Sem Abrigo tenham um gestor de caso. Funcionamento Período de Funcionamento: 24h/dia, 365 dias/ano. Tempo de espera: A resposta de atendimento deverá ser dada no próprio dia. Instalações Deverão situar-se em local central da cidade, de forma a facilitar a acessibilidade da população utente, através da rede de transportes públicos e a pé. Recursos Humanos: Equipa Técnica (Director Técnico, Assistentes Sociais, Psicólogos, Enfermeiros, Educador Social), pessoal administrativo e auxiliar, motorista. Materiais: Equipamento informático; Equipamento clínico e de higiene; Documentação técnica. Outros: Sistema de Registo de Informação (será usado o sistema de registo já existente da, pretendendo-se que o seu uso seja alargado a todos as entidades do NPISA; Viatura ou títulos de transporte; Serviço de limpeza, vigilância e manutenção.

5 Unidade de atendimento áreas funcionais A CML está já a desenvolver diligências para encontrar um espaço disponível e apto para as funções da futura Unidade de atendimento, a que correspondem as seguintes áreas funcionais: Área do Atendimento Recepção presencial (2 postos), sala de espera, integrando áreas para crianças, gabinetes de atendimento (5 a 8), instalações sanitárias públicas, com balneários e fraldário, instalações sanitárias para colaboradores, espaço de circulação Área de Actividades / Serviços Espaço Informativo para 15 pessoas, banco de roupa, balneários Área Administrativa Secretaria, gabinete de apoio administrativo, telefonista, arquivos e arrumos para material de escritório Área Técnica Gabinetes técnicos (vários), salas de reuniões (2) Áreas Comuns Sala de pessoal, vestiários, instalações sanitárias, arrumos

6 Unidades de alojamento (a reestruturar e diversificar) Propostas Centro de emergência - Unidades de alojamento (máx. 30 dias) Centros de Alojamento Temporário Habitação de Transição, Hotel Social Reabilitar o Centro da VITAE, no Beato, com menos camas; reabilitar o Centro dos Albergues Nocturnos, na Cruz dos Poiais Manter o Centro da Mãe-de-Água, da ; manter o Centro do Exército de Salvação, em Xabregas e o Centro da AMI na Graça Lançar experiência piloto de hotel social com Junta de Freguesia de S. José Habitação Individualizada (Casas Primeiro) Analisar impacto e custo-benefício do Projecto Casas Primeiro Disponibilizar fogos municipais para este fim, com apoio do NPISA

7 Unidades de alojamento existentes Existem actualmente em Lisboa 6 Centros de Alojamento PSA, geridos por diversas entidades, com um total de 472 camas permanentes e 70 potencialmente disponíveis para emergência. É necessário realizar obras nos Centros do Beato, requalificando e diminuindo a capacidade, e dos Albergues Nocturnos, abrindo a ala encerrada, de forma a manter, no total, a capacidade existente. Centros de Alojamento actuais Entidade gestora Nº Camas Permanentes Homens Mulheres Total Nº Camas Emergência Homens Mulheres Total Centro de Alojamento Temporário do Beato VITAE Centro de Alojamento Temporário de Xabregas Exército de Salvação Centro de Abrigo da Graça AMI Albergues Nocturnos Ass. Albergues Nocturnos Centro de Alojamento Temporário Mãe D Água Centro de Alojamento Temporário Social dos Anjos Total de camas disponíveis Nota: as 24 camas de emergência dos Albergues Nocturnos estão num espaço encerrado que carece de obras

8 Unidades de alojamento - financiamento A CML financia três dos Centros de Alojamento, num esforço total de perto de cerca de por ano. Centros de Alojamento actuais Entidade gestora Entidades que financiam Centro de Alojamento Temporário de Xabregas Exército de Salvação CML e ISS-IP Centro de Abrigo da Graça AMI CML Albergues Nocturnos Ass. Albergues Nocturnos ISS-IP Centro de Alojamento Temporário Mãe D Água Centro de Alojamento Temporário Social dos Anjos

9 NPISA e equipas de rua O Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA), a criar no âmbito da Rede Social, será constituído por um conjunto de parceiros com intervenção na área das PSA. O NPISA deverá incluir a designação de elementos técnicos por parte das diferentes entidades parceiras. A coordenação do NPISA caberá à. Com a integração das diferentes equipas, de entidades públicas ou ONG, no NPISA, e com a criação da Unidade de Atendimento, será possível desenvolver um trabalho personalizado e sem sobreposições junto de cada PSA, através da designação de gestores de caso que acompanharão essas pessoas no processo de inserção e autonomização. O papel das equipas de rua será central na aproximação ao território e no acompanhamento de proximidade dos casos; embora o carácter primário da sua intervenção as possa enquadrar no nível de emergência (sinalização), integram elementos privilegiados de vinculação, porque foi com eles que se iniciou o processo de apoio e muitas vezes é com eles que o apoio se restabelece (reincidentes). As Juntas de Freguesia, as Comissões Sociais de Freguesia e a própria comunidade terão também um papel importante ao nível da sinalização e do envolvimento nas respostas integradas.

10 Outros meios de apoio Propõe-se que o trabalho das várias redes de suporte seja articulado com a Estratégia PSA, quer no que respeita à confecção e distribuição de alimentos, quer no acesso à saúde, higiene, alojamento, formação, informação e inserção social e profissional. Irá ser constituída uma rede de refeitórios, disponibilizados por entidades públicas ou privadas, que possam ser utilizados para a distribuição de alimentos. A CML já lançou uma experiência piloto de utilização do refeitório de Alcântara para este fim, em cooperação com a Fundação Bonfim no âmbito do projecto Serve the City, passando a repetir-se através de um jantar semanal, aberto a PSA e outras pessoas, em ambiente de confraternização. A Plataforma PSA desenvolverá trabalho com vista à constituição de uma rede de Núcleos de Apoio Local (rede NAL), com participação de todas as entidades parceiras e com indicação de lugares estratégicos para localização dos mesmos, tendo como critério as zonas de maior concentração de pessoas sem-abrigo e a localização dos refeitórios que serão disponibilizados para esta finalidade (numa primeira fase para servir jantares); A constituição da Rede NAL implicará abandonar a distribuição de alimentos na rua, sem quaisquer condições de dignidade e higiene

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