1. NÍVEL CONVENCIONAL DE MÁQUINA (Cont.) 1.3. INSTRUÇÕES Conceitos Básicos

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "1. NÍVEL CONVENCIONAL DE MÁQUINA (Cont.) 1.3. INSTRUÇÕES Conceitos Básicos"

Transcrição

1 1. NÍVEL CONVENCIONAL DE MÁQUINA (Cont.) 1.3. INSTRUÇÕES Conceitos Básicos Já estudamos anteriormente que os processadores funcionam (ou melhor, o seu hardware funciona) através de ordens simples e básicas, tais como: Efetue a soma de dois números; Mova um dado de um local para outro; Adicione 1 ao valor de um número; Transfira 1 byte de dados da memória para uma porta de saída. Estas ordens são simples porque o hardware não é capaz de manipular diretamente ordens mais complexas. Ainda sabemos que essas ordens são transmitidas ao hardware (componentes do processador) para serem interpretadas e executadas por meio de sinais elétricos que representam ou o bit 1 ou o bit 0, ou seja, por um conjunto de bits, que chamamos formalmente de instrução de máquina. Todo processador já é fabricado de modo a conter em seu interior um grupo dessas instruções, que são chamadas em bloco de: conjunto de instruções ( instruction set ). A escolha das operações que o processador poderá realizar diretamente (ou seja, quais instruções irão realizar) e como cada uma delas será realizada, passo a passo, são dois itens importantes no projeto e na fabricação de um processador. Nesse ponto, nos referimos à fronteira entre: O entendimento do programador que deseja obter solução para seu problema e elabora um programa em uma linguagem que seja próxima de seu entendimento (de sua lógica) contendo operações complexas, em linguagens como: Pascal ; C ou Java, e: O hardware do processador que aceita apenas operações simples para ser executadas. O programador (em linguagem de baixo nível) pode ver e manipular alguns poucos elementos do hardware, como os registradores de dados, a parte de cima da tal fronteira, enquanto outro nível, chamado de microarquitetura (contendo micro-operações e microprogramação), se encarrega de interpretar essas instruções e efetivamente providenciar sua execução, passo a passo (micro-operação por micro-operação). Obs. Existem alguns processadores, no entanto, (p.ex., os de arquitetura RISC) que usam o controle por meio de programação direta no hardware, sem o uso de microprogramação. Fig. 1.3 Instruções passadas aos níveis inferiores ao nível de Máquina convencional. Disciplina: Projeto Lógico de Computadores (5º/6º Sem ). Livro: Andrew S. Tanenbaum Página 1 de 7

2 Vamos acrescentar um exemplo que deve auxiliar o entendimento sobre o conceito e o papel das instruções de máquina e como, por isso, funcionam os processadores de emprego geral, assim comercialmente denominados. Exemplo 1: Considere uma máquina, um robô, construído de forma a possuir dois braços mecânicos, com terminações capazes de se mover para cima e para baixo (o braço da esquerda e o braço da direita) e cada uma das terminações sendo capaz de girar no sentido horário ou contrariamente ao sentido horário. Os outros movimentos deste Robô são irrelevantes para o exemplo, por isso só mencionaremos oito movimentos. Para que ele possa realizar cada um desses movimentos e tenha flexibilidade de realizar outros mais complexos, projetou-se um conjunto de instruções primitivas (simples) que acionam o hardware (efetivam os movimentos das articulações, braços): cada uma dessas instruções foi identificada por um código numérico de 0 a 7, conforme mostrado na Tabela 1.1. Tabela 1.1 Codificação e descrição de movimentos executados pelo robô no Exemplo 1. Essa máquina pode ser usada por uma empresa, por exemplo, para aparafusar algum objeto em uma parede ou desparafusar; a operação (de aparafusar) pode ser realizada em qualquer posição (como, p.ex., inclinada para baixo, cerca de 45 ou na perpendicular do chão, (90 ), usando qualquer um dos dois braços articulados, e assim por diante). Se, em determinado momento, se quiser aparafusar um objeto na perpendicular do chão (90 ), pode-se, a partir da posição de repouso do robô (braços estendidos para baixo), comandar a execução de um programa do tipo: Contador A = 1 Contador B = 100 Enquanto contador A < 90 Iniciar Instrução cod. 0 Contador A = contador + 1 Fim Enquanto contador B < 100 Iniciar Instrução cod. 2 Contador B = Contador B + 1 Fim Disciplina: Projeto Lógico de Computadores (5º/6º Sem ). Livro: Andrew S. Tanenbaum Página 2 de 7

3 A essência do conceito aqui mostrado é apenas a capacidade de a máquina poder realizar operações complexas diferentes (e, pois, uma máquina de emprego geral) usando as mesmas instruções primitivas (da Tabela 1.1), as quais podem ser manipuladas de forma diferente para obterem-se resultados diferentes. O programa mostrado é bastante incompleto, porém sua única finalidade é mostrar a diferença entre uma instrução primitiva, que realiza uma operação básica simples, e uma outra operação, mais complexa, que requer várias instruções básicas (um programa) para ser realizada. Além disso, teremos grande flexibilidade de ações complexas a realizar, pois podemos variar a combinação das primitivas, obtendo-se, com isso, resultados diferentes. Essa é uma das características essenciais dos computadores de emprego geral. Ou seja, possuem um conjunto básico de instruções primitivas e o usuário (programador) pode combina-las de diferentes modos (criar diferentes programas), obtendo diferentes resultados. Assim é que um determinado computador (pode ser um dos sistemas baseados em um processador Pentium 4 ou AMD Athlon XP), com seu conjunto de instruções de máquina (primitivas) pode ser empregada para o desenvolvimento de textos (com o MS Office ou Open Office), mas também pode ser empregado para controlar o fluxo de carros em uma região (controlando a abertura e o fechamento dos sinais de trânsito) e, em determinadas circunstâncias, poderá, também, ser empregado como plataforma para um sistema de controle bancário e outras aplicações. O que se quer demonstrar e que a inteligência e a versatilidade do sistema estão na combinação dessas instruções primitivas (nos programas), no software, visto que o hardware e imutável (pelo menos para o usuário) FORMATO DE UMA INSTRUÇÃO DE MÁQUINA Como já estudamos, o conjunto de instruções de um processador define o que ele é capaz de realizar em si, permitindo ao programador do programa compilador escrever seu código de acordo. Lembramos que esta é a razão de, por exemplo, um programa escrito em um programa compilador para PC não rodar em uma plataforma Apple. As instruções dos processadores são diferentes, por isso o programa deve ser ajustado à plataforma do processador. Uma instrução de máquina deve, então, especificar para o hardware (especificamente a unidade de controle do processador) que determinada operação deve ser realizada (soma de dois números, movimento de um dado, etc.). Em função da interpretação do que é a instrução, a UC, que já possui a sequência de execução (programação) de todas as instruções daquele especifico processador, "dispara" (emite os sinais elétricos de controle correspondentes a cada microação) a sinalização para efetivação das ações subsequentes para a completa execução da operação. A Fig. 1.4 mostra exemplos de diversas operações primitivas que podem redundar em instrução de máquina de um determinado processador. Disciplina: Projeto Lógico de Computadores (5º/6º Sem ). Livro: Andrew S. Tanenbaum Página 3 de 7

4 Fig. 1.4 Exemplo de operações primitivas típicas. Quais são os elementos requeridos para execução de uma operação? Como eles são projetados para formatar, em binário, uma instrução de máquina? Qual ou quais tipos de dados ela manipulara? Por exemplo, uma operação de somar dois números requer a indicação da operação em si (como ela ocorrera) e a localização dos dados envolvidos: a 1ª parcela, a 2ª parcela e o resultado; é também necessário indicar se os valores são números inteiros ou números fracionários (ponto flutuante conforme visto em Circuitos Digitais). A resposta a essas e outras questões pertinentes configura o projeto do conjunto de instruções de um determinado processador ou "família" de processadores. O projetista do conjunto de instruções define, então, que operações aquele processador irá realizar e especifica, para cada uma delas, todos os detalhes de identificação e execução da operação, estabelecendo, assim, o formato de cada instrução da máquina. Além disso, é necessário detalhar sua execução, ou seja, criar uma sequência de micro-operações para efetivamente realizar a tarefa. Fig. 1.5 Formato básico de uma instrução de máquina. Fig. 1.6 Três formatos típicos de instrução: (a) instrução sem endereço; (b) instrução de um endereço; (c) instrução de dois endereços. Disciplina: Projeto Lógico de Computadores (5º/6º Sem ). Livro: Andrew S. Tanenbaum Página 4 de 7

5 A Fig. 1.6 mostra vários formatos típicos para as instruções de nível 2. Em algumas máquinas de nível 2 todas as instruções possuem o mesmo comprimento, já em outras podem existir dois ou três comprimentos. Alem disso, as instruções podem ser mais curtas, do mesmo tamanho ou mais longas do que o comprimento de uma palavra Campo Operando (Op.) O campo operando, ou campos operando (pois pode haver mais de um campo, indicando a localização de mais de um dado ou endereço), de uma instrução indica genericamente o dado que se deseja manipular em um endereço para buscar ou armazenar um dado ou resultado de uma determinada operação. O dado pode estar explicitamente colocado: No próprio campo operando da instrução, ou; Estar armazenado em uma posição de memória, ou ainda: Em um registrador de dados do processador, cujo endereço é o que se encontra no Campo Operando da instrução. Essa diversidade de apresentação do dado na instrução denomina-se genericamente modo de endereçamento. Na prática, o conjunto de instruções definido para um determinado processador ou família de processadores (como é o caso da arquitetura x86) é sempre constituído de uma mistura de formatos diferentes, justamente para permitir a melhor aplicação em cada caso, exceto em arquiteturas do tipo RISC. No que se refere ao Campo Operando, podem-se analisar dois aspectos: Quantidade de operandos (3, 2, 1 e 0 operandos); Modo de endereçamento do dado (modo de interpretação do valor armazenado no campo operando) MODOS DE ENDEREÇAMENTO Ao analisarmos o formato básico de instruções de máquina e o ciclo de execução de cada instrução, concluindo que: a) O endereçamento de uma instrução é sempre realizado através do valor armazenado no Contador de Instrução (Cl). Todo ciclo de instrução é iniciado pela transferência da instrução para o Rl Registrador de Instrução (usando-se o endereço contido no Cl). b) Toda instrução consiste em uma ordem codificada (código de operação), para o processador executar uma operação qualquer sobre dados. No contexto da interpretação de uma instrução, o dado pode ser um valor numérico, um caractere alfabético, um endereço (instrução de desvio). c) A localização do(s) dado(s) pode estar explicitamente indicada na própria instrução por um ou mais conjuntos de bits, denominados campo do operando, ou implicitamente (quando o dado estiver armazenado no único registrador existente no processador para este fim, como era o caso quando os processadores possuíam o ACC - acumulador). Disciplina: Projeto Lógico de Computadores (5º/6º Sem ). Livro: Andrew S. Tanenbaum Página 5 de 7

6 Todos os exemplos apresentados até esse ponto definiram o campo operando como contendo o endereço onde esta localizado o dado referido na instrução; no entanto, essa não é a única maneira de indicar a localização de um dado, havendo outros modos de endereçamento. A existência de vários métodos para localizar um dado que está sendo referenciado em uma instrução se prende a necessidade de dotar os sistemas de computação da necessária flexibilidade no modo de atender aos diferentes requisitos dos programas, o que é uma característica típica de arquiteturas ClSC. Algumas relações possíveis entre comprimento de instrução e comprimento de palavra são mostradas na Fig Fig. 1.7 Algumas relações possíveis entre comprimento de uma instrução e comprimento de uma palavra. Para justificar a existência de muitos métodos de indicar a localização do dado referenciado na instrução pode-se citar o caso de instruções em que e ineficiente usar 0 dado armazenado na MP, como, por exemplo, o de um contador, o qual tem um valor fixo inicial e, durante a execução do programa, e sistematicamente atualizado. Nesse caso, melhor seria se 0 referido contador (dado) fosse inicialmente transferido para um registrador, dentre os que estivessem disponíveis no processador ela permanecesse (sendo diretamente atualizado no processador até o final da execução do programa, caso contrário poderia acarretar um considerável gasto de tempo para os repetidos ciclos de leitura e gravação). A manipulação de vetores acarreta a necessidade de se estabelecer um método eficaz de endereçamento para variáveis que ocupam posições contiguas de memória, ocasionando outro tipo de necessidade de indicar se o dado de forma diferente. E assim por diante. Disciplina: Projeto Lógico de Computadores (5º/6º Sem ). Livro: Andrew S. Tanenbaum Página 6 de 7

7 Dentre os diversos modos de endereçamento desenvolvidos para processadores, os principais são: imediato; direto; indireto; por registrador; indexado; base mais deslocamento. A existência de muitos modos de endereçamento de dados em um mesmo conjunto de instruções e típico de arquiteturas ClSC, pois sem duvida aumenta a complexidade da decodificação de cada instrução e aumenta a quantidade delas, com isso acarretando todas as desvantagens já mencionadas quando analisamos a largura do campo código de operação. Nem todos esses modos estão incluídos nos conjuntos de instruções dos processadores contemporâneos, mas devem ser descritos não só por razões históricas, mas para percepção do processo evolutivo da tecnologia. Disciplina: Projeto Lógico de Computadores (5º/6º Sem ). Livro: Andrew S. Tanenbaum Página 7 de 7

3. O NIVEL DA LINGUAGEM DE MONTAGEM

3. O NIVEL DA LINGUAGEM DE MONTAGEM 3. O NIVEL DA LINGUAGEM DE MONTAGEM Nas aulas anteriores tivemos a oportunidade de discutir dois diferentes níveis presentes na maioria dos computadores atuais. Nesta aula dedica-se a outro nível que também

Leia mais

Campus Capivari Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) Prof. André Luís Belini E-mail: prof.andre.luis.belini@gmail.com /

Campus Capivari Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) Prof. André Luís Belini E-mail: prof.andre.luis.belini@gmail.com / Campus Capivari Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) Prof. André Luís Belini E-mail: prof.andre.luis.belini@gmail.com / andre.belini@ifsp.edu.br MATÉRIA: ICO Aula N : 09 Tema: Unidade Central de

Leia mais

ULA Sinais de Controle enviados pela UC

ULA Sinais de Controle enviados pela UC Solução - Exercícios Processadores 1- Qual as funções da Unidade Aritmética e Lógica (ULA)? A ULA é o dispositivo da CPU que executa operações tais como: Adição Subtração Multiplicação Divisão Incremento

Leia mais

1. NÍVEL CONVENCIONAL DE MÁQUINA

1. NÍVEL CONVENCIONAL DE MÁQUINA 1. NÍVEL CONVENCIONAL DE MÁQUINA Relembrando a nossa matéria de Arquitetura de Computadores, a arquitetura de Computadores se divide em vários níveis como já estudamos anteriormente. Ou seja: o Nível 0

Leia mais

Unidade Central de Processamento

Unidade Central de Processamento Unidade Central de Processamento heloar.alves@gmail.com Site: heloina.com.br 1 CPU A Unidade Central de Processamento (UCP) ou CPU (Central Processing Unit), também conhecida como processador, é responsável

Leia mais

A Unidade Central de Processamento é a responsável pelo processamento e execução de programas armazenados na MP.

A Unidade Central de Processamento é a responsável pelo processamento e execução de programas armazenados na MP. A ARQUITETURA DE UM COMPUTADOR A arquitetura básica de um computador moderno segue ainda de forma geral os conceitos estabelecidos pelo Professor da Universidade de Princeton, John Von Neumann (1903-1957),

Leia mais

- Aula 1 - ARQUITETURA DE COMPUTADORES

- Aula 1 - ARQUITETURA DE COMPUTADORES - Aula 1 - ARQUITETURA DE COMPUTADORES Em arquitetura de computadores serão estudados aspectos da estrutura e do funcionamento dos computadores. O objetivo é apresentar de forma clara e abrangente a natureza

Leia mais

Introdução à Arquitetura de Computadores IFES Campus Serra

Introdução à Arquitetura de Computadores IFES Campus Serra Os computadores atuais possuem seis ou mais níveis de máquinas conforme podemos observar no quadro abaixo Nível de linguagem orientada para problemas Nível de linguagem de montagem Nível de sistema operacional

Leia mais

Organização de Computadores 1

Organização de Computadores 1 Organização de Computadores 1 5 CONJUNTO DE INSTRUÇÕES Prof. Luiz Gustavo A. Martins Introdução O que é um conjunto de instruções? Coleção completa das instruções que a CPU é capaz de executar (entende).

Leia mais

2. A influência do tamanho da palavra

2. A influência do tamanho da palavra 1. Introdução O processador é o componente vital do sistema de computação, responsável pela realização das operações de processamento (os cálculos matemáticos etc.) e de controle, durante a execução de

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES

ARQUITETURA DE COMPUTADORES ARQUITETURA DE COMPUTADORES Aula 08: UCP Características dos elementos internos da UCP: registradores, unidade de controle, decodificador de instruções, relógio do sistema. Funções do processador: controle

Leia mais

Componentes do Computador e. aula 3. Profa. Débora Matos

Componentes do Computador e. aula 3. Profa. Débora Matos Componentes do Computador e modelo de Von Neumann aula 3 Profa. Débora Matos O que difere nos componentes que constituem um computador? Princípios básicos Cada computador tem um conjunto de operações e

Leia mais

Introdução. Introdução. Introdução. Organização Estruturada de Computadores. Introdução. Máquinas Multiníveis

Introdução. Introdução. Introdução. Organização Estruturada de Computadores. Introdução. Máquinas Multiníveis Ciência da Computação Arq. e Org. de Computadores Máquinas Multiníveis Prof. Sergio Ribeiro Computador digital máquina que resolve problemas executando uma série de instruções. Programa conjunto de instruções

Leia mais

28/9/2010. Unidade de Controle Funcionamento e Implementação

28/9/2010. Unidade de Controle Funcionamento e Implementação Arquitetura de Computadores Unidade de Controle Funcionamento e Implementação Prof. Marcos Quinet Universidade Federal Fluminense P.U.R.O. Operação da Unidade de Controle Unidade de controle: parte do

Leia mais

Visão geral do sistema de armazenamento e hierarquia de memória

Visão geral do sistema de armazenamento e hierarquia de memória Visão geral do sistema de armazenamento e hierarquia de memória Conhecer os dispositivos de armazenamento por meio do conceito e dos tipos de memórias utilizadas no computador. Subsistemas de memória Memória

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES - 1866

ARQUITETURA DE COMPUTADORES - 1866 7 Unidade Central de Processamento (UCP): O processador é o componente vital do sistema de computação, responsável pela realização das operações de processamento e de controle, durante a execução de um

Leia mais

PROJETO LÓGICO DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

PROJETO LÓGICO DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 5 - O NÍVEL DA LINGUAGEM DE MONTAGEM 1. INTRODUÇÃO É relativamente fácil compreender os fundamentos da programação de computadores, sob o ponto de vista da inteligibilidade dos comandos de alto

Leia mais

Unidade Central de Processamento (CPU) Processador. Renan Manola Introdução ao Computador 2010/01

Unidade Central de Processamento (CPU) Processador. Renan Manola Introdução ao Computador 2010/01 Unidade Central de Processamento (CPU) Processador Renan Manola Introdução ao Computador 2010/01 Componentes de um Computador (1) Computador Eletrônico Digital É um sistema composto por: Memória Principal

Leia mais

1 - Processamento de dados

1 - Processamento de dados Conceitos básicos sobre organização de computadores 2 1 - Processamento de dados O que é processamento? O que é dado? Dado é informação? Processamento é a manipulação das informações coletadas (dados).

Leia mais

Sistemas Computacionais II Professor Frederico Sauer

Sistemas Computacionais II Professor Frederico Sauer Sistemas Computacionais II Professor Frederico Sauer Livro-texto: Introdução à Organização de Computadores 4ª edição Mário A. Monteiro Livros Técnicos e Científicos Editora. Atenção: Este material não

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores I. de Computadores

Organização e Arquitetura de Computadores I. de Computadores Universidade Federal de Campina Grande Unidade Acadêmica de Sistemas e Computação Curso de Bacharelado em Ciência da Computação Organização e Arquitetura de Computadores I Organização Básica B de Computadores

Leia mais

3/9/2010. Ligação da UCP com o barramento do. sistema. As funções básicas dos registradores nos permitem classificá-los em duas categorias:

3/9/2010. Ligação da UCP com o barramento do. sistema. As funções básicas dos registradores nos permitem classificá-los em duas categorias: Arquitetura de Computadores Estrutura e Funcionamento da CPU Prof. Marcos Quinet Universidade Federal Fluminense P.U.R.O. Revisão dos conceitos básicos O processador é o componente vital do sistema de

Leia mais

Arquiteturas RISC. (Reduced Instructions Set Computers)

Arquiteturas RISC. (Reduced Instructions Set Computers) Arquiteturas RISC (Reduced Instructions Set Computers) 1 INOVAÇÕES DESDE O SURGIMENTO DO COMPU- TADOR DE PROGRAMA ARMAZENADO (1950)! O conceito de família: desacoplamento da arquitetura de uma máquina

Leia mais

Máquina Multinível. Um programa pode ser definido como uma seqüência de instruções que descrevem como executar uma determinada tarefa.

Máquina Multinível. Um programa pode ser definido como uma seqüência de instruções que descrevem como executar uma determinada tarefa. Máquina Multinível Um programa pode ser definido como uma seqüência de instruções que descrevem como executar uma determinada tarefa. Uma instrução pode ser definida como um comando para o processador.

Leia mais

Tais operações podem utilizar um (operações unárias) ou dois (operações binárias) valores.

Tais operações podem utilizar um (operações unárias) ou dois (operações binárias) valores. Tais operações podem utilizar um (operações unárias) ou dois (operações binárias) valores. 7.3.1.2 Registradores: São pequenas unidades de memória, implementadas na CPU, com as seguintes características:

Leia mais

Arquitetura de Computadores Paralelismo, CISC X RISC, Interpretação X Tradução, Caminho de dados

Arquitetura de Computadores Paralelismo, CISC X RISC, Interpretação X Tradução, Caminho de dados Arquitetura de Computadores Paralelismo, CISC X RISC, Interpretação X Tradução, Caminho de dados Organização de um Computador Típico Memória: Armazena dados e programas. Processador (CPU - Central Processing

Leia mais

PROJETO LÓGICO DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

PROJETO LÓGICO DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 2 - O NÍVEL DA MICROARQUITETURA 1. INTRODUÇÃO Este é o nível cuja função é implementar a camada ISA (Instruction Set Architeture). O seu projeto depende da arquitetura do conjunto das instruções

Leia mais

Nível da Microarquitetura

Nível da Microarquitetura Nível da Microarquitetura (Aula 10) Roberta Lima Gomes - LPRM/DI/UFES Sistemas de Programação I Eng. Elétrica 2007/2 Agradecimentos: Camilo Calvi - LPRM/DI/UFES Máquina de Vários Níveis Modernas (ISA)

Leia mais

Figura 1 - O computador

Figura 1 - O computador Organização e arquitectura dum computador Índice Índice... 2 1. Introdução... 3 2. Representação da informação no computador... 4 3. Funcionamento básico dum computador... 5 4. Estrutura do processador...

Leia mais

CISC RISC Introdução A CISC (em inglês: Complex Instruction Set Computing, Computador com um Conjunto Complexo de Instruções), usada em processadores Intel e AMD; suporta mais instruções no entanto, com

Leia mais

Linguagem de Montagem Funcionamento de CPU e Assembly Rudimentar

Linguagem de Montagem Funcionamento de CPU e Assembly Rudimentar Componentes de um Computador (5) Linguagem de Montagem Funcionamento de CPU e Assembly Rudimentar Prof. João Paulo A. Almeida (jpalmeida@inf.ufes.br) 2007/01 - INF02597 Com slides de Roberta Lima Gomes

Leia mais

Introdução. INF1005 Programação I 33K Prof. Gustavo Moreira gmoreira@inf.puc-rio.br

Introdução. INF1005 Programação I 33K Prof. Gustavo Moreira gmoreira@inf.puc-rio.br Introdução INF1005 Programação I 33K Prof. Gustavo Moreira gmoreira@inf.puc-rio.br introdução Tópicos conceitos básicos o que é um programa um programa na memória decifrando um código referência Capítulo

Leia mais

NOTAS DE AULA Prof. Antonio Carlos Schneider Beck Filho (UFSM) Prof. Júlio Carlos Balzano de Mattos (UFPel) Arquitetura de Von Neumann

NOTAS DE AULA Prof. Antonio Carlos Schneider Beck Filho (UFSM) Prof. Júlio Carlos Balzano de Mattos (UFPel) Arquitetura de Von Neumann Universidade Federal de Santa Maria NOTAS DE AULA Prof. Antonio Carlos Schneider Beck Filho (UFSM) Prof. Júlio Carlos Balzano de Mattos (UFPel) Arquitetura de Von Neumann O modelo (ou arquitetura) de von

Leia mais

Hardware (Nível 0) Organização. Interface de Máquina (IM) Interface Interna de Microprogramação (IIMP)

Hardware (Nível 0) Organização. Interface de Máquina (IM) Interface Interna de Microprogramação (IIMP) Hardware (Nível 0) Organização O AS/400 isola os usuários das características do hardware através de uma arquitetura de camadas. Vários modelos da família AS/400 de computadores de médio porte estão disponíveis,

Leia mais

Processadores. Prof. Alexandre Beletti Ferreira

Processadores. Prof. Alexandre Beletti Ferreira Processadores Prof. Alexandre Beletti Ferreira Introdução O processador é um circuito integrado de controle das funções de cálculos e tomadas de decisão de um computador. Também é chamado de cérebro do

Leia mais

3. Arquitetura Básica do Computador

3. Arquitetura Básica do Computador 3. Arquitetura Básica do Computador 3.1. Modelo de Von Neumann Dar-me-eis um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro; dois pela segunda, quatro pela terceira, oito pela quarta, e assim dobrando sucessivamente,

Leia mais

BARRAMENTO DO SISTEMA

BARRAMENTO DO SISTEMA BARRAMENTO DO SISTEMA Memória Principal Processador Barramento local Memória cachê/ ponte Barramento de sistema SCSI FireWire Dispositivo gráfico Controlador de vídeo Rede Local Barramento de alta velocidade

Leia mais

Introdução à Programação de Computadores

Introdução à Programação de Computadores 1. Objetivos Introdução à Programação de Computadores Nesta seção, vamos discutir os componentes básicos de um computador, tanto em relação a hardware como a software. Também veremos uma pequena introdução

Leia mais

O processador é composto por: Unidade de controlo - Interpreta as instruções armazenadas; - Dá comandos a todos os elementos do sistema.

O processador é composto por: Unidade de controlo - Interpreta as instruções armazenadas; - Dá comandos a todos os elementos do sistema. O processador é composto por: Unidade de controlo - Interpreta as instruções armazenadas; - Dá comandos a todos os elementos do sistema. Unidade aritmética e lógica - Executa operações aritméticas (cálculos);

Leia mais

2. NÍVEL DE SISTEMA OPERACIONAL

2. NÍVEL DE SISTEMA OPERACIONAL 2. NÍVEL DE SISTEMA OPERACIONAL Nos períodos anteriores foram mostrados os níveis iniciais da organização de um computador, quando vimos em Circuitos Digitais os detalhes do Nível 0 (zero) de Lógica Digital.

Leia mais

FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA: ARQUITETURA DE COMPUTADORES

FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA: ARQUITETURA DE COMPUTADORES FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA: ARQUITETURA DE COMPUTADORES Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br Conceito de Computador Um computador digital é

Leia mais

Informática I. Aula 4. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 4-11/09/2006 1

Informática I. Aula 4. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 4-11/09/2006 1 Informática I Aula 4 http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 4-11/09/2006 1 Ementa Histórico dos Computadores Noções de Hardware e Software Microprocessadores Sistemas Numéricos e Representação

Leia mais

Unidade: Arquitetura de computadores e conversão entre

Unidade: Arquitetura de computadores e conversão entre Unidade: Arquitetura de computadores e conversão entre Unidade bases I: numéricas 0 Unidade: Arquitetura de computadores e conversão entre bases numéricas 1 - Conceitos básicos sobre arquitetura de computadores

Leia mais

ULA- Unidade Lógica Aritmética. Prof. Rômulo Calado Pantaleão Camara. Carga Horária: 60h

ULA- Unidade Lógica Aritmética. Prof. Rômulo Calado Pantaleão Camara. Carga Horária: 60h ULA- Unidade Lógica Aritmética. Prof. Rômulo Calado Pantaleão Camara Carga Horária: 60h Sumário Unidade Lógica Aritmetrica Registradores Unidade Lógica Operações da ULA Unidade de Ponto Flutuante Representação

Leia mais

Introdução à Engenharia de Computação

Introdução à Engenharia de Computação Introdução à Engenharia de Computação Tópico: O Computador como uma Máquina Multinível (cont.) José Gonçalves - LPRM/DI/UFES Introdução à Engenharia de Computação Máquina Multinível Moderna Figura 1 Máquina

Leia mais

Disciplina: Organização de computadores

Disciplina: Organização de computadores Disciplina: Organização de computadores Professora: Carolina D. G. dos Santos E-mail: profcarolinadgs@gmail.com Página: profcarolinadgs.webnode.com.br Unip / Prof. a Carolina 1 à Computador Conceitos Básicos

Leia mais

Aula 26: Arquiteturas RISC vs. CISC

Aula 26: Arquiteturas RISC vs. CISC Aula 26: Arquiteturas RISC vs CISC Diego Passos Universidade Federal Fluminense Fundamentos de Arquiteturas de Computadores Diego Passos (UFF) Arquiteturas RISC vs CISC FAC 1 / 33 Revisão Diego Passos

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais Sistemas de Entrada/Saída Princípios de Hardware Sistema de Entrada/Saída Visão Geral Princípios de Hardware Dispositivos de E/S Estrutura Típica do Barramento de um PC Interrupções

Leia mais

Sistema de Computação

Sistema de Computação Sistema de Computação Máquinas multinível Nível 0 verdadeiro hardware da máquina, executando os programas em linguagem de máquina de nível 1 (portas lógicas); Nível 1 Composto por registrados e pela ALU

Leia mais

Processadores BIP. Conforme Morandi et al (2006), durante o desenvolvimento do BIP, foram definidas três diretrizes de projeto:

Processadores BIP. Conforme Morandi et al (2006), durante o desenvolvimento do BIP, foram definidas três diretrizes de projeto: Processadores BIP A família de processadores BIP foi desenvolvida por pesquisadores do Laboratório de Sistemas Embarcados e Distribuídos (LSED) da Universidade do Vale do Itajaí UNIVALI com o objetivo

Leia mais

Conjunto de instruções do CPU. Arquitectura de um computador. Definição das instruções (1) Definição das instruções (2)

Conjunto de instruções do CPU. Arquitectura de um computador. Definição das instruções (1) Definição das instruções (2) Arquitectura de um computador Caracterizada por: Conjunto de instruções do processador (ISA Estrutura interna do processador (que registadores existem, etc Modelo de memória (dimensão endereçável, alcance

Leia mais

Unidade Central de Processamento Organização da UCP Execução de instruções em paralelo ("pipeline") Execução de programas

Unidade Central de Processamento Organização da UCP Execução de instruções em paralelo (pipeline) Execução de programas http://www.ic.uff.br/~debora/fac! Dar noções iniciais dos componentes básicos de um sistema de computador, assim também como conceitos fundamentais necessários para a manipulação de informação dentro do

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores I. Introdução. Ivan Saraiva Silva Leonardo Casillo

Organização e Arquitetura de Computadores I. Introdução. Ivan Saraiva Silva Leonardo Casillo Organização e Arquitetura de Computadores I Introdução Ivan Saraiva Silva Leonardo Casillo Sumário Introdução Bibliografia Recomendada O que é um computador Organização de um Computador Modelo de Von Neumann

Leia mais

Aula 14: Instruções e Seus Tipos

Aula 14: Instruções e Seus Tipos Aula 14: Instruções e Seus Tipos Diego Passos Universidade Federal Fluminense Fundamentos de Arquiteturas de Computadores Diego Passos (UFF) Instruções e Seus Tipos FAC 1 / 35 Conceitos Básicos Diego Passos

Leia mais

1 MÁQUINAS VIRTUAIS, MÁQUINAS MULTINÍVEL E LINGUAGENS

1 MÁQUINAS VIRTUAIS, MÁQUINAS MULTINÍVEL E LINGUAGENS 1 MÁQUINAS VIRTUAIS, MÁQUINAS MULTINÍVEL E LINGUAGENS 1.1 - INTRODUÇÃO Um computador digital é uma máquina capaz de nos solucionar problemas através da execução de instruções que lhe são fornecidas. Denomina-se

Leia mais

Software. Professora Milene Selbach Silveira Prof. Celso Maciel da Costa Faculdade de Informática - PUCRS

Software. Professora Milene Selbach Silveira Prof. Celso Maciel da Costa Faculdade de Informática - PUCRS Software Professora Milene Selbach Silveira Prof. Celso Maciel da Costa Faculdade de Informática - PUCRS ESQUEMA DE UM SISTEMA DE COMPUTADOR Unidades de Entrada - Teclado - Scanner - Caneta Ótica - Leitora

Leia mais

1. CAPÍTULO COMPUTADORES

1. CAPÍTULO COMPUTADORES 1. CAPÍTULO COMPUTADORES 1.1. Computadores Denomina-se computador uma máquina capaz de executar variados tipos de tratamento automático de informações ou processamento de dados. Os primeiros eram capazes

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES

ARQUITETURA DE COMPUTADORES 01001111 01110010 01100111 01100001 01101110 01101001 01111010 01100001 11100111 11100011 01101111 00100000 01100100 01100101 00100000 01000011 01101111 01101101 01110000 01110101 01110100 01100001 01100100

Leia mais

Arquitetura de Computadores. Tipos de Instruções

Arquitetura de Computadores. Tipos de Instruções Arquitetura de Computadores Tipos de Instruções Tipos de instruções Instruções de movimento de dados Operações diádicas Operações monádicas Instruções de comparação e desvio condicional Instruções de chamada

Leia mais

Capítulo 1 Introdução

Capítulo 1 Introdução Capítulo 1 Introdução Programa: Seqüência de instruções descrevendo como executar uma determinada tarefa. Computador: Conjunto do hardware + Software Os circuitos eletrônicos de um determinado computador

Leia mais

Edeyson Andrade Gomes

Edeyson Andrade Gomes Sistemas Operacionais Conceitos de Arquitetura Edeyson Andrade Gomes www.edeyson.com.br Roteiro da Aula Máquinas de Níveis Revisão de Conceitos de Arquitetura 2 Máquina de Níveis Máquina de níveis Computador

Leia mais

Arquitetura de Computadores. Ivan Saraiva Silva

Arquitetura de Computadores. Ivan Saraiva Silva Arquitetura de Computadores Introdução Ivan Saraiva Silva Sumário Introdução Bibliografia Recomendada O que é um computador Organização de um Computador Modelo de Von Neumann IAS Máquina de Von Neuman

Leia mais

ISL - Introdução. Sistema. Binário. Introdução. Tipos de Computador. Sub title text goes here. Unused Section Space 2. Unused Section Space 1

ISL - Introdução. Sistema. Binário. Introdução. Tipos de Computador. Sub title text goes here. Unused Section Space 2. Unused Section Space 1 ISL - Introdução Sub title text goes here Introdução Tipos de Computador Sistema Computacional Processamento de Dados Arquitetura Sistema Binário Software Unused Section Space 1 Exercício Unused Section

Leia mais

Componentes de um Computador: Modelo Von Neumann

Componentes de um Computador: Modelo Von Neumann Componentes de um Computador: Modelo Von Neumann Modelo de Von Neumann O nome refere-se ao matemático John Von Neumann que foi considerado o criador dos computadores da forma que são projetados até hoje.

Leia mais

PROCESSADOR. Montagem e Manutenção de Microcomputadores (MMM).

PROCESSADOR. Montagem e Manutenção de Microcomputadores (MMM). PROCESSADOR Montagem e Manutenção de Microcomputadores (MMM). INTRODUÇÃO O processador é o C.I. mais importante do computador. Ele é considerado o cérebro do computador, também conhecido como uma UCP -

Leia mais

LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO

LÓGICA DE PROGRAMAÇÃO Todos direitos reservados. Proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo mecânico, eletrônico, reprográfico, etc., sem a autorização, por escrito, do(s) autor(es) e da editora. LÓGICA DE

Leia mais

Visão Geral da Arquitetura de Computadores. Prof. Elthon Scariel Dias

Visão Geral da Arquitetura de Computadores. Prof. Elthon Scariel Dias Visão Geral da Arquitetura de Computadores Prof. Elthon Scariel Dias O que é Arquitetura de Computadores? Há várias definições para o termo arquitetura de computadores : É a estrutura e comportamento de

Leia mais

ARQUITETURA DE COMPUTADORES

ARQUITETURA DE COMPUTADORES ARQUITETURA DE COMPUTADORES Sistema de Numeração Prof Daves Martins Msc Computação de Alto Desempenho Email: daves.martins@ifsudestemg.edu.br Sistemas Numéricos Principais sistemas numéricos: Decimal 0,

Leia mais

Computador Digital Circuitos de um computador (Hardware)

Computador Digital Circuitos de um computador (Hardware) Computador Digital SIS17 - Arquitetura de Computadores (Parte I) Máquina que pode resolver problemas executando uma série de instruções que lhe são fornecidas. Executa Programas conjunto de instruções

Leia mais

Conceitos de Linguagens de Programação

Conceitos de Linguagens de Programação Conceitos de Linguagens de Programação Aula 07 Nomes, Vinculações, Escopos e Tipos de Dados Edirlei Soares de Lima Introdução Linguagens de programação imperativas são abstrações

Leia mais

Guilherme Pina Cardim. Relatório de Sistemas Operacionais I

Guilherme Pina Cardim. Relatório de Sistemas Operacionais I Guilherme Pina Cardim Relatório de Sistemas Operacionais I Presidente Prudente - SP, Brasil 30 de junho de 2010 Guilherme Pina Cardim Relatório de Sistemas Operacionais I Pesquisa para descobrir as diferenças

Leia mais

CAPÍTULO 7 NÍVEL DE LINGUAGEM DE MONTAGEM

CAPÍTULO 7 NÍVEL DE LINGUAGEM DE MONTAGEM CAPÍTULO 7 NÍVEL DE LINGUAGEM DE MONTAGEM 71 Introdução Difere dos níveis inferiores por ser implementado por tradução A tradução é usada quando um processador está disponível para uma mensagem fonte mas

Leia mais

Entrada e Saída. Prof. Leonardo Barreto Campos 1

Entrada e Saída. Prof. Leonardo Barreto Campos 1 Entrada e Saída Prof. Leonardo Barreto Campos 1 Sumário Introdução; Dispositivos Externos; E/S Programada; E/S Dirigida por Interrupção; Acesso Direto à Memória; Bibliografia. Prof. Leonardo Barreto Campos

Leia mais

Arquitetura de processadores: RISC e CISC

Arquitetura de processadores: RISC e CISC Arquitetura de processadores: RISC e CISC A arquitetura de processador descreve o processador que foi usado em um computador. Grande parte dos computadores vêm com identificação e literatura descrevendo

Leia mais

Introdução à Arquitetura de Computadores

Introdução à Arquitetura de Computadores Introdução à Arquitetura de Computadores Um programa pode ser definido como uma seqüência de instruções que descrevem como executar uma determinada tarefa. Uma instrução pode ser definida como um comando

Leia mais

Máquinas Multiníveis

Máquinas Multiníveis Infra-Estrutura de Hardware Máquinas Multiníveis Prof. Edilberto Silva www.edilms.eti.br edilms@yahoo.com Sumário Conceitos básicos Classificação de arquiteturas Tendências da tecnologia Família Pentium

Leia mais

Organização e Arquitetura de Computadores I

Organização e Arquitetura de Computadores I Organização e Arquitetura de Computadores I Caminho de Dados Slide 1 Sumário Introdução Convenções Lógicas de Projeto Construindo um Caminho de Dados O Controle da ULA Projeto da Unidade de Controle Principal

Leia mais

Microprocessadores. Prof. Leonardo Barreto Campos 1

Microprocessadores. Prof. Leonardo Barreto Campos 1 Microprocessadores Prof. Leonardo Barreto Campos 1 Sumário Introdução; Arquitetura de Microprocessadores; Unidade de Controle UC; Unidade Lógica Aritméticas ULA; Arquitetura de von Neumann; Execução de

Leia mais

Organização Básica de Computadores. Memória. Memória. Memória. Memória. Memória Parte I. Computador eletrônico digital. Sistema composto por

Organização Básica de Computadores. Memória. Memória. Memória. Memória. Memória Parte I. Computador eletrônico digital. Sistema composto por Ciência da Computação Arq. e Org. de Computadores Parte I Organização Básica de Computadores Computador eletrônico digital Sistema composto por processador memória dispositivos de entrada e saída interligados.

Leia mais

Programando o computador IAS

Programando o computador IAS Programando o computador IAS Edson Borin e Rafael Auler 21 de março de 2012 1 Introdução O computador IAS foi um dos primeiros computadores a implementar o conceito do programa armazenado. Neste paradigma,

Leia mais

Sistemas de numeração e conversão de bases Conversões;bit e byte (conceituação)

Sistemas de numeração e conversão de bases Conversões;bit e byte (conceituação) Sistemas de numeração e conversão de bases Conversões;bit e byte (conceituação) Cálculo de conversão de bases para responder às questões pertinentes à execução das especificações nas configurações de sistemas,

Leia mais

Conceitos básicos. Universidade Tuiuti do Paraná UTP Faculdade de Ciências Exatas - FACET Tecnologia de Análise e Desenvolvimento de Sistemas

Conceitos básicos. Universidade Tuiuti do Paraná UTP Faculdade de Ciências Exatas - FACET Tecnologia de Análise e Desenvolvimento de Sistemas Conceitos básicos Universidade Tuiuti do Paraná UTP Faculdade de Ciências Exatas - FACET Tecnologia de Análise e Desenvolvimento de Sistemas Organização de Computadores Prof. André Luiz 1 Um computador

Leia mais

Capítulo 3 Processadores de Propósito Geral: Software

Capítulo 3 Processadores de Propósito Geral: Software Capítulo 3 Processadores de Propósito Geral: Software Prof. Romis Attux EA075 2015 Obs: Os slides são parcialmente baseados nos dos autores do livro texto Processadores de Propósito Geral Um processador

Leia mais

Introdução. A Informação e sua Representação (Parte III) Universidade Federal de Campina Grande Departamento de Sistemas e Computação

Introdução. A Informação e sua Representação (Parte III) Universidade Federal de Campina Grande Departamento de Sistemas e Computação Universidade Federal de Campina Grande Departamento de Sistemas e Computação Introdução à Computação A Informação e sua Representação (Parte III) Prof.a Joseana Macêdo Fechine Régis de Araújo joseana@computacao.ufcg.edu.br

Leia mais

Informática I. Aula 5. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 5-13/05/2006 1

Informática I. Aula 5. http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 5-13/05/2006 1 Informática I Aula 5 http://www.ic.uff.br/~bianca/informatica1/ Aula 5-13/05/2006 1 Ementa Histórico dos Computadores Noções de Hardware e Software Microprocessadores Sistemas Numéricos e Representação

Leia mais

ALP Algoritmos e Programação. . Linguagens para Computadores

ALP Algoritmos e Programação. . Linguagens para Computadores ALP Algoritmos e Programação Iniciação aos computadores. Linguagens para Computadores. Compiladores, Interpretadores. Ambientes de Programação 1 Linguagens para Computadores. Linguagem binária: Dispositivos

Leia mais

Organização de Computadores 1. Prof. Luiz Gustavo A. Martins

Organização de Computadores 1. Prof. Luiz Gustavo A. Martins Organização de Computadores 1 1 - INTRODUÇÃO Prof. Luiz Gustavo A. Martins Arquitetura Define os elementos que impactuam diretamente na execução lógica do programa. Corresponde aos atributos visíveis veis

Leia mais

Arquitetura de Computadores 1

Arquitetura de Computadores 1 Prof. João Marcelo M Fernandes TANENBAUM, Andrew S. Organização Estruturada de computadores 4a Edição. Rio de Janeiro: Printice-Hall do Brasil, 2001 Agenda do Curso Organização estruturada de computadores

Leia mais

Instituto Politécnico. Curso: Tec. Redes de Computadores. Disciplina: Organização de Computadores. Prof.: Fábio Lucena Veloso

Instituto Politécnico. Curso: Tec. Redes de Computadores. Disciplina: Organização de Computadores. Prof.: Fábio Lucena Veloso Instituto Politécnico Curso: Tec. Redes de Computadores Disciplina: Organização de Computadores Prof.: Fábio Lucena Veloso Curso: Tec. Análise de Sistemas Disciplina: Organização de Computadores Prof.:

Leia mais

Introdução à Lógica de Programação

Introdução à Lógica de Programação Introdução à Lógica de Programação Sistemas Numéricos As informações inseridas em um computador são traduzidos em dados, ou seja, em sinais que podem ser manipulados pelo computador. O computador trabalha

Leia mais

Sistema de Numeração e Conversão entre Sistemas. Prof. Rômulo Calado Pantaleão Camara. Carga Horária: 60h

Sistema de Numeração e Conversão entre Sistemas. Prof. Rômulo Calado Pantaleão Camara. Carga Horária: 60h Sistema de Numeração e Conversão entre Sistemas. Prof. Rômulo Calado Pantaleão Camara Carga Horária: 60h Representação de grandeza com sinal O bit mais significativo representa o sinal: 0 (indica um número

Leia mais

Introdução à Arquitetura de Computadores. Renan Manola Introdução ao Computador 2010/01

Introdução à Arquitetura de Computadores. Renan Manola Introdução ao Computador 2010/01 Introdução à Arquitetura de Computadores Renan Manola Introdução ao Computador 2010/01 Introdução Conceitos (1) Computador Digital É uma máquina que pode resolver problemas executando uma série de instruções

Leia mais

Introdução a Ciência da Computação Unidade V Hardware - Arquitetura de um Sistema de Computação - Processador. Processador. Introdução.

Introdução a Ciência da Computação Unidade V Hardware - Arquitetura de um Sistema de Computação - Processador. Processador. Introdução. Introdução a Ciência da Computação Unidade V Hardware - Arquitetura de um Sistema de Computação - Processador Processador - Introdução - - Instrução de máquina - Ciclo da instrução - - Função de processamento

Leia mais

Arquitetura de Computadores - Revisão -

Arquitetura de Computadores - Revisão - Arquitetura de Computadores - Revisão - Principais funções de um Sistema Operacional Componentes básicos da Arquitetura Barramentos Registradores da CPU Ciclo de Instruções Interrupções Técnicas de E/S

Leia mais

Sistemas Operacionais

Sistemas Operacionais Sistemas Operacionais Aula 01 - Introdução Prof. Maxwell Anderson www.maxwellanderson.com.br Capítulo 1: Introdução O que é um sistema operacional? Componentes de um sistema operacional O que faz parte

Leia mais

Introdução à Engenharia de Computação

Introdução à Engenharia de Computação Introdução à Engenharia de Computação Tópico: Organização Básica de um Computador Digital Introdução à Engenharia de Computação 2 Componentes de um Computador Computador Eletrônico Digital É um sistema

Leia mais

SIS17 - Arquitetura de Computadores

SIS17 - Arquitetura de Computadores SIS17 - Arquitetura de Computadores Organização Básica B de Computadores (Parte I) Organização Básica B de Computadores Composição básica b de um Computador eletrônico digital Processador Memória Memória

Leia mais

Unidade 10: A Unidade Lógica Aritmética e as Instruções em Linguagem de Máquina Prof. Daniel Caetano

Unidade 10: A Unidade Lógica Aritmética e as Instruções em Linguagem de Máquina Prof. Daniel Caetano Arquitetura e Organização de Computadores 1 Unidade 10: A Unidade Lógica Aritmética e as Instruções em Linguagem de Máquina Prof. Daniel Caetano Objetivo: Apresentar as funções o mecanismo de atuação da

Leia mais

Flip-Flops (Aplicações) Prof. Rômulo Calado Pantaleão Camara

Flip-Flops (Aplicações) Prof. Rômulo Calado Pantaleão Camara Flip-Flops (Aplicações) Prof. Rômulo Calado Pantaleão Camara Carga Horária: 2h/60h Pulsos Digitais Pulso positivo: executa sua função quando está em nível alto Pulso negativo: executa sua função quando

Leia mais

Memória Cache. Prof. Leonardo Barreto Campos 1

Memória Cache. Prof. Leonardo Barreto Campos 1 Memória Cache Prof. Leonardo Barreto Campos 1 Sumário Introdução; Projeto de Memórias Cache; Tamanho; Função de Mapeamento; Política de Escrita; Tamanho da Linha; Número de Memórias Cache; Bibliografia.

Leia mais