Boletim da. Depósito na ABP, uma tentativa de proteção à criação publicitária. Resoluções da ABPI. Reuniões das Comissões de Estudo

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1 Boletim da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA PROPRIEDADE INTELECTUAL Agosto de nº 44 Depósito na ABP, uma tentativa de proteção à criação publicitária A Lei de Propriedade Industrial deixou ao desabrigo as expressões e sinais de propaganda. Tendo-se abolido o seu registro específico, sua tutela foi remetida ao direito comum nas disposições gerais que tratam de repressão à concorrência desleal. Para falar sobre a solução imaginada pela Associação Brasileira de Propaganda - ABP, o seu consultor, dr. João Luiz Faria Netto, foi o palestrante da reunião mensal da ABPI, abordando o tema no dia 17 de julho, no Rio de Janeiro. Página 4 Resoluções da ABPI O Conselho Diretor e o Comitê Executivo da ABPI aprovaram em agosto três resoluções. No dia 14, foi aprovada a Resolução da ABPI n 49 sobre o Anteprojeto de Lei de Acesso a Material Genético. Página 7. No dia 17, foram aprovadas a Resolução da ABPI n 50 sobre o PCT - Patent Cooperation Treaty - Extensão de Prazo (Página 8) e a Resolução da ABPI n 51 sobre Registros de Nome de Domínio - PLS 234/02 e PL 256/03. Página 10 Reuniões das Comissões de Estudo As Comissões de Estudo realizaram reuniões nos dias 16 e 17 de agosto no Hotel Transamérica, em São Paulo. Página 3 Novos Grupos de Trabalho da ABPI A ABPI criou em agosto três novos Grupos de Trabalho: ISS (Lei Complementar 116/03), Adaptação do Estatuto da ABPI ao novo Código Civil e Nomes Comuns Brasileiros Registrados como Marcas no Exterior. Página 11 ABPI 40 anos e homenagem a fundadores Neste ano em que a ABPI comemora 40 anos de sua fundação, tem matéria na página 3 sobre o jantar comemorativo, e a homenagem a fundadores na página 8. A soprano Celina Ietto. O jantar de comemoração dos 40 anos da ABPI. Nº 44 Agosto de 2003 Boletim da ABPI 1

2 Editorial A polêmica do novo registro de campanhas publicitárias Rodrigo Sérgio Bonan de Aguiar Coordenador da Comissão de Estudo de Integração Regional O revogado Código da Propriedade Industrial, Lei 5.772, de 21 de dezembro de 1971, previa, em seu Título II, a proteção às marcas de indústria, de comércio e de serviços e expressões ou sinais de propaganda. Era uma lei editada em pleno regime militar, que sofreu as influências políticas da época, inclusive, relacionadas aos meios de comunicação. Durante os 25 anos de vigência do CPI, os registros de expressões ou sinais de propaganda foram efetuados regularmente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial. O registro tinha validade para todo o território nacional e vigorava pelo prazo de dez anos, contado da data da expedição do certificado, podendo esse prazo ser prorrogado por períodos iguais e sucessivos. Com efeito, somente após ser sancionada a Lei 9.279, de 14 de maio de 1996, é que restaram sem previsão de registro as expressões ou sinais de propaganda, sendo-lhes garantida, no entanto, a permanência em vigor pelo prazo de vigência restante, não podendo ser prorrogados. Sepultado ficou o assunto no âmbito de atuação do INPI. Diante das situações peculiares enfrentadas pelos anunciantes e pelas agências de publicidade, em especial diante das licitações para órgãos públicos, resultando em eventual utilização de campanhas não vencedoras, partiu-se para a criação de um novo registro, próprio da Associação Brasileira de Propaganda (ABP). Em palestra realizada no mês de julho de 2003 no Rio de Janeiro, o dr. João Luiz Faria Netto defendeu a sua necessidade e utilidade. Debate caloroso surgiu após sua brilhante exposição, com sugestões, críticas e manifestações de apoio. E, diante de uma situação que exige, por vezes, rapidez e confidencialidade, indaga-se se um novo registro, perante a ABP, trará o resultado desejado, em especial nos processos judiciais envolvendo a violação da criação intelectual, sobretudo naquelas relacionadas a concorrência desleal, já que continuam tipificados, como crimes dessa modalidade, o uso de expressão ou sinal de propaganda alheios ou a sua imitação, de modo a criar confusão entre os produtos e estabelecimentos. Um novo depósito, apenas para fins de divulgação no futuro, sem qualquer análise do seu conteúdo, não significa, necessariamente, que se esteja conferindo ao seu titular o direito exclusivo de utilização. Ao contrário, mesmo que guardado em envelope fechado, podendo ser renovado a cada ano, não se elimina a possibilidade de ser fruto de plágio ou de outra prática ilícita que apenas será revelada se exigida a sua divulgação. No entanto, longe de contemplar apenas os interesses de agências cadastradas em determinados conselhos ou órgãos não oficiais, deve-se ter uma visão universal, sob a ótica da legislação que regula as mais diversas formas de proteção da expressão do pensamento humano, e aperfeiçoá-las, como vem sendo feito, em todas as nações civilizadas. Se há lacunas, deve-se fomentar a regulamentação da matéria através dos canais competentes ligados ao Poder Legislativo, onde, aliás, tramitam projetos objetivando, exatamente, atender a essa necessidade. A criação e concessão de registros sem o necessário respaldo legal poderão gerar, ao contrário do que se idealizou, uma situação de difícil análise e aceitação pelo Poder Judiciário, eis que não consolidados os princípios norteadores dessa proteção, pela via estatal. Até porque ninguém se escusa de cumprir a lei alegando que não a conhece. Daí a importância de aperfeiçoar os sistemas legais, inclusive para a adequada repressão, quando necessário. Notas Novos associados O Comitê Executivo e o Conselho Diretor da ABPI aprovaram em 17 de julho as propostas de filiação de: David Nilton Pereira de Lucena (S M Bonini Asses. Empresarial ME - Prop. Intelectual); José Cristiano Schmitt (particular); Larissa Dantas Ruiz (Garcia & Kenner Advogados); Luiz Antonio Rech (Caixa Econômica Federal); Marcelo Pereira Lobo (particular); Renata Pozzato Carneiro Monteiro (Francisco José Marques Sampaio Advogados); Sabrina Mareilla Bonini (S M Bonini Asses. Empresarial ME - Prop. Intelectual). Assembléia Geral elege nova diretoria da ABPI A Assembléia Geral Ordinária da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual - ABPI realizada em São Paulo, no dia 17 de agosto, elegeu o Comitê Executivo e o Conselho Diretor para o biênio 2004/2005. Comitê Executivo Presidente: Gustavo Starling Leonardos 1º Vice-presidente: SueIi Burger 2 Vice-presidente: Rodrigo Sérgio Bonan de Aguiar 3 Vice-presidente: Helio Fabbri Junior 4º Vice-presidente: Manoel J. Pereira dos Santos Diretor Relator: Cláudio Roberto Barbosa Diretora Editora: Lilian de Melo Silveira Diretor Secretário: Paulo Parente Marques Mendes Diretor Tesoureiro: Herlon Monteiro Fontes Conselho Diretor Adriana R. Albanez; Antonio de Figueiredo Murta Filho; Antonio Ferro Ricci; Carlos Henrique de Carvalho Fróes; Carlos Vicente da Silva Nogueira; Clovis Silveira; Custódio Afonso Torres de Almeida; Elias Marcos Guerra; Elisabeth Edith G. Kasznar Fekete; Henry Knox Sherrill; Jorge Raimundo Filho; José Carlos Tinoco Soares; José Henrique B. Moreira Lima Neto; José Roberto d Affonseca Gusmão; Lanir Orlando; Luciana Muller Chaves; Luis Carlos Galvão; Luiz Antonio Ricco Nunes; Luiz Edgard Montaury Pimenta; Maria Alicia Lima Peralta; Mariangela Vassallo; Mauro J. G. Arruda; Ricardo de Andrade Bérgamo da Silva; Ricardo P. Vieira de Mello; Roberto P. Vieira de Mello e Sonia Maria D Elboux Compõem, também, o Conselho Diretor como membros natos, Peter Dirk Siemsen; Luiz Leonardos; Gert Egon Dannemann; Juliana L. B. Viegas; José Antonio B. L. Faria Correa e Custódio de Almeida, ex-presidentes e diretor vitalício, respectivamente. Cartas para a redação do Boletim da ABPI Envie suas mensagens para a redação do Boletim da ABPI pelo Informações, críticas e sugestões serão avaliadas e respondidas, podendo ser publicadas ou não no Boletim após estudo de cada caso. Este boletim contém, excepcionalmente, doze páginas para a publicação, na íntegra, das Resoluções da ABPI nº 49, 50 e Boletim da ABPI Agosto de 2003 Nº 44

3 Notas ABPI comemora 40 anos A ABPI promoveu, em 17 de agosto, um jantar de confraternização da comunidade do direito de propriedade intelectual, comemorativo dos 40 anos de sua fundação, no Hotel Transamérica, em São Paulo, na véspera do XXIII Seminário Nacional da Propriedade Intelectual. Nessa ocasião foi, também, lançada a edição especial comemorativa da Revista da ABPI. A parte cultural do jantar foi de responsabilidade da orquestra Engenho Barroco, com a soprano Celina Ietto, sob a regência de Luís Gustavo Petri, na apresentação musical idealizada por André Heller, tendo no repertório canções e peças de Carlos Gomes, Edmundo Villani-Cortes, Alexandre e Luiz Levy, Alberto Nepomuceno e Guerra-Peixe. Comissões de Estudo As reuniões de agosto As Comissões de Estudo da ABPI realizaram reuniões concentradas nos dias 16 e 17 de agosto no Hotel Transamérica, em São Paulo. A Comissão de Estudo de Repressão às Infrações realizou outra reunião no dia 8 e a Comissão de Estudo de Patentes, no dia 27. Os temas tratados nas reuniões estão no quadro abaixo. Comissão de Estudo Data Tema(s) Coordenador e vice-coordenador Marcas 16/8 Questão 181 da AIPPI. Ricardo P. Vieira de Mello / Helio Fabbri Jr. Patentes 17/8 (I) Questões 180 e 183 da AIPPI. Gustavo José Ferreira Barbosa (II) Projeto de Lei sobre Licença Compulsória (PLCD 303 de 2003 e Maria Lavinia L. Maurell PL 139 de 1999). 27/8 Projeto de Lei 7.282/2002. Transferência de Tecnologia e Franquias 16/8 (I) Retomada discussão do Projeto de Lei 284/95, do deputado Aldo Rebello. Luiz Henrique do Amaral (II) CIDE. Juliana L. B. Viegas Software e Informática 16/8 Conclusão da análise do substitutivo ao Projeto de Lei 5.403/01, que José Henrique B. M. Lima Neto estabelece normas para a prestação de serviços de acesso à Internet. Marcello do Nascimento Direito Autoral 16/8 (I) Conclusão dos estudos de substitutivo ao artigo 46. Alvaro Loureiro / Mariangela Vassallo (II) Discussão da Questão 182 da AIPPI. Direito da Concorrência 16/8 A cláusula de não-concorrência no trespasse e a nova regra do artigo do Antonio de Figueiredo Murta Filho Código Civil. Possíveis efeitos na utilização de marcas. José Carlos Vaz e Dias Indicações Geográficas 16/8 (I) Proposta de harmonização de alguns artigos da Lei de Propriedade Industrial, relativos Pietro Ariboni a indicações geográficas, com o TRIPs: hierarquia normativa, possibilidade de registro Laetitia Maria Alice Pablo d Hanens de signos não constituídos por nomes geográficos, indicações geográficas que tenham se tornado genéricas, entre outros. (II) Início de estudos de anteprojeto legislativo para regulamentar o reconhecimento e declaração de indicações geográficas no Brasil e para regulamentar controle de qualidade de produtos. Integração Regional 17/8 Cuestionario de Indenización por Violación de Derechos de Propiedad Intelectual, Rodrigo Bonan de Aguiar dos comitês de Patentes e Marcas da ASIPI. Rodrigo Affonso de Ouro Preto Biotecnologia 17/8 (I) Resolução a ser apresentada à Assembléia Geral sobre o Anteprojeto Maria Thereza Wolff de Lei de Acesso a Recursos Genéticos. Gabriel Di Blasi Jr. (II) Atividades da Comissão em 2003 e assuntos gerais. Repressão às Infrações 08/08 Confrontar a Resolução da ABPI 17, de 20/09/2001, com o Projeto de Lei da Câmara 11, Ricardo Pinho de Paulo Parente M. Mendes 17/08 Relatório das atividades desenvolvidas no período 2002/2003. Nº 44 Agosto de 2003 Boletim da ABPI 3

4 Matéria de capa Depósito na ABP, uma tentativa de proteção à criação publicitária A Lei de Propriedade Industrial deixou ao desabrigo as expressões e sinais. Tendo-se abolido o seu registro específico, sua tutela foi remetida ao direito comum nas disposições gerais que tratam de repressão à concorrência desleal. Para falar sobre a solução imaginada pela Associação Brasileira de Propaganda - ABP, o seu consultor, dr. João Luiz Faria Netto, abordou, como palestrante da reunião mensal da ABPI, o tema Depósito na ABP, uma Tentativa de Proteção à Criação Publicitária, no dia 17 de julho, no Rio de Janeiro. Como destacou José Antonio B. L. Faria Correa, presidente da ABPI, Faria Netto atua no Sindicato de Agências do Rio de Janeiro, é fundador e diretor jurídico do Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária - Conar e, ainda, consultor do Conselho Executivo das Normas-Padrão - Cenpe, ex-diretor da Associação Nacional de Jornais - ANJ e responsável pelo departamento jurídico da TV Globo. Faria Netto disse haver uma história para uma entidade privada tentar se autoproteger, proteger os que trabalham nas atividades publicitárias, a expressão de propaganda e a criação publicitária. E começa com a criação da ABP em 1937, quando o Rio de Janeiro, além de capital da República, concentrava mais de 90% de toda a atividade publicitária nacional. E foi na ABP gestada a Lei 4.680/73, que regulamentou a publicidade no Brasil e incluiu a ABP como entidade fiscalizadora da atividade publicitária brasileira. O país se industrializava após a virada dos anos 50, a virada no período de exportações, e já começava a ter conflitos quanto aos conceitos de concorrência desleal, com os chamados reclames publicitários. E estabelecia os controles, a forma do registro de proteção à expressão publicitária, junto às marcas de indústrias e de serviços. O palestrante dr. João Luiz Faria Netto. O que a ABP tentou fazer naquele momento e conseguiu, segundo o palestrante, foi estabelecer o controle do conteúdo da publicidade, tendo um código de ética cujos princípios foram incorporados à lei por um artigo. Esse código de ética foi desenvolvido com um arrazoado satisfatório e com a quase absorção do código de auto-regulamentação publicitária então praticado na Inglaterra. Esse código está atualíssimo até hoje, garante Faria Netto, e se criou um organismo para evitar uma coisa fantástica no período da ditadura: impedir a criação por decreto de uma autarquia que controlaria o conteúdo da publicidade brasileira. Estabeleceu-se um sistema de autocontrole que a autocensura, em que se foram retirados os censores das gravações das emissoras de rádio e televisão, mas se manteve um sistema de punição, através da Lei de Segurança Nacional. Essa lei exigia um controle interno do conteúdo da parte editorial. E se esqueceram da parte ineditorial, que na prática financiava o conteúdo editorial. Nasce o Conar Decidiu-se então criar uma entidade nacional para controle de conteúdo de anúncio e surgiu o Conselho de Auto-Regulamentação Publicitária - Conar, hoje com 23 anos de existência. Funciona sem jamais ter sido desrespeitado por nenhum anunciante, por nenhuma agência e por nenhum veículo de comunicação. Tornou-se a entidade de auto-regulamentação que hoje tem respeitabilidade na sociedade civil. É acatado e aceito como fonte para decisões judiciais e outros casos. O palestrante falou das relações entre quem anuncia, quem produz o anúncio, quem veicula e quem remunera o criador, a agência de publicidade. O remunerador é o veículo, afirma Faria Netto e explica: Porque, na origem, regulamentou-se a atividade do agenciador de propaganda e criouse a figura da agência de publicidade, com dois papéis: primeiro, a produtora de conteúdo; e, segundo, conforme a lei dizia, a proprietária, detentora dos direitos sobre o conteúdo do anúncio. Esse anúncio não poderia ser usado por outra agência, mesmo que o anunciante tivesse a vontade de trocar o prestador de serviço, nessa fase do lançamento de seu produto. A lei definiu que a remuneração pela intermediação do negócio da publicidade, que era e continua sendo obrigado a duas coisas: manter uma tabela pública com os preços considerados e dar a possibilidade de o veículo oferecer descontos a anunciante direto. Por que isso? Para evitar que se oferecessem condições para a concorrência desleal entre segmentos de mercado do mesmo produto ou segmentos assemelhados. Isto é, todo anunciante tem direito à mesma condição de negociação, ao mesmo preço da oferta da publicidade. E essa oferta (preço da publicidade) começa a ser ameaçada por pressão das multinacionais que passaram a querer o repasse do dinheiro pago pelo veículo, pela produção da publi- 4 Boletim da ABPI Agosto de 2003 Nº 44

5 Matéria de capa cidade. Estabeleceram-se controles pelo Conselho Nacional das Normas- Padrão - Cenpe que fiscaliza primeiramente os órgãos públicos. O Tribunal de Contas da União vem aceitando que assim seja feito, porque seria inviável realizar uma licitação para cada tipo de anúncio publicado. É longa a discussão entre os veículos sobre essa fiscalização do Cenpe. Uma segunda parte fiscaliza em nome dos veículos a distribuição de remuneração de agência, isto é, se está sendo revertida a quantidade de verba decidida para o anunciante, quebrando o equilíbrio da concorrência leal da boa publicidade que deve ser praticada no mercado. Existia uma terceira parte relacionada com a concorrência entre agências e o conteúdo do anúncio: a possibilidade de estar sendo canibalizada a produção publicitária, através do aproveitamento da idéia, da forma de apresentar o anúncio, e o aproveitamento dos planos de campanha de publicidade que estavam sendo apresentados. Hoje, as agências são convidadas a participar de uma licitação de campanha ou de conta de publicidade, remunera-se pelo trabalho despendido pelos seus profissionais na criação da peça publicitária. O anunciante se obriga a não usar as peças perdedoras e contratar aquela que mais lhe convier, do ponto de vista da qualidade, e atender à sua necessidade mercadológica. O que isso estava gerando? No final de determinadas licitações privadas e algumas públicas também, idéias e peças criativas apresentadas, mas não vencedoras, eram posteriormente utilizadas pela agência vencedora, caracterizando a apropriação de trabalho intelectual de terceiros. Era preciso exercer um controle sobre isso. Por que auto-regulamentação? A ABP se sentiu fortalecida, quando o governo procurou resolver um problema gerado pelo desaparecimento de um capítulo inteiro da lei de 1971, que cuidava das expressões ou sinais de propaganda, com a edição da nova lei da propriedade industrial. A justificativa de retirada do capítulo era que essa publicidade, essa criação intelectual já estava protegida, de um lado pela lei de direitos autorais, pela Lei 5.988, e de outro pela Lei pois, estaria também ao abrigo da legislação que cuidava de marcas e patentes. No capítulo da lei de 1971 se estabelecia um prazo de registro por dez anos e caducidade de dois anos. Não estaria, como hoje na Lei 9.610, acobertada a criação, o conteúdo publicitário. Diante do reconhecimento de que o Estado perdeu sua capacidade prestadora de serviços, a ABP levou ao governo a idéia da auto-regulamentação, que, em princípio, seria para ajudar o INPI, que já não tinha mais condições de atender a demanda, maior que sua capacidade. A Advocacia Geral da União - AGU solicitou a criação do decreto presidencial que estendesse à ABP a capacidade de receber em depósito a criação publicitária. Parecia estar tudo resolvido. Salvo que, na transcrição, o que restou da Lei era o artigo 17, pelo qual a presidência da República poderia por decreto designar órgão que prestasse esse serviço de depositário da criação. Quando se fez a transcrição, o legislador resolveu incluir um público no órgão, estabelecendo que era órgão público. Isso inviabilizou o que se pretendia fazer com a ABP. Decidiu-se então experimentar a auto-regulamentação que prestasse serviços às agências de publicidade. Foram convidadas duas pessoas experientes em criação de legislação específica na área de direito intelectual: a dra. Sílvia Regina Daim Gandelman, com experiência na área de Internet, e o dr. Manoel J. Pereira dos Santos, para proporcionar as mudanças de lei que pudessem modernizar essa estrutura de proteção intelectual. Queríamos oferecer ao anunciante brasileiro a proteção daquilo que ele produziu, que a agência fez por ordem e conta dele e não foi utilizado, e até que tenha a condição de mercado para ser apresentado ao público. Dessa forma, se criou um sistema de proteção anual que pode ser pedida e renovada via Internet. Não há qualquer preocupação de invadir os envelopes daquela produção, salvo no dia em que for necessário fazer prova para comprovar a data de depósito. A seis mãos Ao receber o uso da palavra de Faria Netto, a dra. Sílvia Gandelman, que participou da elaboração do projeto solicitado pela ABP, disse que foi um trabalho realizado a seis mãos, pois, com o dr. José Luiz, experiente na área publicitária e trabalhos na área de direito autoral, e o Manoel, conhecido de todos, e experiente na área da propriedade industrial, tínhamos o objetivo de proteger a obra publicitária, especialmente o direito do autor. O grupo considerou vários pontos. A obra publicitária pode estar protegida na lei, independentemente de haver um registro específico para ela, uma vez que se trata de uma obra de arte que tem conteúdo de música, uma obra intelectual, texto e visual. Ela teria a mesma proteção de órgão público. E chegou à forma da auto-regulamentação: as agências depositam na ABP, quando vão participar de uma concorrência. As Da esquerda para direita: Lélio Denicoli Schmidt, Sílvia Regina Daim Gandelman, João Luiz Faria Netto, José Antonio B. L. Faria Correa, Juliana L. B. Viegas, Alberto Luis Camelier da Silva e Gert Egon Dannemann. Nº 44 Agosto de 2003 Boletim da ABPI 5

6 Matéria de capa Debates Dra. Sílvia Regina Daim Gandelman. Gabriel Leonardos - Eu, na verdade, estou cheio de perplexidades e nenhuma certeza, mas acho que a primeira observação importante é que a gente não deve colocar no mesmo destaque três conceitos totalmente distintos: 1. O conceito de obra publicitária. É uma obra que muitas vezes pode ser vertida para a forma escrita. Normalmente, será uma obra multimídia e indiscutivelmente goza de proteção do direito autoral. 2. O segundo é o conceito publicitário e esse, a meu ver, não goza de proteção nenhuma. A criação desse registro pela ABP parece querer criar uma proteção onde não é possível legalmente que essa proteção exista. 3. O terceiro instituto, que é preciso diferenciar e identificar claramente, é o das expressões e sinais de propaganda que não têm relação direta com nenhum dos dois primeiros. Assim eram as minhas convicções, em que eu estava muito tranqüilo, e recebi a notícia de criação de registro da ABP com muita espécie, quando li a respeito dela. A rigor, acho ainda que a ABP teria andado melhor em prol da sociedade brasileira se fizesse o registro de sinais de expressão de propaganda e não dos conceitos, ao meu ver até, eu me permito discordar do dr. João Luiz. Não tenho dúvida em perceber que o registro das idéias e conceitos favoreça as agências de publicidade, mas me parece que cria um custo, uma dificuldade adicional aos anunciantes. As minhas perplexidades aumentaram na semana passada, e só trago aqui, para partilhar com vocês, quando eu li, um acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo, um acórdão erudito, muito bem escrito. O relator é o desembargador Ênio Santarelli. O acórdão é de 15 de fevereiro de Um indivíduo chamado Paulo Afonso Antunes Jr. criou uma estratégia de publicidade para a Coca-Cola Indústrias. Findo o prazo contratual de cinco anos, a Coca-Cola deixou de pagar a esse Paulo Afonso Antunes Jr. e prosseguiu com uma estratégia semelhante de anúncios junto a clubes de futebol, Grupo dos 13, agora, sem remunerá-lo. E o Tribunal de Justiça de São Paulo disse claramente que não são objetos de proteção dos direitos autorais esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais, jogos ou negócios, porém não está a Corte alheia ao princípio de que a ninguém é lícito enriquecer sem causa justificativa a custo de outrem. E termina dando ganho de causa, dizendo que o reclamante, criador dessa estratégia publicitária, criou um projeto publicitário novo, empregado com sucesso absoluto. Temos aqui então um novo direito não previsto nas leis nacionais, mas, à medida que o Judiciário o acolhe, há de se levar a sério que é o direito à inteligência, e percebe-se, pela ementa, que só existe quando a estratégia é empregada com sucesso. Se fosse empregada com fracasso, não haveria o direito. Estou aqui movido por perplexidade. Mauro J. G. Arruda - Gostaria de discordar do colega Gabriel Leonardos, quanto a essa questão da proteção das obras, de direitos autorais das obras publicitárias. Eu acho que essa proteção existe de fato. O que não existe na realidade é a proteção da agências registradas no CENPE podem depositar na ABP suas campanhas, projetos musicais, para garantir a seguridade. Isso é uma tentativa de proteção para o caso da solicitação de prova judicial de anterioridade. É a possibilidade de fazer o depósito com sigilo e ele só ser aberto para produção de provas. Encaminhada a proposta à Presidência da República, a decisão foi no sentidode que a ABP não pode ser o órgão público depositário. O que se faz agora é colocar o sistema criado num registro geral para atender a exigência de auto-regulamentação. Então, se o diretor aprovar, diz a dra. Sílvia, futuramente se poderá levar essa experiência do registro na ABP para o Poder Executivo. Talvez, então, se possa destinar ou à ABP ou à ABP conveniada com outro órgão da Biblioteca Nacional para fazer o registro. O importante é que o setor está se sentindo mais protegido, na medida em que, antes de apresentar suas propostas potenciais, ele tem um lugar que garante que sua campanha vai ficar resguardada, não será usada nem copiada, como tem acontecido. idéia. Mas a materialização da idéia, a exteriorização dessa idéia, a meu ver, é perfeitamente protegida como obra intelectual. A própria Lei 4.680, que o senhor mencionou na sua palestra, se referiu a isso e determina que essa proteção é da agência que cria, e também a lei 9.610, embora no seu artigo 7 diga que a idéia não é passível de proteção. E, na minha opinião, o registro seria totalmente desnecessário. Seria uma burocratização, porque a lei já dá essa proteção como obra intelectual em si. Quero aproveitar a oportunidade para tocar na questão do CEN- PE, com relação à lei atual, com relação à certificação das agências de publicidade em razão da concessão do desconto padrão. Essa certificação, à medida que atualmente não se aplica mais às novas agências house, não seria um cerceamento à liberdade de atividades dessas empresas? Fazendo um paralelo, imagino que seria mais ou menos a mesma coisa que nós, advogados, impedíssemos que os nossos clientes montassem ou criassem um departamento jurídico próprio. Herlon M. Fontes - Se se pretende proteger a idéia quanto à sua autoria e à sua anterioridade, por que não registrar no cartório de títulos e documentos? Por duas razões: primeiro porque o cartório de títulos e documentos é público. O conteúdo é público. Segundo: é muito mais cômodo o esquema de autoregulamentação no qual haja uma escala de dirimir dúvidas de questões relacionadas com o conteúdo que reside em ir ao Judiciário, ou qualquer coisa arbitrária. Aí, tem o Conar para resolver esses casos. 6 Boletim da ABPI Agosto de 2003 Nº 44

7 Resoluções da ABPI Resolução da ABPI nº 49 Anteprojeto de Lei de Acesso a Material Genético Encaminhada em 26 de agosto de 2003 aos ministros Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Marina da Silva, do Meio Ambiente; Luiz Otávio Beaklini, presidente em exercício do Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI; Marcus Luiz Barroso Barros, presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA; Márcio Heidi Suguieda, do Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual - GIPI, da Secretaria de Tecnologia Industrial - STI do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC; e Eduardo Vélez Martin, secretário executivo do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético - CGEN. Acolhendo a recomendação formulada pela Comissão de Biotecnologia, em 14 de agosto de 2003 o Conselho Diretor e o Comitê Executivo da ABPI aprovaram a presente Resolução: a) Considerando que, na versão do Anteprojeto de Lei de Acesso a Material Genético, de Proteção ao Conhecimento Tradicional Associado e de Repartição de Benefícios Derivados de seu Uso, foi adotada a seguinte redação para o artigo 1, do item de Título IX - Das Disposições Finais: Quando o objeto do pedido de patente, depositado a partir da entrada em vigor desta Lei, tiver sido obtido a partir de amostra de componente do material genético e seus produtos ou de conhecimento tradicional associado, a informação da origem do acesso à amostra desse componente do material genético e seus produtos ou ao conhecimento tradicional associado e sua descrição completa deverão constar do relatório descritivo, para atendimento do princípio de suficiência descritiva, estabelecida na Lei nº de 14 de maio de 1996, sob pena de indeferimento do pedido ou nulidade da patente, na forma da Lei nº de b) Considerando que a norma de Acesso a Recursos Genéticos se inscreve no âmbito da Convenção da Diversidade Biológica, cujo tópico principal consiste na disciplina do acesso aos recursos, ao conhecimento tradicional e à repartição de benefícios oriundos da utilização destes conhecimentos; c) Considerando que o requisito de suficiência descritiva diz respeito às précondições de patenteabilidade, estando previsto no art. 24 da referida Lei nº 9.279/96; d) Considerando que o referido requisito se prende ao Acordo TRIPs, que fixa como requisitos de patenteabilidade a novidade, a aplicabilidade industrial e a atividade inventiva; e) Considerando que, como será demonstrado a seguir, a falta de uma indicação explícita da origem de um material biológico (ou do conhecimento tradicional a ele associado) não é prevista no caput do artigo 24 da LPI, sendo matéria estranha à sistemática das patentes; f) Considerando que, nos termos do artigo 24, o relatório de um pedido de patente deve descrever de forma suficientemente clara o objeto da invenção, de modo a possibilitar sua realização por um técnico versado no assunto, indicando, quando for o caso, a melhor forma de execução e que, portanto, o relatório descritivo deve conter informações suficientes para que um especialista possa compreender e reproduzir o objeto daquela invenção, ou seja, aquela matéria específica para a qual se requer proteção e que está definida pelo teor das reivindicações; g) Considerando que, em seu parágrafo único, o artigo 24 se refere explicitamente ao caso de invenções envolvendo materiais biológicos; h) Considerando que, nessa hipótese, somente quando o material biológico for essencial à realização prática da invenção e não estiver disponível ao público, o relatório descritivo deve ser complementado pelo depósito do referido material em instituições autorizadas para esta finalidade; i) Considerando que, desta forma, no caso de uma invenção relacionada a um material biológico, o artigo 24 da Lei nº determina que o relatório contenha informações suficientes para poder ser precisamente identificado por suas características químicas, físicas e/ou biológicas, seja por uma descrição escrita ou, se for o caso, através do depósito de uma amostra em instituições especializadas, sempre em função daquilo que está efetivamente caracterizado no quadro reivindicatório do pedido de patente; j) Considerando que, em conseqüência, tratando-se de material biológico oriundo do patrimônio genético, desde que já esteja tecnicamente descrito de forma clara e suficiente no relatório de um pedido de patente (permitindo que qualquer técnico no assunto possa compreender e reproduzir a invenção), a indicação de seu local de origem ou mesmo de conhecimentos tradicionais a ele associados não pode ser considerada informação essencial para prover suficiência descritiva de tal material, de acordo com o disposto no referido artigo 24 da LPI; A ABPI firma a presente Resolução, fazendo as seguintes recomendações: 1) Se, de um lado, a indicação da origem e/ou dos conhecimentos tradicionais associados a determinado material dentro de um pedido de patente pode revestir importância para diversos fins, não deve, porém, constituir condição de validade do ato concessivo de uma patente nos termos do artigo 24 da LPI, pois previsão dessa natureza se acharia em franca desarmonia com o Acordo TRIPs e com o próprio regime da lei que regula a matéria, Lei 9.279/96, cujos princípios se atêm ao referido Acordo internacional. 2) A ABPI, assim, propõe a seguinte redação para o artigo 1º do Projeto em questão: Quando o objeto do pedido de patente depositado a partir da entrada em vigor desta Lei, tiver sido obtido a partir de amostra de componente do patrimônio genético ou do conhecimento tradicional associado, a indicação da origem de amostra desse componente do patrimônio genético ou do conhecimento tradicional associado deverá constar do pedido de patente. Nº 44 Agosto de 2003 Boletim da ABPI 7

8 Resoluções da ABPI Resolução da ABPI nº 50 PCT - Patent Cooperation Treaty - Extensão de Prazo Encaminhada em 26 de agosto de 2003 ao embaixador Celso Luiz Nunes Amorim, ministro das Relações Exteriores, Elza Moreira Marcelino de Castro, chefe da Divisão de Propriedade Intelectual - DIPI do Ministério das Relações Exteriores - MRE, Luiz Otávio Beaklini, presidente em exercício do Instituto Nacional da Propriedade Industrial - INPI, e Márcio Heidi Suguieda, do Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual - GIPI, da Secretaria de Tecnologia Industrial - STI do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC. Acolhendo a recomendação formulada pela Comissão de Patentes, em 17 de agosto de 2003 a Assembléia Geral da ABPI aprovou a presente Resolução: I - Considerações preliminares O Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes, ou Patent Cooperation Treaty ou PCT, estabelece um sistema multilateral de processamento de pedidos de patente em uma primeira fase de tramitação internacional unificada que visa a contribuir para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, a aperfeiçoar a proteção legal das invenções e a simplificar e tornar mais econômica a obtenção da proteção das invenções quando requisitada em vários países, além de outros objetivos estabelecidos no preâmbulo daquele tratado. Um dos pilares do PCT consiste no estabelecimento de um sistema homogêneo e de direitos recíprocos, em que nacionais ou residentes de cada país contratante podem gozar dos benefícios nos demais países membros em igualdade de condições. Essa homogeneidade é rompida se um ou um grupo de países falha em adequar-se rapidamente às alterações feitas no tratado. Por outro lado, há que se considerar um aspecto político importante: a busca, em particular, e o exame internacional realizados segundo as normas do PCT em sua formulação atual proporcionam um subsídio às repartições nacionais, porém não afetam a independência de cada país relativa ao exame e concessão das patentes válidas para os respectivos territórios, segundo princípio basilar estabelecido pela Convenção de Paris 1. Embora a mecânica vigente preserve a autonomia de cada país contratante, há propostas em curso que visam ao estabelecimento de um sistema em que o exame preliminar efetuado pela autoridade internacional adquiriria um efeito vinculante para as repartições nacionais, impedindoas de verificar o preenchimento de requisitos, mormente a novidade e inventividade, que já tenham sido objeto de exame por aquelas autoridades internacionais 2. Diversos representantes de entidades governamentais brasileiras e de outros países já expressaram estar em desacordo com tal proposta. Na contramão daquela proposta, as grandes repartições internacionais, especialmente a norte-americana, a européia e a japonesa, têm experimentado dificuldades crescentes em proporcionar um exame preliminar internacional com alto grau de qualidade, na medida em que aumenta o volume de pedidos PCT depositados. Reconhecendo essas limitações e presumindo que um número expressivo de depositantes requeria o exame preliminar internacional apenas para se beneficiar de um prazo adicional de 10 meses para iniciar as diversas fases nacionais 3, partiu daquelas mesmas autoridades a proposta de uniformizar o prazo do artigo 22 àquele do artigo 39, de modo que o depositante passasse a dispor de 30 meses, independentemente de ter ou não requerido o exame preliminar internacional. Dessa forma, presumiram os autores da proposta, apenas os depositantes efetivamente interessados na realização de um exame preliminar internacional passariam a requerê-lo, resultando em uma redução do número de pedidos a depositar. A alteração do prazo do art. 22 foi aprovada por unanimidade na 13ª Assembléia do PCT, realizada em Genebra de 24 de setembro a 3 de outubro de 2001, com participação da delegação brasileira. Do ponto de vista político, a alteração efetuada desloca a responsabilidade pelo exame para as autoridades nacionais, de certa forma esvaziando a proposta de atribuir um efeito vinculante ao exame internacional. Isso fica mais evidente se considerarmos que a adoção de um exame que vincule as repartições nacionais muito provavelmente resultará em um atrativo para o exame internacional, eliminando a suposta vantagem alcançada com a equalização dos prazos já mencionada. Portanto, se o Brasil deseja preservar sua autonomia para examinar e conceder suas próprias patentes, então deve, além de apoiar, implementar a alteração do art. 22 do PCT com a possível brevidade. Não obstante, em virtude de dúvidas sobre a via apropriada para internalizar a alteração do art. 22, o governo brasileiro enviou notificação à OMPI resguardando-se da aplicação dessa alteração II - Da dispensa de processo legislativo A Constituição Federal determina: Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...) 2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. Art É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais 1. Art. 4 bis - (1) As patentes requeridas nos diferentes países da União por nacionais de países da União serão independentes das patentes obtidas para a mesma invenção nos outros países, membros ou não da União. 2. Vide documento PCT/R/1/2 de 23/03/2001, anexo, página 7: (3) Positive examination results in certain PCT authorities binds 2. Contracting States - This would constitute a departure from the current, non-binding patentability opinions of the PCT and could require, in the first instance, the adoption of positive results from certain authorities in non-authority Contracting States. 3. Pelas normas antigas, um depositante que não tivesse requerido o exame preliminar 2. internacional devia iniciar as fases nacionais - i.e., depositar pedidos individuais em diversos países - no prazo de 20 meses contados da prioridade (art. 22 do PCT). Ao requerer o exame preliminar internacional, o depositante passava a gozar de um prazo de 30 meses (art. 39 do PCT). 8 Boletim da ABPI Agosto de 2003 Nº 44

9 Resoluções da ABPI que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional; Art Compete privativamente ao Presidente da República: VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional. A internalização do PCT ocorreu originalmente em 1978 através da promulgação do Decreto nº , de , seguindo os trâmites legais apropriados na época. O tratado, como aprovado pelo Congresso através do Decreto Legislativo n 110, de 30 de novembro de 1977, e como promulgado pelo Decreto n , de 31/05/1978, contém artigo dispondo o seguinte: Art Prazos 2) a) Todos os prazos estabelecidos nos Capítulos I e II deste Tratado poderão, fora de qualquer revisão do acordo com o artigo 60, ser modificados por decisão dos Estados contratantes. b) A decisão é tomada pela Assembléia ou por voto por correspondência e deverá ser unânime. Art Revisão do Tratado 1) O presente Tratado poderá sofrer revisões periódicas, por meio de conferências especiais dos Estados contratantes. 2) A convocação de uma conferência de revisão será decidida pela Assembléia. Verifica-se que o tratado já estabelecia que a alteração dos prazos dos Capítulos I e II não é considerada como uma revisão formal nos termos do art. 60. Somente a revisão de que cuida o art. 60, dando base a alterações aprovadas em conferências diplomáticas, demanda sua internalização por meio do processo legislativo apropriado. Portanto, o Congresso Nacional aprovou o PCT em sua totalidade, aí incluído o mecanismo de alteração de prazos dos Capítulos I e II, fora de um processo de revisão formal. Assim, no exercício de seu poder de soberania, o Governo brasileiro (via Poder Executivo e Congresso Nacional) manifestou previamente sua aquiescência com qualquer alteração de prazo no PCT, empreendida pelos Estados Contratantes com base no respectivo art. 47. Uma vez empreendida a alteração de prazo de que cuida o art. 47 do PCT, não há necessidade de submetêla novamente a um processo de aprovação perante o Congresso Nacional. Não há que se referendar uma aquiescência que já havia sido precedentemente concedida. Isto seria desnecessário bis in idem, contrário ao princípio de economia de atos e à vontade real das Partes Contratantes. Não por outra razão, a alteração em 1984 do prazo do art. 39 do PCT (Capítulo II) de 25 para 30 meses prescindiu de qualquer processo legislativo. Não há motivo, pois, para tratamento diverso no tocante à alteração em foco. À luz do art. 49, I, da Constituição Federal de 1988, a aprovação de um tratado ou de suas emendas pelo Congresso Nacional só é necessária quando acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. Ora, não se reveste de tal natureza a alteração de prazo permitida no art. 47 do PCT, considerandose que o Brasil não lhe atribuiu maior significância, a ponto de concordar com a dispensa de novo procedimento formal de aprovação, promulgando o texto do PCT sem reserva quanto a tal dispositivo. A ausência de gravame também decorre do fato de que, embora o exame preliminar forneça subsídios para o examinador brasileiro, a Lei de Propriedade Industrial determina que cada pedido de patente seja submetido a um exame completo, tenha sido ou não submetido previamente a um exame internacional. Além disso, o examinador brasileiro continuará a contar com o resultado da busca internacional, para auxiliar o exame na fase nacional. Expressiva doutrina admite que determinados acordos internacionais prescindem de aprovação pelo Congresso Nacional. No dizer de Hildebrando Accioly, é freqüente a conclusão de acordos internacionais sem dependência de ratificação. (...) A dispensa da ratificação ocorre usualmente com relação aos (...) b) acordos celebrados para cumprimento ou interpretação de tratados já ratificados (...) 4. No mesmo sentido posicionam-se Celso de Albuquerque Mello 5, Guido Fernando Silva Soares, José Francisco Rezek, Antônio Augusto Cançado Trindade e Vicente Marotta Rangel, como assinala Nascimento Silva 6. Mesmo os doutrinadores que entendem que todos os tratados, convenções e atos internacionais assinados pelo Presidente da República demandam a aprovação do Congresso Nacional reputam lícito que o tratado preveja sua alteração por ajuste complementar que dispense novo processo constitucional de aprovação. Sobre o tema, Antônio Paulo Cachapuz de Medeiros 7 ensina que: A Câmara dos Deputados e o Senado Federal firmaram entendimento de que, se o texto de um tratado prevê a possibilidade de o mesmo ser revisado, modificado ou complementado por ajustes que terão vigência imediata, sem o cumprimento de todos os trâmites constitucionais, é preciso inserir no decreto legislativo que aprovar o tratado um preceito explicitando que os referidos ajustem também devem passar pelo crivo do Congresso Nacional. Tendo em vista que tanto o Decreto Legislativo n 110 de 30 de novembro de 1977, que aprovou o texto do tratado, bem como o Decreto n de , que promulgou o PCT, não contiveram o referido preceito explicitando que os ajustes deveriam passar pelo crivo do Congresso Nacional, conclui-se que não existe necessidade de referendo do Congresso Nacional e da repetição do trâmite de internação desses ajustes no tratado. Finalmente, a urgência em revogar a ressalva feita quanto à aplicação da alteração do art. 22 se justifica pelo fato de que a lista de países para os quais a alteração não é aplicável está se reduzindo rapidamente 8, de tal modo que o Brasil tende a ficar isolado, sob o risco de passar a ser desconsiderado por depositantes que preferem se valer do prazo de 30 meses sem a necessidade de requerer o exame internacional. Dessa forma, a ABPI firma a presente resolução para: a) concluir pela desnecessidade de qualquer processo legislativo para referendar a alteração do prazo do artigo 22 do PCT de 20 para 30 meses; e portanto b) recomendar a imediata revogação da notificação de ressalva enviada à OMPI pelo Governo brasileiro, validando a referida alteração para o Brasil e convalidando todos os atos praticados à luz dos novos prazos do PCT desde sua alteração pelas Partes Contratantes. 4. Manual de Direito Internacional Público, págs. 128/129, ed. Saraiva, Curso de Direito Internacional Público, v. 1, págs. 112/113, ed. Freitas Bastos, A Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal e os Tratados Internacionais: Estudo 2. sobre o Direito dos Tratados e o Direito Constitucional Brasileiro, artigo publicado em 7. O Poder de Celebrar Tratados: Competência dos Poderes Constituídos para a Celebração de Tratados, à luz do Direito Internacional, do Direito 2. Comparado e do Direito Constitucional Brasileiro, pág. 480, Sérgio Fabris editor, Segundo informações recebidas, apenas Brasil, Noruega, África do Sul, Iugoslávia e Coréia do Sul ainda mantinham restrições em 3 de fevereiro de Nº 44 Agosto de 2003 Boletim da ABPI 9

10 Resoluções da ABPI Resolução da ABPI nº 51 Registro de Nome de Domínio - PLS 234/02 e PL 256/03 Encaminhada em 26 de agosto de 2003 aos deputados João Paulo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, Sandes Júnior, relator da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática - CCTCI, Luiz Eduardo Greenhalgh, presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação - CCJR e Jairo Alfredo Oliveira Carneiro, relator da Comissão de Economia, Indústria e Comércio - CEIC. Acolhendo a recomendação formulada pelas Comissões de Marcas e de Software e Informática, em 17 de agosto de 2003 a Assembléia Geral da ABPI aprovou a presente Resolução: Considerando que: a) o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 234/2002 dispõe sobre as regras legais que devem nortear a concessão de registros de nome de domínio; b) tal Projeto já foi aprovado no Senado Federal e encaminhado à Câmara dos Deputados, onde encontra-se em tramitação sob o nº PL 256/2003; c) o texto em questão está a merecer aperfeiçoamentos, a ABPI - Associação Brasileira de Propriedade Intelectual, após analisar o tema em suas Comissões de Marcas e de Software e Informática, firma a presente resolução para recomendar algumas alterações no texto do aludido Projeto de Lei, a saber: Projeto de Lei do Senado nº 256, de 2003* Dispõe sobre requisitos e condições para o registro de nomes de domínio na rede Internet no Brasil. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta Lei estabelece requisitos e condições para a realização concessão de registro de nomes de domínio da rede Internet no Brasil. Art. 2º Para os fins desta Lei, considera-se nome de domínio o conjunto de caracteres, que identifica um endereço na rede de computadores internet. Art. 3º O registro de domínio será concedido a qualquer pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, atendidos os requisitos estabelecidos nesta Lei. Parágrafo único. As pessoas físicas ou jurídicas estrangeiras que não tenham domicílio ou sede no Brasil deverão constituir procurador domiciliado no País, com poderes específicos para representá-la administrativa e judicialmente, inclusive para receber citação. * As palavras em negrito são acréscimos sugeridos e as riscadas supressões propostas pela ABPI. Art. 4º O registro de um nome de domínio será concedido ao primeiro interessado que o requerer, atendidos os requisitos estabelecidos nesta Lei. Art. 5º O órgão ou entidade responsável pelo registro de nome de domínio deverá fazer publicar, em sua página na Internet, semanalmente, a lista dos nomes de domínio registrados no período. 1º A publicação conterá, no mínimo, as seguintes informações: I - nome do domínio; II - nome do titular; III - número da inscrição no CNPJ ou CPF; IV - nome do procurador, quando houver; V - data do registro. Art. 6º O órgão ou entidade responsável pelo registro de nome de domínio fica obrigado a tornar disponíveis, a partir da data da publicação do registro, no mínimo, os seguintes dados: I - nome do domínio; II - nome do titular; III - nome do responsável; IV - endereço físico do titular; V - telefone do titular; VI - endereço eletrônico do responsável; VII - data do registro. Parágrafo único. O titular do nome de domínio fica obrigado a manter os dados acima atualizados. Art. 5º 7º Constituem requisitos mínimos para o registro de nome de domínio, dentre aqueles já existentes e outros que vierem a ser estabelecidos em regulamentação, observados os dispositivos desta Lei: I - a inexistência de registro prévio do mesmo nome no mesmo em igual domínio de primeiro nível; II - a não configuração como nome não-registrável, nos termos do art. 6º 8º desta Lei; III - a comprovação da titularidade ou do legítimo interesse, nos casos elencados no art. 7º 9º desta Lei. Art. 6º 8º São nomes não-registráveis: I - palavras ou expressões de baixo calão ou ofensivas à moral e aos bons costumes, à dignidade das pessoas, bem como as que incentivem o crime ou a discriminação em função de origem, raça, sexo, cor ou credo; II - palavras ou expressões decorrentes de reprodução ou imitação, no todo ou em parte, ainda que com acréscimos, de nome de domínio já registrado, ou das hipóteses previstas no art. 7º, capazes de induzir terceiros em erro; III - II - os nomes reservados e mantidos com esta condição, pelo que o órgão ou entidade responsável pelo registro de nomes de domínio, por representarem conceitos prédefinidos na rede Internet considerarem prejudiciais à conveniência, segurança ou confiabilidade do tráfego de informações na rede Internet. Art. 7º 9º Não poderão ser registrados, salvo pelo respectivo titular ou com a autorização deste: I - nome civil, nome de família ou patronímico; II - nome artístico, singular ou coletivo, pseudônimo ou apelido notoriamente conhecidos; III - designação ou sigla de entidade ou órgão público, nacional ou internacional; IV - nomes de países isoladamente; V - denominação de unidade da federação isoladamente; VI - nome comercial e denominação registrada de pessoa jurídica reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciador de título de estabelecimento ou nome de empresa de terceiros, suscetível de causar confusão ou associação com estes sinais distintivos; VII - marcas registradas reprodução ou imitação, no todo ou em parte, ainda que com acréscimo, de marca alheia registrada, suscetível de causar confusão ou associação com marca alheia; VIII - nomes internacionais nãoproprietários de fármacos e medicamentos, assim reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde; IX- indicações de procedência e denominações de origem, tal como definidas nos arts. 177 e 178 da Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996; 10 Boletim da ABPI Agosto de 2003 Nº 44

11 Resoluções da ABPI X - marcas notoriamente conhecidas, nos termos do art. 6 bis da Convenção da União de Paris (CUP, em vigor conforme texto promulgado pelo Decreto nº 635, de 21 de agosto de 1992); XI - marcas de alto renome (art. 125 da Lei 9.279/96); XII - títulos protegidos pelo direito autoral e que sejam suscetíveis de causar confusão ou associação com a respectiva obra, salvo com consentimento do autor ou titular. Parágrafo único. Não serão registrados, ainda, nomes de domínio que impliquem concorrência desleal. Art. 8º 10 O registro de nome de domínio será cancelado nas seguintes hipóteses: I - renúncia expressa de seu titular; II - prescrição caducidade; III - nulidade do registro; IV - perda da condição de titular, ou pessoa com o seu consentimento, ou legítimo interessado, nas hipóteses do art. 7º 9º; V - ordem judicial; 1º. Art. 11 Dar-se-á a prescrição caducidade quando o nome de domínio registrado permanecer por um ano sem uso regular. Art. 12 É nulo o registro que for concedido em desacordo com as disposições desta Lei. Dar-se-á, ainda, a nulidade quando o nome de domínio for utilizado de forma irregular. Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se uso irregular de nome de domínio: I) o uso de má-fé, que se verifica em situações tais como: a) registro ou aquisição do nome de domínio com a finalidade de venda, aluguel ou transferência do registro para o titular da marca ou um concorrente do mesmo; b) registro do nome de domínio com o fim de impedir que o titular da marca a utilize em um nome de domínio próprio; c) registro do nome de domínio com a finalidade de prejudicar os negócios de seu concorrente; d) uso do nome de domínio com a intenção de atrair usuários da Internet para o sítio do titular do nome de domínio, ou para outra localidade on-line, criando confusão ou associação com uma marca, em relação à origem, patrocínio, afiliação, ou endosso do sítio do titular do nome de domínio ou de um produto ou serviço deste sítio. II) uso em violação à Lei ou norma administrativa; Art. 13 A nulidade do registro produzirá efeitos a partir da data do requerimento do registro do nome de domínio. Art. 14 A nulidade do registro será declarada administrativamente quando tiver sido concedido com infringência do disposto nesta Lei. Art. 15 O processo de nulidade poderá ser instaurado de ofício pelo órgão ou entidade responsável pelo registro ou mediante requerimento de qualquer pessoa com legítimo interesse, nos casos de descumprimento das disposições desta Lei, especialmente as contidas nos arts. 7º, 8º e 9º, no prazo de 6 (seis) meses, contados da data da publicação do registro. 1º O titular do nome de domínio será intimado para se manifestar no prazo de 60 (sessenta) dias. O órgão ou entidade responsável pelo registro de nome de domínio dará publicidade da data da intimação. 2º Decorrido o prazo fixado no parágrafo anterior, mesmo que não apresentada a manifestação, o processo será decidido pelo órgão ou entidade responsável pelo registro, no prazo de 60 (sessenta dias), encerrando-se a instância administrativa. 3º O órgão ou entidade responsável pelo registro de nome de domínio dará publicidade de sua decisão. 2º. - A nulidade do registro poderá ser declarada de ofício pelo órgão ou pela entidade executora do registro e ainda argüida por qualquer interessado, nos casos de descumprimento das disposições desta lei, especialmente as contidas nos arts. 5º, 6º e 7º. 3º. - Nas hipóteses previstas nos incisos II, III e IV, do caput, o cancelamento do registro será precedido de notificação, ao respectivo titular, que terá trinta dias, a contar do recebimento, para regularizar a situação ou impugnar as razões que deram origem à notificação. Art. 16 O órgão ou entidade responsável pelo registro de nome de domínio deverá adotar todas as medidas necessárias para garantir a implementação desta Lei no prazo de 6 (seis) meses. Art Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Grupos de Trabalho A ABPI criou três Grupos de Trabalho no mês de agosto: ISS (Lei Complementar 116/03) Coordenador: Gabriel Francisco Leonardos Membros: Juliana L. B. Viegas, Luiz Henrique do Amaral Objetivo: estudar, em conjunto com a ABAPI, os dispositivos da Lei Complementar 116/03, que, ao regular o Imposto sobre Serviços - ISS, afeta contratos e operações relativas a direitos de Propriedade Intelectual. Adaptação do Estatuto da ABPI ao novo Código Civil Coordenador: Manoel J. Pereira dos Santos Criados novos Grupos de Trabalho Membros: Carlos Henrique de C. Fróes, Juliana L. B. Viegas, Mauro Arruda, Herlon Fontes e Luiz Henrique do Amaral. Objetivo: estudar e propor as medidas que sejam necessárias para adaptar o estatuto da ABPI às disposições do novo Código Civil. Nomes Comuns Brasileiros Registrados como Marcas no Exterior Coordenadora: Juliana L. B. Viegas Membros: Pietro Ariboni, Antonio Carlos Siqueira da Silva, Antônio Ricci, Eneida Berbare e Kone Cesário. Escopo: (i) o levantamento de nomes de frutas, vegetais ou animais da flora e fauna nativas brasileiras que podem se prestar a serem usados como marcas; (ii) a busca efetiva de depósitos ou registros de marcas no exterior, consistentes desses nomes da flora e fauna brasileiras; (iii) o levantamento de medidas legais e diplomáticas cabíveis para coibir esta prática e para efetivamente cancelar as marcas já registradas; (iv) o preparo e envio de cartas de protesto (via INPI ou via MRE) para os institutos de registros no exterior, com vistas ao cancelamento dos registros já concedidos, e/ou com o propósito de alertar os institutos para que já de ofício neguem a concessão de tais marcas. Nº 44 Agosto de 2003 Boletim da ABPI 11

12 Notas ABPI homenageia fundadores Na comemoração dos 40 anos, foram homenageados os fundadores Carlos Henrique de C. Fróes, Custódio de Almeida, Fernando G. Gnocchi, Gert Egon Dannemann, José Sabino Maciel Monteiro de Oliveira, Kleber Avila Pereira, Luiz Leonardos, Manoel Pestana da Silva Netto, Mauricio Libanio Villela, Paulo Roberto Arroxellas, Peter Dirk Siemsen e Waldemar Alvaro Pinheiro, com placa comemorativa da data. Durante o jantar de confraternização no dia 17 de agosto no Hotel Transamérica, as placas foram entregues pelo presidente, José Antonio B. L. Faria Correa aos fundadores presentes: Carlos Henrique de C. Fróes, Luiz Leonardos, Manoel Pestana da Silva Netto, Peter Dirk Siemsen e Custódio de Almeida. Peter Dirk Siemsen Carlos Henrique de C. Fróes Luiz Leonardos Manoel Pestana da Silva Netto Custódio de Almeida Boletim da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA PROPRIEDADE INTELECTUAL Informativo mensal dirigido aos associados da ABPI. Visite a versão on-line deste Boletim no sítio da Associação. ABPI - Associação Brasileira da Propriedade Intelectual - Av. Rio Branco, 277-5º andar - Conj Centro - Cep Rio de Janeiro - RJ - Brasil - Tel.: Fax.: Web Site: - Comitê Executivo: José Antonio B. L. Faria Correa - Presidente; Gustavo Starling Leonardos - 1º Vice-Presidente; Ricardo P. Vieira de Mello - 2º Vice-Presidente; Sonia Maria D Elboux - 3º Vice-Presidente; Adriana R. Albanez - 4º Vice-Presidente; Lélio Denicoli Schmidt - Diretor Relator; Lilian de Melo Silveira - Diretora Editora; Manoel J. Pereira dos Santos - Diretor Secretário; Herlon Monteiro Fontes - Diretor Tesoureiro. Conselho Editorial: Gabriel F. Leonardos, Ivan B. Ahlert, José Roberto d Affonseca Gusmão, Juliana L. B. Viegas e Manoel J. Pereira dos Santos. Boletim da ABPI: Editora - Lilian de Melo Silveira; Jornalista Responsável - João Yuasa (MTb: 8.492); Produção Gráfica - PW Gráficos e Editores Associados Ltda; Fotos - Wladimir Wong e Carlos Gueller; Revisão - Mauro Feliciano; Impressão e Acabamento - Bureau Bandeirante. ABPI Todos os direitos reservados. 12 Boletim da ABPI Agosto de 2003 Nº 44

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