ENSAIO PROFICIÊNCIA: UMA FERRAMENTA PARA CONTROLE DA QUALIDADE ALINE MAGALHÃES DE MATOS

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2 ENSAIO PROFICIÊNCIA: UMA FERRAMENTA PARA CONTROLE DA QUALIDADE ALINE MAGALHÃES DE MATOS AEQ-FUNED

3 1. INTRODUÇÃO Ensaio de proficiência avalia o desempenho de um laboratório, comparando-o com os de mesma natureza e/ou com desempenho de laboratórios de referência. É utilizado não somente em analitos examinados quantitativamente, mas também em procedimentos com resultados qualitativos.

4 1. INTRODUÇÃO Programas de Controle Externo de Qualidade em Sorologia Também são chamados de Programas de Avaliação Externa da Qualidade. Conseguem identificar erros nas fases pré-analítica, analítica e pós-analítica nas rotinas de laboratórios.

5 1. INTRODUÇÃO Programas de Controle Externo de Qualidade em Sorologia Problemas no desempenho geram resultados falso positivos e ou falsos negativos. Desafio para verificar se o sistema de gestão da qualidade e os procedimentos de controle interno da qualidade, estão funcionando adequadamente.

6 2. ENSAIO DE PROFICIÊNCIA PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DOS LABORATÓRIOS CLÍNICOS Os testes de proficiência devem ser incorporados ao programa de melhoria da qualidade dos laboratórios clínicos; Incorreto usar o Ensaio de proficiência como o único método para avaliar a qualidade dos laboratórios clínicos; Um resultado inaceitável não indica necessariamente a existência de um problema no laboratório.

7 2. ENSAIO DE PROFICIÊNCIA PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DOS LABORATÓRIOS CLÍNICOS Todos os laboratórios clínicos ocasionalmente apresentam um resultado inaceitável no EP. Desempenho insatisfatório em um EP pode evidenciar inadequação na manipulação de amostras ou em processos. Resultados inaceitáveis devem ser analisados integralmente, a fim de maximizar a oportunidade para corrigir um problema;

8 2. ENSAIO DE PROFICIÊNCIA PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DOS LABORATÓRIOS CLÍNICOS Usar as informações obtidas com a investigação do resultado inaceitável prevenção de ocorrência de problemas no futuro. Conservar cópia de toda a documentação enviada ao provedor de EP; O laboratório deve analisar as amostras desse Ensaio como se fossem amostras de rotina, na medida em que isso for viável.

9 2. ENSAIO DE PROFICIÊNCIA PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DOS LABORATÓRIOS CLÍNICOS Contribuem para um desempenho fraco em uma AEQ: Falta de treinamento dos profissionais do laboratório; Número inadequado de profissionais; Falta de comunicação entre a gerência e os profissionais do laboratório; Equipamentos inadequados; Espaço reduzido para realização das tarefas laboratoriais.

10 3. INVESTIGAÇÃO DE UM RESULTADO INACEITÁVEL DO ENSAIO DE PROFICIÊNCIA

11 3. INVESTIGAÇÃO DE UM RESULTADO INACEITÁVEL DO ENSAIO DE PROFICIÊNCIA Laboratórios de diagnóstico em geral, podem apresentar falhas em seus procedimentos, desde a chegada da amostra ao laboratório até a liberação do resultado final. O laboratório deve avaliar sistematicamente todos os aspectos do processo de análise. Deve possuir procedimentos escritos e detalhados sobre as etapas específicas necessária para identificar, compreender e corrigir o problema detectado.

12 3. INVESTIGAÇÃO DE UM RESULTADO INACEITÁVEL DO ENSAIO DE PROFICIÊNCIA A investigação deve incluir: Verificação de erros administrativos; Revisão dos registros de controle de qualidade, estado atual de calibragem e checagem do funcionamento dos instrumentos; Exames e cálculos repetidos, sempre que possível; Avaliação do histórico do desempenho do laboratório, com aquele analito.

13 3. INVESTIGAÇÃO DE UM RESULTADO INACEITÁVEL DO ENSAIO DE PROFICIÊNCIA Os resultados inaceitáveis podem ser classificados como segue: Erros administrativos; Erro metodológico; Problema técnico; Problemas com materiais do teste de proficiência; Problemas na avaliação de resultados; e Nenhuma explicação ao término da investigação

14 3. INVESTIGAÇÃO DE UM RESULTADO INACEITÁVEL DO ENSAIO DE PROFICIÊNCIA ERROS ADMINISTRATIVOS Resultados incorretamente transcritos (ex.: resultados de amostras copiados em ordem inversa); Instrumento ou método indicado incorretamente no relatório; Unidades ou decimais incorretas no relatório.

15 3. INVESTIGAÇÃO DE UM RESULTADO INACEITÁVEL DO ENSAIO DE PROFICIÊNCIA ERRO METODOLÓGICO Tempo de incubação incorretos; Checagens de funcionamento de instrumento; Falha na realização do programa de manutenção do instrumento; Calibração incorreta do instrumento; Padrões e ou reagentes incorretamente reconstituídos ou armazenados, ou acidentalmente empregados com o prazo de validade vencido; Resíduo de amostra precedente;

16 3 -INVESTIGAÇÃO DE UM RESULTADO INACEITÁVEL DO ENSAIO DE PROFICIÊNCIA PROBLEMA TÉCNICO Amostra colocada em ordem errada no instrumento; Tubos contendo amostras secundárias rotulados incorretamente; Pipetagem ou diluição manual realizada sem precisão, sob temperatura imprópria ou diluição incorreta

17 3. INVESTIGAÇÃO DE UM RESULTADO INACEITÁVEL DO ENSAIO DE PROFICIÊNCIA Efeitos Matrizes; PROBLEMA COM MATERIAIS DO EP Material de teste não homogêneo; Contaminação por bactéria ou hemólise; Amostra inviável e não representativa.

18 3. INVESTIGAÇÃO DE UM RESULTADO INACEITÁVEL DO ENSAIO DE PROFICIÊNCIA PROBLEMA NA AVALIAÇÃO DE RESULTADOS Entrada de dados incorretos pelo provedor do Ensaio de proficiência. de

19 3. INVESTIGAÇÃO DE UM RESULTADO INACEITÁVEL DO ENSAIO DE PROFICIÊNCIA NENHUMA EXPLICAÇÃO NO TERMINO DA INVESTIGAÇÃO Quando todas as fontes identificáveis de erro tiverem sido excluídas, um único erro inaceitável pode ser atribuído a erro aleatório;

20 4. CONCLUSÕES E AÇÕES O laboratório deve envidar esforços para encontrar a(s) causa(s) de um resultado inaceitável; Conseguindo determinar que um problema fundamental contribui para o resultado inaceitável, as ações tomadas para melhorar os sistemas reduzirão o risco de recorrência e consequentemente melhoria da qualidade dos resultados; A investigação, conclusões e as ações corretivas, devem ser documentadas na integra. (formulários padronizados para registro).

21 5. MEDIDAS DE PREVENÇÃO Capacitação e treinamento continuado de todo o pessoal técnico envolvido nos procedimentos do laboratório; Utilizar programas de controle de qualidade interno (uso de soros controle interno para validar as reações); Participar de programas de controle de qualidade externo; Escolha de kits e reagente, sempre mediante avaliação prévia; Escolha de equipamentos com manutenção preventiva e assistência técnica.

22 ... Se o seu controle da qualidade está insatisfatório, não tema. Isto significa que tem que melhorar muito e qualquer passo fará com que seja melhor. Provavelmente, o melhor é não tentar se agarrar a todas as melhores práticas e tratar de eliminar todas as piores práticas. E finalmente, comece devagar. Não se entusiasme em trocar tudo de uma só vez... James O. Westgard

23 Obrigada uned.mg.gov.br

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