OS RISCOS FINANCEIROS DE EMPREENDIMENTOS HIDRELÉTRICOS DEVIDOS À MUDANÇA CLIMÁTICA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "OS RISCOS FINANCEIROS DE EMPREENDIMENTOS HIDRELÉTRICOS DEVIDOS À MUDANÇA CLIMÁTICA"

Transcrição

1 Fundação Instituto de Administração MBA EM GESTÃO SOCIOAMBIENTAL APLICADA A ENERGIA HIDRELÉTRICA OS RISCOS FINANCEIROS DE EMPREENDIMENTOS HIDRELÉTRICOS DEVIDOS À MUDANÇA CLIMÁTICA RICARDO CANTARANI ALBERTO BIANCHI JR. MARCELA COTRIM SÉRGIO RUGAI ORIENTADOR: PROF. Dr. SÉRGIO MANCINI São Paulo 2009

2 ii Fundação Instituto de Administração MBA EM GESTÃO SOCIOAMBIENTAL APLICADA A ENERGIA HIDRELÉTRICA OS RISCOS FINANCEIROS DE EMPREENDIMENTOS HIDRELÉTRICOS DEVIDOS À MUDANÇA CLIMÁTICA RICARDO CANTARANI ALBERTO BIANCHI JR. MARCELA COTRIM SÉRGIO RUGAI ORIENTADOR: PROF. Dr. SÉRGIO MANCINI Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Coordenação do curso MBA Em Gestão Socioambiental Aplicada à Energia Hidrelétrica como requisito parcial à obtenção do Certificado de Conclusão. São Paulo 2009

3 iii FUNDAÇÃO INSTITUTO DE ADMINISTRAÇÃO (FIA) RICARDO CANTARANI ALBERTO BIANCHI JR. MARCELA COTRIM SÉRGIO RUGAI OS RISCOS FINANCEIROS DE EMPREENDIMENTOS HIDRELÉTRICOS DEVIDOS À MUDANÇA CLIMÁTICA Esta Monografia foi julgada adequada para obtenção do Título do Curso MBA em Gestão Socioambiental Aplicada à Energia Hidrelétrica, aprovada em sua forma final pela Coordenação de MBA Gestão Socioambiental Aplicada a Energia Hidrelétrica em 03 de agosto de 2009, pela seguinte Banca Examinadora: Prof. Dr. Isak Kruglianskas Coordenador do Curso Prof. Dr. Sérgio Mancini Orientador

4 iv RESUMO CANTARANI, Ricardo; BIANCHI Jr., Alberto; COTRIM, Marcela; RUGAI, Sérgio. Os riscos financeiros de empreendimentos hidrelétricos devidos à mudança climática. Trabalho apresentado como requisito indispensável para obtenção do título do curso de MBA em Gestão Socioambiental Aplicada a Energia Hidrelétrica da Fundação Instituto de Administração (FIA), São Paulo. No Brasil, o setor energético é largamente dependente do uso de fontes renováveis, principalmente da hidroeletricidade, que hoje responde por mais de 85% da produção de energia elétrica no país. A disponibilidade e a confiabilidade das fontes renováveis, porém, dependem de condições climáticas, que podem sofrer alterações em conseqüência das mudanças no clima global relacionada principalmente à emissão de gases do efeito estufa. Entretanto, o planejamento energético de longo prazo no Brasil ainda não considera os potenciais impactos das mudanças climáticas no sistema energético brasileiro, e tampouco os custos decorrentes desses efeitos, que podem impactar tanto os empreendedores, inviabilizando projetos, quanto sobre a sociedade, aumentando o preço da energia. Mas será que o Brasil está sujeito a estes impactos? Este trabalho buscou identificar os possíveis efeitos das mudanças climáticas sobre os empreendimentos hidrelétricos, particularmente sob a ótica do risco financeiro. Pretendia-se avaliar como as variações do clima afetam a geração de energia e a energia assegurada das usinas hidrelétricas e os respectivos retornos financeiros para os investidores, apresentando sugestões de medidas que poderiam ser adotadas para estimular e incentivar a expansão do parque renovável de geração hidrelétrico brasileiro e mitigar as emissões provenientes de usinas térmicas complementares. O estudo e o levantamento de dados primários indicaram que a hidroeletricidade é sensível a mudanças de precipitação e temperatura, o que resulta em mudanças na média da produção e receitas de venda de energia. Concluiu-se ainda que o Brasil está suscetível sim aos impactos das mudanças climáticas na geração de energia elétrica, contudo a adoção de mecanismos de mitigação pode reduzir sobremaneira os riscos associados a este fenômeno. Palavras-Chave: riscos financeiros; mudanças climáticas; geração hidrelétrica; gerenciamento de riscos.

5 v RELAÇÃO DE SIGLAS UTILIZADAS ANA ANEEL BIG BNDES BEN CCEE CEC CER CME CMO CNPE COP COPPE CPTEC EARmax EPE ESS FIA GEE IBAMA IPCC MAE MDL Agência Nacional das Águas Agência Nacional de Energia Elétrica Banco de Informações de Geração Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Balanço Energético Nacional Câmara de Comercialização de Energia Elétrica Valor Esperado do Custo Econômico de Curto Prazo Certified Emission Reduction(s) (Reduções Certificadas de Emissões) Custo Marginal de Expansão Custo Marginal de Operação Conselho Nacional de Política Energética Valor Esperado do Custo de Operação Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos Energia Armazenada Máxima Empresa de Pesquisas Energéticas Encargos de Serviços do Sistema Fundação Instituto de Administração Gases de Efeito Estufa Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas Mercado Atacadista de Energia Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

6 vi MME MRE NEWAVE NPV O&M OMM ONS P&D PCH PIB PLD PNE PNUMA PROINFA RSU SEB SUISHI-O UHE TAR TIR VPL Ministério de Minas e Energia Mecanismo de Realocação de Energia Modelo para Otimização Hidrotérmica para Subsistemas Equivalentes Interligados Net Present Value (Valor Presente Líquido) Operação e Manutenção Organização Meteorológica Mundial Operador Nacional do Sistema Elétrico Pesquisa e Desenvolvimento Pequena Central Hidrelétrica Produto Interno Bruto Preço de Liquidação das Diferenças Plano Nacional de Energia Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica Resíduos Sólidos Urbanos Setor Elétrico Brasileiro Modelo para Simulação da Operação Energética a Usinas Individualizadas para Subsistemas Interligados Usina Hidrelétrica Terceiro Relatório Científico Taxa Interna de Retorno Valor Presente Líquido

7 vii SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO OBJETIVOS OBJETIVOS ESPECÍFICOS REFERENCIAL TEÓRICO Mudanças Climáticas e Aquecimento Global Energia Hidrelétrica Comercialização de Energia Riscos Financeiros Riscos de Financiamento Riscos Operacionais Riscos Hidrológicos Energia e Mudanças Climáticas Gestão dos Riscos Fontes Complementares de Energia Biomassa Pequenas Centrais Hidrelétricas - PCHs Energia Eólica Energia Solar Resíduos Sólidos Urbanos - RSU Repotenciação e Modernização de Usinas Existentes METODOLOGIA ANÁLISE DOS RESULTADOS CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA APÊNDICE CONSULTA AOS ESPECIALISTAS... 82

8 1 1. INTRODUÇÃO No Brasil, o setor energético é largamente dependente do uso de fontes renováveis que geraram, em 2007, cerca de 47% de toda energia produzida internamente e, sobretudo, da hidroeletricidade, que hoje responde por mais de 85% da produção de energia elétrica no país. Adicionalmente, a bioenergia está se tornando cada vez mais importante, tanto na produção de biocombustíveis líquidos quanto na geração de eletricidade. Entretanto, a disponibilidade e a confiabilidade das fontes renováveis dependem de condições climáticas, as quais podem sofrer alterações em conseqüência das mudanças no clima global relacionadas principalmente à emissão de gases do efeito estufa. Contudo, o planejamento energético de longo prazo no Brasil ainda não leva em consideração os potenciais impactos das mudanças climáticas no sistema energético brasileiro, e tampouco os custos decorrentes desses efeitos, que podem impactar tanto os empreendedores, inviabilizando projetos, quanto sobre a sociedade, aumentando o preço da energia. Mas será que o Brasil está sujeito a estes impactos? Este estudo faz-se necessário uma vez que não há comprovação dos potenciais impactos das alterações climáticas na geração hidrelétrica no Brasil e, portanto, não são considerados pelo planejamento de longo-prazo. Caso exista é preciso verificar qual sua extensão e os efeitos que elas podem ter sobre os custos e os preços da energia e os respectivos retornos financeiros para os investidores. Assim, o trabalho traz uma ampla revisão bibliográfica e busca analisar os possíveis efeitos das mudanças climáticas sobre os riscos financeiros dos empreendimentos hidrelétricos no Brasil, e os possíveis custos para a sociedade. Buscase, avaliar como as variações do clima afetam a geração de energia, a energia assegurada das usinas hidrelétricas, a qual é possível ser comercializada, as condições de financiamento destes empreendimentos e os respectivos retornos financeiros para os

9 2 investidores no processo de expansão do parque de geração hidrelétrico brasileiro, visando atender ao crescimento da demanda, respeitando, contudo, os usos múltiplos da água. Para isso, o trabalho inicialmente estuda as mudanças climáticas, a hidroeletricidade e os riscos financeiros da geração de energia hidrelétrica. Em seguida, analisa a relação entre as mudanças climáticas e a energia hidrelétrica, e as alterações das receitas dos empreendedores devido a variações do clima. Posteriormente compara estudos e realiza uma análise crítica dos resultados obtidos.

10 3 2. OBJETIVOS 1. Identificar os riscos e impactos financeiros decorrentes das mudanças climáticas para os projetos hidrelétricos OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1. Estudar o relacionamento entre a geração hidrelétrica e as alterações climáticas; 2. Buscar verificar o impacto das mudanças climáticas no Setor Energético Brasileiro; 3. Avaliar o entendimento de especialistas sobre o relacionamento entre as alterações climáticas e a geração hidrelétrica; 4. Propor medidas de mitigação incluindo fontes renováveis de energia; 5. Apresentar sugestões acerca de estudos futuros.

11 4 3. REFERENCIAL TEÓRICO 3.1. Mudanças Climáticas e Aquecimento Global Desde a década de 1980, evidências científicas sobre a possibilidade de mudança do clima em nível mundial vêm despertando o interesse crescente no público e na comunidade científica em geral. Em 1988, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estabeleceram o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), encarregado de apoiar com trabalhos científicos as avaliações do clima e os cenários de mudanças climáticas para o futuro. Segundo o IPCC, o aumento nas concentrações de gases de efeito estufa (dióxido de carbono, vapor de água, nitrogênio, oxigênio, monóxido de carbono, metano, óxido nitroso, óxido nítrico e ozônio entre outros) tende a reduzir a eficiência com que a Terra se resfria. Em relação às primeiras medições, feitas no fim do século XIX, a década de 90 foi a mais quente. Uma conseqüência notável foi o derretimento de geleiras nos pólos e o aumento de 10 cm no nível do mar em um século. O Terceiro Relatório Científico - TAR do IPCC publicado em 2001 (IPCC 2001 a-c) demonstrou que as mudanças observadas de clima são pouco prováveis devido à variabilidade interna do clima, ou seja, a capacidade do clima de produzir variações de considerável magnitude em longo prazo sem causas externas. As mudanças observadas são consistentes com respostas estimadas devido a uma combinação de efeitos antropogênicos e causas naturais.

12 5 Figura 1: Anomalias de temperatura do ar global (em relação a ) desde o período industrial. A linha azul representa a média móvel de 10 anos (Fonte: Climate Research Unit 2006) Figura 2: Projeções das variações de chuva e temperatura para as quatro estações, Fonte: AR4 - IPCC (2007)

13 6 A Figura 1 mostra que a partir de 1980 a temperatura global vem sofrendo elevações, que chegam a +0,6ºC nos últimos 20 anos. A Figura 2 compara as variações de precipitação e temperatura no Brasil nos períodos de e O período DJF, que compreende os meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro (Verão) representa a estação chuvosa em boa parte das regiões Sudeste e Centro Oeste e no Sul da Amazônia, enquanto que o período MAM, que compreende os meses de Março, Abril e Maio (Outono) representa a estação chuvosa do Norte da Amazônia e do Nordeste. O período JJA se refere aos meses de Junho, Julho e Agosto (Inverno) e o SON aos meses Setembro, Outubro e Novembro (Primavera). Observa-se que poucas regiões sofreram alterações significativas em relação às variações de precipitação, contudo com relação às temperaturas nota-se que há elevação em praticamente todas as estações do ano. A Figura 3 apresenta as alterações previstas na temperatura mundial para o final do século XXI, decorrentes do aquecimento global, onde se observa que o aumento de temperatura previsto no Brasil varia de +2 a +4ºC. Figura 3: Aumentos de temperatura previstos para o final do século XXI Fonte: Greenpeace É perceptível que os custos referentes a extremos climáticos já estão aumentando em todos os países. A adaptação, isto é, a tomada de medidas para conviver com os

14 7 riscos irreversíveis, é essencial. Segundo Stern (2006, apud Mancini & Kruglianskas, 2007) é um custo estimado em dezenas de bilhões de dólares em países em desenvolvimento, como o Brasil, colocando mais pressão sobre os recursos já escassos. Nesse cenário, os países em desenvolvimento são mais vulneráveis à mudança do clima que os países desenvolvidos, uma vez que os efeitos das mudanças climáticas serão mais intensos no hemisfério sul, onde se concentram as nações menos desenvolvidas e que têm menor capacidade tecnológica e financeira de responder à variabilidade climática. O Relatório Stern (2006) indica que se nenhuma medida for tomada em relação às emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), o total dos custos das alterações climáticas será equivalente a perda anual de, no mínimo, 5% do PIB global. Se forem considerados uma série de riscos e impactos mais amplos, o custo poderá aumentar para 20% ou mais do PIB. Por outro lado, o custo da adoção de medidas mitigadoras das emissões dos GEE, buscando mantê-las próximas do nível atual, será de aproximadamente 1% do PIB global. Embora a matriz energética brasileira seja extremamente limpa, com forte participação de fontes renováveis, as emissões decorrentes de mudanças do uso da terra, particularmente de desmatamentos e queimadas, colocam o Brasil como o 4º maior emissor de gases de efeito estufa da Terra. As fontes renováveis de energia, apesar de representarem uma alternativa para a mitigação da mudança do clima global, são dependentes das condições climáticas e, portanto, estão potencialmente sujeitas a impactos do próprio fenômeno que pretendem evitar. (Schaeffer et al, 2008) Inúmeros estudos apontam para riscos crescentes de impactos graves e irreversíveis resultantes das mudanças climáticas associadas com os caminhos da inação (BAU) (business-as-usual) em relação às emissões, os quais serão aprofundados a

15 8 seguir, no item 3.4 Energia e Mudanças Climáticas. Dentre as conseqüências oriundas destas alterações, pode-se citar: Em meados do século, o aumento na temperatura e a conseqüente redução de água no solo devem levar à substituição gradativa de florestas por savanas na Amazônia oriental, enquanto que a vegetação do semi-árido deve ser substituída por vegetação de terras áridas; Há risco de perda significativa de biodiversidade, por meio da extinção de espécies em diversas áreas tropicais; A produtividade de cultivos importantes deve cair, assim como a produtividade da pecuária, com conseqüências adversas para a segurança alimentar. Nas zonas temperadas, a produção de soja deve aumentar, mas, de modo geral, o risco de aumento da fome pode crescer; Mudanças nos padrões de precipitação e o desaparecimento de glaciares devem afetar significativamente a disponibilidade de água para o consumo humano, a agricultura e a produção de energia; A intensificação de secas e inundações/enchentes associadas com os eventos do El Niño pode diminuir o potencial hidroelétrico em regiões propensas a seca. A Figura 4 ilustra os efeitos das mudanças climáticas na precipitação, na umidade do solo, nas vazões e na evaporação, respectivamente, para o período em relação a

16 9 Figura 4: Variações médias na precipitação, umidade do solo, vazão afluente e precipitação no período em relação a Fonte: Climate Change and Water, 2007 O Brasil tem contribuído fortemente para a redução das emissões de GEE, por meio de algumas medidas, dentre as quais: Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia; adição de álcool na gasolina; implementação de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL); Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa); Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel; popularização dos veículos flex-fuel (gasolina-álcool). Ainda assim, alguns efeitos já podem ser observados, como a elevação de 0,7º C das temperaturas médias do Brasil nos últimos 50 anos, o aumento das precipitações no sul do Brasil, entre 1951 e 2002, o aumento na intensidade das chuvas e na freqüência de dias com precipitação intensa no sudeste da América do Sul, entre 1951 e 2000, e maiores temperaturas à noite no Sudeste do Brasil, entre 1951 e A figura 6 mostra a evolução das mudanças observadas no Hemisfério Norte, de 1850 a 2000, com elevações na temperatura e do nível do mar e redução da cobertura de neve.

17 10 Figura 5 - Mudanças observadas (a) na temperatura, (b) no nível do mar e (c) na cobertura de neve no hemisfério norte. - Fonte: IPCC AR 4 SFP WG 1 (p. 9) Os especialistas do IPCC estimam que a temperatura média global aumentará entre 1,1ºC (limite inferior do cenário mais otimista) e 6,4ºC (limite superior do cenário mais pessimista). Nestes quadros, o nível dos oceanos poderia subir de 0,18m (limite inferior do cenário mais otimista) a 0,59m (limite superior do cenário mais pessimista). O derretimento das geleiras está afetando a geração hidroelétrica, como observado em cidades como La Paz e Lima, segundo o IPCC (2007). O IPCC projeta variações das freqüências, intensidades e volumes de precipitação distribuídas em diversas áreas, conforme Figura 6, o que altera a disponibilidade hídrica A Figura 6 mostra a relação das temperaturas extremas com o aumento das temperaturas médias, o aumento da variância e o aumento de ambos. No último caso há aumento da probabilidade de eventos extremos com temperaturas mais quentes.

18 11 A Figura 7 mostra as tendências de precipitação mundial entre 1900 e 2000, indicando que a maior parte do Brasil sofreu variações positivas (aumentos) nas precipitações no século 20. Combinando os efeitos de elevação da temperatura e diminuição da precipitação, obtém-se a Figura 8, onde é projetada a elevação global dos níveis dos mares até 2100, onde é possível notar que os oceanos sofrerão uma elevação de até 0,8m em virtude do aquecimento global e do derretimento de glaciares. Figura 6: Esquema ilustrando o efeito nas temperaturas extremas quando (a) aumenta temperaturas médias (b) aumenta a variância (c) ambos aumentam Fonte: IPCC (www.grida.no/climate/ipcc_tar/wg1/088.htm)

19 12 Figura 7: Tendência de Precipitação Mundial de 1900 to 2000 Fonte: IPCC, 2001b (www.grida.no/climate/ipcc_tar/vol4/english/fig2-6a.htm) Figura 8: Aumento Projetado nos Níveis Médios Globais do Mar de 1900 a 2100 Fonte: IPCC, 2001a (www.grida.no/climate/ipcc_tar/wg1/fig11-12.htm) Especificamente para o Brasil, as alterações nas precipitações estão mostradas na Figura 9, que apresenta a precipitação média do ano hidrológico de 2007 (outubro/2006 a setembro/2007) e da média de 1961 a As regiões hidrográficas estão representadas de acordo com as seguintes siglas: A Amazônica; B Tocantins- Araguaia; C Atlântico Nordeste Ocidental; D Parnaíba; E Atlântico Nordeste Oriental; F São Francisco; G Atlântico Leste; H Atlântico Sudeste; I Atlântico Sul; J Uruguai; L Paraná; M Paraguai. É possível observar que, em relação à média histórica de 1961 a 2007, nas regiões D, E, F e G houve aumento dos níveis de

20 precipitação, enquanto que nas regiões A, B e C houve redução de precipitação, no ano hidrológico de Figura 9: Precipitação Anual no Brasil ano hidrológico 2007 e média de 1961 a 2007 Fonte: ANA, 2009 A Tabela 1 sintetiza em números as informações contidas na Figura 9. A análise percentual dos totais anuais precipitados contidos na Tabela 2 revela que, em termos globais, a precipitação no Brasil, no período de outubro/2006 a setembro/2007, esteve na faixa do normal (variações de até 10%), com uma pequena variação negativa (superior a 10%) nas regiões Amazônica, Tocantins-Araguaia e Atlântico Nordeste Ocidental (regiões A, B e C, respectivamente) e um pequeno desvio positivo (superior a 10%) na região do Uruguai (região J).

21 14 Tabela 1: Precipitação média (mm) nas Regiões Hidrográficas e desvios em 2007 Fonte: ANA, 2009 Tabela 2: Disponibilidade hídrica e vazões médias e de estiagem (m³/s) Fonte: ANA, 2009 As figuras a seguir apresentam a comparação das temperaturas e precipitações médias do Brasil, no período , com projeções de precipitação e temperatura, para os

22 cenários A2 (altas emissões) e B2 (baixas emissões), para os períodos , e , respectivamente. 15 Figura 10: Temperatura e Precipitação Médias - Período (CPTEC, 2007) Fonte: COPPE [Energy Security, 2007] Figura 11: Projeções de Temperatura para o Cenário A2 (CPTEC, 2007)

23 16 Figura 12: Projeções de Temperatura para o Cenário B2 (CPTEC, 2007) Figura 13: Projeções de Precipitação para o Cenário A2 (CPTEC, 2007) Figura 14: Projeções de Precipitação para o Cenário B2 (CPTEC, 2007)

24 Energia Hidrelétrica As hidrelétricas são a principal fonte de energia da maioria dos países da América Latina e são vulneráveis em grande escala às anomalias nas vazões devidas aos fenômenos climáticos El Niño e a La Niña, como observado na Argentina, Colômbia, Brasil, Chile, Peru, Uruguai e Venezuela. No Brasil, as usinas hidrelétricas dominam a geração de energia elétrica e grandes barragens predominam no setor. Atualmente 706 usinas estão em operação (Novembro/ 2008), sendo que as 24 maiores usinas hidrelétricas, com capacidade instalada superior a MW, correspondem a quase 50% da capacidade total instalada no Brasil (ANEEL, 2008). Há ainda um potencial hidroelétrico considerado inutilizado (estimado em cerca 170 GW, segundo a Empresa de Pesquisas Energéticas - EPE, 2006), divididos desigualmente por toda parte do país, mas amplamente localizados na região Norte e afastados dos principais centros consumidores de energia, localizados na região Sudeste, implicando então em altos custos de transmissão bem como de elevadas restrições ambientais. A localização das usinas hidroelétricas no Brasil está apresentada na Figura 15. É possível observar que a maior parte das usinas em operação (pontos verdes) está localizada na região Sudeste-Centro-Oeste do Brasil, onde se localiza o centro de carga do sistema, e que há um grande número de usinas previstas (pontos vermelhos) e em estudo (pontos laranjas) na região Norte do país. A divisão do Brasil segundo Bacias Hidrográficas é mostrada na Figura 16, juntamente com a geração de energia nos anos de 2006 e 2007, em GWh, por bacia.

25 18 Figura 15: Localização das Usinas Hidrelétricas no Brasil Fonte: ANA, 2009 Figura 16: Produção Hidrelétrica por Bacia, GWh Fonte: ONS [Relatório 2007] De acordo com o ONS (2007) a distribuição do parque gerador hidrelétrico instalado no Brasil segundo a participação de cada bacia é:

26 19 Bacia % Brasil % SIN Rio Paraná 15,9% 17,6% Grande 9,2% 10,2% Paranaíba 10,2% 11,3% Paranapanema 3,0% 3,3% Parnaíba 0,3% 0,3% São Francisco 8,5% 9,4% Tocantins-Araguaia 15,8% 17,6% Total 62,8% 69,8% Tabela 3: Participação de cada bacia na capacidade de geração hidrelétrica instalada no Brasil Fonte: COPPE [Energy Security, 2007] Quanto ao volume armazenado nos reservatórios ao longo do ano hidrológico de 2007, todos acompanharam a tendência de aumento até o mês de março/2007 e posterior diminuição até setembro/2007, com exceção da UHE Barra Grande na Bacia do rio Uruguai, que experimentou aumento até setembro, conforme Figura 17. Figura 17: Situação dos reservatórios das hidroelétricas Fonte: ANA, 2009

27 20 Norte/Tucuruí Nordeste Sul Sul Sudeste/ Centro-Oeste Figura 18: Divisão do Brasil segundo Sub-sistemas ou Regiões Devido à operação interligada do Sistema Elétrico Nacional, realizada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), e da complementaridade sazonal entre diferentes regiões do país, a geração de cada usina hidrelétrica depende, em grande parte, da energia natural afluente (fluxo de água que entra nos reservatórios) e da variabilidade do clima em diferentes meses do ano. Assim, a relevância da variável climática na análise está na perspectivas do regime de chuvas no longo-prazo em face da possível nova realidade climática (Ambrizzi et al, 2007; Marengo et al, 2007 apud Lucena et al, 2009) Além disso, em função da predominância da geração hidrelétrica no país, a estimativa de produção energética de uma usina hidrelétrica depende da avaliação da disponibilidade hídrica da respectiva bacia hidrográfica. Todavia, o planejamento de longo prazo não contempla os possíveis impactos sobre a vulnerabilidade do sistema energético brasileiro devido a variações de disponibilidade hídrica frente aos cenários climáticos futuros, e tampouco considera a gradativa diminuição da geração de energia elétrica em decorrência do uso múltiplo dos recursos hídricos (ANEEL, 2008). Desta forma, com a gradativa diminuição da geração de energia, há proporcional diminuição

28 21 da receita proveniente da venda dessa energia, o que interfere no fluxo de caixa do empreendedor. Na maior parte do Brasil há um forte ciclo anual, com a estação chuvosa concentrada durante o verão e pouca chuva ocorrendo durante o inverno. As Figura 19, Figura 20, Figura 21 e Figura 22 apresentam as curvas anuais de armazenamento dos reservatórios brasileiros, por mês a partir do ano 2001, como função da Energia Armazenada Máxima (EARmax) do conjunto de usinas que compõe determinado sistema, das regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. É possível notar nas regiões Sudeste e Nordeste que as curvas do ano de 2001, apresentaram os menores níveis de armazenamento ao longo do ano, com significativo esvaziamento no Nordeste, ocasionando o Apagão Energético, que teve início em maio de Pode-se observar também, que ao contrário da região Sul que não apresenta curvas de armazenamento regulares, as demais regiões têm curvas bem caracterizadas de armazenamento de água. Figura 19: Comparação Anual da Energia Armazenada nos Reservatórios da Região Sudeste

29 22 Figura 20: Comparação Anual da Energia Armazenada nos Reservatórios da Região Sul Figura 21: Comparação Anual da Energia Armazenada nos Reservatórios da Região Nordeste Figura 22: Comparação Anual da Energia Armazenada nos Reservatórios da Região Norte

30 23 Figura 23: Evolução Anual da Energia Armazenada nos Reservatórios do SIN, desagregado por Região Harrison et al (2006) conclui que diante das mudanças climáticas, as alterações nas vazões tendem a ser maiores que as mudanças causadas nas precipitações e que a vazão é mais sensível a mudanças na precipitação que na temperatura. Arnell (1996) nota que as bacias do rios tendem a amplificar mudanças na precipitação, resultando em maiores mudanças nas vazões dos rios Comercialização de Energia De acordo com a Convenção de Comercialização de Energia Elétrica, os agentes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica CCEE dividem-se nas Categorias de Geração, Distribuição e Comercialização de Energia Elétrica. A categoria dos agentes de geração envolvem os agentes geradores, produtores independentes e auto-produtores, sendo que todos os agentes de geração podem vender energia tanto no ACR como no ACL. Os Agentes de Geração podem ser classificados em:

31 24 Concessionários de Serviço Público de Geração: Agente titular de Serviço Público Federal delegado pelo Poder Concedente mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de Empresas para exploração e prestação de serviços públicos de energia elétrica, nos termos da Lei 8.987, de 13 de fevereiro de Produtores Independentes de Energia Elétrica: são Agentes individuais ou reunidos em consórcio que recebem concessão, permissão ou autorização do Poder Concedente para produzir energia elétrica destinada à comercialização por sua conta e risco. Auto-Produtores: são Agentes com concessão, permissão ou autorização para produzir energia elétrica destinada a seu uso exclusivo, podendo comercializar eventual excedente de energia, desde que autorizado pela ANEEL. O novo Modelo do Setor Elétrico define que a comercialização de energia elétrica é realizada em dois ambientes de mercado, o Ambiente de Contratação Regulada - ACR e o Ambiente de Contratação Livre - ACL. A contratação no ACR é formalizada através de contratos bilaterais regulados, denominados Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEAR), celebrados entre Agentes Vendedores (comercializadores, geradores, produtores independentes ou auto-produtores) e Compradores (distribuidores) que participam dos leilões de compra e venda de energia elétrica. Já no ACL há a livre negociação entre os Agentes Geradores, Comercializadores, Consumidores Livres, Importadores e Exportadores de energia, sendo que os acordos de compra e venda de energia são pactuados por meio de contratos bilaterais.

32 25 Os Agentes de Geração, concessionários de serviço público de geração, produtores independentes de energia, auto-produtores ou comercializadores, podem vender energia elétrica nos dois ambientes, mantendo o caráter competitivo da geração, e todos os contratos, sejam do ACR ou do ACL, são registrados na CCEE e servem de base para a contabilização e liquidação das diferenças no mercado de curto prazo. Uma visão geral da comercialização de energia, envolvendo os dois ambientes de contratação, é apresentada na Figura 24 a seguir: Figura 24: Visão geral da comercialização de energia nos dois ambientes de contratação Fonte: CCEE ACR Ambiente de Contratação Regulada Participam do Ambiente de Contratação Regulada - ACR os agentes vendedores e agentes de distribuição de energia elétrica. Para garantir o atendimento aos seus mercados, os agentes de distribuição podem adquirir energia das seguintes formas, de acordo com o art. 13 do Decreto nº 5.163/2004: Leilões de compra de energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes e de novos empreendimentos de geração. Geração distribuída, desde que a contratação seja precedida de chamada pública realizada pelo próprio agente de distribuição e com montante limitado a 10% do mercado do distribuidor.

3 Comercialização de energia elétrica

3 Comercialização de energia elétrica 3 Comercialização de energia elétrica As relações comerciais 4 entre os Agentes participantes da CCEE são regidas predominantemente por contratos de compra e venda de energia, e todos os contratos celebrados

Leia mais

Índice Setorial Comerc (junho 2013)

Índice Setorial Comerc (junho 2013) PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) PLD - ª Semana de Agosto de 203 Agosto (27.07.203 a 02.08.203) PLD médio PLD médio 2 R$/MWh Sudeste Sul Nordeste Norte Sudeste 53,22 53,05 Pesada 55,55 55,55 55,55

Leia mais

&RQWUDWRVGH&RPSUDH9HQGDGH(QHUJLD

&RQWUDWRVGH&RPSUDH9HQGDGH(QHUJLD Contratos de Compra e Venda de Energia 36 &RQWUDWRVGH&RPSUDH9HQGDGH(QHUJLD Como visto no capítulo anterior a receita de um agente gerador no mercado de curto prazo é extremamente volátil. Essa incerteza

Leia mais

EDP Energias do Brasil

EDP Energias do Brasil EDP Energias do Brasil Contribuição à Audiência Pública ANEEL nº 42/2015: Obter subsídios acerca da solicitação da Enguia Gen PI Ltda. e da Enguia Gen CE Ltda. para rescisão amigável de seus Contratos

Leia mais

Aspectos de mudanças climáticas no componente hidrológico dos projetos e operação de barragens

Aspectos de mudanças climáticas no componente hidrológico dos projetos e operação de barragens Aspectos de mudanças climáticas no componente hidrológico dos projetos e operação de barragens Mesa redonda: Mudanças Climáticas (ClimateChanges) XXVIII Seminário Nacional de Grandes Barragens Rio de Janeiro.

Leia mais

CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL SIN

CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL SIN 2 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL SIN 2.1 VOCAÇÃO À HIDROELETRICIDADE O sistema de produção e transmissão de energia elétrica do Brasil Sistema Interligado Nacional (SIN) pode ser classificado

Leia mais

O Novo Ciclo do Mercado Livre de Energia Elétrica

O Novo Ciclo do Mercado Livre de Energia Elétrica O Novo Ciclo do Mercado Livre de Energia Elétrica PAINEL 2 ENTRE DOIS MUNDOS: O REGULADO E O LIVRE Flávio Antônio Neiva Presidente da ABRAGE Belo Horizonte 16 de outubro de 2008 Entre dois mundos: o regulado

Leia mais

Comentários sobre o. Plano Decenal de Expansão. de Energia (PDE 2008-2017)

Comentários sobre o. Plano Decenal de Expansão. de Energia (PDE 2008-2017) Comentários sobre o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2008-2017) PAULO CÉSAR RIBEIRO LIMA JANEIRO/2009 Paulo César Ribeiro Lima 2 Comentários sobre o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2008-2017)

Leia mais

BOLETIM DE NOTÍCIAS. Janela de Negócios. Market News. Edital do Leilão de Geração A-1 entra em audiência pública. 5 de outubro de 2015

BOLETIM DE NOTÍCIAS. Janela de Negócios. Market News. Edital do Leilão de Geração A-1 entra em audiência pública. 5 de outubro de 2015 BOLETIM DE NOTÍCIAS Janela de Negócios Demanda de Energia I5: Períodos de Suprimento Montante em (MW médios) Ideia de preço (NÃO É PROPOSTA) 1º trimestre 2016 Até 5 R$185/MWm Demanda de Energia Convencional:

Leia mais

CONSEQÜÊNCIAS QUE A FALTA DE ENERGIA ELÉTRICA PROVENIENTE DA ARGENTINA PODE TRAZER AO BRASIL

CONSEQÜÊNCIAS QUE A FALTA DE ENERGIA ELÉTRICA PROVENIENTE DA ARGENTINA PODE TRAZER AO BRASIL SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GME - 9 16 a 21 Outubro de 25 Curitiba - Paraná GRUPO VI GRUPO DE ESTUDOS DE MERCADO DE ENERGIA ELÉTRICA GME CONSEQÜÊNCIAS QUE A

Leia mais

ENERGIAS RENOVÁVEIS NO BRASIL MAIO 2010

ENERGIAS RENOVÁVEIS NO BRASIL MAIO 2010 ENERGIAS RENOVÁVEIS NO BRASIL MAIO 2010 Índice Conceito de Energia Renovável Energias Renováveis no Brasil Aspectos Gerais de Projetos Eólicos, a Biomassa e PCHs Outorga de Autorização de Projetos Incentivos

Leia mais

2 Características do mercado brasileiro de energia elétrica

2 Características do mercado brasileiro de energia elétrica 2 Características do mercado brasileiro de energia elétrica Nesta seção, serão descritas as características do mercado brasileiro de energia elétrica, a fim de que se possa compreender a modelagem realizada

Leia mais

MUDANÇAS DO CLIMA E OS RECURSOS HÍDRICOS. São Carlos, 25 de fevereiro de 2010

MUDANÇAS DO CLIMA E OS RECURSOS HÍDRICOS. São Carlos, 25 de fevereiro de 2010 MUDANÇAS DO CLIMA E OS RECURSOS HÍDRICOS São Carlos, 25 de fevereiro de 2010 A BACIA HIDROGRÁFICA COMO UNIDADE DE PLANEJAMENTO OCUPAÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA O DESMATAMENTO DAS BACIAS OCUPAÇÃO DA BACIA

Leia mais

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GEC 8 14 a 17 Outubro de 27 Rio de Janeiro - RJ GRUPO VI GRUPO DE ESTUDO DE COMERCIALIZAÇÃO, ECONOMIA E REGULAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

Leia mais

Aula 4 Matriz Elétrica Brasileira

Aula 4 Matriz Elétrica Brasileira AULA Fundação 4 MATRIZ Universidade ELÉTRICA Federal de Mato Grosso do Sul 1 Matriz Energética Aula 4 Matriz Elétrica Brasileira Prof. Márcio Kimpara Universidade Federal de Mato Grosso do Sul FAENG /

Leia mais

Ricardo Lima Conselheiro de Administração

Ricardo Lima Conselheiro de Administração XVII Simpósio Jurídico ABCE Riscos e Tendências do Ambiente de Contratação Livre Ricardo Lima Conselheiro de Administração 19 de setembro de 2011 Estrutura Legal da Comercialização Visão Geral das Operações

Leia mais

Fenômenos e mudanças climáticos

Fenômenos e mudanças climáticos Fenômenos e mudanças climáticos A maioria dos fenômenos climáticos acontecem na TROPOSFERA. Camada inferior da atmosfera que vai do nível do mar até cerca de 10 a 15 quilômetros de altitude. Nuvens, poluição,

Leia mais

Seminário Internacional Portugal Brasil Visão Geral das Operações da CCEE. Luiz Eduardo Barata Ferreira Presidente do Conselho de Administração

Seminário Internacional Portugal Brasil Visão Geral das Operações da CCEE. Luiz Eduardo Barata Ferreira Presidente do Conselho de Administração Seminário Internacional Portugal Brasil Visão Geral das Operações da CCEE Luiz Eduardo Barata Ferreira Presidente do Conselho de Administração Fevereiro de 2012 Visão Geral das Operações da CCEE Mercado

Leia mais

Leilões de Energia Elétrica Mercado Regulado Brasileiro Visão Panorâmica

Leilões de Energia Elétrica Mercado Regulado Brasileiro Visão Panorâmica Leilões de Energia Elétrica Mercado Regulado Brasileiro Visão Panorâmica Reunião Técnica da ABINEE Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica 19 de novembrode 2013 Alexandre Viana Gerência

Leia mais

Riscos e Garantias para a Comercialização de Energia de PCHs Encontro Nacional de Operadores e Investidores em Pequenas Centrais Hidrelétricas

Riscos e Garantias para a Comercialização de Energia de PCHs Encontro Nacional de Operadores e Investidores em Pequenas Centrais Hidrelétricas Riscos e Garantias para a Comercialização de Energia de PCHs Encontro Nacional de Operadores e Investidores em Pequenas Centrais Hidrelétricas Luciano Macedo Freire Conselho de Administração 07 de abril

Leia mais

V Conferência da RELOP - Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa

V Conferência da RELOP - Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa V Conferência da RELOP - Associação de Reguladores de Energia dos Países de Língua Oficial Portuguesa Aspetos regulatórios da energia renovável no Brasil Fernando Colli Munhoz Assessor Sup. de Regulação

Leia mais

Dinâmica Empresarial e Mecanismo de Formação de Preço Seminário Internacional de Integração Energética Brasil Colômbia

Dinâmica Empresarial e Mecanismo de Formação de Preço Seminário Internacional de Integração Energética Brasil Colômbia Dinâmica Empresarial e Mecanismo de Formação de Preço Seminário Internacional de Integração Energética Brasil Colômbia Antônio Carlos Fraga Machado Presidente do Conselho de Administração da CCEE 15 de

Leia mais

Comercialização de Energia Elétrica no Brasil III Seminário: Mercados de Eletricidade e Gás Natural Investimento, Risco e Regulação

Comercialização de Energia Elétrica no Brasil III Seminário: Mercados de Eletricidade e Gás Natural Investimento, Risco e Regulação Comercialização de Energia Elétrica no Brasil III Seminário: Mercados de Eletricidade e Gás Natural Investimento, Risco e Regulação Élbia Melo 12/02/2010 Agenda O Setor Elétrico Brasileiro Comercialização

Leia mais

II SEMINÁRIO NACIONAL PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS E MICROGERAÇÃO

II SEMINÁRIO NACIONAL PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS E MICROGERAÇÃO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA II SEMINÁRIO NACIONAL PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS E MICROGERAÇÃO Luiz Eduardo Barata Secretário-Executivo CÂMARA DOS DEPUTADOS Brasília, 22 de setembro de 2015 Energia

Leia mais

Francis Lacerda MUDANÇAS CLIMÁTICAS E IMPACTOS NO ARARIPE

Francis Lacerda MUDANÇAS CLIMÁTICAS E IMPACTOS NO ARARIPE Francis Lacerda MUDANÇAS CLIMÁTICAS E IMPACTOS NO ARARIPE Introdução O recém divulgado relatório do IPCC AR5 sobre a base científica das mudanças climáticas conclui, com acima de 90% de confiança, que

Leia mais

ENERGIAS ALTERNATIVAS E TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO LIMPAS: DESAFIOS E OPORTUNIDADES

ENERGIAS ALTERNATIVAS E TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO LIMPAS: DESAFIOS E OPORTUNIDADES ENERGIAS ALTERNATIVAS E TECNOLOGIAS DE PRODUÇÃO LIMPAS: DESAFIOS E OPORTUNIDADES FONTES DE ENERGIA Hídrica Eólica Biomassa Solar POTENCIAL HÍDRICO Fonte: Eletrobras, 2011. APROVEITAMENTO DO POTENCIAL HIDRELÉTRICO

Leia mais

INTERESSADAS: Distribuidoras, Geradores, Comercializadores e Consumidores Livres.

INTERESSADAS: Distribuidoras, Geradores, Comercializadores e Consumidores Livres. VOTO PROCESSO: 48500.006210/2014-19. INTERESSADAS: Distribuidoras, Geradores, Comercializadores e Consumidores Livres. RELATOR: Diretor Tiago de Barros Correia RESPONSÁVEL: Superintendência de Regulação

Leia mais

Cenários de Preço Futuro de Energia

Cenários de Preço Futuro de Energia Cenários de Preço Futuro de Energia Novembro/2010 Tractebel Energia GDF SUEZ - todos os direitos reservados 1 Aviso importante Este material pode incluir declarações que representem expectativas sobre

Leia mais

Simulador de Custos de Contratação de Energia para Grandes Consumidores

Simulador de Custos de Contratação de Energia para Grandes Consumidores Simulador de Custos de Contratação de Energia para Grandes Consumidores Aluno: Bruna dos Guaranys Martins Orientador: Delberis Araújo Lima Projeto: 1011 Introdução No Brasil, existem diferentes tipos de

Leia mais

GARANTIA FÍSICA DAS USINAS BRASILEIRAS: EXPECTATIVA REALIDADE. PREPARADO POR Leontina Pinto

GARANTIA FÍSICA DAS USINAS BRASILEIRAS: EXPECTATIVA REALIDADE. PREPARADO POR Leontina Pinto GARANTIA FÍSICA DAS USINAS BRASILEIRAS: EXPECTATIVA REALIDADE PREPARADO POR Leontina Pinto OUTUBRO DE 2014 Índice ÍNDICE 2 INTRODUÇÃO 3 A GARANTIA FÍSICA E SUA IMPORTÂNCIA PARA O SISTEMA 4 A GARANTIA FÍSICA

Leia mais

Diversificação da Matriz Elétrica Nacional. João Mello A&C Energia

Diversificação da Matriz Elétrica Nacional. João Mello A&C Energia Diversificação da Matriz Elétrica Nacional João Mello A&C Energia Agenda 1. O Momento Atual 2. O Efeito Tarifário 3. As Perspectivas com Novas Fontes 4. Considerações Finais Agenda 1. O Momento Atual 2.

Leia mais

Cenário Energético. Seminário Eficiência no Uso de Recursos Naturais

Cenário Energético. Seminário Eficiência no Uso de Recursos Naturais Cenário Energético Seminário Eficiência no Uso de Recursos Naturais Marco Antonio Siqueira marco@psr-inc.com S, Paulo, 12 de fevereiro de 2015 1 Agenda A estrutura de oferta e demanda do setor elétrico

Leia mais

INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015

INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015 INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015 1. INTRODUÇÃO A estação do verão inicia-se no dia 21 de dezembro de 2014 às 20h03 e vai até as 19h45 do dia 20 de março de 2015. No Paraná, historicamente, ela é bastante

Leia mais

Entenda a Indústria. energia elétrica

Entenda a Indústria. energia elétrica ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISTRIBUIDORES DE ENERGIA ELÉTRICA Entenda a Indústria de Energia Elétrica Módulo 6 O mercado de energia elétrica Entenda a Indústria de Energia Elétrica Módulo 6 5 A geração e

Leia mais

Simpósio Brasileiro sobre Pequenas e Médias Centrais Hidrelétrica. Comercialização 1/20. DCM Diretoria Comercial

Simpósio Brasileiro sobre Pequenas e Médias Centrais Hidrelétrica. Comercialização 1/20. DCM Diretoria Comercial Legislação de Geração de Energia Elétrica Comercialização 1/20 AGENDA: 1. Geração de serviço público, produtores independentes e autoprodução de energia elétrica; 2. Incentivos para a autoprodução de energia

Leia mais

Regras de Comercialização 2013. Apresentação no InfoPLD 25.02.2013

Regras de Comercialização 2013. Apresentação no InfoPLD 25.02.2013 Regras de Comercialização 2013 Apresentação no InfoPLD 25.02.2013 Agenda Alterações aprovadas Contribuições acatadas 2 Alterações Aprovadas 1) Regime de Cotas de Garantia Física 2) Sazonalização de Garantia

Leia mais

INFORMAÇÕES AO MERCADO

INFORMAÇÕES AO MERCADO Panorama 2014 1 índice Panorama 2014 Governança do setor elétrico brasileiro A comercialização de energia A CCEE A CCEE Principais atividades Conta-ACR A CCEE em números Quem pode se associar à CCEE? DADOS

Leia mais

O SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL HOJE. Evandro Leite Vasconcelos Diretor de Energia e de Desenvolvimento de Negócios

O SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL HOJE. Evandro Leite Vasconcelos Diretor de Energia e de Desenvolvimento de Negócios 1 O SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL HOJE Evandro Leite Vasconcelos Diretor de Energia e de Desenvolvimento de Negócios ESTRUTURA SETORIAL CARACTERIZAÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO BRASILEIRO 3 PRINCIPAIS

Leia mais

Mudanças climáticas globais e recursos hídricos com enfoque para as bacias hidrográficas

Mudanças climáticas globais e recursos hídricos com enfoque para as bacias hidrográficas Mudanças climáticas globais e recursos hídricos com enfoque para as bacias hidrográficas Emília Hamada Pesquisador, Embrapa Meio Ambiente, Jaguariúna - SP A mudança climática global começou a ser discutida

Leia mais

9,2 (+) O&M (Fixo e Variável)

9,2 (+) O&M (Fixo e Variável) Setembro de 2012 Edição Especial 1 OPINIÃO IMPACTO TARIFÁRIO DA RENOVAÇÃO DAS CONCESSÕES Os benefícios para os consumidores provêm da redução de três componentes tarifários: 1. Custo de geração; 2. Custo

Leia mais

Formação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) (Anexo)

Formação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) (Anexo) Formação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) Regras de Comercialização Formação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) (Anexo) Versão 1.0 1 versão 1.0 Formação do Preço de Liquidação das Diferenças

Leia mais

Preço de Liquidação de Diferenças. Versão 1.0

Preço de Liquidação de Diferenças. Versão 1.0 Preço de Liquidação de Diferenças ÍNDICE PREÇO DE LIQUIDAÇÃO DE DIFERENÇAS (PLD) 4 1. Introdução 4 1.1. Lista de Termos 6 1.2. Conceitos Básicos 7 2. Detalhamento das Etapas da Formação do PLD 10 2.1.

Leia mais

PdC Versão 1 PdC Versão 2

PdC Versão 1 PdC Versão 2 Procedimento de Comercialização Controle de Alterações PdC Glossário de Termos da CCEE PdC Versão 1 PdC Versão 2 METODOLOGIA DO CONTROLE DE ALTERAÇÕES Texto em realce refere-se à inserção de nova redação.

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES AUDIÊNCIA PÚBLICA 032/2015. Discusssão conceitual do Generation Scaling Factor (GSF) ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A

CONTRIBUIÇÕES AUDIÊNCIA PÚBLICA 032/2015. Discusssão conceitual do Generation Scaling Factor (GSF) ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S/A CONRIBUIÇÕES AUDIÊNCIA PÚBLICA 032/2015 Discusssão conceitual do Generation Scaling Factor (GSF) ELEKRO ELERICIDADE E SERVIÇOS S/A 1. Introdução Inicialmente, cumpre ressaltar a qualidade do material disponibilizado

Leia mais

4 Os Contratos de Comercialização de Energia em Ambiente Regulado

4 Os Contratos de Comercialização de Energia em Ambiente Regulado 4 Os Contratos de Comercialização de Energia em Ambiente Regulado A escolha de um determinado tipo de proeto ou tecnologia termelétrica está intimamente relacionada com os contratos de comercialização

Leia mais

Aquecimento Global, Mudanças Climáticas e impactos no Brasil Jose A. Marengo CPTEC/INPE

Aquecimento Global, Mudanças Climáticas e impactos no Brasil Jose A. Marengo CPTEC/INPE Aquecimento Global, Mudanças Climáticas e impactos no Brasil Jose A. Marengo CPTEC/INPE Foreign & Commonwealth Office Desastre climático e midiático. Uma coisa é produzir dados, outra é torná-los inteligíveis

Leia mais

Política Energética Brasileira Panorama da Biomassa

Política Energética Brasileira Panorama da Biomassa Política Energética Brasileira Panorama da Biomassa MME Secretaria de Planejamento Energético Brasília Março de 2010 Roteiro 1. Cenário da Expansão 2. Características 3. Políticas Energéticas 4. Leilões

Leia mais

Águas de Minas e Energia a Contribuição de Minas para o Sistema Elétrico Importância dos Reservatórios de Cabeceira.

Águas de Minas e Energia a Contribuição de Minas para o Sistema Elétrico Importância dos Reservatórios de Cabeceira. Águas de Minas e Energia a Contribuição de Minas para o Sistema Elétrico Importância dos Reservatórios de Cabeceira. 1 Sumário Produção de Energia Elétrica no Brasil e o no Mundo Características de Usinas

Leia mais

GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA HIDRELÉTRICA-SISTEMA ELÉTRICO

GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA HIDRELÉTRICA-SISTEMA ELÉTRICO GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA HIDRELÉTRICA-SISTEMA ELÉTRICO HIDRELÉTRICAS Definição Originada a partir da energia solar, responsável pela evaporação da água; A água que precipita é armazenada na forma de

Leia mais

GrandAmazon. Energia para o futuro Os desafios da sustentabilidade. Wilson Ferreira Jr. e Miguel Saad 16/03/2012

GrandAmazon. Energia para o futuro Os desafios da sustentabilidade. Wilson Ferreira Jr. e Miguel Saad 16/03/2012 GrandAmazon Energia para o futuro Os desafios da sustentabilidade Wilson Ferreira Jr. e Miguel Saad 16/03/2012 A alta complexidade do sistema elétrico brasileiro traz 3 grandes desafios para a política

Leia mais

Gestão dos Negócios. Desempenho da Economia. Consumo de Energia Elétrica GWh

Gestão dos Negócios. Desempenho da Economia. Consumo de Energia Elétrica GWh Desempenho da Economia Em 2005, o PIB do Brasil teve crescimento de 2,6 %, segundo estimativas do Banco Central. A taxa de desemprego registrou leve recuo, cedendo de 10,2 % em janeiro/05 para 9,6 % em

Leia mais

4 O mercado brasileiro de energia elétrica

4 O mercado brasileiro de energia elétrica 4 O mercado brasileiro de energia elétrica A matriz energética brasileira é altamente diversificada em função de sua vasta extensão. Nos últimos dez anos, é crescente a participação de fontes não renováveis,

Leia mais

INTRODUÇÃO 12 1 INTRODUÇÃO. 1.1 O despacho hidrotérmico centralizado

INTRODUÇÃO 12 1 INTRODUÇÃO. 1.1 O despacho hidrotérmico centralizado INTRODUÇÃO 12 1 INTRODUÇÃO 1.1 O despacho hidrotérmico centralizado No sistema elétrico brasileiro, assim como em outros países, como Chile, Argentina e Bolívia, a produção de energia de cada usina (termelétrica,

Leia mais

Bandeiras Tarifárias DEZEMBRO 2014

Bandeiras Tarifárias DEZEMBRO 2014 DEZEMBRO 2014 Sumário Bandeiras Tarifárias... 2 O sistema hidrotérmico brasileiro... 2 A tarifa de energia no Brasil... 3 Por que bandeiras tarifárias?... 6 PERGUNTAS E RESPOSTAS... 7 1. Como funcionarão

Leia mais

São Paulo, 28 de abril de 2006. Ref.: Contribuição à Consulta Pública Plano Decenal de Energia Elétrica PDEE 2006/2015

São Paulo, 28 de abril de 2006. Ref.: Contribuição à Consulta Pública Plano Decenal de Energia Elétrica PDEE 2006/2015 São Paulo, 28 de abril de 2006 CT/301/2006 Excelentíssimo Senhor Silas Rondeau Ministério de Minas e Energia Brasília DF CC: Ministério de Minas e Energia Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético

Leia mais

Mercado de Energia e Custos

Mercado de Energia e Custos Mercado de Energia e Custos Seminário Energia Soluções para o Futuro AC Minas 24.04.2014 CMU Energia Atua no mercado desde 2003. Gerencia mais de 800 MWmédios. Montante suficiente para suprir aproximadamente

Leia mais

A Evolução do Mercado Livre de Energia

A Evolução do Mercado Livre de Energia A Evolução do Mercado Livre de Energia 4º ENASE Antonio Carlos Fraga Machado Presidente do Conselho de Administração 13 de setembro de 2007 Agenda Evolução do Mercado Livre de Energia O Mercado de Energia

Leia mais

Mudança do clima: Principais conclusões do 5º Relatório do IPCC

Mudança do clima: Principais conclusões do 5º Relatório do IPCC Mudança do clima: Principais conclusões do 5º Relatório do IPCC ILIDIA DA ASCENÇÃO GARRIDO MARTINS JURAS Consultora Legislativa da Área XI Meio Ambiente e Direito Ambiental, Organização Territorial, Desenvolvimento

Leia mais

Versão: 2 Início de Vigência: 27.11.2006 Instrumento de Aprovação: Despacho ANEEL nº 2.773, de 27 de novembro de 2006

Versão: 2 Início de Vigência: 27.11.2006 Instrumento de Aprovação: Despacho ANEEL nº 2.773, de 27 de novembro de 2006 Procedimento de Comercialização Versão: 2 Início de Vigência: Instrumento de Aprovação: Despacho ANEEL nº 2.773, de 27 de novembro de 2006 ÍNDICE 1. APROVAÇÃO... 3 2. HISTÓRICO DE REVISÕES... 3 3. PROCESSO

Leia mais

Formação de Preço de Energia Elétrica no Mercado Livre. Dr. José Wanderley Marangon Lima Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI

Formação de Preço de Energia Elétrica no Mercado Livre. Dr. José Wanderley Marangon Lima Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI Formação de Preço de Energia Elétrica no Mercado Livre Dr. José Wanderley Marangon Lima Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI São Paulo, Agosto de 2013 Agenda Visão Geral do Setor Planejamento da Operação

Leia mais

FÓRUM ABRAGEF A Importância da Geração Flexível no Setor Elétrico Brasileiro GERAÇÃO DE RESERVA. Guilherme Velho 14 / Março / 2007

FÓRUM ABRAGEF A Importância da Geração Flexível no Setor Elétrico Brasileiro GERAÇÃO DE RESERVA. Guilherme Velho 14 / Março / 2007 FÓRUM ABRAGEF A Importância da Geração Flexível no Setor Elétrico Brasileiro GERAÇÃO DE RESERVA Guilherme Velho 14 / Março / 2007 Riscos do Setor Elétrico Risco de Déficit (tradicional); Importação de

Leia mais

APROVEITAMENTO DO POTENCIAL HIDRELÉTRICO NACIONAL : Alternativas Após o Seu Esgotamento

APROVEITAMENTO DO POTENCIAL HIDRELÉTRICO NACIONAL : Alternativas Após o Seu Esgotamento Altino Ventura Filho Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético - Ministério de Minas e Energia APROVEITAMENTO DO POTENCIAL HIDRELÉTRICO NACIONAL : Alternativas Após o Seu Esgotamento Sumário

Leia mais

No atual modelo, os contratos bilaterais

No atual modelo, os contratos bilaterais A comercialização de energia elétrica no Brasil Dilcemar de Paiva Mendes* Aenergia elétrica pode ser comercializada por intermédio de contratos de compra e venda ou no mercado de balcão (também chamado

Leia mais

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades Climatologia É uma parte da que estuda o tempo e o clima cientificamente, utilizando principalmente técnicas estatísticas na obtenção de padrões. É uma ciência de grande importância para os seres humanos,

Leia mais

CAPÍTULO 11 O FENÔMENO EL NINO

CAPÍTULO 11 O FENÔMENO EL NINO CAPÍTULO 11 O FENÔMENO EL NINO 1.0. O que é o El Nino? É o aquecimento anômalo das águas superficiais na porção leste e central do oceano Pacífico equatorial, ou seja, desde a costa da América do Sul até

Leia mais

Apresentação CEI. Perspectivas no mercado de energia fotovoltaica

Apresentação CEI. Perspectivas no mercado de energia fotovoltaica Apresentação CEI Perspectivas no mercado de energia fotovoltaica A CEI é produtora independente de energia em MG, com 9 usinas em operação, 15 empreendimentos hidrelétricos em desenvolvimento (130MW) e

Leia mais

Mesa Redonda - Perspectivas de Suprimento e Preços da Energia Elétrica para a Indústria

Mesa Redonda - Perspectivas de Suprimento e Preços da Energia Elétrica para a Indústria Mesa Redonda - Perspectivas de Suprimento e Preços da Energia Elétrica para a Indústria Sílvio Roberto Areco Gomes ABRAGE São Paulo 05 de junho de 2008 ROTEIRO A ABRAGE Situação Atual do Armazenamento

Leia mais

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA ESTUDO DA EXPANSÃO DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO COM GERAÇÃO TERMELÉTRICA À GÁS NATURAL ANDERSON LUIZ MONTEIRO CAVALCANTE LEONARDO DUARTE SILVA TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA DEPARTAMENTO

Leia mais

Seminário Crise Energética e Desenvolvimento

Seminário Crise Energética e Desenvolvimento Seminário Crise Energética e Desenvolvimento Painel 2 - Desafios técnicos e socioeconômicos da oferta de energia Flávio Antônio Neiva Presidente da ABRAGE Porto Alegre, 18 de junho de 2015 * Associadas

Leia mais

COGERAÇÃO: ASPECTOS LEGAIS E REGULATÓRIOS

COGERAÇÃO: ASPECTOS LEGAIS E REGULATÓRIOS COGERAÇÃO: ASPECTOS LEGAIS E REGULATÓRIOS Compreenda a regulamentação referente à cogeração de energia e discuta possíveis mudanças as no setor Gabriel Barja São Paulo, outubro de 2006 Viabilidade Viabilidade

Leia mais

Energia Complementar e Seus Ganhos

Energia Complementar e Seus Ganhos Energia Complementar e Seus Ganhos Engº José da Costa Carvalho Neto Arcadis Logos Energia Apresentação na FIIEE, em 23/09/04 Belo Horizonte/MG Setembro/04 Índice 1 Introdução 2 Geração Térmica Flexível

Leia mais

Caderno Algébrico Contratos Contratos Versão 1.0

Caderno Algébrico Contratos Contratos Versão 1.0 Caderno Algébrico Contratos Contratos Versão 1.0 Versão 1.0 ÍNDICE CONTRATOS 3 1. O Esquema Geral 3 2. Etapas dos Contratos no Ambiente de Contratação Livre 5 2.1. Contratos no Ambiente de Contratação

Leia mais

Simpósio sobre Estratégias de Gestão de Comercialização de Energia e Eficiência Energética SIBGECE3

Simpósio sobre Estratégias de Gestão de Comercialização de Energia e Eficiência Energética SIBGECE3 Simpósio sobre Estratégias de Gestão de Comercialização de Energia e Eficiência Energética SIBGECE3 Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - 28 a 30nov12 Comercialização de Energia Elétrica

Leia mais

4º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico - ENASE 2007

4º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico - ENASE 2007 4º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico - ENASE 2007 O Papel da Hidreletricidade no Equilíbrio da Oferta com a Demanda, no Horizonte do Plano Decenal Flávio Antônio Neiva Presidente da ABRAGE

Leia mais

ETENE. Energias Renováveis

ETENE. Energias Renováveis Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste ETENE Fonte: http://www.noticiasagronegocios.com.br/portal/outros/1390-america-latina-reforca-lideranca-mundial-em-energias-renovaveis- 1. Conceito

Leia mais

Palavra da ABEEólica. Atenciosamente, Elbia Melo

Palavra da ABEEólica. Atenciosamente, Elbia Melo BOLETIM ANUAL DE GERAÇÃO EÓLICA - 2012 Palavra da ABEEólica energia eólica tem experimentado um exponencial e virtuoso crescimento no Brasil. De 2009 a 2012, nos leilões dos quais a fonte eó- A lica participou,

Leia mais

Fenômeno El Niño influenciará clima nos próximos meses

Fenômeno El Niño influenciará clima nos próximos meses Fenômeno El Niño influenciará clima nos próximos meses Dados divulgados nesta semana das anomalias de temperatura da superfície do mar no Oceano Pacífico indicaram que fenômeno El Niño está na presente,

Leia mais

Galvão Energia Evolução das Fontes de Energia Renováveis no Brasil. V Conferência Anual da RELOP

Galvão Energia Evolução das Fontes de Energia Renováveis no Brasil. V Conferência Anual da RELOP Galvão Energia Evolução das Fontes de Energia Renováveis no Brasil V Conferência Anual da RELOP Lisboa, 01.Jun.2012 Agenda O Acionista Grupo Galvão 03 A Empresa Galvão Energia 04 A evolução das fontes

Leia mais

Arbitragem: contratos de energia elétrica

Arbitragem: contratos de energia elétrica Arbitragem: contratos de energia elétrica 23/10/2015 Seminário Arbitragem e Poder Público Solange David Vice-presidente do Conselho de Administração Agenda 1. Comercialização de energia elétrica Câmara

Leia mais

ANÁLISE MULTITEMPORAL DO PADRÃO DE CHUVAS NA ZONA OESTE DO RIO DE JANEIRO NO ÂMBITO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

ANÁLISE MULTITEMPORAL DO PADRÃO DE CHUVAS NA ZONA OESTE DO RIO DE JANEIRO NO ÂMBITO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS ANÁLISE MULTITEMPORAL DO PADRÃO DE CHUVAS NA ZONA OESTE DO RIO DE JANEIRO NO ÂMBITO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS ALMEIDA, Paula Maria Moura de (Orientadora) 1 KOVAC, Marcel da Silva 2 Palavras-chave: Precipitação.

Leia mais

Novos Investimentos em Geração de Energia e o Mercado Livre Roberto Wainstok Diretor de Compra e Venda de Energia CPFL Energia

Novos Investimentos em Geração de Energia e o Mercado Livre Roberto Wainstok Diretor de Compra e Venda de Energia CPFL Energia Novos Investimentos em Geração de Energia e o Mercado Livre Roberto Wainstok Diretor de Compra e Venda de Energia CPFL Energia 5 de Outubro de 2007 Objetivos 1. Modelo vigente de financiamento à expansão

Leia mais

LEILÃO A-3/2015: TOPOLOGIA, PREMISSAS E CRITÉRIOS PARA O CÁLCULO DA CAPACIDADE DE ESCOAMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA PELA REDE BÁSICA, DIT E ICG

LEILÃO A-3/2015: TOPOLOGIA, PREMISSAS E CRITÉRIOS PARA O CÁLCULO DA CAPACIDADE DE ESCOAMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA PELA REDE BÁSICA, DIT E ICG LEILÃO A-3/2015: TOPOLOGIA, PREMISSAS E CRITÉRIOS PARA O CÁLCULO DA CAPACIDADE DE ESCOAMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA PELA REDE BÁSICA, Empresa de Pesquisa Energética Av. Rio Branco, 001 - Centro 20090-003

Leia mais

XVII ENERJ. A Importância da Termoeletricidade na Matriz Elétrica Brasileira para os próximos 5 e 10 anos. Cenário de uso reduzido de reservatórios

XVII ENERJ. A Importância da Termoeletricidade na Matriz Elétrica Brasileira para os próximos 5 e 10 anos. Cenário de uso reduzido de reservatórios XVII ENERJ A Importância da Termoeletricidade na Matriz Elétrica Brasileira para os próximos 5 e 10 anos. Cenário de uso reduzido de reservatórios 27 de novembro de 2015 1 Considerações Iniciais Cenário

Leia mais

4º Congresso Internacional de Bioenergia e 1º Congresso Brasileiro de GD e ER

4º Congresso Internacional de Bioenergia e 1º Congresso Brasileiro de GD e ER 4º Congresso Internacional de Bioenergia e 1º Congresso Brasileiro de GD e ER Painel II BIOMASSA: Disponibilidade Energética para uma Civilização Sustentável Departamento de Desenvolvimento Energético

Leia mais

Aquecimento Global e Protocolo de Kyoto. Professor Thiago Espindula Disciplina de Geografia

Aquecimento Global e Protocolo de Kyoto. Professor Thiago Espindula Disciplina de Geografia Aquecimento Global e Protocolo de Kyoto Professor Thiago Espindula Disciplina de Geografia Exercícios (ENEM 2006) Com base em projeções realizadas por especialistas, teve, para o fim do século

Leia mais

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes Clima e Formação Vegetal O clima e seus fatores interferentes O aquecimento desigual da Terra A Circulação atmosférica global (transferência de calor, por ventos, entre as diferentes zonas térmicas do

Leia mais

Nota Técnica nº 47/2015-CEL/ANEEL. Em 7 de dezembro de 2015. Processo nº: 48500.004029/2015-41

Nota Técnica nº 47/2015-CEL/ANEEL. Em 7 de dezembro de 2015. Processo nº: 48500.004029/2015-41 Nota Técnica nº 47/2015-CEL/ANEEL Em 7 de dezembro de 2015. Processo nº: 48500.004029/2015-41 Assunto: Instauração de Audiência Pública, exclusivamente por intercâmbio documental, para subsidiar o processo

Leia mais

Valor Setorial Energia (Valor Econômico) 15/04/2015 Garantia para o sistema

Valor Setorial Energia (Valor Econômico) 15/04/2015 Garantia para o sistema Valor Setorial Energia (Valor Econômico) 15/04/2015 Garantia para o sistema Duas importantes medidas foram anunciadas no fim de março pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para tornar mais

Leia mais

Comercialização de Energia Elétrica. Nara Rúbia de Souza Assessora da Diretoria

Comercialização de Energia Elétrica. Nara Rúbia de Souza Assessora da Diretoria Comercialização de Energia Elétrica Nara Rúbia de Souza Assessora da Diretoria ENCONSEL Novembro de 2011 Visão Geral Setor Elétrico Brasileiro Reestruturação do SEB Evolução das alterações no SEB Modelo

Leia mais

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.:

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.: PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= TEMPO ATMOSFÉRICO

Leia mais

Histórico da energia assegurada

Histórico da energia assegurada Revisão ordinária das garantias físicas das geradoras de energia www.girardiadvogados.com.br Claudio Girardi Histórico da energia assegurada A restruturação do setor elétrico atribuiu à ANEEL a homologação

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES REFERENTES À AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 053/2009 NOME DA INSTITUIÇÃO: CPFL GERAÇÃO AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ANEEL

CONTRIBUIÇÕES REFERENTES À AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 053/2009 NOME DA INSTITUIÇÃO: CPFL GERAÇÃO AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ANEEL Rod. Campinas Mogi-Mirim, km 2,5 Campinas. SP. Brasil. 13088-900 cpfl@cpfl.com.br www.cpfl.com.br CONTRIBUIÇÕES REFERENTES À AUDIÊNCIA PÚBLICA Nº 053/2009 NOME DA INSTITUIÇÃO: CPFL GERAÇÃO AGÊNCIA NACIONAL

Leia mais

3 CONTRATOS A TERMO E CONTRATOS DE OPÇÃO

3 CONTRATOS A TERMO E CONTRATOS DE OPÇÃO CONTRATOS A TERMO E CONTRATOS DE OPÇÃO 3 CONTRATOS A TERMO E CONTRATOS DE OPÇÃO Este capítulo discute a importância dos contratos de energia como mecanismos que asseguram a estabilidade do fluxo de caixa

Leia mais

Em 13 de janeiro de 2012.

Em 13 de janeiro de 2012. Nota Técnica nº 003/2012-SEM/ANEEL Em 13 de janeiro de 2012. Processo: 48500.005140/2011-21 Assunto: Instauração de Audiência Pública, na modalidade Intercâmbio Documental, para subsidiar o processo de

Leia mais

Queda da capacidade de geração de. energia elétrica no Brasil

Queda da capacidade de geração de. energia elétrica no Brasil Queda da capacidade de geração de energia elétrica no Brasil Luan Maximiano de Oliveira da Costa 1,2 Resumo: Energias renováveis representam em média 18% da energia consumida no mundo. Devido à necessidade

Leia mais

Há que considerar 3 escalas de tempo

Há que considerar 3 escalas de tempo Há que considerar 3 escalas de tempo 1. HOJE (2001 2011) Gestão segura do SIN num cenário de geração de 2.000 MWmédios térmicos na base e mais 8.000 MWmédios térmicos complementares 2. AMANHÃ (2011 2020)

Leia mais

Atraso afeta as obras de geração e distribuição no País

Atraso afeta as obras de geração e distribuição no País Atraso afeta as obras de geração e distribuição no País SETEMBRO 23, 2014 by ABEGAS REDACAO in NOTÍCIAS Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou grandes atrasos nas obras de geração e transmissão

Leia mais

CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA

CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA CAPÍTULO 8 O FENÔMENO EL NIÑO -LA NIÑA E SUA INFLUENCIA NA COSTA BRASILEIRA O comportamento climático é determinado por processos de troca de energia e umidade que podem afetar o clima local, regional

Leia mais

Leilão de Venda de Energia Elétrica ANEXO III DAS DEFINIÇÕES

Leilão de Venda de Energia Elétrica ANEXO III DAS DEFINIÇÕES EDITAL Nº: 25/2015_lp AGENTES Leilão de Venda de Energia Elétrica ANEXO III DAS DEFINIÇÕES Objetivando o perfeito entendimento e a precisão da terminologia técnica empregada no EDITAL 25/2015_LPe n o CONTRATO,

Leia mais