FORO SOBRE INTERNET Y LOS MERCADOS DE CAPITALES. Aspectos Regulatorios en Internet

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1 Fernando Teixeira dos Santos FORO SOBRE INTERNET Y LOS MERCADOS DE CAPITALES Aspectos Regulatorios en Internet Buenos Aires, 21 de Setembro de 2001

2 Prestação de serviços financeiros (maior rapidez e maior eficiência com custos mais baixos) Organização e funcionamento dos mercados (ATS, ECN's concorrentes dos mercados tradicionais) Prestação e divulgação de informação (implicações nas relações entre todos os intervenientes: prestadores de serviços financeiros, emitentes, investidores, reguladores e supervisores)

3 Pelas suas potencialidades, a internet tem contribuido de forma decisiva para a globalização dos mercados financeiros. A indispensável confiança dos investidores exige meios de protecção e segurança jurídica adequados que devem ser assegurados também a nível global através de regulamentação e cooperação coordenadas a nível mundial.

4 Trabalhos sobre a Internet a nível da IOSCO/OICV A Internet e o mercado interno europeu A regulação da Internet realizada pela CMVM

5 1) Trabalhos a nível da IOSCO/OICV O segundo relatório da Task Force sobre Securities Activity on the Internet publicado em Junho passado. Aspectos tecnológicos relativos aos sistemas de informação dos intermediários financeiros online Responsabilidade dos proprietários dos sites quanto ao seu conteúdo Necessidade de assegurar níveis adequados de protecção aos investidores Tratamento dos sites de discussão (fora, chat rooms, etc) Internet enforcement

6 2) A Internet e o mercado interno Europeu Plano de acção para a eeuropa Objectivos estratégicos: i. Acesso mais rápido, económico e seguro à Internet ii. iii. Investimento na formação dos cidadãos preparandoos para a era digital Estimular o uso da Internet

7 2) A Internet e o mercado interno Europeu A segurança e a confiança dos consumidores e intermediários são cruciais para o sucesso do Plano eeuropa. Daí a necessidade de criação de um quadro legal claro e consistente, o qual deve ser construído de acordo com princípios de co-regulação. Esta coregulação deve ser baseada numa cooperação activa entre autoridades nacionais e internacionais e o sector privado. A União Europeia aprovou já duas importantes Directivas que são a Directiva relativa às assinaturas electrónicas e a Directiva sobre o comércio electrónico.

8 2) A Internet e o mercado interno Europeu A Directiva das assinaturas electrónicas confere a segurança necessária às comunicações e transacções em valores mobiliários e serviços de investimento em geral, através de um sistema de encriptação dos dados, com certificação das assinaturas por entidades credenciadas, válido em todo o espaço europeu. A Directiva sobre o comércio electrónico estabelece um quadro legal claro procurando assegurar a segurança jurídica do comércio electrónico, com reforço da confiança do investidor.

9 3) A regulação da Internet realizada pela CMVM Instrução N.º 2 (Setembro de 1999) dirigida aos intermediários financeiros, estabelecendo um conjunto de normas de forma a garantir o respeito pelas regras gerais a que se encontram sujeitos, quando as ordens para subscrição ou transacção de valores mobiliários são efectuadas através da Internet. Regulamento Nº. 24 (1999) relativo à comercialização de fundos de investimento mobiliário, definindo um conjunto de exigências particulares quando essa comercialização é feita através da Internet.

10 3) A regulação da Internet realizada pela CMVM No início de 2000 a CMVM emitiu um conjunto amplo de Entendimentos e Recomendações sobre a Utilização da Internet. Em Junho do ano transacto a CMVM emitiu o Regulamento N.º 21, o qual estabelece regras específicas para a recepção de ordens de subscrição ou transacção de valores mobiliários através da Internet. Em Fevereiro do ano corrente, a CMVM emitiu as Recomendações Relativas ao Exercício do Voto por Correspondência nas Sociedades Abertas em que a utilização de meios electrónicos, incluindo a Internet, é recomendada.

11 Conclusões A Internet e o Mercado de Valores A Internet é um instrumento que é na sua essência transnaccional e tem contribuido de forma decisiva para a globalização dos mercados de valores mobiliários. A obtenção de benefícios para toda a comunidade internacional obriga a uma regulamentação coordenada e a uma cooperação a nível mundial de forma a assegurar a segurança e a confidencialidade dos negócios, criando um sentimento de forte confiança dos investidores, essencial ao desenvolvimento dos mercados de valores mobiliários.

12 Conclusões A Internet e o Mercado de Valores Esse esforço de regulamentação coordenada e cooperação reforçada, que é uma das mensagens chave da IOSCO/OICV, está a ser conseguido a nível do conjunto dos Estados-membros da União Europeia, bem como em outras áreas económicas e poderá trazer benefícios para espaços como o Iberoamericano, resultando em ganhos importantes para todos e cada um dos nossos países.

13 Conclusões A Internet e o Mercado de Valores Sem prejuízo do princípio da neutralidade, os responsáveis pela regulação e supervisão não podem ignorar riscos específicos que resultam do desenvolvimento e progressivo uso da internet. Na medida em que esta fomenta o exercício de actividade sem uma presença física, há que ter em conta os seus efeitos sobre o mercado interno: não há criação de emprego, desvia a sua liquidez e reduz a sua profundidade (risco de canibalização dos mercados locais).

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