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1 econstor Der Open-Access-Publikationsserver der ZBW Leibniz-Informationszentrum Wirtschaft The Open Access Publication Server of the ZBW Leibniz Information Centre for Economics Carleial, Liana; Cruz, Bruno Working Paper A hora e a vez do desenvolvimento regional brasileiro: Uma proposta de longo prazo Texto para Discussão, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), No Provided in Cooperation with: Institute of Applied Economic Research (IPEA), Brasília Suggested Citation: Carleial, Liana; Cruz, Bruno (2012) : A hora e a vez do desenvolvimento regional brasileiro: Uma proposta de longo prazo, Texto para Discussão, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), No This Version is available at: Nutzungsbedingungen: Die ZBW räumt Ihnen als Nutzerin/Nutzer das unentgeltliche, räumlich unbeschränkte und zeitlich auf die Dauer des Schutzrechts beschränkte einfache Recht ein, das ausgewählte Werk im Rahmen der unter nachzulesenden vollständigen Nutzungsbedingungen zu vervielfältigen, mit denen die Nutzerin/der Nutzer sich durch die erste Nutzung einverstanden erklärt. Terms of use: The ZBW grants you, the user, the non-exclusive right to use the selected work free of charge, territorially unrestricted and within the time limit of the term of the property rights according to the terms specified at By the first use of the selected work the user agrees and declares to comply with these terms of use. zbw Leibniz-Informationszentrum Wirtschaft Leibniz Information Centre for Economics

2 1729 A HORA E A VEZ DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL BRASILEIRO: UMA PROPOSTA DE LONGO PRAZO Liana Carleial Bruno Cruz 47

3 TEXTO PARA DISCUSSÃO R i o d e J a n e i r o, a b r i l d e A HORA E A VEZ DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL BRASILEIRO: UMA PROPOSTA DE LONGO PRAZO* Liana Carleial** Bruno Cruz*** * Artigo apresentado pelos autores no seminário Desarrollo Económico Territorial: Nuevas Praxis en América Latina y en el Caribe en el Siglo XXI, na Cepal/Ilpes, em Santiago, Chile em 2010 com o título Estratégia de Desenvolvimento Regional, Política Pública Negociada e Novas Institucionalidades. ** Professora titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Professora convidada da Faculdade de Direito da UFPR, atuando no programa de pós-graduação (mestrado e doutorado), pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científi co e Tecnológico (CNPq). *** Técnico de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur) do Ipea.

4 Governo Federal Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República Ministro Wellington Moreira Franco Texto para Discussão Publicação cujo objetivo é divulgar resultados de estudos direta ou indiretamente desenvolvidos pelo Ipea, os quais, por sua relevância, levam informações para profissionais especializados e estabelecem um espaço para sugestões. Fundação pública vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o Ipea fornece suporte técnico e institucional às ações governamentais possibilitando a formulação de inúmeras políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiro e disponibiliza, para a sociedade, pesquisas e estudos realizados por seus técnicos. Presidente Marcio Pochmann As opiniões emitidas nesta publicação são de exclusiva e inteira responsabilidade do(s) autor(es), não exprimindo, necessariamente, o ponto de vista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ou da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. É permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas. Diretor de Desenvolvimento Institucional Geová Parente Farias Diretor de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais, Substituto Marcos Antonio Macedo Cintra Diretor de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia Alexandre de Ávila Gomide Diretora de Estudos e Políticas Macroeconômicas Vanessa Petrelli Corrêa Diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais Francisco de Assis Costa Diretor de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação, Regulação e Infraestrutura Carlos Eduardo Fernandez da Silveira Diretor de Estudos e Políticas Sociais Jorge Abrahão de Castro Chefe de Gabinete Fabio de Sá e Silva Assessor-chefe de Imprensa e Comunicação Daniel Castro URL: Ouvidoria: ISSN JEL: R58

5 SUMÁRIO SINOPSE ABSTRACT 1 INTRODUÇÃO EVOLUÇÃO RECENTE DA ECONOMIA BRASILEIRA O MARCO CONCEITUAL DESTA ANÁLISE A PROPOSTA A QUESTÃO INSTITUCIONAL CONSIDERAÇÕES FINAIS...34 REFERÊNCIAS...35

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7 SINOPSE O artigo defende o argumento de que o atual momento da economia e da sociedade brasileiras é propício para o estabelecimento de uma estratégia de desenvolvimento regional. O Brasil tem 60 anos de políticas de desenvolvimento regional, mas não obteve o êxito necessário para reduzir, de forma significativa, as desigualdades regionais. Considerando que há um conjunto de investimentos em infraestrutura e em setores estratégicos da indústria fora do eixo Rio São Paulo, a complementação desses investimentos poderá conduzir a um adensamento das estruturas produtivas das regiões mais empobrecidas. A base desse argumento é oriunda do pensamento de Celso Furtado, para quem o subdesenvolvimento é uma produção do próprio desenvolvimento do capital, em certas circunstâncias, e apresenta como características centrais a heterogeneidade estrutural, a ausência de um núcleo inovador, como os países desenvolvidos tiveram, e uma incapacidade de diversificação produtiva cuja razão maior é a histórica vulnerabilidade externa. A natureza do subdesenvolvimento tem implicações significativas para a constituição dos mercados de trabalho e, ainda, condiciona um padrão desigual de distribuição de renda. As boas novas do cenário brasileiro podem permitir a reversão desse quadro. Palavras-chave: Dinâmica regional, políticas de desenvolvimento regional, desenvolvimento econômico. ABSTRACT i The actual momentum of the Brazilian Economy opens an opportunity to the country to discuss a strategy for regional development. Despite 60 years of regional development policies, regional disparities remain almost unchanged. Giving the boom of investment outside the main agglomeration in São Paulo and Rio de Janeiro, indentify complementarities and linkages among this new investment decision, which can lead the less developed region to diversify economy and increase local aggregation of value. Inspired by the work of Celso Furtado, for whom the heterogeneous nature of i. The versions in English of the abstracts of this series have not been edited by Ipea s editorial department. As versões em língua inglesa das sinopses (abstracts) desta coleção não são objeto de revisão pelo Editorial do Ipea.

8 the economic structure and the lack of diversification in these economies are the source for external vulnerability, this paper presents some ideas and suggestion for a long run strategy of regional development policy. This new scenario of the Brazilian economy may allow the reversion of the situation. Keywords: Regional dynamics, regional development policies, economic development.

9 Texto para Discussão A hora e a vez do desenvolvimento regional brasileiro: uma proposta de longo prazo 1 INTRODUÇÃO O desenvolvimento econômico e social brasileiro durante o século XX pautou-se por uma rápida industrialização e intensa urbanização, centralizando grande parte da estrutura produtiva no eixo Rio de Janeiro São Paulo. Em 2007, 45% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro foram gerados nesse eixo (IPEA, 2010a). Certamente, a tendência primordial do capitalismo é a concentração econômica e, do ponto de vista regional, o mesmo ocorre, configurando as aglomerações econômicas que aproveitam as externalidades positivas de localização e os ganhos de escala da produção. Diante desta evidência, o papel da política pública é decisivo para contrabalançar e até reverter tal tendência, aproveitando as brechas que o próprio modelo de crescimento tenha criado, e avançar no sentido de disseminar de forma mais equânime o desenvolvimento nacional. Está em pauta no país a urgência da construção de um projeto nacional de desenvolvimento e este fato coloca, necessariamente, a questão regional brasileira no centro da reflexão. Razões para isto não faltam. Em primeiro lugar, a questão regional brasileira atravessa todas as escalas do regional e do urbano. Ou seja, há desigualdades de renda, de estrutura produtiva, do padrão da divisão social do trabalho na escala macrorregional com consequências nas demais escalas meso e microrregionais. Estudos de convergência de renda em âmbito estadual têm mostrado, no melhor dos casos, uma lenta redução das desigualdades e, na maioria dos estudos, convergência para clubes ou grupos de estados. Por outro lado, também há uma evidência, em âmbito internacional, de que as desigualdades tendem a se acentuar em escalas menores. Tal fato é observado para os países da União Europeia (UE), onde se percebe uma convergência de renda entre os países, mas divergência dentro dos países. Portugal e Espanha parecem dois casos típicos deste fenômeno. 1 O Brasil, na escala de municípios, também parece seguir o padrão de grande desigualdade e falta de uma perspectiva de convergência de renda (MAGALHÃES; MIRANDA, 2009). 1. Ver Quah (1996). 7

10 R i o d e J a n e i r o, a b r i l d e O Brasil tem 60 anos de políticas de desenvolvimento regional, mas, mesmo assim, não conseguiu alterar a concentração produtiva no eixo Rio de Janeiro São Paulo já assinalada anteriormente. Aqui cabe ressaltar que, em 2007, a participação da região Nordeste no PIB brasileiro foi a mesma que a região tinha por ocasião da movimentação política que engendrou a proposta técnica de criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), nos anos A criação da Sudene inaugurou a época de uma política de desenvolvimento regional coordenada nacionalmente, uma vez que Celso Furtado, primeiro superintendente da Sudene, coordenava um Conselho de Governadores, dando vida e força política às demandas regionais, era atendido diretamente pelo presidente da República, pois tinha estatuto de ministro e participava das decisões que conduziam também à macroeconomia no país. Reconhecemos, porém, que nos últimos 30 anos o país abandonou a coordenação nacional de políticas de desenvolvimento regional, inaugurada com a criação da Sudene, esvaziou os órgãos de planejamento regional e apostou que a mera presença de subsídios, incentivos fiscais e a guerra fiscal entre os estados federados pudessem resolver a questão via mercado. Certamente, isto não aconteceu, o que recoloca a necessidade de construção de estratégias e definição de novos instrumentos à altura do desafio. O momento atual da economia e da sociedade brasileiras favorece muito uma mudança que promova a redução das desigualdades regionais do país. O Brasil, hoje, vive um momento especialíssimo no cenário mundial. É um país integrado ao movimento mundial de bens e serviços, compõe o pequeno grupo de países que cresce a um ritmo significativo (especialmente após a crise internacional deflagrada em setembro de 2008), diversificou o destino de suas exportações reduzindo a dependência do destino: Estados Unidos e constrói uma estratégia de aproximação mais efetiva com a América do Sul e com a África. O país já tem uma matriz energética limpa, projetando para o futuro uma posição internacional muito vantajosa, especialmente com a descoberta das reservas de petróleo na camada pré-sal; recomeça também um processo de identificação de riquezas minerais, reforça os estudos para o conhecimento e a exploração da biodiversidade amazônica e de sua disponibilidade em águas. 8

11 Texto para Discussão A hora e a vez do desenvolvimento regional brasileiro: uma proposta de longo prazo Grande parte dessas tendências projeta um país com oportunidades econômicas também fora do eixo Rio de Janeiro São Paulo. Os investimentos em curso na área de petróleo e gás, indústria naval, siderurgia, papel e celulose, e soja acontecem, num percentual relevante, nas regiões Nordeste e Centro-Oeste; a construção das hidroelétricas acontece no Norte do país, e as explorações do pré-sal atingem uma parte importante do território nacional. Além disso, o país ampliou o número de universidades federais públicas e instituiu um grande número de institutos federais tecnológicos, tendo ampliado também o incentivo para cursos profissionalizantes de nível médio, numa parceria entre União, estados e municípios. A ocupação territorial da expansão das universidades federais e dos institutos federais constrói um mapa que evidencia uma relativa descentralização das possibilidades produtivas do país. A exemplo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), responsável, em grande parte, pelo avanço tecnológico da agricultura brasileira, foi criado, em 2007, o Sistema Brasileiro de Tecnologia (SIBRATEC), que é operado pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). O SIBRATEC deverá promover uma aproximação entre a comunidade científica/tecnológica e as empresas e, então, atuar em três níveis: promoção da inovação, extensão tecnológica e serviços tecnológicos. É um sistema novo mas sinaliza na direção de avanço de práticas inovativas. O Brasil também detém uma estrutura de bancos públicos capaz de financiar a produção no longo prazo, capitaneada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e composta ainda pelo Banco do Brasil (BB), Caixa Econômica Federal (CAIXA), Banco da Amazônia (Basa), Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Diante desse quadro real e efetivo, quais são as possibilidades concretas de o país lançar mão dessas condições para o estabelecimento de um plano de longo prazo que leve à redução das desigualdades regionais brasileiras? Para contribuir com a resposta a esta questão, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no âmbito da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur), desenvolve um projeto intitulado Estratégias de Desenvolvimento Regional, Políticas Públicas Negociadas e Novas Institucionalidades. 2 Neste projeto parte- 2. Este projeto envolve um grupo de pesquisadores que procuram identificar, a partir de projetos de investimentos em curso no país, as possibilidades de adensamento das estruturas produtivas localizadas em regiões mais empobrecidas, como o Norte e o Nordeste. Para um maior detalhamento, ver Carleial e Cruz (2010). 9

12 R i o d e J a n e i r o, a b r i l d e se do suposto de que o momento é único para a reversão das desigualdades regionais por meio de um conjunto de ações cujo eixo central é o adensamento das estruturas produtivas regionais. A base desse argumento é oriunda do pensamento de Celso Furtado, para quem o subdesenvolvimento é uma produção do próprio desenvolvimento do capital, em certas circunstâncias, e apresenta como características centrais a heterogeneidade estrutural, a ausência de um núcleo inovador, como os desenvolvidos tiveram, e uma incapacidade de diversificação produtiva cuja razão maior é a histórica vulnerabilidade externa; essa foi a marca do processo de substituição de importações brasileiro no qual cada etapa de crescimento era sustada pela incapacidade de financiar uma nova etapa. Essas características possuem implicações significativas para a constituição dos mercados de trabalho e, ainda, condicionam um padrão desigual de distribuição de renda. As boas novas do cenário brasileiro podem vir a ser a reversão desse quadro. Para apresentar e desenvolver a nossa proposta, este artigo está estruturado em quatro seções além desta introdução. Na segunda e na terceira seções, detalhamos melhor o atual quadro da economia e da sociedade brasileiras. Na quarta seção apresentamos a proposta de longo prazo. Na quinta seção apresentamos a questão institucional como uma dificuldade à implementação da nossa proposta. Finalmente, na sexta seção elaboramos as nossas considerações finais. 2 EVOLUÇÃO RECENTE DA ECONOMIA BRASILEIRA O objetivo desta seção é descrever a evolução da economia brasileira nos anos recentes, com destaque para o desempenho regional. O Brasil é uma federação com 26 estados e mais o Distrito Federal, municípios que, a partir da Constituição de 1988, passa a ter status de ente federado. O país também é dividido em 5 grandes macrorregiões geográficas: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Segundo o último Censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil conta com 190,7 milhões de habitantes. A taxa média de crescimento populacional, devido à queda da taxa de natalidade, situouse em 1,7% ao ano (a.a.) no período Quando observamos a distribuição da população, vemos que a região Sudeste concentra grande parte da população, com 42,12% em 2010; a região Nordeste, por outro lado, contava no mesmo ano com 28% da população. 10

13 Texto para Discussão A hora e a vez do desenvolvimento regional brasileiro: uma proposta de longo prazo No entanto, as desigualdades passam a ser mais marcantes, comparando-se o total da pobreza extrema, 3 pois a região Nordeste concentrava mais de 66% do total dessa pobreza, em O mapa 1 mostra a evolução em termos de taxas de crescimento dos municípios, classificando-os em quatro categorias: a primeira, municípios com crescimento muito acima da média nacional; a segunda, municípios com taxas de crescimento próximas à média nacional, mas ainda acima; a terceira, abaixo da média nacional; e a quarta, de expressivas taxas negativas de crescimento populacional. 4 MAPA 1 Brasil: taxa de crescimento populacional dos municípios Fonte: IBGE/censos demográficos. Elaboração: Ipea (2010c). O mapa está reproduzido conforme o original fornecido pelos autores, cujas características não permitiram melhor ajuste para fins de impressão (nota do Editorial). 3. A pobreza extrema é definida como uma linha de pobreza única para o país, um quarto de salário mínimo (SM) per capita, cujo valor, em fevereiro de 2011, estava em torno de US$ 320. Certamente, existem críticas a esta abordagem, em especial por não considerar o nível de preços diferenciado entre as regiões. Maiores detalhes, ver Ipea (2010b). 4. A distribuição da população ainda é concentrada na costa e, segundo estudo recente do Ipea (2010c), os municípios litorâneos vêm apresentando uma taxa de crescimento acima da média nacional; também as regiões dinâmicas da fronteira agrícola do Centro-Oeste têm apresentado um expressivo crescimento populacional. Interessante ainda notar que se tomar a definição oficial de Amazônia Legal, que engloba municípios dos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, hoje essa região teria 23 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento populacional acima da média nacional. Se tomarmos, por exemplo, a região Nordeste, que em 2000 era maior em termos de população que a Amazônia legal, este processo se reverte em 2010 com o Semiárido ficando com 22 milhões e uma taxa média de crescimento populacional abaixo da nacional. 11

14 R i o d e J a n e i r o, a b r i l d e Os dados do censo refletem de certa maneira uma dinâmica econômica regional e dos municípios do Brasil, pois também refletem o movimento migratório populacional no país. No entanto, a distribuição das atividades econômicas se mostra ainda mais concentrada que a população. Saliente-se que, a despeito de vários anos de política regional, a participação do Nordeste no PIB brasileiro tem se mantido constante, em torno de 13%. Este fato pode ser mais bem ilustrado na comparação dos PIBs per capita das regiões. Observe-se que a linha representa a região Nordeste, é praticamente estável dos anos 1940 do século passado até hoje. gráfico 1 Participação do PIB regional no PIB brasileiro Fonte: IBGE. Elaboração: Ipea. O gráfico está reproduzido conforme o original fornecido pelos autores, cujas características não permitiram melhor ajuste para fins de impressão (nota do Editorial). A tabela 1 mostra a evolução da estrutura produtiva brasileira, em especial no que se refere ao PIB industrial e agropecuário. Nota-se, claramente, que o Sudeste perde participação no PIB industrial em favor das demais regiões. Em 1970, quase 80% do PIB industrial estava concentrado nesta região, já em 2007, esta participação cai para 60%.Todas as outras regiões se beneficiam com ganhos relativos na participação do PIB industrial. Quanto ao PIB agropecuário, os dados refletem a dinâmica das áreas de fronteira agrícola no Norte e em especial no Centro-Oeste, que ampliam sua participação no PIB agropecuário. O Nordeste e o Sudeste, porém, perdem participação no PIB agropecuário. Interessante observar que este processo de relativa desconcentração da atividade produtiva alterou a estrutura produtiva do país, ainda que esta se mantenha fortemente concentrada no espaço, especialmente na região Sudeste, como vimos. 12

15 Texto para Discussão A hora e a vez do desenvolvimento regional brasileiro: uma proposta de longo prazo TABELA 1 Distribuição setorial do PIB entre as macrorregiões brasileiras (Em %) Regiões PIB industrial PIB agropecuário Centro-Oeste 0,9 5,0 7,4 16,5 Norte 1,1 5,5 4,1 8,9 Nordeste 7,0 11,6 20,9 18,7 Sul 12,0 17,7 26,6 33,4 Sudeste 79,1 60,2 34,2 29,3 Fonte: IBGE apud Ipeadata. Outro indicador importante é o da diversificação da estrutura produtiva, em especial da diversificação da produção industrial. Novamente, a concentração das atividades fica patente com o diferencial na estrutura produtiva das regiões. Os mapas 2 e 3 apresentam o número de setores pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnae) 4 dígitos até a mediana do emprego, assim, quanto maior o número de setores, mais diversificada será a região. Utilizou-se o método de quantis para classificar as microrregiões e, quanto mais escuro estiver, maior o número de setores presentes na microrregião. Mapa 2 Mediana do número de estabelecimento por Cnae no ano de 1997 Fonte: Relação Anual das Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Elaboração: Ipea. O mapa está reproduzido conforme o original fornecido pelos autores, cujas características não permitiram melhor ajuste para fins de impressão (nota do Editorial). 13

16 R i o d e J a n e i r o, a b r i l d e Mapa 3 Mediana do número de estabelecimentos por Cnae no ano de 2007 Fonte: Rais/MTE. Elaboração: Ipea. O mapa está reproduzido conforme o original fornecido pelos autores, cujas características não permitiram melhor ajuste para fins de impressão (nota do Editorial). Destaque-se, em primeiro lugar, a concentração em São Paulo de uma indústria mais diversificada, bem com na região Sul do país. No Nordeste, as capitais se destacam como fonte de diversificação, mas a evolução entre 1997 e 2007 indica uma pequena relocalização ou ampliação da diversificação em direção ao Centro-Oeste, Sul da Bahia e de Santa Catarina. No entanto, Cruz e Santos (2009) estudam a dinâmica do emprego industrial através dos dados da Rais, entre 1990 e 2007, e também encontram uma pequena desconcentração da produção em direção ao Centro-Oeste, Paraná e Santa Catarina. Os mapas 4 e 5 mostram esta evolução do emprego para as microrregiões, mantendose fixas as classes de emprego. A dinâmica da diversificação industrial também espelha o crescimento regional do emprego, mas ainda são necessários novos estudos para se verificar o impacto das mudanças nas estruturas produtivas das regiões; entretanto, há uma pequena desconcentração da produção da indústria. Um indicador simples desta desconcentração é o deslocamento do centro geográfico. Nos mapas 4 e 5, o centro geográfico de 1990 indica um deslocamento na direção Noroeste. 14

17 Texto para Discussão A hora e a vez do desenvolvimento regional brasileiro: uma proposta de longo prazo MAPA 4 Brasil: estoque de emprego na indústria de transformação 1995 Fonte: Rais/MTE. Elaboração: Ipea. O mapa está reproduzido conforme o original fornecido pelos autores, cujas características não permitiram melhor ajuste para fins de impressão (nota do Editorial). Esta limitada desconcentração da indústria produz pouca mudança no quadro das desigualdades regionais brasileiras. O gráfico 2 apresenta a evolução relativa dos PIBs per capita das macrorregiões nos anos recentes em relação à média nacional. Assim, no eixo das abscissas está representado o PIB per capita nacional normalizado em 1. Observe que três macrorregiões estão acima da média nacional: Sudeste, Sul e Centro-Oeste, enquanto Norte e Nordeste estão bem abaixo da média nacional. O Nordeste, por exemplo, em 2008, apresentava um PIB per capita em torno de 40% da média nacional. Não obstante, é possível observar um processo de convergência ainda muito lento, com a tendência ainda muito pequena de crescimento dos PIBs per capita para as regiões mais pobres, como já havia sido referido anteriormente. O gráfico 3, por sua vez, apresenta este processo de convergência dos estados; no eixo vertical estão representadas as taxas médias de crescimento do PIB per capita, e no eixo horizontal estão os níveis de PIBs per capita. Assim, a inclinação negativa 15

18 R i o d e J a n e i r o, a b r i l d e revela este processo de convergência, pois estados mais pobres tendem a crescer mais rapidamente que estados mais ricos. MAPA 5 Brasil: estoque de emprego na indústria de transformação 2007 Fonte: Rais/MTE. Elaboração: Ipea. O mapa está reproduzido conforme o original fornecido pelos autores, cujas características não permitiram melhor ajuste para fins de impressão (nota do Editorial). Apesar deste processo de crescimento do PIB com crescimento mais rápido das regiões mais pobres, o Nordeste, por exemplo, em 1995, representava apenas 42% do PIB nacional, e ao final do período de mais uma década passa para 47%; ou seja, o processo de convergência ainda parece bastante lento. Considerando-se o nível limite de 75% da média nacional, definido pela UE para que as regiões não sejam mais foco de políticas regionais, o PIB per capita da economia do Nordeste só atingiria este valor em 2073, se o país mantiver as médias de crescimento observadas entre 1995 e Deste modo, seriam ainda necessárias duas a três gerações para que a economia atingisse um nível de 75% da média nacional. A despeito do momento atual da economia com crescimento, o processo de convergência é bastante lento e mostra o tamanho do desafio colocado para a política regional no Brasil. 16

19 Texto para Discussão A hora e a vez do desenvolvimento regional brasileiro: uma proposta de longo prazo GRÁFICO 2 Comparação dos PIBs per capita entre as regiões Fonte: IBGE/Contas Regionais. Elaboração: Ipea. O gráfico está reproduzido conforme o original fornecido pelos autores, cujas características não permitiram melhor ajuste para fins de impressão (nota do Editorial). GRÁFICO 3 Nível do PIB e taxa de crescimento médio entre 1995 e 2008 dos estados brasileiros Fonte: IBGE/Contas Regionais. Elaboração: Ipea. O gráfico está reproduzido conforme o original fornecido pelos autores, cujas características não permitiram melhor ajuste para fins de impressão (nota do Editorial). 17

20 R i o d e J a n e i r o, a b r i l d e Com políticas recentes de transferência de renda, ampliação do valor real do SM, aumento do acesso a crédito, aumento da formalização dos trabalhadores, os rendimentos médios na região Nordeste têm crescido significativamente acima da média nacional entre 2004 e 2009, uma vez que o rendimento real nesta região cresceu a uma taxa próxima a 5%. Aliado a este processo de crescimento do rendimento real dos trabalhadores, observam-se a ampliação do emprego e o crescimento da formalização, isto é, de trabalhadores cobertos pelo sistema de seguridade social. Em 2001, perto de 45% dos trabalhadores tinham cobertura formal da seguridade social; em 2009, este percentual chega a quase 56% dos trabalhadores, num período de forte expansão do emprego formal. Este fato ocorre em todas as regiões. Não obstante este crescimento, nota-se novamente a diferença na estrutura produtiva das regiões. O gráfico 4 apresenta os quatro setores responsáveis pela maior participação percentual na criação de emprego entre 2003 e 2008; nota-se claramente que a administração pública é um setor de destaque, aparecendo como um setor relevante em todas as regiões, com exceção da região Sudeste. Nas regiões Norte e Nordeste, são o comércio e a administração pública os setores que mais contribuíram para a criação de empregos. Ainda que estas regiões tenham carências explícitas, notadamente em educação e saúde, é bastante relevante observar a diferença na composição do emprego gerado. No Sul e no Sudeste a indústria de transformação é responsável por 25% e 18% do total do emprego gerado no período. No Norte e Nordeste, o percentual fica abaixo de 10% e 15%, respectivamente. Outro ponto relevante na criação de empregos formais é a ampliação do comércio e da construção civil, reflexo da expansão de consumo e aquisição de imóveis decorrentes da incorporação de novos segmentos à classe média brasileira em anos recentes. Outra evidência relevante para a análise do mercado de trabalho brasileiro é a ampliação da média de anos de estudo, expansão ainda mais relevante para as regiões mais pobres. A tabela 2 destaca estes valores da evolução dos anos médios para os brasileiros com 15 anos ou mais. Ainda que o Norte e o Nordeste continuem a ser as regiões com as menores médias de anos de estudo, essas regiões estarão acompanhando a tendência de crescimento dos anos de estudo do Brasil nas décadas de 1990 e 2000, reflexo também de políticas de universalização de ensino básico. Contudo, a média dos anos de estudo do país ainda é bastante baixa se comparada à internacional, e sua ampliação é colocada como um objetivo para os anos a vir Em termos de qualidade de ensino, há evolução do país em anos recentes em testes comparativos internacionais, ainda que o país se situe entre as piores colocações na América Latina. 18

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