EDUCAÇÃO E PRECONCEITO RACIAL NO BRASIL: DISCRIMINAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "EDUCAÇÃO E PRECONCEITO RACIAL NO BRASIL: DISCRIMINAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR"

Transcrição

1 EDUCAÇÃO E PRECONCEITO RACIAL NO BRASIL: DISCRIMINAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR RESUMO Antonia Eunice de Jesus do Nascimento (UFAL) O artigo apresenta resultados preliminares de uma pesquisa que tem como objetivo geral analisar até que ponto a utilização de expressões de cunho racistas comprometem a auto-estima e, conseqüentemente influenciam no processo de construção do conhecimento dos estudantes do 2º ano do ensino fundamental de uma escola da rede pública de Maceió. Inicialmente foi feita uma pesquisa bibliográfica no intuito de discutir as relações estabelecidas no espaço da escola, especialmente entre professores/alunos, alunos/alunos, tomando como referência os problemas vivenciados por crianças negras nesse ambiente, tais como: piadas e brincadeiras de mau gosto, uso de expressões de cunho racista, entre outros. Ressalta-se que o resultado dessas ações discriminatórias no ambiente educacional tem causado danos que influenciam negativamente no processo psicológico, social e cognitivo dessas crianças, contribuindo para o seu baixo rendimento escolar. Sendo assim, é importante que toda a comunidade escolar esteja atenta para esses problemas considerados corriqueiros e que aparecem de forma sutil, não aconteçam no espaço das salas de aula. Palavras chaves: Educação. Preconceito. Discriminação. INTRODUÇÃO O preconceito racial constitui-se em um grave problema existente nos dias atuais, presente em toda a sociedade, de um modo geral e consequêntemente o espaço educativo não está ausente desse processo, algo que existe desde há muito tempo. Um assunto que quando exposto causa polêmica por ser muito complexo. Ao perguntar a alguém se é preconceituoso de imediato a resposta é negativa, uma vez que a maioria das pessoas afirma não ter nenhuma espécie de preconceito. Afinal, o tratamento

2 2 diferenciado e as formas de expressões direcionadas ao negro aparecem como disfarçadas. Por esses e outros motivos é importante fazer uma reflexão se o preconceito existente no espaço educativo compromete a auto-estima e, conseqüentemente influenciam no processo de construção do conhecimento dos estudantes, principalmente nos anos iniciais de escolarização. Uma vez que a educação é um espaço de formação de indivíduos. Esse trabalho é parte de um projeto de pesquisa que teve como base, pesquisas bibliográficas em diversas fontes, tais como: livro, artigos, leis, voltados para a temática das questões raciais. Inicialmente foram feitos leituras, fichamentos de textos e discussão com a professora orientadora do projeto para sua elaboração. O RACISMO E SEU CONTEXTO HISTÓRICO O racismo não é algo presente e sim, uma herança de um processo de mão-deobra barata e exploraçào dos colonizadores sobre os colonizados. Pode-se perceber que existe uma relaçào muito próxima entre racismo e escravidão, baseados em intereses econômicos e sociais da população branca e européia que resultava em poder e superioridade. Segundo o dicionário Aurélio 2001, o racismo pode ser conceituado como: qualidade ou sentimento de indivíduo racista; atitude preconceituosa ou discriminatória em relação a indivíduo(s) considerado(s) de outra raça. Em outras palavras é o ato de colocar uma pessoa em situação de inferioridade, subjugada, por causa de sua cor de pele ou etnia, em detrimento de outra que, por causa de sua situação racial, se autodenomina de raça superior. Trata-se do preconceito racial que sem dúvida é um dos grandes agente principal que tem causado à violência em nosso dia-a-dia. A ocupação do território brasileiro realizou-se por meio da produção do açúcar, então muito procurado no mercado mundial. Estabeleceu-se aqui a cultura da cana-deaçúcar, destinada à produção em larga escala, para abastecer o mercado europeu. Isto se baseou no uso e na exploração do solo através da agricultura extensiva que exigia uma mão de obra numerosa e barata.

3 3 A chegada dos negros no Brasil foi por volta do século XVI - como vítimas do comércio de escravos que se desenvolveu na América até o século XVIII - chegando a constituir uma parcela importante da população, a que exercia as tarefas mais pesadas e ocupava o status social mais baixo. Grande parte da população negra foi obrigada a trabalhar nas propriedades rurais, inserindo-se num sistema patriarcal de produção rural. Inicialmente o índio foi muito usado como escravo, mais aos poucos a escravidão africana foi se ampliando e o tráfico negreiro se impôs. Segundo dados do IBGE 2010, o Brasil foi o último país do mundo a abolir o trabalho escravo de pessoas de origem africana, em 1888, após ter recebido, ao longo de mais de três séculos, cerca de quatro milhões de africanos como escravos 1, como também a maior parte da população no país corresponde à pessoa de cor negra resultante de um processo de miscigenação 2. O país tem uma base legal que o coloca entre outros países como, um dos, que garante um tratamento jurídico igualitário para todos, porém na prática o que se observa é o contrário. Constata-se que a lei que garantiu a liberdade para os negros e seus descendentes, não permitiu por completo que eles exercessem a sua cidadania. A ideologia de uma democracia racial é posta no país como motivo de orgulho, onde a verdade o que existe mesmo é uma fachada para despistar a realidade do tratamento dado à população negra. Para Moura (1994. p. 160), O racismo brasileiro [...] na sua estratégia e nas suas táticas agem sem demonstrar a sua rigidez, não aparece à luz, ambíguo, meloso, pegajoso, mas altamente eficiente nos seus objetivos. [...] não podemos ter democracia racial em um país onde não se tem plena e completa democracia social, política, econômica, social e cultural. Um país que tem na sua estrutura social vestígios do sistema escravista, com concentração fundiária e de rendas maiores do mundo [...], um país no qual a concentração de rendas exclui total ou parcialmente 80% da sua população da possibilidade de usufruir um padrão de vida descente; que tem trinta milhões de menores abandonados, carentes ou criminalizados não pode ser uma democracia racial. De fato, como afirma o autor essas abordagens que indicam a diminuição de expressões racista são algo muito superficial, ou seja, invisível, pois as atitudes preconceituosas que não provocam abertamente as normas atuais anti-discriminatórias permanecem internalizadas nas consciências de muitos indivíduos. Principalmente nos 1 Este texto foi extraído do livro Brasil : 500 anos de povoamento /IBGE, 4o. capítulo "A presença negra: encontros e conflitos" de João José Reis. 2 A sociedade brasileira caracteriza-se por uma pluralidade étnica, sendo este produto de um processo histórico que inseriu num mesmo cenário três grupos distintos: portugueses, índios e negros de origem africana.

4 4 dias atuais com o processo de globalização que tem intensificado as relações sociais entre os indivíduos, causando certa ambigüidade, que por vez, ao mesmo tempo em que demonstra o desenvolvimento da economia e tecnologia, aumenta as diferenças já existentes não só no Brasil como também em outros países desenvolvidos e em desenvolvimento - especialmente entre ricos e pobres no interior dos diversos países como tem demonstrado as estatísticas expressa pelas mídias e estudos acadêmicos. O que fica subentendido é que, nas sociedades modernas, mesmo existindo uma lei que proíbe os atos discriminatórios, em função da cor da pele, a discriminação continua presente, pois ficam visíveis as dificuldades que as pessoas negras têm enfrentado por uma vaga no mercado de trabalho, algo que muitas vezes a mídia deixa transparecer, e isso são explícitos na falta de oportunidades que esse indivíduo enfrenta. Sem contar da força bruta que alguns policiais representantes da segurança Estadual usam para discriminar ou agredir a população negra e pobre, ações que levam muitos a morte. Torturas existentes desde o século XVI até os dias de hoje, constituída como uma prática institucionalizada contra os negros em nossa sociedade. O pelourinho no passado, o pau-de-arara, o abuso de poder que a policia tem utilizado ao logo do tempo, no intuito de controlar e domesticar os negros (Direitos Humanos autoria, 2001 p.87). Apesar da grande parcela da população ser de origem negra, cuja eficácia não se pode negar no contexto histórico de nosso país, não é raro encontrarmos cada vez mais pessoa de cor sendo vítimas do preconceito racial, além das agressões, usam frases que ridicularizam os negros conhecidas por ditos populares. Entre as diversas piadas que circulam em nosso meio, pode-se dizer que a grande maioria recupera determinados valores em torno do negro que envolve os seguintes aspectos: submissão, sujeira, limitação intelectual, feiúra, animal, inútil, safado, mal, entre outros. As frases como negão e piadas de preto, fazem parte do nosso cotidiano e são vistas como algo comum nas expressões do coletivo brasileiro, são elas: Só pode ser negro, negro de alma branca, negro é a sujeira do mundo, é negro, mas presta, negro é igual a urubu só presta longe, negro fede a macaco, coisa ta preta, negro só é gente quando está no banheiro, negro quando não suja na entrada, suja na saída, entre outras. Vale ressaltar que algumas dessas piadas ilustram a construção de estereótipos, de modo a identificar a predominância de elementos do preconceito e que apesar de muitas pessoas as considerarem engraçadas e humoristas, algo muito visível nas mídias, livros didáticos e comédias, todas têm sentidos pejorativos sobre o negro, de maneira a

5 5 ridicularizá-lo, diminuí-lo, menosprezá-los, a ponto de lhes colocar em posições desumanas. PRECONCEITO E EDUCAÇÃO No Brasil a educação é um direito estabelecido pela Constituição Federal de 1988 (artigo 208, inciso IV), que reconhece como direito de todas as crianças em idades de o a 6 anos em instituições públicas de ensino (creches). Assim também como a Lei 8069/91, do Estatuto da Criança e do Adolescente que garante o direito à: [...] liberdade, ao respeito e a dignidade como pessoas humanas no processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na constituição e nas Leis; [...] a educação, visando o pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho [...] igualdade de condição para o acesso e permanência na escola; direito de ser respeitados por seus educadores; e ter respeitado os valores culturais, artísticos e históricos próprios no contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a este a liberdade de criação e o acesso às fontes culturais. Quando se fala em educação o que logo vem em mente é, um espaço de formação e desenvolvimento de indivíduos. Falar em educação é acreditar que o pleno desenvolvimento de uma criança só é efetivo quando ela passa por um processo de escolarização institucional. Isso não significa dizer que, o sujeito só aprende na escola e que os outros ambientes sociais não sejam importantes, mas que para nossa sociedade a educação oferecida no espaço educativo é fundamental para o pleno desenvolvimento do indivíduo, principalmente nos anos iniciais de sua vida. Deste modo, a socialização recebida na infância é significativa para o desenvolvimento dos futuros cidadãos, como afirma Cavaleiro (2005, p.17). Á experiência escolar amplia e intensifica a socialização da criança. O contato com outras crianças da mesma idade, com outros adultos não pertencentes ao grupo familiar, com outros objetos de conhecimento, além daqueles vivido pelo grupo familiar vai possibilitar outros modos de leitura do mundo. A educação é como um processo de formação do homem integral. Como a forma mais eficaz de transmissão e comunicação entre pessoas. Um processo que não pode e não deve ser separado da própria existência humana, deve ser encarada como uma contínua reconstrução de experiências. Essa reconstrução de experiências, é uma fase da própria natureza, é uma forma de interação, pela qual os dois elementos que nela entram situação e agente, são modificados (DEWEY.1980, p.116), Diversos autores e pesquisadores como Amaral (1995), Rosembalg (1987) entre outros, tem se preocupados com as relações existentes no dia-a-dia da escola entre

6 6 preconceito e educação, desenvolvendo pesquisas nessa linha, pois o grande desafio e ao mesmo tempo urgente que são postos aos professores é o de promover no desenvolvimento de seus alunos uma ética de tolerância entre os indivíduos, para que de maneira harmoniosa venham a conviver com as diferenças sejam elas religiosas, socioculturais, sexuais, físicas e étnicas. O que a escola pode fazer para contribuir na diminuição do preconceito existente nas diversas formas de tratamentos que a sociedade tem exposto, machucando e prejudicando na formação e construção de sujeitos? Para Lopes (2001 apud MUNANGA, 2005, p. 189): A escola, como parte integrante dessa sociedade que se sabe preconceituosa e discriminadora, mas que reconhece que é hora de mudar, está comprometida com essa necessidade de mudança e precisa ser um espaço de aprendizagem onde as transformações devem começar a ocorrer de modo planejado e realizado coletivamente por todos os envolvidos, de modo consciente. [...] a educação escolar deve ajudar professor e alunos a compreenderem que a diferença entre pessoas, povos e nações é saudável e enriquecedora; que é preciso valorizá-las para garantir a democracia que, entre outros, significa respeito pelas pessoas e nações tais como são, com suas características próprias e individualizadoras; que buscar soluções e fazê-las vigorar é uma questão de direitos humanos e cidadania. Dessa maneira é possível compreender a educação como um exercício de construção de conhecimentos, formando cidadãos críticos com outra mentalidade, perante o sistema, sua organização e relações sociais estabelecidas entre os sujeitos sob uma visão de país globalizado e anti-exclusivo. Não podemos assegurar que temos uma vivência com a tolerância e o preconceito na prática educativa. No espaço escolar, é comum que os educadores transmitam para seus alunos, posturas e ações sobre o preconceito que circulam na sociedade, especificamente através da linguagem verbal, simbólica e informal (olhares, gestos, atenção, silêncio, toques expressões corporais e faciais). Dessa maneira fica fácil de uma criança perceber se ela é querida ou não dentro desse grupo social o qual ela está inserida. A escola que é considerada como um espaço onde ocorre a construção da identidade do indivíduo também pode desvalorizá-la, negando-a principalmente as crianças de cor negra, pois é nesse ambiente que muitos professores têm manifestado seu tratamento diferenciado entre as crianças negras e brancas. A escola sempre foi considerada uma instituição de seleção e diferenciação social. Com isso, estamos sempre em situações de fragilidades, de esta pisando em ovos na pratica escolar, sem podermos romper com isso. É fato que não se pode negar a seletividade que está presente na pratica institucional da escola e, por vezes, de caráter elitista. A vivência do preconceito pode ser

7 7 notada pela prática da diferença, que é muito presente no cotidiano Brasileiro (ITANI, p apud. AQUINO, 1988). O papel da escola é o de uma instituição socialmente responsável não só pela democratização do acesso aos conteúdos culturais historicamente construídos, mas também o de co-responsável pelo desenvolvimento individual de seus membros (em todos os seus aspectos), objetivando sua inserção como cidadãos autônomos e conscientes em uma sociedade plural e democrática (ARAÚJO, 1988, p. 44). A sociedade afirma não ter preconceito, quando na verdade os dados apresentados em pesquisa quantitativa e qualitativas mostram um número reduzido de indivíduos negros que não conseguem ingressar nas universidades públicas, de sua ocupação na política, em altos posto de comando e emprego que paguem altos salários. Essa diferença de quantidade pode ser decorrente da pratica seletiva da escola, ou seja, da desigualdade exercida por ela excluindo muitos alunos que não conseguem se defender que por vezes não possuem condições materias e financeiras para se manter até o término de seus estudos. CONSEQUÊNCIAS DO PRECONCEITO NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NEGRA A instituição escolar é um espaço responsável pelo processo de socialização infantil, principalmente nos anos iniciais do ensino fundamental, no qual se estabelecem as relações com crianças de diferentes culturas familiares. Esse contato diversificado poderá fazer da escola o primeiro espaço de vivência das tensões raciais. As relações que são estabelecidas entre crianças, sejam elas, brancas e negras numa ambiente de sala de aula pode acontecer de modo tenso, ou seja, segregando, excluindo, possibilitando que a criança negra adote em alguns momentos uma postura tímida, com receio de que seja rejeitada, insultada ou ridicularizada pelo seu grupo social. O preconceito praticado à criança negra pode e é muito perverso, ou seja, pode causar um transtorno muito grande para seu inconsciente, pois pode fazer com que ela não se reconheça, iniciando um processo de desvalorização de suas características individuais, que interferem na construção da sua identidade. O que pode fazer com que a criança sinta-se desvalorizada e excluída, chegando até a pensar que não é merecedora de direitos e, digna de respeito. Esse processo de manifestação discriminatória no espaço educativo tem gerado um quadro de agressões tanto físico como simbólica (linguagem que desvalorizam o

8 8 negro), o que na maioria das vezes tem acarretado uma série de sofrimentos no cotidiano desses alunos negros, algo que nem sempre é visível aos nossos olhos, por que envolve tanto o carater moral, como o psicológico do indivíduo. O que se subentende é que, a formação e construção da identidade do indivíduo é um processo que começa na fase inicial da Educação Infantil. A identidade refere-se a um contínuo sentimento de individualidade que se estabelece valendo-se de dados biológicos e sociais. O indivíduo se identifica reconhecendo seu próprio corpo, situando em um meio que o reconhece como ser humano e social. Assim, a identidade resulta da percepção que temos de como os outros nos vêem (ERIKSON, 1976 apud CAVALLEIRO, 2005, p. 19). Sendo assim, cabe questionar qual a função ou papel da escola? Segundo Araújo (1996 apud AQUINO, 1998): O papel da escola é o de uma instituição social responsável não só pela democratização do acesso aos conteúdos culturais historicamente construídos, mas também o de co-responsável pelo desenvolvimento individual de seus membros (em todos os aspectos), objetivando sua inserção como cidadãos autônomos e conscientes em uma sociedade plural e democrática. Diante de tal quadro não é de se estranhar que muitas crianças negras não queiram se identificar como tal, porque o papel do negro na sociedade está sempre relacionados a coisas ruins. Com isso, a auto-estima e a auto-confiança desses alunos diminuem, na medida em que um auto-conceito negativo é gerado na sociedade brasileira. Devido a tantas agressões físicas e simbólicas contra as crianças negras, seja na rua como no espaço educativo, muitas dessas crianças acabam por negligenciar a sua tradição cultural para assumir uma postura de embranquecimento a qual a sociedade e o próprio espaço escolar tem posto para ela como a ideal (branco, alto, forte, olhos claros, cabelos lisos, entre ourtos). Para uma criança negra em seus anos iniciais fica difícil de entende e ao mesmo tempo não é entendida nesse sistema educacional, que parece reproduzir o padrão hegemônico, que estereotipa ela como incapaz, rebelde, burra, entre outros. Onde o professor quase não tem contato físico e afetivo com essas crianças, demonstrando a rejeição do seu grupo social e causando-lhes grandes sofrimentos. Segundo Amaral (1995, p. 11): A dificuldade enfrentada pelas crianças em seu convívio escolar tem algum denominador comum. Se pensássemos nos costumeiros apelidos que circulam nos lábios infantis, tais como: rolha de poço, azeitona no palito, pau-de-sebo, nanico, crioulo doido, quatro olho, surdinho, tadinho, sequeta, mula mansa entre outros.

9 9 A violência atribuída à criança negra na sala de aula, seja por meio de insultos ou expressões de cunho racista, tida como normal pelo seu grupo social, tem mostrado claramente a falta de respeito que desde muito cedo são ensinadas as crianças brancas. O PAPEL DO PROFESSOR NA ESCOLA Todos nós sabemos que é essencial e principal de toda escola promover e desenvolver a aprendizagem do indivíduo nas diferentes dimensões: sociais, cognitivas, emocionais e motores. Para que isso aconteça, ela precisa de um ator principal, conhecido como educador ou professor. Esse tem a tarefa de fazer a mediação entre a criança e os conhecimentos acumulado em uma determinada cultura (conhecimento do mundo e de si mesma), além de propiciar, estimular e provocar o desenvolvimento da criança. A ação do professor em sala de aula tem sido nos últimos tempos tema de investigação e discussões constantes por parte dos pesquisadores da área educacional, pois a interação entre aluno e professor contribui, portanto, para o rendimento escolar, a aprendizagem e proporciona, ainda, comportamentos necessários à vida adulta, ou seja, a ação educativa exerce influência sobre os indivíduos em sua postura, valores, agressões, atitudes, crenças e modos de agir. Em estudo realizado por Rosemberg (1998), o índice de exclusão e reprovação do aluno negro nas escolas públicas brasileiras, em comparação ao aluno branco é bem maior. O que tem se observado nessas escolas é um ritual pedagógico inadequado. O silencio dos professores perante as situações impostas pelos próprios livros escolares acaba por vitimar os estudantes negros. Esse ritual pedagógico, que ignora as relações étnicas estabelecidas no espaço escolar, pode estar comprometendo o desempenho e o desenvolvimento da personalidade de crianças e de adolescentes negros, bem como esta contribuindo para a formação de crianças e de adolescentes brancos com um sentimento de superioridade (CAVALLEIRO, 2005, p ). As práticas de descriminação disseminadas pelos professores, os livros didáticos, e meios de comunicação nem sempre são detectadas pelas crianças negras, as mais visíveis para elas são as em que o preconceito aparece mais concreto, nas quais as ações do racismo são imediatas. Penso que a não-percepção do racismo por parte das crianças também está ligada às estratégias da democracia racial brasileira, que nega a existência do problema (Cavalleiro 2005).

10 10 A mesma autora afirma que, [...] o racismo é um problema que está presente no cotidiano escolar, que fere e marca, profundamente, crianças e adolescentes negros. Mas, para percebê-lo, há a necessidade de um olhar critico do próprio aluno. De fato, o preconceito racial na sala de aula é algo muito freqüente se pararmos para observar e, na maioria das vezes, aqueles que deveriam interferir, como professores e pedagogos, não sabem como fazê-lo ou, outras vezes são propagadores deste tipo de atitude, o que reforça e estimula o preconceito ao invés de intervir e combatê-lo. Ao que tudo indica, a escola, que poderia e deveria contribuir para modificar as mentalidades antidiscriminatórias ou pelo menos para inibir as ações discriminatóriais, acaba contribuindo para a perpetuação das discriminações, seja por atuação direta de seus agentes, seja por omissão perante os conteúdos didáticos que veicula, ou pelo que ocorre no di-a-dia da sala de aula (PINTO, 1993, p. 27). A forma de o professor caracterizar a criança negra evidencia seu despreparo para lidar com situações de discriminação na sala de aula, pois em muitos momentos o professor julga a criança negra culpada pela discriminação sofrida. (OLIVEIRA apud CAVALLEIRO 2005, p ). CONCLUSÃO Como foi já foi mencionado o preconceito está presente em toda sociedade, inclusive no ambiente educativo. Tais manifestações geram humilhações que resultam muitas vezes em indivíduos tímidos, inseguros e inferiores aos demais. As conseqüências desta formação podem ser diversas e devem ser evitadas pelos profissionais da área da Educação, por esses serem de fundamental importância na intervenção das atitudes discriminatórias na escola. Levando em consideração o papel da escola e do professor no processo de construção do conhecimento do aluno é importante que todos estejam atentos para estes tipos de problemas corriqueiros, já mencionados, que por vezes aparecem de forma sutil, não aconteçam no espaço das salas de aula. E que a partir disso, todos professores, alunos, funcionários possam reformular os conceitos e atitudes direcionados as crianças negras. As pessoas não herdam, geneticamente, idéias de racismos, sentimentos de preconceito e modos de exercitar a discriminação, antes os desenvolvem com seus pares, na família, no trabalho, no grupo religioso, na escola. Da mesma forma, podem aprender a ser ou torna-se preconceituosos e discriminadores em relação a povos e nações (LOPES, 2005 apud ROSEMBERG, 1988). Um professor que estabelece padrões e valores de quem é o melhor ou pior, bom ou ruim dependendo da cor de sua pele, também contribui para que atitudes discriminatórias ocorram no espaço de sala de aula. Pois, é papel do professor a

11 11 transmissão do saber elaborado, desvinculado de qualquer valor que vise à reprodução de preconceitos, discriminação e subordinação. No entanto, é preciso estar atento para alguns atos ou apelidos não só praticados por alunos, mas também por educadores e saber interpretá-los, principalmente os que aparecem como invisíveis. Desta maneira estaríamos muito perto de perceber o preconceito e a decorrente discriminação racial existente no espaço escolar que muitas vezes impede e/ou atrapalha o processo de construção de conhecimento da criança negra, as relações sociais, impedindo-a de vivenciar plenamente sua própria infância. REFERÊNCIAS AMARAL, Ligia Assumpção. Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceito, e sua superação. In: AQUINO, Julio Groppa. (Org.) Diferenças e preconceito na escola: alternativas teóricas e práticas. 5. ed. São Paulo, SP: Summus, ARAÚJO, U. F. O déficit cognitivo e a realidade brasileira. In: AQUINO, Julio Groppa. (Org.) Diferenças e preconceito na escola: alternativas teóricas e práticas. 5. ed. São Paulo, SP: Summus, AURÉLIO, B. H. F. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. 15. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, s/d CAVALLEIRO, Eliane dos Santos. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. 4. ed. São Paulo: Contexto, DEWEY, John. Vida e Educação. São Paulo: Victor Civita, HASENBALG, Carlos A. Discriminação e desigualdade raciais no Brasil. Rio de Janeiro; Edições graal, INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Conteúdo Histórico: Brasil 500 anos de povoamento. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/brasil500/index2.html> Acesso em: 06 de Jun ITANI, Alice. Vivendo o preconceito em sala de aula. In: AQUINO, Julio Groppa. (Org.) Diferenças e preconceito na escola: alternativas teóricas e práticas. 5. ed. São Paulo, SP: Summus, KRUEGER, Magrit Froehlich. A relevância da afetividade na educação infantil. Disponível em: <http://www.icpg.com.br/artigos/rev03-04.pdf.>. Acesso em: 12 de Jun

12 12 LOPES, Vera Neusa. Racismo, Preconceito e Discriminação. In: MUNANGA, Kabengele (org.). Superando o racismo na escola. 2. Ed. Brasília DF. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, MENEZES, Waléria. O preconceito racial e suas repercussões na instituição escolar. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br/licitacao/preconceito_racial.pdf>. Acesso em: 12 de Jun MINAYO, M. C. S. & SANCHES O. Quantitativo-Qualitativo: Oposição ou Complementaridade? Cad. Saúde Públ., Rio de Janeiro, 9 (3): , jul/sep, MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. Secretaria nacional de estado dos direitos humanos. Direitos humanos no cotidiano. 2. ed. Brasília: Ministério da Justiça, MOURA, Gloria. Ilhas negras num mar mestiço. In: Carta falas, reflexões, memórias. RIBEIRO, Darcy. Brasília 4, n.13, MUNANGA, Kabengele. (Org.). Estratégias e políticas de combate à descriminação racial. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo: Estação Ciência, (Org.). Superando o racismo na escola. 2. ed. Brasília DF. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, OLIVEIRA, Roberto Cardoso de. Identidade, etnia e estrutura social. São Paulo: Pioneira, PETRUCCELLI, José Luis. A cor Denominada: Estudos sobre a Classificação étnicoracial. Rio de Janeiro, SP: DP&A, PINTO, R. P. Movimento negro e educação do negro: a ênfase na identidade. Cadernos de Pesquisa. São Paulo: Fundação Carlos Chargas, ROSEMBERG, Fúvia. Raça e desigualdade educacional no Brasil. In: AQUINO, Julio Groppa. (Org.) Diferenças e preconceito na escola: alternativas teóricas e práticas. 5. ed. São Paulo, SP: Summus, SANT ANA, Antônio Olímpio. História e Conceitos Básicos sobre Racismo e seus Derivados. In: MUNANGA, Kabengele (org.). Superando o racismo na escola. 2. ed. Brasília DF. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.

CULTURA AFRO CULTURA AFRO

CULTURA AFRO CULTURA AFRO CULTURA AFRO ESCOPO Apresentamos o projeto Cultura Afro com o compromisso de oferecer aos alunos do ensino fundamental um panorama completo e diversificado sobre a cultura afro em nosso país. Levamos em

Leia mais

O PRECONCEITO RACIAL PERCEBIDO/ NÃO PERCEBIDO, PELAS PROFESSORAS, NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL Aline Oliveira Ramos PPGEd/UESB

O PRECONCEITO RACIAL PERCEBIDO/ NÃO PERCEBIDO, PELAS PROFESSORAS, NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL Aline Oliveira Ramos PPGEd/UESB O PRECONCEITO RACIAL PERCEBIDO/ NÃO PERCEBIDO, PELAS PROFESSORAS, NA EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL Aline Oliveira Ramos PPGEd/UESB Introdução Este trabalho se insere nas discussões atuais sobre relação étnico-cultural

Leia mais

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS

CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS MARTA LÚCIA DA SILVA ROSANA CAPPUTI BORGES Educação Infantil: desigualdades de idade e raça, um grande desafio a ser conquistado. São Paulo 2012 EDUCAÇÃO

Leia mais

Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa

Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa Diversidade Cultural X Estereótipos: Discursos Ideológicos em Livros Didáticos para o ensino de Língua Inglesa Mary Clevely Mendes Programa de Iniciação Científica UEG / CNPq Orientador (Pesquisador-líder):

Leia mais

RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/03

RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/03 RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS: DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DA RESUMO LEI 10.639/03 Anne Caroline Silva Aires Universidade Estadual da Paraíba annec153@yahoo.com.br Teresa Cristina Silva Universidade Estadual da

Leia mais

1 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

1 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 1 EDUCAÇÃO E PRECONCEITO RACIAL: CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS NAS PERCEPÇÕES DAS FAMÍLIAS NEGRAS E BRANCAS NO MUNICIPIO DE CUIABÁ MONTEIRO, Edenar Souza UFMT edenar.m@gmail.com GT-21: Afro-Brasileiros

Leia mais

AFRICAMOS: PENSAR E VIVER AFRICANIDADES PARA E COM AS CRIANÇAS EM CONTEXTOS COLETIVOS DE EDUCAÇÃO E CUIDADO

AFRICAMOS: PENSAR E VIVER AFRICANIDADES PARA E COM AS CRIANÇAS EM CONTEXTOS COLETIVOS DE EDUCAÇÃO E CUIDADO AFRICAMOS: PENSAR E VIVER AFRICANIDADES PARA E COM AS CRIANÇAS EM CONTEXTOS COLETIVOS DE EDUCAÇÃO E CUIDADO Área Temática: Educação Coordenador: Adilson de Angelo 1 Autoras: Neli Góes Ribeiro Laise dos

Leia mais

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM

8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM CORRENTES DO PENSAMENTO DIDÁTICO 8. O OBJETO DE ESTUDO DA DIDÁTICA: O PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Se você procurar no dicionário Aurélio, didática, encontrará o termo como feminino substantivado de didático.

Leia mais

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento;

Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres. 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Roteiro de Diretrizes para Pré-Conferências Regionais de Políticas para as Mulheres 1. Autonomia econômica, Trabalho e Desenvolvimento; Objetivo geral Promover a igualdade no mundo do trabalho e a autonomia

Leia mais

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS EDUCAÇÃO BÁSICA ENSINO SUPERIOR EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL EDUCAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DO SISTEMA DE JUSTIÇA E SEGURANÇA EDUCAÇÃO E MÍDIA Comitê Nacional de Educação

Leia mais

AULA 05. Profª Matilde Flório EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL PMSP-DOT- 2008

AULA 05. Profª Matilde Flório EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL PMSP-DOT- 2008 AULA 05 Profª Matilde Flório EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM PARA EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL PMSP-DOT- 2008 FÁBRICA DE IDÉIAS PEDAGÓGICAS CONCURSO PMSP FUND II 2011 (em parceria com a APROFEM e o Jornal dos Concursos)

Leia mais

AS PRÁTICAS DO PROFESSOR PERANTE AS QUESTÕES RACIAIS NO COTIDIANO ESCOLAR. RESUMO: Este trabalho apresenta o processo de investigação sobre

AS PRÁTICAS DO PROFESSOR PERANTE AS QUESTÕES RACIAIS NO COTIDIANO ESCOLAR. RESUMO: Este trabalho apresenta o processo de investigação sobre AS PRÁTICAS DO PROFESSOR PERANTE AS QUESTÕES RACIAIS NO COTIDIANO ESCOLAR Janete de Carvalho da Silva 1 Heldina Pereira Pinto 2 RESUMO: Este trabalho apresenta o processo de investigação sobre as práticas

Leia mais

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Democracia na escola Ana Maria Klein 1 A escola, instituição social destinada à educação das novas gerações, em seus compromissos

Leia mais

3 a 5. 6 a 10. 11 a 14. Faixa Etária Prevista. Etapa de Ensino. Duração. Educação Infantil. anos. Ensino Fundamental: Anos Iniciais. 5 anos.

3 a 5. 6 a 10. 11 a 14. Faixa Etária Prevista. Etapa de Ensino. Duração. Educação Infantil. anos. Ensino Fundamental: Anos Iniciais. 5 anos. Etapa de Ensino Faixa Etária Prevista Duração Educação Infantil 3 a 5 anos Ensino Fundamental: Anos Iniciais 6 a 10 anos 5 anos Ensino Fundamental: Anos Finais 11 a 14 anos 4 anos EDUCAÇÃO INFANTIL EDUCAÇÃO

Leia mais

PGM 3: MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA JOVEM

PGM 3: MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA JOVEM PGM 3: MOBILIZAÇÃO E PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA JOVEM Falar em mobilização e participação de jovens na escola de ensino médio implica em discutir algumas questões iniciais, como o papel e a função da escola

Leia mais

RELAÇÕES ÉTNICO - RACIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/2003

RELAÇÕES ÉTNICO - RACIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/2003 RELAÇÕES ÉTNICO - RACIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/2003 Prof. Anderson Oramísio Santos Prof. Esp.Olga Helena Costa RESUMO: O presente artigo objetiva oportunizar espaços de estudo

Leia mais

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes

Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes Preconceito é um juízo preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude discriminatória contra pessoas, lugares ou tradições diferentes daqueles que consideramos nossos. Costuma indicar desconhecimento

Leia mais

RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E EDUCAÇÃO INFANTIL 1. Curso de Especialização em Psicopedagogia, Unidade Universitária de Pires do Rio, UEG

RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E EDUCAÇÃO INFANTIL 1. Curso de Especialização em Psicopedagogia, Unidade Universitária de Pires do Rio, UEG 1 RELAÇÕES ÉTNICO RACIAIS E EDUCAÇÃO INFANTIL 1 Ana Maria Piva de Aquino 2,4 ; Maria Aparecida Carneiro Cunha 2,4 ; Melissa de Paula Santos Costa 2,4 ; Cristiane Maria Ribeiro 3,4. 1 Curso de Especialização

Leia mais

RACISMO NA ESCOLA: O LIVRO DIDÁTICO EM DISCUSSÃO

RACISMO NA ESCOLA: O LIVRO DIDÁTICO EM DISCUSSÃO RACISMO NA ESCOLA: O LIVRO DIDÁTICO EM DISCUSSÃO Adriana Rosicléia Ferreira CASTRO Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/ UERN - CAMEAM Pós-graduanda em Psicopedagogia

Leia mais

O CONFLITO DO RACISMO DURANTE A INFÂNCIA

O CONFLITO DO RACISMO DURANTE A INFÂNCIA O CONFLITO DO RACISMO DURANTE A INFÂNCIA Ana Cristina da Paixão Silva Daiana Moreira Gomes Thainá Oliveira Lima S egundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o Brasil tem feito avanços expressivos

Leia mais

18/3/2011 EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE. Temas Principais. Tema 5: Sexualidade em sala de aula Tema 6: Religiosidade e Educação

18/3/2011 EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE. Temas Principais. Tema 5: Sexualidade em sala de aula Tema 6: Religiosidade e Educação Para ajudar a proteger sua privacidade, o PowerPoint impediu o download automático desta imagem externa. Para baixar e exibir esta imagem, clique em Opções na Barra de Mensagens e clique em Habilitar conteúdo

Leia mais

RELAÇÕES RACIAIS E EDUCAÇÃO: VOZES DO SILÊNCIO

RELAÇÕES RACIAIS E EDUCAÇÃO: VOZES DO SILÊNCIO RELAÇÕES RACIAIS E EDUCAÇÃO: VOZES DO SILÊNCIO GONÇALVES, Vanda Lucia Sa 1 e MULLER, Maria Lucia Rodrigues 2 Palavras chaves: educação, relações raciais, professores Introdução Este texto traz parte dos

Leia mais

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E ESPORTE: CONTRIBUIÇÕES PARA A INCLUSÃO

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E ESPORTE: CONTRIBUIÇÕES PARA A INCLUSÃO EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E ESPORTE: CONTRIBUIÇÕES PARA A INCLUSÃO Priscila Reinaldo Venzke Luciano Leal Loureiro RESUMO Este trabalho é resultado da pesquisa realizada para a construção do referencial teórico

Leia mais

OFICINAS CULTURAIS E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA: PET (Re) CONECTANDO E PREVESTI.

OFICINAS CULTURAIS E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA: PET (Re) CONECTANDO E PREVESTI. OFICINAS CULTURAIS E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA: PET (Re) CONECTANDO E PREVESTI. Sabrina Silveira Silva Universidade Federal de Uberlândia\FACIP sabrinasilveiramgsasa@hotmail.com Luciane Ribeiro Dias

Leia mais

DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO

DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO 1 DIVERSIDADE HISTÓRICA, CULTURAL E LINGUÍSTICA NA EDUCAÇÃO INTRODUCÃO Patrícia Edí Ramos Escola Estadual Maria Eduarda Pereira Soldera São José dos Quatro Marcos Este trabalho tem por objetivo uma pesquisa

Leia mais

A AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DIFERENCIADO PARA EDUCAÇÃO INFANTIL

A AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DIFERENCIADO PARA EDUCAÇÃO INFANTIL A AVALIAÇÃO EM CONTEXTO DIFERENCIADO PARA EDUCAÇÃO INFANTIL JOSÉ MATEUS DO NASCIMENTO zenmateus@gmail.com POLIANI SANTOS DA SILVA poliany_mme@hotmail.com MARIA AUXILIADORA DOS SANTOS MARINHO Campus IV(CCAE)

Leia mais

MULHERES EM ASCENSÃO: ESTUDO COMPARATIVO DE TRAJETÓRIAS EDUCACIONAIS DE MULHERES NEGRAS E BRANCAS NA PÓS-GRADUAÇÃO DA UFF PINTO

MULHERES EM ASCENSÃO: ESTUDO COMPARATIVO DE TRAJETÓRIAS EDUCACIONAIS DE MULHERES NEGRAS E BRANCAS NA PÓS-GRADUAÇÃO DA UFF PINTO MULHERES EM ASCENSÃO: ESTUDO COMPARATIVO DE TRAJETÓRIAS EDUCACIONAIS DE MULHERES NEGRAS E BRANCAS NA PÓS-GRADUAÇÃO DA UFF PINTO, Giselle UFF giselleuff@yahoo.com.br GT: Afro-Brasileiros e Educação / n.21

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA RELAÇÃO DE RESUMOS DE MONOGRAFIAS E ARTIGOS DE PÓS- GRADUAÇÃO Lato sensu Curso: Língua Inglesa/2005 Nome Aluno(a) Título Monografia/Artigo Orientador/Banca Annelise Lima

Leia mais

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE

EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE 19 EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ELEMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DE UMA PRÁTICA DE FORMAÇÃO DOCENTE Alexandre do Nascimento - FAETEC - RJ Resumo No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação,

Leia mais

DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO:

DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO: DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO: Uma contribuição para o debate Eliete Godoy 2011 "Devemos lutar pela igualdade sempre que a diferença nos inferioriza, mas devemos lutar pela diferença sempre que a igualdade

Leia mais

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS (PNEE): construindo a autonomia na escola

EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS (PNEE): construindo a autonomia na escola EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS (PNEE): construindo a autonomia na escola Autora: CAMILA SOUZA VIEIRA Introdução A presente pesquisa tem como temática Educação física para Portadores

Leia mais

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI Grupo Acadêmico Pedagógico - Agosto 2010 O Projeto Pedagógico Institucional (PPI) expressa os fundamentos filosóficos,

Leia mais

DCN DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS

DCN DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS DCN DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS 01. Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica, expressas pela Câmara

Leia mais

Ser humano, sociedade e cultura

Ser humano, sociedade e cultura Ser humano, sociedade e cultura O ser humano somente vive em sociedade! Isolado nenhuma pessoa é capaz de sobreviver. Somos dependentes uns dos outros,e por isso, o ser humano se organiza em sociedade

Leia mais

SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE COMPREENDER A COMPLEXIDADE DO ENSINO/APRENDIZADO BRASILEIRO.

SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE COMPREENDER A COMPLEXIDADE DO ENSINO/APRENDIZADO BRASILEIRO. SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: UMA RELAÇÃO NECESSÁRIA PARA SE COMPREENDER A COMPLEXIDADE DO ENSINO/APRENDIZADO BRASILEIRO. Resumo Paula Lopes Gomes - Universidade Estadual da Paraíba. E-mail: paulagomes20@msn.com

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

Coleção Cadernos Afro-Paraibanos APRESENTAÇÃO

Coleção Cadernos Afro-Paraibanos APRESENTAÇÃO Coleção Cadernos Afro-Paraibanos APRESENTAÇÃO O racismo é um fenômeno das relações sociais do Brasil. No estado da Paraíba, onde mais de 60% da população é negra, não encontramos essa mesma proporcionalidade

Leia mais

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA MATERIAL DE DIVULGAÇÃO DA EDITORA MODERNA Professor, nós, da Editora Moderna, temos como propósito uma educação de qualidade, que respeita as particularidades de todo o país. Desta maneira, o apoio ao

Leia mais

Educação das Relações Etnicorraciais e A lei 10639/2003 : construindo uma escola plural

Educação das Relações Etnicorraciais e A lei 10639/2003 : construindo uma escola plural Educação das Relações Etnicorraciais e A lei 10639/2003 : construindo uma escola plural Coordenação de Diversidade SECAD/MEC Professora Leonor Araujo A escola é apontada como um ambiente indiferente aos

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013

II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 II ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA BAHIA A EDUCAÇÃO COMO MATRIZ DE TODAS AS RELAÇÕES HUMANAS E SOCIAIS SALVADOR, BA 2013 TEMÁTICA: EDUCAÇÃO, QUESTÃO DE GÊNERO E DIVERSIDADE EDUCAÇÃO

Leia mais

Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro

Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma Colheita para o Futuro A Campanha Nacional pela Proteção Infanto-Juvenil no campo: uma colheita para o futuro, é uma ação estratégica do Movimento Sindical de Trabalhadores

Leia mais

AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT

AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT AÇÕES DE COMBATE A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS DO PÓLO DO CEFAPRO (CENTRO DE FORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO) DE TANGARÁ DA SERRA-MT RELATO DE EXPERIÊNCIA Introdução Marcos Serafim Duarte

Leia mais

A Interdisciplinaridade e a Transversalidade na abordagem da educação para as Relações Étnico-Raciais

A Interdisciplinaridade e a Transversalidade na abordagem da educação para as Relações Étnico-Raciais CURSO EDUCAÇÃO, RELAÇÕES RACIAIS E DIREITOS HUMANOS LEILA MARIA DE OLIVEIRA Mestre em Educação: Currículo pelo Programa de Pós Graduação da PUC-SP; professora de educação física; e integrante do Grupo

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: A LEI NO PAPEL, A LEI NA ESCOLA Aline de Assis Augusto UFJF Resumo A presente pesquisa se debruça sobre as relações étnico-raciais no interior de uma escola

Leia mais

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL ANTECEDENTES Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum

Leia mais

APRESENTAÇÃO DOS ANAIS

APRESENTAÇÃO DOS ANAIS APRESENTAÇÃO DOS ANAIS ARANHA, M.S.F.. Apresentação dos Anais. In: III Congresso Brasileiro Multidisciplinar de Educação Especial, 2002, Londrina (PR). CD-ROM do III Congresso Brasileiro Multidisciplinar

Leia mais

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia

Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Sociologia Proposta Curricular do Estado de São Paulo para a Disciplina de Ensino Médio Elaborar uma proposta curricular para implica considerar as concepções anteriores que orientaram, em diferentes momentos, os

Leia mais

O ORIENTADOR FRENTE À INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIENCIA NA ESCOLA REGULAR DE ENSINO

O ORIENTADOR FRENTE À INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIENCIA NA ESCOLA REGULAR DE ENSINO O ORIENTADOR FRENTE À INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIENCIA NA ESCOLA REGULAR DE ENSINO Flávia Fernanda Vasconcelos Alves Faculdades Integradas de Patos FIP flaviavasconcelos.edu@hotmail.com INTRODUÇÃO Observa-se

Leia mais

Projeto - A afrodescendência brasileira: desmistificando a história

Projeto - A afrodescendência brasileira: desmistificando a história Projeto - A afrodescendência brasileira: desmistificando a história Tema: Consciência Negra Público-alvo: O projeto é destinado a alunos do Ensino Fundamental - Anos Finais Duração: Um mês Justificativa:

Leia mais

Aprendendo Conceitos sobre Gênero e Sexo. Você Sabia

Aprendendo Conceitos sobre Gênero e Sexo. Você Sabia Aprendendo Conceitos sobre Gênero e Sexo Você Sabia Que o sexo de uma pessoa é dado pela natureza e por isso nascemos macho ou fêmea? Que o gênero é construído pelas regras da sociedade para definir, a

Leia mais

Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades

Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades 1 Em defesa de uma Secretaria Nacional de Igualdade de Oportunidades A Comissão Nacional da Questão da Mulher Trabalhadora da CUT existe desde 1986. Neste período houve muitos avanços na organização das

Leia mais

Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil

Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil Resumo Aula-tema 09:A miscigenação étnico-racial e sua influência na construção social do Brasil Introdução No Brasil, a questão étnico-racial tem estado em pauta, nos últimos anos, em debates sobre políticas

Leia mais

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Eliane Aparecida Toledo Pinto Docente da Faculdade Municipal de Filosofia,

Leia mais

T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto

T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto T. V. Dijk (org.) Racismo e discurso na América Latina São Paulo: Contexto, 2008. João Vianney Cavalcanti Nuto O fato de um livro sobre o racismo ter sido organizado por um lingüista revela um ramo fecundo

Leia mais

Preta/Parda 3.626.733 30,9 49,8 3,9 14,1. Branca 4.258.209 11,6 35,3 6.3 46,4

Preta/Parda 3.626.733 30,9 49,8 3,9 14,1. Branca 4.258.209 11,6 35,3 6.3 46,4 1 DESIGUALDADES RACIAIS NA TRAJETÓRIA ESCOLAR DE ALUNOS NEGROS DO ENSINO MÉDIO ZANDONA, Eunice Pereira UFMT eunice.zandona@gmail.com GT-21: Afro-Brasileiros e Educação Segundo dados do Programa das Nações

Leia mais

O PREFEITO DO MUNICIPIO DE SUMARÉ

O PREFEITO DO MUNICIPIO DE SUMARÉ PROJETO DE LEI Nº, de 03 de Agosto de 2010 "Dispõe sobre a implementação de medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar no projeto pedagógico elaborado pelas escolas públicas de

Leia mais

Educação para a Cidadania linhas orientadoras

Educação para a Cidadania linhas orientadoras Educação para a Cidadania linhas orientadoras A prática da cidadania constitui um processo participado, individual e coletivo, que apela à reflexão e à ação sobre os problemas sentidos por cada um e pela

Leia mais

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CURSO DE PEDAGOGIA 3º PERÍODO A INCLUSÃO SOCIAL NA ESCOLA

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CURSO DE PEDAGOGIA 3º PERÍODO A INCLUSÃO SOCIAL NA ESCOLA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CURSO DE PEDAGOGIA 3º PERÍODO A INCLUSÃO SOCIAL NA ESCOLA Adenilton Santos Moreira* RESUMO Este trabalho analisa a Inclusão social como a capacidade

Leia mais

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE

José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE José Fernandes de Lima Membro da Câmara de Educação Básica do CNE Cabe a denominação de novas diretrizes? Qual o significado das DCNGEB nunca terem sido escritas? Educação como direito Fazer com que as

Leia mais

A ideia inicial é tornar o conteúdo mais dinâmico, menos descritivo e valorizar mais as pesquisas, as atividades lúdicas, artísticas, investigativas

A ideia inicial é tornar o conteúdo mais dinâmico, menos descritivo e valorizar mais as pesquisas, as atividades lúdicas, artísticas, investigativas A ideia inicial é tornar o conteúdo mais dinâmico, menos descritivo e valorizar mais as pesquisas, as atividades lúdicas, artísticas, investigativas e as representações subjetivas sobre os conceitos estudados.

Leia mais

AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL AS REPRESENTAÇÕES DO NEGRO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Rosa Maria Cavalheiro Jefferson Olivatto da Silva UNICENTRO Resumo: No Brasil, a abordagem das questões relacionadas História e Cultura Afro-Brasileira e

Leia mais

Cotas Socioeconômicas sim, Étnicas não

Cotas Socioeconômicas sim, Étnicas não Este é um tema atual de debate na sociedade brasileira, motivado principalmente pela discussão das cotas étnicas e, a partir do Projeto de Lei nº 3627/04, com ênfase nas socioeconômicas (origem dos alunos

Leia mais

BOLETIM INFORMATIVO MAR/ABRIL 2013 [Edição 6]

BOLETIM INFORMATIVO MAR/ABRIL 2013 [Edição 6] BOLETIM INFORMATIVO MAR/ABRIL 2013 [Edição 6] O tema central desta edição do Boletim Informativo será a Psicologia Infantil. A Psicologia Infantil é a área da Psicologia que estuda o desenvolvimento da

Leia mais

Seria possível uma infância sem racismo?

Seria possível uma infância sem racismo? Seria possível uma infância sem racismo? Seria possível termos todas as crianças de até 1 ano de idade sobrevivendo? Seria possível um Brasil com todas as crianças sem faltar nenhuma delas tendo seu nome

Leia mais

Formação docente para educação infantil: políticas e metodologias para promoção da igualdade racial

Formação docente para educação infantil: políticas e metodologias para promoção da igualdade racial Assuntos em pauta na conjuntura educacional Ebulição Virtual Nº21 Formação docente para educação infantil: políticas e metodologias para promoção da igualdade racial Cristina Teodoro Trinidad Mestre em

Leia mais

EDUCAÇÃO E RACISMO: O RACISMO VELADO DA SOCIEDADE BRASILEIRA PRESENTE NA ESCOLA BRASILEIRA

EDUCAÇÃO E RACISMO: O RACISMO VELADO DA SOCIEDADE BRASILEIRA PRESENTE NA ESCOLA BRASILEIRA EDUCAÇÃO E RACISMO: O RACISMO VELADO DA SOCIEDADE BRASILEIRA PRESENTE NA ESCOLA BRASILEIRA Miriã Anacleto Graduada em Licenciatura Plena pelo curso de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá

Leia mais

Um país melhor é possível

Um país melhor é possível Um país melhor é possível Um país melhor é urgente... 53 milhões de pobres vivem com renda familiar mensal de um salário mínimo; Desses, 20 milhões são indigentes ou vivem com renda de até ½ salário; Os

Leia mais

CONSELHO INTERACÇÃO. Declaração Universal dos Deveres do Homem. Setembro de 1997. Criado em 1983. InterAction Council

CONSELHO INTERACÇÃO. Declaração Universal dos Deveres do Homem. Setembro de 1997. Criado em 1983. InterAction Council CONSELHO INTERACÇÃO Criado em 1983 Declaração Universal dos Deveres do Homem Setembro de 1997 InterAction Council Declaração Universal dos Deveres do Homem Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da

Leia mais

REFLEXÕES SOBRE AS POTENCIALIDADES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO

REFLEXÕES SOBRE AS POTENCIALIDADES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO REFLEXÕES SOBRE AS POTENCIALIDADES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO Fátima Aparecida Queiroz Dionizio UEPG faqdionizio@hotmail.com Joseli Almeida Camargo UEPG jojocam@terra.com.br Resumo: Este trabalho tem como

Leia mais

A PRÁTICA PEDAGOGICA DOS PROFESSORES NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A PRÁTICA PEDAGOGICA DOS PROFESSORES NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA A PRÁTICA PEDAGOGICA DOS PROFESSORES NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Jadson Gilliardy Barbosa de Souza¹; Maria Aparecida Alves Sobreira Carvalho 2 ; Valmiza da Costa Rodrigues Durand 3. Instituto Federal da Paraíba-

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO FACULDADE DE EDUCAÇÃO Curso Pedagogia Departamento de Educação: Formação Docente, Gestão e Tecnologias.

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO FACULDADE DE EDUCAÇÃO Curso Pedagogia Departamento de Educação: Formação Docente, Gestão e Tecnologias. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO FACULDADE DE EDUCAÇÃO Curso Pedagogia Departamento de Educação: Formação Docente, Gestão e Tecnologias. A INCLUSÃO DA CRIANÇA COM SINDROME DE DOWN E SEU PROCESSO

Leia mais

OS ALUNOS E AS DISCIPLINAS ESCOLARES: O LUGAR DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

OS ALUNOS E AS DISCIPLINAS ESCOLARES: O LUGAR DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM OS ALUNOS E AS DISCIPLINAS ESCOLARES: O LUGAR DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM RESUMO Micaelhe Ferreira da Silva- Bolsista do PIBID/ Pedagogia/ UFPI Thaís Sousa Siqueira - Bolsista

Leia mais

ESPAÇOS PEDAGÓGICOS ADAPTADOS: EXPERIÊNCIAS E APRENDIZAGENS DE ADAPTAÇÃO QUE ENRIQUECEM A EDUCAÇÃO

ESPAÇOS PEDAGÓGICOS ADAPTADOS: EXPERIÊNCIAS E APRENDIZAGENS DE ADAPTAÇÃO QUE ENRIQUECEM A EDUCAÇÃO 1 ESPAÇOS PEDAGÓGICOS ADAPTADOS: EXPERIÊNCIAS E APRENDIZAGENS DE ADAPTAÇÃO QUE ENRIQUECEM A EDUCAÇÃO VOGEL, Deise R. 1 BOUFLEUR, Thaís 2 RAFFAELLI, Alexandra F. 3 Palavras chave: Espaços adaptados; experiências;

Leia mais

Pesquisa sobre Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar

Pesquisa sobre Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar Pesquisa sobre Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar Principais Resultados 17 de junho de 2009 A Pesquisa Estudo pioneiro no campo da diversidade na educação brasileira Disponibilizar informações:

Leia mais

AVALIAÇÃO NA PRÉ-ESCOLA UM OLHAR SENSÍVEL E REFLEXIVO SOBRE A CRIANÇA

AVALIAÇÃO NA PRÉ-ESCOLA UM OLHAR SENSÍVEL E REFLEXIVO SOBRE A CRIANÇA Universidade Federal de Ouro Preto Professor: Daniel Abud Seabra Matos AVALIAÇÃO NA PRÉ-ESCOLA UM OLHAR SENSÍVEL E REFLEXIVO SOBRE A CRIANÇA Capítulo 08-Delineando Relatórios de Avaliação Jussara Hoffmann

Leia mais

Plano de Aula As Ações Afirmativas Objetivo Geral: O objetivo da aula é demonstrar que as políticas de ação afirmativas direcionadas à população

Plano de Aula As Ações Afirmativas Objetivo Geral: O objetivo da aula é demonstrar que as políticas de ação afirmativas direcionadas à população Plano de Aula As Ações Afirmativas Objetivo Geral: O objetivo da aula é demonstrar que as políticas de ação afirmativas direcionadas à população negra brasileira são fundamentadas historicamente na luta

Leia mais

AFROBRASILIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR PEDAGÓGICO À DIVERSIDADE

AFROBRASILIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR PEDAGÓGICO À DIVERSIDADE AFROBRASILIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM OLHAR PEDAGÓGICO À DIVERSIDADE Patrícia da Silva Souza Graduanda de Pedagogia pela UEPB pipatricia278@gtmail.com Kátia Anne Bezerra da Silva Graduanda em Pedagogia

Leia mais

EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS MÓDULOS IV e V. Profa. Dra. Sueli Saraiva (colaboradora)

EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS MÓDULOS IV e V. Profa. Dra. Sueli Saraiva (colaboradora) EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS MÓDULOS IV e V Profa. Dra. Sueli Saraiva (colaboradora) EDUCAÇÃO E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS I MÓDULO IV Discutir sobre a educação das relações étnico-raciais na escola,

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA APRENDIZAGEM DOS ALUNOS NOS ANOS INICIAIS RESUMO Marcelo Moura 1 Líbia Serpa Aquino 2 Este artigo tem por objetivo abordar a importância das atividades lúdicas como verdadeiras

Leia mais

DIVISÃO DE REGISTROS ACADÊMICOS Registros Acadêmicos da Graduação. Ementas por Curso 09/05/2011 15:06

DIVISÃO DE REGISTROS ACADÊMICOS Registros Acadêmicos da Graduação. Ementas por Curso 09/05/2011 15:06 Curso: 9 DIVISÃO DE REGISTROS ACADÊMICOS Centro de Ciências da Educação Pedagogia (Noturno) Ano/Semestre: 0/ 09/0/0 :06 s por Curso Magistério: Educação Infantil e Anos Iniciais do Ens. Fundamental CNA.0.00.00-8

Leia mais

Perfil das profissionais pesquisadas

Perfil das profissionais pesquisadas A PRÁTICA DO PROFESSOR FRENTE AO ENSINO DE HISTORIA E CULTURA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA NAS SALAS DE AULA DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL DE UMA ESCOLA MUNICIPAL DE NAZARÉ DA MATA PE. Lucicleide

Leia mais

MUDANÇAS NO CONTEXTO FAMILIAR

MUDANÇAS NO CONTEXTO FAMILIAR 1 MUDANÇAS NO CONTEXTO FAMILIAR 1 SOUZA, M. A. 2 ZAMPAULO, J. 3 BARROS, D. R. B. Resumo: Com esse breve estudo buscou se refletir sobre as mudanças que a família tem vivenciado no contexto social. Procura

Leia mais

Artigo Publicado na revista Eletrônica F@pciência, Apucarana-PR, v.1, n.1, 61-66, 2007. INCLUSÃO DIGITAL

Artigo Publicado na revista Eletrônica F@pciência, Apucarana-PR, v.1, n.1, 61-66, 2007. INCLUSÃO DIGITAL Artigo Publicado na revista Eletrônica F@pciência, Apucarana-PR, v.1, n.1, 61-66, 2007. Resumo INCLUSÃO DIGITAL Leandro Durães 1 A inclusão digital que vem sendo praticada no país tem abordado, em sua

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 30 h/a Prática: 30 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

CORPOREIDADE, BELEZA E DIVERSIDADE. Profª Drª Kiusam Regina de Oliveira São Paulo, 27 de outubro de 2014.

CORPOREIDADE, BELEZA E DIVERSIDADE. Profª Drª Kiusam Regina de Oliveira São Paulo, 27 de outubro de 2014. CORPOREIDADE, BELEZA E DIVERSIDADE Profª Drª Kiusam Regina de Oliveira São Paulo, 27 de outubro de 2014. DEDICATÓRIA Para todas as crianças negras e de classes populares que são vítimas das atrocidades

Leia mais

SEXISMO EM MEIO ESCOLAR

SEXISMO EM MEIO ESCOLAR SEXISMO EM MEIO ESCOLAR Seminário Évora Sexismo Avaliação negativa e atos discriminatórios baseados no sexo, no género ou na orientação sexual Historicamente marcado por relações de poder dos homens sobre

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA ELEMENTOS COMPLEMENTARES NO COTIDIANO ESCOLAR

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA ELEMENTOS COMPLEMENTARES NO COTIDIANO ESCOLAR EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIDADANIA ELEMENTOS COMPLEMENTARES NO COTIDIANO ESCOLAR LUZ, Janes Socorro da 1, MENDONÇA, Gustavo Henrique 2, SEABRA, Aline 3, SOUZA, Bruno Augusto de. 4 Palavras-chave: Educação

Leia mais

Informativo Fundos Solidários nº 13

Informativo Fundos Solidários nº 13 Informativo Fundos Solidários nº 13 Em dezembro de 2014, em Recife, Pernambuco, foi realizado o 2º seminário de Educação Popular e Economia Solidária. Na ocasião, discutiu-se sobre temas relevantes para

Leia mais

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo)

Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Artigo: Educação e Inclusão: Projeto Moral ou Ético. Autora: Sandra Dias ( Buscar na internet o texto completo) Os ideais e a ética que nortearam o campo da educação Comenius: A educação na escola deve

Leia mais

Dalriliane Schultz Josilda Silva Juliana Turibio Maria Nhyara Fernanda K. Halila Cecilia Hauresko

Dalriliane Schultz Josilda Silva Juliana Turibio Maria Nhyara Fernanda K. Halila Cecilia Hauresko O PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO NA ESCOLA: ANALISE DOS PPP DO COLÉGIO ESTADUAL PADRE CHAGAS E COLÉGIO ESTADUAL DO CAMPO DA PALMEIRINHA, PELO PIBID- GEOGRAFIA 1 Resumo: Dalriliane Schultz Josilda Silva Juliana

Leia mais

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos!

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! Documento final aprovado por adolescentes dos Estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, do Mato Grosso,

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES RACIAIS/ÉTNICAS

EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES RACIAIS/ÉTNICAS EDUCAÇÃO INFANTIL E RELAÇÕES RACIAIS/ÉTNICAS Maria Aparecida Silva Bento Doutora em Psicologia Social pela USP Diretora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades Este resumo está ancorado

Leia mais

Curso de Especialização Educação Infantil 2ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS

Curso de Especialização Educação Infantil 2ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS Curso de Especialização Educação Infantil 2ª Edição EMENTA DAS DISCIPLINAS Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem da Criança de 0 a 5 anos Docente do Curso Gilza Maria Zauhy Garms Total da Carga

Leia mais

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X DA INVISIBILIDADE AFROBRASILEIRA À VALORIZAÇÃO DA DIVERSIDADE

Leia mais

DESMISTIFICANDO JARGÕES, PIADAS, PROVÉRBIOS E DITOS POPULARES SOBRE AS PESSOAS NEGRAS

DESMISTIFICANDO JARGÕES, PIADAS, PROVÉRBIOS E DITOS POPULARES SOBRE AS PESSOAS NEGRAS DESMISTIFICANDO JARGÕES, PIADAS, PROVÉRBIOS E DITOS POPULARES SOBRE AS PESSOAS NEGRAS AMARAL, Amilton da Silva. EMUG/NHN. amiltonnh@hotmail.com Este relato é decorrente do Curso de Relações Raciais e Educação

Leia mais

PLURALIDADE CULTURAL E INCLUSÃO NA ESCOLA Uma pesquisa no IFC - Camboriú

PLURALIDADE CULTURAL E INCLUSÃO NA ESCOLA Uma pesquisa no IFC - Camboriú PLURALIDADE CULTURAL E INCLUSÃO NA ESCOLA Uma pesquisa no IFC - Camboriú Fernando Deodato Crispim Junior 1 ; Matheus dos Santos Modesti 2 ; Nadia Rocha Veriguine 3 RESUMO O trabalho aborda a temática da

Leia mais

No final desse período, o discurso por uma sociedade moderna leva a elite a simpatizar com os movimentos da escola nova.

No final desse período, o discurso por uma sociedade moderna leva a elite a simpatizar com os movimentos da escola nova. 12. As concepções de educação infantil Conforme OLIVEIRA, a educação infantil no Brasil, historicamente, foi semelhante a outros países. No Séc. XIX tiveram iniciativas isoladas de proteção à infância

Leia mais

Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão SECADI/MEC Objetivo

Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão SECADI/MEC Objetivo Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão SECADI/MEC Objetivo Contribuir para o desenvolvimento inclusivo dos sistemas de ensino, voltado à valorização das diferenças e da

Leia mais