Capítulo 1 ESTRUTURA DA PELE. Conceitos

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Capítulo 1 ESTRUTURA DA PELE. Conceitos"

Transcrição

1 PELE E ANEXOS Estrutura da pele Anexos da pele Interacções metabólicas Termorregulação Pigmentação da pele Patologia da pigmentação Doenças da pele Acção dos raios ultra-violetas Queimaduras

2 Capítulo 1 ESTRUTURA DA PELE Conceitos Definição Constitui o revestimento do organismo que o protege do meio exterior Continua-se por uma mucosa ao nível dos organismos naturais No adulto o seu peso é de cerca de 4kg, constituindo cerca de 16% do peso do organismo A sua espessura vai de 0,5 a 5mm Funções Protecção contra microrganismos e lesões Regulação da temperatura corporal Recepção de sensações ambientais como dor, tacto e temperatura Excreção Absorção de radiações ultravioletas Divide-se em epiderme, derme e hipoderme Fig.1.1- Camadas da derme Cortesia de J.P.Barbet Faculte de Medecine Cochin Port-Royal

3 Epiderme Organização geral É a camada superficial da pele, que cobre integralmente A transição com as mucosas (bucal, nasal, anogenital, etc.) faz-se sem solução de continuidade Está separada da derme por uma membrana basal É um planalto celular deprimido na sua face profunda por digitações da derme superficial A face superficial da epiderme é plana, crivada de orifícios As regiões palmo-plantares são percorridas por sulcos e cristas correspondentes aos dermatoglifos, usados nas impressões digitais Fig. 1.2 Organização da epiderme

4 Queratinocitos e sua organização Queratinocitos A epiderme tem quatro tipos de células queratinocitos, melanocitos, células de Langerhans e células de Merckel Os queratinocitos são a população maior com a qual se misturam os outros tipos celulares em localizações específicas Organizam-se em quatro camadas Fig. 1.3 Camadas da epiderme Cortesia de J.P.Barbet Faculte de Medecine Cochin Port-Royal

5 Camada basal ou extracto germinativo São células cilíndricas dispostas em paliçada interrompidas por melanocitos Espaços intercelulares irregulares Observam-se filamentos intermediários (tonofilamentos) isolados que correm ao longo da placa dos desmosomas e terminam nos hemidesmosomas Há divisões celulares frequentes que ocorrem quase sempre de noite Camada espinhosa ou corpo de Malpighi Tem 5 a 6 camadas de células poliédricas achatadas que se achatam à medida que se aproximam da superfície Há divisão celular mais visível na parte profunda Tem mais tonofilamentos que irradiam para fora dando um aspecto espinhoso À medida que os queratinocitos se movem para a superfície, os tonofilamentos agrupam-se em tonofibrilhas Camada granulosa 1 a 5 camadas de células achatada Contem grãos de queratohialina, basófilos À medida que sobem, organelos, os núcleos degeneram e a membrana celular densificase Cortesia de J.P.Barbet Fig.1.4 Camada de Malpighi

6 Camada córnea Tem três zonas zona lúcida, existente apenas nas peles espessas, zona compacta e zona de descamação Tem opacidades com filamentos em fita (fibras de queratina) As células mais superficiais perdem os desmosomas e descamam-se Encontram-se micrografias destas camadas em Melanocitos Pertencem ao sistema pigmentar derivado das cristas neurais São células cujos prolongamentos se estendem das áreas superficiais das células e penetram nos espaços intercelulares da camada espinhosa A tirosinase elaborada no RER é empaquetada no Golgi em grânulos, os melanosomas (fig 1.6) Cortesia de Roger Wagner

7 microscopia electrónica dum melanocito Cortesia de Bernard Poletto

8 Fig Melanocitos Células de Langerhans Pertencem ao sistema dos fagócitos mononucleados Existem nas camadas profundas da derme Têm actividade ATPásica Não têm tonofilamentos nem desmossomas Contêm os grânulos de Birbeck, ligados à membrana, em forma de bastonete e ligados a uma vesícula, assemelhando uma raquete de ténis Têm um papel imunitário no quadro do SALT( Skin Associated Lymphoid tissue) São células capazes de captar un antigénio penetrante (antigénios infecciosos) e de os apresentar aos linfocitos T Células de Merkel Têm desmosomas Contêm granulações características, correspondendo talvez a granulações pós-sinápticas São receptores da sensibilidade táctil Basal dermo-epidérmica Desempenha um papel fundamental na manutenção da coesão da pele Une a derme aos queratinocitos, melanocitos e células de Merkel

9 Queratinização Como os queratinocitos se descamam continuamente na superfície da pele, devem renovar-se constantemente, o que se consegue pela actividade mitótica dos queratinocitos da camada basal Os queratinocitos dividem-se â noite Na camada basal as células indiferenciadas e as do plano imediatamente acima dividemse continuamente durante a noite Metade destas células progride para cima e diferenciam-se As outras células continuam a dividir-se Na camada espinhosa, as células passam de colunares a cúbicas Estes queratinocitos diferenciados segregam queratina que se agrega em tonofilamentos Os tonofilamentos condensam-se em desmosomas que ligam os queratinocitos Na camada granulosa, enzimas induzem a degradação do núcleo e organelos Os grânulos de queratohialina amadurecem a queratina e formam uma matriz amorfa Os grânulos revestindo a membrana ligam-se à membrana celular e libertam um lipido que contem cimento Na camada córnea os queratinocitos mortos (corneocitos) são envolvidos por uma membrana espessa contendo uma matriz com tonofibrilhas de queratina Õs corneocitos descamam e são eliminados Camada basal BASAL Divisão celular à noite Diferenciação os queratinocitos ESPINHOSA Queratina Agregação Tonofilamentos Agregação Desmossomas(ligam queratinocitos) GRANULOSA Degradação celular Corneocitos Fig. 1.6 Queratinização Descamação

10 Cortesia de J.P. Barbet Fig Queratinização Células indiferenciadas Queratinocitos Corneocitos Descamação Fig Mecanismo da descamação

11 Derme Origem mesoblástica Tecido conjuntivo rico em vasos Contem as glândulas anexas, folículos pilosos e corpúsculos tácteis Camada subepitelial Mais superficial Zona das papilas dérmicas As fibras de colagénio formam uma rede laxa Muito vascularizada Fibras elásticas muito finas, perpendiculares à junção dermo - epidérmica Camada reticular Mais profunda Mais densa Fibras de colagénio em feixe Fibras elásticas em plexos Papilas The stratum papillare creates a well-defined, wave-shaped border to the epidermis. 1 Stratum papillare 2 Basal membrane 3 Basal cells 4 Epidermis Fig Derme Hipoderme É constituída por tecido conjuntivo - adiposo com lobos subdivididos em lóbulos adiposos Separa a derme dos planos aponevrótico ou periósticos e do tecido celular subcutâneo

12 Vascularização Comporta artérias subcutâneas que dão artérias em candelabro para a superfície e depois um plexo subpapilar de artérias papilares e metaarteríolas Há numerosas redes anastomóticas A drenagem é assegurada por elementos venosos organizados em dois plexos superficiais e dois plexos profundos Enervação A enervação é motora simpática e sobretudo sensitiva com receptores cutâneos Vídeo BIBLIOGRAFIA Fisiologia da pele n.htm Estrutura da pele Ilustrações estrutura da pele Melanocitos pt.htm

13 Queratinização Vídeo estrutura da pele

14 Capítulo 2 ANEXOS DA PELE Pelos Se bem que nos outros mamíferos, a sua grande função é preservà-los do frio, no homem o seu papel é muito mais reduzido Os cabelos protegem contra a luz do sol e o desperdício de calor As pestanas abrigam os olhos Os pelos do nariz filtram o pó Folículos pilosos São os órgãos a partir dos quais se desenvolvem os pelos Surgem de invaginações da derme que invadem a epiderme, a hipoderme ou ambas A sua base alarga-se para formar o bulbo piloso As terminações nervosas enrolam-se à volta do folículo, formando o plexo da raiz do pelo A papila dérmica é uma saliência em forma de mamilo situada na base do bulbo. A papila é vascularizada e enervada A parede do folículo é revestida por uma bainha de tecido conjuntivo, derivada da derme e uma de tecido epitelial, resultante de uma invaginação da epiderme A bainha de tecido epitelial tem duas bainhas, externa e interna Estas duas bainhas adelgaçam-se à medida que se aproximam da base do bulbo, fundindo-se para cobrir a papila A parede celular da papila forma a matriz do pelo onde se produzem as celulas basais y%20system.ppt.htm Cortesia de Dr. Roger C. Wagner Dept. of Biological Sciences University of Delaware

15 cortesia de Murray Jensen Fig. 2.1 Foliculo piloso Queratina São os componentes estruturais do cabelo, cornos, unhas, penas, pele e lã. A sua estrutura é altamente hierarquizada. Vejamos como exemplo a estrutura do cabelo. O cabelo tem cerca de 2A o de diâmetro e é constituído por células mortas que contêm feixes de macrofibrilhas (2000 A o de diâmetro) orientadas paralelamente à fibra do cabelo. As macrofibrilhas são constituídas por microfibrilhas (80 A o de largura).

16 Qual a estrutura molecular que justifica esta organização? As cadeias peptidicas têm em quase toda a sua extensão uma configuração em hélice a interrompida de quando em quando por curtas cadeias com distribuição ao acaso. Duas hélices dirigidas para a direita enrolam-se uma sobre a outra para formar uma dupla hélice chamada super-enrolamento ou superhélice. Duas superhélices enrolam-se em conjunto para formar uma protofibrilha, que se enrolam entre si para formar microfibrilhas e depois macrofibrilhas Fig.2.2- Formação das macrofibrilhas Hélice enrolamento Hélice dupla enrolamento de duas Protofibrilhas enrolamento de várias Microfibrilhas enrolamento de várias Macrofibrilhas Esta organização é mantida por ligações cruzadas constituídas por ligações S-S entre resíduos de cisteina As queratinas são moles ou duras conforme o número de ligações cruzadas Estrutura do pelo Produzido pelo folículo piloso Constituído por células queratinizadas fundidas Tem uma queratina dura, diferente da queratina mole da pele, pois que é mais sólida e mais durável As células não se descamam As principais partes do pelo são a raiz alojada na bainha epitelial externa e a haste, exterior à pele

17

18 Fig. 2.3 Estrutura do folículo piloso Haste Três porções cilíndricas concêntricas Medula Zona central Grandes células poliédricas Córtex Células com filamentos de queratina Melanina oxidada total (pelos pretos) ou parcialmente (pelos ruivos) Cutícula Células achatadas, queratinizadas, semelhantes à camada córnea Raiz Partes idênticas às da haste mais as camadas epiteliais

19 Camada epitelial externa Mesmas camadas da epiderme Tal como na epiderme na parte profunda só há a camada germinativa Camada epitelial interna Três achatadas e camadas concêntricas camada de Henle com células cúbicas, camada de Huxley com células pavimentosas e a cutícula Matriz Zona de proliferação a partir da qual se diferenciam as diferentes células As células mais centrais originam as células da medula As células ligeiramente periféricas originam as células do córtex As células mais periféricas originam as da cutícula Formação do pelo À medida que as células se deslocam da medula para a cutícula sintetizam-se filamentos de queratina e grânulos de tricohialina( semelhantes aos de queratohialina) Os grânulos rompem-se libertando uma substancia amorfa onde estão os filamentos de queratina Dispersos entre os grânulos da matriz encontram-se os melanosomas Crescimento dos pelos É descontínuo oscilam períodos de crescimento com períodos de repouso As hormonas definem uma distribuição diferente dos pelos no homem e na mulher Quando um pelo é arrancado as células da bainha externa tornam-se activas e reconstroem a matriz Musculo erector do pelo Cada folículo está associado a um feixe de células musculares lisas, o musculo erector dos pelos Os folículos estão implantados obliquamente Quando se contraem, o músculo endireita o folículo e eleva a haste do pelo e a pele que o rodeia, dando o aspecto de pele de galinha Vídeo

20 Unhas Modificação escamosa da epiderme que forma uma cobertura de protecção na falange distal dos dedos das mãos e dos pés Contêm queratina dura Morfologia Tem uma extremidade livre, um corpo e uma raiz As camadas profundas da epiderme (basal e espinhosa) estendem-se sob a unha e formam o leito da unha A parte proximal, espessa, do leito da unha, a matriz da unha é responsável pelo seu crescimento Os bordos proximal e laterais da unha são cobertos por uma prega cutânea, a prega ungueal A prega ungueal proximal ultrapassa o corpo da unha cutícula ou eponiquio

21 Fig Estrutura das unhas

22 Crescimento À medida que as células produzidas pela matriz se aproximam da superfície, tornam-se cada vez mais queratinizadas O corpo da unha escorrega sobre o leito para a extremidade do dedo Cor As unhas apresentam normalmente uma cor rósea devido aos capilares da derme A região que repousa sobre a parte mais espessa da matriz tem a forma de um crescente branco lunula Patologia Quando o sebo obstrui o canal surge um ponto branco que quando se oxida passa a ponto negro O acne resulta de obstrução dos canais, muitas vezes seguida de inflamação A seborreia é devida a uma secreção excessiva das glândulas sebáceas Glândulas sebáceas Localização Encontram-se em todo o corpo excepto palma das mãos e planta dos pés São pequenas no tronco e membros e grandes na face, pescoço e parte superior do peito Secreção São glândulas exócrinas holócrinas O produto de secreção é o sebo, substancia oleosa constituída por lípidos e restos celulares provenientes da degradação de células glandulares É habitualmente segregado para o folículo piloso excepto nas regiões como a face em que não existem, sendo segregado nesse caso para um poro da superfície A secreção é estimulada por hormonas, particularmente pelos androgénios A sua actividade é fraca na infância Não são bem conhecidas as funções do sebo Morfologia Compõem-se de alvéolos arredondados que em conjunto se assemelham a um cacho de uvas O canal excretor é curto As células mais externas ou células basais são pequenas e achatadas

23 São as células germinativas As células deslocam-se para o centro do alvéolo e crescem ao mesmo tempo que se enchem de gotas de lípidos Os núcleos degradam-se e desaparecem As células rebentam e libertam o sebo Cortesia de Dr. Roger C. Wagner Dept. of Biological Sciences University of Delaware

24 Fig Glândulas sebaceas Patologia Quando o sebo obstrui o canal surge um ponto branco que quando se oxida passa a ponto negro O acne resulta de obstrução dos canais, muitas vezes seguida de inflamação A seborreia é devida a uma secreção excessiva das glândulas sebáceas

25 Glândulas sudoríparas Glândulas écrinas Definição e localização São glândulas merócrinas Existem em toda a superfície da pele Mais abundantes na palma das mãos e plantas dos pés Glândulas tubulares constituída por uma parte secretora enovelada, o glomérulo situada na parte profunda da derme e dum canal rectilíneo que desemboca na epiderme por um poro Glomérulo Epitélio simples Constituído por células claras, células sombrias e células mioepiteliais As células claras, pobres em organelos, participam no transporte de águia e iões As células sombrias contêm grãos de secreção glicoproteica As células mioepiteliais asseguram a evacuação do suor pela sua contracção(fig. 2.8) Fig.2.6 glandulas sudoriparas Canal excretor Longo, estreito, espiralado abre-se por um poro à superfície da pele Na derme a sua parede é formada por um epitélio estratificado cúbico Na epiderme o lume é delimitado por queratinocitos

26 Suor O suor primitivo é um ultrafiltrado do plasma As células do canal excretor reabsorvem electrólitos, formando um suor definitivo, hipotónico Glândulas apócrinas Localização Regiões axilar, inguinal, ano-genital, aréola mamaria e canal auditivo externo Estão encaixadas nas regiões mais profundas da derme e hipoderme Morfologia Glândulas alveolares ou tubulo-alveolares O elemento secretor é um tubo de lume muito largo bordeado por células prismáticas cujo citoplasma tem grânulos de secreção Tem também células mioepiteliais O canal caminha perto de um folículo piloso e abre-se na epiderme ou na bainha de um pelo Secreção É hormonodependente, começando no inicio da puberdade A secreção contem lípidos e proteínas São um pouco viscosas Cor leitosa ou amareladas São inodoras mas a acção das bactérias existentes na superfície da pele oxidam a matéria orgânica, dando-lhe um cheiro próprio, por vezes desagradável, constituindo o odor corporal BIBLIOGRAFIA Estrutura dos pelos pt.htm

27 Ilustrações estrutura dos pelos Vídeo- pelos Estrutura das unhas Ilustrações estrutura das unhas Glândulas sebáceas pt.htm Glândulas sudoriparas

28 Capítulo 3 INTERACÇÕES METABOLICAS Vitamina A Estrutura A vitamina A é o retinol O beta caroteno assim como os outros carotenos são provitaminas A cortesia de R. A. Bowen Department of Biomedical Sciences, ARBL Colorado State University Fig. 3.1 Formulas da vitamina A e derivados Metabolismo O retinol circula no plasma ligado a uma proteína, a RBP (Retinol Binding Protein) Nas células alvo liga-se a uma proteína transportadora, a CRBP (Cellule Retinol Binding Protein) O retinol transforma-se em acido retinoico No núcleo o acido retinoico liga-se a receptores que modulam a acção de vários genes como o da laminina e de algumas queratinas

29 SANGUE Retinol RBP CELULA Retinol RBP CRBP Retinol-CRBP Acido retinoico NUCLEO Fig 3.2 Metabolismo do retinol Acção do retinol Diminuição da estratificação e produção de revestimentos córneos Aumenta a proporção pequenas queratinas/grandes queratinas Carência em retinol As superfícies mucociliares transformam-se em epitélio escamoso estratificado Como consequência diminuem as secreções mucosas e sua actividade antimicrobiana As camadas superficiais não se regeneram acumulando-se queratina Como consequência do declínio das secreções mucosas e perda da integridade celular com acumulação de queratina, diminui a resistência à invasão de organismos patogénicos O sistema imunitário também é comprometido Surgem sinais de xerose (secura e impermeabilidade) e descamação Ácidos gordos insaturados Na ausência dos ácidos gordos essenciais a pele deixa de ser totalmente impermeável É possível que a carência actue sobre o metabolismo dos eicosanoides Metabolismo Vitamina D A pele contem uma provitamina D, o 7-deidrocolesterol As radiações ultravioletas transformam-no na vitamina D3 Esta é hidroxilada no fígado e no rim para dar o calcitriol

30 7-dehidrocolesterol PELE Sol Colecalciferol FIGADO 25-hidroxicolecalciferol RIM 1,25-dihidroxicolecalciferol

31 Fig. 3.3 metabolismo da vitamina D cortesia de R. A. Bowen Department of Biomedical Sciences, ARBL Colorado State University

32 Acção na pele Os queratinocitos têm receptores para a vitamina D3 Quanto menos diferenciados mais receptores têm Favorece a síntese de queratina pelos queratinocitos Hormonas esteroides Cortisol Favorece a diferenciação terminal dos queratinocitos Aumenta a queratinização Favorece a actividade dos fibroblastos Esteroides sexuais Modulam a estrutura da hipoderme Influenciam a espessura da derme Facilitam o crescimento das faneras Activadores da adenilciclase Os activadores da adenilciclase favorecem a proliferação dos queratinocitos É o caso da adrenalina e da toxina da cólera Factores de crescimento EGF e TGF O EGF (Epidermal Growth Factor) e o TGFa intervêm nas lesões cutâneas Actuam sobre receptores dos queratinocitos aumentando a frequência das mitoses nas camadas germinativas O EGF estimula os fibroblastos e o TGFa inibe Hormona do crescimento Actua através das somatomedinas A diminuição da sua secreção é um dos factores do envelhecimento cutaneo

33 Capítulo 4 TERMOREGULAÇÃO Termorregulação A homeostase da temperatura do organismo a 37º é vital para muitas reacções bioquímicas Os animais homeotérmicos são capazes de conservar a sua temperatura interna dentro de limites relativamente estreitos, devido à possibilidade de equilibrarem a produção de calor com as perdas para o meio ambiente O calor pode perder-se por radiação, condução, convexão ou evaporação Fig Perdas de calor pela pele Reproduzido de Ana Paula Carneiro Controlo homeostático do organismo humano Escolar Editora Estas perdas de calor são muito atenuadas por uma camada isoladora de tecidos subcutâneos, nomeadamente o tecido adiposo, embora o isolamento não seja suficiente a partir de certas temperaturas. Termorreceptores Há termorreceptores periféricos e viscerais No sistema nervoso há neurónios termosensíveis. Alguns neurónios detectam pequenas variações de temperatura medulares

34 Respostas a descidas de temperaturas Para evitar a perda de calor por irradiação há vasoconstrição periférica, contracção dos músculos erectores dos pelos e inibição da transpiração Há ainda aumento do tono muscular com o aparecimento de arrepios e termogénese química devido ao aumento da glicólise pela acção da adrenalina Quando a exposição ao frio é prolongada, o hipotálamo segregará mais TRH que levará a uma maior produção de tiroxina Reproduzido de Ana Paula Carneiro Controlo homeostático do organismo humano Escolar Editora Fig 4.2 Regulação da temperatura Respostas a aumentos da temperatura Surge um grande aumento da sudação. A perda de sódio pelo suor vai estimular a aldosterona que diminuirá a excreção de sódio pelo suor. Há ainda vasodilatação periférica e aumento dos movimentos respiratórios superficiais (respiração ofegante)

35

36 Fig 4.3 Resposta a aumentos de temperatura Reproduzido de Ana Paula Carneiro Controlo homeostático do organismo humano Escolar Editora Fluxo sanguíneo A temperatura da pele é altamente dependente do fluxo sanguíneo A retracção ou dilatação dos vasos sanguíneos provoca grandes alterações do fluxo sanguíneo Pela acção do simpático as anastomoses arteriovenosas desviam o sangue para o plexo venoso superficial, podendo-se perder calor por convexão ou irradiação Fig 4.4 Acção do fluxo sanguineo

37 Transpiração O suor arrefece a pele por evaporação A água absorve uma grande quantidade de calor corporal evaporando-se à superfície da pele, contribuindo assim para arrefecer o organismo. Cada grama de água que se evapora na pele consome 0,6 cal Existe sempre no organismo a evaporação continua de água proveniente dos pulmões, mucosa bucal e pele. É a perda insensível de água correspondendo a um desperdício insensível de calor por evaporação. Quando a temperatura corporal aumenta esta evaporação torna-se um processo activo e sensível pela transpiração. A actividade física intensa pode acarretar um aumento de temperatura de 2 a 3º. Este aumento de temperatura é compensado pela transpiração que produz 1 a 2 litros de suor por dia, consumindo 600 a 1200 cal. BIBLIOGRAFIA

38 Capítulo 5 PIGMENTAÇÃO DA PELE A cor da pele deve-se essencialmente a um pigmento, a melanina, embora também influenciem a hemoglobina e os carotenos A melanina encontra-se nos melanocitos O corpo celular, colocado nas camadas basais da epiderme, tem numerosos prolongamentos ramificados Estes prolongamentos dispersam-se entre os queratinocitos terminando sobre a superficie destes Fig Melanocitos A unidade epidérmica de melanização é o conjunto de um melanocito com os queratinocitos com que contactou Tem organelos, os melanosomas, onde se sintetiza a melanina Os melanocitos têm a sua origem na crista neural como melanoblastos Os melanoblastos migram para a epiderme, aparecendo como melanocitos a partir da 11ª semana Melaninas São produzidas quase exclusivamente pelos melanocitos por adição ou condensação de monómeros formados a partir da tirosina (eumelanina) ou da tirosina e cisteina( feomelanina) pela acção da tirosinase

39 A neuromelanina, existente na substancia negra do cérebro,não é sintetizada nos melanocitos A eumelanina é negro-acastanhada e a eumelanina vermelho- amarelada Fig 5.2 Melaninas A activação do receptor da melanocortina 1(MCR1) promove a transformação da feomelanina em eumelanina. Proteínas da membrana dos melanosomas contribuem para a difusão dos pigmentos nos melanosomas. Há um gradiente no numero e tamanho dos melanosomas nas peles claras, intermédias e escuras. Formação dos melanosomas Formam-se a partir de duas fontes retículo liso e retículo rugoso No retículo liso formam-se pré - melanosomas por coalescência de vesículas. No RER e Golgi sintetiza-se a tirosinase e outros enzimas que são empacotados em vesículas que se fundem com os pré-melanosomas Transferência para os queratinocitos Vesículas com melanina desprendem-se e dirigem-se para os prolongamentos do melanocito Os prolongamentos são englobados pelos queratinocitos por endocitose Os lisossomas degradam as vesículas e a melanina espalha-se pelas células Acção da MSH A MSH ou hormona melanoestimulante é uma hormona hipofisaria que provoca aumento de tamanho e arborização dos melanocitos A MSH entra nas células por endocitose mediada por receptores

40 Acção dos raios ultravioletas A acção estimulante dos U.V. não se deve a um aumento da síntese da melanina mas a uma maior actividade endocitária dos queratinocitos Em exposições muito prolongadas, aumenta o número de melanocitos Cor da pele raça e genética Conceitos A cor da pele pode variar de negro a branco em diferentes povos Em geral esta diferença tem a haver com os antepassados os antepassados tendo vivido em regiões com muito sol têm a pele escura, ao contrario dos tendo vivido em regiões menos soalheiras Nos brancos os melanosomas estão dispersos em elementos isolados Nos negros os melanosomas estão aglomerados Alem disso os negros têm eumelanina e os brancos feomelanina Nos negros não há melanoma maligno nem fotosensibilidade Os loiros têm poucas melaninas, pràticamente alguma feomelanina Os ruivos têm abundante feomelanina Os grisallhos têm pouco pigmentos e os cabelos com espaços com ar Genética A cor da pele é determinada por 4 a 6 genes que operam em dominância incompleta Cada cópia de cada gene é herdada do pai e da mãe Cada gene pode ter diferentes alelos, justificando assim uma grande variedade na cor da pele Evolução O primata humano terá tido provavelmente as suas origens na savana africana Não seria protegido por grandes pelos Verosimilmente a pele seria negra Quando alguns se deslocaram para altas latitudes norte surgiu a mutação para branco, pois a cor negra implicava uma situação metabólica muito desfavorável a resistência aos ultravioletas não permite a transformação da provitamina D da pele em vitamina D Antes das migrações em massa dos últimos 500 anos a pele escura estava concentrada no hemisfério sul próximo do equador BIBLIOGRAFIA

Sistema Tegumentar. apparatus. A hipoderme, tecido conjuntivo frouxo contendo quantidades variáveis de gordura, sublinha a pele.

Sistema Tegumentar. apparatus. A hipoderme, tecido conjuntivo frouxo contendo quantidades variáveis de gordura, sublinha a pele. Sistema Tegumentar 1- TEGUMENTO: O tegumento, composto pela pele e seus anexos, glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas, pêlos e unhas, é o maior órgão e constitui 16% do peso corporal. Ele reveste todo

Leia mais

ANATOMIA HUMANA II. Roteiro Sistema tegumentar. Enfermagem SISTEMA TEGUMENTAR. Prof. Me. Fabio Milioni. Conceito Estruturas. Pele Anexos.

ANATOMIA HUMANA II. Roteiro Sistema tegumentar. Enfermagem SISTEMA TEGUMENTAR. Prof. Me. Fabio Milioni. Conceito Estruturas. Pele Anexos. ANATOMIA HUMANA II Enfermagem SISTEMA TEGUMENTAR Prof. Me. Fabio Milioni Roteiro Sistema tegumentar Conceito Estruturas Pele Anexos Funções 1 CONCEITO Estudo Microscópico Maior orgão do corpo humano Proporciona

Leia mais

Anatomia da pele. Prof. Dr. Marcos Roberto de Oliveira. marcos.oliveira@fadergs.edu.br

Anatomia da pele. Prof. Dr. Marcos Roberto de Oliveira. marcos.oliveira@fadergs.edu.br Anatomia da pele Prof. Dr. Marcos Roberto de Oliveira marcos.oliveira@fadergs.edu.br SISTEMA TEGUMENTAR: PELE E FÁSCIA Funções: proteção regulação térmica sensibilidade Sua espessura varia de 0.5mm nas

Leia mais

38 Por que o sol queima a nossa pele?

38 Por que o sol queima a nossa pele? A U A UL LA Por que o sol queima a nossa pele? Férias, verão e muito sol... Vamos à praia! Não importa se vai haver congestionamento nas estradas, muita gente na areia, nem mesmo se está faltando água

Leia mais

Sistema Tegumentar. Arquitetura do Tegumento. Funções do Sistema Tegumentar Proteção 09/03/2015

Sistema Tegumentar. Arquitetura do Tegumento. Funções do Sistema Tegumentar Proteção 09/03/2015 Sistema Tegumentar Sistema Tegumentar É constituído pela pele, tela subcutânea e seus anexos cutâneos Recobre quase toda superfície do corpo Profa Elaine C. S. Ovalle Arquitetura do Tegumento Funções do

Leia mais

A pele é um sistema orgânico que, quando mantida sua integridade, tem como funções:

A pele é um sistema orgânico que, quando mantida sua integridade, tem como funções: CUIDADOS COM A PELE A pele é um sistema orgânico que, quando mantida sua integridade, tem como funções: Regular a temperatura do nosso corpo; Perceber os estímulos dolorosos e agradáveis; Impedir a entrada

Leia mais

Faculdade de Ciências Médicas Universidade Nova de Lisboa

Faculdade de Ciências Médicas Universidade Nova de Lisboa Sangue Nesta lâmina observa-se um esfregaço de sangue, que constitui um tipo de tecido conjuntivo fluído constituído por células emersas em matriz extracelular plasma. O plasma é uma solução aquosa de

Leia mais

II.4 - Histofisiologia dos Epitélios Glandulares:

II.4 - Histofisiologia dos Epitélios Glandulares: Capítulo 1: Parte 3 1 II.4 - Histofisiologia dos Epitélios Glandulares: O epitélio que participa principalmente da secreção está geralmente disposto em estruturas denominadas glândulas. As substâncias

Leia mais

COMO SURGEM OS TECIDOS

COMO SURGEM OS TECIDOS TECIDO EPITELIAL COMO SURGEM OS TECIDOS Nos seres de reprodução sexuada, que constituem a maioria dos organismos, todas as células surgem a partir de uma única célula, a célula-ovo. Esta sofre divisões

Leia mais

Faculdade Pitágoras Betim Curso de Enfermagem. Disciplina: FUNDAMENTOS TÉCNICOS E SEMIOLÓGICOS EM ENFERMAGEM. Enf. Wesley Vieira Andrade Betim 2012

Faculdade Pitágoras Betim Curso de Enfermagem. Disciplina: FUNDAMENTOS TÉCNICOS E SEMIOLÓGICOS EM ENFERMAGEM. Enf. Wesley Vieira Andrade Betim 2012 Faculdade Pitágoras Betim Curso de Enfermagem Disciplina: FUNDAMENTOS TÉCNICOS E SEMIOLÓGICOS EM ENFERMAGEM Enf. Wesley Vieira Andrade Betim 2012 ETAPA PONTOS 1 2 TIPO DE AVALIAÇÃO Oficial Individual Parcial

Leia mais

Níveis de. Organização do. Corpo Humano

Níveis de. Organização do. Corpo Humano Níveis de Organização do Corpo Humano No corpo humano existem vários grupos de células semelhantes entre si. Cada grupo constitui um TECIDO Semelhança de forma: todas destinam-se a uma função específica.

Leia mais

TECIDOS EPITELIAIS HISTOLOGIA

TECIDOS EPITELIAIS HISTOLOGIA TECIDOS EPITELIAIS HISTOLOGIA Tecidos: Células justapostas, nas quais o material intersticial é escasso ou inexistente. TECIDOS EPITELIAIS FUNÇÕES: PROTEÇÃO ABSORÇÃO E SECREÇÃO DE SUBSTÂNCIAS PERCEPÇÃO

Leia mais

Níveis de organização do corpo humano - TECIDOS. HISTOLOGIA = estudo dos tecidos

Níveis de organização do corpo humano - TECIDOS. HISTOLOGIA = estudo dos tecidos Níveis de organização do corpo humano - TECIDOS HISTOLOGIA = estudo dos tecidos TECIDOS Grupos de células especializadas, semelhantes ou diferentes entre si, e que desempenham funções específicas. Num

Leia mais

TRATAMENTO ESTÉTICO DA PELE NEGRA. Prof. Esp. Maria Goreti de Vasconcelos

TRATAMENTO ESTÉTICO DA PELE NEGRA. Prof. Esp. Maria Goreti de Vasconcelos TRATAMENTO ESTÉTICO DA PELE NEGRA Prof. Esp. Maria Goreti de Vasconcelos A etnia confere características herdadas que devem ser valorizadas na indicação de procedimentos e tratamentos e na avaliação de

Leia mais

Sistema tegumentar: pele e anexos

Sistema tegumentar: pele e anexos Sistema tegumentar: pele e anexos AULA 6 Meta da aula Identificar a pele como um órgão sensorial e de proteção. objetivos Esperamos que, após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de: Descrever

Leia mais

DISCIPLINA BIOLOGIA APLICADA ESCOLA NOVAERENSE

DISCIPLINA BIOLOGIA APLICADA ESCOLA NOVAERENSE DISCIPLINA BIOLOGIA APLICADA ESCOLA NOVAERENSE Prof. Thais Regina Silva Domingues DISCIPLINA BIOLOGIA APLICADA ESCOLA NOVAERENSE Thais Regina Silva Domingues Enfermeira da Estratégia Saúde da Família Pós-Graduanda

Leia mais

Histofisiologia Tecido epitelial

Histofisiologia Tecido epitelial Histofisiologia Tecido epitelial Profª Marília Scopel Andrighetti Origem ectoderma: epiderme, epitélios do nariz, boca e glândulas sebácea, mamária e salivar. mesoderma: endotélio (tecido que reveste os

Leia mais

MECANISMOS DE CONTROLE TÉRMICO

MECANISMOS DE CONTROLE TÉRMICO MECANISMOS DE CONTROLE TÉRMICO ZONA DE SOBREVIVÊNCIA Hipotermia HOMEOTERMIA Homeotermia (HOMEOSTASIA) Hipertermia ou Homeostasia Termogênese Termoneutralidade Zona de Conforto Térmico Temperatura corporal

Leia mais

TECIDOS. 1º ano Pró Madá

TECIDOS. 1º ano Pró Madá TECIDOS 1º ano Pró Madá CARACTERÍSTICAS GERAIS Nos animais vertebrados há quatro grandes grupos de tecidos: o muscular, o nervoso, o conjuntivo(abrangendo também os tecidos ósseo, cartilaginoso e sanguíneo)

Leia mais

EXERCÄCIOS DE HISTOLOGIA. 1- (PUC-2006) Associe o tipo de tecido animal Å sua correlaçéo:

EXERCÄCIOS DE HISTOLOGIA. 1- (PUC-2006) Associe o tipo de tecido animal Å sua correlaçéo: EXERCÄCIOS DE HISTOLOGIA 1- (PUC-2006) Associe o tipo de tecido animal Å sua correlaçéo: 1) Tecido Ñsseo compacto 2) Tecido Ñsseo esponjoso 3) Cartilagem hialina 4) Cartilagem elöstica 5) Cartilagem fibrosa

Leia mais

Gomagem e Esfoliação. Métodos e Técnicas Aplicadas à Estética Corporal I Profª. Mayara L. Vareschi

Gomagem e Esfoliação. Métodos e Técnicas Aplicadas à Estética Corporal I Profª. Mayara L. Vareschi Gomagem e Esfoliação Métodos e Técnicas Aplicadas à Estética Corporal I Profª. Mayara L. Vareschi Membrana que recobre toda a superfície corpórea Maior órgão do corpo humano (2m² e 4kg) Resistente e flexível

Leia mais

Sistema Nervoso. Divisão Anatômica e Funcional 10/08/2010. Sistema Nervoso. Divisão. Funções gerais. Sistema nervoso central (SNC)

Sistema Nervoso. Divisão Anatômica e Funcional 10/08/2010. Sistema Nervoso. Divisão. Funções gerais. Sistema nervoso central (SNC) Sistema Nervoso Divisão Anatômica e Funcional Sistema Nervoso Divisão Sistema nervoso central (SNC) Sistema nervoso periférico (SNP) Partes Encéfalo Medula espinhal Nervos Gânglios Funções gerais Processamento

Leia mais

Grupo de células que, em geral, tem umaorigem embrionária comum e atuam juntas para executar atividades especializadas

Grupo de células que, em geral, tem umaorigem embrionária comum e atuam juntas para executar atividades especializadas UNIVERSIDADE DE CUIABÁ NÚCLEO DE DISCIPLINAS INTEGRADAS DISCIPLINA: CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS I Considerações Gerais sobre HISTOLOGIA Professores: Ricardo, Lillian, Darléia e Clarissa UNIVERSIDADE DE CUIABÁ

Leia mais

COLÉGIO JARDINS. Aluno: Data: / / SÉRIE: 1º A( ) B( ) Profº Marcos Andrade

COLÉGIO JARDINS. Aluno: Data: / / SÉRIE: 1º A( ) B( ) Profº Marcos Andrade COLÉGIO JARDINS Aluno: Data: / / SÉRIE: 1º A( ) B( ) Profº Marcos Andrade TECIDO CONJUNTIVO I São aqueles que atuam nas funções de preenchimento de espaços entre órgãos, sustentação, defesa e nutrição.

Leia mais

Tecido Epitelial Glandular

Tecido Epitelial Glandular Tecido Epitelial Glandular Revestimento Glandular Tecido epitelial É constituído por células epiteliais especializadas na atividade de secreção As moléculas a serem secretadas são armazenadas em grânulos

Leia mais

Sistema Tegumentar Capítulo 11

Sistema Tegumentar Capítulo 11 Sistema Tegumentar Capítulo 11 1 FUNÇÕES mede 0,8 a 1,4mm, enquanto a da pele fina, 0,07 a 0,12mm. 8,9 O sistema tegumentar recobre o corpo, protegendo-o contra o atrito, a perda de água, a invasão de

Leia mais

Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física Adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira

Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física Adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Componentes do sistema imunitário Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física Adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Manual Merck Capítulo 167 O sistema imunitário é composto por células

Leia mais

newsletter IFD Cabelos cuidados Outubro 2012 Informação Técnica para Profissionais de Saúde SANINTER GRUPO INSTITUTO DE FORMAÇÃO DERMOCOSMÉTICA

newsletter IFD Cabelos cuidados Outubro 2012 Informação Técnica para Profissionais de Saúde SANINTER GRUPO INSTITUTO DE FORMAÇÃO DERMOCOSMÉTICA newsletter Outubro 2012 Cabelos cuidados Informação Técnica para Profissionais de Saúde IFD SANINTER GRUPO INSTITUTO DE FORMAÇÃO DERMOCOSMÉTICA 1. O cabelo e a sua fisiologia O cabelo é formado por duas

Leia mais

Trânsito de substâncias no corpo

Trânsito de substâncias no corpo A U A UL LA Atenção A voz do professor Trânsito de substâncias no corpo Nesta aula vamos produzir uma pequena revista. A partir das informações que irá recebendo, você vai escrever os textos (reportagens),

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana

Anatomia e Fisiologia Humana Componentes Vias Respiratórias A) Cavidades ou Fossas Nasais; B) Boca; C) Faringe; D) Laringe; E) Traqueia; F) Brônquios; G) Bronquíolos; H) Pulmões Cavidades ou Fossas Nasais; São duas cavidades paralelas

Leia mais

Peptídeo DESPIGMENTANTE com ação anti-mitf (MECANISMO INOVADOR)

Peptídeo DESPIGMENTANTE com ação anti-mitf (MECANISMO INOVADOR) TGP-2 PEPTÍDEO Oligopeptídeo 34 Peptídeo DESPIGMENTANTE com ação anti-mitf (MECANISMO INOVADOR) Comprovadamente ANTINFLAMATÓRIO: incidência de manchas decorrentes de processos inflamatórios; RETARDA O

Leia mais

Direcção-Geral da Saúde

Direcção-Geral da Saúde Assunto: PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA AS ONDAS DE CALOR 2008 RECOMENDAÇÕES SOBRE VESTUÁRIO APROPRIADO EM PERÍODOS DE TEMPERATURAS ELEVADAS Nº: 21/DA DATA: 07/08/08 Para: Contacto na DGS: Todos os Estabelecimentos

Leia mais

Professora: Ms Flávia

Professora: Ms Flávia Professora: Ms Flávia Sua principal função é: Transporte de nutrientes necessários à alimentação das células; Transporte de gás oxigênio necessário à respiração celular; Remoção de gás carbônico produzido

Leia mais

Tecido Conjuntivo. Prof Leonardo M. Crema

Tecido Conjuntivo. Prof Leonardo M. Crema Tecido Conjuntivo Prof Leonardo M. Crema Variedades de Tecido Conjuntivo Propriamente dito (frouxo, denso modelado e não modelado) Com propriedades especiais (tecido elástico, reticular, adiposo, mielóide,

Leia mais

Tecido sanguíneo. Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto

Tecido sanguíneo. Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto Tecido sanguíneo Prof. Msc. Roberpaulo Anacleto Transporte Regulação Proteção Funções do Sangue Sangue É um tecido conjuntivo especializado pois apresenta sua matriz extracelular totalmente fluida. O sangue

Leia mais

Placenta e Membranas Fetais. Prof. Daniela B. Hara

Placenta e Membranas Fetais. Prof. Daniela B. Hara Placenta e Membranas Fetais Prof. Daniela B. Hara 2009/2 Anexos embrionários no desenvolvimento humano Placenta e o cordão umbilical O córion O âmnio O saco vitelínico O alantóide Membranas fetais A parte

Leia mais

Sistema Nervoso. Msc. Roberpaulo Anacleto

Sistema Nervoso. Msc. Roberpaulo Anacleto Sistema Nervoso Msc. Roberpaulo Anacleto Tecido nervoso Anatomicamente o sistema nervoso esta dividido em: Sistema nervoso central (SNC) encéfalo e espinal medula Sistema nervoso periférico (SNP) nervos

Leia mais

A Moda do Bronzeado... Entre as duas grandes Guerras inicia-se a liberação feminina. Coco Chanel lança a moda do bronzeado.

A Moda do Bronzeado... Entre as duas grandes Guerras inicia-se a liberação feminina. Coco Chanel lança a moda do bronzeado. Histórico A Moda do Bronzeado... Entre as duas grandes Guerras inicia-se a liberação feminina. Coco Chanel lança a moda do bronzeado. A pele bronzeada tornou-se moda, sinal de status e saúde. Histórico

Leia mais

Externato Fernão Mendes Pinto A PELE. Esquema da pele, retirado da Internet. Rafael Galrão (3º ano) e Rita Farricha (4º ano)

Externato Fernão Mendes Pinto A PELE. Esquema da pele, retirado da Internet. Rafael Galrão (3º ano) e Rita Farricha (4º ano) Externato Fernão Mendes Pinto A PELE Esquema da pele, retirado da Internet Rafael Galrão (3º ano) e Rita Farricha (4º ano) INDICE 1. Como é feita a pele? 2. Para que serve a pele? 3. Cuidados a ter com

Leia mais

Histologia animal. Equipe de Biologia

Histologia animal. Equipe de Biologia Histologia animal Equipe de Biologia Tipos de tecidos animais Tecidos epiteliais Tecidos conjuntivos Tecidos musculares http://www.simbiotica.org/tecidosanimal.htm Tecido nervoso Tecidos epiteliais Apresenta

Leia mais

ESTUDO BASE 8 ANO. Prof. Alexandre

ESTUDO BASE 8 ANO. Prof. Alexandre ESTUDO BASE 8 ANO Prof. Alexandre FORMA E FUNÇÃO Natureza FORMA E FUNÇÃO Artificiais FORMA E FUNÇÃO Todos os objetos apresentam uma relação intíma entre sua forma e função Relação = FORMA/FUNÇÃO BIOLOGIA

Leia mais

INSTITUTO DOM FERNANDO GOMES APOSTILA DE BIOLOGIA (IV UNIDADE)

INSTITUTO DOM FERNANDO GOMES APOSTILA DE BIOLOGIA (IV UNIDADE) INSTITUTO DOM FERNANDO GOMES ALUNO (A): PROFESSOR (A): Rubiana SÉRIE: 9ºano APOSTILA DE BIOLOGIA (IV UNIDADE) Histologia é a ciência que estuda os tecidos do corpo humano, sua anatomia microscópica e sua

Leia mais

OSMORREGULAÇÃO um exemplo de regulação hormonal

OSMORREGULAÇÃO um exemplo de regulação hormonal OSMORREGULAÇÃO um exemplo de regulação hormonal A composição química do nosso meio interno está continuamente sujeita a modificações (principalmente devido ao metabolismo celular), pelo que é importante

Leia mais

OS SENTIDOS: O TATO, O PALADAR, O OLFATO, A AUDIÇÃO E A VISÃO PROF. ANA CLÁUDIA PEDROSO

OS SENTIDOS: O TATO, O PALADAR, O OLFATO, A AUDIÇÃO E A VISÃO PROF. ANA CLÁUDIA PEDROSO OS SENTIDOS: O TATO, O PALADAR, O OLFATO, A AUDIÇÃO E A VISÃO PROF. ANA CLÁUDIA PEDROSO ATRAVÉS DOS SENTIDOS TEMOS A CAPACIDADE DE PERCEBER O AMBIENTE EXTERNO AO NOSSO ORGANISMO. ISSO É POSSÍVEL DEVIDO

Leia mais

Regulação nervosa e hormonal Sistema nervoso Sistema hormonal Natureza das mensagens nervosas e hormonais Desequilíbrios e doenças

Regulação nervosa e hormonal Sistema nervoso Sistema hormonal Natureza das mensagens nervosas e hormonais Desequilíbrios e doenças Funcionamento e coordenação nervosa Regulação nervosa e hormonal Sistema nervoso Sistema hormonal Natureza das mensagens nervosas e hormonais Desequilíbrios e doenças No Sistema Nervoso as mensagens são

Leia mais

CAPÍTULO 6 TECIDO MUSCULAR

CAPÍTULO 6 TECIDO MUSCULAR CAPÍTULO 6 TECIDO MUSCULAR 1 Características Histológicas O tecido muscular é constituído por células alongadas que possuem grande quantidade de filamentos citoplasmáticos com proteínas contráteis. Esse

Leia mais

Fibro Edema Gelóide. Tecido Tegumentar. Epiderme. Epiderme. Fisiopatologia do FibroEdema Gelóide

Fibro Edema Gelóide. Tecido Tegumentar. Epiderme. Epiderme. Fisiopatologia do FibroEdema Gelóide Lipodistrofia Ginóide Estria Discromia Distúrbios inestéticos O termo "celulite" foi primeiro usado na década de 1920, para descrever uma alteração estética da superfície cutânea (ROSSI & VERGNANINI, 2000)

Leia mais

HISTOLOGIA TECIDOS BÁSICOS: TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO TECIDO EPITELIAL GLANDULAR

HISTOLOGIA TECIDOS BÁSICOS: TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO TECIDO EPITELIAL GLANDULAR HISTOLOGIA TECIDOS BÁSICOS: TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO TECIDO EPITELIAL GLANDULAR TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO TECIDO CONJUNTIVO DE PROPRIEDADES ESPECIAIS TECIDO CONJUNTIVO ESPECIALIZADO TECIDO

Leia mais

Tecidos Epiteliais Glandulares GLÂNDULAS EXÓCRINAS. 4. Acinos mucosos e mistos ou sero-mucosos na glândula salivar sublingual. GLÂNDULAS ENDOCRINAS

Tecidos Epiteliais Glandulares GLÂNDULAS EXÓCRINAS. 4. Acinos mucosos e mistos ou sero-mucosos na glândula salivar sublingual. GLÂNDULAS ENDOCRINAS Tecidos Epiteliais Glandulares GLÂNDULAS EXÓCRINAS 1. Glândula sudorípara na pele grossa. 2. Glândula sebácea + sudorípara na pele fina. 3. Acinos serosos + ductos na parótida 4. Acinos mucosos e mistos

Leia mais

Aparelho Genital Feminino

Aparelho Genital Feminino Aparelho Genital Feminino Função : Produz óvulos; Secreção de hormonas; Nutre e protege o desenvolvimento do feto. Constituição: Ovários; Trompas uterinas; Útero; Vagina; Órgãos genitais externos; Mamas.

Leia mais

Histologia Animal. - Estuda a classificação, estrutura, distribuição e função dos tecidos animais.

Histologia Animal. - Estuda a classificação, estrutura, distribuição e função dos tecidos animais. Histologia Animal - Estuda a classificação, estrutura, distribuição e função dos tecidos animais. - Tecidos: Grupamento de células harmonizadas e diferenciadas que realizam uma determinada função. - Principais

Leia mais

Tipo de itens. O sangue é o principal fluído que circula no organismo humano.

Tipo de itens. O sangue é o principal fluído que circula no organismo humano. Tipo de itens O sangue é o principal fluído que circula no organismo humano. 1. Quais são as suas principais funções? Transporte de nutrientes, defesa, regulação térmica e controlo 2. Quais os seus constituintes?

Leia mais

Tecido Conjuntivo. Histologia Geral Msc. Rafael Quirino Moreira

Tecido Conjuntivo. Histologia Geral Msc. Rafael Quirino Moreira Tecido Conjuntivo Histologia Geral Msc. Rafael Quirino Moreira Tecido Conjuntivo Estabelecimento e manutenção da forma do corpo Papel conferido pela Matriz Extracelular MEC principal constituinte do Tecido

Leia mais

28.03. As plaquetas são os elementos figurados do sangue responsáveis pela coagulação sanguínea.

28.03. As plaquetas são os elementos figurados do sangue responsáveis pela coagulação sanguínea. BIO 10E aula 28 28.01. Para fazer a defesa do organismo, alguns leucócitos podem atravessar a parede dos vasos sanguíneos e atuar no tecido conjuntivo. Este processo é denominado diapedese. 28.02. A coagulação

Leia mais

Câncer de Pele. Os sinais de aviso de Câncer de Pele. Lesões pré câncerigenas. Melanoma. Melanoma. Carcinoma Basocelular. PEC SOGAB Júlia Käfer

Câncer de Pele. Os sinais de aviso de Câncer de Pele. Lesões pré câncerigenas. Melanoma. Melanoma. Carcinoma Basocelular. PEC SOGAB Júlia Käfer Lesões pré câncerigenas Os sinais de aviso de Câncer de Pele Câncer de Pele PEC SOGAB Júlia Käfer Lesões pré-cancerosas, incluindo melanoma, carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. Estas lesões

Leia mais

Sistema nervoso Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico

Sistema nervoso Sistema Nervoso Central (SNC) Sistema Nervoso Periférico SISTEMA NERVOSO Sistema nervoso Funções: Coordena o funcionamento dos outros sistemas. Controla os movimentos (voluntários e involuntários). É responsável pela recepção de estímulos externos e pela resposta

Leia mais

EPITELIAL CONJUNTIVO MUSCULAR NERVOSO

EPITELIAL CONJUNTIVO MUSCULAR NERVOSO www.iaci.com.br BIOLOGIA Iaci Belo EPITELIAL CONJUNTIVO MUSCULAR NERVOSO Células justapostas com pouco material intercelular Ausência de vasos sanguíneos ou nervos Funções de revestimento e secreção NARINAS

Leia mais

SISTEMA CIRCULATÓRIO P R O F E S S O R A N A I A N E

SISTEMA CIRCULATÓRIO P R O F E S S O R A N A I A N E SISTEMA CIRCULATÓRIO P R O F E S S O R A N A I A N E Sistema circulatório O coração e os vasos sanguíneos e o sangue formam o sistema cardiovascular ou circulatório. A circulação do sangue permite o transporte

Leia mais

Sistema Circulatório. Sistema Circulatório. Ciências Naturais 9º ano

Sistema Circulatório. Sistema Circulatório. Ciências Naturais 9º ano Sistema Circulatório Índice Sangue Coração Ciclo cardíaco Vasos sanguíneos Pequena e grande circulação Sistema linfático Sangue Promove a reparação de tecidos lesionados. Colabora na resposta imunológica

Leia mais

Desportistas. Recomendações para Ondas de Calor. Saúde e Desenolvimento Humano

Desportistas. Recomendações para Ondas de Calor. Saúde e Desenolvimento Humano A prática regular e moderada da actividade física pode trazer benefícios substanciais para a saúde da população, como seja reduzir para metade o risco de doenças coronárias, baixar o risco de desenvolver

Leia mais

Biologia - 3ª Série Histologia Data: 13 de junho de 2007

Biologia - 3ª Série Histologia Data: 13 de junho de 2007 HISTOLOGIA Conceito: Ciência que estuda os tecidos. Tecido: Conjunto de células semelhantes que juntas anatomicamante, desempenham a mesma função. TECIDO EPITELIAL Características: células muito coesas

Leia mais

Células procarióticas

Células procarióticas Pró Madá 1º ano Células procarióticas Citosol - composto por 80% de água e milhares de tipos de proteínas, glicídios, lipídios, aminoácidos, bases nitrogenadas, vitaminas, íons. Moléculas de DNA e ribossomos

Leia mais

O corpo humano está organizado desde o mais simples até o mais complexo, ou seja, do átomo microscópico ao complexo organismo humano macroscópico.

O corpo humano está organizado desde o mais simples até o mais complexo, ou seja, do átomo microscópico ao complexo organismo humano macroscópico. 1 O corpo humano está organizado desde o mais simples até o mais complexo, ou seja, do átomo microscópico ao complexo organismo humano macroscópico. Note essa organização na figura abaixo. - Átomos formam

Leia mais

Algoritmos de Diagnóstico: DERMATOLOGIA

Algoritmos de Diagnóstico: DERMATOLOGIA Algoritmos de Diagnóstico: DERMATOLOGIA Algoritmos de Diagnóstico e de Auto-regulação Documento de Apoio Realizado por: Ana Isabel Leitão Ferreira Eng. Biomédica Narciso António Vaz Beça Eng. Biomédica

Leia mais

O CITOPLASMA E SUAS ORGANELAS

O CITOPLASMA E SUAS ORGANELAS O CITOPLASMA E SUAS ORGANELAS Citoplasma região entre a membrana plasmática e o núcleo (estão presentes o citosol e as organelas). Citosol material gelatinoso formado por íons e moléculas orgânicas e inorgânicas

Leia mais

Anatomia do Periodonto. Por Carlos Marcelo da Silva Figueredo,, DDS, MDSc,, PhD cmfigueredo@hotmail.com www.periodontiamedica.com

Anatomia do Periodonto. Por Carlos Marcelo da Silva Figueredo,, DDS, MDSc,, PhD cmfigueredo@hotmail.com www.periodontiamedica.com Anatomia do Periodonto Por Carlos Marcelo da Silva Figueredo,, DDS, MDSc,, PhD cmfigueredo@hotmail.com Periodonto Normal Anatomia macroscópica Anatomia microscópica Anatomia macroscópica Gengiva Ligamento

Leia mais

CITOPLASMA. Características gerais 21/03/2015. Algumas considerações importantes: 1. O CITOPLASMA DAS CÉLULAS PROCARIÓTICAS

CITOPLASMA. Características gerais 21/03/2015. Algumas considerações importantes: 1. O CITOPLASMA DAS CÉLULAS PROCARIÓTICAS CITOPLASMA Algumas considerações importantes: Apesar da diversidade, algumas células compartilham ao menos três características: Biologia e Histologia São dotadas de membrana plasmática; Contêm citoplasma

Leia mais

SISTEMA CIRCULATÓRIO

SISTEMA CIRCULATÓRIO SISTEMA CIRCULATÓRIO FUNÇÕES DO SISTEMA CIRCULATÓRIO: Transporte de substâncias : * Nutrientes para as células. * Resíduos vindos das células. *Gases respiratórios. * Hormônios. OBS: O sangue também pode

Leia mais

MEMBRANAS FETAIS. MEMBRANAS FETAIS (córion, âmnio, saco vitelino, alantóide) e PLACENTA - separam o feto do endométrio

MEMBRANAS FETAIS. MEMBRANAS FETAIS (córion, âmnio, saco vitelino, alantóide) e PLACENTA - separam o feto do endométrio MEMBRANAS FETAIS MEMBRANAS FETAIS (córion, âmnio, saco vitelino, alantóide) e PLACENTA - separam o feto do endométrio FUNÇÃO: Proteção,respiração, nutrição, excreção, produção de hormônios Local de trocas

Leia mais

Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi

Sistema Nervoso Professor: Fernando Stuchi Fisiologia Animal Sistema Nervoso Sistema Nervoso Exclusivo dos animais, vale-se de mensagens elétricas que caminham pelos nervos mais rapidamente que os hormônios pelo sangue. Mantido vivo pela eletricidade,

Leia mais

Prof. Rita Martins rita.martins@ibmr.br

Prof. Rita Martins rita.martins@ibmr.br Prof. Rita Martins rita.martins@ibmr.br Classificação: A. Tecidos conjuntivos embrionários: 1- Tecido Conjuntivo Mesenquimal (mesênquima) 2- Tecido Conjuntivo Mucoso B. Tecidos conjuntivos propriamente

Leia mais

CÉLULAS MUSCULAR Fibra Muscular. Membrana celular- SARCOLEMA Citoplasma- SARCOPLASMA REL RETÍCULO SARCOPLASMÁTICO Mitocôndrias- SARCOSSOMAS

CÉLULAS MUSCULAR Fibra Muscular. Membrana celular- SARCOLEMA Citoplasma- SARCOPLASMA REL RETÍCULO SARCOPLASMÁTICO Mitocôndrias- SARCOSSOMAS CÉLULAS MUSCULAR Fibra Muscular Membrana celular- SARCOLEMA Citoplasma- SARCOPLASMA REL RETÍCULO SARCOPLASMÁTICO Mitocôndrias- SARCOSSOMAS Diâmetro fibra muscular: músculo considerado; idade; sexo; estado

Leia mais

Sistema Nervoso. Aula Programada Biologia. Tema: Sistema Nervoso

Sistema Nervoso. Aula Programada Biologia. Tema: Sistema Nervoso Aula Programada Biologia Tema: Sistema Nervoso 1) Introdução O sistema nervoso é responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente. Sua função é perceber e identificar as condições ambientais externas,

Leia mais

- CURSO DE MAQUIAGEM -

- CURSO DE MAQUIAGEM - - CURSO DE MAQUIAGEM - Copyright -Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada destes materiais, no todo ou em parte, constitui violação do direitos autorais. (Lei nº 9.610). A PELE CONHECENDO

Leia mais

Diversas funções no organismo: revestimento, absorção, secreção. Tecido epitelial e tecido conjuntivo. Prof. Mauro. Quanto ao formato da célula:

Diversas funções no organismo: revestimento, absorção, secreção. Tecido epitelial e tecido conjuntivo. Prof. Mauro. Quanto ao formato da célula: TECIDO EPITELIAL Diversas funções no organismo: revestimento, absorção, secreção. Tecido epitelial e tecido conjuntivo Característica principal: Células justapostas, permitindo a existência de pouco material

Leia mais

Vasconcelos, DFP. Roteiro para Aula Prática de Histologia Básica. www.institutododelta.com.br

Vasconcelos, DFP. Roteiro para Aula Prática de Histologia Básica. www.institutododelta.com.br Como citar este documento: Vasconcelos, DFP. Roteiro para Aula Prática de Histologia Básica. Disponível em:, acesso em: (coloque a data aqui). ROTEIRO PARA AULA PRÁTICA DE HISTOLOGIA BÁSICA Roteiro de

Leia mais

FISIOLOGIA RENAL EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM

FISIOLOGIA RENAL EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM FISIOLOGIA RENAL 01. A sudorese (produção de suor) é um processo fisiológico que ajuda a baixar a temperatura do corpo quando está muito calor ou quando realizamos uma atividade

Leia mais

O SANGUE. Constituintes do Sangue e suas funções

O SANGUE. Constituintes do Sangue e suas funções O SANGUE Constituintes do Sangue e suas funções AS HEMÁCIAS OU GLÓBULOS VERMELHOS Células sanguíneas sem núcleo que contém hemoglobina, que é a substância responsável pela cor vermelha. São as células

Leia mais

PREVENÇÃO DO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO E ATENUAÇÃO DE LINHAS DE EXPRESSÃO PELO AUMENTO DA SÍNTESE DE COLÁGENO RESUMO

PREVENÇÃO DO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO E ATENUAÇÃO DE LINHAS DE EXPRESSÃO PELO AUMENTO DA SÍNTESE DE COLÁGENO RESUMO PREVENÇÃO DO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO E ATENUAÇÃO DE LINHAS DE EXPRESSÃO PELO AUMENTO DA SÍNTESE DE COLÁGENO MACIEL, D. 1 ; OLIVEIRA, G.G. 2. 1. Acadêmica do 3ºano do Curso Superior Tecnólogo em Estética

Leia mais

-10/11/2009. Nosso cartão de visita A PELE. Epiderme. Derme. Hipoderme

-10/11/2009. Nosso cartão de visita A PELE. Epiderme. Derme. Hipoderme ROSTO Nosso cartão de visita A PELE Epiderme Derme Hipoderme -1 Sem vascularização EPIDERME Várias camadas (última: morta) Renova: 14-30 dias DERME Elasticidade, resistência, flexibilidade e hidratação

Leia mais

CIÊNCIAS 8º ano 2º Trimestre / 2015 BATERIA DE EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES

CIÊNCIAS 8º ano 2º Trimestre / 2015 BATERIA DE EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES CIÊNCIAS 8º ano 2º Trimestre / 2015 BATERIA DE EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES 1. Diferencie que órgão do sistema nervoso central controla nosso ritmo respiratório? 2. Os alvéolos são formados por uma única

Leia mais

CIÊNCIAS E PROGRAMA DE SAÚDE

CIÊNCIAS E PROGRAMA DE SAÚDE GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO CIÊNCIAS E PROGRAMA DE SAÚDE 12 CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem

Leia mais

SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR

SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR SARGENTO NADER ALVES DOS SANTOS SÉRIE/ANO: 1ª TURMA(S):

Leia mais

Anatomia e Fisiologia Humana SISTEMA URINÁRIO. DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais)

Anatomia e Fisiologia Humana SISTEMA URINÁRIO. DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais) Anatomia e Fisiologia Humana SISTEMA URINÁRIO DEMONSTRAÇÃO (páginas iniciais) 1ª edição janeiro/2007 SISTEMA URINÁRIO SUMÁRIO Sobre a Bio Aulas... 03 Rins... 04 Localização... 04 Anatomia macroscópica...

Leia mais

HISTOFISIOLOGIA SISTEMA URINÁRIO

HISTOFISIOLOGIA SISTEMA URINÁRIO HISTOFISIOLOGIA SISTEMA URINÁRIO Daniela Brum Anatomia do Sistema Urinário Rins Ureteres Bexiga Uretra Sistema Urinário - Funções Filtrar o sangue removem, armazenam e transportam produtos residuais meio

Leia mais

ATLAS DE CITOLOGIA E HISTOLOGIA VETERINÁRIA I. Dra. Madalena Monteiro Doutor Pedro Faísca

ATLAS DE CITOLOGIA E HISTOLOGIA VETERINÁRIA I. Dra. Madalena Monteiro Doutor Pedro Faísca ATLAS DE CITOLOGIA E HISTOLOGIA VETERINÁRIA I Dra. Madalena Monteiro Doutor Pedro Faísca EPITÉLIOS DE REVESTIMENTO 1- PARTICULARIDADES DO TECIDO EPITELIAL 1.1- Membrana basal 1.2- Especializações da membrana

Leia mais

ANATOMIA E FISIOLOGIA OCULAR MARIA DE JESUS CLARA 2005/2006

ANATOMIA E FISIOLOGIA OCULAR MARIA DE JESUS CLARA 2005/2006 ANATOMIA E FISIOLOGIA OCULAR MARIA DE JESUS CLARA 2005/2006 PÁLPEBRAS - 1 Pálpebras Formações musculomembranosas -finas -móveis -adaptadas à parte anterior dos olhos Função protecção contra agressões externas,

Leia mais

Fecundação, desenvolvimento embrionário e gestação. Isabel Dias CEI Biologia 12

Fecundação, desenvolvimento embrionário e gestação. Isabel Dias CEI Biologia 12 Fecundação, desenvolvimento embrionário e gestação Formação de um novo ser encontro do oócito II com espermatozóides Fecundação formação de um ovo desenvolvimento contínuo e dinâmico, com a duração em

Leia mais

DATA: 18/ 12 / 2015 VALOR: 20 pontos NOTA: ASSUNTO: TRABALHO DE RECUPERAÇÃO SÉRIE: 8º Ano TURMA: NOME COMPLETO:

DATA: 18/ 12 / 2015 VALOR: 20 pontos NOTA: ASSUNTO: TRABALHO DE RECUPERAÇÃO SÉRIE: 8º Ano TURMA: NOME COMPLETO: DISCIPLINA: CIÊNCIAS PROFESSORES: Ludmila / Márcia DATA: 18/ 12 / 2015 VALOR: 20 pontos NOTA: ASSUNTO: TRABALHO DE RECUPERAÇÃO SÉRIE: 8º Ano TURMA: NOME COMPLETO: Nº: Orientações gerais: Este trabalho

Leia mais

FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR FEMININO

FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR FEMININO FISIOLOGIA DO APARELHO REPRODUTOR FEMININO 1. Papel dos Ovários e controlo da sua função 2. Alterações que ocorrem durante o ciclo menstrual 3. Efeitos gerais dos estrogénios e da progesterona PRINCIPAIS

Leia mais

ESTUDO DIRIGIDO MORFOLOGIA MICROSCOPICA

ESTUDO DIRIGIDO MORFOLOGIA MICROSCOPICA 1 ESTUDO DIRIGIDO MORFOLOGIA MICROSCOPICA 1- As glândulas adrenais têm uma das mais altas taxas de fluxo sanguíneo por grama de tecido do organismo, sendo que o córtex abrange 80% e a medula, 20% do órgão.

Leia mais

Organismo. Sistemas. Órgãos. Tecidos. Células

Organismo. Sistemas. Órgãos. Tecidos. Células Organismo Sistemas Órgãos Tecidos Células Histologia animal O ramo da ciência que estuda os tecidos é a Histologia (histo= tecido; logia=estudo). A célula-ovo contém toda a informação genética do futuro

Leia mais

Especial Melanodermias Diversidade de ativos seguros e completos que tratam as hipercromias faciais nos mais diversos estágios

Especial Melanodermias Diversidade de ativos seguros e completos que tratam as hipercromias faciais nos mais diversos estágios Especial Melanodermias Diversidade de ativos seguros e completos que tratam as hipercromias faciais nos mais diversos estágios Bioafinidade dermo epidérmica para o Clareamento & Controle da pele hiperpigmentada.

Leia mais

Visão Geral. Tecido conjuntivo líquido. Circula pelo sistema cardiovascular. Produzido na medula óssea, volume total de 5,5 a 6 litros (homem adulto)

Visão Geral. Tecido conjuntivo líquido. Circula pelo sistema cardiovascular. Produzido na medula óssea, volume total de 5,5 a 6 litros (homem adulto) Tecido Sanguíneo Visão Geral Tecido conjuntivo líquido Circula pelo sistema cardiovascular Produzido na medula óssea, volume total de 5,5 a 6 litros (homem adulto) Defesa imunológica (Leucócitos) Trocas

Leia mais

Métodos e Técnicas Aplicadas à Estética Facial Prof a. Bianca. Lesões elementares

Métodos e Técnicas Aplicadas à Estética Facial Prof a. Bianca. Lesões elementares Lesões elementares Modificações da pele determinadas por processos inflamatórios, circulatórios, metabólicos, degenerativos, tumorais, defeitos de formação. Lesões Elementares Lesões Primárias Alteração

Leia mais

Trabalho Online. 3ª SÉRIE TURMA: 3101 2º Bimestre Nota: DATA: / /

Trabalho Online. 3ª SÉRIE TURMA: 3101 2º Bimestre Nota: DATA: / / Trabalho Online NOME: Nº.: DISCIPLINA: BIOLOGIA I PROFESSOR(A): LEANDRO 3ª SÉRIE TURMA: 3101 2º Bimestre Nota: DATA: / / 1. A seguir estão representados três modelos de biomembranas: a) A que constituintes

Leia mais

BIO E EXTENSIVO AULA 30

BIO E EXTENSIVO AULA 30 BIO E EXTENSIVO AULA 30 30.01 - Uma célula nervosa (neurônio) é constituída basicamente por: corpo celular, onde se encontram as organelas e o núcleo; dendritos, que são ramificações que recebem o estímulo

Leia mais

BIOLOGIA HISTOLOGIA ANIMAL

BIOLOGIA HISTOLOGIA ANIMAL ANIMAL Módulo 12 Página 15 à 36 FECUNDAÇÃO -Mórula = células iguais (células tronco) DIFERENCIAÇÃO TECIDOS FECUNDAÇÃO -Mórula = células iguais (células tronco) DIFERENCIAÇÃO TECIDOS TECIDOS = Conjunto

Leia mais

THALITAN Bronzeado mais rápido, seguro e duradouro.

THALITAN Bronzeado mais rápido, seguro e duradouro. THALITAN Bronzeado mais rápido, seguro e duradouro. Thalitan é um complexo formado por um oligossacarídeo marinho quelado a moléculas de magnésio e manganês. Esse oligossacarídeo é obtido a partir da despolimerização

Leia mais