Sociedade Brasileira de Dermatologia

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Sociedade Brasileira de Dermatologia www.sbd.org.br"

Transcrição

1 Sociedade Brasileira de Dermatologia Afiliada à Associação Médica Brasileira

2 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO: Sinésio Talhari e Andréa Machado Coelho Ramos 01 Consenso e Guias de Tratamento 03 ANEXO I Epidemiologia, genética e imunopatogênese 15 ANEXO II Manifestações clínicas e diagnóstico 21 ANEXO III Diagnóstico diferencial da Psoríase 29 ANEXO IV Tratamento tópico da Psoríase 35 ANEXO V Tratamento de áreas especiais 45 ANEXO VI Fotototerapia na Psoríase 53 ANEXO VII Metotrexate na Psoríase 61 ANEXO VIII Acitretina na Psoríase 67 ANEXO IX Ciclosporina na Psoríase 75 ANEXO X Imunobiológicos na Psoríase 87 ANEXO XI Psoríase e infecção bacteriana 95 ANEXO XII Psoríase e gravidez 99 ANEXO XIII Psoríase na infância 103 II

3 Apresentação A Sociedade Brasileira de Dermatologia preocupada com esta dermatose, bastante significativa na prática clínica dos seus associados, conhecedora da alta incidência desta doença, convocou um grupo de especialistas reconhecidos no estudo da PSORÍASE. Sob a coordenação da Dra. Maria Denise Takahashi, foram constituídos grupos de trabalho, a saber: Grupos de Trabalho Grupo I Maria Denise Fonseca Takahashi Marcelo Arnone Grupo II Gladys Aires Martins Aiçar Chaul Grupo III Jesus Rodrigues Santamaría Tânia Cestari Mariana Soirefmann Grupo IV Silvio Alencar Marques Lucia Arruda Sylvia Ypiranga Grupo V Luna Azulay Alexandre Gripp Grupo VI Bernardo Gontijo Ida Gomes Duarte Roberta Buense Bedrikow Após várias reuniões presenciais, conseguiram uma revisão completa sobre o tema e assim se chegou a esta obra que, com certeza será de grande auxílio na prática dermatológica. A diretoria SBD , muito honrada com este trabalho, registra os mais sinceros agradecimentos a este grupo, mencionando a revisão e organização final pelo Dr. Abdiel Figueira Lima, esperando que haja continuidade e futuras atualizações. Sinesio Talhari Presidente da SBD Andréa Machado Coelho Ramos Coordenadora de Departamentos Apresentação 1

4

5 Consenso e Guias de Tratamento Definição Psoríase é doença inflamatória crônica da pele e articulações, imuno-mediada, de base genética, com grande polimorfismo de expressão clinica. (consultar anexo I e II) Epidemiologia e Genética (consultar anexo I) De ocorrência universal, a psoríase acomete igualmente homens e mulheres, sendo das dermatoses mais freqüentes na prática clínica. No Brasil não existem estudos sobre a sua prevalência. Aspectos ambientais, geográficos e étnicos podem interferir na sua incidência. A doença pode ocorrer em qualquer idade com picos de incidência na segunda e quinta décadas de vida associados a diferentes antígenos de histocompatibilidade. O inicio antes dos quinze anos correlaciona-se com maior freqüência de casos familiares. Estudos recentes revelam loci de susceptibilidade denominados Psors, localizados nos cromossomos 6p, 17q, 4q e 1q. Manifestações Clínicas (consultar anexo II) A psoríase se manifesta, na maioria das vezes, por placas eritemato-escamosas, bem delimitadas, ocasionalmente pruriginosas, em áreas de traumas constantes na pele cotovelos, joelhos, região pré-tibial, couro cabeludo e região sacra. O tamanho e o número das placas é variável, toda a pele podendo ser afetada. Em 50% a 80% dos casos são identificadas alterações ungueais, especialmente onicólise e depressões cupuliformes. Outros padrões clínicos que a doença pode apresentar são: Psoríase invertida: lesões localizadas em áreas intertriginosas. Seboríase: quando ocorre em áreas seborréicas. Psoríase em gotas: pequenas pápulas eritemato-escamosas que predominam no tronco e raiz dos membros, ocorrendo geralmente em adolescentes ou adultos jovens, muitas vezes após quadros infecciosos. Psoríase eritrodérmica: acometimento de mais de 90% da superfície corporal, de caráter subagudo ou crônico e comprometimento do estado geral. Pode ocorrer por piora da psoríase em placas ou pustulosa generalizada e, eventualmente, como manifestação inicial da doença. Psoríase pustulosa generalizada (Von Zumbusch): quadro generalizado de pústulas estéreis, com febre e comprometimento do estado geral. Na maioria das vezes, ocorre em doente com psoríase em placas, após exposição a fatores de piora hipocalcemia, interrupção de corticoterapia sistêmica, infecção, terapia tópica intempestiva. generalizada na gravidez: em gestantes, de novo ou como evolução de psoríase em placa, com ou sem hipocalcemia. palmoplantar: quadro crônico limitado às palmas e/ou plantas de pústulas estéreis que ocorre em adultos, mais habitualmente no sexo feminino. outras formas menos freqüentes: policíclica, acrodermatite contínua. Psoríase na infância: (consultar anexo XIII) Psoríase artropática: artrite soronegati- Consenso e Guias de Tratamento 3

6 va encontrada em 10 a 40% dos doentes de psoríase, geralmente afetando as articulações das mãos, pés, e mais raramente, tornozelos e joelhos (mono ou oligoartrite assimétrica). Em menor número de casos, a artropatia pode se manifestar como poliartrite simétrica (artrite reumatóide -símile), espondiloartrite ou artrite mutilante. Fatores desencadeantes/agravantes da psoríase Fatores locais: Trauma: todos os tipos de trauma têm sido associados (físico, químico, elétrico, cirúrgico, infeccioso, inflamatório, escoriação das lesões) Luz solar: o sol em geral melhora a psoríase. Entretanto ela pode ser agravada via fenômeno de Koebner se houver exposição solar aguda e intensa. Fatores sistêmicos Infecção: infecção estreptocócica de orofaringe está associada à doença aguda, eruptiva, conhecida como psoríase gotada. Algumas evidências de colonização estreptocócica subclínica pode estar associada a psoríase em placas refratária. HIV: aumento na atividade da doença em pacientes HIV positivos. Piora no início da infecção e tende a melhorar nas formas avançadas. Drogas: muitos medicamentos tem sido associados ao aparecimento e piora da psoríase - Lítio, retirada de corticóide sistêmico, beta bloqueadores, antimaláricos, antiinflamatórios não esteróides. Fatores psicogênicos/emocionais: muitos pacientes referem um aumento na intensidade da psoríase com estresse psicológico. A relação causa-efeito não está muito clara. Tabagismo: em tabagistas existe um risco aumentado para psoríase em placas crônica. Álcool: é considerado um fator de risco para psoríase, particularmente em homens jovens e de meia idade. Fatores endócrinos: a intensidade da psoríase pode flutuar com as alterações hormonais. Ocorrem picos de incidência na puberdade e durante a menopausa. Na gravidez os sintomas podem melhorar ou piorar. Pode ocorrer piora no período pós-parto. Diagnóstico É baseado na história, quadro clínico e, nos quadros menos típicos, no exame histopatológico (anexo II). Na psoríase em placas o diagnóstico é eminentemente clínico, dada a distribuição típica das placas e a fácil obtenção do sinal do orvalho sangrento pela curetagem metódica de Brocq. Este sinal contribui também para o diagnóstico da psoríase em gotas. O exame do couro cabeludo e das unhas auxilia o diagnóstico. O diagnóstico de artrite psoriásica pode ser difícil, necessitando estudo radiológico e interação com os reumatologistas. Diagnóstico diferencial Devido ao grande polimorfismo na expressão clínica da doença, a psoríase permite diagnóstico diferencial com muitas outras dermatoses consultar anexo III para tabela e texto completo. 4 Consenso e Guias de Tratamento

7 TABELA I: Formas clínicas de Psoriase. Clínica, fatores precipitantes e diagnóstico diferencial. Forma clínica Características clínicas Fatores desencadeantes Diagnóstico diferencial Psoríase em placas Placas eritematosas, espessas,escamas prateadas no couro cabeludo e áreas de extensão Estresse,infecção,trauma, medicações, xerose Dermatite atópica,dermatite irritativa,linfoma cutâneo de célulast, pitiríase rubra pilar, dermatite seborreica, doença de Bowen, erupção por drogas, eritema anular centrífugo, líquen plano, líquen simples crônico, lupus eritematoso subagudo, para psoríase, pitiríase rósea, sífilis, tinea corporis Psoríase gotada Pápulas eritematosas, escamativas, usualmente no tronco,poupando as palmas e plantas Infecção estreptocócica na orofaringe Pitiríase rósea, sífilis secundária, erupção por drogas, pitiríase liquenóide, papulose linfomatóide, linfoma cutâneo de cels. T Psoríase pustulosa localizada Pápulas e/ou placas eritematosas, pustulas, usualmente nas palmas e plantas (psoríase pustulosa palmoplantar) Estresse, infecção, medicamentos Erupção pustulosa por drogas, eczema disidrótico, dermatose pustulosa subcórnea Psoríase pustulosa generalizada Pústulas isoladas ou sobre pápulas e/ou placas, disseminadas. Pode estar associada a comprometimento sistêmico como febre, dor no corpo, diarréia. Estresse, infecção, medicamentos Erupção pustulosa por drogas, dermatose pustulosa subcórnea, septicemia por gram negativos Psoriase eritrodérmica Eritema intenso, escamas, cobrindo todo o corpo. Freqüentemente associada a sintomas sistêmicos.pode ou não haver psoríase préexistente Estresse, infecção, medicamentos Erupção por drogas, dermatite eczematosa, micose fungóide, pitiríase rubra pilar, pênfigo foliáceo Consenso e Guias de Tratamento 5

8 Critérios de gravidade da psoríase cutânea Atualmente foram criados novos critérios para a avaliação da gravidade da psoríase, que levam em conta não apenas a extensão do quadro, mas, sobretudo o comprometimento da qualidade de vida do doente: Psoríase leve Não altera a qualidade de vida do doente Acomete até 2% de área corpórea Psoríase moderada Afeta a qualidade de vida do doente Acomete de 2 a 10% de área corpórea Psoríase grave Afeta de forma significativa a qualidade de vida do doente Compromete mais de 10% de área corpórea O doente está disposto a correr riscos para melhorar sua qualidade de vida, aceitando tratamentos que possam ter efeitos colaterais importantes Outros fatores devem ser considerados na avaliação da gravidade: atitude do paciente em relação à doença, acometimento de áreas especiais (face, mãos e pés, genitais, unhas), sinais e sintomas (febre, sangramento, dor, rigidez articular, prurido). As psoríases eritrodérmica e pustulosa generalizada são formas graves e exigem a internação do doente. Comprometem o estado geral e podem ser mortais devido às complicações tanto infecciosas como de múltiplos órgãos. Tratamento O objetivo do tratamento é o controle clínico da doença e a melhora da qualidade de vida do paciente. A terapêutica deve: 1- ser acessível, tanto em relação à disponibilidade quanto ao custo 2- ser de fácil administração e conveniente ao doente 3- causar efeitos colaterais mínimos 4- não induzir taquifilaxia 5- proporcionar remissões prolongadas 6- permitir uso prolongado nos casos de difícil controle Na escolha de qualquer modalidade terapêutica devem ser considerados: sexo e idade; forma clínica, localização e extensão; antecedentes de evolução (estável ou instável); gravidade do quadro (ver critérios de gravidade); comprometimento da qualidade de vida; sinais e sintomas associados: dor, prurido, limitação de movimentos, artrite; antecedente de quadro infeccioso ; co-morbidades e medicações concomitantes; tratamentos prévios: duração, eficácia e efeitos colaterais disponibilidade e conveniência do tratamento Tratamento tópico A administração de medicamento diretamente sobre a lesão cutânea permite minimizar possíveis efeitos colaterais em outros órgãos e na pele não lesada. Nas formas leves de psoríase, a terapêutica tópica, seja em monoterapia, seja combinada, costuma ser suficiente para o controle das lesões. Nas formas moderadas a graves, o tratamento local, quando associado à fototerapia e/ou à terapia sistêmica, propicia maior conforto ao paciente e acelera a melhora. Tópicos ceratolíticos, emolientes ou umectantes deverão sempre ser incluídos em qualquer programa terapêutico, seja como coadjuvante, seja em alternância com os produtos ativos e nas fases assintomáticas. Na tabela II estão listados os tópicos ativos em psoríase e na tabela III os tópicos usados como terapêutica complementar. Consultar o anexo IV que fornece informações detalhadas sobre cada medicação. 6 Consenso e Guias de Tratamento

9 Tabela II: Medicações tópicas ativas em Psoríase disponíveis no Brasil Medicação Freqüência de uso Forma farmacêutica Eficácia Efeitos colaterais Observações Corticosteróides Potencia baixa 1 x / dia Cremes, pomadas +/++ + Uso em face, dobras, semimucosas Corticosteróides Pot. moderada 1 x / dia Cremes, pomadas,loções Taquifilaxia Supressão adrenal Corticosteróides Potência alta 1 x / dia Cremes, pomadas, loções +++/ Taquifilaxia Supressão adrenal Corticosteróides intralesionais 1 x a cada 3 semanas Frasco/ampola atrofia, bursite Triamcinolona 2 a 4 mg/ml Calcipotriol Calcitriol 2 x / dia 2 x / dia Pomada Pomada ++/ Podem induzir remissão Coaltar Antralina 1 x / dia 1 x / dia Gel, Xampu, fórmulas 0,5 a 5% Formulações 0,5 a 3% Baixa aceitação cosmética. Podem induzir remissão Tacrolimus Pimecrolimus 2 x / dia 2 x / dia Pomada Creme Uso em face, dobras, semimucosas Eficácia: + Mínima, ++ Leve, +++ Moderada, ++++ Alta Risco de efeitos colaterais: + Mínimo, ++ Pequeno, +++ Alto, ++++ Muito alto Considerações gerais 1) Informar SEMPRE aos pacientes sobre os riscos da corticoterapia tópica em monoterapia, sobretudo se de alta potência e por períodos prolongados. 2) Estimular terapias tópicas combinadas e seqüenciais. 3) Reiterar a necessidade de hidratação continuada da pele, mesmo nas fases de remissão. 4) Na face, preferir imunomoduladores tópicos. Contra-indicar o uso de análogos da vitamina D, pela possibilidade de fotossensibilização. Consenso e Guias de Tratamento 7

10 Tabela III: Terapêutica tópica coadjuvante Ceratolíticos / hidratantes: ácido salicílico 3 a 6% em vaselina, cold cream, loção capilar. uréia 5 a 20% em creme, pomada loção. lactato de amônia 12% em loção e creme ceramidas em creme ou loção Outros: águas termais óleo mineral 5) Na impossibilidade de terapia seqüencial com corticosteróides e calcipotriol/calcitriol, considerar formulações de coaltar associadas à helioterapia. No couro cabeludo podem ser recomendados: consultar anexo V Lubrificação do couro cabeludo com óleo e remoção de escamas de forma não traumática, durante o banho Xampus de coaltar, antifúngicos e corticosteróides Ácido salicílico em xampu ou solução (2 a 3%) Coaltar: Liquor carbonis detergens até 20% em loção lanette Corticosteróides tópicos de alta potência, como loção de dipropionato de betametasona e solução de propionato de clobetasol. Formulação com corticosteróide de menor potência, como acetonido de fluocinolona 0,01%, em óleo apresenta também boa eficácia, favorecida pelo veículo. propionato de clobetasol 0,05% em xampu ou espuma (foam) Análogos da vitamina D: calcipotriol ou calcitriol Casos não responsivos à terapia tópica, que comprometam a qualidade de vida, devem receber outros tratamentos associados: fototerapia localizada, excimer laser ou mesmo terapêutica sistêmica. Nas unhas podem ser recomendados: (consultar anexo VI) Corticosteróides.Tópicos: potência alta, sem oclusão e por um tempo inferior a 3 meses Intralesional acetonido de triamcinolona a 2,5 a 10mg/ml Análogos da vitamina D 5 fluoruracil 1% Creme de uréia a 20% A psoríase ungueal, seja da matriz ou do leito, é classicamente refratária a tratamentos tópicos. Se o comprometimento ungueal for intenso e não puder ser minorado com medidas cosméticas, recomenda-se a fototerapia com PUVA ou terapia sistêmica com Metotrexato, Acitretina ou Ciclosporina. Tratamento sistêmico Cerca de 25% dos doentes de psoríase requerem fototerapia ou tratamento sistêmico. Este também é indicado quando não há resposta à medicação tópica ou quando a psoríase ocorre em localizações que comprometem a qualidade de vida do doente, como face, mãos e pés. Ver anexo V Algumas formas de psoríase, mesmo quando a pele não está afetada de forma generalizada, requerem tratamento sistêmico: a psoríase artropática, a pustulose palmo-plantar e a acrodermatite contínua, estas últimas por não responderem, via de regra, a tratamentos tópicos. Ver anexo V Na psoríase em gotas, focos infecciosos devem ser investigados e tratados. Fototerapia é o tratamento de eleição. Na psoríase eritrodérmica são indicados o metotrexato, a acitretina ou a ciclosporina. A resposta clínica costuma ser mais rápida com a ciclosporina. Fototerapia, na maioria 8 Consenso e Guias de Tratamento

11 dos casos, não está indicada de início. Pode ser associada a essas drogas na continuidade do tratamento. Agentes biológicos também podem ser ativos. Na psoríase pustulosa generalizada, a medicação de eleição é a acitretina, na dose de 1 mg/kg/dia. Essa droga não pode ser, no entanto, utilizada em mulheres em idade fértil. Tratamento sistêmico O tratamento da psoríase vulgar moderada a grave é indicado segundo o algoritmo: FOTOTERAPIA Sem resposta após 20 sessões, intolerância, contra - indicação, indisponibilidade METOTREXATO ou ACITRETINA Sem resposta ou intolerância ou contra-indicação CICLOSPORINA Sem resposta ou intolerância ou contra-indicação BIOLÓGICOS (FÁRMACO-ECONOMIA) A não resposta ao metotrexato deve ser avaliada após 4 a 6 semanas de uso enquanto a não resposta à acitretina somente após 3 meses de uso. Consenso e Guias de Tratamento 9

12 Na tabela IV estão listadas as modalidades de fototerapia. No anexo VI são detalhadas essas modalidades terapêuticas. Na tabela V estão listadas as drogas de eleição para o tratamento sistêmico da psoríase. Nos anexos VII, VIII e IX essas drogas são detalhadas. Na tabela VI estão listados os imunobiológicos disponíveis no Brasil. Tabela IV Modalidades de fototerapia Tipo Indicações Contra-indicações Efeitos colaterais Observações UVB banda larga ( nm) Psoríase moderada Placas finas Fotossensibilidade Antecedentes de Melanoma Queimadura (+++) Baixo risco de Ca de pele Duas a três vezes por semana Monoterapia ou associada a medicamentos tópicos ou sistêmicos UVB banda estreita (311nm) Psoríase moderada Placas finas Fotossensibilidade Antecedentes de Melanoma Queimadura(++) Baixo risco de Ca de pele Duas a três vezes por semana Monoterapia ou associada a medicamentos tópicos ou sistêmicos PUVA tópico Psoríase leve Lesões localizadas Psoríase palmoplantar Fotossensibilidade Antecedentes de melanoma ou de Ca de pele Queimadura (+) Duas a três vezes por semana Monoterapia ou associada a medicamentos tópicos ou sistêmicos Bath PUVA Psoríase moderada e grave Fotossensibilidade Antecedentes de melanoma ou de Ca de pele Queimadura (++) Duas a três vezes por semana Monoterapia ou associada a medicamentos tópicos ou sistêmicos PUVA sistêmico Psoríase moderada e grave Fotossensibilidade Antecedentes de melanoma oude Ca de pele Queimadura (+) Duas a três vezes por semana Monoterapia ou associada a medicamentos tópicos ou sistêmicos 10 Consenso e Guias de Tratamento

13 Tabela V Quimioterapia da Psoríase Drogas de eleição Medicação Dose Eficácia Efeitos colaterais Contra indicações Monitorização / observações Metotrexato 7,5 a 30 mg/sem VO ou IM Crianças: 0,2-0,4 mg/kg/sem PASI 75 em 60% PASI 50 em 75% Não costuma induzir remissão completa mielossupressão, hepatoxicidade,fibrose pulmonar, alt. gastrintestinais, embriopatia Absolutas/relativas gravidez, lactação, comp.hepático, infecções Ins.renal ou hepática, imunodef., alcoolismo, alt. hematológicas Monitorização: hematológica, hepática e renal a cada 4-6 sem. Biópsia hepática após 1,5 g de dose total. Múltiplas interações medicamentosas. Dose teste: 7,5mg 1x Antídoto: ac. folínico. Acitretina 0,5 a 1,0 mg/kg/dia sempre após refeição VO Crianças: 0,4-0,5 mg/kg/dia Leve a moderada Alta se associada à fototerapia Anormalidades ou morte fetal, toxicidade muco-cutânea, alt. enzimas hepáticas, hiperlipidemia Gravidez até 3 anos da suspensão da droga Hepatopatia, alcoolismo, osteoporose, hiperlipidemia Monitorização hepática e de lípides a cada 2 a 4 meses, radiológica anual. Resposta clínica demorada. Ciclosporina 2,5 5,0 mg/kg/dia VO PASI75 em 70% Comprometimento renal, hipertensão, imunossupressão, hipertricose, hiperplasis gengival, linfoma Alterações renais, hipertensão não controlada, antecedentes malignidade Hipertensão controlada, imunodeficiência, infecção ativa, vacinação vírus atenuado, alcoolismo, hepatopatia Monitorização: renal, hematológica e hepátical a cada 2-4 sem. Múltiplas interações medicamentosas. Uso intermitente. Pode ser usada em grávidas. Consenso e Guias de Tratamento 11

14 Medicação Tabela VI Imunobiológicos na psoríase Dose Eficácia Contraindicações/ Efeitos colaterais Monitorização / observações Etanercepte (anti-tnf-α). Proteína de fusão. Aprovado para PsO, PsA, ARJ, AR e espondilite anquilosante no Brasil 25mg SC duas vezes por semana ou 50mg SC duas vezes por semana monoterapia Na dose de 25mg 2x/sem PASI 75 com 12 semanas de tratamento 34% PASI 75 (com 24 semanas de tratamento ) 44% Na dose de 50mg 2x/sem PASI 75 com 12 semanas 49% PASI 50 com 12sem 74% 24 sem 77% Infecções Tuberculose Doenças neurológicas Pancitopenia Reações locais onde a injeção e aplicada Agravamento de Insuficiência Cardíaca Congestiva PPD e Radiografia de torax a cada ano Hemograma, bioquímica, enzimas hepáticas a cada 6 meses ou de acordo com o critério médico desaconselhada vacinação com vírus vivos Infliximabe (anti-tnf-α) anticorpo monoclonal quimérico Aprovado para psoriase e artrite psoriásica no Brasil; aprovado para Doença de Crohn, AR e espondilite anquilosante nos EUA e Europa; aprovado para PsA nos EUA 5mg/kg por infusão PASI 75 com 10 semanas de tratamento 80,4% Reações infusionais agudas ou retardadas Infecçóes, malignidade ou doença linfoproliferativa, agravamento de insuficiência cardíaca congestiva PPD e Radiografia de torax antes de iniciar o tratamento e a cada ano Hemograma, bioquímica, enzimas hepáticas a cada 6 meses ou de acordo com o critério médico desaconselhada vacinação com vírus vivos Adalimumabe (anti-tnf-α) anticorpo monoclonal aprovado para AR nos EUA e na Europa, aprovado no Brasil para Artrite psoriásica 40mg via subcutânea a cada 15 dias. 40mg semanalmente PASI 75 com 24 sem 49%. PASI 50 com 24 sem 75% Tuberculosel Malignidade, doenças hemolinfoproliferativas infecções ativas ou crônicas PPD e Radiografia de torax antes de iniciar o tratamento e a cada ano Hemograma, bioquímica, enzimas hepáticas a cada 6 meses ou de acordo com o critério médico Se desaconselha vacinas com vírus vivos Efalizumabe Anticorpo monoclonal humanizado (anticd11a) Aprovado para PsO no Brasil, EUA e Europa 0,7mg/kg na primeira semana; 1mg/kg nas semanas seguintes durante o tratamento PASI 75 com 12 semanas 27% PASI 75 com 24 semanas 44% Rebote 18% Alteração do padrão de psoríase Contra-indicado na artrite psoriásica Contagem de plaquetas PsO=psoríase, PsA =Artrite psoriásica, ARJ=Artrite reumatóide juvenil, AR= Artrite reumatóide 12 Consenso e Guias de Tratamento

15 No anexo X essas medicações são apresentadas de forma detalhada. O alefacepte não consta da tabela. Por seu alto custo e baixa eficácia, na opinião desse consenso, não deve ser recomendado para tratamento de doentes de psoríase no Brasil. (consultar anexo X) As modalidades terapêuticas apresentadas para tratamento da psoríase moderada a grave podem ser empregadas em: Monoterapia - quando somente um agente terapêutico é empregado. Combinação - geralmente permite reduzir as doses de cada agente, diminuindo a possibilidade de efeitos colaterais. Em casos determinados, como a combinação de acitretina e PUVA ou UVB, há comprovadamente aumento da eficácia terapêutica. Outras combinações possíveis que podem ser benéficas: Acitretina e metotrexato ou ciclosporina, análogos da Vitamina D3 e fototerapia, Imunobiológicos anti-tnfα e metotrexato. Terapia rotacional - usada na tentativa de reduzir a toxicidade e possível taquifilaxia pelo uso prolongado. Empregada especialmente para os doentes em que é necessário incluir a ciclosporina no esquema de tratamento. Intermitente - usada em doentes que apresentam remissões prolongadas sem medicação. Drogas de segunda eleição Das drogas de segunda eleição, os ésteres do ácido fumárico, não estão disponíveis no Brasil. Vêm sendo usados nos paises europeus, com bons resultados terapêuticos. Estão em estudo atualmente nos Estados Unidos. Não há estudos controlados do micofenolato mofetil ou da hidroxiuréia na psoríase. O primeiro parece ter pouca ação na doença e a hidroxiuréia tem toxicidade elevada, é de indicação excepcional, devendo ser empregada apenas por profissionais que tenham muita experiência com a droga. Antibióticos Com base no papel fisiopatogênico de agentes infecciosos na psoríase, muitos dermatologistas defendem o uso de antibioticoterapia por via sistêmica, mesmo na ausência de quadro infeccioso ativo, tanto na psoríase em gotas como em outras formas da doença. Outra conduta praticada é a indicação de amigdalectomia, em pacientes com antecedentes de amigdalites de repetição. Tais condutas encontram suporte em experiência pessoal ou relatos de pequenas séries de casos, no entanto não existem estudos bem conduzidos que ofereçam suporte para tais práticas. Consultar Anexo XI Corticosteróides sistêmicos Os esteróides sistêmicos são formalmente contra-indicados para tratamento da psoríase, pelo seu efeito rebote e possível desenvolvimento de formas graves da doença psoríase pustulosa generalizada e psoríase eritrodérmica. Em ocasiões excepcionais são empregados por curtos períodos e, em geral, associados a outros tratamentos. Uma indicação do uso de corticosteróide sistêmico é o impetigo herpetiforme. Consultar anexo XII Psicoterapia Estresse e ansiedade são apontados por muitos doentes como fatores de desencadeamento ou piora do quadro. Condutas autodestrutivas são demonstradas por doentes que manipulam e escoriam suas lesões. A psoríase, por outro lado, pode afetar a motivação, a auto-estima e o estado de ânimo dos doentes com influências no Consenso e Guias de Tratamento 13

16 seu desenvolvimento educacional e social, no seu desempenho no trabalho. Pode ser responsável por depressão, inclusive com idéias suicidas. Terapia de suporte muitas vezes é recomendada para tratamento dos doentes. Situações especiais Psoríase no idoso - os mesmos tratamentos podem ser empregados no idoso. Em geral devem ser usadas doses menores (metade a 2/3 da dose habitual) e as interações medicamentosas com outras medicações que o idoso muitas vezes recebe devem ser conhecidas. Psoríase e gravidez - consultar anexo XII Psoríase na infância - consultar anexo XIII Considerações finais Considerando: 1 - ser a psoríase uma condição que afeta grande parte da população brasileira; 2 ser causa de problemas financeiros e sociais tanto para o doente como para os serviços de saúde; 3 que o controle rápido e adequado da doença permite ao paciente sua reabilitação social e de sua capacidade de trabalho; os membros do consenso sugerem as seguintes recomendações: Recomendações às Autoridades Sanitárias 1 - Priorizar a ação do dermatologista como o profissional capacitado para diagnosticar e indicar o melhor tratamento para o paciente de psoríase. 2 Disponibilizar, para os doentes de psoríase, medicações (tópicas, sistêmicas e agentes biológicos) que possam controlar o quadro, da forma similar ao que é feito para doentes de outras patologias como AIDS, artrite reumatóide, transplantados, etc. Nessa disponibilização, priorizar o atendimento aos doentes que apresentem formas agudas e graves da doença psoríase pustulosa generalizada e psoríase eritrodérmica. 3 Habilitar infra-estrutura de hospitais/dia para facilitar a internação diurna desse tipo de doentes que requerem cuidados especiais médicos e de enfermagem. 4 Habilitar centros de fototerapia, modalidade terapêutica sabidamente capaz de controlar a psoríase por muitos anos. A necessidade de medicações mais tóxicas e mais caras poderia, desta forma, ser adiada e recomendada para um número menor de doentes. Nesse sentido, facilitar a regulamentação de aparelhos de fototerapia pela ANVI- SA e incluir essa modalidade terapêutica na tabela de procedimentos do SUS. 5 Fomentar e apoiar a organização de Associações de Pacientes de Psoríase no Brasil, sempre vinculadas a serviços universitários ou a serviços credenciados da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Anexo I Anexo II Anexo III Anexo IV Anexo V Anexo VI Anexo VII Anexo VIII Anexo IX Anexo X Anexo XI Anexo XII Anexo XIII Epidemiologia, genética e imunopatogênese Manifestações clínicas e diagnóstico Diagnóstico diferencial da psoríase Tratamento tópico da psoríase Tratamento de áreas especiais Fotototerapia na Psoríase Metotrexate na Psoríase Acitretina na Psoríase Ciclosporina na Psoríase Imunobiológicos na psoríase Psoríase e infecção bacteriana Psoríase e gravidez Psoríase na infância 14 Consenso e Guias de Tratamento

17 CONSENSO BRASILEIRO SOBRE PSORÍASE SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA ANEXO 1 Epidemiologia, genética e imunopatogênese Silvio Alencar Marques 1 Faculdade de Medicina de Botucatu UNESP 1 Professor Livre Docente - Departamento de Dermatologia e Radioterapia - Faculdade de Medicina de Botucatu-Unesp. Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Associação Médica Brasileira Epidemiologia, genética e imunopatogênese 15

18 HISTÓRICO Hipocrates ( a.c.) utilizou as palavras psora (em grego = prurido) e lepra para descrever o que hoje se reconhece como psoríase. Robert Willan ( ) distinguiu definitivamente a psoríase da verdadeira lepra subdividindo-a em dois tipos, mas permanecendo a nomenclatura confusa: lepra graecorum e psora leprosa, até que Von Hebra ( ) unificou a terminologia definitiva para psoríase. CONCEITO Psoríase, cuja lesão clássica corresponde à placa eritematosa recoberta por escamas micáceas é doença inflamatória crônica da pele, de base genética, caracterizada por hiperplasia da epiderme, isomorfismo, caráter recidivante e largo espectro de manifestações clínicas. EPIDEMIOLOGIA Ocorre universalmente, igualmente em homens e mulheres, sendo das mais comuns doenças cutâneas. Estima-se acometer entre 1 a 2% das populações da Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos. Aspectos ambientais, geográficos e mesmo étnicos podem interferir na incidência. É menos comum nas regiões tropicais e subtropicais. É considerada rara em negros da África Ocidental e em Afro-Americanos. A incidência é baixa no Japão e praticamente inexistente entre indígenas da América do Norte e do Sul (Elder et al.1994, Christophers, 2003). A idade de inicio do quadro é bimodal, i.e. um pico de incidência na segunda década de vida e outro na quinta década associando-se a antígenos de histocompatibilidade distintos (Arruda et al. 2001). Pode ocorrer na tenra infância e na velhice. O inicio antes dos 15 anos correlaciona-se com maior porcentagem de superfície corporal comprometida e maior freqüência de casos familiares (Kruger & Duvic). GENÉTICA A base genética na psoríase evidencia-se a partir de: I. elevada incidência familiar, de até 36% (Farber & Nall,1974). II. incidência de casos na prole, de 8,1% quando um dos pais é acometido e de 41% quando ambos o são. III. grau de concordância entre pares de gêmeos. Entre monozigóticos, 70% de concordância quanto à presença de psoríase (Farber & Nall, 1974). Entre gêmeos dizigóticos, 23 a 30% de concordância (Christophers & Mrowietz, 2003). IV. identidade de antígenos de histocompatibilidade. 70% de HLA-Cw6 nos pacientes com psoríase iniciando antes dos 40 anos (Elder,2001). Risco aumentado de desenvolverem psoríase àqueles que apresentam o alelo HLA-Cw6. O risco relativo aumenta pela presença de outros marcadores, incluindo HLA-B13 e HLA-B17 (Ortonne, 1996). Estudo genômico a partir de famílias com múltiplos afetados revelou quatro possíveis lócus de susceptibilidade para psoríase assim chamados: Psors 1, 2, 3 e 4 localizados nos cromossomos 6p, 17q, 4q e 1q respectivamente (Elder, 2001). Conexões genéticas entre a psoríase e a Doença de Crohn: ambas correlacionam-se com o cromossomo 6, região 6p21 (Psors-1) e região 6p23 (IBD3) da Doença de Crohn, os quais são vizinhos do gene que codifica TNFα, cuja transcrição esta aumentada em ambas doenças. Discute-se se mutações em TNF-α aumentaria risco para desenvolver psoríase ou Crohn (Najarian & Gottlieb, 2003). IMUNOPATOGÊNESE Histopatologia de lesão de psoriase caracteriza-se por hiperplasia da epiderme, 16 Epidemiologia, genética e imunopatogênese

19 paraceratose e infiltrado inflamatório em faixa às custas principalmente de linfócitos. Até o final dos anos 80, a proliferação e desenvolvimento dos queratinócitos associados a alterações intracelulares dos mesmos, constituíram-se no alvo primordial de pesquisas relativas à patogênese da psoríase. Contudo, evidências tais como: Metotrexato ser eficaz tanto para as lesões cutâneas quanto para as artropatias psoriática; Ciclosporina, que é droga imunomoduladora, ser altamente eficaz na psoríase; e toxinas anti-linfócito T, como o difititox denileuquina, serem capazes de induzir rápida resposta clinica - direcionaram o enfoque para o papel do linfócito T ativado na imunopatogênese da psoriase. Adequada compreensão dos mecanismos imunes envolvidos nos remete à breve revisão dos tópicos: Ativação do linfócito T Para ser ativado o linfócito T necessita de interação com a célula apresentadora do antígeno. O sinal principal provido por antígenos ligados a moléculas do Complexo de Histocompatibilidade Maior (MHC) classe I ou II. Demais sinais decorrentes da interação com moléculas presentes na superfície celular de ambas as células. Apresentação de antígenos As células dendríticas entre as quais a célula de Langerhans da epiderme são eficientes apresentadoras de antígenos. Estas células exibem vários receptores de membrana, como receptores para IL-1, IL-6, TNF-α, INF-γ, GM-CSF (fator estimulante de colônias de macrófagos), receptor Fc para IgG e IgE. E, expressam na superfície moléculas de adesão e integrinas assim como secretam as citocinas seguintes: IL-1, IL-6, IL-12, IL-15 e IL-18. Sistemas Th1 e Th2 As citocinas são classificadas segundo suas capacidades de estimularem preferencialmente a imunidade mediada por células (sistema Th1 e Tc1), da qual fazem parte: INFγ, TNF-α, IL-2, IL-12 e IL-18. Citocinas como IL- 4, ll-6, IL-10 e IL-13 estimulam a imunidade humoral (sistema Th2). Os linfócitos T CD4+ e CD8+ são capazes de produzir citocinas na linha Th1 ou Th2. A estimulação por IL-12 liberada por células dendríticas ativadas induz diferenciação no sentido de produção de citocinas tipo Th1. Células CD4+ e CD8+ que liberam citocinas tipo Th2 possuem papel regulatório na medida que alta concentração de citocinas tipo Th2 suprimem as ações daquelas do tipo Th1. Transito dos linfócitos para a pele Células dendríticas migram para linfonodos após fagocitarem moléculas, inclusive as derivadas de microorganismos, introduzidas na epiderme ou na derme. No linfonodo interagem com células precursoras, nativas (naive cells), as quais transforma-se em células T ativadas, proliferam e também se transformam em células de memória para aquela especifica molécula antigênica. E, desenvolvem proteína de superfície denominada de antígeno leucocitário comum (CLA), molécula de adesão que media o processo de transito para a pele. Inflamação cutânea Linfócitos CLA-positivo correspondem a 10 a15% das células circulantes. Para tornarem-se células efetoras devem reconhecer o antígeno especifico que lhe são apresentadas por células dendríticas abundantes na pele. Tornando-se ativadas produzem série de moléculas inclusive citocinas de tipo Th1 ou Th2. O fator mediador de ativação nuclear da célula T ativada é denominado fator de transcrição nuclear κ B (NFκB), presente no Epidemiologia, genética e imunopatogênese 17

20 citoplasma sob inibição da proteína IκB. Ocorrendo degradação de IκB, o fator NFκB transloca-se para o núcleo onde promove transcrição de várias proteínas de importância na resposta inflamatória e imune, tais como: TNF-α, IL-1β, IL-2, GM-CSF, ICAM-1, VCAM-1, E-selectina, receptor para IL-2, e induz ciclooxigenase 2. A translocação do NFκB pode ser iniciada pelo INF-γ, moléculas oxidantes, viroses, antígenos bacterianos, ésteres e mitógenos para célula T. Porém, quem desencadeia o processo inflamatório na psoriase? Dados clínicos e biológicos sugerem que processos infecciosos podem desencadear a psoríase, entre eles infecções virais agudas, por estreptococos β - hemolíticos e mesmo por Staphylococcus aureus (Ortonne, 1996). Em modelos teóricos e de experimentação, consistentes com o paradigma da imuno-vigilância, antígenos, auto-antígenos ou traumas (fenômeno de Kobner) iniciam o processo (Messen, 1995, Norris et al. 1997, Prinz, 1999, Robert & Kupper, 1999, Kirby, 2001). Antígenos penetram na epiderme e são captados por células dendríticas, incluindo células de Langerhans apresentadoras de antígenos (APC cells). Estas células migram para linfonodos regionais, onde apresentam moléculas antigênicas para células precursoras, nativas (naive cells), ou seja, células que ainda não foram ativadas por quaisquer outros antígenos, que estão circulando entre os linfonodos e a corrente sangüínea, (Lebwohl, 2003). O processo de apresentação do antígeno e ativação do linfócito T é complexo e envolve a participação de vários sinais co-estimulatórios e percorre vários passos que resultam na síntese aumentada de mrna para ativação de genes tais como da IL-2 e IL-2R. Após ativação, linfócitos T proliferam e diferenciam-se em células efetoras do tipo Th1 ou Th2. Conjunto de evidências permitem definir a psoriase como enfermidade do tipo Th1, caracterizada pela predominância de células T CD8+ na epiderme e CD4+ na derme, ambas produzindo citocinas tipo Th1. Durante o processo de ativação e maturação os linfócitos T passam a expressar uma glicoproteína de membrana, CLA, que o capacita a sair do vaso sangüíneo e migrar para a pele. Este processo de tráfego do linfócito T CLA positivo para a pele envolve interações com várias moléculas de adesão e quemoquinas, e corresponde a processo importante da patogênese, (Kruger, 2002). Linfócitos T Th1 e Tc1, agora presentes na derme e epiderme, interagem com queratinócitos da epiderme e com células residentes. A presença continuada de linfócitos T ativados determina seqüência de alterações epidérmicas, angiogênese e inflamação linfócito mediada, (Kruger, 2002, Lebwohl, 2003, Victor, 2003). As citocinas detectadas correspondem aquelas do perfil Th1 com preponderância de IL2, IL-6, IL-8, IL-12, INF-γ e particularmente TNF-α (Gotlieb, 2001). O papel central do TNF-α pode ser exemplificado pelo relato de caso de paciente com Doença de Crohn que ao ser tratado com anticorpo monoclonal quimérico anti-tnf-α humanizado, apresentou melhora dramática de quadro grave de psoríase associada (Najarian & Gottlieb, 2003). A etapa seguinte é a hiperproliferação de queratinócitos. Algumas citocinas, como IL-1 e IL-6 atuariam como mitógenos para queratinócitos, assim como INF-γ quando injetada na pele, mas, não in vitro. A continua liberação de citocinas pró-inflamatórias a partir de células T ativadas e, conseqüente migração de linfócitos para a epiderme, além de ativar citocinas como, por exemplo, o Fator de Crescimento Epitelial (EGF) ativam outras de importância no processo de hiperplasia persistente da epiderme. 18 Epidemiologia, genética e imunopatogênese

CAPÍTULO2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL. Maria Denise Fonseca Takahashi 1

CAPÍTULO2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL. Maria Denise Fonseca Takahashi 1 CAPÍTULO2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Maria Denise Fonseca Takahashi 1 Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) 1 Professora Doutora Colaboradora Médica

Leia mais

DOENÇAS DO SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO. Claudia de Lima Witzel

DOENÇAS DO SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO. Claudia de Lima Witzel DOENÇAS DO SISTEMA MUSCULAR ESQUELÉTICO Claudia de Lima Witzel SISTEMA MUSCULAR O tecido muscular é de origem mesodérmica (camada média, das três camadas germinativas primárias do embrião, da qual derivam

Leia mais

Uma doença crônica de pele: Psoríase. Kellen Cristine Amorim da Silva. kellenamorim27@yahoo.com.br. Pós-Graduação Dermato-Funcional Faculdade Ávila.

Uma doença crônica de pele: Psoríase. Kellen Cristine Amorim da Silva. kellenamorim27@yahoo.com.br. Pós-Graduação Dermato-Funcional Faculdade Ávila. Uma doença crônica de pele: Psoríase Kellen Cristine Amorim da Silva kellenamorim27@yahoo.com.br Pós-Graduação Dermato-Funcional Faculdade Ávila. Resumo A psoríase é uma doença crônica da pele, não contagiosa,

Leia mais

PRURIDO VULVAR DIFÍCIL ABORDAGEM

PRURIDO VULVAR DIFÍCIL ABORDAGEM PRURIDO VULVAR DE DE DIFÍCIL DIFÍCIL ABORDAGEM ABORDAGEM Diretora Administrativa da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) Conselheira do Conselho Regional de Medicina

Leia mais

PSORÍASE DESCRIÇÃO GERAL

PSORÍASE DESCRIÇÃO GERAL PSORÍASE DESCRIÇÃO GERAL Quais são os objetivos deste folheto? A Associação Britânica de Dermatologistas proporciona aos doentes três folhetos informativos sobre psoríase. Este folheto foi elaborado para

Leia mais

2. Da fundamentação e análise

2. Da fundamentação e análise PARECER COREN-SP 001/2013 CT PRCI n 100.546 e Ticket n 256.298 Assunto: Manuseio de equipamento de fototerapia em dermatologia por Auxiliar de Enfermagem. 1. Do fato A profissional questiona se o Auxiliar

Leia mais

PSODERMAX Peptídeo Nanossomado composto por fragmentos ativos de IL-4 e IL-10

PSODERMAX Peptídeo Nanossomado composto por fragmentos ativos de IL-4 e IL-10 PSODERMAX Peptídeo Nanossomado composto por fragmentos ativos de IL-4 e IL-10 Peptídeo NANOSSOMADO composto por fragmentos ATIVOS da IL-4 e IL-10 IMUNOREGULADOR TÓPICO: ANULA os efeitos dos principais

Leia mais

Modelo de Texto de Bula. Betnovate Q é apresentado sob a forma farmacêutica de creme em bisnaga de 30g. betametasona (como 17-valerato)...

Modelo de Texto de Bula. Betnovate Q é apresentado sob a forma farmacêutica de creme em bisnaga de 30g. betametasona (como 17-valerato)... Betnovate Q valerato de betametasona + clioquinol Creme dermatológico FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES Betnovate Q é apresentado sob a forma farmacêutica de creme em bisnaga de 30g. COMPOSIÇÃO: Betnovate

Leia mais

Corticóides na Reumatologia

Corticóides na Reumatologia Corticóides na Reumatologia Corticóides (CE) são hormônios esteróides produzidos no córtex (área mais externa) das glândulas suprarrenais que são dois pequenos órgãos localizados acima dos rins. São produzidos

Leia mais

Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira. Psoriase

Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira. Psoriase Psoriase Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade física adaptada e saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira A psoríase é uma doença crônica e inflamatória da pele que se caracteriza por manchas cobertas

Leia mais

DOENÇAS AUTO-IMUNES MUCOCUTÂNEAS

DOENÇAS AUTO-IMUNES MUCOCUTÂNEAS Curso: Graduação em Odontologia 4º e 5º Períodos Disciplina: Patologia Oral DOENÇAS AUTO-IMUNES MUCOCUTÂNEAS http://lucinei.wikispaces.com Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira 2012 DOENÇAS AUTO-IMUNES

Leia mais

Aula Noções de Fototerapia 14º.Encontro Psoríase e Vitiligo 21 de maio de 2016. Dr Cid Yazigi Sabbag Dermatologista Centro Br Estudos em Psoríase

Aula Noções de Fototerapia 14º.Encontro Psoríase e Vitiligo 21 de maio de 2016. Dr Cid Yazigi Sabbag Dermatologista Centro Br Estudos em Psoríase Aula Noções de Fototerapia 14º.Encontro Psoríase e Vitiligo 21 de maio de 2016 Dr Cid Yazigi Sabbag Dermatologista Centro Br Estudos em Psoríase Fototerapia Vantagens: Melhor estratégia de fármaco-economia

Leia mais

Copyright. Tratamento Tópico & Fototerapia

Copyright. Tratamento Tópico & Fototerapia Tratamento Tópico & Fototerapia Prof Dr Ricardo Romiti Coordenador do Ambulatório de Psoríase Departamento de Dermatologia Universidade de São Paulo (USP) Tratamentos Tópicos Indicação v Tratamento das

Leia mais

Monitorização do Paciente em uso de Imunobiológicos. Copyright AMBULATÓRIO DE PSORÍASE MARCELO ARNONE AMBULATÓRIO DE PSORÍASE

Monitorização do Paciente em uso de Imunobiológicos. Copyright AMBULATÓRIO DE PSORÍASE MARCELO ARNONE AMBULATÓRIO DE PSORÍASE Monitorização do Paciente em uso de Imunobiológicos MARCELO ARNONE AMBULATÓRIO DE PSORÍASE HOSPITAL MARCELO DAS CLÍNICAS ARNONE FMUSP AMBULATÓRIO DE PSORÍASE HOSPITAL DAS CLÍNICAS FMUSP Moduladores de

Leia mais

PORTARIA No- 1.229, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2013

PORTARIA No- 1.229, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2013 PORTARIA No- 1.229, DE 5 DE NOVEMBRO DE 2013 Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Psoríase. O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições, Considerando a necessidade de

Leia mais

CAPÍTULO1 CONCEITO, EPIDEMIOLOGIA, GENÉTICA E IMUNOPATOGÊNESE. Silvio Alencar Marques 1. Faculdade de Medicina de Botucatu UNESP

CAPÍTULO1 CONCEITO, EPIDEMIOLOGIA, GENÉTICA E IMUNOPATOGÊNESE. Silvio Alencar Marques 1. Faculdade de Medicina de Botucatu UNESP CONSENSO BRASILEIRO SOBRE PSORÍASE SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA CAPÍTULO1 CONCEITO, EPIDEMIOLOGIA, GENÉTICA E IMUNOPATOGÊNESE Silvio Alencar Marques 1 Faculdade de Medicina de Botucatu UNESP 1

Leia mais

ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA

ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA Esclerodermia significa pele dura. O termo esclerodermia localizada se refere ao fato de que o processo nosológico está localizado na pele. Por vezes o termo

Leia mais

Opções de tratamento - um guia simples

Opções de tratamento - um guia simples Guia Opções de tratamento - um guia simples Para poder decidir qual é o melhor tratamento para si, é importante começar por saber quais as opções de tratamento existentes e quais as suas vantagens e desvantagens.

Leia mais

Definição. Febre Reumática. Introdução. Introdução. Epidemiologia 24/08/2011

Definição. Febre Reumática. Introdução. Introdução. Epidemiologia 24/08/2011 Definição Febre Reumática Doença inflamatória, sistêmica, deflagrada pelo agente infeccioso Streptococcus β-hemolítico do grupo A, que ocorre em pessoas geneticamente predispostas ; Professor Leonardo

Leia mais

Data: 20/01/2013 NTRR 05/2013. Medicamento X Material Procedimento Cobertura

Data: 20/01/2013 NTRR 05/2013. Medicamento X Material Procedimento Cobertura NTRR 05/2013 Solicitante: Desembargador Alyrio Ramos Número do processo: 1.0145.12.082745-9/001 Impetrato: Secretaria de Saúde de Juiz de Fora Data: 20/01/2013 Medicamento X Material Procedimento Cobertura

Leia mais

Artrite Idiopática Juvenil

Artrite Idiopática Juvenil Artrite Idiopática Juvenil CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO: CREDITO IMAGEM DA CAPA: http://www.purdue.edu/newsroom/ EDITORAÇÃO: Rian Narcizo Mariano PRODUÇÃO: www.letracapital.com.br Copyright SBR-, 2011 O conteúdo

Leia mais

LEIA ATENTAMENTE ESTA BULA ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO

LEIA ATENTAMENTE ESTA BULA ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO LEIA ATENTAMENTE ESTA BULA ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Psorex propionato de clobetasol APRESENTAÇÕES Psorex pomada é apresentado em bisnaga de alumínio com 30 gramas.

Leia mais

Conteúdo. Data: 24/04/2013 NOTA TÉCNICA 54/2013. Medicamento x Material Procedimento Cobertura

Conteúdo. Data: 24/04/2013 NOTA TÉCNICA 54/2013. Medicamento x Material Procedimento Cobertura NOTA TÉCNICA 54/2013 Solicitante Juíza Sabrina da Cunha Peixoto Ladeira Processo número: 0512.13.002867-7 Data: 24/04/2013 Medicamento x Material Procedimento Cobertura TEMA: Interferon, Oxsoralen 10 mg,

Leia mais

Modelo de Texto de Bula. Betnovate N para uso na pele é apresentado sob as formas farmacêuticas de creme e de pomada, em bisnagas de 30g.

Modelo de Texto de Bula. Betnovate N para uso na pele é apresentado sob as formas farmacêuticas de creme e de pomada, em bisnagas de 30g. Betnovate N valerato de betametasona + sulfato de neomicina Creme e pomada dermatológica FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES Betnovate N para uso na pele é apresentado sob as formas farmacêuticas de creme

Leia mais

Artrite Psoriásica Sociedade Brasileira de Reumatologia

Artrite Psoriásica Sociedade Brasileira de Reumatologia Artrite Psoriásica CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO: Comissão de Espondiloartrites CREDITO IMAGEM DA CAPA: http://www.arthritis-experts.com/ EDITORAÇÃO: Rian Narcizo Mariano PRODUÇÃO: www.letracapital.com.br

Leia mais

Câncer de Pele. Os sinais de aviso de Câncer de Pele. Lesões pré câncerigenas. Melanoma. Melanoma. Carcinoma Basocelular. PEC SOGAB Júlia Käfer

Câncer de Pele. Os sinais de aviso de Câncer de Pele. Lesões pré câncerigenas. Melanoma. Melanoma. Carcinoma Basocelular. PEC SOGAB Júlia Käfer Lesões pré câncerigenas Os sinais de aviso de Câncer de Pele Câncer de Pele PEC SOGAB Júlia Käfer Lesões pré-cancerosas, incluindo melanoma, carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. Estas lesões

Leia mais

Nota Técnica Varicela 2012

Nota Técnica Varicela 2012 Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde Superintendência de Vigilância em Saúde Coordenação

Leia mais

1 METODOLOGIA DE BUSCA E AVALIAÇÃO DA LITERATURA

1 METODOLOGIA DE BUSCA E AVALIAÇÃO DA LITERATURA Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Portaria SAS/MS nº 1.229, de 5 de novembro de 2013. 1 METODOLOGIA DE BUSCA E AVALIAÇÃO DA LITERATURA Foram realizadas buscas nas bases de dados Medline/Pubmed

Leia mais

Imunossupressores e Agentes Biológicos

Imunossupressores e Agentes Biológicos Imunossupressores e Agentes Biológicos Histórico Início da década de 1960 Transplantes Prof. Herval de Lacerda Bonfante Departamento de Farmacologia Doenças autoimunes Neoplasias Imunossupressores Redução

Leia mais

Patologia Geral AIDS

Patologia Geral AIDS Patologia Geral AIDS Carlos Castilho de Barros Augusto Schneider http://wp.ufpel.edu.br/patogeralnutricao/ SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS ou SIDA) Doença causada pela infecção com o vírus

Leia mais

PROVA ESPECÍFICA Cargo 48. Na reação de hipersensibilidade imediata do tipo I, qual dos seguintes mediadores é neoformado nos tecidos?

PROVA ESPECÍFICA Cargo 48. Na reação de hipersensibilidade imediata do tipo I, qual dos seguintes mediadores é neoformado nos tecidos? 11 PROVA ESPECÍFICA Cargo 48 QUESTÃO 26 Na reação de hipersensibilidade imediata do tipo I, qual dos seguintes mediadores é neoformado nos tecidos? a) Heparina. b) Histamina. c) Fator ativador de plaquetas

Leia mais

PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DE DROGAS IMUNOBIOLÓGICAS EM UTILIZAÇÃO NO BRASIL

PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DE DROGAS IMUNOBIOLÓGICAS EM UTILIZAÇÃO NO BRASIL PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES DE DROGAS IMUNOBIOLÓGICAS EM UTILIZAÇÃO NO BRASIL Dra. Ana Cristina de Medeiros Ribeiro Reumatologista do HC FMUSP e CEDMAC Doutoranda pela FMUSP IMUNOBIOLÓGICOS NO BRASIL Anti-TNF

Leia mais

21/08/14. Farmacologia da Inflamação Drogas Modificadoras de Doença. Ciclo de Atualização em Farmacologia. DMARDs

21/08/14. Farmacologia da Inflamação Drogas Modificadoras de Doença. Ciclo de Atualização em Farmacologia. DMARDs Ciclo de Atualização em Farmacologia Farmacologia da Inflamação Drogas Modificadoras de Doença Drogas Modificadoras de Doença - DMARDs @ Diasese-modifying antirheumatoid drugs; @ Suprimem em parte ou totalmente

Leia mais

Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes

Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes Mecanismos da rejeição de transplantes Envolve várias reações de hipersensibilidade, tanto humoral quanto celular Habilidade cirúrgica dominada para vários

Leia mais

Etiologia. Infecciosa Auto-imune Traumática. DCP / APN Dulce Cabelho Passarelli / André Passarelli Neto. Tratamento. Depende: Origem Diagnóstico

Etiologia. Infecciosa Auto-imune Traumática. DCP / APN Dulce Cabelho Passarelli / André Passarelli Neto. Tratamento. Depende: Origem Diagnóstico Infecciosa Auto-imune Traumática Evidência Clínica Inicialmente, vesículas ou bolhas, na pele ou mucosa, podendo ocorrer concomitantemente nessas regiões. Dulce Cabelho Passarelli / André Passarelli Neto

Leia mais

DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL. Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13

DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL. Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13 DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL Profª. Thais de A. Almeida Aula 21/05/13 Doença Inflamatória Intestinal Acometimento inflamatório crônico do TGI. Mulheres > homens. Pacientes jovens (± 20 anos). Doença

Leia mais

BETOGENTA. Geolab Indústria Farmacêutica S/A Creme Dermatológico 0,5mg/g + 1mg/g

BETOGENTA. Geolab Indústria Farmacêutica S/A Creme Dermatológico 0,5mg/g + 1mg/g BETOGENTA Geolab Indústria Farmacêutica S/A Creme Dermatológico 0,5mg/g + 1mg/g MODELO DE BULA PARA O PACIENTE Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder a sua leitura antes de utilizar o medicamento.

Leia mais

APRESENTAÇÕES Pomada: 1 mg/g de furoato de mometasona em embalagem com 20 g. USO DERMATOLÓGICO USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 02 ANOS DE IDADE

APRESENTAÇÕES Pomada: 1 mg/g de furoato de mometasona em embalagem com 20 g. USO DERMATOLÓGICO USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 02 ANOS DE IDADE TOPISON furoato de mometasona APRESENTAÇÕES Pomada: 1 mg/g de furoato de mometasona em embalagem com 20 g. USO DERMATOLÓGICO USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 02 ANOS DE IDADE COMPOSIÇÃO Cada g de Topison

Leia mais

abscessos interconectados e cicatrizes.

abscessos interconectados e cicatrizes. Tabela 1. Tipologia da acne e suas características clinicas TIPO DE ACNE CARACTERÍSTICA Acne Vulgar ou Juvenil Forma mais comum da acne, de elevada prevalência na adolescência (85%) acomete ambos os sexos.

Leia mais

Tratamento Sistêmico Clássico. Copyright AMBULATÓRIO DE PSORÍASE MARCELO ARNONE AMBULATÓRIO DE PSORÍASE HOSPITAL DAS CLÍNICAS FMUSP

Tratamento Sistêmico Clássico. Copyright AMBULATÓRIO DE PSORÍASE MARCELO ARNONE AMBULATÓRIO DE PSORÍASE HOSPITAL DAS CLÍNICAS FMUSP Tratamento Sistêmico Clássico MARCELO ARNONE AMBULATÓRIO DE PSORÍASE HOSPITAL MARCELO DAS CLÍNICAS ARNONE FMUSP AMBULATÓRIO DE PSORÍASE HOSPITAL DAS CLÍNICAS FMUSP Tratamento Sistêmico Clássico Acitretina

Leia mais

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias Texto elaborado pelos Drs Pérsio Roxo Júnior e Tatiana Lawrence 1. O que é imunodeficiência? 2. Estas alterações do sistema imunológico são hereditárias?

Leia mais

Betnovate GlaxoSmithKline Brasil Ltda. Solução tópica 1mg/mL

Betnovate GlaxoSmithKline Brasil Ltda. Solução tópica 1mg/mL Betnovate GlaxoSmithKline Brasil Ltda. Solução tópica 1mg/mL Betnovate capilar Modelo de texto de bula - Paciente LEIA ATENTAMENTE ESTA BULA ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO. I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Leia mais

CICLOSPORINA PARA DERMATITE ATÓPICA REFRATÁRIA

CICLOSPORINA PARA DERMATITE ATÓPICA REFRATÁRIA Medicamento X Data: 30/09/2013 Nota Técnica 238 2013 Solicitante: Juiz de Direito JOSÉ CARLOS DE MATOS Material Procedimento Cobertura Número do processo: 0362.13.009927-2. Réu: Município de João Monlevade

Leia mais

04/06/2015. Imunologia dos Transplantes. Bases imunológicas da rejeição do enxerto

04/06/2015. Imunologia dos Transplantes. Bases imunológicas da rejeição do enxerto Imunologia dos Transplantes Dayse Locateli Transplante: ato de transferir células, tecidos ou órgãos de um lugar para outro. Indivíduo doador Receptor Dificuldades: Técnicas Cirúrgicas Quantidade de doadores

Leia mais

Softderm Laboratório Farmacêutico Elofar Ltda. Pomada dermatológica 0,64 mg/g de dipropionato de betametasona + 30 mg/g de ácido salicílico

Softderm Laboratório Farmacêutico Elofar Ltda. Pomada dermatológica 0,64 mg/g de dipropionato de betametasona + 30 mg/g de ácido salicílico Softderm Laboratório Farmacêutico Elofar Ltda. Pomada dermatológica 0,64 mg/g de dipropionato de betametasona + 30 mg/g de ácido salicílico I- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Softderm dipropionato de betametasona

Leia mais

Púrpura Trombocitopênica Auto-imune

Púrpura Trombocitopênica Auto-imune Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira Púrpura Trombocitopênica Auto-imune Rafael Machado Mantovani E-mail: rafaelmm@uai.com.br Introdução

Leia mais

PSORÍASE: RECENTES AVANÇOS NA

PSORÍASE: RECENTES AVANÇOS NA Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Faculdade de Ciências e Tecnologias da Saúde Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas PSORÍASE: RECENTES AVANÇOS NA COMPREENSÃO DA DOENÇA E SUA TERAPÊUTICA

Leia mais

TABELA DE EQUIVALÊNCIA Curso de Odontologia

TABELA DE EQUIVALÊNCIA Curso de Odontologia TABELA DE EQUIVALÊNCIA Curso de Odontologia Disciplina A Disciplina B Código Disciplina C/H Curso Disciplina C/H Código Curso Ano do Currículo 64823 MICROBIOLOGIA GERAL 17/34 ODONTOLOGIA MICROBIOLOGIA

Leia mais

TIPOS DE TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS CIRURGIA QUIMIOTERAPIA SISTÊMICA

TIPOS DE TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS CIRURGIA QUIMIOTERAPIA SISTÊMICA TIPOS DE TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS Prof a Dra. Nise H. Yamaguchi Prof a Dra Enf a Lucia Marta Giunta da Silva Profª. Dra. Enf a Maria Tereza C. Laganá A abordagem moderna do tratamento oncológico busca mobilizar

Leia mais

Advantan aceponato de metilprednisolona. Informação importante! Leia com atenção! Forma farmacêutica: loção

Advantan aceponato de metilprednisolona. Informação importante! Leia com atenção! Forma farmacêutica: loção Advantan aceponato de metilprednisolona Informação importante! Leia com atenção! Forma farmacêutica: loção Apresentações: Cartucho contendo bisnaga com 20 g (50 g). Uso Adulto e Pediátrico Composição:

Leia mais

Nota Técnica 125/2014. Betaterapia para tratamento de queloide

Nota Técnica 125/2014. Betaterapia para tratamento de queloide 05/07/2014 Nota Técnica 125/2014 Betaterapia para tratamento de queloide SOLICITANTE :Dra. Luciene Cristina Marassi Cagnin Juíza de Direito de Itajubá - MG NÚMERO DO PROCESSO: 0324.14.007196-4 SOLICITAÇÃO/

Leia mais

Informações ao Paciente

Informações ao Paciente Informações ao Paciente Introdução 2 Você foi diagnosticado com melanoma avançado e lhe foi prescrito ipilimumabe. Este livreto lhe fornecerá informações acerca deste medicamento, o motivo pelo qual ele

Leia mais

CASO CLINICO DERMATOLOGIA HOMEOPATIA

CASO CLINICO DERMATOLOGIA HOMEOPATIA CASO CLINICO DERMATOLOGIA HOMEOPATIA Dra. Carla P. Zarur RESUMO Relato de um caso de dermatose em paciente do sexo masculino, 54 anos, tratado com sucesso por meio da homeopatia, após falha de diferentes

Leia mais

Eczema Resumo de diretriz NHG M37 (maio 2014)

Eczema Resumo de diretriz NHG M37 (maio 2014) Resumo de diretriz NHG M37 (maio 2014) Dirven-Meijer PC, De Kock CA, Nonneman MGM, Van Sleeuwen D, De Witt-de Jong AWF, Burgers JS, Opstelten W, De Vries CJH traduzido do original em holandês por Luiz

Leia mais

Data: 17/05/2013. NTRR 74/ 2013 a. Medicamento x Material Procedimento Cobertura

Data: 17/05/2013. NTRR 74/ 2013 a. Medicamento x Material Procedimento Cobertura NTRR 74/ 2013 a Solicitante: Juiza de Direito Herilene de Oliveira Andrade Itapecerica Número do processo: 335.13.910-3 Data: 17/05/2013 Medicamento x Material Procedimento Cobertura Réu: Município de

Leia mais

O que é o câncer de mama?

O que é o câncer de mama? O que é o câncer de mama? As células do corpo normalmente se dividem de forma controlada. Novas células são formadas para substituir células velhas ou que sofreram danos. No entanto, às vezes, quando células

Leia mais

TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3

TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3 TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3 SISTEMA IMUNE E ALERGIA Por alergia, entendem-se as repostas imunes indesejadas contra substâncias que venceram as barreiras como, os epitélios, as mucosas e as enzimas.

Leia mais

A pele é um sistema orgânico que, quando mantida sua integridade, tem como funções:

A pele é um sistema orgânico que, quando mantida sua integridade, tem como funções: CUIDADOS COM A PELE A pele é um sistema orgânico que, quando mantida sua integridade, tem como funções: Regular a temperatura do nosso corpo; Perceber os estímulos dolorosos e agradáveis; Impedir a entrada

Leia mais

Imunidade Adaptativa Humoral

Imunidade Adaptativa Humoral Imunidade Adaptativa Humoral Daiani Cristina Ciliao Alves Taise Natali Landgraf Imunidade Adaptativa Humoral 1) Anticorpos: Estrutura Localização 2) Maturação de célula B: Interação dependente de célula

Leia mais

18/9/2014 CONCEITO FISIOPATOLOGIA FISIOPATOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

18/9/2014 CONCEITO FISIOPATOLOGIA FISIOPATOLOGIA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS UNESC - ENFERMAGEM SAÚDE DO ADULTO PROFª: FLÁVIA NUNES LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO CONCEITO O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença crônica de causa desconhecida, onde acontecem alterações fundamentais

Leia mais

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae.

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae. A Equipe Multiprofissional de Saúde Ocupacional da UDESC lembra: Dia 01 de dezembro é dia mundial de prevenção à Aids! Este material foi desenvolvido por alunos do Departamento de Enfermagem da Universidade

Leia mais

PSORÍASE UM DESAFIO PARA TODOS. www.psorisul.org.br

PSORÍASE UM DESAFIO PARA TODOS. www.psorisul.org.br Distribuiçãogratuíta PSORÍASE ÍSROSP EAÍESAÍROSPGuiaDeInformaçõeseOrientações NA INFÂNCIA UM DESAFIO PARA TODOS 2010 www.psorisul.org.br Apresentação www.psorisul.org.br A Associação Nacional dos Portadores

Leia mais

Modelo de Texto de Bula. betametasona (como 17-valerato)... 1mg (0,1% p/p) veículo: (carbopol, álcool isopropílico e água purificada q.s.p)...

Modelo de Texto de Bula. betametasona (como 17-valerato)... 1mg (0,1% p/p) veículo: (carbopol, álcool isopropílico e água purificada q.s.p)... Betnovate valerato de betametasona Capilar FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES: BETNOVATE Capilar é uma solução transparente, levemente viscosa, contendo 17-valerato de betametasona a 0,1% p/p. O veículo

Leia mais

Artrite Resumo de diretriz NHG M90 (agosto 2009)

Artrite Resumo de diretriz NHG M90 (agosto 2009) Artrite Resumo de diretriz NHG M90 (agosto 2009) Janssens HJEM, Lagro HAHM, Van Peet PG, Gorter KJ, Van der Pas P, Van der Paardt M, Woutersen-Koch H traduzido do original em holandês por Luiz F.G. Comazzetto

Leia mais

PRP PLASMA RICO EM PLAQUETAS

PRP PLASMA RICO EM PLAQUETAS Por Dr.Marcelo Bonanza PRP PLASMA RICO EM PLAQUETAS O que é a aplicação de Plasma Rico em Plaquetas? As Plaquetas são formadas a partir do Megacariócito que tem origem na medula óssea. Cada Plaqueta guarda

Leia mais

Psoriase. O que é a psoríase?

Psoriase. O que é a psoríase? Psoriase O que é a psoríase? A psoríase é uma dermatose inflamatória resultante de um desequilíbrio epidérmico. É caracterizada pela proliferação exagerada e diferenciação anormal dos queratinócitos (células

Leia mais

17/03/2011. Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br

17/03/2011. Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br Marcos K. Fleury Laboratório de Hemoglobinas Faculdade de Farmácia - UFRJ mkfleury@ufrj.br São doenças causadas pela proliferação descontrolada de células hematológicas malignas ou incapacidade da medula

Leia mais

A acne é uma complicação da pele oleosa que afeta os folículos pilo sebáceos e os fatores envolvidos no aparecimento e na evolução são:

A acne é uma complicação da pele oleosa que afeta os folículos pilo sebáceos e os fatores envolvidos no aparecimento e na evolução são: Acne Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 2009, acne é o problema dermatológico mais comum na população brasileira, afetando 56,4% das pessoas, além de ser o motivo

Leia mais

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento Neoplasias 2 Adriano de Carvalho Nascimento Biologia tumoral Carcinogênese História natural do câncer Aspectos clínicos dos tumores Biologia tumoral Carcinogênese (bases moleculares do câncer): Dano genético

Leia mais

Câncer de Pele. Faculdade de Medicina UFC. Catharine Louise Melo Araújo

Câncer de Pele. Faculdade de Medicina UFC. Catharine Louise Melo Araújo Câncer de Pele Faculdade de Medicina UFC Catharine Louise Melo Araújo Data: 25/10/2011 Camadas da Pele Câncer de Pele Os carcinomas cutâneos são as neoplasias malignas mais comuns. O principal fator para

Leia mais

TROMBOCITOPENIA NA GRAVIDEZ

TROMBOCITOPENIA NA GRAVIDEZ TROMBOCITOPENIA NA GRAVIDEZ Ricardo Oliveira Santiago Francisco Herlânio Costa Carvalho INTRODUÇÃO: - Trombocitopenia pode resultar de uma variedade de condições fisiológicas e patológicas na gravidez.

Leia mais

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS.

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Laura S. W ard CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Nódulos da Tiróide e o Carcinoma Medular Nódulos da tiróide são um

Leia mais

página: 35 Capítulo 3: Eczemas causas lesiones básicas procura índice imprimir última página vista anterior seguinte

página: 35 Capítulo 3: Eczemas causas lesiones básicas procura índice imprimir última página vista anterior seguinte Capítulo 3: Eczemas página: 35 Eczemas Dermites de contacto e dermites traumáticas página: 36 3.1 Dermites de contacto e dermites traumáticas Mácula eritematosa; Vesículas Eczema de contacto agudo exsudativo

Leia mais

Softderm Laboratório Farmacêutico Elofar Ltda. Pomada dermatológica 0,64 mg/g de dipropionato de betametasona + 30 mg/g de ácido salicílico

Softderm Laboratório Farmacêutico Elofar Ltda. Pomada dermatológica 0,64 mg/g de dipropionato de betametasona + 30 mg/g de ácido salicílico Softderm Laboratório Farmacêutico Elofar Ltda. Pomada dermatológica 0,64 mg/g de dipropionato de betametasona + 30 mg/g de ácido salicílico I- IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO Softderm dipropionato de betametasona

Leia mais

www.pediatric-rheumathology.printo.it DERMATOMIOSITE JUVENIL

www.pediatric-rheumathology.printo.it DERMATOMIOSITE JUVENIL www.pediatric-rheumathology.printo.it DERMATOMIOSITE JUVENIL O que é? A dermatomiosite Juvenil (DMJ) pertence ao grupo das chamadas doenças auto-imunes. Nas doenças auto-imunes há uma reacção anormal do

Leia mais

Febre Reumática Sociedade Brasileira de Reumatologia

Febre Reumática Sociedade Brasileira de Reumatologia Febre Reumática CRIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO: CREDITO IMAGEM DA CAPA: http://www.guildford.gov.uk/play EDITORAÇÃO: Rian Narcizo Mariano PRODUÇÃO: www.letracapital.com.br Copyright SBR-, 2011 O conteúdo desta

Leia mais

VALERATO DE BETAMETASONA EMS SIGMA PHARMA LTDA. Pomada Dermatológica. 1 mg / g

VALERATO DE BETAMETASONA EMS SIGMA PHARMA LTDA. Pomada Dermatológica. 1 mg / g VALERATO DE BETAMETASONA EMS SIGMA PHARMA LTDA Pomada Dermatológica 1 mg / g valerato de betametasona "Medicamento Genérico, Lei nº. 9.787, de 1999". APRESENTAÇÕES valerato de betametasona pomada 1mg /

Leia mais

Imunidade aos microorganismos

Imunidade aos microorganismos Imunidade aos microorganismos Características da resposta do sistema imune a diferentes microorganismos e mecanismos de escape Eventos durante a infecção: entrada do MO, invasão e colonização dos tecidos

Leia mais

Propilenoglicol e potencial alergênico em cosméticos

Propilenoglicol e potencial alergênico em cosméticos Propilenoglicol e potencial alergênico em cosméticos Os cuidados com a aparência física e a busca incessante pelo ideal de beleza levam as pessoas a se submeterem aos mais variados tratamentos estéticos

Leia mais

CHIKUNGUNYA. No final de 2013 foi registrada a transmissão autóctone da doença em vários países do Caribe.

CHIKUNGUNYA. No final de 2013 foi registrada a transmissão autóctone da doença em vários países do Caribe. CHIKUNGUNYA Andyane Freitas Tetila Médica Infectologista Mestre em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela UFMS Coordenadora de Vigilância Epidemiológica SESAU/PMCG CHIKUNGUNYA A Febre do Chikungunya é

Leia mais

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR

FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR FOLHETO INFORMATIVO FOLHETO INFORMATIVO: INFORMAÇÃO PARA O UTILIZADOR Tedol 20 mg/g creme Tedol 20 mg/ml líquido cutâneo Cetoconazol Leia atentamente este folheto antes de utilizar este medicamento. -

Leia mais

TB - TUBERCULOSE. Prof. Eduardo Vicente

TB - TUBERCULOSE. Prof. Eduardo Vicente TB - TUBERCULOSE Prof. Eduardo Vicente A História do TB A tuberculose foi chamada antigamente de "peste cinzenta", e conhecida também em português como tísica pulmonar ou "doença do peito" - é uma das

Leia mais

Tuberculose e imunobiológicos. Cláudia Henrique da Costa Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Tuberculose e imunobiológicos. Cláudia Henrique da Costa Universidade do Estado do Rio de Janeiro Tuberculose e imunobiológicos Cláudia Henrique da Costa Universidade do Estado do Rio de Janeiro Mycobacterium tuberculosis Mycobacterium tuberculosis 10 micrômetros. Domina o mundo Dois bilhões de pessoas

Leia mais

MODELO DE FORMATO DE BULA

MODELO DE FORMATO DE BULA APRESENTAÇÕES OMCILON-A M (triancinolona acetonida + sulfato de neomicina + gramicidina + nistatina) pomada é apresentado em embalagens contendo 1 tubo com 30 g. USO TÓPICO USO ADULTO E PEDIÁTRICO COMPOSIÇÃO

Leia mais

N o 35. Março 2015. O mieloma múltiplo é uma. MIELOMA MÚLTIPLO: Novo Medicamento no tratamento contra o Câncer de Medula Óssea

N o 35. Março 2015. O mieloma múltiplo é uma. MIELOMA MÚLTIPLO: Novo Medicamento no tratamento contra o Câncer de Medula Óssea N o 35 Março 2015 Centro de Farmacovigilância da UNIFAL-MG Site: www2.unifal-mg.edu.br/cefal Email: cefal@unifal-mg.edu.br Tel: (35) 3299-1273 Equipe editorial: prof. Dr. Ricardo Rascado; profa. Drª. Luciene

Leia mais

www.pediatric-rheumathology.printo.it DERMATOMIOSITE JUVENIL

www.pediatric-rheumathology.printo.it DERMATOMIOSITE JUVENIL www.pediatric-rheumathology.printo.it DERMATOMIOSITE JUVENIL O que é? A Dermatomiosite Juvenil (DMJ) pertence ao grupo das chamadas doenças auto-imunes. Nas doenças auto-imunes há uma reação anormal do

Leia mais

Tipos de enxertos. Tipos de Enxertos: Tipos de Enxertos: O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes. Singênicos

Tipos de enxertos. Tipos de Enxertos: Tipos de Enxertos: O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes. Singênicos O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes Prof.Dr. Gilson Costa Macedo Processo de retirada de células, tecidos ou órgãos, chamados enxertos, de um indivíduo e a sua inserção em um indivíduo

Leia mais

CLOB-X propionato de clobetasol POMADA 0,5 mg/g

CLOB-X propionato de clobetasol POMADA 0,5 mg/g CLOB-X propionato de clobetasol POMADA 0,5 mg/g CLOB-X propionato de clobetasol 0,5 mg/g LEIA ATENTAMENTE ESTA BULA ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO I - IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO CLOB-X propionato de clobetasol

Leia mais

Vitacid tretinoína CREME 0,05% GEL 0,025% Uso adulto Uso externo

Vitacid tretinoína CREME 0,05% GEL 0,025% Uso adulto Uso externo Vitacid tretinoína CREME 0,05% GEL 0,025% Uso adulto Uso externo FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES: Gel 0,025% e Creme dermatológico 0,05%. Gel e Creme: bisnaga com 25g. COMPOSIÇÃO: Cada grama de VITACID

Leia mais

DEFINIÇÃO. quantidade de plaquetas.

DEFINIÇÃO. quantidade de plaquetas. HEMOGRAMA DEFINIÇÃO É o exame mais requisitado pela medicina e nele analisa-se as células sanguíneas. É comum você pegar um laudo dividido em três partes:eritrograma, parte que analisa as células vermelhas

Leia mais

Aprendendo a Ensinar: 10 anos dos Encontros Municipal de Psoríase e Vi8ligo Dr.Cid Yazigi Sabbag Idealizador dos Encontros Dermatologista e Diretor

Aprendendo a Ensinar: 10 anos dos Encontros Municipal de Psoríase e Vi8ligo Dr.Cid Yazigi Sabbag Idealizador dos Encontros Dermatologista e Diretor Aprendendo a Ensinar: 10 anos dos Encontros Municipal de Psoríase e Vi8ligo Dr.Cid Yazigi Sabbag Idealizador dos Encontros Dermatologista e Diretor do Centro Brasileiro de Estudos em Psoríase Dr.Cid Yazigi

Leia mais

PARECER DO GATS nº 20/08

PARECER DO GATS nº 20/08 PARECER DO GATS nº 20/08 Responsável: Sandra de Oliveira Sapori Avelar Data de elaboração: 10 de julho de 2008. TEMA: INFLIXIMABE NA DOENÇA DE CROHN INTRODUÇÃO: A doença de Crohn é uma condição inflamatória

Leia mais

Terapia medicamentosa

Terapia medicamentosa www.printo.it/pediatric-rheumatology/pt/intro Terapia medicamentosa Versão de 2016 13. Medicamentos biológicos Nos últimos anos foram introduzidas novas perspetivas terapêuticas com substâncias conhecidas

Leia mais

Papilomavírus Humano HPV

Papilomavírus Humano HPV Papilomavírus Humano HPV -BIOLOGIA- Alunos: André Aroeira, Antonio Lopes, Carlos Eduardo Rozário, João Marcos Fagundes, João Paulo Sobral e Hélio Gastão Prof.: Fragoso 1º Ano E.M. T. 13 Agente Causador

Leia mais

ESTE MATERIAL FAZ PARTE DO CURSO 2 em 1: Despigmentantes: Conhecimento, Automedicação Responsável e Visita ao Médico

ESTE MATERIAL FAZ PARTE DO CURSO 2 em 1: Despigmentantes: Conhecimento, Automedicação Responsável e Visita ao Médico ESTE MATERIAL FAZ PARTE DO CURSO 2 em 1: Despigmentantes: Conhecimento, Automedicação Responsável e Visita ao Médico FICHA RESUMO Hiperpigmentação da Pele Condições-chave Hiperpigmentação da pele: Excesso

Leia mais

1) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO. PROTOPIC tacrolimo. APRESENTAÇÕES Pomada dermatológica na concentração de:

1) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO. PROTOPIC tacrolimo. APRESENTAÇÕES Pomada dermatológica na concentração de: 1) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO PROTOPIC tacrolimo APRESENTAÇÕES Pomada dermatológica na concentração de: - 0,03% em bisnaga com 10 g ou 30 g. USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 2 ANOS. - 0,1% em bisnaga

Leia mais

Dermatite Atópica/Eczema atópico

Dermatite Atópica/Eczema atópico Dermatite Atópica/Eczema atópico Trata-se de uma inflamação cutânea que ocorre em muitos indivíduos alérgicos como componente da tríade - asma, rinite alérgica e eczema atópico. Já no século XVII Helmont

Leia mais

DIPROSALIC. dipropionato de betametasona + ácido salicílico. Pomada e Solução

DIPROSALIC. dipropionato de betametasona + ácido salicílico. Pomada e Solução BULA PARA O PACIENTE dipropionato de betametasona + ácido salicílico Pomada e Solução FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES é indicado para uso dermatológico. Pomada apresenta-se em bisnagas de 30 gramas.

Leia mais

Tuberculose. Profa. Rosângela Cipriano de Souza

Tuberculose. Profa. Rosângela Cipriano de Souza Tuberculose Profa. Rosângela Cipriano de Souza Risco para tuberculose Pessoas em contato com doentes bacilíferos, especialmente crianças Pessoas vivendo com HIV/AIDS Presidiários População vivendo nas

Leia mais