estética Marketing Profissão Revista Brasileira de Ano 1 nº 1 - setembro/outubro de 2013

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1 estética Revista Brasileira de Ano 1 nº 1 - setembro/outubro de anos Tratamento da pele Lâmpada de Wood e avaliação de hipercromias Depilação por luz intensa pulsada Protetor solar em servidores públicos municipais Profissão Questionário de dor de McGill em esteticistas Emagrecimento Associação de tratamento estética e exercícios físicos Tratamentos associados na remodelagem corporal Dieta de Walzberg Marketing Estratégias de divulgação por empresas prestadoras de serviço

2 estética Revista Brasileira de Ano 1 nº 2 - novembro/dezembro de anos Tratamento da pele Acne: peeling ultrassônico e a fotobioestimulação com LED Preenchimento facial e hidratação estética em portadores do vírus HIV/AIDS Dermatite seborréica inflamatória do couro cabeludo Profissão Migração de profissionais da saúde para a área estética Psicologia Simetria facial natural e percepção da beleza Avaliação da satisfação da imagem corporal em estudantes de estética ALOPECIA Aplicação transdermal de D-pantenol e laser de baixa potência

3 estética Revista Brasileira de Ano 2 nº 1 - janeiro/fevereiro de anos DRENAGEM LINFÁTICA Stress oxidativo e drenagem linfática manual CIRURGIA PLÁSTICA Atendimentos estéticos pósoperatórios PROFISSÃO Aprimoramento profissional e procura por formação complementar Perfil dos profissionais que procuram cursos básicos e reciclagem estética IMAGEM CORPORAL Satisfação com imagem corporal em estudantes de estética de Bauru/SP Distorção e insatisfação da imagem corporal em alunas do curso técnico de estética do Senac de Franca/SP PROTEÇÃO SOLAR Conscientização de universitários sobre os malefícios da exposição continuada ao sol

4 estética Revista Brasileira de Ano 2 nº 2 - março/abril de anos TRATAMENTOS Lipodistrofia ginóide e ultrassom Peeling de diamante e microcorrente na revitalização periorbital DRENAGEM LINFÁTICA Drenagem e alterações hematológicas ALOPECIA Eficácia da terapia de microagulhamento PROFISSÃO Formação educacional e experiência prática de docentes de curso de estética Parâmetros legais e normativos da carreira da estética Estética e marketing

5 estética Revista Brasileira de Presidente do Conselho Científico Dr.ª Jeanete Moussa Alma Conselho Científico Prof. Dr. Marcos Moisés Gonçalves Prof. Dr. Rafael Cusatis Neto Prof. Dr. Marlus Chorilli Prof. Dr. Francisco Romero Cabral Profª. Dr.ª Fabiana Abraão Grupo de Assessores Prof. Ms. Décio Geraldo Minalli Profª. Ms. Regina Célia da Costa Leão Prof. Ms. Ricardo William Trajano Conselheiros Profª. Esp. Andréia Gomes Candido Ana Claudia Petkevicius Profª.Esp. Sonia Regina Ribeiro Castro Maturana Profª. Esp. Marcia Regina Del Grandi Profª. Esp. Roberta Silva Jorge Atlântica Editora e Shalon Representações Praça Ramos de Azevedo, 206/1910 Centro São Paulo SP Atendimento (11) / Assinatura 1 ano (6 edições ao ano): R$ 210,00 Diretor Antonio Carlos Mello Editor executivo Dr. Jean-Louis Peytavin Editor assistente Guillermina Arias Direção de arte Cristiana Ribas Todo o material a ser publicado deve ser enviado para o seguinte endereço de Atlântica Editora edita as revistas Fisioterapia Brasil, Fisiologia do Exercício, Enfermagem Brasil, Nutrição Brasil, Neurociências & Psicologia e Síndromes I.P. (Informação publicitária): As informações são de responsabilidade dos anunciantes. ATMC - Atlântica Multimídia e Comunicações Ltda - Nenhuma parte dessa publicação pode ser reproduzida, arquivada ou distribuída por qualquer meio, eletrônico, mecânico, fotocópia ou outro, sem a permissão escrita do proprietário do copyright, Atlântica Editora. O editor não assume qualquer responsabilidade por eventual prejuízo a pessoas ou propriedades ligado à confiabilidade dos produtos, métodos, instruções ou idéias expostos no material publicado. Apesar de todo o material publicitário estar em conformidade com os padrões de ética da saúde, sua inserção na revista não é uma garantia ou endosso da qualidade ou do valor do produto ou das asserções de seu fabricante.

6 estética Revista Brasileira de A 1 a revista científica destinada aos profissionais de estética! Faça parte de nossa história, anuncie.

7 editorial estética Revista Brasileira de Sumário Volume 1 < Número 1 < Setembro/Outubro de 2013 A primeira revista científica de nossa profissão, Profa. Dra. Jeanete Moussa Alma... 5 ARTIGOS ORIGINAIS Estímulo oferecido à utilização do protetor solar aos servidores públicos municipais de Juiz de Fora/MG expostos de forma continua ao sol, Vivian da Silva Montagnana, Jeanete Moussa Alma... 6 Tratamentos estéticos e exercícios físicos separadamente e de forma combinada em mulheres com sobrepeso e obesidade grau I, Vera Lúcia Alves Santoro, Janete Moussa Alma Luz intensa pulsada: um estudo a partir da percepção dos usuários, Alessandra Bessa Rocchi Brandão, Jeanete Moussa Alma Investigação dos benefícios de modalidades complementares no emagrecimento por meio de dieta preconizada por Walzberg, Cledi Ane Fernandes Kapiche, Janete Alma Moussa, Márcia Deana Lawton Estratégias de divulgação utilizadas por empresas prestadoras de serviço, Daniela Nolasco Bastos Vilaça de Resende, Jeanete Moussa Alma Avaliar o nível de conhecimento da profissional esteticista acerca da utilização da lâmpada de Wood na avaliação de hipercromias, Elisangela Favero, Jeanete Moussa Alma Reeducação alimentar, atividade física e tratamento estético combinado e isolado, na remodelagem corporal, Lucia Leal, Jeanete Moussa Alma Aplicação da versão brasileira do questionário de dor de McGill em profissionais esteticistas, Sonia Regina Ribeiro de Castro Maturana, Jeanete Moussa Alma RELATO DE CASO Ação da alta frequência e micro correntes, utilizadas em conjunto e individualmente como auxiliar no processo de aceleração de cicatrização em úlceras por pressão, Débora Luvizotto Hardt, Jeanete Moussa Alma NORMAS DE PUBLICAÇÃO... 69

8 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de EDITORIAL A primeira revista científica de nossa profissão Prof a. Dr a. Jeanete Moussa Alma É com imensa satisfação que hoje apresentamos a todos os profissionais e acadêmicos, ligados á saúde da beleza, em especial as Esteticistas, a primeira revista cientifíca da área. Obviamente que como um veículo que pretende socializar os avanços da beleza e da saúde, não poderíamos de deixar de receber artigos de diversos profissionais da saúde com seus estudos laboratoriais, experimentais, ensaios clínicos, levantamento de dados e relatos de procedimentos e protocolos, pois tal atitude além de salutar sob o ponto de vista da evolução cientifica é uma obrigação à frente a concepção de democracia que é reger todas as sociedades justas, quando em especial parabenizamos as esteticistas, nos sentimos com a sensação de dever cumprido, desde a abertura do primeiro curso superior tecnólogo em 2001 na Universidade Anhembi Morumbi e da primeira pós graduação lato sensu oferecida pela Universidade Gama Filho, por meio da central de cursos em Temos obstinadamente buscando galgar para as profissionais esteticistas técnicas e tecnólogas tudo que é habitual para as outras carreiras da saúde que para nós é muito novo, embora nossa carreira haja aproximadamente 70 anos. Espero que todas aproveitem a possibilidade de publicar seus trabalhos e que utilizem nossa revista como referência e ferramenta, pois na comissão científica, assessoria, e conselheiros contamos com nomes de elevada importância científica e inegável apreço pela profissão estética. A ciência e o estudo, e a publicação de nossos trabalhos faz de nós profissionais da saúde tanto quanto as demais carreiras tradicionais, faz de nós indivíduos críticos, preparados e que sabem optar pelo caminho certo. Comemoremos então mais essa vitória, nos auxiliem a comunicar a todas as esteticistas desta conquista. Nossa gratidão a Editora Atlantica pela iniciativa. Parabéns a todas nós por mais essa conquista.

9 6 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 ARTIGO ORIGINAL Estímulo oferecido à utilização do protetor solar aos servidores públicos municipais de Juiz de Fora/MG expostos de forma contínua ao sol Vivian da Silva Montagnana*, Jeanete Moussa Alma, D.Sc.** Resumo O presente estudo buscou constatar o grau de incentivo oferecido a trabalhadores de Juiz de Fora/MG, quanto ao uso do protetor solar aos que se expõe à radiação de forma continua. Selecionou-se os coletores de lixo e os carteiros, ambos representam 1081 trabalhadores em toda cidade. Após serem devidamente esclarecidos sobre a pesquisa, e assinado o termo de consentimento, 30,4% do total de trabalhadores responderam a 24 questões fechadas. Também os supervisores destes trabalhadores foram entrevistados. Inquiriu-se sobre hábitos obrigatórios e voluntários de proteção bem como o quanto tais hábitos foram incorporados ao seu cotidiano e a influencia sobre as pessoas que os cercam, seja em sua vida privada ou na rotina profissional. A radiação ultravioleta é responsável por diversos danos à saúde, entre eles o câncer de pele, que poderia ser evitado com medidas profiláticas de educação à saúde coletiva. As respostas foram organizadas em forma de tabela e gráficos, estudados estatisticamente. Concluiu-se, pelo conjunto de respostas oferecidas que apesar de mostrarem-se cientes dos riscos que a exposição solar provoca, ainda não estão convencidos da importância do hábito e encaram a proteção como uma obrigatoriedade do exercício profissional e não como medida preventiva ao câncer de pele. Palavras-chave: servidores públicos, fotoproteção solar, câncer de pele. *Esteticista, Pós Graduanda do Curso Lato Sensu em Estética Integral, ** Coordenadora do Curso de Pós Graduação Lato Sensu em Estética, Estética Integrale Biomedicina Esteta da Universidade Gama Filho Endereço para correspondência: Vivian da Silva Montagnana, Rua Aladim Silva, 162 Retiro Juiz de Fora MG,

10 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de Abstract Incentive to use of sunscreen lotion in workers exposed to sun at Juiz de Fora/MG This study aims to find the degree of stimulus given to workers continually exposed to radiation from Juiz de Fora/MG regarding the usage of sunscreen lotion. For the study we selected garbage men and mailmen, representing 1081 workers in the entire city. After being clarified about the research and signed a consent term, 30,4% from the total of workers answered 24 multiple choices questions. The workers supervisors also were interviewed. We asked about the mandatory and voluntary protection habits and how those habits were incorporated in their daily life and the influence on those who surround them on both, private and professional life. The ultraviolet radiation is responsible for several health damages, including skin cancer which could be avoided using prophylactic collective health education measures. The answers were organized on charts and graphics, statistically analyzed. We came to the conclusion, studying the answers given by the workers, that although they are aware of the risks from solar exposure, they are not entirely convinced of the importance of the habit and face protection, considered only as one more professional obligation and not as preventive measures for skin cancer. Key-words: public servants, solar photoprotection, skin cancer. Introdução A medicina preventiva e a promoção de saúde vêm ganhando destaque no campo da saúde pública, principalmente a partir da década de 80, tendo o conceito sido introduzido oficialmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1984 [1]. O artigo nº 196 da Constituição Federal Brasileira [2], afirma que: A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos. Considerado um grave problema de saúde pública, o câncer de pele, vem aumentando sua incidência no século 20 [3]. Bérard [4] aponta os carcinomas epiteliais e os melanomas, como os principais tipos de câncer de pele. De acordo com Chorilli et al. [5], câncer de pele pode ser definido como o crescimento anormal de células resultando num tumor que pode se apresentar em forma de caroço, ferida, vermelhão, manchas e outros. Normalmente aparece em partes mais expostas ao sol, como rosto, colo, pescoço e braços. A diferença entre a pele e outros sistemas, é que esta é exposta a um ambiente externo extremamente agressivo, ou seja, a radiação solar. Composta por três camadas, sendo a mais externa a epiderme, destacamos entre os vários componentes, os melanócitos, células dendríticas produtoras de melanina, responsável pelas diferentes tonalidades de pele e pela integridade dos elementos celulares contra a radiação ultra violeta (UV). As células de Langerhans, processadoras de antígenos de sensibilização, podem desencadearalergias cutâneas por contato; a redução de seu número, por exemplo pela irradiação UV ou agentes carcinogênicos parecem ser responsáveis pelo desenvolvimento de tumores [6]. Vivier [7] afirma que a ligação entre luz solar e câncer de pele foi primeiramente estabelecida em marinheiros que viajavam ao redor do mundo. Ceratoses solares e carcinomas espinocelulares ocorreram como resultado da exposição crônica, sendo mais

11 8 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 comuns nos indivíduos que passam muito tempo ao ar livre e se tornam cronicamente curtidos pelo tempo. De acordo com a publicação de Armmings, Tripp e Hermann apud Hora et al. [8] fatores fenotípicos exercem maior susceptibilidade ao câncer de pele, como tipo da pele, cor dos olhos e cabelos, presença de efélides, além de história familiar de câncer cutâneo. Nos trabalhadores expostos sem proteção adequada ou medidas de controle dos níveis de radiação solar UV, os limites de exposição geralmente aceitáveis podem ser excedidos. A superexposição à radiação UV pode causar queimaduras, doenças e câncer de pele [9]. Sabemos que a radiação solar é uma fonte de energia fundamental que permite a existência da vida na Terra, e de nosso próprio metabolismo [10], no entanto o aumento da incidência do câncer de pele, aliada a falta de informação das formas de prevenção, principalmente para a população que obrigatoriamente tem uma maior exposição aos raios solares devido às suas ocupações profissionais tem se tornado matéria de preocupação do poder público. Medidas simples como uso de fotoprotetores são indicadas para a prevenção dos efeitos agudos da exposição solar e para minimizar os danos tardios dos UV como o câncer de pele e o envelhecimento cutâneo [11]. Bérard [4] defende a aplicação, a cada duas horas, e preconiza que se deve evitar a exposição entre 11 e 16 horas, pois a proteção total não existe e nenhum produto tem o poder de bloquear completamente os UV. Complementando o exposto, encontra- -se em Diffey [12], a preocupação com locais expostos diretamente, para os quais é aconselhada a aplicação feita 15 a 30 minutos antes da exposição, bem como sua reaplicação no mesmo intervalo de tempo ou após qualquer atividade que pudesse removê-la, como por exemplo, atividade física com intensa sudorese. A presente pesquisa teve como objetivo avaliar qual é o grau de incentivo dos órgãos públicos no uso de protetor solar entre seus funcionários que se expõe à radiação solar. Procurou-se saber também sobre o uso de medidas preventivas a respeito da incidência dos raios solares sobre a pele, além de constatar o grau de informação destes funcionários sobre os cuidados para a prevenção do câncer de pele. Material e métodos Amostra Os voluntários (328 indivíduos) com idade de 25 a 55 anos, do sexo feminino e masculino, oriundos do serviço publico da cidade de Juiz de Fora/MG, divididos em suas respectivas categorias profissionais, a saber: coletores de lixo (Demlurb), representados por 223 indivíduos; carteiros, representados por 105 indivíduos. O estudo foi conduzido no período de dezembro 2011 a março de 2012, por meio de questionário com 24 perguntas, sendo estas respondidas após esclarecimento e consentimento dos participantes. As questões foram divididas entre dados pessoais, a fim de traçar o perfil do universo pesquisado e seus hábitos e comportamentos quanto à exposição solar continua, decorrente do exercício profissional e as medidas de proteção solar. Não foi utilizado nenhum critério de exclusão. Procedimento A cidade de Juiz de Fora/MG, possui 900 coletores de lixo divididos em duas

12 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de regionais, sendo uma de varredores e outra de coletores. Contou-se com a ajuda do Presidente da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Em média esses se expõem durante mais de 5 horas dia em média ao sol. O serviço de correios possui três regionais, e 181 profissionais carteiros, que também se expõe ao sol durante 4 horas dia em média. O total de funcionários nestes dois segmentos é de 1081 indivíduos. Foram distribuídos questionários a todos e solicitado que respondessem. Do total de questionários 30,4% retornaram, sendo que 60,6%, não responderam ou não quiseram responder. Os superiores, ou seja, os gerentes também foram entrevistados. Os dados foram tabulados pela própria pesquisadora, em forma de tabela e transcritos para o programa Microsoft Excel. Após isso foram feitos gráficos. Resultados No presente estudo foi observado que 84% dos trabalhadores são do sexo masculino e 16% do feminino, ambos dos serviços públicos. 50% possuem ensino médio, 60% são morenos e/ou negros, e 100% se expõe ao sol no ambiente de trabalho, sendo que 61% por mais de 5 horas, durante os períodos da manha e tarde. As quatro perguntas que envolvem diretamente o uso do protetor solar e suas especificações tais como reaplicação, e o nível de informação foram resumidamente plotados nos gráficos abaixo. O Gráfico 1 mostra que na maioria dos entrevistados, o protetor solar é utilizado uma vez ao dia (82%), enquanto que 16% utilizam duas vezes ao dia e somente 2% dos entrevistados fazem a reaplicação do protetor solar três vezes. Quanto ao conhecimento adquirido no trabalho sobre os riscos do câncer de pele (Gráfico 2), 65% afirmam não ter recebido nenhum tipo de instrução e 35% confirmam já terem sido orientados. Porém, o Gráfico 3 nos mostra que 69% dos indivíduos não utilizavam protetor solar antes de serem contratos e a minoria (31%) já havia incorporado este hábito na sua rotina antes deste emprego. Ao serem questionados do por quenão utilizarem o protetor solar anteriormente, a maioria das respostas obtidas revelou que os entrevistados afirmam não terem encontrado necessidade do uso de fotoprotetores antes por não trabalharem expostos ao sol no seu antigo emprego. No Gráfico 4 observamos que em sua maioria (97%), os indivíduos que participaram desta pesquisa concordam que o protetor solar deve ser considerado um Equipamento de Proteção Individual (EPI). Gráfico 1 - Número de vezes que aplica o protetor solar por dia. 2% 16% 1x 82% 2x >3x Gráfico 2 - Conhecimento adquirido sobre câncer de pele no trabalho. 35% 65% Sim Não

13 10 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 Gráfico 3 - Antes deste emprego, o funcionário utilizava protetor solar. 31% 69% Sim Não Gráfico 4 - O protetor solar deve se tornarum Equipamento de Proteção Individual (EPI). 3% Discussão 97% Sim Não A prevenção além de evitar danos sérios à saúde, é uma prática que preserva os cofres públicos e garante o bom atendimento nos casos onde realmente haja necessidade. Neste sentido, a Declaração de Alma-Ata, de 1998, citada por Bancher [13] afirma que a promoção e proteção da saúde dos povos é essencial para o contínuo desenvolvimento econômico e social. Do total de pesquisados 78% declaram utilizar algum método de proteção, sendo que destes 50% declaram ser o protetor solar sua forma principal de proteção, ficando chapéu, óculos e camisas com mangas compridas com os demais 28%. Observa-se que em sua maioria, os entrevistados utilizam um único método para se proteger dos raios solares, embora a ação combinada do protetor solar com os demais meios de proteção seja primordial para a prevenção dos riscos de câncer de pele, de acordo com Bérard [4]. 73% dos pesquisados informam que utilizam o protetor no rosto e no corpo, muito embora 37% declarem saber que como resultante da exposição sem proteção, é possível desenvolver o câncer de pele e 82% deste total aplicam uma única vez durante o período de trabalho. A discussão apresenta-se em conformidade com Kede et al. [10], segundo o qual, mesmo sendo utilizados bons protetores solares, estes devem ser reaplicados ao longo do dia, e as aplicações devem ser feitas em intervalos de aproximadamente três horas para se obter uma proteção satisfatória. Nota-se que utilizar uma única vez o protetor é basicamente o mesmo que não utilizar, sobretudo se levarmos em consideração o período, as horas e a intensidade do sol. Ao serem questionados sobre a obrigatoriedade, 88% declararam realmente ser opcional o uso. Porém, 97% afirmam que o protetor solar deveria ser tornar um EPI (Gráfico 4). O artigo 169 das Leis Trabalhistas [14] afirma ser obrigatórias a notificação das doenças profissionais e as produzidas em virtude de condições especiais de trabalho. Esta ainda é uma questão contraditória, pois o protetor solar ainda não está incorporado às leis trabalhistas como EPI, não sendo, portanto seu uso obrigatório, porém de acordo com Ministério da Saúde, queimadura solar, neoplasias malignas da pele e alterações agudas da pele por exposição a radiações UV se classificam como doenças da pele relacionadas ao trabalho. Conclusão Numa visão geral, os participantes desta pesquisa mostraram-se conscientes dos malefícios do sol, porém não utilizam os métodos de proteção da maneira adequada, e o conhecimento adquirido nos locais

14 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de de trabalho sobre os malefícios provocados pelo sol e a necessidade de uma prevenção eficaz, se mostraram ineficientes. Referências 1. Rezende N. Como utilizar a Medicina Preventiva e diminuir os custos das empresas. Portal Soeconomia [citado 2012 mar 1]. Disponível em URL:http://www.soeconomia.com.br/ index.php?option=com_content&task=vi ew&id=1132&itemid= Brasil. Constituição da República Federativa de [citado 2012 mar 1]. Disponível em URL: planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/ Constituicao.htm. 3. Costa FB, Weber MB. Avaliação dos hábitos de exposição ao sol e de fotoproteção dos universitários da região Metropolitana de Porto Alegre, RS. An Bras Dermatol 2004;79(2): Bérard F. Pele e sol.são Paulo: Larousse; Chorilli M, Otto T, Alves IF, Cavallini ME, Leonard GR. Avaliação do uso de protetores solares pela população rural de Piracicaba, São Paulo, Brasil, através da aplicação de questionário. Rev Bras Farm 2007;88(4): Harris MINdeC. Pele: estrutura, propriedades e envelhecimento. São Paulo: Senac; Vivier A. Atlas de Dermatologia Clínica. 3 ed. Rio de Janeiro; Hora C, Conceição VCB, Guimarães PB Siqueira,, Roberta MS. Avaliação do conhecimento quanto a prevenção do câncer da pele e sua relação com exposição solar em freqüentadores de academia de ginástica em Recife. Na Bras Dermatol 2003;78(6): Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer INCA. Vigilância do câncer relacionado ao trabalho e ao ambiente. 2 ed. Rio de Janeiro, [citado 2012 jan 20]. Disponível em URL:http//www. inca.gov.br. 10. Kede MPV, Sabatovich O. Dermatologia estética. São Paulo: Atheneu; Flor J, Davolos M, Correa MA. Protetores solares. Rev Quim Nova 2007;30(1): Diffey BL. When should sunscreen be reapplied? J Am Acad Dermatol 2001;45(6): Bancher AM. Medicina preventiva no setor suplementar de saúde brasileiro: estudo das ações e programas existentes e das motivações para sua implantação [Dissertação]. São Paulo: Fundação Getúlio Vargas; Brasil. Ministério da Saúde. Art Medidas preventivas de medicina do trabalho. Brasília; [citado 2012 mar 25]. Disponível em URL: portal.saude.gov.br/portal/arquivos/ pdf/lista_doencas_relacionadas_ trabalho.pdf.

15 12 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 ARTIGO ORIGINAL Tratamentos estéticos e exercícios físicos separadamente e de forma combinada em mulheres com sobrepeso e obesidade grau I Vera Lúcia Alves Santoro*, Janete Moussa Alma** Resumo O estudo em questão visa investigar os possíveis benefícios decorrentes do tratamento estético e atividades físicas aplicados em mulheres com sobrepeso e obesidade grau I, separadamente e de forma combinada, a fim de minimizar o quadro de desarmonia corporal. A amostra foi constituída por nove voluntárias do sexo feminino, com idades entre 45 e 65 anos e com IMC entre 25 e 35. Foram distribuídas em três grupos de forma aleatória, sendo três voluntárias em cada grupo. Grupo I: tratamento estético; grupo II atividades físicas; grupo III tratamento estético e atividades físicas de forma combinada. As voluntárias do grupo I foram submetidas á tratamento corporal de argiloterapia e massagem; o grupo II as voluntárias participaram de exercícios de alongamento e caminhada moderada; o grupo III as voluntárias foram submetidas a tratamento corporal e exercícios de alongamento e caminhada de forma combinada. Todas foram acompanhadas por profissional da área, durante um período de quatro semanas. Foram avaliadas clinicamente e laboratorialmente, foram aferidas medidas antropométricas, medidas de circunferência corporal percentuais de: gordura corporal, massa corporal, massa óssea e líquido corporal, no inicio e no final da pesquisa. Conclui-se, que o quadro de desarmonia corporal foi minimizado com o tratamento estético e as atividades físicas desenvolvidas de forma combinada. Palavras-chave: sobrepeso, obesidade grau I, atividade física, tratamento estético. *Licenciatura Educação Física Universidade de São Paulo, Pós Graduação Estética Integral Gama Filho, **Profª Dra Esteticista, Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Estética, Universidade Gama Filho, Supervisora de Estágio do Curso Tecnólogo em Estética e Cosmética Unisantanna Endereço para correspondência: Vera Lúcia Alves Santoro, Rua Mário Sette, 38/122 Água Branca São Paulo SP,

16 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de Abstract Aesthetic therapy and physical exercises separately and in combination in women with overweight or obesity This study aimed to investigate the possible benefits resulting from aesthetic therapy and physical activities in women with overweight and obesity, separately and in combination in order to minimize the frame body disharmony. The sample consisted of nine female volunteers, 45 to 65 years old, and BMI between 25 e 35. They were randomly divided into three groups, three volunteers in each group. Group I: aesthetic treatment, group II physical activities and Group III aesthetic treatment combined with physical activities. The Group I volunteers were submitted to therapy with clay and body massage. The Group II volunteers participated in stretching exercises and moderate walking. The Group III volunteers were submitted to a body treatment in combination with walking and stretching exercises. All of them were followed by a professional for a period of four weeks. They were evaluated clinically and by laboratory testing. They had they anthropometric measurements measured, body circumference, percentage of body fat, body mass, body water and bone mass, at the beginning and end of the study. We concluded that the framework of disharmony body was minimized with the aesthetic treatment and physical activities developed in combination. Key-words: overweight, obesity, physical activities, aesthetic treatment. Introdução A obesidade é um problema crescente no Brasil [1]. Pesquisa realizada pelo IBGE indica que metade da população dos adultos brasileiros apresenta excesso de peso, 50,1 % dos homens e 48% das mulheres. Destes resultados, 12,5% dos homens e 16,9 % das mulheres apresentam obesidade grau I [2]. De acordo com uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia 49% da população não faz exercícios físicos [3]. O sobrepeso é o primeiro alerta para que as pessoas percebam que necessitam fazer algo pela sua saúde, como por exemplo, o exercício físico que é um dos caminhos para se obter uma vida saudável [4]. A atividade física melhora a circulação sanguínea, stress, concentração, qualidade do sono e ajuda o indivíduo perder peso [5]. Além das atividades físicas o obeso pode contar com mais um aliado para melhorar seu estado físico, psíquico e emocional, que é o tratamento estético, nas suas mais variadas formas [6]. Uma das abordagens estéticas é a massagem que parece reduzir a fadiga, equilibra o indivíduo emocionalmente, reduz o stress, melhora auto-estima, a textura da pele e promove relaxamento [6]. Posto isso, pareceu-nos desejável investigar se essas diferentes abordagens no indivíduo com sobrepeso são aliadas ou excludentes. Neste sentido buscamos um primeiro ensaio que possa mostrar-nos na busca de uma diretriz multi profissional no tratamento do indivíduo obeso. A Secretaria da Saúde e o IBGE têm registrado aumento significativo de mulheres obesas no país [2] O sobrepeso e a obesidade desenvolvem vários distúrbios físicos, sociais e psicológicos. Isso faz com que aumente o número de doenças como: diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, distúrbios do sono, osteartrite, entre outras [7]. Estes dados mostram aumento nos gastos públicos com a saúde [8].

17 14 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 Existe a necessidade da inclusão de rotinas de exercícios físicos, prescritos e orientados de maneira adequada por profissionais especializados que conheçam as limitações que o excesso de peso traz para o corpo [10]. Associado aos exercícios físicos existe a necessidade de se oferecer tratamentos estéticos compatíveis para melhorar a qualidade de vida,a saúde, a auto-estima das mulheres obesas da população [8]. Material e métodos O estudo em questão foi feito de forma comparativa entre mulheres que se submeteram a tratamento estético e atividades físicas separadamente e de forma combinada. A amostra foi constituída por nove mulheres, com idades variadas entre 45 e 65 anos, que apresentavam sobrepeso ou obesidade grau I e com IMC entre 25 e 35. Todas as voluntárias foram previamente avaliadas clinicamente e laboratorialmente, preencheram fichas de anamnese, nutricional, foram aferidas as medidas antropométricas e fizeram o teste de bioimpedância. As voluntárias foram distribuídas em três grupos, seguindo o seguinte critério: Gruptárias Volun- Descrição Periodicidade I Três 30 dias 2 Tratamento vezes por semana 1 hora estético 30 dias 2 II Três Atividade física vezes por semana 1 hora III Três Tratamento estético e atividade física 30 dias 4 vezes por semana 1 hora Tratamento estético Procedimento Higienização corporal esfoliação, argiloterapia durante trinta minutos e após a sua retirada, massagem modeladora. Atividade física Procedimento: exercícios de aquecimento (dez minutos), caminhada (trinta minutos), alongamento (dez minutos). Avaliações Avaliação Antropométrica Bioimpedância: foram aferidas medidas de circunferência: tórax, abdômen, quadril, culote, coxa, meio da coxa, panturrilha, foram aferidas com trena de precisão de um centímetro. O peso corporal e as porcentagens de gordura corporal, líquido corporal, massa muscular, massa óssea, IMC, foram aferidas com a balança digital. As voluntárias foram pesadas e medidas em pé, descalças e com roupas íntimas. A estatura foi aferida com trena métrica em centímetros, recostada à parede e usou-se um esquadro de madeira em sua cabeça. Diagnóstico da Obesidade IMC: foi utilizado o índice de Quetelet,onde se faz a relação entre o peso em quilos e o quadrado da estatura em metros (peso/altura). Material: balança digital, trena métrica, manta térmica, filme osmótico. Produtos: higienizante, creme esfoliante, argila verde, creme para massagem. Critério de exclusão: mulheres com quadro de cardiopatia, diabetes com uso constante de insulina, hipertensão arterial grave.

18 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de Tórax Resultados Umbilical Quadril Coxa Supra-umbilical Infra-umbilical Culote Meio da coxa Joelho Gastronêmio No caso de desistência a voluntária será substituída por outra seguindo todos os critérios descritos na pesquisa. Foi solicitado às voluntárias que durante a implantação desta pesquisa não se exercitassem fora do programa estabelecido para não termos interferência nos resultado. Observamos na tabela a seguir que as voluntárias do grupo I eliminaram dois quilos após um mês de tratamento estético, e as voluntárias do grupo três que participaram de atividades físicas e tratamento estético de forma combinada, também eliminaram dois quilos. Observamos que houve aumento de massa óssea nas voluntárias do grupo III, tratamento estético e atividade física. O resultado do IMC nos três grupos houve um decréscimo significativo.o grupo II, atividade física, apresentou aumento de massa muscular que é muito importante devido á idade das voluntárias. Observamos que as voluntárias do grupo III, tratamento estético e atividade física de forma combinada obtiveram melhores resultados quanto á eliminação de circunferência abdominal infra-umbilical, sendo um centímetro á mais que as voluntárias do grupo II, e três décimos á mais que o grupo I. Tabela I - Comparação da média da idade, peso inicial, peso final e peso eliminado entre os três grupos. Grupos Idade Peso inicial Peso final Peso eliminado I- Tratamento estético 52,6 anos 86, 060 kg 84, 060 kg 2, 000 kg II- Atividade física 59 anos 82, 030 kg 80, 860 kg 1, 170 kg III- Tratamento estético e atividade física 54,3 anos 77, 800 kg 75, 800 kg 2, 000 kg Tabela II - Média do percentual de gordura corporal, liquido corporal, massa muscular, massa óssea e IMC. Bioimpedância Grupo I Grupo II Grupo III Gordura corporal < 1,36% < 0,23% < 1,83 % Líquido corporal < 0,36% < 0,16% < 1,26 % Massa muscular < 0,46% < 0,3% < 0,1% Massa óssea <0,3% > 0,06 % > 0,3 % Índice de Massa Corpórea < 0,9 % < 0,3 % < 1,27% Média das idades 52, ,3

19 16 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 Gráfico I - Média da circunferência abdominal infra- umbilical eliminada, entre os três grupos. 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 Discussão G1 G2 G3 A utilização do exercício físico tem sido um dos procedimentos mais empregados no tratamento do indivíduo com sobrepeso e obesidade [4]. É necessário estabelecer um programa de exercícios físicos que aumente gradativamente o gasto calórico, exercícios de alongamento e equilíbrio para se adquirir resultados [5]. Outro aliado para melhorar a aparência física destes indivíduos é o tratamento estético. Estudos comprovam que tanto os exercícios físicos como o tratamento estético contribuem para o gasto calórico e conseqüentemente a queima de triglicerídeos [9,10]. Uma das limitações desta pesquisa foi não implantarmos uma reeducação alimentar ou um controle dietético. É necessário salientar que as voluntárias do grupo III se encontravam com a pesquisadora quatro vezes por semana, sendo assim mais motivadas e mais observadas durante a pesquisa. Conclusão Notou-se que o quadro de desarmonia corporal foi minimizado com o tratamento estético e as atividades físicas desenvolvidas de forma combinada. Referências 1. Barros GF, Post C. Prevalência de obesidade em adultos e seus fatores de risco. Rev Saúde Pública 1997;22: News Med Brasil. IBGE: Notícias e informações sobre Saúde. População brasileira está mais gorda; Bray G. O sobrepeso, mortalidade e morbidade. Atividade física e obesidade; p Anêz CRR, Petroski EL. O exercício físico no controle do sobrepeso e da obesidade. Revista Educação Física e Desportes 2002; Guedes DP, Guedes JP. Manual prático de Educação Física. Exercício Físico na Promoção da Saúde; Fuentes MH. Funcion cardio pulmonar em capacidad de ejercicio em pacientes com obesidad móbida. Rev Bras Cardiol 2003;56(6): Massagem em Serviços Públicos Revista de Fisioterapia Serviços Públicos de Saúde e Medicina Alternativa Ciência e Saúde Coletiva 2005;10: Drenagem Linfática e Massagem Terapêutica. Revista Brasileira Ciências e Saúde 2008;17: A influência da atividade física na obesidade. Revista Educação Física e Desportes 2009;16: Aspectos das práticas alimentares. Revista Saúde Pública 2003;19: Tubino MJG. Metodologia de treinamento desportivo. IBRAS; Charro MA, Bacurau RFP, Pontes FL. Manual de Avaliação Física SP; Santarém RBA. Comparação da gordura corporal de mulheres idosas segundo antropometria Arch Latinoam Nutr 2001;51(1). 14. Indicadores antropométricos da obesidade. Revista Brasileira de Educação Física e Esportes 2009;24(4). 15. Revista Centro de Referência ao Obeso. ABESO Secretaria de Saúde, dados Fundação Osvaldo Cruz. 16. Vargas LAN. O novo paradigma das atividades físicas desportivas e o papel do professor de Educação Física

20 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de ARTIGO ORIGINAL Luz intensa pulsada: um estudo a partir da percepção dos usuários Alessandra Bessa Rocchi Brandão*, Jeanete Moussa Alma, D.Sc.** Resumo O presente estudo avaliou a percepção dos usuários da LIP por meio de um questionário semiestruturado com questões objetivas, a partir de uma amostra representativa dentro do universo de usuários desta técnica em uma clínica de estética de São Jose dos Campos/SP. Muito embora o efeito seja prolongado e duradouro, a fotodepilação não é uma técnica definitiva, tal quais as demais disponíveis no mercado não há eliminação definitiva dos pelos. Por apresentar a vantagem de eliminar os pelos de forma progressiva, substancial e segura, quando comparada a métodos supostamente definitivos como Laser de alta potencia, mostra-se também atrativo economicamente. Por ser um método minimamente agressivo, 97% das entrevistadas afirmam sua satisfação com os resultados da fotodepilação com luz intensa pulsada. Palavras-chave: fotodepilação, luz pulsada, pelo, satisfação. Abstract Intense pulsed light: a study from the perception of users This study evaluated the users perception of LIP using a semi-structured questionnaire with objective questions from a representative sample within the universe of users of this technique in a esthetic clinic of Sao Jose dos Campos/SP. Despite its prolonged and durable effect a photodepilation is not a definitive technique, currently there is no technique that allows final disposal of hairs. The methods presented as definitive for the elimination, by laser or IPL, are not defined as such, but rather progressive and/or long lasting. The results of this research showed that Photodepilation, or LIP, is a method not aggressive to the skin, and user satisfaction respondents was approximately 97%, in addition to stating that they were satisfied with the results of the technique. Key-words: photodepilation, pulse light, hair, satisfaction. *Esteticista, Pós Graduanda em Estética Integral 2013, Universidade Gama Filho, **Profª Dra Esteticista, Coordenadora do Programa de Pós Graduaçao em Estética Universidade Gama Filho, Supervisora de Estágio do Curso Tecnólogo em Estética e Cosmética Unisantanna Endereço para correspondência: Alessandra Bessa Rocchi Brandão, Av. Com. Vicente de Paulo Penido, 304/Sala 03,

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