Dossier de Imprensa 2014/ 2020

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1 Dossier de Imprensa 2014/ 2020

2 Agência Nacional Erasmus + A Agência Nacional ERASMUS+ Educação e Formação foi criada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 15/2014, de 24 de fevereiro e pela Declaração de Retificação n.º23/2014, de 9 de abril de Em termos globais, a Agência Nacional ERASMUS+ Educação e Formação tem como missão assegurar a gestão do Programa ERASMUS+ nos domínios da educação e formação, bem como garantir a gestão e a execução das atividades ainda em vigor do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida (PALV), do Programa Erasmus Mundus e do Programa Tempus IV (em termos específicos veja-se artigos 12º e 13º da Resolução do Conselho de Ministros n.º 15/2014, de 24 fevereiro). O programa Erasmus+ é destinado a apoiar as atividades de educação, formação, juventude e desporto em todos os setores da aprendizagem ao longo da vida, incluindo o Ensino Superior, Formação Profissional, Educação de Adultos, Ensino Escolar, Atividades para jovens e formação no âmbito do Desporto amador. O ERASMUS+ é o programa da União Europeia para o ensino, formação, juventude e desporto. Este programa é executado entre 01/01/2014 e 31/12/2020, e foi criado pelo Regulamento (UE) n.º 1288/2013, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de dezembro de

3 Campos de Ação Erasmus + O Programa Erasmus+ abrange os seguintes domínios: a educação e a formação a todos os níveis, numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, incluindo o ensino escolar (Comenius), o ensino superior (Erasmus), o ensino superior internacional (Erasmus Mundos), a educação e formação profissionais (Leonardo da Vinci) e a educação de adultos (Grundtvig). Neste programa incluem-se ainda a juventude (Juventude em Ação) e o desporto. O programa Erasmus+ inclui também uma componente internacional (extra comunitária), destinada a apoiar a ação externa da União Europeia, incluindo os seus objetivos de desenvolvimento, através da cooperação entre a União Europeia e países terceiros. Ação 1: Mobilidade individual A mobilidade individual para fins de aprendizagem oferece oportunidades aos indivíduos para que, enquadrados pelas instituições subvencionadas, possam melhorar as suas competências, melhorar a sua empregabilidade e ganhar consciência cultural. Ação 2: A Cooperação para a Inovação e Boas Práticas A Cooperação para a Inovação e Boas Práticas pretende que as organizações possam trabalhar em conjunto a fim de melhorar a sua oferta para os alunos e partilhar práticas inovadoras. Ação 3: Apoio à Reforma das Políticas Esta ação visa o apoio à Reforma das Políticas e abrange qualquer tipo de atividade cujo objetivo seja apoiar e facilitar a modernização dos sistemas de educação e formação. 3

4 Causa e propósito da Agência Nacional Erasmus + No domínio da Educação e Formação, o Programa Erasmus+ visa melhorar o nível de competências e aptidões dos cidadãos europeus, criando mais oportunidades de mobilidade para fins de aprendizagem e simultaneamente reforçar a ligação da educação e formação com o mercado de trabalho; fomentar a cooperação transnacional com vista ao aumento da qualidade, inovação, excelência e internacionalização das instituições de educação e formação; promover e sensibilizar para a criação de um espaço europeu de aprendizagem ao longo da vida; reforçar a dimensão internacional da educação e da formação; melhorar o ensino e a aprendizagem das línguas e promover a excelência no ensino e nas atividades de investigação no domínio da integração europeia. Beneficiários do Programa Erasmus + O Erasmus + abrange agora cinco grandes áreas de educação e formação: Oportunidades para a educação escolar, para os funcionários e instituições; Oportunidades para a educação e formação profissional para estudantes, aprendentes, estagiários, funcionários, instituições e empresas; Oportunidades para o ensino superior, para alunos, funcionários, instituições e empresas; Oportunidades para a educação de adultos, para funcionários, instituições e empresas; Oportunidades de integração europeia para o pessoal e as instituições académicas e de investigação. 4

5 Simplificação do financiamento na educação e formação A estrutura do programa Erasmus+ faz a evolução do anterior programa Aprendizagem ao Longo da Vida, refletindo a necessidade de uma maior simplificação e racionalização, maior transparência e facilidade de acesso para as organizações e cidadão europeus. O financiamento é baseado principalmente em custos unitários e montantes fixos, com regras simplificadas para bolsas menores. As candidaturas são acessíveis a organizações, pelo que não será possível fazer candidaturas individuais a bolsas. Quer isto dizer, que os cidadãos com interesse em terem uma experiência de formação internacional patrocinada pelo Programa, terão que contactar as escolas e outras organizações de educação e formação para se candidatarem. Serão feitas exceções específicas para o setor da juventude, para que os grupos informais de jovens possam candidatar-se. Todas as organizações terão de estar registadas no sistema de registo on-line da Comissão Europeia antes das candidaturas poderem ser iniciadas. Este é um novo passo no processo de candidatura e deverão por isso dar tempo suplementar para completar esta etapa ao fazer um pedido. As organizações já registadas não precisarão de repetir o registo, terão no entanto que garantir que os dados constantes do registo se encontram atualizados. Todas as Instituições de Ensino Superior terão que ser detentoras de uma Carta Erasmus para o Ensino Superior (ECHE) válida para participar nas atividades do novo programa. 5

6 Estórias que alimentam a nossa existência Alberto Ramón, tinha vinte e nove anos, em 2007, quando nos contou da sua experiência na integração do Programa Erasmus O meu futuro profissional ainda é o resultado direto da experiência Erasmus, pois recentemente criei uma empresa de comunicação e marketing internacional com um sócio e amigo que conheci em Lisboa, devido à minha experiência Erasmus. Alberto estudou durante 9 meses na Universidade Católica Portuguesa (UCP) Quando cheguei à estação de Santa Apolónia, no Lusitânia Express, tudo em mim era medo: do taxista, das gentes da pensão na Baixa onde fiquei as primeiras noites, dos proprietários que alugavam quartos e me chamavam espanholito, duma cidade estranha, muito longe do meu meio de confiança: Quem me mandou vir para cá? Poderia ter ficado tão tranquilo em Madrid! Pensei eu na noite da viagem e nas primeiras noites de desorientação e desesperação imobiliária. Nove meses depois, um novo Alberto percorria as ruas, dizia adeus com lágrimas nos olhos a uma cidade cheia de lembranças em cada esquina, uma cidade própria, íntima. Eu era uma pessoa maior e melhor, cheio de experiências, mas acima de tudo, com sede de viajar mais, de conhecer mais gentes e mais países. A experiência Erasmus abriu-me as portas do mundo, deixei o meu país, a minha universidade, família, amigos. Assumi um risco e recebi como recompensa um tesouro de novas experiências académicas e humanas ( ) A experiência internacional também me transformou num europeísta convicto, e assim consegui trabalhar para a Comissão Europeia. Depois desta primeira experiência internacional, Alberto, teve a oportunidade de viajar e trabalhar no Brasil, Jordânia, México e nos EUA, e visitar quase 30 países. 6

7 Inês Espada Vieira tinha 20 anos, quando deixou Portugal, em 1995, e partiu para a Alemanha, onde esteve dez meses na Universidade de Hamburgo. Os aspetos mais positivos chamam-se Miguel, Pedro e Clara, os meus filhos e do Javier, meu colega em Hamburgo, asturiano da vizinha, e até então insuspeitamente próxima, Espanha. Leio, releio, decoro e absorvo as palavras de Umberto Eco, no início do novo Milénio, enaltecendo o valor sexual do Erasmus e insistindo na importância da geração de novos europeus, filhos mestiços destes estudantes. Além disso, veio, e chegou para ficar, essa imensa inquietação de partir, de conhecer, de alcançar o outro, deixando sempre um pouco de mim, Inês, e de mim em nós, portugueses. Depois da minha experiência Erasmus, a sensação de nunca mais conseguir parar tornou-se parte de mim e, mesmo quando a vida me convidou a ficar no mesmo sítio, o espírito tem-se sentido sempre em viagem: pelas histórias do passado, nos livros do presente, nas aspirações do futuro. Não posso terminar e obviamente ficam muitas estórias da minha história por contar sem referir a importância do conhecimento de uma língua estrangeira. A mobilidade Erasmus permitiu-me aprender o alemão, aperfeiçoar o francês, apresentou-me o espanhol (e de que maneira!) e deixou-me tocar ao de leve nos encantos do italiano, na história do momento e na herança do hebraico. 7

8 Para mais informações, contacte: Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação Ana Teresa C. de Moncada Sandra Brás Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação Praça de Alvalade, Lisboa - Portugal T F E W

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