Planejamento de vendas e operações (S&OP): um estudo de caso em uma empresa da indústria de telecomunicações

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Planejamento de vendas e operações (S&OP): um estudo de caso em uma empresa da indústria de telecomunicações"

Transcrição

1 Planejamento de vendas e operações (S&OP): um estudo de caso em uma empresa da indústria de telecomunicações Juan Carlos Coca Navarro (UNIFEI) Renato da Silva Lima (UNIFEI) Resumo Num mercado de mudanças freqüentes, é cada vez mais premente a necessidade que as empresas têm em buscar novas técnicas de planejamento para alcançar as metas estabelecidas na estratégia corporativa. Novas ferramentas disponibilizam uma infinidade de informações, que muitas vezes são analisadas de maneira isolada e acabam levando a decisões unilaterais, afetando outros departamentos e comprometendo o resultado geral da empresa. Uma ferramenta que visa acabar com esses distúrbios de planejamento na organização é o Planejamento de Vendas e Operações ou S&OP (do inglês, Sales and Operations Planning). O objetivo desse trabalho é apresentar, através de um estudo de caso, os benefícios alcançados com a implementação desse processo em uma empresa multinacional do ramo da indústria de telecomunicações. Os resultados demonstraram que a implantação do S&OP trouxe vários benefícios para a empresa, comprovados através dos questionários efetuados e das melhorias nos medidores de desempenho das diversas áreas. Palavras-chave: Planejamento de vendas e operações; Previsão de vendas. 1. Introdução Partindo do pressuposto de que o objetivo maior das empresas é conquistar clientes lucrativos, estas devem possuir características que encorajem os clientes a escolherem seus produtos, características essas que são chamadas de conquistadoras de pedidos (ARNOLD, 1999) ou critérios ganhadores de pedidos Slack et al., (2002). Essas características são peculiares a cada mercado e podem modificar-se durante o decorrer do tempo, sendo necessário então que a empresa conheça bem o mercado, seus clientes e, acima de tudo, tenha recursos disponíveis para suportar estas características. A todo o momento, é necessário que a empresa mantenha equilibrados os recursos e a demanda (ou a capacidade e a prioridade), lembrando que este equilíbrio sofre alterações internas (disponibilidade de recursos, capacidade finita, e etc.) e externas (governo, mercado, concorrentes, clientes, e etc.). Para que este equilíbrio seja duradouro, é crucial conhecer antecipadamente quais são os fatores críticos neste processo, onde a demanda figura como um dos mais importantes. Assim, se for possível antecipar a demanda com certa precisão, pode-se agir antecipadamente também nos recursos, de maneira a manter por mais tempo este equilíbrio. Numa outra perspectiva, a cadeia de suprimentos é formada por várias redes (elos) e para o perfeito funcionamento desta cadeia é essencial que se tenha uma antecipação da informação. No modelo de entradas-transformação-saídas, (Figura 1) pode-se observar os diversos fluxos da cadeia de suprimentos. O fluxo de produtos e serviços tem início nos fornecedores (produtores de matéria prima) e segue no sentido do cliente, passando pelo fabricante (que agrega valor à matéria prima). Já o fluxo de informações tem inicio nos clientes (necessidades de futuras compras, pedidos, preferências etc.) e vem em direção ao fabricante, chegando até os fornecedores. Portanto, quanto mais informações dos clientes (mercado), 1

2 puderem ser antecipadas para a cadeia de suprimentos, menores serão os custos e melhor será o nível de serviço. Fluxo dominante de produtos e serviços fornecedores Recursos de entrada Processo de transformação (Produção) Recursos de saída Clientes Fabricante processos Fluxo dominante de informações Figura 1 Modelo de entradas - transformação saídas (adaptado de Arnold, 1999 e Slack et al., 2002) Adicionalmente, os resultados das empresas são fortemente influenciados pelas relações interdepartamentais das organizações, especialmente entre as funções de manufatura e vendas. Este é, do ponto de vista da cadeia de suprimentos, o primeiro elo interno de transferência de informações de pedidos ou previsão de vendas captada do cliente ou mercado para os fornecedores. Esta antecipação da demanda é chamada por Waddell & Sohal (1994) de Previsão de Vendas, que acrescentam ainda que uma boa previsão de vendas é essencial para um eficiente e efetivo gerenciamento, sendo uma ferramenta crucial para a tomada de decisão estratégica e tática. Nessa mesma linha, o Planejamento de Vendas e Operações (S&OP, do inglês Sales and Operations Planning) é, sobretudo, um processo estruturado, em forma de reuniões mensais, onde as informações coletadas pelos diferentes departamentos (finanças, vendas, produção e engenharia), são discutidas, analisadas, e ao final, com o compromisso de todos os representantes destas áreas, os planos funcionais de cada departamento são aprovados. O objetivo do trabalho é apresentar a definição do processo de S&OP e os benefícios alcançados com sua implementação. Para tanto, foi conduzido um estudo de caso em uma empresa fabricante de equipamentos para telecomunicações, que utiliza a estratégia de produção por encomenda (make-to-order), procurando ilustrar como as decisões estruturais da empresa podem ser alinhadas dentro desse processo, através da antecipação da informação por toda a cadeia de suprimentos. Com isso, geram-se subsídios para que os diversos departamentos possam conduzir melhor os negócios e proporcionar um melhor nível de serviço aos clientes. O trabalho é apresentado em quatro seções. Após essa rápida introdução (seção 1), a seção 2, apresenta uma síntese da revisão bibliográfica efetuada sobre o processo de S&OP. A seção 3 apresenta o estudo de caso conduzido, incluindo a metodologia de pesquisa, a coleta, o tratamento e a análise dos dados. A seguir, na seção 4, estão as conclusões do trabalho, seguidas pela lista com as referências bibliográficas utilizadas. 2. Planejamento de vendas e operações Para Kotler (2005), a chave para a sobrevivência e crescimento organizacional é a habilidade da empresa para adaptar suas estratégias em um ambiente rapidamente mutante, o que coloca uma grande importância sobre a administração para antecipar corretamente os eventos futuros. As modernas empresas bem sucedidas são dirigidas por uma orientação para o 2

3 mercado e um planejamento estratégico. Portanto, o plano estratégico de uma empresa é apenas o ponto de partida para o planejamento através dos vários departamentos. O plano estratégico de negócios é uma declaração dos principais objetivos e metas que a empresa espera atingir nos próximos dois a dez anos ou mais. É uma declaração do direcionamento amplo da empresa e mostra o tipo de negócio as linhas de produtos, mercados e assim por diante em que a empresa pretende atuar no futuro. Já o plano funcional indica como a empresa espera atingir esses objetivos. O plano funcional deve estar alinhado com o plano estratégico, devendo ser coerentes entre si: devem contribuir para atender a estratégia corporativa sem provocar desvios nas outras estratégias em função de decisões isoladas. (CARDOSO, 2005). Para Wacker & Lummus (2002), existe uma forte relação entre a previsão de vendas e a decisão de alocação de recursos da companhia. A correta definição dos recursos e dos processos, passando pela capacidade, está diretamente relacionada com as decisões estratégicas da empresa. Na visão de Wallace (1999), o Planejamento de Vendas e Operações (S&OP) é um instrumento para a implementação e o desdobramento do planejamento estratégico (estratégia corporativa), podendo agregar valor ao negocio ao promover o debate, antecipando as necessidades e restrições da empresa, criando a partir daí soluções sincronizadas com os requisitos da demanda e da oferta. Este processo permite o alinhamento entre o Plano Estratégico da Empresa e o Plano Operacional, ligado ao dia-a-dia (Plano Mestre de Produção, Plano de Produção e Compras). Stahl (2000) define o S&OP como um processo que liga as necessidades do mercado à fábrica, através de uma visão consolidada, tendo como principais entradas: condições de mercado e metas da empresa; e como principais saídas: plano de vendas, plano de produção, plano financeiro, plano de pesquisas e desenvolvimento de novos produtos e o plano de entregas. Segundo Olhager et al. (2001), um poderoso recurso fruto do S&OP, é a analise da capacidade total da planta, não somente de cada posto de trabalho como é tradicionalmente conhecido, mas também do ponto de vista estratégico, a ponto de servir como parâmetro para a tomada de decisão da variedade de produtos que serão produzidos. São ainda tomadas decisões como aumentar ou diminuir a capacidade instalada em função do plano aprovado. No topo da estrutura do S&OP está a previsão de vendas (agregada em famílias), que irá direcionar todo o processo. O plano estratégico de negócios da empresa relaciona-se com o processo de S&OP, que por sua vez é gerador de informações que vão para o plano mestre de produção, considerando as capacidades criticas e a demanda futura. A partir do plano mestre de produção, pode-se considerar que o sistema de MRP II (Manufacturing Resource Plannig) assume o planejamento detalhado da fabrica (Figura 2). De maneira resumida, pode-se afirmar que os benefícios obtidos com uma implantação eficaz do S&OP (WALLACE, 1999 e APICS, 2000) são: 1-Para as empresas de fabricação para estoques : Alto nível de atendimento ao cliente e baixos estoques de produtos acabados ao mesmo tempo; 2-Para as empresas de fabricação sob encomenda : Alto nível de atendimento ao cliente e freqüentemente baixo lead time de atendimento ao cliente ao mesmo tempo; 3-Uma produção mais nivelada sem picos ou vales, redução de horas extras e aumento de produtividade; 4-Redução de conflitos entre a média gerência das áreas de Vendas, Marketing, Finanças, Produção, Logística, Planejamento de Materiais, e Desenvolvimento de produtos. O S&OP é parte integrante do gerenciamento da cadeia de suprimentos na medida em que atua nas duas direções (para trás, em direção aos fornecedores, e para a frente, em direção aos clientes) (WALLACE 1999). Na direção dos fornecedores, garantindo uma previsão de 3

4 compra de componentes a longo prazo, o que lhes dá uma maior tranqüilidade e visibilidade do futuro. Podem assim ocorrer negociações previas sobre capacidades, preços, lead times, condições comerciais etc. Na direção dos clientes, pode ser ofertado um nível de serviço melhor, condições especiais de preços para certos clientes incentivando o aumento da demanda, ofertas para diminuir estoques etc. Plano estratégico de negócios S&OP Gerenciamento da Demanda Planejamento da capacidade critica Plano Mestre de Produção MRP material requirements Planning MRP II System Execução do plano de produção e compras Figura 2 Relação entre S&OP e MRP II - APICS (2000) Para Wallace (1999), o sucesso da implantação do processo de S&OP está na disciplina com que as etapas devem ser seguidas. São vários processos envolvidos gerando informações, que são entradas para outros processos de decisão, e assim por diante. É importante estabelecer um ciclo mensal de reuniões que engloba todo o processo de planejamento da empresa em 5 passos (Figura 3). Estes 5 passos devem ser comandados pelos grupos multifuncionais, que devem ser compostos por pessoas das seguintes áreas: Produção, Vendas e Marketing, Atendimento a clientes, Administração de Materiais, Pesquisa e Desenvolvimento, Engenharia de produtos, entre outros. Reunião executiva de Plan. de Vendas e Operações Pré-reunião de Plan. de Vendas Recomendações do novo Plano e Operações Aprovação do novo plano Agrupar as Informações de Produção Restrições de recursos Planejamento Previsão com correções da Demanda Agrupar as Previsões Modelos estatísticos de Vendas de previsão Inicio do mês Ciclo mensal Figura 3 Etapas do Processo de Planejamento de Vendas e Operações adaptado de Wallace (1999) 4

5 Finalmente, cabe destacar que nem sempre a implantação do S&OP apresenta bons resultados. Mac Gougan (2003), aponta algumas armadilhas que devem ser evitadas, pois quase sempre levam ao fracasso da implantação: a) Mudança de cultura: devem-se definir primeiro as capacidades e recursos antes de se detalhar os planos, posição contrária a adotada num nível mais baixo de planejamento, onde após se conhecerem os planos de fabricação adequam-se os recursos e capacidades dos centros de trabalho; b) Entender a importância da integridade das informações: neste nível de informação (famílias) o essencial é conhecer os fatos relevantes e não os detalhes; c) Previsão num nível alto: base da previsão em quantidade e valores agrupados e não em itens diários; d) Limitação dos sistemas: normalmente, as saídas do processo são planilhas e gráficos para tomada de decisão, que não podem servir como entradas para sistemas integrados tipo MRP (Materials Requirement Planning). 3. Estudo de Caso De modo a apurar os benefícios alcançados com a implementação do processo de S&OP, foi conduzido um estudo de caso em uma empresa fabricante de equipamentos para telecomunicações. O objeto de estudo é uma empresa multinacional, com matriz na Suécia, fabricante de equipamentos de telecomunicações, fundada em 1876, líder no mercado mundial de fornecimento de equipamentos e sistemas para telefonia móvel e fixa, com fábricas no Brasil (São Jose dos Campos), Europa e Ásia. A questão principal de pesquisa foi responder a pergunta: Como o Planejamento de Vendas e Operações pode agregar valor para a empresa? A pesquisa é classificada como aplicada (levantamento de informações recentes e que podem ser utilizadas por outros pesquisadores), quantitativa e qualitativa (respectivamente, dados que podem ser mensuráveis e dados que não podem ser transformados em números, métodos que, segundo Bryman (1989), quando associados tem a vantagem de dar mais credibilidade aos dados coletados) e exploratória (proporciona maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito). (GIL, 1988; MARCONI & LAKATOS, 2006). O método de pesquisa utilizado foi estudo de caso, pois, de acordo com Yin (2005), procura-se examinar eventos contemporâneos e efetuar uma inquirição empírica, que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de um contexto da vida real, onde múltiplas fontes de evidências são utilizadas. Foram utilizadas como fontes de dados: documentação da empresa, registros de arquivos, observação participante e entrevistas estruturadas. Durante as entrevistas estruturadas foi aplicado um questionário fechado de múltiplas escolhas (4 opções: concordo totalmente, concordo parcialmente, não concordo e não sei/não se aplica), havendo também uma parte aberta para que os entrevistados emitissem sua opinião sobre aspectos que julgassem relevantes. Para melhor orientar a pesquisa e definir quais seriam as áreas mais importantes dentro da operação, foi utilizado o conceito de atividade de produção de Slack et al. (2002): Qualquer atividade de produção pode ser vista conforme o modelo de entradatrasformação-saída (Figura 1). Em resumo, a produção envolve um conjunto de recursos de entrada usados para transformar algo ou ser transformado em saídas de bens e serviços. Baseado nesse conceito, o estudo de caso procurou descobrir se o S&OP gerou benefícios para as seguintes áreas: fornecedores, produção, clientes e processos. Foram entrevistadas pessoas das áreas de Logística (9 entrevistas, perguntas com foco em clientes, fornecedor e processos), Produção (5 entrevistas com foco em fornecedor, produção e processos), Fornecedor externo (2 entrevistas com o intuito de saber a opinião do fornecedor externo) e 5

6 Vendas (3 entrevistas com foco em clientes e processos). O perfil dos entrevistados foi: 1 diretor de vendas, 8 gerentes, 6 supervisores e 4 colaboradores do nível operacional, todos ligados ao processo de S&OP. Vale destacar que se considera aqui que para os clientes agregar valor significa satisfação, que para Kotler (2005) é definida como nível de sentimento de uma pessoa, resultante da comparação do desempenho (ou resultado) de um produto ou serviço em relação a suas expectativas. Nesse sentido, buscou-se saber se houve algum benefício implementado pelo S&OP, benefício que se transforma em satisfação para o cliente (interno ou externo) e, por conseguinte, valor agregado. A Figura 4 apresenta-se um gráfico com os resultados gerais da pesquisa, num total de 19 entrevistas, que são em seguida analisados por área. 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 58% 30% 8% 4% cliente 55% 60% 62% 34% 29% 26% 20% 18% 15% 9% 8% 2% 5% 4% 2% 5% 0% 4% fornecedor visão interna Concordo Totalmente Não Concordo fornecedor visão externa 80% 62% produção processo Total Concordo Parcialmente não sei / não se aplica Figura 4 Resultado geral da pesquisa a) Resultado geral: 91% concordaram que o processo de S&OP introduziu algum beneficio para a empresa: os maiores benefícios foram nos processos (98%), o maior índice (9%) de respostas não concordo com a introdução de benefícios foi para o fornecedor (respostas de colaboradores internos avaliando o fornecedor externo). Já na visão do fornecedor externo, esse índice foi menor (5%). Na opinião do fornecedor externo, as respostas não sei tiveram o maior índice (15%), o que significa que as mudanças/benefícios para o fornecedor externo muitas vezes não são facilmente relacionadas com as mudanças de processos internos. Ainda para esses entrevistados (fornecedor externo), obteve-se o menor índice de concordo totalmente (20%), o que demonstra uma indecisão quanto a relação direta de causa-efeito ou mudança interna e efeito externo. b) Resultado cliente: Foram abordados os aspectos de entregas e relacionamento (entre cliente e empresa, e, entre vendas e produção), obtendo-se um equilíbrio nas respostas entre esses dois aspectos. Concordaram com a afirmação de que o S&OP implementou benefícios para o cliente 88% dos entrevistados. Ainda, 4% das respostas não concordam com a afirmação acima, e 8% não sabem se existe relação direta entre os benefícios obtidos e a implementação do processo do S&OP. c) Resultado Fornecedor (visão interna): Foram abordados os aspectos de desempenho, relacionamento e custos. No geral, 89% das respostas concordam com a afirmação de que o processo S&OP acrescentou benefícios para os fornecedores, mas 9% não concordaram com tal afirmação. No aspecto desempenho, o menor índice de não concordo (2%) e o maior concordo totalmente ou parcialmente (98%). O que demonstra claramente que houveram melhorias neste aspecto. d) Resultado Fornecedor (visão externa): Também foram abordados os aspectos de desempenho, relacionamento (empresa e fornecedor) e custos. No geral, 80% das 6

7 respostas concordam com a afirmação de que houve novos benefícios para o fornecedor com a introdução do S&OP, mas 15% não sabem. No aspecto desempenho, 100% das respostas foram de que concordam parcialmente com a afirmação. No aspecto de custos, 16% não concordam que houve benefícios, mas também 16% das respostas concordam totalmente com essa mesma afirmação. Para o desempenho, observou-se a mesma opinião tanto dos colaboradores internos como dos próprios fornecedores, ou seja, a visão é de que houve ganhos significativos no desempenho dos fornecedores em razão da implementação do processo de S&OP. e) Resultado Produção: Os seguintes aspectos foram investigados: desempenho, custos e relacionamento entre áreas. Resultados gerais apontam que 88% concordam que houve benefícios para a produção com a introdução do processo de S&OP, já 8% não concordam com tal afirmação. No aspecto desempenho, encontra-se o maior índice de não concordo (13%). O fato de ter havido a implementação de outros processos internos simultaneamente ao S&OP parece ser a razão para tal resultado. No relacionamento entre áreas está o maior índice de concordo totalmente (80%), totalizando 90% para concordo (totalmente ou parcialmente). Esse resultado parece ser decorrência da maior integração entre produção, logística e vendas com reuniões mais freqüentes entre estes grupos. Vale destacar ainda o zero de respostas não concordo, e 10% para não sei. f) Resultado Processos: Foram pesquisados os aspectos de informação, ferramentas e padronização. No geral, os processos foram os que tiveram maiores benefícios introduzidos com o S&OP, uma vez que 98% das respostas foram favoráveis e 80% concordam totalmente que com a introdução do S&OP houve benefícios para os processos. Nos aspectos de informação e padronização, não houve nenhuma resposta não concordo e não sei, demonstrando que nesses itens a concordância foi unânime. Com base nos registros de arquivos e documentos, pode-se ainda destacar os seguintes benefícios obtidos pela empresa: a) Inventários: Houve uma redução de 68,7% no medidor dias de estoque : 69 dias de cobertura de estoque em 2003 contra 22 dias em O medidor giro do estoque teve um aumento de 313% no mesmo período, passando de 5,3 dias para 16,6 dias; b) Precisão de entregas (cliente final): Houve um aumento de 7,9% na precisão de entregas, passando de 92% em 2003, para 99,3% em 2005; c) Satisfação de cliente: Na média geral houve um aumento de 5,8%, passando de 65 pontos em 2004 para 69 pontos (índice de 0 a 100) em O índice da média geral dos concorrentes foi de 63 pontos; d) Tempo de resposta à novas consultas de vendas: Constatou-se uma redução de 16,7% no tempo de resposta a vendas. Em 2004, na média, as consultas eram respondidas em 52,3 horas; em 2005, esse tempo caiu para 43,6 horas; e) Precisão da previsão enviada aos fornecedores: Comparando-se os dados de 2004 com os de 2005, encontra-se uma melhora média de 34% no desempenho de 4 dos 5 fornecedores analisados; f) Tempo de entrega dos produtos: Observou-se uma redução no tempo de entrega para os 3 mais importantes produtos produzidos pela empresa (em volume de entregas), comparando-se 2003 e Para o produto A, houve uma redução de 15,7% no tempo de entrega ao cliente, para o produto B, essa redução foi de 14,2% e para o produto C, a redução foi de 1,5%; g) Precisão na previsão de vendas: Para os mesmos 3 produtos (A, B e C) acima analisados, obteve-se uma melhoria média nos índices de precisão da previsão de vendas de 54%, comparando-se os números de 2003 com os números de

8 As entrevistas revelaram ainda que, quando o processo de implantação do S&OP teve início em 2002, ocasionado por uma decisão em nível mundial para a organização, as áreas de Produção e Logística da empresa despertaram para a necessidade de maior conhecimento a respeito de novas técnicas de planejamento de materiais, inventário e administração da produção. A partir desse momento, treinamentos foram designados no intuito de prover maior conhecimento aos colaboradores dessas áreas. Como exemplo dessa iniciativa pode-se citar a certificação de alguns colaboradores em CPIM - Certified in Production and Inventory Management pelo APICS, entre outros. Como resultado dessa nova capacitação, algumas mudanças ocorreram: por exemplo, a mudança da estratégia de make-to-stock para maketo-order, implantação das account meeting, reuniões mensais onde pessoas da área de logística discutem junto com a área de vendas os novos negócios que estão sendo propostos aos clientes. 4. Conclusões O objetivo do trabalho foi apresentar a definição do processo de Planejamento de Vendas e Operações e os benefícios alcançados com sua implementação. Para tanto, foi conduzido um estudo de caso em uma empresa fabricante de equipamentos para telecomunicações. Embora alguns sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning) tenham incorporado um módulo de S&OP (que quase nunca é implementado), o processo mostrou-se mais do que uma ferramenta informatizada (software) e sim um processo de disciplina e mudança de cultura organizacional. Com base nos resultados obtidos na pesquisa, pode-se concluir que a implantação do processo de S&OP trouxe vários benefícios para a empresa que foi objeto da pesquisa, comprovados através dos questionários efetuados e das melhorias nos medidores de desempenho das diversas áreas. No entanto, vale ressaltar que nem todos esses benefícios podem ser atribuídos exclusivamente a este processo, uma vez que a implementação do S&OP traz consigo uma mudança de postura no relacionamento entre as áreas e freqüentemente introduz outras melhorias em processos já existentes. Finalmente, é importante destacar que houve uma maior harmonia entre áreas notoriamente conhecidas por gerar conflitos dentro da organização (Produção e Vendas), fruto de um maior contato entre essas áreas, que aprenderam a lidar e a compreender as dificuldades umas das outras e a cooperar muito mais entre si. Referências ARNOLD, J.R.T. Administração de Materiais: uma introdução. Trad. Celso Rimoli e Lenita R. Esteves. São Paulo: Editora Atlas, APICS - The Educational Society for Resource Management. Master Planning of Resources (version 1.0 June 2000) Virginia, BRYMAN, A. Research methods and organization studies. London: Unwun Hyman, CARDOSO, A.A. A interface entre vendas e manufatura: uma análise da relação operacional. São Paulo: Dissertação de mestrado Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, GIL, A. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Editora Atlas, KOTLER, P. Administração de Marketing. São Paulo: Editora Pearson Education do Brasil Ltda, MAC GOUGAN, G. S&OP for Top management in a small business. International Conference Proceedings, APICS, F-06, p. 1-4, MARCONI, M. A. & LAKATOS, E.M. Técnicas de Pesquisa. São Paulo: Editora Atlas,

9 OLHAGER, J.; RUDBERG, M & WIKNER, J. Long-term capacity management: Linking the perspectives from manufacturing strategy and sales and operations planning. International Journal of Production Economics, vol. 69, p , SLACK, N.; CHAMBERS, S. & JOHNSTON, R. Administração da Produção. Trad. Maria Teresa Corrêa de Oliveira. São Paulo: Editora Atlas, STAHL, R.A. Sales and Operations Planning A fundamental that still works. Master Planning of Resources Reprints APICS 2000, p.82-85, reprinted from the 1999 APICS Conference Proceedings, WACKER, J.G. & LUMMUS, R.R. Sales forecasting for strategic resource planning. International journal of operations & production management, vol. 22, n. 9, p , WADDELL, D. & SOHAL, A. S. Forecasting: the key to managerial decision making. Management Decision, vol. 32, n. 1, p , WALLACE, T. F. Sales & Operations Planning. Cincinnati, Ohio: T.F.Wallace & Company, YIN, R. K. Estudo de Caso: Planejamento e Métodos. Trad. Daniel Grassi. Porto Alegre: Bookman,

PLANEJAMENTO DE VENDAS E OPERAÇÕES COMO EVOLUÇÃO À CADEIA DE ABASTECIMENTO. UM ESTUDO APLICADO A UMA GRANDE INDUSTRIA ALIMENTÍCIA NO ESTADO DO CEARÁ

PLANEJAMENTO DE VENDAS E OPERAÇÕES COMO EVOLUÇÃO À CADEIA DE ABASTECIMENTO. UM ESTUDO APLICADO A UMA GRANDE INDUSTRIA ALIMENTÍCIA NO ESTADO DO CEARÁ PLANEJAMENTO DE VENDAS E OPERAÇÕES COMO EVOLUÇÃO À CADEIA DE ABASTECIMENTO. UM ESTUDO APLICADO A UMA GRANDE INDUSTRIA ALIMENTÍCIA NO ESTADO DO CEARÁ Harlenn dos Santos Lopes (UFPA ) harlenn@ufpa.br Francisco

Leia mais

1. Introdução. 1.1. A história do ERP

1. Introdução. 1.1. A história do ERP 1. Introdução Podemos definir os sistemas ERP como sistemas de informação integrados na forma de um pacote de software que tem a finalidade de dar suporte à maioria das operações de uma organização. A

Leia mais

A Organização orientada pela demanda. Preparando o ambiente para o Drummer APS

A Organização orientada pela demanda. Preparando o ambiente para o Drummer APS A Organização orientada pela demanda. Preparando o ambiente para o Drummer APS Entendendo o cenário atual As organizações continuam com os mesmos objetivos básicos: Prosperar em seus mercados de atuação

Leia mais

CS&OP-P Certified S&OP Professional

CS&OP-P Certified S&OP Professional A achain é uma empresa especializada nas áreas de Supply Chain, Value Chain e Demand Chain Management, com atuação nas modalidades de serviços de treinamento e apoio administrativo. Missão achain: Proporcionar

Leia mais

PLANEJAMENTO DE VENDAS E OPERAÇÕES (S&OP): um estudo de caso em uma empresa na indústria de telecomunicações

PLANEJAMENTO DE VENDAS E OPERAÇÕES (S&OP): um estudo de caso em uma empresa na indústria de telecomunicações UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção i Juan Carlos Coca Navarro PLANEJAMENTO DE VENDAS E OPERAÇÕES (S&OP): um estudo de caso em uma empresa na indústria de

Leia mais

CONCEITOS E FUNÇÕES DO PLANEJAMENTO, DA PROGRAMAÇÃO E DO CONTROLE DA PRODUÇÃO PPCP (Petrônio Garcia Martins / Fernando Piero Martins Capítulo 7)

CONCEITOS E FUNÇÕES DO PLANEJAMENTO, DA PROGRAMAÇÃO E DO CONTROLE DA PRODUÇÃO PPCP (Petrônio Garcia Martins / Fernando Piero Martins Capítulo 7) CONCEITOS E FUNÇÕES DO PLANEJAMENTO, DA PROGRAMAÇÃO E DO CONTROLE DA PRODUÇÃO PPCP (Petrônio Garcia Martins / Fernando Piero Martins Capítulo 7) A ESTRATÉGIA DA MANUFATURA E O SISTEMA PPCP: A estratégia

Leia mais

Lean e a Gestão Integrada da Cadeia de Suprimentos

Lean e a Gestão Integrada da Cadeia de Suprimentos JOGO DA CERVEJA Experimento 3: Abordagem gerencial hierárquica e centralizada Planejamento Integrado e Nivelado de todos os Estágios de Produção e Distribuição JOGO DA CERVEJA Experimento e 3: Integrando

Leia mais

Sistemas de Administração da Produção. Sistema produtivo. Sistema produtivo. Estimativas de vendas de longo prazo 24/11/2015

Sistemas de Administração da Produção. Sistema produtivo. Sistema produtivo. Estimativas de vendas de longo prazo 24/11/2015 Sistemas de Administração da Produção Segundo Giannesi & Correia (1993) A sobrevivência e o sucesso das organizações dependem da eficiência com a qual produz seus bens e serviços, sendo os custos determinante

Leia mais

Lean e a Gestão Integrada da Cadeia de Suprimentos

Lean e a Gestão Integrada da Cadeia de Suprimentos JOGO DA CERVEJA Experimento e 2: Abordagem gerencial hierárquica e centralizada Planejamento Integrado de todos os Estágios de Produção e Distribuição Motivação para um novo Experimento Atender à demanda

Leia mais

GESTÃO DA PRODUÇÃO E ESTOQUES. George Paulus Pereira Dias

GESTÃO DA PRODUÇÃO E ESTOQUES. George Paulus Pereira Dias GESTÃO DA PRODUÇÃO E ESTOQUES George Paulus Pereira Dias George Paulus Pereira Dias paulus@proage.com.br 1998: Consultor em projetos na área de logística e planejamento com a utilização de técnicas de

Leia mais

Diferenciais do ERP TECNICON: Um caso da área de manufatura

Diferenciais do ERP TECNICON: Um caso da área de manufatura Diferenciais do ERP TECNICON: Um caso da área de manufatura Juliano Hammes (FAHOR) jh000697@fahor.com.br Gustavo Gerlach (FAHOR) gg000675@fahor.com.br Édio Polacinski (FAHOR) edio.pk@gmail.com.br Resumo

Leia mais

MRP, MRPII, ERP... Oracle, SAP, Microsiga... MRP MRP II - ERP. MRP Material Requirement Planning. MRP II Manufacturing Resources Planning

MRP, MRPII, ERP... Oracle, SAP, Microsiga... MRP MRP II - ERP. MRP Material Requirement Planning. MRP II Manufacturing Resources Planning MRP, MRPII, ERP... Oracle, SAP, Microsiga... MRP MRP II - ERP MRP Material Requirement Planning MRP II Manufacturing Resources Planning ERP Enterprise Resource Planning 1 O MRP é um software que auxilia

Leia mais

Advanced Planning and Scheduling

Advanced Planning and Scheduling Advanced Planning and Scheduling Por Soraya Oliveira e Raquel Flexa A importância do planejamento Uma cadeia de suprimentos é composta por diversos elos conectados que realizam diferentes processos e atividades

Leia mais

Marketing. Gestão de Produção. Gestão de Produção. Função Produção. Prof. Angelo Polizzi

Marketing. Gestão de Produção. Gestão de Produção. Função Produção. Prof. Angelo Polizzi Marketing Prof. Angelo Polizzi Gestão de Produção Gestão de Produção Objetivos: Mostrar que produtos (bens e serviços) consumidos, são produzidos em uma ordem lógica, evitando a perda ou falta de insumos

Leia mais

MS715 Planejamento, Programação e Controle da Produção

MS715 Planejamento, Programação e Controle da Produção DISCIPLINA: (considerando que Gestão de Materiais será tratada em outra disciplina - se não, sugere-se uma seção sobre o tema baseada no Capítulo 2 do livro de Corrêa, Gianesi e Caon, 2.001) PROFESSOR:

Leia mais

Vendas na Empresa Lean

Vendas na Empresa Lean Vendas na Empresa Lean Autor: Alexandre Cardoso Publicado: 29/04/2011 Introdução Em uma empresa, a área de Vendas é de extrema importância para o sucesso do negócio. Aprimorar o seu desempenho tem sido

Leia mais

Sistemas de Informação Empresarial. Gerencial

Sistemas de Informação Empresarial. Gerencial Sistemas de Informação Empresarial SIG Sistemas de Informação Gerencial Visão Integrada do Papel dos SI s na Empresa [ Problema Organizacional ] [ Nível Organizacional ] Estratégico SAD Gerência sênior

Leia mais

Alguns dos nossos Clientes

Alguns dos nossos Clientes Alguns dos nossos Clientes Processo de S&OP Caminho para a Excelência em Negócios A Realidade dos Processos Administrativos Muitas empresas gerenciam diversos planos para cada departamento mas não existe

Leia mais

Módulo 6. Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão expressa do autor.

Módulo 6. Todos os direitos de cópia reservados. Não é permitida a distribuição física ou eletrônica deste material sem a permissão expressa do autor. Módulo 6 Módulo 6 Desenvolvimento do projeto com foco no negócio BPM, Análise e desenvolvimento, Benefícios, Detalhamento da metodologia de modelagem do fluxo de trabalho EPMA. Todos os direitos de cópia

Leia mais

Reflexos das customizações na implantação de sistemas ERP: uma comparação entre dois estudos de caso

Reflexos das customizações na implantação de sistemas ERP: uma comparação entre dois estudos de caso Reflexos das customizações na implantação de sistemas ERP: uma comparação entre dois estudos de caso José Henrique de Andrade (EESC-USP) jandrade@sc.usp.br José Renato Munhoz (UFSCAR) renato.munhoz@citrovita.com.br

Leia mais

Projeto gestão de demanda http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/projeto-gestao-de-demanda/62517/

Projeto gestão de demanda http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/projeto-gestao-de-demanda/62517/ Projeto gestão de demanda http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/projeto-gestao-de-demanda/62517/ Muitas empresas se deparam com situações nas tarefas de previsões de vendas e tem como origem

Leia mais

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning

Engª de Produção Prof.: Jesiel Brito. Sistemas Integrados de Produção ERP. Enterprise Resources Planning ERP Enterprise Resources Planning A Era da Informação - TI GRI Information Resource Management -Informação Modo organizado do conhecimento para ser usado na gestão das empresas. - Sistemas de informação

Leia mais

ERP & BI ENTENTENDO A BUSCA CONSTANTE DAS EMPRESAS POR UM SISTEMA QUE FORNEÇA INFORMAÇÕES CONFIÁVEIS PARA TOMADA DE DECISÃO*

ERP & BI ENTENTENDO A BUSCA CONSTANTE DAS EMPRESAS POR UM SISTEMA QUE FORNEÇA INFORMAÇÕES CONFIÁVEIS PARA TOMADA DE DECISÃO* ERP & BI ENTENTENDO A BUSCA CONSTANTE DAS EMPRESAS POR UM SISTEMA QUE FORNEÇA INFORMAÇÕES CONFIÁVEIS PARA TOMADA DE DECISÃO* RESUMO Marilia Costa Machado - UEMG - Unidade Carangola Graciano Leal dos Santos

Leia mais

ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (ERP)

ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (ERP) ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (ERP) Um sistema ERP Enterprise Resource Planning (Planejamento dos Recursos da Empresa) é um pacote de software que tem por finalidade organizar, padronizar e integrar as

Leia mais

De onde vieram e para onde vão os sistemas integrados de gestao ERP

De onde vieram e para onde vão os sistemas integrados de gestao ERP Artigo 02 De onde vieram e para onde vão os sistemas integrados de gestao ERP Este documento faz parte do material que compõe o livro: Planejamento, Programação e Controle da Produção MRP II / ERP: Conceitos,

Leia mais

Tecnologia da Informação

Tecnologia da Informação Tecnologia da Informação Gestão Organizacional da Logística Sistemas de Informação Sistemas de informação ERP - CRM O que é ERP Os ERPs em termos gerais, são uma plataforma de software desenvolvida para

Leia mais

O APS (ADVANCED PLANNING SYSTEMS) APLICADO AO ERP TECNICON: PRINCÍPIOS DE USABILIDADE

O APS (ADVANCED PLANNING SYSTEMS) APLICADO AO ERP TECNICON: PRINCÍPIOS DE USABILIDADE O APS (ADVANCED PLANNING SYSTEMS) APLICADO AO ERP TECNICON: PRINCÍPIOS DE USABILIDADE Robson Pache (FAHOR) rp000705@fahor.com.br Juliano Hammes (FAHOR) jh000697@fahor.com.br Vilmar Boeno Silva (FAHOR)

Leia mais

SOLMIX Consultoria Empresarial - Fone: 011 99487 7751

SOLMIX Consultoria Empresarial - Fone: 011 99487 7751 Objetivos Nosso Objetivo é Colocar a disposição das empresas, toda nossa Experiência Profissional e metodologia moderna, dinâmica e participativa, para detectar as causas sintomáticas e seus efeitos. Realizar

Leia mais

ERP Entreprise Resource Planning. Fabiano Armellini

ERP Entreprise Resource Planning. Fabiano Armellini ERP Entreprise Resource Planning Fabiano Armellini Overview 1) Introdução 2) Histórico 2.1) MRP 2.2) MRP II 2.3) Do MRP II ao ERP 3) Módulos do ERP 3.1) Módulos de supply chain management 3.2) Módulos

Leia mais

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO @ribeirord FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Rafael D. Ribeiro, M.Sc,PMP. rafaeldiasribeiro@gmail.com http://www.rafaeldiasribeiro.com.br Sistemas de Informação Sistemas de Apoio às Operações Sistemas

Leia mais

E-Business global e colaboração

E-Business global e colaboração E-Business global e colaboração slide 1 2011 Pearson Prentice Hall. Todos os direitos reservados. 2.1 Copyright 2011 Pearson Education, Inc. publishing as Prentice Hall Objetivos de estudo Quais as principais

Leia mais

Material de Apoio. Sistema de Informação Gerencial (SIG)

Material de Apoio. Sistema de Informação Gerencial (SIG) Sistema de Informação Gerencial (SIG) Material de Apoio Os Sistemas de Informação Gerencial (SIG) são sistemas ou processos que fornecem as informações necessárias para gerenciar com eficácia as organizações.

Leia mais

Prof. Me. Vítor Hugo Dias da Silva

Prof. Me. Vítor Hugo Dias da Silva Prof. Me. Vítor Hugo Dias da Silva Programação e Controle da Produção é um conjunto de funções inter-relacionadas que objetivam comandar o processo produtivo e coordená-lo com os demais setores administrativos

Leia mais

Aula 5 Supply Chain Management (SCM) Gestão da cadeia de suprimentos Prof: Cleber A. de Oliveira

Aula 5 Supply Chain Management (SCM) Gestão da cadeia de suprimentos Prof: Cleber A. de Oliveira 1. Introdução Aula 5 Supply Chain Management (SCM) Gestão da cadeia de suprimentos Prof: Cleber A. de Oliveira Gestão de Sistemas de Informação Os estudos realizados nas disciplinas Gestão da Produção

Leia mais

PCP - Planejamento e Controle da Produção. Cap 2 PIVO / S&OP Planejamento Integrado de Vendas e Operações Sales and Opera.

PCP - Planejamento e Controle da Produção. Cap 2 PIVO / S&OP Planejamento Integrado de Vendas e Operações Sales and Opera. PCP - Planejamento e Controle da Produção Cap 2 PIVO / S&OP Planejamento Integrado de Vendas e Operações Sales and Opera.ons Planning Prof. Silene Seibel, Dra. silene@joinville.udesc.br PIVO = S&OP (Sales

Leia mais

Objetivo da Aula. Enterprise Resource Planning - ERP. Descrever os sistemas ERP, seus módulos e possíveis aplicações e tendências 23/4/2010

Objetivo da Aula. Enterprise Resource Planning - ERP. Descrever os sistemas ERP, seus módulos e possíveis aplicações e tendências 23/4/2010 Enterprise Resource Planning - ERP Objetivo da Aula Descrever os sistemas ERP, seus módulos e possíveis aplicações e tendências 2 1 Sumário Informação & TI Sistemas Legados ERP Classificação Módulos Medidas

Leia mais

Ortems. Agile Manufacturing Software ADV ANCE D PLANN ING AND DE TAI LED SCH EDUL ING - AP S

Ortems. Agile Manufacturing Software ADV ANCE D PLANN ING AND DE TAI LED SCH EDUL ING - AP S ADV ANCE D PLANN ING AND DE TAI LED SCH EDUL ING - AP S QUEM SOMOS Empresa criada no Brasil no ano de 1996 como joint-venture da SORMA SpA Itália, proprietária de um software ERP para indústrias. Realizou

Leia mais

Evolução estratégica do processo de compras ou suprimentos de bens e serviços nas empresas

Evolução estratégica do processo de compras ou suprimentos de bens e serviços nas empresas Evolução estratégica do processo de compras ou suprimentos de bens e serviços nas empresas Ataíde Braga Introdução A aquisição de bens e serviços a serem utilizados na produção e na revenda de produtos

Leia mais

ESTUDO DA GESTÃO DE ESTOQUE DE UMA EMPRESA DO SETOR DE SANEAMENTO

ESTUDO DA GESTÃO DE ESTOQUE DE UMA EMPRESA DO SETOR DE SANEAMENTO ESTUDO DA GESTÃO DE ESTOQUE DE UMA EMPRESA DO SETOR DE SANEAMENTO Adilson MENESIS 1; Aline Martins, CHAVES 2 ; Josiane Maria ALVES 3 ; Patrícia Carvalho, CAMPOS 4 1 Estudante Administração. Instituto Feral

Leia mais

Introdução ao S&OP - Sales and Operations Planning. Fernando Augusto Silva Marins www.feg.unesp.br/~fmarins fmarins@feg.unesp.br

Introdução ao S&OP - Sales and Operations Planning. Fernando Augusto Silva Marins www.feg.unesp.br/~fmarins fmarins@feg.unesp.br Introdução ao S&OP - Sales and Operations Planning. Fernando Augusto Silva Marins www.feg.unesp.br/~fmarins fmarins@feg.unesp.br 1. Introdução Sumário 2. Objetivos Específicos do S&OP 3. Descrição do Processo

Leia mais

Prof. Me. Maico Roris Severino Curso Engenharia de Produção Universidade Federal de Goiás (UFG) Campus Catalão

Prof. Me. Maico Roris Severino Curso Engenharia de Produção Universidade Federal de Goiás (UFG) Campus Catalão Prof. Me. Maico Roris Severino Curso Engenharia de Produção Universidade Federal de Goiás (UFG) Campus Catalão 1 Roteiro da Apresentação Definições Cadeia de Suprimentos Logística Gestão da Cadeia de Suprimentos

Leia mais

CRM - gestão eficiente do relacionamento com os clientes

CRM - gestão eficiente do relacionamento com os clientes CRM - gestão eficiente do relacionamento com os clientes Mais que implantação, o desafio é mudar a cultura da empresa para documentar todas as interações com o cliente e transformar essas informações em

Leia mais

Professor: Disciplina:

Professor: Disciplina: Professor: Curso: Esp. Marcos Morais de Sousa marcosmoraisdesousa@gmail.com Sistemas de informação Disciplina: Introdução a SI 19/04 Recursos e Tecnologias dos Sistemas de Informação Turma: 01º semestre

Leia mais

Sistemas Integrados ASI - II

Sistemas Integrados ASI - II Sistemas Integrados ASI - II SISTEMAS INTEGRADOS Uma organização de grande porte tem muitos tipos diferentes de Sistemas de Informação que apóiam diferentes funções, níveis organizacionais e processos

Leia mais

artigo SUPPLY CHAIN Ricardo Caruso Vieira (rcaruso@aquarius.com.br), Departamento de Serviços Especiais da Aquarius Software Ltda.

artigo SUPPLY CHAIN Ricardo Caruso Vieira (rcaruso@aquarius.com.br), Departamento de Serviços Especiais da Aquarius Software Ltda. O PAPEL DA AUTOMAÇÃO NA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS Ricardo Caruso Vieira (rcaruso@aquarius.com.br), Departamento de Serviços Especiais da Aquarius Software Ltda. INTRODUÇÃO Peter Drucker, um dos pensadores

Leia mais

GESTÃO EM PRODUÇÃO E SERVIÇOS

GESTÃO EM PRODUÇÃO E SERVIÇOS UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA INDUSTRIAL MBA GESTÃO EM PRODUÇÃO E SERVIÇOS DISCIPLINAS E EMENTAS SINTONIZANDO PERCEPÇÕES E UNIFORMIZANDO A LINGUAGEM

Leia mais

XLVII SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PESQUISA OPERACIONAL

XLVII SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PESQUISA OPERACIONAL UM MODELO DE PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO CONSIDERANDO FAMÍLIAS DE ITENS E MÚLTIPLOS RECURSOS UTILIZANDO UMA ADAPTAÇÃO DO MODELO DE TRANSPORTE Debora Jaensch Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção

Leia mais

Sales and Operations Planning uma maneira simples de obter ganhos com a integração interna

Sales and Operations Planning uma maneira simples de obter ganhos com a integração interna uma maneira simples de obter ganhos com a integração interna Rodrigo Arozo A quebra dos silos funcionais e a integração entre as diversas áreas das empresas, bem como a adoção de uma visão por processos,

Leia mais

A certificação CS&OP-P

A certificação CS&OP-P A certificação CS&OP-P Em mercados competitivos o profissional que dominar o processo de S&OP possuirá grande diferencial estratégico e vantagem competitiva no ambiente de negócios. Neste cenário onde

Leia mais

MBA Executivo em Logística e Supply Chain Management

MBA Executivo em Logística e Supply Chain Management ISCTE BUSINESS SCHOOL INDEG_GRADUATE CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO MBA Executivo em Logística e Supply Chain Management www.strong.com.br/alphaville - www.strong.com.br/osasco - PABX:

Leia mais

ANP. (2012). Agência Nacional de Petroleo. Acesso em 22 de 06 de 2012, disponível em http://www.anp.gov.br

ANP. (2012). Agência Nacional de Petroleo. Acesso em 22 de 06 de 2012, disponível em http://www.anp.gov.br 98 8. REFERÊNCIAS ANAC. (2012). Anuário do Transporte Aéreo. Acesso em 18 de agosto de 2012, disponível em Site da ANAC: http://www2.anac.gov.br/estatistica/anuarios.asp ANP. (2012). Agência Nacional de

Leia mais

Tecnologias e Sistemas de Informação

Tecnologias e Sistemas de Informação Universidade Federal do Vale do São Francisco Curso de Administração Tecnologia e Sistemas de Informação - 02 Prof. Jorge Cavalcanti jorge.cavalcanti@univasf.edu.br www.univasf.edu.br/~jorge.cavalcanti

Leia mais

Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia

Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia Processo de EO Procedimentos que são, ou podem ser, usados para formular as estratégias de operações que a empresa deveria adotar (SLACK,

Leia mais

APS Advanced Plainning and Scheduling Sistema Avançado de Produção

APS Advanced Plainning and Scheduling Sistema Avançado de Produção APS Advanced Plainning and Scheduling Sistema Avançado de Produção O módulo APS é a mais nova ferramenta que irá auxiliar no gerenciamento da produção. O principal objetivo do APS é a determinação exata

Leia mais

PROGRAMA DE TREINAMENTO

PROGRAMA DE TREINAMENTO Jogo de Empresa POLITRON Tutorial para Uso da Planilha PROGRAMA DE TREINAMENTO EM MRP II Tutorial para o uso da Planilha do POLITRON Direitos Reservados - Reprodução Proibida Janeiro/2001 Versão Demonstrativa

Leia mais

T2Ti Tecnologia da Informação Ltda T2Ti.COM http://www.t2ti.com Projeto T2Ti ERP 2.0 Autor: Marco Polo Viana. Bloco Suprimentos

T2Ti Tecnologia da Informação Ltda T2Ti.COM http://www.t2ti.com Projeto T2Ti ERP 2.0 Autor: Marco Polo Viana. Bloco Suprimentos Bloco Suprimentos Controle de Produção PCP Objetivo O objetivo deste artigo é dar uma visão geral sobre o Módulo Controle de Produção PCP, que se encontra no Bloco Suprimentos. Todas informações aqui disponibilizadas

Leia mais

ERP: Pacote Pronto versus Solução in house

ERP: Pacote Pronto versus Solução in house ERP: Pacote Pronto versus Solução in house Introdução Com a disseminação da utilidade e dos ganhos em se informatizar e integrar os diversos departamentos de uma empresa com o uso de um ERP, algumas empresas

Leia mais

Gerenciamento da cadeia de suprimentos no setor automobilístico: um estudo de caso no consórcio modular

Gerenciamento da cadeia de suprimentos no setor automobilístico: um estudo de caso no consórcio modular Gerenciamento da cadeia de suprimentos no setor automobilístico: um estudo de caso no consórcio modular Ana Carolina Cardoso Firmo (UNIFEI) accfirmo@unifei.edu.br Renato da Silva Lima (UNIFEI) rslima@unifei.edu.br

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO MERCADOLÓGICA II

ADMINISTRAÇÃO MERCADOLÓGICA II ADMINISTRAÇÃO MERCADOLÓGICA II Atividades Gerenciais de MKT Produto Testar Novos Produtos; Modificar Atuais; Eliminar; Política de Marcas; Criar Satisfação e Valor; Embalagem. 2 1 Atividades Gerenciais

Leia mais

ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DO SOFTWARE MRP I EM UMA MICRO-EMPRESA MOVELEIRA LOCALIZADA NO VALE DO PARAIBA

ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DO SOFTWARE MRP I EM UMA MICRO-EMPRESA MOVELEIRA LOCALIZADA NO VALE DO PARAIBA ESTUDO DA VIABILIDADE ECONÔMICA DE IMPLANTAÇÃO DO SOFTWARE MRP I EM UMA MICRO-EMPRESA MOVELEIRA LOCALIZADA NO VALE DO PARAIBA Tiago Augusto Cesarin 1, Vilma da Silva Santos 2, Edson Aparecida de Araújo

Leia mais

TRANSFORMANDO O DIÁLOGO ENTRE VENDAS E OPERAÇÕES PARA AUMENTAR AS VENDAS

TRANSFORMANDO O DIÁLOGO ENTRE VENDAS E OPERAÇÕES PARA AUMENTAR AS VENDAS TRANSFORMANDO O DIÁLOGO ENTRE VENDAS E OPERAÇÕES PARA AUMENTAR AS VENDAS UMA MELHOR COLABORAÇÃO E ALOCAÇÃO DE RESPONSABILIDADES RESULTANTE DA COORDENAÇÃO ENTRE VENDAS E OPERAÇÕES AUMENTA A COMPETITIVIDADE

Leia mais

Planejamento, Programação e Controle da Produção

Planejamento, Programação e Controle da Produção Planejamento, Programação e Controle da Produção Aula 01 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina oferecida pela UNINOVE. O acesso

Leia mais

Evolução dos sistemas ERP nas empresas

Evolução dos sistemas ERP nas empresas Evolução dos sistemas ERP nas empresas Aloísio André dos Santos (ITA) aloisio@mec.ita.br João Murta Alves (ITA) murta@mec.ita.br Resumo Os sistemas ERP são considerados uma evolução dos sistemas de administração

Leia mais

Proposição de ações estratégicas para superação das barreiras e efetiva implantação do processo de planejamento integrado (S&OP)

Proposição de ações estratégicas para superação das barreiras e efetiva implantação do processo de planejamento integrado (S&OP) Proposição de ações estratégicas para superação das barreiras e efetiva implantação do processo de planejamento integrado (S&OP) Leandro de Freitas Matheus (Axia Consulting) leandro.matheus@axiaconsulting.com.br

Leia mais

Pesquisa sobre a integração da Logística com o Marketing em empresas de grande porte

Pesquisa sobre a integração da Logística com o Marketing em empresas de grande porte III SEGeT Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia 1 Pesquisa sobre a integração da Logística com o Marketing em empresas de grande porte Alexandre Valentim 1 Heloisa Nogueira 1 Dário Pinto Junior

Leia mais

Desafios para implementação de iniciativas de colaboração no processo de planejamento da demanda

Desafios para implementação de iniciativas de colaboração no processo de planejamento da demanda Desafios para implementação de iniciativas de colaboração no processo de planejamento da demanda Parte II Leonardo Julianeli Na primeira parte deste texto*, foram apresentados os principais motivadores

Leia mais

ERP Enterprise Resource Planning

ERP Enterprise Resource Planning ERP Enterprise Resource Planning Planejamento de Recursos da Empresa Sistema Integrado de Gestão Corporativa Prof. Francisco José Lopes Rodovalho 1 Um breve histórico sobre o surgimento do software ERP

Leia mais

Gerenciamento simultâneo de produção e processo

Gerenciamento simultâneo de produção e processo Gerenciamento simultâneo de produção e processo Leonardo Werncke Oenning - Departamento de Engenharia de Materiais UNESC, wo.leo@hotmail.com Leopoldo Pedro Guimarães Filho UNESC, lpg@unesc.net; Dino Gorini

Leia mais

SUPPLY CHAIN MANAGEMENT: UMA INTRODUÇÃO À UM MODELO DE GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE DIFERENCIAL COMPETITIVO

SUPPLY CHAIN MANAGEMENT: UMA INTRODUÇÃO À UM MODELO DE GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE DIFERENCIAL COMPETITIVO SUPPLY CHAIN MANAGEMENT: UMA INTRODUÇÃO À UM MODELO DE GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS PARA OBTENÇÃO DE DIFERENCIAL COMPETITIVO BURGO, Rodrigo Navarro Sanches, RIBEIRO, Talita Cristina dos Santos, RODRIGUES,

Leia mais

Unidade I GESTÃO DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA. Prof. Léo Noronha

Unidade I GESTÃO DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA. Prof. Léo Noronha Unidade I GESTÃO DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA Prof. Léo Noronha A administração de materiais A administração de materiais procura conciliar as necessidades de suprimentos com a otimização dos recursos financeiros

Leia mais

MRP Materials Requirements Planning (Planejamento de necessidades de materiais)

MRP Materials Requirements Planning (Planejamento de necessidades de materiais) MRP MRP Materials Requirements Planning (Planejamento de necessidades de materiais) Questões-chaves O Que é MRP? MRP quer dizer planejamento das necessidades de materiais, que são sistemas de demanda dependentes,

Leia mais

PLANEJAMENTO OPERACIONAL - MARKETING E PRODUÇÃO MÓDULO 3 O QUE É PLANEJAMENTO DE VENDAS E OPERAÇÕES?

PLANEJAMENTO OPERACIONAL - MARKETING E PRODUÇÃO MÓDULO 3 O QUE É PLANEJAMENTO DE VENDAS E OPERAÇÕES? PLANEJAMENTO OPERACIONAL - MARKETING E PRODUÇÃO MÓDULO 3 O QUE É PLANEJAMENTO DE VENDAS E OPERAÇÕES? Índice 1. O que é planejamento de...3 1.1. Resultados do planejamento de vendas e operações (PVO)...

Leia mais

Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio

Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio Mudança de foco Parceria financeira entre o CFO e as unidades de negócio Índice Fora da sombra da área administrativa 3 Como atingir o equilíbrio financeiro 4 O Financeiro encontra várias barreiras até

Leia mais

MRP / MRP II / ERP (capítulos 11 e 12)

MRP / MRP II / ERP (capítulos 11 e 12) MRP / MRP II / ERP (capítulos 11 e 12) As siglas MRP, MRP II e ERP são bastante difundidas e significam: MRP Materials Requirements Planning Planejamento das Necessidades de Materiais; MRP II Resource

Leia mais

Logística Empresarial. Global Sourcing A Globalização e a Nova Visão da Logística Parte II. Aula 6. Conceitos Importantes.

Logística Empresarial. Global Sourcing A Globalização e a Nova Visão da Logística Parte II. Aula 6. Conceitos Importantes. Logística Empresarial Aula 6 Global Sourcing A Globalização e a Nova Visão da Logística Parte II Prof. Me. John Jackson Buettgen Contextualização Conceitos Importantes Fluxos logísticos É o movimento ou

Leia mais

A medição do desempenho na cadeia de suprimentos JIT e compras

A medição do desempenho na cadeia de suprimentos JIT e compras A medição do desempenho na cadeia de suprimentos JIT e compras Medição do desempenho na cadeia de suprimentos Medição do desempenho Sob a perspectiva da gestão da produção, o desempenho pode ser definido

Leia mais

GESTÃO DE ESTOQUE: ANÁLISE DAS FERRAMENTAS DE CONTROLE EM UMA EMPRESA DA CIDADE DE MOSSORÓ RN

GESTÃO DE ESTOQUE: ANÁLISE DAS FERRAMENTAS DE CONTROLE EM UMA EMPRESA DA CIDADE DE MOSSORÓ RN 25 a 28 de Outubro de 2011 ISBN 978-85-8084-055-1 GESTÃO DE ESTOQUE: ANÁLISE DAS FERRAMENTAS DE CONTROLE EM UMA EMPRESA DA CIDADE DE MOSSORÓ RN Cícero Eriberto da Silva 1, Hudson do Vale de Oliveira 2,

Leia mais

Planejamento Agregado: na ótica do PCP e da Administração da Produção

Planejamento Agregado: na ótica do PCP e da Administração da Produção Planejamento Agregado: na ótica do PCP e da Administração da Produção Henrique Holowka 1 (EPA, DEP/FECILCAM) henrique_engprod@yahoo.com Isabela Korczovei Lemes 2 (EPA, DEP/FECILCAM) kl.isabela@hotmail.com

Leia mais

Capítulo 2 E-Business global e colaboração

Capítulo 2 E-Business global e colaboração Objetivos de estudo Capítulo 2 E-Business global e colaboração Quais as principais características de um negócio que são relevantes para a compreensão do papel dos sistemas de informação? Como os sistemas

Leia mais

FUNDAÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DA REGIÃO CENTRO-SUL FUNDASUL CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS - Contabilidade Gerencial PROFESSOR - PAULO NUNES

FUNDAÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DA REGIÃO CENTRO-SUL FUNDASUL CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS - Contabilidade Gerencial PROFESSOR - PAULO NUNES FUNDAÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DA REGIÃO CENTRO-SUL FUNDASUL CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS - Contabilidade Gerencial PROFESSOR - PAULO NUNES 1 1. Conceito e caracterização CONTABILIDADE GERENCIAL A Contabilidade

Leia mais

Código da Disciplina: ENEX01427. Semestre Letivo: 1ºSEM/2015

Código da Disciplina: ENEX01427. Semestre Letivo: 1ºSEM/2015 Unidade Universitária: FACULDADE DE COMPUTAÇÃO E INFORMÁTICA Curso: Sistemas de Informação Disciplina: SISTEMAS DE GESTÃO DE FINANÇAS E CUSTOS Etapa: 07 Carga horária: 68 Teóricas, 0 Práticas, 0 EaD Ementa:

Leia mais

MRP COMO SISTEMA PROPULSOR DE MELHORIAS NA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS

MRP COMO SISTEMA PROPULSOR DE MELHORIAS NA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS ISSN 1984-9354 MRP COMO SISTEMA PROPULSOR DE MELHORIAS NA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS Jamile Pereira Cunha Rodrigues (UESC) Resumo Diante do atual cenário competitivo empresarial, as empresas estão buscando

Leia mais

Dados x Informações. Os Sistemas de Informação podem ser:

Dados x Informações. Os Sistemas de Informação podem ser: CONCEITOS INICIAIS O tratamento da informação precisa ser visto como um recurso da empresa. Deve ser planejado, administrado e controlado de forma eficaz, desenvolvendo aplicações com base nos processos,

Leia mais

MEDIÇÃO DE DESEMPENHO DO PROCESSO DE MELHORIA CONTÍNUA EM EMPRESA CERTIFICADA ISO 9001:2000

MEDIÇÃO DE DESEMPENHO DO PROCESSO DE MELHORIA CONTÍNUA EM EMPRESA CERTIFICADA ISO 9001:2000 XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. MEDIÇÃO DE DESEMPENHO DO PROCESSO DE MELHORIA CONTÍNUA EM EMPRESA CERTIFICADA ISO 9001:2000 Patricia Lopes de Oliveira (UFSCar) patricia@ccdm.ufscar.br

Leia mais

- Como utilizar essas medidas para analisar, melhorar e controlar o desempenho da cadeia de suprimentos?

- Como utilizar essas medidas para analisar, melhorar e controlar o desempenho da cadeia de suprimentos? Fascículo 5 A medição do desempenho na cadeia de suprimentos Com o surgimento das cadeias de suprimento (Supply Chain), a competição no mercado tende a ocorrer cada vez mais entre cadeias produtivas e

Leia mais

3 O sistema APO Advanced Planner and Optimizer

3 O sistema APO Advanced Planner and Optimizer 3 O sistema APO Advanced Planner and Optimizer Esse capítulo tem por objetivo apresentar os conceitos do sistema APO (Advanced Planner and Optimizer), o sistema APS da empresa alemã SAP. O sistema APO

Leia mais

Planejamento da produção: Previsão de demanda para elaboração do plano de produção em indústria de sorvetes.

Planejamento da produção: Previsão de demanda para elaboração do plano de produção em indústria de sorvetes. Planejamento da produção: Previsão de demanda para elaboração do plano de produção em indústria de sorvetes. Tiago Esteves Terra de Sá (UFOP) tiagoeterra@hotmail.com Resumo: Este trabalho busca apresentar

Leia mais

O Papel da Logística na Organização Empresarial e na Economia GESTÃO LOGÍSTICA. Amílcar Arantes 1

O Papel da Logística na Organização Empresarial e na Economia GESTÃO LOGÍSTICA. Amílcar Arantes 1 GESTÃO LOGÍSTICA Capítulo - 6 Objectivos Identificação das actividades de gestão de materiais; Familiarização do conceito de Gestão em Qualidade Total (TQM); Identificar e descrever uma variedade de filosofias

Leia mais

TÍTULO: CADEIA DE SUPRIMENTOS DA KEIPER DO BRASIL CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO

TÍTULO: CADEIA DE SUPRIMENTOS DA KEIPER DO BRASIL CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO Anais do Conic-Semesp. Volume 1, 2013 - Faculdade Anhanguera de Campinas - Unidade 3. ISSN 2357-8904 TÍTULO: CADEIA DE SUPRIMENTOS DA KEIPER DO BRASIL CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

Leia mais

APRESENTAÇÃO DE PORTFOLIO DE SERVIÇOS

APRESENTAÇÃO DE PORTFOLIO DE SERVIÇOS APRESENTAÇÃO DE PORTFOLIO DE SERVIÇOS Versão 1 2010 A SIX SIGMA BRASIL apresenta a seguir seu portfolio de capacitação e consultoria de serviços de gerenciamento de projetos, processos (lean e seis sigma)

Leia mais

SISTEMAS INTEGRADOS P o r f.. E d E uar a d r o Oli l v i e v i e r i a

SISTEMAS INTEGRADOS P o r f.. E d E uar a d r o Oli l v i e v i e r i a SISTEMAS INTEGRADOS Prof. Eduardo Oliveira Bibliografia adotada: COLANGELO FILHO, Lúcio. Implantação de Sistemas ERP. São Paulo: Atlas, 2001. ISBN: 8522429936 LAUDON, Kenneth C.; LAUDON, Jane Price. Sistemas

Leia mais

A utilização de um sistema ERP após implantação: estudo de caso em uma empresa do ramo ferroviário da região metropolitana de Belo Horizonte

A utilização de um sistema ERP após implantação: estudo de caso em uma empresa do ramo ferroviário da região metropolitana de Belo Horizonte 1 A utilização de um sistema ERP após implantação: estudo de caso em uma empresa do ramo ferroviário da região metropolitana de Belo Horizonte Michel Gonçalves da Silva Centro Universitário de Belo Horizonte

Leia mais

Palestra: Entrerprise Resource Planning - ERP

Palestra: Entrerprise Resource Planning - ERP Palestra: Entrerprise Resource Planning - ERP Ricardo Vilarim Formado em Administração de Empresas e MBA em Finanças Corporativas pela UFPE, Especialização em Gestão de Projetos pelo PMI-RJ/FIRJAN. Conceito

Leia mais

MRP - MATERIAL REQUERIMENT PLANNING (PLANEJAMENTO DAS NECESSIDADES DE MATERIAS)

MRP - MATERIAL REQUERIMENT PLANNING (PLANEJAMENTO DAS NECESSIDADES DE MATERIAS) MRP - MATERIAL REQUERIMENT PLANNING (PLANEJAMENTO DAS NECESSIDADES DE MATERIAS) SILVA M. C. Melo. UFSe (2001) MRP e MRP II O objetivo do conteúdo dessas aulas é enfocar os sistemas MRP e MRPII no processo

Leia mais

Case Baterias Moura. Liderança em Baterias. Previsão da demanda. Programação de produção. Insumos. MRP - Moura. Produtos em Processo.

Case Baterias Moura. Liderança em Baterias. Previsão da demanda. Programação de produção. Insumos. MRP - Moura. Produtos em Processo. Case Baterias Moura Liderança em Baterias Centro de Distribuição Planta de Reciclagem Planta de Baterias Porto Rico - USA Buenos Aires - Argentina Previsão da demanda Programação de produção VENDA DOS

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO GERENCIAL: UM ESTUDO DE CASO EM UMA PEQUENA EMPRESA DO SETOR AGRONEGÓCIO NO MUNICÍPIO DE BAMBUÍ/MG.

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO GERENCIAL: UM ESTUDO DE CASO EM UMA PEQUENA EMPRESA DO SETOR AGRONEGÓCIO NO MUNICÍPIO DE BAMBUÍ/MG. Bambuí/MG - 2008 A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO GERENCIAL: UM ESTUDO DE CASO EM UMA PEQUENA EMPRESA DO SETOR AGRONEGÓCIO NO MUNICÍPIO DE BAMBUÍ/MG. Ana Cristina Teixeira AMARAL (1); Wemerton Luis EVANGELISTA

Leia mais

Universidade Cruzeiro do Sul. Campus Virtual Unidade I: Unidade: Processos Mercadológicos

Universidade Cruzeiro do Sul. Campus Virtual Unidade I: Unidade: Processos Mercadológicos Universidade Cruzeiro do Sul Campus Virtual Unidade I: Unidade: Processos Mercadológicos 2010 0 O Processo pode ser entendido como a sequência de atividades que começa na percepção das necessidades explícitas

Leia mais

BROMBERGER, Dalton (UTFPR) daltonbbr@yahoo.com.br. KUMMER, Aulison André (UTFPR) aulisonk@yahoo.com.br. PONTES, Herus³ (UTFPR) herus@utfpr.edu.

BROMBERGER, Dalton (UTFPR) daltonbbr@yahoo.com.br. KUMMER, Aulison André (UTFPR) aulisonk@yahoo.com.br. PONTES, Herus³ (UTFPR) herus@utfpr.edu. APLICAÇÃO DAS TÉCNICAS DE PREVISÃO DE ESTOQUES NO CONTROLE E PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO DE MATÉRIA- PRIMA EM UMA INDÚSTRIA PRODUTORA DE FRANGOS DE CORTE: UM ESTUDO DE CASO BROMBERGER, Dalton (UTFPR) daltonbbr@yahoo.com.br

Leia mais

Gestão estratégica em finanças

Gestão estratégica em finanças Gestão estratégica em finanças Resulta Consultoria Empresarial Gestão de custos e maximização de resultados A nova realidade do mercado tem feito com que as empresas contratem serviços especializados pelo

Leia mais